Você está na página 1de 54

DEFINIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


DEFINIÇÃO DO SERVIÇO
NACIONAL DE SAÚDE
Segundo o Estatuto do Serviço
Nacional de Saúde:
“O Serviço Nacional de Saúde (…) é um
conjunto ordenado e hierarquizado de
Instituições e Serviços oficiais prestadores de
cuidados de saúde, funcionando sob a
superintendência ou tutela do Ministério da
Saúde”
Organização do Sistema de
Saúde Português
• Características do Serviço Nacional de Saúde
Português:

– Universal
– Geral
– Tendencialmente gratuito
– Participado
– Descentralizado

Resulta do artº 64 da Constituição da República Portuguesa


Organização do Sistema de
Saúde Português

SISTEMA Entidades Entidades Profissionais


DE = SNS + + Privadas +
Públicas Liberais
SAÚDE

Todas as Instituições e Serviços oficiais prestadores de


cuidados de saúde dependentes do Ministério da Saúde
Organização do Sistema de
Saúde Português
SNS:
“Conjunto ordenado e hierarquizado de Instituições e Serviços
oficiais prestadores de cuidados de saúde, funcionando sob a
superintendência ou tutela do Ministério da Saúde”

REGIÕES

SUB-REGIÕES
Distritos
ÁREAS
Municípios
Organização do Sistema de
Saúde Português
O SNS: Braga
Bragança
Porto
Viana do Castelo
Norte Vila Real Aveiro
Coimbra
Centro
Castelo Branco
Lisboa e Vale do Tejo Guarda
Alentejo Leiria
Viseu
Algarve

Lisboa
Beja Santarém
Évora Setúbal
Faro
Portalegre
Organização do Sistema de
Saúde Português
As ARS’s,

Pessoas colectivas públicas dotadas de:

• Autonomia Administrativa Sob a tutela do


• Autonomia Financeira Ministério da
• Património Próprio Saúde
OS CUIDADOS PRIMÁRIOS NO
SERVIÇO NACIONAL DE
SAÚDE
Organização Tradicional dos
Cuidados de Saúde Primários
REGIÃO DE SAÚDE

(5 no país)

SUB-REGIÃO DE
Centro de SAÚDE Centro de
Saúde “antigo”
Centro de Saúde “antigo”
Centro de
Saúde “antigo” (18 no país) Saúde “antigo”
Centro de Centro de
Saúde “antigo” Saúde “antigo”
Centro de
Saúde “antigo” Centro de
Saúde “antigo”
Centro de
Saúde “antigo”

(363 no país)
Novo Modelo Organizacional dos
Cuidados de Saúde Primários
UCSP
USF UCSP

UNIDADE DE
USF UCC
APOIO À
GESTÃO
REGIÃO DE ´SAÚDE
AGRUPAMENTO
DE CS USF
(5 no país) UCC USP
DIRECÇÕES
CLÍNICAS
USF
USF

(74 no país) USF URAP

Organização dos Cuidados de Saúde Primários, mais complexa,


mas melhor adaptada às necessidades das pessoas e às
expectativas dos profissionais de saúde.
O Desafio da implementação dos
Agrupamentos de Centros de Saúde
Modelo vertical tradicional de
administração comando-e-controlo: do
“centro” para a “periferia”
A interface cidadão/serviços como o
enfoque principal da nova organização dos
Cuidados de Saúde Primários
Descentralização da gestão para os
Agrupamentos de Centros de Saúde
Integração horizontal dos cuidados de
saúde
A REDE HOSPITALAR NO
SERVIÇO NACIONAL DE
SAÚDE
Modelos de Gestão Hospitalar
A necessidade de reestruturação do modelo
tradicional…

• Ao crescimento da despesa (com saúde) ser


A sociedade e o superior ao crescimento do rendimento
Estado sempre se
• Aos recursos disponíveis serem escassos e a
defrontaram com
sua procura ser cada vez maior
desafios na área
da saúde. • Ao envelhecimento da população portuguesa
• Ao aumento das expectativas dos cidadãos
devido aos avanços científicos
Todavia, há hoje
novas • Ao desenvolvimento científico e tecnológico, o
problemáticas, qual implica custos adicionais sobretudo em
devido: equipamentos e formação
• À necessidade de inovação no sector da saúde
Modelos de Gestão Hospitalar
A necessidade de reestruturação do modelo
tradicional…
A necessidade de reestruturação do paradigma tradicional resulta,
essencialmente, da interacção de duas componentes:

