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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

MBÆ - DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS EM


GESTÃO E ECONOMIA EMPRESARIAL

TRABALHO DE CONCLUSÃO

CRIATIVIDADE EMPREENDEDORA
&
PLANOS DE NEGÓCIOS

Autor: Telma Dias Ragonezi

SETEMBRO/2004
CRIATIVIDADE EMPREENDEDORA & PLANOS DE NEGÓCIOS

Telma Dias Ragonezi

MONOGRAFIA SUBMETIDA À COORDENAÇÃO DO CURSO MBÆ -


DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS EM GESTÃO E ECONOMIA
EMPRESARIAL, DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, COMO
PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE
ESPECIALISTA.

Aprovação do professor orientador:

_____________________________
Professor: Hélios Malembranche

RIO DE JANEIRO
SETEMBRO/2004

2
Agradecimentos

O meu papel não se esgota nas páginas desta


monografia. Para chegar a essa escolha é
necessário ter acesso a livros, artigos, teses,
depois vêm o entendimento, de que se trata de
uma janela por onde acessamos o nosso
conhecimento. Ler, entender, refletir, analisar,
transformar, escrever. Este trabalho é a síntese de
toda a informação que recebi através deste curso e
que viabiliza conquistas, inspira transformações,
dá voz às idéias. Os meus agradecimentos aos
professores capacitados que transmitiram com
primor os seus conhecimentos, aos colegas que
através da troca de experiência nos debates e
trabalhos em sala ampliaram o meu nível de
discussão, e a todo o corpo administrativo da
Mérito Escola de Negócios que desempenha um
papel importante de incentivar a traçar um futuro
diferente e melhor para seus alunos.

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Dedicatória

Cada dia é uma oportunidade para tornar as


coisas melhores e cada experiência que você tem
o torna mais apto para a vida. A experiência é
uma chama que só ilumina queimando (Benito
Galdós).
Dedico este trabalho a todos que convivi durante
este ano neste Mbae, colegas, professores, e ao
corpo administrativo da Mérito, pois esta
convivência com certeza me transformou em uma
pessoa melhor.

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SUMÁRIO

Resumo 07
Lista de Gráficos, Figuras e Tabelas (opcionais) 08
1. Introdução 09
1.1 Objetivo 09
1.2 Relevância 09
1.3 Estrutura da Monografia 10
2. Criatividade 11
2.1. Conceitos 11
2.2. A Importância da Criatividade 12
2.3. O Sentido Empreendedor da Criatividade 13
3. O Significado do Empreendedorismo 14
3.1. Características Básicas De Um Empreendedor 15
3.2. Despertando o Próprio Talento Empreendedor 17
3.3. O Empreendedorismo no Brasil e no Mundo 23
4. Aspectos Gerais de um Plano de Negócios 26
4.1. A Importância da Elaboração de um Plano de Negócios 26
4.2. Objetivos do Plano de Negócios 27
4.3. Roteiro Básico do Plano de Negócios 29
5. Um Exemplo Real de Plano de Negócios 31
5.1. Sumário Executivo - Vila da Montanha 33
5.2. Descrição da Empresa 33
5.3. Produtos e Serviços 35
5.4. Estrutura Organizacional 37
5.5. Plano de Marketing 38
5.5. Estratégia e Implementação 38
5.6. Plano Operacional 44
5.7. Estrutura e Capitalização 46
4.8. Planejamento Financeiro 46
6. Revisão bibliográfica 49
7. Fundamentação Teórica e Procedimentos Metodológicos 50

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7.1 Fundamentos Teóricos 50
7.2 Métodos e Técnicas 50
8. Análise dos resultados 51
9. Conclusão 54
9.1 Comentários Finais 54
9.2 Sugestões Para Futuros Trabalhos 54
Referências Bibliográficas 55
Apêndice 56
Anexos 57
Índice Remissivo 61

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LISTA DE GRÁFICOS, FIGURAS E TABELAS

1 - Tabelas
1.1 - Taxa de Empreendedorismo no Brasil
1.2 - Evolução do Empreendedorismo por Necessidade e Oportunidade no Brasil e no Mundo
1.3 - Estágio dos Empreendimentos no Brasil 2000 a 2003
1.4 - Taxas de Empresas, Dados Agrupados de 2000 a 2003; 2003 isoladamente
1.5 - Estimativa do número de empreendedores por região do Brasil 2000 a 2003
1.6 - Participação no Empreendedorismo Homens x Mulheres / 2000-2003
1.7 - Condições que afetam o empreendedorismo no Brasil Avaliação pelos especialistas
nacionais
1.8 - Fluxo de Caixa
1.9 - Demonstrativo de Resultados
1.10 - Balanço Patrimonial
1.11 - Principais indicadores financeiros
1.12 - Outros indicadores financeiros

2 - Gráficos
2.1 - Atividade Emprendedora total 2003
2.2 - Grupo de Empreendedores total
2.3 - Projeção de Fluxo de Caixa
2.4 - Projeção de faturamento
2.5 - Ponto de Equilíbrio

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RESUMO

O processo que tornou o mundo globalizado tem hoje várias vertentes de opinião. Para
alguns, o efeito desse movimento gerou uma situação negativa relacionada à perda de
identidade cultural e ao canibalismo econômico imposto aos países em desenvolvimento. Para
outros, promoveu o crescimento mundial da economia alavancando esses mesmos países ao
desenvolvimento global. O efeito da globalização fez com que as empresas observassem, mais
atentamente, o leque de ações próprias e a entender melhor a necessidade da construção de
relacionamentos com seus públicos estratégicos. Nesta monografia a finalidade é a de alcançar
um nível de compreensão mais elevado a respeito da criatividade, da inovação, da
compreensão de missão, valores, filosofia, objetivos, planos e ações e apresentar as aptidões e
competências que os empreendedores devem ter, bem como as práticas inerentes à criação de
novos negócios, incluindo-se aí uma visão integrada de todos os aspectos envolvidos num
Plano de Negócios.

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1- INTRODUÇÃO

É público e notório a revolução que ocorreu no mundo dos negócios. A maturação e


disseminação das tecnologias da informação aceleraram tremendamente a velocidade com que
se efetuam os negócios, abrindo grandes oportunidades para os empreendedores.
Há algum tempo atrás os jovens buscavam um emprego porque via nele a oportunidade
de suprir a própria insegurança sem a necessidade de se arriscar. Porém hoje não existe mais a
comodidade e o conforto de um emprego seguro . Mesmo dos funcionários de empresas é
cobrado o espírito de iniciativa e a capacidade de identificar e explorar as oportunidades de
negócios que se apresentam no dia a dia. Essa mesma velocidade no desenrolar dos eventos
na economia atual, faz com que tomem a iniciativa sem o planejamento adequado acabem se
frustrando ou deixando de aproveitar as oportunidades identificadas.
A competição é feroz e não há mais espaço para a improvisação. E é neste contexto
que surge a idéia de explorar a gestão criativa e o plano de negócios como ferramenta
fundamental para empreendimentos de sucesso.

1.1 - Objetivos Principais

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Não é raro investidores
acharem que para começar um novo empreendimento é só ter uma idéia, arrumar algum
dinheiro, começar a tocar o projeto, e depois tudo se resolve.
O objetivo principal deste trabalho é abordar a importância da criatividade na abertura
de grandes oportunidades para os empreendedores e a importância de sistematizar um plano de
negócios como ferramenta fundamental de planejamento.
Planejar adequadamente e detalhadamente a abertura de um novo empreendimento não
garante o êxito, mas é um bom passo nessa direção.

1.2 - Relevância do Projeto

Um dos pontos relevantes deste projeto e demonstrar que o mundo empresarial e dos
negócios pertence cada vez mais aos empreendedores, isto é, aqueles que através da
criatividade identificam as melhores oportunidades e sabem como aproveitá-las. Esses
empreendedores cada vez mais são levados a pensar bem sobre os diversos riscos que

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envolvem seu negócio, realizar um planejamento detalhado e estruturado antes de iniciar suas
atividades.
Neste novo mundo empresarial abrir ou mesmo manter um negócio existente sem
antes fazer um bom plano de negócios é uma opção que limita e coloca em alto grau de risco
empresas que não buscam nesta ferramenta uma estratégia para o seu negócio.
Através do estudo de diversos autores, consultores e instrutores que ressaltaram a
importância da criatividade, de ser empreendedor, o ponto mais alto é demonstrar que é
necessário canalizar esta energia para o planejamento, pois assim é possível visualizar o
negocio e viabilizar o mesmo dentro de uma realidade, minimizando ao máximo seus riscos.

1.3 - Estrutura da Monografia

No Capítulo 2 é apresentado conceitos de alguns autores a respeito da importância da


criatividade, e como os desafios e a busca por soluções e saídas afloram a criatividade e é o
grande estímulo às potencialidades humanas para a criação inovadora.
No Capítulo 3 é discutido o significado, o comportamento empreendedor que
impulsiona e transforma o individuo, as características básicas do desenvolvimento da
capacidade empreendedora e um panorama do empreendedorismo no Brasil e no mundo.
No Capítulo 4 tem-se uma abordagem dos aspectos gerais que envolvem um plano de
negócios, sua importância no mundo empresarial, principais objetivos, elaboração, e a
simulação de um plano de negócios.

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2. CRIATIVIDADE

A novidade parece ser o aspecto mais visível da criatividade. Os estudiosos do assunto


associam o ato de criar à idéia de algo novo, algo que nunca existia anteriormente.
Criar, portanto, poderia ser visto como um fato inédito, surpreendente e original. A
maioria de nós faz perguntas semelhantes quando quer entender o assunto: Inteligência inclui
criatividade? Criatividade é um talento pessoal? Somos todos criativos? Existem tipos de
criatividade?
As respostas são amplas e poderiam compor o quadro das questões relacionadas com
as manifestações criativas.

2.1. Conceitos

Roberto Menna Barreto, escritor e instrutor, diz que Criatividade, na acepção exata da
palavra, nunca é algo que comprometa, que diminua a racionalidade estabelecida, as normas
produtivas, a lógica evidente, o bom senso. É algo a mais em relação a tudo isso. É algo que se
acende quando tudo isso não está conseguindo resolver o assunto. É acréscimo, é conquista, é
novidade valiosa, é algo além de . Segundo José Predebon, escritor e instrutor na ESPM, "O
comportamento criativo é produto de uma visão da vida, de um estado permanente de espírito,
de uma verdadeira opção pessoal quanto a desempenhar um papel no mundo. Essa base
mobiliza no indivíduo seu potencial imaginativo e desenvolve suas competências além da
média, nos campos dependentes da criatividade". Para Abraham Maslow, psicólogo
humanista, "O homem criativo não é o homem comum ao qual se acrescentou algo; o homem
criativo é o homem comum do qual nada se tirou". Existe, portanto, em cada adulto uma
criança com imaginação esperando apenas a oportunidade para revelar-se. Para Antonio
Carlos Teixeira da Silva, escritor e consultor, É a capacidade que o ser humano tem de fazer
as coisas de uma forma diferente, ver as coisas sob outros pontos de vista. Ser criativo é
pensar fora da caixa , conseguir novas idéias pra lançar um produto, implementar um
processo, criar uma nova maneira de se relacionar com o cliente. Hoje em dia ter criatividade e
saber aplicá-la na empresa é um diferencial competitivo, como saber gerenciar conflitos e
conduzir uma negociação. A inovação começa com uma idéia. E a criatividade é a ferramenta
para essa inovação ser posta em prática .

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Percebe-se que a criatividade é um processo de produção individual que envolve um
formar, um organizar, tendo como fruto um produto novo e relevante em determinado
momento, oriundo de uma situação problema, fruto de diversas contribuições do passado
processado através de habilidades mentais específicas presentes em qualquer indivíduo em
maior ou menor grau que podem ser desenvolvidas pelo meio e ainda é indispensável para
auto-realização do indivíduo.

2.2 A Importância Da Criatividade

É interessante observar que o tema pode ser focalizado na solução de problemas e na


percepção de oportunidades, o que resulta em grande proveito para uma iniciativa
empreendedora.
Não há criatividade sem um problema referente, assim como não há problema sem
alguma solução. Os desafios afloram a criatividade. A busca por saídas é o grande estímulo às
potencialidades humanas para a criação. Essencialmente a criatividade é uma função
psicobiológica que todos possuem e que deve ser apenas reativada ou treinada. É preciso
treinar, reaprender a ser criativo, capacidade que você deve ter em casa, no trabalho, em todos
os âmbitos da sua vida e, claro, em benefício da empresa também. Antigamente era até um
preconceito trazer idéias novas para a empresa, hoje não, ser criativo é fator de sobrevivência
e pode ser aplicado em todas as áreas da empresa: na contabilidade, no departamento pessoal,
entre outras áreas não menos importantes. Regras, limitações e falta de verba são um desafio à
criatividade, mas você não precisa de muito capital para inovar. No mundo de hoje temos que
fazer mais com menos. Isto você só conseguirá com a criatividade bem desenvolvida para,
através de idéias originais, cumprir seus objetivos e tarefas. A criatividade de todos
(funcionários, clientes, fornecedores) pode e deve ser usada para reduzir custos, solucionar
problemas e identificar oportunidades. O importante é que a empresa permita que as idéias
sejam apresentadas. Permita que as pessoas possam questionar.
Por tudo isso, a empresa que quiser sobreviver no mundo de hoje precisa ver a
inovação como o seu diferencial competitivo. E isso não implica, necessariamente, em custos:
muitas idéias têm custo zero e inclusive ajudam a cortar despesas.

