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ROSÂNGELA MARIA

OLIVEIRA
A princesa Elisa
GUIMARÃES é mestre
pela PUC-SP.
e o seu

julgamento
* Cf. Contos Populares Impressos
e Orais – nos Livros, na Voz,
nos Folhetos, dissertação defen-
como feiticeira
dida por mim na PUC/SP, em
junho de 2002, que analisa a
construção narrativa dos folhe-
tos nordestinos História da Prin-

e
cesa Eliza, História do Barba
Azul e História de Juvenal e o ROSÂNGELA MARIA OLIVEIRA GUIMARÃES
Dragão, a partir dos contos “Os
Onze Irmãos da Princesa”, “O
Barba Azul” e “Os Três Cães”,
veiculados na coletânea Con-
tos da Carochinha, de Figuei-
redo Pimentel. A respectiva

O
coletânea alcançou grande po-
pularidade nos mais distantes conto “Os Cisnes Selvagens”,
rincões do país e, entre outros
textos, chegou ao conhecimen-
to do poeta popular nordesti- de Andersen, foi divulgado no
no, que selecionou alguns con-
tos aí publicados e os transpôs Brasil, ao que parece, pela pri-
para a linguagem versificada
de seus folhetos. Para a análise
dos textos, fundamentei-me nos meira vez, em Contos da Ca-
estudos de Jerusa Pires Ferreira
sobre matrizes impressas do rochinha, com o título “Os
oral, iniciados com Cavalaria
em Cordel e ampliados nos úl-
timos vinte anos, os quais de- Onze Irmãos da Princesa”, o
monstram que textos impressos
publicados em circuitos
popularizantes funcionaram
qual funcionou como matriz
como matrizes (materialidades
concretas) para a criação de impressa para a criação do fo-
outros na literatura oral nordes-
tina, em especial, na de cor-
del. Desmistifica, portanto, a lheto nordestino História da
idéia de que uma memória
despótica influencia a criação Princesa Eliza, do poeta João
popular. O acompanhamento
do trânsito oral/impresso dos
contos analisados, em algumas Martins de Athayde (*). Trata-
tradições orais, permite que se
perceba uma rede de histórias se de uma das coletâneas mais
ligada a cada narrativa, que
conservam os mesmos códigos
centrais, o núcleo mítico, en- antigas do país, organizada
quanto as adaptações individu-
ais de cada intérprete formam
os códigos secundários, con-
por Figueiredo Pimentel, para
forme as concepções de Lotman
e Jerusa Pires Ferreira. compor a Biblioteca Infantil

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da editora Quaresma, do Rio de Janeiro, no certo modo, Elisa transita entre esses dois
final do século XIX. Esse autor não só tra- mundos. Ela precisa se dirigir ao cemitério,
duziu como recriou narrativas de compila- espaço da morte, para colher a planta que
dores europeus como Perrault, Andersen e fabricará as vestimentas. Anular a metamor-
os irmãos Grimm, veiculadas pela literatu- fose é devolver a forma humana dos irmãos,
ra infantil. afastando-os da iminência da morte.
O enredo conta a história emocionante O rei do país onde Elisa se refugia a
da princesa Elisa, que para desfazer o fei- conhece, durante uma caçada, apaixona-se
tiço lançado pela madrasta/feiticeira sobre e a leva consigo para se casarem em segui-
seus onze irmãos, transformando-os em da. A comitiva real conduz o feixe de urti-
cisnes brancos, assume o desafio de tecer ga, duas túnicas prontas e alguns pertences
onze túnicas com fios de urtiga, segundo da jovem, depositando-os num dos quartos
recomendações de uma fada. Momentos do palácio, para onde todas as noites ela se
antes de dormir, ela revela ao irmão mais dirigia para trabalhar. Mas a matéria-prima
velho que gostaria de sonhar como faria acaba, e a princesa se desloca até o cemité-
para libertá-los. Porém, a fada a adverte de rio mais próximo para adquiri-la. É segui-
que a planta só deve ser colhida em cemi- da por um camarista, que a denuncia ao rei.
térios, à noite, ou ao redor da caverna onde Na segunda vez, ambos a acompanham.
ela mora desde que fugiu do palácio do pai, Nessa mesma noite, julgando-a uma “bru-
para escapar das crueldades da rainha. xa repugnante”, o rei a entrega a juízes,
O estudo do conto popular passa, de suponho, da Inquisição, os quais a acusam
alguma maneira, pelo viés da psicanálise e, de praticar feitiçaria e a condenam à morte