– A componente social
– A componente económica

Com efeito, os cuidados de saúde constituem, simultaneamente,


uma parte integrante do sistema social e um importante sector
económico (de elevada complexidade, atendendo à especialidade do
“mercado” da saúde).
Modelos de Gestão Hospitalar
A necessidade de reestruturação do modelo
tradicional…

O êxito de qualquer modelo no “mercado” da saúde vai depender,


essencialmente:

– De uma melhoria no acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde


e
– Dos ganhos de produtividade na prestação dos cuidados efectuados
Modelos de Gestão Hospitalar
A necessidade de reestruturação do modelo
tradicional…

Surge assim a problemática da reestruturação do paradigma do


fornecimento de serviços de saúde, como serviço público,
tradicionalmente assente num modelo de feição monopolista e
burocrático.

Tal, implica uma mudança:

MODELO TRADICIONAL NOVO MODELO


Modelos de Gestão Hospitalar
A necessidade de reestruturação do modelo
tradicional…

A reestruturação do paradigma actual, passa pela adopção de um


novo modelo, e traduz um esforço de renovação e inovação, ao nível

• Do modelo de financiamento, com


implicações

NOVO MODELO • Na titularidade dos meios

• Na adopção de formas de gestão


de natureza empresarial
Modelos de Gestão Hospitalar
A necessidade de reestruturação do modelo
tradicional…

Surgem, assim, a par do modelo público tradicional, novos modelos


hospitalares, quer públicos quer privados, tais como os hospitais
constituídos sob a forma de sociedades anónimas de capitais
públicos, ou os hospitais enquanto entidades públicas empresariais,
quer ainda os hospitais constituídos por capitais exclusivamente
privados, quer mediante parcerias público-públicas e público-
privadas.

Qual o Modelo?

MODELO EMPRESARIAL
Modelos de Gestão Hospitalar
O MODELO EMPRESARIAL

Por razões inerentes ao modelo de gestão empresarial – em


contraposição ao modelo burocrático tradicional – aquele emerge
como principal elemento da reforma da gestão hospitalar

Quais as Razões?
Modelos de Gestão Hospitalar
O MODELO EMPRESARIAL

Subjacentes estão as seguintes razões:

Resultado de um melhor
desempenho, por:
Aumento da
• Maior autonomia da gestão
eficiência
hospitalar
• Maior responsabilidade
económico-financeira da gestão
Obtenção de ganhos hospitalar
acrescidos de saúde • Separação da função de prestador
de cuidados de saúde da de
financiador público do SNS
Modelos de Gestão Hospitalar
O MODELO EMPRESARIAL

Sem deixar de ter presente a incumbência do Estado na


promoção da saúde, pretende-se operar uma
modernização e revitalização do SNS mediante a
adopção de novas soluções.

As regras de financiamento

Quais?
O modelo de gestão
Modelos de Gestão Hospitalar
O MODELO EMPRESARIAL

Sempre se questiona como é possível adoptar-se um


modelo empresarial, sem deixar de ter presente a
incumbência do Estado na promoção da Saúde.

EMPRESARIALIZAÇÃO

Convém distinguir:
PRIVATIZAÇÃO
Modelos de Gestão Hospitalar
O MODELO EMPRESARIAL

Introdução de métodos de
Privatização gestão privada e mecanismos de
EMPRESARIALIZAÇÃO mercado no financiamento,
Formal
mantendo-se o controlo e a
gestão pública
VS

Alienação de capitais públicos


que são adquiridos por
Privatização
PRIVATIZAÇÃO particulares. Há transferência
Material para o sector privado, da gestão
e da titularidade dos meios de
produção públicos
Modelos de Gestão Hospitalar
MODELOS POSSÍVEIS
Estão subjacentes os seguintes modelos:

