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ATENDIMENTO PRÉ

HOSPITALAR DE COMBATE
2° Fase
Cuidados Táticos em Campo
protocolo MARC 1

Apresentação e Técnicas de utilização dos materiais do IFAK


com base no protocolo M.A.R.C1 desenvolvido e adaptado
pelo grupo T.I.G.R.E PCPR
“Há uma circulação comum, uma respiração
comum. Todas as coisas estão relacionadas.”

Hipócrates
Acrônimo M.A.R.C Acrônimo I.F.A.K
(Kit de Primeiros Socorros
Individual)
• M – MASSIVO
• I – INDIVIDUAL
• A – AÉREAS
• F – FIRST
• R – RESPIRAÇÃO
• A – AID
• C – CALOR
• K – KIT
Material básico individual para aplicação
do protocolo M.A.R.C-1
Bornal especifico para o acondicionamento do KIT APHC

Torniquete homologado pela CoTCCC

Gaze com agente hemostático e gaze sem agente Hemostático

Bandagem elástica estéril

Canola nasofaringe

Selo de Tórax de Preferencia Valvulado

Manta Aluminada

Tesoura ponta romba

Luvas descartáveis de nitrilo


ASPECTOS LEGAIS PARA O
APH DE COMBATE
Aspectos Legais Para aplicação do
Protocolo MARC1
O prestador de atendimento em combate, que atua EXCEPCIONALMENTE, estará agindo sob o instituto da
INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA que caracteriza-se quando age o autor de maneira típica e ilícita, mas
não merece ser punido, pois, naquelas circunstâncias fáticas, dentro do que revela a experiência humana, não lhe
era exigível um comportamento conforme o ordenamento jurídico, nada mais é do que o baixo grau de
reprovação de conduta ante à opinião pública, mesmo que esta seja contrária a uma norma jurídica. Ou seja, o
agente pratica um fato que, em tese, é ilegal (típico), porém a sociedade (senso comum) entende e exige que
esse agente não seja culpado porque agiu na intenção de proteger um bem jurídico maior (Vida). A sociedade
impõe que qualquer outra pessoa, na condição de ser humano dotado de capacidades medianas, agiria da
mesma forma, desde que possuísse os mesmos conhecimentos e habilidades do agente.

No mesmo viés, está o atendente agindo em ESTADO DE NECESSIDADE Art. 23 e 24 CP, quando atua para salvar
de perigo atual (não provocado por sua vontade) direito próprio ou alheio. Nesta segunda hipótese, a próprio
ato torna-se lícito, deixando de haver oportunidade para outras discussões legais. Na inexigibilidade de conduta
diversa é excluída a culpabilidade, um dos pilares do crime, precedida pelo fato típico e ilícito, sendo a ilicitude
afastada nos casos de estado de necessidade.
Aspectos Legais Para aplicação do
Protocolo MARC1
Também não ocorre o crime de “EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA Art. 282 CP”, já que tal delito exige
habitualidade para sua compleição, o que não é o caso do atendimento pré-hospitalar policial, uma vez que o
agente, mesmo portando os conhecimentos necessários para tal atendimento, somente o realizará nos casos de
extrema necessidade, para socorrer outros agentes públicos que não possam, naquele primeiro momento, gozar
de um atendimento médico ou hospitalar tradicional (RT 547/366).
O atendimento realizado por policial em outro policial durante situação emergencial, tem o objetivo único de
salvaguardar o bem jurídico maior, que é a vida de seu colega.
Vale ressaltar que a lei conhecida como lei do ato médico, excetua do rol de atividades privativas do médico:
“atendimento à pessoa sob risco de morte iminente”.
Portanto, não há razão e tampouco embasamento legal para penalizar ou questionar o policial que realiza
atendimento pré-hospitalar em zona de combate.

Fonte: artigo científico dos policiais Kawamura (PF) , Nascimento (PRF) e Pinheiro (PCPR).
PROTOCOLO MARC
SALVAR VIDAS QUE POSSAM SER
SALVAS
Explicação Breve dos motivos da existência do Protocolo MARC.

Através de grande estudo das causas de morte realizado pelos americanos durante a Guerra do Iraque/Afeganistão,
foi percebido que das MORTES EVITÁVEIS EM COMBATE:

1° - 91% foram por hemorragias


2° - 7.9% foram por obstrução de via aérea
3° - 1.1% foram por Pneumotórax Hipertensivo (ar dentro da caixa torácica, porém fora do pulmão)

Através deste resultado, fica evidente o porquê do "M" de controle de sangramento massivo ser o 1° item do
acrônimo! Seguidos por "A" de desobstrução de via aérea, e "R" de respiração para prevenção do pneumotórax
hipertensivo.
Como tudo na vida, foco é essencial, principalmente no APH de Combate, e por isso o protocolo é feito dessa forma.
SANGRAMENTO MASSIVO

MARC1
Hemorragia é a perda se sangue do sistema circulatório, devido à ruptura dos vasos sanguíneos, sendo que a
gravidade é medida pela quantidade e rapidez que o sangue é perdido. Quando ocorre a perda de sangue, o
organismo responde com algumas respostas fisiológicas, mas se a perda for superior a resposta
compensatória, diz que o indivíduo encontra-se em choque hipovolêmico; algo muito grave. Porém, caso o
indivíduo receba assistência médica imediata, com reposição de volume adequado a perda, esse fato pode
ser reversível.

ALGUNS SINTOMAS DO CHOQUE HIPLVOLEMICO

Taquicardia
Alteração nos níveis de consciência,
Hipotensão arterial,
Pele fria e sudoréica,
Aumento do tempo do enchimento capilar (maior que 2 segundos)
Pulso fino,
Podendo ainda apresentar cianose
IDENTIFICAÇÃO SANGRAMENTO MASSIVO
No “M” do acrônimo MARC, observaremos o sangramento massivo e suas formas de
contenção, é fundamental identificar o sangramento massivo em uma vítima, isso porque é
possível ela ficar inconsciente entre 1 a 3 minutos, e vir a óbito entre 3 a 5 minutos.