el
conseqüentemente, pela obra de Freud, que na fogueira, tendo em vista que ela colhia
fundamentou várias pesquisas na área como urtiga “junto a um bando de harpias medo-
a de Bruno Bettlheim. Desse modo, o so- nhas que estavam sugando o sangue de um
nho de Elisa pode ser interpretado como a cadáver”.
manifestação de um desejo latente da heroí-
na de libertar os irmãos da metamorfose (a
própria vontade manifesta confessada ao
mais velho durante a conversa). MITO E HISTÓRIA
Decidida a salvá-los, Elisa inicia o tra-
balho de confecção das vestes. De modo Segundo Lotman e Jerusa Pires Ferreira
geral, os contos de encantamento apresen- (1995, p. 42), existe uma hierarquia entre
tam grande variedade de ritos, ligados aos códigos centrais e secundários (os signifi-
mais diferentes grupos e tipos de socieda- cados), em que os primeiros se conservam
des arcaicas. Em “Os Onze Irmãos da Prin- e representam os elementos invariáveis da
cesa”, destaca-se o sacrifício ritual, segun- grande matriz virtual dos contos de encan-
do Girard (1972, p. 13), vivido pela heroí- tamento, o núcleo mítico. Os secundários
na para restabelecer a paz na família e no se destacam pelas recriações e adaptações
reino. Há a nítida exigência de purificação individuais de cada intérprete. Processo que
individual e de oferenda a forças sagradas, revela como a história do universo do artis-
capaz de anular o encanto para evitar que ta se insere na estrutura mítica da narrativa
eles morram. como garantia de permanência, já que a
Victor Turner, em O Processo Ritual, atualização é um requisito forte para que o
traz a idéia de ritual de vida e de morte público aceite e se veja representado na
celebrado pelo povo ndembo. A dinâmica trama dessas histórias longevas.
do rito consiste em a pessoa passar através Na trama mítica de “Os Onze Irmãos da
do túnel da vida para a morte e de volta para Princesa”, percebe-se como Andersen in-
a vida outra vez (Turner, 1974, p. 55). sere o tema histórico da perseguição às
Aproveitando essa concepção, embora com- bruxas na Europa durante a Inquisição ca-
preendendo a diversidade de situações, de tólica. O enredo reproduz três etapas dos

