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SUMÁRIO

1 TERAPIA NUTRICIONAL ........................................................................... 5

1.1 Terapia Nutricional Enteral (TNE) ........................................................ 7

1.2 Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED) ................................... 10

1.3 Terapia Nutricional Parenteral (TNP) ................................................. 11

1.4 O alimento como fator social .............................................................. 13

2 O PAPEL DO NUTRICIONISTA NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA


TERAPIA NUTRICIONAL .......................................................................................... 13

2.1 Competências do Nutricionista Clínico: .............................................. 15

2.2 Competências do Nutricionista na sala de preparo da nutrição enteral


............................................................................................................16

3 ATRIBUIÇÕES GERAIS DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIA


NUTRICIONAL .......................................................................................................... 17

4 BENEFÍCIOS DO PROCESSO DE QUALIDADE NA TERAPIA


NUTRICIONAL .......................................................................................................... 18

5 TERAPIA NUTRICIONAL DO PACIENTE CRÍTICO ................................ 20

5.1 Recomendações nutricionais ............................................................. 21

5.2 Recomendações de energia e macronutrientes ................................. 21

6 TERAPIA NUTRICIONAL NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA HOSPITALAR


...................................................................................................................22

7 OBJETIVOS DA TERAPIA NUTRICIONAL NOS PACIENTES OBESOS


EXTREMOS HOSPITALIZADOS COM ENFERMIDADE AGUDA ............................ 25

8 BELEZA, CORPO E ESTÉTICA ............................................................... 26

9 ALIMENTAÇÃO E ESTÉTICA .................................................................. 30

9.1 A beleza está no prato........................................................................ 30

10 ACONSELHAMENTO NUTRICIONAL .................................................. 31

10.1 Disfunções estéticas tratadas com associação à dieta ................... 34

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11 ALIMENTAÇÃO E ESTÉTICA: QUAL A RELAÇÃO ENTRE ELAS? ..... 38

12 ALIMENTOS FUNCIONAIS E A ESTÉTICA .......................................... 41

12.1 Alimentos e os cabelos ................................................................... 42

12.2 Alimentos e a pele ........................................................................... 43

12.3 Alimentos e as unhas ...................................................................... 44

12.4 Alimentos e a celulite ...................................................................... 45

13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 47

14 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ....................................................... 50

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1 INTRODUÇÃO

Prezado aluno!
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável -
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em
tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que
lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!

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2 TERAPIA NUTRICIONAL

Fonte: famesp.com.br

A Terapia Nutricional é definida como o conjunto de procedimentos terapêuticos


para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente e dividide-se em
dois tipos: Terapia Nutricional Enteral (TNE), que é o conjunto de procedimentos
terapêuticos para a manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por
meio de nutrição enteral (NE) e a Terapia Nutricional Parenteral (TNP), que é o
conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado
nutricional do paciente por meio de nutrição parenteral (NP).
Estas duas terapias são regulamentadas, respectivamente, pela Resolução
RCD nº 63/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pela Portaria
SVS/MS nº 272/1998 do Ministério da Saúde, que fixam os requisitos mínimos,
estabelecem as boas práticas e definem a obrigatoriedade de uma Equipe
Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). O trabalho conjunto destes
especialistas com formações distintas permite integrar, harmonizar e complementar
os conhecimentos e habilidades dos integrantes da equipe para cumprir o objetivo
proposto, que é o de identificar, intervir e acompanhar o tratamento dos distúrbios
nutricionais.
O uso dessas terapias implica necessariamente na seleção, preparo e
administração de fórmulas enterais e parenterais em um ambiente especialmente
desenvolvido para esse objetivo. Também pressupõe a disponibilidade de
profissionais da saúde adequadamente treinados e qualificados para prescrever e
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participar de um trabalho multidisciplinar. A prática dessas terapias é considerada em
programa de saúde que exigem sua implementação em unidades hospitalares,
despesas envolvidas em controle de qualidade e possíveis complicações tais como
aquelas relacionadas à contaminação de fórmulas enterais e parenterais.

A terapia nutricional tem como principais objetivos prevenir e tratar a


desnutrição, preparar o paciente para o procedimento cirúrgico e clínico,
melhorar a resposta imunológica e cicatricial, modular a resposta orgânica ao
tratamento clínico e cirúrgico, prevenir e tratar as complicações infecciosas e
não infecciosas decorrentes do tratamento e da doença, melhorar a qualidade
de vida do paciente, reduzir o tempo de internação hospitalar, reduzir a
mortalidade e, consequentemente, reduzir custos hospitalares (WAITZBERG
et al., 2006, apud BRASIL, 2016 p. 16).

Os passos para Terapia Nutricional são:

 Triagem nutricional: a triagem nutricional tem o objetivo de reconhecer uma


condição outrora não detectada, o risco nutricional, para que sejam instituídas
medidas de intervenção nutricional mais precocemente. Após a triagem, o
paciente em risco nutricional deve ser encaminhado para a avaliação do estado
nutricional e planejamento e início da TN, caso seja necessária. A inserção de
um método de triagem nutricional para identificação de risco nutricional tem
sido recomendada, nacional e internacionalmente, por organizações de
especialistas, com o objetivo de avaliar efeitos físicos e fisiológicos adversos
de pacientes com doenças crônicodegenerativas e/ou lesões agudas. Qualquer
membro da equipe multidisciplinar de TN ou profissional da saúde, previamente
treinado, está apto a realizar a triagem nutricional.
 Avaliação nutricional dos pacientes em risco nutricional ou desnutridos:
conhecer o estado nutricional do indivíduo torna-se importante em virtude das
evidências de que a desnutrição está associada ao maior risco de infecção, em
especial a infecção hospitalar, complicações metabólicas, internações
prolongadas, aumento da morbimortalidade e do custo hospitalar. A ausência
do diagnóstico nutricional implica uma terapia nutricional inadequada, que
resulta em sérias complicações logo nos primeiros dias da internação, podendo
culminar com o óbito do indivíduo. Entre os métodos disponíveis para a
avaliação e o diagnóstico nutricional, a Avaliação Nutricional Subjetiva Global
(ANSG) tem sido considerada um método de avaliação com boa

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reprodutibilidade e capacidade de prever complicações relacionadas à
desnutrição, além de ser um método simples, de baixo custo e não-invasivo.
 Cálculo das necessidades nutricionais: o aporte energético e de nutrientes
deve ser individualizado e baseado na avaliação atual e passada, na
composição corporal e funcional e na condição clínica do paciente.
 Indicação da Terapia Nutricional a ser instituída: a indicação e escolha do
tipo de suporte nutricional sempre devem ser precedidas de uma avaliação
nutricional completa, a fim de detectar risco nutricional ou desnutrição, bem
como pela definição das necessidades nutricionais.
 Monitoramento/acompanhamento nutricional: as informações de todos os
profissionais membros da equipe multiprofissional de terapia nutricional
(EMTN) são fundamentais para a adequada monitorização e acompanhamento
nutricional dos indivíduos hospitalizados enfermos. Por exemplo: paciente
idoso com disfagia pode progredir para melhora da disfagia e aumento de
ingestão via oral e/ou estado nutricional. Assim, o acompanhamento deve ser
feito pela equipe, de forma que a comunicação esteja sempre presente.
 Aplicação dos indicadores de qualidade na Terapia Nutricional: o primeiro
passo fundamental dentro da TN é a identificação dos indivíduos em risco
nutricional. O objetivo deste indicador é conhecer a frequência da realização
de triagem nutricional a partir do primeiro dia de hospitalização, até 48h. A meta
é atingir, no mínimo, 80% em seu resultado. Esse valor pode ser atingido
progressivamente, de acordo com o histórico do estabelecimento hospitalar de
saúde.

2.1 Terapia Nutricional Enteral (TNE)

A Terapia de Nutrição Enteral (TNE) abrange o suporte nutricional para


pacientes incapazes de consumir nutrientes suficientemente por via oral. A via enteral
é a primeira opção terapêutica na intervenção nutricional, preservando a estrutura
fisiológica do trato gastrintestinal (TGI), pode modificar a resposta de estresse e
melhorar a evolução clínica final do paciente. A TNE objetiva manter ou recuperar o
estado nutricional do paciente e quando empregada em pacientes graves, visa
fornecer substratos para atender a demanda de nutrientes. As dietas enterais

