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GINECOLOGIA E 
OBSTETRÍCIA 
PROVA 01 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

   

 
 

F​ISIOLOGIA DA  ⇨ Captação ovular e Fecundação 


 
Ocorrendo ovulação o óvulo é liberado.

R​EPRODUÇÃO E 
● Passa pela Ampola e Fimbria tubária.
○ Cumulus Oophorus.

G​ESTAÇÃO
○ Separação da calda após se tornar
ovócito primário.
● Migração através da tuba, onde ocorre a
⇨ Conceitos básicos   fecundação.
A gestação é um período fisiológico ○ Até 3-4 dias ele se insere no útero.
● 1ª divisão ocorre após 30 horas
(clivagem).
CICLO
  ​MENSTRUAL 
● Fase pré-ovulatória (Fase proliferativa/folicular)
Fase mais irregular, com dias variáveis.
DESENVOLVIMENTO
  ​EMBRIONÁRIO 
Atuação do estrogênio e FSH. Ocorre a ● Formação da Mórula​​(1ª fase)
proliferação do endométrio, tornando-se mais ○ Até 3 dias após a fecundação.
espesso, preparando para a gestação. ○ Primeira semana
○ Ocorre ainda na tuba uterina.
● Ovulação (Fase Luteínica/secretória)
Ruptura folicular e liberação do óvulo na
cavidade peritoneal e captação da trompa para
ocorrer a fecundação. Atuação do LH. Formação
maior de vacúolos e artérias espiraladas. As
glândulas nutrem o embrião.

● Pós-ovulatória
Mais fixa, com 14 dias. Atuação do LH e
progesterona.
⚠ A gravidez ectópica ocorre quando há algum
Os hormônios gonadotróficos LH problema no cílios ou na tuba uterina. Este
(crescimento folicular) e FSH são produzidos pela problema pode ocorrer por conta de infecções ou
hipófise. O pico de LH ocorre para determinar a alterações na tuba.
ruptura folicular, caindo o estrogênio e
aumentando a progesterona. ● Blastocisto​(2a fase)
○ 4º dia
○ Chega ao útero (flutuando na
cavidade endometrial) - Nutrição
glandular.
○ Embrioblasto - Primeiros traços de
formação do embrião.
○ Presença de células tronco
embrionárias, células ainda não
especializadas, podendo se
Estrogênio alto estimula uma baixa de FSH. O desenvolver em qualquer tecido.
pico de LH coincide com o aumento de
progesterona.

 

○ Equilíbrio entre citocinas Th1 e
Th2.
○ Em uma gestação deve haver essa
supressão, por isso a gestante é
um indivíduo imunossuprimido.
Algumas patologias ocorrem onde
● Nidação​(3a fase) esse equilíbrio não é mantido,
○ Em torno de 6 traço 7 dias. havendo então aborto.
○ Enzimas proteolíticas são
formadas e favorecem a ⇨ Embriogênese 
penetração no endométrio. ● Disco embrionário.
○ Endométrio espessado. ○ A partir do embrioblasto.
○ Nutrição glicoproteico das células ● 3 folhetos
glandulares
○ Corpo lúteo produzindo
progesterona, para manter o
endométrio espesso, rico em
nutrientes para manter a gestação.

⇨ Reação decidual 
É a fase onde há a formação da estrutura ⇨ Hemodinâmica 
que faz a comunicação mãe-embrião e mãe-feto. ● O sangue fetal chegar placenta por 2
É a formação placentária. artérias umbilicais
● Citotrofoblasto. ● Essas Aa. passam através do espaço
○ Responsável pela formação do interviloso.
âmnio e do envolto que vai manter ● Rede capilar no interior do âmnio, criada
dentro dele o feto. nesse espaço viloso, onde o sangue
● Sinciciotrofoblasto. materno banha as vilosidades dessa rede
○ Responsável pela formação do capilar, ocorrendo ali as trocas
trofoblasto/placenta. Ele “invagina” materno-fetais.
para dentro do endométrio
espessado e se prolifera formando
lacunas vasculares.
● Lacunas vasculares.
○ Inicialmente nutrem o embrião
(11º-12º dia) e a partir daí há a
formação de shunt com capilares
do endométrio.
● Resposta imunológica permitindo
proliferação.
○ Reação de histocompatibilidade,
pela presença do feto.
○ Ação de células NK.
○ Linfócitos supressores agem
fortemente para não haver essa
reação contra o feto, fazendo um
⇨ Regulação do Fluxo Materno Fetal 
equilíbrio entre citocinas (TH1 e ● 1ª Invasão trofoblástica.
TH2) e células NK.

 

