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Metodologia de

desenvolvimento do Projeto
de Arquitetura

Vanessa Gonçalves
Emanuela Montoni
ARQUITETURA –construção de espaços

• Arte de organizar e construir espaços, possui três


instâncias de apropriação pelo homem

•CONCEPÇÃO;
•PRODUÇÃO;
•PRÁTICA OU USO.

Nordpark Cable Railway Innsbruck, Austria


Projeto de modernização do transporte ferroviário em Innsbruck, Austria Fonte:http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo
ARQUITETURA –construção de espaços

• Pode-se considerar um espaço arquitetônico


qualquer intervenção no meio ambiente, seja qual
for a sua escala, tanto em nível interior como
exterior, público ou privado, que visa a
organização e/ou configuração do entorno para
o ser humano.

•Pesquisa do Objeto de Estudo e suas Condicionantes


•Estudo de casos
•Visita ao terreno
•Conceituação do Projeto
•Desenvolvimento Estudo Preliminar
5.1 Dimensionamento e Setorização
ARQUITETURA –construção de espaços

• Princípios da arquitetura – tratado de arquitetura


(Vitruvius, 2007)
• Firmitas- solidez ( estabilidade- construção)
• Utilitas- função ( funcionalidade externa e interna)
• Venustas- estética/beleza

Fonte:http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo
“O projeto não nasce do desenho.”

PROJETO

ERGONOMIA NECESSIDADES
PARTICULARES
E COLETIVAS
CONDICIONANTES

LUGAR
CUSTOS

MATERIAIS E
TÉCNICAS
CONSTRUTIVAS
OBJETO DE ESTUDO
ETAPA DE PLANEJAMENTO DE PROJETO
TEMA

1. Pesquisa conceitual do tema CONCEITO


2. Pesquisa de projetos de referência PARTIDO ARQUITETÔNICO
3. Análise de projetos de referência PESQUISA DO OBJETO
4. Visita ao terreno- DE ESTUDO E SUAS
Análise dos condicionantes físicos do terreno CONDICIONANTES
5.PROGRAMA DE NECESSIDADES
6. Análise dos condicionantes legais
7.Dimensionamento e Setorização.
8. Desenvolvimento do estudo preliminar
ARQUITETURA –construção de espaços

Para um bom projeto, é necessário se ter uma COLETA


DE DADOS E INFORMAÇÕES precisa, objetivando
realizar um conjunto de soluções mais adequado à
utilização deste espaço.
CONCEITO
O conceito expressa a ideia subjacente
no desenho e orienta as decisões de
projeto em uma determinada direção,
organizando e excluindo as variantes
(LEUPEN,2004).
CONCEITO
• Alinha-se com uma ideia original e genética sobre a
maneira de resolver sobre um tema em arquitetura;

• REVELA opinião do arquiteto e duas intenções


do trabalho
• FUNDAMENTA concepção do projeto
• ENCAMINHA a definição do partido

• Na construção do conceito é essencial a analise de


estudos de casos para enriquecer ainda mais a
produção arquitetônica .
CONCEITO
• Alinha-se com uma ideia original e genética sobre a
maneira de resolver sobre um tema em arquitetura;

• REVELA opinião do arquiteto e duas intenções


do trabalho
• FUNDAMENTA concepção do projeto
• ENCAMINHA a definição do partido

• Na construção do conceito é essencial a analise de


estudos de casos para enriquecer ainda mais a
produção arquitetônica .
CONCEITO
CONCEITO
Um edifício (aedis = casa; facere = fazer) se
diferencia de outro não só pelo porte, mas
também pelo tipo de uso, o chamamos de Tema
Arquitetônico:
- Habitação - unifamiliar (casa isolada no
lote)
- coletiva (apartamentos)
- Comércio - loja de ferramentas
- hipermercado
PARTIDO ARQUITETÔNICO
Projetar é muito mais que definir uma forma ou
resolver uma planta baixa

PARTIDO ARQUITETÔNICO- contexto objetivo do


programa (interpretação dos condicionantes + a
intenção plástica do projetista (SILVA, 1991)
PARTIDO ARQUITETÔNICO
“Partido, na arquitetura, é compreendido como a ideia
preliminar do edifício projetado. (...)
Adoção do partido na arquitetura contém, na essência,
as informações que ensinam o modo como percorrer o
caminho que leva ao ato de projetar.”
NEVES, Laerte Pereira. Adoção do Partido Arquitetônico. Salvador: Ed. da Universidade Federal da Bahia, 1998
PARTIDO ARQUITETÔNICO
O partido pode surgir:
• Da analise do terreno
• Do programa de
necessidades
• Implantação
• Aspectos construtivos
• Volume
• Identidade do lugar
• Aspectos conceituais e
culturais
• etc
CONCEITO / PARTIDO ARQUITETÔNICO
Arte e Arquitetura: Espaço Lúdico - Escola Classe 304 / MGS
ARQUITETURA COMO OBJETO LÚDICO