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artesanais constituíram um marco na nutrição enteral, surgindo várias tentativas de
definir fórmulas que pudessem ser empregadas com segurança na prática clínica. O
custo quase sempre elevado das dietas industrializadas e o reduzido orçamento dos
hospitais, exige dos nutricionistas a opção pela dieta artesanal, num exercício da
técnica dietética.
Há necessidade, na maioria das vezes, de requerimentos maiores de alguns
oligoelementos em razão das variações em seus níveis em resposta ao trauma, às
infecções e possivelmente a uma série de outras circunstâncias clínicas. O valor
nutricional de uma alimentação enteral é essencial para a terapia de um paciente. Os
níveis de macro e micronutrientes e a densidade calórica, devem ser estabelecidos
sob medida para atender às necessidades de cada indivíduo.
O suporte nutricional iniciado precocemente pode auxiliar na redução da
frequência e severidade das manifestações clínicas da doença, prevenindo a
desnutrição e melhorando a qualidade de vida dos pacientes imunodeprimidos, que
geralmente apresentam alterações celulares que impedem o fornecimento e a
assimilação adequada de nutrientes, resultando em perda de peso e deterioração do
estado nutricional. Com a evolução da doença o paciente passa a apresentar
infecções oportunistas e manifestações decorrentes do hipermetabolismo da
desnutrição proteico-calórica, com perdas acentuadas do peso corporal e da massa
muscular.
As indicações gerais da Terapia Nutricional Enteral (TNE) são:
 Pacientes com hiporexia ou anorexia, incluindo gestantes, que se recusam a
alimentar-se pela boca;
 Pacientes em risco de desnutrição e desnutridos, incluindo gestantes, com
ingestão oral inferior a dois terços (70%) das necessidades nutricionais diárias
durante os 5 dias que antecederam a indicação, sem expectativa de melhoria
da ingestão;
 Pacientes clínicos e cirúrgicos com: neoplasias orofaríngeas, gastrointestinais,
pulmonares, esofágicas, cerebrais; inflamação; trauma; cirurgias
gastrointestinais; pancreatite; doenças inflamatórias intestinais; síndrome do
intestino curto;
 Pacientes não cirúrgicos com anorexia grave, faringite, esofagite, caquexia
cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);

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 Paciente eutrófico com ingestão abaixo de 50% de suas necessidades e perda
de peso >2% em uma semana;
 Disfagia grave secundária a processos neurológicos e megaesôfago;
 Pacientes com nível de consciência rebaixado;
 Pacientes submetidos à cirurgia maxilo-facial (lesão de face e mandíbula);
 Ressecção do intestino delgado;
 Fístulas êntero-cutâneas de baixo débito;
 Fístula traqueoesofágica;
 Queimaduras >30% e de terceiro grau;
 Depressão grave, anorexia nervosa;
 Doenças desmielinizantes;
 Trauma muscular extenso;
 Má-absorção, alergia alimentar múltipla;
 Politraumatismo;
 Insuficiência hepática e grave disfunção renal;
 Doença inflamatória intestinal;
 Pancreatite aguda grave com motilidade gastrointestinal preservada;
 Pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que não estiverem atingindo,
no mínimo, dois terços das necessidades nutricionais com alimentação oral em
3 dias de internação.

Contraindicações:
 Obstrução intestinal;
 Íleo paralítico;
 Vômitos intratáveis;
 Necessidade de agentes inotrópicos positivos em doses altas;
 Isquemia intestinal;
 Peritonite difusa;
 Diarreia intratável.

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Fonte: bvsms.saude.gov.br

2.2 Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED)

A Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED) nada mais é do que o cuidado


em relação a nutrição do indivíduo no seu domicílio. É indicada em situações como:
disfagia grave, coma ou estado de confusão (por trauma, acidente vascular cerebral,
Alzheimer, outros), anorexia persistente (por doenças infecciosas graves, neoplasias,
depressão, outras), náuseas ou vômitos, broncoaspiração (devido à distúrbios da
deglutição), má absorção ou disfunção do trato gastrointestinal, aumento da demanda
nutricional (queimaduras, fibrose cística, outros), entre outras situações, desde que
sigam os critérios já citados. Além disso, é fundamental avaliar a aceitação do paciente
e sua família e as condições do domicílio em relação a higiene, armazenamento
adequado da dieta, entre outros.
Nesse sentido, ela deve ser contraindicada em situações de recusa do paciente
ou quando os riscos superam os benefícios como na doença terminal, síndrome do
intestino curto, obstruções intestinais, sangramento gastrointestinal, isquemia
gastrointestinal, íleo paralítico intestinal, inflamação do trato gastrointestinal, fistulas
intestinais, vômitos ou diarreias intratáveis, entre outros.
A escolha da intervenção mais adequada irá requerer conhecimento técnico,
seguimento frequente do paciente, julgamento clínico e reavaliações frequentes das
metas de terapia nutricional com adaptações e modificações apropriadas se
necessário. Vale destacar que a família tem papel chave no cuidado de pacientes em
uso de TNED. Os familiares que convivem diariamente e de maneira integral com o
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paciente, ou o cuidador responsável, quando bem treinados e preparados para a
tarefa irão se sentir mais competentes e parte do processo do cuidado.
Para tanto, as orientações devem ser fornecidas inicialmente, quando cabível,
pela instituição/hospital, de maneira clara e assertiva, de acordo com o entendimento
do familiar. Estas orientações devem ser reiteradas pela equipe de saúde, que devem
orientar e prestar apoio não somente para orientação do preparo da dieta, mas
também para possíveis intercorrências. Dessa forma, os familiares/cuidadores são
imprescindíveis na rotina de cuidados de pacientes em uso de TNED.

2.3 Terapia Nutricional Parenteral (TNP)

A nutrição parenteral (NP) é a infusão intravenosa de nutrientes diretamente na


circulação sistêmica, ultrapassando o trato gastrointestinal (TGI). É recomendada quando
há uma alteração parcial ou total do trato gastrointestinal, sendo indicada também em
outros casos como o pré-operatório ou subnutrição, além disso, pode ser utilizada como
complemento quando a dieta enteral ou oral não alcançarem as necessidades nutricionais
do paciente.
Há duas legislações que regem a prática de nutrição parenteral no Brasil,
Resolução RDC nº 45, de 12 de março de 2003 que dispõe sobre o Regulamento
Técnico de Boas Práticas de Utilização das Soluções Parenterais (SP) em Serviços
de Saúde e a Portaria MS/SNVS nº272, de 8 de abril de 1998 que fixa os requisitos
mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Parenteral.

As indicações gerais da Terapia Nutricional Parenteral (TNP) são:


 Trato gastrointestinal não funcionante ou contraindicado ou tentativa de acesso
enteral fracassada;
 Condições que impeçam o uso do trato gastrointestinal por mais que 7-10 dias
em adultos, 5-7 dias em pacientes pediátricos e 1-2 dias em neonatos;
 Quando o aporte enteral é insuficiente a associação com TNP é recomendada
após cinco dias de TNE sem sucesso;
 Fístula gastrointestinal;
 Pancreatite aguda;
 Síndrome do Intestino Curto (SIC);

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 Colite ulcerativa complicada ou em período perioperatório;
 Desnutrição com mais de 10% a 15% de perda de peso;
 Necessidades nutricionais maiores que a capacidade de oferta por via
oral/enteral;
 Hemorragia gastrointestinal persistente;
 Abdome agudo/Íleo paralítico prolongado;
 Trauma abdominal requerendo repetidos procedimentos cirúrgicos.

Contraindicações:

A nutrição parenteral não deve ser utilizada em nenhumas dessas situações:

 Quando o risco de NP é julgado excessivo para o potencial benefício;


 Pacientes hemodinamicamente instáveis;
 Fase aguda (fase de refluxo) durante as primeiras horas após o trauma, cirurgia
ou o aparecimento de uma infecção grave;
 Insuficiência cardíaca crônica com retenção hídrica (exceto em pacientes com
evidente má absorção e a nutrição enteral mostrou-se inefetiva);
 Insuficiência renal crônica sem tratamento dialítico (exceto em pacientes com
perda calórico-proteica severa ou com severas alterações gastrointestinais).

Fonte: bvsms.saude.gov.br

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2.4 O alimento como fator social

O indivíduo é um ser social e a alimentação faz parte deste ato. O consumo


alimentar não é apenas para suprir as necessidades fisiológicas, o prazer de comer
faz parte do interagir, sendo um instrumento de comunicação, que envolve fatores
socioculturais e psicológicos.
Quando um indivíduo fica incapacitado de se alimentar como costumava ser,
ocorrem mudanças na sua rotina e até mesmo na sua interação social. Por exemplo,
um paciente com sonda pode sentir-se desconfortável em participar de eventos como
aniversários, formaturas, data festiva, entre outros, pois não poderá comer, ou se
sentirá mal por estar com a sonda, etc. Tais sentimentos como frustração, tristeza,
sentir-se sem autonomia podem se tornar fatores de estresse e um fator negativo na
adesão da terapia nutricional, bem como na evolução do seu quadro.
A terapia nutricional domiciliar proporciona uma qualidade de vida melhor ao
paciente, pois defendem o tratamento humanizado, no conforto do seu lar e com seus
familiares, podendo sentir-se mais à vontade ou encorajado a enfrentar as mudanças
de estilo de vida causadas pela sua patologia e/ou tratamento. Fazer com que o
indivíduo participe do seu processo saúde-doença é um direito de cidadania.