Ocorre na primeira semana quando o ● Difusão simples.
sinciciotrofoblasto invade a parede do endométrio ○ Gases e pequenas modificações.
e forma ali espaços vascular propiciando o shunt ● Difusão facilitada.
embrionário. ○ Íons e glicose.
● 2ª Invasão trofoblástica. ● Transporte ativo.
Em torno da 10ª semana de vida onde ● Endocitose.
ocorre uma invasão da túnica muscular dos vasos
maternos. ⚠ Não há necessariamente uma barreira
● Aumento, na 2ª invasão, de prostaciclinas placentária, mas sim uma passagem seletiva.
e óxido nítrico.
○ Vasodilatadores, facilitando que o ⇨ Sistema amniótico 
fluxo chegue a esses vasos. ● Cavidade amniótica.
● Óxido nítrico. ● Membrana amniótica - Várias camadas.
○ Relaxante da musculatura Lisa. ● É um ambiente estéril.
● Funções:
⚠ Algumas alterações fazem parte dessa etapa, ○ Proteção física.
como a pré-eclâmpsia, onde há uma falha desta ○ Temperatura.
2a invasão trofoblástica, onde não há o retorno ○ Homeostase fetal.
diminuído e ocorre o aumento da resistência ○ Hidratação.
vascular e gerando hipertensão materna.
⚠ O controle do líquido amniótico é feita pelo
⇨ Estrogênio e Progesterona  feto.
● Ação sobre implantação.
● Modulações no fluxo placentário, ● Inicialmente o controle amniótico é feito
melhorando o fluxo durante o 1º processo pelo citotrofoblasto, de maneira sutil.
de invasão. ○ Nas primeiras semanas.
● Ação sobre a musculatura Lisa. ○ Passagem passiva de líquido
● Ação sobre os vasos. através da membrana (materna).
Boa parte das alterações musculares e ● 10-20 semana.
relaxamento vão ocorrer por conta da ○ Ocorre a Difusão fetal, tanto nas
progesterona. Todo sistema com trocas maternas quanto no
musculatura lisa terá tendência a sofrer aumento do líquido amniótico.
um relaxamento. ● 20 semana.
○ Adaptação cardiovascular materna. ○ Controle feito pela diurese e
deglutição fetal.
⇨ Gonadotrofina Coriônica Humana  ○ Aparelho respiratório.
● Produzida pelo trofoblasto. ○ Face fetal da placenta.
● Primeiro sinal de presença do trofoblasto.
● Manutenção do corpo lúteo, que produz
progesterona para continuar mantendo o
HCG.
● Adequa a resposta imunológica.
● Estimula a síntese de estrogênio.
● Modificações fisiológicas da gestação
(náuseas, etc…).

⇨ Trocas materno-fetais 
● Permeabilidade seletiva.

 

 

F​ISIOLOGIA DA 
 

R​EPRODUÇÃO E 
G​ESTAÇÃO
CONCEITOS
  ​BÁSICOS 
● Aspectos locais e sistêmicos.
● Alterações anatômicas e funcionais. ⇨ Vulva 
● Alterações importantes para agitação. Escurecimento: Possui aspecto
○ Nem sempre agradáveis, mas escurecido (violáceo) por aumento da melanina.
fundamentais. Hipertrofia de grandes lábios vaginais​ :
○ Aumento de HCG: Provoca as vezes até mesmo invertidos por conta da
náuseas, vômitos, desconfortos... hipertrofia. Ocorre por conta da compressão
● Entendimento por parte do profissional e vascular pelo tamanho do feto e a compressão da
da gestante. própria “bacia” a esse local.
Edema no final da gestação.
- Bebê dificulta o retorno venoso.
ALTERAÇÕES
  ​NA GESTANTE 
- Vasos linfáticos também ficam com
  maior pressão feita pelo bebê.

SISTEMA REPRODUTOR 
⇨ Mama 
⇨ Tamanho uterino x Idade gestacional  Aumento de volume, principalmente por
Ocorre aumento do útero com o decorrer volta da 14ª semana, depois é mais lenta e
da gestação. durante a amamentação aumenta novamente, por
Colo amolecido:​Eversão (ectoscopia). conta da lactação.
Muco cervical aumentado:​Secreção Hiperpigmentação ​areolar das mamas -
aumentada, juntamente com um ​pH mais ácido​, Sinal de Hunter
por uma maior ação glandular, como mecanismo Rede de Haller: Aumento na
de proteção. vascularização, sendo possível até mesmo ver os
Corpo lúteo presente:​No início da vasos sanguíneos através da pele.
gestação ele está presente. Ocorre um “cisto de Tubérculos de montgomery:
corpo lúteo”, um cisto de ovário fisiológico. Pápulas/glândulas abaixo da aréola que
Vágina:​Comprimento e largura aumentam e podem liberar uma secreção que
aumentam. protege o mamilo, mas não tem grandes
significados clínicos.
Colostro: Presença não precisa ocorrer
necessariamente ao nascimento, pode ocorrer a
partir da metade da gestação. Aspecto seroso,
lácteo, sem necessidade de exames pois não traz
nenhum significado, nem de que o leite vai
demorar para descer, nem que vai adiantar.

 

respostas de TH1 e TH2 alteradas,
HEMATOLOGIA 
onde a resposta de TH2, que tem
● Aumento volume plasmático 40-50%. maior supressão, é prejudicada.
- Gera aumento de edema, ○ Os leucócitos são ativados em um
fisiológico da gestação. dano, NK, elas agem de forma a
- Retenção líquida pela ação da eliminar o agente invasor. Esse
aldosterona​, que retém mais aumento na gestação pode haver
sódio. um processo de supressão
- Por haver mais líquido no vaso aumentado gerando uma resposta
sanguíneo, o líquido extravasa, muito exagerada
gerando esse edema. ○ (15 semanas é o pico de
leucócitos) 12 mil à 20 mil depois
⚠ Hemorragia pós-parto: Aumento significativo do parto.
no volume, quando a gestante perde muito ○ Não é relacionado com o
sangue durante o parto, pode chocar pois a processo de hemodiluição.
diferença é maior. ● Aumento dos fatores de coagulação:
● Hemácias Aumento do estado pró-trombótico,
○ Aumenta 30% para compensar o trofoblastos adentram o útero fazendo um
volume de líquido. shunt e, após o parto, precisa que haja
● Anemia fisiológica da gestação trombose rapidamente, para não haver
○ Apesar de aumentar as hemorragia.
hemáceas, o volume de líquido ○ Aumenta o risco de
aumenta muito mais​, havendo tromboembolismo. Esse estado se
uma hemodiluição, gerando mantém até o final do puerpério.
anemia fisiológica da gravidez. █ ● Estado hipercinético
● Perdas sanguíneas são mais toleradas. ○ Para manter o débito cardíaco:
○ Mas em grandes perdas há ■ Queda da pressão
possibilidade de chocar. Gestante é ​hipotensa​ ,
● Ferro ​é implementado pois o bebê ocorrendo síncope,
também está aumentando a necessidade sonolência….
de ferro. principalmente no início da
gravidez.
Caracterizada pela 1a ou
2a invasão trofoblástica.
■ Aumento volume.
■ Diminuição da resistência
vascular periférica.
● Aumento da frequência cardíaca
○ Aumenta o débito.
○ Sopro sistólicos fisiológicos
(Principalmente sopro aórtico).
Se houver sinais maiores pode
gerar dispnéia.
● Aumento de leucócitos Dispnéias graves devem ser
○ Até 12 mil. investigadas, ​onde qualquer tipo
○ Coronavírus: ​Há modificação de de esforço gera falta de ar​.
resposta imunológica/inflamatória. ● Efeito de compressão da veia cava (Efeito
Um processo na gestação gera posero).

