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ABH/SNI FICIIA DE DISTRIBUICAO E PROCESSAMENTO DE DOCUMENTOS

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' PROTOCOLO GERAL I

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ORIGEM : ' ‘, .',.,:

ARQUIVAMF.NTO
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DATA PARA PROCESSAMENTO RUBR.

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SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES

AGENCIA CENTRAL

INFORMAÇM NQ 204/16/AC/81

TA 03 Npv 19B1
SUNTO : COMEMORAÇÕES DO 649 ANIVERSARIO DA REVOLUÇAO
RUSSA, POR ORGANIZAÇÕES SUBVERSIVAS TROTSKYSTAS
IGEM : AC/SNI
EFERENCIA : a) TX NR 530/16/AC/81
b) NR 531/16/AC/81
IFUSA0 • CENIMAR-CIE-C 1 SA-AMA-ABE-AFZ-ARE-ASV-ABH-ARJ-ACT
1 00~'
APA-ACG-NAGO-ASP
NEXO : EXTRATO DA CIRCULAR NACIONAL DE 13 OUT 81 DA
CONVERGENCIA SOCIALISTA (CS). o
kr7

1. As organizações subversivas trotskystas CONVER


GENCIA SOCIALISTA (CS) e ORGANIZAÇA0 SOCIALISTA INTERNACIONALISTA
(OSI), pretendem comemorar, a 07 NOV 81, em quase todo o territ6
rio nacional, o 649 aniversãrio da revolução russa, concomitante
mente com o lançamento pliblico do jornal "CORRESPONDrNCIA INTERNA
ClONAL", em lTngua portuguesa. Esse je;-nal E o porta-voz da "QUAR
TA INTERNACIONAL - COMITÊ INTERNACIONAL" (QI/CI), um dos centros
mundiais de irradiação do trotskysmo, que tem como filiadas, no
BRASIL, as duas entidades.

2. O documento anexo - CIRCULAR NACIONAL DA CS,


DE 13 OUT 81 - traz um arY;go,assinado pelo COMITE DE UNIFICAÇAO
(M.) OSI/CS dando as priw ,nis diretrizes para o evento, discri
minando, inclusive, os municípios onde deverão ocorrer as manifes
1:ações e o número de participantes -estimado, o que e um relativo
indicador do numero de militantes com que contam as organizaçOes
em cada uma das cidades apontadas.

3. Os atos, como se previu nos documentos da re


ferõncia, serão patrocinados pelos "joAnaí0 "O TRABALHO" e "CON
VERGCNCIA SOCIALISTA", veículos de agitação e propaganda das duas
organizaçUes.

4. A campanha ligada ao trabalho que as Or


ganizações desenvolvem no interior do PARTIDO DOS TRABALHADORES
(PI), como fica claro no texto do artigo, do qual se extraem as
5 342 81
[ l. , ‘ . I t, •

(CONTINUAÇAÓ DA INFORAÇ10 NQ 204 /1 6/AC/81


r -,.,

Fls. 02)

seguintes proposiçEes:

"Relembhando 06 et1ainamentoa da Revolução de


Outub&o, c6tahem04 tambem ajudando a phepahah no44ot, mllítante.ó,
pehíehia e a4 ma6aa4 bhaáLleíhaá Erpta a healízação dc no,s4o Outu
Imo!"

"O lançamento de CORRESPONDÊNCIA INTERNACI('NAL


em pottugué-.4 (...) n04 pehmítiha veículah'(...) paha ods thotákyá
ta4 e pana a vanguahda da claááe thabalhadoha, 06 'en4ínamento4 da
luta de elases íntehnacíonal."

"Noááoá doíá pahtídoá (OSI e CS), ao eátahem


engajadoá na dl6Zeí1 e pehígoáa tatíca do eníhíámo (no PT)
neeeabítam utheítak 4ela vZne.u/o4 íntehnacíonaWta4."

"Recohdah Outubho (...) maíá do que uma áau


daçao a bandeíha: uma nece33ídade 6undamentat (...) pana hea6íh
mah (...) noa ídentídade thot4luy4ta."

...eátamoá lançando uma. phopoáta de plata()oh


ma (pana o PT e cu, ele2.çõe.6 de 1982) cujas heívíndícaçõe,s 4a0 C;6
4encíalmente aquela's levantada6 pelo phoytama mahxí6ta, e exphes
áo naá heivindicaçõeá do pholetahíado huááo na luta que o levou
tomada do podeh."

A plataforma a que se refere o artigo foi p.0


blicada no jornal "O TRABALHO" n9 126 e a Circular anexa tambg,m
a ela se reporta, ressaltandr; o combate que os trotskystas preten
dem travar no interior do PT visando, principalmente, a impedir
que o Partido efetue coligaçO-es. O objetivo E permitir o lançaMen
to de um grande numero de candidat6s, em todos os ri -TN/eis, compro,
metidos com o comunismo, como o são quase todos os militantes da
agremiação que ocupam cargos dirigentes.

TODA PE$S0A QUE TOMF CO-


NHfCiMkNTO DESFE DOCUMEN i O
FICA Rf SPON5;AVIL PI-1A MANU-
I TENÇÃO Ur SI II H(3110 (F4SA).

r 1.1r.
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1,,
I • •
(fit NaCltifPU 13.10.P1

5 342 81 A fj2 ESCAJT

A circular esta semana contr)m dois pontos h:Jsieos: a instrumonta


da plataform a politica do PT, otravs do um texto conjunto do C do U,
a

o o encaminhamento das atos de comomureo da revoluçgo e lançamento da


revista Corrospondencia Internacional.
É nocossririo, no entanto, antes de qualquol discusso explicar um
problema que surgir em todas as rugionais: o aut.:mulo do tarofas. Novon
bro ser(5 um ms• extremamente tumultuado, começando polo congresso do UBES,
passando pelo da UNE, os atos de comemoraço da rovoluç7lo russa, a disco2,
coo interna no PT da paltaformo politica, candidatos, etc. Nesta oircu,
lar estamos iniciando a instrumentaço da discussao da plataforma pokr

Lisa, candidatos, etc. Junto a circular estamos enviando a politica para

e Congresso da UHES. Isto siginifica necossariamento confuso na ordem


de prioridade das tarefas do partido.
É naeossá.rio deixar claro que a primaira o fundamental t'arofa

o pre—congresso. Tudo aquilo que dissemos na ciruclar anterior permanece


i

vá'lido. Ou seja, o dia reservado para estudos, a diseussgo semanal de


i

uffi tema para o pr(5—congresso, etn devem ser pias: jadas antes de qual
quer outra atividado. Isto significa que as atividades para fora perd.e.
rao em intensidade para garantir a politizaço do partido.
Esta atividades que estamos instruMentando nesta circular ajudam
a politizaçao do partido, e e consolidaça3 em torno de nos de uma pari
feria polrtica. A discusso da plataforma politica do PT devo ser preplra
da pelas direçges regionais, zonais e de ct5lula, atrave5s da leitura -da
prOpria plataforma e da instrumentaço que estamos descendo nesta cir
cular, para que soja levada nas prriximos reunias do c(rilula. Posterior
mente devo ser discutida com nossa periferia.
Os atos de momemoraçZo da RR u lançamento da CI ajudam a• consolidar •
no trotsquIsmo esta vanguarda, ajudando no processo Ou captaçao. Esta ati
vidade deve ser feita portanto junto a nossa Nefiferia atual, no (5 uma

atividade expansiva, mas do conralidnygo poliLica de nossa periferia.


Cada regional (dire(o) deve discutir as cundiçges para fazer os atas
e os objetivos. Cualquer dtivida ou discordando deve sor comunicado imo
diatamonto a SP. Nas crilulas devem sor discutidas a importando do Ato
para a nossa consolidoça como forças trotsquistas no paru, um contin4j;
dado OOS aios de Trotsky n3 ano passado o os objetivos gorais.
Reiteramos qou a atividade primeira a 1:= planojada o controlada
2.(* a continuidade do pariudo pr(5—congrasso. As raunins do c(dula neste
final da samona davam Lar antgo trr, pontos de pauta:
/. Contiuidodo do p1.r(—congrusso; 2. Plataforma Poli(ica parao PT
3. 7 do namoro. (AnTxo sabre o EJ groc,so da WLS, para dir. de

reg., z ore i e ,J1.1)).



I.- : ,2a plata:forma politica ao PT

CCNTRA AS COLIGAOES, POR CANDIDATOS PT:


:,IXO DO COMBATE DOS TROTSKISTAS NO INTERIOR DO PT

1.1:ncaminhamos a todas as regionais da CS/OT a plataforma politica (


taincs propondo ao PT, aprovada no Comit de UnificaçJto.
Esta plataforma e o principal instrumento de combate político quc (-
totskistas desenvolverão. no interior do partido no prximo periudt
fesa intransigente da independtneía de classe, programtica e politic,
assume sua forma mais acabada na luta para evitar que o PT aprove
as coligaçes com os partidos burgueses nas e1eiçc'5es de 82.
.:.Desle 1947 que os trabalhadores nÉ^.À'o podem votar num partido seu nas e-
A existncia do PT abre essa possibilidade para a classe ope-
4
ruria e a populaçao explorada do pais: votar no seu partido; nos seus
=dilatas, nos candidatos PT. Essa e a quest7lo central no pr(Sximo pe-
1 crue da um cerater particular as. cleiços de 1982. sufocada por
de 30 anos, tendo A sua frente somente os agrupamentos da burgue-
ia, sendo arrastada ao.vóto nesses partidos pela atuaço do aparelho
-t -.1inista, as prximas eleiçSes, para os trabalhadoras b2asileiros, ad
:..LLixe uma iir.porticla maior.
isso mesmo, ó combate que vamos travar no interior do PT tem a
de procurar r2afirmar o car:Yter do PT como um partido opor-
independente, sem patres. Afirmar CONTRA AS COLIGAÇCE, significa
a vitoria que fui a legaliz'aço do partido.
2.F(,r isso mesmo, nas, os trotskistas, vamos participar dessa discusso
1-d nossa prápria plataforma. Ela carrega a marca da nossa coere:ncia
.olítica. E nC)s vemos batalhar para que os candidatos do PT assumen-w.
COM() su a.
e.- tremamente impa/tente que localizando a questo central - CONTRL
AS COLIEAOES - golpeando contra as tentativas de aprovar essa polítj_ca
•o colaboraço de cia sses, que os trotskistas constr6em a sua pr(*;priT:
c=ente, a .fraço revolucionaria do PT, cla!, hoje, procurar se estrutu-
rar ao redor da plataforma que publicamos.
4. Todas as forças dasociedade burguesa interessadas na manutenO:o da or-
dem estabelecida investiro contra o voto de classe, contra a afirmaço
da independrnIcia política do proletariado brasileiro. Da ditadura mili-
tar, da burguesia, passando pela atua0o do stalinismo, essas forças
terc aliados no interie? do prOprio PT, a começar pela burocracia di-
-nte.
trotskistas, cabe assumir com todas as suas forças essa batalha.
A -s podemos trabalhar o anseio pela democracia e independncia que exis
te no interior do partido c ter um desempenho positivo nessa luta.
1,
- :so significa que, apesar de estarmos em luta cDntraprAticamente todas
fc,rças organizadas no interior do PT, contra sua direção, C: possível
possamos fazer aprovar a orientaço de CONTRA AS COLICAÇUES, Esta-
como SP, MG, RS, SC, VI, podem aprovar CONTRA AS CULIGAÇGES, obs -
t:Alindo os planos da burocrack.a dirigente; ou, encostaro uma espada na
:.rganta da burocracia e dos agrupamentos .c.pe lhe fazem a corte. Sero
• qualquer forma obstculos difíceis de superar, dependendo br.Isicamen-
5 3 Ll 2 81
:c .qa capacidr.de nossa de atracr amplos setores.
5.(I plataforma - nar a liclade, uma ndaptaço Sintiltica d) Programa de Ti nn-
- constitui o programa de nossa fraç7o no interior do PT. Serve
oi,tanto para definir nosso pcxfil político emm toda clareza, para o con
junto dos elementos que esto ao nosso redor no interior do PT, e assini-
1-.= construir nossa fraço claramente diferenciada. Por isso no esta-
ros limitando nossas propostas somente ts "viveis" pela correlaço de
forças, mas. definindo o conjunto denossas posicCies.
6.0 trabalho com a plataforma deve seguir os seguintes encaminhamentàs:
a) entregaremos ti direçS'o nacional e estaduais a nossa plataforma, rc
vindicando que seja distribuída no interi,or do Yx
b) discutiremos nossa plataorma com os militantes que compram noss,.
jornal e venderemos as plataformas restantes para os independente
O)? simpatizantes nossos.
c)vamos participar regularmente do processo de discusso ordenado
direçõ'es estaduais do PT, banhando para que sejam votadas nossas *
sici5es.
d) importante esclarecer que rjto podemos perder de vistq o eixo centi. ,
de nosso combate: a luta contra as coligacb-es. Nesse sentido, pode -
mos fechar acordos com todos aqueles que forem contra as coligaç6es,
mas que no aceitem a totalidade de nosso programa. Nos seguiremos. de
. fendendo nosso. programa, mas votaremos junto com esses eventuais com-
panheiros na quese'lo das. coligaçô'es.

Ed. e Gabriel. pela CS/OT


12/10/81

Exp1icaç7lo sobre a plataforma política do PT

Neste segundo semestre de 81 se definir7io em todo o pais as 1:21has mes


tias eleitorais do PT: plataforma política, candidatos, co1igaç5es ou n'J'70
etc. O Encontro Nacional foi marcado em principio para janeira, devendo
ser antecedido de Encontros Estaduais(o de So Paulo ser5 em dezembro).
e,
e necessaria destacar que isto significa que para nos a luta
cinstruço do partido revolucion a ria, no interior do PT atravessar
batalha decisiva, que inclui a luta política contra as coligaça'es, a
Lesa de nossa plataforma e candidatos.
Começamos agora com a plataforma política a instrumentar esta luta.
Estamos enviando a pia taforma atravs de encarte no nosso jornal c
p3.ares excedentes, a base de 1,5 por militante. Estas plataformas exc
tes devem ser Vendidos a 10,00, e pagos junto com o jornal.
ov.os em homenagem da Rovolução au outubro e ao
•LÇ: n to de "CC., 1LSi Ufl DEL!C1 IWTRNC J,WL " om yor tugus

oroximo dia 7 de novembro(pelo nosso calendario) completam-se 64 aros


tooda do pudor pelo proletaria do da RUssia, tendo T cabeça o r r ti-
I chc_v i que . Iara os trotskistas, relembrar e comemorar este fato
rondo importncia pois elo coloca para os trabalhadores a atualida -
combate pela tomada revelucionirio do poder pelo prole tarja do em
, Luro com a burguesia, o imporialismo e 05 partidos oportunistas da
oporria - em particular o stalinismo que, usurpando a traliO.o
oclução de Outubro, defonde os interesses da burguesia contra os tra
oros. á dosnecessario nos extendermos sobre o significado que tem
us trotskistas a reivindicação daRevoIução Ae outubro, pois tal j,51.
_-::taoiecom as Teses prograniticas aprovadas .no CNA.
17o-abrondo os en.:-; inament o s_da _RoyolueoJcGutubro._ .estar,emosotuaba aju-
•o o IroLparar aos nossos militantes, ,2erífería, e as massas brasiloi-
'ora _a_reali . de nosso oílitUbrol E isto no marco em que 5JMOtr; a.
'aico-, corrente internacional e nacional que assim o, faz, sem distorcer
o_o significado como fazem os stal mistas, xEformistas, contristas e re
isioniotas.
-.O _11.nçam(jnto de CORRESiONDENCIii INTERNACIONAL cm portugues marca um oco
tecimento muito importante pois nos perúiitira veicular amplamente p_ra
trotskistas o _para a vanguarda . daclasse trabalhadora do
o_s_os_onsinapentos .(-1a, :luta do classes internacional, sendo um instru-
oonto poderoso para a construço da IV Internacional e de sua seção bra-
unifioaa.
—No Brasil as lutas dos trabalhadores, estudantos e demais setores expio-
rodos contra a ditadura militar, materializados nas greves, nas nnnifes-
es como a do 12 de outubro c na luta pela construçao do PT o da CUT,
oigom que estes. ensinamentos sejam resgatados e transmitidos para a
ojuada que surge destas lutas..
o o of dois partidos,(a.) estarem :::ngajados na dificil eporigosa ttica do
tambm necessitam par ta cularmente estreitor seus vincu-lõs
oa..-Lcos _iatc-rw.cional.istas_. Por taa to recordar Outubro, e divulgar o li
CI em portugue:s muito mais do cue uma saudação, bandeira:
ui necessidade fundamental para contrabalançarmos as presnns contr-
. _Los avindas do entrismo, para reafirmar para a vanguarda do proleta -
'jo, nossa identidade tro'cskista em seu significado mais profundo.
outro la do, estamos num momento do trabalho no PT onde particular
oonte importante esta discussão: Ima momento em que o- partido inicia a
olooraçã'o da plataforma eleitoral para s elei4es de 82. Vara esta ol
- so, os tamos lançando uma propos ta de opia tafprma _cujos roivindicoor. .
osseacialmon te aquelas levantadas_pelo programa marxista, o
1 tos roivindicaçoos do proletariado russo na luta quo_o_levou_a_ tom' :
.
Neste sentido, a discussão sobre a Revolução de Outubro e um
troi.:onto que nos arma para nossa intorvénço atual no PT.
estas r2.z3es o comitiJ de Unificação resolveu realizar no dia 7 .
v,
4
„Noro, a escala nacional, atos em comemoração a estes. dois eventos
intimamcnte ligados. Os atos serão patrocinados pelos dois jornais.
3crao atos trotskistas, e sua periferia, para os quais convidaremos an
tigos dirigentes trotskistas(em função de seu passado do combate contra
O stalinismo ) o, tambm dirigontes do movimento operrio e popular, por-
- 5 3 4 2 81

,tc )1 r; ti I I . l' ('(

(.111 , ', 11 H(.)J'1, '11 I . (

.1111.1 klt t' kt!Et,H 1 , ;t , Itt'ttrIt c)


, IL 1. Li II l. V .JflRr t_ .re

..500-3700

....c0pomos que so realizem atos na!; (..i , den, cum o5 scguii •-


,»bejtivos totais dua s oxjanizaç. n:
21
Sr-Capital - 1.400
Cmpinas 200
Ril;„ 1r to 70
250
o Carlos 150
S.J. dos Campos 50 Totd do Estado 2.120
RS
550
L. Grande 40
lotas 10
, Mari 20
r. Fundo 20 Total do Estade 470
2.0a'carin,n
F1orian5polos 60
30 Total do Estado : 90
Rio de Janeiro 300 Total 300
Mina n
Bil - 200
JF 60
Viçosa - 50
O. rreto - 30 Total do 2stado : 310
D.Federal - 200 Total : 200
MS
_..---C.Grande 50 Total : 50
co- G o- i",i1 i c?. - 40 Total : 40
-
LA- Salw.dor
•••_. 30 Total : 30
1E- Recife
....... •-• 80 Total : 80
.
C.......,
.ra
Fortaleza - 10 Total : 40

4Er-•zonas e : a discutir.

0 CDU mnsiderou que entes objetivos - de locais e numero de pesso,:l.s -


possIveis e necessrios. Qualquer proposto cfue implique em iLternO:o
n,:sten objetivos deve ser enviada no prazo miximo de uma semana para
considLno do COU.
iv gut. riall tu IX 'o OIIL c(A.
Livi ii-t`rie (1(.: :Ltd: CL
t'is t."3. :-tos c;xmi,.-ty,:l.,.1;-.s (1 ir 1n is C; 7.0t1.:Ii (IUCI:
):1 5; 5 C. r,'., 1).:\11 r qi
ks comLccra
• . o te empo . .\ r dvci da (.111,kins que se
i. scuosoo .10 o rt o um r linoiro lis tc.“,j(Ja cIotx:riEc—
,:,

.ç ocumL o si' i'.itT oLrOvs to s no sso s dois j,-.) r


prox imo do um cor t;-,.z conjunto.
o iornRayte od. Loremo s 110 1,.-ts com Or ion t-1.çZes gen-. 5-3 Sobre o COO Leo
sobre os comprorGi!T;so s. Linois o J.ertui s pro
'

3 le o' ubro
2, . Un:if icr1ç,C^i0 CS AT
5 342 81 3 5124-,

31 1 25USNIN BR

BH059 AC 3584/116/ABH/81 07 NOV 2215 (ZIC)


RETEX 0530/16/Au/S1
NAO SE REALIZOU A MANIFESTAÇAO PREVISTA PARA HOJE, EM BELO HO
RIZONTE, VISANDO O LANÇAMENTO DA EDIÇAO EM PORTUCUES DA REVIS-
TA MENSAL DA QUARTA INTERNACIONAL "CORRESPONDENCIA INTERNACIO
NAL", BEM cOMO A COMEMORAÇAO DO ANIVERSARIO DA REVOLUÇÃO RUS-
SA DL 1917. C EVENTO BM QUESTAO ESTAVA PREVISTO PARA A FACUL
DALI, DE DIREITO /UFMG, POREI,' ATE' A HORA PROGRAMADA A CHAVE DO
LOCAL NAO FOI ENCONTRADA, BEM COMO SEUS RESPONSAVEIS. APROXI-
MADAMENTE 70 PESSOAS ENCONTRAVAM-SE NAS IMEDIAÇOES, DENTRE ELAS
JULIO RIBEIRO PIRES, ISIS VIANA DE ARAUJO (AMBOS MILITANTES DA
OSI) E MARCOS VINICIOS DE OLIVEIRA FLORA, ESQUERDISTA E. ATI-
VISTA DE MOVIMENTOS GREVISTAS. O PESSOAL PERMANECEU NAS IME
DIAÇOES A-E' POR VOLTA DAS PU:OU HORAS, TENDO SE DISPERSADO
NORMALMENTE.
G

311260SNIN BR
— "' 1 O O 3 `i

-7---/ ».5. , I Prazo: / /


Connacor PBC] 01 Ej "soo
I, Aprofundar PEz.L. P/
• Acompanhar SUGERIR ,
, DIF P/ AC ATENDER
I DIF PI ell ARO iil 101
5 342 81,
10 NOV 1981 CO I( HOENCIAL
Prazo: / /
Conhecer PEIO 0113 EVO*
Aorefeadar PB/ lpf
Acompanhar SUGERIR .
DF P/ AC ATENDER
PRESIDÊNCIA DA REPUHLICA
CHF P/ MV./ ie oi
SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES

iNFORME N° 1584 / ,500/ mil/ 81

Data: - 09 nov
Assunto: COMENOÍ'Ãç7.0 DO 62412 ANIVERSÁRIO Du REVOLUÇãO RUBSÂ
Referência: =O ST 116 - 1RC 3512/81
Origem: SS 300
Avaliação: - á
Difusão: - CHEFE DÁ ABB
Anexos:

Transcrevemos abaixo, relatOrio de agente: âBh 2


Não se realizou na saia de Estágios da Fac. de Direito da UM

o lançamento da edição em portugues do "orna]. "Correspond;ncia In-


ternacional", dia 07.11.81, conforme se conhecia dos dados de re-

fer;ncia. Tamtem, naquela Faculdade não foi feita nenhuma comemora

ção alusiva ao aniversário da revolução russa.


No local previsto lio evento compareceram cerca de 70 pessoas
Entre eles identificamos Julio Ribeiro Pires, Isis de Araújo, Mar-
cus Vinicius. Ouvimos Julio dizer a um grupo, no hall de entrada '
da Faculdade, que o "Lançamento havia sido proibido pela Policia";
que a ...ala de Estãgios estava fechada e que o diretor da escola nã
havia cedido a Faculdade; que o Lançamento seria adiado p/ outro
sabado.
VáJ..ios dos presentes portavam faixas (enroladas em plástico)
e algune eondtziam volumes. Alguns comentaram que pediriam satisfa-
çSes ao D;:etor da Escola na prOxima segunda ( 0 '1.81). Tambem em'
jF não se realizou o ato pre sto. AtÉ o momenLo -do temos noticia
de outras cidades do inter
10ENCIAL
[colutwicinj

SERVIÇO NACIONAL DE IN ORMA.;.-ÕES


AGÉ NCtia LC..) 1OZONTE

INFORMACC N• 171 /116 /ABHi 81

Data : 12 de novembro de 1981


COMEMORAÇõES DO 64e ANIVERSXRIO DA REVOLUÇXO RUSSA, 07
Assunto
NOV 81.
TELEX 530/16/AC/81, TELEX 3584/116/ABH/81
Referência
INFÃO 204/16/AC/81
ABH
Origem
53428 1,
Difusão : AC ACE

Anexos
Um panfleto-Convite e o ne O da ediçao em portuguen da
"CORRESPONDÊNCIA INTERNACIONAL".

I. Nas cidades de BELO HORIZONTE, JUIZ DE FORA e VIÇOSA, todas em


MINAS GERAIS, foram feitos arjincios de co-nemoraç;o do 64e aniver
sario da Revoluçao Russa e lançamento da revista "CORRESPONDN -
CIA INTERNACIONAL", vjculo de divulgaç7io do centrt irradiador
do trotskysmo "QUARTA INTERNACIONAL/COMITÊ INTERNACiONAL"_CWICI)
a que se filiam a ORÇANIZAÇXO SOCIALISTA l',IERNACIONALISTA (0S1)
e o MOVIMENTO DE CONVERGÈNCIA SOCIALISTA (MCS ou CS).
2. Em BELO HORIZONTE/MG, as comemoraçoes iriam se iNealizar na sele
de EstSgios da FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE
MINAS GERAIS, as 19:00 hs do dia 07 NOV 81.
No local previsto para o evento compareceram cerca de 70 Pessoas,
entre as quais foram identificados os seguintes elementos:
- JÚLIO RIBEIRO PIRES, militante da OSI/CS e membro da UNIX° DOS

TRASALHADORES DO ENSINO DE MINAS GERAIS (UTE/MG1)


- ISIS D'ÁVILA DE ARAÚJO MAGALBXES ou ISIS VIANA DE ARAÚJO, mili
tente da OSI/CS e membro da UTE/MG; e
- MARCOS VINTC1US DE OJVEiRA FIORA, esquerdista e ativista de
movimentos grevistas.
3. JÓL10 RIBEIRO P!RES afirmou o um grupo de pessoas no bali de en

CONFIDENCIAI I--
moo a5.21^e,,
AcE 5 3 4 2 :
CONFIDENCIAL
(CONTINUAÇÃO DA INF"WMAÇÂO NQ 171/116/AWR;
tnl
trade Faculdade, que "o lançamento havia s'.. proibi g: !pela
0'

policia", e que "a sala de Estagios estava fec 0cretor
da Escola no havia cedido a Faculdade"; que "o lançamento se
ria adiado para outro s'abado".
4. Em JUIZ DE FORA/MG, o evento seria realizado no COLÉGIO CEZAS
(particular - IQ e 2Q Graus), es 17100 hs, o que rjto aconteceu.
5. Em VIÇOSA/MG, a liderança estudantil da UNIVERSIDADE FEDERAL DE
VIÇOSA (UFV) distribuiu panfleto convidando para e sess;o de co
memoraç;o da Revoluç7lo Russa e lançamento da citada revista, na
CÂMARA DOS VEREADORES DE VIÇOSA, no dia 07 NOV 81, a partir das
14:00 hs.
6. A chave do salao da Camara seria cedida pelo presidente do Lie
gislativo local, vereador GILBERTO VALÉRIO PINHEIRO, do PARTIDO
DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO Ipmpp). Entretanto; o mes-
mo foi alertado pela Administraçeo dm UNIVERSIDADE FEDERAL DE
VIÇOSA (UFV) de que o pedido formulado pelos idealizadores do
"Encontro"nao passava de uma manobra pol í t ica promovida por repre
sentantes do PARTIN DOS 'TRABALHADORES (PT).

7. Com a recusa do emprestimo do salao da Camara, as comemoraçoes
foram transferidas para as depend;ncias do CINE XANGÔ, cujo pro
prietPirio o ex-prefeito daquela cidade, ANTÔNIO _MOER, e
atual presidente do PARTIDO POPULAR (PP) em VIÇOSA/MG.
8. Dowento, apenas participaram efetivamente dos debates os ati
vistas:
- SINVAL FERREIRA DA SILVA
- NOEL PERES DE ARAõJ0
- FERNANDO AYRES CORRÊA (vulgo "CEARÁ"), e
- AILTON GERALDO DIAS.
9. Usando da palavra, SINVAL FERREIRA discorreu sobre a Revoluçao
Russae de sua implicaçao na economia mundial, enfatizando que
"c mundo parou por dez dias consecutivos" e que o evento repre -
sentou a "tomada do poder pelos trabalhadores". Analisou tombem

CONFIDENCIAI
ACE 53428
n111111117r
(CONTINUAÇÃO DA INFORMAÇÃO N2 171 /1 16/ABH/81

a atual situaçao da POLôNIA, o desemprego atua c%411, ' fel


. - WUND
ta de habitaayo no BRASIL atual, e concluiu dizehd-ati-na o mun-
do caminha e pessoa largos para uma nova revoluçao dos traba)hA
dores".
10. NOEL PERES DE ARAÚJO, ex-estudante da UFV - foi recusada a sua
matrícula pela UFV, por haver completado o dobro do tempo de
permenencia sem obter o diploma - participante ativo do movimen
to dos trabalhadores, e representante, em VIÇOSA/MG, do JORNAL
"O TRABALHO", argumentou que so o PT, dentre os partidos de opo
siçao ao Governo, tem preocupaçao com oa trpbalhadores oprimi -
dos da Naçao brasileira.
Encerrou e fala com críticas contundentes ao Governo militar e
alutjáo ‘ei "mordomia".
II. E ultimando as comemoraçoes o ativista do ME local, estudante
de Agronomia AILTON GERALDO DIAS, tambril ligado a Executiva do
PT, na sua fala fez ume rpida abordagem sobre a etuaçao do PT
em VIÇOSA/MG, reafirmando o propsito do partido de defender to
das as forças, os interesses e legítimos anseios da classe ope-
rar ia.
12. Em anexo, panfleto-convite distribuído na UNIVERSIDADE FEDERAL
DE MINAS GERAIS (UFMG), de igual teor do veiculado na UFV, e xe
rox do n2 O da revista "CORRESPONDÊNCIA INTERNACIONAL".

PESSOA QUE TOME CO-'


IODA
MECIMENTO DESTE DOCUMENTO
FICA RESPONSÁVEL PELA MANU-
TIENÇÁO DE SEU SIGILO (RSAS)

CONFIDENCIR
ATEM ç_Ã o
O original deste documento (com folhas) foi apresentado
parcialmente ilegivel para mrofilmagem, no sendo possivel sua leitura
completa no original nem na microfichc.

5342 81

5342 81

orrespondênciaat2
Revistu .tensal
Internaeional ANO 1, N°0 da edição em português Setembro de 1981

-
Apresentação:

O que é
Correspondência
I nternacional
"Um povo "ta

Com a edic.ág em nortuques de


cor. e,toonOnc.a tnr,-nacronal revis•
ta ms-nsai lambem ediada Oro I ilne?,
^ CaStOlhElr10, effl e SOIM& OS
faminto
'MtOrm: dos morna s. Convereffncra
''.ocratrsta e O TrAba ,mr riao Di,
OMOui., Mais uma r., ,ili, cacno
da a enfeita( as bibliotecas aui, f. .•
(-As Tal intenção não Justificaria
, pode devorar
seus dirigentes"
quer o seu preço, de Cr E 250 00
Correspondência Internacional surge
com a finalidade de preencher uma
laCUna de nossa imprensa operária,
aonde, inleirtmente, não existe uma
invista dedicada á interpretação e
.tvaliaçáo dos acontecimentos da luta
de classes mundial — do ponto de vista
lo internacionalismo proletáric
Nós, trabalhadores, sabemos que
não é possivel compreender os acon. Jt.
lecimenlos de ouatouer pais sem as. 4
sOCia-lon diretamente, AO Que se Par,-
,41, na arena goi, t.ca internacional —
onde se confrontam as duas Classes
fundamentais de nossa época.
burguesfa de um lado proletariado de
Outro A ;n, m COMO entender as inicia-
tivas. do ooverno Figueiredo contra os
trabarnadoms do Brasil sem liga-las às
at
•ott Centenas de pessoas fazendo fila
na porta das lojas: esta, a
med,das tornadas pelo governo norte
americano de Reaqan visando recupe-
primeira coisa que salta à vista
rar a iniciativa do imperialismo em do estrangeiro que chega A
escala intateacionar como explicar a Polônia. No entanto, também se
crise dos PCs de todo o mundo sem , vè outro tipo de reuniões: as
ftfOr
levar em conta a revolução politica nue marchas da fome. manifestações
se desenvolve na Polónia')
Instrumento 'aqueles que que 'ri
populares contra a etCAtte7 de
st'oè
compreender a realidade para tranS• alimentos. Nosso cronista
Imma-111. Correspondóricsa Internacio- Philippe Olrik esteve ali: leia sua
nal nasce comprometida com a mais I c rônica nas páginas 2 a 6. Na
antiga luta dos trabalhadores — a lula página 7 reproduzimos a carta
por soa Internacional, por seu partido
de uma camarada da Quarta
mundial Nem ao menos sua existén.
cia pOde ser compreendida á
Internacional a uni trabalhador
margem beste combate, que levou o polonês. obrigado pela repress16
. depois da disSolu. a refugiar-ae na Itália, e que
• tonal, da bin,a , - pediu uma opinião sobre
situaçlto atual em teu paia. ank,
Correspondência
Internacional
Reri.sta Afensal ANO!. N"0 da edição em português Setembro de 1981

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O que é
Correspondência
Internacional
"Um povo
Com a edição em oortugries lo
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PrOduzir mais uma rriblicaçáo destina
cta a enfeitar as bibliotecas
cas Tal intenção não Justificaria ra
pode devorar
quer o seu preço, de Cr$ 250 00
Correspondência Internacional surge
com a finalidade de preencher urna
lacuna de nossa imprensa operária
aonde, infelizmente, na° existe uma
revista dedicada á interpretação e
seus dirigentes"
avaliação dos acontecimentos da luta
de classes mundial — do ponto de vista
do internaciOnaliSmO proletário
Nós, trabalhadores, sabemos que
náo é possrvel compreender os acon-
tecimentos de qualquer pais sem as-
sociáaos diretamente. 90 que se pas-
sa na arena Doi tiça .nterna^.ionai —
onde se confrontam as duas classes
tundamentais do nossa época
hairqueS'a de um lado proletariado de
outro Assam como entender as inicia-
tivas do ,loverno Figueiredo contra os Centenas de pessoas fazendo fila
i;abainad, res do Brasil sem liga-las ás na porta das lojas: esta, a
medidas tornadas pelo governo norte-
primeira coisa que salta A vista
americano de Reagan visando recupe-
rar a iniciativa do imperialismo em do estrangeiro que chega A
escala intermicionar Como explicar a Polônia. No entanto, também se
crise dos PCs de todo o mundo sem vê outro tipo de reuniões: as
levar em conta a revolução politica aue marchas da fome, manifestações
se desenvolve na Polónia'? populares contra a eseassei de
Instrumento daqueles que querem
compreender a realidade para trans-
alimentos. Nosso cronista
lormá-la, Correspondência Internado Philippe Olrik esteve ali: leia sua
nal nasce comprometida com a mais crônica nas páginas 2 a 6. Na
antiga luta dos trabalhadores — a luta página 7 reproduzimos a carta
Par Sua Internacional, por seu partido de uma camarada da Quarta
mundial Nem ao menos sua existên-
Internacional a um trabalhador
cia pode -ser compreendida a
margem deste combate. que levou o polonês. obrigado pela repirtissiln
movimento operar ,o. depois da dissolu- a refugiar•se na Itália, r que
cao da I Internacional, da bancar- pediu uma °pistilo sobre a
rota da II e da stalinizaçãO da III, a situação atual em seu pala.
lundar a IV Internacional, liderada Dor
Leo') Trotsky, em 1938 Vitima de uma
prolunda e dolorosa crise a partir de
1952-53 — Que provocou a dispersara América Central:
de suas principais lorças a IV Inter •
nacronal vive holt,momentos decisi.
vos de sua reconstrução Reagan saca Quem semeia
A partir da compreensáo e da inter-
vença° comuns nos principais acon. sua arma: ventos, colhe
lecimentos da lula de classes inter-
nacional, em dezembro de 1980 nascia Bomba N tempestades
a Quarta Internacional 'Comité Interna-
cional), que reaproximou e unifica as
principais torças do trotskysmo em todo
O X Congresso acaba de ratificar a cri-
o mundo Corno parle desta luta to; se e o fracionamento do Partido
criada a revista Correspondência Comunista Espanhol. A deaarlIcuraçáo
Internacional, sob a direeão de Piaria Na reunia() de couta de Ottawa. de UM partido que durante anos foi
Lambert, Nahuel Mor. to, CrIslian Reagan conseguiu consolidar a frente hegemónico no movim nio operário
Nemo e Ernesto González, dirigentes imperialista em torno de seu plano espanhol se deve a sei, apoio ao regi-
do organismo que surge Desse modo. contra-revolucionário e armamentista. me. á monarquia, ao pacto Social e ao »
tio pubacar Correspoodarncia Internado• dirigido CONTA OS processos revolucio- centralismo opressor das nacionallda•
ria?, esperamos colocá-la como uma nários mundiais e os estados operá- des Nas páginas loa 11, artigos de O processo revolucionário da
erma de todos aqueles que, em rios Os imperialistas europeus e japo- Enrique Sondar e Raul Gomez, secre.'ff '- América Central constibil um
nosso pela, pi mandem retornar a Ira- nês se alinharam com ele, Indepen- fenómeno do conjunto, produ-
Unos-gerais, respectivamente. do PST'?
drçAo rniernacionalista do proletarir dentemente de suas distintas formas to da unidade histórica doe seta
e do POUS. seções espanholas da
do — romprda pela ação comum Ca de governo. Entre eles, a frente popu- Quarta Internacional (Comitê Interne. poises Ver artigo de Nithuel
classe dominante e do PCB atalhei! a lar da França Páps 14 e I S Moreno na página 15
5342 81 Estados Operários
2 — Ceeretpmediseche latargarelmaal — setembro de 1981

" Is noticias demagógicas e mentirosas sobre uma suposta JOnte que


wneacts o paA. estão dirigidas ,nrineipalmente aos estrangeiros que

Crônica
fie5, onbecem O .situação polonesa. diria um comunicado do jornal

Polonês 1 t:vhuna 1 udu. eiCado em um despacho da agência Tas-,, do


dia 8 de agosto. Nosso correspondente Philippe Olrik, chegou à Polônia
alguns dias antes do aparecimento do comunicado. Esse, o seu relato.

• . ?f:., 5,100 r

Não existe uma loja sem sua fila de de manteiga: 1 quilo de açúcar: 1 qui- horas): feijão, 25 zlotys (1 hora): do que novos :natrImónios. E também prar carne, por exemplo Não é raro
10. 20, 50, 100 e até 200 pessbas lo de farinha. Para três meses- 500 champignon, 120 ziotys (5 horas); to- para a obtenção de um refrigerador, ver-se filas que começam a se formar
Não só as pessoas que já fizeram suas gramas de arroz. Para seis meses: mates, 40 a 50 zlotys (cerca de 2 tapete ou automóvel, tem-se que se à mela-noite ou à 1 ou 2 da manhã,
compras, mas também as outras, que 5,5 quilos de aveia tostada (cereal bá- horas) Inscrever em listas de espera. nas portas das lojas que abrirão mais
esperam a chegada de algum produto. sico da dieta polonesa) Quase nadai E esta situação tão catastrófica, "Você não sabe como é isso. Não tarde Horas antes do aparecimento do
ot, a hora da abertura do comarcio "É pouco, mas no momento não se piora cada vez mais Nas lojas, as filas pode saber?", disse-me Monica, esgo- caminhão que distribui os cigarros. já
Alem de grandes quantidades de chá encontra nada na Polónia Não restou aumentam, os cartões de racionamen- tada e quase chorando, ao me contar existe uma fila de 200 ou 300 pessoas
de péssima qualidade, as vitrinas es- nada", um estudante me prevenira no to não são respeitados. Cada dia a jornada que acabr,ra de viver Le- Apesar das ameaças de seus che-
tão desprovidas de alimentos. avião. E na alfândega, ao ver o conteú- aparece um novo lote da más noticias vantou-se ás cinco ameia, e saiu para fes,os trabalhadores não chegam na
Nos restaurantes não existem me- do das suas malas e das de outro; Em agosto, o governo resolveu ra tentar comprar algo para o café da hora nas fábricas e escritórios todos
nus porque não têm o que oferecer viajantes poloneses, compreendi que ti- cionar a vodka em uma garrafa por manhã. Bastou só uma olhada demoram algumas horas em alou -
Isto é o que se vê quando se chega nha razão. Atém dos produtos de luxo, pessoa, mensalmente Porém, fazia As filas eram tão grandes que não ti- ma fila "curta" tudo é relativo --
a %toma É o espetáculo que apresen. vendidos em todos os aeroportos, ha- pouquissimo tempo que a vodka nha tempo para esperar sua vez para comprar pão, jorna', etc
Ia um pais sacudido por uma tremen- via artigos que se encontram nas pra- desaparecido das prateleiras dar. lojas. Às três da tarde, saiu do escritório
da catástrofe um pais devastado, um teleiras dos supermercados- açúcar, Era necessário se inscrever nas listas e foi buscar comida para o jantar Qua- 1.eileseNese paire srée
Pais que não tem com o que alimentar chocolate, frutas. sabão de espera para receber a garrafa em tro horas em uma fila Resultado, um
seus habitantes A escassez alcança proporções ini- duas semanas ou dois meses, ninguém frango. É uma ganga (galináceo seme- No dia 14 de agosto, o principai jor-
magináveis, Inauditas Sabe-se, por sabe ao certo. E o que é infinitamen- lhante á perdiz), por causa da falta de nal de Varsóvia publicou um artigo
"Me 11•4411elia ide mie Sá mak medo" exemplo, que os poloneses não com- te mais grave, a ração de carne foi carne, mas não se tem como fazer multo importante corno fabricar sabão
pram roupas de cores claras E que os diminuida para três quilos uma refeição comple a. E esse frango em casa. E na antepenúltima página,
Tudo começou em fins do ano pas- cabelos curtos são a última moda Por Parece que o inverno será terrivel, é a quarta purte de sua ração mensal explicava como obter combustível a
sado É,8-lenta degeneração de uma que? Porque não existe sabác e nem e os poloneses o aguardam com apre• de carne. um Dom preço Entre outros conselhos
situaçao que já não era tão boa naque- shampoo ensâo As frutas e legumes desapare- Não é um exemplo extraordinário É buscar lenha nos bosques
le momento Primeiro, os estoques das cerão. O problema da alimentação s.- a- normal, habitual, corriqueiro. A preo- A economia polonesa está prestes a
tolas começaram a desaparecer, e os Muitas vezes, acontecem coisas ré acrescido com o da calefação As cupaçâo permanente dos poloneses, dar um grande salto para trio{ se é
estabelecimentos anunciam em pe- absurdas No dia 7 de agosto, a gran- temperaturas previstas serão de 150 sua principal ocupação, é a luta coti. que podemos faiar de economia nes-
quenos cartazes que este ou aquele ja loja Magasam, situada nos arredo- 20 graus abaixo de zero, e os racio- diana pe:a sobrevivência tas circunstancias
Looduto está esgotado As filas cres- res de Varsóvia, foi saqueada pela ter- namentos de eletricidade e carvão já Nas ruas le Varsóvia, reina grande Uma vez que a rede oficial não tem
cem à medida que os artigos de pri- ceira vez em seis meses Os saquea- foram anunciados. agitação. Uma multidão percorre es- nada para oferecer, e familia vota a
meira necessidade desaparecem dores levaram todos os alimentos, mas sas ruas, com as bolsas nas mãos se converter em um dos principais
Lenta mas inexoravelmente, propaga- esqueceram o dinheiro que havia nas nem leite perasecemsee pote ~e Procuram alguma coisa para comer A agentes económicos Ali se produz sa-
se uma penúria tal, que a Polónia caixas registradoras. Ele não seria útil. maioria são velhos, por terem tempo báo — segundo as recomendações
não havia conhecido nos momentos A única exceção, a única Ilha de Uma casa. À esquerda, algo que po- livre Mas ninguém escapa das filas. do jornal -- mas 1ambém vestidos
mais sombrios da sua história, nem abundáncia relativa neste mar de pe- de ser considerado uma grande dia Nem as crianças, que as mães não po- que as mulheres costuram e logo de-
mesmo na II Guerra Mundial. núrias, é o mercado livre de frutas e pensa ou um pequeno banheiro. dem deixar nas creches superlotadas. pois vendem nas ruaa'de Varsóvia, ao
legumes De todas as formas, levar). direita, dois aquecedores elétricos. A Nos anos 50, dizia-se que haviam trai) lado das prateleiras vazias das gran-
une car• do.se em conta os preços Ickt merca- cozinha. Uma mesa, um armário, um tipos de poloneses - os que lara posam, des lojas
•aos, que do central de Varsóvia, são produtos sofá que à noite se transforma em ca- os que estavam presos, e os que *Ca- Assim, dessinvotvwee um sistema
• •, roce •. 4-hlettaric0. Noa or-

"Is 110flíciO% demagógicas e mentirosas sobre uma suposta fome que
~coço II puis_ estrio dirigidos principalmente aos estrangeiros que
drstortlfeuern II siturroirt poloneso. dizia um comunicado cio jornal

mu,
paliares /rt barus / udu. i atla em um despacho da agènela Tas., do
dia 8 de agosto. Nosso correspondente Philippe ()kik. chegou a Polônia
alguns dias antes do aparecimento do comunicado. Esse, o seu relato.

• •", , ,,, • • peY , pøçOOij

Não existe uma loja sem sua fila de de manteiga: 1 quilo de açúcar; 1 qui- horas); feijão, 25 ziotys (1 hora), do que novos matrimónios E também prar ca,ne por exemplo Não A raio
10, 20, 50, 100 e até 200 pessoas lo de farinha. Para três meses: 500 champignon, 120 zlotys (5 horas); to- para a obtenção de um reldgerador, ver-se filas que começam a se !remar
Não só as pessoas que lá fizeram suas gramas de arroz Para seis meses: mates. 40 a 50 zlotya (cerca de 2 tapete ou automóvel, tem-se que se A me',a-nolte ou à 1 ou 2 da manhã,
compras, mas também as outras, que 5.5 quilos de aveia tostr .1 (cereal bá- horas) Inscrever em ustas de espera nas uortas das lojas que abrirão mais
esperam a chegada de algum produto. sico da dieta polonesa) Quase nadai E esta situação tão catastrófica, "Você não sabe como é Ás..o. Não tarda HOfttS antes do aparecimento do
ou a hora da abertura do comércio É pouco, mas no momento não se piora cada vez mais. Nas lojas, as filas pode sal:cri", disser te Monica, esgo- caminhar) que distribui os cigarros, os
Atém de gr :irdes quantidades de chá encontra nada na Polónia. Nilo restou aumentam, os cartões de racionamen- tada e quase choraneo, ao me contar existe uma fila de 200 ou 300 pessoas
de péssima qualidade, as vitrinas es- irada '; um estudante me prevenira rio to não são respeitados Cada dia a jornada que acabava de viver Le- Apesar das ameaças de seus che-
tão desprovidas de alimentos. avião E na alfandega, ao ver o conteú- aparece um novo lote dg más noticias vantou-se às cinco e meia, e saiu para les,os trabalhadores não chegam na
Nos restaurantes não existem me- do das suas matas e das de outros Em agosto, o governo resolveu ra tentar comprar algo para o café da hora nas fábricas e escritórios todos
nus porque não têm o que oferecer viajantes poloneses, compreendi que ti- cionar a vodka em uma garrafa por manhã. Bastou só uma olhada demoram algumas horas em algu-
isto é o que se vê quando se crina nha razão. Além dos produtos de luxo, pessoa, mensalmente Porém, fazia As filas eram uscsgrandes que não tI• ma fila "curta" -- tudo A relativo --
a Polónia g: o espetáculo que apresen• veiididos em todos os aeroportos, ha- pouquissimo tempo que a vodka tinha nha tempo para esperar sua vez para comprar pão, jornal, etc
ta um pais sacudido por uma tremen- via ailigos que se encontram rins pra- desaparecido das prateleiras das lojas. As três da tarde, saiu do escritório
da catástrofe um pais devastado. um teleiras dos t upermercados: açúcar, Era necessário se Inscrever nas listas e foi buscar comida para o jantar Qua- e.gigemseinws um** para irá.
.1:mis que não Sun com o que al:mentar chocolate, frutas, sabão de espera para receber a garrafa em tro horas em uma fila Resullédo, um
seu, habitantes A escassez alcança proporções ini- duas semanas ou dois meses, ninguém frango É uma ganga (gallnácuro seme- No dia 14 de agosto, o principal jor-
maginaveis, inauditas Sabe-se, por sabe ao certo E o que é infinitamen- lhante à perdiz), por causa da falta de nal de Varsóvia publicou um artigo
"Na psU..i á são lei asida sada" exemplo, que os poloneses não com- te mais grave, a ração de carne foi carne, mas não se tem censo lazer muito Importante como fabricar sabão
pram roupas de cores claras E que os diminuida para três quilos uma refeição completa. E auge frango em casa. E na anurpenúnima página,
Tudo começou em fins do ano pas- cabelos curtos são a Ultima moda Por Parece que o Inverno será terrivel, é a quarta parte de sua raotio mensal explicava corno obter combustIvel a
sado É ,0 tenta dsgeneraçao de uma que? Porque não existe sabão e nem e os poloneses o aguardam com apre- de carne um bom preço Entre outros conselhos.
situação que lá não era tão boa naque- shompoo ensão As trutas e legumes desapare- Não é um exemplo extraordinário É buscar lenha nos bosques
le momento Primeiro, os estoques das cerão. O problema da alimentação se- normal, habitual, corriqueiro. A preo- A economia polonesa está prestes a
tolas começaram a desaparecer, e os Muitas vezes, acontecem coisas rá acrescido com o da calefação As cupação permanente dos poloneses, dar um grande salto para Irás Se é
estabaiecimentos anuuciam em pe- absurdas No dia 7 de agosto, a gran- temperaturas previstas serão de 150 sua principal ocupaçãc, é a luta coti- que podemos faiar de economia nes-
quenos cartazes que este ou aquele de loja Magasam, situada nos arredo- 20 graus abaixo de zero, e oo racio- diana pela sobrevivência tas circunstâncias
produto está esgotado As tilas eras res de Varsóvia, foi saqueada pela ter- namentos de eletricidade e c irvão já Nas ruas de Varsóvia, reina grande Uma vez que e rede oficial não tem
cern a medida que os artigos de pri- ceira vez em seis meses Os saquea- foram anunciados. agitação Uma multidão percorre es- nada para oferec,nr, e familia volta a
meira necessidade desaparecem dores levaram todos os alimentos, mas sas ruas, com as bolsas nas mãos se converter em um dos Principais
Lema mas inexciravelmente, propaga- esqueceram o dinheiro que havia nas lieso lata porabossocrea peão *ida Procuram alguma coisa para comer A agentes económicos Ali se produz sa-
se uma penúria tal, que a Polónia caixas registradoras. Ele não seria útll. maioria são velhos, por terem tempo bão — segundo as recomendações
não havia conhecido nos momentos A única exceção, a única Ilha de Uma casa. A esquerda, algo que po- livrc, Mas ninguém escape das filas. do ¡ornai — mas também vestidos,
mais sombrios da sua história, nem abundância relativa neste mar de pe- de ser considerado uma grande dia Nem as crianças, que as mães não po- que as mulheres costuram e logo de-
mesmo na II Guerra Mundial núrias, é o mercado livre de frutas e pensa ou um pequeno banheiro. dem deixar nas creches Superlotadas. pois vendem nas russ'de Varsóvia, ao
legumes De todas as formas, levan- direita, dois aquecedores elétrico* A Nos anos 50, dizia-se que haviam iras lado das pratetelras vazias das gran-
Na primavera, aparecem uns car- do-se em COMO os preços Md merca- cozinha. Uma mesa, um armário, um tipos de poloneses os que iam pretura, des lojas.
saajorios estranhos, Impressos, que da central de Varsóvia, são produtos sofá que à noite se transforma em ca- Os que estavam presos, e os que aca- Assim, desenvolve-era urn ~ema
lembram os bilhetes de loteria. São OS de hirto: um quilo de cerejas custa de ma. Um televisor Esta, toda e mobila. bavam de sair da prisão. Hoje, dlz-ee de troca Quase Ps14-Nsb5r1c0 Nos cor-
carretes de racionamento Basta dar 80 t. 120 ricrlYs (3 a 5 hora de traba- Aqui, vivem lá há dois anos, Stanislaw, mesmo, mas com ume variante os que redores da Soft HLM, troce-* um qui-
uma olhada para saber o que comem lho de um operário qualificado, que ga- operário da Ursus, e SUEI espaça Monica. entram na fila, os que já estão. e os to de açúcar por dois pacotes de cigar-
os poloneses Pira Urtl mês 3,7 quilos nha cerca de 4 000 zlotys por mês) que trabalha no centro de Vt4fR6V18 A que acabam de sair dela ros Mas e principalmente o mercado
de carne (ver o quadro). 500 gramas maçãs. de 60 a 260 zlotys,(2,30 a 101 cada ano existem menos habitações Horas e horas de tlia 16 pare com- negro que está afundando a acorro.
rt•vrt,

534281

da Polônia por PkIllpplo Olrik

mia Oolocissa no caos e na b -abaria cem no anúncio, realmente lenha via- lado deles são pOlOneses), podem co-
Varsóvia, existe um mercado, o jado. Na maioria das vezes, significa mer Ioda a carne e beber toda a vodka Um ano de resoluçao invicta, um ano de "normalizaçlo" impossikel
Bateu rissayklegO, que há dois Meses que é uma pessoa que poesul dólares, que quiserem. Mas uma refeição CuSla aqui, um formidavel ponto de apoio para as luras de todos aqueles que,
lof arrasado por um Incéndlo. Porém, francos ou libras estorlinas 500 VOtys, Ou seja, o equivalente a dois nos estados operárrus, resistem à burocracia. Come diztamos no número
suas trataru operações' continuam ou Iras dias de trabalho de um operá- interior, esta é urna das principais razões para que u Kremlin não deite
entro oe escombros. All, pode-se ob- A serere leelgbeila rio jovem ou quase unia semana do de pressionar o POUP para - rei erier u curso J1,1 aconiecimenuo -, o mais
ter tulipas que náo se encontram em Salário Mlnim0 rápido possisel. Ou seta, para que se extinga essa lu/ de esperança que toi
nenhum outro lugar da cidade Mas, De um lado, emalo; penúria, os car- Recentemente, um caso de fraude
acesa na Polónia, mas que brilha por mais de uma bilhiu de vitimas da
que preços I Uma garrafa cie vodka tões de racionamento, as filas, os salá- COMOveu a imprensa polonesa Vale a opressào burácrática.
custa I 000 Mira quando o preço ofi- rios miseráveis de 4 000 zlotys (ou pena relata-to, porque mostra um as-
cial é 200 Um quilo de carne do porco. menos, porque na Polônia o salário pecto fundamental da burocracia dos
303. ao invés de 54 , a barra de choco- minando) de 2 400 zlotys). estados operários: urna vez que seus URSS
iate, 100, ao invés de 20, um pacote Do outro, abundam artigos da me- privilégios aslà0 em contrai:14o O mamou CMIOADI mi ou TANIA
da Cigarros Mariboro, 160, ao invés de lho; qualidade, o reino do dólar, ingres- com a estalizaçao dos meios de pr0-
40 sos incalculáveis e uma torrente de duçãO, Os altos funcionários do parti- Lima espetacular demonsiraeau de que a resolucau polonesa elllUe5..11 J
Para quem se destinam esses 8111- negociatas de todo o tipo. do e do estado, devem recorrer a meios rCISCR:IP•st',•:s Ila prOpfla 1)111.01 S'.uiix tix,i ciii ritarço. apatestab s'Ill
goe? Nao saci paia o operário da Essa é a reatidade da sociedade po• ninais, ou vincularem-se a tralicantes MOSCOU, uni testo Assinado por um Comité ale Arou aio OreratiOJ
Ur sus temos certeza ele ~Sun rios 101105a, assim aparece aos olhos dos de todo tino, a hm de proterptelos. tes. Reprodurdnios a seguir este (exto. que chegou recentemente à 11041.1
deis. oua Ci prego de um pacote de Ci- estrangeiros que chegam ao pais Pa- No c a 13 de Março, a policia da fellaÇAO:
garros Maribisro é exatamente igual ao ralelamente ao Solidariedade e aos Alemanha Oriental prendeu na frontei-
seu salano dia( o Estes artigos dusui- trabalhadores, existe outra Polónia, QUeridLIS
ra um cidadão polonas que dizia se
nam-ió para os dignos reprasentantos com landes próprios, armazéns pró- chamar Roman Urbaniak. Ao passar Em 110111e da maioria do poso russo. cuia sor está abalada pelas
da "outra Polónia" (ver artigo à parte) prios e seus locais de diversão. pela allandega, o homem disse que palas ravite•orilem do partido. saudamos st,••••.1 pista luta. em defesa
para os que trabalham na In sus, mas ÁS vezes, alguém pode passar, sem havia "se esquecido" de declarar sete xosoix direitos.
IrScrrlOriOs da da 800. perceber, ou uma Polónia para outra. diamantes, um antigo relógio do pare- Assim como a resoluçâo Russa. há el atos. coniuseu o movimslito
Tal coisa, sem chegar a ser um A principio, sem se dar conta. É o que de e vários relógios com pulseiras do operário mundial, russo musimento seca uni poderoso impulso para a
Itatiaia de oivisas, tornenta tal tráfico, acontece Com a avenida Jerozolimskie, OUf0. OU sela, um total de um milhão filia pelos Joeiro% democráticos oos ••SOS'iallS1•4 ".
que acabe siando totalmente legal. As em pleno centro de Varsóvia. Atraves- de zlotys. ou 33 000 dólares ao cana Estamos certos de pie a alisidada do surdi:ato Stdulttriedattle reflete as
moedas astrangeiras, principalmente sar as filas de mendigos e cegos que bio 011Cial autênticas aspir.u;:scs dos operam,' nolones e que, hub a direv3.)
o rir:Ur, gozam de privilegioa especiais locam acordeis°, as filas intermináveis Iniciada a investigaçáo, descobriu- sindicato, podereis sanear a situaçáo polonesa.
Por urn lado. está° Os Pewea. Sáo e imitar em um bar. Dentro dele, gros- se que Urbaniak era especialista em Faremos nossos roSsinios esforços para que s....1 Mus unenfo obtenha
"sotas especiais". onde uma pessoa sos veludos, lusuoitos cortinados que contrabando de diamantes entre a gfafitle (MN', que .1 t•pvf.tfld SUAS
poria obter tudo o que esta em falta no o ocultam do exterior e uma Clientela tradições de luta, e inspirando-se ent iriso) exempla, levante o punho lios
URSS e a Alemanha Oriental, via
restante do pais, cora a condiçáo cio vestida segundo a última moda norte- Polónia Na busca de sua resiciancia, e crisspado da unidade proletária.
pagar com moeda estrangeira Por ou- americana. Nas mesas, C...1(yard e ou- encontraram jóias, pedras preciosas, Seguimos o desenvolvimento do mos intento operara) polonês com grais
tro, qualquer pessoa pode abrir uma tras coisas IMPJOEIfVOIS de serem en- .114:1100 e. 4,1Crldt.s Ithssa iniCia prinlind..11.11
metais raros e obras de arfe no valor
conta bancária com moeda estrangei- contradas em qualquer outra parle da de 150 milhões de zlotys, ou seja. 5 1/.11Wd1111.'1"1/11$•//tIolriCoida•'..
ra, sem Que ai, .urim averioue a pio- cidade Ali se recrutavam 85 vitimas milhões de dólares ao cambio oficial . Conote russo de apoio àiis
cot-Anela Oeste dinheiro de um escândalo de tráfico do mu- No dia 4 de março. a imprensa polo- uperaflut polutic,,
Então. rato é ele estranhar que o
dólar, que vaio 33 aloto no mercado
lheres brancas, que estourou há
pouco.
nesa revelou que Urbaniak possuia um
pf0filUáll0 Q011Cial bastante volumoso.
China
olscial. tosse vendido, no ano passado, A outra Polónia, distinta do Solida• que ara o momento havia Sido intocá-
a 120 e atualmente e 250. As transa- riedade, apareceu também nos corre- "IMA MOVA IMA IA WIIMIA ai 140VLMIIII0 0111/410"
vel, per "gozar de proieçao" em de-
ções particulares tendem a serem fei- dores do congresso do POUP, onde, terminados CifCUIOS Na Memória de
tas em dórares Assei), um anuncio de de acordo com o sindicato, foram dia- seu telefone ultramoderno, figuravam O documento que reproduilmos a seguir, esta datado de 14 de nosent•
jornal que diga. ' 'Pessoa que retorna do tribuidoe 250 000 pacotes de Mariboro, bro de pano. E Hás) é diliil compreender porque somente avos chegou à
os teletones de alguns funcionamos
estrangeiro, procura urna casa", Ou entre os 2 000 delegados que não possuem seus nomes na noosi reitaçâo.
"recém chegado do estrangeiro, com- Na lace oculta da sociedade polo- lista telefónica A policia afirmou que Seu aulor. Xu Wenli, escreveu cita carta na China, quando °Solo/aro-
pro automóvel", na() significa que a nesa, se encontra um hotel como o entre seus clientes, liguravam nume- dada foi legalizado na Polônia. Xu %Venta é U111 dos fundadores do mos l•
pesaram cisto nome 3 endereço apare- Forum Ali, os hõeperle9 (mais da me- rosas personalidades, dessas que mento de oposição Inhuma 5 de Abril, a primeira revista independenre
"frequentemente aparecem nas Pii" V1111.4111 tilintais' a "I'rtniásera ile Pequim — . ciii ~coam. de 1974.
miaras paginas dos (ornais", e procla- Em março de 1980, a Tribuna 5 de Abril deixou de circular, por causa
mou e toda voz que "a investigação dos golpes da reprevsâo. Xu Wenli iniciou, soarnho, a redaçáo e impressâo
mimeografada de uru boletim de coado. Foi preso em principio de abril
não se deterá ".
de 1981.
50 gramas de carne por dia Apesar disso, náo se voltou a falai
de Roman Urbaniak o nem no assunto. Estimado presidente Lech Walesa e membros da comissào consultiva do
sindicato independente e auteinaniuSolidorieda.le
que era demasiadamente explosivo
Eoi com of Mate alegria, que eu e IUCUS ICsd,C11101 a 110114:14 tte 10e
para que sua divurgaçáo fosse permi-
Mann como na Insurreição do Báltico de 1970 ou na greve senil-Maur • vosso sindicato independente e autónomo SolmiarieJaile, cumpriu vitoriu.
tida, lendo anta° sido arquivada Rei-
racional de 1976, rio verão, o problema do abaitecimento e Lo preço da umente com as formalidades legais de insariala, Assim, graças a vossa
militam somente que chegasse á im-
Carne provocaram marchas de km,. valeniia, inteligência e perspicácia, construirdes um modelo luminosos p••
prensa porque os dirigentes em
Quando Da trabalhadores a as donas-de-caia et queixavam da escassez ri as classes operárias dos [salsa socialistas de rodo o mundo, abrindo urna
questa() faziam parte da camarilha de
das rações, o governo respondia que Orlas eram, de lato, pequenas. mas nova era na história do movimento operário socialista.
Gierek
suficientes. Vejamos o que isso significa. Nb: o felicitamos de lodo o corna° pelo li.nt0 esito e lhe auguramos
Seja como for, o escandalo Urbaniak
Até a mas de julho, cada polones recebia 3,1 quilos de carne por más, vitórias ainda maiores.
joga uma luz forte sobre a realidade da
através de seus cartões de racionamento, e que eram diatribuidos da A Polônia pertence ao povo polonês!
sociedade polonesa, as tonam co-
se3iiinte forma: uma porçào de 400 gramas de carne de "primeira". e Viva o povo polonês,
lossais que descansara sob a sombra
que consistia em costela de vaca ou de presunto; uma segunda porçáo de do "socialismo-, e a corrupçáo rei• Vira a amizade entre os povos e as classes operarias da China
coatekta de porras ou de vitela; duas porções de MO gramas de carne de e da Polônia!
unte, latos que se tornam ainda mas
"segunda", uma de carne para guisado e outra de atilalcha ou ulsichlo de espetaculares na medida em que a Com as respeitosas saudações de Xu Wenli, es-direlor da revista clari•
ligado: um frango. destina chinesa, de Pequim. Tribuna 5 de Abril; operário eletricista do
grande maioria do povo polonas carece
Sem dúvida, roas rações sofrem de um grande deferir): não são o que ramal ferroviário de Pequim.
do* bens mais elementares
parecem. Por exemplo, u pedaço de "segunda", contém mala sebo e osso Pequim, 14 de novembro de 1980.
do Que carne. PWllgtips Olrik
Por outro lado, a poasa de um cartão do racionamento, não garante
ule eerthuma enaaetra, a obtenção de carne nal quantidades estipuladas.
Por exemplo, cai carteies da agosto eram amarelos claros. No entanto, nos
açouguea, viam.ie pessoas com cartões aluis. Eram os cartões do mês ante-
rior. cuja validade havia sido prolongada pilo governo, Já que seus dona
alo conseguiram obter ta rações correspondentes.
A verdadeira raça° de carne se aproxima mais das 50 do que dai /00
grame. Elle 'nuga° ftu contequénclat catattrólleat. De acordo com
uma rara° alio refutada, • divulgada pelo Quorisliars de Paris, um terço
dal crianças polonesas sofrem de desnutriçito, lato nio significa que paa.
sem fome, mas que ala dieta possui graves carências, Se esta situaçào se
prolongar, tutu vidas serio prejudicadas para sempre.
De acordo COM O despacho do jornal 'demito Neid e Ryk, Z.ésrng (repro,
dual& por Laminarias, de 24 de agosto), ce táenkoa da organiuçao hama•
Miaria Cuias constatam que um numero creacente de lactantes poloneses
pouuem um peso inferior as normal, *o inoerwato em que nascem.

