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29/06/2020 Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Gerado em: 29/06/2020 09:21


Numeração Única: 739-22.2007.811.0106 Código: 67107 Processo Nº: 227 / 2007
Tipo: Cível Livro: * Processo
Lotação: Vara Única Juiz(a) atual:: Alexandre Meinberg Ceroy
Assunto:
Tipo de Ação: Cumprimento de sentença->Procedimento de Cumprimento de Sentença->Processo de
Conhecimento->PROCESSO CÍVEL E DO TRABALHO
Partes
Requerente: Maria Selma Valoes
Requerido(a): Wilma Terezinha Destro Fernandes
Assistente (requerido): Valdecir Antônio Guadagnin
Assistente Moacir Tortato
(requerente):
Assistente (requerido): Luiz Carlos Salesse
Assistente (requerido): Renato Gomes Nery
Andamentos
18/06/2020
Certidão de Publicação de Expediente
Certifico que o movimento "Certidão de conversão de tipo de tramitação (Hibrido)", de 09/06/2020, foi disponibilizado no
DJE nº 10756, de 18/06/2020 e publicado no dia 19/06/2020, onde constam como patronos habilitados para receberem
intimações: Antônio Rubens Fagundes Pereira - OAB:MT 2025/O, representando o polo ativo; e Agnaldo Bezerra
Bonfim - OAB:MT 5171/O, Douglas Rodrigues Martins - OAB:MT 19909/O, JADERSON ROCHA REINALDO - OAB:MT
24389/O, Judson Gomes da Silva Bastos - OAB:MT 8857/O, Renato Gomes Nery - OAB:MT 2051/O, representando o
polo passivo.

17/06/2020
Certidão de Envio de Matéria para Imprensa
Certifico que remeti para publicação no DIÁRIO DA JUSTIÇA, DJE nº 10756, com previsão de disponibilização em
18/06/2020, o movimento "Certidão de conversão de tipo de tramitação (Hibrido)" de 09/06/2020, onde constam como
patronos habilitados para receberem intimações: Antônio Rubens Fagundes Pereira - OAB:MT 2025/O representando o
polo ativo; e Agnaldo Bezerra Bonfim - OAB:MT 5171/O, Douglas Rodrigues Martins - OAB:MT 19909/O, JADERSON
ROCHA REINALDO - OAB:MT 24389/O, Judson Gomes da Silva Bastos - OAB:MT 8857/O, Renato Gomes Nery -
OAB:MT 2051/O representando o polo passivo.

09/06/2020
Certidão de conversão de tipo de tramitação (Hibrido)
Certifico que, conforme Portaria-Conjunta n. N. 371 PRES-CGJ, de 08 de junho de 2020, a partir desta data estes autos
passar?o a tramitar virtualmente, motivo pelo qual ser?o admitidos apenas peticionamentos por meio do Portal Eletr?
nico do Advogado ? PEA. Certid?o gerada automaticamente pelo sistema Apolo em 09/06/2020.

10/03/2020
Concluso p/Despacho/Decisão
De: Vara Única

Para: Gabinete da Vara Única

10/03/2020
Renovação de Capa de Processo

10/03/2020
Juntada de Petição do Réu e documentos
Requer a retificação de mandado

26/02/2020
servicos.tjmt.jus.br/processos/comarcas/dadosProcessoPrint.aspx 1/229
29/06/2020 Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Carga
De: Gabinete da Vara Única

Para: Vara Única

29/11/2019
Certidão de Publicação de Expediente
Certifico que o movimento "Com Resolução do Mérito->Não-Acolhimento de Embargos de Declaração", de 18/11/2019,
foi disponibilizado no DJE nº 10626, de 26/11/2019 e publicado no dia 27/11/2019, onde constam como patronos
habilitados para receberem intimações: Antônio Rubens Fagundes Pereira - OAB:MT 2025/O, representando o polo
ativo; e Agnaldo Bezerra Bonfim - OAB:MT 5171/O, JADERSON ROCHA REINALDO - OAB:MT 24389/O, Judson
Gomes da Silva Bastos - OAB:MT 8857/O, Renato Gomes Nery - OAB:MT 2051/O, representando o polo passivo.

26/11/2019
Carga
De: Vara Única

Para: Gabinete da Vara Única

25/11/2019
Juntada de Petição do Autor e Documentos
Juntada de documento protocolado pela WEB através do Sistema PEA.