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casos de instauração e andamento de pro- impede sua morte na fogueira. Conforme a
cessos contra feiticeiros e outros hereges, História, havia, basicamente, duas procis-
em vários países, durante a Inquisição, na sões após o julgamento de um auto-de-fé.
Idade Média e séculos posteriores, como: a A primeira era dos condenados ou peniten-
acusação, o julgamento e a execução do réu tes, que saíam de madrugada dos palácios
na fogueira. da Inquisição local; a segunda era dos
A visita da princesa ao cemitério des- inquisidores e acompanhantes, organizada
perta a suspeita do camareiro do rei de que pela manhã, que seguia em direção para o
ela seja feiticeira. No contexto histórico, palco erguido em praça pública. “À frente
pessoas do povo, principalmente campo- desse cortejo estavam nobres e familiares,
neses, costumavam denunciar vizinhos e ministros e oficiais do tribunal, o fiscal com
conhecidos aos inquisidores de prática de o estandarte da fé, a justiça secular, o senado
feitiçaria sem disporem de provas, apenas da cidade e, por fim, os inquisidores”
por suspeitarem de seus comportamentos (Bethencourt, 2000, p. 242). Segundo o au-
ou características físicas. O empregado tor, a principal função destas foi mobilizar a
persuade o rei a seguir a esposa durante comunidade onde a cerimônia era realizada:
seus passeios noturnos, a fim de surpreendê- “a cidade era percorrida em seus eixos prin-
la no local colhendo urtiga junto a aves de cipais por um cortejo de vestuário rico e
rapina. O enredo sugere que, na condição colorido, animado pela música de coro”.
de monarca, a personagem é testemunha O conto reproduz o mesmo ritual da
indispensável para que o processo de acu- procissão dos acusados de feitiçaria e ou-
sação da esposa como feiticeira se instaure tros crimes heréticos pelas vias públicas, a
e o julgamento ocorra com rapidez. Há re- caminho da fogueira, preparada nas praças
ferências acerca do funcionamento de um das cidades, durante a Inquisição. Elisa é
tribunal da Inquisição funcionando no país conduzida, numa carroça velha, em meio a
indeterminado. É presa numa masmorra difamações e ao repúdio da comunidade
após o flagrante no cemitério e o julga- reunida, que profere: “Fora, bruxa infame!
mento dos juízes. Em Magistrados e Feiti- Não vêem que está dizendo palavras mági-
ceiros, Robert Mandrou apresenta detalhes cas! Vai fabricando algum feitiço horrível!
sobre a atuação dos juízes encarregados de Talvez, por parte do demônio, ela fuja an-
investigar as denúncias contra indivíduos tes de chegar à fogueira! O melhor é dar-
suspeitos de prática de feitiçaria, a partir da mos cabo dela”. As palavras da multidão
abertura de processos em que, sob tortura, revelam, conforme a História, a intensa des-
obtinham as confissões dos acusados. Logo confiança que as pessoas sentiam dos acu-
era decretada a sentença de morte na fo- sados, já que temiam maldições proferidas
gueira e o confisco dos bens da vítima e de por eles, em silêncio, nos seus últimos ins-
sua família. tantes de vida.
O rei e esposo assiste à procissão da A presença do carrasco na narrativa
acusada, numa referência histórica em que assim descrita: “Elisa tinha descido da car-
a nobreza e o clero, em especial, os inquisi- roça, o carrasco já lhe pegara na mão para
dores se faziam presentes. Ao tratar das atirá-la na fogueira”, também remete à
inquisições espanhola, portuguesa e italia- Inquisição. Durante as cerimônias de exe-
na, Francisco Bethencourt diz que nesses cução, o corpo do réu era manipulado por
momentos o rei tinha uma mão sobre um ele de diversas maneiras. Por isso, “sua
missal e a outra sobre uma cruz. Na narra- função é considerada impura e a ameaça
tiva, não há o ato de abjuração, que consis- dos espíritos dos executados pesa sobre
te no arrependimento público e formal do seu cotidiano”. Para a comunidade que
culpado pelas heresias cometidas, assumin- assiste ao espetáculo, “o corpo da vítima
do compromisso com a Igreja Católica, é uma superfície onde se manifesta a luta
tendo em vista que a princesa era inocente, entre Deus e o demônio” (Bethencourt,
como também prevendo o desfecho que 2000, p. 258).

