Você está na página 1de 15

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Ensino a Distância – IED


Centro de Recurso de Maputo

ESTADO VERSUS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Nome e Código do Estudante

Olga Alexandre Chau Chambela - 708190901

Curso: Administração Pública

Disciplina e o Código: Reforma do Sector Público – Ad0295

Ano de frequência: 2o Ano

Maputo, Junho 2020


Índice
1. Introdução.................................................................................................................................1

1. Objectivos.................................................................................................................................2

1.1. Geral..................................................................................................................................2

2. Metodologia..............................................................................................................................2

3. Estado.......................................................................................................................................3

3.1. Origem e conceito.............................................................................................................3

3.2. O Estado e a Sociedade Civil............................................................................................4

4.2. Disfunções Burocráticas do Estado...................................................................................6

5. A nova gestão pública no contexto do debate..........................................................................7

6. Estado versus Administração Pública......................................................................................9

6.1. Legitimidade própria da acção pública...........................................................................10

6.2. A descentralização e a desconcentração.........................................................................11

7. Conclusão...............................................................................................................................12

8. Bibliografia.............................................................................................................................13
1. Introdução
O presente trabalho têm como objecto de estudo, analisar o papel do estado versus a
administração pública, na vida do cidadão. Sendo que Estado é o espaço maior de ordenamento
político, onde se busca a racionalidade (sempre inatingível) do sistema capitalista, por meio de
um conjunto, relativamente diversificado, de instituições [ CITATION Edu13 \l 2070 ]. As
condições para que um Estado exista são as seguintes: Uma sociedade ordenada em nível
nacional; Uma sociedade organizada com base na relação entre capital e trabalho, com riquezas,
bens privados dos proprietários dos meios de produção, que por meio da força de trabalho,
produzem mercadorias e geram lucros para estes proprietários. Entretanto o Estado é
permanente, é parte da sociedade, possui estrutura política e organizacional que se sobrepõe à
sociedade, ao tempo em que dela faz parte. A sociedade, por sua vez, é a fonte real de poder do
Estado, na medida em que estabelece os limites e as condições para o exercício desse poder pelos
governantes. Contudo este trabalho apontará a uma clara apreciação destes factos, mostrando
como o estado têm influenciado na administração pública e como isso têm sido uma
desvantagem.

1
1. Objectivos

1.1. Geral
 Estudar as distinções entre o Estado e a Administração Público;
1.2. Específicos
 Apresentar as funções da Administração Pública;
 Apresentar as Funções do Estado;
 Descrever o papel do Estado e da Administração Pública.

2. Metodologia

Este estudo requer abordagem bibliográfica, pois segundo[ CITATION Ant19 \l 2070 ], a pesquisa
bibliográfica consiste no levantamento de informações e conhecimentos acerca de um tema a
partir de diferentes materiais bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes
autores e dados, escolheu-se adoptar esse método, pois pretende-se estudar o papel do estado
versus sector público com vista a servir melhor o cidadão.

2
3. Estado

3.1. Origem e conceito

O termo Estado  (do latim status: modo de estar, situação, condição) data do século XIII e se


refere a qualquer país soberano, com estrutura própria e politicamente organizado, bem como
designa o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação. Os agrupamentos
sucessivos e cada vez maiores de seres humanos procedem de tal forma a chegarem à ideia de
Estado, cujas bases foram determinadas na história mundial com a Paz de Vestefália, em 1648. A
instituição estatal, que possui uma base de prescrições jurídicas e sociais a serem seguidas,
evidencia-se como "casa-forte" das leis que devem regimentar e regulamentar a vida em
sociedade. [CITATION Wik01 \l 2070 ]

Para Kant, o Estado tanto é designado por coisa pública (res publica), quando tem por liame o
interesse que todos têm em viver no estado jurídico, como por potentia (poder), quando se pensa
em relação com outros povos, ou por gens (nação), por causa da união que se pretende
hereditária. Entende o Estado como comunidade, soberania e nação, se utilizadas categorias de
hoje, dado que o Estado é ao mesmo tempo Estado-comunidade, ou república, Estado-aparelho,
ou principado, e comunidade de gerações, ou nação. Segundo o jurista italiano Norberto Bobbio,
a palavra foi utilizada pela primeira vez, com o seu sentido contemporâneo, no livro A Arte da
Guerra, pelo general estrategista Sun Tzu, e posteriormente no livro denominado O Príncipe, do
diplomata e militar Nicolau Maquiavel. Desse modo, o Estado representa a forma máxima de
organização humana, somente transcendendo, a ele, a concepção de "comunidade internacional".
[ CITATION Wik01 \l 2070 ]

Estado não se confunde com governo. O Estado é organizado política, social e juridicamente,


ocupando um território definido onde, normalmente, a lei máxima é uma constituição escrita. É
dirigido por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um
Estado soberano é sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território".

