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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA

Portal Educação

CURSO DE
REFLEXOLOGIA PODAL

Aluno:

EaD - Educação a Distância Portal Educação

AN02FREV001/REV 4.0

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CURSO DE
REFLEXOLOGIA PODAL

MÓDULO I

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este
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do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas.

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SUMÁRIO

MÓDULO I
1 INTRODUÇÃO A REFLEXOLOGIA PODAL
1.1 UM POUCO DA HISTÓRIA
1.2 O QUE É A REFLEXOLOGIA E COMO FUNCIONA?
1.3 PRINCÍPIOS EM QUE SE BASEIA A REFLEXOLOGIA
1.4 EFEITOS PROVOCADOS PELO TOQUE
1.5 EFEITOS MECÂNICOS
1.6 EFEITOS REFLEXOS
1.7 EFEITOS PSICOLÓGICOS
1.8 OBJETIVOS DA REFLEXOLOGIA
1.9 APRENDENDO COM A DOENÇA
1.10 LINHAS DOS PÉS E DAS MÃOS
1.11 APLICANDO A REFLEXOLOGIA
1.12 OUTRAS TEORIAS QUE EXPLICAM A REFLEXOLOGIA
1.12.1 Eliminação de Processos Inflamatórios
1.12.2 Medicina Tradicional Chinesa (MTC)
1.12.3 Teoria das Terminações Nervosas

MÓDULO II
2 ANATOMIA E BIOMECÂNICA DOS MEMBROS DAS EXTREMIDADES DO
CORPO HUMANO
2.1 ARTICULAÇÕES, LIGAMENTOS, MUSCULAR E OSSOS DO PÉ
2.2 CIRCULAÇÃO DO PÉ
2.3 INERVAÇÃO DO PÉ
2.4 MOVIMENTOS DO TORNOZELO
2.5 A MÃO DO SER HUMANO
2.6 OS DEDOS DA MÃO
2.7 SISTEMA TEGUMENTAR E SUAS FUNÇÕES

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2.8 APLICAÇÃO DE UM EXAME DE REFLEXOLOGIA
2.9 TREINAMENTOS, CREDENCIAIS E STATUS LEGAIS
2.10 SINAIS DE ALTERAÇÕES ENERGÉTICAS DURANTE UM EXAME DE
REFLEXOLOGIA
2.11 PALPAÇÃO, DOSAGEM APROPRIADA E COMO LIDAR COM FORTES
ALTERAÇÕES DO SISTEMA NERVOSO
2.12 AS DEZ ZONAS DE ENERGIA
2.13 AS LINHAS BÁSICAS DOS PÉS
2.14 DIAGRAMAS DOS PÉS

MÓDULO III
3 PREPARAÇÃO
3.1 O RITMO DE UMA SESSÃO
3.2 ABORDAGEM E ÉTICA PROFISSIONAL
3.3 O HISTÓRICO DO CLIENTE E CUIDADOS NECESSÁRIOS
3.4 INTENSIDADES DE TRATAMENTO
3.5 REAÇÕES MEDICAMENTOSAS
3.6 AVALIAÇÃO DOS PÉS
3.7 PATOLOGIAS COMUNS DOS PÉS
3.8 COMO TRABALHAR OS PÉS
3.9 TÉCNICAS BÁSICAS PARA TRATAMENTOS EM REFLEXOLOGIA
3.10 RELAXAMENTOS DOS PÉS
3.11 SEQUÊNCIA DE UMA SESSÃO DE REFLEXOLOGIA

MÓDULO IV
4 OS SISTEMAS DO CORPO HUMANO
4.1 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA DIGESTÓRIO
4.2 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA
RESPIRATÓRIO
4.3 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA
CIRCULATÓRIO
4.4 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA LINFÁTICO
4.5 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA ENDÓCRINO

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4.6 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA NERVOSO
4.7 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AOS CINCO SENTIDOS DO
CORPO HUMANO
4.8 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA MUSCULAR E
ESQUELÉTICO
4.9 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA REPRODUTOR
4.10 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO SISTEMA URINÁRIO
4.11 PONTOS RELACIONADOS EM REFLEXOLOGIA AO PLEXO SOLAR
4.12 CURA HOLÍSTICA E ENERGIA UNIVERSAL
4.13 TERAPIAS COMPLEMENTARES
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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MÓDULO I

1 INTRODUÇÃO A REFLEXOLOGIA PODAL

A Reflexologia surgiu na Antiguidade, quando as terapias de pressão eram


reconhecidas como uma forma de medicina preventiva e terapêutica. Ao longo do
tempo, várias evidências indicaram que a massagem terapêutica nos pés foi
utilizada e tem sido praticada por diversas culturas, embora não se saiba ao certo
quando e como isso começou.