3 O PAPEL DO NUTRICIONISTA NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NA TERAPIA


NUTRICIONAL

Fonte: secad.com.br

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O nutricionista é um profissional com fundamentação técnica no campo da
nutrição, capaz de traduzir a ciência da nutrição para linguagem de fácil acesso ao
público, orientando a respeito do comportamento alimentar dos indivíduos. Está
preparado para atuar em todos os níveis do sistema de saúde, estabelecendo políticas
de alimentação e nutrição, priorizando sempre o aspecto social. Nesse sentido, é
importante mencionar que a atuação multidisciplinar da área da saúde possibilita um
atendimento de grande abrangência a todos os indivíduos, principalmente no que
tange a atuação em terapia nutricional.
As competências de cada profissional da EMTN foram regulamentadas, e
descritas na Portaria 272 (1998) do MS e na RDC 63 (2000) da ANVISA, sendo
importante para a EMTN ter um coordenador técnico-administrativo e um coordenador
clínico, ambos os membros integrantes da equipe e escolhidos pelos seus
componentes. Os coordenadores exercem um papel importante no sucesso da EMTN,
relacionado aos cuidados do paciente e administração da equipe. É recomendável
que os membros da EMTN possuam título de especialista em área relacionada com a
TN. As funções de cada membro, bem como suas atribuições, estão relacionadas com
a especificidade e o papel de cada um dos membros da equipe, devendo ser definido
claramente e sistematizado, para maior eficiência nas atuações.
Segundo a Lei Federal 823423, de 17 de setembro de 1991, que regulamenta
a profissão de nutricionista: “são atividades privativas do nutricionista a assistência
dietoterápica hospitalar, ambulatorial e em nível de consultórios de nutrição e
dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dieta
para enfermos”.
A Portaria nº 272 (1998), que aprova o Regulamento Técnico para fixar os
requisitos mínimos exigidos para a prática de Terapia de Nutrição Parenteral, atribui
ao nutricionista:
 Avaliar os indicadores nutricionais subjetivos e objetivos, com base em
protocolo preestabelecido, de forma a identificar o risco ou a deficiência
nutricional e a evolução de cada paciente, até a alta nutricional estabelecida
pela EMTN;
 Avaliar qualitativa e quantitativamente as necessidades de nutrientes baseadas
na avaliação do estado nutricional do paciente;

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 Acompanhar a evolução nutricional dos pacientes em TN, independente da via
de administração;
 Garantir o registro, claro e preciso, de informações relacionadas à evolução
nutricional do paciente;
 Participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação
continuada, garantindo a atualização de seus colaboradores.
Quanto ao Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para
a Terapia de Nutrição Enteral, a Resolução RDC nº 63 (2000), que revoga a
Portaria nº 337 (1999), apresenta que cabe ao nutricionista realizar todas as
operações inerentes à prescrição dietética, composição e preparação da Nutrição
Enteral (NE), atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparação de
Nutrição Enteral (BPPNE).

3.1 Competências do Nutricionista Clínico:

 Realizar a avaliação do estado nutricional do paciente, utilizando


indicadores nutricionais subjetivos e objetivos, com base em protocolo pré-
estabelecido, de forma a identificar o risco ou a deficiência nutricional;
 Elaborar a prescrição dietética com base nas diretrizes estabelecidas na
prescrição médica;
 Formular a NE estabelecendo a sua composição qualitativa e quantitativa,
seu fracionamento segundo horários e formas de apresentação;
 Acompanhar a evolução nutricional do paciente em TNE, independente da
via de administração, até alta nutricional estabelecida pela EMTN;
 Adequar a prescrição dietética, em consenso com o médico, com base na
evolução nutricional e tolerância digestiva apresentadas pelo paciente;
 Garantir o registro claro e preciso de todas as informações relacionadas à
evolução nutricional do paciente;
 Orientar o paciente, a família ou o responsável legal, quanto à preparação
e à utilização da NE prescrita para o período após a alta hospitalar.

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3.2 Competências do Nutricionista na sala de preparo da nutrição enteral

 Utilizar técnicas pré-estabelecidas de preparação da NE que assegurem a


manutenção das características organolépticas e a garantia microbiológica
e bromatológica dentro de padrões recomendados na BPPNE;
 Selecionar, adquirir, armazenar e distribuir, criteriosamente, os insumos
necessários ao preparo da NE, bem como a NE industrializada.
O nutricionista é o responsável pelo estabelecimento de critérios e pela
supervisão do processo de aquisição, preparação da NE, deve possuir
conhecimento científico e experiência prática na atividade. A quantidade
adquirida dos materiais deve levar em consideração o consumo médio, o prazo
de validade dos mesmos e a capacidade da área de estocagem nas condições
exigidas. Todos os materiais devem ser armazenados sob condições
apropriadas, de modo a preservar a identidade e a integridade dos mesmos, e
de forma ordenada, para que possa ser feita a separação dos lotes e a rotação
do estoque, obedecendo à regra: primeiro que entra, primeiro que sai.
O Controle de Qualidade deve avaliar todos os aspectos relativos aos
insumos, materiais de embalagem, NE, procedimentos de limpeza, higiene e
sanitização, conservação e transporte da NE, de modo a garantir a qualidade
do produto a ser administrado.
Toda NE preparada deve apresentar rótulo com as seguintes
informações: nome do paciente, nº do leito, registro hospitalar, composição
qualitativa e quantitativa de todos os componentes, volume total, velocidade de
administração, via de acesso, data e hora da manipulação, prazo de validade,
número sequencial de controle e condições de temperatura para conservação,
nome e número no Conselho Profissional do respectivo responsável técnico
pelo processo.
Cabe também ao profissional nutricionista participar de estudos para o
desenvolvimento de novas formulações de NE, promover e registrar as
atividades de treinamento operacional e de educação continuada, garantindo a
atualização de seus colaboradores, bem como de todos os profissionais
envolvidos na preparação da NE

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4 ATRIBUIÇÕES GERAIS DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIA
NUTRICIONAL NA TERAPIA NUTRICIONAL

Aos profissionais, de acordo com a disponibilidade, o treinamento e a avaliação


da EMTN, sugere-se ao:
 Médico: A indicação e a prescrição médica da Terapia Nutricional Enteral e
Parenteral (TNEP);
 Nutricionista: A avaliação do estado nutricional dos pacientes, das
necessidades nutricionais, tanto para a nutrição enteral (NE) quanto para a
nutrição parenteral (NP) e pela prescrição dietética da Terapia Nutricional
Enteral (TNE);
 Enfermeiro: A prescrição, a administração e a atenção dos cuidados de
enfermagem na TNE e administração da NP, observadas as recomendações
das boas práticas da nutrição enteral e parenteral;
 Farmacêutico: A competência em adquirir, armazenar e distribuir,
criteriosamente, a NE industrializada, quando estas atribuições, por razões
técnicas e ou operacionais, não forem da responsabilidade do nutricionista,
bem como participar do sistema de garantia da qualidade. Orientar a
administração de medicamentos por cateter de nutrição enteral aos indivíduos
sob TNE. Recomenda-se, ainda, ao farmacêutico, a competência para realizar
todas as operações inerentes à compra, ao desenvolvimento, à preparação
(avaliação farmacêutica, manipulação, controle de qualidade, conservação e
transporte) da NP, atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparo
da Nutrição Parenteral (BPPNP), conforme Portaria nº 272/MS/SNVS, de 8 de
abril de 1998.

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5 BENEFÍCIOS DO PROCESSO DE QUALIDADE NA TERAPIA NUTRICIONAL

Fonte: institutomedicodracerrolaza.com

O processo de Qualidade na Terapia Nutricional é de extrema importância para


a recuperação de pacientes nos ambientes hospitalares, especialmente na UTI. Por
isso, é necessário conhecer esse recurso e saber aplicá-lo de forma a garantir os
benefícios da alimentação de acordo com a intercorrência de cada paciente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a qualidade é definida como
um conjunto de atributos que inclui um nível de excelência profissional, o uso eficiente
de recursos, um mínimo de risco ao usuário e também um alto grau de satisfação por
parte dos clientes, considerando-se essencialmente os valores sociais existentes.
E de acordo com a SBNPE (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e
Enteral) todos os pacientes em Terapia Nutricional (TN) devem ser monitorados de
maneira rotineira e essa avaliação deve garantir ao paciente o acesso ao melhor que
a terapia pode lhe oferecer, tendo como resultado a recuperação clínica a custos
baixos.
Estabelecer procedimentos de terapia nutricional que possam conferir
benefícios e agregar valores aos clientes atendidos é o objetivo principal da terapia
nutricional. Como consequência, temos a materialização desses benefícios em
melhorias do estado nutricional do paciente, sendo ele critico ou não. Alguns dos
principais objetivos/resultados desse trabalho são:
 Estancar as perdas de massa muscular e adiposa;

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 Recuperar o estado de hidratação do paciente e buscar manter o
equilíbrio hidroeletrolítico;
 Melhorar as taxas de glicemia;
 Melhorar as taxas de proteínas séricas;
 Evitar ou diminuir edemas;
 Fechar ou evitar feridas e facilitar a cicatrização;
 Atuar na recuperação das hemácias e eritrócitos;
 Manter ações nutricionais para controle das taxas de creatinina;
 Manter ações nutricionais para controle das taxas lipídicas como
colesterol e triglicerídeos;
 Ganho de peso contínuo;
 Manter hábitos intestinais e evitar intercorrências como vômito ou
diarreia;
 Gerar maior resistência às infecções;
 Atuar nas deficiências nutricionais especificas e prover todos os
nutrientes, calorias, proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas, minerais,
fibras, considerando a condição clínica e o grau de severidade da
patologia do paciente;
 Recuperar o estado nutricional ou corrigir distorções nutricionais;
 Evitar eventos adversos provenientes da própria terapia nutricional ou
da manipulação para as infusões das dietas.
São vários os objetivos a serem alcançados e muitos têm seu ponto crítico de
sucesso. Por isso, é impossível alcançar essas metas sem ter um processo de
qualidade. O assunto ocupa um alto nível de interesse e todas as instituições de saúde
praticam algum tipo de processo de qualidade. No entanto, esse procedimento deve
ser contínuo e ascendente. E quando se fala de paciente critico, as práticas de terapia
nutricional têm que estar alicerçadas em critérios e requisitos de qualidade.