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2.3 O Sentido Empreendedor Da Criatividade

O sentido empreendedor da criatividade está na validação do que se cria, ou seja, na


resolução de problemas do mundo real. Os espaços abertos da criatividade são ilimitados e
podem também gerar devaneios, que embora sejam ricos como exercícios mentais, não se
apresentam como úteis no dia-a-dia das pessoas.
A utilidade da criatividade empreendedora está na inovação e na geração de novos
contextos nas diversas áreas das atividades humanas, tanto de tecnologia como de
comportamento. Criatividade empreendedora envolve novidade, surpresa, originalidade,
talento pessoal, visão da vida, busca de saídas e gestão de resultados. Quem desenvolve e
cultiva a criatividade empreendedora está procurando o sucesso e o aplauso. O empreendedor
criativo está oferecendo soluções para seus clientes. Os problemas estão diante de nossos
olhos. As soluções também! Antonio Carlos Pereira da Silva, escritor e consultor, diz que as
pessoas usam mais ou menos a criatividade como potencial dependendo do ambiente em que
foi criado, que vive ou trabalha. Ambientes estes que permitam a diversidade de pontos de
vista, que priorizam a capacidade de pensar. A vida profissional de um empregado dependerá
muito da visão da empresa no que se refere à criatividade e inovação. Se a empresa tem uma
hierarquia rígida e burocratizada, que não permita a inovação, a grande prejudicada acaba
sendo a própria empresa que não está utilizando todo o seu potencial intelectual à sua
disposição. Fenômenos como a globalização da economia e da comunicação estão gerando
transformações cada vez mais rápidas no mundo. Isso leva as empresas a investir em
tecnologia de ponta, expandir mercados, redesenhar suas estruturas, reorganizar-se, enxugar
custos. Como tudo muda rápido demais, surgem a cada dia novos problemas e oportunidades
que exigem novas soluções e maneiras de pensar. O que é atual hoje deixará de sê-lo em um
ano, um mês, uma semana. Diante da rápida obsolescência das coisas, há duas alternativas:
queixar-se porque o mundo não é mais tão simples como antigamente ou usar a capacidade
criativa para descobrir novas respostas, novas soluções e novas idéias .
Percebe-se que a criatividade é a capacidade que o ser humano tem de fazer diferente
e de ver as coisas com outro ponto de vista. Conseguir novas idéias para lançar um produto,
implementar um processo, criar uma nova maneira de relacionamento com o cliente. Hoje em
dia é um diferencial competitivo ter criatividade e saber aplicar na empresa, na vida pessoal. A
inovação começa com uma idéia. E a criatividade é a ferramenta para essa inovação ser
colocada em prática.

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3 O SIGNIFICADO DO EMPREENDEDORISMO

O que é empreendedorismo? Empreendedorismo pode dizer pelo menos três coisas:

1) A capacidade individual de empreender - a capacidade de tomar a iniciativa, buscar


soluções inovadoras e agir no sentido de encontrar a solução para problemas econômicos ou
sociais, pessoais ou de outros, por meio de empreendimentos.

2) O processo de iniciar e gerir empreendimentos - o conjunto de conceitos, métodos,


instrumentos e práticas relacionadas com a criação, implantação e gestão de novas empresas
ou organizações.

3) O movimento social de desenvolvimento do espírito empreendedor - é o movimento social


para a criação de emprego e renda, que recebe o incentivo dos governos e instituições de
diferentes tipos.

O comportamento empreendedor impulsiona o indivíduo e transforma contextos.


Resulta na destruição de velhos conceitos, que por serem velhos não têm mais a capacidade de
surpreender e encantar. A essência do empreendedorismo está na mudança, uma das poucas
certezas da vida. O empreendedor pode ser visto como um visionário que tem a capacidade de
identificar oportunidades e fazer de suas idéias um produto de sucesso. Segundo Louis
Jacques Filion, pesquisador canadense o empreendedor é uma pessoa que imagina,
desenvolve e realiza visões. O processo criativo do empreendedor gera novos contextos e
promove o desenvolvimento de novos negócios. O sonho do empreendedor é transformado em
realidade através de árduo trabalho, dedicação e perseverança, sem mágicas ou truques .
Estudar o empreendedorismo é estudar a natureza comportamental do ser humano diante de
desafios. O foco está na idéia do caminho não percorrido anteriormente, no caminho ainda não
escolhido por alguém. Para o empreendedor as mesmas coisas de sempre podem ser vistas
com outros olhos. Trata-se de um exercício de percepção e de reformulação de conceitos
estabelecidos e herdados através do conhecimento geralmente vivenciado por outras pessoas.
É ver o mundo com novos olhos, com novos conceitos, com novas atitudes e propósitos. É
experimentar a liberdade de aprender a aprender, considerando a possibilidade de errar e de
corrigir, de se perder e de se encontrar. O empreendedor é um inovador de contextos. Suas

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idéias resultam na validação do mercado. Inovar é transformar uma idéia difusa em produto ou
serviço com novos valores agregados. Inovar, portanto, consiste em validar uma idéia através
de um processo que segundo Wallas & Patrick é constituído de quatro fases: preparação,
incubação, iluminação e verificação . As atividades do empreendedor estão relacionadas à
geração de riquezas, através da transformação do conhecimento, ou através da geração do
próprio conhecimento ou na inovação em áreas importantes do negócio. Não é, todavia, uma
questão de acumular o conhecimento, mas a introjeção de valores e atitudes para se lidar com
o risco, a capacidade de inovar, perseverar e conviver com incertezas. Pesquisas indicam que
o empreendedorismo proporciona um elevado grau de realização pessoal. As pessoas são
recompensadas pelo prazer que encontram no trabalho onde o negócio é o resultado da
exteriorização dos próprios valores internos. As atitudes do empreendedor são construtivas.
Existem entusiasmo e bom humor, condição fundamental para a manutenção do equilíbrio
emocional e exercício da criatividade.
Para o empreendedor não existem apenas problemas, existem problemas com soluções.
Buscar soluções passa a ser o grande desafio à mente inquieta, que tem como maior
recompensa o reconhecimento de seu esforço. Ser empreendedor é preparar-se
emocionalmente para o cultivo de atitudes positivas no planejamento da vida. É buscar o
equilíbrio nas realizações considerando as possibilidades de erros como um processo de
aprendizado e melhoramento. Ser empreendedor é criar ambientes mentais criativos,
transformando sonhos em riqueza.

3.1 Características Básicas De Um Empreendedor

Algumas pessoas já nascem com maior qualificação para o empreendedorismo. Outras


não têm tantos talentos inatos, mas isso não quer dizer que não possam aprender e desenvolver
esses talentos. Esse desenvolvimento é fundamental para toda pessoa que almeja implantar e
gerir um pequeno negócio.
Estudiosos do assunto reconhecem que os empreendedores têm algumas características
básicas:

Iniciativa - São pessoas que não ficam esperando que os outros (o governo, o empregador, o
parente, o padrinho) venham resolver seus problemas. Pessoas que começam coisas novas

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iniciam. A iniciativa, enfim, é a capacidade daquele que, tendo um problema qualquer, age:
arregaça as mangas e parte para a solução.

Autoconfiança - O empreendedor tem autoconfiança, isto é, acredita em si mesmo. Se não


acreditasse, seria difícil ele tomar a iniciativa. A crença em si mesmo faz o indivíduo arriscar
mais, ousar, oferecer-se para realizar tarefas desafiadoras, enfim, torna-o mais empreendedor.

Aceitação do risco - O empreendedor aceita riscos, ainda que muitas vezes seja cauteloso e
precavido contra o risco, a verdade é que ele o aceita em alguma medida.

Sem temor do fracasso e da rejeição - O empreendedor fará tudo o que for necessário para não
fracassar, mas não é atormentado pelo medo paralisante do fracasso. Pessoas com grande amor
próprio e medo do fracasso preferem não tentar correr o risco de não acertar - ficam, então,
paralisadas.

Decisão e responsabilidade - O empreendedor não fica esperando que os outros decidam por
ele. Ele toma decisões e aceita a responsabilidade que acarretam.
Energia - É necessária uma dose de energia para se lançar em novas realizações, que
usualmente exigem intensos esforços iniciais. O empreendedor dispõe dessa reserva de
energia, vinda provavelmente de seu entusiasmo e motivação.

Automotivação e entusiasmo - Pessoas empreendedoras são capazes de automotivação


relacionada com desafios e tarefas em que acreditam. Não necessitam de prêmios externos,
como compensação financeira. Igualmente, por sua motivação, são capazes de entusiasmarem-
se com suas idéias e projetos.

Controle - O empreendedor acredita que sua realização depende de si mesmo e não de forças
externas sobre as quais não tem controle. Ele se vê como capaz de controlar a si mesmo e de
influenciar o meio de tal modo que possa atingir seus objetivos.

Voltado para equipe - O empreendedor em geral não é um fazedor, no sentido obreiro da


palavra. Ele cria equipe, delega, acredita nos outros, obtêm resultados por meio de outros.

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Otimismo - O empreendedor é otimista, o que não quer dizer sonhador ou iludido. Acredita
nas possibilidades que o mundo oferece, acredita na possibilidade de solução dos problemas,
acredita no potencial de desenvolvimento.

Persistência - O empreendedor, por estar motivado, convicto, entusiasmado e crente nas


possibilidades, é capaz de persistir até que as coisas comecem a funcionar adequadamente.

Capacidade empreendedora - Se uma pessoa tem capacidade empreendedora, ótimo, ela tem
boa probabilidade de acertar no mundo do pequeno negócio. Mas, a verdade é que os negócios
exigem um pouco mais do que o talento empreendedor puro e simples.
Pode-se verificar que tais características podem ser identificadas e desenvolvidas pelas
pessoas. O talento pode se definir como aptidão natural ou habilidade adquirida. Talento todo
mundo tem, o importante e descobrir qual é o seu e saber usá-lo.

3.2 Despertando o Próprio Talento Empreendedor

Por exemplo, precisamos de conhecimentos específicos que o talento empreendedor


não traz por si só. Ela deve contemplar três aspectos: mental, profissional e econômico. O
desenvolvimento da capacidade empreendedora vai entrar nessa preparação também, de modo
direto ou indireto. Vejamos:

Preparação Emocional

Visa capacitar o empreendedor para operar com as atitudes e emoções mais capazes de levar a
eficiência na direção do pequeno negócio. Muitas das qualidades positivas do empreendedor
podem ser desenvolvidas e quem não as tem pode desenvolver:

1. Desenvolvimento da auto-estima, autoconfiança, crença no próprio potencial de realização.


A maioria dos indivíduos subestima sua própria capacidade. Enquanto não há uma clara visão
positiva de seu próprio potencial, dificilmente o indivíduo estará preparado para o desafio do
pequeno negócio. Para desenvolver a auto-estima e autoconfiança, ele tem de fazer uma
avaliação realística de suas conquistas até então, de seu desenvolvimento passado, de seus

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talentos e recursos pessoais. Deve limpar a mente de qualquer auto-imagem negativa que haja
sido incorporada em qualquer fase de sua vida. Se for necessário, o indivíduo, antes de
começar a agir para ter o pequeno negócio, deve buscar ajuda profissional de um psicólogo ou
a ajuda emocional de um amigo ou parente de bom senso, que o levem a uma visão mais
realista e confiante de si mesmo. Igualmente é fundamental que essa visão de si mesmo não vá
para o oposto: a superestimativa do próprio potencial, que levaria a resultados desastrosos. Por
fim, o indivíduo deve acreditar no seu potencial, mas ter a humildade para pedir ajuda de
outros (profissionais, amigos, orientadores de instituições especializadas como o Sebrae) na
montagem do negócio e deve optar por um negócio condizente com sua experiência e
qualificação.