.• 1
da Po orna por Mallipp• Olrile

Mia polonesa no caos e na barbárie. cem no anuncio, realmente tenha via- lado deles sao poionesesi, podem co-
EM Varsóvia, existe um mercado, o luto Na maloma das vezes, significa mer todas carne e beber toda a vodka Um ano de revolução invicta, um ano de "normaluaçlo" impossisel:
Balar ROZykits90, que há Ws meses lua é uma pessoa que pOSSU dólares, Que quiserem. Mas uma refeição custa aqui, um formidável ponto de apoio para as lutas de todos aqueles que,
for arrasado por um Incéridio. Porém, rancos ou libras estedinas SOO ziOtys, ou sela, o equivalente a dois nos estados operários, resistem à burocracia. Como dsziamus no número
sucia Inanem operações' Continuam ou Irás dias de trabalho de um operá- interior, esta é uma das principais razões para que o Kremlin não deite
entre o• escombros. All, pode-eu ob- A oirtra INAlmake rio tovem ou quase uma semana de de pregai"-, POUP para -tete-11er (1 curso Ji JCuIlICCIPIleraul '' , o mars
• ter artigos que na° se encontram em salário mlnimo possisrl. Ou sem, para que se eslinga tina llát de esperança que loi
nenhum outro lugar da cidade Mas, De um teclo, a maior penUr ia, OS car • Recentemente, um caso de fraudo
acesa 'ia Polónia. mas que brilha por mais de um bilhão de vitimas da
que preçoal Uma garrafa de sindka iões de racionamento, as tilas, os salá- comoveu a imprensa polonesa Vale a opressão bufo...mica.
custa 1 000 zlotys, guardei o preço Ofi- rios miseráveis 08 4 000 zlotys (ou pena relatá-lo, porque mostra um as-
cial é 200 Um quilo de carne de porco, menos porque na Polónia o salino pecto fundamentai da burocracia dos
300, ao invés de 54, a barra de choco- miram° é de 2 400 zlotys). estados operários uma vez que seus URSS
late, 100, ao invés de 20, um pacote Do outro. abundam artigos da me- privilégios estão em contradição O PUNO° ea voAai PROLIMMIA
da cigarros Marlboro, 160, ao invés de lhor qualidade, o remo do dólar, ingres- com a estatizaçáo dos Meios de pro-
40. sos incalculáveis e urna torrente de dução, os altos funcionários do parti- Uma esperacutar denionstração de que a resolução polonesa come-,.i a
Para quem se destinam esses arti- negociatas do todo o tipo. do e do estado, devem recorrer a meros Ir'; eeper,tist e, ri . ,romaclnuua,i Ntnietlea VIII 111,110. à •I
gos? Não sáo para o operário da Essa é a realidade da sociedade po- ilegais, ou vincularem-se a traficantes Moscou, uni trato assinado por um Comae de Api.iuu mor °perorou Poli,
Uisus temos certeza ele Meran0 nos lonesa, assim aparece aos olhos dos de todo tipo. a hm de protege-los. ses. Reproduzimos a SegUlf cure lea10, que chegou recentemente à nUfba
disso que o preço de um pacote de ci- estrangeiros que chegam ao pais. Pa- No dia 13 de março, a policia da redaçào:
garros Marlboroè exatamente igual ao ralelamente ao Solidariedade e aos Alemanha Oriental prendeu na frontei-
seu salano orar o Estes Gr 191.:= desti- trabalhadores, existe outra Polónia, ra um cidadão polonas que dizia se Queridos allioz(n potkines:
nams para os dignos representares com limites próprios, armazéns pró- chamar Roman Urbaniak. Ao passar Em nome da Maioria do poso russo. e111.1 sol CIO aba lada • pelas
da "outra Polónia" (ver artigo é parte) prios is seus locais de diversa°. pela alfândega, o homem disse que palasras•sle•ordern do partido, saudamos iiiss.1 JUSla luta. ein deles, itc
para os que trabalham na lifSuS, Mas As vezes, alguém pode passar, sem havia "se esquecido" de declarar sete sossos
nus escritórios da direção. perc . • 'ar, de urna Polónia para outra. Assim Como e Te, oluçao Russa, há 0.3 anos. comuseu ri Oitis intento
diamantes, um antigo relógio de pare-
Tal coisa, sem chegar a ser urt, A primes°, sem se dar conta. É o que de e vários relógios com pulseiras do -,sperário mundial, %LANO mosimento seca uni poderoso impulso para a
itálico de divisas, fomenta tal trafico, acontece com a avenida Jerozolimskie, oura Ou seta, um lotai de um milhão lota pelos direitos dl:Ob.:Ia ticos aos
que acaba sendo totalmente legal. As em pleno centro de Varsóvia. Atraves- de zlolys, ou 33 000 dólares ao câm- Estamos certos de que a atisidade do sindicato 3.1idarredode reflete as
moedas estrangeiras, principalmente tas. as tilas de mendigos e cegos que bio ciliciai auténlicas a%pir.rOes dos uper.iriot polones e uxe, sob J direção dvsse
o dólar, gozam de privilégios especteis. lOCarrl acordeao, as Nas Intermináveis Iniciada a investigação, descobriu- sindicato, podereis sanear a stluaçiu polonesa.
Pot urn lado, °Sia° Os Poema. Sao e entrar em um bar. Dentro dele, gros- se que Urbaniak era especialista em Faremos nossos ma/LIMO% e1("In para que Itow.1 mos oriento obtenha
.101aS ~Ciais", Onde urna pessoa sos veludos, luxuosos cortinados que contrabando de diamantes entre a graitile apoio lia til(S% 1 ,peraillos litie .1 el.à,e "Maria hissa, hei à%
pode obter tudo o que está em falta no O Ocultam do exterior e uma clientela URSS e a Alemanha Oriental, via tradições de luta, e inspirando-se rui iussu Inalite o punho forre
restante do pais, com a condiçáo de vestida segundo a última moda norte- Polóni Na busca de sua residencia, e crisindo da unidade proletária.
pe. ar com moeda estrangeira. Por ou- americana. Nas mesas, corveta e ou- encon raram jóias, pedras preciosas, Seguimos o desensuivimento do mos ¡mento operario polunes ÇOITI grais ,
tro, qualquer pessoa pode abrir uma tras coisas impossivels de serem en- iti. alellÇa,, e, queridos amigos_ conluio." ein 10,a 5 ilt,fia práson.i. .501‘
melais raros e obras de arte no valor
conta bancaria com moeda estrangei- contradas em qualquer outra parle da de 150 milhões de zlolys, ou seja, 5 Wallar ruiu Nohdaljed.g,l,.
ra. sem que ni. ,uem averigua a etc:i- cidade Ali se recrutavam as vitimas milhões de dólares ao cambio oficiar Comitê russo de apuro .101
cei:Saneia desia dinheiro de um escandato de trafico cla mu- No dia 4 de março, a imprensa polo- uperarius polunes"
Então, não e de estranhar que o
dólar, que vale 33 Volvi no mercado
lheres brancas, que estourou há
pouco.
nesa revelou que Urbaniak possuia rim
prontuário policial bastante volumoso,
China
oficial. fosse ver rido, no ano passado, A outra Polónia, distinta do Solida- que até o momento havia sido intocá-
a 120 • atutlioente a 250. As transa- riedade, apareceu também nos corre- vel, por "gozar de proteção" em de- "MALA 140YA IRA ea *mau mi MOVIMINIO °mear,"
ções particulares tendem a serem fei- dores do congresso do POUP, onde, terminados círculos Na memória cie
tas em dólares Assim, um &minero de de acordo com o sIrsdicato, foram cbs- seu telefone ultramoderno, figuravam O 11OÇUMCIII0 que repfUtillitfihn a seguir, era datado de 14 de noienn.
?ornai que diga. "Pessoa que retorne do tribuidos 250.000 pacotes de Maravoro, boi de 1980. E ruiu é thheil conspreender porque somente agora, chegou à
os terelones de alguns funcionamos
estrangeiro, procura uma casa", ou entre os 2 000 delegados que não possuem seus nomes na nossa redação.
"recém chegado ao estrangeiro, com- Na face oculta da sociedade polo- lista telelõnica A policia Mamou que Seu autor. Xu Wetili, escreveu esta carta na Chil,a, quando o SultJarie•
pro auto:Tios ai", mão significa que a nesa, se encontra um notar corno o Jade foi legalizado na Polônia. Xu Wenli é um tf is fundadores do fruir
entre seus clientes, figuravam nume-
pessoa Cio nome e endereço apare. Forum Ali, os hóspedes (mais u:-. me- rosas personalidades, dessas que mento de oposicao Tribuna .5 de Abed, a primela revista independente
"frequentemente aparecem nas pri- editada dormite a -Nommen' de Pequim-, em noierriliro de leN.
meiras paginas dos jornais", e procla- Em março de 1980. a Tribuna 5 de Abed deitou de circular, por causa
mou a toda voz que "a investigação dos golpes da repressão. Xu Wenli iniciou, Minho, a redaçào e impressào
mimeografada de um boletim de estudo. Foi preso em principio de abril
não se deterá".
de Piei.
50 gramas de carne por dia Apesar disso, não se voltou a falar
de Roman Urbaniak e nem no assunto, Estimado presidente Lech Walesa e nieltdifos da cuniiss.10 consultiva do
sindiçato independente e aurononiu.S.liddriedode
que era demasiadamente exp!asivo
Foi CUM gritude alegria. que eu fesehelllos .1 fitl(1,1.1 de ,ioe
para que sua divulgação fosse permi-
ALIOU como na insurreiçao do Báltico de 1970 ou na greve semi-insur- vosso sindicato independente e autônomo Sulitlarietiude, cumpriu vitorio-
tida, tendo então sido arquivada Per-
recional de 1976, no vedo, o problema do abastecimento e do preço da samente com as formalidades legais de inscrição. Assim, graças a vossa
mitiram somente que chegasse à im-
carne provocaram marchas de fome. valentia. inteligéncia e perspicácia, construirdes um modelo luminosos pa•
prensa porque os dirigentes em
Quanto os trabalhadores e as donas-de-casa se queixavam da escassez ri as classes operárias dos palres socialistas de todo o mundo, abrindo uma
questão faziam parte da camarilha de
das rações. o governo respondia que estas eram, de fato, pequenas. mus nova era na história do movimento operário
Gierek
sulicienrcs. Vejamos o que isso significa. Nós o felicitámos de todo o coração pelo 50550 eatte e lhe auguranhis
Sela como for, o esCándalo Urbaniak
Até o més de julho, cada polonés recebia 3,7 quilos de carne por mét. vitórias ainda maiores.
joga uma luz forte sobre a realidade da
através de seus cartões de racionamento, e qua eram distribuidas da A Polónia pertence ao puno polOnell
sociedade polonesa, as fortunas co-
seguinte forma: uma porçao de 400 gramas de carne de "primeira", e Viva fa povo polonês!
lossais que descansam sob a sombra
que consistia em costela de vaca ou de presunto; uma segunda porção de do "socialismo", e a corrupção rei- Visa a amizade entre os povos e as cf untes operarias da China
costeleta de porco ou de vilela; doa* porções de 850 gramas de carne de cria Polónia!
nante, tatos que se tornam ainda mais
"segunda", uma á* carne para guisado e outra de salsicha ou salsicha° de espetaculares na medida em que a Com as respeitosas saudações de Xu Wenli, es•diretor da revista ciar].
fígado; um frango. destina ,7hinesa, de Pequim. Tribuna 3 dr Abril; operário eletricista do
grande maioria cão povo polonés carece
Sem dúvida. elas ril(Ats sofrem de um grande defeito: nào sito ti que ramal ferroviário de Pequim.
dos bens mais elementares
parecem. Por exemplo, o pedaço do "segunda", contém mala sebo e osso Pequim, 14 de novembro de 1980.
do que carne. Philipp• Oirik
Por outro lado, a pana de um cartão de racionamento, nito garante
de nenhuma reseraistra, a °Manca() de carne nas quantidades estipuladas.
Por ezempio, ce cartões de agosto eram amarelo, claros. Nu entanto, nos
açougues, viam-as pessoas com cartas. azuis. Eram os cartões do mis ante.
ror, cuja validada havia sido prolongada pelo governo, já que seus donos
No conseguiram obter te rações cor feePondefliel-
A verdadeira ração de carne se aproxima mais das 50 do que das 100
gramas. Esta situação traz consequéricias catastróficas. D- acordo com
uma remito nau refutada, e divulgada pelo Quoridien de Parir, um terço
dai criança.' polonesas sofrem de desnurriçao. loto não significa que pas-
sem fome, mas que sua dieta possui graves catem:ias. Se esta situação se
prolongar, suas viciais/do prejudicadas para sempre.
De acordo com o despacho do jornal alemão Neide Ridhr Zeírid eg (repro.
&sido por Libiratioa, de 24 de asado), ca técnicos da organlzaçáo (ruma-
nlária Cure, constatam que l•ri número crescente de lactantes poloneses
Neguem um peso Inferior 42 normal, ao momento iern que nascem,

• I^
as a •• 05 percw OS
•rripapesei iode I -- setembro de 198: --
4 —

Rucionumento, fome e penúria' .

534281

1
Alimentos, uma arma da
burocracia
111111111111111~111111111=1"" da edçáo n° 42 do Woine Skeva, boietim
dos militantes de Torun e Sua regional
rias Nesses casos, as lojas afetada:,
recebem o dinheiro correspondente à
cia na economia polonesa, cons -titoi
a principal causa da atuai crise du de-
As razões de tal politica são facil- ~readona desaparecida. além de unia sarticulação é a sua SuD0t0.11.100 e•
mente compreensiveis. A burocracia comissão para o gerente, que pode conómica ao mercado mundial e. Junto
Pcr que a Polónia apresenta hoje o aspecto de um país golpeado lenta desmoralizar os poloneses, obri- então lazer uma Contabilidade licticia, com isso, sua submissão poiiiica 40
pela calastrofe? Os atos de sabotagem são fatos reais. Isso, porque ga-los a reverter sua combatividade e mas formalmente impecável Depois, imperialismo
(..atamos frente ao miara& da economia dirigida por uma burocra• resolução na lula cotidiana pela sobre- deve explicar aos clientes e ar.) pessoal A colossal divida externa arpeou a
tia corrompida, cuja dependência do imperialismo torna-se cada vez vivência por causa da escassez Além que não compreende por que a merca burocracia de continuar imporlailao
cr -lã nefasta para as massr4 polonesas. disso, o POUP lenta, desta forma, iso- dona solicitada não chega há tempos, OS bens que antes adquiria dos panes
lar o Solidariedade e os operários mais que decididamente, os transaortes es- capitalistas Não sendo c -fPaz de !abri.
combaiivos, explicando longamente tão funcionando cada vez pior na Po- cá-los em quantidade sueca:rito —
nas colunas da imprensa que eles são lónia entre Outras razões por não i.antai
os responsáveis pela miséria. Os ataques ao mercado negro, jUIIIC :om a tecnologia necessária — a falia
CCM ou ataques contra o Sordatedade, desses produtos O icaimento sulda
plillemowei dou imune de ~tad* são o principal cavalo de batalha da É uma situaçáo ainda mais °ramifica.
A Polónia é um pals Oco em homens No dia 12 de ¡urino passado, apare- imprensa oficial quando a lana Ge uma 50 peça. de uni
e recursos naturais. Isso, todos Os e- ceram 12 toneladas de sucata, em De todos os modos, a atuai situação De sua parte, a burocracia se abs- só "elo", e suficiente para deter J
conomistas sabem, e os trabalhadores Przemyel. A comissão de controle do económica da Polónia não se deve ex- têm, cuidadosamente, e.0 tomar a única produção de um artigo
não deixam de repetir a incarna coisa, Solidariedade, chamada pelos ocerá• clusivamente a sabotagem deliberada medida que poderia puxar o tapete que
frente a imensa confusão que Se pro- rios, constata que não se tratam de do POUP Exis; en outros dois fatores está sob os pés dos traficantes, que A Mesma coisa 0c0110 COM o-.
duz diante de seus olhos e da qual são pedaços de metal velho, mas de no- de crise, que ainda que se devam à dessa forma burlam o estado o rugis ros Sua taifa se explica, em gran.n,
as primeiras vitimas vas peças de reposição para máquinas presença da burocracia na cabeça do tro dos cartões de racionamento nus parte, porque os adesivos necussalio;
Há apenas um ano, apesar da crise agrIcolas. Peças de reposição, cuja estado, não constituem uma sabotagem laias escolnidas pelos consumidores, para a Sua fabricação não são pie-J.-
económica crónica, as prateleiras das escassez afeta enormemente os cam- propriamente dita e entrega adiantada da mercadoria 2.00S na Polónia mas eram importa-
lojas polcnesas suscitavam a admira poneses e provocas paralisação de um Em primeiro lugar, o mercado negro correspondente. Ainda que denuncie dos Ou paises ociountais Agora 1.1.1,1
Cão dos visitantes das demais demo grande setor 00 parque de máquinas É impossrvel imaginar o grau de desor- os especuladores com virtuosa indig- governo não possui divisas, e
cracias populares, e da própria URSS; agrIcolas. ganização da economia que a mera nação, é a burocracia que obtem os so, considera que este não é uni pro-
e ainda Que Já estivessem afetadas pe existência Oeste mercado pode provo- maiores bemol icios com o mercado duto de primeira necessidade, a impor •
la feroz politica de austeridade, os Ira No dia 18 de junho, em uma via mor- car. A maioria de seus Circuitos são negro Ainda que alguns vendedores taçáo do adesivo foi limitada ao maki-
tolhido: viS ÇO041171, peio menos, GOMO! te de l.c(lz, descobrem-se 28 vagões alimentados pelos produtos e artigos possam obter um lucro modesto, a mo
O suficiente para matar a fome ferroviários carregados de papel e roubamos da economia oficial maior parte do bolo fica com os geren- Por outro lado, a profunda solidarie•
Agora, todos se perguntam: por que
tabaco. Na verdade, na Polónia está Em seu nivel mais artesanal, a frau- tes das grandes cadeias de lojas, das dada poiifica da burocracia para cor9
a atual penúria e tome? Como uma
trio c:laica encontrar cigarros como en- de corresponde ao vendedor da lota redes de distribuição e inclusive das a burguesia imperialista, leva aquela
9conomis lot capaz cSe mergulhar no contrar carne Ge Mondo, 618181)
atavio cima forma? " ou ao chefe de seção que compra com ferrovias. E estes setores sáo exata- lazer 1000 o pOssivel para saldar sua
Recordemos que no inicio de: Junho o dinheiro de seu próprio bolso uma mente os que formam a base social 0,v104 COM os bancos e capitais oci-
ima pesehe havia se incendiado um depósito con- quantidade de mercadoria, guardan- do POUP, ou seus mais ardentes de. dentais Com a mesma lana dx, escie;
tendo Milhões de cigarros do-a "sob o balcão" e vendo-a a ellen tensores frente urna revolução operária pulos de unia burguesia sernecuidn.,a,
Como uma primeira aproximação E o que é mais grave, algumas regio- les de confiança a um preço multotsu• que quer eliminar esses privilégios. lenta reduzir cautaimenie o fixei Je
esta resposta, digamos que foram re- nais do Solidariedade reproduziram penor ao oficial. Ga e as condições de existani.,a da;
velados numerosos casos de sabota arn SOUS jornais certas notas anónimas, De todas os formas, aquele é um Ikebordlamviii a• lorperlatir,.• trabalhadores poloneses A isso sii
gam deliberada no abastecimento e mas redigidas pelos comités regionais comerc ,o clandestino de menor quan- Ceve a politica de auSttlida0i.
na produção sob responsabilidade da do POUP, onde se propõe abeitumente tidade O lato é que desaparecem ca- Existe outro fator que causa a misé- no Congresso OC) POUP, e pir
burocracia. Veiamos alguns exemplos uma politica de sabotagem É o caso minhões e trens cheios de mercado- ria Introduzido pela própria burocra- em 22 de aaho, quando os de
retornavam ás suas provinc.a epr e •
sidento da comissão aU piei.... anun•
1 •r• Ciou um aumento de 110 a de
b acordo como produto
orsonesx. Porem, esta politica lambem km lu-
gar a Outras Operações, cuia 0.ai ater
• estritamente, clandestino, 50 assem,. aia
trr?J',.• a um contrabando, a pilhagem solaC o.
o b
1
da da economia polonesa O lar re-
gional bancas Le °arruares no.... x'. xis
d'Alsace, revelou no dia 9 de a ;usto,
que alguns 03.3$ antes, um autoin, taiS-
ta que transitava por uma eStraia aie•
N.V.1
má havia vis10, em uni camair q,rtt
transpor tav a gado uni dniMal atiCa•
*N.- ....h
mente morrendo de seda
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deter o caminhão, e e.plicar SeU
MOt01151a a situação aos animai; Km-
,11 neirOS). estes foram lexaC135 puiu um
b
re.4m. t vs. matadouro, para selem alimentadas
( ri Qual não loi a surpresa Gos pre..enies
ao saberem que os carneiro,. elaal
• • parte de um lote ao b3 000
provénion:es da PoiOnia 0 tItt.,,t,13..
C01101b0. uma orriplusa
4 região de Tcuiousu
Dessa forma, no momento em que
carne anda escassa na Poidn.a u o
governo afirma Que tniel CdtelletJ se
1 deve a uma diminuição ruperii,na r.
Otaillál)C4 Ca padeça°, está xx jUlh30
animais para outros odiara E us.ie não
a um e.umpio isdiaaJ, como niustr $1 O
• i. ' tr` Caso 005 portuario. aa Gradri:iv que,
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r..) inicio 0,1 agosto, ouscoorourn que
41•0*
ciuga que estavam a
bordo de um barro que partiria , ira
5 342 8 1

\ Alimentos, uma ar a a
burocraEa arai

11111111111111211111E=1111=21=1 uia edolo n°42 do Worne &roera, boletim


dos militantes de Torun e sua regional
rias Nesses casos, as lojas aletadas
recebem o dinheiro correspondente á
Cia na economia polonesa. ao:is-til a i
a principal Causa da atual CfISU de de•
As razões de tal politica sáo facil- rnercadoria desaparecida, além de uma sarticalaçáo é a Sua subordinaçao e-
mente compreensiveis. A burocracia comissâo para o gerente, que pode conómica .30 Metr. tdd Mundial e. junt0
Por que a Polónia apresenta bóie o aspecto de um pais golpeado
lenta desmoralizar os poloneses, obra anta° fazer uma Contabilidade fictícia, COM isso, sua sur missa° polca ao
pela catástrofe? Os atos de sabotagem são fatos reais. Isso, porque gá-los a reverter sua combatividade e mas formalmente impecável Depois, imperialismo
estamos frente ao naufrágio da economia dirigida por uma buroera- resoluçáo na luta cotidiana pela sobre- deve explicar atas clientes e ao pessoal A colOssal Clisida edema impede J
da corrompida, cuja dependência do Imperialismo torna-se cada vez vivência por causa da escassez. Além que no compreende por que a merca- burocracia de continuar IMOria,IJO
Inái1 nefasta para as musas polonesas. disso, o POUP lenta, desta forma, iso- doria solicitada na° chega há tempos, Os bens que antes adquiria dos pisas
lar o Solidariedade e os operários mais que decididamente, os transportes os- capitalistas Nao sendo capaz da fabri-
combativos, explicando longamente táo funcionando cada vez pior na Po- cá-los em quantidade sulicienia —
nas colunas da Imprensa que eles são lónia entre outras razões por nau aJIIIJI
os responsáveis peia miséria Os ataques ao mercado negro. junto COM a tecnologia noa:assaria —
corn 06 atacares contra o Sotelaniadaaa, desses produtos 'S 'tara-mime seatiaa
A pillareamem 4t,s bares de ear NIG sào o principal cavalo de batalha da É uma situaçào ainda mais oramiliaa
A Folónia é um país rico em homens No dia 12 de junho passado, apare- imprensa oficial quando a lata de uma S3 peça, da uin
• recursos naturais. Isso, Iodas Os e- ceram 12 toneladas de sucata, em De todos os modos, a atual situaçâo De sua parte, a burocracia se abs• só "elo", e uficienta para °ater
conomistas sabem, e os trabalhadores Przemysl. A comissào de controle do económica da Polónia na° se deve ex- Iam, cuidadosamente, da tomar a única prOduÇ30 Ou um artigo
nact deixam de repetir e mesma coisa, Solidariedade, chamada pelos oporá- clusivamente a sabotagem deliberada medida que poderia puxar o tapete que
frente a imensa confusa° que se pro- rios, constata que na° se tratam de do POUP Existem outros dois latores está sob os pés dos traficantes, que A Mesma COiSa OCOrie COM
duz diante de seus olhos e da qual sáo pedaços de matai velho, mas de no- de crise, que ainda que se devam dessa forma burlam o estado o regis- rOS Sua falta se e xpiica, um araria,,
as primeiras vitimas. vas peças de reposiçâO para máquinas presença da burocracia na cabeça do tro dos cartões de racionamento nas parle, porque os adetrvOS necusaahea
há apenas um ano, apesar da Crise agricolas. Peças de repOSIçâo, Cuja catada, não constituem uma sabotagem lojas escolhidas pelos consumidores, para a Sua tdbriCaÇO0 nao sãO proda•
.cOnómica crônica, as prateleiras das escassez afeta enormemente os cam- propriamente dita e entrega adiantada da mercadoria aidos na Polónia, Oras erarn
lojas polonesas suscitavam a admira- poneses e provoca ia parallsaçâo de um Em primeiro lugar, o mercado negro correspondente. Ainda que denuncie dos de paises OCidentaiS Águia que ti
çáo dos visitantes das demais demo É impossivel imaginar o grau de desor• os especuladores com virtuosa indig-
grande setor do parque de máquinas governo não possui divisas, e
cracias populares, e da própria UE1SS: agricolas. ganlzaça° da economia que a mera nação, é a burocracia que obtem os sO, considera que este nâo e uni pro-
e ainda que já estivessem afetadas pe existéncia deste mercado pode provo- maiores benefícios com o mercado duto de primeira necessidade, a impor•
ia feroz porlace de austeridade, os ira No dia 18 de junho, em uma via mor- car. A maioria de seus circuitos Sá° negro Ainda que alguns vendedores laçara do adesivo foi limitada ao
nainaou(es pockarn, pelo menos, comer ta de Lodz, descobrem-se 28 vagões alimentados pelos produtos e artigos possam obter um lucro modesto, a mo
o suficiente para mio^, a torne. ferroviários carregados de papel e roubados da economia oficial. maior parte do bolo fica cornos geren- Por outro lado, a profunda saboaria.
Agata& todos se pergur. Av: por que
tabaco. Na verdade, na Polónia está Em seu nivel mais artesanal, a frau- tes das grandes cadeias do lojas, das ciada polaca da burocracia para con2
a atual penúria e fome? Como uma
tão dificil encontrar cigarros como en- de corresponde ao vendedor da loja redes de distribuiçáo e inclusive das a burguesia imporialista, loca aqaela a
econornti foi capaz de mergalhar no
abismo dessa forma? contrar carne (Le Monde, 618181). Ou ao chefe de seçâo que compra com ferrovias. E estes setores sâo exata- fazer halo o passiva' para saldar aua
Recordemos que no inicio dei junho o dinheiro de seu próprio bolso uma mente os que formam a base social divida com os bancos e capitais oci-
leu weereee havia se Incendiado um depósito con- quantidade de mercadoria, aeardan- do POUP, ou seus mais ardentes de- dentais Com a mesma falta ao esch.a
tendo milhões de cigarros do-a "sob o balcào- e vendo a a aliei, fensores frente uma revolução operária pulos de Lídia burguesia somacuianaii,
Como uma primeira aproximagao E o que é mais greve, algumas regia• tes de confiança a um preço muito(su• que quer eliminar esses privilégios. lenta reduzir brutalmente o nivei de ai•
esta resposta, digamos que foram re- nais do Solidariedade reproduziram perlar ao oficial. da e as condições de exiSteni....i dos
velados numerosos casos de sabota- em seus jornas certas notas anónimas, De todas as formas, aquele e um Sarlaasellilereliee ato Isp orla I I LAGO trabalnadores poloneses A isso se
gem deliberada no abastecimerto e mas redigidas pelos comités regionais comércio clandestino de menor quan- deve a polaca de duais:metade ,taaa
na produçáo sob responsabilidade da do POUP, onde se propõe abertamente tidade O fato é que desaparecem ca- Existe outro fator que Causa a misõ• no congresso ao POUP, e proaaiiiiaaa
burocracia. vejamos alguns exemplos uma politica de sabotagem É c caso minhões e trens cheios de mercado- ria Introduzido pela própria burocra• em 22 Ou julho, quando os dea ,adaa
retomavam às suas provincias pre-
sidente ria comissao do proa,'
•1 ir I PP , ciou um aumento de 110 a aux de
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Porem, esta politica tampem di lu-
tr ra' gar a OulldS operações, cujo a Watt!t
estritamente) clandeatino, se asaarneina
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da da economia poionesa O jornal e•
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4 )1 ., ' d'Alsace, revelou no clia 9 de atesto.
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• 1,'',.,/g.4.4( ore alguns dias antes, um autoria calis-
ta que transitava par uma estai., tlie•
i'lr"t"v ma havia vistO, em um caminnaa qao
44, transportava gado. um anotai tatica-
mente morrendo do erie Dep..)... Ou
deter o caminha°, e explicar au seu
motorista a situaçao cias afloras ICat•
neiros), estes foram iuv403s paia umn
Matadouro, pata serem alimariiadaa
()uai ná° toi a surpresa dos ple,ertles
ao saberem que os carneiro:. ciam
parte de um tote de ea) 000 caueças.
provenientes da Polónia e una ida, a
C0110150. Uma empresa Ilart, e
regia() de Toalousu
Dessa forma, no momento em que .1
carne anda escassa na POlónia. U o
governo Mama que esta C.ta:N:1J se
deve a uma dintinuiÇa0 repenana
dramática da produçào, está 4iiuUuiid
animais para Outros paisos E nao
e UM ei11.1,N,J1SOIJUJ, COMO ilustra O
caso dos purluariOa da Gdaia.a que,
no inicio da agasto, descobriram que a
carga que estavam transpOilanau a
bordo Co um barco quo partiria vara a
Estados Operários 5

Inglaterra, consistia de carne de cava-


534281
lo em conserva Nesse momento, os
11 operários resolveram manter a carga
nos armazéns, até que o governo de•
,aanstrasse a utilidade que tal expor-
Issão tinha para o pais Imediatamen-
te o governo. ao Invés de demonstrar
tal coisa, ameaçou os portuários com
processo, caso Impedissem a realiza
ção de urna operação comercial, alar o
veda pelas autoridades do comércio
exterior

licescicarall caçoa ou
oeciaticiameampate de beriersratia?

Se a tome e a escassez que reinam


na Polónia sao devidas não só á
sabotagem, mas também à corrupção
da burocracia e sua submissão ao im-
perialismo, serà que isso não Irará as
consequancias esperadas por quem
pratica a sabotagem, ou sela, será que
não trará a desmoralização dor traba-
lhadores poloneses e inclusive o posi-
cionamento de um setor da população
contra o Solidariedade?
Por um lado, é indubitável que alguns
setores da população polonesa aban-
donarão a luta para buscar "soluções
individuais" às penúrias inacreditáveis
que estão sofrendo Assim, ainda que
muitos neguem esta situação e digam
que se traia de urna campanha das au-
toridades para misturar os sindicalis-
tas com os ladrões, parece que os rou-
bos e assaltos estão aumentando no
pais Em todo caso, vi em duas oca-
siões, em menos de uma semana, co-
mo se quebravam as vitrines no cen-
tro de Varsóvia, para roubo de obletos
de pouco valor, como bryouterias.
Assim mesmo, existe um aumento
imponente do numero de emigrantes e
de aspirantes à emigração Por exem-
plo, na França, pais de torre imigração
polonesa, os pedidos de visto durante
o primeiro semestre de 1981 (mais de
"Um povo faminto pode
60.000i superaram aos solicitados
durante lodo o ano anterior Em 19 de
agosto, haviam 65 594 solicitações de
atestados de residéncia (70.056 du-
rante todo 1980), e 7 RA vistos de asi-
lo político 18256. em 1980) (dados do
(e Mata, de Peru& 208/81)
Em 19 de agosto. na Silésra. quando
teve inicio uma ampla discussão sobre
devorar seus dirigentes"
a necessidade de continuar ou suspen-
der as marchas da fome, disse um sin- tome? Porque existe tome e penurra destrutivas das forças noslis ao socia-
dicalista, sem ser interrompido nem Pelo direito elementar de COrTICr fismo", e anunciava que o Kremlin
Criticado "( 1 i (*rio rio estado vigiaria a situação polonesa de Manei-
men r o rio grit erno e ri decorri
"Soo o efeito da propaganda cio go- O ~dama da podar ra 'atenta e muito Sófia" (Le Monco,
verno, as pessoas começam a nos ver Foi com essas palavras que o general primeiro-ministro, Jaruzelski 18 de agosto)
como uma organização destrutiva Co- — une ervendido na matéria — descreveu os prigos que representam Outro avanço significativo e o lato dos Mais uma vez, fica demonstrado
çamos a perder a confiança da PoPo- as mareloàs de fome para a Polónia "popular '. man estantes das marchas da fome que a ameaça de uma eventual inter •
/ação das pequenas cidades" (Le fatu, no primeiro aniversário da greve generalizada de agosto colocarem com maior insistência do vença° das torças armadas da buro-
Monde, 21/8/81) de 80, o poder do POUPe.stava mais abalado do que nunca. que ,anteriormente o problema do cracia soviética, longe de urna vaga
No entanto, este lenómeno de des. Nesta situação, todas as forças que atuam para manter o poder do poder A maioria cias palavras-de- possibilidade, constitui um fator cen-
moralização só reflete uma tendência, ordem gritadas nas manifestações se tral na situação polonesa E um fator
POUP vêm-se obrigadas a empenharem suas máximas energias.
não ver mais do que isso seria uma referiam a estas questões essencial para a manutenção de uni
Entre essa,,, forças, a mais insidiosa, e talvez, a mais eficaz, é a
visão parcial da realidade As conse- "O governo governa, o parido dirige. regime, que frente ao COCI10 que susci-
hierarqule católica.
quências da tome e da escassez sobre o POVO Inale de fome", dizia urna faixa, ta no povo polonês, tende a se consta •
a população polonesa, principalmente no dia 27 de ulho, em Lodz "Um ter em uma mera sombra da ação do
entre os operários, se dará em lunçáo povo faminto pode devorar seus diri- Kremlin na Polónia
das lulas que sejam levadas e das vi- gentes", dizia outra, que logo depois Porém, existe Outra torça que sri
tórias conseguidas Seus resultados Seri . exagero dizer que as marchas em retrocesso, o processo da revolu- reapareceu em Varsóvia, Lle outra ma- mobiliza energicamente para sai, ar
não estão pré-fixados, mas dependem da for•e cairarn do céu azul como um ção politica registrou novos avanços neira "Um povo que morre de tome o regime de Kania e Jaruzisski Unia
do surgimento de uma direção capaz raio No entanto, não existem duvidas com as marchas da tome pode se alimentar de pode," força que, com outros melados, torna.
de impulsionar resolutamenta a luta de que Se trata da mobilização de Este avanço perceptivel do processo se how em dia ainda mais el,cai (toe
em escala nacional, contra os planos maior envergadura que Ocorreu na Po- A aliança em torno da classe operá- revolucionário e da consciência poli- as divisões blindadas soviéticas, esta-
do governo, particularmente contra os lónia, desde as lutas de março, pela ria polonesa e seus baluartes !amais tica das massas polonesas só pode cionadas nas fronteiras a hierarquia
planos de fome e exploração dos tra- punição dos LJIpados da provocação esteve tão sólida Isso o demonstra a Ser compreendido em relação com católica
balhadores. ao serviço do Impetialismo caoszcz, quando a policia espan- composição das maichas da torne as condições vigentes Enquanto a bu- O comun sado, após a reunião do
Por outro lado, a miséria e a fome cou selvagemente vários sindicalistas operários, empregauos, donas-de-casa, rocracia se mostra incapaz de admi- Conselho Geral do Episcopado, de 14
mostram o fracasso de uni regime e Ern primeiro lugar, estas rnanitesta• intelectuais e estudantes, todo o povo nistrar a economia do estado operário, de agosto, é sumamente clara, ''A
levam uni setor da classe operaria po- ções desmentiram categoricamente polonês esteve representado E isso fi- sem provocar a miséria e a tome para ciedade está disposta a fazer saci'',
lonesa a responder a este governo, o certas afirmações Tanto Peio falo de cou mais claro do que nunca no blo- a maior parle da população, as mas- cios (É necessano) se opor firme
POUP e a burocracia, com uma luta terem sido realizadas, corno pela queio do centro da Varsóvia, que durou sas polonesas se declaram dispostas ~te ás tentativas de aproveitar
Ião radical corno a que estes levam quantidade de pessoas que se mobili- três dias, iniciado pelos manifestantes a se COlOCaf HM na cabeça do estado situaÇãO atual e as fensdes Crescen
contra as massas zaram e pela rapidez com que se es- do 3 de agosto, quando a policia proi- les, em favor de lufas ir rciona,s
Na adiça() 88/87 de Nrezeleznosc, palharam por todo o pais, as marchas biu que desfilassem diante da sede do A politica da Idoeciegola totidlea porificas" (Le Monde, (6 1718:81)
um dos lornals da regional Mazovra do demonstraram espetacularmente, a POUP Renovando o ato espontaneo No entanto, foi nos Sermões do mon-
Solidariedade, diz Andreia' Kraiewski. quem acreditava — ou queria ave& daqueles que viram a manifestação Ao mesmo tempo, dezenas de na- senhor Glemp, por Ocasião da peregri-
"Independentemente das formulações tar -- que a revolução polonesa estava desfilar pelas grandes avenidas da vios de guerras soviéticos en"" eles nação tradicional de 15 do agosto, pela
da Constatação. redigida pelo próprio em refluxo, que a combatiildade ope- capital polonesa, quase toda a popula- várias unidades de desembarque, ron- vogam negra de Czestochowa, que a
governo, sabemos que a propriedade rária permanece Intacta, que não exis- ção foi, pelo menos uma vez, expres- dam constantemente ornar Báltico O hierarquia católica apareceu mais a-
estatal polonesa declarou -se quebrada te nem sombra de "normalização", sar seu apoio aos que bloqueavam as marechal russo Kulikov, comandante- bertamente como protetora dos flan-
em 1981... É necessário urna autenti• que apesar de todos os esforços que ruas e constituiam a ponta de lança da em-chele das forças do Pacto de Var- cos do governo do POUP Reterindo•
ca nacionalização da velha proprieda- culminaram no IX Congresso do POUP mobilização motoristas da trota muni- sóvia, viajou para a Polónia, para, se- se às manifestações Ne Iriam se rea-
de es' ata/ O governo ét incapaz de (em meados de julho), a burocracia cipal, ónibus e caminhões, e os operá- gunde, disam, veraicar "o estado com- lizar dali a dois dias, por iniciativa dos
deter a queda da economia... Compre• não conseguiu recuperar suas posi- rios da siderúrgica Huta Warszawa. bativo, do exército polonés" (Lo Mondo, Constas de Defesa dos presos pois
endem-4 (Itle devemos tomar e admf- ções 11 de agosto). liços e da NZK, o novo primado da
nistraçal em nossas próprias mãos... Esta unidade, esta quase unanimi- No da 14 de agosto, Kania e Jaruzelsio Polónia lançou "um chamado aos in•
Isto signi,ka tirar o governo da A eaddicide do nu povo da00 dO povo polonês, deveu-se princi foram recebidas por leonid Brezlnev ielectuais, professores, cientistas e
nistraçãO 1a economia. Este.. o te palmente ao Que estava em jogo nesta Ao final da entrevista, o comunicado estudantes, qualquer que Saiarn seus
• Consequentemente, longe de estar luta Por que ser roalitani marchas da conjunto denunciava as " ações pontos de vista, para que se unam
to em conserva esse momen o, os ••• • laek•lon • • • • •••
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Se a tome e a escassez que reinam voare


na Polónia são devidas não só à ."••••••••
sabotagem, mas também á corrupção
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consequências esperadas por quem • 't
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não Irará a desmoralização dos traba- .•••••
lhadores poloneses e inclusive o posi-
cionamento de um setor da população
contra o Solidariedade^
Por um lado, e indubitável que alguns
seiares da população polonesa aban-
donar to a luta para buscar "soluções —s.
individJais" ás penunas inacreditáveis
que esio sofrendo Assim, ainda que
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muitos neguem esta situação e digam
que se trata de uma campanha das au-
toridades para misturar os sindicalis- sais,
'
tas com os ladrões, parece que os rou-
bos e assaltos estão aumentando no
pais Em todo caso, vi em duas oca-
siões, em menos de uma semana co-
mo se quebravam as vitrines no cen-
tro de Varsóvia, para roubo de / Sietas
de pouco valor , como baouteril
Assim mesmo, existe um ai, lento
importante do numero de emigrantes e
de aspirantes à emigração Por exem-
plo, na França, pais de forte imigração
polonesa, os pedidos de visto durante
o primeiro semestre de 1981 (mais de
"Um povo faminto pode
60.000t superaram aos solicitados
durante todo o ano anterior Em 1° de
agosto, haviam 65 594 solicitações de
atestados de residência (70.058 du-
rante lodo 1980), e 7 708 vistos de asi-
lo politica (8256. em 1980) (dados do
Lr) Marin de Paris, 28/8/81)
Em 19 de agosto, na &lesta, quando
devorar seus dirigentes"
leve alicio uma ampla discussão sobre
a necessidade de continuar ou suspen-
. der as marchas da fome, disse um sin- tome? Porque existe fome e penuna destrutivas das loiças hostis ao socia-
dicalista sem ser interrompido riem Pelo direito elementar de comer lismo", e anunc:ava que o Krerniin
criticado vigiaria a situação polonesa de manei-
richifiliimen ro de .1,4111.1#111 411 lhe lb? ,••
prell#1•ffe p•iiior ra "atenta e muito séria." (Le Monde,
' -Sob o efeito da propaganda do go-
verno, as pessoas começam a nos ver Foi com essas palavras que o general primeiro-ministro, Jarurelski 18 de agosto)
como uma organização destrutiva Co- — um entendido na matéria — descreveu osperigos que representam Outro avanço significativo e o fato dos Mais uma vez, lica demonstrado
çamos a perder a confiança da popu- as marchas de fome para a Polónia "popular '. manifestantes das marchas da lome que a ameaça de uma eventual inter.
lação das pequenas cidades" (Le De fato, no primeiro aniversário da greve generalitada de agosto colocarem com maior insistência do vençào das torças armadas da buro-
Monde, 21/8/81) de 80, o poder do POUP eslava mais abalado do que nunca. que -anteriormente o problema do cracia soviética, longo de uma vaga
No entanto, este fenómeno de des- poder A maioria das palavras-de- possibilidade, coastilui um fator cen-
Nesta situação, todas as forças que atuam para manter o poder do
moralização só reflete uma tendência. ordem goladas nas manifestações se tral na situação peionesa E um fator
POUP vêm-se obrigadas a empenharem suas máximas energias. essencial para a rpaeutençao de um
não ver mais do que isso seria uma referiam a estas questões
Entre estias forças, a mais insidiosa, e talvet, a mais eficat, é a regime, que frente .bai Od,c) que .
visão parcial da realidade As conse- '0 governo Qovetna, o partido dirige,
hierarquia católica. o povo morre de fome", dizia uma faixa, ta no povo polonês, tende a se co, •
quências da tome e da escassez sobre
a população polonesa, principalmente no dia 27 de Rilho. em Lodz "Um tar em uma mera sombra da aça' ,
entre os operários, se dará em função povo faminto pode devorar seus diri- Kremlin na Polónia
das lutas que sejam levadas e das vi- gentes", dizia outra, que logo depois Porém, existe Outra força que se
tórias conseguidas Seus resultados Seria exagero dizer que as marchas em retrocesso, o processo da revolu- íeapareceu em Varsóvia, de outra ma- mobiliza energicamente para 5.11#,ir
não estão pré-Nades, mas dependem da fome cairam do céu azul como um ção política registrou novos avanços neira -Um povo que Morre de fome o regime de Kania e Jaruziaski Uma
do surgimento de uma direção capaz raio No entanto, não existem dúvidas com as marchas da tome pode se alimentar de poder". força que, com outros metodos, torna
de impulsionar resolutamente a luta de que se trata da mobilização de Este avanço perceptivel do processo se hoje em dia ainda mais elica2 q•a•
em escala nacional, contra os planos maior envergadura que ocorreu na Po- A aliança em torno da classe operá- revOlUClunári0 e da consciência polí- as divisões blindadas sovieticas, esta-
do governo, particularmente contra os lónia, desde as lutas de março, pela ria polonesa e seus baluartes jamais tica das massas polonosas só pode cionadas nas fronteiras: é a hierarquia
planos de fome e exploração dos tra- punição dos culpados da provocação esteve tão sólida Isso o demonstra a ser compreendido em relação com católica.
balhadores, ao serviço do imperialismo de Bydeoszcz. quando a policia espan- composição das marchas da fome as condições vigentes Enquanto a bu- O comunicado, após a reunião do
Por outro lado, a miséria e a fome cou sevagemente vários sindicalistas operámos, empregados, donas-de-casa, rocracia se mostra incapaz de admi- Conselho Geral do Episcopado. d,1-1
mostram o fracasso de um regime e Em yirneire lugar, estas manifesta- inteleatuais e estudantes, todo o povo nistrar a economia do estado operário, de agosto, é sumamente claro A
levam urn setor da classe operaria po- ções Cesmentiram categoricamente polonas esteve representado E isso fi- sem provocar a miséria e a fome para cdedade está disposta a laret s.,
lonesa a responder a este governo, o certas afirmações Tanto pelo icIU da cou mais claro do que nunca no blo- a maior parte da populaçao, as mas- cios. (É necessário) se opor
POUP e a burocracia, com uma luta terem s do realizadas como pela que,') do centro de Varsóvia, que durou sas polonesas se declaram dispostas meei° às tentativas de aprove.' ,
tão radical como a que estes levam quantidade le passeis atm se mobili- três o is, iniciado pelos manifestantes a se colocarem na cabeça do estado situação atual e as tensões cre
contra as massas zaram e pela rapidez coro que se es- do 3 c'e agosto, quando a policia proi- tes, em favor de lutas fracion... ., •
Na edição 86/87 de Niezaleznosc, palharam por todo o sais, as marchas bs - que desfilassem diante da sede do A poli *leo da ba.orierieleice católica poliacas" (Le Monde, 16-17,v,e,)
um dos 'ornais da regional Mazowa do demonstraram espetacularmente, a Psa JP Renovando o ato espontâneo NO entanto, foi nos sermões do Mon.
Solidariedade, diz Andreia' Krajewski. quem acreditava — ou queria acredi- daqueles que viram a manitestaçáo Ao mesmo tempo, dezenas de na- Senhor Glemp, por ocasião da peregi,
"Independentemente das formulações tar — que a revolução polonesa estava desfilar pelas grandes avenidas da vios de guerras Soviéticos, entre eles nação tradicional de 15 de agosto, peai
da Constituição. redigida pelo próprio em refluxo, que a combatividade ope- capital polonesa, quase toda a popula- várias unidades de desembarque, ron- virgem negra de Czestochowa, que a
governo, sabemos que a propriedade rária permanece intacta, que não exis- ção foi, pelo menos unia vez, expres- dam constantemente o mar Báltico O hierarquia católica apareceu mais a
estatal polonesa declarou-se quebrada te nem sombra de "normalização", sar seu apoio aos que bloqueavam as marechal russo Kulikov, comandante- bertamente como protetora dos Iliin
em 1981... É necessário uma auténti- que apesar de todos os esforços que russa constituíam apontado lança da em-chefe das forças do Pacto de Var- cos do governo do POUP Referindo,
ca nacionalização da velha proprieda- culminaram no IX Congresso do POUP mobilização motoristas da trota muni- sóvia, viajou para a Polónia, para, se- Se às manifestações que iriam se rea-
de estatal O governo ó incapaz de (em meados de julho), a burocracia cipal, ónibus e caminhões, e os operá- gundo dizem, verificar "o estado com- lizar dali a dois dias, por iniciativa dos
deter a queda da economia... Compre- não conseguiu recuperar suas posi- rios da siderúrgica Huta Warszawa. bativo do exército polonês" (Le Monde. Comités de Defesa dos presos poil-
endamos que devemos tomar e admi- ções 11 de agosto). ticos e da NZK, o novo primado da
nistração em nossas Próprias mãos.. Esta unidade, esta quase unanimi- No da 14 de agosto, Karaa e Jaruzelski Polónia lançou "um chamado aos in-
Istosignifica tirar o governo da adml. A maldade deuse pe.. dade do povo polonês, deveu-se princi- foram recebidos por Leonid Brezinev telectuais, professores, cientistas e
nistração da economia Este, o te palmente soque estava em jogo nesta Ao final da entrevista, o comunicado estudantes, qualquer que Sejam seus
soltado de seu fracasso. Consequentemente, longe de estar luta Por que se realizam marchas da conjunto denunciava as -- açOes pontos de vista, para que se unam à
Crarreapeadiada Inesratacleasiel setembro de 1981
Estados Operários
•••4,....K14. 44 pãrn• •ffierwr
5342 81
"Urn povo faminto pode Oro — foi rapidamente anulada Atra-
vés da imprensa e dos seus discursos,
a icracia reatiza uma campanha
de propaganda, com uma violência
nunca vista antes. Para pegarmos um
exemplo, entre as várias dezenas que

devorar seus dirigentes" poderíamos citar, no dia 20 de agos-


to. Jaruzelski pronunciou um discur-
so diante doe, diretores de empresas,
onde disse
"Estamos diante da ação cie forças
extremistas que querem tomar o po-
der. Aqui, não cabe ilusdes. De acor-
do com a lei, faremos tudo o que for
Obra da MilvaÇáO nacional, na qual os trabalhadores frente ao governo. quando a conquista dos dois dias de O prailanin aln ~Mia necessário para restabelecer a con-
participa toda 8 Igreja e sua hierar- Apõe uma primeira sessão pública, se descanso semanal era um fruto das fiança social e lutar contra todos os
quia" (LaDeration, 17/8/81) realiza outra, desta vez aportas fecha- lutos de janeiro Os diretores de em- Aparta do fim das marchas da fome, que arruinam a unidade socialista e
A hierarquia católica detende os das, e Onda se resolve, entre outras presas não descansavam em suas a atitude do governo frente ao Solida- sua economia O poder popular satze•
responsáveis pela fome e não os que coisas, não suspender as ações em tentativas para retirar esta conquista, riedade e aos trabalhadores endureceu ra deferxier-sel (le Monde, 23-24/8a31)
passam fome, o poder da burocracia andamento, mas não realizar outras e mais recentemente utilizavam como cada vez mais. E ISSO não são meras ameaças a
contra o poder das massas, porque novas, antes de 5 de setembro, data partir de 31 de julho. após a última
recurso a entrega de cartões de ra- A única sombra de concessão ao
esta instituição — proveniente de ou- do Inicio do Congresso do Solidarieda- cionamento extras a quem fosse tra- POUP aos operários — prometer que mudança ministerial, quatro generais
tra época. com suas estruturas e de; ibalhar oito sábados livres du- balhar em um dos sábados normal- a decisão de reduzir a ração de carne da ativa, foram colocados no governo
ideologias reacionárias — tem tanto 3 tanta os seis meses restantes do ano, mente livres a 3 quilos seria rescindida em selem- No dia 28 Cio agosto, o governo
perder como o POUP, caso o descri- chamou a loiça publica para
voI /mento da revolução polonesa seja "garantir o funcionamento normal" do
adoeças°. De todas as maneiras, não rádio e da televisão. Há um ano que o
renunciou ao cumprimento de um pa- Sohdanedade vem solicitando um es-
pel que lhe é próprio. É o que disse paço na televisão, cessa que lho é
Monsenhor Oremo, em 15 de agosto: sistematicamente negada pela buro-
"Nós, a Igreja, queremos ser Uma ins- cracia.
tituição de salvação nacional — disse Na verdade, a tática Cle -Prtadencra
isso aos que o rodeavam Vossas Pe- de Walesa é a mais aventureira de
regrinações têm sido verdadeiras mar- todas O 'acame° tem as mãos livres
chas pela paz, ninguém sente medo para preparar a geena civil contra os
de voas, ainda que selam milhares. operários poloneses, exatamente por-
Mas sentimos algum temor, ao pensar que Walesa freou lodos os movimentos
nas outras marchas" (as marchas da e lutas reivindicatórias.
tome o as mandestaçõee pela liber- Após a luta pela punição aos pcivo-
dade dos presos politicos). tlibéraPon, cadores de Bygdoszcz, as marcri:s
17/8181) da fome colocam novamente e COrTi
Poucas vezes 0..161 oposição ~du- maior força o problema da direção re-
lia.' entre OS interesaes doa trattaina• volucionaria do proletariado. Cuja JJ.
deres poloneses e os da hierarquia saneia foi colocada tragicamente z-n
católica se expressou tão claramente, relevo nas ultimas lutas
como neste pronurciamento cimo. A partir dos elementos deiMe Oivil-
CIOriãO0S. que constituem a situação
realizado pelo primado polonês, entre
manifestações e peregrinações Os polonesa, decluz-se claramente que o
bispos, jamais haviam exposto seu
As marchas da fome pais atravessa atuairnerte ema Grisu
revolucionaria, como a urine:ia por
projeto com tanta clareza construir
Lenin: "Para Que se reproduza a revo
seu poder sobre as ruínas cio poder
operário
Uma nova forma de luta fuça°, não basta que as massas explo-
radas e oprimidas tenham consciên-
cia da impossibilidade de continuar vi-
...ab gema reramatearataisee
vendo como antes e exifarn mudan-
as direção 4. defadialiadmile
ças (um povo faminto pode devorar se-
Longe de se limitar a declarações a
hierarquia católica polonesa une as
revolucionária us di‘igentes) Para que a revolução a •
conteça, e necessário que os explora-
dores nau possam vive, e governar co•
palavras aos tatos. Durante a época
Kritno é uma pequen.s cidade do dis- em Lodz, com a participação de velcu• entram em grevi. mo entes (atual Crise politica e econó•
das marchas da fome, pressionou mica da burocracia) A revia/AJO° só
constantemente e direção sindical pa- trito de Plock, a cem quilómetros de los municipais e industriais. Porém, no dia 12, após urna reunião
Varsóvia, Possui 35.(X) habitantes e No dia 30, pela quarta vez em quatro de três dias com a direção nacional do seta vitoriosa quando os que estiverem
ra que freasse as mobilizações, ate em baixo não quiserem, o os de cima
que estas fossem completamente pa- a maioria dos poloneses quase desco- dias, 30.000 mulheres e crianças reali- sindicato, Lech Walesa pede formal-
nhecem a sua existéncia. zam uma marcha da fome, enquanto mente aos trabalhadores poloneses que não poderem, continuar vivendo como
ralizadas, silos". Para a revolução política na
Sexta-feira, 9 de julho, os operários se realizavam manifestações semelhan- se abstenham de toda ação de protesto
de duas empresas se declararam em tes em Tomaste* e Piotrkow. No dia e principalmente, de realizar mandes- Polónia, estas cruas condições já então
Assim, desde o Inicio, lech Waiesa, dadas O IX Congresso extraordinário
greve, e realizaram urna manifestado, seguinte, manifestações em Wroclaw e taçõe: até o dia f. de setembro, dia em
o homem da Igreja na direção do do POUP e.onlama este dado de for-
chamada por eles de "a marcha da Suweein, no Báltico. • se iniciaria o congresso nacional do
Solidariedade, não deixou de se pro- ma eloquente Porém lanin acrescen
fome", O acontecimento não chegou às Em 3 de agosto, a mobilização se es- 3'olidariedade. Propõe, também, que
nunciar contra as manifestações lava uma terceira condição "que a
primeiras páginas da grande Imprensa tende definitivamente a Varsóvia. se trabalhe durante 8 sábados livres,
"Não quero as marchas da fome, me maioria dos operários (ou em todo ca •
internacional, certamente por se tratar Diante da negativa das autoridades em até o final do ano, para contribuir para
oponho a todo movimento de massas so, a maioria dos opera nos conscien-
de uma manifest•clio de 1(X) pessoa-, permitir que a marcha da tome desti- o saneamento da economie cem troca,
Que possa ser utilizado contra nós. tes, reflexivos, politicamente ativos)
em uma peque.-.!, t2-irstle, ainda qi•e lasse diante da Casa do Partido, sede os operários vigiariam os frutos deste
Não é com isso que obteremos viva- do Comité Lentral do POUP, os mini- tenham compreendido perfeitamente
fosse na Polónia. trabalho voluntário.
res para as rojas e carne para as a necessidade de fazer a revolução"
Para que o mundo conhecesse o no- 'estantes resolvem permanecer na rua. As negociações com o governo, ini-
nossas mesas" (USO, 6)8181), decla- ' centro da capital polonesa fica blo- Esta, a questão decisiva no momento'
me de Kutno, lugar onde se realizou a ciadas no dia 3, são interrompidas no
rou com toda franqueza no final de dia 6, devido à intransigeneta do a organização politica do proletariado
Rano, diante da Comissão Coordenado- primeira marcha da tome, foi necessá- queado. A avenida Marszalkowska,
principal artéria da cidade, é bloquea- POUP. Uma vez conhecidas as deci- polonas para a tomada do poder —
rio que o governo anunciasse a reduçao
ra Nacional (KKP) do Solidariedade. da, noite e dia, por uma fila interminá- a questão de seu partido
da ração de canse, de 3,7 para 3 quilos, sões da direção nacional do Solidarie•
Imediatamente depois, viajou para re-
e err. seguida, no dla 22 de Julho, anun- vel de Ônibus, caminhões-pipa, ambu• dade, o POUP se regozija ante o retro-
eicsisar durante alguns dias Ainda que
ciasse um aumente nos preços dos arti- lindas e veículos municipais, custodio • cesso do sindicato na questão dos sá-
P. O
liSsease que fazia isso a conselho
gos de consumo, entre 110 e 400%, de dos por uma segurança operária. bados livres, e afirma cinicamente, que
ezeillto. ninguém se enganou, era evi-
acordo com o produto. Porém, alem de No dia 4, 100.000 operários entram o controle operário da produção pode
Jante que Walesa tratava de paralisar Expediente
tudo isso, foi neceistirto que no dia 25 em greve em Czestochovra, SI empre- ser exercido no marco das leis em vigor.
) trabalho de ICKP, a flm de ganhar
de Jullso, os habitantes di Kutno sais- sas param em Radomska e 15.000 Uma vez que as leis não dizem nada a
!empo e separar que a onda da rnanl-
sem h runs, pela saguim* vez, para patamal saem às ruas em manifestado. este respeito, trata-se de um retroces-
!estações se acalmasse um pouco.
protestar contra a miséria e as medidas No mesmo du , em Kalisz, cidade de so dissimulado.
Como ocorreu o contrarie, raspara-
de austeridade, e que ai marchas da 100.000 habitactes, eclode urna mani- Para Walesa, isso não tem importin•
eu no cener10 sindical, para fazer
fome se repetissem em toda a Polõnia, festação de 30.00e oessoas. da. As marchas terminaram, apesar
declarações espetaculares, c,..re ainda
COM a rapidez de um ralo. No dia 5, sei Varsóvia, se produz da tome não ter firmado nenhuma C pendência Int *remelona%
lua nao o oomprometeeeem, permitiram
No dia 25 de Julho, produziram-se uma greve geral de dual horas em to- trégua com a população.
aia integraçao em uns movimento que, Esta revista é coeditada por
manifestações com veículos municipais das as empresas da região, e depois A região agalana do Solidariedade,
Jma vez mais, havia começado sem Palavra Editora Ltda., rua Tupi-
nas ruas de Piotrk 'ver Tribunalski, dela, se (Espana a manifestado que continua a resistir, e Walesa coloca to-
36C, e contra tuas ordens explicitas,
Tornoszow Mesowiecki, e outras cida- ocupava as ruas Já há três dias. Dois ds o seu peso na balança, ao se apre- nambás, 152, Paraíso e ACS
Daí, suas declarações aparentemente
des. No dia 27, entra na luta a cidade dias depois, manifestações eclodem na voL. ali, pessoalmente, no dia 19 Edirorr rue Maestro Cardim,
So radicais do dia 3- de julho, na ma
de Lodz, a segunda do país, com uma Crzotrria e em cidades de menor im- JC agosto. Os trabalhadores da Sitésia 1408, raralso. Diretores Res•
ilfestaçáo de Varsóvia, "Não cedere•
manifestado de 5.000 pomes. No dia portIncia, como Tarnow e Nowy abandonam a luta, não por terem sido ponilveis_Paulo Moreira Leite e
nos. Todo o país nos apoiará lemos
seguinte eram 10.000. No departamenio de Plotrkov, convencidos por Walesa, mas porque Arnaldo Sehreiner. Telefones:
z direito de passear por nossas ruas, 570-2439 e 289-1863. Composto
mar onde queiramos" (Libération, No dl. 29, é a vea de Varsóvia, com Trlbunalski, uma gieve geral de uma estio isolados e carecem de uma dire-
duas greves "selvagens", que constitui- hora, Tas neste dia as atenções se vol- Oonacional,capaz de estender e orga por Proporia Editorial , fone:
IMM))
non um çrendncio do que estala por tem para • Alta 511ésia, onde se realizo azar o apoio à sua luta. 614.9457. Impresso nas oficinas
Na reunião decisiva ria KKP. reall-
uma greve de 4 horas nas minas e nos da Cia. Editora Juroés, rua Cas-
- 'ada entre 10. • 12 de agosto, sob a vir: rima na atado de ônibus, e a ou- Walesa e a hierarquia católica que
tra na fábrica téztil Cora. No mesmo fábricas metalúrgicas. No dia 10 de a- os dirigem, ganharam a partida, pele tão da Cunha. 49, SP, fone:
e da hierarquia ca-
dia. acontece uma outra manifestação gosto, 10.000 trabalhadores rir lublin 531.61900.
u 14 ris de mama no momento.
...Ma. time hnlertor •