O Estado é responsável pela organização e pelo controle social, pois detém, segundo Max


Weber, o monopólio da violência legítima (coerção, especialmente a legal). Segundo a divisão

3
sectorial sociológica mais comum, considera-se o Estado o Primeiro Sector, ficando o Mercado e
as Entidades da Sociedade Civil respectivamente como Segundo e Terceiro Sectores. O
reconhecimento da independência de um Estado em relação aos outros, permitindo, ao primeiro,
firmar acordos internacionais, é uma condição fundamental para estabelecimento da soberania. O
Estado pode também ser definido em termos de condições internas, especificamente (conforme
descreveu Max Weber, entre outros) no que diz respeito à instituição do monopólio do uso
da violência.[ CITATION Wik01 \l 2070 ]

Normalmente, grafa-se o vocábulo com letra maiúscula, a fim de diferenciá-lo de


seus homónimos. Há, entretanto, uma corrente de filólogos que defende sua escrita com
minúscula, como em cidadania ou civil. Não com o objectivo de ferir a definição tradicional de
Estado, mas a fim de equiparar a grafia a outros termos não menos importantes. O conceito
parece ter origem nas antigas cidades-estados que se desenvolveram na antiguidade em várias
regiões do mundo, como a Suméria, a América Central e no Extremo Oriente. Em muitos casos,
estas cidades-estados foram, a certa altura da história, colocadas sob a tutela do governo de
um reino ou império, seja por interesses económicos mútuos, seja por dominação pela força. O
Estado como unidade política básica no mundo tem, em parte, vindo a evoluir no sentido de
um supranacionalismo, na forma de organizações regionais, como é o caso da União Europeia.
[ CITATION Wik01 \l 2070 ]

3.2. O Estado e a Sociedade Civil

O Estado moderno é tanto distinto quanto ligado à sociedade civil. A natureza dessa ligação tem
sido objeto de uma atenção considerável de todas as teorias do Estado. Pensadores clássicos, tais
como Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant enfatizaram a identidade entre
o Estado e a sociedade, enquanto pensadores modernos, pelo contrário, começando
por Hegel e Alexis de Tocqueville, enfatizaram as relações entre eles como entidades
independentes. Após Karl Marx, Jurgen Habermas tem argumentado que a sociedade civil pode
formar uma base econômica para uma esfera pública, como uma posição política no domínio
da superestrutura extra-institucional de envolvimento com os assuntos públicos, a fim de tentar
influenciar o Estado.[ CITATION Wik01 \l 2070 ]

Alguns teóricos marxistas, tais como António Gramsci, têm questionado a distinção entre o
Estado e a sociedade civil em conjunto, argumentando que o primeiro é integrado em muitas

4
partes do último. Outros, como Louis Althusser, sustentam que as organizações civis, como
a Igreja, escolas, e mesmo sindicatos são parte de um aparato estatal ideológico. Neste sentido,
o Estado pode financiar uma série de grupos dentro da sociedade que, embora autónomos em
princípio, estão dependentes do apoio estatal.

Dado o papel que muitos grupos sociais têm no desenvolvimento de políticas públicas e as
extensas ligações entre burocracias estatais e outras instituições, tornou-se cada vez mais difícil
identificar os limites do estado. Privatização, nacionalização e a criação de novas
regulamentações de órgãos também alteram as fronteiras do Estado em relação à sociedade.
Muitas vezes, a natureza de organizações quase autónomas não é clara, de forma a gerar debate
entre os cientistas políticos sobre se elas são parte do Estado ou da sociedade civil. Assim, alguns
cientistas políticos preferem falar de políticas e redes descentralizadas de governo nas sociedades
modernas, em vez de burocracias de Estado e directo controlo estatal sobre políticas.
[ CITATION Wik01 \l 2070 ]

Em relação ao Estado e os sectores não estatais (como os partidos políticos), Whaites


argumentou que, em países em desenvolvimento, existem perigos inerentes à promoção de uma
sociedade civil forte onde os estados são fracos, havendo riscos que devem ser considerados e
atenuados por aqueles financiamentos da sociedade civil. Whaites também defende o seu papel
como uma fonte alternativa de prestação de serviços.[ CITATION Wik01 \l 2070 ]