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6 TERAPIA NUTRICIONAL DO PACIENTE CRÍTICO

Fonte: iespe.com.br

Um paciente é considerado crítico/grave quando se encontra em risco iminente


de perder a vida ou função de órgão/sistema do corpo, bem como aquele em frágil
condição clínica decorrente de trauma ou outras condições relacionadas a processos
que requeiram cuidado imediato clínico, cirúrgico, gineco-obstétrico ou em saúde
mental.
O paciente crítico internado numa UTI está numa situação de estresse na qual
suas necessidades básicas são afetadas, uma delas, a nutricional. Isso ocorre porque,
como parte da resposta metabólica ao trauma/sepse/doença aguda, o gasto
energético basal aumenta, levando a um intenso catabolismo, ou seja, há grande
perda calórica.
Dessa forma, ele tem necessidades nutricionais complexas e precisa de
Terapia Nutricional intensiva. Vários estudos são realizados todos os anos a respeito
de nutrição em pacientes críticos. Um deles, associou o baixo nível da área de massa
muscular avaliado por tomografia computadorizada a mortalidade em pacientes
críticos que estão em ventilação mecânica.
No caso de pacientes acima de 80 anos, um estudo holandês divulgado na 39ª
edição do Congresso Europeu de Nutrição Clínica (ESPEN), em 2017, associou a
porcentagem de massa muscular com complicações e morte hospitalar. No grupo com
baixa massa muscular, 45% tiveram complicações e 23% faleceram no hospital,
contra 15% e 4%, respectivamente, no grupo com massa muscular normal.
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A maioria das evidências científicas aponta que o estado nutricional interfere
diretamente na evolução clínica, com diminuição da morbidade, diminuição da
resposta catabólica, incremento do sistema imune, manutenção da integridade
funcional do trato gastrointestinal, além de contribuir para um menor tempo de
internação em unidade fechada com consequente redução no custo do tratamento.

6.1 Recomendações nutricionais

Após feitas diversas avaliações, considerando vários aspectos do paciente,


inicia-se a Terapia Nutricional nos pacientes críticos. Neste contexto, são consultados
os guidelines, revisões clínicas práticas publicadas por sociedades de nutrição para o
manejo nutricional do paciente, como a Sociedade Americana de Nutrição Enteral e
Parenteral (ASPEN), Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabólica (ESPEN)
e as Diretrizes Brasileiras em terapia Nutricional (DITEN). Nelas, existem as
recomendações de energia e macronutrientes, como proteínas, carboidratos e lipídios,
para diversos tipos de pacientes, incluindo os críticos e graves.
Segundo a DITEN, existem fortes evidências de que a desnutrição é causa e
efeito de doenças graves, e não uma consequência, como se costumava acreditar há
poucos anos. Subestimá-la traria, portanto, sérios problemas ao paciente. Além disso,
diz o Projeto, a Terapia Nutricional (TN) deve ser instituída nas primeiras 24-48 horas,
especialmente em pacientes com diagnóstico de desnutrição e/ou catabolismo intenso
decorrente do quadro patológico.
A entidade também afirma que os benefícios do suporte nutricional enteral têm
sido observados em pacientes que recebem pelo menos 50% a 65% das
necessidades calóricas estimadas durante a primeira semana de internação.

6.2 Recomendações de energia e macronutrientes

A mais recente diretriz, organizada pela Society of Critical Care Medicine


(SCCM) e Sociedade Americana de Nutrição Enteral Parenteral (ASPEN), em 2016,
recomenda que, para a estimativa das necessidades energéticas de pacientes graves,
seja usada a fórmula de bolso com base na proporção de 25 -30 kcal/kg/dia (quando
o uso de calorimetria indireta estiver indisponível). Além disso, as entidades alertam

21
para a importância de reavaliações regulares conforme as alterações do quadro
clínico. Já a DITEN, recomenda a oferta de 20 a 25 kcal/kg/dia a pacientes graves,
respeitando a tolerância do paciente.
Tratando-se da distribuição dos macronutrientes, o destaque é do aporte
proteico, o qual deve corresponder a valores entre 1,2 – 2,0 g/kg/dia considerando o
peso atual e o grau de estresse do organismo, sendo que as proporções de
carboidratos e lipídeos devem seguir as tradicionais recomendações do público geral.
De acordo com a SCCM e a ASPEN, é importante ressaltar que na terapia
nutricional do paciente crítico deve ser priorizado o aporte proteico frente ao aporte
energético por conta de sua atuação na redução da mortalidade. Para a DITEN, é
importante observar se há necessidade da adequação da oferta energética ao se
decidir a oferta proteica, pois caso o suprimento energético esteja abaixo das
necessidades, a proteína será utilizada como principal fonte energética.

7 TERAPIA NUTRICIONAL NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA HOSPITALAR

Fonte: ebserh.gov.br

Na Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), na primeira diretriz da


Organização da Atenção Nutricional, a atenção nutricional é definida como cuidados
relativos à alimentação e nutrição voltados à promoção e proteção da saúde, à
prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de agravos, devendo estar associados às
demais ações de atenção à saúde do SUS para indivíduos, famílias e comunidades,

22
contribuindo para a conformação de uma rede integrada, resolutiva e humanizada de
cuidados.
O Ministério da Saúde, em 2009, publicou a Portaria nº 120/SAS/MS, de 14 de
abril, que conceituou a Assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional
(papéis e qualidades técnicas necessárias), estabelecendo critérios e rotinas para
habilitar serviços no atendimento para a assistência nutricional; subsidiando
tecnicamente o controle e a implantação de serviços hospitalares; estabelecendo uma
nova conformação para a Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Materiais
Especiais do SUS e instituindo a necessidade de Protocolos de Triagem e Avaliação
Nutricional e Protocolos de Indicação e Acompanhamento Nutricional.
A terapia nutricional tem como principais objetivos prevenir e tratar a
desnutrição, preparar o paciente para o procedimento cirúrgico e clínico, melhorar a
resposta imunológica e cicatricial, modular a resposta orgânica ao tratamento clínico
e cirúrgico, prevenir e tratar as complicações infecciosas e não infecciosas
decorrentes do tratamento e da doença, melhorar a qualidade de vida do paciente,
reduzir o tempo de internação hospitalar, reduzir a mortalidade e, consequentemente,
reduzir custos hospitalares.
Estudos realizados apontam que parte dos indivíduos não se alimenta
corretamente no período de internação hospitalar, levando à desnutrição, ao aumento
das complicações e, consequentemente, ao aumento dos custos de internação para
o SUS.
No Brasil, a desnutrição representa o fator de risco de morte mais importante
em adultos entre 60 e 74 anos vivendo na comunidade, e essa associação se mostrou
ainda mais forte em indivíduos acima de 75 anos de idade.
Outro dado importante é que muitos pacientes já chegam às unidades de
internação apresentando desnutrição, aproximadamente 50% dos pacientes
admitidos, podendo chegar a 80% em pacientes com câncer de cabeça e pescoço,
pâncreas e do trato gastrointestinal.
Na Europa, a desnutrição relacionada à doença é altamente prevalente,
havendo 20 milhões de pacientes desnutridos, o que custa para os governos europeus
120 bilhões de euros por ano. Estudos europeus mais específicos sobre idosos
vivendo na comunidade mostraram que a prevalência de desnutrição associada à
doença varia de 19% na Rússia até 84% na Irlanda.