Petição do Autor e Documentos, Id: 82057, protocolado em: 22/11/2019 às 11:40:22

25/11/2019
Certidão de Envio de Matéria para Imprensa
Certifico que remeti para publicação no DIÁRIO DA JUSTIÇA, DJE nº 10626, com previsão de disponibilização em
26/11/2019, o movimento "Com Resolução do Mérito->Não-Acolhimento de Embargos de Declaração" de 18/11/2019,
onde constam como patronos habilitados para receberem intimações: Antônio Rubens Fagundes Pereira - OAB:MT
2025/O representando o polo ativo; e Agnaldo Bezerra Bonfim - OAB:MT 5171/O, JADERSON ROCHA REINALDO -
OAB:MT 24389/O, Judson Gomes da Silva Bastos - OAB:MT 8857/O, Renato Gomes Nery - OAB:MT 2051/O
representando o polo passivo.

21/11/2019
Certidão de Desapensamento de Processo
Certifico e dou fé que, nesta data, apensei a estes autos os de nº 433-67.2018.811.0106 de Ação de Cumprimento
Provisório de Sentença proposta por Luiz Carlos Salesse e Renato Gomes Nery contra Roberto Zanoni.

¬¬_____________________________

Emilly Nunes da Silva

Estagiária Judiciária

21/11/2019
Distribuição do Oficial de Justiça
Distribuído para o Oficial: Mauro Ilídio da Costa Mandado Nr: 3888

21/11/2019
Mandado Encaminhado à Central

19/11/2019
Mandado Expedido
MANDADO DE INTIMAÇÃO

Pessoa(s) a ser(em) intimada(s): LUIZ CARLOS SALESSE, Cpf: 93426135868, Rg: 10096523, brasileiro(a), casado(a),
lavrador e
RENATO GOMES NERY, Cpf: 11141930110, Rg: 099577, Filiação: Adalgiza Nery Portela e Tiburcio Gomes Portela,
data de nascimento: 17/02/1952, brasileiro(a), natural de Poxoréu-MT, solteiro(a), advogado.

FINALIDADE: LEVAR A EFEITO O(S) ATO(S) INDICADO(S) ABAIXO, NO CAMPO “OBJETO”, em conformidade com o
despacho abaixo transcrito e documentos eventualmente anexados, cuja(s) cópia(s) segue(m) anexa(s) como parte(s)
integrante(s) deste mandado.
servicos.tjmt.jus.br/processos/comarcas/dadosProcessoPrint.aspx 3/229
29/06/2020 Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Objeto: PROCEDER A MANUTENÇÃO/REINTEGRAÇÃO DA POSSE dos requeridos Luiz Carlos Salesse e Renato
Gomes Nery, no imóvel objeto dos embargos de terceiro (Código 70634), em face de Dorvalino Secchi, de 791,21
hectares, conforme laudo homologado por este juízo (fls. 2257), anexo.