Hospitais SPA Hospitais EPE


Estabelecimentos públicos Estabelecimentos públicos
dotados de personalidade dotados de personalidade
jurídica, autonomia jurídica, autonomia
administrativa e financeira, Hospitais SA administrativa, financeira e
com ou sem autonomia patrimonial e de natureza
S.A. – Sociedades
patrimonial – SPA: Sector empresarial – EPE:
Anónimas de capitais
Público Administrativo Empreendimentos Públicos
exclusivamente públicos
Empresariais

Hospitais PPP
Hospitais PFI/PPP
Hospitais públicos a construir
em financiamento por Project Finance Iniciative
Parceria Público-Privada -
PPP
Modelos de Gestão Hospitalar
HOSPITAIS TRADICIONAIS SPA
Natureza Jurídica: Estabelecimentos públicos dotados de personalidade
jurídica, autonomia administrativa, autonomia financeira, com ou sem
autonomia patrimonial
Financiamento: Público
Gestão (titularidade vs forma): Pública/Tipo Administrativo
Duração: Vocação ilimitada
Instrumentos Normativos: Lei nº27/2002 (RJGH); Diploma que cria o
Hospital; Decreto-Lei nº498/70 e Decreto-Lei nº 499/70 – contrato-programa
com ARS
Regime Jurídico: Direito Público
Relação Funcional Inter-orgânica: Tutela do Ministério da Saúde
Responsabilidade do Estado: Exclusiva
Estatuto do Pessoal: Funcionalismo Público
Modelos de Gestão Hospitalar
HOSPITAIS DE NATUREZA EMPRESARIAL - EPE
Natureza Jurídica: Estabelecimentos públicos dotados de personalidade jurídica, autonomia
administrativa, financeira e patrimonial e natureza empresarial
Financiamento: Público
Gestão (titularidade vs forma): Pública/Regime Misto
Duração: Vocação Ilimitada
Instrumentos Normativos: Lei nº27/2002 (RGGH); Diploma que cria o Hospital; subsidiariamente:
Lei das Empresas Públicas (DL 558/99); contrato programa com ARS
Regime Jurídico: Regime Misto: Direito Público DL nº558/99 e Direito Privado (CSC)
Relação Funcional Inter-orgânica: superintendência do Ministério da Saúde; tutela conjunta dos
Ministros de Estado e das Finanças e da Saúde
Responsabilidade do Estado: Exclusiva
Estatuto do Pessoal: Contrato individual de trabalho
Estrutura de Gestão: Conselho de Administração; Comissão de Fiscalização; Previsão Estatutária
(Eventual)

O Modelo base foi a Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, o Hospital de S.


Sebastião e o Hospital do Barlavento Algarvio
Modelos de Gestão Hospitalar
HOSPITAIS S.A.
Natureza Jurídica: Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos
Financiamento: Público
Gestão (titularidade vs forma): Pública/Empresarial
Duração: Vocação Ilimitada
Instrumentos Normativos: Lei nº27/2002 (RJGH); Diploma que cria o Hospital
Regime Jurídico: Direito Privado (CSC)
Relação Funcional Inter-orgânica: Ministério das Finanças e da Saúde (exercício
da função accionista do Estado)
Responsabilidade do Estado: Subsidiária (garantia)
Estatuto do Pessoal: contrato individual de trabalho
Estrutura de Gestão: Assembleia-Geral; Conselho de Administração; Fiscal Único;
Conselho Consultivo; Orgãos de Apoio Técnico; Outros orgãos previstos por lei ou
regulamento interno

O modelo base foi a Unidade Local de Saúde de Matosinhos e o Hospital de S.


Sebastião
Modelos de Gestão Hospitalar
HOSPITAIS PPP
Natureza Jurídica: Entidades Privadas Gestionárias
Financiamento: Público/Privado
Gestão (titularidade vs forma): Privada, da Entidade Gestionária
Duração: 3 – 5 anos (contrato de gestão)
Instrumentos Normativos: Lei nº27/2002 (RJGH); Decreto-Lei 185/2002 (PPP na
saúde), contrato de gestão; CSC
Regime Jurídico: Direito Privado
Relação com o Estado e o Governo: Ministério das Finanças e da Saúde (poderes
do Estado concedente)
Responsabilidade do Estado: Indirecta
Estatuto do Pessoal: Contrato individual de trabalho
Estrutura de Gestão: Das Sociedades Privadas (ou de outras Entidades) Gestionárias