"Um povo faminto pode bro Na rapidamente anidecid Atra-


veS da imprensa e dos seus discursos,
a burocracia reallea ume campanha
de propaganda, com uma violencia
nunca vista antes. Para pegarmos um
exemplo, entre as várias dezenas que

devorar seus dirigentes" poderiamos citar, no dia 20 de agos-


to, Uru:615k; pronunciou um discur-
so diante dos diretores de empresas,
Onde disse
-Estamos diante da ação de forças
extremistas que querem tomar o po-
der. Aqui, não cabe ilusões De acor-
do com a lei, faremos tudo o que for
Obra de Sall,100 nacional, na qual oe trabalhadores frente s.0 governo • proldebmia da direção necessário para restabelece' a con-
quando a conquista dos dois dias de
policiem toda a Igreja e ,,ua hierar• Após uma primeira sessão pública, se descanso semanal era um fruto das fiança social e lufar contra todos os
quis " (Litirátation, 17/8/81) realiza outra, desta vez Aportas fecha- que arruinam a unidade socialista e
lutas de janeiro Os diretores de em- A partir cio fim das marchas da fome,
A hierarquia católica defende os das, e onde se resolve, entre outras presas não descansavam em suas a atitude do governo frente ao &lida- sua economia O poder popular sabe-
responsáveis pela fome e não os que coisas não suspender as ações em tentativas para retirar esta conc,uista, reclade e aos trabalhadores, endureceu rá defender-se' (Le Monde. 23-24/8/81)
passam tome, o poder da burocracia andamento, mas não realizar outras e mais recentemente utilizavam como cada vez mais E ISSO não são meras ameaças a
contra o poder das massas, porque novas, antes de 5 de setembro, data partir de 31 de julho, após a última
recurso a entrega de .;artões de ra• A única sombra de concessão ao
esta iretituição — proveniente de ou- do Inicio do congresso do Solidarieda- cionamentc extras a euem tosse tra- POUP aos operários — prometer que mudança ministerial, quatro generais
tra época, com suas estruturas e de, trabalhar oito sábados livres du- balhar em um dos sábados normal- a decisão de reduzir a ração de carne da ativa, foram colocados no governo
ideologias reacionárias — tem tanto a rante os seis rnoe. t restantes do ano, mente livres a 3 quilos seria rescindida em selem- No dia 28 de agosto, o governo
perder como o POUP, caso o desere CharT1Ou a força publica pura
volvimento da revolução polonesa seja "garantir o funcionamento normal" rio
vitorioso De todas as maneiras, nào rádio e da televisão. Ha um ano que o
renunciou ao cumprimento de um pa- a 1 Solidariedade vem soncitando um es-
pei que lhe é próprio É o que disse o paço na televisão, coisa que the Et
L. 4
sistematicamente negada pela buro-
Monsenhor Glemp, em 15 de agosto:
"Nos, a Igreja, dueremes ser uma lin- 411. cracia.
tituiçalo de salvaÇãO nacional — disse RE.FuovA Na verdade, a tática de "pertencia"
isso aos que o rodeavam Vossas pe-
regrinações (árn sido verdadeiras mar-
r"A ft-7;f onUe.
de Walesa e a mais aventureira de
todas O gOveno tem as mãos livres
chas pe;: p4z, ~puem sente Mede para preparar a guerra civil contra os
frisk,À.i.too. 7 .ái`dItyÁv.51; operários poloneses, exatamente e li-
de vocás. ainda -que sejam milhares N 1£
Mas sentimos algum temor, ao pensar e‘if,r gue Walesa freou todos os movenenlos
e lutas reivindicarórias.
nas Outras marchas" (as marchas da fr4gr, (
fome o as manifestações pela liber• Após a luta peia punição aos provo.
dade dos presos politicos) (erberation, cadores de Bygdoszcz, as (metias
17/8/81) da Orne colocam novamente e com
Poucas vezes essa oposição irradie maior torça o problema da direção re-
tiver entre os Interesses doe trabalha- volucionária do proletariado. Cuja Ja -
dores poloneses e os da hierarquia séncia for colocada tragicamente rei'
católica se expressou tão claramente, relevo nas ultimas lutas
A partir cios eiernentIOS aCtOld mon-
como neste pronunciamento cinco,
realizado pelo primado polonês, entre cionados, que constituem a situação
polonesa, deduz-se claramente que o
manifestações e peregrinações Os As marchas da fome pais atravessa atualmente urna crise
Dispcs jamais haviam exposto seu
revolucionária, como a delinioa por
orojeto com tenta clareza construir
Lenin. "Para que se reproduza a nevo
Seu Poder Sobre as ruirias do poder
operário
Uma nova forma de luta !Lição, não basta que as massas explo-
radas e oporndas tenham consción-
cia da impossibilidade de Continuar vi-
ame capersseueses
vendo como antes o eximrn mudan-
na Areado da liatladarelednde
ças (um povo faminto pode devorar se-
Longe de se limitar a declarações, a
hierarquia católica polonesa orle as
revolucionária us dirigentes) Para Que a revolução a-
conteça, á necessário que os explora-
dores não possam vivera governar co-
palavras aos talos. Durante a época mo antes (atuai crise politica e econ0,r
das marchas da fome, pressionou 'Salino é uma pequena cidade do dia- em Lodz, com a participado de veícu- entram em grei.
'.o de P1ock, a cem quilômetros de los municipais e industriais. Porém, no dia 12, após uma reunião
mica da burocracia). A revoluçáo .s0
constantemente e direção sindical pa- saia vitoriosa quando os que estiverem
ra que I reaSfie as mobilizações, até Varsóvia. Possui 35.1300 habitantes e No dia 30, pela quarta vez em quatro de três dias com a direção nacional do
em baixo não quiserem, e os de cima
que estas fossem completamente p5- a maioria dos poloneses quase desco- dias, 30.000 mulheres e crianças reali- sindicato, Led. Walesa pede formal-
não poderem, continuar vivendo COMO
ralizada8. nhecem a sua existência. zam uma manha da fome, enquanto mente aos trabaihadores poloneses que
antes". Para a revolução politica na
Sexta-feira, 9 de julho, oa orerários se realizavam manifestações semelhan- se abstenham de toda gari de protesto
Polónia, estas duas condições já estão
ds duas empresas ae declararam em tes em Tomaszow e Piotrkow. No dia e principalmente, de realizar manifes-
Assim, desde o Inicio, Lech Walesa, dadas. O IX Congresso extraordinário
greve, e realizaram uma manifestado, seguinte, manifestações em Wroclaw e tações até o dia 5 de setembro, dia em
o homem da Igreja na caraça° do do POUP confirma este dado de for-
chamada por eles de "a marcha da Suezeein, no Báltico. que se iniciaria o cor arcuo nacional do
Solidariedade, não deixou de se pro- Em 3 de agosto, a mobilização se es- ma eloquente Porem Lénin acreScen
fome", O acontecimento não chegou às Solidariedade. Propi3e, também, que
nunciar contra as manifestações lava VOA iarceira condição "que a
primeiras páginas da grande imprensa tende definitivamente a Varsóvia. se trabalhe durante e sábados livres,
"Não quero as marchas da fome, me maioria dos operários (ou em todo ca-
internacional, certamente por se tratar Diante da negativa das autoridades em até o final do ano, para contribuir para
oponho a lodo movimento de massas permitir que • marcha da fome desh•
so, a maioria dos operários conscien-
de uma marefestaçáo de 100 pessoas, o saneamento da economia e em troca,
Que possa ser utilizado contra nós. tes, reflexivos, poíficamente ativos)
em uma pequena cidade, ainda que lasse diante Casa do Partido, sede os operários vigiariam Os frutos deste
Não é com isso que obteremos vive- do CsmIté Central do POUP, os mani- tenham compreenilido petteitamenta
fosse na Poiónia. trabalho voluntário.
res para as lojas e cante para as a necessidade de tarei a revoluçãO"
Para que o mundo conhecesse o no- festantes resolvem permanecer na rua. As negociações com o eoverno, ini-
nossas mesas" (USD, 6/8/81), decla- O centro da capital polonesa fica blo-
Esta, a questão decisiva no momento'
me de Kutno. lugar onde se realizou a ciadas no dia 3, são intenampidas no
rou com toda franqueza no final de dia 6, devido à iniransieemcet do a organização politica do proletariado
primeira marcha da fome, foi necessá- queado. A avenida Marszalkowska,
rilho, diante da Comissão Coordenado- polonés para a tomada cio poder —
rio que o governo anunciasse a redução principal artéria da cidade, é bloquea- POUP. Uma vez conhecidas as deci-
ra Nacional (KKP) do Solidariedade a çuestà0 de seu partido
da ração de carne, de 3,7 para) quilos, da, noite e dia, por uma fila interminá- sões da direção nacional do Solidarie-
Imediatamente depois, viajou Pela re- vel de ónibus, caminhões-pipa, ambu
cem seguida, no dia 22 de julho, anun- dade, 3 XtUP se regozija ante o retro-
pousar durante alguns dias. Ainda que P. 0
ciasse um aumento nos preços dos arti- lindas e veículos municipais, custodia- cesso do sindicato na questa° di.c xá
e ..eSsesée ceie fazia iseo a conselho
gos de consumo, entre 110 400%, de dos por uma segurança operária. bacios livres, e afirma cinicamente, sue
"bedICO, nineuem se enpanou. era ave
acordo com c Produto. Porém, além de No dia 4, 100.000 operários entram o controle operário da praduçlo pude
ierte que Walesa tratava de paralisar Expediente
tudo Isso, Mi necessário que no dia 25 em greve em Czestochowa, 51 empre- ser exercido no marco das leis em vigor.
) trabalhO da KKP, e fim de ganhar
de Julho, os habitantes de Kutno sala- sas param em Radomska e 15.000 Uma vez que as leis não dizem nada a
!empo e esperar Que e Onde de manl-
sem as ruas, pela segunda vez, pant pessoas saem às ruas em manifestação. este respeito, trata-se de um retroces-
?estações se acalmasse um pouco.
protestar contra a miséria ri as medidas No mesmo dia, em Kalisr, cidade de so dissimulado.
Como OU:MN o eiontrário, respire-
de austeridade, e que as marches da 100.000 habitantes, eclode uma mani- Para Walesa, isso nau tem importlin-
" no cenário sindical, para fazer
fome se repetissem em toda a Poltnia, festado de 30.000 pessoas. cia. As marchas eminaram, apesar
declarações saPetaculares, que ainda C pondincle Irderwachowal
com a rapidez de um raio. No dia 5, em Varsóvia, se produz da fome nlo ter firmado nenhuma
axe não o comprometessem, permitiram
No dia 25 de Julho, produziram-te uma greve geral de duas horas em to- trégua com a população.
eia integração em um movimento Esta revista é coe-ditada por
manifestações com veiculo' municipais das as empresas da regia.), e depois A regilo sllesiana do Solidariedade.
vez Mala, havia começado riem Palavra Editora Ltda.. rua Tupi.
nas ruas de Plotrkow Tribunaltki, dela, se clIspella a manifestado que continua a resistir, e Walesa coloca to-
ale, e Contra suas ordene explicitas. riambas, 152, Pai- alto e ACS
Tomas:em Mazowleckl, a outras cida- ocupava as ruas Já há três dias. Dois do o seu peso na balança, ao se apre-
Dal. Suas declarações aparentemente Editora . rua Maestro Caielim,
des. No dia 27, entra na luta a cidade dias depois, manifestações eclodem na sentar ali, pessoalmente, no dia 19
ao radicais do dia 1- de iulho, na ma l408, Paralso. Diretores Res•
de Lodz, a segunda do pais, com uma Cracevia e em cidades de menor im- de agosto. Os trabalhadores da Silésia
irlestaçao de Varsóvia. "Não Caclere- ponifiveis:Paulo Moreira Leite e
ntanifettado de 5 000 pessoas. No dia portincia, como Tarnow e Novry San, abandonam a luta, não por terem Int()
nos rodo o país nos apoiará Temos Arnaldo Schreiner. Telefones:
seguinte eram 10.000. No departamento de Piotrtow convencidos por Walesa, mas porque
'direito de passear Por nos-as reas, 570-2439 e 289-1663. Composto
No dl. 29, é a vez de Varsóvia, corri Tribunalaki, uma greve geral de uma estio isolados e carecem de uma dure.
or onde queiramos" (Libdragon. por Proposta Editorial , fone:
1/6/131) duas greves "selvagens", que constituí- hora, Tas nesse dia as atenções se vol- çao nacional ,capaz de estender e orga
ram um prenúncio do que usaria por tam para • Alta Silésin, onde se realiza nlor o apoio á sua luta. 814-9457. Impresso nas oficinas
Na reunião decisiva da KKP, reall- da Cia. Editora Juniès, rua Gas.
'lida entre 10 o 12 de agosto, sob a vir unta • • estação de ônibus, e a ou- uma greve de 4 horas nas minas e nas Walesa e a hierarquia católica que
tra na fábrica thrll Cora. No mesmo fábricas metalúrgica:. No dia 10 de a- os dirigem, ganharem a partida, pele tio da Cunha 49, SP, fone:
dessa,
: de Walesa e da hierarquia ca. $31.11400, 5 Paula.
•oliCa, foram aprovadas uma sérle de dia, acontece uma outra manifestaçar gosto, 10.000 trabalhadores de Lublin menos no momento.
andsona qua eenssm para desarmes \,
listadoa Operários
5 3 4r

Carta
7

RI
In trabalhador
polonês
fauno processo do desagregação
; de Maintla da Ilidi
3 Frente a esta virada, enContram.se
á largam:aça° do desastre econômico
du uni /adia as massas, Os Sindicatos às restrições cie todo o tipo, ao aumen-
$ Olhado arirlan
Solidariedade (operário, camponês e to dos preços. eram. à a lmirissuaçao
estudantil) e uma vanguarda surgida a e as autoridades resPoosaaels Pela
Nada a raposa de seu exalo na Itália, partir do Solidariedade, que coloca anarquia e pest hecatombe econarnica
voa pedia minha opinião Sobre a atual de forma mais ou menos clara, os pro- O Sosassedddis ouve permanecer rn-
Situação pOlOn(raa. EatOu lhe enviando blemas que tèm que ser resolvidos. dependente do governo O SaaddrasOade
algumas reflexões. Do outro lado, encontre-se a buro- deve aPoiar a criaçào de outra admiras -
Certo á que, daqui de Paria, não pos- cracia, desagregada, mas dona do tração da economia, uma administra-
so determinar o que tem que ser feito, poder central, que prepara a catás- ção baseada nos conselhos operários,
nem como deve ser feito As infor- trofe económica Existem alguns di- Tal organdaçao será mais capaz que
maçóes Cle que dispomos são Muito os organismos burocráticos pais to-
riontos nacionais do Solidariedade,
parciais para istiO. Para que não exis- mar as . ed•das que a Situação exige,
que rodeiam Walesa, que estão vaci-
tam mal entendidos, começarei assi- porque somente sobre esta base
lantes e temem perder o prestigio;
pode-se exercer uma verdadeira
nalando os elementos que servem de são agentes da alta hieraro _atóis
democracia Os sindicatos Solidarie-
base para as minhas conclusões ca, que por sua vez está ligada s ,.:s circo- dade, criados pelo poderoso impulso
1 Durante as últimas semanas, o ios dirigentes do POUP, em defesa de da base, representam a vontade
curso dos acontecimentos foi acelera- seus próprios interesses. democranca da sociedade, na° Oliveto
do O desastre económico e a aproxi- 4 Diante desta virada que se avizi- participar no programa do restauração
mação da torne criaram uma situa- nha, observa-se na situação Interna- do poder ria burocracia e do POUP.
ção critica para as massas Situação cional que a posição do Imperialismo nem se integrar aos departamentos
esta que conduz inevitavelmente — e é parecida com a da burocracia. Um económicos dos ministérios. Os sindi-
talvez de forma catastrófica — à despacho publicado pelo Le Wird de catos Solidariedade devem permane-
urna situação onde, devido a uma série Paris, em 13 de julho, véspera do cer independentes do puder.
de fatos que não dependem das congresso do POUP, diz • "Esta sema- 6 Considero que a ligação entre os
massas, estas se verão obrigadas a na. Wall Street estará ouvindo aten• conselhos operários e a palavra-de-or-
enfrentar a burocracia, numa luta de- fomente Varsóvia Os agentes da bol- dem de Assembléia Construam° está
sa norte-americana seguirão de perto mais do que evidente A Dieta (Parla-
As palavras-de-ordem reproduzidas OS debates do congresso comunista mento), não possui outro poder além
pela imptenaa Ocidental — que sela polonáS A critica que os bancos daquele concedido pela burocracia. O
corno los, sempre oculta o norte-americanos fazem ao acordo as- monopólio do poder nas mãos do
essencial — tão extremamente Atas sinado em abril, por quinze governos POUP engendra, necessariamente, ar-
"Um povo faminto pode devorar Seus ocidentais, 3obre a divida externa po- bitrariedades e privilégios O monopó-
dirigentes", diziam os manifestantes !artesa, é porque este não inclui uma lio do poder pelo POUP, do qual a
de Soda, em 27 de rolho. no dia an- cláusula que obrigue a Polónia a Dieta um segmento, marginariza o
terior, em .Kulno, "ineticién• tomar medidas de saneamento eco- povo e a sociedade do exercicio do
gla burocrática á igual á mesa vazia", neimicq De imediato, 63 bancos norte- poder. O monopólio do POUP cornem
e "Administração incapaz" Tal sen- americonos Implicados no assunto, tra o poder nas mãos de autoridades
Imanto, latente entre as massas, se exigem á viva voz, que os dirigentes burocráticas, únicas responsáveis pela
converteu em certeza "O governo poloneses apliquem um plano de aus- situação.
promete e não cumpre. porque como teridade, destinado a reduziras impor- A democracia exige que os operá•
segmento do poder da burocracia, tações e aumentar as exportações nos, através da seus conselhos, tomem
reduz a zero tudo o que serve para ;fontes de divisas)antes de tachar no- União Soviética Evidenternenti . nada saibos de camponeses e operários em suas próprias mãos o controle de
melhorar a situação Não quer lazer vos acordos com Varsóvia" está resolvido agricolas Ouando estes comités de seus destinos O monopólio do poder
nada porque só pensa em planos de Evidentemente costa bando se en- Todas essas considerações levam-me delegados eleitos, coordenados em pelo POUP exclui a sociedade do po-
austeridade, que trazem desemprego, contra a burocracia do Kemlln, que a formular algumas conclusões com todos os nivers e entre todos os ramos der: a democracia exige a eleição de
aumento dos preços e liquidação das apoia a equipe dirigente do POUP e muita cautela, iá que é impossivel da economia nacional, assumirem o uma
uma Assembléia Constituinte sobera-
liberdades conquistadas Pela socie- o estado sua polillca de sabotagem apreender todos os aspectos dê situa- controle da sociedade então poder- na, uma Dieta provida de poderes e
dade" económica Tal pollirca, tem por fina- ção, a partir daqui, de Paris se-a organizar a luta contra o desca- soberania, uma Constituinte que lega-
2. As autoridades dizem aos mineiros lidade gerar a "anarquia", para des- 5. O centro de preparação dos pro- labro económico e e fome, gerados lize os conseinos operários como or-
silesianos "nao há salsicha, mas se moralizar as massas e pressionar os vocações que conduzem às aventuras pela burocracia que detém o poder. ganismos da democracia no trabalho.
vacas trabalharem aos sábados, dirigentes do Solidariedade, para que e á guerra civil, é a burocracia dirigen- Por isso, considero que a situação Eu não sei se lá poder iamos colocar
lerão salsichas". Os recentes movi- eles Mudem a colocar aro prática os te. Para evitar a guerra civil, é ileces• está madura para se levantar a pala- o problema do governo operário e
mentos de massas nascem ivatamen- planos de austeridade como apoio da sano restabelecer a democracia E vra-de-ordem de criação e generali- camponas, do governo dos conse-
te da rriclIgnaçalia justa -e legitima, Igreja. Parece CH.18 a bUr0C(8C18 da. isto nos leva diretamente ao sroble- zação dos comités Só estes organis- lhos, que substitua o governo da
provocada pela, deterioraçáo da si- Kremlin espera que a situação se ma do monopólio do poder pelo POUP mos podem Instituir uma coordenação burocracia Porém, as palavras-de-
tuação. agravada e acentuada pela arrume "a partir de dentro". a) Os latos demonstram que o nono- eficaz, democrática, de todos os seto- ordem levantadas nas manifestações
ineficácia burocrática, e por provoca- Um informe recebido de Varsóvia, pólio do poder pelo POUP é a ;ausa res da sociedade: operários, campo- apontam nesta direção
ções como esta que acabamos de permite aclarar melhor o problema. desta situação O povo está margi- neses, operários agricolas, traba- 7. Evidentemente, não se trata de
mencionar. E fica cada vez mais cle- Alguém disse: "Os russos temem que nalizado da gestão governamental, lhadores em geral, estudantes, intelec- acelerar o curso dos acontecimentos
ro que o congresso do POJP mos- arrebente a guerra civil, caso enviem mas é o povo que deve sanear a situa- tuais. Estes comités e seus organis- — somos contrários à guerra crs11 que a
trou uma total desagregação e des- tanques para a Polónia. E também te- ção. mos de coordenação devem substituir burocracia soepara — mas também
concerto poilticOs da burocracia diri- mem giro a guerra civil estoure em b) Como? A situação exige a cria- os organismos fracassados e sabota- não se trata e retardar o curso dos
gente, assim como a sua vontade de seu país Por isso vacilam". ção de comitês operários, de conse- dores do poder burocrático mpriopoli- acontecimenius Aqui se coloca o
conduzir o pais em mona° á uma Esta informação foi confirmada por lhos oa delegados operários aeitos, Zael0 pelo POUP. problema do partido, sua proclamação
catástrofe. Isto, como resultado de um informe procedente de MOSCOU, que tomem em suas mãos a scluçáo c) Aqui se coloca o problema do lu- e sua organização efetiva Evidente.
sue própria desagregação e tambtof da onde pela primeira vez circulou um das necessidades ecorrómrcm das gar que o Solidariedade ocupa, e a mente, insisto eu, não posso 'espiam
sabotagem consciente que pratica. panfleto do Solidariedade. Mas Isso massas operárias, diretamente nas Independénela do sindicato com rela- Jer a todos esses problemas Porém,
Porém, o aparato burocrático, ain- não expires tudo Ainda que sela certo fontes, A ineficácia da burocracia ção ao estado O poder burocrático acho que dadas as condivWaspecos•
da que deslocado, não está destrui- que a intervenção dos blindados- rus- coloca o problema da criação de novos monopolizado pelo POUP se pronun- Sanas — vocia é que folgará ars"—
do Ainda não caiu, Sua Ineficácia, sos poderia desatar a guerra civil, es- organismos que (tiniam o piano cie luta cia a favor da "reforma económica" organização eletiva do partido é a
seus atos de sabotagem, seu desejo ta também poderá ser produto da si- contra a catástrofe económica. Estes Os trabalhadores poloneses sabem melhor maneira de esclarecer os ope-
de aplicar os planos de austeridade e' tuação inioleravel que as massas vi- organismos devem substituir o ar Mama muito bem o que esta "reforma eco- rários O OS trabalhadores sobre 88 8o.
suas provocações, demonstram que o vem. A guerra civil pode ser provoca- de organismos burocráticos que que- nómica" significa plano de austerida- loções o-pinicas 1U0 8 arruaças) exige
poder continua em suas mãos A buro- da pela desorganização econó- rem Impor os planos deauste de Pode-se deixar a tarefa de organi- Sendo mais claro- não se trata de cha-
cracia desagregado, vacilante, desa- mica, a catástrofe e e fome, que a desemprego, fome e aumento de pre- zar a economia livremente nas mãos mar todos os trabalhadores para der-
creditada, isolada to . Myr:), dotam o burocracia do POUP prepara, assim ços. do POUP'? Os fatos demonstram que rolar o governo, mau ~medrar a
Poder porque as-massas ainda não como por urna Intervenção intempes- O controle da sociedade somente não eles, que existe unia alternativa ao
tomaram este podar. irva do exército. Tema que considerar poderá substituir o controle e adminis- O governo monopolizado pelo POUP, monopólaS do poder que está nas mãos
Estamos s da uma virada da tudo Isso. tração da burocracia, mediante a tenra de todsa as formas associar o do POUP O poder POUP , conduz
rais .
atira • -asas compre. Do outro lado, diante da ameaça da criação dessa ooneeihos cla cl elevados Solidariedade dast suposta -(1* Otraa sornunta t me à r nsta o
I

a um trabalhador
polonês
pleno processo da desagregação
1 da aviada da 111111
3 Frente a esta virada, encontram se
á organizaçdo do desastre económico
do um lado as massas, os sindicatos as teSttiçõeS de 1000 o tipo, ao aumen-
141Wrirelo
Solidariedade (operária camponés e to dos preços. enrim, á administração
estudantil) e uma vanguarda surgida a e às autoridades responsáveis peia
Nade a época de seu exibo na Itália, partir do Solidariedade, que coloca anarquia e peai necatanbe económea
vocé pedia minha opinião sobre a atual de forma mais Ou manes clara, os pro- O Soisrariedade tiove permanecer in-
situação polOneenti. Estou lhe enviando blemas que têm que ser resolvidos dependente ou governo G Soadatiedade
algumas reflexões. Do outro lado, encontra-se a buro- deve apoiar a criação de outra admiras-
Certo é que, daqui de Paris, não p08- cracia, desagregada, mas dona do traçáo da economia, uma administra-
10 determinar O que tem que ser leite, poder central, que prepara a CatáS- ção baseada nos conselhos operarios.
nem COmO deve Ser feito As infor- trote econômica Existem alguns di- Tal organização sara mais capaz que
meçõeti de que clIspOmOS São muito rigentes nacionais do Solidariedade, os organismos burocraticos • para to-
parciais para Ise0. Para que não exis- mar as medidas que a situação exige,
que rodeiam Walesa, que esiáo vaci-
tam Mal entendidos, começarei assi- porque somente sobre esta base
lantes e temem perder O prestigie:
pode-se exercer uma verdadeira
nalando os elementos que servem de são agentes da alta hierarquia católi-
democracia Os sindicatos Solidais.
base para as Minhas conc1usOes ca. que cor sua vez está ligada aos circu• dada, criados peio poderoso impulso
1 Durante as Últimas semanas, o los dirigentes dc POUP, em defesa de da base, representam a vontade
curso dos acontecimentos foi acelera- seus próprios interesses democrática da sociedade. não devuin
do O desastre econômico e a aproxi- 4 Diante desta viraria que se avizi- participar no programa de restauração
mação da tome criaram uma situa- nha. observa-se na situação Interna- cio poder da burocracia e do POUP,
ção critica para as massas Situação cional que a posição do imperialismo nem se integrar aos departamentos
esta que conduz inevitavelmente — e é parecida com a da burOcracia. Um económicos dos ministérios. Os sindi•
talvez de forma catastrófica — à despacho publicado pelo Le Matin, de calos Solidariedade devem permane-
uma situação onde, devido a uma série Paris, em 13 de Wh°, véspera do cer independentes do peder.
de tatos que não dependem das congresso do POUP, diz - "Esta sarna- 6 Considero que a ligação entre os
massas, estas se verão obrigadas a na, Wall Street estará ouvindo aten- conselhos operários e a palavra-de-or-
enfrentar a burocracia, numa luta de- tamente Varsóvia. Os agentes da bol- dem de Assembléia Constituinte está
cisiva. as norte-americana seguirão de perto mais do que evidente. A Dieta (Parla-
As palavras-de-ordem reproduzidas os debates do congresso comunista mento), não possui outro poder além
pela imprensa ocidental — que seta polonês... A critica que os bancos daquele concedido pela burocracia. O
como fee, sempre oculta o norte-americanos fazem ao acordo as- monopólio do poder nas meus do
essencial — sao extremamente justas sinado em abril, por quinze governos POUP engendra, necessariamente, ar-
"Um povo Minado pode devorar Seus ocidentais, sobre a divida externa po- bitrariedades e privilégios O monopó-
dirigentes", diziam os manifestantes lonesa, 6 porque este cão inclui uma lio do poder pelo POUP, do qual a
de Lodz. em 27 de Julho, no dia an. cláusula que obrogrs a Polónia a Dieta é um segmento, marginaliza o
tenor, em Kutno, diziam: lneficran- tomar medidas de saneamento eco- povo e a sociedade do exercício do
c.ta burocrática el igual à mesa vazia", nómicq De imediato, 63 bancos 1C; re- poder. O monopólio do POUP concen-
e "Administração incapaz" Tal sen- americanos implicados no assunto, tra o poder nas mãos de autoridades
timento, latente entre as Massas, se exigem á viva voz, que os dirigentes burocráticas, únicas responsáveis pela
converteu em certeza "O governo poloneses apliquem um plano de aus- situação.
promete e não cumpre, porque como teridade, destinado a reduziras impor- A democracia exige que os operá-
segmento do poder da burocracia, tações e aumentar as exportações rios, armavas de seus conselhos, tomem
usouz a zero tudo o que serve para (fontes de divisas) antes de fechar no- União Soviética Evidentemente, nada selhos de camponeses e operários em suas próprias mãos o controle de
melhorar a situação. Não quer fazer vos acordos com Varsóvia" está resolvido agricolas Quando estes comités de seus destinos O monopólio do poder
nada porque só pensa em planos de Evidentemente, neste bando se en- Todas essas considerações levam-me delegados eleitos, coordenados em pelo POUP exclui a sociedade do po•
austeridade, aire trazem desemprego, contra a burocracia do Kemlln, que a formular algumas conclusões, com todos os niveis e entre todos os ramos der: a democracia exige a eleição de
aumento dos .ieços e liquidação das apoia a equipe dirigente do POUP e muita cautela, já que é impossivel da economia nacional, assumirem o uma Assembiaia Constituinte sobera-
liberdades conquistadas pela socie- o estado p sua politica de sabotagem apreender todos os aspectos da situa- controle da sociedade então poder- na, uma Dieta provida de poderes e
dade" económica Tal politica, tem por fina- ção, a partir daqui, de Paris se-a organizar a luta contra o desca- soberania, uma Constituinte que lega-
2 As autoridades dizem aos mineiros lidade gerar a "anarquia", para des- 5. O centro de preparação das pro- labro económico e a fome, gerados lize OS Conselhos OperanOS Corno Or-
silesianos: "não há salsicha, mas se moralizar as massas e pressionar os vocações que conduzem às aventuras pela burocracia que detém o poder. ganismos da democracia no trabalho.
vocés trabalharem aos sábados, dirigentes do Solidariedade, para que e á guerra civil, é a burocracia dirigen- Por isso, considero que a situação Eu não sei se já poderíamos colocar
terão salsichas". Os recentes movi. eles ajudem a colocar em prática os te, Para evitar a guerra civil, é neces- está madura para se levantar a pala- o problema do governo operário e
mentos de massas nascem tuata -esii- pianos de austeridade com o apoio da sário restabelecer a democracia E vra-de-ordem de criação e generali- camponês, do governo dos conse-
te da indignsçao justa -e legitima, igrela. Parece que a burocracia do. isto nos leva diretamente ao proble- zação dos comités Só estes organis- lhos, que substitua o governo da
provocada pela deterioração da si- Kremlin espera que a situação se ma do monopólio do poder pelo POUP mos podem instituir uma coordenação burocracia Porém, as palavras-de-
tuaçâo, agravada e acentuada pela arrume "a partir de dentro". a)Os latos demonstram que Ci mono- eficaz, democrática, de lodos os seto- ordem levantadas nas manifestações
ineficácia burocrática, e por provoca- Um informe recebido de Varsóvia, pólio do poder pelo POUP é a causa res da sociedade: operários, campo- apontam nesta direção
ções como esta que acabamos de permite aclarar melhor o problema. desta situação O povo está margi- neses, operários agrícolas, traba- 7. Evidentemente, não se trata de
mencionar. E fica cada vez mais cla- Alguém disse. "Os russos temem alie nalizado da gestão governamental, lhadores em geral, estudantes, intelec- acelerar o curso dos acontecimentos
ro que o congresso do POUP mos- arrebente a guerra civil, caso enviem mas é o povo que deve sanear a situa- tuais. Estes comités e seus organis- — somos contrários á guerra civil que a
trou uma total desagregação e des- Ianques para a Polónia. E também te- ção• mos de coordenação devem substituir burocracia prepara — mas também
concerto políticos da burocracia diri- mem que a guerra civil estoure em b) Corno? A situação exige a cria- os organismos fracassados e sabota. não se trata de retardar o curso dos
gente, assim como a sua vontade de seu pais. Por isso vacilam". ção de comitês operários, de conse- dores do poder burocrático mpnopoll- acontecimentos Aqui se coloca o
conduzir o pais em direção à uma Esta informação foi confirmada por lhos de delegados operários eleitos, zadO pelo POUP. problema do partido sua proclamação
catástrofe. Isto, como resultado de, um Informe procedente de Moscou, que tomem em suas mãos a solução c) Aqui se coloca o problema do lu- e sua organização efetiva. Evidente-
sua própria desagregação e lambem da' onde pela primeira vez circulou um das necessidades econômicas das gar que o Solidariedade ocupa, e a mente, insisto eu, não posso respon-
sabotagem consciente que pratica panfleto do Solidariedade. Mas isso massas operárias, diretamente nas independiancia do sindicato com rela- der a todos esses problemas Porém,
Porém, o aparato burocrático, ain- não explica tudo. Ainda que sela certo fontes. A ineficácia da burocracia ção ao estado. O poder burocrático acho que dadas as condições nacos-
da que deslocado, não esta destrui- que a intervenção dos blindados, rus- coloca o problema da criação de novos monopolizado pelo POUP se pronun- sanas — vocó é que julgará —, a
do. Ainda não caiu, Sua ineficácia, sos poderia desatar a guerra civil, es- na:iene:sais que dirijam o piano de luta cia a favor da "reforma económica". organização efetiva do partido é a
seus atos de sabotagem, seu desejo ta também poderá ser produto da si- contra a catástrofe económica, Estes Os trabalhadores poloneses sabem melhor maneira de esclarecer os ope-
de aplicar os planos de austeridade e' tuação Intolerável que as massas vi- organismos devem substituir o sistema muito bem o que esta "reforma eco- rários aos trabalhadores sobre as so-
Suas provocações, demonstram que o vem. A guerra civil pode ser provoca- de organismos burocráticos que que- nômica" significa plano de austerida- luções pearicas que a situação exige
poder continua em suas mãos A bufo da pela desorganização econô- rem impor os planos deaustendade, de Pode-se deixar a tarefa de organi- Sendo mais claro' não se tratado cha-
cracla desagregado, vacilante, desa- mica, a catástrofe e a fome, que a desemprego, fome e aumento de pre- zar a economia livremente nas mãos mar todos os trabalhadores para der•
creditada, isolada do povo, dalém o burocracia do POUP prepara, assim ços. do POUP? Os latos demonstram que rolar o governo, mas demonstrar a
Poder porque as massas ainda não como por uma intervenção Intempes- O controle da sociedade somente não eles, que existe uma alternatiVa ao
tomaram este poder. tiva do exército Temos que considerar poderá substituir o controle e adminis- O governo monopolizado pelo POUP, monopalió do poder que está nas mãos
Estamos diante de uma virada da tudo Isso. tração da burocracia, mediante a tanta de todas as formas associar o do POUP O poder do POUP, conduz
revolução, porque 88 massas compre- Do outro lado, diante da ameaça da criação desses conselhos do delegados Solidariedade á esta suposta "reforma somente à fome e à desorganização
endem claramente o que está em fome, está a extraordinária combati- eleitos por fábrica, escritórios, e outros económica", que organiza a desorga- econômida. Essa outra alternativa, é a
togo, assim como a impossibilidade vidade e o avanço da consciéncla locais de trabalho, sua coordenação nização da economia, o aumento. de bandeira da democracia, que deve sor
de achar uma sada enquanto o poder politica das massas Isto pode trazer em todos os nivela, dentro de cada Preços. a fome e Prepara o desempre• arvorada pelo partido operário
continuar nas mãos da burocracia conaequénclas revolucionárias na ramo da Indústria e entre os distintos go. Associar o Solidariedade à refor-
inapta, impotente, desacreditada, em Alemanha, Europe Oriental e na própria ramos, e 8U8 coordenação COM OS COM
. . ma económica, é associar o sindicato A
Ir }dm, - •••••• 1.11,11,• a
8 — tems~ache lestoremetleerd — setembro de 1981,
África

Marrocos 5342 8 i

O trono balança
Por. M. Aklouf

Nos dias 20 e 21 de junho, o exérci-


to dispara em Casablanca mais de
800 mortos, milhares de feridos. Por
que essa repressão brutal, essa fria
vOntade de malar centenas de dosem-
pregacros, de muiheres e crianças (30%
das vitimas)"
Por que demolir, de uma só vez, "O
processo de democratização- do regi-
me. conduzido desde 1975 pelo rei e
Pela totalidade dos partidos políticos?
PO( que o -comendador dos Crentes"
se transformou em um "Bokassa ir.
repugnante, nas vésperas do ponto
mais alto da O U A em Nairobi, ampla-
mesta a seu favor, na questão do
Saara Ocidental?

As aceraram de meeiras

Ne dia 29 de maio, Hassan II decide,


de acordo com as ordens do Fundo
Monetário Internacional, uma alta bru-
tal nos preços dos aligos básicos (30
a 85%), produtos 'abalados A reação
for imediata gre. es esoontaneas e
manifestações que eclodem em Mek-
nes. Fes, )(anafo, Nador e em Casa'
branca, a capital económica do pais,
na parte orientai, os acontecimentos
'tomam uma forma violenta (Berkane)
Em s0 de maio, ' Dpinion , orgào
do Istioal, partido associado ao gover-
no, adverte: "Essa nova alta conduzirá C...mdeou de Ce5dt,Jonca a morlamuha 5.0,01188ed0450e‘
a um grave prear(zo no poder de com-
pra da quase totalidade dos cidadãos"
• Por sua vez, Ai Elayane , o jornal lhas como explica A Elouablb, dirigem mas afetava os portos, o correio, o se- sidente do grupo USFP no Parlamento, A unha* sieurai‘a
comunista (P P ), seM criticar a poli- le da U 6 F P : tor de miaério de fosfato, os motoris- Radi, acompanhava o teia Nairobi, e o pior stetrés anuam
tica ditada pelo FMI, aconselha o rei a "A 007 ao//citou acordo Ao não re- tas de ónibus, e especialmente os arte- comitê politico do USFP publicava,
ceber explicações por parte do gover- sões e os comereiantes neste mesmo dia, um comunicado on-
'"Ocoretor o mata rdpido possível, uma
alta geral de salários, de 50%, para no, enantra-se na obrigação de lan- Em Rabat (bairro costeacaos ónibus de não condenava a repressão, mas Já nas vésperas da Reunião de
permitir que a população enfrentasse çar o movimento na greve geral" que circulavam eram apedrejados. "comprovava que a obstinação em Cápula da OUA, Khadali, abandonan-
a nova alta de preços". (Liberar/0n, 2518181) Grupos de jovens enfrentam os poli- uma política tão anti-popular, pode do 8 Fronte Polisário. rearrnhava-se
A mobilização dos trabalhadores e ciais que intervêm, para tentar impor a prejudicar nossa causa nacional sa- com Hassan ti, por intermédio de .
das massas contra a carestia de vida, A tática consiste em chrsnar (orna- abertura das lo)as. As mesmas cenas grada, e colocar em risco a unanimi- Arafat E em Nairobi, logo após o Sá-
alimenta a crise dentro dos partidos das de ação, Isoladas, que não têm se produziram em outras cidades, mas dade do povo marroquino frente as bado Negro, a totalidade dos dirigen-
politicos e se faz sentir até mesmo no como objetivo a centraliza ;ao do cons em Casablanca é que a explosão terá ameaças externas". tes africanos aclamavam Uma de-
parlamento, que está subordinado a0 bate das massas contra r poder, mas lugar. Um testemunho diz o seguinte' O "c(mpka-, ao qual se refere Bassri, claração feita pelo rei, no sentido de
rei exercer uma pressão si,ficiente para "...0s manifestantes se agruparam e nao é mais do que um pretexto para organizar "um referendo controlado"
No dia 5 de junho, Ali Vate (P P S) que a moção USFF —PFS, de anulação come oram a gritar "slogans" anti- romper o movimento de massas odes- no Saara Ocidental.
apresenta unta moção, pedindo a anu- dos aumentos, seja aceita pelo oove-• monárquicos Não eram palavras so- naturaliza-10. Na verdade, escreve a E isso, não Mais com a aplicação
lação dos últimos aumentos A no. mente contra a carestia da vida, mas AFP, em 27 de junho, "a USFP e a dos estatutos da OUA, fazendo da
USFP socialista, e os partidos do diretamente contra o rei... Vimos agru- COT, foram em parte ultrapassados RASO, reconhecida pela maioria dos
governo o istictial e a Reunião Nacio- No dia 18 de junho, a União pamentos espontâneos, os homens do pelos eventos: seus ablativos eram paises africanos, um novo estado E
nal dos Independentes (RN)l, conde- Marroquina do Trabalho (UMT), faz um lado de fora, e as mulhwes dentro das uma greve geral e pacifica, e não um não existiram moções condenando os
nam as lutas que "golpearam o proces- chamado à greve contra os aumentos casas, se organizavam' umas esquen movimento insurrecional" massacres de Casablanca O voto
so democrático e colocaram o gover- de preços, emn Casablanca. A greve, tavam água, outras levavam as chalei- A jornada do dia 20, foi una revolta unárame, em favor da resolução sobre
no e o parlamento no banco dos réus, apoiada pela Confederação Democrá- ras até os terraços e derramavam á- espontânea que eclodiu nos bairros o referendum no Saara, testemunha o
diante das massas populares que não tica do Trabalho (CDT), ligada à USFP, gua quente sobre os polic.eis Tudo o populares Porém, esta espontaneida- amplo acordo realizado entro Paris (6),
puderam aguentar este aumento) . )0 cresce a nivel nacional, com a adesão que tinham em casa, lançavam sobre de se alimentou!~ manifestações es- Washington e Moscou. Ryad o Argorra,
grupo do Istiglal pede que o governo das federações da UMT dos trabalha- as forças do rei. O exercito interveio Core porádicas contra os aumentos dos para apoiar um regime profundamente
renuncie a essas medidas de aumento dores ferroviários, do transporte aéreo, helicópteros, disparando sobre ar, mui - preços, que impuseram um primeiro: desestabaizado
dos preços dos produtos de primeira dos transportes rodoviários... lideres." retrocesso ao rei e uma crise aberta Esse apoio geral de todos os Esta-
necossdade ' • (L '(kpinion — 6de junho). dentro do Parlamento e do governo. dos, encontra suas prolongações
Deveio à brecha que se abriu dentro "O êxito é total" (2). uma grande As manifestações se estenderam a Se apoiou no combate da classe ope- no Marrocos, onde todos Os partidos
do governo e do parlamento, que tem parte da máquina económica e admi- todos os bairros pobres Os ónibus, os rária e das massas, que culminou nas colocam panos quentes nas divergam
como !unção principal a proteção da nistrativa fica paralisada, mas a greve carros, os bancos, os grandes arma, grandes greves de novembro de cias, para reforçar -a frente interna".
monarquia, Siassem II retrocedeu O que se desenvolveu sem reuniões e zéns, foram roubados ou incendiados 1978 e abril de 79 Encontrou sua pro- manter o fictício -processo demo-
rei teme Urna explosão á Ia Egito nem manifestações, ficou sob deter- A policia se desdobra É obrigada a longação nas grandes greves de 1980, crático ' e não fazer intervonções a
(1). mas não quer) ceder a tudo, minação restrita dos dirigentes chamar os comandos de choque da concentradas em mais da metade, em não ser no quadro das instituições
corno Sadat Os aumentos decididos marinha e as unidades especiais do Casablanca Neste contexto, o dia 20 Dessa forma, em uma declaração o
não foram revogados, mas reduzidos No dia 20 de junho, e CDT e o Sindi- exército. "aproximadamente seis ou não aparece como um "simples motim Comitê Poiitico do PPS afirma que "a
peia metade Nada foi resolvido cato dos pequenos comerciantes cha- sete mil homens armados, (Sante de da miséria", mas como o primeiro en• frente interna deve tambem ser torta•
O movimento de massas, ao invés mam uma "greve gerar' de 24 horas, dezenas de milhares de manifestan- trentamento violento entre uma parte tecida por um novo governo "repre-
de refluir, se amplia em todo o Marrocos Ao contrário das tes" (4). da população, combatendo por todas sentativo, competente e clinámico", e
Ali Vala escreve, no AI aavari pie intenções dos dirigentes da CDT-USFP, Sem organização, sem armas, sem as massas de Marrocos, contra a mo- peia supressão compota dos unimos
8 de junho essa greve for considerada, por uma planos, as massas combatem com he- narquia. aumentos nos preços e pela realiza-
"Em todo o pais em todas as con- fração dos trabalhadores e principal- roísmo as forças de repressao. As lu- Em uma situação caracterizada por ção do "rim pacto de dolosa entre
versações, em todos os meios, formu- mente pelos desenleio- Jos e pela tas continuam até a noite e continuam uma profunda crise da monarquia e o todas as forças nacionais panióte
lam-ao somente posições contra e de juventuoe dos bairro. ..pulares co- no dia 21, em alguns bairros como levante revolucionário das massas, as cas" (7)
condenação aos aumentoe Em várias mo um chamado à ação Rabal, Sales Casablanca manifestações do dia 20 de junho Por sua vez, A Bouabid não descar-
cidades, manitestaçáes populares marcaram uma etapa decisiva na mar- ta a idéia de participar do poder, mas
itsponuneas aconteceram. A indigna- o Illiehmod, Now* cha da revolução proletária no Marro- com a condição de ler -certas garan-
ção á pá/devei, a ira perceptível Coe•abbemba. "Oh ~iam de ffilaártie" cos. tias (.. ) que formolarernos no devido
E conclui, exigindo "e demissão do mo e explomãe eirrekisiesiorke Dessa forma, se explicam a repres- momento"
governo", com o Objetivo de proteger Desde a noite de sexta-ferre há Cor . são selvagem, a onda de prisões, as É certo seu apoio ao rei, na tormu•
o rei, desviando para o governo a 1'808 ;188 lojas e padarias NO8 balir rol No Parlamento, o Ministro do Int°- prenda condenações a partir de pro- taça° de sua concepção SOGN3 o -N.1
fúria diaa musas periféricos de Casablanca, acontece , sr, Dries Batol, denuncia o compila cessos falsos. Bem corno, a ajuda ferendum controlado" — "Nunca
Os mearem forma, as dIreções fendi. um primeiro enfrentamento entre os ti rs,ntado pela COT e pela USFP A massiva prestada ao rei pelo FMI, pe- neguei o referendum, mas não aceito
cais. Subordinada& aos pando& Nal. desempregados es policia greve geral do dia 20, dizia ele, tinha lo Imperialismo, pela burocracia sisa. a autodeterminação que coloca em
• •• • rqute pelo "Pacto No sábado, a greve ainda nabo para- um caráter "Insurrecional" (5) A nous nista e os regimes feudais burgueses //SUO a soberania O referendum será
abrigadas a baba • lisias* todo o aparato de producao, sacio é pouco adila No dia 22, o pre- árabes e africanos. positivo". Isso aignifica, que o referem
O trono balança
Por. M. Aklouf

Nos rias 20 e 21 de junho, o exérci-


to dispara em Casablanca: mais de
800 mortos, milhares de feridos. Por
que essi repressao brutal, essa fria
vontade w matar centenas de desem-
pregados, de MUlhereti e crianças (30%
das vitimasla
Por que demolir, de uma só vez, 'o
processo de democratização" do regi-
me canduzido desde 1975 pelo rei e
peia toraradade dos partidos pollticos?
Fax que o -comendador dica Crentes"
se transformou em um "Bolsasse II",
repugnante, nas vésperas do ponte
mam alto ca O U A em Marota. ampla•
meate a seu favor, na questão do
Saara Ocidental?