23
De acordo com estudo multicêntrico realizado com base nos dados da pesquisa
coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), denominada
Saúde, bem-estar e envelhecimento (Sabe), em que foram avaliados idosos
residentes no domicílio na cidade de São Paulo, a prevalência de desnutrição foi de
2,2% (n=15.600) e o risco de desnutrição foi de 23,1% (n=161.511), ou seja, ¼
(25,3%) da população apresentava algum déficit do ponto de vista nutricional. O
mesmo estudo também verificou que a probabilidade de o idoso apresentar
desnutrição aumenta de forma significativa com a idade, confirmando que a idade é
fator de risco para desnutrição.
A desnutrição pode afetar adversamente a evolução clínica de pacientes
hospitalizados, aumentando a incidência de infecções, doenças associadas e
complicações pós-operatórias, prolongando o tempo de permanência e os custos
hospitalares. A identificação da desnutrição constitui importante objetivo de atenção
ao tratamento global do paciente internado. Um diagnóstico adequado é essencial
para que a terapia nutricional individualizada seja iniciada o mais brevemente
possível.
Estudo multicêntrico, transversal, foi realizado em hospitais em diferentes
regiões geográficas do Brasil (2009 a 2011). Conforme a Avaliação Global Subjetiva
(AGS), a prevalência de úlcera por pressão (UP) foi de 16,9%, sendo que 52,4% dos
pacientes avaliados estavam desnutridos. De acordo com esse estudo, a desnutrição
é um dos fatores de risco mais importantes, associados com o desenvolvimento e a
gravidade de UP em hospitais. O estudo revela, ainda, que os pacientes que estão
desnutridos são mais propensos a desenvolver UP.
Critérios para detectar o risco nutricional na admissão e durante a permanência
no hospital são necessários e devem ser implementados nos procedimentos de rotina
hospitalar, uma vez que a depleção nutricional pode ocorrer durante a internação. Por
meio do estudo Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar (Ibranutri), foi
possível detectar a progressão da desnutrição durante a internação hospitalar. De
acordo com esse estudo, a desnutrição chegou a atingir 61% dos pacientes quando
se prolongou por mais de 15 dias, sendo que na admissão acometia 31,8% destes
indivíduos.
A desnutrição em indivíduos internados é resultado de uma série de fatores,
podendo estar associada à doença e/ou ao tratamento. O consumo alimentar

24
inadequado é uma das principais causas e está relacionado com várias situações
clínicas que podem causar perda de apetite ou dificultar a ingestão de alimentos, além
de procedimentos de investigação e tratamento que demandam a necessidade de
jejum e/ou alterações na composição da dieta. Detecção e intervenção inadequadas
também podem resultar no agravamento do estado nutricional durante a internação.

8 OBJETIVOS DA TERAPIA NUTRICIONAL NOS PACIENTES OBESOS


EXTREMOS HOSPITALIZADOS COM ENFERMIDADE AGUDA

Fonte: publicacoes.cardiol.br

Os efeitos adversos da obesidade sobre todo o organismo estão bem


estabelecidos e, portanto, o objetivo e as estratégias de terapia nutricional visam à
redução dos efeitos da hiperalimentação e das complicações relacionadas; para tanto,
a nutrição hipocalórica tem sido instituída para pacientes obesos.
Em pacientes obesos hospitalizados com enfermidade aguda, o regime de
terapia nutricional hipocalórica pode promover o equilíbrio nitrogenado e diminuir o
balanço negativo, sem causar perda de peso. Comparando-se a eficácia clínica da
nutrição enteral normocalórica e hipocalórica, foi revelado que pacientes obesos que
receberam nutrição hipocalórica tiveram menor permanência em unidade de terapia
intensiva, diminuição na terapia antibiótica e tendência a redução do tempo de
ventilação mecânica. Porém, não houve diferença significativa no balanço nitrogenado
e nos níveis de pré-albumina sérica.

25
Pacientes obesos hospitalizados devem ser monitorados em relação às
morbidades relacionadas à obesidade. Esses cuidados devem ser rigorosos, pois as
complicações da hiperalimentação, particularmente a hiperglicemia, podem
comprometer o prognóstico do doente. Portanto, a terapia nutricional no obeso
gravemente enfermo é hipocalórica e hiperproteica, enteral ou parenteral.
Promover a moderada perda de peso corporal, de 5% a 10%, representa queda
significante de 30% do tecido adiposo visceral e significante decréscimo dos fatores
de risco do paciente obeso. A diminuição da pressão arterial e dos lipídios séricos, a
melhora da sensibilidade à insulina, a normalização da glicemia e da insulinemia, a
diminuição da suscetibilidade à trombose venosa, assim como redução dos
marcadores inflamatórios e de doenças cardiovasculares, são alcançados com a
perda de peso.
Os objetivos da terapia nutricional nos pacientes obesos extremos
hospitalizados são:
 Diminuir as complicações relacionadas à hiperalimentação;
 Reduzir as comorbidades;
 Diminuir o catabolismo proteico;
 Restaurar as funções orgânicas e metabólicas;
 Aumentar a expectativa e a qualidade de vida.

9 BELEZA, CORPO E ESTÉTICA

Fonte: lemozellicorporativo.com.br

26
A imagem corporal é a maneira pela qual o corpo se apresenta para si próprio.
A indústria cultural, pelos meios de comunicação, encarrega-se de criar desejos e
reforçar a imagem padronizando corpos. O hábito de fazer dietas e de consumir
produtos dietéticos são uma das preocupações mais marcantes do público feminino,
embora demonstrem uma preocupação excessiva com a quantidade de gordura no
corpo, es mulheres evitam comidas que “engordam” e expressam o desejo de serem
cada vez mais magras.
A importância dada à imagem, aparência, corpo, beleza e estética é
notória nos dias atuais, onde o culto ao corpo e ao belo é predominante. A sociedade
contemporânea assiste deslumbrada à passagem dos corpos perfeitos, que invadem
progressivamente todos os espaços da vida moderna.

Nos dias de hoje, existe um crescimento na busca pela beleza e padrões


estéticos impostos pela sociedade, sendo considerado belo um corpo magro,
independente das condições de saúde das pessoas (WITT e SCHNEIDER,
2011, apud DUARTE et al 2018, p. 02).

Vivemos em um mundo em que os meios de comunicação veiculam ou


produzem notícias, representações e expectativas nos indivíduos com propagandas,
informações e noticiários. Sendo a televisão o veículo de comunicação mais utilizado
para o entretenimento e para a educação, representa a maior fonte de informação
sobre o mundo, sendo capaz de transmitir aos mais diversos lugares e culturas dados
sobre como as pessoas se comportam, o que vestem, o que pensam, o que comem e
o padrão de beleza.
Os meios de comunicação padronizam corpos, sendo que aqueles que se veem
fora de medidas sentem-se cobrados e insatisfeitos. O reforço dado pela mídia em
mostrar corpos atraentes, faz com que uma parte de nossa sociedade se lance na
busca de uma aparência física idealizada.
Durante muito tempo, temas como beleza, corpo e estética foram considerados
menores no campo das ciências sociais brasileiras. Apesar de alguns autores terem
tratado destes temas, já no início do século XX, estes demoraram a surgir em nosso
país. No entanto, no final do século XX e início do século XXI, parece ter ocorrido uma
verdadeira explosão de trabalhos científicos, em diferentes áreas de conhecimento,
que trazem como objetivo central discutir a singularidade do corpo, da construção da
beleza e estética na nossa cultura.
27
Pode-se afirmar que o final do século XX e o início do século XXI serão
lembrados como o momento em que o culto ao corpo se tornou uma verdadeira
obsessão. E a associação corpo e prestígio se tornou um elemento fundamental da
nossa cultura brasileira. A busca por um modelo ideal de beleza, nunca foi tão
estimulado e valorizado.
Ao longo dos séculos, os padrões de beleza mudaram. Nos anos 80, ocorreu
um crescimento considerável do mercado relacionado à manutenção do corpo. Nas
últimas décadas, além de ter se estabelecido um fascínio pela imagem, que é medida
pelo culto ao corpo, passa a ter um espaço privilegiado na publicidade
O aumento da exigência por um padrão de beleza esguio pode ocasionar no
indivíduo uma relação entre seu estado nutricional, com uma visão não condizente, e
a auto percepção da sua imagem corporal, com algum sentimento de insatisfação.
A idealização da magreza pode influenciar o comportamento das pessoas a
fazerem dietas que prometem rápida perda de peso e sem sofrimento.
A mídia veicula um modelo de beleza, que é possível apenas para uma parcela
da população mundial, já que para conseguir estes padrões envolve custos para
diferentes classes sócias e culturais. Além disso, as propagandas existentes,
principalmente nas revistas, de uma forma indireta, afirmam que a aparência física é
responsável pela felicidade e sucesso, formando uma ilusão de bem-estar que para
ser conquistado, será necessário que a pessoa se enquadre no padrão de beleza
estabelecida.
A cultura ocidental enfatiza mais a boa forma e a imagem corporal, o que facilita
a identificação de incômodos com pequenos excessos de peso. Nossos padrões
culturais fazem com que até indivíduos com o peso dentro dos parâmetros da
normalidade, possam sentir-se com seu peso acima do desejado.
A expectativa de corpo das pessoas em relação a esses padrões de beleza é
o que provavelmente interliga uma variedade de fenômenos cada vez mais
comuns, como a maior incidência de anorexia e bulimia nervosa. Saikali et al,
descreve anorexia bulimia como um transtorno caracterizado por um padrão de
comportamento alimentar gravemente perturbado, com um controle patológico do
peso e por distúrbios da percepção do formato corporal.
Para Goldenberg, estes distúrbios deixaram a condição de patologia para a
categoria de estilo de vida. Diante desta preocupação com o corpo, a imagem corporal