Para se evitar essa fatalidade deve-se buscar os seguintes pontos :

1) UNIFORME DO COMBATENTE EMPAPADO DE SANGUE


2) POÇA DE SANGUE NO CHÃO
3) FERIMENTO PULSANDO SANGUE.

Tal busca deve ser realizada nas extremidades e nas áreas juncionais. Aplicando torniquetes
nas primeiras e preenchimento de ferida com gazes de preferencia hemostáticas na
segunda.
TECNICAS DE UTILIZAÇÃO DO
TORNIQUETE

MARC1
O QUE DEVEMOS SABER ANTES DE
ADQUIRIMOS UM TORNIQUETE

1. Esperar muito tempo para aplicação do TORNIQUETE é um erro e pode ser fatal;

2. As aplicações de TORNIQUETE devem ser verificadas periodicamente para garantir que a


hemorragia está controlada. Se houver sangramento o TORNIQUETE deve ser apertado ou, um 2°
TORNIQUETE aplicado;

3. TORNIQUETE causam bastante DOR quando apertados, essa dor não significa que o TQ foi
aplicado incorretamente ou que deve ser removido. A dor pode ser tratada com analgésicos.
PRINCIPAIS ERROS NO USO DO TORNIQUETE:
1. Não ter um TORNIQUETE comercial eficaz (Homologados pelo CoTCCC) disponível para o uso.

2. Esperar demais para colocá-lo.

3. Não usar um segundo TORNIQUETE quando necessário.

4. USÁ-LO PARA PEQUENOS SANGRAMENTOS

5. Aplicar o TORNIQUETE muito próximo do sangramento, exceção quando aplicado sob fogo inimigo, acima
de um sangramento que não é facilmente localizável. Nesse caso, o TORNIQUETE deve ser aplicado "Alto e
Apertado", conhecido como "TORNIQUETE EMERGENCIAL"

6. Não apertar o suficiente para controlar o sangramento.

7. Afrouxa-lo periodicamente para permitir o fluxo sanguíneo para a extremidade lesionada.


Combat Aplication Tourniquet (CAT)
Aprovado pelo CoTCCC
Produzido pela North American Rescue, é o torniquete padrão do Exército Americano.
A versão mais moderna é o Geração 7, que se diferencia do modelo anterior por ter uma
alavanca (windlass) mais grossa e a tarja do lacre cinza ao invés de branco.
Parece ser o torniquete de mais rápida autoaplicação, se comparado com os demais. Possui
uma ponta vermelha para fácil identificação.
Ratcheting Medical Tourniquet (RMT)
Tactical – Aprovado pelo CoTCCC
Produzido pela m2inc, o RMT é aplicado de maneira ligeiramente dos CAT, pois funciona com
um sistema de catracas, apertadas por meio de alavanca, conforme exibido no vídeo.
As instruções de uso são escritas no próprio torniquete permanentemente. Ele depende do
auxílio da boca do operador para se auto aplicar em um dos braços.
SAM Extremity Tourniquet (SAM-XT)
Aprovado pelo CoTCCC
Produzido pela SAM Medical, o conceito principal desse torniquete é minimizar o número de voltas
necessárias pela alavanca (windlass), graças a um sistema de furos e pinos, semelhante a um cinto,
que se prendem ao atingir a melhor pressão.
De forma geral, a aplicação é idêntica a dos torniquetes CAT7. Diferente desses, contudo, o SAM
tem a alavanca de metal (Alumínio 6061) e não de polímero, o que proporciona maior robustez.
SOF-Tactical Tourniquet-Wide
(SOFTT-W)- Aprovado pelo CoTCCC
O SOF é um torniquete que aparenta mais resistência que os demais aprovados pelo comitê. Ele já
está na quarta geração, conta com um sistema de presilha que o distingue dos demais, permitindo
abertura total mais rapidamente.
O SOF tem dois sistemas de segurança da alavanca, sendo um deles equivalente ao usado no CAT,
e o segundo, um triângulo , onde é encaixada a alavanca de alumínio de aviação.
Tactical Mechanical Tourniquet (TMT)
– Aprovado pelo CoTCCC
Produzido pela Combat Medical, o TMT é um torniquete de alavanca semelhante ao SOF ou ao CAT,
porém com algumas diferenças. Uma delas é o sistema de travamento: ao invés de ser dois
semicírculos, como nos outros modelos, o TMT tem um sistema de encaixe que faz um “click” quando
inserido. Ele também é mais largo, minimizando a dor do paciente quando da compressão.
TX2 Tourniquet (TX2) / TX3 Tourniquet
(TX3) – Aprovado pelo CoTCCC
Os torniquetes TX2 e TX3 são produzidos pela RevMedX e recentemente aprovados pelo CoTCCC os dois
modelos diferenciam-se entre si exclusivamente pela largura da banda. O TX2 tem 2 polegadas ao passo
que o TX3 tem 3 polegadas. Funcionam de forma semelhante aos RMT, com um sistema de catracas ao
invés das alavancas do CAT ou SOF, necessitando portanto, também, do uso da boca do operador para
autoaplicação em um dos braços.
As instruções de uso ficam permanentemente gravadas no próprio torniquete. A largura do torniquete
ajuda a minimizar a dor do ferido.
Recon Tourniquet – Não aprovado
pelo CoTCCC
Apesar de não ser um dos modelos recomendados pelo CoTCCC, o Recon Tourniquet, feito pela
Recon Medical parece suficientemente confiável. Em alguns pontos, inclusive, até mais do que o
clássico CAT. Ele é o torniquete de menor custo desta lista, vendido pela metade do preço que o
CAT, por exemplo. Funciona com uma alavanca de metal e possui um furo próximo a extremidade
para ajudar o operador a puxar a tira. A aplicação é executada da mesma maneira que o CAT, TMT
ou SOF.
Técnicas de utilização

No protocolo MARC1 usamos as seguintes técnicas com


torniquete.