 

○ O útero cresce, pesando e ○ Tratamento: Flúor… tratamentos
comprimindo a veia cava, para melhorar o quadro.
dificultando o retorno venoso e ○ Durante toda a gravidez.
caindo o débito cardíaco, gerando ● Esvaziamento gástrico retardado.
hipotensão… ○ Aumento Progesterona e
○ Pode haver diminuição do débito diminuição da motilina.
cardíaco. ○ Aspecto importante pois se uma
○ Cesariana: A anestesia pode gravidez precisar de uma
baixar ainda mais a pressão. intubação de emergência, o risco
de aspiração é maior.
○ Esvaziamento gástrico da grávida
é de pelo menos 8 horas.
● Hérnia de Hiato fisiológico e refluxo.
○ Afrouxamento do esfíncter
gastroesofágico para dentro do
esofago.
○ Tratado com o uso de
medicamentos que diminuem a
acidez gástrica.
● Retardamento do trânsito intestinal.
○ Aumento de constipação, gases…
○ Meteorismo (aumento de gases).
- No início da gravidez há queda da pressão, ○ Hemorróidas (​compressão e
depois aumenta. diminuição do retorno venoso,​
  junto a constipação e fezes
GASTROINTESTINAL  endurecidas, ocorre maior
pressão).
● Náuseas e vômitos. ○ Tratamento: Aumento de ingestão
○ 50% não tem. de fibras….
○ É determinado pelo HCG.  
○ Normalmente começa na 6ª
semana até às 12-13. Se não, até SISTEMA URINÁRIO 
a 16-20… ​até o HCG estabilizar. ● Aumenta a litíase.
○ Tratamento: Medidas gerais, ● Aumento volume renal.
alimentos gelados, água com gás, ● Aumenta fluxo renal (60-80%).
medicamentos, diminuição do ● Aumento da filtração glomerular 50%.
conteúdo gástrico (dividir mais o nº ● Dilatação sistema coletor:
de refeições durante o dia). ○ Progesterona age no sistema
● Gengivite gravídica​. urinário, aumentando a dilatação,
○ Qualquer tratamento dentário pode gerando estase (aumenta risco de
fazer em qualquer momento da litíase), o ureter fica relaxado…
gestação. Sendo eles extração, ○ Dilatação do sistema urinário
anestesia….. todos. direito maior do que o esquerdo,
■ Até é preferível fazer, pois gerando​ hidronefrose fisiológica​ .
inflamações predispõem à ● Polaciúria​:
prematuridade. ○ Diminuição da capacidade
○ É comum gengivite (hiperemia, residual.
sangramento).

 

● Aumento no índice de infecção ​por ○ Até o final da gestação
conta da estase desse relaxamento. ● Estrias gravídicas:
  ○ Por destruição das fibras de
colágeno. Não existe fator genético
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
que predispõe, mas sim o tamanho
● Congestão nasal. da barriga, a flacidez vascular da
● Aumento da FR. mãe… Os cremes possuem baixo
● Aumento do volume corrente​: impacto nas estrias.
○ Alcalose respiratória ● Telangiectasias:
compensada​. Por conta do ○ Comum em membros inferiores,
aumento do bicarbonato, que é desaparecem após a gestação.
compensado por excreção no rim. ○ Progesterona mais a pressão
○ Por conta do aumento da FR vascular da pelve aumenta o
também. aparecimento.
● Restrição respiratória mecânica ​(gera ● Cloasma ou melasma gravídico:
aumento FR). ○ Manchas hipercrômicas, que são
depósitos regionais de melanina,
⚠​Marcadores importantes da gestação: que são comuns e desaparecem
● 12 semanas​, passa o período embrionário após a gravidez. Mas sem o uso
● 20 semanas (metade), fisiologia da de filtro solar, a melanina fixa.
gestação ficam estabelecidas, ficando a ○ Quanto maior o número de
gestante com muitas delas até o final. gestações, maior a chance de
● 28 semanas​. Aumento do volume fetal aparecer.
(1,2kg), tanto que 32 semanas (2,2kg), 38 ○ Mais comum em mulheres com a
(3,400kg). pele mais escura e multíparas.
  ○ Filtro solar pode diminuir a
incidência dos melasmas.
SISTEMA OSTEOARTICULAR  ● Linha nigra:
● Relaxamento ligamentar: ○ Mais intensa inferior à cicatriz
○ Evitar salto umbilical. Diminui ou desaparece
● Mudança de postura e marcha após a gestação. Recomendado
anserina: uso de filtro solar.
○ Pois o centro de gravidade muda,
abdome vai para frente jogando a ⚠ Sol e gravidez não combinam muito, pois
coluna dorsal para as costas. aumenta as manchas de pele, e o bronzeado é
○ Alteração da coluna vertebral: mais rápido.
Hiperlordose.  
● Dores. OUTRAS 
● Dormência membros superiores:
○ Compressão N. Ulnar. ● Psique oscilando durante o dia.
○ Síndrome do carpo “largo?” ● Aspectos psicológicos são comuns.
  ● Audição:
○ Zumbido e vertigem, bastante
DERMATOLÓGICAS  comuns.
● Acne ○ Centro do vômito está muito
○ Aumenta pelo aumento da próximo ao labirinto.
testosterona. ● Paladar:
○ Aumento libido pela testosterona. ○ Paladar muda.