Despacho/Decisão: Relatório.Trata-se de CUMPRIMENTO DE SENTENÇA proposto por Maria Selma Valoes e Moacir
Tortato em face de Espólio de Manoel Cruz Fernandes, sua viúva Wilma Terezinha Destro Fernandes e assistentes
litisconsorciais Luiz Carlos Salesse, Renato Gomes Nery e Valdecir Antônio Guadagnin.Este Juízo, diante de anterior
decisão do Egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso em situação análoga, deferiu a reintegração de posse, mediante
caução, a Luiz Carlos Salesse e Renato Gomes Nery, em relação ao imóvel objeto dos embargos de terceiro (Código
70634), em face de Dorvalino Secchi, na área de 791,21 hectares, conforme laudo homologado por este Juízo (fl.
2.257). O mandado foi cumprido, conforme folhas 4.227/4.228. Às folhas 4.323/4.364, Dorvalino Sechi e Roberto Zanoni
ingressaram com Exceção de Pré-executividade com pedido de suspensão da pretensão executória. O petitório,
basicamente, é fundado na ausência de título executivo que lhes retira a posse do imóvel pleitado pelos exceptos, vez
que o referido bem estaria em área não abrangida pela presente ação. O pedido de efeito suspensivo foi indeferido às
fls. 5.730/5.732, momento em que foi determinada a intimação dos exceptos para manifestação. Estes a fizeram às fls.
5.746/5.750. Em suma, requerem a rejeição da exceção de pré-executividade, ao argumento de preclusão das matérias
lá arguidas, ante a incidência dos efeitos da coisa julgada. Adiante, fls. 5.762 e ss., os réus Espólio de Manoel Cruz
Fernandes e Wilma Terezinha Destro Fernandes afirmam que, por serem partes, os mandados de reintegração de
posse têm de ser cumpridos em seu favor, diferentemente de Luiz Carlos Salesse e Renato Gomes Nery, os quais são
assistentes litisconsorciais. Ainda, reconhecem a posse de Dovalino Sechi e Roberto Zanoni, razão pela qual desistem
dos cumprimentos de sentença que são movidos em desfavor destes. Por fim (fls. 5.902/5.945), Luiz Carlos Salesse e
Renato Gomes Nery pugnaram pelo desentranhamento de mandado de reintegração de posse, noticiando que Dovalino
Sechi e Roberto Zanoni retornaram à área da qual foram anteriormente retirados por força de decisão prolatada nestes
autos. É o relatório. Passo à decisão. Fundamentação. Da exceção de pré-executividade. A exceção de pré-
executividade, ou objeção de pré-executividade como é chamado por alguns, é uma forma de resistência ao processo
executório admitida em nosso direito por construção jurisprudencial, posteriormente encampada pela doutrina
processual. É cabível para a defesa atinente às matérias de ordem pública, tais como a ausência das condições da
ação, dos pressupostos de desenvolvimento válido e regular do processo, bem como àquelas relativas aos
pressupostos específicos da execução, tal como a regularidade formal do título executivo. Registra-se que, para o
conhecimento destas matérias em sede de exceção de pré-executividade, se mostra imprescindível que elas possam
ser identificadas de plano, sem necessidade de dilação probatória, como é o caso dos pressupostos processuais e/ou
condições da ação que, para serem provados, requerem, no máximo, uma fácil análise documental, documentos estes
que devem ser produzidos no momento da arguição. Neste sentido, eis a lição do mestre MARCOS VALLS FEU ROSA:
Posta a questão em outros termos teríamos, então, que, se a prova pré-constituída produzida quando da arguição da
ausência dos requisitos da execução for suficiente para o exame da matéria, não poderá o juiz se furtar à decisão da
questão, aguardando o oferecimento de embargos, sob pena de privar o devedor de seus bem sem observância do