TORNIQUETE EMERGENCIAL

TORNIQUETE DELIBERADO

TORNIQUETE DUPLO

REVERSÃO DO TORNIQUETE

MANOBRA DE APROXIMAÇÃO
Torniquete Emergencial
Esta modalidade é a primeira opção de uso na zona quente, onde o operador não tem tempo para avaliar
precisamente o que está ocorrendo e onde está o ferimento.
Nesta fase, o próprio operador ferido poderá fazer a autoaplicação!
CADA OPERADOR SEMPRE DEVERÁ CARREGAR CONSIGO UM KIT (IFAK) COM OS EQUIPAMENTOS
ADEQUADOS PARA AUTO ATENDIMENTO EM COMBATE!
O “mantra” a ser internalizado no momento da aplicação do torniquete, é: “AA”, de ALTO E APERTADO!
Pouco importa onde encontra-se de fato o ferimento, esteja esse em área mais distal ou proximal do membro,
NÃO IMPORTA!
O torniquete, ainda assim, deverá ser aplicado o mais alto e apertado possível!
Você deve estar se perguntando: “mas por qual motivo este é o procedimento?!, eu sempre soube que o
Torniquete deveria ser aplicado 4 dedos acima do ferimento!”
Explicação: durante o combate (ou logo após o mesmo), fica muito difícil saber com exatidão, onde estão os
ferimentos! Lembre-se que neste momento a vitima poderá́ estar ainda em movimento (combatendo, inclusive!),
com todos seus equipamentos (fardamento, armamento, colete e demais equipamentos) o que dificulta muito o
operador de encontrar onde está o orifício de entrada de uma perfuração por projetil de arma de fogo!
Esse é um período de muito “descontrole e confusão”, por isso mesmo, para ser objetivo e reduzir
significativamente as possibilidades de erro na ação, opta-se pelo Torniquete denominado EMERGENCIAL,
ALTO E APERTADO!
Desta forma iremos bloquear o fluxo sanguíneo de todo o segmento do membro que estiver abaixo do TQ,
pouco importando onde localiza-se – de fato – o trauma.
Torniquete Emergencial
Torniquete Deliberado
Opta-se pelo TORNIQUETE DELIBERADO num segundo momento, quando não mais existir
ameaças no teatro de operações ou possibilidade iminente de confronto. Nesse caso, haverá́ a
verificação do local onde de fato ocorreu o trauma.
Com isso, analisa-se a possibilidade de colocar um novo torniquete 4 dedos acima do ferimento. É
importantíssimo destacar que não iremos retirar o 1° Torniquete Emergencial “ALTO E APERTADO”,
mas iremos afrouxa-lo (mantendo-o no mesmo lugar), após a correta instalação do segundo
Torniquete.
Em resumo, para a utilização do Torniquete deliberado, deve-se:

1. Verifique onde, de fato, está o ferimento cujo sangramento é massivo.


0
2. Aplique corretamente o segundo torniquete 4 dedos acima do ferimento. Não aplicar sobre
articulações. Se possível aplique sobre a pele, para evitar colocar sobre bolsos q contenham objetos!
3. Após certificar-se que o mesmo está aplicado corretamente, afrouxe levemente o primeiro
torniquete instalado (o emergencial, “alto e apertado”), mantendo-o no mesmo local.
4. OBSERVE
0

5. Caso o ferimento volte a sangrar, aperte o TORNIQUETE EMERGENCIAL até cessar o


sangramento.
Torniquete Deliberado
Torniquete Duplo
TORNIQUETE DUPLO Por vezes, mesmo após a aplicação de um torniquete, o sangramento pode
não cessar ou voltar a ocorrer. Nesse momento utilizamos mais um Torniquete para cessar
definitivamente o sangramento restante. Esse sangramento pode ocorrer por diversos fatores: Pode
ter ocorrido, o afrouxamento da fita do Torniquete, Desgaste do velcro, Ou a artéria atingida é muito
calibrosa e mais ‘N” motivos.

Independente dos motivos, o fato é que a aplicação de MAIS UM TORNIQUETE deverá ser realizada
preferencialmente logo acima do primeiro caso não houver espaço ele poderá ser aplicado ligo
abaixo o mais próximo possível do primeiro. É muito importante que as hastes nunca fiquem para
dentro da coxa, e na medida do possível que estejam afastadas entre os Torniquetes para facilitar a
torção do 2° TORNIQUETE.
Torniquete Duplo
Reversão
Utilizamos a reversão caso exista uma janela de tempo maior que 2 h entre a aplicação do Torniquete e
remoção da vitima para um local adequado (hospital). Sendo assim, deveremos partir para a tentativa do
tamponamento, o preenchimento do ferimento.

Entretanto, é importante salientarmos que não retiraremos o Torniquete Emergencial “ALTO E APERTADO”
ou deliberado, apenas afrouxaremos a tensão dele.
Essa manobra deve ser feita caso o operador/socorrista não consiga evacuação em 2 horas de trauma (você̂
entra na fase de cuidados prolongados em campo). Ela é feita com o intuito de retirar o torniquete de
membro que poderá ser afetado por seu uso prolongado.
Em resumo, para A REVERSÃO DO Torniquete, DEVE-SE:

1. Realizar o preenchimento da ferida com gaze (preferencialmente hemostática);


2. Iniciar pressão em cima do material de tamponamento da ferida e libera o torniquete gentilmente;
3. Fazer pressão continua por 1 a 5 min (hemostáticas) ou 5-10 minutos (sem hemostáticos);
4. Observar se o tamponamento está eficaz, se o sangue não extravasa da ferida;
5. Caso esteja estabilizado o sangramento, colocar faixa elástica (Israelense/Olaes) para manter a gaze no
lugar. Deixar o torniquete no local original, apenas afrouxando-o, pois SE VOLTAR A SANGRAR, APERTA
NOVAMENTE!

