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UNIDADE DE ESTUDO 4

OFICINA DE CRIATIVIDADE

INTRODUÇÃO
Em tempos de mudanças constantes e aumento da
competição, a criatividade tem sido cada vez mais requerida em
todas as áreas. Existem várias técnicas e ferramentas que podem
ser usadas para aumentar a criatividade e gerar ideias. Por isso,
conhecê-las é importante e até essencial em alguns casos.

1 CRIATIVIDADE
A criatividade tem sido requerida para a sobrevivência
das empresas, para “fazer diferente”, quebrar regras, gerar ideias e criar novos modelos de negócios.
Pesquisas recentes no campo das neurociências têm apontado que a criatividade não é uma
capacidade exclusiva de pessoas com talentos especiais, mas é algo que pode ser desenvolvido em
todo ser humano. Outro dado importante é que a criatividade pode ser adquirida com a prática, e
isso depende apenas da iniciativa e do empenho de cada pessoa. Além disso, ela é própria dos seres
humanos, pois máquinas não conseguem ser criativas (pelo menos por enquanto).

Mas o que é criatividade?


A origem da palavra criatividade é do latim creare
e está relacionada com o termo criar, que significa Criatividade e inovação são diferentes:
enquanto a criatividade representa o
formar, dar existência a algo que não existe, dar ideias
processo de criação de ideias, a inovação
e soluções que sejam utilizáveis no cotidiano.
é a materialização destas ideias.
Para criar, uma pessoa precisa ser inconformada,
divergente, em relação aos fatos do mundo que a
cerca e que muitas vezes não apresentam soluções que atendam às suas necessidades.
A criatividade é o processo de se tornar sensível a problemas, deficiências, buscar soluções, formular
hipóteses, testar e comunicar os resultados (AMABILE apud ALENCAR; FLEITH, 2003).
A criatividade não existe isoladamente, ou seja, alguns aspectos são essenciais para que ela ocorra.

2 AS DIMENSÕES DA CRIATIVIDADE
Vários autores, como sociólogos, psicó- a pessoa;

logos, designers, arquitetos, engenheiros,
administradores, especialistas em marketing, o processo;

publicitários, neurocientistas etc. têm pesquisa-
o ambiente; e

o produto.
do sobre a criatividade, sendo que grande parte
destes estudos aborda os aspectos teóricos e 
práticos da criatividade. Entre estes pesquisa-
dores, há uma concordância, embora alguns
expandam estas ideias, de que a criatividade Estas dimensões necessitam ser conside-
está fundamentada em quatro dimensões: radas e aprofundadas, dada a importância que
desempenham na criatividade.

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2.1 PESSOA
É necessário levar em consideração aspectos da pessoa, como a maneira de pensar, a visão de
mundo, os hábitos, costumes, valores e a liberdade para criar.
É muito comum o pensamento de que as pessoas criativas, diferentemente das outras, têm dons
especiais, muita facilidade para criar e que as ideias surgem de repente. Na realidade, a maioria das
ideias surge do trabalho, do exercício das atividades cotidianas e podem vir de qualquer pessoa. O
que ocorre é que algumas pessoas estão mais atentas, abertas para observar e criticar o que existe ou
ainda não existe.
Pensando em viver melhor, o ser humano criou algumas regras, normas e padrões de conduta, o
que colaborou para o seu desenvolvimento. Por outro lado, a obediência e a concordância com estes
fatores fizeram com que o homem se acomodasse, não usasse a curiosidade, que é a mola propulsora
para gerar ideias. Apesar disso, na maioria das vezes, quando se entra no mercado de trabalho e nas
atividades profissionais, a criatividade passa a ser exigida e até a ser condição essencial.
Para desenvolver ideias, é preciso sair da zona de conforto e acomodação, derrubar aquilo que
efetua bloqueios na mente e faz com que limite a visão e desestimule o “pensar de forma diferente”.
É importante ter uma visão holística (do todo) de tudo que o rodeia, ter acesso à informação e estar
atualizado, aguçar a curiosidade, observar, perceber, perguntar sobre tudo e todos, formular estratégias.
Isso pode ser feito em qualquer instante e lugar, em casa, na empresa, na escola ou faculdade, nas horas
de lazer. Além das atividades normais diárias, o que pode fazer com que a criatividade aumente é procurar
transitar em ambientes diferentes, com outras pessoas e coisas. Isso faz com que aumente a percepção
das necessidades humanas, levando à proposta de soluções. É buscar inspiração em vários lugares.