Aa eirlasimee dia audio

No dia 29 de maio, Hassan II decide,


de acordo com as ordens do Fundo
Monetário Internacional, uma alta bru-
tal nos preços dos artigos básicos (30
a 85%), produtos tabelados A reação
tOi imediata • greves espontâneas e
manifestações que eclodem em Mek-
nes. Fes, )(endro. Nado, e em Casa-
blanca, a capital económica do pais
na parte oriental, os acontecimentos
'tomam uma forma violenta (Badiana).
Em 30 de maio, ' L'Opinfron orgao
do Isticaal, partido associado ao gover-
no, adver e: "Essa nova alta conduzirá Cr.m,rer,00r CASeDíanc 8 & TO1111()111d iltiSASeitolou annaaracag
um grave prejuízo no poder de Com-
pra da quase totalidade dos cidadãos'
• Por sua vez, 'AI Bayane , o jornal Mar, como explica A, Bouablb, dirigen- mas afetava os portos, o COrrai0, o se- sidente do grupo USFP no Parlamento, A melem sagrado
comunista (P P $), sem criticar a poli- tedaUSEPt tor de mauari° de fosfata, os motoris- Radi, acompanhava o rei a Narrobi, ao por shrotrio á Nimoour SI
tica ditada peio FMI, aconselha o rei a "A COT solicrtou acordo. Ao não re- tas de ónibus, e especialmente os arte- comité político do USFP publicava,
t"decretar o mais rápido possível, uma ceber explicações por parte do gover- sões e os comertiantes, neste mesmo dia, um comunicado on-
alia geral de salários, de 50%, para no, encontra-se na Obrigação de lan- Em Rabat (bairro costeircaos ónibus de rao condenava a repressão, mas Já nas vésperas da Heun ão de
permitir que a população enfrentasse çar o movimento na greve geral" que circulavam eram apedrejados. "comprovava que a obstinação em Cúpula da OUA, Khadafi, abandonan-
a nova ande preços". (Libératton, 25/6/81). Grupos de Jovens enfrentam os poli- uma politica tão anil-popular, pode do a Frente POliSiáriO, realintatva-se
A mobilização dos trabalhadoras e ciais que intervém, para tentar impor a prejudicar nossa causa nacional sa- com Hassan It. por intermédio ae
das massas contra a carestia de vida, A tática consiste em chamar jorna- abertura das lojas. As mesmas cenas grada, e Colocar em risco a unanimi- Arafat E em Nairobi, logo após o Sá-
alimenta a crise dentro dos partidos das de ação, Isoladas, que ruão têm se produziram em outras cidades, mas dade do povo marroquino !tente as bado Negro, a totalidade dos c:argen-
poiiticos e se faz sentir até mesmo no corno objetivo a centralização do com- em Casablanca é que a explorar) terá ameaças externas". tes africanos aclamavam uma de-
parlamento, que está subordinado ao bate das massas contra o poder, mas lugar Um testemunho diz o seguinte' O "cx)nplõ", ao qual se refere Bassri, claraçâo feita pelo rei, no sentido de
rei. exercer uma pressão Suficiente para "...Os manifestantes se agruparam e não é mais do que um pretexto para organizar "um referendo controlado"
No dia 5 de junho, Ali Veta (P P S ) que a moção USFF —PPS, de anulação começaram a gritar "slogans" anta romper o movimento de massas e des- no Saara Ocidental
apresenta uma moção, pedindo a anu- dos aumentos, seja aceita pelo gover- monárquicos Não eram palavras 50- naturalizá-lo Na verdade, escreve a E isso, não mais com a aplicação
lação dos últimos aumentos A no mente contra a carestia da vida, mas AFP, em 27 de junho, "a USFP e a dos estatutos da OUA, fazendo da
USFP socialista, e os partidos do diretamente contra orei. . Vimos agru- CDT, foram em parte ultrapassados RASO, reconhecida pela maioria dos
governo o IstiMal e a Reunião Nacio- No dia 18 de junho, a União pamentos espontâneos, os homens do pelos eventos.' seus objetivos eram paises africanos, um novo estado E
nal dos Independentes (RNII. conde- Marroquina do Trabalho (UMT), faz um lado de lora, e as mulheres dentro das uma greve geral e pacífica, e não um não existiram moções condenando os
nam as lutas que "golpearam o 9rOiCeS- chamado à greve contra os aumentos casas, se arganizavana umas esquen movimento insurrecional", massacres de Casablanca O voto
50 democrático e colocaram o gover- de preços, em Casablanca A greve, lavam água, outras levavam as criai& A jornada do dia 20, foi unte revolta unanime, em favor da resolução sobre
no e o parlament') no banco dos réus, apoiada pela Confederação Democrá- las até os terraços e derramavam á• espontânea que eclodiu nos bairros o referendum no Saara, testemunha o
diante das massa:: populares que não tica do Trabalho (CDT), ligada à USFP, gua quente sobre os policiais. Tudo o populares Porém, esta espontaneida- amplo acordo realizado entre Paris (6),
Puderam aguentar este aumento ( . )0 cresce a nivel nacional, coma adesão que tinham em casa, lançavam sobre de ae alimentouidas manilestações es- Washington e Moscou. Ryad e Argüira,
grupo cio IVO& pede que O governo das federações da UMT dos trabalha- as /orças do rei O exercito interveio com porádicas contra os aumentos dos para apoiar um regime profundamente
renuncie a essas medidas de aumento dores ferroviários, do transporte aéreo, helicópteros, disparando sobre as mul- preços, que impuseram um primeiro: desestabiszado
dos preços dos produtos de primeira dos transportes rodoviários tidões." retrocesso ao rei e uma crise aberta Esse apoio geral de todos os Esta-
necessidade" (L'Opinron — 6 de junho) dentro do Parlamento e do governo. dos, encontra suas prolongações
Devido á brecha que se abriu dentro "O êxito a total" (2). uma grande As manifestações se estenderam a Se apoiou no combate da classe ope- ruo Marrocos, onde todos os partidos
do governo e do parlamento, que tem parte da máquina económica e admi- todos os bairros pobres Os ónibus, os rária e rias massas, que cuiminou nas colocam panos queramr nas eniergen•
• como função principal a proteção da nistrativa fica paralisada, mas a greve carros, os bancos, os grandes arma. grandes gre..es de novembro de cias, para reforçar ara i ante interna",
monarquia, Hassan II retrocedeu O que se desenvolveu sem reuniões e zéns, foram roubados ou incendiados 1978 e abril de 79. Encontrou sua pro- manter o ficticio "processo demo-
rei teme Lima explosão á la Egito nem manifestações, ficou sob deter- A policia se desdobra É obrigada a longaçaa nas grandes greves de 1980, crático. ' e não lazer intervonções a
tia mas não quer) ceder a tudo, minação restrita dos dirigentes chamar os comandos de choque da concentradas em Mais da metade. em raia ser no quadro das instituições
como Sada! Os aumentos decididos marinha e as unidades especiais do Casablanca Neste contexto, o dia 20 Dessa forma, em uma declaraçao o
não foram revogados, mas reduzidos No dia 20 de junho, a COT e o Sindi- exército "aproximadamente seis ou não aparece como um "simples motim Camila Politica do PPS afama que "a
pela metade Nada foi resolvido. cato dos pequenos comerciantes cha- sele mil homens armados, diante de da miséria", mas como o primeiro en- frente interna deve faMbaM ser torta-
O movimento de massas, ao invés main uma "greve geral" de 24 horas, dezenas de milhares de manifestan- lrentamenta violento entre uma parte tecida por um novo governo "repre-
de refluir, se amplia em lodo o Marrocos Ao contrário das tes" (4 ). da populaçao, combatendo por todas sentativo, competente o dinamita", e
Ali Vala escreve, no 'AI Bayan sie intenções dos dirigentes da CDT-USFP, Sem organização, sem armas, sem as massas de Marrocos, contra a mo- pela supressão completa dos ulhmoS
8 de junho essa greve loi considerada, por uma planos, as massas combatem com he- narquia. aumentos nos preços e pela realiza-
"Em todo o pais, em tudas as con- fração dos trabaihadores e principal- roísmo as forças de repressão. As lu- Em uma situação caracterizada por ção fie -um pacto de dolosa entre
versações, em todos os meios, formu- mente pelos desempregados e pela tas continuam até a noite e continuam uma profunda crise da monarquia e o todas as torças nacionais patrióti-
temi* somente posições contra e de juventude dos bairros populares, co- no dia 21, em alguns bairros como levante revolucionário das massas, as cas "(7)
condenação aos aumentos. Em varias mo um chamado á ação Rabet, Sale, Casablanca manifestações do dia 20 de junho Por sua vez, A Bouabid não descar-
cidades, manifestações populares marcaram uma etapa decisiva na mar- ta a idéia de participar do poder, mas
a esponfineas aconteceram. A hdigna- e iálpsaler Moro cha da revolução proletária no Marro- com a condição de ter 'cortas garan-
) çalo ri palpável, a Ira perceptível Comelehrooro "As orkerfforo Ar mIoéele" cos. tias (...) que formularemos no devido
E conclui, exigindo "a dem iasao do Sue capinai" criviiiadandiria Dessa forma, se explicam a repres- momento''
governo", com o objetivo de proteger falada a noite de sexta-leea lia cor são selvagem, a onda de prisões, as É certo seu apoio ao rei, na formu-
o roi. **aviando pare o governo a refle nas lojas e padarias Nos bairroc No Parlamento, o Ministro do inte• prendas condenações a partir de pro- lação de sua concepção sobre o "re-
fúrlo 0248 massas periféricos de Casablanca, acontece flor, Orlas Basrl, denuncia o compló cessos falsos Bem como, a ajuda ferendum controlado" — "Nunca
Da ~imã forma, ia dirsogirs 'indi- um praneiro enfrentamento entre os fomentadó pela CDT e pela USFP. A masslva prestada ao rei pelo FMI, pe-
cais, subordinadas aos ganidos Polfil- neguei o referendum, mas não aceito
desempregados es polícia., greve geral do dia 20, dizia ele, tinha lo Imperialismo, pela burocracia stali• a autodeterminação que coloca em
oos ligados á monarquia pelo "Micto No sábado, agrave ainda nao para- um caráter "Insurrecional" (5). A acu- nista e os regimes feudels-burgueses risco a soberania Oteletendum será
taraoKanal", te•en}e• obrigada, a baba • lisara todo o aparata ae produção, sação á pouco sada. No dia 22, o pre- árabes e africanos. positivo". Isso eignifiCe, que o rafaram
e

África — Europa 9

. • dum será cirganivado pelo exarcao e França


5 (3 42 8
petas adMinlakapaea mar roquinaa nas
repleta controladas (Cerca de 30% do
&tern).
A monarquia parece ter vencido.
mas só aparentemente.
Algumas reflexões frente ao
Mem imeubleadade mele* prormielee

A pretensão de Hassan II de orga•


filar um referendum "mentiroso" no Congresso da OCI unificada
Saara, susnitou longos comentários.
A Argélia está multo comprometida
para abandonai a Fronte Pollsário e a O Comitê Central de Organização Co-
RASO, que se tez reconhecer por 50 munista internacionalisla (unificaria),
paises Não pode aceitar uma nova reunido no final de agosto tratou, en-
relação de torças favorável ao Marro- tre outros, dos seguintes pontos:
cos, cada vez mais alinhado com o — Projeto de informe politico apre-
imperialismo norte-americano que sentado à discussão para o XXVI
está sendo instaurar:10 no Maghieb E Congresso,
o poder de Chadli está multo frágil — Situação da Quarta Internacional;
para que possa impor a urna grande -- Tarefas ¡modistas
parte do exército, que se opõem a Conforme a tradição democrática
la~1 II, este relerendum Iraudulento da OCItu), o projeto de Informe, depois
A brusca mudança na politica da de discutido no Comitê Central, será
Argélia. que apoia as posições da Submetido à consideração de lodos os
Frente Polisario em oposição á moção militantes. A discussão se realizará
unanime de Na.rca)i, fez com que mediante um Boletim Interno, aberto a
Khadali retroced- ;e Além disso, vá- lodos DS militantes durante um período
rios dirigentes africanos têm cons- de três meses
ciência de que a anexação do Saara, A OCI(u), que jamais separa ; -;us
peto Marrocos, arruinaria a COA, fun. interesses políticos daqueles do m ivi-
dada para defender a intangibilidade monto operário em seu conjunto, evi-
das fronteiras da colonização, e dese- dentemente não tem nada a ocultar
jam um verdadeiro referendum É es. dos trabalhadores e da juventude
te o caso dos chefes dos Estados da quanto aos seus objetivos e quanto ao
Africa de tala francesa, que soquem a método com que elabora sua linha po-
aproximaçao entre o Saara e Paris, e litica.
se preocupam com o fim dessa guerra -0 que precisamos — afirma o pro-
que desestabiliza o Maghreb, sem ea- jeto de inlorme pol)tico para o XXVI
colocar totalmente a Pollsário, por- Congresso — e3I dar ênfase, não tanto
que . dda lufa ioga um papel excep na explicação dos acontecimentos que ca, com os quais se cria um terreno ocupam as instituições da V Repúbli- a Constituição "pouco democrática"
cional, um papel exemptai". (Declara- temos vivido, atas nas lições que de- para que os capitalistas e os burgue- ca Michel Rocad, quem, como todos (anil-democrática) e as instituições da
ção de F. Mitterrand na Argélia, em vemos extrair da experiência, para ses formem suas organizações políti- sabem, é dotado de um sexto sentido V República, Os acontecl.nentos, quer
1976) nossa atividade politica Podemcs ai,,- cas contra Mitterrand político, que há pouco tempo o levou, dizer, os votos das massas trabalha-
Desde já, parece que nada será a- mar, sem temor ao exagero, que nos Acima das insolências renovadas e junto com Crépeau (1), a apostar doras. decidiram Outra coisa Agora,
cne/lado por Hassan II A prolongação ultimos anos, principalmente no Último das precauções literárias, aparece um tudo na derrota de Mitterrand, declarou posto que Mitterrand chegou ao poder
da guerra vai agravar a crise econó- período (setembro de 1980 - - março, fato que já se esboçava claramente recente'rnente numa entrevista publi- pa meios legais, Rocard quer nos lazer
mica, a inflação, o desemprego, a mi- abril de 1981), os fatos ratificam nossa antes da queda de Giscard A burgue- cada na Franca Soir: "Eu votei contra reconhecer que a França podo passar
séria (em 1980 de acordo como Ban- linha e análise política. Mas não sw-e- sia e seu estado-maior político, o a Constituição da V República por con- do velho ao novo regime mediante
co Mundial, 7 dos 20 milhões de mar- ramos a principal dificuldade, p.-ssai CNPF, não vão se apariguar, porque siderá-la pouco democrática, mas não "uma prática constitucional democrá-
roquinos estão "abaixo do limite de de organização a partido. Esst é o ce capitalistas e os bancos sã conscien- é á toa que d França mantêm essa
miséria absolutai- problema essencial, o que mais nos tes de que as massas trabalhadoras Constituição: a prática constitucional De alguma forma, Rocard quer dizer
Inevitavelmente, as massas vag vol- preocupa e deve constituir o eixo do exigirão medidas para sanear a situa- deve se democratizada mas, nós os que, como ministro de Minerrand,
tar a luta contra a monarquia. que vive ção em constante deterioração, e socialistas, baseamos nossa ação no ele é ministro da V República Com is-
Congresso
devido à união nacional dos partidos esperam que o governo tome medidas equilíbrio estável de poderes que ele so quer dizer que o movimento de
poiiticos e da unidade antre a policia O rioapeO• à seAmeramele popular audaciosas contra os banqueiros e os garante" massas que deriotou Giscard é um
e o exército, especializado em repres- capitalistas Em outras palavras, Rocard sustenta mero episódio, que só conduzirá a uma
são Porque o próprio exército, gol- Chamarnos a votar em Mitterrand, no que una Constituição e umas institui- reforma trivial. Esta avaliação será der-
peado pelas tortas lutas internas que primeiro turno das eleições, por consi- Assim se coloca o problema central ções, que ele considera, com razão, rotada pela luta de classes e em pri-
se seguiram aos golpes de 7971 e 72. derar que os interesses das massas qui) dominará a marcha dos aconteci- 'Pouco democráticas", devem ser os meiro lugar peio empanho feroz com
não foi homogeneizado na guerra do trabalhadoras e da juventude exigiam mentos que se avizinham É possível instrumentos que garantam a realização que a burguesia procurará recuperar o
Saara, e continua se opondo ao regi- a derrubada de Giscard reverter as manobras Ws banqueiros das aspirações democráticas do povo =atole do seu estado burgués.Ninguairri,
me sangrento e corrompido de Has- Derrubar Giscard e votar em Mitter- e capitalista — que, insistimos, detém trancést Uma vez mais, a história en- amenos ainda Rocard, pode modificar
san tI Além disso, massacrando os rand, corresponda ás aspirações dos os comandos do estado — sem tomar sina o contrário' as constituições e ins- o conteúdo desse movimento de mas-
telas arruinados e refugiados nos bair- trabalhadores E, posto que os dirigen- as medidas necessárias para frustrar tituições forjadas com fins reacioná- sas para procurar readequar "institu.
ros miseráveis, Hassan II colocou tes do PCF, com sua politica cavisionis- as intenções da reação, para defender rios, jamais e em nenhum pais, servi- c, Jnalmente" o seu ministério aos ve-
contra si toda uma camada social que ta que só servia para ajudar Giscard, a soberania popular, tal como s ram para fins distintos dos quais foram lhos tempos do governo Giscard.
o apoiava — os camponeses tradicio- se °pisaram a estas aspirações, sofre- expressou em 10 de maio e em 14 e a1 criados pelas classes dominantes. O Barre.
nais ram uma derrota cruel, tanto nas elei- de junho, dos ataques da reação? A mesmo acontece com o estada burguês, O profundo movimento que derrotou
No dia 20 de junho, 8G massas rece- ções presidenciais como nas parla- história nos ensina que as situações ao qual a constituição dá forma jurídi- Giscard, não pode se domar transfcr.
beram fortes golpes, mas não foram mentares Giscard foi derrotado. de "trégua" jamais são duradouras ca Jamais e em nenhum pais, se pôde mar "institucionalmente" num mero in-
derrotadas "Não, as brasas não se Mitterrand é agora o presidente da utilizar o estado burguês cdntra a bur- cidente. Mitterrand foi eleito no marco
apagaram A fúria grassa, a revolta (aplaina O governo Mitterrand-Mauroy oftwonifee lemetkvet guesia das instituições antidemocráticas e
se prepara. Por uma simples razão sucede ode Giscard-Barre anti-populares da V República? Ou for
tudo continua como antes — a mesma Chamamos a votar em Mitterrand A instabilidade de tais situações se A propéaltie ias lime0hel0•8 eleito nesse marco porque, as massas
fome O desemprego, a ociosidade", para derrotar os capitalistas e os ban- iiive a deis tipos de fatores Por um trabalhauoras e a juventude quiseram
escreve J Alia (8) queiros Agora, se coloca para nós a lado, as classes dominantes aterrori- Já é evidente, ainda (Ice de forma tirar Giscard para colocar a questão
Os maiores entrentamentos estão necessidade de deduzir as consequên- zadas pela envergadura da derrota tenue. que a burguesia como classe de instituições novas, de acordo com
por ylf Porém, o Mais importante, é cias do fato .0 povo francês derrotou que acabam de sofrer, necessaria- não pode visualizar Mitterrand da mes- suas aspirações?
que as aspirações das massas explo- Giscard para opor-se ao aumento de mente empreendem sua reorganiza- ma forma que visualizava De Gaulle, As massas trabalhadoras querem
radas estão todas abeitamenta dirigi- preços, à MIlação,ao deserrphego, ao ção politica contra as classes explora- Pompidou ou Giscard. É certo que a que se tomem as medidas que a
das contra O regime sangrento de aesmantelamenlo do seguro social e das Por outro, estas, que acabam de burguesia como classe, ccasidera que, situação exige, medidas que não Ca-
Hassan II. Para que tenham uma -la educação, provocados por Giscard- impor uma primeira grande derrota às no momento, não pode haver outro go- bem nos limites que Rocard quer
expressão centralizada é necessário Barre Ao depor Giscard, as massas classes dominantes, não deduzem de verno senão O de Mitterrand. Mas, pa- Impor?
fazer avançar aa paiayas-de-ordem: traaalhadoras e a juventude, afirmaram ¡mediar; todas as consequências da ra ela, este governo levará sempre a Em última instancia, estas perguntas
Abaixo a monarquia de Hassan III sua ¡Madre de pôr fim à politica orques- nova situação, da:, quais a burguesia marca indelével de sua origem: a der- colocam uma contradição que devera
Pela República em Marrocos r Assem- trada por esse governo em prol dos al- sim é perfeitamente consciente Nes- rota política que lhe infligiram os tra- se resolver de alguma maneira os in-
biraia Constituinte Sobi renal teres ies dos capitalistas e dos ban- ta etapa, as classes exploradas confiam balhadores ao derrubar Giscard, seu teresses cio movimento de massas que
AKLOLg quei os plenamente no governo que elegeram representante direto. derrubou Giscard e levou Mitterrand
'.$c) depor Giscard, as massas logra- após derrotar as classes dominantes Devemos voltar a essas questões, ao poder não silo ou da burguesia
(1)Em janeiro de 1977, os aumentos e- am uma vitória contra os capitalistas Chamemos as coisas pelo seu que nas próximas semanas e meses nem os das instituições antidemocráti-
xigidos pelo FM) p.,ow '..afar" OS e os banqueiros por ele representados nome semelhantes situações sem- se expressarão nos formidáveis acon- cas que cimentam o poder dos capita-
motins no Coiro, que obrigaram pre se caracterizam pelos grandes en- tecimentos quase preparam Voltemos listas e banquetrOs.
Sadat a revoga-los totalmer te Portanto, o respeito á beranla trentementos entre as classes Seme- à entrevista de Rocard O que ele
(2) AI Bayan, de 20 de jun io. publica popular exige aue os capitalistas, os lhantes situações, caracterizadas peia quer demonstrar? A absoluta necessi- Prove Lambari
uma relaçãc de todos os st..nres em banqueiros e os altos funcionários do existência de grandes conflitos revolu- dade de compor o novo com o velho, a
greve regime, sejam derrubados do poder cionários, não podem ser controladas fim de salvar as aparências. Precise-
(3) ettormations OlivIrereS 11/18 de junto com Giscard. mediante compromissos aparentemen- mos. desde 1978. Rocad vinha apos- (1) Dirigente do partido burgués dos
julho de 1981 O fato é que os comaudos do esta- ¡e astutos, ou mediante acordos siMu- tando na derrota de Mitterrand. Pouco "radicais de esquerda" A sua presen-
(4),)eune Atrigue 'cicie julho de 1981 do continuam nas mãos do capital, en- ludos, porque as opiniões, interesses a Importa — ainda que tenham que ser ça e a do gaiatada Jobert no governo,
(6)República Árabe Saariana quanto que a alta direção da CNPF, olaeitivos dos setores em luta de- consideradas — as ambições, os cal assim como o lugar que ocupam no
Democrática convertida em verdadeiro estado-maior aerrtocam sempre em enfrentamontos culos pessoais, a psicologia, etc. mesmo os representantes do PCF,
(7) Le Monda • e cia julho de 1981 da buiguesia, organiza uma intensa Esta conclusão, fruto de uma análi- O significado concreto dessa politica dao ao governo Materrand-Mauroy
(8)te NOuvel ObSorvateur - 18 de julho especulação A especulação e a fuga se rigorosa e objetiva da situação, nos está em que não servia senão parb traças de um governo de tipo frente
de capitais PC unem à crise econõrni- leva a colocar a questão do lugar que apoiar Giscard como fim de preservar popular".
Saara).
A monarquia parece ter vencida,
MIM sê aparentemente
gurnas re re. e o
~o ~habilidade esisseera preclaras

A pretensão de Hassan H de orga-


nizai um referendum "mentiroso" no Congresso da OCI unificada
Saara, sussitou longos comentários.
A Argélia está Muito comprometida
para abandonar a Frente Polisário e a O Comitê Central da Organização Co-
RASO, que se fez reconhecer por 50 munista internacionalista (unificada),
paises. Não pode aceitar uma nova reunido no final de agosto tratou, en-
relação de forças favorável ao Marro- tre outros, dos seguintes pontos*
cos, cada vez mais alinhado com o — Projeto de informe político apre-
imperialismo norte-americano que sentado à discussão para o XXVI
está sento instaurado no Magtueb. E Congresso,
o poder de Chada está Multo frágil — Situação da Quarta Internacional;
para que possa impor a uma grande --Tarefas imediatas
parte do exército, que se opõem a Conforme a tradição democrática
Hassan 11, este relerendum fraucarlento, da °Clara o projeto de Infqrrne, depois
A brusca mudança na politica da de discutido no Comité Central, será
Argélia, que apoia as posições da submetido à consideração de todos os
Frente Polisário em oposição à moção militantes. A discussão se realizará
unânime de Nairobi, fez com que mediante um Boletim Interno, aberto a
Khadafi retrocedesse Além disso, vá- todos os militantes durante um :seriado
rios dirigentes atricanos têm cons- de fies meses.
ciência de que a anexação do Saara, A OCI(u), que jamais separa seus
pelo Marrocos, arruinaria a OVA, fun- inleresses políticos daqueles do Movi-
dada para defender a intangioilidade mento operário em seu conjunto, evi-
das fronteiras da colonização, e dese- dentemente não tem nada a ocultar
jam um verdadeiro referendum É es- dos trabalhadores e da juventude
te o caso dos chefes dos Estados da quanto aos seus objetivos e quanto ao
/anca de tala francesa, que seguem a método com que elabora sua linha p0-
aproximação antro o Saara e Paris, e titica.
se preocupam com o fim dessa guerra "O que precisamos — afirma o pro-
que desestabiliza o Maghreb, sem sa- (eto de Informe político para o XXVI
crificar totalmente a Polisárlo, por- Congresso — a dar ênfase, não tanto
que -sua luta ioga um papel excep na explicação dos acontecimentos que ca, com os quais se cria um terreno ocupam as instituições da V Repúbli- a Constituição "pouco (Jemocrática"
dona', um papel exemplar". (Declara- temos vivido, rales nas lições que de- para que os capitalistas o os burgue- ca Michel Rocad, quem, como todos (anti-oeMocráfiCa) e as instituições da
ção de F. Mitterrand na Argélia, em vemos extrair da experiéncia, para ses formem suas organizações políti- sabem, é dotado de um sexto sentido V República. Cs acontecimentos, quer
1976). nossa atividade política Podemos afir- cas contra Mitlerrand politica, que há pouco tempo o levou, dizer, os votos das massas trabalha-
Desde já, parece que nada será a- mar, sem temor ao exagero, que nos Acima das insolências renovadas e junto com Crépeau (I), a apostar doras, decidiram outra coisa Agora,
cenado por Hassan ii A prolongação últimos anos, principalmente no último das precauções literárias, aparece um tudo na derrota de Mitterrand, declarou posto que Mitterrand chegou ao poder
da guerra vai agravar a crise econó- 7710do (setembro de 1980 — março, fato que já se esboçava claramente recanteMente numa entrevista publi- por meios legais, Rocard quer nos lazer
mica, a inflação, o desemprego, a mi- aoiir de 1981), os latos ratificam nossa antes da queda de Giscard A burgue- cada na Franco Sor( • "Eu votei contra reconhecer Que a França pode passar
séria (em 1980 de acordo com o Ban- linha e análise politica, Mas não supe- sia e seu estado-maior politica, o a Constituição da V República con- do velho ao novo regime mediante
co Mundial, 7 dos 20 milhões de mar- ramos a principal dificuldade, passar CNPF, não vão se apaziguar, porque siderá-la pouco democrática, mas não "uma prática constitucional democrá-
roquinos estão "abaixo do limite de de organização a partido. Esse é o os capitalistas e os bancos sã conscien- é á toa que a França 37.901érn essa tica"-
miséria absoluta"). problema essencial, O que maic nos tes de que as massas trabalhadoras Constituição: a prátic:i constitucional De alguma forma, Record quer dizer
:nevrtavelmente, as massas vãci vol- preocupa e deve Constituir o eixo do exigirão medidas para sanear a situa- deve se democ .atizada mas, nos os que, como ministro de Mitterrand,
tar a luta contra a monarquia. que vive ção em constante deterioração, e ele é ministro da V República Com is-
Congresso. socialistaS, baseamos nossa ação no
devido á união nacional dos partidos esperam que o governo tome medidas equilíbrio estável de poderes que ele so quer dizer que o movimento de
pollticos e da unidade entre a policia • rade** èesbarrada grepder audaciosas contra os banqueiros e os garante" massas que derrotou Giscard é um
e o exército, especializado em repres- capitalistas Fm outras palavras, Hocard sustenta mero episódio, que só conduzirá a uma
são Porque o próprio exército, gol. Chamamos a votar em Mitterrand, no que urna Constituição e umas institui- reforma trivial. Esta avaliação será der-
Peado pelas fortes aias internas que primeiro turno das eleições, por consi- Assim se coloca o problema central ções, que ele considera, com razão, rotada peia luta de classes e, em pri-
se seguiram aos golpes de 1971 e 72. derar que os interesses das massas que dominará a marcha dos aconteci- "pouco democráticas", devem ser os meiro lugar pelo empenho teroz com
não foi homogeneizado na guerra do trabalhadoras e da juventude exigiam mentos que se avizinham E possivei nstrumentos que garantam a realização que a burguesia procurará recuperar o
Saara, o continua se opondo ao regi- a derrubada de Gle a rd reverter as manobras dos banqueiros das aspirações democráticas do povo controle dr) seu estado burguês Ninguém,
me sarsarento e corrompido de Nas- Derrubar Ga( rd e votar em Mitter- e capitalistas — que, insistimos, detêm francês! Uma vez mais, a história en- e menos ainda Rocard, pode modificar
San II, Além disso, Massacrando os rand, correspondia às aspirações dos os comandos do estado — sem tomar sina O contrário' as constituições e ins- o conteúdo desse movimento de Mas
feias arruinados o refugiados nos bair- trabalhadores. t, posto que os dirigen- as medidas necessárias para frustrar tituições forjadas com fins reacioná- SaS para procurar readequar "inalitu-
ros miseráveis. Hassan II colocou tes do PCF. com Sua politica divisionis- as intenções da reação, para defender rios, jamais e em nenhum pais, servi- cionalmente" o seu ministério aos ve-
contra si toda uma camada social que ta que só servia para ajudar Giscard, a soberania popular, tal COmO se ram para fins distintos dos quais foram lhos tempos do governo Giscard-
o apoiava — os camponeses tradicio- se opuseram a estas aspirações, sofre- expressou em 10 de 'maio e em 14 e 21 criados pelas classes dominantes. O Barre,
nais ram uma derrota cruel, tanto nas elei- de junho, dos ataques da reação? A niwno acontece com o estado burguês, O profundo movimento que derrotou
No dia 20 de junho, as massas rece- ções presidenciais como nas parla- história nos ensina que as situações ao qual a Constituição dá forma juridi- Giscard, não pode se deixar transfor-
beram fortes golpes. mas não foram mentares. Giscard foi derrotado. ca Jamais e em nenhum pais, se pode mar "irstitucionalmente" num mero in-
de "trégua" jamais são duradouras
derrotadas 'Não, as brasas não se Mitterrand é agora o presidente da utilizar o estado burguês contra a bur- cidente. Mitterrand 10i eleito no marco
apagaram A fúria grassa, a revolta repeblica O governo Materrand-Mauroy guesia
Oda darerde leatával das instituições anteoemocraticas
se prepara. Por uma simples razão sucede ode Giscard-Barre anil-populares da V República? Ou foi
tudo continua como antes — a mesma Chamamos a votar em Mitterrand A propédar dar broiderldee
A Instabilidade de tais situações se eleito nesse marco porque as Massas
tome O desemprego, a ociosidade", para derrotar os capitalistas e os ban- uive a dois tipos de /atores Por um trabalhadoras e a iuventude quiseram
escreve J Alia (8) queiros Agora, se coloca para nós a lado, as classes dominantes aterrori- Já é evidente, ainda que de forma tirar Giscard para colocar a questão
Os maiores entrentamentos estão necessidade do deduzir as consequên- zadas pela envergadura da derrota tênue, que a burguesia como classe de instituições novas, de acordo Com
por vir Porém, o mais importante, é cias do fato -0 povo francês derrotou que acabam de sofrer, necessaria- não pode visualizar Mitterrand da mes- suas aspirações?
que as aspirações das massas explo- Giscard para opor-se ao aumento de mente empreendem sua reorganiza. rna forma que visualizeva De Gaulle, As massas trabalhadoras querem
radas estão todas abertamenta dirigi- preços, á Inflaçao,ao desemprego, ao çâo politica contra as classes explora- Pampidou ou Giscard É certo que a que se tomem as medidas que a
das contra o regime sangrento de desmantelamento do seguro social e niagii3sia como classe, considera que,
das Por outro, estas, que acabam de situação exige, medidas que não ca-
Hassan II Para que tenham uma da educação, provocados por escard- impor uma primeira grande derrota às no momento, não pode haver outro go- bem nos limites que Rocard quer
expressão centralizada é necessário Barre. Ao depor Giscard, as nassas classes dominante), não deduzem de verno senão ode Mitterrand. Mas, pa- impor?
fazer avançar as palavras-de-ordem. trabalhadoras e a juventude, ala na:arn imediato todas as consequências da ra ela, este governo levará sempre a Em última instância, estas perguntas
Abaixo a monarquia de Hassan li sua ventada de piSt hm à poihica onsuas- marca indelével de sua origem a der-
nova situação, das quais a burguesia colocam uma contradição que deverá
Pela República em Marrocos' Assem Irada por esse governo em prol dos ar - sim é perfeitamente consciente. Nes- rota politica que lhe infligiram os tra- se resolver de alguma maneira, os in-
bléia Constituinte Soberana! temesses dos capitalistas e dos ban- balhadores ao derrubar Giscard, seu
te etapa, as classes exploradas confiam teresses do movimento de massas que
M AKLOUF queiros plenamente rio governo que elegeram representante direto_ derrubou Giscard a levou Mitterrand
Ao depor Giscard, as massas logra- após derrotar as classes dominantes Devemos voltar a essas questões, ao poder não são os da burguesia
(1)Em janeiro de 1977, os aumentos a- ram uma vitória contra os capitalistas Chamemos as coisas pelo seu que nas próximas semanas e meses riam os das instituições antl-democráli-
tiçados pelo FMI provocaram os e os banque 'os por ele reptesentaaas. nome' semelhantes situações sem- se expressarão nos formidáveis acon- cas que cimentam o poder dos capita.
moins no Couro, que obrigaram pre se caracterizam pelos grandes em tecimentos que se preparam. Voltemos listas e banqueiros.
Sadat a revogá-los totalmente Portanto, o reepetto á soberania trentamentos entre as ciasses. Seme- á entrevista de Rocard. O que ole
(2) AI Bayan, de 20 de junho, publica popular exige que os capitalistas, os lhantes situações, caracterizadas pela auer demonstrar? A absoluta necossi- Pioria lambo,'
uma relação de todos os setores em banqueiros e os altos funcionários do existência de grandes conflitos revolu- dado de compor o novo com o velho, a
greve regime, selam derrubados do ,xxier cionários, não podem ser controladas fim de salvar as aparências. Precise-
(3) lnlormations Ouvrieres - 1 1 /1 8 de Junto com Giscard mediante compromissos aparentemen- mos: desde 1978. Rocad vinha apos- (1) Dirigente cio partido burgués dos
julho de 1981 O fato é que os comandos do esta- te astutos, ou mediante acordos simu- tando na derrota de kr arrama. Pouco "radicais de esquerdo" A sua presen-
(4)Jeune Afogue- b oa julho de 1981 do coninuem nas mãos do capital, en- lados, porque as opiniões, Inter assoa e Importa — ainda que inham que ser ça o a do gaullista Jobert no governo,
(6)República Árabe Saanana quanto que a alta direção da CNPF, objetivos dos setores em luta de- consideradas — as ambições, os cá/ assim corno o lugar que ocupam no
Democrática convertida em verdadeiro estado-maior sembocam serrote em ele rentamentos colos pessoais, a psicologia, etc. mesmo os representantes do PCF, •
(7) /e Monde - ($ de julho de 1981 da burguesia, organiza uma intensa Esta conclusão, fruto de uma análi- O signalsado concreto dessa politica dão ao governo Mitterrand-Mauro ,
(8)Le Nouvel Obs., vateur - 18 de julho especulação A especulação e a fuga se rigorosa e objetiva da situação, nos está em que não servia senão parti traços de um governo de tipo frente
de 1981. de capitais se unem à crise económi- ,..18 a colocar a questão do lugar que apoiar Giscard como lim do preserva , popular".
iuropie
10 Carreaspesdierlei laserauslisame — •~14 h*. é À.

A crise do PC espanhol 5 3 42 8 1

Quem semeia ventos,


tempestades
Em julho passado, realizou-se o
X Congresso do Partido
Comunista Espanhol.
Salaguardando as distâncias,
ele se assemelhou, pela crise, ao
Congresso do stalinismo
polonês. Santiago Carrillo
conseguiu a aprovação do seu
informe e a eleição do CC, com
cerca de 30% dos delegados
contra. A decomposição do PCE
tem uma importancia
fundamental para o futuro do
mos intento operário espanhol,
pois trata-se do aparelho que, de
dentro das fileiras proletária*,
mais (et para saisar a
monarquia e o plano de
austeridade e opressão dos
posos. Existe um debate na
esquerda espanhola sobre o
futuro e a dinâmica não Já do
PCF:, mas de algumas de suas
tendências centrifugas. Os
artigos que se seguem são dos
camaradas Enrique Sender e
Raiá! Giimet, secretários-gerais
do PST e do POSI. Ambas são
organizaçõ.?s trotskystas filiadas
ao Comitê Internacional e
atualmente estão em processo de
unificação.

54 ,11,010 lqf 011,1r in.qo (MI CIO um In; Orvedin

Não era necessário esperar pelo X Temamos, membro do comitê executi- passado vieram marcar um profundo esmagadora da burguesia para que Giscard anão Milerrand.
Congresso para verificar o fraciona- vo e primeiro vereador de Madri, retrocesso na Catalunha e o conver- mergulhasse no conservadorismo, O informe de Carriiio ao Congresso
mento tendencial que vive o PCE Em também se afastou, denunciando a teram numa minoria extra-parlamen- Quis e quer mudanças que são impe- do PCE, veio dizer que todos estava
março, por exemplo tinha-se realiza- ditadura pessoal oe Garraio e a impos- tar no pais basco didas pela social-democracia Quis mos enganados. Quando em meados
do o Congresso do PSUC, ramo cala- sibilidade de reformar o partido. E o greves gerais que o PCE impediu com dos anos 70 nos falavam de "ruptura
ião do Partido Nele, os setores "du- legendário pacee Peco, Francisco Gar- A sairia *dá me som paul 44. todas as suas (orças democrática", inclusive da República,
ros", e "stalinistas" ganharam a parti- cia Salve, um organizador das Comis- Obviamente, neste C jSO, a respon- todos entendemos mal: tratava-se de
da dos "eurocomunIstas", provocan- sões Operárias, reefebrO do comité Camilo quer esquivar-se desta mu- sabilidade é dos dirigentes e não da uma "reforma profunda", não de uma
do um verdadeiro escandalo pcilltico. central, foi expulso pelo seu ardente dança, do dia para a noite, na influên- base Os trabalhadores que procuravam mudança radical. "As vezes, contum
Toda a burguesia suplicou a CarrIllo moscovismo, cia de massas, atribuindo-a á diferen- uma via de mudança no PCE, se cho- de-se o conceito de ruptura democrá-
Que pusesse fim a essa •tartairle". O Congresso da Contederaçâo de ça entre as lutas contra Franco e a caram com a politica de freio deste, tica com a translormaçáo radr-:al do
Garraio 9e dedicou a ltieo de corpo e Comissões Operárias iria ser a pio ia atual. Desde que se legalizaram os par- sua negativa para mudar o que fosse, aparelho de estado".
alma Mediante ameaças, pressões e seguinte. Ante a direção do sindical') tidos e os sindicatos, houve uma par- o espetáculo estéril de ridículas mani- independentemente cie nossa opinião
algumas expulsões, pareceu acalmar surgiu uma oposição. . do próprio PCE. ticiona() massiva e surgiu ao PCE uma festações isoladas e o apoio perma- sobre estas fórmulas, e dos pianos que
o fogo. Mas ainda não havia se recom- Algo Insólito, digno do POUP, "concorrência" que antes não tinha. nente de seus lideres ao regime. linha o PCE quando faiava de "ruptu-
posto do esforço em Barcelona e já ti- De modo que nestes meses e no X Por exemplo, o PSOE. ra'; tiá uma coisa indiscutivel: neste
nha que tornar o avião para Bilbao, Congresso, veio á superfície, um Com este argumento, pretende-se É o PCE e não o movimento operário, pais, ruptura com o lranquismo signi-
onde o EPK, partido comunista de dividido não só pelas organizações encobrir a realidade: a perda de seu o bandido "conservador" desta histó- ficava acabar com a ditadura, com o
Euskadi, pelas mãos de Roberto lel- regiões e nacionalidades, como taro- próprio poder de convocatória, com- ria. Por isso dezenas de milhares de exército do 18 de Julho (2), com a
.undi — um "eurocomunista renova- bani por setores (obreiristas contra provada uma e outra vez, na tendên- operários o abandonaram A simples Monarquia r erdada 9 com a Movimen-
dor" — coqueteava com Euskadiko profissionais), divisão que, Ellére disso, cia para o decréscimo dos seus atos, causalde sua crise é sua politica contra- to Nacional Por extensão, siç Idicava
Esquerra, coligaçáo relacionada com expressa-se em correntes e tendão. manifestações e militáncia O problema revolucionária, que o afasta dos am- República, iberdades, possioisdada
a ETApm Catraio não pede convencer cias não está no surgimento de un PSOE e plos setores das massas, dos povos &porem sobre si mesmos.
a Mia: basc a que decidiu exigir a fe- O que está por detrás destes( uma UGT (1) grandes, mas sim ria de- terra, salários e emprego
cleraizaçâo do partido, com autonomia é o retrocesso qualitativo da Influên- terioração da força do PCE e das Pai, filho, Espirito Santo. Car ralo pode pensar que nós, traba-
para suas regiões e nacionalidadei cia do PCE sobre as massas, Sua crise COMi68008 Operárias, que explica, em via s',... lhadores e lutadores antstranquistas.
Logo depois desta derrota, seguiu- O a crise de sua relação com as mas- última Inatáncla, o crescimento dos estávamos "confundidos" a0 Querer
se outra, desta vez em Andaluzia, on- sas. primeiros. A política do PCE é a de sustentar a isto isso não muda as coisas A real'
de o secretário-geral, o fiel Fernando Este partido não tem nada a ver com O aparelho e vários setores, inclusi- Santissima Trindade do ,egime pós- dado é que o PC E traiu estas aspira-
Solo, viu-se obrigado a renunciar, sob O que era quando da morte de Franco' ve críticos, tapetem urna explicação, franquista: o apoio ao monarca (o ções das massas.. se colocou num ca-
a premeio de distintas tendências perdeu a hegemonia sobre o movimen- tipicamente burocrática: cupim a base Pai), o plano da austeridade (o Filho) o minho Morarei) delas.
Depressa, iniciaram-se os afasta to operário que tinha em 1978, quando "Se não avançamos é porque o o centralismo opressor dos povos (o Vestiu-se com as cores vermeli)a e
mantos no MOO aparelho centrai das primeiras eleições sindicais, e o movimento operário é conservador e Espirito Santo) Estes três apoios fazem amarela da bandeira real e gritou
Eugenio Inane, do **vitoriado, saiu Papel preponderante que mantinha en- não quer mudanças", disse Camilo no uma única politica contra-revolucioná- Ave a Espanha, Viva o Rei. Em duas oca •
do parado. Inconformado, alas*, pela tre as nacionalidades, bairros, na lu- seu Informe ao X Congresso. A verda- ria, de unidade nacional A mesma que siões, correu para troar greves gerais
~atenção aos setores profissionais. ~tudo, no movimento estudantil, mu- de está no pólo oposto. O movimento sustentam os PCs europeus, inclusive espontáneas que ameaçavam derrubar
telectual %mon lheres, etc. As eleições parciais do ano operário não aolreu nenhuma derrota na França, onde seu candidato era o regime (Janeiro de 76 em Madri, Fe-
Quem semeia ven os,
tempestades
Em julho passado. realizou-se o
X Congresso do Partido
Comunista Espanhol.
Sal% agiardando as distâncias,
ele se assemelhou, pela crise, ao
Congresso do stalinismo
polonês. Santiago Carrillo
conseguis a aprovação do seu
informe e a eleição do CC, com
cerca de 30% dos delegados
contra. A decomposição do PCE
tem uma importando
fundamental para o futuro do
moi intento operado espanhol,
pois trata-se do aparelho que, de
dentro das fileiras proletárias,
mais fez para salvar a
monarquia e o plano de
austeridade e opressão dos
povos. Existe um debate na
esquerda espanhola sobre o
futuro e a dinâmica não Já do
PCE, mas de algumas de suas
tendências centrifugas. Os
artigos que se seguem são dos
camaradas Enrique Sender e
Raul Cómez, secretários-gerais
do PST e do POSI. Ambas são
organizações trotskystas filadas
ao Comitê Internacional e
atualmente estão em processo de
unificação,

Caril-° %C( letã,h0410. RI 00 %Mil PC amido

' do era necessário esperar pelo X Temamos, membro do comité exec passado vieram marcar um profundo esmagadora da burguesia para que Giscard e não Miterrand.
Congresso para verificar o fraciona- vo e primeiro vereador de teadri, retrocesso na Catalunha e o conver- mergulhasse no conservadorismo. O informe de Camilo ao Congresso
mento tendencial que eive o PCE Em também se afastou, denunciando a teram numa minoria extra-parlamen- OUIS e quer mudanças que são impe- do PCE, veio dizer que todos estáva-
março. por exemplo tinha-se realiza- ditadura pessoal de Carrillo e a impos- tar no pais basco didas pela social-democracia. Quis mos enganados. Quando em meados
do o Congresso do PSUC, ramo cata- sibilidade de reformar o partido. E o greves gerais que o PCE impediu com dos anos 70 nos falavam de "ruptura
lão do Partido Nele, os setores "du• legendário padre Peco, Francisco Gar- A causa está Ga pia palitasse todas as suas forças. democrática", inclusive da Republica,
ros", e "stalinistas" ganharam a parti- cia Salve, um organizador das Comis- Obviamente, neste caso, a respon- todos entendemas mal: tratava-se de
da dos -eurocomunlatas", provocan- sões Operárias, membro do comitê Carrillo quer esquivar-se desta mu- sabilidade é dos dirigentes e não da uma "reforma profunda -, não de uma
do um verdadeiro escandeio politica central, foi expulso pelo seu ardente dança, do dia para a noite, na influên- base Os trabalhadores que procuravam mudança radical. "Ás vezes, confun•
Toda a burguesia suplicou a Carrillo rnoscovismo cia de massas, atribuindo-a à diferen- uma via de mudança no PCE, se cho- de-se o conceito de ruptura democra-
que pusesse fim a assa -barbárie". O Congress.) da Confederação de ça entre as lutas contra Franco e a caram com a politica de freio deste, tica com a transformação radical do
Garraio 90 dedicou a isso de corpo e Comissões Operárias iria ser a prove atual. Desde que se legalizaram os par- sua negativa para mudar o que fosse, aparelho de estado".
alma. Mediante ameaças. pressões e seguinte. Ante a direção do sindicato tidos e os sindicatos, houve uma par- o espetáculo estéril de ndiculas mani- Independentemente de nossa opinião
algumas expulsões. pareceu acalmar surgiu uma oposição.. do próprio PCE. licipaçâo massiva e surgiu ao PCE uma festações isoladas e o apoio perma- sobre estas formulas, e dos planos que
o fogo Mas ainda não havia se recom- Algo insólito, digno do POUP "concorrência" que antes não tinha. nente de seus lideres ao regime. tinha o PCE quando falava de "ruptu-
posto do esforço em Barcelona e iá ti- De modo que nestes meses e no X Por exemplo, o PSOE. ra'; há uma coisa indtscutivel: neste
nha que tomar o avião para Bilbao, Congresso, velo à superficie, um PCE Com este argumento, pretende-se PCE e não o movimento operário, pais, ruptura com o lianquismo signi-
onde o EPK, partido comunista de dividido não só pelas organizações das encobrir a realidade: a perda de seu o bandido "conservador" desta histó- ficava acabar com a ditadura, com o
Euskadi, pelas meios de Roberto Let- regiões e nacionalidades, como tam- próprio poder de convocatória, com- ria. Por isso dezenas de milhares de exército do 18 de Julho (2), com a
xundi — um "eurocomunista renova- bém por setores (obreiristas contra provada uma e outra vez, na tendên- operários o abandonaram A simples Monarquia herdada e com o Movimen-
dor" — coqueleava com Euskadiko profissionais), divisão que, além disso, cia para o decréscimo dos sous atos, causa/de sua crise é sua politica contra to Nacional. Por extensão, significava
Esquerra, coligação relacionada com expressa-se em correntes e tendên- manifestações e militância O problema revolucionária, que o afasta dos am- República, liberdades, possibilidade
a ETApm Carrillo não pgde convencer cias. não está no surgimento de um PSOE e plos setores das massas. dos povos disporem sobre si mesmos,
a filial basca, que decidiu exigir a fe- O que °sia por detrás destes) uma UGT (1) grandes, mas sim na de- terra, salários e emprego
deralização do partido, com autonomia é o retrocesso qualitativo da infarén- terioração da força do PCE e das Pai, filhe, lispirthei Ganem Carrillo pode pensar que nós, traba-
para suas regiões e nacionalidades. eia do PCE sobre as massas, Sua crise Comissões Operárias, que explica, em esaasá Mesa lhadores e lutadores anli-franquistas,
Logo depois desta derrota, seguiu- é a crise de sua relação com as mas- última Instancia, o crescimento dos estávamos "contundidos" ao querer
se outra, desta vez em Andaluzia, on- sas primeiros. A politica do PCE é a de sustentar a isto Isso não muda as coisas A reali-
de o secretario-geral, o fiel Feinando Este partido não tem nada a ver COTT1 O aparelho e vários setores, inclusi- SantIssima Trindade do regime pós- dade é que o PCE traiu estas aspira-
Soto. viu-se obrigado a renunciar, sob o que era quando da morte de Franco: ve críticos, repetem uma explicação, franquista: o apoio ao monarca (o ções das massas e se colocou num ca-
a pressão de distintas lendiânclas. perdeu a hegemonia sobre o movimen- aptamente burocrática culpam a base Pai), o plano de austeridade (o Filho) e minho diferente delas.
Depressa, iniciaram-se oe afasta' to operário que tinha em 1978, quando "Se não avençamos é porque o o centralismo opressor dos povos (o Vestiu-se com as cores vermelha e
mentos no próprio aparelho Contrai. das primeiras eleições sindicais, e o movimento operário é conservador e Espirito Santo) Estes três apoios fazem amarela da bandeira real e gritou
Eugenio Treina, rio sumariado, caiu papei preponderante que mantinha en- não Quer mudanças", disse Carrillo no uma única politica contra-revolucioná• Viva a Espanha, Vera o Rei. Em duas oca-
do parido, inconformado, disse, Pais tre as nacionalidades, bairros, na ju- seu Informe ao X Congresso. A verda- ria, de unidade nacional A mesma que siões, correu para faiar greves gerais
~atenção aos setores profissionais ventude, no movimento estudantil, mu- de está no pólo oposto. O movimento sustentam os PCs europeus, Inclusive espontâneas que ameaçavam derrubar
O prestigiado intelectual Ramón lheres, etc As eleições parciais do ano operário não sofreu nenhuma derrota na França, onde seu candidato era o regime. (Janeiro de 76 em Madri, Fe-
Europa 11

5 3 42 8

colhe As falsificações de um bonaparte


Cari-ílio, em meio ás correntes, ficou come o bonaparte que é: obreirista frente aos "eurocomunistas" e "eurocomunistr"
frente aos "pr6-scrAkticos". E, no centro da sus ação. os métodos que lhe são tão queridos, de anos de militIncia no aparelho
do Comintern, aqueles com que liquidou sala esquerda do socialismo, para subordinado à Moscou.
Na bandeira dos "renovadores" se inscrevia o reconhecimento das tendéncias e das frações, buscando uma )mpossivel
"democratização" do PCE. Carril)°, para opor-se, teve que recorrer, mais uma vez, à falsificado da história. No informe
veleiro de 77 em resposta ao massa- crescimento do custo de vida
afirmou: "o pn3prio Leais proptie a proibiçdo das frocdes no X Congresso do partida E não oquevotnat que ele unha que party
cre de Atocha (3), e numa terceira, O "jogo limpo" com o Monarca, o de uma realidade. .4 partir de 1917. o Partido Bolchevique era um agrupamento de sdress partidas, fruçdes de origem e /iistória
acatou a exigência do monarca de não Exército, os governos e a burguesia, dl/tremei — trotsaystal, socud-revoluciondriat, mencheviques, bogdanovistas.,. — que se uniram nas vesperas ou no
fazer greve, e isso em 23 de Feveres também exigia, necessariamente, que desenvolvimento do revoluçdo".
ro de 1981, contra o putsch de Tejcro). o PCE abandona' "e as reivindicações Carrillo, para justificar seu partido burocrático, tem que mentir descaradamente sobre a história es tradição do movimento
A revelação que Carreio fez no Con- dos oJvos oprimidos e se convertes- revolucionário. As Insetos não foram proibidas para impor o monolitismo do partido. Nunca foi essa a concepção de Lenin. As
gresso Dobre o trabalho político dentro se rum agente do centralismo frações foram proibidas no X Congresso, numa situação excepcional c, como medida transitória frente ao bloqueio
do exército tranquista é contundente. Em Euskadi, particularmente. o PCE internacional, a fome, • guerra civil e as primeiras etapas da NEP. E o próprio Lenin assinalou posteriormente a necessidade
de liquidar essa medida como forma de combater as tendéncias burocráticas. Na história do Partido Bolchevique existem
"Aos partidos democráticos. que se "destacou" por este papel, realizan- suficientes exemplos de luta fracionai: em 1906 sobre a questão agrária, entre Lenin e Stabil; em 1907 sobre o boicote A
como nós, no período da ditadura, fa- do campanhas contra a ETA e fo- terceira Duma e o liquidacionismo; em 1914 sobre o reagrupamento internacional e sobre a auto-determinação nacional
zíamos um trabalho de propaganda mentando ativamente a divisão entre o (Hirtaria vs. Lenin); em fevereiro de 17, a decisiva, sobre o caráter da revolução e sobre a paz de Brestlitovsk.
democrafica no exército, foi-nos pedi- povo basco e o proletariado do resto Canino tem que ocultar tudo isso porque o PCE, como partido burocrático, está ligado à negação do bolchevismo como
do. pelos novos poderes, que renunciás- do Estado espanhol. politica e como organização, não podendo, em nenhum caso, perrnitirie realizar um debate amplo e democrático, pois
semos a continuar fazendo-o, para Na Catalunha, apoiou e participou questionaria todas sua orientação de defesa da ordem estabelecida. Nem sequer a aparente democracia da social democracia,
respeitar o apartidansmo militar E as- no primeiro governo da Generalitat, onde todos discutem e só a cúpula decide, pode ser integrada num aparelho burocrático em crise como é o PCE.
sim fizemos, jogando limpo". o governo Tarradellas, Mera de Suaréz, E.S. e R.G.
Desse exército "apartIciárlo" surgi- para impedir a reivindicação nacional
riam os Armada, Milans, Tolero e Cla. do povo catalão.
Jogando lirrpol C,arrilio deveria ter dito. Na Galicia, depois de muitas vaci-
pactuamos com eles, nos negamos a lações, apoiou e chamou o voto ao
organizar os soldados contra eles, .,os Estatuto dos "caciques", que fecha-
arrastamos, submissos, perante os seus va as portas à soberania nacional ,
chefes e ciliciais, engraxamos suas Toda esta politica tem um nome e
botas, votamos no Parlamento a sua lei um sentido unidade nacional.
anti-terrorista, e apoiamos sua marcha As formas que adotam os aparelhos
para Euskadi (4), tudo para defender o operários reformistas e contra-revolu-
velho regime
A defesa de Deus pai não Podia ter
outra consequéncia senão a de cola-
borar com o plano de austeridade
cionários para desviar as lutas e sal-
var os capitalistas são diversas Na
França, por exemplo, a social-demo-
cracia depois de mgito vacilar, adotou
Aonde vão estas correntes?
burguês, particularmente duro na a frente popular, por causa da crise
Espanha, e com o centralismo opressor. dos partidos burgueses e das institui- Em definitivo, todas as correntes se
ções do Estado, que dificultavam uma unam con!ra a revolução politica, con-
Gome doisorgaiallaor • eficaz defesa do regime frente às mas- Um dos elementos mais eliamativos da crise do PCE é a aparição tra as lulas do proletariado polonas
ecooleleamatio operário sas O PC francês queria, em contra- de diversas correntes. 'rodo o partido em crise se divide e cada setor
partida, a unidade nacional, vate dizer, O flue ao ~Ao lisesime... da Len
Se havia um setor onde o PCE era do aparato trata de resguardar-se, salvar-se da queima ou reorientar
o triunfo de Grscard, que recebeu o
apoio público do Kremlin. O voto das o seu futuro politica Este é o espetáculo atual do PCE.
forte, esse era o movimento operário Junta á crise do PCE, floresceram
massas derrubou Giscard e levou á Três ou quatro ideias difusas e uma batalha cetttrada no organi-
O domínio sobre as Comissões Operá- profundas expectativas em partidos
rias o havia convertido no partido de frente popular, quer dizer, o governo zativo são a característica comum das correntes. Não podemos, em
de extrema esquerda que tinham seus
maior peso entre os trabalhadores A MMorrand, da socialdemocracia e de absoluto, menosprezar sua aparição. Centenas de militantes operá-
olhos voltados para uma suposta "ie.
sua colaboração era Imprescindlvel um setor minoritário da burguesia. ao rios buscam nelas uma resposta. gtaneração revolucionário" do PCE a
para urna burguesia colocada em qual o PC francês, duramente despres- E uma procura, não duvidamos, honesta, reÁlizada desde o ponto partir da ala "pró-soviética".
xeque pela crise imperialista e pela cri- tigiado, não teve outro remédio senão de vista da classe trabalhadora. Justament. por isso, temos a res- Isso não nos causa estranheza em
se especifica do capitalismo espanhol. render-se, e entrar com quatro minis- ponsabilidade Irrecusável de definir claramente o conteúdo e a dire- partidos que aceitam a colaboração
A assinatura do célebre Pacto de La tros Na França, será então a frente de classes mas, quando entre os iludi-
ção dessas correntes.
Moncloa foi a primeira amostra Junto popular que procurará desviar as mas- dos há quem se reclama do trotskys•
com o governo de Suarei, os demais sas da nua luta independente e revo- mo, nos encontramos diante de um
partidos e a UGT, o PCE entregou de lucionária. processo de degeneração grave que
graça uma das maiores conquistas ar- Na Espanha. foi e è a unidade nacio- abre as portas para a sua liquidação
rancadas de Franco a negociação nal, formulada pelo PCE como "gover- C -ofil a politica de unidade nacional. Os poiitica enquanto organização trolskysi
coletiva Logo depois, os salários co- no de salvação nacional" e peto Coneee.orluir pelMtkonsosose• setnres mais "stalinistas" falam de vez ta Nos referimos à Liga Comunista
meçaram a haixar e o desemprego a PSOE como "gabinete de coligação" em quando de unidade da esquerda, Rsvolucionária, integrante do Secreta-
aumentar vertiginosamente. O regime não recusou-0R como fórmu- É extremamente perigoso deixar- mas todos concordam com a politica riado Unificado Internacional.
Os patrões dos setores de transfor- la, mas na prática funcionam, porque nos guiar pelas manobras das lutas fra- de pacto democrático e com a Da sua crença anterior no caráter
mação, como a siderurgia, a indústria as decisões governamentais mais im- cionais Nós temos que ver a resposta manutenção da monarquia No Con- progressivo do eurocomunismo, pas-
naval, a têxtil, etc., encontraram no portantes, dirigidas contra o movimen- de nada um aos problemas politicos gresso do PSUC se colocou a consig- saram à defesa dos "pró-soviéticos".
PCE urp sustentáculo da negociação to operário e os povos, foram avaliza- Cruciais nada Republicana comissão, para ser Asam, num antigo publicado rio Diário de
empresa por empresa com os demiti- das, pactuadas. apoiadas e em geral Evidentemente, as terminologias uti- retirada posteriormente no plenário. 8arceiona em 8 de agosto. Intitulado
dos istg impossibilitou a resposta ope- votadas em público pelos partidos ope- lizadas pelos chamados "social demo- A essência da politica do Executivo
rários parlamentares "O fim de uma ilusão", assinado por
rária de conjunto e logo a tarefa se cratas", de um lado, aos "pró-soviéti- não foi questionada por ninguém. Joan Font, membro do Comitê Execu-
completou quando as Comissões Ope- O Partido Comunista Espanhol jogou cos",de outro, são radicalmente dife- Terceiro Todos concordaram na
o papel-desempenhado pelo stalinis- tivo da LCR, se dizem coisas como es-
rarias bem como a UGT — deixa- rentes. Enquanto para os primeiros o colaboração com a politica patronal
mo na Itália e na França ao Analizar a ta: —Esta corrente (os "pró-soviéticos"
ram os damilidos entregues à sua sor- objetivo é "acabar com o marxismo- de austeridade. Neste terreno, que é
guerra mundial, quando proclamou a ou "crIticos de esquerda") se orienta
te, sem organidsrdar no sindicato e sem leninism: com todo o seu sistema de mais árido, se pode apreciar o
unidade nacional com as burguesias em direção à busca do uma politica In-
torrrutar ume polaina operária para eles. idéias e de concepções sobre o esta. verdadeiro caráter da corrente "pró- dependente da classe operária, recha-
Em 198Q, a central empresarial CEOE despedaçadas para salva-las a qual- do, :1 revolução e o socialismo" (Jordl soviética". Tomando posição formal
quer preço, Impedindo que triunfasse çando justamente a subordinação aos
assinou com a UGT outro pacto social La Calle n° 177), pata os outros contra o AMI (1), chamaram mobiliza-
o socialismo nestes países, porque as- pactos com a burguesia que tomam
do mesmo tipo, que se chamou Acor- o objetivo "é a kaa peie Aternaclona- ções Intermitentes que resultaram no constantes na politica do PCE (...)
do Marco interconfecleral (AMO. As sim rezava o acordo de seus senhores lismo prolefarlo, a unidade do movimen- desgaste dos trabalhadores em peque-
em Yalle e Polsdam. Representa o aufanfico elemento re-
Comissões Operariee mantiveram-se to comunista e a ação da classe operá- nas lutas limitadas e inúteis. Hoje, novador no seio do PCE na mi.
à margem. Eras oportunidade para or. Com um agravante: que na Espanha, ria em estreita colaboração com os contra o ANE (2), fazem declarações
se converteram numa coluna susten- reflete elementos muito importr.ntes
ganhar a luta conjuntas reavivar as países socialistas". pomposas e votações nos Congressos, da consciéncla operária (...) Nós não
conquistas do sindicato na luta anil- tadora do monstruoso e, grotesco re- Entre estes dois pólos cabem todoo mas mantém uma negativa total em
gime benquista em decomposição, compartilhamos algumas das posições
franqursta Em vez disso, lançou alguns tipo de variantes e interpretações. Por tomar medidas práticas de luta e blo-
com seu monarca herdado, seu dessa corrente e vimos de uma tradi-
setores numa tática de desgaste, Isso é necessário passar à prova dos queiam os setores de base que tentam ção politica diferenciada, mas Somos
através de lutas parciais e disperses. exército do 18 de Julho, seus chefes fatos e daa poillicas uma oposição mais consequente For
do Movimento Nacional elevados a plenamente solidários corri sua batalha
negando-se a unificar as lutas. Assim, Pri(00110 enfrentam-6e numa batalha mama versão de esquerda da politica
pissIdentee, suta "reformas autóno- paia encontrar um caminho a serviço
dilapidou a corsibetwidade operária e organizativa que, no fundamental, não da direção.
ma," e seus pactos sociais. da luta peia revoluçao e da mudança
levou a indefectivels derrotas, com a questiona a nefasta linha de Carriles Quarto: Polónia, ponto central pa- social".
assinatura de cortratos de trabalho O PCE semeou o "jogo limpo" e co- Quando no Congresso do PSUC se Im- ra definir o caraiar de qualquer corren-
lheu esta crise Quem semeia ventos, É possível que ao ler estas linhas, o
semelhantes ou piores que o AMI Por pôs a retirada do termo eurocomunls- te Nas teses ano inissrea oficiais, não
colhe tempestades leitor não se tenha ainda refeito do as-
isso riesde então, Comissões Opera, mo, não surgiu nenhuma ação política ocupa mais de três linhas, procurando
socrada á luta desorganiza- sombro, mas assim é Confundir o es-
rias es, independente Os "eurocomunistas evitar que se discuta. Para Carrilho, pirito da USO operária do PSUC ou do
da e as derrotas parciais Enrique Sender e Raia Gdmer renovadores", com sou lema "para de- "Nossa luta é pela democratização PCE, que simpatizam com os 'prd-so-
Finalmente. em 1981, abandonando mocratizar a sociedade temos que de- dos países do leste", quer dizer, o pia-
já qualquer prurido, depois do putsch (I JUGT , tirddei General de Trabajadona, 4* central
mocratizar o partido" centraram sua
viatrcos", com a caracterização de
sindical dlrietda peio PSOE no Kania, no qual se apoia, aliás, co- que essa corrente marcha fumo à n-
de fevereiro, se colou ao vergonhoso Cl) Em ¡alho dr 1915 com o Mirante de ação na luta organizativa (federalizaoão, mo demonstra toda a sua atuação pra •
ANE, pacto Dl-pedido governo-empresá- Franco, [MIN. ih 01.11' • 1:1,11 np. nisola
elegibilidade, troca do Careiro, etc.) fica ante a solidariedade com a revo- dependéricia de classe, é uma mons-
itiu,,lom 4.3 Mocha fia um nassa,* de advogadon ti. truosa aberração. A corrente a sua
rios-sindicatos, batizado de Acordo Na- bocais, -erivadoe da Salu am leu **critério da Rua mas afirmaram o essencial da politica lução olonesa, afirmando que não
Alinha, Madri, por uni bando Inadata. direção se situam plenamente AO let.
cional Contra o Emprego. Peia pri- (4) Em março de 1981, toro o •pcno PCE, o ealierito
carrilaste, não se opuseram aos Infor- era orryrtuna porque Impedia o acordo rena da odiou:dação de C1053101, no
meira vez os sindicatos espanhóis se *nom a fama ~acionado nu priniintas bmcaa pa- mes oficiais apresentados ao X entre o POUP e o Solidariedade. Os campo da invasão Polónia e na dote-
ra "Isoperrneabiluar a fronteira coas a França.
comprometem a aceitar, antecipada. Franco nunaa leria ao atrevido tomar ume medida Congresso. "pró-soviéticos" estão, obviamente.
co atonia na pagina asposiiii...
inente, aumentos salariais interiores ao dama 00,1I111•411'• COWS a FTA co povo Suou. Segundo: Todos estão de acordo contra o Solidariedade e os operários
a

colhe As falsificações de um bonapar e


Canillo, em meio às correntes, ficou como o bonaparte que é: obreirista frente aos "eurocomunistas" e "eurocomunista"
frente aos "pró-soyléticos". E, no centro da sua ação, c* método' que lhe Mo tio queridos, de anos de militancia no aparelho
do Comintern, aqueles com que liquidou • ala esquerda do socialismo, para subordina-101 Moscou.
Na bandeira dos "renovadores" se inscrevia o reconhecimento das tendèncias e das frações, buscando uma impossível
varela) de 77 em resposta ao massa- crescimento do custo de vida "democratização" do PCE. Carrill0, para opor-se, teve que recorrer, mais uma vez, à falsificação da história. No informe
afirmou: "u próprio Lenin propils a peuibiçdo dar friat-M no X Congresso cks puro 41 o. E rodo esquogrunos que de unha que parra'
cre de Atocha (3), e numa terceira, O "jogo limpo" com o Monarca, o de uma realidade. A partir de 1917. o Panado dolchenque em um agrupamento de vários pariu/Lu, fnkdes de origem e hinána
acatou a exigência do monarca de não Exército, os governos e a burguesia. diferentes — trutskystas, soctal-revoluciondrim, menchenques, bogdanovista.s... — que se uniram nas vesperas OU no
lazer greve, e isso em 23 de Feverei- também exigia, necessariamente, que desenvolvimerno da revoluçdo''.
ro de 1981, contra o putsch de Tejerol o PCE abandonasse as reivindicações Camilo, para justificar seu partido burocrático, tem que mentir descaradamente sobre a história e a tradição do movimento
A revelação que Canal° fez no Con- dos povos oprimidos e se convertes- revolucionário. As frações não foram proibidas para impor o monolitismo do partido. Nunca foi essa a concepção de Lenin. As
gresso sobre o trabalho poilfaco dentro se num agente do centralismo frações foram proibidas no X Congresso, numa situação excepcional e, como medida transitória frente ao bloqueio
do exército franquista é contundente Em Euskadi, particularmente. o PCE internacional, a fome, a guerra civil e as primeiras etapas da NEP. E o próprio Lenin assinalou posteriormente a necessidade
"Aos parecias democráticos, que de liquidar essa medida como forma de combater as tendências burocráticas. Na história do Partido Bolchevique existem
se "destacou" MI esta papei, realizan- suficientes exemplos de luta fracionai: em 1906 sobre a questão agrária, entre Lenin e Stálin; em 1901 sobre o boicote A

