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Nome: Vinícius Nassula Engenharia civil – 6ª. turma Saneamento básico – profº.

Edvaldo

Roteiro de estudos para P2:

+ Aula 8 (01/04/2020):

Unidade V – Esgotos sanitários

Despejos industriais: águas residuárias ou efluentes industriais, são correntes líquidas ou


suspensões originárias de processos, operações e/ou utilidades, podendo vir acompanhados
também de águas pluviais. Suas características originais na fonte impedem o aproveitamento,
por tanto é direta ou indiretamente despejado em um corpo receptor.

Águas residuárias são extremamente variáveis em composição e quantidade. Tudo isso


depende de:

• Diversidade dos produtos fabricados e sua natureza;


• Porte da indústria;
• Grau ou modernidade de seus processos produtivos;
• Tipos de matérias-primas empregadas;
• Nível de automação destes processos; e
• Práticas de reciclagem e reuso de cada fonte geradora.

Os compostos potencialmente presentes no esgoto são:

• Materiais flutuantes e oleosos: inibem o processo de aeração com a dissolução de


oxigênio;
• Sólidos em suspensão: sedimentação destes formam bancos de lodo que prejudicam
muito a vida aquática que poderia existir e exala odores ruins devido ao gás sulfídrico;
• Traços de substâncias orgânicas: causadoras de gostos e odores;
• Metais pesados: cianetos, fluoretos e arsênio;
• Nitrogênio e fósforo: em excesso e com a luminosidade solar, resultam na eutrofização;
• Substâncias refratárias: resistentes à biodegradação;
• Cor e turbidez: problemas estéticos e impedem a penetração de luz solar em rios e
reservatórios;
• Materiais voláteis: causam problemas de poluição do ar como gás sulfídrico e outros
compostos semivoláteis;
• Entre outras substâncias que podem impedir o reuso.

Reuso direto: mediante adoção de tratamentos destinados a atingir padrões de reuso


compatíveis com as necessidades da indústria.

• Dentro de reuso direto:


o Planejado: efluentes tratados são encaminhados diretamente para o ponto de
reuso, sem serem dispostos no meio ambiente.

Reuso indireto: água é utilizada e descartada nos corpos hídricos superficiais ou subterrâneos
para diluição, e depois captada para um novo uso à jusante.

• Dentro de reuso indireto:


o Planejado: efluentes tratados são despejados de forma planejada para serem
utilizados à jusante, de maneira controlada;
o Não planejado: descarregados no meio ambiente e reutilizados à jusante na
forma diluída, de maneira não intencional e não controlada.

Elementarmente falando, o esgoto é composto de “CHONPS etc.”:

• Carbono;
• Hidrogênio;
• Oxigênio;
• Nitrogênio;
• Phósforo;
• Senxofre;
• Etc. – outros microelementos.

As principais características físicas dos esgotos são:

• Coloração: estado de decomposição do esgoto e dados que os caracterizam quanto ao


estado do despejo, se velho – coloração escura; se novo – coloração acinzentada;
• Turbidez: redução da transparência devido à presença de materiais em suspensão;
• Odor: indica processo de decomposição, variando de razoavelmente suportável (esgoto
fresco), para variado, e insuportável (esgoto velho ou séptico);
• Variação de vazão;
• Matéria sólida: orgânica – contém moléculas de elementos que permitem serem
degradados por bactérias; inorgânica – substância inerte e insuscetível de ser degrada;
• Temperatura.

Demanda bioquímica de oxigênio (DBO): é a quantidade de oxigênio dissolvido e consumido


pelos organismos aeróbios ao degradarem a matéria orgânica, ou seja: QUANTO MAIOR O DBO,
MAIOR A POLUIÇÃO ORGÂNICA.

Demanda química de oxigênio (DQO): é a quantidade de oxigênio necessária para oxidação


química da matéria orgânica carbonácea.

Há a relação entre DQO e DBO que pode indicar:


𝐷𝐵𝑂
• > 0,6 é facilmente biodegradável com processo biológico;
𝐷𝑄𝑂
𝐷𝐵𝑂
• 0,3 < < 0,6 será necessário estudar o processo biológico;
𝐷𝑄𝑂
𝐷𝐵𝑂
• < 0,3 pouca chance de sucesso com o processo biológico, sendo sensato adotar o
𝐷𝑄𝑂
tratamento de oxidação química.