1.1 UM POUCO DA HISTÓRIA

De acordo com inúmeros estudos e pesquisas, a Reflexologia, como muitas


outras técnicas na área da saúde, teve seu início no oriente. Não se sabe a sua
verdadeira origem, visto que foram encontradas maiores citações no Egito,
Mesopotâmia e China.
Na Pérsia e na Índia, a Reflexologia era referida apenas aos dedos dos pés.
Mas, de acordo com uma das teorias de maior aceitação, a Reflexologia nasceu na
China há 5.000 anos, vinculada à acupuntura e ficou conhecida de forma
documentada desde o século III a. C.
As culturas egípcias e babilônias desenvolveram-se antes da chinesa, e o
Egito contribuiu com uma valiosa evidência histórica. Porém, muitos respeitados
Reflexologistas manifestaram sua crença na teoria chinesa, embora as evidências
concretas sejam ambíguas.
Um pictograma produzido em torno de 2.500 a 2.330 a.C., encontrado em
escavações no Egito, foi descoberto na tumba de um médico egípcio, Ankmahor, em
Saqqara. E assim, classificado como o documento mais antigo que descreve a
prática da Reflexologia. Segundo as evidências encontradas na tumba, Ankmahor
era uma pessoa muito influente - suplantado apenas pelo rei.

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Uma explicação do pictograma foi proposta pelo egípcio Mohamed el Awany.
As pessoas escuras, com cabelo encaracolado, à moda dos africanos, provêm do
Egito superior, e são, obviamente, os terapeutas, os quais vieram do sul para tratar
os habitantes do Egito inferior, que tinham pele clara e cabelos lisos. Sendo essa
explicação, baseada no antigo Egito, onde as civilizações e os conhecimentos mais
avançados vinham do sul, onde a pele escura era apreciada.
Mediante a essas evidências, as posições dos pacientes são diferentes. O
paciente da esquerda tem a mão direita sobre o joelho direito e a mão esquerda sob
a axila direita. O outro paciente é o oposto. Há uma relação entre o tipo de problema
que o cliente tem e o ponto onde o terapeuta toca, esses fatores determinam os
pontos de pressões aplicadas.

FIGURA 1 - TRATAMENTO DE REFLEXOLOGIA NO ANTIGO EGITO

O paciente está tocando o ponto reflexo sob o braço, onde a dor


correspondente é sentida. Segundo o Papyrus Institute, do Cairo, os hieróglifos
acima da cena dizem: "Não deixe isso doer", diz um dos pacientes. "Farei como
você quiser", responde um assistente.
Outra teoria sustenta que uma forma de Reflexoterapia foi transmitida aos
índios da América do Norte. Embora, uma vez mais, nenhuma evidência específica
apoie essa teoria, há muitas gerações os índios da América do norte vêm usando a
pressão reflexa aplicada aos pés como uma forma de terapia curativa. Há séculos os

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índios cherokees, da Carolina do Norte, reconheceram a importância dos pés para a
manutenção do equilíbrio físico, mental e espiritual. O Clã Urso, pertencente a essa
tribo e que vive nos montes Allegheny, pode atestar isso.
Esse conhecimento da Reflexoterapia aplicada aos pés poderia ter sido
perdido na antiguidade, se não fosse pelas pesquisas de médicos do final do século
XIX e início do século XX.
Associado ao estudo e o desenvolvimento da Reflexoterapia, pessoas
curiosas com o conceito, estimularam um ressurgimento do interesse pelos pontos
reflexo. E junto aos pioneiros europeus e empreendedores americanos
estabeleceram os fundamentos da Reflexologia, que aconteceu após o primeiro
século da era cristã.
Sendo a partir dessa época, que surgira, referências mais amplas do seu
uso no “diagnóstico”, bem como no tratamento de certas moléstias. Assim, ao longo
dos séculos, o que hoje conhecemos como Reflexoterapia foi ganhando, lentamente,
mais espaço no campo da “arte de curar”.
No início do século XX, surgiram mais estudos e documentários sobre o
assunto dando início a fase moderna da reflexologia (estudo de áreas que produzem
efeitos reflexos no organismo), por meio de uma equipe de médicos, formada por Dr.
George Stare White, Dr. Edwin F. Bower e Dr. Willian FltzGeral.
Em 1913, como técnica aplicada e denominada de Zonoterapia, passou a
ser parte do serviço médico oferecido no Boston City Hospital, no Saint Francis
Hospital, em Hartford e Connecticut.
A Zonoterapia, segundo trabalhos intitulados pelo Dr. Fitzgerald, trata-se da
presença das dez zonas de energia localizadas longitudinalmente, que se estendem
ao longo do corpo.
Abrindo caminhos para o desenvolvimento desta técnica, ao trazer ao nosso
conhecimento, o relatado de suas descobertas.
Descobriu também, que poderia aliviar a dor em determinada parte do corpo
do paciente, aplicando pressão em outra parte. Lembrando que, na época em que
clinicava, a década de 1880, a anestesia ainda era bastante rudimentar, pois se
usava máscaras de clorofórmio. Morria-se mais por causa da anestesia do que pela
operação. Sendo a Reflexologia bastante usada para a diminuição das algias
(dores).