2- Desenvolvimento de emoções e atitudes positivas em relação aos itens básicos do negócio


em que pretende atuar. Os itens fundamentais sobre os quais o empreendedor tem de ter uma
visão positiva são:
O negócio em si

Os clientes

O tipo de ambiente em que o negócio opera

Os processos operacionais típicos do ramo

3- O Controle do medo. O medo é um grande inibidor. Precisa ser controlado. Muita gente
com alto potencial de realização não consegue sair da estaca zero por causa do medo. São
cinco medos básicos a serem controlados: o medo de perder dinheiro, o medo do fracasso, o
medo do trabalho, o medo da responsabilidade, o medo do desconhecido. O que ajuda a
combater o medo? Autocontrole, trabalho e informação. O autocontrole, isto é, a reflexão
calma e serena sobre os próprios medos, suas origens, o grau de justificativa que têm, ajuda
bastante no combate ao medo. Além disso, o trabalho: a busca de boas informações sobre o
tipo de negócio, o estudo cuidadoso das condições, a disposição para fazer um curso ou uma
leitura de valor - tudo isso faz o medo ir dissipando-se. Por fim, a informação realística e
verdadeira faz o indivíduo ir perdendo o medo do desconhecido, até porque o desconhecido
vai-se tornando mais conhecido.

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4- Controle da ilusão e da ansiedade. A ilusão e a ansiedade prejudicam sobremaneira muitos
pequenos empresários. Por se iludir, acreditam na riqueza fácil e iniciam negócios com
esperanças infundadas, que não resistirão à frustração que inevitavelmente virá. Por ter
ansiedade, pressa em ganhar dinheiro, deixam de realizar as coisas certas e necessárias para a
consolidação do negócio, ou desistem antes da hora. Um bom modo de controlar a ilusão e a
ansiedade é tornar-se realista, dizendo não ao mito que é freqüentemente associado à atividade
empreendedora. Esse mito é o que diz que o pequeno negócio é um modo de ganhar muito
dinheiro, rápido. Isso pode até acontecer, mas a probabilidade é pequena. Em geral, quando
começa um negócio novo, o mais comum é que o empreendedor passe a viver, pelo menos
temporariamente, com renda mais reduzida. Se o empreendedor, por outro lado, realística e
sensatamente monta um negócio para encontrar para si mesmo o auto-emprego e a renda
autogerada, deixando de lado o sonho de ficar rico rapidamente, tudo será diferente. Ele
provavelmente terá mais amor ao negócio, mais paciência para esperar o seu amadurecimento,
mais resistência à frustração de esperar até a fase da consolidação. Melhor para ele e melhor
para o negócio.

5- Desenvolvimento de atitudes otimistas. Otimismo não é ilusão. É ver as coisas como elas
realmente são, inclusive com suas dificuldades, e a partir daí desenvolver uma visão positiva e
esperançosa, com crença nas possibilidades de desenvolvimento. O otimismo é essencial nos
negócios. Qualquer atitude pessimista é fatal para o mundo dos empreendimentos. É possível
alguém se tornar mais otimista? Sim, procurando analisar o potencial real de progresso das
várias oportunidades, analisando casos de sucesso, convivendo com pessoas com visão
positiva, combatendo os pensamentos temerosos infundados. O otimismo é condição essencial
da inovação, da liderança, da realização. Quem não o tem, trate de tê-lo antes de dar início a
um empreendimento, nem que para isso precise recorrer à ajuda.

6 Mantendo a motivação. Ter motivação do tipo "fogo-de-palha" é fácil, mas ter uma chama
de motivação forte e permanente já não é tão fácil. A motivação deve estar associada à
vocação. É fundamental que o empreendedor escolha um negócio do qual possa efetivamente
gostar e com o qual possa envolver-se emocionalmente, pois isso é condição para a
sustentação do entusiasmo. A motivação pode eventualmente sofrer passageiros e rápidos
abalos, quando as coisas não andam bem, mas logo deve voltar para o nível adequado a levar

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o negócio avante. O empresário tem que administrar sua própria motivação para que ela o
impulsione ao sucesso.

7- Mantendo a disciplina. A disciplina se faz presente no controle das precipitações, na


manutenção dos planos que foram pensados longamente, na manutenção de padrões de
comportamento gerencialmente corretos. Logo, disciplina é fundamental. Ela pode e deve ser
incorporada pelo empresário como um instrumento de direção e controle.

8- Preparação Intelectual. O que quer dizer isso? É ter um processo de raciocínio adequado ao
mundo dos negócios, uma forma de pensar de empreendedor, que difere daquela típica do
empregado. Uma boa preparação intelectual leva o empreendedor a compreender a base do
raciocínio de negócio e da tomada de decisões inteligentes na condução de um
empreendimento. Pessoas não preparadas intelectualmente para atuar como empreendedoras
freqüentemente dizem coisas como:
Eu não sei cobrar;
Eu não sirvo para ter dívidas;
Não adianta falar que as pessoas não fazem as coisas como devem;
Se a gente cobrar o preço certo o cliente não compra;
Tal pessoa não agiu de modo correto na empresa e deveria ser mandado embora, mas como
ele é pai de família, pensamos bem e...

O raciocínio genuinamente empreendedor vai por uma linha diferente:

O preço certo é aquele que cobre os custos e deixa uma margem adequada de retorno para a
empresa. Cobraremos os preços certos, nem mais, nem menos. Isso é uma questão de fazer
as contas devidamente;
Dívidas são em princípio ruim, a não ser que em circunstância muito especial. Se for
necessário contrair uma dívida pensada e calculada para a empresa, isso é parte do jogo e
não há razão para ter tensão e ficar emocionalmente perturbado. Calcularemos tudo com
precisão, mas não tememos o eventual endividamento, desde que pensado;
Se o empregado não entra no padrão de comportamento adequado a um desempenho bom
da empresa, sinto muito, mas serei obrigado a substituí-lo. Daremos chances de adaptação e

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de desenvolvimento a todos, daremos a devida orientação, mas se a demissão for
necessária, será feita. Afinal, nós gerenciamos o negócio;
Ora, se não pudermos vender pelo preço certo, é melhor não fabricar e não fazer negócios.
Sabemos qual é nossa estrutura de custos, quais são as condições do mercado e qual é a
realidade dos preços. Não temos medo de não vender por estar fazendo o certo;
O empregado desviou dinheiro e tem que ser mandado embora. Não é uma questão pessoal,
nem é questão de capricho. É uma responsabilidade para com a empresa e para com os
outros. Ainda que com o coração cortado, se tivemos de demitir, nós o faremos.

Na verdade a mente do empreendedor tem de pensar de forma mais:


Racional
Impessoal
Responsável
Olhando o todo
Olhando para o futuro

Preparação Profissional
É necessário que o pequeno empreendedor prepare-se para agir profissionalmente como
empresário. Isso quer dizer que tem que estar emocional e intelectualmente preparado a atuar
como empresário, mas não só. Quer dizer, tem que dominar determinados conhecimentos e
padrões de comportamento profissionais de empreendedor.

1) Conhecimento do futuro negócio - Esse pode ser obtido por pesquisa e estudo específico. É
fundamental saber:
Em que mercado se vai operar;
Quais são as características desse mercado;
Quais são as regras do jogo do mercado;
Quem são os concorrentes e quais são seus pontos fortes;
O que é necessário para operar no ramo em termos de equipamentos, know-how, recursos;
Onde estão as fontes de suprimento;
Outras informações relevantes.

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2) Conhecimento básico de administração - Não é necessário saber muito, mas um mínimo de
conhecimento de administração é bem vindo. Isso se pode aprender pela leitura, pela
freqüência a cursos de instituições, pela conversa e observação direta de outros negócios.
Entre os itens de conhecimento desejável incluem-se:

Custos - o que são e qual sua natureza


O que é marketing e como funciona
Como vender - técnicas e processos
Elementos de administração da produção
Outras informações relevantes
Se o pequeno empresário tem lacunas de conhecimento em uma ou outra área, é bom que
feche a boca e abra os ouvidos, para aprender com quem sabe, o mais rápido possível. O que é
um erro fatal é não saber e não querer aprender.

3) Comportamento profissional de empresário - Isso quer dizer assumir o comando, manter a


presença, acompanhar tudo de perto, avaliar e orientar o pessoal, liderar para as questões e
soluções certas, dar o exemplo de envolvimento e interesse pela empresa. Enfim, tem que agir
como um profissional dedicado plenamente à sua tarefa e respeitando as condições desta.

Preparação econômica
Dois elementos são essenciais para a iniciação com sucesso de um empreendimento: um
empreendedor motivado e qualificado, um conjunto de recursos. É necessário cuidar da
preparação do empreendedor também no aspecto econômico. É o seguinte:
Para montar um negócio o empreendedor vai precisar de algum dinheiro. Às vezes vai
precisar de muito pouco, mas, vai precisar. Vamos supor que ele tenha esse dinheiro.
Além do dinheiro necessário para a montagem do negócio, é provável que o empreendedor
precise de mais alguma reserva para viver, já que na fase inicial do novo negócio ele vai
passar por um período de incerteza e risco - e talvez não possa tirar dinheiro do novo
empreendimento.
Então, estar preparado economicamente é estar com as contas pessoais razoavelmente em
dia e com os gastos sob controle, para que possa passar sem maiores transtornos pela fase
inicial do novo negócio.

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Sempre compensa passar por um período de saneamento das finanças pessoais antes de montar
um novo negócio. As perguntas básicas são as seguintes:
Os gastos familiares estão sob controle?
O nível de gasto familiar é compatível com a renda presente?
Há algum gasto a ser cortado para deixar o orçamento mais administrável?
Há reserva suficiente para passar por um período de ganhos menores ou inexistentes?

Enfim, pode-se verificar que iniciar um negócio pode deixar qualquer um


extremamente animado ou de cabelo em pé. Normalmente o empreendedor fica inebriado com
as perspectivas. Só que para uma idéia dar certo, ela precisa ser planejada e bem executada.
Isto não significa que ser empreendedor seja um mau negócio, significa que é um caminho
cheio de dificuldades. O empreendedor tem que estudar o mercado, ler sobre o assunto, por no
papel todos os riscos e principalmente analisar se está disposto a corre-los.

3.3. O Empreendedorismo no Brasil e no Mundo

Conforme o GEM Global Entrepreneurship Monitor, documento que monitora a


situação do empreendedorismo no Brasil e no mundo, diz que o panorama resultante não é dos
mais favoráveis ao Brasil, pois revela o retrato de um país cujos níveis de desenvolvimento
social e econômico são inferiores ao da maioria das nações pesquisadas, principalmente
quando se consideram os números per capita. O quadro é agravado pela forte carga de tributos
e burocracia, os altos índices de desemprego e precarização do trabalho e da renda, a carência
do setor educacional, mormente se considerados os níveis mais avançados de ensino, e o
difícil acesso à infra-estrutura, traduzido pela insuficiência de meios de comunicação e
transporte. Todavia, varias dessas condições que representam barreiras ao desenvolvimento
dos negócios abrem diversas oportunidades em face das carências e demandas a serem
atendidas em uma sociedade ainda distante da afluência e detentora de volumosa e crescente
força de trabalho aliada a um gigantesco potencial de consumo. A pesquisa amostral junto à
população adulta brasileira propiciou dados que permitem a compreensão do comportamento
do empreendedorismo em 2003 e nos últimos quatro anos. Constata-se uma estabilização nas
taxas de empreendedorismo na casa dos 12% após o país ter registrado cifras muito elevadas
nos primeiros anos em que participou da investigação (tabela 1). Verifica-se ainda maior
equilíbrio entre as motivações para empreender, com ligeira vantagem na proporção de

23
empreendimentos por oportunidade em realização aos empreendimentos por necessidade
Ressalta-se a redução nos percentuais destes últimos (tabela 2). No tocante ao estágio dos
empreendimentos, há forte equilíbrio entre empresas nascentes (em estágio embrionário) e
novas, que com menos de 3,5 anos de existência, já propiciaram algum tipo de remuneração
(tabela 3). O perfil dos negócios brasileiros continua sendo composto por empresas que atuam
com produtos e serviços tradicionais e que têm nenhum ou pequeno potencial de expansão de
mercado ou impacto na criação de empregos e na conquista de consumidores distantes e/ou
localizados fora do pais (gráfico 1). O empreendedor brasileiro continua sendo jovem, com
vários anos de estudo a mais que a média da população, porém apresenta renda declinante ano
a ano em face da situação macroeconômica do pais. Do ponto de vista demográfico, o dado
mais interessante nos dois últimos anos é a crescente participação feminina que resulta, hoje,
numa proporção de quatro mulheres em cada grupo de dez empreendedores. Todavia, o
empreendedorismo é mais um aspecto que reproduz as marcantes diferenças regionais
brasileiras, pois as taxas de empreendedorismo por oportunidade crescem conforme se
aproxima das regiões mais ricas do país. (tabelas 4,5 e 6). Com respeito aos demais paises o
Brasil encontra-se entre aqueles de maiores taxas de empreendedorismo, acompanhado quase
invariavelmente por paises emergentes da América Latina, Ásia e África. Os paises mais
afluentes normalmente ocupam as últimas posições quando se consideram as taxas globais.
Esse quadro pode ser resultante da dinâmica demográfica e econômica em vista do maior
numero de jovens, informalizaçao do mercado e demandas não atendidas nos paises com
menor desenvolvimento entre os participantes da pesquisa. Todavia quando se pormenoriza a
análise, constatações diferentes emergem. Nos países mais ricos são significativamente
maiores os percentuais de empreendimentos de alta expansão tecnologia e de mercado e
impacto na geração de empregos e no comércio internacional. Ademais, são maiores também a
proporção de investidores e a disponibilidade de capital em geral, incluindo as modalidades de
maior risco (gráfico 2). Conforme o GEM, os informantes-chave ouvidos em 2003
apresentaram um viés bastante crítico em relação às condições para o empreendedorismo no
Brasil. Em questionários em que deram notas para aspectos das referidas condições acesso a
crédito, políticas e programas governamentais, educação, infra-estrutura, pesquisa e
desenvolvimento, respeito à propriedade intelectual, entre outros os especialistas
posicionaram o país sempre entre aqueles de menores notas. Apontaram também o custo alto e
dificuldade de acesso ao capital; políticas governamentais que impõem alta carga tributária e
elevados encargos trabalhistas, além de um excesso burocrático-regulatório; ausência de

