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ONÉSIMO 

O evangelho proporciona utilidade! “Ele antes era inútil para você, mas agora é útil,
tanto para você quanto para mim.” (Filemom 11)
O apóstolo faz um jogo de palavras nesse versículo, expressando assim uma verdade
espiritual e para destacar o poder do evangelho.
Onésimo significa “o útil”. Pelo visto, antes de se tornar cristão, esse escravo era tudo
menos útil para o seu senhor. Aparentemente ele antes era falso, mentiroso e ladrão.
Sabe-se que naquela época os pais colocavam nomes em seus filhos com o qual
expressavam uma esperança ou um desejo. Onésimo, no entanto, havia destruído
totalmente essa esperança e decepcionado os seus pais. Ele era o flagrante oposto
daquilo que se esperava dele. – Agora, porém, ele encontrara a Jesus e, a partir desse
momento, dava toda a honra ao nome dele. Ele se tornou útil.

● O poder do evangelho pode transformar totalmente uma pessoa:

Onésimo, um escravo e ladrão inútil, tornou-se um amado e fiel irmão em Cristo: “Ele
irá com Onésimo, fiel e amado irmão, que é um de vocês” (Colossenses 4.9).
Pedro, um pescador que jogava a rede em vão, tornou-se um homem cuja sombra era
suficiente para curar pessoas: “De modo que o povo também levava os doentes às ruas e
os colocava em camas e macas, para que pelo menos a sombra de Pedro se projetasse
sobre alguns, enquanto ele passava” (Atos 5.15).Um agitado homem possesso se tornou
um calmo discípulo de Jesus: “Noite e dia ele andava gritando e cortando-se com pedras
entre os sepulcros e nas colinas” (Marcos 5.5). – “Quando se aproximaram de Jesus,
viram ali o homem que fora possesso da legião de demônios, assentado, vestido e em
perfeito juízo; e ficaram com medo” (Marcos 5.15).

O evangelho é o poder de Deus que salva, que transforma, que cria novas pessoas:
“Vocês sabem que, quando eram pagãos, de uma forma ou de outra eram fortemente
atraídos e levados para os ídolos mudos” (1Coríntios 12.2). – “Mas agora, em Cristo
Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de
Cristo” (Efésios 2.13). 
OS INIMIGOS DA UTILIDADE 
Os três maiores inimigos da utilidade!
● No tema da “utilidade”, que Paulo emprega em Filemom 11, identificamos os seus
três maiores inimigos:

1°) Deslealdade. Antes da sua conversão, Onésimo era uma pessoa desleal e assim era
inútil, pois, como já foi dito, ele era mentiroso, hipócrita e, provavelmente, ladrão.
Então, porém, ele se converteu, Jesus tomou conta de sua vida, ele foi tomado pelo
Espírito da verdade e assim tornou-se útil.

2°) Vida com regras piedosas particulares. Para ser útil para o reino de Deus é
importante que não tenhamos uma vida particular com leis próprias. Desse modo não se
pode ser útil para o reino de Deus. Quem assim age não consegue evoluir e acaba
andando em círculos, por exemplo, quando se agarram ferrenhamente a tradições
antigas e superadas, ao invés de se orientarem pelos valores bíblicos.

3°) Brigas e discussões. Um grande inimigo da vida útil são as brigas e discussões sobre
coisas insignificantes, “Fiel é esta palavra, e quero que você afirme categoricamente
essas coisas, para que os que creem em Deus se empenhem na prática de boas obras.
Tais coisas são excelentes e úteis aos homens. Evite, porém, controvérsias tolas,
genealogias, discussões e contendas a respeito da Lei, porque essas coisas são inúteis e
sem valor” (Tito 3.8-9).

Estes três pontos podem ser reduzidos em uma só frase: se Jesus não estiver mais no
centro, certamente tudo passa a girar em torno de nós mesmos. 

A TÁTICA DE UM ADVOGADO ESPIRITUAL!


“Apelo em favor de meu filho Onésimo, que gerei enquanto estava preso.” (Filemom
10)
Paulo não economiza argumentos para defender o escravo e para novamente abrigá-lo
na casa de Filemom. Ele se empenha como se fosse um advogado. A sabedoria e tática
que Paulo utilizou para ajudar Onésimo são impressionantes:

Cristo. Ele é o argumento mais importante (v. 8);


O amor. Ele é o maior mandamento (v. 9);
Sua própria pessoa. Ele se refere à sua idade e condição de prisioneiro (v. 9);
Sua paternidade espiritual. Mesmo estando preso, “em grilhões”, foi por meio dele que
Onésimo alcançou a fé (v. 10);
Até o nome de Onésimo aparecer, provavelmente Onésimo já estava totalmente
desarmado. Quanto esforço ardente Paulo empregou para reintegrar um escravo ladrão e
fugitivo na casa de seu senhor! Foi o amor de Cristo que o constrangeu a fazê-lo. Com
esse amor no coração ele conseguiu fundar igrejas, superar as mais perigosas viagens e
façanhas, comparecer diante de reis e governantes e interceder por um escravo.
O próprio Paulo confirma: “Pois o amor de Cristo nos constrange...” (2Coríntios 5.14).
E esse amor não faz acepção de pessoas. 

O AMOR COMO ARGUMENTO 


“Prefiro fazer um apelo com base no amor. Eu, Paulo, já velho, e agora também
prisioneiro de Cristo Jesus.” (Filemom 9)
Teria sido um mau resultado alcançar a vitória pretendida mediante uma ordem. Por
isso, Paulo utiliza um argumento diferente. Ele apela para o amor. É nesse sentido – em
nome desse amor – que Paulo pede a Filemom para que receba Onésimo de volta. A
obediência obrigatória não leva a nada. No entanto, a obediência motivada pelo amor de
fato poderia ajudá-lo. Essa obediência impregnada do amor também reforça o propósito
do Novo Testamento. O apóstolo ainda faz referência a si mesmo, à sua pessoa, sua
idade e sua condição de prisioneiro. Ele se apresentou como alguém que colocou sua
vida inteiramente a serviço do Senhor e que se consumia por Jesus. 

O EVANGELHO RESTAURA
“Mando-o de volta a você, como se fosse o meu próprio coração.” (Filemom 12) A
GRAÇA. A partir desse versículo podemos deduzir o grande valor que o evangelho
atribui para que a pessoa, que recebeu a salvação, seja novamente reconduzida à posição
perdida anteriormente. O pecado nos rouba a posição que Deus pretendia nos
proporcionar. Ele destrói essa posição e nos põem em fuga. Ele destrói os bons
relacionamentos.
No entanto, o perdão restaura a pessoa totalmente. A graça de Deus, em Jesus, é tão
perfeita que a pessoa é novamente aceita e integrada. A graça redentora nos concede a
salvação e nos conduz novamente para casa, para Deus, o Pai.

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