Vale ressaltar que NÃO REALIZAMOS a Reversão em 3 situações:


1° Vitima em choque;
2° Amputações;
3° Se não conseguirmos acompanhar o ferimento ( se volta a sangrar ).
Reversão
Manobra de Aproximação -
Transição
Manobra utilizada para mudar de um TORNIQUETE EMERGENCIAL para um deliberado. Essa
manobra só deve ser feita caso o operador não consiga evacuação em 2 horas de trauma (você
entra na fase de cuidados prolongados em campo).
Ela é feita com o intuito de diminuir a quantidade de membro que poderá ser afetado por um
uso prolongado de torniquete, com o intuito de salvar a maior parte viável do membro.
Coloca-se um torniquete novo no método deliberado (3-4 dedos do ferimento, diretamente na pele)
e aperta-se o torniquete.
O Segundo passo é soltar o TORNIQUETE EMERGENCIAL “ALTO E APERTADO” e verificar se o
deliberado controla o sangramento.

NÃO SE DEVE RETIRAR O EMERGENCIAL, deixa-se frouxo, mas no membro, pois se o deliberado
não for eficiente você̂ utiliza o emergencial e o APERTA NOVAMENTE. Portanto, para essa
manobra, você̂ necessita de pelo menos dois torniquetes efetivos.
Manobra de Aproximação –
Transição
Estudo de caso - Baleado 7,62 Guaira - PR
Sobre o acontecido em Guaira PR, gostaria de fazer algumas observações e um relato de segunda mão, pois não
estava no local, apenas orientando via telefone. Portanto caso o relato possuam alguns erros, me perdoe quem
estava na situação.
0

Após o policial federal ser baleado na perna por um fuzil de calibre 7,62x51 mm, os colegas no barco
rapidamente iniciaram os procedimentos de atendimento-hospitalar de combate e aplicaram um torniquete na
perna do colega.
Usaram um torniquete do próprio ferido (padrão de utilização da maioria de protocolos internacionais) para
conter o sangramento.
O torniquete não era oficial e não funcionou e o sangramento continuou.
O policial pegou o seu torniquete original CAT e aplicou com sucesso parando o sangramento. Deslocaram cerca
de 10-15 min de barco até a base onde na retirada do ferido do barco o sangramento recomeçou (o que pode
ocorrer depois de cerca de 10 min com os torniquetes), na chegada uma equipe do grupo TIGRE estava no local
e ajudou no controle daquele sangramento não tão grande, mas que necessitava de atendimento, colocando um
segundo torniquete para controlar o sangramento.
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Deslocaram para a UPA local, chegando lá, no atendimento médico, cortaram os torniquetes e tentaram fazer
pressão direta e curativo compressivo que não estava sendo eficaz, tanto que o médico veio conversar com os
policiais que ele estava sangrando bastante e com risco de vida. Os policiais não entenderam, entregaram o
colega sem sangramento e agora estava sangrando?
Estudo de caso - Baleado 7,62 Guaíra - PR
Assim que o colega da federal entrou na sala de emergência e viu o sangramento e que o médico
queria transferir o paciente sem o devido controle da hemorragia para um centro maior há 01 hora
de distância, perguntou para o médico se eles poderiam entrar e tentar controlar o sangramento.
O médico autorizou e ele chamou os operadores do TIGRE (todos os 4 pós-graduados em APH
Policial pela ESPC PCPR) que recolocaram o torniquete (2 SOFTT) e preencheram as feridas com
gaze de metro com produtos coagulantes (1 CELOX, 1 Combat Gauze e 2 gaze de metro) pois
existia uma ferida grande com perda de tecido, também foi utilizado um produto para ajudar EV
Transamin.
Com esses procedimentos conseguiram controlar o sangramento e mesmo com a libertação do
torniquete pela equipe médica para o deslocamento, o preenchimento da ferida foi eficaz.
Após um deslocamento grande para Toledo PR e uma transfusão sanguínea lá, foi novamente
transferido para um centro maior em Cascavel PR em ambulância do SAMU.
Agora estável, mas necessitando de cuidados em UTI e irá passar por cirurgia ortopédica para a
fratura do osso, recuperação das feridas e controle de qualquer infecção.
Estudo de caso - Baleado 7,62 Guaira - PR
Desse relato, temos que aprender algumas lições:
1- Não utilizar torniquetes falsificados!!!
2- no protocolo MARC oriento utilizar o seu torniquete no colega. Exatamente por essas situações, infelizmente
não temos a uniformidade de equipamentos em toda a tropa (diferente de lá de fora) e você nunca sabe o que virá
do bolso de APH do colega. O seu você sabe que é original e está na validade.
3- a rapidez, a presteza e conhecimento dos colegas da federal que prontamente atuaram e salvaram a vida do
colega!
Parabéns e orgulho de vocês!
4- Agradecer a humildade do médico em aceitar ajuda dos policiais na sua seara. Eu também não conhecia esses
procedimentos quando sai da faculdade de medicina no início dos anos dois mil. Fazendo isso poupou o paciente
de perder sangue durante o deslocamento de 1 hora até o hospital que efetivamente salvou o colega novamente.
5- todos temos que treinar! Aprender o que fazer nessas situações complexas onde um amigo, colega e irmão
pode perder a vida e nos como policiais podemos prevenir isso. Portanto vá fazer cursos, aprenda e tenha o
equipamento correto para salvar vidas na nossa profissão que existe muito risco!
6- Após meus irmãos do TIGRE, que orgulho monstro de vocês! Abnegados ao extremo, competentes e precisos no
atendimento. Estava no telefone orientando, mas tudo que falava eles já tinham feito ou estavam no meio do
procedimento! Parabéns por salvar mais uma vida! E utilizando equipamentos que compraram com o próprio
dinheiro.
E por último, não, não vou passar fotos ou vídeos do caso. Ele está sendo estudado para aprendermos mais, mas
não vou expor o policial.
Texto publicado pelo Doutor Sérgio Maniglia Médico, Operador do Grupo Tigre
PCPR e criador do protocolo MARCCC em sua Pagina @docmaniglia
Torniquetes Genéricos
Muitos comentam que torniquetes são caros e por isso optam pelos não homologados: chineses ou copias nacionais
de 80 reais!
Pior ainda são os q optam pelos improvisados, como os cintos.
Na foto podemos perceber que o torniquete homologado aguentou a pressão necessária para o sangramento
massivo, enquanto que o Torniquete falso quebrou na 1° tentativa.
Na segunda foto a pessoa foi atropelada por um caminhão, esmagando suas duas pernas. Infelizmente existia
apenas 1 TQ (copia nacional da empresa Fibra Cirúrgica), que falhou durante a aplicação, pois ter se embolou devido
à sua baixa qualidade estrutural.
Torniquetes Homologado
Um torniquete homologado passa por diversas exigências do Comitê̂ Americano de
APH de Combate (CoTCCC), onde são avaliados diversos pontos, como facilidade de
aplicação e resistência dos materiais.