 
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○ As progesteronas aumentam o
apetite. (como em ACO).
○ Apreciação maior por alimentos
ácidos (Conservas, limão...).
● Visão
○ Borramento visual.
○ “Durante a gestação melhora a
visão”.

CONCLUSÃO
● Entendimento por parte do profissional
● Compreensão
● Pré-natal

 
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P​RÉ-NATAL DE   ⇨ Fatores importantes: 


 

B​AIXO ​R​ISCO
Idade materna inferior a 16 ou
superior a 35 anos, peso inicial
Biológicos inferior a 50 kg, estatura inferior a
150 cm, história familiar de
Apesar da gestação possuir situação de doenças hereditárias.
risco, muitas vezes não é necessária grandes
medidas. Clínicos
Hipertensão, nefropatia, diabete,
DST, cardiopatia, etc.
⇨ Fator de risco acompanhada em atenção básica
Abastecimento deficiente de água,
● Idade menor do que 15 anos e maior do que 35 falta de esgotos, condições
Ambientais
anos. precárias de habitação, estilo e
● Ocupação esforço físico excessivo, carga qualidade de vida.
horária extensa rotatividade de horário, exposição
Má qualidade da assistência,
a agentes físicos químicos e biológicos, estresse. Relacionados
cobertura insuficiente ao pré-natal,
à assistência
● Situação familiar insegura e não aceitação da falta de integração
médica
gravidez, principalmente em se tratando de interinstitucional.
adolescente.
Nível educacional baixo, mães
● Situação conjugal insegura. Socioculturai
solteiras, adolescentes e não
● Condições ambientais desfavoráveis. s
aceitação da gravidez.
● Baixa escolaridade (menor do que 5 anos de
estudo regular). Econômicos Baixa renda.
● Altura menor do que 1,45m.
História de infertilidade, gravidez
● IMC de baixo peso, sobrepeso ou obesidade. ectópica ou aborto espontâneo,
● Fatores relacionados à história reprodutiva anormalidades uterinas, feto
anterior: macrossômico, história de
Obstétricos
natimorto, recém-nascido de baixo
- Recém-nascido com restrição de
peso, grande multiparidade, mola
crescimento, pré-termo ou mal formado. hidatiforme, coriocarcinoma,
- Macrossomia fetal novelinha síndromes cicatriz uterina prévia.
hemorrágicas ou hipertensivas.
Pré-natal ausente ou tardio,
- Intervalo interpartal menor do que dois
hemorragia anteparto, gestação
anos ou maior do que cinco anos. múltipla, hipertensão induzida pela
- Nuliparidade e multiparidade (5 ou mais Condições gestação, ruptura prematura de
partos). atuais membranas, aloimunização,
gestação prolongada, CIUR,
- Cirurgia Uterina anterior.
polidrâmnio, anemia,
- 3 ou mais cesarianas. apresentação anômala
● Fatores relacionados à gravidez atual:
- Ganho ponderal inadequado.
- Infecção urinária. SINAIS
  E ​SINTOMAS 
- Anemia.
⇨ Sintomas de presunção de gestação: 
- Náuseas e vômitos.
- Alterações mamárias.
- Alterações urinárias.
- Percepção de movimentos fetais.
- Mudanças de apetite.
- Fadiga, tontura, sialorréia, distensão
abdominal e constipação, dispneia,
congestão nasal, câimbras, lombalgia.

 
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IDADE GESTACIONAL 
⇨ Sinais de presunção  
- Amenorreia. 1. ​Gestogramas:
- Alterações mamárias. - Discos como “réguas” onde se coloca a
- Alterações na vulva e na vagina. DUM e regulando mostra a data provável
- Alterações de muco cervical. do parto.
- Alterações cutâneas. 2. Cálculos de idade gestacional.
3. Regra de Nägele:
⇨ Sinais de probabilidade  - Somar 7 ao primeiro dia da DUM e
- Alterações em forma e consistência do diminuir 3 meses da DUM.
útero
- Consistência cervical amolecida
- Aumento do volume abdominal.

⇨ Sinais de certeza 
- Ausculta do BCF.
- Sinal de Puzos (sensação de rechaço
fetal). 4. Altura uterina:
- Percepção de movimentos e partes fetais. - Principal função é avaliar se há
- HCG urinário, que positiva normalmente crescimento de maneira adequada, e
após 15 a 20 dias após fecundação mostrar se de acordo com a IG
(positivo é bastante elevado). 5. Ultrassonografia:
- HCG sérico, o valor preditivo é muito mais - 7-10 semanas - 3 dias de erro
alto, indicando certeza de gestação. - 14 - 20 semanas - 7 dias de erro
Positiva em torno de 12-15 dias após - 3 trimestre - 2-3 semanas de erro
gestação. Normalmente é feito após 18
dias.
- Ausculta.
 

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 

⇨ B-HCG 
- Urinário ou sanguíneo.
- 8-9 dias após a fecundação
- Positivo > 25
- Negativo < 5
- Iniciam queda entre 10-20 dias.
 

DIAGNÓSTICO ECOGRÁFICO 
Saco gestacional
- Identificado a partir de 4-5 semanas.
BCFs
- A partir de 6 semanas de gestação.