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programas de apoio ao empreendedorismo, principalmente àqueles que permitam a integração
das iniciativas existentes e das informações sobre o tema e sistema educacional insuficiente,
tanto para a preparação de mão de obra quanto para o desenvolvimento do espírito e das
habilidades do empreendedorismo entre os estudantes. Além destas respostas mais votadas,
outras, de menção mais rara, porem importantes seriam: a distância entre a produção da
ciência e sua aplicação na inovação tecnológica e a forte cultura de se buscar um emprego na
esfera pública ou em grandes empresas. Os fatores favoráveis mais citados pelos especialistas
são de ordem econômica e cultural. As carências da população geram muitas oportunidades de
negócios, as quais aliadas à elevação do desemprego e da preparação do trabalho, impõem a
necessidade de as pessoas buscarem alternativas fora do mercado de trabalho formal.
Apontou-se também o estabelecimento de parcerias e de terceirização que ganham espaço e de
certo modo, inserem-se nas tendências apontadas nas linhas anteriores. A todos esses
elementos difíceis, característica que o torna flexível e adaptável a um ambiente de constantes
mudanças sociais e econômicas. Um fator bastante destacado, de natureza específica, é o 2003
crescimento vertiginoso das incubadoras de empresas nos últimos anos (tabela 7).

Em resumo, o GEM concluiu que as proposições giram em torno da necessidade de


incremento na quantidade de capitais disponíveis para empreender e em seu barateamento.
Além disso, na necessidade de integração dos programas e das informações existentes sobre o
empreendedorismo e na urgência em se reduzir à carga tributária e os custos regulatórios. A
educação como destaque à melhoria geral no sistema de ensino e a introdução de disciplinas e
conteúdos específicos de empreendedorismo, principalmente na educação secundaria e
superior. Por fim como proposta de grande abrangência, o fortalecimento do cooperativismo,
das parcerias e da terceirização em geral como impulsionares do nascimento de novas
empresas. Para ser um empreendedor é importante antes de tudo também estar informado e
atento ao ambiente macroeconômico e de pesquisas tais como estas do GEM, que revelam
questões importantes para aqueles que pretendem abrir um novo negócio.

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4 ASPECTOS GERAIS DE UM PLANO DE NEGÓCIOS

O plano de negócio serve para orientar o empreendedor a iniciar uma atividade


econômica ou expandir o seu negócio numa tomada de decisões estratégica que minimize os
riscos já identificados. Não se trata de alguma receita de bolo e não garante sucesso
empresarial, mas seguramente, diminui, e muito, os riscos de fracasso ou insucesso.
Plínio José Figueiredo Ferreira, diretor e consultor da Habilitas Consultoria e Serviços,
diz que o plano de negócio pode ser definido como um resumo escrito da maneira como o
empreendedor pretende atingir suas metas e administrar os recursos necessários para que
obtenha o sucesso desejado, transformando-o num plano de sucesso . Empreender sem
planejar é uma aventura arriscada que pode dar certo, mas é comparável a um vôo cego em
noite de tempestade. Intuição e capacidade gerencial são fatores indispensáveis que, quando
reunidos com o conhecimento técnico, ajudam no sucesso do empreendimento. O plano de
negócio permite estruturar as principais visões e alternativas para uma análise correta de
viabilidade do negócio pretendido, e ainda:
Proporciona uma avaliação prévia do negócio antes de ser colocada em prática uma nova
idéia, reduzindo, assim, as possibilidades de desperdiçar recursos e esforços num negócio
inviável.
Funciona como um instrumento de solicitação de empréstimos e financiamentos junto a
instituições financeiras e de busca de novos sócios e investidores
Torna fácil o estabelecimento de uma vantagem competitiva que pode representar a
sobrevivência da empresa

4.1 A Importância da Elaboração de um Plano de Negócios

O plano de negócio representa uma oportunidade única para o futuro empreendedor


pensar e analisar todas as facetas de um novo negócio. A experiência humana demonstra que,
com exceção de alguns gênios e grandes mestres de xadrez, os demais seres humanos têm
limitações para analisar situações que envolvem muitas alternativas e acabam privilegiando
algumas delas em detrimento de outras eventualmente mais importantes. Esta visão parcial
não-sistêmica do negócio é responsável por grande parte dos fracassos, o que a elaboração do
plano de negócio pretende evitar.

26
Ele traz os seguintes benefícios para um negócio:
Reúne as idéias ordenadamente e permite uma visão de conjunto de todas as alternativas
possíveis sobre o negócio, evitando uma visão incompleta dos problemas e decisões
erradas.
Impõe a avaliação de crescimento e de lucro potencial da empresa, bem como as
necessidades de recursos materiais, financeiros e humanos da mesma.
Examina as conseqüências de diferentes estratégias competitivas.
Permite que todas as avaliações e experiências sejam realizadas com base em simulações
devidamente registradas, evitando gastos desnecessários no início das operações.
Trata-se de um documento básico e indispensável na atração de sócios e investidores.
Funciona como uma apresentação do negócio para fornecedores e clientes.
Importante ferramenta para a contratação de empregados, mostrando a correta perspectiva
do negócio e as possibilidades de crescimento.
Orienta-os na execução de tarefas de acordo com as diretrizes definidas para o negócio.

A preparação do plano de negócio é também uma boa oportunidade para testar a motivação, o
empenho e o conhecimento dos sócios, porquanto, cada um deles deve ser responsável por
uma parte do planejamento no que diz respeito a sua área de atuação e as atividades pelas
quais são responsáveis. Depois é só avaliar o desempenho e os resultados.
O que acontece na prática é a descoberta da diferença entre envolvimento e comprometimento,
isto é, muitos sócios, antes empolgados, perdem o entusiasmo quando têm que trabalhar duro,
e os experts não mostram serem tão bons quanto aparentavam.
O importante é descobrir as falhas de todos na fase de preparação do plano de negócio,
e não durante a implementação do negócio ou da oportunidade o que, via de regra, gera
conseqüências irremediáveis. A preparação deste plano não é tarefa fácil, e é necessário saber
conviver com frustrações quando à idéia que era aparentemente excelente se mostra inviável.

4.2 Objetivos do Plano de Negócios

Antes de qualquer coisa, o empreendedor deve definir o objetivo do seu plano de


negócio, que não deve ser confundido com a meta do negócio, ou seja, se o plano se destina ao
ordenamento das idéias e à análise do potencial e da viabilidade do empreendimento ou se vai
servir para obter recursos financeiros por meio de instituições financeiras ou investidores. No

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primeiro caso, ele costuma ser chamado de plano de negócio operacional, e no segundo, plano
de negócio para obtenção de recursos. Na sua essência, ele é um só, muda só o enfoque. O
plano para obter recursos contém mais detalhes no que tange aos aspectos financeiros, por
exemplo. O detalhamento deste plano depende do tipo de negócio escolhido e da oportunidade
de mercado a ser explorada. Se o negócio for novo, deve ter mais explicações do que os
produtos já existentes e conhecidos pelo público. Tanto uma loja de grife quanto uma oficina
mecânica e uma lanchonete fast-food operam com práticas padronizadas e procedimentos
estabelecidos e conhecidos. Na maioria dos casos, isso pode ser adquirido sob a forma de
franquia. Neste caso, o plano de negócio não precisa de maiores detalhes. As informações
mais importantes são as que dizem respeito à projeção de vendas e ao planejamento
financeiro. Em outros casos, por meio de estágios ou de benchmarking em outras empresas do
mesmo ramo, é possível criar estratégias competitivas visando à diferenciação entre os
concorrentes já estabelecidos. Quanto mais inovador o negócio, mais difícil é convencer
sócios, investidores, empregados, fornecedores e clientes da sua viabilidade. Neste caso, um
bom plano de negócio é fundamental para dar a credibilidade necessária a sua aceitação,
principalmente em relação à análise dos riscos e das ações para minimizá-los.
Na elaboração do plano de negócio, existem algumas diretrizes básicas para obter o
sucesso pretendido:
1. O plano deve ser o mais conciso possível, sem comprometer o seu conteúdo e sem omitir
detalhes importantes ou ser excessivamente técnico.
2. O plano deve abranger todos os pontos importantes do negócio.
3. O plano deve se concentrar na primeira etapa do desenvolvimento do negócio, isto é, definir
prioridades.
4. O plano deve conter informações consistentes; evite divagações e consulte técnicos da área.
5. O plano deve conter projeções realísticas, isto é, evite o erro comum de projetar as vendas
com base na capacidade produtiva do negócio; deve ser baseado na avaliação do mercado. Sua
produção se for o caso, deve ser projetada com base na previsão de vendas, e nunca o
contrário.
6. O plano deve mostrar a capacidade empreendedora, a experiência e o conhecimento dos
sócios e o comprometimento financeiro exigido pelo negócio.
A premissa básica de qualquer plano é o correto estabelecimento de metas específicas,
mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com horizontes temporais definidos. Daí a
probabilidade de sucesso do negócio é bastante grande.

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4.3 Roteiro Básico do Plano de Negócios

Um plano de negócios bem-feito ajuda a antever os problemas, a evitar que eles


aconteçam ou a chegar à conclusão de que não vale a pena se arriscar. É por causa disso que
sem um plano de negócios impecável é praticamente impossível convencer um capitalista de
risco ou um banco a emprestar dinheiro para pôr uma idéia em prática, por mais brilhante que
ela possa parecer. O plano de negócios é um documento híbrido - parte projeção pragmática e
parte ferramenta de vendas-, ele deve caminhar sobre uma linha estreita, tanto em conteúdo
como no tom da apresentação. As informações devem ser precisas, mas deve transmitir uma
sensação de otimismo e entusiasmo. Conforme César Simões Salim, Nelson Hochman, Andréa
Cecília Ramal, Silvina Ana Ramal, o plano de negócios deve abranger o seguinte roteiro:

1. SUMÁRIO EXECUTIVO
1.1. Objetivos
1.2. Missão
1.3. Chaves para o sucesso
2. RESUMO DA EMPRESA
2.1. Proprietários da empresa
2.2. Sumário do star-up
2.3. Serviços da Empresa
2.4. Localização e facilidades necessárias
3. SERVIÇOS
3.1. Descrição dos serviços ou produtos
3.2. Comparação Competitiva
3.3. Material de vendas
3.4. Fontes
3.5. Tecnologia
3.6. Serviços Futuros
4. PLANO DE MARKETING
4.1. Segmentação de Mercado
4.2. Análise da Industria
4.3. Análise de Mercado
5. ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO

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5.1. Estratégia de Marketing
5.2. Estratégia de Vendas
6. ORGANIZAÇÃO
6.1. Equipe Gerencial
6.2. Conselho de Administração
6.3. Remuneração
6.4. Motivação de Pessoal
7. PLANEJAMENTO FINANCEIRO
7.1. Pressupostos Importantes
7.2. Análise do Ponto de Equilíbrio (Break-even)
7.3. Perdas e ganhos projetados
7.4. Fluxo de caixa projetado
7.5. Indicadores de Negócios
Anexos

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5 UM EXEMPLO REAL DE UM PLANO DE NEGÓCIOS

Esta apresentação se refere a um Plano de Negócios de um sonho que começou a se


tornar realidade em Janeiro/2001, quando foi inaugurado Chalés da Montanha que consiste
em uma casa e um chalé que comporta um numero total de 8 pessoas, que está localizado no
sub-distrito de Lavras Novas, município de Ouro Preto-MG. A principio foi construído como
uma casa de campo para descanso nos finais de semana e para receber os amigos. Por se tratar
de uma região privilegiada cercada por natureza exuberante e de tradição centenária, a cidade
começou a receber turistas do mundo todo principalmente pela proximidade com a cidade de
Ouro Preto e ser vizinha do Parque Estadual do Itacolomi. Como não era possível passar todos
os finais de semana em Lavras Novas, o aluguel dos chalés foi inevitável, não só para evitar a
ociosidade, como para manter os seus custos de manutenção. O envolvimento com a cidade,
com seus costumes com sua tradição, com sua gente, desencadeou a idealização da
transformação do local em uma mini vila histórica, idéia esta inédita na região. Na
oportunidade deste trabalho apresento um Plano de Negócios, que visa à conclusão do projeto
de monografia, bem como a viabilidade deste sonho. O projeto foi elaborado com mais
profundidade do que o roteiro apresentado acima para obter uma visão mais ampla do negócio.