28
se torna um tema de interesse da nossa sociedade, sendo tão preponderante que leva
as pessoas a se preocuparem excessivamente com ela. Desse ponto de vista, a noção
de estética nos assola, já que, sobretudo na sociedade atual, ela é determinada por
padrões culturais que variará de acordo com cada concepção de mundo, fazendo com
que haja um corpo típico para cada sociedade. É esse corpo que pode variar de
acordo com o contexto histórico e cultural, é o corpo que entra e sai da moda
O estilo de vida contemporâneo evidencia uma necessidade crescente dos
indivíduos procurarem formas de se manterem nos padrões estéticos exigidos pela
cultura em que, no que se refere ao corpo, prevalecem processos simbólicos
funcionais a um mercado controlado por setores hegemônicos que ditem a maneira
de ser aceito.
Dentre os fenômenos da procura pela beleza, o crescimento da cirurgia plástica
estética merece destaque pelo impacto que as alterações corporais, propostas pela
medicina da beleza, causam em relação à imagem corporal.
Segundo a sociedade brasileira de cirurgia plástica, o brasileiro, especialmente
a mulher, se tornou logo após o norte-americano, o povo que mais faz plástica no
mundo. A lipoaspiração é a cirurgia mais realizada, seguida da operação das mamas,
abdômen, pálpebras e nariz. Dados recentes demonstram que a mulher brasileira é
campeã na busca de um corpo perfeito.
Diversos estudos atuais estão evidenciando proporções elevadas de
comportamentos alimentares considerados anormais e de insatisfação com a imagem
corporal em ambos os sexos, em diferentes faixas etárias e classes sociais o que faz
aumentar significativamente a procura por profissionais que possam auxiliar na busca
por um corpo ideal. São profissionais da área da saúde, como: médicos, cirurgiões
plásticos, psicólogos, personal training e nutricionistas.

29
10 ALIMENTAÇÃO E ESTÉTICA

Fonte: nutricaoestetica.com.br

Alcançar a longevidade com vitalidade, boa forma física e mental, pele jovem,
cabelos sedosos, menos celulite e flacidez são os desejos de todas as mulheres e que
hoje não são impossíveis nem ao menos difíceis de serem realizados. A solução pode
ser simples e está no seu prato. O segredo está na forma que você se alimenta,
através de dietas personalizadas, planejadas e incorporadas ao seu dia-a-dia.
Maus hábitos alimentares com deficiências nutricionais e excessos de
alimentos ricos em gorduras saturadas, carboidratos simples e sódio sobrecarregam
os nossos órgãos, prejudicam os tecidos e danificam as células. Todos estes estragos
podem resultar em olheiras, celulite, acne, queda de cabelos, unhas frágeis e com
manchas, gorduras localizadas, além de uma aceleração no processo de
envelhecimento e outras queixas comuns das mulheres com a estética.
Não existem alimentos milagrosos, porém alguns, são fontes de nutrientes
específicos e podem trazer, de fato, importantes benefícios para a estética e boa
forma.

10.1 A beleza está no prato

De forma geral, as proteínas, vitaminas e minerais têm como função a


construção e manutenção de tecidos, órgãos e estruturas do corpo. Desta forma, são
fundamentais na composição de uma alimentação saudável. Já os carboidratos e as
30
gorduras são responsáveis pelo fornecimento de energia. Porém, o que merece
cuidado é o tipo de carboidrato a ser consumido, sendo preferido o carboidrato de
baixo e moderado índice glicêmico e a gordura “boa” (mono e poliinsaturada).
O consumo de carboidratos simples, refinados de alto índice glicêmico e de
gorduras saturadas e trans são uma das maiores causas do envelhecimento precoce
que acabam por provocarem a oxidação das células através do aumento na produção
dos chamados radicais livres que ocasionam a intoxicação no organismo.
Além disso, quando os açúcares juntam-se com uma proteína, ocorre um
processo chamado de glicação ou caramelização celular, o que prejudica a formação
de colágeno (proteína que causa firmeza do tecido muscular), provocando a flacidez
da pele.

11 ACONSELHAMENTO NUTRICIONAL

Fonte: sbcbm.org.br

A procura por aconselhamento nutricional tem aumentado muito nos últimos


anos, já que é comprovado que uma boa alimentação pode evitar uma série de
doenças, além de trazer inúmeros benefícios a nossa saúde, e uma melhor qualidade
de vida. A educação nutricional pode promover o desenvolvimento da capacidade de
compreender práticas e comportamentos, os conhecimentos ou as aptidões
resultantes desse processo contribuem para a integração do indivíduo com o meio
social.

31
O nutricionista deve estar preparado para captar o estado emocional do cliente
(ansiedade, nervosismo e insatisfação) declarado verbalmente ou por meio de gestos,
postura, movimento do corpo, expressões faciais, qualidade da voz e o silêncio. O
profissional deve, antes de tudo, saber ouvir e saber aceitar, criando um ambiente
favorável para a construção de estratégias que favoreçam o desenvolvimento de
ações pelo cliente.
Considera-se que a ajuda para resolver problemas alimentares insere-se numa
busca de âmbito maior por qualidade de vida. Esta ocorre em determinado momento
crítico, no qual surge um problema, que, por sua vez, também é fruto de uma história
de vida.
A educação ou aconselhamento nutricional é o processo pelo qual os clientes
são efetivamente auxiliados a selecionar e a implementar comportamentos desejáveis
de nutrição e estilo de vida. Então, o resultado desse processo não é somente a
melhora do conhecimento sobre nutrição, mas uma mudança de comportamento. A
qual deve ser específica às necessidades e à situação de cada indivíduo. O
conselheiro nutricional é apenas um facilitador das mudanças de comportamento. Ele
dá apoio emocional, auxilia na identificação de problemas nutricionais e estilo de vida,
sugere comportamentos a serem modificados e facilita a compreensão e o controle
do cliente.
Conceitua-se o aconselhamento dietético como uma abordagem de educação
nutricional, efetuada por meio de diálogo entre o cliente e o nutricionista. É importante
considerar que o processo de aconselhamento não busca impor ao cliente respostas
prontas para o problema, mas sim estabelecer uma relação de ajuda entre o
aconselhador e o cliente, efetivada por meio das etapas do aconselhamento.
As necessidades psicológicas exercem mais influência nos hábitos alimentares
do que a lógica. Fornecer informações, prover materiais educativos, criar estatísticas
e pesquisas científicas não necessariamente conduzem a uma mudança de
comportamento. O principal é aprender a entender o cliente e seus problemas ou
insatisfações, a ponto de conhecer os obstáculos que ele enfrenta quando tenta
alcançar seus objetivos
O método mais utilizado por psicólogos é a terapia cognitiva comportamental
(TCC), uma intervenção semiestruturada, objetiva e orientada para metas, que aborda
fatores cognitivos, emocionais e comportamentais no tratamento dos transtornos de

32
imagem. A TCC ocupa-se da identificação e correção das condições que favorecem
o desenvolvimento e a manutenção das alterações cognitivas e comportamentais que
caracterizam os casos clínicos.
Consequentemente, a modificação de padrões distorcidos de raciocínio e a
reestruturação de crenças supervalorizadas, associadas ao peso e à imagem corporal
são focos primários do tratamento, sendo utilizadas várias técnicas cognitivas com
essa finalidade. Nos últimos anos os casos mais comuns para a abordagem da TCC
foram: os transtornos alimentares e a distorção de imagem.
Além das técnicas cognitivas, a TCC também emprega as técnicas
comportamentais para ajudar na modificação dos hábitos alimentares. Diferentes
estudos vêm mostrando a eficácia de se associar orientação nutricional e atividade
física à TCC. A terapia cognitiva pode ser aplicada em pacientes de diversas idades
e de diferentes níveis educacionais, econômicos ou culturais, podendo ser realizada
individualmente ou em grupos.
Os programas de TCC resultam em melhoras significativas. As quais também
são observadas na autoestima, na solução das dificuldades interpessoais, no humor
e na qualidade de vida, além de um aumento do sentimento subjetivo de bem-estar.
Entretanto, nem todos os pacientes apresentam boa resposta à TCC.
O avanço na compreensão da natureza humana, além do conhecimento da
ciência da nutrição, tem elevado o nível da prática da educação. A experiência tem
nos mostrado que entregar listas de alimentos e dietas calculadas em detalhes não
necessariamente garante uma adesão ou motivam os clientes a mudarem seus
comportamentos. Não é tão simples assim, pois as pessoas estão ligadas a seus
hábitos.
A natureza humana, o querer do indivíduo e a saúde mental podem ter um
papel significativo no processo de mudança. O cliente tem o direito e a
responsabilidade de fazer as escolhas sobre seus cuidados com a saúde. O papel do
educador é facilitar esse processo, sempre com o objetivo de promover a melhor
qualidade de vida.
Além disso, faz-se importante que os profissionais envolvidos, principalmente
os das áreas de saúde e educação, atentem cada vez mais para a importância de
incentivar as pessoas a conhecerem melhor a si mesmo e ao seu corpo e a refletirem

33
sobre os padrões corporais em voga e a compreenderem essa relação com a sua
saúde e qualidade de vida.