 
 

 
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CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL 


CONSULTAS 
 
⇨ Hipertensão : 
No mínimo, 6 consultas: 1 no 1º trimestre. ● Hipertensa: Acima de 140 x 90 mmHg.
2 no 2º trimestre. 3 no 3º trimestre. Medir sentada.
Recomendado: ● Associado com edema.
● Mensalmente: até 28 semanas. ● Queda fisiológica no início da gestação
● Quinzenal: 28 a 36 semanas. que se mantém por boa parte da
● Semanal: após as 36 semanas. gestação.

⇨ Anamnese na 1ª consulta  ⇨ Ausculta dos BCF 


Consulta serve para comparar dados Primeiro recurso propedêutico para avaliar
epidemiológicos e avaliação de risco. condições fetais.
● Mãe: Ver quantas G-P-A ● A partir da 5-6 semana: ultrassonografia .
● Mãe nulípara = Nunca realizou parto. ● A partir da 10-11: sonar Doppler .
● Mãe nuligesta = Nunca engravidou. ● A partir da 20 semana: estetoscópio de
● Dores: Queixa mais comum.. Pinard . **Estetoscópio normal não
● Contrações de treinamento: ​Braxton consegue auscultar os batimentos
Hicks - contrações normais que são cardiofetais.
produzidas no útero durante a gestação.
○ Movimentações fetais,
TOQUE VAGINAL 
principalmente no 3º trimestre:
Marcador de bem estar fetal. Utilizado principalmente para avaliar a
● Perdas vaginais/secreções aumentadas idade gestacional, não sendo necessário em
(para prevenir prematuridade). todas as consultas.
● Intercorrências. ● Modificações do colo​: a partir de 8
semanas.
Ganho de peso  ● Apagamento: ​modificações no
- Pressão Arterial (feita na avaliação pré comprimento do colo, que vai alongando,
eclâmpsia) + monitorização do peso da é a primeira modificação de preparação
gestante em cada consulta. para o parto, que encurta e depois dilata.
● Dilatação​: Apresentação fetal (com toque
Estado nutricional  do polo cefálico).
● Suplementação vitamínica não é indicada ● Bacia obstétrica: precisa ser adequada
quando dieta minimamente adequada. para passagem do feto.
● Ácido fólico: Pelo menos 30 dias antes de
engravidar deve se iniciar o uso, com até
EXAMES
  ​LABORATORIAIS 
as 12 semanas.
⇨ 1º trimestre : 
Ferro   ● Hemograma.
● Após 12 semanas de gestação, ​para ● Tipagem sanguínea e fator Rh.
evitar a anemia fisiológica da gestação​. ● Coombs indireto (se a gestante for Rh
0,4 mg por dia. negativo e pai positivo), para prever uma
  doença hemolítica perinatal.
  ● Glicemia de jejum.
  ● Teste rápido de triagem para sífilis e/ou
  VDRL/RPR.
  ● Teste rápido diagnóstico anti-HIV.

 
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● Toxoplasmose IgM e IgG.
ULTRASSONOGRAFIA 
● Sorologia para hepatite B (HbsAg).
● Exame de urina e urocultura (bacteriúria O Ministério da Saúde considera que a
assintomática). não realização em gestações de baixo risco não
● Ultrassonografia obstétrica (não é diminui qualidade da assistência.
obrigatório), com a função de verificar a Se solicitada, na ausência de indicações
idade gestacional. específicas, o ideal é em torno de 16 a 20
● Citopatológico de colo de útero (se semanas, quando podemos detectar
necessário). malformações fetais e calcular a idade
● Exame da secreção vaginal (se houver gestacional.
indicação clínica).
● Parasitológico de fezes (se houver
indicação clínica). VACINAS 
● Eletroforese de hemoglobina (se a O uso de vacinas durante o período
gestante for negra, tiver antecedentes gestacional tem se constituído um tema bastante
familiares de anemia falciforme ou polêmico, posto que são poucos os estudos que
apresentar história de anemia crônica). demonstram evidência de risco para o feto da
vacinação por vírus inativados, vacinas
⇨ 2º trimestre  bacterianas ou toxóides. Por vezes, as indicações
Em torno de 24 semanas de gestação: baseiam-se no benefício do fármaco no caso de
● Hemograma. doenças que possam representar risco à saúde
● Glicemia de jejum (glicose líquida 75g de materna e fetal.
glicose – 1h – 2h) com teste de tolerância
à glicose. A partir da 24ª semana tem um ⇨  Vacinação  de  rotina  e  em  situações 
aporte maior de glicose no sangue. na 1a especiais 
fase da gestação ela é reservada para o A importância da vacinação na profilaxia
feto e é utilizado mais ácidos graxos da das doenças infecciosas é indiscutível e, nos
mãe, para ela. últimos anos, seu uso em gestantes tem sido
● EQU. abordado com substancial interesse. Pesquisas
● Urocultura. têm sido realizadas com o intuito de evidenciar a
segurança das diversas vacinas disponíveis no
⇨ 3º trimestre   mercado, ainda que poucas sejam recomendadas
● Estreptococos do grupo B. como seguras no período gestacional.
● Rastreio de todas com 35 semanas. As vacinas que utilizam vírus vivos são
● Hemograma. contra indicadas pelo risco da transmissão fetal,
● Glicemia. enquanto as que utilizam vírus inativados
● Equ. parecem ser seguras após o quarto mês de
● Urocultura. gestação.2-5 Alguns toxóides são permitidos no
● Toxoplasmose (se 1º negativo). período gestacional, como o toxóide tetânico
● HbsAg. (vacina antitetânica), conquanto não existem
● VDRL. dados confiáveis sobre a vacinação passiva com
● Anti-HIV imunoglobulinas.

