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UNIVERSIDAD INTERAMERICANA

Dirección de Investigación | Artículo acadêmico


Francisca Noronha Dias

A medicalização na Educação

RESUMO

Esse artigo cujo tema A MEDICALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO tem o objetivo de


entender o contexto real dessa questão polêmica e preocupante principalmente nas áreas
da educação e do comportamento são os que mais têm sofrido com esse processo.

Com esta produção pretende-se entender e analisar cuidadosamente em quais situações a


criança necessita realmente de um acompanhamento especializado voltado para
problemas de transtornos de aprendizagens. Quando uma tentativa de solução tende
acabar um problema, ela se dissemina mais rápido, principalmente nas pessoas mais
indefesas que é o caso das crianças em idade escolar e é essa reflexão que se quer propor
à escola que é de onde esse processo mais se origina. Esse estudo vai contribuir muito
para uma ação didática pedagógica promovendo discussões e reflexões acerca desse
assunto descrito acima. Alguns diagnósticos como: Déficit de Atenção e Hiperatividade,
Dislexia, Transtorno de Comportamento, Síndrome da criança hiperativa, Transtorno
Desafiador Opositivo, Transtornos da Aprendizagem, Disfunção Cerebral Mínima,
Disfunção na Aprendizagem, entre outros, se apresentam cada vez mais frequentes,
principalmente no ambiente escolar, embora muitos professores ou pais não entendam
nem saibam explicar claramente o significado destes. Esses termos nomeiam alguns dos
diagnósticos apresentados, que muitas vezes são dados de forma indevida, pois insistem
em excluir outros fatores que também podem interferir no processo de aprendizagem ou
na forma de uma criança se comportar e que não necessariamente se encaixam no ponto
de vista patológico. Além disso, muitas vezes as crianças nem chegam a ter contato com
médicos, ficam apenas no âmbito da escola.

PALAVRAS-CHAVE:

MEDICALIZAÇÃO – EDUCAÇÃO – TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

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CURRÍCULUM
Este artículo cuyo tema medicalización EN EDUCACIÓN pretende comprender el
contexto real de este tema polémico y especialmente preocupante en la educación y el
comportamiento son los que más han sufrido este proceso.
Con esta producción tiene como objetivo comprender y analizar cuidadosamente en qué
situaciones el niño realmente necesita un tratamiento especializado dirigido a problemas
de aprendizaje trastornos. Cuando una solución de ensayo tiende a poner fin a un
problema, que se propaga rápidamente, especialmente en las personas más indefensas en
el caso de los niños de la escuela y es esta reflexión que quiere proponer a la escuela que
es donde este proceso más tallos. Este estudio va un largo camino hacia una acción
didáctica pedagógica promoviendo debates y reflexiones sobre este tema se describe
anteriormente. Algunos diagnósticos como por Déficit de Atención e Hiperactividad,
dislexia, trastorno de comportamiento, síndrome del niño hiperactivo, trastorno
negativista desafiante, trastornos del aprendizaje, disfunción cerebral mínima disfunción
en el aprendizaje, entre otros, han hecho más frecuentes, sobre todo en el medio ambiente
escuela, aunque muchos profesores o los padres no entienden o no saben explicar
claramente el significado de éstos. Estos términos nombrar algunos de el diagnóstico
presentado, que a menudo se les da forma inadecuada porque insistir en la exclusión de
otros factores que también pueden interferir con el proceso de aprendizaje o como un niño
a comportarse y no se ajustan necesariamente el punto de vista patológico . Además, los
niños a menudo ni siquiera tienen contacto con los médicos, son sólo dentro de la escuela.

INTRODUÇÃO

A questão da medicalização, processo esse em que situações da vida cotidiana do


indivíduo é transferido para o campo médico vem crescendo em todas as esferas sociais
e pelos estudos e diagnósticos feitos, percebe-se a escola como grande responsável por
aumentar um grande número de contingentes a esse processo, diagnosticando na maioria
das vezes sem um estudo profundo sobre o comportamento de uma determinada criança
se ela é ou não portadora de TDAH.