O modelo base foi o do Hospital Dr. Fernando Fonseca (Amadora-Sintra)


Modelos de Gestão Hospitalar
HOSPITAIS PFI
Natureza Jurídica: Entidades privadas concessionárias
Financiamento: Privado
Gestão (titularidade vs forma): Privada – Entidade Concessionária
Duração: 10 a 30 anos
Instrumentos Normativos: Lei nº27/2002 (RJGH); DL 185/2002 (PPP na saúde);
contrato de gestão; CSC
Regime Jurídico: Direito Privado
Relação com o Estado e o Governo: Ministério das Finanças e da Saúde (poderes
do Estado concedente)
Responsabilidade do Estado: Indirecta
Estatuto do Pessoal: Contrato individual de trabalho
Estrutura de Gestão: Das Sociedades Privadas concessionárias

Modelo base do novo Hospital de Cascais


VISÃO ACTUAL E FUTURA DO
SERVIÇO NACIONAL DE
SAÚDE
Visão global do Sistema de
Saúde Português
O sistema de saúde português é
caracterizado por três níveis:

– O Serviço Nacional de Saúde


– Os Subsistemas de Saúde (“esquema de
seguros” para certos profissionais)
– Os Seguros de Saúde Privados, voluntários
Visão global do Sistema de
Saúde Português
• Desde 1979, o sistema de saúde português é
baseado no Serviço Nacional de Saúde

• O sistema de saúde português é um sistema


misto, com a combinação entre financiamento
público e privado e também com fornecimento
público e privado
Factores críticos de sucesso do
SNS – Recomendações (2007):
• Manutenção do financiamento público pelo SNS
• Adopção de medidas de aumento da eficiência no
fornecimento dos cuidados de saúde
• Implementação de mecanismos clínicos e económicos
de avaliação da tecnologia em saúde
• Revisão do actual regime de excepção do pagamento
de taxas
• Redução dos benefícios fiscais associados às despesas
de saúde
• Remoção dos subsistemas de saúde do orçamento
público
Mudanças ao nível do sistema de
saúde:
• Contexto económico, social e demográfico
• Ganhos em saúde
• Igualdade e acesso
• Eficiência
• Sustentabilidade financeira
• Profissionais de saúde
• Europa – acesso aos cuidados de saúde
• Regulamentação
Contexto económico, social e
demográfico:
• 15% dos residentes em Portugal têm uma idade abaixo
dos 15 anos e 18% têm mais de 65 anos (INE, 2011)

• Na última década (2001-2010):


– A razão de dependência da idade avançada, aumentou (24.5
para 27.2)
– A taxa de crescimento natural tornou-se negativa (0.07 para -
0.04)
– A taxa de fertilidade total diminuiu (1.46 para 1.32) (INE, 2011)

• Desde o início do século, a economia tem uma taxa de


crescimento modesta (ou nula)
Ganhos em saúde:
Esperança de vida à nascença, Portugal
Igualdade e acesso:

• Cuidados Primários:
– Apenas 0.03% da população vive a mais de 30 minutos de
distância de um centro de cuidados de saúde primários do SNS
(ERS, 2009)
– 85.2% têm médico de família atribuído (ACSS, 2010)

• Cuidados Hospitalares:
– 88% da população vive a menos de 30 minutos de distância e
apenas 1% da população vive a mais de 60 minutos de
distância, de um Hospital
– Assimetrias na concentração das especialidades médicas, que
é maior na região de LVT e menor no Alentejo e Algarve
Igualdade e acesso:
• Listas de espera para cirurgia:
– A mediana desceu de 8.6 meses em 2005, para 3.3 meses em
2010
– O número de doentes em lista de espera desceu de 248.404
em 2005, para 161.621 em 2010

• Vacinação:
Taxas de imunização acima de 90% e inclusão de
novas vacinas no Plano Nacional de Vacinação

• Programa de Cuidados Dentários

• Cuidados Continuados
Eficiência:
g
(Políticas com impacto na eficiência em Portugal, entre 2000 e 2011)

Cuidados de ambulatório:
• Reforma dos cuidados de saúde primários
• Encerramento das consultas de urgência não hospitalares
• Racionalização da rede de serviços de urgência
• Actualização das taxas pagas pelos doentes nos serviços do SNS