PLANO DE NEGOCIOS VILA DA MONTANHA

Introdução

Enunciado do Projeto

O presente projeto prevê a concepção e implementação de uma empresa de prestação


de serviços voltada para o turismo: Vila da Montanha. Trata-se de uma empresa nascente, cuja
viabilidade foi explorada em todas as suas nuances e circunstâncias pelos sócios ao longo dos
últimos 3 anos e cujas informações levantadas ao longo deste tempo estão sumarizadas neste
documento. As oportunidades no segmento de Turismo estão em plena ebulição, levando ao
surgimento de inúmeras idéias que exploram todas as possibilidades de negócio na industria
do turismo. Este plano procurará mostrar um pouco deste novo mundo e adequar as
perspectivas do momento ao surgimento de um novo modelo de negócio. A maioria das
informações aqui contidas foram obtidas de forma racional, restando poucas impressões
empíricas por parte dos sócios, o que dá respaldo e credibilidade ainda maior à idéia proposta.
Os empreendedores retratam aqui, mais do que o sonho de implementar um novo negócio, a
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possibilidade real de agregar valor ao ramo de turismo que cresce a olhos vistos e demanda
cada vez mais serviços por meio de novos canais.

Objetivos do Plano

Este Plano de Negócios foi escrito com dois objetivos, a saber:

Estudo da viabilidade da idéia. Exploramos, ao longo dos últimos 3 anos, a idéia aqui
proposta, em todos os aspectos, criticando todas as possibilidades e levantando todos os
possíveis problemas que possam surgir ao longo da implementação e execução do projeto.
Alternativas foram levantadas e consideradas através de cenários distintos. Este documento
retrata todo este trabalho de respaldo da idéia com bases concretas e fontes fidedignas de
informação.
Captação de recursos. Um montante de recursos financeiros será necessário para dar início
ao projeto, na forma de investimentos de base em construção, instalações, mobiliários e
recursos humanos. Os sócios acreditam que um aporte financeiro proporcional às suas metas
de curto prazo é condizente com a média de investimentos praticada no mercado poderá
alavancar seu crescimento.

A quem se destina

Aos sócios para verificar a viabilidade e a quantidade de capital necessário para


implementação do projeto.

Segmento da empresa
Serviços

Situação da empresa
Nascente

Porte da empresa
Micro

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5.1 Sumário Executivo
5.1.1 Sumário Executivo do Plano de Negócios

Este Plano de Negócios define como será o funcionamento da Vila da Montanha que
se destina a atender a demanda crescente de turismo em Lavras Novas (sub-distrito de Ouro
Preto) que fica localizado a 17 km do município e a 117 km de Belo Horizonte e que faz parte
do trecho da Estrada Real. Os clientes terão a disposição 05 chalés para atender de 02 até 06
pessoas, bem como restaurante, capela, praça com coreto para eventos culturais, com vista
para o Parque do Itacolomi, traduzindo em miniatura uma réplica de uma mini vila semelhante
a Lavras Novas. A divulgação se dará junto aos principais sites de turismo, principalmente de
Ouro Preto e de Lavras Novas que visa alavancar as vendas através da Internet, e
posteriormente através de agencias de turismo.

5.2 Descrição da Empresa


5.2.1 Dados da Empresa
5.2.1.1 Objetivos Estratégicos

Vila da Montanha terá os seguintes objetivos estratégicos:

Transformar e adequar as construções já existentes e construir uma mini-vila histórica não


só para um melhor atendimento dos clientes, bem como oferecer mais conforto e opções
diferenciadas para o turista.
Atingir um número maior de turistas no cenário nacional e internacional, visto a
proximidade com a cidade histórica de Ouro Preto que é patrimônio histórico da humanidade.
Aumentar a acomodação para 18 pessoas em um primeiro momento, visto que a
acomodação atual é de no máximo 08 pessoas.
Aumentar o número de clientes e aluguéis até o fim do primeiro ano com uma receita
estimada só em alugueis em R$ 27.920,00/ano. Estas estimativas são baseadas no crescimento
gradativo observado com a atual capacidade instalada que no último ano de 2003 foi de
35,62%.
Promover eventos gastronômicos junto com o parceiro arrendador no restaurante, onde será
combinado um percentual de participação nos lucros.

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Promover exposições de artistas e artesãos consagrados da região bem como desenvolver
feiras de artesanato local na praça e concertos com músicos locais, ainda sem uma receita
estimada visto que levam em consideração fatores externos de comercialização.
Promover cerimônias religiosas na capela nas datas comemorativas de Lavras Novas
envolvendo a população nativa buscando resgatar e preservar as festas religiosas tradicionais.
Fidelizar clientes promovendo descontos promocionais a partir do retorno do hóspede à
Vila da Montanha.
Ter um retorno do capital investido em não mais que dois anos e passar a gerar um lucro
liquido de no mínimo 15% .

5.2.1.2 Abrangência de Atuação (Nacional, Internacional, Regional, etc)

Num primeiro momento, Vila da Montanha atenderá aos clientes já fidelizados


provenientes a maior parte de Belo Horizonte e cidades vizinhas, passando, num segundo
momento a atender públicos de todo o Brasil e inclusive do exterior visto a proximidade de
Ouro Preto - patrimônio histórico da humanidade, distante há apenas 17 km.

5.2.1.3 Exigências Legais para o funcionamento da empresa

Vila da Montanha está providenciando todas as licenças necessárias junto à prefeitura,


órgãos ambientais, bem como todas as exigências legais para constituição da empresa para
estabelecer-se comercialmente no município.

5.2.1.4 Alianças Estratégicas

Assim que toda a estrutura for implementada, vai ser de fundamental importância
buscar parceiros para estabelecer alianças estratégicas:

Parceiros que tenham interesse em arrendar o restaurante e tenha identidade com a nossa
filosofia;
Parceiros que tenham interesse em alugar a loja para a venda de artesanatos;
Parceria com artistas e músicos para a realização de eventos culturais;
Parceiros relacionados com eco-turismo e esportes para promover eventos

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5.3 Produtos e Serviços
5.3.1 Descrição dos Produtos/Serviços
5.3.1.1 Especificações e Requisito Técnicos

Os serviços básicos a serem oferecidos pela Vila da Montanha são os seguintes:

Hospedagem para 1 casal em chalés individuais (2) com varanda, banheiro, cama de casal,
televisão, som, rede, lareira, mini cozinha com frigobar e fogão;
Hospedagem para 2 casais em chalé duplo (2) com varanda, banheiro, cama de casal,
televisão, som, rede, lareira, mini cozinha com frigobar e fogão;
Hospedagem para 6 pessoas em casa com varanda com rede, dois quartos, sendo 1 suíte,
banheiro social, sala/cozinha com lareira, fogão a lenha, geladeira, churrasqueira, forno
caipira;
As hospedagens mencionadas acima se compõem de todos utensílios necessários caso o
cliente queira preparar a própria refeição;
Restaurante com capacidade para 40 pessoas para atender os hóspedes e clientes externos;
Loja anexa para venda de artesanatos locais;
Praça com coreto para eventos culturais tais como exposições e concertos musicais.

5.3.2 Descrição de novos Produtos/Serviços


5.3.2.1 Descrição de novos Produtos/Serviços

Alguns serviços poderão ser agregados na Vila da Montanha com o tempo e para
competir melhor:
Oferta de pacotes para feriados prolongados e férias para os clientes fidelizados que
poderiam ter descontos promocionais;
Ofertas de hospedagem visando os principais eventos de Ouro Preto tais como: O Festival
de Inverno, o Festival de Gastronomia e o Festival de Jazz;
Busca constante por um preço competitivo dentre as que já existem na região;
Sorteios de hospedagem em datas especiais tais como a data de aniversario da Vila da
Montanha;
Podem ser feitas parcerias com empresas que oferecem prêmios em troca de hospedagem;
Presentes surpresas para clientes que estejam comemorando datas especiais;

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Outras facilidades que possam ser consideradas como benefícios pelas famílias que
deixarem suas sugestões.

5.3.3 Atividades de Pesquisas e Desenvolvimentos


5.3.3.1 Atividades Correntes

Serviço de limpeza e manutenção dos chalés;


Serviço do restaurante com opções de refeições;
Acesso à loja de artesanato local e a eventos culturais programados;
Opção no site da internet fazer um tour guiado com o objetivo do turista conhecer melhor
Vila da Montanha e Lavras Novas;
O visitante poderá se cadastrar e receber noticias dos eventos programados da Vila e da
cidade;
Reservas on-line;
Os clientes poderão preencher cadastro informando o nome de quem indicou para que
sejam somados pontos em sua conta de fidelidade e venha a ter direito a descontos e
promoções nas próximas hospedagens ou mesmo nos eventos culturais.

5.3.3.2 Atividades futuras

Vila da Montanha estuda no momento novos serviços para agregar aos serviços
prospectados e busca contratos de exclusividade para garantir o levantamento de barreira à
entrada de competidores e assegurar um nível de serviço adequado às expectativas do mercado

5.3.3.3 Tecnologia aplicada aos Produtos/ Serviços

A casa concebida com simplicidade, conforto e aconchego, foi um importante fator de


sucesso, o que despertou a atratividade e originalidade dos chalés. O serviço inédito em
Lavras Novas na formulação que está sendo proposta, o tratamento personalizado, a
localização privilegiada, custo baixo para os hospedes e diferenciação e qualidade no
atendimento comprovado pelos próprios clientes e a experiência adquirida dos sócios nestes 3
anos, com mais de 130 clientes cadastrados são alguns dos fatores competitivos e
fundamentais de sucesso para este projeto.

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5.4 Estrutura Organizacional
5.4.1 Estrutura Legal do Negócio
5.4.1.1. Estrutura Legal do Negócio

A estrutura jurídica escolhida para a Vila da Montanha é a Sociedade Civil por Cotas
de Responsabilidade Limitada entre os sócios que está em fase de constituição formal.

5.4.2 Comitê Diretivo


5.4.2.1 Descrição e Experiência Profissional do Comitê Diretivo

Os sócios que conceberam e pretendem reestruturar a Vila da Montanha é constituída


das seguintes pessoas:

Telma Dias Ragonezi - Formada em Administração e Ciências Contábeis pela PUC-MG,


com Mbae em Desenvolvimento de Executivos em Gestão e Economia Empresarial com
ênfase em Organizações e Negócios pela UFRJ. Tem vasta experiência nas área administrativa
e financeira de empresas de médio e grande porte de diferentes ramos de industria, onde foi
responsável pela implantação da parte financeira e de custos de alguns projetos destas
empresas. Foi quem elaborou todos os aspectos administrativos e de funcionamento da Vila da
Montanha, sendo quem formulou o planejamento financeiro da mesma.
Mauro Sampaio - Formado em Economia pela UFMG, pós graduando em Turismo
Regional Estrada Real em 2005 pelo IEC PUC-MG. Tem vasta experiência na área de
informática em suporte de rede de instituições financeiras. Foi o idealizador do projeto da
estrutura existente e controlou todos os custos de realização da obra bem como manutenção
dos serviços de implantação, idealizando também o projeto da nova estrutura e na formulação
de estratégias da Vila da Montanha.

5.5 Plano de Marketing


5.5.1 Descrição do Setor
5.5.1.1 Limitações e entraves do Setor

As previsões de evolução deste mercado são bastante favoráveis: em primeiro lugar o


turismo é a industria que mais gera emprego e renda no pais. Em segundo lugar o governo do

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estado de Minas Gerais está empenhado a divulgar o roteiro da Estrada Real para todo o
Brasil, visto inclusive que foi o motivo do samba enredo da Mangueira no Rio de Janeiro este
ano e está sendo divulgado em rede nacional, para atrair investidores para este roteiro e
criando linhas de credito especificas.E em terceiro lugar a localização privilegiada de Lavras
Novas neste roteiro histórico. Uma das grandes desvantagens de ser o "first mover", ou o
primeiro a atuar diferencialmente neste mercado, é a falta de recursos financeiros dos sócios
para alavancar o negócio.