11.1 Disfunções estéticas tratadas com associação à dieta

A nutrição associada a estética é relacionada a beleza e bem estar. Como todos


sabem, as pessoas espelham o que ingerem. Por isso, para se ter uma aparência
saudável e harmoniosa é fundamental uma alimentação equilibrada.
Uma alimentação saudável e equilibrada fornece todos os nutrientes
necessários para o bom funcionamento do corpo. A saúde do organismo se reflete na
pele, nos cabelos e nas unhas. Muitos são os problemas estéticos que incomodam
mulheres e homens, dentre os quais a acne, a flacidez, a obesidade, a celulite, a
gordura localizada e o envelhecimento cutâneo.
Pacientes que apresentam disfunções estéticas relacionadas a processos
inflamatórios frequentemente estão com os níveis de antioxidantes diminuídos, seja
por deficiência na dieta ou por aumento na produção de radicais livres pelo organismo.
Os antioxidantes interferem beneficamente com as disfunções relacionadas ao
estresse oxidativo. Portanto é indispensável uma dieta com níveis adequados de
alimentos que possuem estas substâncias.
A seguir serão descritas algumas das principais disfunções estéticas tratadas
com associação à dieta:

 Obesidade: a obesidade é classificada como uma doença inflamatória. Este


processo promove a inflamação por adiposidade e a inflamação induz o
aumento da síntese de radicais livres, espécies reativas de oxigênio e produtos
finais da glicação avançada, subsequentemente promove o estresse oxidativo
que pode provocar desde envelhecimento celular precoce até o
desenvolvimento de câncer de mama.

34
Fonte: sbcbm.org.br

 Gordura visceral: diversos estudos revelam a estreita relação da adiposidade


abdominal com a tolerância a glicose, hiperinsulinemia, hipertrigliceridemia e
hipertensão arterial. A resistência insulínica encontra-se como elo central entre
a obesidade de distribuição central, intolerância a glicose, hipertensão arterial,
dislipidemia, distúrbios da coagulação, hiperuricemina e microalbuminúria,
integrantes da síndrome metabólica.

Fonte: metropoles.com

 Envelhecimento cutâneo: é um processo eminente que ocorre nas células,


pois o DNA tem uma capacidade limitada de replicação devido à diminuição
dos telômeros. Outro fator indutor do envelhecimento é o aumento da produção
35
de radicais livres, espécies fundamentais em diversos processos
fisiopatológicos e bioquímicos, que com o passar do tempo, pode aumentar
com estilo de vida, hábitos alimentares, tabagismo, hipertensão arterial,
sedentarismo, fatores hormonais, estresses, radiações solares, entre outros.

Fonte: institutofisiomar.com.br

 Acne: é uma desordem da pele que afeta 80% dos jovens entre 12 e 18 anos.
É caracterizada por hiperqueratinização folicular e obstrução dos folículos
pilosos, estimulação andrógena de produção de sebo, colonização dos folículos
por Propionibacterium acne e inflamação. Muitas pesquisas apontam para a
associação da acne com dieta, principalmente na mediação da inflamação, do
estresse oxidativo e estimulação androgênica no processo da acne.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br
36
 Celulite: assim como a acne, também ocorre no interior da pele, e provoca uma
inflação no local devido a alteração circulação sanguínea e linfática com
consequente mudança na estrutura do tecido adiposo (tecido formado pelas
células que armazenam a gordura), surgindo então o famoso aspecto de “casca
de laranja”. Além de problemas circulatórios, podem ser considerados fatores
de risco para o surgimento da celulite, o sedentarismo, alterações hormonais,
cigarro, álcool, estresse, alimentação inadequada e a genética.

Fonte: studioelaser.com.br

 Flacidez: é decorrente de atrofia de tecido, ficando com aspecto frouxo,


afetando individualmente pele ou músculos. Pode ser consequência do
envelhecimento, onde há perda gradativa de massa muscular esquelética,
substituída por tecido adiposo (gordura), dentre outras alterações. O
sedentarismo é apontado como o maior vilão no surgimento da flacidez, assim
como o emagrecimento muito rápido demais, pois os músculos podem ser
utilizados como fonte de energia, na ausência de carboidratos e gorduras. É
considerado sobrepeso o excesso de peso corporal, diferentemente da
obesidade que é tida como o excesso de gordura no organismo. Associado ao
elevado consumo alimentar e baixa quantidade de exercícios.

37
Fonte: portalveneza.com.br

12 ALIMENTAÇÃO E ESTÉTICA: QUAL A RELAÇÃO ENTRE ELAS?

Fonte: Pixabay

Atualmente, com a população tendo mais acesso as informações, é comum a


associação da estética com a saúde. A beleza implica na autoestima, que por sua vez
está relacionada com a saúde influenciando a mesma e sendo influenciada por ela. O
papel da alimentação é primordial nas questões descritivas acima.
Fazer dieta, ao contrário do que muitos pensam, não significa fazer regime.
Quando a preocupação com a estética começou a se difundir era comum a ideia da
restrição alimentar. Acreditava-se que o ganho de peso vinha principalmente do
consumo calórico, e então se reduzia a quantidade alimentar ingerida. O resultado
38
muitas vezes desanimador acabava levando às pessoas ao abandono da proposta
com consequente retorno ao peso anterior.
O termo DIETA refere-se a uma alimentação equilibrada, composta de todos
os nutrientes necessários ao bom funcionamento orgânico e de acordo com as
características individuais.
Como o excesso alimentar acaba sendo convertidos em gordura de reserva,
muitos acreditam que comer menos leva à redução de peso ou gordura corporal. No
entanto sabe-se que a ingestão nutricional inadequada contribui para o retardo no
metabolismo.
Na falta de nutrientes, dificilmente o corpo consegue entrar em reação química
para metabolizar o tecido adiposo e a opção é obter energia rapidamente para manter
as funções vitais. O resultado é uma grande degradação muscular e maior tendência
ao acúmulo de gordura, uma vez que a mesma é reserva corporal.
A boa alimentação deve considerar hábitos, idade, história atual e progressa,
fatores hereditários, prática ou não de atividades físicas e uma série de outras
questões.
O ideal é ter bom-senso, não há necessidade de grandes restrições para ter
uma boa saúde e beleza. Alguns alimentos devem ser evitados e deixados para
ocasiões especiais, e outros devem ser valorizados devido ao grande beneficio que
trazem ao organismo
Quando falamos em alimentação associada à estética é quase que instantâneo
pensarmos na perda de peso. Mas, os poderes nutricionais vão muito além disso. A
ingestão de alimentos com componentes anti-inflamatórios, por exemplo, podem
beneficiar nosso corpo de uma forma geral. Não pode-se deixar de citar que quando
fala-se em tratamento estético, deve-se partir do princípio de uma alimentação anti-
inflamatória, uma vez que a alimentação habitual (carnes gordas, leite integral,
alimentos refinados, doces, bebidas alcoólicas, embutidos e enlatados), são pró-
inflamatórios, ou seja, favorecem o aparecimento da inflamação.
Diversos estudos já mostraram e comprovaram que maus hábitos alimentares,
com deficiências nutricionais e excesso de gordura saturada, carboidratos simples e
sódio, podem causar diversas alterações estéticas.

A nutrição estética é um novo campo no cenário da saúde, voltado para a


implementação de um cuidado nutricional que, além dos requisitos
fundamentais da dietética e da dietoterapia aplicados à prevenção ou ao
39
tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, atenda também à
“necessidades estéticas” dos pacientes (SCHNEIDER, 2009 apud KLEIN,
2012 p. 09).

Abaixo são descritos alguns alimentos que devem ser evitados e outros que precisam
ser priorizados quando o assunto é o cuidado com o corpo e a estética:

Alimentos que devem ser evitados:


 Leite integral, manteiga, margarina;
 Pães brancos, biscoitos doces;
 Queijos amarelos e embutidos;
 Açúcar refinado;
 Arroz branco, massas em excesso;
 Caldos industrializados, temperos prontos, enlatados;
 Frituras, maionese, creme de leite;
 Café, mate e chá preto em excesso;
 Refrigerantes e água com gás;
 Molhos industrializados.

Alimentos que devem ser priorizados:


 Pães e cereais integrais;
 Queijo branco, leite desnatado, iogurtes sem gordura;
 Verduras, legumes, frutas e sucos naturais;
 Aveia, gérmen de trigo, semente de linhaça, levedo de cerveja, gergelim;
 Azeite extravirgem;
 Carnes magras;
 Soja;
 Castanha do Brasil e de caju;
 Chá verde, água de coco.