devido processo legal. Se, por outro lado, a prova pré-constituída produzida quando da arguição da ausência dos
requisitos da execução não for suficiente para o exame da matéria, ou se o mesmo (o exame da matéria) depender de
outros tipos de provas, deverá o juiz, ainda que dúvidas restem sobre o preenchimento dos requisitos da execução,
rejeitar a arguição para, nos embargos, após a devida instrução probatória, decidir a matéria.” (In Exceção de Pré-
Executividade Matérias de Ordem Pública no Processo de Execução, 3.ª ed., safE, pág. 64). Outra não é a orientação
sedimentada pelo Superior Tribunal de Justiça:
AgRg no AREsp 572108 / SPAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2014/0217790-3
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DEPRÉ-EXECUTIVIDADE. NECESSIDADE
DE DILAÇÃO PROBATÓRIA RECONHECIDA NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 7/STJ.1. O reconhecimento,
pelo Tribunal de origem, de que a resolução da controvérsia necessita de produção de prova impossibilita a utilização
da defesa por Exceção de Pré-Executividade. Orientação reafirmada no julgamento do REsp 1.104.900/ES, sob o
regime do art. 543-C do CPC. 2. No presente caso, o acórdão recorrido foi categórico ao afirmar que o caso dos autos
demanda dilação probatória sendo os Embargos à Execução a via processual adequada, razão pela qual o
conhecimento do Recurso Especial esbarra no óbice da Súmula 7/STJ. 3. Agravo Regimental não provido.
Em larga peça, os excipientes discorrem acerca da possível ausência de título executivo que confere à Luiz Carlos
Salesse e Renato Gomes Nery a posse de 791,21 ha, imóvel que antes estava na posse dos excipientes. Contudo,
razão não lhes assiste. Isso porque, conforme já se decidiu por repetidas vezes, Luiz Salesse e Renato Nery deveriam
ser reintegrados, tal como foram, na posse da parte da área rural que outrora fora reconhecida como excesso do obJeto
da ação. É sabido pelas partes que a petição inicial pleitava 5.300 ha, tendo, durante a fase de conhecimento da ação,
ocorrido reintegração que superou 12.000 ha. Após, o Superior Tribunal de Justiça reconheceu o desrespeito ao
princípio da congruência e determinou fosse limitado o cumprimento da sentença deste feito ao montante de terra
pleiteado. Repise-se, nesse sentido, o que já foi destacado pela decisão de fls. 4.202/4.205: O Egrégio Superior
Tribunal de Justiça, na fundamentação da decisão, asseverou: “... Não é o caso, porém, de anular-se a sentença, mas
de adequá-la ao que foi posto na ação, ou seja, assegurar a reintegração apenas da área de 5.300 ha, que teria sido
objeto da reintegração liminar, cumprida por primeiro na ação, restando eventual demanda possessória sobre outras
áreas para ser discutida em outra ação...”. Nesse diapasão, foi determinada a reintegração da autora na área indicada
na inicial, sendo que o acórdão transitou em julgado em 30/11/92, conforme folha 861, volume V. Anote-se que no
acórdão supracitado foi descrito o seguinte: “...tendo em vista a alegação de que a sentença decidiu além do pedido,
posto que a área em que objetivava a autora reintegrar-se, como dito na inicial, era de 5.300 ha e à margem esquerda
de determinado riacho e a sentença veio a deferir reintegração em posse de mais de 12.000 ha, abrangendo áreas nas
duas margens desse córrego, o que foi confirmado pelo acórdão recorrido, sob o fundamento de que, superveniente à
instalação do processo, se formulara pedido de proteção possessória sobre essas outras áreas.” O imóvel pleiteado