5.5.1.2 Segmentação

O mercado de turismo é dividido em negócios, receptivo de lazer e entretenimento.


Quanto à atividade o mesmo mercado é segmentado em hotelaria, eventos, restaurantes.

5.5.2 Mercado Alvo


5.5.2.1 Cobertura Geográfica

Não há limite geográfico para atuação de uma empresa no mercado de turismo.

5.5.2.2 Segmentação

O percentual de clientes que já se hospedaram de 2001 até 2003, são provenientes de


Belo Horizonte (87,10%) Interior de Minas Gerais (10,48%) e de São Paulo (2,42%), porém o
numero de e-mails e ligações solicitando informações são provenientes de todo o Brasil.
Destes clientes eles podem ser classificados nos seguintes grupos:

Casais de namorados, casais sem filhos e pessoas solteiras - este grupo não faz questão de
ter serviços agregados ao valor da hospedagem. O atrativo é o conforto, a privacidade, a
tranqüilidade, aconchego, localização e o preço acessível. Estas pessoas querem conhecer e
desfrutar todos os atrativos que Lavras Novas oferece.
Famílias com filhos e casais de amigos - este grupo também não faz questão de serviços
agregados ao valor da hospedagem. Procuram normalmente o chalé com cozinha porque
preferem cuidar da alimentação, café da manha, refeições e festas. O atrativo é a tranqüilidade,
as acomodações, localização e o preço acessível.

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Grupos de amigos, de faculdade que irão desenvolver algum trabalho, grupos relacionados
com esportes - este grupo também não faz questão de serviços, porque querem somente
conhecer, desbravar, desfrutar e curtir os atrativos que Lavras Novas oferece. O atrativo
principal é o preço acessível.

5.5.2.3 Tempo de Entrada no Mercado Alvo

Os sócios alugam a casa e o chalé há 3 anos, onde já tem mais de 130 clientes
cadastrados. Através deste relacionamento e da forma de atuação é que a idéia surgiu de
proporcionar aos clientes novas opções de conforto, lazer e entretenimento em ambiente de
natureza privilegiada.

5.5.2.4 Potencial de Entrada no Mercado Alvo

Pioneirismo A Vila da Montanha será a primeira idéia do gênero na cidade de Lavras


Novas, onde o turista terá acomodações confortáveis, opções de alimentação, lojas de
artesanatos, e eventuais exposições e eventos culturais em um mesmo local, com o diferencial
de estar em uma pequena vila histórica que irá preservar toda a arquitetura predominante de
Lavras Novas.
Crescimento do mercado O turismo vem crescendo gradativamente na região, primeiro
devido à proximidade do município de Ouro Preto que recebe turistas do mundo inteiro e
segundo com a grande divulgação do Governo do Estado de Minas Gerais de transformar o
Caminho da Estrada Real num modelo do Caminho de Santiago na Espanha para incentivar o
turismo dos municípios que fazem parte deste roteiro.
Linhas de crédito O Governo do Estado de Minas Gerais lançou uma linha de crédito
(FUNDESE) para o incentivo da construção de hotéis e restaurantes nos municípios que fazem
parte da Estrada Real.
Tradição e história - Lavras Novas existe há mais de 280 anos, e conta à história que era
um antigo quilombo onde os escravos se refugiavam. Grande parte desta história está nas
antigas casas que resistem ao tempo feitas de adobe que abriga a população de tradição e
descendência negra que conservam os seus costumes tais como festa da marujada e as
tradicionais lenheiras que todos os dias saem juntas cantando para buscar lenha e acender o
fogão a lenha (típico em todas as casas).

39
Natureza exuberante - O turismo ecológico atrai diversas pessoas amantes da natureza,
visto que Lavras Novas faz parte do Parque Estadual do Itacolomi e possui diversas
cachoeiras, matas, represas e serras com vistas exuberantes, o que atrai diversas pessoas
relacionadas com o esporte radical tais como treking, montanhismo, rapel, cavalgada,
motociclismo, etc.
Localização privilegiada O terreno localiza-se em área privilegiada em Lavras Novas,
perto de restaurantes, ateliês e centro de eventos, com vista para as serras do Parque do Pico
do Itacolomi e para a cidade de um lado e do outro para a Serra do trovão, a 40 minutos de
caminhada de uma das mais belas cachoeiras da região.
Relacionamento comercial - Seus sócios fundadores e idealizadores já computam cerca de
130 clientes em 3 anos de funcionamento com a capacidade atual instalada.
Divulgação - Construir um site próprio construído por profissionais de alta experiência e
competência, para que seja um atrativo ao público e tenha boa navegabilidade e tenha link
com o site de Lavras Novas (onde já é divulgado) e outros links como o site de Ouro Preto e
outros relacionados a turismo, bem como com agências e revistas de turismo e esportes
radicais.
Divulgação do distrito através do filme As filhas do Vento , do diretor Joel Zito que será
lançado em novembro em 2004. A maior parte das filmagens foram realizadas em Lavras
Novas, com a participação da população local como figurantes e um elenco já conhecido do
publico como Milton Gonçalves, Taís Araújo, entre outros.
Desde 2001 quando se iniciaram os alugueis o percentual de aumento foi de 30% a cada
ano. No momento não há idéias deste gênero na região. As opções de hospedagens se dividem
em casas de nativos e pousadas. O primeiro não oferece conforto nem infraestrutura, porém
com preços baixos, enquanto o segundo tem infraestrutura, conforto, serviços, porém com
preços elevados.
Há grandes chances de este tipo de inovação tenha sucesso em Lavras Novas, Como não há
problema em relação à competência para implementá-lo, o que passa a ser crucial são os
recursos necessários para levantar o negócio. Por isso Vila da Montanha preparou este plano
de negócios para buscar recursos nas linhas de financiamento disponíveis (Fundese- Estrada
Real).

5.5.2.5 Tendências e Mudanças previstas no mercado-alvo

40
As previsões de evolução deste mercado são bastante favoráveis devido:

O índice de crescimento de turistas em Lavras Novas. A divulgação constante do governo


do estado em transformar a Estrada Real num pólo turístico para o estado o qual Lavras Novas
faz parte.
A proximidade de Ouro Preto que é patrimônio histórico da humanidade e que recebe
turistas do mundo inteiro.
A idéia inovadora que vem modificar o conceito de hospedagens com preços acessíveis.
O turismo é a industria que mais cresce no Brasil e é o maior gerador de empregos. É de
vital importância explorar este mercado neste momento em que além do valor que as pessoas
estão descobrindo de sair da cidade e descansar em lugares bucólicos, o incentivo e a
divulgação permanente que o governo do estado tem realizado para atrair investidores.

5.5.2.6 Necessidades dos Consumidores

O nosso mercado é sensível à qualidade do serviço prestado. Um dos principais pontos


da estratégia é o foco em segmentos-alvo que conheçam os princípios e fundamentos do
serviço oferecido e aceita pagar por ele. O que Vila da Montanha procura é identificar quais
são estas necessidades. Por exemplo, enquanto alguns compram relógios para ver as horas,
outros compram para demonstrar um estilo pessoal, um status, ou seja, o que existe por trás da
compra do seu produto ou serviço, o que efetivamente motiva o consumidor a adquirir o seu
produto ou serviço.

5.5.2.7 Mercados-alvo secundários

Vila da Montanha se preocupa em atender outros potenciais mercados, que merecem


atenção, principalmente o turismo single (de pessoas solteiras) e de terceira idade, onde será
realizado um estudo de grau de atratividade para ser desenvolvido.

5.5.3 Concorrência
5.5.3.1 Concorrentes Indiretos

41
Como já foi tratado anteriormente, há muitos fatores de sucesso vinculados à
competição e ao modo de conquistar o mercado. Por ser uma idéia inovadora a oferecer estas
opções reunidas em um único lugar, não terá muita concorrência direta nos seus primeiros
meses o que lhe dá a oportunidade de numa ação rápida conquistar mais clientes e consolidar a
marca de um lugar agradável, histórico, rústico, confortável e que mantém a tradição costumes
e historia de Lavras Novas. Os principais competidores são as pousadas que oferecem varias
opções aos turistas, com confortáveis acomodações, piscinas, salão de jogos, que promovem
shows com diversos artistas de todos os gêneros. Assim como existem casas de nativos
simples e que não oferecem conforto e infra-estrutura para o cliente. O mercado que Vila da
Montanha está se propondo é intermediário aos dois citados acima, com o conforto e a infra-
estrutura que as casas de nativos não tem e sem os serviços que envolvem e encarecem o custo
de uma pousada. Uma barreira de entrada para novos concorrentes é que a população está
muito mobilizada em não descaracterizar a estrutura de Lavras Novas, com isto tem sido muito
restringida a venda de terrenos na região em que a maior parte pertence à igreja. Ongs estão
sendo formadas e diversas associações também têm sido criadas com o objetivo de
preservação e de cuidar dos interesses da população. Uma outra forma de oferecer opções que
não só estaria divulgando Vila da Montanha e que teria um cunho social seria agregar os
artistas plásticos e artesãos que vendem suas peças em casa, e promover um evento em um dia
especifico do mês tipo uma feira de obras de arte e artesanato na praça da Vila, onde os
turistas poderão ter acesso a todo o trabalho que é realizado em Lavras Novas, aliado a um
concerto na praça com um artista, nos remetendo as origens da feira de artesanato em Belo
Horizonte. Outra forma também seria de resgatar todas as festas religiosas e promover missas,
procissões na praça da Vila buscando preservar estas tradições e envolver a população local.

5.5.3.2 Importância do Mercado Alvo para os Concorrentes

Nos últimos anos o que pode ser analisado é que os turistas que freqüentam Lavras
Novas gostam de experimentar novos hábitos. Grande parte dos clientes demonstra isso ao se
hospedarem. Querem conhecer novos lugares e o que oferecem. Vila da Montanha não irá
gerar impacto visto que já existe há 3 anos não somente indicando outras opções de
hospedagem bem como sendo indicadas pelos concorrentes.

42
5.5.4 Estratégia de Marketing
5.5.4.1 Estratégia de Entrada no Mercado

Para a implementação da Vila da Montanha estamos prevendo diversas etapas e


consistirão nos seguintes aspectos:

Nas novas obras a serem realizadas não interferirem nos chalés que já são alugados há 3
anos, sem transtorno para os clientes;
Preparar a especificação completa com todas as suas funcionalidades;
Folder explicativo com todas as acomodações da Vila da Montanha, a ser distribuído
estrategicamente em agencias de turismo, no restaurante, na loja de artesanatos, etc;
Estabelecer um plano detalhado de marketing contendo a campanha publicitária a ser feita
para o lançamento da Vila da Montanha, mudando o nome fictício que atualmente é
denominado Chalés da Montanha ;
Obter adesão de agencias de eco-turismo conhecidas no mercado, revistas e sites de
esportes radicais constituindo parcerias capazes de divulgar e obter mais clientes com vistas a
atingir a meta estabelecida neste plano de negócios;
Construir o site e colocá-lo em funcionamento estrategicamente linkado com sites
parceiros;
Planejar o lançamento operacional da Vila da Montanha e fazer um evento de inauguração
com a campanha publicitária já mencionada e convidando os clientes cadastrados e os
principais comerciantes e formadores de opinião de Lavras Novas.

Todas estas metas visam colocar a Vila da Montanha completamente em operação. Seus
sócios se encarregarão de fazer todas essas tarefas que consistem no detalhamento dos planos
que estão sendo apresentados. O prazo para fazer esta etapa é de 6 meses a partir do momento
que haja a constituição formal da empresa e a linha de credito necessária para o investimento.

5.5.4.2 Estratégia de Marca

A marca foi escolhida por dois motivos básicos: Vila , significa povoação de
categoria superior a uma aldeia e inferior a uma cidade; casa de campo de construção mais ou
menos elegante. Montanha , devido à vista que se tem do local. Vila da Montanha vem

43
unir a fixação de uma identidade de marca e imagem, a ser consolidada junto ao seu público-
alvo.

5.5.5 Estratégia de Comercialização


5.5.5.1 Efeitos de Sazonalidades

Enquanto o modelo de negócio estiver mais fundamentado, haverá uma tendência


maior de aumento de demanda em períodos de ferias e feriados prolongados. Em época de
baixa demanda, Vila da Montanha ocupará seu tempo basicamente criando e cultivando novos
relacionamentos e parcerias comerciais orientado para seu público-alvo.

5.5.5.2 Processos de Pós-venda

Os serviços de pós-venda oferecidos pela Vila da Montanha serão investidos no


relacionamento com o cliente para explorar novas oportunidades de negócio e uma forma de
manter um vínculo permanente com o cliente buscando sempre inovações e fidelizando os
mesmos cada vez mais.