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Na América Latina a Zonoterapia e, em seguida, a Reflexologia, foram
trazidas a princípio ao Paraguai pela missionária Margarida Gootaht, que após tratar
a esposa do próprio presidente do Paraguai, passou a ensinar no Instituto Conaras,
em Assunção.
No Brasil, foi criada a ABRT (Associação Brasileira de Reflexologia e
Terapias Afins), que vem desenvolvendo, por meio de seus fundadores Érik Motta
Pereira e Osni Tadeu Lourenço, um trabalho não só de divulgação como produzindo
estudos e pesquisas que colocam o Brasil em situação de destaque junto à
comunidade internacional.
A Reflexologia, atualmente, é conhecida e utilizada em mais de 20 países e
representados por suas associações.

1.2 O QUE É A REFLEXOLOGIA E COMO FUNCIONA?

A Reflexologia é classificada, atualmente, como uma ciência que se baseia


em estudos fisiológicos e neurológicos. Além de ser também uma arte, porque
depende da habilidade com que o terapeuta aplica o seu conhecimento.
Por meio de sua técnica suave e extremamente eficaz de massagem
terapêutica, conquistou um lugar de destaque e fascínio no campo da medicina
complementar.
Entre outros benefícios, a Reflexologia busca o bem-estar por meio de
teorias holísticas. O termo “holístico” é derivado da palavra grega holos, que significa
“inteiro” e, assim, procura tratar o indivíduo como um todo, constituído de corpo,
mente e alma.
Em Reflexologia, o tratamento de uma doença não se concentra
especificamente nos sintomas apresentados pelo cliente, mas em encontrar a causa
daquela patologia.
De acordo com a medicina oriental, e holística, o não tratamento da causa
de uma doença implica em alterações energéticas que se manifestam fisicamente.

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A aplicação da Reflexologia é feita por meio de uma técnica específica de
pressão que atua em pontos reflexos precisos dos pés com base na teoria de que as
áreas reflexas dos pés correspondem a todas as partes do corpo.
Portanto, não deve ser confundida com a massagem básica dos pés ou com
a massagem corporal. Cada parte do corpo e cada função orgânica possuem seu
ponto reflexo correspondente nos pés.
Se um órgão ou função orgânica estiver comprometido, os pontos reflexos
daquela área estarão mais sensíveis ao toque, e o cliente poderá referir dor durante
a palpação dos pontos ou mesmo durante a pressão exercida no atendimento.
Os pés representam um mapa do corpo, com todos os órgãos, glândulas e
membros, que estão dispostas também nas mãos e orelhas. No Brasil, o uso da
Reflexologia nos pés é a mais comum.
Usando estas técnicas específicas de aplicação de pressão sobre essas
áreas, ocorrem mudanças fisiológicas no organismo, na medida em que o próprio
potencial de cura de cada pessoa é estimulado. Dessa maneira, os pés podem
desempenhar um papel importante para se conquistar e manter uma saúde melhor.
No entanto, para se praticar Reflexologia é desnecessária a utilização de
qualquer equipamento. O uso das mãos e, principalmente, da polpa dos dedos, é
suficiente para um bom atendimento.
Com um pouco de sensibilidade, determinação e um toque firme e preciso,
uma sessão de Reflexologia proporcionará bem-estar, relaxamento e bons
resultados.
O bom relacionamento entre o beneficiário e o terapeuta é um importante
aspecto do tratamento. O terapeuta atua para aliviar o sofrimento do paciente, e
assim, procura aumentar o potencial de cura do cliente.
Durante um tratamento, o Reflexologista deve ter como meta alcançar o
equilíbrio energético perdido. E assim, devolver ao seu cliente a homeostase
corporal natural.
Citando Kevin e Bárbara Kunz, em seu livro The Complete Guide to Foot
Reflexology: "Se a reflexologia nunca conseguisse nada além do que combater o
estresse com relaxamento, ela estaria servindo muito bem aos seus propósitos.”
Quando conseguimos proporcionar, por meio da massagem, o relaxamento
corporal, torna-se mais fácil, utilizando a Reflexologia a encontrar os pontos em que