como nós, no perrodo da ditadura, fri. do campanhas contra a ETA e fo- terceira Duma e o liquidacionismo; em 1914 sobre o reagrupamento internacional e sobre a auto-determinaçao nacional
ZiaMOS um trabalho de propaganda mentando ativamente a divisão entre o (Bukarin vs. Unia); em fevereiro de 17, a decisiva, sobre o caráter da revolução e sobre a paz de Brest-Litovsk.
democratica no exército, for-nos pedi. povo basco e o proletariado do resto Carrillo tem que ocultar tudo isso porque o F'CE, como partido burocrático, está ligado à negação do bolchevismo COnit)
do, pelos novos poderes, que renunciás- do Estado espiinhol politica e como organização, não podendo, em nenhum caso, permitir-se realizar um debate ainplo e democrático, pois
semos a continuar fazendo-o, para Na Catalunths, apoiou e participou questionaria todas sua orientação de defesa da ordem estabelecida. Nem sequer a aparente democracia da suciai democracia,
fesPeirar o aparlidarismo ~lar E as- no primeiro governo da GeneraIrtal, on.S. todos discutem e só a cúpula decide, pude ser integrada num aparelho burocrático em crise como é o PCE.
sim fizemos, jogando limpo". o governo Tarradellas, there de Suaréz,
E.S. e R.G.
Desse exército 'apartidário" surgi- pais impedir a reivindicação nacional
riam os Armada, Milants Tejero e Cia. do Nye catalão
azoando limpai Cambo deveria ter dito Na Galicia, depois de muitas vaci-
pacivamos com eles, nos negamos a lações, apoiou e chamou o voto ao
organizar os soldados contra eles, nos Estatuto dos "caciques", que tacha-
arrastamos, submissos, perante os seus va as porias à soberania nacional ,
chefes e (saciais, engraxamos suas Toda esta politica tem um nome e
botas, votamos no Parlamento a sua lei um sentido unidade nacional
anteterrorista, e J.Jniemos sua marcha As formas que adotam os aparelhos
para Euskadi (4), tu_ s siara defender o operários reformistas e confia-revolu-
velho regime
A defesa de Deus pai r, a podia ter
Outra consequénda senão de cola-
borar com o plano de austeridade
cionários para desviar as lutas e sal-
var os capitalistas são diversas Na
França, por exemplo, a social-demo-
orada depois de myito vacilar, adotou
Aonde vão estas correntes?
burgués, particularmente duro na a frente ,-hoular, por causa da crise
Espanha, e com o centralismo opressor. dos partidos burgueses e das institui-
Em definitivo, todas as correntes se
ções do Estado, que dificultavam uma
unam contra a revolução politica, con-
Come arliesirsaalaar • eficaz defesa do regime frente às mas- Um dos elementos mais chamativos da crise do PCE e a aparição tra as latas do proletariado polonas
ases Immo* asserrárlie sas O PC granas queria, em contra- de diversas correntes. Todo o partido em crise se divide e cada setor
partida, a unidade nacional, vale dizer,
Se havia um setor onde o PCE era do aparato trata de resguardar-se, sair ar-se da queima ou rPorientar O fiam da vaia Oasike... da Len
o triunfo de Grscard, que recebeu o
apoio publico do Kremlin O voto das O seu futuro politica Este e o espetaram() atual do PCE.
forte, esse era o movimento operário. Junte à crise do PCE, lioresceram
O domlnio sobre as Comissões Opera- massas derrubou Giscard e levou á Tref. ou quatro idéias difusas e uma batalha centrada no organi-
zativo são a característica comuni das correntes. Não podemos, em profundas expectativas em partidos
rias o havia convenha° no partido de frente popular, quer dizer, o governo de extrema esquerda que tinham seus
maior peso entre os trabalhadores. A Mitterrand, da soclal-democracia e de absoluto, menosprezar sua aparição. Centenas de militantes operá-
olhos voltados para uma suposta "re-
sua colaboraçSo era imprescindivel um setor minoritário da burguesia, ao rios buscam nelas uma resposta. generaçâo revolucionária" cio PCE a
para uma burguesia colocada em qual o PC francês, duramente despres- E uma procura, não duvidamos, honesta, realizada desde o ponto partir da ala "pró-soviética".
xeque pela crise imperialista e pela cri- tigiado, não teve outro remédio sanillo de vista da classe trabalhadJra. Justamente por isso, temos a res- Isso não nos causa estranheza em
se especifica do capitalismo espanhol. render-se, e entrar com quatro minis- ponsabilidade Irrecusável de definir claramente o conteúdo e a dire- Partidos que aceitam a colaboração
A assinatura do célebre Pacto de La tros Na França, será então a frente
ção dessas correntes. de classes mas, quando entre os iludi-
Moncice foi a primeira amostra Junto popular que procurará desviar as mas- dos há quem se reclama do trolskys•
com o governo de Suarez, os demais sas da sua luta independente e revo-
mo, nos encontramos d.ante de um
partidos e a UGT, o PCE entregou de lucionária
processo de degeperação grava que
graça uma das maiores conquistas ar- Na Espanha. foi e é a unidade nacio-
abre as portas para a sua liquidação
rancadas de Franco a negociação nal, formult 11 pelo PCE como "gover• coma politica de unidade nacional Os politica enouanto organização trotskys•
coletiva Logo depois, os salários co- na de salvação nacklnal" e peio Cairate•riaar pelhkammeaffie setores mais "stalintstas- falam de vez ta Nos referimos à Liga Comunista
meçaram a baixar e o desemprego a PSOE como "gabinete de coligação". em quando de unidade da esquerda, facvolucionária, integrante do Secreta-
aumentar vertiginosamente, O regime não recusou-os como fórmu- É extremamente perigoso deixar- mas lodos concordam com a politica riado Unificado Internacional.
Os tiattões dos setores de transfor- la, mas na prática funcionam, porque rios guiar pelas manobras das lutas fra- de pacto democrático e com a
Da sua crença anterior no caráter
mação, como a siderurgia, a Indústria as decisões governamentais mais im- cionais Nós temos que ver a resposta manutenção da monarquia No Con- progressivo do eurocomunismo, pas-
naval, a têxtil, etc., encontraram no portantes, dirigidas contra o movimen- de cada um aos problemas politicos gresso do PSUC se colocou a consig- saram à defesa dos "pró-soviéticos".
PCE um sustentáculo da negociação to operário e os povos, foram avaliza- cruciais na de República na comissão, para ser Assim, num artigo publicado ao Urro de
empresa por empresa com os demiti- das, pactuadas, apoiadas e em geral Evidentemente, as terminologias uti- retirada posteriormente no plenário. Barcelona em 8 de agosto, intitulado
dos. Isto impossibilitou a resposta ope- votadas em público pelos partidos ope- lizadas pelos chamados 'social demo- A essência da politica do Executivo "O hm de urna ilusão", assinado por
rária de conjunto e logo a tarefa se rários parlamentares. cratas", de uni lado, e os "pró•soviéti- náo foi questionada por ninguém
O Partido Comunista 'Apanho; jogou Joan Font, mernbro do Comitê Execu-
completou querido as COCMS8609 Opa- cos".de outro, Mo radicalmente dife- Terceiro: Todos concordaram na tivo da LCR, se dizem coisas como es-
rarias bem como a UOT — deixa- o papel-desempenhado pelo staiinis- rentes. Enquanto para os primeiros o colaboração com a politica patronal
mo na Itália e na França ao finalizar a ta: ."Esta co ente (06 "Pr660vIelicOs"
ramos darnaldoe entregues d sua sor- objetivo é "acabar com o marxismo- de austeridade Neste terreno, que é
guerra mor 'ai, quando proclamou a ou "criticos de esquerda") se orienta
te, sem organizaacsi no sindicato e sem leninismo, com todo o seu sistema de mais árido, se pode apreciar o
unidade nacional com as burguesias em direção á busca de uma poirtica In-
forrnutar urra polika wertris para eles. idéias e de concepções sobre o esta- verdadeiro caráter da corrente "pró-
despedaçadas para salva-les a qual- dependente da classe operária, recha-
Em 1960, a central empanaria' CEOE do, a revolução e o socialismo" (Jordi soviética" Tomando posição formal
quer preço, impedindo que triunfasse çando rustamente a subordinação aos
assinou com a UGT outro pacto social Borja, La Calle n°177), para os outros contra o AMI (1), chamaram mobiliza-
o socialismo nestes (salsos, porque as-
pactos corri a burguesia que foram
do mesmo tipo, que se chamou Acor- o objetivo "é a luta pelo internaciona- ções Intermitentes que resultaram no constantes na politica do PCE (..)
do Marco interconfederal (AM)). As sim rezava o acordo de seus senhores gamo proletária a unidade do movimen- desgar 'e dos trabalhadores em peque-
em 'falta e Potsdam. Representa o autêntico elemento re-
Comissões Operárias mantiveram-se to comunista e a ação da classe oped• nas lutas limitadas e inúteis. Hoje,
Com um agravante, que na Espanha, novador no seio do PCE na medida que
à margem Era a oportunidade para or- ria em estreita colaboração com os contra o ANE (2), fazem declarações
se converteram numa coluna sustem reflete elementos multo Importantes
ganizar a luta conjunta e reavivar as países Socialistas". pomposas e votações nos Congressos,
tadora do monstruoso e, grotesco re- da consciência operária (,.,) Nós não
conquistas do sindicato na luta anil- Entre estes dois pólos cabem todo o mas mantém uma negativa total em
gime Iranquista em decomposição, compartilhamos algumas das posições
franquista Em vez disso, Lançou alguns tipo de variantes e interpretações. Por tomar medidas práticas de luta e blo-
com seu monarca herdado, seu dessa corrente e vimos do uma tradi-
setores numa tática de desgaste, las i é necessário passar à prova dos queiam os setores de base que tentam
exército do 18 de Julho, seus chefes ção política diferenciada, mas somos
através de lutas pardais e dispersas, tatos odes politicas uma oposição mais consequente For
do Movimento Nacional elevados a plenamente solidários com sua batalha
negando-se e unificar as lutas Assim Primerro' enfrentam-se numa batalha mam a versão de esquerda da politica
presidentes, suas "reformas autóno- para encontrar um caminho a serviço
dilapidou a combatividade operária e organisativa que, no fusoo mental, não da direção
mas" e seus pactos sociais. da luta pela revolução e da mudança
levou a indefectiveis derrotas, com a quesaona a nefasta linha de Garraio. Quarto' Polónia, ponto central pa- social".
assinatura de contratos de trabalho O PCE semeou o "jogo limpo" e co- Ovando no Congresso do PSUC se Im- ra definir o caráter de qualquer corren-
lheu esta crise Quem semeia ventos possivel que ao ler estas linhas, o
semelhantes ou piores que o AMI. Por pôs a retirada do termo eurocOmunis- te Nas teses e no informe oficiais, não
colhe tempestades leitor não se tenha ainda refeito do as-
isso, desde então, Comissões Operá- mo, não surgiu nenhuma ação politica ocupa mais de três linhas, procurando
sombro, mas assim e. Confundir O es-
rias está associada á luta desorganiza- Independente Os ''eurocomunrstas evitar que se discuta Para Garraio,
das às derrotas parciais. Enrique Senaer e Rad/ Come: pirito da base operária do PSUC ou do
renovadores", com seu lema "para de- "Nossa luta é pela democratização
Finalmente, em 1981, abandonando PCE, que simpatizam com os 'prd-s0-
mocratizar a sociedade temos que de- dos países do leste", quer dizer, o pla-
I) 001, Uni. Oanani da Trabajabana, é a central viéticOs", com a caracterização de
lá qualquer prurido. depois do putsch atargeal dirigida pelo PSOE. mocratizar o partido" centraram sua no Kania, no qual se apoia, aliás, co-
de fevereiro, se colou ao vergonhoso que essa corrente marcha /LIMO à In-
) julho de 1936, tom o levanta de ação na luta organizativa (lederalização, mo demonstra toda a sua atuação prá-
ANE, pacto tri-pertido gwernoompresa- pramo, cono-ou a moro doi apanheis. elegibilidade, troca de Carrillo, etc.) tica ante a solidariedade com a revo-
depenciancia de classe, é um' mons-
131 () crim• da Abalo lo uni mouco de advogado
rios-sindicatos, batizado de Acordo Na- truosa aberraçáo. A corrente e sua
borda, •crivado da balo teu ~Mack; da Rue mas afirmaram o essencial da politica lução polonesa, afirmando que não
cional Contra o Emprego Pela pri- Atocha. Madri, •Of uca bando Nublo. direção se situam plenamente no ter-
141 Em corso de 1901. ütan o apoio do PCli °exórdio carrilaste, não se opuseram aos infor- era oportuna porque impedia o acoroo reno ea coladotaçáo de classes, no
meira vez os sindicatos espanhóis se antro, • limo artacionacto ia, profecia, boa. pa . mos oficiais apresentados ao X entre o POUP e o Solidariedade, Os Invasão a Polônia e na dela-
o "ingerrineabiliam- a hontaitra COM • França. campo da
comprometem a aceitar, antecipada- Franco RU IN. teria a. movido atue., uma medida Congresso. "pró-soviéticos" estão, obviamente,
mente. aumentos salariais inferiores ao doo ••••truiur11 contra • FITA *o poro balou. matou* •• MO. Nesu•10...
Segundo' Todos estão de asordo contra o Solidariedade e os operários
12 — tensepomealkeeke lateineesieseil — setembro de1 981
!Europa

Irlanda
4,auenda,a,, da pávaa •nitrad
534281
sa da politica de coexistancia pacifica Outros prisioneiros do imperialismo intatamente, verificamos que Os ta-
da URSS Na Espanha não rechaça britânico, em greve de fome, morreram tos vieram confirmar nossas previsões
contundentemente a linha da direção nos Blocos ai, mas, mesmo assim, Chiando da morte de Caiara e de
do PCE Que posição pratica assumi Margaret Thatcher não cedeu. McCreesh, a resposta raio )aassou de
raie os Clemente, Espana Fernandez,
Faiar Aionso mle os fatos fundamen
rãs na luta de lasses'? Qual tOr sua lu
ta pratica — não algum discurso --
No entanto, o povo 'flanelas tem de-
monstrado, Incessantemente, a sua
vontade de agir para salvar as vidas
dos prisioneiros. E, certamente, n he-
N‘ãa atos de protesto O Comité Nacional
desarmou a campanha
As eilikkiliks
contra o regime, contra o papel de
resta4e ,terto da monarquia do PCE,
contra e pacto de Moncloa ou o
ANU Pensa o companheiro Font que
wismo desses prisioneiros, a combati-
vidade do povo Mandais e os crescen-
tes desdobramentos da luta de clas-
ses na Inglaterra, com as explosões
SaNN as a Nas eleições locais para os 6 con-
dados (Irlanda do Norte), o "Comité
Nacoma contra os Bascos H'' ralo apre
sentou nenhum candidato que pudes-

dos ip'sswitleV os
a linha com que estes dirigentes con- de revolta nas cidades brittinicas, po-
duziram os conflitos operários dos út derão levar, no fim daa contas, á se rivalizar seriamente com oSOLP
rimos anos está em ruptura com os vitória final. e permitindo a Nume, o dirigenla desse
Pactos de Caindo? Foram, como dis Mas, enquanto isso, o preço que se partido, manter sua posição eleitoral.
semos anteriormente, a versão de es- paga é muito alto. Quando foram convocadas as elei-
querda. demagógica de uma politica a Não é de admirar que os partidos ções para a Irlanda do Sul, o Comité
serviço da aliança com a burguesia do Estado Livre (1) e o SDLP (2) Nacional perdeu dez dias preciosos,
não tenham movido um dedo pelos pri- discutindo, ate chegar a uma clecisao
O ex-trolskysta Font chega a limitai sioneiros Todos eles opuseram-sei Ei O sin.? Fero relutava em apresentar
as diferenças entre stalinismo e reivindicação do "status" de presos candidatos contra Haughey. Bernadet-
rrotskysmo a "tradições históricas dr politicos te McAliskey ao Peopie Democracy
ferentes" e a "algumas diferenças" 0 embaixador da Grã-Bretanha con- alegavam que no Sul os prisioneiros
Essa pode ser a relação entre Font e o gozaram de grande credibilidade na greve nacional já se atenuara, em par- obteriam poucos votos. Preteriam ins-
tinua em Dublin E continua-se a gas-
stalinismo Mas entre o trotskysmo e o Irlanda te. O Comité segurou os trabalhadores crever personalidades, em bases parti-
tar centenas de milhões para colabo-
stalinismo se interpõe o abismo da re. Mas Bobby Sands esclareceu me- de Derry, que queriam sair ás ruas cipacionistas (5): segundo eles, essas
rar com as torças de Margaret
roi mao e a contra-revolução lhor o assunto, numa entrevista ao logo após a morte de Sands candidaturas teriam uma repercussão
Thatcher,, no Norte
Insh Times e numa carta enviada dos Muitos dos militantes ficaram estar, maior.
Pelas garantias que deu aos ansio-
O PCE é um bom exemplo de que o Blocos H, dez dias antes de morrer tecidos com o documento apresenta- O trish Republican Socialist Patty
neiros, quando da primeea greve de
processo de "eurocomunizado" não Explicou que houve extensas nego- do ao Congresso pelo Comité Nacional, (6) queria lançar candidaturas de pri-
tome, o ex-primeiro miiiistro da Irlan-
é mais do que a crise e a ruptura de ciações entre ele, Bobby Sands, co- assinado por Gerry Adams. A estraté- sioneiros, em bases participacionis•
da do Sul, Haughey. tornou-se cúmpli-
stalinismo provocada por sua defesa mandante dos prisioneiros, os dirigen- gia que se propunha, para avançar na tas, Como um deles, Tony O'Hara,
ce das mentiras de Margaret Thatcher.
dos regimes burgueses em crise tes dos prisioneiros republicanos e o ação, era "procurar, um a um, os está condenado a urna pena curta, is-
O dirigente trabalhista Frank
Curiosamente, Mandei começou deten. Bureau da Irlanda do Norte Mas havia membros do hanna Fali (4)e do S O to provocou infindáveis discussões
Cluskey foi ainda mais virulento nas
dando os aeurocomunistas" e hOle o também certas garantias oferecidas 1, P ", para que dessem apoio ás A LWR propôs que fossem lança-
acusações aos prisioneiros. E Faz-
seu discipulo Frani defende a ale por Charles Haughey, primelro-minis- reivindicações dos prisioneiros. Conti- das, em todos os distritos eleitorais,
geraid, atual prkneiroaninistro, recusou-
oposto Nós cremos que, na crise, ne- Iro da Irlanda do Sul, que "levaram ao nuariam as ações de greve candidaturas de prisioneiros ou, case
nhuma ala rompe com a politica atear - 3 a apoiar as reivindicações dos pri-
Na) confuso da primeira greve de torne" limitada, a nivel local Uma moção estes não concordassem, de candicia •
sioneiros
nista, contra-revolucionária. Ou seja, as promessas que foram apresentada na Conferéncia, pelo Co- tos que apoiassem sua luta, em bases
O Insh Congress of Trade (Mons
aceitas eram promessas feitas pelo mité Nacional, chamava á "integra- abstencionistas. Explicamos que mes-
Uma coisa é o impulso que leva mui (Confederação Sindical) lançou um a-
Estado Livre! ção do Fianna Fail e do SOLP mo aqueles que não se opõem á
los militantes do PCE e das Comis- pelo aos prisioneiros, para que
na campanha". Err, sua forma original, participação no Parlamento concorda-
sões operárias a colaborarem e a par desistissem, suspendendo Incondicio-
A nava greve de fiesee não emendada, a moção chamava o riam coma abstenção, nessa ocasiao,
Sedarem com os aleganes pensando nalmente a greve de tome A posição
SDLP e o FF a indicarem nomes, a fim de fortalecer a unidade na luta
que se colocam por uma sada de clas- da Federated Workers' Union of Ireland
O fim da primeira greve de fome afe- que seriam cooptados para o "Comité politica contra o governo, que se trava
se (frente a isso, lemos a °Sai igaçâo de era essencialmente a mesma. Foram
tou a credibilidade dos prisioneiros e Nacional contr tos Blocos H". Nenhum em torno da questão dos prisioneiros
apoiar sua progressão politica) e outra necessárias quatro mortes para que a
seus dirigentes aras Olhos do povo ir- plano para imalementar imediatamen-
a dar por isso, um caráter progressi Insh Transport e a General Workers'
landês Para salvar a situado, Bobby te uma marcha nacional sobre Dublin, Ilespeda deis isirságiere
vo e revolucionário a uma &rede Union modificassem sua posição de
Sands retomou a greve De Fermanagh muito menos para uma mobilização
que já demonstrou o oposto "todo apoio á implementação de refor- nacional e greve geraapara forçar
até South Tyrone, a população lançou Depois das eleições, o moral dca
mas no sistema carcerário" para "to.
novamente a campanha, fazendo tudo Haughey a cessar o colaboracionismo. militantes dos "Comités contra os Blo-
do apoio às cinco reivindicações, em
o que era possível para salvar Sands e cos H" eslava muito eleaado Abriam-
bases humanitárias"
Geseresedr se 11.~ Ilheffleede seus camaradas em greve de tome se imensas possibilidades de reiniciar
A General and Transport Workers' A oposição de lbehery
de cerederi Ilweeereseek~ (ai Mas os exemplo dado pelo próprio a campanha. Embora se tivesse deixa-
Union da Irlanda esconde-se, simples-
mente. atras da politica da confedera- Sands, exercendo a máxima pressão do passar o momento para uma ação
obre o governo do Sul, não foi segui- Paddy Loque, muito aplaudido pelo de greve, era possível e necessário
do sindical. Centenas de milhares de
A crise do PCE abre uma nova situa- o pelo Comité Nacional A League for C,ongressa, descreveu o documento lazer urna marcha nacional, massiva,
sindicalistas efetuaram açOas nas fá-
ção no movimento operário. Inicial- Workers' Republic e o National Trade _tomo "um passo para trás, em vez de sobre leinster House, sede do Paria'
bricas, mas, apesar disso, os dirigen-
mente provoca uma desorganização e tes sindicais recusam-se a adotar Union Commatee propuseram que pa- um passo à frente" Coando foi votada a monto, para o qual acabavam de ser
confusão mas, ao mesmo tempo, rom- urna posição oficial, quando têm con- rentes dos prisioneiros e delegações modo sobre o SDLP e o hanna eleitos dois prisioneiros
pe um dos maiores obstáculos da vindas do Norte fizessem uma vigilia Fail, foi preciso contar três vezes, até Na reunião realiMa após as elei-
dições de obrigar as autoridades do
classe á Sua ação independente permanente à frente do Leinster House se chegar à conclusão de que estava ções, O Comité Nácar:ai discutiu e re-
Estado Livre a interromper a colabo-
ração com o governo de Margaret (o Parlamento) Nós propusemos que aprovada por uns poucos votos. Isto jeitou essa proposta, alegando que es-
São milhares de trabalhadores que fosse organizada uma manifestação
Thatcher apesar do debate ter sido limitado a tavam sem dinheiro por causa das
identificam o PCE com a saida revolu- nacional Essas propostas foram igno- uma única intervenção a favor e uma eleições
cionária Recentemente nos dizia um radas
A ~kW 'rim* d• fome contra A intervenção contra a moção
velho, militante comunista dos anos Fergus O'Hare, do People's De- foi teria por um militante da League for
30 "Nós afluimos ao PCE porque era mocracy (3), explicou-nos que a polia-
Não se deve esqaecer que, apenas a Workers' Republic, seção irlandesa Ilipkvmumula
a revolução de Outubro, quando co ca do Comitê Nacional consistia em
doze dias após o Inicio da primeira da Quarta Internacional (Comité Inter-
maçaram a tirar os retratos de Stahl), "deixar um espaço aberto Para que
greve de tome, houve uma greve geral nacional) Todo o peruado desde as eleições
acreditamos que se perdia o com Haughey se associasse à campanha." A LWR declarou que era neces- até a morte de Joe McDonnell foi
falido revo/uctrinard Hoje, chscutin• de meio dia no condado da Derry
logo seguida de paralisaçaies em sária uma estratégia que levasse ele. consagrado, pato Comité Nacional, a
do co, vocés, vemos que o PCE, o A wersoes de &iode tivamente à vitória. Que, se a forte reuniões com autoridades religiosas e
stalinismo, foi o contrário do que nós Waterforcl, e entre os trabalhadores da
Construção civil em Dublin, em Dundalk, combatividade que estava havendo no dirigentes dos partidos ;miados. A
queiramos fazer, Nos custou uma longa Ao horror causado pela morte de movimento não fosse aproveitada, ela morte de McDonnell foi seguida de
e dolorosa experiancia, mas estamos Drogheda. Belfast, etc , tanto no Sul
Bobby Sands juntou-se a ira provoca- iria caindo, e outras mortes que °cor • reações Muito limitadas no Sul, e
dispostos a continuar a luta, junto como no Norte.
da pelo desprezo com gira Margaret ressem despertariam reações fracas, mesmo no Norte a mobilização apre-
com trocas, por um partido revolucio- É certo que o movimento popular
Thatcher tradu as aspirações do povo por parte do povo Que era impos- sentou forte decanto.
rara". irlandés foi crescendo até o firo da gre-
ve de fome, no 53adia, e isto apesar irlandês Para o dia do enterro, o Co- sivel continuar dirigindo-se aos traba- Dois dias antes da morte de Mc.
Outras gerações, formadas na luta ntai Nacional chamou a greve em to- lhadores, chamando-os a realizar gre- Donnell, o COMO Nacional divulgou
contra a ditadura, lambem procuram do fato de representantes do "Comitê
Nacional contra os Blocos H" terem dos os 32 condados (do Norte e do ves limitadas de protesto, quando lá uma circular sobre as próximas ações
uma sada Nossos partidos, o PST e o Sul) estava claro que essas greves não iam
defendido a embaixada britânica, por O principal evento programado para a
POSI, tem à sua frente a intensa res- Corno explicou Paddy Loque, presi-
0C1381110 de urna manifestação de resolver o problema Advertimos que Irlanda do Sul era uma marcha da ju-
ponsabilidade de fazer avançar polia. dente do "Comitê contra os Blocos H"
40.000 pessoas, no dia 6 de dezembro essas greves seriam cada vez mais ventude em direção á sede da emis-
~ente estes setores rumo á Quina de Derry, impediu-se. no Norte, que as reduzidas
Internacional, rumo ao trotskyarno. Por sora oficial de televisara por ocasiao
massas nacionalistas saissem às ruas. Era naquele momento, com a ira do casamento real Outras grandes
ISSO têm a responsabilidade de delimi- • ~rd*
No dia do enterro, quase 250,000 pes- popular ainda forte, que o Comité ações estavam programadas apenas
tar claramente o caráter das diferentes soas paralisaram o trabalho, e
Na conlarancla realizara no Llberty Nacional contra os Blocos H devia para o Norte Não se latia a menor me-
C.01 rentes sem depositar confiança nas 100,000 participaram da cerimónia fú-
Hall, Gerry Adams relatou o acordo chamar todo o povo irlandês a parali- teréncia a uma campanha para salvar
direções que buscam lançar o movimen- nebre. Mas não se avançou em uma
firmado Disse que os misioneiros es- sar o trabalho) rio pais inteiro Para as vidas dos prisioneiros.
to operário num novo beco sem salda politica para lutar até a vitória Aos
AP mesmo tem)o, abertos á discos- tavam isolados do mundo exterior e conseguir isso, efetivamente, era pre- Cabe a direção do Sinn Fern a maior
participantes da cerimônia recomen- ciso acionar a greve nas regiões em parcela de responsabilidade por essa
são e á prática comuna, avançamos só tinham o direito de ler o Itish Indo -
pendem', que. como Sean Mciaanne dou-ee que voltassem para casa em que a mobilização estava mais avan• atitude do Com$10 Nacional, recusara».
em nosea unificado principista, que calma, Que G Movimento Republicano
Possibilitará a formação de um partidc estava quase á morte, os Ingleses ti- çada, particularmente nos 6 condados se a organizar o povo irlandês para lu-
responderia "quando e como desejas- (do Norte), e espalhar piquetes de tar pela vida de Joe McDonnell Esaii
capaz de intervir na Crise do Mearas- nham feito concessões substanciais
se greve por Iodo o pais, direção tem torça para decidir a imple-
rao, mas sobretudo, um partido capaz as cinco reivindicações; e que, agora,
de responder no movimento de mas- as autoridades reiteravam tais promes- Embora apoiada pela maioria dos mentação ou não das ações Mas
sas A easeiferiesela de Lake *Me sindicalistas presentes, essa politica Bernadette McAliskey, o Peopre 's
sas á politica de colaborado de
classes do estalinismo e da social Era dada acreditar que os dirigentes acabou sendo minoritária na Conteran- Democracy e o IRSP continuaram
00e prisioneiros, tanto dentro corne fo-
Quando se realizou a Contaram:ia cie, devido à 0$708100 do Sino Feio participando do Comité Naciorsai. sem
democracia Nacional, em ~asa alguns dias após
ra da prIstao, pudassem ser tão ingt- (braço polleco do Movimento Republi- tentar avançar uma politica diferente
E.S. e RO. nuca, zas promessas britânicas (amais a morte de Senda, o impeto para uma cano) e do Peopfe's Democtacy. Na verdade, nada incliça que eles ar-
sa da politica do coexistãncra pacifica Outros prisioneiras do imperialismo infelizmente verificamos que os ta-
0,3 URSS Na Espanha não rechaça britanuco, em greve de tome, morreram tos vieram confirmar nossas previsões
contundentemente a linha da direção nos Blocos H, mas, mesmo assim, Quando da morte de O'Hara e do
do PCE C.iu posição prática assumi- Margaret Thatcher não cedeu. McCreesh, a resposta não passou de
ram os Clemente, Espuny, Fernander. No entanto, o povo Irlandês tem de- atos de protesto O Comite Nacional
Fale) Afonso, ante os latos fun"amen monstrado, Incessantemente, a Sua desarma, a campanha
tais na suta de dassesa Oua'...)1sua lu vontade de agir para salvar as vidas
ta pratica — não algum discurso -- Ar slakiiiimes
dos prisioneiros E, certamente, o he-
contra o regime, contra o papel de
testado ferro da monarquia do PCE,
contra o pacto de Moncloa ou o
ANU) Pensa o companheiro Font que
ioismo desses prisioneiros, a combati-
vidade do povo irlandês e os crescen-
tes desdobramentos da luta de clas-
ses na Inglaterra, com as explosões
s a\N as a os Nas eleições laicais para os 6 con-
dados (Irlanda do Norte), o "Comité
Nacicnal contra os Blocos H' nao apre
a linha com que estes dirigentes coo•
duirram os conflitos operários dos úl
timos anos está em ruptura com os
Pactos de Camilo? Foram, como dis-
de revolta nas cidades britânicas, po-
derão levar, no fim das contas, à
vitória final.
dos vt‘s‘oicitiç sentou nenhum candidato que pudes-
se rivalizar seriamente com oSDLP
permitindo a Nume, o dirigente desse
partido, manter sua posição eleitoral
Mas, enquanto isso, o preço que se
semos anteriormente, a versão de es- paga é muito alto. Quando foram convocadas as elei-
querda, demagogica. de uma politica a Não é de admirar que os partidos ções para a Manda do Sul, o Comité
serviço da aliança COM a burguesia do Estado Livre (1) e o SDLP (2) Nacional perdeu dez dias preciosos,
não tenham movido um dedo pelos pri- discutindo, até chegar a uma decisão
O ex-trotskysta Font chega a limitai sioneirOS. Todos eles opuseram-sei à O Sino Fern relutava em apresentar
as diferenças entre stalinisrno e reivindicação do "status" de presos candidatos contra Haughey Bernadet-
trotskysmo a "tradições hxstoricas dr políticos te McAliskey e o Peopre's Democracy
tarantas" e a "algumas diferenças" O embaixador da Grã-Bretanha con- alegavam que no Sul os prisioneiros
Essa pode ser a relação entre Font 80 gozaram de grande credibilidade na greve nacional já se atenuara, em par- obteriam poucos votos. Preferiam ins-
tinua em Dublin E continua-se a gas-
stalinismo Mas entre o trotskysmo e o Irlanda. le O Comitê sagurou os trabalhadores crever personalidades, em bases parti-
tar centenas de milhões para colabo-
siasnismo se interpõe o abismo da re. Mas Bobby Sands esclarecei me- de Derry, que queriam sair às ruas cipacoruslas 151: segundo eles, essas
rar corri as torças de Margaret
yd iça° e a cont r a a evniuçâo lhor o assunto, numa entrevis. ao logo após a morte de Sands candidaturas teriam uma repercussão
Thatcher, no Norte.
Irish Times e numa carta enviada Jos Muitos dos militantes ficaram estar- maior
Pelas garantias que deu aos prisio-
O PCE é um bom exemplo de que o Blocos H, dez dias antes de morrer. recidos com o documento apresenta- O Insh Repubiican Socialist Party
neiros, quando da primeira greve de
processo de -eurocomunização" não Explicou que houve extensas nego- do ao Congresso pelo COMO Nacional, (6) queria lançar candidaturas de pri-
fome, o exprimeiro ministro da Irlan-
mais do que a crise e a ruptura do ciações entre ele, Bobby Sands, co- assinado por Gerry Adams A estraté- sioneiros, em baças participacionis•
da do Sul, Haughey, tornou-se cúmpli-
stalinismo, provocada por sua defesa mandante dos prisioneiros, os dirigen- gia que se propunha, para avançar na tas. Como um deles, Tony O'Hara,
ce das mentiras de Margaret Thatcher.
dos regimes burgueses em crise tes dos prisioneiros republicanos e o ação, era "procurar, um a um, os está condenado a uma pena curta, is-
O dirigente trabalhista Frank
Curiosamente, Mandei começou deferi Bureau da Irlanda do Norte. Mas havia membros do Franna Fera (4) e do S to provocou infindáveis discussões
Ciuskey foi ainda mais virulento nas
dando os "eurocomunis ias" e hoje o também certas garantias oferecidas L P ", para que dessem apoio às ALWR propós que tossem lança'
acusações aos prisioneiros. E Fitz-
seu discipulo Rant defende e ale por Charles Haughey, primeiro-minis- reivindicações dos prisioneiros. Conti- das, em todos os aisintos eleitorais,
gerald, atual primeirominIstro, recusou-
oposta Nós cremos que, na crise, rie- tro da Irlanda do Sul, que "levaram ao nuariam as ações de greve candidaturas de prisioneiros ou, caso
'a a apoiar as reivindicações dos pri-
nhuma ala rompe corri a politica ateia fins canado da primeira greve de fane" limitada, a nível local Uma moção estes não concordassem, de canctioa•
sioneiros.
nista. contra-revolucionária. Ou seja, as promessas que foram apresentada na Conferência, pelo Co- tos que apoiassem sua luta, em bases
O trish Congress ot Trade UnIons
(Confederação Sindical) lançou um a- aceitas eram promessas feita suai° mité Nacional, chamava á "integra- abstencionistas. Explicamos que mas-
Uma coisa é o impulso que leva mui- Estado Livrei ção do Fianna Fail e do SDLP
pelo aos prisioneiros, para que mo aqueles que não se opõem à
tos militantes do PCE e das Comis- na campanha" Em sua forma original,
desistissem, suspendendo Incondicio- participação no Parlamento concorda-
sões operárias a colaborarem e a par A em rime és fome não emendada, a moção chamava o
nalmente a greve uni tome. A p 'aça° riam 'coma abstenção, nessa ocasião.
aciparem com os "afeganes", pensando SDLP eoFF a indicarem nomes,
da Federated Workers' Union ot Ire,,and a fim de fortalecer a unidade na luta
que se colocam por uma saida de clas• O fim da primeira greve de fome afe- que seriam cooptados para o "Comité
era essencialmente a mesma. Foram politica contra o governo, que se trava
se (frente a isso, lemos a obriga çâo de tou a credibilidade dos prisioneiros e Nacional contra os Blocos H". Nenhum
necessárias quatro mortes para que a em 'orno da questão dos prisioneiros
apoiar sua progressão politica) e outra seus dirigentes aos olhos do povo ir- plano para implementar imediatamen-
é dar por isso, um caráter progressi Insh Transport e a General Workers'
landês. Para salvar a situação, Bobby te un a marcha nacional sobre Dublin; %polo lisa •4410**
ao e revolucionário á uma dreçãc UO/Ofi modificassem sua posição de
Sands retomou a greve. De Fermanagh multo menos para uma mobilização
que já demonstrou o oposto. -todo apoio à implementação de refor-
até South Tyrone, a popsaas ao lançou nacional e greve geraapara forçar Depois das eleições, o moral dos
mas no sistema carcerário" para "to-
novamente a campanha, faeendo tudo Haughey a cessar o colaboracionismo militantes dos "Comités contra os Blo-
do apoio às cinco reivindicações, em
o que era possivel para salvar Sands e cos H" estava muito elevado. Abriam-
:Asas numanitárias",
Coiránálly • Ilação leakfisoedia A General and Transpor? Workers' seus camaradas em greve de tome. se imensas possibilidades de reiniciar
alo Careele• Goiseniediemell len Mas os exemplo dado pelo próprio A spiosIO• dá Ilkkrry a ciar panha. Embora se tivesse deixa-
Union da Irlanda esconde-se, simples-
Sanas, exercendo a máxima pressâo do passar o momento para uma ação
mente, atrás da politica da confedera-
ção sindicai. Centenas de milhares de sobre o governo do Sul, não foi segui- Paddy togue, muito aplaudido pelo de greve, era possível e neaessano
A crise do PCE abre uma nova situa- do pelo Comitê Nacional A League for Congresso, descreveu o documento fazer uma marcha nacional, massiva,
sindicalistas efetuaram ações nas lá-
ção no movimento operário. Inicial- bncas, mas, apesar disso, os dirigen- a Workers' Republic e o Nationat Trade como "um passo para ItélS, em vez de sobre Leinsler House, sede do Paria'
mente provoca uma desorganização e Union Committee propuseram que pa- um passo à frente" Caiando ka votada a mento, para o qual acabavam de ser
tes sindicais recusam-se a adotar
confusão mas, ao mesmo tempo, rom- urna posição oficial, quando têm con- rentes dos prisioneiros e delegações moção sobre o SOLP e o Franna eleitos dois prisioneiros.
pe um dos maiores obstáculos da dições de obrigar as autoridades do vindas do Norte fizessem uma vigilia Fail, foi preciso contar três vezes, até Na reunião realizada após as elei-
classe à sua ação independente Estado Livre a interromper a colabo- permanente à frente do Leinster abuse se chegar à conclusão de que estava ções, o Comité Nacional discutiu e re-
(o Parlamento). Nós propusemos que aprovada por uns poucos votos. Isto !aliou essa proposta, alegando que es-
São milhares de trabalhadores que ração com o governo de Margaret
Thatcher tosse organizada uma manifestação apesar do debate ter sido limitado a tavam sem dinheiro por causa das
identificam o PCE com a salda revolu- nacional Essas propostas foram igno- uma única intervenção a favor e uma eleições
cionária Recentemente nos dizia um radas contra. A intervenção contra a MOÇãO
velho, militante comunista dos anos A ~ira gravo de hm*
Fergus O'Hare, do PeobleS De• foi feita por um militante da League for
30 "Nós afluímos ao PCE porque era mocracy (3), explicou-nos que a politi-
Não se deve esquecer que, apenas a Workers' Republic, seção irlandesa nielombeete
a revolução de Outubro, quando co ca do Comité Nacional consistia em
doze dias após o inicio da primeira da Quarta Internacional (Comité Inter-
maçaram a tirar os retratos de Stalin, "deixar um espaço aberto para que
greve de fome, houve uma grava geral nacional). Todo o periodo desde as eleições
acreditamos que se perdia o coa- Haughey se associasse á campanha." A LWR declarou que era neces-
de meio dia no condado da Derry até a morte de Joe McDonnell foi
ixnido revoluconatra Hoje, discutin sária uma estratégia que levasse efe-
logo seguida de paralisaçõos em consagrado, pelo Comité Nacional, a
do coi. vocês, vemos que o PCE, o A ~ri* de IMA& tivamente à vitória. Que, se a !orle
Waterford, e entre os trabalhadores da reuniões com autoridades religiosas e
sta/mismo, foi o contrário do que nós
construção civil em Dublin, em Dundalk, combatividade que estava havendo no dirigentes dos partidos polibcos. A
queria( ,os lazer Nos custou uma longa Ao horror causado pela morte de
Drogheda, Belfast, etc., tanto no Sul movimento não fosse aproveitada, ela morte de McDonnell foi seguida de
e dolorosa expenéncia, nas estamos Bobby Sands juntou-se a ira provoca-
como no Norte. iria caindo, e outras mortes que ocor- reações muito limitadas no Sul, e
dispostos a continuar a luta, junto da pelo desprezo com caia Margaret
É certo que o movimento popular ressem despertariam reações fracas, mesmo no Norte a mobilização apre-
com vocês, por um partido revolucio- Thatcher tratou as aspirações do povo
irlandês foi crescendo até o fim da gre- por parte do povo Que era impos- sentou forte decanto.
nário". irlandês Para o dia do enterro. o Co-
ve de fome, na 53"dia, e isto apesar sível continuar dirigindo-se aos traba- Dois dias antes da morte de Mc-
Outras gerações, formadas na luta mité Nacional chamou a greve em to- lhadores, chamando-os a realizar gre-
contra a ditadura, também procuram do fato de representantes do "Comitê Donnell, o Comité Nacional divulgou
Nacional contra os Blocos H - terem dos os 32 condados (do Norte e do ves limitadas de protesto, quando já uma circular sobre as próximas ações
uma saida Nossos partidos, o PST e o Sul).
defendido a embrrixada britélnica, por estava claro que essas greves nào iam O principal evento programado para a
POSI, tem á sua Irene. .1 imensa res- Como explicou Paddy Logue, presi-
ocasião cio uma manifestação de resolver o problema. Advertimos que Manda do Sul era urna marcha da ju•
ponsabilidade de fazer avançar politi- dente do "Comitê contra os Blocos H"
40.000 pessoas, no dia 6 de dezembro. essas greves uieriam cada vez mais ventude em direção à sede da emis-
camente estes setores rumo à Quarta de Derry, impediu-se, na Norte, que as
internacional. fUMO 80 lrOtS413M0 PO( reduzidas sora oficial de televisau, por ocasião
• morde massas nacionalistas saissem às ruas. Era naquele momento, com a ira do casamento real Outras grandes
isso tilai a responsabilidade de delimi- No dia do enterro, quase 250 000 pes-
tar claramente o caráter das diferentes popular ainda forte, que o Comité ações estavam programadas apenas
conlurancla realizada no Llberty soas paralisaram o trabalho, e Nacional contra os Blocos H devia para o Norte Não :ai fazia a muno.' ia-
(Mirantes, sem depositar confiança nas 100.000 participaram da cerimónia fú-
direçaris que buscam lançar o movimen- Hall, Gerry Aclama relatou o acordo chamar todo o povo irlandês a parali- lerência a urna campanha para salvar
firmado. Disse que os prisioneiros es- nebre Mas não se avançou em uma sar o trabalhai no pais inteiro Para as vidas dos prisioneiros.
to operário num novo beco sem salda. politica para lutar até a vitória. Aos
Ao mesmo tempo, abertos a discus- tavam isolados do mundo exterior e conseguir isso, efetivamente, era pre- Cabe a direção do Sim, Fein a maior
participantes da cerimónia recomen- ciso acionar a greve nas regiões em parcela de responsabilidade por essa
são e á pra'ca comum, avançamos só tinham o direito de ler o irish Indo-
pendent, que, como Sean McKenna dou-se que voltassem paia casa em que a mdailzaçáo estava mais avan- atitude ao Comité Nacional. recusando-
em nossa unificação principista, que calma, oue o Movimento Republicano
possibilitará a formação de um partido eslava quase á morte, os Ingleses ti- çada, particularmente nos 6 condados se a organizar o povo irlandês para lu-
responderia "quando e como desejas- (do Norte), e espalhar piquetes de tar peia vida de Joe McDonnell Essa
capaz de intervir na crise do stalinis• nham /eito concessões substanciais
às cinco reivindicações, e que, agora, se - greve por todo o pais, direção tem torça para decidir a imple-
mo, mas sobretudo, um partido capaz
ae responder no movimento de mas- as autoridades reiteravas', tais promes- Embora apoiada pela maioria dos mentação ou não das ações Mas
sas A Idoider•oula 4. Link* ~a sindicalistas presentes, essa politica Da/nadem) McAliskey, o ~pie 's
sas á politica de colaboração de
classes dia staiinismo e da social Era difícil acreditar que os dirigentes acidrai sendo minoritária na Conferên- Democrácy e o IRSP continuaram
Quando se realizou a Conlarência cia, devida à oposição do Sinn Fein participando cio Comité Nacional, sem
democracia. dos prisioneiros, tanto dentro como fo-
Nacional, em Belfast, alguns aias após (braço político do Movimento Repubia tentar avançar uma politica WrègeiVe. '
ra da prisão. pudessem Ser tão ingê-
E.S e R.G. a morte de Sands, o impei° para uma cano) e do Peopfe 's °emociona Na verdade, nada indica que eles/se
nuos. As promessas brItánlcas jamais
Europe' — Oriento Médio 13

,„534-2 81
°pitariam realmente à linha adotada. me assassino de Thatcher. É preciso
também um boicote massivo ás Instala-
Entrevista com
Per amen ~o fararferamelaa ções militares da fronteira, pare obrigar

Ao longo de lodo esse perlado, a L


W R fez campanha por uma marcha
massiva sobre Legislei House, em
o governo a retirar as patrulhas fron-
teiriças
A colaboração do Estado do Sul com
os ingleses continua sendo o maior
Fedaines do Povo
Datai... e pala convocação de uma no- obstáculo à vitória. Essa colaboração
va Conferência Nacional do movimen- deve ser novamente questionada, atra-
to contra os Blocos H Corno reco- vés de uma ampla mobilização contra do PAI, no Kuzistão e no Curdisiao, e
nheceu Paddy Bolger. do Comitê Na- o governo da Irlanda do Sul. Caso especialmente no Turquistão
cional. apenas 40% dos atuais mem- contrário, Outros prisioneiros morre- Publicamos aqui uma entrevista com militantes iranianos ligados à orge mação A partir da agosto de 1979, consta-
bros desse Comitê lotam eleitos, todos rão "Feduinci Ppm -. forjada na luta contra a sangrenta ditadura do Xá c .tue é boje ta-se um certo descenso: Khomeini e
os outros foram nomeados Num balanço da campanha realiza- um dos alvos principais da repressão do governo de Khomeini. o Partido Republicano Islâmico conse-
Apesar das muitas greves que reali- da até agora, os problemas de sua di- As posições aqui expressas são de responsabilidade exclusiva desses rri'itantes, in- guem, em várias ocasiões, desviar o
zaram, os trabalhadores não estão re- reção e métodos para prosseguir na dividualmente. funcionamento dos 'Snoras transtor-
piesentados no Comitê Mas, acima luta exigem a convocação de uma no- Julgamos quo esta entrevista é um documento importante, não apenas pelos ele mando os "comités revolucionários"
de tudo, a politica levada pelo Comité va Conferência Nacional do movimen- mentos de informação que contém, mas também pelos problemas que coloca, proble- em "conselhos operários islâmicos",
tem sido desastrosa para os prisionei- to contra os Blocos H , com plenos mas relevantes 1.ara a necessária discussão no seio da vanguarda soL-e o desenvolvi- órgãos para enquadrar os trabalhado-
ros, tornando-se necessário uma nova poderea de decisão. Para os prisionei- mento da revolusso no Irl. res, sob o controle do PR i
Conferência para inverter o curso das ros, já é uma questão de vida ou O PAI e os grupos armados Impõem-
ações morte. Se através da violência, mas apoian-
Depois da morte de Joe McDonnell, III O "finado Une" é a República da Irlanda ia do-se no prestigio de Khomeini — CO-
a raiva e a Irustraçâo dos militantes Irlanda do Sul). cujas fronteira* foram uaçadas artili. vicio a sua resistência ao Xá — e ao
dos "Comitês contra os Blocos H" cialmenta por oranio da partilha. em 1922
sentimento anteimperialista, canalizado
121 Apesar do nome o "Sexual Domocretu lobour Para começar, qual é a origem da
chogou a tal ponto que o Comité Na- Pano 1Parrook, IMbollsoloo Socual.heorsocrooal os 1 une pelo partido islâmico, a partir da
organização "Fedaines do Povo", hoje
cional teve que mudar de atitude, con- partido operário. É um partido torreias. que exerce
questão dos reféns americanos.
Milan, ia sobre um setor da pequena fraguaram eatáll• na oposição ao governo do Partido
vocando uma marcha massiva sobre ré da Irlanda do Norte, é pua] propôs, uma solução Hoje, a base popular em que se
Republicado Islâmico e alvo de feroz
a embaixada britânica Essa ação te- danou do quadro de manutançao da dorninaçào brita.
apoiava o PAI está se pulverizando. O
111C8 repressão?
ve um certo sucesso, obrigando a po- 0)0 People o Ikmoorecy é tuna orgaisizaç ao ligada terror desencadeado contra os militan-
Uma das origens da organização
licia do Estado Livre a defender, aber- ao Secretariado Unificado.
tes de esquerda, a violência do regime
i410 Empana Fia, fundado por Da Vaiara, é um dos "Fedaines do Povo" (Fedai-ye Khalq)
tamente e com violência, O embaixa- dou r.ado. partido§ da burguesia da Irlanda do Sul, podem ser explicadas pela combinação
tradiç lu do aaelonahuno burgué•
foi a crise atravessada pelo partido
dor inglês Tudeli e especialmente pela juventude de diversos fatores.
No entanto, a fraca participação de 151 -Participaclunista', .0110 Callu, agulhe& claro..
to a ocupar uma cadeira nu Parlamento da Irlanda
desse partido. ain1962-3 Por um lado, as contradtçoes entre a
manifestantes vindos do Norte permi- do Sul A pousio tradicional cio 010,i1..CDt0 reribh•
natureza do governo e as asoirações dOs
te questiona' a determinação de seus C1110 tempo. Ioi da disputar saio a, ...mu* men. O partido Tudeh era o partido comu-
te maa tem participar dm trabalhos de um• das pnn•
nista do Ira, ligado a Moscou. Esse trabalhadores traduziram-se no agra-
dirigentes, para o piano êxito dessa opala inaltuates du latem. de partilha do pal.
vamento da situação económica.
Ino Iruk Ropublwair Socber Peny (Partido So. partido, que linha grande influência
marcha .a Republica. Irlandês), 40 qual corresponde Frente a essa situação, o regime e-
Agora, torna-se necessário retornar um braço armado tu Iruk Naticmal Loberettoor Ármy •
entre as massas, contribuiu fortemen-
Exército Narional ata libertação Irlanda.) resultou de te para desacreditar o comunismo aos videnciou sua impotência: as condi-
a iniciativa, a fim de mobilizar o povo uma calo no chamado IRA —obrial, quando cote
olhos dos trabalhadores iranianos, de- ções de vida dOs trabainadares estão
irlandês a fazer aquilo que Fitzgerald abandonou compltiarianu a luta contes o imperialis-
mo e pela strulicacao da Irlanda. Varia militemo. vido à sua politica de capitulação fren- se deteriorando cada vez mais, ao pas-
se recusa a fazer expulsar o embai- ligados ao ISRP estão pfrsofeln IDO§ Cabe partio. so que o regime — apesar elas denun-
xador e paia, da colaborar com o regi- param das gorem de lume te; aoverno do Xá
militantes que rompeiam com o cias verbais — continua ligado ao Im-
Taaan definiram-se também com rala- perialismo.
ás quesaões internacionais que A luta dos trabalhadores encaminha-
estavam sendo debatidas, na época: se para uma resposta, e, desta vez,
Por uma nova consideraram que sua politica era re-
visionista, mas nunca definiram a UFtia
sem o mesmo grau de ilusão acerca
do governo.
Conferência como "estado social-imperialista".
Aliás, os problemas relativos ao
Por outro lado, existem as contradi-
ções dentro do próprio regime: com e-
internaciorialismo proletário continuam feito, o PRI colonizou o aparelho esta-
sendo discutidos, hoje, dentro da orga- tal, ao mesmo tempo que perdia sua
O jornal Worker's Republic reproduziu esta resolução, adotada pelos grupos de nização dos "Fedaines". base de apoio popular
aça° contra os "Blocos H", da região de Wicklow. A resolução reflete com muita cla- Em 1967, a repressão dizimou a pri- Ao mesmo tempo, a ala liberal da
reza o grau de oposição dos militantes nessa campanha, e a necessidade de uma mu- meira direção que tinha sido consti- burguesia, afastada do aparelho esta-
dança de orientaçao. tuída. verno, desse Estado. Para os "Pedal- tal, procurou canalizar o crescente
Na verdade, a organização dos "Fe- nas do Povo", esse Estado era, e descontentamento das massas
çompanheiro, damas do Povo" foi formalmente continua sendo, um Estado burguês. Em alteia instancia, o regime do PAI
A propósito do grave impura em que se acha a campanha, há algum tempo, os constituída em 1970, através da fusão A principal contradição que se ma- fundamenta-se, cada vez mais, no e-
grupos de ação de Wicklow aprovaram por unanimidade numa reunião realizada a decses militantes, cuias origens já vi- tenzalizava, na época, era a contradi- xercício puro e simples do terror
13 de julho, a resolução abaixo. Convocamos você: a apoiarem nosso chamado a unia mos, com outros elementos que tam- ção entre as reiviadicações das mas- Os "mujaclines" têm sido aPreseinia-
nova confertricia, tdotando uma moção na mesma linha e comunicando-a ao Comité bém se reivindicavam marxistas, mas sas ao caráter desse governo. dos como uma das forças essenciais
Nacional, em caráter de urgência. Pedimos também que nos enviem cópia da resolu- que vinham da Frente Nacional (orga- O que as massas esperavam desse na resistência ao PAI.,.
ção que adotarem e que informem os outros grupos de ação da região, para agirem nização que se reivindicava de Mos- governo era o atendimento de suas Efetivamente, os "mujadines" exer-
da mesma forma. sadegh) reivindicações económicas e poilticas cem uma influência muito forte, foram
Em fevereiro de 1979, as massas (direitos democráticos, reivindicações eles que organizaram grandes mani-
Resolução derrubaram o regime do Xá Hoje, mais festações contra o regime. Essa orga-
das minorias nacional_ etc.) O gover-
Considerando de dois anos depois, como vocês no fortalecia-se, reprimindo as massas: nização originou-se de uma cisão na
1) que, nos dias que antecederam à morte de Joe McDonnell, o "Comitê Nacional vêem a situação? repressão contra as greves e contra "Frente Nacional", em 1962, e desen-
contra os Blocos HiArmagh" não fez nenhum esforço para mobilizar as massas Primeiro, temos que falar da própria as minorias nacionais (Kuzistao, volveu-se na lula contra o Xá; reivindi-
irlandesas, a fim de salvar sua vida e a dos outros prisioneiros em greve de fome. insurreição, que foi preparada por Curdtstão) ca-se islâmica e antiamperialista e
apesar do povo irlandês já ter repetidamente demonstrado — através de numerosas uma intensa atuação das massas tra- Mas não existia unta for sa revolu- opôs-se, desde o inicio, ao PAI.
manifestações, greves e nas eleições, quando votou massivamente pelos prisioneiros balhadoras A classe operária esteve cionária organizada, suficiente para Alias, os "Fedaines" defendem, hoje,
—que apóia a luta dos prisioneiros e que está pronto a responder ao chamado para na vanguarda da mobilização, através expressar essa contradição. A falên- a constituição de uma frente de luta
uma ação efetiva; da greve geral Foi durante essa mobi- cia do Tudeh deixou um "vácuo" que contra a ditadura, reunindo os "Fadai-
21 que, na situação de crise politica em que se encontre. o Estado Livre. após as elei- lização que começaram a se formar, os elementos religiosos souberam ex- nos", Os "mujadines" e outras organi-
ções gerais. em condições extremamente favoráveis à implementação de uma vigorosa nas fábricas, os conselhos operários plora zações, como o "Peyker", com base
campanha visando a obrigar o governo minoritário a agir contra Thatc ser, rompendo ("shoras .), que nós chamamos de Os "Fedamos do Povo" tiveram uma na defesa das liberdades democráticas,
relações com a Inglaterra e retirando da fronteira as forças do Estado ; ivre, pela vitó- "conselhos revolucionários", para di- participação considerável nas lutas na luta contra a ditadura do PAI, pela
ria da luta dos prisioneiros; o Comitê Nacional não tomou nenhuma iaiciativa nesse ferencia-los das "conselhos Islâmicos", preparatórias e também, militarmente, constituição de "conselhos revolucio-
sentido. controlados pelo Partido Republicano na própria insurreição Mas a repres- nários. ' e pela Assembléia C,onstituin-
3) que a decisão da Conferencia de Dublin, de "tornar ingovernáveis os 6 condados Islamica (PAI). são dizimara seus quadros, e a orga- te.
(do Norte) e os 26 condados (do Sul)" foi abandonada, na prática. pelo Comité Nacio- Mas o baixo nivel de consciência nização não pôde desempenhar o pa- Atualmente, o PAI representa a torça
nal, voltando as costas ao apelo de Bobby Sarada -as mussi:s que saem às num ido permitiu que, depois da queda do Xá, pel que lhe cabia. principal da reação, é o eixo do Fastado
nossos únicos fiadores -. o movimento fossa recuperado por se- Passaram agora á aluna() atual Em burguês; para combatê-lo, é Áreciso
4) que, logo antes da morte de toe McDonnell, foi divulgado um documento que tores da média e ai ..ia-burguesia, primeiro lugar, temos que ressaltar constituir uma frente, que se apóie nas
nem sequer menciona a ha, ;ara salvar os prisioneiros em greve de fome, mas que unidos em torno de ar ielnL que a luta dos operários e campone- reivindicações democráticas das mas-
planifica as atividades até o inè: de setembro, deixando implícito que não há como Os círculos da alta bk,iguesia finan- ses não parou. Não conseguiram sufo- sas, colocando-se resolutamente na
salvar suas vidas; ceira, diretamente ligados às potên- car os organismos nascidos da insur- vanguarda da luta pelas liberdades
O Comitê contra os Blocos H/Armagh da região de Wicklow declara que não tem cias financeiras imperialistas, estavam reição de fevereiro de 1979; e não de- democráticas. Ao mesmo tempo, é
confiança na estratégia do atual Comitê Nacional, e chama: excessivamente associados ao regi- sapareceu a vontade dos trabalhado- preciso torlar um pólo revolucionário
I> a convocação imediata de uma nova Conferência, soberana, com plenos poderes me do Xá Então, tratava-se de ele- suficientemente forte para impôr, no
res de verem atendidas suas reivindi-
para tomar qualquer decisão e resolver qualquer ação necessária para redirecionar a mentos ligados fl burguesia industrial cações, nem a vontade das minorias curso da luta, a hegemonia do proleta•
campanha no caminho da vitória das cinco reivindicações e para salvar as vidas dos (que se apresentam como "liberais", oprimidas de verem reconhecidos riado, abrindo caminho para a revolu-
prisioneiros em greve de fome; como Bazargan, por exemplo, que 101 ção socialista
seus direitos nacionais. Mas houve vá-
2) a retirada do plano de ação acima mencionado e sua rediscusslo na Conferência o primeiro chefe de governo, escolhi- É por isso que, hoje, oe "Fedalnée-
rias fases.
Aprovado por unanimidade pelos delegados dos grupos de ação de Arlshov, do por Khomeini) e à burguesia comer- No período que vai desde as primei- Centram bua aiç,ao ~atam tida pata-
Wicklow, Bray, Kilcotde, Newtownmountkennedy. cial e religiosa (dos quais Behechti, um ras samarras após a insurreição até vres-de-oldem•
Pela vitória doe prisioneiros em greve de fome! dos fundadores do PAI, é um represen- agosto de 1979, verificou-se um ascen- — Abaixo o PRI?
Pela vitória dos prisioneiros! tante t(pico). — Os Consoarei ~0*Jc..ita I
so de movimento de massas, apesar
15 de julho de 1981. A questão fundamental que se colo- da repressão governamental e da — Em direção à Assembléia
cava era a caracterização desse go- ação contra-revolucionária elas milícias Constituinte!


oé,

opuseram realmente a linha adotada me assassino de Thatcher. É preciso


tarnbérn um boicote manai:do às instala-
ntrevis a com
Par ama asma Casieforéesde ções militares da fronteira, pare obrigar