Arquitetura deveria se apresentar como um conjunto de objetos lúdicos, a


ser apropriado, vivenciado e utilizado conforme a criatividade das
crianças.
CONCEITO / PARTIDO ARQUITETÔNICO
CONCEITO / PARTIDO ARQUITETÔNICO
Caracterização da Clientela
Clientela: usuários ou grupo de usuários mais
significativos

Exemplo:
Tema: Casa de Veraneio
Clientela: (a) um casal; (b) dois filhos; (c) visitantes
eventuais.
Caracterização da Clientela

Clientela: usuários ou grupo de usuários mais


significativos
Exemplo:
Tema: Igreja Católica
Clientela: (a) fiéis; (b) padre e outros religiosos; (c)
pessoas que cuidam das atividades da igreja.
Programa Arquitetônico / necessidades
Importante elemento que possui relação com metodologia
arquitetônica
Relação de Todos os Ambientes que compõem o edifício:

Exemplo:
Tema: Casa de Veraneio
1- Varanda
2- Sala de Estar
3- Bar
4- Suíte do Casal
5- Suíte dos Filhos
6- Quarto de Visitas
Programa Arquitetônico / necessidades
Programa Arquitetônico / necessidades
Exemplo:
Tema: Escola de Ensino Fundamental 13- Cantina
1- Vestíbulo de Entrada 14- Depósito
2- Sala de Espera 15- Sanitário de Alunos
3- Secretaria 16- Sanitário de Professores
4- Diretoria 17- Salas de Aulas
5- Adm., Secretaria e 18- Hall de Entrada de Funcionários
Contabilidade 19- Vestiário de Alunos
6- Sala de Cópias 20- Sanitário e Vestiário de
7- Arquivo Funcionários
8- Sala de Professores 21- Auditório
9- Sala de Reuniões 22- Biblioteca
10- Serviço de Orientação 23- Quadra Poliesportiva
Educacional 24- Campo de Futebol
11- Coordenação Pedagógica 25- Parque de Recreação
12- Recreio Coberto
Condicionantes Projetuais
São os elementos que o projeto depende para ser gerado e tem grande
influência na concepção geral, não podendo ter informações suprimidas,
correndo risco de não viabilizar a finalização do projeto. São elas:

•Terreno • Orientação solar


– Topografia
• Clima
– Solos
– Ventos
– Água
– Vegetação – Temperatura
– Precipitação de
chuvas
Condicionantes Projetuais
• Tipologia do entorno
– Cultural
– Social
– Sensorial
• Restrições
– Legislação
– Tecnologia
Condicionantes Projetuais
Condicionante: Orientação Solar
• Uma casa bem orientada no
terreno é meio caminho andado
para obter-se um maior conforto
térmico.
• Em climas frios, os ambientes
que serão utilizados à noite
(principalmente os quartos)
devem estar voltados para o
oeste, para serem aquecidos na
parte da tarde.
• Em climas quentes, estes
ambientes devem ser voltados
para o leste, afim de serem
higienizados pela manhã e
resfriados à tarde.
Condicionantes Projetuais
Condicionante: Ventilação
• Entender a ventilação como fator DETERMINANTE NA CONCEPÇÃO DO
PROJETO

• Analisar as características locais – entorno, norte vegetação e etc.


Condicionantes Projetuais
CONFORTO
• Novas tecnologias- relacionam projeto e produção e
podem estar definitivamente conectados tanto no projeto
de componentes :

•Melhor utilização da variáveis climáticas;


•flexibilização de funções;
•Automação;
•Melhoria da qualidade de vida;
•Utilização racional e planejada dos meios de consumo;
Condicionantes Projetuais

Capela de Peregrinação de Notre-Dame-du-Haut,


Le Corbusier -Ronchamp, França, 1950

Fonte:http://www.google.com.br/arquitetura-urbanismo
Dimensionamento e setorização
•Além dos parâmetros básicos
de todo projeto arquitetônico
como aproveitamento do
terreno, estética, circulação e
aspectos estruturais a base do
conforto é estabelecer
medidas corretas para cada
ambiente e cada detalhe.

•Antes de elaborar o projeto


propriamente dito é necessário
analisar:
• as circulações do ambiente,
bem como a atividade e
respectivos;
•mobiliários/utensílios que ali
serão instalados.
Dimensionamento e setorização

A aplicação da Ergonomia no projeto ARQUITETÔNICO deve ocorrer


desde sua concepção. Ela fundamenta o processo de decisão do projeto,
principalmente quanto às questões dimensionais, e aprimora a qualidade
da habitação.