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(SCOTTON, p. 4, 2007). Diz à rotulação que é feita a partir dos diagnósticos
impostos ás crianças, trazem consigo inúmeros estigmas que são introjetados nelas e com
quem elas convivem, e muitas vezes se baseia em um modelo educacional que adota
técnicas normativas, negando a individualidade dessas crianças, na tentativa de manter a
ordem de acordo com o ideal de “criança exemplar”, que seria ‘’obediente’’,
‘’comportada’’, exercendo, com isso, o seu papel de ‘’educa-la’’. Assim, tudo que é visto
como ineducável passa a ser aparado (inquietação e quietude acentuadas já passam a ser
visto como traços de algum transtorno).
Atualmente esse problema nas escolas aumentou consideravelmente devido as
avaliações em larga escala que através de laudos sem muita fundamentação, justificam a
não aprendizagem das crianças que se submetem a essas avaliações. O que se observa é
que se uma criança tem um comportamento diferente das demais, ela logo é taxada que
não aprende nada e, portanto, é portadora de TDAH, acabando realmente sem adquirir as
habilidades necessárias à leitura e à escrita, passando de uma série para outra e lá no
Ensino Médio desiste da escola por não acompanhar os demais se tornando mais um
adulto analfabeto funcional na sociedade.

Muitas vezes essas crianças não possuem diagnóstico de um psiquiatra e por terem
determinados traços que fazem parte de um transtorno já são enquadradas nele, por isso
frequentemente tudo que falam sobre elas é sob a denominação de ‘’Esse é um
Hiperativo’’, ‘’Esse é um autista’’. É importante nos interrogarmos até que ponto esses
transtornos realmente existem, ou está sendo ‘’criados’’.
É importante escutar o que os outros profissionais da escola têm a dizer, pois eles
também fazem parte da construção e transformação daquele ambiente, inclusive alguns
deles também terão um olhar (des) ordenado, como nos diz o poeta Manoel de Barros,
isso parte da sensibilidade de cada um.
Além disso, é importante possibilitar a reflexão das pessoas que acatam esses
diagnósticos sem nenhum questionamento. Auxilia-las para uma maior atenção a respeito
dos problemas que podem estar envolvidos, pois acabam tirando das crianças todas as
implicações que eles têm como individuo único e diferente do outro, que nem sempre
deseja seguir as normas. Deve-se abrir espaço para que a criança conheça seus limites e
assuma as consequências de suas ações, sem resumir seus comportamentos, que destoam
da regra, como transtornos que são causados por uma doença como se fosse algo inato e

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ela não tivesse liberdade para escolher, desresponsabilizando-as por seus atos, apenas
dando-lhes remédios para que se comportem da maneira mais ‘’adequada’’.

Nas sociedades ocidentais, é crescente a translocação para o campo


médico de problemas inerentes à vida, com a transformação de questões
coletivas, de ordem social e política, em questões individuais, biológicas.
Tratar questões sociais como se biológicas iguala o mundo da vida ao
da natureza. Isentam-se de responsabilidades todas as instâncias de
poder, em cujas entranhas são gerados e perpetuados tais problemas.
[...] A medicalização naturaliza a vida. (MOYSÉS & COLLARES, 2011,
p. 134).

Para Moysés & Collares (2011): dentro dessa problemática, o professor deve contribuir
com novas possibilidades de aprendizagens, novas ações que visem atender as crianças e
as pessoas que estão em busca de respostas acerca de um diagnóstico. Sempre respeitando
o processo e o ritmo de cada criança. É bastante pertinente compreendermos que todos os
saberes que estão presentes na escola e na comunidade em que a criança vive são
importantes para construção e transformação desta e é a partir desse saberes que se
conseguirá ter um ambiente equilibrado, onde a palavra circule com facilidade, sem
congelamentos ou imposições.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
Diante da proporção em que está crescendo essa problemática à sociedade como um todo,
principalmente a comunidade escolar deve repensar essa questão.

REFERÊNCIAS

COLLARES, C. A. L. & MOYSÉS, M. A. A. (1992). A história não contada dos


problemas de aprendizagem. Cadernos CEDES, 28, pp. 31-47.

SCOTTON, Maria Tereza. A representação da infância na poesia de Manoel de Barros,


PUC RJ, Disponível em http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt07/t075.pdf Acesso em
14 de setembro de 2015.

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