Ao longo de todo esse período, a 1


W R fez campanha por uma marcha
roassiva sobre Leinster House, em
o governo a retirar as patrulhas fron-
teiriças
A colaboração do Estado do Sul com
os ingleses continua serio° o maior
Fedaines do Povo
Dublin, e peia convocação de uma no- obstáculo é vitória Essa colaboração
va Conferência Nacional do movimen- deve ser novamente questionada, atra-
to contra os Blocos H Como reco- vés de uma ampla mobilização contra do PFil, no Kumla() e no CurClistao, e
nheceu Paddy Bolger, do Comité Na- o governo da Irlanda do Sul. Caso especialmente no Turquistão
cional, apenas 40% dos atuais mem- contrário, outros prisioneiros morre- Publicamos aqui uma entrevista com militantes iranianos ligados à organização A partir de agosto do 1979, consta-
bros desse Comité foram eleitos, todos rão "Feduirsva suo povo'', forjada na luta contra a sangrenta ditadura do Xá e que é Imole ta-se um certo descenso: Khomeini e
OS outra7 foram nomeados Num balanço da campanha realiza- um dos alvos vir, anus da repressão do governo de Khomeini. o Partido Republicano Islâmico conse-
Apesai das muitas greves que reali- da até agora, os problemas de sua di- As posições aqui expressas são de responsabilidade exclusiva desses militantes, in- guem, em várias ocasiões, desviar o
zaram, os trabalhadores não estão re- reção e métodos para prosseguir na dividualmente. funcionamento dos "shoras", transfor-
presentados no Comité Mas, acima luta exigem a convocação de uma no- Julgamos que esta entrevista é um documento importante, não apenas pelos ele- mando os "comités revolucionários-
de tudo, a política levada pelo Comité va Conferência Nacional do movimen- mentos de informação que contém, mas também pelos problemas que coloca, proble- em "conselhos operários .slámicos",
tem sido desastrosa para os prisionei- to contra os Blocos H , com plenos mas relevantes para a necessária discussão no seio da vanguarda sobre o desenvolvi- órgãos para enquadrar os trabalhado-
ros, tornando-se necessário uma nova poderes de decisão. Para os prisionei- menti. da ,evoluçao no Irã. res, sob o controle do PRI
Conferencia para inverter o curso das ros, ¡á é uma questão de vida ou
O PRI e os grupos armados impõem-
ações morte
se através da violência, mas apoian-
D• aois da morte de Joe McDonnell, do-se no prestigio de Khomeini -- de-
(i) O "Estado Lista' é a RepObbr• da Irlanda i•
a raiva e a Itustraçâo dos militantes Irlanda do 5.d), ruja fronteirao for•zo traçadza anal- vido a sua resistência ao Xá — e 10
dos "Comités contra os Blocos H" Nalownt• por mamilo da partilha. ern 1922
121 Apesar do nome o 'Social D•neownor WhOYI Para começar. qual é a origem da sentimento antaimperialista, canalizado
chegou a tal ponto que O Comité Na- Arrs "mui, Trubulituda Suc.' 17...anwal fido 1 rira pelo partido islâmico, a partir da
organização "Fedaines do Povo", hoje
cional teve que mudar de atitude, con- partido Jpertrao É um parado burr, que merca
tanWencla sobra., tem d• fl".1114 NIIBYPIA ostóli na oposição ao governo do Partido questão dos reféns americanos.
vocando uma marcha niassiva sobre co 411 Irlanda do Norte, é qual propala uma soluçao i-"ae, a base popular em que se
dantni do q.ordro de misitutersçao do domloraçan brita
Republicado Islámieo 6 alvo de feroz
a embaixada o-nanica Isca ação te- afilava o PRI esta se pulverizando O
atea repressão?
ve um certo sucesso, obrigando a po- (310 Pn./ale o //amuou:, é uma oraaniaaçao irror Oasenciacleado contra os millian•
Uma das origens da organização
licia do Estado Livre a defender, aber- ao Secretariado U alheado
(410 Fun. F.d. Nadado por Da Vaiara, é um doe "Fedaines do Povo" (Fedai-ye Khalq) les de esquerda, a violência rio regime,
tamente e com violência, o embaixa- doisç..dus partiam de burpmala da Irlaada do Sul, podem ser explicados pela combinação
à tradiçáo do aamonalunao burras foi a crise atravessada pelo partido
dor inglês de diversas fatores.
(Si "Paxreipmlnatata-. mitta soas. ali/naifa dispa,. Tuderi o especialmente pela juventude
No entanto, a fraca participação de tu. oco r uma cadeira ao Parlamento da lilacula PO( um lado, as contradiçoes entre a
do Sul ~sio tradicional d., ,...44,44..44, •,444041i . desse partido. em 1962-3
manifestantes vindos do Norte permi-
cano nempini lar de disputar ai dalçam, evanno,Imen• O partido Todeh era o partido comu- natureza Co governo e as aspirações dois
te questionar a detarminação de seus ia, rffla uni participo. di-a trabalhes de uma dm pnn nista do Irá, ligado a MOSCGU, Esse trabalhadores traduziram-se no agra-
dirigentes, para o pleno êxito dessa croata instinkdea do Lutams da partiu a do pais
16( O /rua Rrptabh.on Suoriut Pr .p (Manieto So partido, que tinha grande influência vamento da situação económica
marcha cialâta Reipublteaou Irlandaal, ao q., II eorreponde entre as massas, contribuiu fortemen- Frente a essa situação, o regime e-
Agora, torna-se necessário retomar um braço ~o (o IruA Noivada 1,....soca ',ar •
Exército Nadonal di tábasartia Diluí( s) reau(t:as do te para desacreditar o comunismo aras videnciou sua impotência: as condi-
a iniciativa, a fim de mobilizar o povo uma colo ao abastado IRA—oficial, quando este olhos dos trabalhadores iranianos, de- ções de vida dos trabainadores estão
irlandês a lazer aquilo que Fitzgerald .bandonou completameal• a luta contra o impenalu•
mo, pela utufica•llo do Irlanda Varam nontantee vido á sua politica de capitulação tren- se deteriorando cada vez mais, ao pas-
se recusa a fazer expulsar o embai- ligados ao ISitP sitio pra.us em lona Koos • parti, (-
ó, o hioverno do Xá so que o regime -- apesar das denún-
xador e limiar Jia colaborar como regi- param duoarmm da Iam
Os Militantes que romperam com o cias verbais — continua ligado ao Im-
Unam definiram-se também coro rela- perialsmo
ção ás questões internacionais que A luta dos trabalhadores encaminha-
estavam sendo debatidas. na época: se para uma resposta, e, desta vez,
Por uma nova consideraram que sua politica era re-
stionista, mas nunca definiram a URSS
Sem o mesmo grau de ilusa() acarca
do governo.
Conferência como "estado social-enperralista -
Aliás, os problemas relativos ao
Por outin lado, existem as contradi-
ções dentro do próprio regime: com e-
internacionalismo proletário continuam feito, o PRI colonizou o aparelho esta-
sendo discutidos, hoje, dentro da orga • tal, ao mesmo tempo que perdia sua
O jornal Worker's Republic reproduziu esta resolução, adotada pelos grupos de nuaçáo dos -Fedamos". base de apoio popular.
ação contra os "Blocos H", da região de Wicklosv. A resolução reflete com muita cla• Em 1967. a repressão dizimou a pri- Ao mesmo tempo, a ala liberal da
reza o grau de oposição dos militantes nessa campanha, e a necessidade de uma mu- meira direção que tinha sido consti• burguesia, afastada do aparelho esta-
dança de orientação. tolda verno, desse Estado Para os "Fadai- tal, procurou canalizar o crescente
Na verdade, a organização dos "Fe- nes do Povo", esse Estaria ela, e descontentamenlo das rfleisSels,
Companheiro, damos do Povo" foi formalmente •:ontinua sendo, um Estado burguês. Em última instância, o mime do PRI
A propósito do grave impasse em que se acha a campanha. há algum tempo, os constituída tini 1970, através da fusão A principal contradição que se ma- fundamenta-se, cada vez mais, no e•
grupos de ação de Wicklow aprovaram por unanimidade numa reunião realizada a desses militantes, cuias origens já vi- terizalizava, na época, era 3 contradi- xercicio puro e simples do terror
13 de julho, a resolução abaixo. Convocànios vocês • apoiarem nosso chamado a uma mos, com outros elementos que iam- ção entre as reivindicações das mas- Os "mujadines - têm sido apresenta-
nova conferência, adotando uma moção na mesma linha e comunicando-a ao Comité bem se reivindicavam marxistas, mas sas 00 caráter desse governo. dos como uma das forças essenciais
Nacional, em caráter de urgência. Pedimos também que nos enviem cópia da resolu- que vinham da Frente Nacional (orga- O que as massas esperariam desse na resistência ao PRI...
ção que adotarem e que informem os outros grupos de aça( da região, para agirem nização que se reivindicava de Mos- governo era o atendimento de suas Efetivamenie, os "mujadines" exer-
da mesma forma. sadegh). reivindicações económicas e pollticas cem uma influência muito forte; foram
Em fevereiro de 1979, as massas (direitos democráticos, reivindicações eles que organizaram grandes mani-
Resolução derrubaram o regime do Xá Hoje, mais !estações contra o regime. Essa orga-
das minorias nacionais, etc.). O gover-
Considerando de dois anos depois, como voas no fortalecia-se, reprimindo as massas: nização originou-se de uma cisão na
I) que, nos dias que antecederam à morte de Joe Mcnonneli. o "Comitê Nacional vêem a situação? repressão contra as greves e contra "Frente Nacional", eia 1962.0 desen-
contra os %tocos Nu Armagh" não fez nenhum esforço para mobilizar as massas Primeiro, temos que falar da préspria as minorias nacionais (Kuzistão. volveu-se na luta contra o Xá; reivindi-
irlandesas, a de salvar sua vida e a dos outros prisioneiros em greve de fome. insurreição, que foi preparada por Curdistão) ca-se islâmica e anti-imperialista e
apesar do povo irlamlés já ter repetidamente demonstrado — através de numerosas uma intensa atuação dai: massas tra- Mas não existia uma força revolu- opus-se, desde o início, ao PRI.
manifestações, greves e nas eleições, quando votou massivamente pelos prisioneiros balhadoras A classe cio-araria esteve cionária organizada, suficiente para Aliás, os "Fedaines" defendem, hoje,
—que apóia a luta dos prisioneiros e que está pronto a responder ao chamado para na vanguarda da mobi- ração, através expressar essa contradiçao. A falên- a constituição de uma frente de luta
uma ação efetiva, da greve geral Foi dura •. a essa mobi- cia do Tudeh deixou um "vácuo" que contra a ditadura, reunindo os "Fedai-
2) que, na situação de cnse politica em que se encontra o Es,:do Livre, após as elei- lizaçáo que começaram a se formar, os elementos religiosos souberam ex- nes", os "mujadines" e outras organi-
alies gerais, em eondições extremamente favoráveis à implementação de uma vigorosa nas fábricas, os conselho,: operários plorar zações, como o "Payear ", com base
campanha visando a obrigar o governo minoritário a agir contra 'ihatcher, rompendo ("shoras"), que nós chamamos de Os "Fedamos do Povo" tiveram uma na defesa das liberdades dernacráticas,
relações com a Inglaterra e retirando da fronteir . as forças do Estado Livre, pela vito- "conselhos revolucionários", para di- participação considerável nas lutas na luta contra a ditadura do PRI, pela
ro. ria da luta dos prisioneiros, o Comitê Nacional não tomou nenhuma iniciativa nesse ferencia-los dos "conseir s iskimicos", preparatórias e também, militarmente, constituição de "conselhos revolucio-
seguido; controlados pelo Partido Republicano na própria insurreição Mas a repres- nários - e pela Assembléia Constituin-
3) que • decisão da Conferência de Dublin, de "tornar ingovernáveis os ti condados Islâmico (PRI) são dizimara seus quadros, e a orga- te
(do Norte) e os 26 condados (do Sul)" fui abandonada, na prática, pelo Comitè Nacio- Mas o baixo nivel de comcifincia nização não pôde desempenhar o pa• Atualmente, o PRI repissenta a torça
nal, voltando as costas ao apelo de Bobby Sands: "as massas que saem di ruar permitiu que, depois da queda do Xá, pai que lhe cabia. vinrioal da reação, é o eixo do Estado
nassus únicos fiadores", o movimento losi,e recuperado por se- Passemos agora à situação atual Em burguês; para combatê-lo, éi preciso
41 que, logo antes da morte de loa McDonnell, foi divulgado um documento qui tores da média e . ia-burguesia, primeiro lugar, temos que ressaltar constituir uma frente, quase apóie nas
nem sequer menciona a luta para salvar os prisioneiros em greve de fome, mas qui. unidos em torno de ri ieini. que a luta dos operários e campone- reivindicações democráticas das mas-
planifica as atividades até o mês de setembro, deixando implícito que IIÃO há como Os circulos da atra i.iiguesia finan- ses não parou. Não conseguiram sufo- sas, colocando-se resolutamente na
salvar suas vidas; ceira, diretamente ligados às potên- vanguarda da luta pelas liberdades
car os organismos nascidos da insur-
O Comitê contra os Blocos H/Armagh da região de Wicklow declara raie não tem cias financeiras imperialistas, estavam democráticas Ao mesmo tempo- é
reição de fevereiro de 1979,8 não de-
confiança na estratégia do atual Comité Nacional, e chama: excessivamente associados ao regi- sapareceu a vontade dos trabalhado- preciso forjar uni polo revolucionário
lia convocação imediata de uma nova Conferência, soberana, com plenos poderes me do Xá Então, tratava-se de ele- suficientemente forte para impar, no
res de verem atendidas suas reivindi-
para tomar qualquer decisão e resolver qualquer ação necessária para redirecionar a mentos ligados à burguesia industrial cações, nem a vontade das minorias curso da lufa, 44 hegemonia do proleta-
campanha no caminho da vitória das cinco reivindicações e para salvar as vidas dos (que se apresentam como "liberais", riado, abrindo caminho Para a revolu-
oprimidas de verem reconhecidos
prisioneiros em greve de fome; como Bazargan, por exemplo, que foi ção socialista
seus direitos nacionais. Mas houve vá-
2) a retirada do plano de ação acima mencionado e sua rediscussio na Conferência. o primeiro chefe de governo, escolhi- rias fases E por isso qt..a, hoje. os -For:Mines"
Aprovado por u. animidad• pelos delegados dos grupos de ação de Arklow, depor Khomeini) e à burguesia comer. No por lodo que vai desde as pomel- centram sua ação ousia& trair pala-
Aticklow, Bray, Kilcoole, Newtownmountkennedy. ciai e religiosa (dos quais Behechtl, um ras semanas após a insurreição até vras-der:miem:
Pela vitória dos prisioneiros em greve de tomei dos fundadores do PRI, é um represen- -- Abaixo o PRI!
agosto de 1979, verificou-se um escon-
Pela vitforle dos prisioneiros! tante tIplcor — viva os O:insanos Fievoilucionarlos /
so de movimento de massas, apesar
Jade julho de 1981. A questão fundamental que se colo- — Em direção á Assombiara
da repressão governamental e da
cava era a caracterização desse go- acâo contra-revolucionária das miadas Constituinte!
Reunião do Ottawa
14— Cor.nospeomilliethelelsneeeelead seternbro de 1981

Todos se alinham 5 3 4 2 81

Reagan saca sua arma:


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luncao — como se •
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o regime burgués. Por isso Mit le11.1nd
chegou a declarar seaundo1,-
de 23 de julho. "O equárboo eito
Este edailiorio deve bem eiiriiri 1,1,,
impar outras coisas para Mn) rks re.
/ações de ktf(sis e Clete(Milhit ,i ii,i5i
reza das negocraçoes que .0 rreverL
abrir, sem nenhum) dúvida, pa( a
mirim Cr desarmamento e a pa.' .
Como esclarece o própric•Lo Monja,
"equilibrio primeiro", na pina eirprica
da diplomacia, e sinónimo
se primeiro O oposto a 'a,: O
desarmamento dos pau ist e r' o
equivalente de arma,-se e golpear para
negociar ou o d.e Sei,I CO% Carnicei-
ros imperratistasi
Reactan obteve apoio para o maior
movimento nese° realizado ato agora
11111111111111, pelos Eiaados Unidos e a Ioda a sua
diferenças IdosOficas existentes entre desta forma, com a diplomacia me- or 'enlaça° polrlica de negociar em no-
'certos novos participantes" iEl Pais. xicana, a social-democracia europeia siçao de força e ~pataco para esma •
- 17 de julho). procura. sobre uma iinha de "aberturas qat a re‘oluçáo e os of tusSas or.,era
Vinte dias depois da Reunião de Cúpula dos 7 em Ottawa, Quais eram ess as "filosofias-2 democraticas". uma estabilizaçao rios Cer lamente. que o unha quando
heagan anunciou a construção da bomba de nêutron, também clut• Primeiro, a nova relação do dólar contra-revolucionaria das arcas de disse Estou particularmente agrade
mada de européia, pois está projetada contra os tanques do Pacto de com as moedas europeias As altas maiores conflitos, como a America cicia aos outros d,r,ger ,tos pela Mia
Varsóvia, ou de capitalista, pois mata as pessoas deixando quase laxas de furos estabelecidas por Rea- Central, na' esperança de encontrar COMPtee ,,Sii0 e apoio a politica em
intactas as coisas. gan dentro dos Estilo -s Unidos esto novas oportunidades para a sua pene- que os Estados Unidos estão eMPe•
Reagan Ode lançar tal provocação ao mundo não só porque - sugando os cape lis de iodo o mundo tração económica e politica nhados" fi Monde 23 de Julho)
Isso fortaleceu o dólar em fataça° a- Por fim, uma diferença especifica,
tudfitou 0 capitalismo norte-amertrano por trás de um colossal{ plano
outras mondas Mrn poucos meses [nas nem por isso menos ''filosofica". LITINAS aatainuAs,
contra-rewlucionario, mas tanibém porque seus aliados japonês e
passou de 5 a 6 ..rangos) Isto frustra, se relera ao acordo sobre forneci- ESPIRITO mie ramo
europeus foram alinhados para lhe cobrir a retaguarda. Essencial- mento. de gás tramitado pela URSS e
logo de entrada, qualquer pretensão
mente. a socird-democracia alemã e francesa e seus lideres governai,- de relancarnertio er„:,•iómico europeu a Europa Ocidental Este negócio im- A soridariedade poia,:a dos imperia-
tes, Schmidt e Milerrand, este Ultimo com seus quatro ministros tustamenle quanco o desemprego. que plica na construçâo de um gasoouto listas No esconde, no ,intanto, que se
comunistas. supera os 25 milhões de desempre- desde a Sibéria até a Alernanna mantem as contradict as economidas
A bomba N foi uma consequência imediata da reunião que culmi- gados nos diferentes paises da OCDE. Federal e França Já desde os tempos e os matizes laticos Por isso a
nou no castelo de Montebello, a uma centena de quilómetros de esta provocando explosões sociais. de Carter. os Estados Unidos se opõem declaracao assinada contem algumas
Otta4a. no ('omitia, no dia 21 de julho. Em seu significado geral, o como na Inglaterra e mudanças politi- ao dito acordo, que debilitaria o seu ambiguidades
documento assinado referendou toda a politica contra- cas em direcao à esquerda e ao frente- con' role energético europeu O enunciado "a lut,, contra a mula-
revolucionária ditada por Reagan. Apesar de que as medidas econô- pocarlismo. come ni. França Em suma os temores e expectati- Cio e o desempreç o deve ser a
A politica nort:i-a. nericana das altas vas da imprensa mundial de que em primeira das nossas pi ()idades' . e um
micas e financeiras do governo americano são um fator de deslocação
taxas de juros ataca as .n • ,s eu- Ottawa a bronca fosse geral, foram compromisso entre dois aspectos en-
de sua própria situação, ua aliados, por cima de suas discordâncias ropéias, em prirnisito lugar a aien.' e infundados Meerrand nao liderou O latizados respechvam alie por Reagan
econômicas e matizei políticos, aprovaram a linha de primeiro o governo de Mitterrand, recernemoar• descontentamento anli-norte america- e Mitterrand Se bem que sáo contra-
armar-se. printebo golpear e depois negociar. cado numa vasta tentativa keynesiana no unindo os protestos burgueses Monos, eles não rrroirca 'n em um antago-
de relançamento econômico caseada pacifistas e terceircxnundetas, nem. nismo na Medida em e.ie ti declaiii00
na compressa° enfartar apelou para o proletariado norle• SuStenla em seguida ' Na Que core
Outra aderença "Mosofica - e a de americno. com seus mineiros e con- vencer as forças sociais da necessi.
'que o monumen ai impulso realizado lroradores aéreos em luta, para colo- dade de operar um,i mudança nas
-por Reagan- na ir Usina botica, e em: car-se frente st Reagan Não houve expectativas sarari,es Por cirna nas
gido aos seus aliados, provocou uma choques entre Reagan e Mitterand, daerencas inseumeni ais este ultimo
vaga de pacitssn o e neutralismo em nem entre Os governos Fortes e os de Co verdadeiro acordo de tendo
tiluido no pós-guerra. em -Certos' paises dit Europa Ocidental. frente popular Os temores de que isso Em outro parágrafo os Estados Uni-
Uai Can* DG 1100011T11011 itretton WoOds Os Estados Unidos 'Alemanha em particular. com movi- puCfse ocoi ter baseavam-se na sig• dos concedem que ,is ra,as de luro
em CÚPULA impuseram enião a seus aliados a mentos sociais de envergadura -são de classe da queda de Mgr) NP; podem criar da,cui.rades a
"desmonetarizaçâo do ouro" e um As contradiçõet entre o imperialismo Gis'Jard derrubado pelas massas tra- outro - Mas Só Se COMplOrnele a
Este foi o sétimo encontro dos 7 que sistema de equivalências monetárias norte-americano e seus aliados se balhadoras que aspiram varrer os ca- reduzir as suas em ' alguns pontos".
culminou um ciclo iniciado em 1975 para salvar o dólar Assim transferiu e expressaram na :1egunda internacional pitalistas e banqueiros até ao hm do ano
em Ramoouillet França Nos anos se- lez pagar ao resto do mundo ir In (que de internacicnal só temo nome) Os Estados Unidos aceitam a gene-
guintes, O encontro de presidentes, !laça° norte-americana Em Bonn, uma se nana antes da Reu- TÃO PAPISTA COMO O PAPA ralidade de que "doem se preparar
somente acompanhados por seus as- nião do Cúpula de Dilawa. apareceram negociações Tribais com os prlities
sessores intirrios. se realizou ritual- TUMORES INPUINNIAPOS alas pró-neutralistas em particular no tina) da Reunia°. UM Reinar' em vias de descreio vimenlo - e que
mente nos Estados Unidos. Reino partido eterna° Alem disso, acontece eufórico fez declarações que O "a conferéacia de C ancun seta urna
Unido República Federal Alemã Este ano, a conferencia despertava em um momento erl que o trabalhismo New York TIMOS e o Washington Post oportunrdade tkird •SSO " O verbo
Japào e Itália No próximo ano. esperanças e temores na imprensa Inglês caminha vara a esquerda de 23 de julho, resumiram assim. -preparar" indicaria hue Canciin não
Miterrand tara as honras de anilina°, internacional Nos últimos meses ti: Outro' litgio, e 'tâo "filosófico" como "Mitterrand Queixou o pelo em Ottawa, seria a neaociaçao popriamente dili
inaugurando uma segunde rodada nham-se produzido dois fenômenos os anteriores, se afere ao Terceiro Enquanto almoçavam°, afirmou que O que coincide com os planos no; te•
As agendaS dos Encontros foram poliheos aparentemente antagônicos' Mundo. Concrelami role à reunrao que a França respr'..rra absolutamente americanos que reiiervaM o acordo
sempre conturbauars, e Conlidivas o o triunfo conservador de Reagan, se efetuará em Cal cún. México, com todos os seus compromissos com a cenlro-americano. especialmente em
Watergale 5 senta agonia da V Repta: com seus 160 dias de agressiva 21 poises do "no - te' 9 do "sul- afiança atfánlica Depois disto, a con- E
t alS
rdealvador e Nicai agua para mais
Plica frariees a disoomposição da contra-revolução, e o triunfo de Mitter- -Os Estados Unidos so pildar os de versação continuou livremente Suas
Repubtica italiana as revoluções no rand, com seus setenta dias de unia negociaçao sei silva com os sub- declarações frente á ameaça sovierr O cOmercio.com a URSS será vigia-
ira Nica-agua e Polónia trenas popular Os comentaristas te- missos, sem a parlcipação da buro- ca poderiam ter sido pronunciadas por
Em 1975 por exempto. Ramberallet do ( 1 a fim de ,áisegurar que em
miam que o encontro entre ambos cracia do Kremiin nern Cuoa, enquanto mim ou por qualquer de nós " morena de teindc s Este Oeste as
girou em torno da maior crise linan, fosse agitado e quebrasse a unidade que as polencias cuca:raias e a social.
coa a desde 1929 No mero de Urna eu. Também a senhora Thatcher re- nossas pordicas °comunicas Periná C""
Politica tradicional dos imperialismos democracia querem um acordo nego- gressou radiante Le Monde de 25 neçam compativers com nossos ciou»
[acta incontivel do preco do ouro e O chanceler alen'âo Schmidt, vetera- ciador Integral, incluindo as alas na- de Julho resume o seu informe aos trvo, ,.'nliticos e de segurança". con-
urna outros em toboga do dólar, das- no destas reuniões, tinha afirmado cionalistas pequeno-tiurguesas e as Comuns "Felicitou a posição ardente cai' o por u. irás do Qual rica escondida
ema financeiro ins. "Vai ser ume reunião difícil, devido ás dpminadas pelo Krem in Coincidindo. e robusta do presidente /rances sobre cuestao do gas transiherrano
11.11.1111•
Reagan saca sua arma:
e " a defesa e os co-

frente a aliança •
e ),101Ci'M ,)
OCIUSCOMOU 1 1 •
Para denunciai
Irabalnistas
Europa seguro,;
obrigac lo Lindam,
pais liertain COrn c '
teor ii , V3/ nos nus , ;•,, , • ,
mesa de negociaçai• ••
Por sua natureza e peio e, ir que
ocupa na luta de eia
Popular rta0 tem 11, ,r1 1.• , ir
luncao como se ,
no Cnite con1
tem o regime burguês Por isso Mitterrand
chegou a al"Clatát s,.!,)olld..1.. Lr,
de 23 de ulho "O equilibra primeiro
Este equiliono deva eern entendaa
impor outras coisas para além das IV-
iaçoes Co fore'iiS e aetehlUnar a naeu
reza das negocraçoes que se duvert.
abrir, sem nenhuma dúvida, pala
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Como esclarece o própria tu
"equihbrio primeiro", na gíria esprica
da diplomacia e sinónimo lar ar-i ir
•• . "*. se primeiro O oposto a rio.; ir o
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pelos Estados Unidos e a toda a sua
diferenças filosóficas existentes entre desta forma, com a diplomacia me- orieniar,So politica de negociar ern pd•
'certos novos partrcipantes - iEl Pais. xicana a social-democracia europeia siCao d. iça e preparado para e--.'na
• 17 de julho). procura. sobre unia linha de "aberturas par a ri- e OS estadas opera
Vinte dias depois d Reunião de Cúpula do. 7 em Ottawa, Quais eram essas "filosofias"? democraticas", uma estanitizaçáo rios Cai lamente que o sentia guando
Reagan anunciou a construção da bomba de neutron, latnitêm cha- Primeiro, a nova relação do dotar contra-revolucionária das áreas de disse F:itc., parricusumente agrade
mada de européia, pois está projetada contra os tanques do Pacto de com as moedas européias As altas maiores conflitos. como a América calo aos oatros dirgentes pela sua
Varsóvia, ou de capitalista, pois mata as pessoas deixando quase laxas de lulas estabelecidas por Rea- Central, na esperança de encontrar compreensio e apoio a pOliliCa em
intactas as coisas. gan dentro dos Estail .s Unidos ostao novas oportunidades para a sua pene, que os Estado) Unidos estio empe
Reagan pôde lançar tal provocação ao mundo não só porque - sugando os capitais de lodo o mundo tração económica e política nnados" Ile Monde 23 de Julho) .
Isso fortaleceu o dotar em relação a- Por lim, uma diferença especifica,
unificou o capitalismo norte-antericano por trás de um coloxsali piano
contra-res °fatiem:ido, mas também porque teus aliados japonês e
outras moedas tem DOuCOS meses (nas nem por isso menos "filosolica", MIRAS amalsuas,
passou de 5 a 6 frangos). Isto frustra, se refere ao acordo sobre forneci- cumulo
europeus foram alinhados pura lhe cobrir a retaguarda. Essencial-
logo de er”ada, qualquer pretensâo mento- de gás tramitado pela URSS e
mente, a social-democracla alemã e francesa e seus lideres aosernait•
de relanci-..riento económico europeu a Europa Ocidental Este negócio im- A solidariedade política dos imporia.
tes, Schmidt e Miterrand, este último com seus quatro ~Iro% justamente quando o desemprego que plica na construçâo de um gasoduto iisias rio esconde, no entanto, que se
comunistas. supera os 25 milhões de desempre- desde a Sibéria até a Alemanha inaniam as contradições económrdas
A bomba N foi uma consequência imediata da reunião que culmi. gados nos diferentes países da OCOE. Federal e França Já desde os tempos e os matizes taticos Por isso, a
nau no castelo de Montebefio, a uma centena de quilômetros de está provocando explosões sociais. de Carter os Estados Unidos se opõem declaracao assinada contem algumas
Ottatt a, no Canada, no dia 21 de julho. Em seu significado geral, o como na Inglaterra, e mudanças palio- ao dito acordo, que debilitaria o seu ambiguidades
documento assinado referendou toda a política contra- cas em direcáo à esquerda e ao frente. con' role energético europeu O enunciado "a luta contra a infla-
resoluclonária ditada por Reagan. Apesar de que as medidas econô- Porailismo. como na França Em suma: os temores e expectati- 00 e O desemprego deve ser a
A política norte-americana das altas vas da imprensa mundial de que em primeira das nossas prioridades' e um
micas e financeiras do governo americano são um fator de deslocação
taxas de juros ataca as economias eu- Ottawa a bronca tosse geral, lotam compromisso entre dois aspectos mi-
de sua Própria situação, os afiados, por cima de suas discorde-meias ropéias, em primeiro lugar a alemã, e infundados Mrlerrand nao liderou o Nadados respectivamente por Remiam
econômicas e matizes polithos, aprovaram a linha de primeiro o governo de Mitterrand, recém-embar- descontentamento anti-norte amenca• e Mitterrand Se bem que sio contra.
armar-se. primeiro golpear e delmit negociar. cado numa vasta tentativa keynesiana no UllifId0 os protestos burgueses Monos, eles rio wroicam em um antago-
de relançamento económico baseada pacifistas e terceiro-mundistas,' nem' nismo na Medida cri quo a oeciaraçao
na cornpressao salarial. anelou para o proletariado norte- sustonla em seguida -Ha que comi-
' Outra diferença "Illosolica" é a de americano, com seus mi—aos e con- vencer as torças sociais da necessi•
- que o monumerea, impulso realizado troladores aereos em luta. para colo- dado de operar urna mudança nas
-por Reagan. na industria bélsca, e exil. car-se frente a Reagan Não houve expectativas satarstis • Por cima das
gido aos seus aliados, provocou uma choques entre Reagan e Mitterand, diterencas instrumentais este ultimo
vaga de pacifismo e neutralismo em nem entre os governos fortes e os de 00 verdadeiro acordo de fundo
laudo no pós guerra. em :certos' países da Europa Ocidental. frente popular Os temores de que iss Em outro parágrafo os Estados Uni-
UM CICLO MI MICONTROS ttretton Woods Os Estados Unidos :Alemanha em particular com movi- pudesse ocorrer baseavam-se na sia. dos concedem que 'as taxas de duro
IN CÚPULA impuseram anta° a seus aliados a mentos sociais de envergadura nilicacao de classe da queda de num pus podem Chal ii.l.Cultlaao";
"desmonetarização do ouro" e um As contradições entre o imperialismo Giscard derrubado pelas maSSaS tra- °UIVO - mas só se comprornatu a
Este ici o sétimo encontro dos 7. que sistema de equivalências monelarias norte-americano e seus aliados se balhadoras que aspiram varrer os ca- reduzir as suas em "alguns pontos".
CulMtriou um ciclo iniciado em 1975 para salvar o dólar Assim transferiu e expesseram na Segunda Internacional pitalistas e banqueiros até ao tinido ano
em Rambouillet França Nos anos se- tez pagar ao resto do mundo a in (que de internacional só tem o nome) Os Estados Unidos aceitam a gene-
guintes, o encontro de presidentes, flaçáo norte-americana Em Bonn. uma semana antes da Reu- TÃO PAPISTA COMO O PAPA ralidade de que 'devem se ~Dalin
somente acompanhados por seus as- niào de Cúpula de Ottawa, apareceramn negociaçoes globais corn os passes
sessores irarmos se realizou ritual- TSMORIS alas pro-neutralistas em particular no No tirai da ROUT11:10.rim Reagan em was de deseavolvdnento - o que
mentes nos Estados Unidos, Reino partido alemáo Além disso, acontece eufórico tez declarações que o "a conferência de Canc:un Sela urna
Unido Republica Federal Mama Este ano, a conferência despertava em um momento em que O trabalhismo New York Times e o Washington Post oportunidade paia isso" O verbo
Japão e Itália No prós iro ano esperanças e temores na imprensa Inglês caminha para a esquerda. de 23 de julho, resumiram assim: 'preparar indicaria que Cancia) na0
Miterrand tara as honras de antena°. internacional Nos últimos meses ti- Outro' litigio, e 'ta a "filosófico" corno "Mitterrand quebrou o gelo em Ottawa, seria a neaociaçao propriamente dita
inaugurando uma segunda rodada ni-iam-se produzido dois fenómenos os anteriores, Se refere ao Terceiro Enquanto almoçávamos. afirmou que o que comedia com os planos norle•
As agendas dos Encontros foram politieos aparentemente antagônicos Mundo. concretamente á reunia que a França respeitara absolutamente ameeçanos que resaivam o acordo
sempre conitabaraaa e contlitrvas o o triunfo conservador de Reagan, se &aluara em Cancún, México. comn rodos os seus compromissos COM O. cenho-ai -latiras:a especialmente em
Watergates, a Anta araorats da V Repte com seus 160 dias de agressiva 21 países do "norte" e do "sul" aliança attántica Depois disto, a con.
uca hanaesa a: deocimposiçao da cOntra-revOlução, e o triunfo de Mitter- El Salvacor e Nicarágua, para mais
Os Estados Unidos alio Partidários de versa çao Continuou livremente Suas tarde
1 Republica italiana as revoluções no rand, com Seus Menta dias de uma negociaçao seletiva com os sub- declarações frente á ameaça sovieti O cornercio,com a URSS será '
Pa Nica• agua e Polónia frente popular Os comentaristas te- missos, sem a participação da buro- ca poderiam ler sido pronunciadas por do ( I J fim de assegurar que em
Em )975 por exemplo. HarnboLallet miam que o encontro entre ambos cracia do Kremlin nem Cuba, enquanto MIM ou por qualquer de nós " mateira de relações Este Oeste às
girou em Mino ela MerOf crise linan• tosse agitado e quebrasse a unidade que as potências européias e a social- Também a senhora Thatcher re- nossas poli! icas economicas Perfila
Ceira desde 1 929 NO meto de urna SU- política tradicional dos imperialismos democracia querem um acordo nego- gressou radiante Le Monde de 25 neçam compalivesS corri nossos obre.
bela inconlivel do preco do ouro e O chanceler alemão Schmidt, vetera- ciador integral. Incluindo as alas ria• cio Julho resume o seu informe aos livos poltriCoS e do segurança". c011.
uma queda em toboga do dólar, das- no destas reuniões, linha allfMaci0 cionalistas pequeno-burguesas e as Comuns "Fe/redimi a Posrçao ardente celta por detrás do qual fica escondida
mo(onouse o sistema financein, ins. "ve‘ ser uma reunia° dif(cil, devido as dpminadas pelo Kremlin Coincidindo, e robusta do presidente francês sobre a questa() do gás transiberrano
ia 191•••••••••• ..1•••••.•i . 5 ar•-$. n•re••• • Ir ".
à

Reunião de Ottawa — América Latina 15

342 81 América Central

bomba N Seis países,


uma
As ambiguidades saia° matéria de
negociações exigrancias concessões
e • inclusive chantagens futuras O
Japao a Europa e especialmente a
frente popular francesa, procurarão
particular as destruições no Líbano".
Nao houve menção à Polónia. o que
se justificou dizendo que não se queria
IfIlidf a situaçao A verdade é que OS
impeaalismos se calaram porque iiá0
pelo Congresso norte-americano com
:a bomba N os massacres palestinos
a ultima provocação contra a Liba e o
apoio aos militares de El Seevador.
Guatemala e Honduras com as nego-
nacionalidade,
com base nesses pontos obscuroS
obter contrapartidas e aumentar Si seu
espace
Não existe qualquer dúvida em
sonha-Partida nos acordos sobre o
despreram nenhuma alternativa con-
tra a revolusao polonesa inclusive
a da invasão do Kremlin
Dois latos produzidos poucos dias
depois da declaração e que se inte-
gram no seu esparto. certamente lo-
ciações encruas e previstas proxima-
mente com a burocracia soviética,
molda-se a politica contra-revolucio-
naria de Reagan Eia recebeu o apoio
dos outros imperialismos incluindo a
uma
!rente popular frncea

revolução.
rearmamento 'a deterioração das te -
rações Este-Oeste deve-se. segundo ram largamente debatidos a mencio- Por isso Krssinger arquiteto da
a declaração. "ao crescimento da nada colocação em marcha da bom- diplomacia de gOlpe, ir para negociar e
torça militar sovIétlCa". ba N e a revelação de que Reagan aluai eminencia parda da Adminislra•
A lalta de sanares a Israel. enquan- e Breines estavam discutindo secre- CM) Reagan depois de ahnocar com
to ainda tumegavam as ruirias de tamente urna Reunião de Cúpula dos Mitterrand na estância de veraneio de
Beirute Ira uma exigência norte-ame- dois a realizar-se este ano Será pre- Landes, França, declarou estou
ricana Reagan esta empenhado em catada por novas ,:OnSultas a Mitterrand, muito satisfeito A experiéncia que
atacar de uma forma durissima no Schmidt Thatcher e os outros dirigen- se desenvoive rio Franca depois do
Oriente Pioximo antes da negociacao tes ocidentais 10 do MAIO o Miid01111010Ss.frev Por Nahuel Moreno
A declaração se limita a "lamentar Com os 136 000 milhões de dólares Foi ha pratico,: dias s ta registrado
escaMda de atos de violéncia em votados para a "delesa . em 1982 em Le Monde, de 6 de agosto.

Hernán CU o

A contra-revolução nos
Estados Unidos
Antes que se cumprissem 04 200 dias de seu mandato. Na Conferência de Ottawa, os Estados Unidos coloca-
Reagan delineou os principids aspectos do que já podemos ram seus aliados imperialistas dentro desta politica. O
chamar o maio( intento contra•reeolucionário do imperia- fato de que, pouco depois. Reagan tenha anunciado
lismo Ianque, com a mobilluçlo de todas as reservas, num uma próxima Reunilo de Cúpula com Brejnev, indica sua
esforço para passar à ofensiva contra as massas. em iodas determinaçãc de obrigar a burocracia soviética, sua princi-
as frentes. pal aliada contra-revolucionária nas fileiras do movimen-
A molejo do Congresso norte-americano, feita por es- to operário, a engolir sua dura tática.
magadora maioria. destinou, só para 19/52. 136 bilhões Mas a corrida armamentisia encerra outra ameaça.
de dólares em armamentos. E esta quantia, a Acidentalmente. • bomba N demonstra que os Estados U-
maior da história, rillo é senil° • parte pública, vialvel, de nidos nio deixam de levar em conta a possibilidade
um montante muito maior. A ela têm que ser acrescenta- de uma guerra nuclear parcializada. Amparado por sua
dos os orç•m.entos militares de todas As burguesias, que situaçáo geográfica, o imperialismo nao desdenha a tinis-
estão também aumentando. ira perspecti.a de encerrar-se e proteger-se com um escudo
O rearmamento capitalista freneticamente lançado por atômico dentro de suas fronteiras, mesmo sofrendo gravis-
Reagan é a lace externa do plano de austeridade, de almas perdas, e abrir o fogo convencional ou nuclear na
dimensões C.01044all, dirigido contra o proletariado norte- Europa ou onde seja. O (MIO deste esmagamento contra'
americano. O imperialismo aio está deixando, deste mo- revolucionário dos estados operários e dos processos revo-
do, nenhum setor do planeta .-em ser super-explorado lucionários que abalam o mundo seria. entÃo, aio só
nem ameaçado. Prova irrefutável da sua crise, as duas o sacrifício dos seus aliados imperialistas e burgueses e da
faces ci, plano norte-americano são, também, a evidência burocracia stalinista, como também o holocausio da
de que ele está disposto • qualquer extremo para prolon- humanidade. Neste ponto de vista. o plano Reagan des-
gar indefinidamente a sua agonia. brava o caminho e oferece os elementos para que um futu-
Aquilo que a 0'..10CraCia do Kremlin faz contra as revo- ro Hitler norte-americano... pudesse se cumprir. Porq.ie
luções polonesa laulana, está sendo decuphdado pelos as lutas iniciadas pelos trabalhadores norte-americanos
'Ombra, o Brasil ou a Argentina, não
Estados Unidos. demonstram que Reagan está sendo enli .itado por seus
I. IMA 11A0MIALTIAM sito sprovincias'• de uma mesma naco.
„A URSS Invadiu o Meganha° para colocar um cerco à trabalhadores, da mesma turma que ,Johmon ou Nizon o
AlWillASA mann ‘iáns naidade. mas nacionalidades separadas.
revoluçáo (pie 1:00104'041 a se irradiar a partir do ira. foram pelo movimento anti-guerra do Vietnã.
e no camelo Brasil, inclusive com uma
E hoje, pari .,te o Congresso 00 Soadariedade, coloca o As massas vêm transtornando, com suas lutas, 04 distin-
Não podemos realizar ursa análise argua dar/reme
em movimento a frota do Pacto de Varsóvia para Intimi- tos p: note acordos contra-revolucionários montados des•
séria da revolução centro-arsericana, O que acabamos de dizer, não neja
dar • revolução polonesa. de o pós-guerra. Eles não puderam se realizar, nem se
sem caracterizar desde o ponto de que a realidade geográfica idiomática e
Os Estados Unidxn colocam em movimento a frota do estabilizar.
vista histórico e desde a sua localiza- cultural das paises de lingua espanhola
Medlterrineo e metralham aviões Ilblos em Syrte; perfi- Agora, a p-ovocaçáo de Reagan é uma das piores. Está-
cão no coniunto da América Latina, o (castelhano) origine uma tendência à
lari-se também perante a revolução politica polonesa, se caminhando em direção a enfrentamentos decisivos, on-
sub-conlinente centro-americano com uniticacsloorn uma só nacionalidade tv•cs
para laté-la saber que está entre dois logos; exercitam de entrarão em jogo todos os setores explorados e onde
seus seis partes trata-se somente de uma tendência. de
outra parte de sua trota no Caribe e armam Honduras e passarão a desempenhar um papel importantíssimo os tra-
No movimento trotskysta, já existe caráter histórico, que durante as lutas de
Guatemala cont,-a • Nicarágua, Cuba e os guerrilheiros balhadores norte-arnericaaos.
uma grande discussão sobre o ca- indeperxklincia se manifestou cia forma
centro-arnericanm que realizam combates de massas con- Na década de .50, com sua oposição à guerra, a classe
ráter da Aménca Latina e de sua entronaria e utópica, e que recente-
tra o imperialismo opressor; preparam uma força expe- operária dos Estados Unidos impediu o imperialismo de
{evolução Uma corrente detende que mente se expressa com urna intensida-
dicionária e entregam aviões a Israel para esmagar as desencadear a invasio da China. Ela te viu forçada a
toda a América Latina lá constitui uma de crescente a partir da segunda pós-
Árabes, cem particular o direito do povo palestino se deter na Coréia.
só nacionalidade, que está impossibe guerra. devido à mulliplicaçáo dos inter•
de construir tua ii•Olo. Agora, os operários e as massas norte-americanas,
siada de se constituir Como uma só cantas comerciais. Culturais e polacos,
Este esforço ofensivo -- que Newsweek saúda como ot diretamente atacados — e como nunca — pelo plano
nação Jaor causa da politica e expio- e por probie.mas semelhantes coiceados
-190 &bus de coarra•revoleaçdu - triunfante de Reagan, Reagan, jogaria outra vez um papel decisivo. Com elas, ação imperialistas A revolução socia-
enterradoret de 50 anos de New Deal — se lembra em estio os trabalhadores das outras potências imperialistas
por causa do aumento da captor ação nor
lista nc continente, leria como um de trsanser cana em todo o continente
nome da cinica filosofia de golpear primeiro. — que já decretaram a crise e desestabilizaçlto de seus
seus objetivos mais importantes, a Em 10clo caso, não se pode Contundir
Ela raio é nova, ainda que o seja a sua Intensidade, Sig- exploradores — e dos estados operários, colocados em xe-
constituição dessa nação. As duas a lendérsoa hstórca em direção a cons-
nifica que antes de entabular as negociaçeci e enrdos que pela revolução politica polonesa.
vertentes históricas, constituintes da Murça° de llTla só nacionnioado. com a
comas frações e aparelhos burocráticos, pequeno-burgue- Denunciar o plano Reagan, condenar todos os alia..t'n
Quarta Internacional (Comité Interna- realidade atual. determinada Pela extslé^.
ses e burgueses que estão cavalgando nos processos revolta- impar.alistas que o apoiaram em Ottawa, combater •
cional), polemizaram durante anos cta de nacionalidades diferentes
cksnários, os Estados Unidos não só ità0 endurecer, como poiltica de coexistência pacifica que, por meio da Santa E precisamente esta anairse, o LaJe
catara esta concepção e seu programa
também aplicarão sangrentos grApes. Sem abandonar a Aliança do Kremlin e t'o imperiailuno permite a este
Para nós, os paises latino americanos asailica que nosw Internacional coloraue
tini, da negociação — que lhe, foi Imposta à força pelas dirigir a política contra-revolucionária mundial, tal deve
constituam auténticas nacionalidades, a Ureia de constituição da Sederassao de
massas — pretendem chegar a elas numa posição de ser o coMeúdo da "politica exterior" do proletariado
estruturadas em nações diferencrarias. Republcas Socialistas da América Latina
mundial em cada pais.
Arda que somscolocizadas polo impera. Esta paravrisdeornem, fende á &barcaça°
• •dQ fecontsts-
ifaM0 *a, -.1.• • .. a • - :•s .rit
b omba N Seis países,
uma
As ambiguidade; seiào mataria de
nogociacões exigéncias concessões
e inclusive chantagens futuras O
Japas:). a Europa e especialmente a
frente popular francesa, prOeurarãO
Particular as destruições no Líbano".
Nao nouve menção á Polónia o que
se justificou dizendo que náo se queria
irritar a arataca() A verdade é que os
imperialismos se calaram porque ria°
pelo Congi osso 11011e -amei 'cano cum
a bo aba N os massacres palestinos
a üllona provocaçao contra a Libia e o
apoio aos militares de El Salvador
Guatemala e Honduras com as nego.
nacionalidade,
ciam base nessas pontos obscuros
obter contrapartidat e aumentar o seu
espaço
Nao existe qualquer duvida, em
contra-partida nos acordos sobre o
desprezam nenhuma alternativa con-
tra a revolução polonesa inclusive
a da invasáo do Kremlin
Dois talos produzidos poucos dias
depois da declaraçáo e que se alie.
grelo no seu espirito certamente lo-
ciaceres iniciadas e previstas proxima-
mente com a burocracia sovié(ica,
molda-si' a politica contra-revolucio-
nário de Reagan Eia recebeu o apoio
dos outros imperialismos incluindo a
uma
revolução.
rearmamento. - 'a deter 'praça° das re- Irente popular Iranresa
lações Este-Oeste deve-se, segundo tam largamente debatidos a mencio- Por isso Kissinger arquiteto da
a declaracao. -ao crescimento da nada colocacáo em marcha da bom- diploniacia de goiorsit para neqociai
força militar soviética". ba N e a revelaçáo de que Reagan ;t1tial emine.ncia pardo do Administra-
A latia de sanções a Israel enquan- e Brejnev estavam discutindo secre- CM) Reagan depois de arinocar com
to ainda lurnegavam as rumas de tamente uma Reunido de Cúpula dos Mittertand na est áncia de veraneio de
Beirute loi uma exigencia norte-ame- dois a dualizar-se este ano Sota ore• Landes. França, declarou estou
ricana Reagan está empenhado em cedida por noveS carmonas a Mitterrand, muito satisfeito A experiência que
atacar de urna forma durissima no Schmidt Thatcher e os outros dirigen- se desenvoive em Franca depois do
Oriente Próximo antes da negociacao tes ocidentais 10 de Moio o ~do iiiioivçs,intlr • Por Nahuel Moreno
A declaração se limita a 'lamentar Coro os 136 00C1 milhões de dotares Foi lio poucos dias Esta registrado
o votados para a "defesa em 1982 em Le Monde, de 6 de agosto
a escalada de atos de violáncia em

Hernán Cuello
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Estados Unidos
Antes que se cumprissem os 200 dias de seu mandato. Na Conferência de Ottawa, os Estados Unidos coloca-
Reagan delineou os principais aspectos do que já podemos ram seus aliados imperialistas dentro desta política. O
chamar o maior intento contra-revolucionário do Imperia- fato de que, pouco depois. Reagan tenha anunciado
lismo Ianque, com a mobilização de todas as reservas, num uma próxima Reunia° de Cúpula com Brejnev, indica sua
esforço para pastar à ofensiva contra as massas, em iodas determinaçáo de obrips- korocracia soviética, sua princi-
as frentes. pal aliada contra-revolucionaria nas fileiras do movimen-
A votação do Congresso norte-americano, feita por es- to operário, • engolir sua dura tática.
magadora maioria, destinou, só para 1982. 136 hilhtses Mas a corrida armamentista encerra outra ameaça.
de dólares em arniamentos. E esta quantia, a Acidentalmente, a bomba N demonstra que os Estados U-
nidos Mio deixam de levar em conta a possibilidade se
maior do história, não é leni° • parte pública, visível, de
uni mon ;ante muito maior. A ela têm que ser acrescenta- de uma guerra nuclear parcializada. Amparado por sua
dos os erçamentos militares de todas as burguesias, que situação geográfica, o imperialismo nao desdenha a sinis•
estio telt bém aumentando. ira perspectiva de encerrar-se e proteger-se com um escudo
O rea.mamento capitalista freneticamente lançado por atómico dentro de suas fronteiras, mesmo sofrendo gravis•
Reagan é a face .xterna do plano de austeridade, de almas perdas, e abrir o fogo convencional ou nuclear na
dimensões colossais, dirigido contra o proletariado norte- Europa ou onde seja. O tosto deste esmagamento contra-
americano. O imperialismo nau está deixando, deste mo- revolucionário dos estados operários e dos processos revo- 4.en
do, nenhum setor do planeta sem ser super-explorado lucionários que abalam u mundo seria, então, nito só
nem ameaçado. Prova irrefutável da sua crise, as duas o sacrifício dos seus aliados imperialistas e burgueses e da
faces do plano norte-americano sio, também, a evidencia burocracia stalinista, como também o holocausto da
de que cie está disposto a qualquer extremo para prolon- humanidade. Neste ponto de vista, o plano Reagan des-
gar indefinidamente a sua agonia. brava o caminho e oferece os elementos para que um futu-
Aquilo que a burocracia do Kremlin faz contra as revo- ro Hitler norte-americano... pudesse se cumprir. Porque
luções polonesa e iraniana, está sendo decuplidado pelos ou lutas iniciadas pelos trabalhadores norte•americonos
herrn/sia, o Brasil ou a Argentina, não
Estados Unidos, demonstram que Reagan está sendo enfrentado por seus
1 ILIONIALMAIMI são "provincias- de urna mesma nacio-
A URSS invadiu o Afeganistão para colocar um cerco à trabalhadores, dr, mesma forma que •Johnson ou Nixon o
AN/MIAU em mus IAM% nalidade, mas nacionalidades separadas,
NYVOIUÇA0 que começou a se irradiar a partir (1,i Irá. foram pelo movimento anti-guerra do Viciosa.
e no caso do Brasil, inclusive com urna
E bole, perante o Congresso do Solidariedade, coloca o As massas vim transtornando, com suas lutas, os distin-
Nào podemos realizar uma analise linqua Odorante
em movimento a frota do Pacto de Varsóvia para Intimi- tos planos e acordos contra-revolucionários mootadin des- séria da revolução centro-americana, O que acatsamos de dizer, nao nega
dar • revoluçlo polonesa. de o pós-guerra. Eles não puderam se realizar, nem se
sem caracterizar desde o ponto de que a realidade geográfica idiomática e
Os Estados Unidos colocam em movimento a frota do estabilizar.
vista histórico e desde a sua localiza- cultural das pouses de lingua espanhola
Mediterrineo e metralhara &vinca líbios em Syrte; peru- Agora, • provocação de Reagan é uma dos piores. Está-
Cáo no conjunto da América Latina, o (castelhano) origine uma tendência à
Iam-se também perante • revolução política polonesa, se caminhando em direção a enfrentamentos decisivos, on-
sub-continente centro-americano com unifica çao em uma só nacionalidade Mas
para lad-la saber que está entre doi, fogos; exercitam de entrarão em jugo todos os setores v.plorados e onde
seus seis partes trata-se somente de uma terszténeia. cle
outra parte de sua trota no Caribe • armam Honduras e passarão a desempenhar um papel impertantissimo os tra-
No movimento trotskysta, já existe caráter hisioreo. que durante as lutas de
Guatemala contra a Nicarágua, Cuba e os guerrilhai- e balhadores norte•americanos.
uma grande discussão sobre o ca- indepersdéncia se manifestou de forma
centro-americanos que realizam combates de massas co.i- Na década de 50, com sua oposiçio à guerra, • classe
ráter da América Latina e de sua embrionária e utópica, e que recente-
tra o imperialismo opressor; preparam unia força expe- operária dos Estados Unidos impediu o imperialismo de
evolucáo Uma corrente detende que mente se expressa com uma intensida-
dicionária e enaegarn avlbes a Israel para es....gar as desencadear a invas, da China. Ela as viu forçada a
ioda a América Latina ta constitui uma de crescente a partir da segunda pós'
massas árabes, e em particular o direito do povo palestino se deter na ('oréia.
só nacionalidade, que está impossibi- guerra. devido á multiplicação dos iram-
de construir lua neç At). Agora, os operários e as massas norte-americanas,
litada de se constituir como uma só carrüsos comerciais. culturais e polthcos.
Este estorço ofensivo — que Newsweek saúda como os diretamente •tacadus — e esmolo nunca — pelo plano
nação por causa da política e expio- e per problemas semelhantes colocados
-190 diso de, cuousa•revolkçdu - triunfante de Resgata, Reagiu], jogado outt• vez um papei decisivo. Cum elas,
raça° imperialistas A revoluçâo socia-
estão os trabalhadores das outras potérocias imperialistas
por causa do aumento da expioraçáo nor.
enterradores de 50 anos de Ne* Deal — se matiza em
lista no continente, teria como um de le-americana oro todo o continente
nome da cínica filosofia de golpear primeiro. — que já decretaram • crise e desestabilização de seus
seus objetivos mais importantes, a Em Iodo caso, não se pode Confundir
Ela não é nova, ainda que o seja a sua intensidade. Sig- exploradores — e los estados operários, colocados em se-
constituição dessa nação. As duas a tenclenc.ia hstorca em direção á ecos-
nifica que antes de entabular as negociações e os acordos que pela revoluçào politica polonesa.
vertentes históricas, constituintes da tisna° de uma só nacionalioade, com a
com as frações e aparelhos burocráticos, pequeno-burgue- Denunciar o plano Reagan, condenar todos os aliados
Quarta Internacional (comité Interna- realidade atual, delerronada peia ersistio-
ses e burgueses que estão cavalgando nos processos revolu• Imperialistas que o apoiaram cita Ottawa, combater a
cional), polemizaram durante anos csa de nacionalidades *latentes
ciortárlos. na Estados Unidos roa() só irão endurecer, corno política de coexistancia pacífica que, por meio da Santa
contra esta concepção e seu programa E precisamente esta analise, o que
também aplicado sangrentos golpes. Sem abandonar a Aliança do Kremlin e do Imperialismo permite a este
Para nets, os paises latino americanos justifica que nassa Internacional coloque
linha da negociação — que lhes foi Imposta à força pelas dirigir a politica contra•revolocionária mundial, tal deve
constituem auténteas nacionalidades, a tareia de constituição da Federaçáo de
1111~11 — pretendem chegar a elas numa posição de ser o conteúdo da "política exterior" do proletariado
estruturadas em nações diferenciadas. Repúblicas Socrahstas cia América Latina
mundial em cada pala.
Ainda que semscolonizadas pelo imperia- Ria palavradeordern, tende á unificação
do continente • •is parle do reconhe- •
lismo norte-americano o Méxl * e.•
s
1 — Correspondência setembrv de 1987
América Latina
r 5342 8 1

Seis países,
uma
nacionalidade,
urna
revolução.
cimento da realidade de suas atuais calaria na Crista Rica, na Guatemala ponto de partida a caracterização de presenciamos uma queria civil daS necendo arcado em algum dos par, e-.
nacões E a sintese programática entre O método sdarauado é o corararlo: de- um ou outro pais é equivocada, e impli- massas contra duas ditaduras Sónqui• possa manter-se por Muito tempo
uma realidade as atuais mictes com vemos lormulai uma caractenzaaao ca em cair na armadilha armada pelo nanas e pró-imperialistas isto signa'. Isto se deve a um consume de raaoes
urna necessidade imperiosa hoje ex• de coniunto sobre a situação da imperialismo e pela politica contra- ca que estamos diante de urna revolu- °ativadas da unidade ()cedi:dica eco-
pressa orno tendência a de sua Amenca Central, e a parlo dessa defi- revolucionaria do stalinismo e do cas- ção democrática em seus obietivos i- nómica e mesmo parada cai Amara a
unidade nição. assinalar as diferenças existen- trismo mediatos, e operária devido ao seu Central Uma revolução operária torra-
Por sua vez, 3 América Central tes de pais para pais Assim, o enfrentamento com esta caráter de classe e do inimigo que cri- tanto constituiria uni alvo laca para os
co shit,' uma realidade qualitativamen- Com este enfoque, devemos defina politica contra-revolucionária, deve rena exércitos dos outros paises da regalo
te dahnia do restante da América que a vitória da Revolução Areara- começar por se afirmar a caracteriza- Em Honduras. Panamá e Costa Rica ligados estreitamente ao aparato Ma,
latina, Em razão da extensão e unida- goense contra Somoza, abriu uma eta- ção de que na America Central existe esta ocorrendo uma acumulação de lar dos Estados UndOs Este avario
de aeogratica de urna tradlçáo histórica pa revolucionária em toda a América uni só processo objetivo e de conjun- lutas operárias e populares, em meio Só poderia ser com:irado pelo 01.1`51.11•
COMUM, que tem origem na cdónia e cia Central. o que constitui uma caracte- to, o de uma revolução operaria con- a urna crise crescente dos regimes
comunidade cultural e idiomática, loa volviment0 qi'rat do processo revuar•
rização Mais correta 'clo que O se limi- tra o imperialisno norte-americana e burgueses CiOnanq em toda a AfTIellea Central
mam um conjunto divatido em seis es- tar a ver as repercussões da vitória que tende a unil.car. em um so estado. A revolução em W50 na América que, por outra parte, sena inevitável,
tados distintos, onde a reandáncra para contra Somoza na lufa de El Salvador todo o istmo Contrai que por seus obielivos irnedu - dado o entusiasmo e repercussões de
conformação de uma só nacionalida- Poderiamos precisar ainda Mais, as- Este prOcess^ i-a-olucionáno única tos aparece em alguns países como todO o tipo que o triunfo ira despertar
de é forte e evidente sinalando que antes da queda de tem um desenvolvimento desigual Na democrática — abater sanguinarias f oi o anue saio hW te-ruiu- ria,'
Esta caracterização do sub-conti• Somoza. a situacao era pré-revolucio- Nicarágua. presenciamos urna revolu- ditaduras — é, em relação a anainica que corno moderna meirópole capla•
nente torna-se imprescindível para naria ainda quando a sua vanguarda. cão vitoriosa que, por causa de suas de classe e °breavas gerais irma Irsta. 111.1111eve o impulsionou a aleull,
compreendermos o processo revolu que era a Nicarágua. vivia já uma si- consequências e caraler de classe. lor revolução operária. SOCidliSta L,rr , Zaçà0 nae ,011.11 na America Centrar
amarro que atualmente o agita. e pa • tuação revolucionária, de guerra civil operária De lato, por um lado des- qa um dos paises. os Irabiariadores Para mantel ma s lacilMente o asam,
ra que possamos ter um programa A vitoria das massas nicaraguenses mantelou a estrutura do estado bur- se entrentam com governos burgue- to semidoionia, 0eSSOS paises ir ri.-
correto E preciso partir do falo de que contra a ditadura modificou toda a si- guês. e por outro. assentou-se na luta ses e agentes diretos do imperialismo Mor explorar as 'nassa, lambem miar
torca da revolução nicaragúense 011 tuação centro-americana dos trabalhadores para derrotar o bas• norte-americano, e se converte em uma não se trata de uma ato inação mera
salvado enha não está dada Somente Como acontece em toda situação hão ditatorial do regime burguês nica• luta contra a expressão politica e eco. mente literária. porque elativamenre
peio neroismo dos trabalhadores de semelhante a esta, existem setores de raguense, a burguesia somozisla, serva nómica da exploração capitalista e rei- divisão tem sido uma das lei 'amole .15
cada can desses paises. mas lambam vanguarda e também setores — nesse do imperialismo norte-americano Es- perralisla Por outro lado, como luta que contribuem para facilitar a r ratai
ao( sua relação organica com a levo- caso. paises — na retaguarda. mas o ta vitória °na-ditatorial e antiampe- Ir' contralto das massas centro-ameri- super-esplonicao das 11,aSSaS t.
tacão centro-americana em um pro- conjunto das narões centro-ar nencanas nalista não chegou alé o final, a expro- canas, que tende á unalcaçao esta- expOlia :10 das riquezas
cesso conjunta Eido não é uma aba. são parte do redemoinho revolucioná- priação polltica e econômica de todos dual, se enfrenta diretamente com o
tracáo livresca ou (Iteraria, mas urna A balcanizaçáo tornava Ma...
rio lua é o que explica a importancla Ce exploradores, por causa da Influência imperialismo norte-americano, que é que esses parses liiipuisada a •
realidade que se expressa, entre ou- extraordinária que o imperialismo rarsinsla e airusta il , 1171 como por quem sustenta e obtem os maximos trabalhadores pudessem orai,
tros talos, nas centenas de milhares norte-americano outorga a El Salvador, causa do caraler pequeno-Mugires da proveitos da divisão da iegiãO em seis uma maior resisténcia á dominasad
de centro-americanos que atravessam bem como todo o silêncio cumplice da direção aanchnisla Porém. asa é a ta- estados nacionais distintos imperialista Basta comparar a SlIllaça0
suas fronteiras para irem trabalhar nos imprensa imperialista sobre a Guate- teia que está cr 'locada Na América Central mia pode dar-se do istmo com as relações que o Meia•
pares limitastes. É uma realidade com mala Toda análise, que lenha corno Fim El Salvador e na Guatemala um triunfo revolucionário que pena- co conseguiu estabelecer perante o';
maniteslaçOes em toda a história da -•
Estados Unato. ira ver com
Arneirca Central e principalmente no
que, efetivamente, a balcanizaçaii
Diagrama e na ação de seus grandes
México reco inúmeras vantagem; para a mar , -
sberlachares como Sanchno ou Farabun
pole do 1011e Anil diasimulada hora).
do Marti que lutavam e se considera-
Idade e sabotagem do imperialismo
ram parte desta nação centro-ameri-
ante a tentativa abortada de Constitui-
cana
ção do Mercado Comum centro-amar a
cano é outra cOnlumaçao acessória
Pra iss, consideramos um erro
uma aproxim, aao imprecisa a pala -
aiadeaaaem qu,.; levantamos até ago•
Um deputado trotskysta do que dizemos
A estraiegia contraaevolucionaiia
do imperialismo norte-americano
(a de Federação de Republicas America Centrai tern por isso urna
Socialistas da América Cer traí e Cuba prioridade clara aritefi de ritais nada
Consideramos muito mais apropriada evita( que o procasso oblativo da os-a-
Na Melieo vem a desernolierrilii PCM C,1111k.1 ti.. C111 10.10 Ir 1111s. .11111..
a palavra•dedrdem de Por UfT1 Estada: ção regional se transforme num ti, o
um processo inte fende à conforma- A Alarras ri, I alia ai, mias-amou 11.1•C ilk1 V.111.1111.110 1,11N:rá 111 11111e, ,
Unidos Socialista da América Centrai Cesso COnScienie Para mantr ii a 1..0
ção de 11111,1 Pente (Aclimai de es- seri...candidatos no 1.stailo 011111'.1 :1 inipulsionaila
que leva em conta a experiência his canizacao dos estados arear uimn tari
querda com a participação de distou- o tilais iluminante do liais nor sty vsseileialtitellie por nossas organua-
tranca canizar o poaias proceaso remar, ar-
rins força,. V que tem sussittido unta enneetilraçaii industrial e pelas Ma çires com a ridesào da Corrente
A tendência dominante, á confor• natio
disetissito pendeu, programálka e poli:1111es 'tilas onerai 1,1,. eani)ia Operária.
macao de urna só nação ou naciona- Daqui, deriva a prinarpal razão caor
metrxdolirgica. leae Ne limito/traio 1.in ima das I-sic aconiceimento leni grande
lidade cOnCielltou-Se historicamente. leve o imperialismo para manter uma
Conni parte deste processo. para circunscrições, o 1)eariiii XVI de illinorl:Ineia tinir, ir.. triti,d,k sias
por exemplo rios Estadas Unidos da aluda económica limitaria e urna Jata
as recentes eleições locais do Estado Kim:atilam onde ris operarios e colo- Conto disse o eanlarada
América tanto que a unidade cie de contemporizadora perante a ri
do México. se ustulariam uma aluda nos ir.iulrruiuuuafriuilc 1olain ein seus Mercado 110 Itolerim ()perore, itt- 141
naciOnahdades cl latentes, que não ruça° encabeçada pelo sancleasir
els onde participam o Partido Corou. candirlinos. nosso camarada de agosto' '1 lllll 111. ir/11 /111/ 1 /1 1 ri/J ,
podia se constituir como uma só Nao se trata só de arnrial essa
nista MeSicano. o Movimento de Mercado ganhou unia eadeira de p.01.111/. para rir 11, 41 , l41,111t 11•111
nacâo leve uma expressão histórica çãO ()pelaria pela sua cariamica urina a
Ação e Unidade Socialista. a COrleille denlii lido. 1.11,1 ..1 1 ., /h11 1/1 0./..**1.1 ,\,././o 1111 i .141•
na constituição de uma Federação de dos Iludes das relaaões mie producao
Socialisia. o Partido do Poso Me Merearro é dirigente au 1111'1111' 1 1.11,1 111,,,o1 à . 01'11 . 111i . 11,1 1 1 .1.1111 .
Republicas Socialistas. na URSS caprtalistas. mas lambem de tenra ,
cano e as seções da Quarta 11111e, Operária Socialista. unia de nossas • Ifill.11 El Q11•11111 IIII,'1,1114 "'Md
nacional (Cl 1 representadas pelo .,ÇOes, riria NAllet)PAC. tinia orga• evitar Que esta ultrapasse as Ironia,
(Comitê loorrn.h.' ti I
Comitê de Ligação POS-10M. 111/as'illi de massas que nas eleições nas nacionais da Nicarágua, o que
is. ainioursãO el1114' 11 . 1' 1:4111h11 Cria 41db .10.41 de
O acordo se baseia num programa anteriores liai ia cleilo um depurado é senão outra !omina convergente aa ,r
a ,1,0,10,jo rir 5Is•11, ri flemmirrra e rt
de independenela de classe, contrr. o lederal, ao que se sorna agora o nosio astaa i r
1r11/ 111fileli), 1h, 1/111' I1111, elt tergutAi,1•
ceisinramiliv Esta e também a explicação da
goterno e os candidatos burgueses de denIlladO 11:111110 por nmso igi, 4111“1111111 1 .111 ft%al hill rei.,
orginisia verdadeira obsessào de 'soam girar
e por unt governo dos traballiarlii• cantar ilit Mercado. relu 1 1. 11 (11' 1101,11
res. sem representantes da burguesia. A vitória eleitoral lem grande min- "1,4 %COM timea.
quer ajuda exterior e Ioda a inleraca,
Core:datando tudo o que foi oda caniço-americana das guerras
anuiricirmenie seria falso -sumar - Quer ditar. com base nus posições portáncla para o deSetivollifileillii das deputado urdo é somente 'ninho, Mia
defendidas tradicionalmente pelos Inalas enn leauerilinan e puni a orgato • declaradas em El Salvador e GUMMI., -
as dolo, eies dos distintos Nasci; cera de nossas duas orgamizacdes. o Parti-
troiskystas. aprovadas nesta ocasião xuiçArr NAUCOPAC. Tem importãocia
Ia
Itchiernor manos para definamos a do OperdnO Socialista e 1.1 Liga
por outras forças. especialmente er também para a lula pela unidade da Do que se trata e de impedir, por lo-
sittioyao do 1mb-continente é revolu- Oí serdria Mas-xissa. -
dos os meios, que se mantenha .1
El Salteador. não-revolu• intima ligação das revoluções nicara•
eis paises, !"- rt.• ir Ir

