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AUGUSTO BORGES MANRIQUE

SEMINÁRIO II – SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


TRIBUTÁRIO, MANDADO DE SEGURANÇA E LIMINARES
.

Questionário relativo ao Seminário II


apresentado ao Curso de Pós-Graduação em
Direito Tributário do IBET, como pré-requisito
para a obtenção parcial da média final do
Modulo exigibilidade do crédito tributário.

Goiânia/GO
2019

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1) No art. 151 do CTN, que significa o termo “exigibilidade”? Quando surge essa
“exigibilidade”? E qual o efeito da suspensão da exigibilidade? Impede-se (i) o
lançamento, (ii) a inscrição na dívida ativa, (iii) a execução fiscal; (iv) todos estes
atos? (vide anexo I a IV).

Pondero que artigo 151 do CTN aponta o significando de exigibilidade, no sentido de que, é
o fruto do ato administrativo do lançamento que dá origem ao crédito tributário, nascendo
neste ponto a exigibilidade para à Fazenda Pública iniciar as diligências para receber o
crédito constituído.
Os efeitos da suspensão da exigibilidade se alteram em função da etapa do percurso da
cobrança do crédito tributário e isso significa que, a cada oportunidade estar-se-á
suspendendo exigibilidades diversas, isto é, impedindo que se instaurem prerrogativas
administrativas diferentes. Desta colocação, emerge instantâneo o entendimento de que a
suspensão pode impedir tanto o lançamento, a inscrição na dívida ativa como a própria
execução fiscal.

2) Em que sentido a expressão “crédito tributário” foi utilizada no art. 151 do CTN?
Essa expressão congrega também liames decorrentes da prática de atos ilícitos
(e.g. multa por desrespeito aos deveres instrumentais)?

Compreendo que a expressão “crédito tributário” foi utilizada no artigo 151 do CTN
significando o crédito em si, ou seja, fruto do ato administrativo do lançamento e que dá
condições à Fazenda Pública de iniciar as diligências de gestão tributária para receber o que
de direito, mesmo que decorrentes da prática de atos ilícitos.

3) As hipóteses de “suspensão da exigibilidade do crédito tributário” previstas no


art. 151 do CTN são taxativas? (vide anexo V). Considerando que não houve
alteração nos art. 151 do CTN, pergunta-se:

Compreendo que as hipóteses previstas no artigo 151 do CTN são taxativas uma vez que
somente advinda de uma nova lei complementar permitiria novas hipótese de suspensão do
crédito tributário. Ademais o legislador constituinte pretendeu resguardar determinadas
matérias de caráter infraconstitucional contra variáveis alterações, sem, porém, lhes exigir a
rigidez que impedisse a modificação de seu tratamento. Penso que atribuir caráter
exemplificativo aos incisos do artigo 151 do CTN poderia, neste diapasão, abrir perigoso
precedente para o ferimento de princípios maiores, tais como o da segurança jurídica, da
estrita legalidade e da vinculabilidade da tributação.

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a) A equiparação, prescrita pelo §2º do art. 835 do CPC/15, a dinheiro da fiança bancária
e do seguro garantia, tem o condão de consagrar a hipótese de suspensão do
crédito tributário prevista no art. 151, II, do CTN?
Compreendo que sim, ainda que a penhora recaia sobre bens patrimoniais, estaria
resguardado o depósito do seu montante integra do valor do crédito, podendo ser
discutido judicialmente legalidade do credito tributário.

4) Sobre o depósito judicial efetuado nos autos de uma ação declaratória proposta antes
da constituição do crédito tributário, pergunta-se: trata-se de faculdade do
contribuinte? Há distinção entre depósito judicial para fins do art. 151, II do CTN e
prestação de caução? O levantamento do depósito judicial pelo contribuinte vincula-
se ao êxito (com trânsito em julgado) da ação pelo contribuinte ou o juiz pode a
qualquer tempo autorizar o levantamento do depósito? (vide anexo VI).
Compreendo que depósito judicial efetuado nos autos de uma ação declaratória proposta
antes da constituição do crédito tributário trata-se de faculdade de contribuinte,
objetivando a suspensão da futura exigibilidade do crédito tributário.
Compreendo que levantamento do depósito judicial pelo contribuinte depende
necessariamente do êxito, visto que na hipótese da pretensão jurisdicional for
desfavorável ao contribuinte, ou seja, reconhecendo a legalidade do credito tributário e
sua exigência, o valor deposito se converterá em renda para o pagamento do crédito
tributário.