 
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ORIENTAÇÕES
  ​GERAIS  QUEIXAS
  ​COMUNS 
● Repouso (não é obrigatório): Exercícios ● Náuseas e vômitos.
físicos de baixo impacto, exercícios ● Sialorréia (produção excessiva de saliva).
aeróbicos para manter tônus muscular e ● Pirose.
capacidade respiratória. ● Constipação (aumentar ingesta de fibras e
● Trabalho. Viagens (desde que se cuide o hídrica) e sensação de plenitude gástrica.
risco de tromboembolismo). Vestuário. ● Hemorróidas.
Cosméticos (hidratantes, evitando ● Fraqueza, desmaio, vertigens e síncopes.
compostos que possam determinar ● Varicosidades.
esfoliação de pele). ● Edema.
● Atividade sexual (pode ser feita em ● Sonolência e insônia (geralmente
qualquer momento da gestação; as relacionada aos movimentos fetais,
contraindicações são bolsa rota e placenta polaciúria).
prévia, que é a placenta baixa). ● Síndrome do túnel do carpo.
● Recomenda-se que não se utilize ingesta ● Câimbras (extremamente comuns,
de álcool, uso de drogas e tabagismo. principalmente no 3º trimestre, sem falta
específica).
● Sintomas urinários (comum polaciúria e
poliúria).

 
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● Corrimento (diferenciar leucorréia
fisiológica da patológica, como vaginite).
● Gengivorragia (sangramento na gengiva).
● Congestão nasal e epistaxe (medidas
gerais, como hidratação).

 
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P​ARTO ​N​ORMAL E  ESTÁGIOS


  DE ​PARTO 

C​ESAREANA  ⇨ Primeiro estágio 


 
Ocorre a dilatação, onde há uma fase
latente (mais lenta) e outra ativa (mais rápida).
● Sinais vitais (1/1 hora).
DIAGNÓSTICO
  DE ​TRABALHO DE PARTO  ● Controle dos batimentos cardíacos fetais
2 ou mais contrações efetivas em 10 (30/30 segundos).
minutos. Dilatação ou modificação do colo: ● Monitoração anteparto
● Amolecimento. ○ A meta da vigilância fetal anteparto
● Apagamento. é prevenir o óbito fetal. Entre as
● Dilatação. técnicas para executá-la,
● 4 cm - fase ativa. destaca-se a monitorização da
● Internação. freqüência cardíaca fetal.
● Analgesia
○ Em fase ativa de trabalho de parto
(tpo).
● Tempo normal de parto: Entre 6 - 12
horas, mas no Brasil 8-16 horas.
● Amniotomia
○ A ruptura da bolsa deve ocorrer de
maneira espontânea.
○ RUPREMA: Ruptura prematura de
membranas.
○ Aspecto do Líquido amniótico:
Grumos, Mecônio.
○ Infecção.
○ Prolapso de cordão.
● Manejo ativo (diminuir o tempo do trabalho
de parto)
○ Amniotomia: Fazer a ruptura da
◐ Primipara // Multípara
bolsa, deixando as contrações
⚠​Em multíparas ocorre o apagamento e
mais regulares.
dilatação ao mesmo tempo.
○ Ocitocina: Para estimular as
contrações, tornando-as mais
CONTRAINDICAÇÃO  regulares.

● Apresentação pélvica:
○ Ou outra apresentação anômala do
bebê.
● 2 cesáreas ou mais.
● Macrossomia evidente.
● Placenta prévia total:
○ Placenta que obstrui a saída.
● Complicações clínicas, como
aneurismas…

 
18 
Partograma  ● Episiotomia: Corte ao nível do períneo,
normalmente à esquerda.
○ Proteção do períneo.
● Duração em média 45 minutos.
○ > 60 minutos reavaliar.
○ 2-3 horas… é um período longo.
● Desprendimento cefálico.
○ Lento (30-40s), evitando
desprendimento brusco e
hiperdistensão.
○ Forçar flexão.
○ A descida do feto é rápida, deve-se
evitar a hiperdistensão do colo
cefálico por isso.
● Rotação externa.
○ Rotação da cabeça quando já
- Linha de alerta. externa.
- Ao passar a linha de alerta, há ● Espontânea preferencialmente.
necessidade de rever o estado da ● Desprendimento biacromial.
paciente. ● Cabeça fetal para baixo e após para cima.
- Linha de ação. ● Clampeamento do cordão.
- Ao passar a linha de ação, algo
deve ser feito imediatamente. ⇨ Terceiro estágio 
- Distócias. Dequitação, onde ocorre a saída da
placenta.
⚠​Binômio mãe feto
● Dequitação da placenta.
○ Até 30 minutos.
○ Rotação.
○ Manejo ativo, diminuindo o tempo
pós-nascimento.
■ Ocitocina 10 UI IM
imediatamente após o
◐ o ideal é occipitopúbica parto, para induzir
contrações.
⇨ Segundo estágio  ■ Massagem uterina.
Expulsão fetal. ■ Tração controlada do
● Plano zero de Delee. cordão umbilical.
● Esforços expulsivos: Sinaliza entrando no ● Contração uterina.
2º estágio, onde então a paciente é ○ Espontânea, deve ocorrer.
colocada na posição correta. ○ Massagem uterina.
● Posição. ○ SE ausência de resposta:
○ Litotomia com trendelemburg ■ Metilergometrina.
○ Outras. ■ Misoprostol.
● Controle da vitalidade fetal deve ser ● Trajeto.
mantida. ○ Muitas vezes pode ser traumático,
● Puxos = Esforços expulsivos. deve ser revisado.
● Episiorrafia.