+ Aula 9 (08/04/2020):

Unidade V – Esgotos sanitários

Estação de tratamento de esgoto – ETE

Classificação do tratamento de esgoto:

• Preliminar;
• Primário;
• Secundário;
• Terciário (eventualmente).
Tratamento preliminar destina-se para remoção de sólidos grosseiros e areia; e os objetivos são
para proteção dos dispositivos e unidades de tratamento, além dos rios em que será despejado;

Tratamento primário destina-se à remoção de sólidos em suspensão sedimentáveis e o principal


objetivo é o de reduzir a carga de sólidos e DBO para o tratamento secundário.

Tratamento secundário destina-se à remoção da matéria orgânica dissolvida e em suspensão


não removida nas etapas anteriores, através de etapas biológicas com reações bioquímicas de
microrganismos.

Tratamento terciário destina-se à remoção de nutrientes, organismos patogênicos, compostos


biodegradáveis, metais pesados etc.

+ Aula 10 (15/04/2020):

Unidade V – Esgotos sanitários

Sistemas de coleta e transporte de esgotos sanitários:

As características do esgoto AFLUENTE são afetadas pelos seguintes fatores principais:

• Condições climáticas: temperaturas e condições do ano;


• Situação social e econômica;
• Hábitos da população;
• Tipo de esgoto coletado: se doméstico, ou misto;
• Sistema de coleta: unitário (combinado) ou separador;
• Qualidade dos serviços de manutenção da rede coletora etc.
O conceito de sistema de esgoto é:

Conjunto de obras, equipamentos, instalações e serviços destinados a propiciar a coleta,


afastamento, condicionamento, tratamento e disposição final de uma comunidade, de
forma contínua e sanitariamente segura (SABESP, 2017).
As partes constituintes de um sistema de esgotamento sanitário são:

• Rede coletora: conjunto de canalizações que recebem e conduzem os esgotos pelo


coletor predial até a ligação predial;
• Interceptor: canalização grande que intercepta o fluxo dos coletores-tronco, que por
sua vez recebe dos coletores secundários, que por sua vez tem a contribuição dos
coletores prediais;
• Emissário: tubulação final do sistema, destinado ao afastamento dos efluentes para o
ponto de descarga ou tratamento;
• Estação elevatória: conjunto de instalações que bombeiam e elevam o efluente de uma
cota baixa para outra mais alta;
• Sifão invertido: obras destinadas à transposição de obstáculo pela tubulação de esgoto,
funcionando sob pressão;
• Estação de tratamento: conjunto de instalações destinadas à depuração dos esgotos
antes de sua destinação final;
• Órgãos acessórios: dispositivos fixos, sem equipamentos mecânicos, construídos em
determinados pontos da rede coletora (ex.: PV’s, TIL’s, PI’s e CP’s).

Tipos de sistema:
• Unitário: águas residuárias (domésticas e industriais), de infiltração e pluviais no mesmo
conduto;
• Separador: drenagem pluvial totalmente independente.

As atividades envolvidas na concepção de sistemas de esgotamento sanitário são:

• Análise do sistema existente: descrição do sistema existente;


• Estudo demográfico e projeção populacional: dados censitários, estudos e plano diretor
do município;
• Estimativa das vazões (doméstica, infiltração e industrial): verificação per capita e
previsões, taxa de infiltração;
• Determinação das variações de vazão;
• Capacidade de autodepuração do corpo receptor: caracterizar e implantar estudos em
potenciais corpos receptores;
• Pré-dimensionamento das unidades: avaliação das alternativas de traçado, tubulações,
peças e acessórios, além do estudo de locação da ETE etc.;
• Estimativa da quantidade de serviços e custos a serem empregados.