4. Sector Público ou Administração Pública


4.1. Conceito

É o conjunto de instituições e agências que sendo directa ou indirectamente pelo Estado têm
como objectivo final a provisão de serviços públicos. Isto é, serviços para a satisfação de
necessidades de carácter colectivo, nomeadamente:

a) Manutenção da ordem pública, baseando-se na defesa de diversos fins e correspondendo,


a tranquilidade, segurança e salubridade;
b) Satisfação de outras necessidades de interesse geral ou colectivo, de carácter cultural e
social, por exemplo: educação e ensino, cultura, investigação científica, intervenção nos
domínios sociais (para melhorar a saúde pública ou para diminuir os efeitos negativos do

5
desemprego, etc), nos sectores comercial e industrial ou no sector agrícola, nas obras
públicas e habitação, entre outros.

Ao conjunto de todas as Instituições e Agências do Estado ou seja, à administração Pública em


sentido orgânico (também denominado por Sector Público), como braço executor do Governo,
compete a gestão eficiente, eficaz e efectiva das políticas públicas em todos os sectores: saúde,
educação cultura, economia, administração, agricultura, habitação, saneamento do meio, meio
ambiente, entre outros.

4.2. Disfunções Burocráticas do Estado


Apesar do modelo administrativo do Estado, ele apresenta um conjunto de desvios e anomalias, a
que se denominou “disfunções burocráticas”, que levam à sua ineficiência e à ineficácia.
Podendo-se destacar, entre elas:

 Despersonalização do relacionamento entre os participantes, trata-se de uma maneira


formalizada, levando em conta o cargo que cada um ocupa;
 Forte internalização de directrizes, regulamentos e normas, concebidos inicialmente para
favorecer o alcance dos objectivos organizacionais, que logo que entrarem em vigor,
adquirem valor próprio e absoluto, deixando de ser meios para se transformarem em
objectivos;
 O funcionário que possuí categoria hierárquica mais elevada tem a prerrogativa do
processo decisório, independentemente da sua competência profissional sobre a matéria
ou assunto a ser decidido;
 Excesso de formalismo e de “papelório”: forte tendência de documentar e formalizar
todas as comunicações, a ponto de prejudicar o processamento dos trabalhos de
organização;
 Exibição de sinais de autoridade: como a hierarquia, como meio de controlo do
desempenho dos participantes, é muito valorizada, surge a necessidade de utilização de
sinais ou símbolos que destaquem a autoridade e o poder;
 Super conformidade em relação às regras e regulamentos, que passam a adquirir
fundamental importância para o funcionário;

6
 Resistência à mudança e tendência dos participantes a se defenderem de pressões
(internas e/ou externas), para a modernização, percebidas como ameaça às posições que
desfrutam e à estabilidade adquirida.

Em países como Moçambique, as políticas públicas são formuladas no sentido de superar


enormes carências básicas, especialmente relacionadas às áreas sociais: na área de alimentação,
da saúde, da educação, do trabalho.

Nesses países um projecto político de desenvolvimento requer vontade política dos governantes,
uma formulação cuidadosa e adequada das políticas públicas e a criação de uma Administração
Pública e eficiente, eficaz e efectiva, capaz de:

 Perceber um cidadão como seu “cliente” e a própria razão da existência da organização;


 Priorizar a relação com o cidadão, isto é, considerar sua participação no desenvolvimento
dos trabalhos do Aparelho do Estado;
 Contribuir para o aumento da produtividade;
 Prestar serviços com qualidade;
 Contar com espaços políticos para a gestão participativa;
 Promover a desconcentralização;
 Promover a descentralização;
 Ser transparente, o que se associa directamente com democratização das informações.

5. A nova gestão pública no contexto do debate

O surgimento da designada Nova Gestão Pública (NGP) reflectiu análises teóricas e empíricas
importantes na literatura da administração pública e influenciou intensamente as profundas
reformas administrativas realizadas nas duas últimas décadas do século XX. O despontar dessas
reflexões, como explicita Hood (1994), pode ser entendido como resultado das dificuldades
enfrentadas pelo modelo de administração pública progressiva, cuja ênfase se centrava na
aplicação de controlos processuais e regras burocráticas que norteavam o funcionamento do
sector público. A administração pública progressiva se mostrou ineficaz para lidar com os
desafios dessa época, relacionados com a expansão do sector público e do crescimento da taxa de

7
despesas públicas, bem como com a dificuldade para controlar uma administração que se tornara
mais dispendiosa e ineficiente.[ CITATION Alb14 \l 2070 ]