 
19 
○ Conduta: Corrigir a iatrogenia,
⇨ Quarto estágio  Uterolíticos (β-energéticos para
Primeira hora pós parto, onde o risco de diminuir as contrações uterinas).
hemorragia é significativo e deve ser reduzido. ● Distócia Fetal
● Sala de recuperação. ○ Distócias de apresentação:
● Sangramentos. Apresentação em posições
● Contratilidade uterina. anômalas.
● Hora de ouro. - Tipos: Posteriores,
Occipto-posterior persistente,
Anteroposterior alta,
DISTOCIAS
  ​(COMPLICAÇÕES) 
Occipto-transversas persistentes.
Alterações relacionadas com o parto - Conduta: Rotação manual,
(canal do parto, contrações uterinas e feto Ocitocina, cesariana.
prejudicando o andamento do parto). Apresentação pélvica completa x pélvica
incompleta.
⇨ Distócia Óssea 
○ Redução dos diâmetros da pelve.
Estreito inferior
Estreito médio
Estreito superior
○ Distúrbios maternos de postura,
Hiperescoliose, Anãs...
Posições contraindicadas para parto normal:
⇨ Distócia Funcional  Acromial, Dorso, Podálicas… Pode tentar ser feita
● Anormalidades da contratilidade. a versão interna (pelo útero) ou externa (com
● Partos prolongados. massagens).
● Avaliados pelo partograma.
● Controle das contrações. ⚠ A apresentação pélvica é contraindicado em
● MAP primigestas, e indicado quando peso entre 2 kg
● Oligossitolia e Polissistolia (dois extremos 3,5 kg, em posição pélvica completa, mais de 34
da contração), Prensa abdominal semanas, quando pelve materna é adequada,
insuficiente (Precisa haver contração quando o feto está morto, malformações
suficiente para expulsão). incompatíveis com a vida, trabalho de parto é
● Oligossistolia: adequado, há experiência do obstetra.
○ Diagnóstico: Dor é mais discreta, ○ Distócias de atitude: Quando o
dilatação lenta, membranas em bebê não está na posição correta,
tensão, tempo de parto (TP) não está fletido o suficiente.
prolongado. ○ Distócias de volume: ​ Quando o
○ Conduta: Amniotomia, ocitocina, volume é maior do que o esperado,
decúbito lateral esquerdo também em uma macrossomia, por
melhora contração. exemplo.
● Polissistolia: ■ Macrossomia fetal.
○ Diagnóstico e complicações: Mais    
de 5 contrações em 10 segundos,
dor intensa e permanente,
hipertonia uterina, bradicardia fetal,
sofrimento fetal, descolamento da
placenta.

 
20 
   

CESAREANA
  E ​FÓRCEPS 
● Índices de cesariana é crescente.
○ Falta de informação.
○ Analgesia.
○ Cultura.
○ Iatrogenia.
● Mortalidade neonatal decrescente.

⇨ Indicações 
● Apresentação pélvica.
● Gemelar ponto primeiro pélvico ou ambos.
● Sofrimento fetal Agudo.
● Macrossômicos.
● Placenta prévia oclusiva.
● DPP.
● Herpes genital ativo.
● Infecção pelo HIV.
● Condições clínicas maternas.
● Prematuros não há evidência de benefício.

⚠ Cesariana após parto normal aumenta risco


em 2x de ruptura uterina; Riscos da cesariana se
sobrepõem; Parto normal após uma cesariana;
Mais de uma cesariana prévia tem 5x mais risco
de ruptura; Cesariana eletiva nesses casos.

Tabela 26.1 Desfechos obstétricos adversos na


gestação subsequente, comparando cesariana
versus parto vaginal:
Desfechos OR IC 95%
Placenta prévia 1,66 1,30-2,11
Hemorragia anteparto 1,23 1,08-1,41
Placenta acreta 18,79 2,28-864,6
Necessidade de cesariana
de emergência 9,37 8,98-9,76
Rotura uterina 84,42 14,64-∞
Morte fetal intrauterina
não explicada 2,34 1,26-4,37

 
21 

A​MAMENTAÇÃO 
 

Órgãos
O
  LEITE ​MATERNO   

como a OMS/UNICEF
Amamentação ocorre através de diversos determinaram alguns passos para que a causa da
estímulos, biológicos, fisiológicos e ambientais. amamentação fosse recebida em todos os
Deve haver o estímulo para amamentação países, pois algum tempo atrás, não existiam
exclusiva até os 6 meses (sem água, sem chás), alojamentos conjuntos, as fórmulas eram muito
depois estimular junto a alimentação valorizadas deixando de lado o leite materno, e
complementar até os 2 anos de idade ou mais. após estudos começaram a defender o
O recém nascido é completamente aleitamento materno e a política de aleitamento
incapaz e dependente. O leite materno é uma materno que seja transmitida para a equipe de
fonte alimentar rápida (sem necessidade de atendimento todo o momento (padronizar o
preparo, etc) e barata. tratamento da amamentação):
Passo 1​ ​- Ter uma política de aleitamento
⇨ Início da amamentação  materno escrita que seja rotineiramente
O estímulo pele a pele deve ocorrer desde transmitida a toda equipe de cuidados de saúde.
a sala de parto, para estimular a liberação de Passo 2​ - Capacitar toda a equipe de
ocitocina e estabelecer um melhor vínculo entre a cuidados de saúde nas práticas necessárias para
mãe e o bebê. implementar esta política.
O bebê que está bem não possui Passo 3​ - Informar todas as gestantes
necessidade de ser afastado com a mãe após o sobre os benefícios e o manejo do aleitamento
nascimento, sendo possível deixar com a mãe materno.
logo após o nascimento. Passo 4​ - Ajudar as mães a iniciar o
aleitamento materno na primeira meia hora após
VANTAGENS
  D​A AMAMENTAÇÃO    o nascimento. Conforme nova interpretação:
colocar os bebês em contato pele a pele com
● Alimento completo do lactente até os 6 suas mães, imediatamente após o parto, por pelo
meses, sem a necessidade de outros alimentos. menos uma hora e orientar a mãe a identificar se
● Menor incidência de doenças diarreicas o bebê mostra sinais de que está querendo ser
e quando as adquire são de menor gravidade. amamentado, oferecendo ajuda se necessário.
● Sofre menos risco de infecções do trato Passo 5 ​- Mostrar às mães como
respiratório inferior, otite média, meningite
amamentar e como manter a lactação mesmo se
bacteriana.
vierem a ser separadas dos filhos.
● Maior vínculo afetivo.
Passo 6 ​- Não oferecer a recém-nascidos
● Menor risco de maus tratos.
bebidas ou alimento que não seja o leite materno,
a não ser que haja indicação médica e/ou
⇨ Para a mãe 
nutricionista.
● Favorece a involução uterina, a perda
de peso e diminui a hemorragia pós parto.
Passo 7​ - Praticar o alojamento conjunto -
● Diminui risco de câncer de mamaa, Permitir que as mãe e recém-nascidos
ovário e endométrio. permaneçam juntos - 24 horas por dia.
● É mais barato, prático e limpo. Passo 8​ - Incentivar o aleitamento
materno sob livre demanda.
Passo 9 ​- Não oferecer bicos artificiais ou
chupetas a recém-nascidos e lactentes.
Passo  10 - Promover a formação de
grupos de apoio à amamentação e encaminhar as
mães a esses grupos na alta da maternidade.

