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Nome: Aurélio Aleixo Giragieuque

Curso: Engenharia Eléctrica


Disciplina: Transporte e Distribuição de Energia Eléctrica II

TPC Apostila 6

1. Quando ocorre um curto-circuito em um SEP pode provocar situações


anômalas de operação, dentre elas a sobrecarga, sub e sobre frequência, sub
e sobretensões. Diferencia a sobrecarga, subfrequência e sobrefrequência,
subtensão e sobretensão.

R: A Sobrecarga é a elevação da corrente elétrica acima dos valores nominais em um


dado circuito, mas inferior à verificada numa situação de curto circuito.

Diferença entre sub frequência e sobre frequência − a frequência de uma cor-


rente alternada é o numero de ciclos da onda senoidal que ocorrem em uma unidade
de tempo. Dependo da região a frequência da corrente alternada pode ser de 50 ou
60 Hz, porem o valor da frequência não se mantem constante durante operação de
um sistema eléctrico portanto, quando a frequência da rede assume valores abaixo do
limite tolerável diz-se que ha uma subfrequência, no caso contrario quando esta assume
valores acima do limite estabelecido diz-se que ha uma sobrefrequência.

Diferença entre subtensão e sobretensão − pode-se designar uma sobretensão


como sendo um aumento no valor eficaz da tensão CA, maior do que 110% (valo-
res tı́picos entre 1,1 pu e 1,2 pu) na frequência do sistema, por uma duração maior
do que 1 minuto. Já a subtensão apresenta caracterı́sticas opostas, onde ocorre um
decréscimo no valor eficaz da tensão AC para menos de 90% na frequência do sistema
e é caracterizado também com uma duração superior a 1 min.
2. Fale das formas de limitação das correntes de curto circuito.

R: A limitação das correntes de curto-circuito pode-se efectuar através de soluções


provisorias ou definitivas.

Das soluções provisorias destacam-se as seguintes:

a) Restrições Operativas
• Seccionamento de barras − com essa medida é possı́vel limitar os nı́veis
de corrente de curto-circuito monofásico e trifásico, já que um dos lados da
barra seccionada passa a não mais contribuir para um evento na outra barra.
• Radialização de circuitos − aumenta a impedância entre as fontes de
contribuição, reduzindo a corrente de defeito.
• Desligamentos seqüenciais de Linhas de Transmissão: com a trans-
ferência de disparo de disjuntores, é possı́vel, em alguns casos, fazer com que
certos disjuntores de terminais de linha de transmissão abram primeiro que o
disjuntor de terminal remoto (disjuntor superado), aumentando, desta forma,
a impedância de circulação da corrente de defeito, com consequente redução
de seu valor.
• Desligamentos de compensadores sı́ncronos: através desta medida, a
contribuição desta fonte, que muitas vezes é bastante elevada, passa a ser
nula.
b) Modificações na Rede
• Alteração do aterramento de transformadores: aterramento através de
impedância ou eliminação do aterramento modifica a rede de sequência zero
e limita as correntes de defeitos monofásicos.
• Novos equipamentos − especificação de novos equipamentos de geração e
de transformação com valores de reatância maiores que as usuais.

Soluções definitivas: nas soluções definitivas fazem-se uso de reactores limitadores


de núcleo de ar ligados em serie com a linha de transmissão ou uso de dispositivos
pirotécnicos, no qual são capazes de interromper correntes de curto-circuitos elevadas
em tempos extremamente rápidos, menos de 1/4 do ciclo sinusoidal.
3. Diferencie curto-circuito trifásico do bifásico e monofásico.

R: A diferença entre curto-circuito trifásico do bifásico e monofásico é:

Curto-circuito Trifásico-Terra − O curto-circuito trifásico-terra ocorre quando as


três fases do sistema se conectam por meio de uma impedância Zf e fecham contato
com a terra. Em sistemas equilibrados, o curto-circuito trifásico e o curto-circuito
trifásico-terra não apresentam diferenças.

Figura 1: Curto-Circuito Trifásico-Terra

Curto-circuito Monofásico − O curto-circuito monofásico acontece no caso em que


uma fase da linha de transmissão fecha contato com a terra por meio de uma im-
pedância de falta Zf .

Figura 2: Curto-Circuito Monofásico

Curto-circuito Bifásico − O curto-circuito bifásico ocorre quando duas fases do


sistema fecham contato entre si por meio de uma impedância Zf .

Figura 3: Curto-circuito Bifásico


4. Enuncie o teorema de Fortescue (método das componentes simétricas).

R: O Teorema de Fortescue diz que “Um sistema desequilibrado de n fasores cor-


relacionados pode ser decomposto em n sistemas de fasores equilibrados denominados
componentes simétricos dos fasores originais. Os n fasores de cada conjunto de com-
ponentes são iguais em módulo e os ângulos entre fasores adjacentes do conjunto são
iguais”.

De acordo com o teorema de Fortescue, três fasores desequilibrados de um sistema


trifásico podem ser decompostos em três sistemas equilibrados de fasores. O conjuntos
equilibrados de componentes são:

1. Componente de sequência positiva, constituı́do em três fasores iguais em módulo,


120◦ desfasados entre si, e tendo a mesma sequencia de fase que os fasores originais.
2. Componente de sequência negativa, constituı́do em três fasores iguais em módulo,
120◦ desfasados entre si, e tendo a sequencia da fase oposta à dos fasores originais.
3. Componentes de sequência zero, consistindo em três fasores iguais em módulo e
com desfasagem nula entre si.

Decomposição gráfica em Componentes Simétricas

Abaixo esta apresentado a decomposição gráfica dos fasores em componentes simétricas:

Figura 4: Decomposição gráfica em Componentes Simétricas


O conjunto de três fasores desequilibrados é obtido fazendo a soma gráfica de cada um
dos seus componentes.

Figura 5: Soma gráfica das componentes

Decomposição Analı́tica em Componentes Simétricas

Os fasores originais expressos em termos de cada um dos seus componentes são:

V a = V a1 + V a2 + V a0

Vb = V b1 + V b2 + V b0

Vc = V c1 + V c2 + V c0

O numero de incógnitas pode ser reduzido expressando cada componente de Vb e Vc


pelo produto de uma função do operador a e uma componente de V a . Tal operador é
um numero complexo de modulo unitário com angulo de 120◦ .

V a = V a1 + V a2 + V a0

Vb = a2 V a1 + aV a2 + V a0

Vc = aV a1 + a2 V a2 + V a0
Na forma matricial
    
Va 1 1 1 V a0
 V b  =  1 a2 a   V a1 
    

Vc 1 a a2 V a2

Por conveniência, faz-se


 
1 1 1
A =  1 a2 a 
 

1 a a2

Como pode ser verificado


 
1 1 1
1
A−1 =  1 a a2 

3
1 a2 a

Multiplicando ambos lados da primeira equação matricial por A−1 chega-se ao seguinte
resultado:
    
V a0 1 1 1 Va
 1
 V a1  =  1 a a2   V b 
  
3
V a2 1 a2 a Vc

O que mostra como decompor três fasores assimétricos em seus componentes simétricos.
Escrevendo a ultima relação matricial na forma usual tem-se:

V a0 = 13 (V a + V b + V c )

V a1 = 13 (V a + aV b + a2 V c )

V a2 = 13 (V a + a2 V b + aV c )

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