Desta feita, relativamente à NGP diversos autores (Barzelay, 2000; Jones e Ketll, 2003;
Thoonen, 2010) argumentam que ela representa o surgimento de uma visão ou de um movimento
que encara a administração pública por meio de doutrinas e práticas que se assentam na
aplicação de princípios e técnicas da gestão empresarial, na perspectiva de superar as limitações
administrativas impostas pela estrutura hierárquica da burocracia. Portanto, nessa perspectiva, a
NGP implica necessariamente modernização e reforma nos métodos e formas de gestão capazes
de responder aos problemas surgidos com a redução da capacidade de resposta de o Estado e as
suas instituições prestarem serviços de forma efectiva e com a qualidade desejada pelos
cidadãos.[ CITATION Alb14 \l 2070 ]

De acordo com Thoonen (2010), com a emergência desse movimento reformista pretendeu-se
conduzir mudanças na gestão de políticas públicas e nas áreas relacionadas com os métodos
organizacionais, prestação de serviços públicos e relações de trabalho, planificação e despesa,
gestão financeira, prestação de contas, gestão pela iniciativa privada, auditoria, avaliação
e procurement. As mudanças administrativas efectuadas têm como pressuposto a obtenção de
melhores resultados na organização e no funcionamento da administração pública e a adopção de
uma série de mecanismos para alterar os valores essenciais da cultura administrativa do ideal
típico burocrático, como a legalidade, imparcialidade e equidade, por princípios renovados de
eficiência, efectividade e qualidade.

Conforme argumenta Larbi (1999), a NGP surge como uma abreviação de um conjunto de
doutrinas que dominaram a agenda da reforma da administração pública nas décadas de 1980 e
1990. Para este autor, ela está relacionada às várias mudanças estruturais, organizacionais e
gerenciais que ocorreram primeiramente nos serviços públicos dos países desenvolvidos. Não
existe, porém, como afirmam Peci, Pieranti e Rodrigues (2008:50), uma definição conclusiva
para a noção da NGP, sendo interpretada por vários autores a partir de múltiplas perspectivas que
consideram igualmente elementos de análise muitas vezes distintos.

8
No entanto, de um modo geral, pode-se compreender que a NGP modifica a ênfase da
administração pública tradicional movendo o Estado para novos padrões de gestão pública, que,
segundo Thoonen (2010), estão orientados para: a redução de custos e maximização da eficiência
da administração pública; redução das hierarquias; o downsizing visando à flexibilidade
organizacional e a descentralização com acções como o abandono dos processos de padronização
característicos da administração pública weberiana; o controlo pelos resultados e elevação do
desempenho; e a orientação para a qualidade dos serviços prestados ao cidadão.[ CITATION
Alb14 \l 2070 ]

6. Estado versus Administração Pública

[CITATION UCM \l 2070 ] Afirma que as intervenções do Estado têm tendências em aumentar quase
em todas as esferas da vida dos cidadãos. Foi assim nos Estados Socialistas que realizaram mais
ou menos apropriação colectiva dos meios de produção. Nos jovens Estados surgidos da
descolonização, incluindo o nosso, também foi assim, tiveram grandes dificuldades de abandonar
totalmente iniciativas públicas nas tarefas do desenvolvimento, a favor do sector privado. Mesmo
nos países industrializados que escolheram as democracias pluralistas, se o estatismo ou a
intervenção demasiada do Estado foi condenado por alguns, podia-se pensar que a acção do
Estado foi necessária devido à dificuldade de conjuntura económica. Acima de tudo, ela pareceu
indispensável para atingir, por meio de políticas sociais apropriadas, o “bem-estar” (welfare
state).

Na verdade, o papel do Estado constitui um debate antigo e actual pelo mundo fora, e, também
em Moçambique. Quando de ninguém se perguntam o que deve fazer, se ele deve, mais
precisamente, “fazer ou mandar fazer”, muitos estão sempre prontos a denunciar o
intervencionismo demasiado do Estado. Em Moçambique o debate se tornou particularmente
vivo em 1976, quando o país se engaja no processo de intervencionismo. Com efeito, as
nacionalizações atingiram o papel económico do Estado. Metendo-lhe ao lado das suas principais
funções de assistência (segurança social, ajuda ou apoio social.), passando, mais do que nunca, a
ser banqueiro, segurador, transportador, construtor, montador, importador, distribuidor,
comerciante, agricultor, carpinteiro, mecânico, pescador, etc.