Atualmente existem diversas opções de torniquetes homologados, q giram em torno de


289 reais por aqui, como os CAT gen 7.
Caso queira uma opção mais barata ainda, porém não homologada, indico apenas os
Torniquetes RECON 4° geração (17 dólares), que você̂ pode encontrar no Brasil numa
faixa de 180 a 200 reais.

Dito isso, você arriscaria sua vida ou de um ente querido por 150/200 reais?
Portanto, na próxima vez que pensar em economizar, lembre-se:

SUA VIDA NÃO TEM PREÇO!


HOMOLOGAÇÃO COTCCC
Considerações finais
Independente do torniquete que você escolha, o treinamento com o modelo escolhido
é fundamental.
Ao se recomendar um equipamento para uso em combate, perguntas não usuais ao
usuário comum devem ser feitas:
1. Ele tem rápida aplicação?
2. Ele funciona com diversos tipos de pessoas com diversas constituições físicas?
3. O equipamento suporta temperaturas extremas?
4. Ele continuará funcionando quando o socorrido for removido, arrastado ou precisar
continuar combatendo?
5. É possível de ser aplicado usando luvas ou mãos ensanguentadas?
6. É possível de ser utilizado no escuro?

É impossível conhecer todos os tipos de torniquetes produzidos pelo mercado.


Evidentemente o CoTCCC não testa cada um deles. Existem bons torniquetes que
podem não ser reconhecidos pelo comitê e não foram abordados neste texto.
Lembre-se ainda de que infelizmente existem falsificações desses equipamentos
disponíveis no mercado, que não atendem a nenhum padrão normativo e, portanto,
devem ser rejeitados de pronto.
técnicas de utilização de gazes
hemostaticas

marc1
GAZE ESTERIL
Gaze é um tecido têxtil leve, ordinariamente de algodão, muito poroso, estéril (ou
esterilizável), de elasticidade, espessura, forma, reticulado e tamanho variáveis, conforme
o uso a que se destina. É empregada costumeiramente em curativos e intervenções
cirúrgicas, podendo estar impregnada de substâncias, como antissépticos. O tempo de
estancamento do sangramento massivo com esse tipo de gaze é relativo porem pode
durar até aproximadamente dez minutos.
GAZE HEMOSTÁTICA
Gaze hemostática é impregnada com substâncias com atividade para potencializar a
hemostasia. Utilizada em áreas juncionais onde não é possível a utilização de torniquetes
para controle do sangramento. São recomendadas pelas diretrizes TCCC: Combat Gauze,
Chito SAM Gauze e Celox Gauze. O tempo de estancamento do sangramento massivo com
esse tipo de produto é relativo porem é rápido de 1 a 5 minutos dependendo das
especificações do produto utilizado.
Quikclot Combat Gauze
A QuikClot Combat Gauze é uma gaze macia,
branca, estéril e não tecida de 7 x 350cm e dobrada
em Z, impregnada com caulim, um mineral inerte
que não gera calor. A QuikClot Combat Gauze é
embalada individualmente a vacuo resistente ao
cotidiano militar e de facil abertura pelo operador.
Indicado para controle externo temporário de
sangramento traumático, o QuikClot Combat Gauze
é flexível e contorna todas as feridas. Eficaz, simples
e seguro de usar ao tentar controlar a hemorragia
com risco de vida de feridas que não são passíveis
de aplicação de torniquete.
QuikClot Combat Gauze contém uma linha
detectável por raio-x para fácil localização.
ChitoSAM ™ 100
O ChitoSAM ™ 100 é um curativo de quitosana não tecido
de alto desempenho, hemostático, girado diretamente a
partir de quitosana (também chamado de quitosano, é
um polissacarídeo catiônico produzido através da
desacetilação da quitina, um polissacarídeo encontrado
no exoesqueleto de crustáceos, através de um processo
de alcalinização sob altas temperaturas derivada de
crustáceos ou cascas de caranguejo da neve) Projetado
para parar rapidamente o sangramento letal, sua
facilidade de uso é extremamente eficaz. Funciona
independentemente dos processos normais de
coagulação do corpo. Ao contrário da maioria das
hemostático curativos que são compostas por uma
Gaze que está impregnada ou revestidas com chitosan, o
chito- samtm 100 é feito de tecido, 100% chitosan. chito-
sam possui muito flexível, o que o torna ideal para um
empacotamento do ferimento de entrega. Dimensões:
uma tira de gaze: 7,6 x 182 cm e outras medidas de
acordo com o modelo escolhido.
Celox Gauze/Rapid
Funciona com uma compressão de apenas 60 segundos segumdo o
fabricante Para rapidamente o sangramento com risco de vida, Ação
rápida reduz a perda de sangue Bloqueia o sangramento hipotérmico,
como encontrado em lesões traumáticas graves. Para funcionar, a
geração atual de agentes hemostáticos requer pelo menos 3 minutos
de compressão. A gaze Celox RAPID remove o atraso, acelerando o
tempo de preenchimento e reduzindo o tempo de compressão para
apenas 60 segundos. O Celox Rapid contém grânulos de quitosana
ativados por Chito-R que se ligam ao tecido úmido da ferida. O Chito-R
está ligado a uma gaze de alta densidade que é mais rápida que a gaze
tradicional. Chito-R forma um gel adesivo que sela a ferida para
interromper o fluxo de sangue, acelerando os tempos de compressão.
Testes independentes no Celox RAPID mostraram que o produto
funciona em lesões letais e reduz significativamente a perda de sangue
em comparação com a gaze Quikclot. Além de reduzir o tempo de
tratamento e a perda de sangue, um modelo tático de evacuação
demonstrou que a gaze Celox RAPID permaneceu no local durante o
transporte sem sangramento.
Celox Gauze/Rapid
APLICAÇÃO DE GAZE DE COMBATE
A técnica utilizada é conhecida como preenchimento de ferida. Nada mais é do que preencher a ferida com
máximo de gaze disponível, mantendo pressão constante sobre o local do sangramento, com o intuito de que
a coagulação ocorra o mais rápido possível.