Apurar a
percepção

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existam traços
de personalidade que
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ideias outros fatores podem ser possíveis
novas. desenvolvidos, tais opções de
como: soluções

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divergente diferente

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Outro fator importante a ser considerado, no que diz respeito às pessoas, é a motivação. Aqui,
a motivação que deve ser destacada é a intrínseca, relacionada com recompensas psicológicas, ligada
a objetivos, sentido de desafio e realização.
Complementando estas ideias, uma pessoa criativa é aquela capaz de reinterpretar a realidade
que a cerca e propor respostas criativas e eficazes para os problemas que existem.

2.2 PROCESSO
Processo é uma sequência de atividades, o curso de algo ou alguma coisa. Quando aplicado
à criatividade, chama-se processo criativo, que pode ser definido como a sequência de etapas que
ocorrem até que ideias sejam geradas e soluções sejam propostas.
O processo criativo pode ser sistematizado em cinco etapas principais:

Identificação e definição do problema


O início de um processo criativo é a percepção de um
problema.
É necessário analisar de maneira lógica para que se tenha a
correta compreensão do problema e então levantar as soluções
já existentes para pensar em outras.
Ao se pensar em possíveis soluções, somos levados a nos
aprofundar no problema, chegando então à sua definição. A
sequência então é: identificar o problema, pensar em várias
soluções (é o foco desta etapa), definir corretamente o problema.

Geração de ideias
É a fase que se gasta mais tempo e energia. Geram-se várias
ideias, que têm pouco valor e grande quantidade, quanto maior
o número delas, melhor. Num primeiro instante, é importante
que não se rejeite ou coloque restrições a qualquer ideia. O
pensamento deve ser que qualquer ideia pode ser válida, pois,
por mais absurda que pareça, esta ideia pode gerar outra que
possa ser utilizada. É o momento do pensamento divergente.
Num segundo instante, as ideias passam a ser comparadas,
combinadas e avaliadas. Usa-se o “se” para fazer reflexões:
Se usar esta ideia, qual vai ser o impacto? Qual a utilidade? Quais benefícios que vai trazer? Quais as
desvantagens? É eticamente correta? Será aceita? Soluciona mesmo o problema? etc.

Iluminação
Após as várias comparações e análises, já se tem todos
os elementos para fazer a escolha. O cérebro faz a decisão de
qual é “a ideia”, aquela que melhor atende os requisitos para
a solução do problema. É o momento da criação “da ideia”
que soluciona o problema. É o momento do pensamento
convergente.

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Elaboração e implementação
Nesta fase, ocorre a organização e refinamento da ideia
criada. Se ela está dentro do campo das possibilidades de ser
implantada, se vai dar certo, se é viável, se é eficiente quanto
aos recursos a serem usados para sua aplicação, se é eficaz de
atingir os objetivos. Para a implementação da ideia, ela precisa
ser aceita por todos e, principalmente, pelo usuário ou cliente.
Autores e estudiosos tradicionalmente têm propagado que,
para a implantação de uma ideia, deve haver um planejamento
prévio com um detalhamento. Alguns autores contemporâneos
defendem que as ideias escolhidas devem ser implementadas
em pequenas escalas, fazendo-se adequações à medida que forem sendo usadas.
Depois da implantação da ideia, é necessário fazer a avaliação se ela deu certo, se funciona, se
atendeu os objetivos que foram propostos e se é necessário fazer ajustes.

2.3 AMBIENTE

O tipo de ambiente onde a pessoa está inserida pode ser fundamental para a criação de ideias.
Locais com muitas normas, regras, centralização de decisões, conflitos, muita tensão e pressão inibem
a criatividade.
Um ambiente propício para a geração de ideias deve favorecer, incentivar, estimular, dar suporte
e autonomia para a sua criação. Desta forma, a criatividade encontra facilidade para se desenvolver.
Isso pode ocorrer em diferentes ambientes, como na empresa, na família, na escola, na faculdade, ou
em outros locais.
Outros fatores relativos ao ambiente que impactam na geração de ideias são político-religiosos,
culturais, socioeconômicos, educacionais etc.

2.4 PRODUTO

Usar a criatividade em produtos significa gerar ideias para que eles sejam utilizáveis, adequados
ao uso e desempenho, confiáveis, duráveis, viáveis.
Produtos criativos atendem às necessidades, superam as expectativas, surpreendem.

3 TÉCNICAS E FERRAMENTAS PARA A CRIATIVIDADE

O potencial criativo pode ser desenvolvido através de técnicas e ferramentas de criatividade. Vários
autores e pesquisadores têm escrito sobre o assunto, veja uma síntese a seguir:

BRAINSTORMING

O que é?
Também chamado de tempestade cerebral ou de ideias,
é atacar um problema a partir de todas as direções
possíveis, fazendo questionamentos, perguntas, para
chegar a soluções que sejam viáveis. Pode ser feito
individualmente ou em grupo e as ideias devem vir
sem restrições à imaginação e críticas. A liberdade de

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expressão de ideias no brainstorming faz com que se aumente a atitude criadora e se observe o
problema sob diversas ópticas.