Cuidados Hospitalares:
• Encerramento de salas de partos
• Criação de centros hospitalares
• Construção de hospitais em parcerias público-privadas
• Contratualização de serviços
• Corporativismo dos hospitais do SNS
Sustentabilidade financeira:

Despesa anual do SNS:

• Crescimento anual médio entre 1995-2003: 9,2%

• Crescimento anual médio entre 2004-2007: 2,9%


Sustentabilidade financeira:
O “memorando de entendimento”, para o sector da saúde,
determina:
• Revisão das actuais categorias de excepção ao pagamento de
taxas de utilizador (2011)
• Redução na despesa pública com medicamentos (1.25% do GDP
em 2012, e 1% do GDP em 2013)
• Custos hospitalares: redução das despesas operacionais em 200
milhões de euros (100 M€ em 2011 e 100 M€ em 2012)
• Redução dos custos orçamentados com os subsistemas públicos
(ADSE, ADME e SAD) em 30% em 2012 e 20% em 2013,
atingidos através da redução dos benefícios para os utilizadores
• Redução da despesa do SNS com a aquisição de serviços
privados de diagnóstico e terapêutica em 10% em 2011 e 10% em
2012
Profissionais de saúde:

• Crescimento do número de alunos em escolas de


medicina

• Aumento do número de profissionais de saúde não


médicos

• Movimento livre dos profissionais dentro do espaço da


União Europeia
Europa – acesso aos cuidados
de saúde:
• Directiva europeia sobre os cuidados de saúde
transfronteiriços:
– Principio Geral: doentes dos estados membros da UE irão
poder receber cuidados de saúde em outro estado membro

– Obrigação de afiliação dos estados membros: comparticipação


dos doentes até um nível de custos que foi assumido pelo
estado membro afiliado como sendo o que seria praticado se o
mesmo fosse prestado em território próprio

– Escolha: os doentes podem escolher em prestadores públicos


e privados
Europa – acesso aos cuidados
de saúde:
• Revisão da Directiva 2005/36/EC da UE sobre o
reconhecimento das qualificações profissionais nos
estados membros

• “Green Paper” da Comissão Europeia:


– Requisitos mínimos da formação médica
– Acesso parcial à profissão
– Cartão profissional europeu
– Actualização de competências
– Troca de informação entre os estados membros
– Avaliação da língua
Regulamentação:
• Pressão financeira sobre os cuidados de saúde gera
risco para os doentes:
– Gestão das unidades de cuidados de saúde muito orientada
para objectivos financeiros
– Os objectivos de performance podem colidir com os interesses
e direitos dos doentes
– Contenção no investimento global em saúde

• É essencial que o regulador de saúde faça um


equilíbrio entre medidas de sustentabilidade e os
interesses e direitos dos doentes
Conclusões:
1. Nos últimos anos o sistema de saúde português tem
ganho um enorme interesse político

2. Desde o início dos anos 90, tem havido um aumento


acentuado das despesas, especialmente da despesa
pública

3. “Crê-se” que existe um enorme desperdício de


recursos

4. Algumas medidas políticas não foram previamente


avaliadas em termos de impacto nos custos
Conclusões:
5. Todas as áreas dos cuidados de saúde sofreram
importantes mudanças: cuidados primários, cuidados
hospitalares, cuidados continuados, mercado
farmacêutico, parcerias público-privadas,
regulamentação, recursos humanos

6. O Plano Nacional de Saúde serve como guia para as


decisões relativas à saúde, da população

7. As mudanças mais importantes ocorreram nos


cuidados de saúde primários com a criação das
USF’s, provocando um aumento ao nível do acesso
das populações
Conclusões:
8. Relativamente ao sector hospitalar, ocorreram
mudanças nos mecanismos de contratualização e
corporativismo
• Até 2005 os cuidados continuados foram
exclusivamente um negócio privado
10. A área farmacêutica foi sujeita a diversas mudanças,
sobretudo com objectivo de contenção de custos
11. Muitas politicas não foram avaliadas de forma
independente
12. Em termos de saúde, a interdependência entre os
estados membros da EU foi reforçada
BOA SORTE…

Você também pode gostar