 
22 
Conforme nova interpretação: Encaminhar as - Cremes tem efeito placebo.
mães a grupos ou outros serviços de apoio à - Uso de protetores não se mostraram
amamentação, após alta, e estimular a formação eficazes.
e a colaboração com esses grupos ou serviços. ⚠​Mamilo invertido.
 
⇨ Ingurgitamento mamário 
FISIOLOGIA
  DA ​AMAMENTAÇÃO    Geralmente entre o 5º e 6º dia. É
A mama é uma glândula exócrina, fisiológico, mas uma reclamação bastante
contendo um ácido e um sistema canalicular. frequente.
O leite é produzido através de água e Aumento súbito e doloroso dos volumes
nutrientes do sistema capilar linfático peri das mamas, nos primeiros dias após o parto.
alveolar. - Conhecido como descida do leite maduro.
Esta atividade é incrementada pela ação - Recomenda-se: Sustentar as mamas,
da prolactina. O ovário não possui uma produção ordenha manual, massagear as mamas,
para ovulação pois há um bloqueio, mas compressas frias, uso de analgésicos. 
amamentação não deve ser utilizada como  
método contraceptivo. ⇨ Fissutas mamilares. 
Erosões alongadas em torno do mamilo.
⇨ Tipos de leite materno  Sua causa está relacionada a amamentações
Colostro​: Encontrado em fases precoces prolongadas, por esse motivo deve-se estimular
da gestação liberado no início do aleitamento. O mamadas mais frequentes.
trato GI do bebê nunca recebeu alimentação, por Permite uma solução de continuidade para
isso é normal que ele comece recebendo esse entrada de germes patogênicos que causam a
leite mais fraco. Contém mais minerais e mastite. Staphylococcus aureus + pele sempre
proteínas e menos gordura e glicose, rico em úmida.
leucócitos maternos que promovem atividade A má pega também é uma causa, deve
antimicrobiana no tubo digestivo. No início deve ser observada a posição correta e alternada.
ser oferecido em livre demanda. - Recomenda-se: Exposição ao sol,
Leite de transição​: Rico em proteínas. aplicação de leite materno ao redor do
mamilo, uso de lanolina anídrica (camada
Leite materno​: Rico em gorduras,
fina, sem retirar, pois não há problema do
mantendo satisfeito o bebê por mais tempo (3-4
bebê mamar depois), uso de protetores de
horas).
seios (para o mamilo não apertar no sutiã,
e também conseguir transpirar), uso de
PEGA CORRETA  analgésicos. 

Deve ser estimulada a pega correta. O


⇨ Mastite e Abcessos mamários 
bebê precisa estar com a boca aberta, lábios
Incidem mais em pacientes com
invertidos, não pegando apenas o bico, mas parte
dificuldades de amamentação por pega
da mama também.
inadequada. É um ​processo infeccioso agudo
polimicrobiano​, sendo o agente mais comum o
PATOLOGIA
  DA ​AMAMENTAÇÃO    Staphylococcus aureus​.
Quando não tratada evolui para o
⇨ Dor para amamentar  abscesso mamário. Por isso há necessidade de
- Dor sem que se perceba lesões. identificação e realização de tratamento.
- Frequentemente em primíparas idosas. - Tratamento: Realizado com
- Geralmente transitória. antimicrobióticos a base de penicilinas ou
- Recomenda-se uso de analgésicos e
anti-inflamatórios.
 
23 
cefalosporinas. No abcesso está indicado
a drenagem cirúrgica.

SUPRESSÃO DA LACTAÇÃO 
Realizada quando a amamentação é
contraindicada, podendo estar relacionada a
mãe ou à criança.
Relacionadas a mãe:
● HIV, HTLV-1, Hepatite C,
Tuberculose ativa, Mal de Hansen,
uso de drogas lícitas
(quimioterápicos) e ilícitas (álcool,
crack, cocaína, etc…), gestantes
que sofreram aborto (para não
afetar a saúde da mama,
inflamação, ingurgitamento, e
também para não influenciar uma
possível depressão, fazendo a
mãe lidar com a amamentação
após a perda do filho)...
Fármacos utilizados:
● Cabergolina/Carbegolina: 2 comprimidos
VO, 0,5 mg, dose única.
● Bromocriptina: 1 comprimido de 2,5 mg
VO a cada 12 por 14 horas.