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4e.
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revolução. •

cimento da realidade de Suas aluais Cialánd na Costa Rica, na Guatemala ponto de partida a caracterização de presenciamos uma queria civil das necendo isosido em algum dos Datar:
nacões E a síntese programática entre O método edequado é o contrário, de- Mn ou outro pais é equivocada, e impli- massas Contra duas ditaduras sanem. possa manter-se por muito empo
uma realidade as aluais nacees, com vemos formular uma caracterizacao ca em cair na armadilha armada pelo nanas e pró-imperialistas lsto signifi- Isto se deve a um COnninle CIO ra/Oes
uma necessidade imperiosa, hoje ex- de conjunto sobre a situação da imperialismo e peia politica contra- ca que estamos diante de uma revolu- derivadas da talidadE geOglalIC,1 eco•
pressa como tendência. a de sua América Central, e a partir dessa defi- revolucionaria do slalinismo e do cos. ção democrauca em seus obletivos i- nõmica e mesmo politica da Ainida
unidade nição. assinalar as diferenças existen- trismo mediatos e operária devido ao seu Central Uma revoluçao operaria (mili-
Por sua vez, a América Central tes de pais para pais. Assim, o entrentamento com esta caráter de classe e do inimigo que em tante cOnstittoria um alvo taCil (M.a
constitui uma realidade quatitativamen- Com este enfoque, devemos defina politica contra-revolucionária, deve Perda exércitos dos outros poises da reg iii
te distinta do restante da América que a vitória da Revolução Nicara- começar por se afamar a caracteriza- Em Honduras. Panamá e Costa Rica ligados estreitamente ao aparato reis
latina. Em razão da extensão e unida- guenSe contra Somoza, abriu uma efa• ção de que na América Central existe esla ocorrendo uma acumulaçào de tar das Estados Unidos Este pelam
de jeog r á lica de uma tradição histórica Pa revolucionária em toda a América um Só processo obretivo e de conjun- lutas operárias e populares, em meio só poderia ser conjurado pelo oeser,•
comum, que tem origem na cdónia e da Central n que constitui uma caracte• to. O de uma revoluçáo operária con- a uma Crise crescente dos regimes volvarienio gorai do processo revim'
comunidade cultural e idiomática, for- rizaçáo mais correta do que o se Ilmr- tra O imperialismo norte-americano. e nurguese.s cionario rio toda a America Centrai o
mam um conjunto dia.-lido em seis es- tal a ver as repercussões da vitoria que tende a (indicar, em um sO estado, A revolução em curso na América que, por outra parte, serra inevitavel,
tados distintos, onde a londancia para contra Somoza ria lula de' El Salvador todo o istmo Central, que por seus objetivos anedia dado o entusiasmo e repercussões de
contormaçào de urna só nacionalida- Poderiarnos precisar ainda mais, as- Este processo revolucionário único tos aparece em alguns paises como lodo O tipo que o triunfo iria deaperiar
de é forte e evidente sinalando que antes da queda de tem um desenvolvimento desigual Na democrática — abater sanguinarias Foi o 'Moei noi te •.1111( 8 I
Esta caracterização do sub-conti- Somoza. a situação era pré-revolucio- Nicarágua. presenciamos uma revolu- ditaduras — é, em tataca° a dinamica que como moderna Menor:01e Capd
nente torna-se imprescindível para nária ainda quando a sua vanguarda. cão vitoriosa que. por causa de suas de classe e otsetivos gerais urna 1.sta mrr,iiutm 'eu ri, anpolsionou a alonil.
comoreendermos o processo revoai que era a Nicarágua, viela já uma si- consequências e caráter de classe, fia revoliiçáo operaria. Socialista ern i- itçào nacional na AineiiCa
cionano que atualmente o agita. e pa tuação revoluciondia, de guerra civil operária De falo, por um lado des- da um aos paises, os irabalnadoreS
para manter facilmente o estas,
ra que possamos ter um programa A vitória das msssas nicaraguenses mantelou a estrutura do estado bur- se enfrentam com governos burgue- tO ,enincoioniai desses paises e mi'''
correta E preciso partir do talo de que contra a ditadura modificou toda a si. guês. e or outro assentou-se na lula ses e agentes diretos do imperialismo MOI OXplrif at as massas rambein agoi
a forca da revoluçáo nicaraguense ou maça° centro-americana dos trabalhadores para derrotar o bas- node-americano, e se converte em uma não se trata de uma atirmaçao
salvadorenha não esta dada somente Como acontece em loda situacao liáo ditatorial do regime broques nica- luta contra a expressara politica e eco- mente lacraria. porque etativanients
peio heroismo dos trabalhadoras de semelhante a esta, existem setores de raguense, a burguesia somozista, serva nómica da exploração capitalista e im- divisào tem sido uma das 'taramelam:
cada um desses países. mas também vanguarda e também setores — nesse do imperialismo norte-americano Es- perialista Por outro lado, como lula que contribuem para lacilitar a i-riaal
por sua relação [nanica com a revo- caso. paises — na retaguarda, mas ) ta vitória anti-ditatorial e anti-impe- coniuntO das massas centro-ameri- super-expioracad das ?missas e a
tucá° ceneo-amencana em um pro- contrair° das nações centro-americanas nalista não chegou até o final, a expro- canas, que tende à unificação esta- expolia ào das ricoeias dessas naco-s
cesso conjunto. Esta náo é uma abs- sao parle do redemoinho revolucioná- priação política e económica de todos dual, se enfrenta diretamente com o A balcani:açáo tornava mais ditica
t r a cão livresca ou literária, mas uma rio Isso é o que explica a importância ce exploradores, por causa da influência imperialismo norte-americano, que e que esses paise% liliputianos e seus
realidade que se expressa. entre ou- extraordinária que o imperialismo rastrisla -d.ilinista, assiro como por girem sustenta e obtém os marranos trabalhadores ,a les,iern Oferl-co-r
tros latos, nas centenas de milhares norte-americano outorga a El Salvador. causa do caráter pequenoburguns proveitos da divisar) da regelo em seis urna maior resisii ncia a dominaçad
de centro-americanos que atravessam bem como todo o silêncio cúmplice da direção sandinista Porém, esia é a ta estados nacionais distintos ariperialisla Basta comparar a situaçao
suas Ponteiras para irem trabalhar nos imprensa imperialista sobre a Guate- gela que está c- +escada Na América Central náo pode dar-se do istmo com as relações que o tste•i-
países limitrofes E uma realidade com mala. Toda análise, que tenha corno Em El Salvador e na Guatemala rim triunfo revolucionário que perma• co conseguiu estabelecer perante os
manifestações em toda a historia da
Fstarilis Unidos p ira 14,1 Com riarri2a
Amém 'ca Central, e principalmente no
que. efetivamente..., Slalcanização ele-
programa e na ação de seus grandes
reco inúmeras vantagens pata a Molt0-
libertadores como Sanchno ou Farabun- México
pole do sorte A mai dissimulada
do Marli que lutavam e se considera-
Idade e sabotagem do imperialismo
varri parle desta nação centro•amers
ante a tentativa abortada de constitui-
cana
çào do Mercado Comum centro-ameri-
cano é outra confirmaçao acesso,'"
Por isso consideramos umn erm
uma aproximação imprecisa a pala-
vra-de-ordem que levantamos até ago
Um deputado trotskysta do que dizemos
A estrategia contra-revolucionais)
do imperialismo norte-americano ri
ra de Federação de Republicas América Central temo por isso uma
Socialistas da América Central e Cuba prioridade clara antes de mais nada
Consideramos muito mais apropriada evitar que o pioces.so orsesso de
vem de•enviikeir,til P('M 11.1 1. 11% 10,111 I) .mais. solde a
a paravrade-ordem de Por um Estado,. ÇãO regional se tranSIOone ntall 1,0
ilftll'eNNI, line tenrte! a conforma, A Aliança ite apiesenlem Isto: (1,, (311,1i(lato ii1rt-rjrnrm 11111t,
Unidos Socialista da América Centrai cesso consciente Para mamei a hai
çAii de unia frente eleiloral it cs si ais lit1 1' ilo file' ir,,. Conlin 1,01vniesia. Iffia
que leva oro conta a experiência 015 canizaçáo dos estados piect tsil,
tática querda com a participação de tlisiiui- 11 111.1i% 111111141,1111e d., por sky Co. nr•ialinente isor 111"1.1% orgaima•
las lon,..11. E que leni 1U14i iludo unia carnzar o proprio processo res
A ferictencia dominante, à confor. Vonventravao iiiutiisi ri.ilv ihlas iiii- cises com a adesào da Corrente
iliiieussao politica. prograntAticti nano
macao de uma só naçao ou fusiona- portaides lidas opermias e campo. r)fierária
Daqui, derma a principal razão (lati
;idade concretizou-se historicamente. nesas (pie se omito/iram. Em Unta tias l'ste aVOInevillienlo lel» g, anile
Corno parte deste processo. para teve o imperiaiismo para manter unia
Dor exemplo nos Estados Unidos da eircuitscrieAes, o Distrilo XVI de inquiri:Meia para Os I rniNk NI,e•
as recentes derisões locais da Estada Naucalpaii. onde os operários e colo. aluda econômica limitada e uma ataa,
America tanto que a unidade de o camarada 1
( .01111, disse
(In México. se conformou nina tiji- irmlwionalmenie tolant urO sen.. de contemporizadora perante a imo•
nacionalidades diferentes. que não Mercado lio /10/edia ()renovo ite lii
çrx onde participam o Partido Comu. Candidatos. nosso camarada
ItiçáO encabeçada pelo sarroin,s;,
Podia se constituir como uma só de á )011., 11»111
nista Mexicano. o Movimento de Mercado ganhou uma cadeira LIC 1150 se trata sO de limitai essa 10.,'
nacáo teve uma expressão histórica moiliori,• pira .1% //111,11. i Slei, Mimo ri.
Acão e unidade Soetalisia. a (Wh:1W ilopnlado. I, Iralhelth././111'..N;,a onira do. •1•1
00 operaria pela sua dinamica Geriu
na constituição de uma Federaçao rir dos landes das relações de producau
Socialisia. ir Partido do Pina Mexi- Mercado é dirigente do Rondo /1.01/ #1,,,kg, 111 ,.."111 -
Republicas Socialistas na URSS capitalistas mas lambem de Pairai
cano e as secks da (buiria Inter- Operário Socialista. nina ite nossas . )1,11411 ,1 Qillírhil 00000
nacional (C1 1 representadas pssi sNOvs. e da NAL !COPAS'. unia orna , (COnlité
evitar que esta ultrapasse as fronha
lá 1 isio•ii.. isiè•
Comité de Liwaçâo POS—LOM. lIC nlassaS tine ri is CICIÇAv% lerell,
mas nacionais da Nicarágua. O que nao
te. tavourçÃo OPUIÁIBIA 1.,lel .1 de
O acordo Ne baseia 1141111 prOgranta é senão orara forma convergente de a
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de Indo; eidancla de classe, centra o tpie se 1001a agora o ¡nolo irahilluellt,r4 ,k
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imserno e os candidatos Indstis.ses de deputado ganho por 111,,11 ruim, ii PPPPP 1.1 01111g, 1,,Id
Esta e lambem a explicação da
IMPIIIIIIAUSTA verdadeira obsessa() de isolar qual
e pOr 1In1 inotrno itOs trabalhado. ira amar rIa MereaciO,
sem representantes da hirrwoesia. A %ateria eleitoral leni grande Mv /1",,41 ,1•0)8/ uniu. '1 quer aludi exterior e leda a interaçáo
Considerando lodo o que for Oito centrO.arnericana das guerras c,v
anl..r.ormenat Sena falso ' somar - Quer direi*. com base nas ¡amole% portalleta pura O desenvolvimento da. deputado ndo é loereente minha, mui,.
delendidav tradicionalmente pelos ern Niiirealpiin e para a orwaiii• declaradas em El Salvador e Guatema
lis cledgvcrSes dos distintos paises cem de 110.181I duai organizações. o Parir.
trotskystriv. aprovada% nesta neaSlAn ta
irruvricanos para definirmos a raçâo NAUC()PAC. Tem importAncia de Operário Socialitta e a LiRa
por outras forças. expecialmente mi também para a luta pela unidade da Do que se Pala é de impedir. por to-
arruaças) do aula-continente . é revolu- Operário Marxiita."
dos os meios. que se mantenha a
naria em El Salvador. nao-revolu-
intima ligaçáo das revoluções recara•
América Latina 17

• •
5 3 42 F 1
gtlenses, salvadorenha e guatemalte- gar depois a revolução centro-ameri- ao serviço da "coexistência pacífica" Mas o que queremos ocslacar aqui é tos pequeno-burgueses nacionalistas,
ca O cálculo imperialista é evidente: cana, vigiando zelosamente para cons- que como eles próprios !acontecem que suas limitações e erros são justa- com uma inegável margem de influên-
primeiro, isolar, compartimentar. ato- trangir cada processo no marco dos com toda a franqueza, é o eixo da mente isso, e não uma deliberada e cia de massas, tiveram um papel limi-
mizar o processo revolucionário em estados nacionais impostos pela Amé- sua politica consciente politica contra-revolucio- tado a tneonserauentemante revoa.).
consonancia com a atomização das rica do Norte Insrstimos o stalinismo não joga em nária como ocorre com os agiotas de cionario Mas a integração e a influam
nações da área, depara, esmagar sem O stalinismo e o seu allerego o deixar fazer a revolução para melhor Moacou Neste sentido, esto t corren- cia do stalinismo na FMLN transforma
misericórdia as massas sublevadas castrismo. têm uma politica e uma chantagear o imperialismo, mas antes tes sào qualitativamente diferentes do ou tencie a transformar esta frente
come em El Salvador ou negociar a ação consciente para trair e derrotar se empenha em que as revoluções se- stalinismo e do castrismo A razão de numa ferramenta contra-revoluciona.
traição como na Nicarágua o movimento de massas É em função lam desviadas ou derrotadas o mais ser destas correntes, o seu apareci. na (o que pode evidentemente provo-
Esta politica constitui uma questão desta politica que podem passar da rápido possível Depois de o conse- mento na vida politica, tem a ver com car fricções e entrentamentos.
de vida ou de morte para o imperialis- aliança com governos burgueses rea- guir, se preocupa então em "passar a a necessidade objetiva da luta contra que é outro problema) E assim qua a
mo Washington sabe perfeitamente cionários á intervenção no próprio fatura" ao imperialismo, conformando- o imperialismo e os governos ditatoriais, chamada "ofensiva linal" em El Sal-
que uma guerra revolucionária susten- seio das massas sublevadas, corno se com o dever cumprido se, como é uma resposta ainda que parcial e vador tem que ser tulgada não como
tada conscientemente a nivel de toda quinta coluna contra-revolucionaria ocorre habitualmente, não consegue limitada de caráter democrático e ano• uma batalha erroneamente prepaiaia
a América Central, lendo aro conside- Não se trata de uma direção revolucio- cabra-Ia E nisto não há nada de inge- imperialistas. Portanto, estes movimen- mas sim como uma trama contra-
ração que as condições objetivas es- nária que "comete erros' a nem sequer nuidade É o calculo frio de uma casta tos cumprem durante uma etapa do revolucionaria cuidadosamente mon-
tão mais do que Maduras para isSO, de uma condução que é vacilante pela que se sabe diretamente ameaçada processo revolucionário, a da lula afll tada pelo staiinismo ao CaSirtsf00. pa-
seria a ante-câmara da extensão da sua composição e políticas pequeno- por cada revolução. ditatorial e anti-imperialista, um papel ra derrotar ou deter o ascenso revoai-
revolução para o México e para o pró- burguesas. mas sim da ação delibera- As direções nacionalistas pequeno- progressivo Cionaho. e era particular as suas vitó-
prio seio dos Estados Unidos Por um da a sistemática de urna casta que se burguesas não enfeudadas ao stalinis- Sem nos contundirmos com elas. rias e consolidação no campo Se esta
lado. o imperialismo seria arrastado move cansequentemente em função mc ou castrismo são, pelo contrario, já que programática metodoiogica e armadilha não conseguiu alcançar o
para uma intervenção militar direta, de objetivos conscientemenie contra. relativamente progressivas Nau é ne- teoricamente são diferentes do eoisays. objetivo de derrotar as massas, isso
transformando a América Central la,m revolucionarroa cessário repetir que nem o seu pro- mo, devemos ser conscientes do papel nao se deve a que o stalinismo não
novo Viten& com tudo o que isto sig- Com tudo isto queremos sublinhar grama. nem seus metodos são o que relativamente progressivo que desem- o quisesse, mas sim que foi impedida
niticaria na sua politica interna Por que o stalinismo. nesta etapa da revo- nós consideramos os mais corretos. e penham em determinado morminto da pelo heroismo dos ti abalhanoteS
outio lado, lato tornaria verdadeira- luçào mundial na qual o seu inimigo podemos reafirmar que estas lideram luta revolucionaria Da mesma torna, salvadorenhos e o caráter orgânico da
mente exploarvos os vasos comum- imediato é o ascenso de massas e ças têm falhas politicas que são pio. sem ignorar que devido a0 seu caráter contra-revoara° centro-americana
cantes existentes com a numerosa e não uma hipotética confrontação mi- dulos do limite iniranqueavel de seu pequeno-burguês, estes movimentos e Outro exemplo, é o dado pelo caso
explorada comunidade latina e aegra litar com o imperialismo. pretere não próprio carater pequeno-burguês suas direções tendem e detinitiva- da Frente Sandinista de libertacao
cbs Estados Unidos Isto é, iustamente, correr nenhum risco A burocracia do mente aeaharn por pactuar com o Nacional, que durante a lula anti.so-
o que o imperialismo norte-amei cano Kremlin e seus agentes não manobram stalinismc e a burguesia temos que mozista deu provas de sensibilidade
tanta evitar a for-fo o custo com o movimento de massas nem es- sublinhar que justamente na primeira ante o movimento' de massas. que
peculam com que a mobilização revo• etapa da luta revolucionaria, na qual o nao pode compreender-se cabalmente
a ~ima re
III. luciunaria destas lhe permita melho- nacionalismo pequeno-burguês parti- sem sublinhar o lato ou que o stala
1111~1.11110, lO CAIIME SAIO res relações com o imperialiamO, pe- cipa e as vezes encabeça os entrem:i- nisino nan intervinha nele Durante e...-
I NOS NACIONALISTAS lo contrário, o primeiro objetivo do manto% contra as ditaduras o o impe- se veado agudo da luta contra o
stalinismo é intervir para frear ou es- rialismo. é quando mais parcele se ditador, o sandinismo era sensivel às
Não se pode ccinpreender a rejo). magar o processo revolucionário par a torna sua dilererica com o casuismo piey.ops e exigência% do movimento
Mude de papel ativamente da :a • mantê-lo dentro dos limites do regime e o stalinismo porque estes atiram de de massas O aparato stalinista. em
revolucionário do 5G:111(11SM:1 e do cus- blagues i‘ demonstrar que está total- forma conscientemente commaevolie contrapartida. é praticamente insensi-
!rimo frente á mobilização das mas- mente comprometido com a coexis- cromaria vel as pressões e reivindrcações das
sas centro-americanas se não o coto. tam:ia pacifica com o imperialisn, Estas considerações silo de iria an- massas posto que esta montado e
Caa'".0-5 perante a revolução no conjun- O castrismo Iam a mesma politica porlancia e utilidade politica inamsas educado para responder f-almente as
to da América Central Se utiliza a herança e relações que Sao por exemplo imprescinclivt • pa- %amora novas necessidades laticaS
Da mesma forma que o imperrairs. lhe vém do seu antigo caráter de ra abordar corretamente a evai iça° e à permanente politica contra (evo-
mo, o certeiro instinto contra-revolucio- movimento nacionalista revolucionarei dos movimentos guerrilheiros e a Irem liJCIOna I I.1 Ctj OulOCI AClit
nano do staliniamo e do castrismo le- é para melhor trair e compartilhar-liar te que eles conslituiram em cl Salva-
vou-os a realizarem os mais devotados o processo revolucionário, seja ele na dor No curso da guerra cisa contra a Noliedel Moreno
esforços clara limitar primeiro e esma• Africa Ou na América Central sempre Junta Militar, os diversos agrupainen-

Conferência centro-americana da Quarta Internacional (Comitê Internacional)

Em defesa da revolução em El Salvador e Nicarágua


Entre 20 de ;unho e 4 de julho reali- cemente destruidos e a M8i0IIP de seus Permitiria a ampla mobilização do mo- de um processo objetivo, respondem a salvadorenhos e guatemaltecos. Es-
zou-se a Conferência Centro-America- dirigentes estão mortos ou pre.:os Mas vimento operário e das massas contra uma necessidade da luta de classes. ta atividade é parte de nossa campa-
na, com a participação de delegados não desapareceram as condições e a Junta, é a chave para compreender Outro aspecto do problema é o progra- nha e deve ser uma parte importante
'de nossas seções de El Salvador, as possibilidades para uma reorgani- a politica de negociação com o impe- ma frente-populista, as concepções do trabalho de construção de nossos
Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Pa- zação do movimento de massas. rialismo em função de uma sarda que estratégicas e os métodos das dire- partidos. Em cada pais, esta atividade
namá. M bac° e Venezuela. Estiveram "O fator central que dá força á retro - mantenha a ordem burguesa e no ções guerrilheiras, dos quais, COMO será dirigida pelas seções nacionais
presentes dois membros do Comitê loção salvadorenha é a revolução pro- marco da aliança contra-revolucioná- assinalamos, nos diferenciamos cla- Em furna() desta tarefa, devemos pres-
Executivo da Quarta Internacional (Cl) letária em curso na Nicarágua, que ge • ria do imperialismo e da burocracia do ramente. tar uma atencãO especial ao trabalho
rou uma tendência á situação revolu- Kremlin. "Nos opomos a esse programa e entre os relugradOs Salvadorenhos.
A discussão gerai se deu sobre o
documentO centro-americano, publi- cionária em todo o Istmo. Para esma- métodos porque tendem a sufocar as — Contra os governos do México e Ve-
cado na Correspondência Internacio- gar a revolução salvadorenha e da A- A guiserm de ge•reillia• organixações de massas, a eliminar nezuela. Contra o da Venezuela por
nal — A Verdade n°8. em especial so- !Trend) Central, o Imperialismo deve sua au.'odeterminação demociatica Oferecer apoio técnico e militar á Junta
esmagar ou ;desvia a revolução nica- "A tendência em direção ao inicio Defendemos um programa militar que salvadorenha. E necessário exigir a
bre sua introdução, que reproduzimos
nesta mesma página, subo titulo Seis raguense Apesar da politica de cola- de uma situação revolucionária de não se circunscreva á guerra de suspensão de envios de petróleo mexi-
pises. uma naoionalidade, urna revo- boração de classes da FSLN, que conjunto, faz com que a guerra de guerrilhas, mas que abarque o arma- cano e venezuelano, a ruptura de
lução. E aqui onde se precisa o caráter sustenta o governo burgués na Moa- guerrilhas adquira uma grande impor- mento das organizações de massas relações diplomáticas, politicas e eco-
único da revolução centro-americana, 'agua, a reconstrução do estado bur- tância, particularmente nas atuais Cff- para a auto-defesa ativa, embrião das nômicas, e a anulação do projeto
Caracterização que a Conferência guês se encontra frente a graves di- curistâncias, na luta contra as ditadu- milícias( .)Nesse marco colocamos o "Mini Plane Marshall", de inversões
ficuldades e contradições." ras militares As lutas mais elementa- problema da greve geral insurrecional conjuntas com o imperialismo norte•
adotou, como ponto de partida para sua
elaboração res, por mínimas que sejam suas rei- de massas Para derrotar os governos, americano na América Central e no
Itimirearigar •• Skadicirtim vindicações, são enfrentadas COM os a ação guerrilheira é insuficiente A Caribe
métodos mais violentos mediante or- insurreição das massas é indispensá- — Contra os governes da Gu !ema-
A iliveção ou II IlkalvinéOr
A Conferência definiu que "a re- ganismos de força pública exército, vel, " la e Honduras e a repressão de Seus
construção dos sindicatos de El Salva- Órgãos de segurança, bandos para-mi. exércitos ás massas e guerrilhas sai•
Ela marco geral deu a base para fi-
dor é de uma Importáncia decisiva fitares e bandos fascistas Por conse- Tarefas • Cesulemes de vadorenhas. Fora os somozistas Cie
xar a Of!'ca e as tarefas, Centradas
na defesa o.‘ revolução salvadorenha, Nossa principal tarefa hoje d'.ntro do guinte, o problema do armamento está 111•11derisind• Honduras, Fim das agressões à Nica-
contra a diroduta militar e a interven• movimento de massas e, relacionada colocado desde o primeiro momento: Iam' Fora as bases militares norte-
imadrialista. coma construção do partido, é a cons. auto-defesa armada e guerra de guer- A Conferência resolveu integrar to- americanas da zona do Canal ao
ouça() dos sinni ,atos Esta tarefa, rilhas Neste sentido, é necessário afir- dos os aspectos de nossa Orientação Panamá' Estas consignas possuem
A conferência considera que "a der-
dadas as CitCtihsiânC188 de brutal re- mar uma diferença importante com os politica na região de acordo com a ca- grande importancia e devem ser agita•
rota da chamada 'ofensiva final' de lane;
pressão em San Salvador, deverá ser movimentos guerrilheiros que surgi- racterização de que participamos de das por nossas seções
ro passado provocou um refluxo conjun-
feita de forma paciente e clandestina, ram nos anos 60, praticamente em to- uma revolução única Isso significa — Na atualidade, é necessai co-
tural da mobilização de massas Nes-
considerando ainda que nem a greve da América Latina Diferentemente que na Venezuela, México e América locar a solidariedade com a fuvoiu-
se marco, ajunta se lança numa con- geral nem os comitês operários e po- destes, apesar de que suas direções Centrai nossos partidos lutarão por çáo salvadorenha e nicaraguano°, e
tra-ofensiva com o apoio do imperia-
pulares podem ser palavras-de-ordem não renunciam à Concepção elitista — Que todos os países reconhe- contra a politica do imperialismo na
lismo No entanto, não se produziu
para agitação neste momento da luta armada, Os movimentos atuais çam os refugiados salvadorenhos co• região, na perspectiva da revolução
uma mudança qualitativa na siluaçáo.
Nem as massas. nem a guerrilha, fo. -Estas tarefas nos diferenciam cia. mantém sólidas relações com o movi- mo refugiados do guerra Que estes go- na America Central
temente do slatinismo e das direções mento de massas e suas organizações vernos garantam seu direito de traba- A unidade estrutural da região, assim
ram esmagadas Prossegue a luta en-
tre os deis pólos da guerra civil, a re- nacionalistas pequeno-burguesas que "No marco da tendência em direção lhar, de estudar, de não serem depor- como as expressões políticas co-
volução e a contra-revolução, ainda se subordinam á sua política, Porque, tal a uma situação revolucionária na tados nem perseguidos Que eles ga- muns a todos os países da mesma, sim
Como demonstramos, com a derrota América Central, diferentemente das rantam condições de vida dignas, já lutas e as classes que as travam,
que em condições dateis para aquela.
"is,o significa que a lula pode resul- da 'ofensiva final', conscientemente guerrilhas foquistas anteriores, este que muitos deles vivere em acampa- reafirmam nossa convicção de que •
procurada pelo sialmlsmo, o movimen- não 4 um fenômeno provocado exclu- mentos, em condições sub-humanas, revoluçao só pode ser compreendida
tar prolongada e dura A capital do
to operário e das massas se encontra sivamente pela radicallzaçâo de cer- amontoados e perseguidos como acon- corro ume revolupso centrownerhcans.
pais é agora o bastião central da
desarticulado e desprovido de sua tos setores da pequena burguesia tece em Honduras. Intimamente ligada ao processo da re-
contra -revotuçáo, O movimento operá-
rio a sues organizações sofreram du• força mobilizadora tradicional, "É rerto que a maioria de seus qua- — Nossas seções Se coreprOine- volução mundial Dal a importam-ia da
"A negativa em organizar o chama- dros de direção provém dessir setor tem a realizar atividade politica entre palavra-de-ordem de Estados (irados
'cato& latão pratl-
do á greve gerei hsurrectonal, que Mas as guerrilhas atuais fazem perle os refugiados, particularmente 08 Socialistas da América Central.
auenses, salvadorenha e guatemalte- gar depois a revoluç- o co ros . . ,
ca O cálculo imperialista é evidente cana, vigiando zelosamente para sons- que como eles próprios reconhecem que suas limitações e erros são jus a- C• 1

primeiro, isolar, compartimentar. ato- trançar cada processo no marco dos com toda a franqueza. é o eixo da mante isso, e não urna deliberada e cia de massas, tiveram um papel h
mizar o processo revolucionário em estados nacionais impostos pela Amé- sua politica consciente politica contra-revolucio- la00 e inconseouentemAnre revoiu-
consonância com a alomizaçáo das rica do Norte Insistimos o stalinismo não joga em nária como ocorre com os agentes de cionário Mas a integi ;çao e a infroan.
nações da área, depois, esmagar sem O statinismo e o sou atter -ego. o deixar lazer a revolução para melhor Moscou Neste sentido, estas corren- cia do stalinismo na FMLN transforma
mssericórdia as massas sublevadas castrismo. têm uma politica e uma chantagear o imperialismo, mas antes tes são qualitativamente diferentes do Ou lenoe a transformar esta frente
ação consciente para trair e derrotar se empenha em que as revoluções se- stalinismo e do castrismo A razão de numa terramenta contra-revoluciont•
corno em El Salvador ou negocisr a
traição como na Nicarágua o movimento de massas É em função lam desviadas ou derrotadas o mais ser destas correntes, o seu apareci. ria (o que pode evidentemente provo-
Esta politica constitui uma questão desta politica que podem passar da rápido possivel Depois de o conse- mento na vida politica, tem a ver com car fricções e era rentamenfos.
de vida ou de morte para o imperialis- aliança com governos burgueses ma. guir, se preocupa então em "passar a a necessidade objetiva da luta contra que é outro problema) E assim que a
mo Washington sabe perfeitamente clonários á intervenção no próprio fatura" ao Imperialismo conformando- O imperialismo e os governos ditatoriais, chamada "ofensiva final" em Et Sdi.
que uma guerra revolucionária suster]. seio das massas sublevadas, como se com o dever cumprido se, corno e urna resposta ainda que parcial e vador tem que ser Julgada não remo
lada conscientemente a nivel de Ioda quinta coluna contra-revolucionária ocorre habitualmente. não consegue limitada de caráter democrático e anti- uma batalha erroneamente preparaia
a América Central. tendo em conside- Não se trata de uma direção revOluci0- cobrá-la E nisto não ha nada de inge- imperialistas. Portanto, estes movirnen- mas sim como uma trama contra-
ração aue as condições Objetivas es- nana que "comete erros", nem sequer nuidade É ei cálculo frio de uma casta ;Lis cumprem durante urna etapa do revolucionaria cuidadosamente moi-
tão mais do que maduras para isso. de uma condução que é vacilante pela que se sabe diretamente ameaçada OrOCe,-1Sa rc,rOluCionariO, a da luta anti• fada peio stalinismo co castrismo, pa-
sena a ante-câmara da extensão da sua composição e politica& pequeno. por cada revolução. ditatorial • anil-imperialista, um papei na derrotar ou deter o ascenso (evos,
revolução para o México e para o pró- burguesas. mas sim da ação delibera- As direções nacionalistas pequeno- progressivo CiOnariO. e em particular as suas vitó-
prio seio dos Estados Unidos Por um da e sistemática de uma casta que se burguesas não enfeudadas ao stalinis- Sem nos Contundirmos com elas rias e consolidação no campo Se esta
lado o imperialismo seria arrastado move consequentemente em função mo ou castrismo sao pelo contrário, ja que programatica. metodolog.c3 e armadilha não conseguiu alcançar O
para urna intervenção militar direta. de objetivos conscientemente contra relativamente progressivas Não é ne- teoricamente são diferentes do troto:as- objetivo de derrotar as massas, isso
transformando a América Central num revolucionar los cessário repetir que nem o seu pro- mo. devemos ser conscientes do papel nao se clave a que o stalinismo não
novo Vietnã, com tudo o que isto sig- Com tudo isto queremos Sublinhar grama, nem seus métodos são o que relativamente progressivo (-sie desem- o quisesse. mas sim que foi impedido
nificaria na Sua politica interna Por que o slahnismo, nesta etapa da revo- nos Consideramos os mais corretos, e penham em determinado mornsriro da pelo heroismo dos trabairraoores
outro lado St° tornaria verdadeira- lução mundial na qual o seu inimigo podemos reafirmar que estas liderhn- lula revolucionaria Da mesma toaria, salvadorenhos e o caráter orgânico da
mente explosivos os vasos comuni- imediato é o ascenso de massas e ças têm falhas politicas que são pio, sem ignorar que devido ao seu caráter contra-revoluca0 centro-americana
cardes existentes com a numerosa e não uma hipotética confrontacão mi- dutos do limite infranqueável de seu pequeno-burguês, estes movimentos e Outro exemplo, é o dado peto caso
explorada comunidade latina e negra litar com o imperialismo. prefere não próprio carater pequerimburgués suas direções tendem (n ctehnitiva- da Frente Sandinista de Libertar:ao
dos Estados Unidos isto é, ¡estamento, Correr nenhum risco A burocracia do mera acabam por pactisir com o Nacional. que durante a lula anoso-
o que o imperialismo norte-americano Kremlin e seus agentes não manobramn stalassmo e a burguosia temos que mozista deu provas de sensibilidade
tanta evitar a todo o custo Com o Movimento de massas nem es- sublinhai que justamente na primeira ante o movimento de massas, que
peculam com que a mobilização revo- etapa da lula revOlticionaria. na qual o nSo pode compreender-se cabalmente
mi. pouncA soo lucionaria destas lhe permita melho- nacionalismo pequeno.Ourques parte sem sublinhar O tato de que 0 Stair-
$T*LUIIIO o CASTRISMO res relações com o imperialismo; pe- caia ri as vezes coe meça emiti unia • rurno nao intervinha nele Durante es-
90111 NACIONALISTAS lo contrario, o primeiro objetivo do mentos comia as ditaduras i• o impir• -ar perimi() agudo da lula contra o
stalinismo é intervir para frear ou es- rialismo, é quando mais patente se ditador, o sandinismo era sensível ás
Não se pode compreender a mag, magar o processo revolucionário, para torna sua diferença com o casuísmo pft!`i:(WS e exigancias do movimento

Mude do papel ativamente contra; mantê-lo dentro dos limites do regime e o stalinismo porque estes atiram de do massas O aparato stalinista, em
revolucionário do stalinismo e do caS• burgues demonstrar que está total- roi ma conscientemenia curtir a .revoiti- cOntrapartida, é praticamente insensi,
trismo frente à mobilização das mas- mente comprometido com a coexis- colaria vol as pressões e reivindicações das
sas centro-americanas se não o colo tência pacifica corno imperialismo Estas considerações suo de uma im- massas posto que esta montado e
cario,-4 perante a revolução no congun• O casersmo tem a mesma politica portância e utilidade politica imensas educado para responder Salmente as
to da América Central. Se utiliza a herança e relações que SM por exemplo impresCindivers pa- .oimpre novas necessidades laticas
Da mesma forma que o imperialis- lhe vem do seu antigo caráter de ra abordar corretamente a caça iça° e a parrnanenie notifica contiaaavo•
mo, o certeiro instinto contra-revolucio- movimento nacionalista revOlucionario. dos movimentos guerrilheiros e a fren- ILICI0f1;1113 (1,1 OurOcracia
nário do stalinismo e do casfrismo le- é para melhor trair e compartimentar te que eles constitulram em El Salva-
vou-os a realizarem os mais devotados o processo revolucionário, seja ele na dor No curse da guerra civil contra a Nahuel Moreno
esforços para limitar primeiro e esmo. Africa ou na América Central. sempre Junta Militar, os diversos agrupamen-

Conferência centro-americana da Quarta Internacional (Comitê Internacional)

Em defesa da revolução em El Salvador e Nicarágua


Entre 20 de junho e • de Julho reali- comente destruidos e a maioria de seus Permitiria a amola mobilização do mo- de um processo obietivo, respondem a salvadorenhos e guatemaltecos. Es-
zou-se a Conferência Centro-America- dirigentes estão mortos ou presos. Mas vimento operário e das massas contra uma necessidade da luta de classes. ta atividade é parte de nossa Campa-
na, com a participação de delegados não desapareceram as condições e a Junta, é a chave para compreender Outro aspecto do problema é o progra- nha e deve ser uma parte importante
'de nossas seções de El Salvador, as possibilidades para uma reorgani- a politica de negociação com o impe- ma frente-populista, as concepções do trabalho de construção de nossos
Nicarágua, Honduras, Gosta Rica, Pa- zação do movime 'to de massas rialismo em função de uma sarda que estratégicas e os métodos das dire- Partidos Em cada pais, esta atividade
namá, México e Venezuela. Estiveram "O fator centra , que dá força á revo- mantenha a ordem burguesa e no ções guerrilheiras, dos quais, como Será dirigida pelas seções nacionais.
presentes dois membros do Comitê lução salvadorent é a revolução pro- marco da aliança contra•revoluciona• assinalamos, nos diferenciamos cla- Em fur çâo desta tarefa, devemos pres-
Executivo da (Suaria Internacional (Cl). letária eir Curso no 'slicaragua, que ge- roa do imperialismo e da burocracia do ramente tar urna atenca0 especial ao trabalho
rou UM, tendência 1 situação revolu- 1< 'mllrm "Nos opomos a esse programa e entre os refugiados salvadorenhos.
A discussão geral se deu sobre o
cionar a em todo o I; tino. Para esma- métodos porque tendem a sufocar as — Contra os governos do México e Ve-
documento centro-americano, publi-
cado na Correspondência Internacio- gar a revolução salmiorenha e da A• A guerra d• guporrillem• organizaçõe. ..a massas, a eliminar nezuela. Contra o da Venezuela por
nal — A Verdade ri 8, em eapeciar so- mér ca Central, o imperialismo deve Sua autodeterminação democrática oferecer apoio técnico e militar à Junta
esmagar ou ;desvia a revolução nica- "A tendência em direção ao inicio Defendemos um programa militar que Salvadorenha, E necessário exigir a
bre sua introdução, que reproduzimos
nesta mesma pagina. sob o titulo Seis raguense Apesar da politica de cola- de uma situação revolucionaria de não se circunscreva á guerra de suspensão de envios de petróleo mexi-
poises, uma nacionalidade, uma revo- boração de classes da FSLN, que conjunto, faz com que a guerra de guerrilhas, mas que abarque o arma- cano e venezuelano, a ruptura de
a/00. É aqui onde se precisa o caráter sustenta o governo burguês na Nica- guerrilhas adquira uma grande impor- mento das organizações de massas relações diplomáticas, políticas e eco-
único da revolução centro-americana, ragu& a reconstrução do estado bur- tância, particularmente nas atuais cir- para a auto-defesa ativa, embrião das nômicas, e a anulação do projeto
guês se encontra frente a graves di- cunstancias, na luta contra as ditadu- milicias ( )Nease marco colocamos O "Mini Plane Marshall", de inverSÕeS
caracterização que a Conferência
ficuldades e contradições." ras militares. As lufas mais elementa- problema da greve geral insurrecional conjuntas com o imperialismo norte-
adotou, corno ponto de partida para sua
elaboração res, por mínimas que sejam suas rei- de massas Para derrotar os governos, americano na América Central e no
Rapergeodsur es Sáedlssos vindicações, são enfrentadas com os a ação guerrilheira é insuficiente. A Caribe
A altimagi• métodos mais violentos mediante or- insurreição das massas é indispensá- —Contra os governos da Guatema-
11§111•51v•dor
A Conferência definiu que "a re- ganismos de força púbfica. exército, vel. " la e Honduras e a repressão de Seus
construção dos sindicatos de El Salva- órgãos de segurança, bandos para-mi- exércitos aa massas e guerrilhas sal-
Este marco geral deu a base para li-
xar a politica e as tarefas, centradas dor á de uma importância decisivo litares e bandos fascistas Por conse- Tarefas • Commigicas d• vadorenhas Fora os somozislas de
na defesa da revolução salvadorenha,
Nossa principal tarefa hoje dentro do guinte, o problema do armamento está tHolidarls d• Honduras l Fim das agressões à Nica.
contra a ditadura militar e a interven-
movimento de massas e, relacionada colocado desde o primeiro momento: ragua i Fora as bases militares norte-
ção imperialista, com a construção do partido, é e cons- auto-defesa armada e guerra de guer- A Conferência resolveu integrar to- americanas da zona do Canal ao
trução dos sindicatos Esta tarefa, rilhas. Neste sentido, é necessário afir- dos os aspectos de nossa orientação Panamá' Fslas consignas possuem
A conferência considera que "a der-
dadas as circunstancias de brutal re- mar uma diferença importante com os politica na região do acordo com a ca- grando impor tancia e devem ser agita-
rota da chamada 'ofensiva final' de ianei
pressão em San Salvador, deverá ser movimentos guerrilheiros que surgi- racterização de que participamos de das par nossas seções
no passado provocou um refluxo conjun-
feita de forma paciente e clandestina, ram nos anos 60, praticamente em to- uma revolução única Isso significa - Na atualidade, é necessário co-
tural da mobilização de massas Nes-
considerando ainda que nem a greve da América Latina Diferentemente que na Venezuela, México e América roaar a solidariedade coro a revolu-
se marco, a Junta se lança numa con•
geral nem os comitês operários e po- destes, apesar de que suas direções Central nossos partidos lutarão por' ção Salvadorenho o nicaraguense, e
tra-ofensiva com o apoio do imporia- pulares podem ser palavras-de-ordem não renunciam á concepção elitista
listro. No entanto, não se produziu — Oue todos os poises reconhe- contra a politica do imperialismo na
para agitação neste Momento. da luta armada, os movimentos atuais çam os refugiados salvadorenhos co- região, ria perspectiva da revolução
uma mudança qualitativa na situação.
"Estas tarefas nos diferenciam cla- mantém sólidas relações com o movi- mo refugiados de queria Que nstas go- na AMAriCd Central
Nem as inass,es, num a guerrilha, fo- mento de massas e suas organizações.
ramente do stalinismo e das direções vernos garantam seu direito de traba- A unidade estrutural da região, assim
ram esmagadas. Prossegue a luta en-
tre os dois pri/os ria guerra civil, a re• nacionalistas pequeno-burguesas que "No marco da tendência em direção lhar, de estudar, de nao serem depor- como as expressões politicas co-
se subordinam á sua politica, porque, tal a uma situação revolucionária na tados nem perseguidos. Oue eles ga- muns a todos os países da mesma, as
voluçãO e a contra-revolução, ainda
corno demonstramos, com a derrota América Central, diferentemente das rantam condições da vida dignas, lá lutas e as classes que as travam,
que em condições dificeis para aquela.
da 'ofensiva final', conscientemente guerrilhas foquistas anteriores, este que muitos deles vivem em acampa- reafirmam nossa convicção Cio Que a
"isto significa que a luta Pode MUI'
procurada peio stalinismo, o movimen- não é um fenômeno provocado exclu- mentos, em condições sub-humanas, revolução se pode ver 0,Nmpreen42108
lar prolongada e dura A capital do
to operário e das massas se encontra sivamente pela radicalização de cer- amontoados e perseguidos como acon-
pais é agora o bastião central da
desarticulado e desprovido de sua tos setores da pequena burguesia. tece em Honduras. intimamente ligada ao processo da re-
contra-revolução. O movimento opera-
força mobilizadora tradicional. "É Certo que a maioria de Seus qua- — Nossas seções se comproíne- volução mundial Dai a Importancia da
ra. 47 suas Organizações sofreram du-
"A negativa em organizar o chama- dros de direção provêm das Si' setor tem a realizar atividade politica entre palavra-de-ordem de Estados Unidos
ns golpes; os sindicatos moio pau-
do á greve geral Inaurrecionaf, que Mas as guerrilhas atuais fazem parte os refugiados, particularmente 08 Socialistas da América Central.
C•reasposediatts Ittlemactsvisal — setembro de 1981
América Latina

5344 81

24 anos de ditadura.
Chega!
•••• • V,...!•!!••,~51111111111/•••••.—....

Entre a ditadura do clã Duvalier — que domina o país há 24 anos e a revolução começou uma
verdadeira corrida contra o tempo. Por uma série de razões, a convulsão social que está na ordem do
dia, não poderá ficar confinada apenas à República do Will. A abertura da crise, mais ou menos
próxima, não vai se desencadear à margem das condições revo:icionárlas que estão se generalizando em
toda a América Central, desde is queda do ditador nicaraguense, Somoza.
A maioria do proletariado do Haiti vive fora do pais, tornando-se um fator de exportação da crise
haitiana. Esses trabalhadores são, de certa forma, "expulsos" de sua terra pela carestia, pelo
desemprego ou para fugir à repressão política, à miséria e ao arbítrio que constituem a rotina cotidiana
do "macoutismo", o regime policialesco dos "tonton-macoutes" (1). Nos países de "acolhida", os
trabalhadores haitianos ficam sujeitos, em geral, aos serviços mais mal-remunerados formando às vezes
a maioria, quando não a totalidade, de certos setores onde são super-explorados. O exemplo mais típico
é o dos 300.000 cortadores de cana reduzidos à semi-escravidão nas plantações da República
Dominicana.
A queda ,..te Duvalier, e com ele a do "macoutismo", vai criar uma situação nova para a fração
J‘Ibla
emigrada da classe operária haitiana. Esses trabalhadores super-explorados ilo sentir a nova situação
como um encorajamento, um chamado a exigir os direitos sindicais mais çoementares, que lhes são
negados, atualmente, tanto na República Dominicana — onde serão levados a se opôr ao latifúndio e ao
Estado — como nas colônias francesas da América ina Guiana Francesa, sobre uma população de
pouco mais de 50.000 habitantes, contam-se de 4 a 5 mil haitianos; e das 30.000 pessoas,
aproximadamente, que formam a classe operária de Guatialope, mais de 4 mil são haitianos).
Nos Estados Unidos, a comunidade haitiana compõe-se de mais de 600.000 membros; é também 11:-/i
muito expressiva no Canadá, na Venezuela e nas Bahamas. Foi entre os emigrantes que surgiu o
movimento visando a concretizar uma ampla unidade contra Duvaller e a proposta de realizar no
Panamá, em setembro de 1981, uma conferência continental com o objetivo de denunciar e isolar o
regime duralierista.
n• - `
A emigração, que antes representava uma "saída" para o excesso de população e constituía um meio
de fugir ao arbítrio e ti miséria, tornou-se um fator de instabilidade e crise, em todo o arquipélago.
O caráter revolucionário e a extensão da crise haitiana explicam o papel confiado ao exército
dominicano, com a finalidade de complementar o aparelho repressivo de Duvalier, que não é
considerado muito seguro, se as massas conseguirem se unir em todo o país. O pronto auxilio financeiro
e a oferta de formar os "macoutes" nas escolas de polícia da França — expressos pelo ex-ministro
giscardiano, Galiey, quando de sua visita ao Haiti, em novembro do ano passado — são indícios de que Baor Doc presoenre kela.,00 CASWeere0 giefte O0 8.fer , 0 e OS loCóeS Ons bonlon 'o. e

a situação está evoluindo, de forma quase automáiica, em direção a um "abismo": uma situação de
natureza revolucionária. Não é possível explicar de outra forma as bruscas medidas tomadas pelo antigo tou de imo& a Baby Doe certas modi- de de afastar Duvalier. Mas essa re-
governo francês, em dezembro de 1980, contra os refugiados políticos haitianos e, de modo geral, contra ficações nas formas exteriores da di- comendação enfrentava um obstáculo.
os imigrantes haitianos na França, aliás pouco numerosos. Desse ponto de vista, a vitória política dos tadura, particularmente outorgando de porte como e peio quê substituir
trabalhadores franceses, a 10 de maio e a 21 de junho, consti.ui um sério revés para a velha ditadura do alguma liberdade de expressão, que Duvalier e seu sistema, sem desenca-
Halti. permita criar a ilusão de uma auto- dear forças inconi roláveis?
reforma do regime, mas sem abalar as Um relatório-comunicado ao Senaddi
instituições do regime policial, na ver- americano respondia assim a essa
dade, uma tarefa hercúlea... pergunta perturbadora. " a oposição,
— estabeleceu um "cordão" militar, fraca e dividida, não tem condições de
atribuindo és forças armadas domini- ameaçar seriamente o atual regime "
No dia 22 de abril, num discurso pe- 19 de fevereiro, o governo haitiano de- "ratos diretos (rompidos pelas ()ti- canas um papel intervencionista, den- Se a oposição burguesa e pequeno-
rante o Parlamento, o "presidente iria- clarou-se disposto a receber uma dele- . e expulsões de jornalistas) e tro do propriu território do Haiti, no burguesa a Duval...ir é caracterizada,
Jean-Claude Duvalier gação da Cruz Vermelha Internacional. cor temorar o reencontro" caso de uma insurreição das massas acima de tudo, pela impotência, o
Se pela "Doa receptividade" obtida por '• podem vir verificar pessoalmente Reviravoltas, incertezas, "incoerên- populares que coloque em perigo o re- mesmo não acontece com relação ao
sua 'polificia de abertura (, .) depois o estado de saúde das pessoas que se cias" sintomas de uma cose profunda gime, ou mesmo no caso de algum gol- proletariado haitiano, que manifesta,
de anos de incompreensáo e reticên- encontram detidas..." que não dá sinais de abrandamento. pe de direita que não tenha o aval justamente, sua capacidade de enfren-
cias" por parte das potências euro- No dia 19 de março, Luc Pese — o O sentido de todos esses fatos é bas- americano (3) tar a ditadura e seus "Ionton ma-
péias. homem de confiança, o número 2 do tante ciar(' sob a pressão das dificul- O relatório concluia pela necessida- coutes" Essa capacidade já foi oro.
A acreditar em suas palavras, as regime, desde a subida ao poder do dades internas, combinadas às do im-
centenas de prisões efetuadas em ou- Papa Doc, François Duvalier (pai do perialismo americano, Duvalier teve
tubro e novembro de 1980 não passa- atual presidente), chefe da policia se- Que efetuar uma nova retirada, voltan-
vam de um episódio desagradável, creta — foi colocado em prisão domi- do à rinha chamada "abertunsta". Para
Hã U-.Pelaclo um ligeiro desvio, im- ciliar quê?
previsto, na grande estrada "jean- A esses fatos, deve-se acrescentar A repressão e a intimidação exerci-
claudista" de abertura democrática e
progresso económico Confirmando o
desejo de criar essa imagem, no dia
a convocação, pelo governo, de "ban-
quetes" para a Imprensa haitiana, a
20 de fevereiro. "a fim de reatar os
das pelos "IontOn macoutes" não são
suficientes para consolidar a base da
ditadura Portanto, torna-se imperativo
Um pouco de história
achar algum apoio fora do "macoutis-
mo", entre os "anti-duvarieristas", so-
bretudo os da pequena-burguesia este A República do Haiti — que sob o nume de S. Dominique, parte do antigo
s istro)...
.olental
francês, ocupou um lugar privilegiado no processo de acumula-
é o ientido fundamental da politica de

os tonton macoute "abertura".