9
Em Moçambique, com o início, em 1986, da segunda geração das reformas moçambicanas novos
discursos e tendências aparecem. O unilateralismo do Estado deixou de ser credível e o “Tudo
Estado”, sobretudo após o desmoronamento dos regimes comunistas da Europa do Leste, não era
mais defensável. Um consenso parece que se impõe para se ultrapassar a alternativa de mais ou
menos intervenção. “Melhor fazer”, diga, tudo nele se acordando sobre a necessidade do recuo
do Estado produtor e da necessidade da sua centragem nas missões essenciais de protecção,
regulação e solidariedade.

Nesta perspectiva, o “posicionamento” do Estado é analisado ou deve ser analisado a partir de


duas questões: sobre a legitimidade própria da acção pública e sobre o nível de pertinência que
ela deve ser conduzida.[ CITATION UCM \l 2070 ]

6.1. Legitimidade própria da acção pública


Tratando-se da legitimidade da acção pública, se o Estado não tem a vocação de administrar a
economia, de substituir as empresas, o seu papel resta neste domínio considerado indispensável.
O papel do Estado é duplo:

a) Regular os mercados: com a mundialização económica se generaliza a lógica de


concorrência desleal e confrontações;
b) Promover a competitividade nacional: a regulamentação e a incitação se afiguram
instrumentos privilegiados, mesmo se o primeiro necessite de ser completado pela criação
de uma entidade reguladora com uma certa autonomia, de carácter jurisdicional, para
exercer um controlo a posterior, sobre o funcionamento dos mercados, enquanto o Estado
se ocupa da regulamentação a priori.

Também é reafirmada a responsabilidade do Estado em matéria de “repartição do risco social,


solidariedade social, difusão do saber”. O Estado deve-se manter como o garante do interesse
geral, garante da solidariedade, livre de tarefas fora do seu principal negócio, de forma a poder
repensar a sua acção e ultrapassar a crise do Estado-providência que se mostra mais aguda do
que nunca. Como com efeito, em diante poderá o Estado financiar as despesas sociais? Enquanto
a população activa não pára de aumentar e também o aumento do número de excluídos, a criação
ou invenção de novos mecanismos de redistribuição de riquezas se torna necessária. [ CITATION
UCM \l 2070 ]

10
6.2. A descentralização e a desconcentração
Para [ CITATION UCM \l 2070 ], a questão sobre o nível de pertinência no qual deve ser conduzida a
acção pública não é apenas menos decisiva. A construção comunitária (SADC) e do Estado de
Direito e de Justiça Social de um lado, a descentralização e a desconcentração do outro, nos
levam a nos perguntarmos se os Estados da Comunidade, pouco a pouco, não virão a ser inúteis.
Se recusarem de admitir e considerar que a transferência de competências em proveito da SADC
deve ser limitada ao estrito necessário e que em respeito das colectividades descentralizadas e
desconcentradas dos Estados permanecem o garante da unidade nacional, não dispensa, ao
contrário, uma reavaliação do seu papel. O muito solicitado, nos últimos anos, o princípio de
subsidiariedade nos dá um quadro de um raciocínio aplicável a todos os níveis. É necessário,
ainda decidir que cada nível (local ou municipal) pode fazer da melhor forma possível.

11
7. Conclusão
Com base na pesquisa realizada, podemos verificar que o Estado e Administração Pública são
entidades diferentes, mais indissociáveis e interdependentes, isto é, uma depende da outra, e
pudemos aferir que várias razões levam a essa conclusão, visto que é a administração pública que
implementa e executa as decisões políticas que são determinadas pelo Governo; é o braço
operacional dos actos governamentais, que a distingue das demais organizações da Sociedade e o
confere o carácter de público. Neste âmbito, infere-se que o Estado apresenta um conjunto de
desvios e anomalias, a que se denominou “disfunções burocráticas”, estas por sua vez que levam
à sua ineficiência e à ineficácia.

12
8. Bibliografia

Athayde, E. (2013). Conceitos básicos: Estado, Governo, Poder, Administração Pública e


Política Pública. São Paulo: Campus Liberdade.

Gil, A. C. (2019). Métodos E Técnicas De Pesquisa Social. Brazil: ATLAS EDITORA.

INE. (2005). O Sector Público Em Moçambique: Conceito e Âmbito. Maputo: Instituto Nacional
de Estatística.

Simione, A. A. (6 de Junho de 2014). Revista de Admissão.

UCM. (2013). Reforma do Sector Público. Beira: Centro de Ensino à Distância.

Wikepédia. (15 de Janeiro de 2001). Wikipédia. Obtido em 27 de Junho de 2020, de Web site da
wikipédia: https://wikipedia.org

13

Você também pode gostar