5.6 Plano Operacional


5.6.1 Planejamento da Capacidade de Produção
5.6.1.1 Capacidade de Entrega Interna e Externa

Um bom planejamento de demanda deve ser realizado para adequar as necessidades


dos turistas. As reservas poderão ser realizadas através do site, bem como o pagamento e o
cadastro do cliente para agilizar o atendimento.

5.6.1.2 Procedimentos de Entrega de Produtos/Serviços

Todos os procedimentos administrativo dos serviços a serem prestados serão


informatizados e diretamente administrado pelos sócios. Os funcionários e os parceiros serão
devidamente treinados e conscientizados para uma perfeita sintonia com a missão do negocio

44
5.6.1.3 Vantagens Competitivas nas Operações

A principal vantagem competitiva que Vila da Montanha pode contar em seu processo
é a qualidade dos serviços, por configurar uma inovação com relação ao mercado. A forma do
negócio e o atendimento personalizado não constam em nenhum outro modelo conhecido de
negócio para este público-alvo.

5.6.2 Fornecedores e Terceiros


5.6.2.1 Requisitos de Tempo

Não há requisitos de tempo na proposta de Vila da Montanha.

5.6.3 Sistema de Gestão


5.6.3.1 Gestão de Estoque e Inventário

Por se tratar de prestação de serviços, Vila da Montanha não possuirá estoques de


materiais.

5.6.3.2 Gestão de Segurança e Saúde

Uma das preocupações é com relação a incêndios o que os sócios providenciarão


vistoria do corpo de bombeiros para prevenção e aquisição dos equipamentos necessários de
combate a incêndios, bem como vistorias constantes da vigilância sanitária das instalações do
restaurante.

5.6.3.3 Gestão do Impacto Ambiental

Existe uma preocupação constante dos sócios com relação ao meio ambiente e em não
descaracterizar a arquitetura da cidade. Portanto todo o projeto somente será executado apos
aprovação e licenciamento da FEAM, da Secretaria de Obras e do CREA.

5.7 Estrutura e Capitalização


5.7.1 Necessidade de capital de terceiros para 5 anos

45
5.7.1.1 Necessidade de Capital de Terceiros para os próximos 5 anos

Espera-se que o próprio negócio adquira uma situação de caixa que possa gerar os
recursos de por si próprio, portanto Vila da Montanha, prefere reduzir seus riscos colocando
parte do capital a ser re-negociado no futuro, em função do cumprimento de metas
estabelecidas no plano.

5.8 Planejamento Financeiro


5.8.1 Lançamentos
5.8.1.2 Tributos e Encargos

Como a empresa Vila da Montanha está enquadrada como microempresa ela será optante do
SIMPLES onde, todos os impostos federais referentes a Imposto de Renda, Pis, Cofins e
Contribuição Social estão concentrados em um único imposto. Dentro da tabela do SIMPLES,
empresas com faturamento até R$ 60.000,00 o percentual e ser descontado em empresas de
comercio e serviços que é o caso em questão será de 3%. De R$ 60.000,00 a R$ 90.000,00
será de 4%. O imposto municipal (ISS) de Ouro Preto é de 5% e o percentual dos encargos
sociais considerados é de 80%.

5.8.1.3 Produtos e Serviços

Os serviços que serão oferecidos por Vila da Montanha estão discriminados na


(Tabela 2 do item 8 de Análise de Resultados) . As quantidades expostas tem como base a
média dos alugueis realizados nos últimos 3 anos e 10 meses com a capacidade atual instalada.
Considerando o aumento da capacidade e a sazonalidade deste ramo de atuação, foi projetada
uma taxa de ocupação no final dos 5 anos em média de 21% ao ano.

5.8.1.4 Política de Comercialização

As vendas serão realizadas 100% à vista. Os preços dos serviços estão expostos na
(Tabela 3 do Item 8 de Análise de Resultados).

5.8.1.5 Outras receitas

46
A realização de eventos culturais que estão sendo previstas pelos idealizados do
projeto com artistas locais, músicos, concertos, feiras de artesanatos, exposição entre outros,
onde está sendo estimado o valor de R$ 300,00 por mês. O valor estimado em receitas está
exposto na (Tabela 4 Item 8 de Análise de Resultados).

5.8.1.6 Despesas Fixas

As despesas que Vila da Montanha terá, estão discriminadas na (Tabela 6 - Item 8


Análise dos Resultados). Foi projetado um aumento de 10% ao ano nas despesas fixas.

5.8.1.7 Cargos e Salários

Como a administração com relação a reservas, cadastro, contas a pagar, contas a


receber, etc será administrada pelos sócios, será necessário uma pessoa para atuar nos serviços
de limpeza e da entrega das chaves. Quando necessário será contratada uma pessoa para
auxiliar na manutenção das instalações e do jardim, serviços estes eventuais e pontuais, não
sendo necessário o vinculo empregatício. Tal evento já foi considerado nas despesas fixas. O
salário da auxiliar de serviços gerais será de R$ 260,00 mais os encargos de 80% que totaliza
o valor de R$ 468,00 e projetando um aumento de 8% ao ano, como demonstrado na (Tabela 7
Item 8 Análise dos Resultados).

5.8.1.8 Estrutura de Capital

Como Vila da Montanha trata-se de uma empresa nascente, os sócios possuem uma
reserva de saldo inicial de caixa no valor R$ 5.000,00. No primeiro ano os sócios investirão
R$ 16.000,00 e no 3º e 4º ano mais os valores de R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00. Os sócios como
já tem algum ativo, foi feita uma estimativa do valor residual em função do seu tempo de vida
útil remanescente até a sua depreciação total. Tal valor foi estimado em R$ 58.680,00. Os
sócios pretendem também reservar um saldo de caixa mensal no valor de R$ 667,00 por mês
para futuros investimentos e despesas sazonais, este valor não implica em desembolso efetivo
de caixa no mês, mas ajuda no planejamento do fluxo de caixa quando da necessidade do
desembolso, como demonstrado na (Tabela 8 - Item 8 de Análise de resultados).

47
5.8.1.9 Empréstimos e Financiamentos

A parcela do investimento necessário a ser captado do mercado externo através de


instituições financeiras tais como o FUNDESE Estrada Real está estimado no valor de R$
64.000,00 e que está planejado a ser disponibilizado nos 4 primeiros meses conforme o
desempenho e necessidade das obras. Este valor equivale a 80% de R$ 80.000,00 a ser
solicitado, pois a Instituição financia até 80% do valor. As parcelas a serem amortizadas
acrescidas de juros e demais despesas relacionadas será de R$ 1.685,37 em 48 vezes com
prazo de carência de 12 meses para início dos pagamentos, conforme (Tabela 9 Item 8 da
Análise de Resultados).

5.8.1.10 Aplicação de Recursos Ativos Fixos

Foram incluídos todos os ativos adquiridos pelos sócios. Nesta categoria se encaixam
móveis, equipamentos, máquinas, computadores, imóveis, veículos, softwares, utensílios,
registros de patentes e similares. Os valores expostos equivalem ao valor atual de mercado.
Em função da vida útil e do valor de reposição, o valor da Depreciação é calculado conforme
classificação contábil padrão. Este é o valor que o bem sofre mês a mês, ou seja, a
desvalorização do bem em relação à sua utilização. A Depreciação será lançada nos relatórios
de Demonstrativo de Resultados e no Balanço Patrimonial conforme (Tabela 10 - Item 8 de
Análise de Resultados).

48
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Em Barreto (1997), tem-se uma definição de que criatividade, na acepção exata da


palavra, nunca é algo que comprometa, que diminua a racionalidade estabelecida, as normas
produtivas, a lógica evidente, o bom senso. É algo a mais em relação a tudo isso. É algo que se
acende quando tudo isso não está conseguindo resolver o assunto. É acréscimo, é conquista, é
novidade valiosa, é algo além de.
Em Predebon (1999), é discutido que o comportamento criativo é produto de uma visão
da vida, de um estado permanente de espírito, de uma verdadeira opção pessoal quanto a
desempenhar um papel no mundo. Essa base mobiliza no indivíduo seu potencial imaginativo
e desenvolve suas competências além da média, nos campos dependentes da criatividade.
Em Filion (2000), define-se que o empreendedor é uma pessoa que imagina,
desenvolve e realiza visões. O processo criativo do empreendedor gera novos contextos e
promove o desenvolvimento de novos negócios. O sonho do empreendedor é transformado em
realidade através de árduo trabalho, dedicação e perseverança, sem mágicas ou truques.
Em Silva (2002), é colocado que a criatividade é a capacidade que o ser humano tem
de fazer as coisas de uma forma diferente, ver as coisas sob outros pontos de vista. Ser criativo
é pensar fora da caixa, conseguir novas idéias pra lançar um produto, implementar um
processo, criar uma nova maneira de se relacionar com o cliente.
Barreto (1997) trata da criatividade como sendo algo a mais que a lógica evidente e o
bom senso de uma forma similar que a apresentada em Predebon (1999), que define como o
produto de uma visão da vida, de um estado permanente de espírito, de uma verdadeira opção
pessoal, e em Silva (2002), é colocado que a criatividade é a capacidade que o ser humano tem
de fazer as coisas de uma forma diferente, ver as coisas sob outros pontos de vista, em Filion
(2000), define-se que o empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões,
e que o processo criativo do empreendedor gera novos contextos e promove o
desenvolvimento de novos negócios, de forma que no campo do processo para a criatividade
os conceitos expostos são similares e que através dela conforme Filion (2000) culmina em
novos negócios a serem empreendidos.

49
7. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Neste projeto a metodologia empregada se desenvolveu através dos principais


conceitos da criatividade e empreendedorismo de escritores, consultores e especialistas no
assunto, buscando uma visão ampla e integrada e de como é necessário sistematizar e
canalizar as idéias inovadoras em um plano de negócios para minimizar seus riscos.

7.1 Fundamentos Teóricos

Através do estudo de diversos autores e especialistas que ressaltam a importância da


criatividade e do empreendedorismo no atual mundo dos negócios, foram sistematizadas neste
projeto e na demonstração da necessidade de canalizar esta energia para o planejamento, pois
somente através dele é possível visualizar dentro de uma realidade minimizando ao máximo os
seus riscos.

7.2 Métodos e Técnicas

Os fundamentos técnicos se basearam em pesquisas técnicas e ferramentas gerenciais


de planejamento e no desenvolvimento de um projeto real de constituição de um plano de
negócios com o objetivo da visualização da viabilidade e análise crítica do mesmo.

50
8. ANÁLISE DOS RESULTADOS

Tabela 1 Nesta tabela em anexo estão especificadas as quantidades mensais e anuais


realizadas por serviço com a atual capacidade instalada referentes aos anos de 2001 até
setembro de 2004. Pode-se verificar que a média de taxa de ocupação da casa é de 14,76% e
do chalé é de 14,55% e a média percentual destes 3 anos e 10 meses foi de 22,35% na casa e
8,32% no chalé.
Tabela 2 Nesta tabela em anexo estão especificadas as quantidades mensais e anuais
dos serviços que serão oferecidos por Vila da Montanha . Estes valores tiveram como base a
média realizada do histórico dos 3 anos e 10 meses de alugueis efetivados, e levando em
consideração a sazonalidade deste ramo de atuação e a projeção de crescimento da taxa de
ocupação no final de 5 anos de 21%.
Tabela 3 - Nesta tabela em anexo estão especificados os preços dos serviços que serão
oferecidos pela empresa. Os preços levaram em consideração os que são praticados atualmente
com relação aos alugueis e quanto aos outros serviços propostos foram baseados em pesquisas
locais.
Tabela 4 Nesta tabela estão os resultados mensais e anuais das receitas previstas na
efetivação do projeto.
Tabela 5 - Nesta tabela estão expostos os encargos e impostos referentes ao porte da
empresa e neste ramo de atuação. Os encargos considerados são de 80% sobre o salário, visto
que inicialmente Vila da Montanha não poderá incrementar nenhum beneficio ao
funcionário contratado e o salário considerado foi o mínimo, ou seja o valor de R$ 260,00.
Como microempresa e optante do Simples, todos os tributos federais são concentrados em um
único imposto. Na tabela empresas com faturamento até R$ 60.000,00 e do ramo de comercio
e serviços a alíquota é de 3%. Quanto ao imposto municipal, o ISS do município de Ouro
Preto é de 3%.
Tabela 6 Nesta tabela estão consideradas todas as despesas fixas mensais e anuais
que a empresa terá para o funcionamento. Foi projetado um aumento de 10% ao ano.
Tabela 7 - Nesta tabela estão expostos o salário e encargos do empregado que a
empresa terá para auxiliar. Foi projetado um aumento de 8% ao ano.
Tabela 8 Nesta tabela estão expostos a estrutura do capital de Vila da Montanha.O
saldo inicial é de R$ 5.000,00 e R$ 16.000,00 no primeiro ano e de R$ 3.000,00 e de R$
2.000,00 no 3º e 4º anos e o ativo fixo que representa o terreno, a casa, o chalé e os móveis e