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existem mais ou menos energias acumuladas. E assim, iniciar um bom tratamento,
com a certeza de sucesso a ser alcançado.
Sendo assim, concluímos que a Reflexologia tem por principal objetivo, tratar
o corpo como um todo e esforça-se por chegar à causa da doença. Sem tratar
apenas dos sintomas.
Dessa forma, podem ser obtidos resultados satisfatórios em um tratamento
de Reflexologia, assim como em qualquer outra especialidade, em que o mais
importante é conscientizar o cliente que sua participação é essencial.
A responsabilidade do cliente jamais deve ser deixada de lado. Assim como
na medicina ocidental, se o doente não tomar o medicamento receitado, não
encontrará cura.
Em Reflexologia, não se administram medicamentos, a mente é quem faz
este papel. E acredite, seu poder de cura pode ser maior do que qualquer outro tipo
de tratamento.
Ainda que o Reflexologista seja compreensivo, atencioso e dedicado ao
bem-estar de seu cliente, nenhum terapeuta ou outra pessoa poderá tomar a
decisão de que a cura será alcançada.
Para obter ou chegar o mais perto da cura, o cliente tem que ter como meta,
a disposição de se livrar da doença e adotar uma conduta de confiança no
tratamento. O paciente precisa assumir essa responsabilidade para conseguir
alcançar o objetivo de atingir o pleno equilíbrio energético.
Se o Reflexologista conscientizar seu cliente da importância de se
desenvolver o pensamento positivo e a força de vontade, já é um bom começo para
se programar a mente a buscar a cura.
O corpo humano é uma máquina poderosa que tem a função de manter
todos os nossos sistemas em perfeito funcionamento. Mas é a mente quem controla
nossas emoções.
O estresse do dia a dia, a falta de tempo para ouvirmos as necessidades de
nosso organismo, muitas vezes nos leva a adiar os sintomas de uma doença, que
vão se manifestando pouco a pouco.
Se prestarmos mais atenção na linguagem corporal, com certeza iremos
conseguir identificar os sintomas de falência de energia de algum sistema orgânico,

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e desta forma procurar a solução antes que a doença atinja seu desempenho
natural.
Somos uma máquina, como um carro em funcionamento! Se uma parte não
está funcionando adequadamente, o carro todo sofre e deve ir a uma oficina para
ser regulado.
A Reflexologia pode ser considerada o equivalente a essa regulagem. E
como você não pode trocar o seu corpo por um novo, assim como faria com um
carro, faz sentido tratar corretamente aquele que você tem.
O Reflexologista não cura somente o corpo, mas a Reflexologia ajuda a
equilibrar todos os sistemas corporais, estimulando uma área pouco ativa e
acalmando uma área hiperativa, ou sendo inofensiva para as áreas que estão
funcionando adequadamente.
Os sistemas corporais estão relacionados entre si, então qualquer
desarmonia em um destes sistemas, irá alterar o corpo por inteiro.

1.3 PRINCÍPIOS EM QUE SE BASEIA A REFLEXOLOGIA

As células do corpo humano são nutridas pela síntese de ATP, mecanismo


pelo qual o organismo absorve a glicose necessária para manter o funcionamento de
todos os sistemas. Quem realiza esta absorção dentro da célula é a mitocôndria.
Também citada como a responsável pela respiração celular.
Alguns fatores para manter esse equilíbrio devem ser seguidos, como por
exemplo, se está havendo uma boa alimentação e, consequentemente, uma boa
digestão. Assim, como uma boa respiração. Não só em caráter de funcionamento
pulmonar, mas na dinâmica de agentes inspirados e expirados diariamente. Porque
estes dois fatores são os responsáveis pela matéria-prima do ATP.
A distribuição desta energia e da troca de gases só é feita por meio de um
bom funcionamento do sistema circulatório.
Também é muito importante a comunicação do estado geral da célula com o
centro de controle do corpo. Isto é feito por meio de transmissão neuronal ou
nervosa que iniciou junto à célula por meio das terminações nervosas. E se está

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havendo um bom sistema de manutenção da célula, que envolve a retirada dos
resíduos depositados nos interstícios celulares, papel este desempenhado pelo
sistema linfático.
Considerando que um conjunto de células forma um tecido: células doentes
formarão um tecido doente. Tecidos doentes formarão um órgão doente. Um
conjunto de órgãos doentes formará um aparelho ou sistema doente e, assim,
teremos um indivíduo doente.