servicos.tjmt.jus.br/processos/comarcas/dadosProcessoPrint.aspx 4/229
29/06/2020 Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Dorvalino Sechi e Roberto Zanoni situa-se na área não abrangida pela peça vestibular da ação. Logo, a questão aqui
levantada pelos excipientes é que não há decisão judicial a ser cumprida, a qual entregaria a posse do referido bem à
Luiz Salesse e Renato Nery. Contudo, malgrado não tenha sido objeto da ação, aquelas terras foram atingidas pela
ação possessória, vez que lá foi cumprido mandado de reintegração de posse. Tal celeuma fora objeto dos embargos
de terceiro 70634 e 70667, cujas partes embargantes coincidem com os ora excipientes. Ambos os feitos foram
julgados improcedentes em 1ª e 2ª instância, mas ainda sem trânsito em julgado em razão da interposição de recursos
ao STJ (fls. 4.181v e 4.182), recebidos sem efeito suspensivo. Por isso, foi determinado o retorno, daquela área
excedente, à parte ré que havia a perdido. Com efeito, decidiu o Tribunal de Justiça de Mato Grosso no RAI
10.935/2000 que, verificado ter havido cumprimento em zona não abrangida pela demanda, esta deveria ter sua posse
devolvida aqueles que a perderam, por força do cumprimento equivocado do mandado possessório. Para tanto, foi
necessária a realização de perícia, cujo mapa da área confeccionado pelo perito encontra-se à fl. 2.257. Não bastasse,
quando da decisão deste juízo que deferiu a reintegração de posse de Luiz Salesse e Renato Nery na área ora
pretendida por Dorvalino Sechi e Roberto Zanoni, a parte excipiente interpôs o agravo de instrumento 1011091-
63.2018.8.11.0000, o qual foi desprovido, por unanimidade, pelo tribunal. Calha a transcrição de trecho do acórdão que
desproveu o recurso supracitado. Vejamos: Assim, não há qualquer óbice para que os agravados sejam, enfim,
reintegrados na posse da área sobressalente aos 5.300 hectares objeto da ação de Reintegração de Posse matriz,
inclusive sobre a área ocupada pelo agravante e objeto dos Embargos de Terceiro Código 70634, em conformidade
com a perícia realizada nos autos, providência esta que apenas visa dar efetividade ao acórdão proferido pelo eg. STJ
ainda nos anos 90, já que a prolação de sentença de improcedência de embargos de terceiro ao qual foi concedido
efeito suspensivo/ativo tem como corolário lógico o restabelecimento do estado fático da coisa antes do ajuizamento do
feito. Diante do exposto, forçoso concluir pela rejeição da exceção de pré-executividade. Da manifestação da parte ré
de fls. 5.762 e ss. Em suma, os réus Espólio de Manoel Cruz Fernandes e Wilma Terezinha Destro Fernandes
pretendem que toda área não abrangida pela ação lhes seja devolvida, e não para Renato Nery e Luiz Salesse.
Todavia, os fundamentos nos quais os réus se alicerçam não merecem acolhimento. Em suma, sustentam que Renato
Nery e Luiz Salesse são apenas assistentes, e não partes. Ocorre que, pela sistemática processual, assistente
litisconsorcial é aquele que possui relação jurídica de direito material com ambos os polos da ação. No feito, Renato
Nery e Luiz Salesse figuram como assistentes litisconsorciais, porque outrora fora admitida a intervenção destes
terceiros no feito (petições de fls. 1.127/1.128 e 1.184/1.187 e decisão de fls. 1.224/1.225), sendo reconhecido o seu
interesse possessório nestes autos, o qual se origina da alienação de direitos que os próprios requeridos Espólio de
Manoel Cruz Fernandes e Wilma Terezinha Destro Fernandes fizeram aos assistentes. Há boa parte da doutrina,
inclusive, que caracteriza o assistente litisconsorcial como parte, caracterizando-se hipótese de litisconsórcio ulterior.
No mais, até mesmo a parcela de processualistas que entende não ser o assistente litisconsorcial parte reconhece que
este deva ser tratado como litisconsorte.
Assim sendo, não fica o assistente litisconsorcial vinculado à parte assistida, tal como acontece na ssistência simples,
podendo dela divergir. No mesmo sentido, havendo cessão ou qualquer outro negócio jurídico realizado entre Manoel
Cruz Fernandes e Wilma Terezinha para com Renato Nery e Luiz Salesse, por meio do qual aqueles transferiram a
estes a posse de qualquer parte dos imóveis aqui debatidos, fato é que, enquanto não houver decisão judicial que
declara a nulidade dos referidos negócios, estes permanecem hígidos e surtem efeitos na presente demanda. Da
manifestação dos assistentes de fls. 5.902/5.945. Às fls. 1.902/5.945, os assistentes litisconsorciais da parte ré Renato
Gomes Nery e Luiz Carlos Salesse noticiaram que Dorvalino Sechi e/ou seus sucessores estariam praticando esbulho
possessório em área cuja posse pertenceria aos peticionantes, em razão de decisão proferida nestes autos. De fato,
existem repetidas decisões prolatadas nestes autos, nas quais este juízo garante aos referidos assistentes a posse da
área pleiteada (fls. 4.213, 4.256 e 5.730/5.732). Ademais, não existe nenhum outro comando judicial em sentido
diverso. Assim, vez que ficou demonstrada novamente a ocorrência de esbulho possessório (fls. 5944/5945), é cabível
o desentranhamento/expedição de mandado de reintegração de posse, a fim de que Renato Gomes Nery e Luiz Carlos
Salesse sejam mantidos na posse dá área correspondente à 791,21 ha, o mesmo local objeto da reintegração
constante de fl. 5.745. Dispositivo. Diante do exposto, rejeito a exceção de pré-executividade de fls. 4.323/4.364. Ainda,
indefiro o petitório de fl. 5.762. Renovo a rodem dada na decisão de fls. 4.213/4.213-v, a fim de que os requeridos Luiz
Carlos Salesse e Renato Gomes Nery sejam mantidos/reintegrados na posse do imóvel que foi objeto da reintegração
certificada nestes autos à fl. 5.745. Atentem-se os Oficiais de Justiça também ao laudo homologado por este juízo (fls.
2257). Desde já, autorizo o reforço policial, somente em caso de necessidade, com fulcro no art. 139, VII, do CPC.
Cumpra-se.

Novo São Joaquim, 19 de novembro de 2019

Wilmar Barbosa Cruz


Gestor(a) Judiciário(a)
Autorizado art. 1.205/CNGC

19/11/2019
Carga
De: Gabinete da Vara Única

Para: Vara Única

18/11/2019
Com Resolução do Mérito->Não-Acolhimento de Embargos de Declaração

servicos.tjmt.jus.br/processos/comarcas/dadosProcessoPrint.aspx 5/229

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