Quando usar?
Para definir o problema e gerar um número grande de ideias, em um período curto de tempo.

Como usar?
Planejar local apropriado, comunicar as pessoas que vão participar, todos devem ser esclarecidos
sobre como funciona o processo e o papel de cada um. Nomear um moderador que vai determinar
o tópico, anotar todas as ideias que forem surgindo (pode ser em um quadro, ou computador) sem
restrições ou censuras. O moderador deve anotar tudo, até as ideias sem sentido, pois podem ser úteis
mais tarde e, por isso, não devem ser rejeitadas. Depois, os participantes podem ajudar a agrupar as
ideias por similaridade, classificá-las, priorizá-las segundo alguns critérios selecionados e manter as
que têm maior chance de sucesso. Determinar o tempo para cada sessão de brainstorming, para ser
mais produtivo (as sessões duram em média de 35 a 45 minutos). Avaliar o processo de brainstorming.

MAPA MENTAL

O que é?
É uma técnica de caráter gráfico,
onde é disposto um conceito
central como ponto de partida e, Rece ntes
it a lie
em torno dele, vão sendo ligados
C sto
Cu
s

e dispostos radialmente: palavras, de


ra
ideias, desenhos, tarefas etc. Na MODELO DE Estrutu
Va lor
elaboração, são feitas conexões Proposta de NEGÓCIOS
de maneira intuitiva e de acordo
lac ais
com a importância. A estrutura Re ionam an
en
C

radial, não linear, que vai sendo t es


co ient
o

mCl
montada parece com os ramos
de uma árvore. É uma maneira
visual de expressar as relações e
inter-relações com o tema-chave.

Quando usar?
Para identificar e definir problemas, criar, visualizar, estruturar e classificar ideias, organizar informações,
planejar projetos, estudar livros, artigos etc.

Como usar?
1. Comece pelo centro, coloque o tema-chave em forma de desenho, imagem ou palavra que o
represente.
2. Faça ramificações, coloque em volta do tema central os principais temas relacionados a ele.
Faça associações em torno do tema-chave. Pense como se fossem capítulos de um livro a serem
desenvolvidos. Use linhas e cores diferentes para cada ramo que fizer. Coloque as ideias sem
julgamentos ou críticas, deixe-as fluir. Também é possível usar imagens e figuras.
3. O tema central está ligado com linhas aos temas principais (“capítulos”) referentes a ele, que
agora podem ser subdivididos em temas secundários, com novas linhas conectando-os.

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4. Os temas secundários podem ser subdivididos, se necessário, e assim sucessivamente até um
detalhamento viável para a compreensão das ideias e suas conexões.

Use cores, símbolos, só uma palavra-chave por linha ou ramificação para ficar claro, deixe espaços
para novas inserções. Lembre-se: esta é uma ferramenta visual!

DESAFIO CRIATIVO

O que é?
É o abandono do modo habitual de se fazer as coisas. É escapar
mentalmente e ter uma disposição para questionar as coisas, do
jeito que são ou que sempre foram feitas.
O desafio criativo tem como propósito criar uma insatisfação sobre algo
ou alguma coisa que existe, questionando-a, mesmo que funcione.

Quando usar?
Para estimular a mente a fugir dos modelos de pensamento estabelecidos
e ver novas possibilidades. Para usar o pensamento lateral.

Como usar?
1. Prestar atenção na maneira habitual de como as coisas são feitas.
2. Mentalmente, criar insatisfações e necessidades, mesmo que tudo funcione.
3. Amplie o problema, aumente 10, 100 vezes, ou diminua-o, transporte-se para o passado ou para
o futuro, retire recursos que estavam sendo utilizados e veja como seria.
4. Gere ideias para solucionar o problema.

PROVOCAÇÃO
Formular declarações (lógicas, racionais, ilógicas, irracionais)
para fazer com que haja reação e movimento de ideias.
O principal objetivo é questionar o que já existe e é tido
como imutável.

Quando usar?
Para questionar métodos e ideias preestabelecidos,
considerados imutáveis, e provocá-los para criar ideias,
partindo de declarações construídas com este propósito.