RESUMO

O que nos informou a situação original da doença ou patologia foi a princípio


a célula. Nos interstícios celulares (espaços entre uma célula e outra) são
encontradas várias substâncias, responsáveis pela manutenção da vida; são
nutrientes a serem absorvidos ou impurezas que deverão ser eliminadas.
Ao redor de cada célula encontraremos uma área onde ocorrem as trocas de
substâncias, como o oxigênio e nutrientes, por meio de veias e artérias. O
responsável pela defesa do organismo é o sistema linfático que com seus capilares
iniciam o trabalho nesta região, absorvendo impurezas e proteínas que, por terem
uma dimensão maior, não podem ser captados pela circulação sanguínea. Porém,
quem nos informa sobre todo este funcionamento, se precisa ser reparado algo, ou
se há nutrição suficiente são as terminações nervosas.
As terminações nervosas fazem sua comunicação por meio de feixes
nervosos e levam as informações até o cérebro. Este processo desencadeia
inúmeras ações e reações, que serão enviadas às áreas afetadas que se
manifestarão por meio de sintomas como: dor, aumento de temperatura, calafrios,
etc.
Essa comunicação via neurônios (células do sistema nervoso, responsáveis
pela função de resposta ao estímulo recebido) permite, por exemplo, que ao
encostarmos o braço em algo muito quente, imediatamente o tiramos do local, bem
como outros impulsos sensitivos como dores, mal-estar, que tem por finalidade
informar como está o nosso corpo.

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Existem diversas terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade
geral do organimo, sendo classificadas em: terminações nervosas livres, discos de
Merkel, receptores dos folículos pilosos, corpúsculos de Pacini, corpúsculos de
Meissner, corpúsculos de Krause e Rufinni, fusos neuromusculares e corpúsculos
tendíneos. Cada uma dessas terminações está associada a estruturas diferentes do
corpo humano, como a pele, tendões, ligamentos e músculos.

As terminações nervosas sensoriais estão classificadas em:


1- Exteroceptores (receptores cutâneos) vinculados à pele;
2- Visceroceptores encontradoas nas vísceras ou órgãos internos;
3- Proprioceptores encontrados nas articulações, tendões e tecido
conjuntivo.

Os exteroceptores tem a função de informar sobre meio externo, enquanto


que os visceroceptores fornecem informações sobre o meio interno. Já os
proprioceptores fornecem informações sobre a posição, movimento do corpo e
também o nível de alongamento ou contração muscular.
As terminações nervosas livres são as mais comuns, pois são responsáveis
pelas sensações de dor, frio e calor.
Os discos de Merkel são mais complexos e são responsáveis pela sensação
de tato e pressão superficiais.
O mecanorreceptor mais bem estudado é o corpúsculo de Pacini, que se
apresenta sob a forma de uma terminação nervosa, envolta por delgadas camadas
concêntricas do tecido conjuntivo. Adquire, pois, ao corte, o aspecto de uma cebola.
É encontrado nas camadas profundas da pele, no tecido conjuntivo em geral,
incluindo o do mesentério e o das vísceras. Os corpúsculos de Pacini associados às
articulações ajudam na transmissão de informação proprioceptiva sobre a posição
das articulações.
Os receptores dos folículos pilosos, ou órgãos terminais do pelo, respondem
a inclinações muito leves do pelo e estão envolvidos no tato superficial. Embora
estas terminações nervosas sejam extremamente sensíveis, necessitando pequena
estimulação para provocar uma resposta, a sensação que proporcionam não é muito

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bem localizada.
Por se tratar de uma região com muitos receptores, há uma considerável
sobreposição desses receptores, nas terminações nervosas dos neurônios
aferentes, que explicam porque o tato superficial não é muito discriminativo, ao
mesmo tempo em que é muito mais sensível.
Os corpúsculos de Meissner, frequentes na derme da palma da mão e da
planta dos pés, são estruturas alongadas que se dispõem em algumas papilas
dérmicas. Apresentam-se formados por tecido conjuntivo regularmente disposto,
dentro do qual penetram várias terminações nervosas.
O corpúsculo de Krause é frequente na pele, mucosas da boca e órgãos
genitais. Apresenta-se como uma dilatação com terminações nervosas ramificadas
envoltas por cápsula conjuntiva. O corpúsculo de Rufinni tem estrutura semelhante,
só que é mais achatado. Respondem a pressões na pele diretamente sobre o
receptor e ao estiramento da pele adjacente. Estas terminações nervosas são
importantes para a resposta ao tato ou pressão contínua.
Os músculos estriados esqueléticos contêm receptores encapsulados,
denominados fusos neuromusculares. Estas estruturas têm cerca de 1,5 cm de
comprimento e consistem em uma cápsula de tecido conjuntivo que envolve um
espaço contendo fluido e duas a 20 fibras musculares modificadas, as fibras do fuso.
Cada fuso apresenta uma ou duas fibras longas e diversas fibras mais curtas e mais
finas. Em ambos os tipos não existem estriações na região equatorial, onde se
localizam os núcleos. Fibras nervosas mielínicas sensoriais penetram no fuso
muscular, depois de perder a camada de mielina, e no interior do fuso ramificam-se
extensamente.
Os fusos neuromusculares detectam as modificações no comprimento das
fibras musculares extrafusais, responsáveis pela contração, e enviam essas
informações para o sistema nervoso central, onde se geram reflexos para manter a
postura do corpo e regular as contrações dos músculos envolvidos nas atividades
motoras como andar, movimentar os braços, etc.
Os corpúsculos tendíneos são terminações nervosas associadas às fibras de
um tendão na junção musculotendinosa. São estimuladas por um aumento da
tensão no tendão, seja ela desencadeada pela contração muscular ou pelo
estiramento passivo do tendão. Quando uma grande quantidade de tensão é