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13 ALIMENTOS FUNCIONAIS E A ESTÉTICA

Fonte: einstein.br

Alimento funcional é definido pela RDC 18/99, como sendo aquele alimento ou
ingrediente que, além das funções nutritivas básicas, quando consumido como parte
da dieta usual, produza efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à
saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica.
Um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado de maneira
satisfatória que pode agir de forma “benéfica” em uma ou mais funções do corpo, além
de se adequar à nutrição e, de certo modo, melhorar a saúde e o bem estar ou reduzir
o risco de doenças.
Naturalmente, todos os alimentos são funcionais, uma vez que nos
proporcionam sabor, aroma e valor nutritivo. Entretanto, nas últimas décadas, o termo
funcional está sendo aplicado a alimentos com uma característica diferente, a de
proporcionar um benefício fisiológico adicional, além das qualidades nutricionais
básicas encontradas. Tais alimentos também são vistos como promotores de saúde e
podem estar associados à redução do risco de certas doenças.
Segundo a ANVISA, alimentos funcionais são aqueles alimentos que contêm
compostos bioativos e substâncias fitoquímicas ou nutrientes que forneçam benefício
à saúde, seja como prevenção ou tratamento de doenças. Assim, são considerados
promotores de saúde e podem estar associados com a diminuição dos riscos de
algumas doenças crônicas.

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Alcançar a longevidade com vitalidade, boa forma física e mental, pele jovem,
cabelos sedosos, menos celulite e flacidez; são os desejos de muitos e que hoje não
são impossíveis nem ao menos difíceis de serem realizados. A solução é simples e
está no seu prato. O segredo está na forma que você se alimenta, através de dietas
personalizadas, planejadas e incorporadas ao seu dia-a-dia.
A hidratação é essencial para garantir os cuidados estéticos. Beber pelo menos
2 litros de água por dia auxilia na eliminação de toxinas e desintoxicação do
organismo.

13.1 Alimentos e os cabelos

Todos sabemos que existe uma correlação direta entre o que se come e a
saúde. Os alimentos são a fonte de energia e a matéria prima para manter em
atividade nosso organismo e produzir os hormônios, as enzimas e as proteínas
necessárias ao nosso desenvolvimento.
Os cabelos compõem-se 90% da proteína queratina que contém, na sua
estrutura, 18 aminoácidos, 8% de água, lipídeos, pentoses, glicogênio e ácido
glutâmico, e 2% dos minerais de ferro, cobre, zinco, alumínio e cobalto.
O ressecamento é o primeiro sinal de que os cabelos estão desnutridos, sendo
que a perda da umidade dos fios provoca uma diminuição da coesão entre as células,
facilitando com que eles se quebrem.
Qualquer fator do organismo que reduza a síntese de proteínas repercutirá
sobre o crescimento dos cabelos. Regimes radicais ou estados de desnutrição com
falta de proteínas, vitaminas ou óleos essenciais aumentam o número de folículos em
fase de repouso, determinando o afinamento, a perda do brilho e a interrupção do
crescimento dos fios. A seguir, são descritos alguns alimentos que podem contribuir
com a saúde capilar:
 Aveia: é um alimento fonte de silício que ajuda a deixar os cabelos fortes e
estimula o crescimento, pois eles estão relacionados com a formação da
queratina, a proteína que estrutura o cabelo.
 Óleo de linhaça: é responsável por melhorar a aparência do cabelo, dando
mais brilho. Possui ácidos graxos essenciais que atuam na organização da
queratinização do couro cabeludo.
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 Nozes, castanhas e amêndoas: são oleaginosas fonte de zinco que agem
estimulando o crescimento do cabelo e ajudando a reduzir a oleosidade, uma
vez que o zinco está ligado à síntese de proteínas, principal componente dos
fios.
 Frutos do mar: são ricos em magnésio e iodo nutrientes essenciais na
formação de proteínas como a queratina que constroi os fios, atuando na
renovação celular.
 Feijões, leite, quinoa, carnes e ovos: são alimentos ricos em aminoácidos
que são os principais componentes dos cabelos, responsáveis por estimular o
crescimento e fortalecimento dos fios.
 Carne vermelha: é rica em ferro heme que, quando em falta, ocasiona queda
de cabelos.
 Frutas secas e sementes de girassol: são ricas em potássio, importante para
a hidratação dos cabelos, já que controla o equilíbrio da água na haste capilar.

13.2 Alimentos e a pele

Grandes mudanças pelo fotoenvelhecimento ocorrem na derme como uma


acentuada diminuição do colágeno, glicosaminoglicanos e proteoglicanos, além disso
é observado uma certa degeneração das fibras elásticas (elastose), resultando em
uma superfície cutânea áspera e com rugas finas e grossas.
Alguns alimentos devem fazer parte da rotina alimentar para ter o resultado
desejado sobre a pele. A mesma é o maior órgão do nosso corpo e para uma pele
saudável é preciso se preocupar em comer e hidratar-se bem. O processo sempre
começa de dentro para fora, por isso, é necessário ver com cuidado o cardápio. Abaixo
são listados alguns itens fundamentais que são encontrados na alimentação e que
beneficiam a pele:

 O licopeno é um antioxidante essencial para a pele. Ele não só retarda o


envelhecimento, como ameniza seus sinais, já que o antioxidante age nas
células, melhorando o aspecto cutâneo. Prova disso é que a indústria
farmacêutica de cosméticos que já viu e já aprovou vários cosméticos ou
nutricosméticos que possuem em sua composição o licopeno. Pode ser

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encontrado no tomate ou no próprio suco de tomate, na goiaba, melancia, etc.
Há também a versão em cápsulas, em farmácias e casas de produtos naturais.
 O ômega 3 tem ação anti-inflamatória e é ótimo para acne e dermatites. Age
como um lubrificante natural, atuando na hidratação da pele. As principais
fontes são os peixes e linhaça.
 Para combater os efeitos da poluição, estresse, tabagismo, o selênio,
encontrado na castanha do Pará, na truta e no camarão, é um mineral que age
como um escudo contra manchas e flacidez.
 As frutas cítricas também não podem faltar no cardápio, pois nelas
encontramos a vitamina C (presente na laranja, acerola, caju, abacaxi) que é
uma poderosa arma no combate aos radicais livres e tem papel fundamental
no crescimento e reparação da pele e na formação de colágeno para manter o
tônus e firmeza.
 O zinco exerce proteção contra a acne e tem função antioxidante. Pode ser
encontrado em carnes, ostras, quinoa, amaranto e amêndoas.
 O betacaroteno, por exemplo, encontrado nos vegetais e frutas amarelos e
alaranjados, se destaca quando o assunto é beleza da pele. Ele colabora com
a produção de melanina (substância associada à coloração e bronzeamento da
pele) e, sua grande virtude, é a capacidade de combater os efeitos nocivos dos
radicais livres (moléculas que se formam diariamente em nosso corpo e que
em excesso prejudicam a saúde).

13.3 Alimentos e as unhas

Quando há carência de nutrientes as unhas podem ficar quebradiças, com


elevações e manchas brancas (coiloníquia). Para prevenir o problema deve-se incluir
na alimentação diária:
 Zinco: presente na quinoa, amaranto, carnes, leite e seus derivados.
 Proteínas de alto valor biológico: encontram-se nos ovos, frango, peixes,
carnes, leite e seus derivados.
 Complexo B: as principais fontes são os cereais integrais como o gérmen de
trigo, quinoa, amaranto, arroz integral.

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 Vitamina C (ácido ascórbico): está presente na laranja, goiaba, limão,
mexerica, abacaxi, etc.
O zinco, o complexo B e a vitamina C são essenciais na produção de queratina,
que é uma proteína fibrosa constituinte da unha.
O aparecimento de listras nas unhas pode simbolizar uma ingestão insuficiente
de vitaminas do complexo B. Se suas unhas estão secas e quebradiças é sinal de
falta de cálcio e ferro. Unhas com manchas brancas é sinal de carência de zinco ou
selênio.

13.4 Alimentos e a celulite

A celulite também é conhecida como adiposidade edematosa, lipodistrofia


ginoide e dermatopaniculose deformante. Embora não exista morbidade ou
mortalidade associada à celulite, ou seja, não se trata de doença, permanece como
preocupação estética frequentemente importante para um grande número de
mulheres. A celulite é muito mais prevalente nas mulheres e tende a ocorrer nas áreas
em que a gordura está sob a influência do estrógeno, como quadris, coxas e nádegas.
Sabendo que a celulite é uma inflamação do tecido adiposo cutâneo o
tratamento deve se iniciar com a retirada de alimentos ricos em substâncias pró-
inflamatórias, junto com a introdução de uma alimentação balanceada rica em
nutrientes antioxidantes e anti-inflamatória, aliados a atividade física regular. Alguns
alimentos ajudam, são eles:
 Peixes de água fria (salmão, atum, sardinha) e linhaça: é um tipo de ácido
graxo (gordura) poli-insaturada, com poder anti-inflamatório.
 Abacate: é rico em glutationa e ômega 9, dois anti-inflamatórios. O ômega 9
também auxilia no controle do hormônio cortisol evitando o acúmulo de gordura
no organismo.
 Maçã: é rica em pectina, um carboidrato que ajuda a regular a absorção de
gorduras e de glicose no organismo. Liberando menos insulina, diminui-se as
inflamações.
 Soja: possui isoflavona, que ajuda a regular os níveis de estrogênio no
organismo da mulher. Esse hormônio, quando em excesso, faz aparecer mais
celulite.

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 Chás: chá de cavalinha e de centelha asiática são diuréticos que ajudam o
organismo a eliminar toxinas e, por isso, resultam em menos inflamações como
a celulite.

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14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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