Para preencher a ferida segue o passo a passo:


1- Faça pressão direta sobre o sangramento ao identificá-lo
2- Exponha o ferimento com uma tesoura ponta romba ou com o que tiver na hora
3- Tente identificar o ponto de maior sangramento na ferida e faça pressão direta com o dedo
4- Abra a gaze, e faça uma pequena bola na ponta “Power Ball”
5- Retire o máximo de sangue da cavidade, antes de inserir a gaze
6- Insira a bola com o outro dedo sobre o ponto de sangramento
7- Insira toda a gaze dentro da cavidade usando as pontas dos dedos indicadores para isso, sempre
mantenha pressão!
8- Caso uma gaze não preencha toda a ferida, use outra
9- O pedaço q sobrar da gaze, junte-o e deixe em cima da ferida.
10- Mantenha pressão sobre o preenchimento de 1 a 5 minutos aproximadamente – dependendo das
especificações da Gaze Hemostáticas- e 5 a 10 minutos aproximadamente se usando gaze estéril normal.
Após preencher a ferida perceber que o sangramento continuou, retire toda a gaze e refaça o procedimento
descrito acima, com a mesma gaze retirada no ferimento até obter êxito no procedimento.
tecnicas de utilização de
bandagens elasticas

marc1
BANDAGEM ELASTICA DE COMBATE
Seu objetivo é auxiliar o controle de hemorragias externas e proteger ferimentos em campo.
Rápida e fácil aplicação, sem clipe ou fixação com esparadrapo, no mercado atual podemos
encontrar as bandagens Israelenses e as bandagens Olaes entre outras de qualidade similar.
Com a sua barra de pressão única, a Bandagem de Emergência fornece uma pressão
incomparável à ferida, controlando o sangramento onde todo segundo conta. Padrão de
cuidado no Exército Americano desde 2004, a Bandagem de Emergência (frequentemente
referida como a “Bandagem Israelense”) fornece múltiplas aplicações para muitas possíveis
feridas incluindo amputações, tornando ideal para o tratamento de perda severa de sangue.
Construída com materiais duráveis, a bandagem é estéril, acondicionada a vácuo.
Os resultados dos estudos da aplicação de pressão conduzido na Universidade do Texas A&M,
demonstraram que a barra de pressão da Bandagem de Emergência fornece significativamente mais
pressão à uma ferida que uma bandagem comum.
Esse tipo de curativo é recomendado no protocolo MARC1, para a fixação de gazes aplicadas em
ferimentos com sangramento massivo e para o curativo de ferimentos com pequeno e médio
sangramento não sendo massivo.
Bandagem Israelense
Bandagem OLAES
Vias Aéreas

MARC1
VIAS AÉREAS
“A” NO MARC1 DIZ RESPEITO A VIAS AÉREAS:
A segunda maior preocupação no Protocolo de APH de Combate é a manutenção da via
aérea pérvia.
Para isso, uma das manobras mais simples e que salvam muitas vidas são:
1) Elevação do mento;
2) Tração da mandíbula.

Na elevação do mento realizamos uma leve tração na cabeça da vítima para elevar o
queixo, e o puxamos, com o intuito de manter a boca aberta.

Na tração de mandíbula, empurramos o osso para frente com o intuito de novamente


manter a boca aberta.