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aplicada ao tendão, os corpúsculos tendíneos inibem os neurônios motores dos
músculos associados, levando-os a relaxar, evitando lesões musculares ou
tendinosas causadas por excesso de tensão.
Os fusos neuromusculares e os corpúsculos tendíneos permitem às pessoas
cegas conhecerem com precisão a posição dos seus membros e regular o esforço
necessário para realizar atividades que requerem variações do esforço muscular.
Trata-se, portanto, de receptores proprioceptores. Todos os receptores mencionados
podem ser divididos em livres e encapsulados, conforme tenham ou não membranas
de tecido conjuntivo, envolvendo as terminações nervosas. No quadro 2 é possível
identificá-los.

1.4 EFEITOS PROVOCADOS PELO TOQUE

Tocar significa contatar, ou seja, relacionar-se com aquilo que se situa fora
de nossa própria periferia, o solo situado sob nossos pés. E para os seres humanos,
como para os outros animais, o ato de tocar é de importância vital. O contato instila
confiança, transmite calor, prazer, conforto e renovada vitalidade.
O contato nos diz que não estamos sós. Dentre todos os sentidos, o tato é o
primeiro a desenvolver-se. Quando bebê é principalmente pela nossa experiência
tátil que exploramos e percebemos o mundo, e o contato amoroso de nossos pais é
essencial para nosso crescimento.
Desde que nossas necessidades de tocar e ser tocado são satisfeitas,
crescemos saudáveis; mas, quando ela é inibida, nosso desenvolvimento pode ficar
comprometido. Porque as carícias, abraços e afagos que recebemos na infância nos
ajudam a construir uma imagem saudável de nós mesmos e acalentar o sentimento
de que, porque somos tocados, somos aceitos e amados.
Há mais de vinte anos, o psicólogo americano S. M. Jourard demonstrou que
nossa percepção do quanto somos tocados por outras pessoas parece estar
nitidamente relacionado à nossa autoestima e a quanto nós nos valorizamos.

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1.5 EFEITOS MECÂNICOS

A aplicação de pressões externas sobre a planta dos pés, de forma correta,


é um fator que contribui para aumentar o retorno venoso, enquanto que a massagem
em geral só terá efeito substancial na melhora do fluxo.
Esta resposta pode ser devido à estimulação de mastócitos, que produzem
uma substância semelhante à histamina, que provoca a vasodilatação das arteríolas
superficiais.
Outro fator que contribui pode ser a estimulação mecânica de terminações
sensoriais, que provoca uma resposta reflexa mediada pela medula espinhal.

FIGURA 2

1.6 EFEITOS REFLEXOS

Trabalhos baseados na existência de zonas reflexas perto da superfície do


corpo (entre a pele e o músculo) certificam que, quando comprometidas, ou
encurtadas, podem ter um efeito distinto sobre órgãos e vísceras.

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Muitos efeitos sedativos ou de relaxamento relatados são considerados uma
resposta reflexa, mas isso é difícil de separar da psicodinâmica que pode surgir
quando “são colocadas as mãos”.
As aplicações clínicas recentes da massagem baseiam-se nos efeitos
fisiológicos, supostos da massagem sobre o sistema motor gama. Com alguma
ênfase à estimulação dos órgãos tendinosos de Golgi, por meio da pressão profunda
e sobre alterações no comprimento de repouso dos fusos musculares por meio do
relaxamento dos extensores da coluna e outros músculos.

1.7 EFEITOS PSICOLÓGICOS

Pacientes apreciam muito a massagem e alguns se tornam, inclusive,


dependentes dela pela atenção e contato individual com outra pessoa.

FIGURA 3

Podendo ser mais bem visualizada em três níveis:

1. O ato físico de um indivíduo tocar outro indivíduo, na ação de promover


bem-estar.

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2. O significado simbólico de uma pessoa entrando no “espaço de vida" da
outra.
3. A resposta individualizada específica baseada em valores e na
experiência passada do paciente.