Como usar?
1. Fazer frases, declarações, verdades ou não, lógicas ou irracionais, sobre o que existe e é
considerado imutável.
2. Provocar para que surjam ideias.
3. Anotar todas as ideias que vão surgindo, sem bloqueá-las.
4. Fazer triagem das ideias por tipo, similaridade etc.
5. Afunilar, fazendo escolhas das ideias que melhor mudam a verdade inquestionável.
6. Escolher, organizar e refinar as ideias escolhidas.
7. Verificar se a mudança é viável e implantá-la.

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LISTA DE ATRIBUTOS
Consiste em pegar algo ou alguma coisa e listar todos os
atributos que tem.

Quando usar?
Use quando houver uma situação que possa ser decomposta
em atributos. Esta ferramenta é indicada quando se quer criar
ou melhorar algo, tal como um produto, serviço, processo,
projeto etc.

Como usar?
1. Começar a partir de um objeto, produto, serviço, sistema ou projeto.
2. Identificar e caracterizar seus diversos atributos.
3. Identificar os variados valores que estes atributos podem assumir.
4. Combinar os atributos para encontrar novas formas do produto, serviço, sistema ou projeto.

Algumas outras técnicas e ferramentas existentes são: técnica de vantagens, limitações e qualidades
únicas, de analogias, de brainstorming imaginário, de brainwriting, de listagem de defeitos, de
mapeamento casual, dos quadros de comparação, de conceito do torcedor, análise de contradições,
técnica CPS – Creative Problem Solving, dos diagramas de caminho crítico, técnica do it, do do nothing,
dos desenhos, sete chapéus de Bono, TRIZ (Teoria da Solução Inventiva de Problemas) etc.
Definir ferramentas e saber aplicá-las é essencial para auxiliar e desenvolver o potencial criativo,
condição necessária para a inovação e diferenciação de produtos e serviços.

4 A SUTURA ADESIVA DA 3M
A 3M, uma das empresas mais inovadoras do mundo, está sempre pensando em soluções que
facilitem a nossa vida.
A empresa desenvolve uma infinidade de produtos de várias áreas, como segurança, transporte,
automobilística, odontológica, médica e hospitalar etc.
Na área médica, mais especificamente cirúrgica, surgiu um desafio para a sutura de cortes. Todas
as opções pensadas inicialmente tinham como objetivo minimizar os riscos de infecção, auxiliar na
cicatrização, proporcionar conforto e reduzir cicatrizes. Várias ideias surgiram, até que uma foi destacada,
a sutura adesiva ao invés da efetuada com agulha e fio.
A sutura cutânea adesiva passou a ser desenvolvida e fabricada pela empresa e tem a proposta
de fechar cortes cirúrgicos com mais segurança e conforto para o paciente, reduzindo a formação de
cicatrizes e obtendo resultados esteticamente melhores, quando comparadas com suturas convencionais
com agulha e fio, ou então com grampos.
A 3M, por meio da criatividade, fez uma inovação que tornou mais fácil, ágil e segura a sutura de
ferimentos e cortes cirúrgicos, o que melhorou a nossa vida.

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CONCLUSÃO

A criatividade é essencial para exercer qualquer tipo de atividade e tem sido cada vez mais
valorizada. Vimos que ela pode ser estimulada e desenvolvida e que existem várias técnicas e
ferramentas para auxiliar este desenvolvimento.
Além disso, empreendedores e intraempreendedores podem utilizar estas técnicas para
solucionar problemas e necessidades.

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REFERÊNCIAS

ALENCAR, Eunice M. L. S. de; FLEITH, Denise. Contribuições teóricas recentes ao estudo da criatividade. Psicologia:
Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 19, n. 1, p. 1-8, jan./abr. 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ptp/v19n1/
a02v19n1.pdf>. Acesso em: 12 jan. 2018.

HISRICH, R. D.; PETER, M. P.; SHEPHERD, D. A. Empreendedorismo. Porto Alegre: AMGH, 2014.

LUPTON, Elen. Intuição, ação, criação: graphic design thinking. São Paulo: Editora G. Gil, 2013.

NICOLAU, Marcos. Introdução à criatividade. João Pessoa: Ideia, 1994.

OSTROWER, Fayaga. Criatividade e processos de criação. Petrópolis: Vozes, 2010.

SIQUEIRA, Jairo. Criatividade aplicada: habilidades e técnicas essenciais para a criatividade, inovação e solução
de problemas. Rio de Janeiro: s.n., 2015.

SOUZA, Bruno Carvalho Castro. Criatividade: a engenharia cognitiva da inovação. Brasília: s.n., 2012.

3M MERCADO HOSPITALAR. Disponível em: <https://www.3m.com.br/3M/pt_BR/3m-do-brasil/todos-os-produtos-


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23 jan. 2018.

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