Com isso evitamos que a “língua caia”, além de podermos visualizar algum corpo estranho
que possa sufocar a vítima.
Quando a vitima estiver inconsciente ou com muita dificuldade para respirar utilizaremos
a CANOLA NASOFARINGEA.
VIAS AÉREAS
ELEVAÇÃO DO MENTO TRAÇÃO DA MANDÍBULA
POSIÇÃO DE SEGURANÇA
Na fase “A” do MARC1 ainda devemos colocar a vitima em posição de segurança que
nada mais é do que rolar a vítima para uma posição lateralizada, de tal forma que mesmo
inconsciente, ficará nesta posição sem o auxílio do socorrista, isso para evitar que a vítima
se engasgue com a própria língua, sangue, dentes ou algum corpo estranho, enquanto o
socorrista não consegue se dedicar por completo ao atendimento, quer seja por a área
ainda estar quente ou qualquer outro motivo.
Para realizar a posição de segurança corretamente, deve-se atentar ao posicionamento
dos braços e pernas. Caso não seja possível colocar a vítima na posição correta, devido ao
momento tático, é possível tentar vira-la com a perna até que o operador possa retornar
ao atendimento.

Vale ressaltar que girar um combatente equipado e com armamento com o pé é


extremamente difícil, portanto, atente-se ao básico:

1) NÃO SE TRANSFORMAR EM UMA NOVA VÍTIMA


2) SALVAR A VIDA QUE PODE SER SALVA
POSIÇÃO DE SEGURANÇA
Canola Nasofaringea
Tubo nasofaringeal confeccionado em PVC ou silicone,
anatomicamente ajustável à cavidade nasal; sua ponta distal é
biselada, com bordas arredondadas facilitando a introdução.
Indicado para facilitar a ventilação das vias aéreas em
tratamentos intensivos, na manutenção das vias aéreas
superiores na aplicação do protocolo Marc1.
Estabelece uma via aérea alternativa durante acidentes ou
procedimentos de emergência quando a via orofaríngea está
ocluída; Permite que a vitima receba oxigênio continuamente.
Para a Utilização deve-se selecionar o tamanho correto do
Tubo Nasofaringeal segundo as técnicas médicas atualmente
aceitas; Lubrificar levemente o tubo nasofaringeal antes da
inserção, com um gel lubrificante solúvel em água;
Monitorizar com frequência a posição da via respiratória.
Não deve ser utilizado em pacientes com suspeita de fratura
da base do crânio, pois existe risco de introdução
intracraniana do tubo.
Respiração

MARC1
Respiração
Na letra “R” do acrônimo MARC, entraremos na fase da respiração onde começaremos os cuidados
de prevenção e tratamento de Pneumotórax

O pneumotórax pode ser caudado por ferimentos por perfurocortantes como disparos de arma de
fogo Facadas ou acidentes, quando ocorre um ferimento deste tipo chamamos de pneumotórax
traumático, o ar começa a entrar pelo orifício do ferimento e por sua vez ocupa o espaço entre o
pulmão e a parede torácica do lado ferido, comprimindo o pulmão e dificultando a respiração
podendo ainda fazer com que o coração desloque, levando a alterações nos batimentos cardíacos
da vitima podendo levar a morte em poucos minutos. Os principais sinais de pneumotórax são: Dor
torácica, Encurtamento da respiração, Aceleração dos batimentos cardíacos, coloração azulada da
pele (cianose), o operador ainda pode perceber a diferença dos dois lados do tórax do ferido sendo
que o lado mais alto será o tórax ferido fazendo ainda barulho similar à objetos ocos (tambor,
bexiga), seu tratamento em campo é feito pela aplicação de selos de tórax e agulha de
descompressão torácica.
PNEUMOTORAX
SELOS DE TÓRAX
Selo projetado para tratar, selar e fechar as feridas abertas no peito, causadas por disparo de
arma de fogo e ou arma branca. Devem apresentar uma aplicação simples e rápida com cola
aderente mesmo em áreas com impurezas como sangue e suor.
SELO DE TÓRAX VALVULADO
SAM CHEST SEAL
O SAM® Chest Seal foi projetado para tratar, selar e fechar o peito aberto sob a maioria das
circunstâncias. Após uma aplicação simples e rápida, o SAM® Chest Seal adere sem parar – através de
calor ou frio extremos, independentemente dos elementos. Atende aos recursos preferidos do CoTCCC.
VÁLVULA TRUFLOW™
A válvula de cúpula rígida e levantada do SAM® Chest Seal fornece fluxo de ar unidirecional a partir da
cavidade torácica, independentemente da pressão aplicada. As aberturas laterais grandes minimizam a
obstrução interna de coágulos sanguíneos ou tecidos moles. Seja no transporte ou na presença de
armaduras pesadas, a válvula TRUFLOW ™ continuará a ventilar.
ADESIVO SUPERIOR DE HIDROGEL
Os profissionais de saúde frequentemente pedem um adesivo forte o suficiente para selar uma ferida
coberta de suor, sangue, cabelo, areia, água e outros elementos. O adesivo superior de hidrogel não
apenas adere a essas condições, mas, mesmo depois de removê-lo para facilitar a ventilação, a vedação
do peito do SAM® irá fechar novamente o ferimento.
CRIADO PARA SALVAR VIDAS
Maior que outros curativos oclusivos; sua forma oval maximiza a superfície de vedação e sua
transparência, elasticidade e conformabilidade garantem uma adesão efetiva.
LINGUETA DE APLICAÇÃO DUPLA
As linguetas facilitam a colocação e remoção adequadas do adesivo (curativo) e oferecem a capacidade de
ventilar a área e vedar novamente.
Selo de Tórax Valvulado SAM Chest Seal
VÁLVULA TRUFLOW™
Uma válvula unidirecional reforçada permite a circulação de ar da cavidade torácica independentemente
da posição do paciente, impedindo a entrada de substâncias e reduzindo obstruções internas causadas
por sangue, coágulos ou tecidos moles.
CAMADA DE BORDA FINA
Sua camada de borda fina resiste a tentativas de descolar ou levantar o curativo, mantendo uma
vedação extraordinária.
OTIMIZADO PARA A VISÃO NOTURNA
A embalagem, a bolsa e o protetor do curativo, otimizados para visão noturna, fornecem um contraste
adequado que facilita a visibilidade sob luz normal, condições de pouca luz e à noite (usando um
dispositivo de visão noturna.
VÁLVULA TRUFLOW™ COM TORNEIRA
Uma válvula unidirecional e reforçada permite a circulação de ar da cavidade torácica
independentemente da posição do paciente, impedindo a entrada de substâncias e reduzindo
obstruções internas causadas por sangue, coágulos ou tecidos moles. Remova o plugue para ativar a
válvula TRUFLOW™.
EMBALAGEM
Com uma vida útil entre as mais duráveis do setor, o selo SAM® toracico estará sempre à sua disposição
quando você precisar.
SELO DE TÓRAX VALVULADO
SAM CHEST SEAL
Selo de Tórax Valvulado
HyFin Chest Seal
Usado no gerenciamento e tratamento de um pneumotórax aberto e / ou tensionado potencialmente
causado por um trauma torácico penetrante. Dois selos, cada um embalado individualmente, são
projetados para permitir que o usuário aplique um lacre em uma ferida de entrada ou de saída, além de
oferecer a opção de aplicar apenas um e armazenar o outro até que seja necessário, conforme a
situação exigir. Esse design fornece 3 canais de ventilação, projetados para impedir o fluxo de ar na
cavidade torácica durante a inspiração, permitindo que o ar escape pelos canais de ventilação durante a
expiração. Os canais de 3 vias são projetados para permitir que o sangue escape e também fornecem
um sistema de segurança contra falhas, pois mesmo que dois dos três canais sejam obstruídos, a
ventilação é projetada para permanecer totalmente operacional.
A tecnologia adesiva fornece aderência superior, pois o Twin Pack HyFin ® Vent Chest Seal é projetado
especificamente para superar condições adversas em ambientes austeros, onde a vítima pode estar
coberta de sangue, suor, pelos corporais ou outros contaminantes ambientais. Embalado em
embalagem de folha dupla compacta, resistente e fácil de abrir, cada embalagem também inclui uma
gaze para limpar a superfície da ferida antes da aplicação. O pacote duplo de vedação de tórax HyFin ®
para ventilação possui uma grande aba de puxar vermelha para aplicação de remoção e aplicação em
uma única etapa, enquanto o apoio transparente facilita o posicionamento fácil sobre a área da ferida,
em conformidade com o peito da vitima.
Selo de Tórax Valvulado
HyFin Chest Seal
Selo de Tórax
Halo Chest Seal
O Selo de Tórax HALO é embalado em pares para tratamento de feridas de entrada e de saída.
Cada Chest Seal tem 6 ou 8 polegadas e cria uma vedação oclusiva em torno de ferida.
FDA registrado, fabricado nos EUA. Fornece oclusão total - mesmo com excesso de sangue, sujeira,
areia, cabelo ou transpiração intensa presente. Ventilável através da elevação de uma aba na vedação.