O profissional deve considerar as variáveis em cada nível com respeito aos


resultados psicológicos do tratamento. O processo simples de ser tocado por outro
ser humano pode produzir uma resposta de afastamento em alguns pacientes.
Dentro das relações paciente-terapeuta, a confiança, respeito mútuo e uma
apreciação das sensibilidades pessoais irão maximizar os resultados fisiológicos do
tratamento.

1.8 OBJETIVOS DA REFLEXOLOGIA

A Reflexologia é a técnica que por meio do toque, busca nos pés e mãos,
áreas doloridas que refletem o corpo humano por inteiro. Sob estímulos nestas
áreas, obtêm-se resultados que vão, desde o alívio de pequenos desconfortos e
dores, até eliminação de certos distúrbios em várias partes do corpo.
Aplicada em problema de saúde crônico ou agudo, quer esteja apenas
procurando uma forma de diminuir a tensão e promover o bem-estar, a Reflexologia
pode ser a solução.
A Reflexologia é uma forma de terapia absolutamente segura, além de ser
uma experiência muito relaxante e agradável. O objetivo do tratamento é normalizar
as funções do corpo, diminuir a tensão, aliviar o estresse e melhorar o
funcionamento do fluxo de sangue por todo o corpo.
O objetivo da Reflexologia é corrigir os três fatores negativos presentes no
processo da doença: congestão, inflamação e tensão.

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1.9 APRENDENDO COM A DOENÇA

Nossos ancestrais descobriram alguns princípios de cura, observando a


maneira como os animais o fazem. Quando estão doentes, procuram um local onde
possam ficar a sós e descansar, perto de um lugar fresco, arejado e com água. Não
come nada e bebem bastante até se recuperarem. Já um animal com reumatismo,
procura um local ensolarado, deita-se e espera que a dor passe.
Os seres humanos encaram a doença como algo ruim, que devemos
combater de qualquer jeito, mesmo por intermédio de remédios fortes que nem
sempre entendemos para que servem.
Qualquer indicação de desconforto nos faz reagir e procurar as curas
milagrosas dos medicamentos de farmácia ou de uma receita médica.
As drogas que ingerimos, no entanto, podem não curar, mascarando os
sintomas. Sendo que o corpo possui seus próprios mecanismos para lidar com os
desequilíbrios, e os remédios geralmente interferem nos processos naturais.
Segundo a abordagem holística, o corpo é um sistema dinâmico de energia
que está sempre em mutação. O ser humano é mais do que um mero corpo físico,
cada indivíduo é um conjunto complexo de aspectos mentais, físicos e espirituais em
equilíbrio, afetado por fatores ambientais e sociais. As causas da doença têm raízes
bem mais profundas do que revelam os sintomas externos.
Mas como vivemos numa era de especialização científica, cada parte do
corpo tende a ser vista e tratada como uma unidade separada do todo.
A medicina ortodoxa prescreve drogas, fisioterapia e cirurgia como formas
de tratamento para aliviar a dor e o desconforto.
O objetivo da Reflexologia é atingir o mesmo resultado, pelo menos para a
maioria dos problemas, acalmando o paciente e aliviando a tensão nervosa.
Nos últimos anos, a Reflexologia vem perdendo o rótulo de terapia
alternativa, e muitos hospitais estão contratando Reflexologistas para fazer parte de
seus departamentos de medicina.

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1.10 LINHAS DOS PÉS E DAS MÃOS

Para compreender a Reflexologia é essencial estudar as linhas de


orientação nos pés e nas mãos. Devemos nos lembrar de sempre que, na
Reflexologia, os pés são o espelho do corpo.
A linha do diafragma nos pés fica bem abaixo da região metatársica. É fácil
localizá-la, pois, a coloração da pele acima da linha é mais escura.
Nas mãos, tal linha está a cerca de 2 cm abaixo da área onde o dedo
indicador se liga à mão. Já nos pés, a linha da cintura fica no centro.
Para identificá-la, você pode passar o dedo indicador pela parte externa do
pé até sentir uma protuberância óssea – o encaixe do metatarso. A partir daí, siga a
linha pelo pé, ela indica a área da cintura do paciente. Nas mãos, tal linha está no
ponto onde o polegar se liga a mão.
A linha pélvica nos pés está localizada na base do calcanhar. Você pode
encontrá-la, colocando um dedo indicador sobre cada osso do tornozelo e visualizar
uma linha entre eles. Nas mãos, a pelve começa na base do polegar,
aproximadamente 2,5 cm acima do punho.
Para localizar a linha do ligamento nos pés, puxe o grande artelho para trás
e sinta o sulco entre ele, o segundo artelho, descobrindo um ligamento vertical
esticado como elástico. Nas mãos, essa linha se encontra entre o segundo e o
terceiro dedos.