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No folheto História da Princesa Eliza, do se encaminha para as típicas acusa-
o poeta popular amplia a participação do ções de feitiçaria. O pai de Leon, insatis-
carrasco, personagem que conduz a prin- feito com a paixão do filho, prende a prin-
cesa à fogueira. Uma estrofe é criada para cesa Florisbela, “o ser encantado”, acu-
descrever sua performance. Ele a traz “bru- sando-a de bruxa. E sentencia sua morte:
talmente” da masmorra e recomenda ao “Está aí o grande segredo/ a feiticeira está
companheiro que a coloque na carroça presa/ já desvendei o enredo/ vai morrer
“como um pau de bananeira” (HPE, p. 30). aqui queimada/ pra deixar de fazer medo”
Não consegue conter sua maldade e con- (FC, p. 35).
fessa que dará muitas risadas “quando ela A criação do folheto parece estar condi-
entrar na fogueira”. Seu objetivo frustra- cionada ao que o poeta leu e ouviu sobre o
se, pois as garças cercam a carroça e obri- tema da perseguição aos hereges durante a
gam-no a soltá-la. Considerando a felici- Inquisição. A marca da oralidade transpa-
dade da princesa e de seus irmãos como rece no modo como encaminha o enredo,
merecimento por serem bons, o poeta fina- com o propósito de evidenciar a temática
liza seu relato com um provérbio: “Só vive da mulher bruxa, a partir de um esquema
mal neste mundo/ quem tem a sorte mes- virtual. O texto tem o mesmo seqüen-
quinha” (HPE, p. 32). ciamento de História da Princesa Eliza, o
Neste ponto do enredo, a História cede que nos faz deduzir que o autor colou algu-
lugar ao mito. A execução da princesa não mas estrofes do folheto anterior, criado com
se concretiza como desfecho natural desse base numa matriz impressa definida, alte-
tipo de processo, quando os irmãos/cisnes rando um pouco o discurso.
cercam a carroça que a transporta e atacam O local da execução de Florisbela é o
os carrascos, momento em que ela arremes- mesmo onde a princesa Elisa deveria ser
sa as túnicas e eles se transformam em prín- queimada: “em uma praça distante/ foi ar-
cipes. Ela escapa da morte ao contar aos mada uma fogueira/ para no dia seguinte/
acusadores e à comunidade sobre suas vi- queimar a prisioneira/ que o rei lhe apeli-
sitas ao cemitério. dou/ de infame feiticeira” (FC, p. 36). A
Desde a acusação de feitiçaria aos pre- inocência de ambas as mulheres, o horário
parativos para a morte da acusada na fo- previsto para a morte e a presença da popu-
gueira, o conto conserva o drama vivido lação para ver o acontecimento são tópicos
pelos perseguidos pela Inquisição católica, comuns a ambos os folhetos: “E era nessa
que alegava lutar contra os planos do diabo manhã/ que tinha de ser queimada/ a meni-
na terra. Só com a queima do corpo da ví- na Florisbela/ tão formosa e delicada/ já
tima e as cinzas dispersas se extinguiria tinha gente na praça/ pra ver ela queimada”
todo seu projeto maléfico. (FC, p. 43). A demonstração de impiedade
do povo para com as acusadas, ao exigir a
execução da pena: “Apesar de tão formosa/
o povo não se importava/ queimem logo a
O Fantasma do Castelo feiticeira!…/ a multidão delirava/ ela olha-
va para todos/ porem ninguém lhe fitava”
A questão da feitiçaria é um tema per- (FC, p. 45).
sistente também em outro folheto de Por outro lado, em O Príncipe Edgar e
Athayde, O Fantasma do Castelo. Como a Princesa Lídia, a madrasta é a persona-
em “Os Onze Irmãos…”, a morte na fo- gem que recebe a sentença do rei, seu es-
gueira traz movimento aos instantes fi- poso: “e disse amanhã bem cedo/ esta
nais da narrativa. A heroína é quase exe- imunda traiçoeira/ perante todos vassalos/
cutada. Leon, príncipe e protagonista da e a população inteira/ terá que ser con-
história, apaixona-se por uma voz femi- sumida/ queimada numa fogueira”. Cená-
nina que conversa com ele, enquanto mora rio montado e população atenta para o
no castelo assombrado de Nam. O enre- grande momento.

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Quer seja de modo difuso como nos te a Inquisição na Europa. Sob pretexto de
últimos folhetos, ou explícito como no livrar as comunidades das influências do
conto “Os Cisnes Selvagens”/“Os Onze diabo, que se apoderava de alguns indiví-
Irmãos…” e no folheto matriciado Histó- duos, principalmente, feiticeiros, os inquisi-
ria da Princesa Eliza, o tema histórico da dores ou juízes condenaram muitas pessoas
Inquisição pode se misturar ao núcleo à morte na fogueira.
mítico dessas narrativas longevas como Folhetos assim nos levam à necessida-
garantia de atualização junto ao público de de uma pesquisa mais ampla para que se
infantil e também adulto, denunciando as possa rastrear princípios de censura e de
atrocidades cometidas pela Igreja Católica punição no universo referente do conto
contra pessoas consideradas hereges duran- popular.

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