51
utensílios, que entra como capital próprio a ser investido na empresa. Está sendo prevista uma
reserva de capital de R$ 667,00 mensais para eventos pontuais que possam ocorrer.
Tabela 9 Conforme a linha de financiamento do Fundese Estrada Real o custo do
financiamento é de 12% ao ano. O prazo de pagamento é de 24 a 60 meses incluída a carência
de 3 a 24 meses. Pode ser financiado até 80% do valor limitado a R$ 150.000,00 para micro
empresas, com uma taxa de abertura de credito de 1% sobre o valor do financiamento. Nesta
tabela está sendo considerado o montante de recursos necessários para implementação do
projeto conforme os cálculos das obras civis que serão realizadas, considerando todo o custo
deste financiamento de acordo com a necessidade do projeto.
Tabela 10 Nesta tabela estão descritos o ativo fixo da empresa considerando o valor
atual de mercado já descontando a depreciação dos últimos 4 anos.
Tabela 11 A Demonstração de Resultados mostra de que forma o lucro ou prejuízo
foi apurado, apresentado as receitas, custos e despesas. Nela é possível destacar a margem
liquida e a rentabilidade da empresa. O resultado apurado é transferido para a conta Lucros ou
Prejuízos acumulados. Vale ressaltar que embora o Resultado seja apurado a parte do Balanço
Patrimonial, toda operação com receitas e despesas é refletida no Balanço, aumentando ou
diminuindo Ativo, Passivo e Patrimônio Liquido.
Tabela 12 O Fluxo de caixa mostra mensalmente e anualmente a disponibilidade ou a
necessidade de dinheiro que a empresa gera aos seus proprietários e credores. O fluxo de caixa
dá base para a estrutura de um instrumento indispensável para tomar decisões, porque vai mais
longe que a simples apuração do período (receitas menos despesas pagas). Consideram-se
investimentos, amortização de financiamentos, etc. Indica a origem de todo o dinheiro que
entrou no caixa, bem como toda a aplicação de todo o dinheiro que saiu do caixa em
determinado período e ainda o resultado do Fluxo Financeiro.
Tabela 13 O Balanço Patrimonial apresenta uma situação estática da empresa
mostrando as fontes de onde provieram os recursos além dos bens e direitos em que esses
recursos se acham investidos.
Tabela 14 Nesta tabela estão os principais indicadores financeiros da empresa ano a
ano, numa análise da solvência da empresa, rentabilidade, endividamento e retorno do
investimento. No Índice de Liquidez Corrente e Capital Circulante Líquido, pode-se verificar
que para cada R$ 1,00 de exigibilidade a curto prazo, a empresa não teria como cumprir os
seus compromissos de curto prazo nos 5 anos expostos. No índice de endividamento pode-se

52
perceber que o percentual que a empresa está sendo financiada com capital de terceiros
diminui a cada ano

53
9. CONCLUSÃO

Muitas pessoas preparam-se à vida inteira...e nunca realizam nada. Outras se julgam
despreparadas a vida inteira e também nunca realizam. Há, por outro lado, aquelas que se
lançam de modo aventureiro, sem nenhuma preparação, a um empreendimento de risco. Tudo
isso quer dizer que o julgamento do grau de preparação é subjetivo e individual. Ele requer
uma reflexão devida do indivíduo, com maturidade e consciência, para uma decisão sensata.
Às vezes o grau de preparação é pequeno, mas a pessoa avalia bem e vê que os riscos também
são pequenos, e decide partir para a ação. Outras vezes, embora havendo uma preparação
elevada, no fundo do coração o indivíduo, embora sendo sensato e corajoso, sente que ainda
não é chegada a hora - e deve seguir sua intuição. É fundamental refletir, pensar bem,
conversar, analisar os fatos, ouvir as vozes interiores, decidir qual é a hora certa e
principalmente: planejar.

9.1 Comentários Finais

Finalmente, pode-se assinalar que exercitar a criatividade é fundamental para inovar e


empreender e fundamentalmente canalizar esta energia para o planejamento.

9.2 Sugestões para Futuros Trabalhos

Não é muito difícil achar casos de sucesso empresarial no qual a idéia fundamental do
negócio tenha ocorrido também em nossas mentes. Então, porque ele conseguiu e nós não? É
claro que existe uma infinidade de fatores, entre eles a oportunidade, o capital, know-how,
relacionamentos. Mas entre esses fatores, existe um que também é fundamental: o empresário
bem sucedido, com uma idéia igualzinha à que nós tivemos, acreditou em seu potencial
criativo. Como diz a frase de Ralph Waldo Emerson "Em Toda Obra de Gênio, Reconhecemos
Nossas Próprias Idéias Rejeitadas .
Outros trabalhos poderiam explorar as seguintes possibilidades não enfocadas neste
projeto: tais como exercitar a pratica do planejamento sistematizado nas instituições de ensino
e de desenvolvimento profissional ou mesmo nas incubadoras de empresas, onde o estímulo a
criatividade é incentivado e os profissionais possam se utilizar de ferramentas gerenciais para
canalizar o processo criativo.

54
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARRETO Roberto Menna. Criatividade no trabalho e na vida. Rio de Janeiro: Summus


Editorial, 1997.

FILION, Louis Jacques, DOLABELA Fernando. Boa idéia e agora? Cultura Editores
Associados, 2000.

GEM, Global Entrepreneurship Monitor. Sumário Executivo, 2003.

MENEZES Robert K. Criatividade empreeendedora. Revista & Negócios, 2001.

PREDEBON José. Criatividade hoje. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2001.

SALIM César Simões, HOCHMAN Nelson, RAMAL Andréa Cecília, RAMAL Silvina Ana.
Construindo planos de negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001.

SILVA Antônio Carlos Teixeira da. Inovação: como criar idéias que geram resultados.
Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002.

SPPLAN, Sebrae São Paulo, 2003.

55
APÊNDICE

Os Apêndices devem ser reservados para as citações muito longas, deduções, comentários
auxiliares, e para outras partes da monografia que não façam parte do corpo principal. Os
apêndices são desenvolvimentos autônomos elaborados pelo autor, para complementar o
núcleo do trabalho, de modo a não sobrecarregá-lo com detalhes excessivos nem desviar o
leitor da linha principal. Já os anexos, são documentos com objetivo similar, mas em geral não
são criados pelo autor. Tanto apêndices quanto anexos são opcionais, mas muito interessantes
para não tornar o corpo principal da monografia muito extenso.

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ANEXOS

Tabela 1 - Taxa de Empreendedorismo no Brasil


Anos 2.000 2.001 2.002 2.003
% 21,4% 14,2% 13,5% 12,9%
FONTE: Pesquisa GEM 2003

Tabela 2 - Evolução do Empreendedorismo por Necessidade e Oportunidade no Brasil e


no Mundo *
2.001 2.002 2.003
Oportunidade Brasil 8,5 5,8 6,9
Posição Brasil / nº participantes no ano 6/29 16/37 10/31
Oportunidade Global (Maior Taxa) (N.Zelândia) 12,8 (Tailândia) 15,0 (Uganda) 17,0
Oportunidade Global (Menor taxa) (Israel) 2,1 (Japão) 1,0 (França) 1,13
Necessidade Brasil 5,7 7,5 5,5
Posição Brasil / nº participantes no ano 3/29 1/37 5/31
Necessidade Global (Maior taxa) (Índia) 7,5 (Brasil) 7,5 (Uganda) 13,4
Necessidade Global (Menor taxa) (Noruega) 0,2 (França) 0,1 (Itália) 0,2
Proporção Oportunidade / Necessidade
(%) Brasil 60/40 43/56 53/43
FONTE: Pesquisa GEM 2003
* As taxas Oportunidade e Necessidade são calculadas para as Novas Empresas e para Empresas Nascentes
independentemente, sendo posteriormente eliminados os indivíduos que estão em Novas e Nascentes. Existe também a
opção de a motivação do empreendedor ser por ambas (Necessidade e Oportunidade), neste caso desconsiderado.

Tabela 3 - Estágio dos Empreendimentos no Brasil - 2000 a 2003


Anos 2.000 2.001 2.002 2.003
Empresas Nascentes 13,70% 9,20% 5,70% 6,50%
Empresas Novas 7,70% 5,00% 8,50% 6,90%
FONTE: Pesquisa GEM 2003

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Tabela 4 - Taxas de Empresas, Dados Agrupados de 2000 a 2003; 2003 isoladamente
(%)
Categorias 2000-2003 2003
Sexo Masculino 18 14,20
Feminino 12 11,70
Estado Civil Solteiro 15 12,30
Casado 16 13,40
Viúvo 8 6,30
Outro 16 16,10
Idade 18 a 24 anos 14 12,60
25 a 34 anos 19 16,10
35 a 44 anos 19 14,40
45 a 54 ano 12 11,50
55 a 64 ano 7 3,50
Faixa de Renda Menos de 3 SM 12 10,80
De 3 a 6 SM 18 15,40
Mais de 6 a 9 SM 21 14,50
Mais de 9 a 15 SM 21 22,10
Mais de 15 SM 19 25,00
Recusou a responder 14 12,00
Não sabe 20 10,50
Escolaridade Sem educação formal 10 5,10
1 a 4 anos 14 10,70
5 a 11 anos 18 16,20
Mais de 11 anos 19 16,10
Região geográfica Norte 23 10,10
Nordeste 14 14,80
Sul 19 15,10
Sudeste 14 12,10
Centro-Oeste 13 8,00
Fonte: Pesquisa GEM 2003

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Tabela 5 - Estimativa do número de empreendedores por região do Brasil
- 2000 a 2003
Região Total de população % Número estimado de
adulta 18-64 anos empreendedores
Norte 7.974.000 23 1.834.020
Nordeste 29.511.000 14 4.131.540
Sudeste 44.760.000 14 6.266.400
Sul 15.520.000 19 2.948.800
Centro-Oeste 7.193.000 13 935.090
FONTE: Pesquisa GEM 2000 a 2003

Tabela 6 - Participação no Empreendedorismo - Homens x Mulheres / 2000-2003


Gênero 2000 2001 2002 2003
Homens 71% 71% 58% 54%
Mulheres 29% 29% 42% 46%
Total 100% 100% 100% 100%
FONTE : Pesquisa GEM 2000-2003

59
Tabela 7 - Condições que afetam o empreendedorismo no Brasil - Avaliação pelos
especialistas nacionais
Condições que afetam o empreendedorismo no Brasil Média Médio Posição
Mund no
Brasil o Brasil
Capacidade Empreendedora: Motivação 0,53 0,38 10/31
Oportunidade Empreendedora 0,34 0,19 11/31
Participação da Mulher 0,18 0,34 19/31
Acesso a Infra-Estrutura Física 0,13 0,95 30/31
Barreiras à entrada no Mercado - mercado interno e
dinamismo/oportunidades 0,12 -0,19 7/31
Educação e Treinamento - Ensino superior e aperfeiçoamento -0,37 -0,21 22/31
Normas Sociais e Culturais -0,43 -0,23 18/31
Infra-Estrutura Comercial e Profissional -0,45 0,23 30/31
Capacidade Empreendedora: Potencial -0,63 -0,52 19/31
Suporte financeiro -0,76 -0,39 23/31
Programas Governamentais -0,78 -0,38 25/31
Proteção aos Direitos Intelectuais -0,83 0,12 28/31
Barreiras à entrada no Mercado - maiores barreiras - custos,
concorrência, legislação -0,9 -0,25 30/31
Transferência e Desenvolvimento de Tecnologia -0,98 -0,51 28/31
Políticas governamentais em âmbito federal, estadual e
municipal; efetividade das políticas -1,05 -0,4 28/31
Educação e treinamento - ensino de 1º e 2º grau -1,28 -0,94 27/31
Políticas governamentais: Impostos; tempo de resposta -1,68 -0,57 30/31
FONTE: Pesquisa GEM 2003

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ÍNDICE REMISSIVO

(Nesta seção opcional deve-se listar em ordem alfabética as principais expressões que surgem
no texto, indicando as páginas onde ocorrem, sendo que deve-se grifar as páginas em que os
conceitos são descritos em mais detalhe. Além do índice, pode-se apresentar também um
glossário, um dicionário dos principais termos utilizados no trabalho. Veja exemplo abaixo.)

Canais de distribuição, 13, 15, 38


Demonstração de resultados, 43, 47, 89
Estratégia empresarial, 12, 46
EVA, 11
Liderança, 23, 67
Organizações aprendizes, 34, 48
Qualidade total, 9, 48
Sistemas de informação, 56
SWOT, 7, 45

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