Tipos de traçado:

• Perpendicular: coletores-tronco perpendicular ao rio e ao interceptor;

• Leque: comum em terrenos acidentados, coletores-tronco nos fundos de vale recebem


os coletores secundários em traçado semelhante à espinha de peixe;
• Radial (ou distrital): comum em terrenos planos, divide a cidade em distritos ou setores
independentes e define ponto baixo onde é canalizado e recalcado os efluentes para o
destino final;

Em estudos de vazão, alguns destes conceitos podem aparecer:

• Coeficiente de retorno “C”: relação de esgoto gerado pela água recebida (0,5 a 0,9);
• Coeficientes de variação de vazão “K1” e “K2”:

+ Aula 11 (27/05/2020):

Retomada das aulas, nada de conteúdo novo.

+ Aula 12 (10/06/2020):

Unidade VI – O saneamento básico no Brasil

Resíduos sólidos urbanos:


O conceito de resíduos sólidos é:

Resíduos gerados na indústria, residências, hospitais, comércios, agricultura, serviços, bem


como despejos de equipamentos de controle de poluição e lodos de tratamento, entre
outros líquidos cujas particularidades tornem inviável serem lançados na rede pública de
esgotos, ou em corpos d’água.
Lixo: materiais considerados sem utilidade, sendo descartados ou eliminados.

Enquanto que os resíduos possuem serventia e valor econômico (como matéria-prima de outro
produto).

Modelo de gestão:
• Reconhecer os agentes sociais envolvidos;
• Consolidação da base legal;
• Mecanismos de financiamento para a autossutentabilidade;
• Informação da sociedade;
• Sistema de planejamento integrado.

Alguns objetivos da PNRS são:

• Proteção da saúde pública e da qualidade do meio ambiente;


• Não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos;
• Desenvolvimento de processos que busquem padrões sustentáveis de produção e de
consumo de bens e serviços;
• Desenvolvimento de tecnologias limpas de forma a minimizar os impactos ambientais;
• Incentivo à indústria da reciclagem;
• Gestão integrada de resíduos sólidos;
• Articulação entre diferentes esferas do Poder Público, e destas com o setor produtivo;
• Regularidade, continuidade, funcionalidade e universalização da prestação de serviços
públicos de limpeza urbana.

*ATENÇÃO*: A PNRS NÃO SE APLICA A RESÍDUOS RADIOATIVOS.

Classificação dos resíduos pelo CONAMA:

• Quanto à composição:
o Orgânicos: restos de alimentos, podas, entre outros;
o Inorgânicos: vidro, plástico, papel, metal, entulho etc.

• Na ABNT é um pouco diferente:


o Classe I:
perigosos;
o Classe II: resíduos
não inertes;
o Classe III: resíduos
inertes.
• Na PNRS (IMAGEM AO
LADO):

+ Aula 13 (17/06/2020):

Unidade VI – O saneamento básico


no Brasil
Classificação dos resíduos sólidos urbanos:

Resíduos sólidos domiciliares (RSD)

Rejeitos: parcela contaminada dos resíduos domiciliares.

Resíduos verdes: provenientes da manutenção de parques, áreas verdes e jardins, redes de


distribuição de energia elétrica e de telefonia.

A administração responsável pelo gerenciamento dos resíduos sólidos pode se dar por:

• Concessão: concessionária planeja, executa e coordena o serviço, podendo inclusive


terceirizar operações e arrecadar pagamentos referentes à sua remuneração
diretamente com os usuários;
• Terceirização: deixa às empresas privadas a operação;
• Consórcio: acordo entre municípios com o objetivo de alcançar metas comuns.

Resíduos da construção civil (RCC) são classificados em:

I. Classe A: resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:


a. de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras
de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b. de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes
cerâmicos;
c. (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto;
d. de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto
(blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras.
II. Classe B: resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos,
papel/papelão, metais vidros, madeiras e outros;
III. Classe C: resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações
economicamente viáveis que permitam sua reciclagem/recuperação, tais como
produtos oriundos do gesso;
IV. Classe D: resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas,
solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde, oriundos de
demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros,
bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou produtos
nocivos à saúde.
+ Aula 14 (24/06/2020):

Glossário:

SDT – Sólidos totais dissolvidos

GDI – Gases dissolvidos ionizáveis

COD – Call of Duty – Compostos orgânicos dissolvidos

SS – Sólidos em suspensão

PV – Poço de visita

TIL – Tubo de inspeção e limpeza

PI – Poço de inspeção

CP – Caixa de passagem

PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos

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