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Universidade de Brasília – UnB

Departamento de História – HIS


História do Brasil 2 Turma: A
Prof.: Diva do Couto Gontijo Muniz
Grupo A: Luísa Parucker, Luísa Bento, Natália Batista, Nayara Rocha, Rebecca e Vitor.

Referencia Bibliográfica: FRAGOSO, João. O Império escravista e a República dos


plantadores. In: LINHARES, Maria Yeda (org.). História Geral do Brasil. 1ª ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1990. p. 152-174. (capítulo 5).

1 - Identificação do autor

2 - Resumo

No texto O Império escravista e a República dos plantadores, escrito por João


Fragoso, é ressaltado o aspecto econômico e social do Brasil diante da modificação da
pauta de exportação, que gerou o deslocamento do eixo econômico e a transferência da
concentração de escravos. A segunda parte do texto sinaliza a exportação de cativos do
Nordeste para o Sudeste do Brasil, porém ressalta que esse tráfico interprovincial e a
abolição da escravidão não levou a desarticulação da agricultura açucareira nordestina.
O autor questiona a visão da historiografia tradicional que trata da dependência da
agricultura em relação às flutuações externas. Segundo Fragoso, a resistência da
economia canavieira em meio à tendência declinante de preços se deu pelas próprias
conjunturas econômico-sociais internas (ou seja, a forma social de produção em que se
fazia o açúcar: extorsão do sobretrabalho). Fragoso retrata a questão da passagem do
trabalho escravo para o trabalho juridicamente livre. Aliado a esse movimento de
caráter social e econômico, nota-se a modernização da indústria açucareira. O autor trata
das relações não-capitalistas de produção e dos trabalhadores sazonais no cenário
econômico do Brasil na virada do século XIX para o XX.

3 - Ideias principais

 A abolição não representou uma perda significativa de mão de obra pelos


antigos senhores. Assim, mesmo existindo dados sobre a evasão dos ex-cativos,
não há dados que apontem para uma emigração em massa. Com isso ainda se
verificou a expansão e consolidação da propriedade fundiária pecuarista.
 As relações econômicas e sociais foram marcadas pelo trabalho juridicamente
livre no interior dos engenhos. Surgiu o morador-agregado, o trabalhador
assalariada, o diarista e a parceria (e/ou arrendamento). Dessa forma, percebe-se
que o trabalho escravo foi sendo substituído gradativamente por outras formas
não-capitalistas de relação de produção. Essas relações caracterizadas pelo baixo
nível de monetarização e o uso gratuito, em alguns casos, permitiram ao senhor
de engenho a redução de seus custos.

 A plantation escravista do Sul não era auto-suficiente e, portanto, se reproduzia


no mercado interno. Parte desse mercado era abastecido e constituído por formas
não-capitalistas de produção, o que dava certa resistência e autonomia frente às
flutuações de preço do mercado externo.

4 – Conclusão

A modernização da indústria açucareira não levaria a transformação substantivas


nas estruturas tradicionais da sociedade nordestina.

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