Depois de Carter, a única alternati-
va de Reagan, por um bom tempo, con-
çaõ capitalista da França — ocupa a terça parte ocidental da ilha La Espanho-
la.° restante do pais está ocupado pela República Dominicana. Possui
28.01X) km2 e uma população de seis niilhões de pessoas. A ilha está "fechada".
sista em pressionar Duvalier, na entre Cuba e Jamaicc ao oeste, e a leste por Porto Rico,
O oegime de Duvalier se constituiu como produto da crise revolucionária de direção que o jornal francês Le Mon-
iii56 (contra o ditador Maglorie) e, mais precisamente, em meio ao refluxo de qualificou de "juan-carlIzaçâo" (2) Entre 1791 e 1806, a massa camponesa insurgente (escravosusei., da
parcial das massas, cujo dirigente populista, Daniel Fignolé, foi derrubado da presidência vitalicia. Num artigo Áf
rica), derrotaram a dominação colonial e liquidaram a relha classe de lattlun,
pelos mesmos militares que o haviam levado ao poder 19 dias antes. publicedo a 16 de junho do 1981, 0 te diários escravistas,Ferminatla a reSUtUS'fitl, as tclaçN:s agrárias ettasant §:kr,vs
Em 1957 os militares organizaram eleiches fraudulentas para levar Francois Monde lamentava o fracasso dessa de sobrevivências "feudais", exceto nas regiões de pequenas propriedades
Ilusalier à riresidencia, tentativa camponesas. Porém, nestas condições, a maioria dos camponeses conservaramn
"Papa Dor", homem pouco disposto a reconhecer favores, manda os Em 1979, especialistas americanos as suas armas, e durante todo o século XIX e o primeiro quarto do XX.
"%agoulards" lencapuçados) assassinar seus principais aliados militares, Em elaboraram um relatório acusando o acontecem as guerras camponesas (cujos principais dirigentes loram Goman e
tolho de 1959. sob pretexto de tentativa de golpe de estado do tenente Pasquet e duvallerismo de estar conduzindo o Achau, no século passado, e Benoit Batraville e ('harlemagne Ptralte, nu inicio
um grupo de oficiais, forma o corpo de voluntários da Segurança Nacional, os pais diretamente... para a revolução, deste).
célebres tonton•macoutes"trque‘sucedemla antiga casta militar como coluna devido à sua incapacidade de efetuar Em 1915. no marco de sua luta colonial, os Estados Unidos ocupam
vertebral do regime duvalierista. Esta "falange" é uma imensa malta, reformas profundas. Ante o diaoósti- militarmente o pais, e colocam no poder o piesidente Sudre. "amigo des
cinda-mirada e detentora do poder, que dilapida a sociedade. É possível frear co aterrador de seus próprios esptcia- E(IA". Tal ocupacao será o d pentii de partida para uma guerra contra ii
seus instintos e apetites, moderar seu excessos? Isso é o que buscam os iiSNIS, o governo Ianque não ficou le campesinato onde. em muitas ocasiões, os camponeses são massacrados. e que
partidários da "juancarlizacão" do sistema macoutista, que Jean-Claude mãos abanando: servirá para consolidar o estado, até cotar) muito débil e embrionário, A guerra
°avaliar mantém intacto faz dez anos. — servindo-se da visita da comissac 11915-1920), chega ao seu final, quando do assassinato de C. Péralte.
americana de Direitos Humanos, Ira-
24 anos de ditadura.
Chega!
Entre a ditadura do clã Duvalier — que domina o pois há 24 anos e a revolução começou uma
verdadeira corrida contra o tempo. Por uma série de razões, a convulsão social que está na ordem do
dia, não poderá ficar confinada apenas à República do Haiti. A abertura da crise, mais ou menos
próxima, não vai se desencadear à margem das condições revolucionárias que estão se generalizando em
toda a América Central, desde a queda do ditador nicaraguense, Somoza.
A maioria do proletariado do Haiti vive fora do país, tornando-se um fator de exportação dia erise
haitiana. Esses trabalhadores são, de certa forma, "expulsos" de sua terra peia carestia, pei')
desemprego ou para fugir à repressão política, à miséria e ao arbítrio que constituem a rotina cotidiana
do "macoutismo", o regime policialesco dos "tonton-macoutes" (1). Nos países de "acolhida", os
trabalhadores haitianos fleatn sujeitos, em geral, aos serviços mais mal-remunerados formando às vezes
a maioria, quando não a totalidade, de certos setores onde são super-explorados. O exemplo mais típico
é o dos 300.0(N) cortadores de cana reduzidos à semi-escravidão nas plantações da República
Dominicana.
A queda de Duvaller, e cum ele a do "macoutismo", vai criar uma situação nova paru a fração
emigrada da classe operária haitiana. &WS trabalhadores super-explorados são sentir a nova situação
como um encorajamento, um chamado a exigir os direitos sindicais mais elementares, que lhes são
negados, atualmente, tanto na República Dominicana — onde serão levados a se opôr ao latifúndio e ao
Fatiado — como nas colônias francesas da América (na Guiana Francesa, sobre uma população de
pouco mais de 50.000 habitantes, contam-se de 4 a 5 mil haitiaaos; e das 30.000 pessoas,
aproximadamente, que formam a dane operária de "Zuadalupe, mais de 4 mil sã.) haitianos).
Nos Estados Unidos, a comunidade haitiana com, xle-se de mais de 64)0.000 membros; é também
multo expressiva no Canadá, na Venezuela e nas Bahamas. Foi entre os emigrantes que surgiu o
movimento visando a concretizar uma ampla unidade contra Duvalier e a proposta de realizar no
Panamá, em setembro de 1981, uma conferência continental com o objetivo de denunciar e isolar o
regime duvalierista.
A emigração, que antes representava uma "saída" para o excesso de população e constituía uns melo
de fugir ao arbítrio e à miséria, tornou-se um fator de instabilidade e crise, em todo o prquipélago.
O caráter revolucionário e a extensão da crise haitiana explicam o papel confiado ao exército
dominicano, com a finalidade de complementar o aparelho repressivo de Duvalier, que não
considerado muito seguro, se as massas conseguirem se unir em todo o país. O pronto auxilio financeiro
e a oferta de formar os "macoutes" nas escolas de polícia da França — expressos pelo ex-ministro
giscardiano, Galley, quando de sua visita ao Haiti, em novembro do ano passado — são indícios de que Hdey 00(- ptesdente CaSarnêni0 enir, ~or. .1c 1, 05 'AGO.", /O, ,
a situação está evoluindo, de forma quase automática, em direção a um "abismo": uma situa0o de
natureza revolucionária. Não é possível explicar de outra forma as bruscas medidas tomadas pelo antigo tou de impõr a Baby Doc certas modi- de de afastar Duvalier. Mas essa re-
governo francês, em dezembro de 1980, contra os refugiados políticos haitianos e, de modo geral, contra ficações nas formas exteriores da di- .:omendação enfrentava um obstáCul0.
os imigrantes haitianos na França, aliás poue ) numerosos. Desse pomo de vista, a vitoria política dos tadura, particularmente outorgande de porte corno e pelo quê substitua
trabalhadores franceses, a 10 de maio e a 21 di! Junho, constitui um sério revés para a velha ditadura do alguma liberdade de expressão aue Duvalier e seu sistema, sem desenca-
Haiti. permita criar a ilusão de uma auto- dear forças incontrolavers?
reforma do regime, mas sem abalar as Órn relatório-comunicado ao Senadc?
Instituições do regime policial, na ver- americano respondia assim a essa
dade, uma tarefa hercúlea pergunta perturbadora: ".. a oposição,
— estabeleceu um "cordão' militar, fraca e dividida, não tem condiçõês de
atribuindo às forças armadas domini- ameaçar seriamente o atual regime "
No dia 22 de abril, num discurso pe- 19 de fevereiro, o governo haitiano de• contatos diretos (rompidos pelas pri- canas um papel intervencionista, den- Se a oposição burguesa e pequeno-
rante o Parlamento, o "presidente vita- clarou-se disposto a receber uma dele- sões e expulsões de jornalistas) e tro do próprio território do Haiti, no burguesa a Duvalier é caracterizada,
lício- Jean-Claude Duvalier felicitou- gação da Cruz Vermelha Internacional: comemorar o reencontro". caso de uma insurreição das massas acima de tudo, pela impotência, o
se pela 'boa receptividade" Obtida por " podem vir verificar pessoalmente Reviravoltas, Incerteza.', -incoerên- populares que coloque em perigo o re- mesmo não acontece com relação ao
sua "politicia de abertura (...) depois o estado de saúde das pessoas que se cias" sintomas de ir.ia crise profunda gime, ou mesmo no caso de algum gol- proletariado haitiano, que manifesta,
de anos de incompreensão e reticên- encontram detidas .." que não dá sinais de abrandamento pe de direita que não tenha o aval rustamenie, sua capacidade de enfren-
cias ' por parte das potências euro- No dia 19 de março, Luc Desir — o O sentido de todos esses !atos é bas- americano (3) tar a ditadura e seus "tonton ma-
péias homem de confiança, o numero 2 do tante claro sob a pressão di2s O relatórc concluía pela necessida- coutes" Essa capacidade iá foi oro-
A acreditar em suas palavras, as regime, desde a subida ao poder do dadas internas, combinadas à do im-
centenas de prisões efetuadas em ou- Papa .9bC, François Duvalier (pai do perialismo americano, Duvalier teve
tubro e novembro de 1980 não passa- atual presidente), chefe da policia se- Que efetuar uma nova retirada, voltan-
vam de um episódio desagradável, creta — foi colocado em prisão domi- do à linha c-amada "aberturista". Para
ia superado um ligeiro desvio, im- ciliar. quê?
previsto, na grande estrada "jean- A esses tatos, deva-se acrescentar A repressão e a intimidação exerci-
claudista" de abertura democrática e
progresso económico Confirmando o
desejo de criar essa imagem, no dia
a convocação, pelo governo, de "ban-
quetes" para a imprensa haitiana, a
20 de fevereiro, "a fim de reatar os
das pelos "tonton macoutes" nào são
suficientes para consolidar a base da
ditadura Portanto, torna-se imperativo
Um pouco de história
achar algum apoio fora do 'macoutis-
mo", entre os "anti•duvalleristas", so-
bretudo os da pequena-burguesia - este A República do Haiti — que sob o nome de S. Dominique. parte do antigo
f é o sentido fundamental da politica de sistema colonial francês, ocupou um lugar privilegiado no processo de acumula•

os tonton macoute "abertura".


Depois de Carter, a única alternati-
va de Reagan, por um bom tempo, con-
çaõ capitalista da França — ocupa a terça parte ocidental da ilha La Fsparsho•
la.0 restante do pais está ocupado pela República Dominicana. Possui
28.000 km2 e uma população de seis milhões de pessoas. A ilha está "fechada**.
siste em pressionar Duvalier, ria entre Cuba e Jamaica ao oeste, e a leste por Porto Rico.
O cegime de Duvalier se constituiu como produto da crise revolucionária de direção que o jornal francês Le Mon-
1456 (contra o ditador Magloriei e, mais precisamente, em meio ao refluxo de qualificou de "luan-carlização" (2) Entre 1791 e 1806. a massa camponesa insurgente (escrastis vindos tta
parcial das massas, cuja dirigente populista, Daniel Eignolé, foi derrubado da presidéncla vitalicia. Num artigo África), derrotaram a dominação colonial e liquidaram a velha classe de latilun•
Nlos mesmos militares qu•.! o haviam levado ao poder 19 dias antes. publicado a 18 de Junho de 1981, o te ltiariliS escravistas. Terminada a resoluçAo, as relaçócs agrárias chutam cheias
Em 1957 os militares vganizaram eleições fraudulentas para levar Erançois Monde lamentava o fracasso dessa de sobrevivências "feudais", exceto nas regiões de pequenas propriedades
Doi alier à presidéncia. tentativa. camponesas. Porém, nestas condições, a maioria dos eaniponeses consenAram
"Papa Doe", homem pouco disposto a reconhecer favores, manda os Em 1979, especialistas americanos as suas armas, e durante iodo o século XIX e o primeiro quarto do ‘Ccula XX.
"caguulards" lencapuçado0 assassinar seus principais aliados militares. Em elaboraram um relatório acusando o acontecem as guerras camponesas (cujos principais dirigentes foram Gomais ••
tulho de 1959, sob pretexto de tentativa de golpe de estado do tenente Pisquei e duvallerlsmo de estar conduzindo o Achau, no século passado, e Benuit Batrasille e Charlemagne Péralte, nu inicio
um grupo de oficiais, (arma o corpo de voluntários da Segurança Nacional, os pais diretamente... para a revolução, deste),
celebres tonton-macoutes"Jque‘sucedemià antiga casta militar como coluna devido à sua incapacidade de efetuar Em 1915, no marco de sua luta colonial. os Estados Unidos ocupam
vertebral do regime duvalierista. Esta "falange" é uma imensa máfia, reformas profundas. Ante o diagnósti- militarmente o pais, e colocam no poder o presidente Sudre, "amigo dos
uniformizada e detentora do poder, que dilapida • sociedade. É possível frear co aterrador de seus próprios especia- EUA". Tal ocupas:ao será o ponto de partida para uma guerra d'mirra ti
seus instintos e apetites, moderar seu excessos? Isso é u que buscam os listas, o governo Ianque não ficou de campesinato onde, em muitas ocasiões, os eaniponeses sào niassacradt», o toe
partidários da "mancarlização" do sistema macoutitta. que Jean•Claude mãos abanando: servirá para consolidar o estado, até então muito débil e embrionário. A guerra
(1915-19201, chega ao seu final, quando do assassinato de C. Péralte.
L Dusalsite mantém intacto lar de: anos, — servindo-se da visita da comissão
americana de Direitos Humanos, tra-

• v.
~MINEM
342 8 I AmóricaLatina — Vida do r4ovhaonto
.4

veda, diversas vezes, nas recentes
greves por suasaeivindicações aspe-
que a greve "desestabilizava ,. ordem
Social estabelecida", confissão iavo-
Partido Social Cristão f
dicas, apesar dos golpes ~heis que 'untaria da verdadeira relação de aleflarear?
atingiram, de 1960 a 1969, as organi-
aares do movimento Operário
toesas entre as classes, depois de 23
anos de ditadura É bem fraca a esta- Julgaram caie nau A faça numérica do
Vida do Movimento
Sã O r egime duvaliensta leva direto bilidade de uma "ordem" social que proletariado é inalada, e isto faz corri case
para a revolução, para onde ievaria Pode ser desestabilizada por uma gre- a detenção de lideres sincticaletas, organi-
um 'Vácuo" politico de poder, al que ve de algumas centenas de operários; zastores, que se formaram Santamente ao 5.30111 assinaturas coletadas pelo PST do Panania
a natureza, e a politica também, tem Mas a greve prosseguiu firme Os brigo dos Menos anos, lenha urn "peso"
horror ao vazio? É esta a base politica operários de outras duas fábricas da nulo grande sobre a evoluçeo das mobili- Ao final de junho, o PST do Pananrá unha coletado 5,300 assinaturas em
e social dos cálculos ao imperialismo zona franca declararam-se solidários zações Ruam. todo processe de crise sua campanha pela legalidade. Esta cifra constitui um êxito notável, dados os
e das manobras que visam a "destila- aos da Cervejaria Nacional, e prontos promcci uma Wripik300 e URI arnacluress empecilhos de todo tipo impostos pela legislaçao.
valierizar" o d ivalierismo, sem efetuar a entrar também em greve, se as rei- mento mas rápido dos setores rrelantes A lei SI dos partidos políticos exige nada menos que 30.0(X) aderentes, num
a menor mudança que possa abalar vindicações dos primeiros não fossem A crise de cume pox.segue com toda pais que tem menos de 2 milhões de habitantes. Mas não é só isso: a assinatura
o Estado. ou seja. o 'macoutismo" atendidas Os "tonton macoutes•' vie- a torça, abertamente, costanandosie com o de cada aderente deve ser feita num livro oficial, em horário preciso e na
ram, armados até os dentes, e cerca- ~190 revolucionário generalizei:ti no presença de um funcionário eleitoral. Isso leva, logicamente, a que os
Vetteô %era e doas* *perfuram ram a fábrica em greve Mas isso não muni) inteiro, e nessa região em panca/- empregados públicos, por exemplo, não se inscrevam, pelo conhecido temor a
Todo esse processo, que vinha evo- mudou nada, e as autoridades acha- tu Talvez os trabalhadores pareçam estar perder seu trabalho, já que a "máquina" do governo paternalista não hesita
luindo lentamente. ampliou-se nos últi- ram mais prudente ceder É esta "rrsircancb passo", mas há urna razão em tomar represálias.
mos trés anos Ata 1957, a classe relação de torças que se tentou modi- para k60 o que esta em jogo, ria snuaglo, Como as eleições serão em 1984, o PST se deu para mie ano em que iniciou
operária haitiana era pouco numerosa ficar através da repressão de outubro, lova a colocar o problema Oa ação polsca a sua campanha, o objetivo de alcançar mil assinaturas. Nas primeiras
e dispersa Mas a politica prisimperia- novembro de 1980 Com sucesso" ganeralizaás mitra a ditadura semanas ultrapassou largamente esta cifra.
lista UR fai.valier, pai e filho, teve al- Achamos que não, por uma série de A repercussão obtida em setores operários e populares é fruto da trajetória
gumas consesaiências que eles não latos Os sar•Islorfas do prasileks eiparsairle politica c da força da organização trotskyy ta. Ela difunde no Panamá as
desejavam aumentou o número e le- Através da repressão. a ditadura posições do 'Comitê Internacional e, espe.aalmente, desenvolve uma grande
vou à concentração da classe operá- tentou reagrupar sua única base real, O movirrento sindical continua atomiza- arupd nha em apoie á luta de El Salsado:. `'icaragua e da AméricalCentral.
ria os bandos armados "macoutistas", do, Irritado a determinados setores, o que No terreno nacional chama a frente opurni. per No, trabalho e liberdade, c
O regime dos "tonton macOutea" que não apreciavam as semi-conces- representa urna grave drliculdada Mas pa- combate tanto o governo nacionalista burguês — denunciando suas
tez o papel de empresário ganancio- sões fedas ar massas, e que estas rece-nos mie note, ern função do eixo da si- capitulações frente ao imperialismo — como os patrões de "oposição", entre
so, olerecendo aos investidores es- transformaram em primeiras conquis- tuaçâo, cimo fator pesa arreia mais, corna os quais existem agentes diretos do imperialismo.
trangeiros g força de trabalho haitiana. tas democráticas A pretexto do cará- ctstáculo como avançar para urna solução
ao preço mais baixo possivel. em troca ter subversivo da imprensa indepen- politica, corro acabar com Duvaler e com o Costa Rica: apoiamos os candidatos operários e populares do PU
doe investimentos realizados no pais dente, for preso na segunda-leira, dia 13 "mar:autismo", sem que existam saquer os
— e som esquecer de levar a sua co- de outubro de 1980, Silvio Claude, elerrentos iniciais — que começam o surgir Em meados de julho, representantes do Partido Revolucionário dos
missão no negócio presidente cio Partido Democrata-Cris- agi e ah -- das torças porosas que lerão I raballiattores setAtt &hl Culture Inicrnacion4i — se reuniram cum Rinreig„
Essençialmente, são investimentos tão, tolerado pelo regime Depois. no caie taxaria esse probremaa Gutierrez, candidato presidencial da coalizão Pueblo Unido. esta é unia
de base "doentia", pois trata-se de dia 16, foi a vez de Kompé Plum (Paul A cesse operária é o verdadeiro motor I rente de esquerda que sustenta candidatos operários e populares e se ope
urna economia dependente, caracteri- Ivens), animador de um programa da da luta para oerrubar a catadura Corno coa, eleitoralmente aos distintos partidos burgueses.
zada pela instalação de labriquetas e Rádio Cacique que constitula um ver- segará eia abra una atuação nova, que the Na reunia° com o candidato foi entregue uma carta na qual textualmente se
simples montadoras (cerca de 500, na dadeiro fórum popular, e que for pre- perrnta resotver seus próprios problemas e afirma: "Consideramor que sua decisão constitui um importante apoio paru ri
zona tranca, totalizando pouco mais so ao voltar de viagem dos Estados cia das massas carrponesas (ainda sem so- 15.51a causa do povo etutarrtqut tsitti **.
de 40 000 operários) variando desde Unidos A visita do ministro francês, kaão. desde sosp Corno, se a classe ope- O PRT expós seu desejo de apoiar e inscrever-se no processo de ruptura dos
a fabricação de Oolas de beisebol Ganes., dá o sinal verde para a repres- rária não possui sequer C6 elementos inrciara trabalhadores com os partidos patronais. O instrumento para isso é a criação
até a montagem de bens de consumo, são cm massa Cerca de mil pessoas de :ITU (P4Y6SentaçãOPOltr/Ca. independen- de comitês de apoio à l'ueblo Unido, nos quais as distintas oraanizações
tudo destinado ao mercado america- SIO presas, espancadas, algumas são te de todas as ilações burguesas e sersve- conservem sua total independência política e orgânica.
no Em Outras palavras, a "revolu- liberadas alguns dias depois, outras ~goesas, mais su menos democrática. O Diretório de Pueblo Unido, por sua vez, considerou que a decisão do NU
ção" económica dueabensta permi- expulsas, outros ainda mantidos aliás rree ou TeflOS pronta á luta decisiva contra é um apoio importante e assim o afirmou em uma nota, divulgada no jornal
tiu extrair mais-varia dos operários hai- das grades Mas, no auge da onda de a reasturaa Addams., do PRT. Desta forma se deu o primeiro passo de nossa politica de
tianos, mas a partir de uma expansão prisões, os estudantes da capital en- Será que esta questão é prematura, apoio critico à frente eleitoral formada.
económica artificial. e não do desen- saiaram uma manifestação, exigindo e que é preciso esperar a 'queda de
volvimento das forças produtivas do a libertação do professor Gragoire Ouviamr para colocá-la e tentar resol•
Emane, diretor do primai La Fratente
A Ler do Senegal Condena o COSI. de Impe, unegalchas
Pai. O Capital local associou-se à es- vala') com armas francesas a Gimbia
tragais dessa mais-valia, em posição e divertia do outro parlido toierado, o Nenhum governo, por mais fraco e
Subalterna, mas sob condições vante- corrupto que seja, abandona o poder, Eni 10 de inibi,. aN tropas sem:galesas intersieram na G;inhia, para
posas se não for derrubado E por isso que enfrentar o putsch vitorioso neste pais. Gimbia é um estado de 575.000
Como o baixo preço da força de tra- julgamos que a questão do partido habitantes, com fronteiras artificiais, encravado dentro do Senegal e
Boat-people operário não é prematura Pelo contrá-
balho não se devia á frugalidade reconhecido em 1965. Trata•se de um "protetorado" britimico inserido na
natural nem á docilidade inata dos rio' começar a resolvê-la parece-nos África "francofona".
trabalhadores haitranoe, a "dique" ter- uma condição para a queda da velha A seçaosenejtalesa do Comiie Internacional se pronunciou contra o env io
rorista não podia afrouxar o controle, ditadura, o mais rápido possivel Para tropas senegalesas, dotadas de armas francesas e com oficiais formados pelo
sob pena de ver des.ncvanar todo o
111 iMPOnente editicio da expansão econó-
Piratas? a maioria esmagadora do povo haitia-
no, é vital que eia seja destruiria, e
Exército francês. Esclarecendo que não assume nenhuma rc.00e•abilidade
pelas iniençóes dos list Cambia. denuncia que Ab Sou Droul
mica duvalierista, fundamentada, es- logo
responsável pelo desemprego e a carestia no Senegal — não pod, aceitar que
sencialmente, nesse apo de investi, Talvez st; coloque então a questão seja derrubado Diawara, que é quem organiza o desemprego e a camtia na
-Será declarado pirata e Canil - do r:aarama desse partido Para os
mento gado como Gánthi.t. Por outro lado lia entu relaolo enfeai' a illiersenoic, ,ia Citilitina e a
NI, com 10 a 15 anos
Em vista disso, o "macoutismo" es- isiiiitantes da Quarta internacional (Co-
de reclusão ou trabalhos forçados sal/Miolo enliseenl SFNELE C pela getniartnerta. Contra In eireesissni
forçou-se por preservar as relações mité Internacionaa, aluando com base pretetulttutt von..Irtur 6eu Aintheartt indeprottiente ... A Ler em boletim datado
(...) será considerada pirata, e será
entre capital fd trabalho, resultantes da nosprincipios marxistas, essa questão de Dakar. I de agosto, chama a organizar uma manifestação unitária em
requisitada, a nau que aceitar
destruição do movimento operái10 orga- e as respostas concretas a ela deve- frente à presidência pela retirada imediata das tropas senegalesas.
transportar estrangeiro ou pas-
nizado em 1962 -63, a dissolução das rão ser discutidas 'no devido tempo.
sageircs que ndo possuam os do-
associações sindicais de professores Ou seja, não se coloca nenhuma pre- V Continuo do GST do Canada
cumentos exigidos pelas leis da
e estudantes, e depois da central missa programática, a não ser respon-
policia ou da emigraçdo - (decreto
operária, a ,U1H, cujo presidente der a esta pergunta é verdade que o O V Congresso se realizou de IS • 21 de junho, em Quebec. Entre l as
de 17 de novembro de 1980)
Ulrick Jota. for preso diversas ve- proletariado não deve recusar, em junho e II de agosto, os trabalhadores dos correios canadenses estiveram em
A paciência popular chega ao
zes, em 1969, o esmagamento de nenhuma hipótese, que todos os que greve. Este fato, que demonstra a combatividade operária, retardou até agora
seu limite. Qualquer coisa é me-
todas as organizações politices, após afirmam querer lutar realmente contra o recebimento do informe sobre o congresso. Este girou em torno do debate
lhor do que levar uma existência
a liquidação lisica (com milhares de Ouvater se coloquem ao seu lado, mas sobre a situação internacional, sobre a situação politica ern Quebec c xi
miserável, sem a ~ima espe-
vitimas) da guerrilha impulsionada pelo será que, por causa disso, deve reaun. Canadá inglês e sobre o trabalho na juventude.
rança de melhorar. O "mo-
PUCH (Partido Unificado dos Comunis- crer , por todo um periodo, á constru- A rtsoluçâo adotada sobre o primeiro ponto afirma: "Devemos lutar para
vimento" dos boaspeopie, é uma
tas Haitianos, ligado a Moscou). ção de seu próprio partido e á busca que a Quarta Internacional (Cl) seja, à escala internacional e em cada NU
forma de repúdio ao regime,
O -desenvolvimento" duvakerlsta de seus próprios objetivos? Deveria o em particular no Canadá, identificada e reconhecida como a ponta de lança da
que o coloca em uma situação in-
acentuou a dependéncra econômica, proletariado, para derrubar Duvalier, revolução politica na Polónia e da luta revolucionária do povo salvadorenha'
cómoda, justamente quando pre-
mas produziu, ao mesmo tempo, O interromper sua própria ação, caia visa Triturou Operária — jornal da organização — prestará ainda especial arcos!,
tende desenvolver a economia e
agente de sua ~na destruição uma ao seu próprio governo e ás suas pró- ao desenvolvimento diluta de classes nos Estados Unidos.
liberalizar-se.
CiaSSO saarastsra mas numerosa e Con- prias reivindicações imediatas, econó- O caráter internacionalista do combate do GST foi acentuado no Congress)
"likeralização", que se expressa
centrada — mais forte, micas e pollticas? Julgamos que não pela presença de dois convidados, Stefan Lamed — delegado da moção
na delação legalizada e em uma
Apesar de um logo periodo do dura e, a nosso ver, não existe outra "con-
legislação de estado de sítio contra polonesa na Conferência de fundação da Quarta Inrernacional em 1938. e de
repressão, o movimento operário re- dição prévia - para a formação desse
urna população, 30% da qual fu- Naorni Brennan, secretario-geral da Partido Socialista Republicano Irlandes.
tornou. lentamente, a atividade. Os partido Talvez haja quem julgue que que agradeceu a solidariedade do GST à sua luta.
giu do pais nos últimos anos. Se o
anos de 1977-78, e sobretudo de lá é demais, ou que é muito pouco Dentro do Canadá se desenvolve uma luta crescente contra a inflaçáo, a
regime conseguisse seu objetivo
1979-80, foram marcados por uma sé- Som o menor sectarismo, responde- degradação do poder aquisitivo, o fechamento de fábricas, as demissões,
de impedir as fugas missivas,
rie de greves, muitas veres vitoriosas, mos ninguém pode reclamar o mono- desemprego, a diminuição dos serviços sociais. Nesse quadro de eme
então as pessoas dispostas a en•
e sobretudo pela formação duradoura pólio da verdade absoluta, portanto, econômica se aprofunda a crise política do estado federal.
'reatar a morte em ações indivi-
de vários sindicatos, ultrapassando os vamoa abrir a discussão
duais ou de grupos pequenos (e O governo Trudeau prepara um projeto "constitucional" para reforçar o
limites da legislaçáo trabalhista do re- poder centralizador e opressor da burguesia. No Quebec, rodes ar
são muito frequentes os casos de 111 V. os sentirá Oitavo ''1.1.1f0.111.Mto
gime (D O iermu "joan.arlirrulio" deri.• do nome do organizações operárias e democráticas, incluídas as centrais sindicais, se
capitães inescrupuloaoa te:° a-
A grave dos trabalhadores da Cer- til bom Céri011, dl. É' wanha, a Indtc• uma taoca nod-
posicionaram contra o plano de Trudeau, salvo os dirigentes do Novo Parida
bandonam essas peno- 'Ar osa eroa riari a Enervar o matintuiçõm estalam lacta-
vejaria Nacional expressou com muita i.. apartretando uma transformaçau do monte qua Democrático e o Congresso do Trabalho do Canadá.
ou em ilhas deter ..o deixam
clareza a tendència que opera na clas- I bmeadn nelas, em democracia. F. uma apalaçam 6.
Nesse quadro, o GST lançou uma campanha pela Marcha rumos Ougais
que naufraguem nu tempestade) "rmuperacilo" poiii.oa. a ti., de pnrserear 0 Estado
se operária e nas massas populares burgot eapanhol. que st taniuridt som as nimbam, que reuniu 10.000 assinaturas, Com ela se procura a unidade de açllo contra
se convenceriam de que não existe
a luta contra a ditadura, e demonstrou outra salda, • não ser, arriscar a
(amimas em etim. Tal poUtka de "abertura" **ria Trudeau, contra ou federalizam e os capltulastas, dos trabalhadores da 4." "-
imprimam' ama o apelo poiltko dralOPMIWGIO opa.
também, por outro lado, a crescente rido. que loi recommuldn, mas que é dominado por e do Canadá inglês. CIS
vida para o enfrentamento coletivo •pareipen burortélicce (PSOF. e Pf E)
impotancia do "macoutismo" A gre- com • ditadura, porque não Os delegados do V Congresso ratificaram sua intenção des
Ia) densodem quadro que se . dem situar a tis,
ve começou por Causa da demissão pientertimiu dai negociações para a compra (pot como organização pan.eanadense, já que a vitória contra o
será mais possível arriscá-la...
de cinco operários sindicalistas Resis- )00 milhões de delem), do porto de Snot Moeu e
Canadá pasta pelo combate da classe operária de_toderearais's
para fugir. da Ohm Ton., para implantalo de urna bala arneré
. . a autoridades, com cana. par. atarantai', a da àuanianasno. que será
ando, na televisão, arroba& a Cuba.
greves por suas reivindicações aspe- social estabelecida", confissão invo-
dose. apesar dos golpes terrIvels que 'untaria da verdadeira relação de lairakene?
atingiesm. de 1960 a 1969, as organi-
.ações do movimento apararia
forças entre as ciasses, depois de 23
anos de ditadura É bem fraca a esta- .Usomos case não A broa numérica do
Vida do Movimento
Se o 'estime duvalierista leva direto bilidade de uma "ordem" social que prietanado é Inalada, e isto faz can ase
para a revolução, para Onde levaria pods sor desestabilizada por uma gre- a Menção de lideres sindicalistas. organi-
um "vácuo" polilico de poder, ja que ve de algumas centenas de operários! zadores, Cme se formaram lentamente ao 5.300 assinaturas coletadas pelo PST do Panam.
a natureza, e a politica também, tem Mas a greve prosseguiu firme Os longa dos teimes anos, tenha um "peso"
horror ao vazio? É esta a base poatica operários de outras duas fábricas da nulo grande sobro a evolução ctos morais Ao final de junho, o PST do Panamá tinha coletado 5.300 assinaturas em
e social dos cálculos do imperialismo zona franca declararam-se solidários moeras Porem, tcdo processo do crise sua campanha pela legalidade. Esta cifra constitui um 'azar., notável, dados OS
e das manobras que visam a "desdu- aos da Cerveiaria Nacional, e prontos pnabea urna amolação e UM arreasece empecilhos de todo tipo impostos pela legislação.
valrenzar" o d sem efetuar a entrar também em greve, se as rei- mento mais rápido das setores ~antes A lei 81 dos partidos políticos exige nada menos que 30.000 aderentes, num
a menor mudança que possa abalar vindicações dos primeiros não fossem A crise de cibula prossegue com toda pais que tem menos de 2 milhões de habitantes. Mas nào é só isso: a assinatura
O Estado, ou seja, o ''macoutismo" atendidas Os "tonton macoutes" vie- a taça, abertamente, corrObando-se com o de cada aderente deve ser feita num livro oficial, em horário preciso e na
ram, armados ate os dentes, r cerca- asaanso revokbanare generaleada no presença de um funcionário eleitoral. Isso leva, logicamente, a que os
Voais gh Nos si dosa* aporirilin ram a fabrica em greve. Mas isso mordo inteiro, e nessa região em particu- empregados públicos, por exemplo. não se inscrevam, pelo conhecido temor a
Todo esse processo, que vinha evo- mudou nada, e as autoridades a .a- lar. Talvez os trabalhadores pareçam &dar perder seu trabalho, já que a "máquina" do governo paternalista não hesita
luindo lentamente, ampliou-se nos Últi- ram mais prudente ceder É esta "marcando passo", mas há iam ,aaao em tomar represálias.
mos trás anos Ate 1957, a classe relação de forças que se tentou modi- para isso o que está em posa, na snualAo, Como as CICIOCS serão em 1984, o PST se deu para este ano em que iniciou
operária haitiana era pouco numerosa ficar através da repressão de outubro- leva a colocar o problemt da ação politica a sua campanha, o objetivo de alcançar mil assinaturas. Nas primeiras
e dispersa Mas a politica pró-imperia- novembro de 1960 Com sucesso'? generalizo:ai, contra a ceai Ora semanas ultrapassou largamente esta cifra.
lista dos Duvalier, pai e filho, teve al- Achamos que não, pra, uma série de A repercussão obtida em setores operários e populares é fruto da trajetória
aumas consequêncas que eles não fatos Os embalámos de porfias ippoeérlo politica e da força da organização trotskysta. Ela difunde no Panamá os
desaiavam aumentou o número e le- Através da repressão, a ditadura posições do Comitê Internacional e, especialmente, desenvolve uma grande
vou à concentração da classe operá- tentou reagrupar sua Única base real, O movimento strelcal continua atalaia- i.ampanha em apoio á luta ile Et Salsailor. Nicaragua e da ArtiéricalCentr-d
(is bandos armados "macoutistas", do. Irritado a determinadas setores, o que No terreno nacional chama a frente operária por No, trabalho e liberdade. c
ria
O regime dos "tonton macoutes" que não apreciavam as semi-conces- representa urna grave dificuldade Mas pa- combate tanto o governo nacionalista burguês — denunciando suas
fez o papel de empresário ganancio- sões Laias às massas, e que estas rece-nos coe hoje, em função do eixo do' capitulações frente ao imperialismo — como os patrões de "oposição", entre
sa oferecendo aos investidores es- translormaram em primeiras conqu s- tuaçãos outro fator pesa ainda mais, como as quais existem agentes diretos do imperialismo.
trangeiros a torça de trabalho haitiana, ias democráticas A pretexto do cará• obstáculo cana avançar para urna solução
ter subversivo da imprensa indepen- pataca, cano acabar coro Duvalier e com o
a0 Praça mais baixo posslvel, em troca Costa Meai apoiamos os candldetos operários e populares do PU
dente. for preso na segunda-leira, dia 13 ' 'mamute:no' ' sem que existam sequer os
dal invealiMentos realizados no pais
— e Sem esquecer de levar a sua co- de outubro de 1980, Silvio Claude, elementos escuso — que começam a surgir Em meados de julho, representantes do Partido Revolucionário dos
missão nO negócio, presidente do Partido Democrata-Cris- aq,a e ali --- das forças pohticas que terão I — seção do Comité Internacional — se reuniram com Rodrigo
Esseneialmente, são Investimentos tão, tolerado pelo regime Depois, no coe resolver esse problema'? (iurierrez, candidato presidencial da coalizão Pueblo Unido. esta é unia
do base "doentia", pois tratase de dia 16, foi a vez de Kompé Pium ¡Paul A classe operária é o verdadeiro motor frente de esquerda que sustenta candidatos operários e populares e se opõe
uma economia dependente, caracteri- Ivens), animador de um programa da da luta para derribar a ditadura Cano cai- eleitoralmente aos distintos partidos burgueses.
zada pela instalação de fabriquelas e Rádio Cacique que constitula um ver- 9~3 ela abrir urna situação nova, que lhe Na reuniac com o candidate foi entregue uma carta na qual textualmente se
simples montadoras (cerca Cie 500, na dadeiro fórum popular, e que foi pre- permita resolver seus ()repos poblemas e afirma: 'Vonsiderumoz- que sua decisão consritui um importante apoio pura u
zona franca, totalizando pouco mais so ao voltar da viagem dos Estados cs das massas camponesas (anda sem so- justa causa do povo costarriquenho".
de 40 000 operários) variando desde Unidos A visita do ministro francés, luçara deeie 1806P Cano, soa classe ope- O PRTerosàs seu desejo de apoiar e inscrever-se no processo de ruptura dos
a fabricação de bolas de beisebol Galley, dá o sinal verde para a reptes- rária não seesi ii sequer os elementos inicias trabalhAores com os partidos patronais. O instrumento para isso é a criação
ate a montagem de bens de consumo, São em massa Cerca de mil pessoas de Lera resxesentação íxartba. saleisenden- d.! comités de apoio à Pueblo Unido, nos quais as distintas or3anizaçóes
tudo destinado 80 mercado america- são presas, espancadas, algumas são ia ce todas as trações burguesas e pegue- conservem sua total independência política e orgânica,
no Em outras palavras, a "revolu- liberadas alguns dias depois. outras ao-burguesas. mais ou meros democrática, O Diretório de Pueblo Unido, por sua vez, considerou que a decisão do PRI.
ção" económica duvarierista permi- expulsas, outras ainda manhdas atrás naus ro nelas pronta á luta decisiva contra é um apoio importante e assim o afirmou em uma nota, divulgada no jornal
tiu extrair mais-valia dos operários hai- das grades Mas, no auge da onda de a rake-Jura'? Adehintr, do PRT. Desta forma se deu o primeiro passo de nossa politica de
tianos. mas a partir de uma expansão prisões. os estudantes da capitai en- Será que esta questão e prematura, apoio crítico à frente eleitoral formada.
económica artificial, e não do desen- saiaram uma manifestação, exigindo e que é preciso esperar a queda de
volvimento das torças produtivas do a libertação do professor Grégoire Duvalier para coloca-Ia e tentar resol- A LCL do Senegal condena o rosto de tropas senegalcsas
pais. O capital local associou-se á ex- Eugiare, dieta do ornal La Fraternite vê-la'? com armas francesas a Girobla
tração Cassa mais-valia, em posição e &gente do outro partido tolerado, o Nenhum governo, por mais fraco e
subalterna, mas sob condições vanta- corrupto que seja, abandona o poder, lti 10 de vi 1h., as tropas senegalesas inter\ ieram na G:inibia, para
josas se não lor derrubado É por isso que enfrentar o putsch vitorioso neste país. Gimbia é um estado de 575.0(X)
COIMO e bate° preço da força de tra- julgamos que a questão do partido
Boat-people operário não é prematura Pelo contrá-
habitantes, com fronteiras artificiais, encravado dentro do Sentot c
balho não se devia á frugalidade reconhecido em 1965. Trata-se de um "protetorado" britânico inserido na
natural nem á docilidade inata dos rio começar a resolvé-la parece-nos Aí rica "francolona".
trabalhadores haitianos, e -dique" ter• uma condição para a queda da velha A sedo senegatesa do Gonne I ri ternacionál se prontineiint contra o em oi cl
• ditadura, o mais rápido possivel Para
forst& não podia afrouxar o controle,
sob pena de ver JeSV"XYCNIlli todo o
• imponente eddicio da expansão econô-
Piratas? a maioria esmagadora do povo haitia-
no. é vital que ela seja destruida. e
tropas senegales.as, dotadas de armas francesas e com oficiais formados pelo
Exército francês. Esclarecendo que não assume nenhuma responsabilidade
pelas intenções dos 1,111\l'iliN111 , II it árnbia. denuncia que A bdou Drout --
mica duvaliertsta, fundamentada, es- logo
responsável pelo desemprego e a carestia no Senegal — não pode aceitar que
sencialmente nesse tipo de investi- Talvez se coloque então a questão
-Será declarado pirata e casti- do programa desse partido Para os
seja derrubado Discara, que é quem organiza o desemprego e a carestia na
mento gado como tal, com 10 a 15 anos Cránibia. Pisr inani lado "há ruiria Macao mire ia otiervençiiii ria Giiinhiu e a
Em vista disso. o "macoutirmo" es- nalitantes da Quarta Internacional (Co- . , dia d•dtiprd•sa SEIVELEC pelo Rein/ameno. COlt (rd CO operdirldu dpn•
.v11144 .10
de reclusão ou trabalhos forçados
forçou-se por preservar as relações mita Internacional), atuando com base pretendi .11/1.11,1,11 .141I 1iIldiet11,1 independente -. A LCT em boletim datado
(...) será considerada pirata, e será nos-principios mar xistas, essa questão
anue capitai e trabalho, resultantes da ir Dakar, 4 de agosto, chama a organirar uma manifestação unitária em
requisitada, a nau que aceitar
destruição do movimento (balaio orga- e as respostas concretas a ela deve- Irente à presidêrície pria retirada imediata das tropas senegalesas.
transportar estrangeiro ou pas-
nisaao em 1962 -63. a dissolução das rão ser discutidas 'no devido tempo
sageiros que não possuam os do-
associações sindicais de professores Ou seja, não se coloca nenhuma pre- V Congresso do GST do Canadá
cumentos exigidos pelas leis da
e estudantes, e depois da central missa programática, a não ser respon-
policia ou da emigração - (decreto
operária, a .UIH, cujo presidente der a esta pergunta é verdade que O O V Congresso se realizou de 18 a 21 de junho, em Quebec. Entre 1? de
de 17 de novembro de 1980).
Ulrick Jay, for preso diversas ve- proletariado não deve recusar, em junho e II de agosto, os trabalhadores dos correios canadenses estiveram em
A paciência popular chega ao
zes: em 1969, o esmagamento de nenhuma hipótese, que todos os que greve, Este fato, que demonstra a combatividade operária, retardou até agora
seu limite. Qualquer coisa é me.
todas as organizações politicas, após afirmam quver lutar realmente contra o recebimento do informe sobre o congresso. Este girou em torno do debate
lhor do que levar uma existência
a tique:laça° tisica (com milhares de Doi/atter se coloquem ao seu lado, mas sobre a situação internacional, sobre a situação politica em Quebec e no
miserável, sem a mínima espe-
vítima/1)de guerrilha iMpulsiOnede pelo será que, por causa disso, (luva main- Canadá inglês e sobre o trabalho na juventude.
rança de melhorar. O "mo-
PUCH (Pai tido Unificado dos Comuns • ciar, por todo uni período, à constni- A resolução adotada sobre o Jrimeiro ponto afirma: "Devemos lutar para
vimento" dos boot-neople, é uma
tas Haitianos ligado a Moscou) calo de seu próprio partido e a busca que a Quarta internacional (.1, seja, a escala internacional e em cada
forma de repúdio ao regime,
O "desenvolvimento" duvaherista de seus próprios objetivos'? Deveria o em particular no Canadá, identificada e reconhecida como a ponta de traça á.,
que o coloca em uma situação in-
acentuou a dependancia económica, proletariado, para derrubar Duvalier, revolução política na Polónia e da luta revolucionária do poiso salanaorenau
cômoda, justamente quando pre-
mas procluilu, RO mesmo tempo, o interromper sua própria ação, que visa Tribuna Operária — jornal da organização — prestará ainda especial iitens1- ,
tende desenvolver a economia e
agente destra ~ria destruição uma ao seu próprio governo e às Suas Pró- ao desenvolvimento da luta de classes nos Estados Unidos.
liberalizar-se.
classe operária mais numerosa e can - prias reivindicações imediatas, econô-
"Liberalizaçào", que se expressa O caráter internacionalista do combate do GST foi acentuado no Convem.)
0)n:rads — mais /orle. micas e politicas9 Julgamos que não pela presença de dois convidados, Stefan Lamed — delegado da unta
na delação legalizada c em uma
Apesar de um logo perlodo do dura e, a nosso ver, não existe outra "con-
kgislaçao de estado de sítio contra polonesa na Conferencia de fundação da Quarta Internacional em 19.3)1, c de
repressão, o movimento operai. ro dição prévia" para a formação desse
uma população, 30% da qual fu- Naone Brennan, sccretário-geral do Partido Socialista Republicano Mandes
tomou, lentamente, a atividade Os partido Talvez haja quem julgue que que agradeceu a solidariedade do GST à sua luta.
giu do país nos últimos anos. Se o
anos de 1977-78. e sobretudo de já á demais, ou que é muito pouco Dentro do Canadá se desenvolve uma luta crescente contra a Inflação, a
rtgime conseguisse seu objetivo
1979-80, foram marcados por uma Se- Sem o menor sectarismo, responde- degradado do poder aquisitivo, o fechamento de fábricas, as demissões, 0
de impedir as fugas massivas,
rie de greves, muitas vezes vitoriosas, mos ninguém pode reclamar o mono- desemprego, a diminuição dos serviços sociais. Nesse quadro de Mbe
cotio as pessoas dispostas a en•
e sobretudo peta formação duradoera pólo da verdade absoluta, portanto. econômica se aprofunda a crise politica do estado federal,
frentar a morte em ações indivi•
de vários sindicatos, ultrapassande os vamos abrir a discussão O governo Trudeau prepara um projeto "constitucional" para reforçar o
duais ou de grupos pequenos (e
limites da legislação trabalhista do re- poder centralizador e opressor da burguesia. No Quebec, todas as
aio moia° frequentes os casos de et V. 04 411/1111•111.5011 o -INIKIffileltlIWO
gime 151 O urna linin carlfruilo" &rire du nome do organizações operárias e democráticas, incluídas as centrais sindicais, se
capitiles inescrupulosos que
A greve dos trabalhadores da Cer• OU Juan Carita, da Eapantsa, • indic. um• tática pua
posicionaram contra o plano de Trudeau, salvo os dirigentes do Novo Parlado
bandonam essas pessoas no mar Oca mie resa • reuniu aa InsbtitusAn estatua lucra.
veiaria Nacional expressou com muita tas, •pareotando unta tranalormasin do regime. que Democrático e o Congresso do Trabalho do Canadá.
ou em ilhas desertas, ou deixam
clareza a reneléncia que opera na clas- bue•da nelas, em democracia, E um. ~Nau da
Nesse quadro, o GST lançou uma campanha pela Marcha rumo a Ottawa,
que naufraguem na tempestade) "nrcuperocso- poli... a fon de penetrar o Estado
se operária e nas massas populares borbota apanhai que se confunde uno as nitutura, que reuniu 10.000 assinaturas. Com ela se procura a unidade de ação contra
se convenceriam de que não existe
a luta contra a ditadura, e demonstrou Invista. em 'riu. roi ¡tonina de "abertura" seria
Trudeau, contra a• federanatas coo capitalistas. d.e Irabaihadome "- ""
outra salda, a fio ser, arriscar a impuiserel sem o Opala politica do asoniasenia
também. por outro lado, a crescente riria, que foi reconlituldo, mas que dominó, por e do Canadá inglês.
vida para o enfrentamento coletivo
impotéricia do "macOutismo" A gre- apaoripoaburneritlarralPSOF rPCEI
Os delegados do V Congresso ratificaram sua intendo de -
com a ditadura, porque não rvi E dentro cause quadro que se dere aitu•r a im.
ve começou por causa 'Irs demissão piernentsclu dai negociações para lb compra (pai como organkaelto pan-canadense, já que a vitória contra Oi
será mais possível arriscá•la..,
de cinco operários sIndicaillitatt Resis- )00 mdMes de dólares), do porto do Saint-N{.1as e
Canadá passa pelo combate da classe operária de todo opala.
para fugir. da dIsa Ton., para implantuillo de uma bato 'morri.
tiu Ás ameaças das eutOrklades, com IAM. para mi:Mutile a 6. Cmantanosu, qua lerá
O 90~0 declarando, ra. televisão, ‘s., deenfidda . Cuba

o
freze anos depois da invasão das tropas do Pacto de Varsóvia, a repressão

I ffr'.VVIVO se 965 os tarlq,,,,s dO PfICIO ia, Vro tdv

No dia 21 de agosto de 1968, os tan- ventude tcheca acompanham com Porém, a burocracia continua dando !orles condenações
ques do Pacto de Varsóvia entra- paixão o desenrolar da revolução seus golpes Em fins de julho, Rudolf O movimento operário e democrá- Liberdade
Iram na Tchecoslováquia Era a respos-
ta do Kremlin, para a revolução dos
polonesa, a burocracia lent,e cortar a
raiz da propagação dessa ri. voluçao,
Balt**, foi condenado a sete anos e
Meio de reclusão e três anos adicio-
tico internacional conseguiu uma vito-
ria com a libertação de Gales e Fran- para
loperárlos e das massas tchecas: a
rPrImavera de Praga"
que recebeu o nome de "Ous plusidraasY .
TOME+ semear o terror entre os dvgen-
nais de liberdade vigiada É a maior
condenação recebida por um dis-
çoise, mas não pode se deter aqui E
preciso libertar todas as vitima; da Linda
Há treze anos, as tropas da Ouro- leS da oposiçác tcheca sidente nos últimos dez anos. burocracia
¡cracib "-ririam Praga e sustentam Por detrás da condenação de Peter Atualmente, estão sendo julgadas
Winch
Basta aos, processos de Praga!
jHusak, nometro secretário cio PC Uhl, Praga montou um verdadeiro 18 pessoas, presas ao mesmo tempo Unidade para libertar (3attek Linda Winscri e uma loveol
tcheco, corri s pontas de suas baione- "processo de Moscou" No dia 28 de que Gales e Françoise Dezoito militan- Liberdade para Jurna &Mova e seus Icneca, residente na Polônia,
tas Treze anos de repressão incessan- abril. dois jovens franceses. Guies tes' tchecos correm o risco de sofrer camaradas! que havia ingressado na União
te em Iodas as suas formas' julga- Thonon e Françoise Anis, foram deti- Estudantil Independente (NZS1
mentos, prisões, perseguições por de- dos na fronteira Em seu veiculo. as polonesa, desde a data de
lito de opinião autoridades "acharam" documentes criação Participou da gf.'.
No entanto, Husak e os tanques so- supostamente subversivos. Porém, univeisitaria de Uai%
viéticos não conseguiram "normall- reali,ãu-se uma campanha Internacio- ~vir O o março pasicado-.
ta r" a situação A oposição não deixou nal exemplar, que obrigou a buro- Obrigou o governais' aceitar a
cracia a cc,locá-los em liberdade (ve:

de se expressar no dia 1° de janeiro de legalização da NZS
977 apareceu um abaixo-assinado Cot. esporidèncra Internacional n.0 9), Presa em uma resetencia par-
que colocava uma relação de direitos Com isso, cai por terra um dos prin- ticular, e expulsa para a Iche•
democráticos é a Carta 77, assinada '.apais elementos da acusação de to- cosiovaquia, foi novamente pre-4
por milhares de pessoas do o processo stallnista, digno de tal sa e acusada de permanecer
Agora que a classe operária e a ju- nome a conspiração internacional na Polonas além do prazo pio
visto em seu visto No entanto
a máscara logo caiu Agora, Lin•
da e acusada de realizar 'alise
dadas subversivas em um pais
socialista. ou amigo da IcnecOs
tovaquid'' Sob o pretexto de que
ela havia participado ria Mies°,
ração do 'orna) estudantii
Suatk e escrito um artigo SOOU-
o KOR th. Delesa 00-
varia, cuios principais (Jurgen
les são J Kuron e A Michnik
Sua prisão constitui uma
grante violação do acordo la
j A seguir, a relação dos 18 militantes da oposição tchecoslovaca, cupi macio peio governo, quando do
processo está para ser iniciado, em Praga: término ea greve estudantil. e
Jururnir !forre: 60 anos, poeta. que dizia explicitamente, que nin,
Lia Milli!gAl.111. 51 anos, escritora. signatária ria Cerra 77.
guem seria pers ,uido por Cau-
Acre! Ks uri 54 anos, jornalista, signatário da Certa 77; já esteve preso UM, sa de sua parbsapação na gre-
ve
' Jun Mlynarla 49 anos, historiador. Agora que linea se apresei,
Iturnl. 56 anos, jornalista, assinante da Carta 77, pai Ui. Jan R unil. tou, pela primeira vez, hem, .1
Jun Ruud. 28 anos, oppertirio. signatário da Carta 77. seus juizes, e que existe o r
urina Siklueu 46 anos, socióloga, demitida de seu trabalho por NlibC) de que seja conden ida a vario,
pl)fitiCaS. mãe de dois filhos, é a principal acusada; nega se a prestar anos de prisão, a NZS, a UNI:
declarações contra os demais acusados, independente e deMOCrafiCd. e
Milan Susteska: 51 anos, professor universitário e escritor. mudos outros membros da As
. . sociaçáo Inter lacionar de
Jrr M anos. ez•ministro de relações exteriores.
/rum Havei: matemático, irmão do dramaturgo Vaclav havei; condenado a Estudantes, lund, da no mês de
quatro anos e meio de prisão. 'unho em Paris (ver ('orrespon-
Oieit Havlovu: operária, esposa de Vielas Havei. déncia /Net nacional no 10/11).
'Karel Holomek: arquiteto, cunhado de Milan Simecka. e,tão rea'rzando uma campanha
duhlostorky. 49 anos. historiador, ativa pela sua libettação
Urna fiyiresky 52 anos, professor universitário, ex• deputado. No momento em que se pre-
ANoiir Kiansk.v.: 64 anos, escritor e Jornalista. para o processo cios 18 de Ptasm
Afirsolur Kusy. 50 anos. professor universitário, signatário da Carta 77. é necessário ampliar esta can)
lans.lae Meznik 53 anos, P.voriadot, signatário da Carta 77: já hW preso ponha estudantil e internaciona•
anteriormente lista
Alluller 38 anos. operário e ealdirigente da Unia° Estudantil Tchecos- Pelo fim da
in aça. %emalado da Carla 77.. já cunirtriu uma pena da cinco anos de pasto. Linda Willach I
Liberdade
para Batek,
Siklova
seus
companheiros
21 0, .mcInne 1968 os lan0003 do Pado de Véeçdera .deadern r, tle+- 000./.; .

No dia 21 de agosto de 1968, os tan• ventude tcheca acompanham com Porém, a burocracia continua dando fortes condenações
iques do Pacto de Varsóvia entra- paixão o desenrolar da revolução seus golpes Em uns de julho, Rudolt O movimento operário e democrá-
jrarn na Tchecoslováquia. Era a raspes- polonesa, a burocracia tentar cortar a Battek, foi condenado a sete anos e
Liberdade
tico internacional conseguiu uma vitó-
;ta do Kremlin, para a revolução dos raiz da propagação dessa revolução, meio de reclusão e três anos adicio- ria com a libertação de Gales e Fran- para
locierários e das massas tchecas: a que recebeu o nome de "vírus f;i0/õnear. nais de liberdade vigiada É a maior çoise, mas não pode se deter aqui E
.-Primavera de Praga" Tenta semear o terror entre os dirigen- condenação recebida por um dis- preciso libertar todas as vitimas da Linda
. Há treze anos, as tropas da Ouro- . oposição tcheca
tes d., sidente nos últimos dez anos burocracia
racra ocupam Praga e sustentam Por detrás da condenação de Peter Atualmente, estão sendo julgada;
Winch
Basta aos processos de Pragal
efusak, o primeiro secretário do PC Uhl. Praga montou um verdadeiro 18 pessoas, presas ao mesmo tempo Unidade para libertar Haltek Linda Winscn e uma jovem
tcheco, cem as pontas de suas baione- "processo de Moscou" No dia 28 de que Griles e Françoise Dezoito militan- Liberdade para Jirina Sikiova e seus tcheca residente na Polônia.
tas Treze anos de repressão incessan- abril, dois jovens tranceses, Gilas tes tchecos correm o risco de sofrer camaradas! navia ingressado na União
te, em todas as suas formas julga- Thonon e Françoise Anis, foram delu. E - lanta Independente (NZ Si
mentos, prisões, perseguições por de- dos n> a(inteira Em seu veiculo. 8S !3a. desde a data de s.,
lito de opinião autundades "acharam" documentos cri ,ão Participou da (IN
No entanto, Husak e os tanc Jes so- supostamente subversivos. Porem, universitaria de lodz ,
viéticos não conseguiram "normall- realizouse uma campanha internacio- Vd1V110 e marco p.e.sado., go,
tar" a situação A oposição não deixou nal exempiaa que obrigou a buro- Obrigou o governo a aceitar a
de se expressar no dia 1° de janeiro de cracia a colocá-los em liberdade (ver legalização da NZS
1977. apareceu um abaixo-assinado Correspondéncia Internacsonal n ° 9), r;esa em uma residencia par-
Rue colocava uma relação de direitos Com isso, cai por terra um dos prin- ticular, e expulsa para a Iene-
pemocraticos é a Carta 77, assinada cipais elementos da acusação de to- cos.ovaquia, foi novamente pre• di
por milhares de pessoas do o processo slalinIsta, digno de tal sa e acusada de permanecer
Agora que a classe operária e a lu- nome' a conspiração internacional na Polônia além do prazo pie.
visto em seu visto No entanto
a máscara logo caiu Agora. Lin-
da e acusada de realizar 'afiei
dades subversivas em um pais
socral,sta, ou amigo da Tchecos
lovaq,..• • • Sob o prateie° de que
ela NUL§ participado na atilo°.

Quem são eles? 1


ração CIO tont.' estudania
Sttain e escrito um artigo sobre
o KOR - Comer, Delesa Oro
raria. curos principais chrigen
tas são .1 Kuron e A Michruk
Sua prisão constitui ema lia
grante violação do acordo lii.
A seguir, a relaçáo dos 18 militantes da oposkillo tchecoslovaca. cujo mado pelo governo, quando do
processo está para ser iniciado, em Praga: término da greve estudantil, e
Jaromir Horec: 60 anos, poeta. que dizia explicitamente, que nin-
Eia Kantstrkova.. 51 anos, escritura, signatária da Carta 77.
guém ser ia perseguido por cau-
Karel Kyncl.. 54 anos, jornalista. signatário da Carta 77; já esteve preso Lit.., sa de sua participação na gre-
vez. ve
Jun Mlynarit 49 anos, historiador. Agora que Linda se apresem
hei Rumi. 56 anos, jornalista, assinante da Carta 77, pai dc Jan Ruml. teu, pela primeira vez, f,ente
Jati Rutrel: 28 anos, oppergrio, signatário da carta 77. seus juizes. e que existe o risco
!mita Siktova: 46 anos, socióloga, demitida de seu trabalho por razões de que seta conclewma a vanos
políticas. mie de deis filhos, é a principal acusada; nega-se a prestar anos de prisão, a NZS, a UNLE
declarações contra os demais acusados. Independente e o'emocralica.
Milan Simerka: 51 anos, professor uniVen itário e escritor. MUROS outros membros da As
hri 144: 68 anos, ex-ministro de relações exteriores. sociação Internactonai de
iron Havei: matemático, irmao do dramaturgo Vaclav Havei; condenado a Estudantes, lundada no más de
ilustrai anos e meio de prisão. punho. em Paris (ver Correspon •
Oleg Hevkivu: operária, esposa de V aclav Havel. déncia Internacional n° 10111),
Kervl Holomek: arquiteto, cunhado de Milan Simecka. estão realizando uma campanha
JahloarcIty• 49 anos. historiador. ativa pela sua libtlf d00
Urro.* Mima:c . 52 anos. professor universitário, ex-deputado. No momento em que se Pre -
4 14,4.01ir Kitileikr 60 anos, escritor e jornalista. para o processo das 18 Praa g
miro.dar 50 anos, professor universitário, signatário da Carta 77, é necessário ampliar esta cam-
Mernik.. 53 anos, n,votiador, signatário da Carta 77, já foi preso panha estudantil e internaciona -
anteriormente. lista
Jiri File/ler 38 anos. operário e eaidirigente da Unillo Estudantil Tchecos- u Pelowis hdia perseguição a
Un aça. xisnatário da Carta 77; já cumpriu uma pena do cinco anca de prisão. Linda
Miou/ ave aào• • meu is P.1140
5 342 81
..;w.....z.1U:Shrk:a1Z A REVOLU çÃo RUSSA
O próximo dia 7 de re.vembro marca o U.itt an vers5rio da Retweu-
Oh Russa, a primeira revolução vitoriosa do pro letariado.
Pata os trabalhadores do wando inteiro esta data é um marco de
sestImelo ã continuidade èe seu combate contra a b urgar:'alet, um rar
11
co ua luta por sua qpianização nacional e internacional.
Hoje, quando ost trabalbadores pOloneses enfrentam a burocracia
governante,as ameaças de invasáo por parte do burocracia do Kl- ateais
( que utuspou as COnqUiSt&S 4ib Revolução de Outubio) e ainda tefo o
tipo Ge sabotacem de imperiallswo,mais do que nunca se coloca a nd-
cessidade de novou outubros em todo o mundo.
Ltri nosso pais, submetido hã 17 anos ã mais vlolen a repressão
por parte da ditadura no poder, ox trabalhadores não tem podido co-
memolar nenhumn das datas que lhes sào importantes, m.tm tão pouco
manifestar sua solidariedt.:e à luta dos trabalhadoren do outros pal
SPF..
isuo, os jo£1.1 ':.- 7nAluD" e "CONURaNCIA r,OCIXL1S11,.",
que ti'tà Combatido CG 14(L: tICLAlhAdDreS em defesa dos conquis-
tas da Revoluç5o de Outubro e pe/m vitória de novas Revoluções de
Outubro, decidilam comtwora: o, rea3.12nndh um ato público para
o qual convidam tour,!, os trabalhres e : ,cns a participar. Na o-
casião, além de dUmIterttos A Rt-vuluão Run!1:: e a situeço nncionsl
e intetracional do movimento tios trabalhadores, faremos tambi-m c
lanço. to do 19 núNeto es lingua portuutiena da "Correspondcia
ternacional", revista mensal da I Internacional ( Comiti, Interna -
cional).
Cotresponcia Internacloat surge para preencher Urt,a laeu a
na nx.sa imprense operãria onde, rio existe u.-a revista dedicada
à\ali:5'7") da luta de elsse merplini,do ponto de vista do trterns,t.
nalisho prcletãrio.

C3PA. 19 FiGRAS
FACULDADE DE DIREITO DA UEMG
S ALA DE g; TÃGICS ( TE:KREO )

lin Socianst
PEDIDO RARA CORREÇÃO DE DADOS
V)É
ACÊNCIA PED. N9 DATA z
AC 255 (-71.01.82

DESCRIÇÃO

SOLICITO INCLUIR OS DADOS CONSTANTE; DO DOCUMENTO ANEXO NO


ACE 5.342/ABH/81.

ANEXO: ENCAM 040/116/ABH/81 - PRG 23.884/81.

P4,0 C/L.~1

e.)-&
2
..54c5z .10
CHEFE DA SE-06
SE WIENTACÃO

Abar
2/4 PRG
AGENCIA CENTRAL
:FICHA DE DISTRIBUIÇÃO DE DOCUMENTOS
AGENCIA CENTRAL I

023e8 4 16 DEZ 91
C-CFSTr
i
PROTOC,01_01,
1 CARACTERIZAÇÃO DO DOCUMENTO
DOCUMENTO
ENC 040/116-ABH, de 09 DEZ 81
ASSUNI 10

COMEMORAÇXO DO 642 ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO RUSSA.

REFERÊNCIA

INFX0 171/116/ABH/81 L-t)1.-2-(:) 2 40


ANEXOS

R E •RNAL
2 DISTRIBUIÇÃO INICIA
p—oHirAL-1 -GTC
r
PRECEDÉNCIA
b
F
CHEFE SNI LiCHEFE GA8/SNI SC-4
I SE 07

í I CHEFE AC/SNI
I I CHEFE GAB/AC SC-5 USE-08

VICE-CHE FE AC
A
ASSESSOR
LISC-3
ONSÁVE L PELA DISTRIBUIÇÃO INICIAL
iDIV ADM riSE-09 rl
e
3. ORDENS P RTICULARES

----.RUBRICA DO RESPONSÁVEL PELAS ORDENS PARTICULARES

4. PROVIDENCIAS

j rY-r) é /arY) -/rvp

41 .S - j7(7-À-/:‘,..,,,-
J21?»
40.."--74̀:,LÁ'41- "06 e-e-c
7
1/r 5 'lel ‘. 'C ' C 094%
#
,
,
4.,C-/x/ t,
NCI -1
GENCIA CENTRAL_ 1

023e.84 16DE

SERVIÇO PÚBLICO FEDERA

ENCAMINHAMENTO N. ' /ABH/ENN I

DATA
ASSUNTO : -

i I i
REFERÊNCIA: -

DISTRIBUIÇÃO-

Yr,

I - 1 _ c,) c, ri no rt •!/e
's s

I r- 7•T‘ ror -rir r) .

NHECINIc I'i,.' (f,•..;;,,tt CMC.,JMENTO


FICA R! i--. 7 ,- ..4e.'g1. PE.:IN MANU-
r
0Q40
. .-2,..,........,..-,-,,,,,,,,,,, - (i •RSAS
..,..n.r....

Mod. AM - ABtI
p;ONFIDENCIAL1
OS ANEXOS
ARQUIVADOS NA SE -06/AC/SNI
XEROX DE JORNAL - 1 EXEMPLAR.

- CORRESPONDENCIA INTERNACIONAL - OUT/81


ano I - n! 0/13.