No calor da batalha, o HALO Chest Seal pode fazer a diferença em salvar vidas. Ideal para o tratamento
de pneumotórax aberto, este selo também previne o desenvolvimento de pneumotórax hipertensivo
resultante de tiros, facadas ou outras lesões torácicas e é projetado especificamente para vítimas com
sangramento excessivo, transpiração intensa ou ambientes muito úmidos e extremos. O design
exclusivo oferece uma grande aba de puxar que permite uma aplicação fácil e rápida. Um hidrogel
altamente agressivo permite que o selo HALO se adapte e adira a todos os contornos do corpo e
também evita a contaminação do ferimento.

O selo HALO foi testado e projetado para funcionar sob condições extremas. As gamas de temperatura
abaixo de 32 ° F / 0 ° C a mais de 140 ° F / 60 ° C.
SELO DE TÓRAX HALO CHEST SEAL
calor

MARC1
Heat Pack
A hemorragia resulta na rápida diminuição da capacidade do corpo em assegurar hemostasia, que
junto com a hipotermia, poderá piorar ainda mais o controle do sangramento devido a alterações na
cascata de coagulação, culminando em choque e morte
COM A TECNOLOGIA CORRETA, TODO CASO DE HIPOTERMIA É TRATÁVEL, RESULTANDO
EM SOBREVIVÊNCIA

C significa Calor.
Calor no contexto do atendimento significa manter o calor do corpo, em outras palavras, evitar a
hipotermia. Dentro dos equipamentos que devemos carregar para este fim estão as mantas
(aluminizadas, térmicas, etc.) e os heat packs (bolsas de calor), as mantas vocêc consegue em
qualquer loja de aventura ou farmácias por um valor bem em conta, para usá-las, sempre lembre de
retirar a roupa molhada da vítima e seca-la na medida do possível. As Heat Packs, são um pouco
mais difíceis de encontrar no mercado nacional, elas funcionam através de uma reação química que
libera calor.
O ideal é COLOCÁ-LAS NAS REGIÕES JUNCIONAS (AXILAS E VIRILHAS), juntamente com a
manta aluminizada ou térmica.

E lembre-se, no atendimento de APH ao trauma, civil ou de combate, calor é vida, e toda esforço
deve ser envidado para evitar a hipotermia!
Heat Pack
COBERTOR ALUMINIZADO
A Manta Térmica Aluminizada é um dos principais acessórios de equipamentos para resgate, é
usado para manter o aquecimento da vítima, e foi desenvolvido em polietileno aluminizado, que
serve como perfeito isolante térmico de baixo peso, pois mantém o calor interno e reflete o calor
externo.

A Manta Térmica Aluminizada é a prova d’água e vento, esta manta faz parte do dia a dia de
profissionais da saúde, SAMU e SIAT.
COBERTOR ALUMINIZADO
ASESSORIOS DO APH EM COMBATE

TESOURA PONTA ROMBA


IFAK

LUVAS DE NITRILO
Duvidas?
Prática!

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