Quanto à aplicação do dimensionamento nos projetos, ela se volta para a


importância do conhecimento do corpo humano, suas medidas e limites físicos—
fatores determinantes para que o projeto atenda aos requisitos de facilidade de
uso, manutenção e segurança
Dimensionamento e setorização

Como dimensionar?.
1. Pensar no homem como influenciador da
ergonomia: altura, largura, alcance do braço,
linha de visão. Considerar a largura dos
ombros para que os fluxos e as atividades não
fiquem comprometidas.
2. Levantamento das atividades que serão
realizadas no ambiente;
3. Mobiliários e equipamentos (dimensões, tipos
etc) necessários para realização das funções;
Dimensionamento e setorização
Dimensionamento e setorização

Setorização
Separação dos ambientes por afinidades de
função.
Exemplo:
Tema: Casa de Veraneio
Setor Social Setor Íntimo Setor de Serviço

Varanda Suíte do Casal Copa-cozinha


Sala de Estar Sanitário do Casal Área de Serviço
Bar Suíte dos Filhos Garagem
Sala de Jantar Sanitário dos Filhos Quarto de Empregada
Sanitário Social Quarto de Sanitário de Empregada
Hóspedes
Relações do Programa
Tema: Casa de Veraneio
organofluxograma
Quarto do Casal Quarto dos Filhos Quarto de Hóspedes

Sanitário do Casal Sanitário dos Filhos

Bar Sanitário Social

Varanda Sala de Estar Sala de Jantar

Copa-cozinha Área de Serviço Quarto de Empregada

Sanitário de
Acesso de
Garagem Empregada
Veículo
Prática projetual

Exemplo de Partido Arquitetônico


Tema: Residência

Lote Proposto com recuos (Uso do Solo) e indicação


do norte (posição geográfica)
Prática projetual

Lançamento da Setorização, considerando a


insolação na casa
Prática projetual

Proposta de malha 1 - em função das posições dos


raios solares
Prática projetual

Proposta de malha 2 – pavimento superior


Prática projetual

Sobreposição das Malhas


Prática projetual
Exemplo de Partido Arquitetônico
Tema: Residência

Pavimento Térreo
Prática projetual

Pavimento Superior
Prática projetual

Vista Externa
Atividade projetual
Sou da terra de Alagoas...
Sou da terra de Alagoas...
Da cidade de Maceió...
Da cidade de Maceió...

TEMA: HOTEL

•RELAÇÃO COM A IDENTIDADE DO LUGAR


•Pesquisa conceitual do tema
•Definição HOTEL, objetivos e finalidades
•Caracterização da clientela/usuários– descrever o perfil dos usuários
apontando necessidades físicas e psíquicas.
•Programa arquitetônico – relação dos ambientes a serem trabalhados no
tema. . ( CONSTRUÇÃO EM SALA DE AULA)

•VISITA AO BAIRRO/TERRENO
•Material necessário:
•Bussola
• caderno de croquis
• trena
•maquina fotográfica
Da cidade de Maceió...
Desenvolvimento pesquisa:
•Levantamento de projetos de hotéis,publicados em revistas
especializadas ou sites especializados.
•Projetos de referência são projetos de notória qualidade e valor
arquitetônico, realizada extra classe.

Sugestões de SITES para busca na Sugestões de palavras de busca para o


internet: Google imagens:
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Lugar: PONTAL DA BARRA


ARQUITETURA COMO TECNOLOGIA

"A vida pode mudar a arquitetura. No dia em que o mundo for


mais justo, ela será mais simples."
(Oscar Niemeyer)
ARQUITETURA COMO TECNOLOGIA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARTIGAS, Vilanova. Caminhos da Arquitetura. São Paulo: Pini, 1986.
BROWER. MALLORY. OHLMAN. Experimental eco design. Suica: Rotovision,2009
CARLOS, A. F. A. O lugar no/do mundo. São Paulo: HUCITEC, 1996.
COELHO M.C; FONTES, M.G.S; REIS, A.A; NEVES, M.L. Preservação E Desenvolvimento, as Duas Faces
de uma Moeda Urbana. In: RPHN – Revista do Patrimônio Histórico e Nacional, 1986
SILVA, Elvan. Uma introdução ao projeto arquitetônico. Porto Alegre, Editora da Universidade, 1991.
GLANCEY, Jonathan. Tem story of Architecture.Bristiish: Dk, 2009.
GREGORY, Rob. As mais importantes edificações contemporâneas.Porto Alegre: Bookman,2009.
HARVEY, David. (1992). A condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992.
HOLANDA, Armando. Roteiro para Construir no Nordeste, Recife: UFPE, 1996.
KAZAZIAN,Thierry. Haverá idade das coisas leves. São Paulo, Senac, 2005.
KRUGUER, Mário Julho, Teorias e Analogias em Arquitetura, São Paulo, Projeto, 1986.
SALVADORI, Mario. Porque os edifícios ficam de pé. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
VITRÚVIO, Pollio. Tratado de arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

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