1.11 APLICANDO A REFLEXOLOGIA

Por meio de estímulos nas áreas doloridas, obtêm-se resultados que vão,
desde o alívio de pequenos desconfortos e dores, até a eliminação de certos
distúrbios em várias partes do corpo.
Quer você sofra de algum problema de saúde crônico ou agudo, quer esteja
apenas procurando uma forma de diminuir a tensão e promover o bem-estar, a
Reflexologia pode ser a solução.

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A primeira é responsável pelo aparecimento de tumores ou abscessos; a
segunda se apresenta como colite, bronquite ou sinusite, entre outras condições
inflamatórias; e a terceira é responsável pela diminuição da eficiência do sistema
imunológico.

FIGURA 4

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1.12 OUTRAS TEORIAS QUE EXPLICAM A REFLEXOLOGIA

1.12.1 Eliminação de Processos inflamatórios

Em razão a grande quantidade de sangue que passa pelos pés, pode


ocorrer obstruções entre os 26 ossos dos pés, que coincidiriam com as Zonas
reflexas do Corpo.
O aumento do próprio peso, o sedentarismo e o hábito de não andar
descalço, são um dos principais fatores que contribuem para o aparecimento de
processos inflamatórios nas articulações dos pés, impedindo o livre fluxo da
circulação, provocando doenças nas articulações dos pés. Supomos que com a
eliminação destes processos inflamatórios, por meio dos tratamentos elaborados em
Reflexologia, o indivíduo volte a ficar saudável.

1.12.2 Medicina Tradicional Chinesa (MTC)

Segundo a MTC, quando ocorrer uma estagnação no KI (energia vital) o


organismo manifestará um distúrbio como doença ou dor.
Por meio de movimentos de sedação ou tonificação em pontos e zonas dos
pés, poderá ser liberada e equilibrada a circulação desta energia.

1.12.3 Teoria das Terminações Nervosas

Os pés são riquíssimos em terminações nervosas situadas de forma que


correspondem em sua topografia local a uma representação fiel de cada parte que
compõem o corpo por inteiro.

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Da área motora do Sistema Nervoso Central, impulsos são codificados e
enviados em forma de descarga elétrica para que o organismo desempenhe suas
funções normais.
Quando da debilidade ou dificuldade funcional de um tecido ou órgão, as
respostas ao estímulo dado provocam pequenos curtos-circuitos que são captados e
registrados em várias terminações nervosas concentradas em áreas ou zonas
reflexas, deixando-as mais ou menos sensíveis (dependendo da gravidade e tempo
decorrente da debilidade ou dificuldade funcional existente).
Ao localizar essa área e tocar nestas terminações teremos vários tipos de
sensações doloridas. Essas sensações variam desde uma alfinetada até uma
sensação de osso esmagado.
As técnicas da Reflexoterapia (manuseio e uso de pressão) possibilitam não
só a avaliação da intensidade e natureza do problema manifesto bem como por meio
de ação apropriada, provocar um estímulo na região da debilidade ou dificuldade
funcional existente.
Assim, cada célula na região debilitada, mesmo distante, poderá reagir a
estes estímulos e passará a trabalhar melhor para a sua própria manutenção.
Esta forma de terapia não é eficaz somente em adultos. É possível acalmar
um bebê irritado aplicando pressão suave em seus pés – uma técnica preciosa a ser
usada no meio da noite, quando se necessita desesperadamente de algumas horas
de sono ininterrupto.
Não apenas os bebês de colo, mas crianças pequenas parecem também
terem uma afinidade natural pela Reflexologia e não hesitam em deixar que lhes
toquem nos pés para um tratamento relaxante.
Distúrbios digestivos também são facilmente aliviados, geralmente com mais
eficiência que o uso de pílulas e outros remédios. Principalmente, porque a
ansiedade se trata na maioria das vezes de um distúrbio, diretamente ligado as
emoções. E facilmente tratada, quando se consegue alcançar um nível maior de
tranquilidade.
A Reflexologia moderna é uma prática que vem sendo exercida há séculos,
promovendo sempre o bem-estar da saúde por meio das mãos e dos pés. Mesmo
sendo uma prática de menos de cem anos e, embora seus indícios surgissem no
século XX, a partir da teoria das Zonas, A Reflexoterapia, tem sido sempre holística,

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por não tratar o indivíduo como apenas um conjunto de sintomas, e sim por analisar
a causa do aparecimento destes sintomas.
Não importa qual sua origem exata, o que realmente importa é que a
Reflexologia sempre manteve os mesmos objetivos de tratamento. E todas as
pessoas, incluindo bebês e idosos, podem se beneficiar dos resultados que esta
prática oferece, visando preservar a saúde e manter o corpo na melhor condição
possível.

FIGURA 5

FIM DO MÓDULO I

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