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FICHA TÉCNICA Editores técnicos da Secretaria Executiva da UNA-SUS

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Diretor Celeste Aida Nogueira Silveira
Luiza Hiroko Yamada Kuwae
Gilvânia Feijó
Vice diretora
Sumário

Atividade 1 - Atestados médicos, tipos de atestados, finalidade, classificação


e também outros documentos médicos.............................................................................................................7

Atividade 2 - Atestado para portador de doença............................................................................................ 19

Atividade 3 - Atestados de Saúde.....................................................................................................................25

Atividade 4 - Sigilo Médico.................................................................................................................................33

Atividade 5 - Atestados vinculados ao trabalho..............................................................................................38

Atividade 6 - Atestados para gestantes............................................................................................................ 51

Atividade 7 - Atestados envolvendo o médico e as seguradoras..................................................................55

Atividade 7 - Situação problema 1......................................................................................................................58

Atividade 7 - Situação problema 2.................................................................................................................... 60

Dúvidas frequentes.............................................................................................................................................. 61

Chegamos ao final da unidade...........................................................................................................................67


Apresentação da Unidade Didática

4
A Unidade é composta por sete atividades
que abordam os seguintes temas:

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Objetivos Introdução

Habilitar o estudante para a emissão de atestados, laudos e declarações Vamos abordar um tema muito comum na prática médica: a elaboração
em conformidade com os parâmetros éticos e legais vigentes. de documentos médicos, como atestados, laudos, relatórios, atestados
de saúde ocupacional, atestados de saúde, atestados para viagem,
dentre outros. A despeito de fazer parte da rotina dos médicos a emissão
de atestados continua gerando dúvidas de várias naturezas.

O módulo destina-se a esclarecer dúvidas surgidas no momento do


preenchimento do atestado. Convém relembrar que se trata de um tema
dinâmico, em constante construção desde a rotina dos atendimentos e
das legislações em vigor.
Atividade 1

Atestados médicos,
tipos de atestados, 7
finalidade,
classificação e
também outros
documentos médicos.
O Atestado médico é um dos
documentos mais solicitados no dia
a dia da profissão. Você já perdeu
a conta de quantos pacientes o
requisitaram alegando os motivos
mais diversos.

Não é infrequente os médicos


serem abordados para dar atestado
sem o exame clínico como se o
mesmo fosse algo banal e livre de
implicações éticas e legais.

Provavelmente você já passou por


situações constrangedoras, como a de
um parente, amigo ou vizinho pedir
8 atestado médico para abonar falta ao
serviço ou à escola. Pois bem ...

O Atestado médico é documento de fé pública, é


parte integrante do atendimento – portanto, é direito
do paciente solicitá-lo – e tem como função básica
confirmar a veracidade de um ato médico realizado.
9
10
11
Segundo o Código de Ética Médico, Capítulo X, é vedado ao médico:

Art. 80: Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique,
que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade.

Art. 81. Atestar como forma de obter vantagens.

Artigo 80 Artigo 81
● É falsidade ideológica quando o atestado é emitido ● É falsidade ideológica o atestado emitido como
sem ter o médico praticado ato profissional que o forma de obter vantagens, a exemplo do profissional
justifique, ou seja, sem a apresentação do prontuário que facilita a emissão de atestado como forma de
médico correspondente ao respectivo atestado. A captação de clientela, ou, ainda, como forma de obte
inexistência do prontuário médico é o bastante para de renda. Como exemplo dessa última opção, cita-se
12 caracterizar a ausência do ato médico, uma vez que o fornecimento de Atestado de Óbito, condicionado
o mesmo Código de Ética, em seu artigo 86, veda ao ao pagamento prévio, de paciente falecido de causa
médico deixar de elaborar prontuário legível para natural, mas sem acompanhamento por médico
cada paciente. assistente (PINHEIRO, 2015).

● O mesmo artigo 80 reconhece como falsidade


ideológica o atestado médico que seja tendencioso
ou que não corresponda à verdade. Considera-se
tendencioso o atestado que exagera no seu conteúdo,
a exemplo da afirmativa: “atesto que o paciente
tem hipertensão de difícil tratamento, não pode
trabalhar e deve ser aposentado”. Já o atestado que
não corresponde à verdade é aquele que justifica a
ausência da pessoa a uma atividade qualquer (prova,
audiência etc.), com um diagnóstico (CID) de uma
doença inexistente.
13
14

E assim procedendo, o médico emissor, à luz do Direito, comete ato ilícito, pratica uma ação
voluntária, que viola um direito e causa dano a outrem (Código Civil Brasileiro, Art. 186).
15
O carimbo é o instrumento de uso pessoal e tem a finalidade de simplificar o trabalho do
médico em sua identificação obrigatória por conter nome e número de CRM. Apesar da
praticidade seu uso não é obrigatório desde que haja, no documento expedido pelo médico,
a possibilidade de identificá-lo como emissor. Assim, é perfeitamente substituível por simples
assinatura e grafia do número de CRM, conforme esclarece resolução do CFM.

Provavelmente a nossa tradição burocrática de que a presença do carimbo torna o


documento legal tenha contribuído para a valorização deste nos documentos médicos. Outro
fator é a migração dos profissionais do consultório particular para as clínicas, instituições e
associações de modo que os documentos passaram a ter a identificação institucional e não
mais a pessoal do profissional (FONTASA-ROSA et al., 2011).

16

Portanto, sob os pontos de vista ético e legal, não existe obrigatoriedade da utilização do
carimbo em documentos médicos no âmbito nacional.

A exceção fica por conta da utilização do carimbo em situações específicas como nos casos das
Notificações de Receita de entorpecentes (carimbo padronizado no campo “Identificação do
Emitente”), nas requisições de Notificação de Receita, e nas prescrições de medicamentos
que exigem Termos de Responsabilidade.
Conheça as seguintes Resoluções do Conselho Federal de
Medicina: Resolução nº 1.658/2002 e Resolução n° 1.851/2008.
Altera o art. 3º da Resolução CFM nº 1.658, de 13 de fevereiro de
2002, que normatiza a emissão de atestados médicos e dá outras
providências. 17

Conheça mais sobre a Secretaria da Vigilância Sanitária do


Ministério da Saúde (SVS/MS): Portaria nº 344, de 12 de maio de
1998, modificada em 2000).
Laudo médico:
Agora, vamos apresentar O Atestado médico: termo comumente utilizado para a
a diferença entre atestado, como vimos anteriormente, é um documento
interpretação de exame complementar,
ou resultado de perícia médica, elaborado
laudo, relatório escrito que “sintetiza, de forma objetiva e por médico. O laudo médico, a priori,
e boletim médico. singela, o que resultou de exame feito em um não é instrumento, isoladamente, para
paciente, sugerindo um estado de sanidade definir “gozo de licença para tratamento
Fonte: Atestado médico - prática e ética. Coordenação de ou um estado mórbido, anterior ou atual, de saúde”.
Gabriel Oselka. São Paulo: Conselho Regional de Medicina para fins de licença, dispensa ou justificativa
do Estado de São Paulo, 2013.
de faltas ao serviço, entre outros”. A estrutura padrão do laudo consiste em:
Preâmbulo, quesitos, histórico, descrição,
discussão, conclusão e resposta aos
quesitos. Deve ser claro, mesmo a leigos,
procurando sempre explicar os conceitos
18
Relatório médico:
médicos emitidos, se houver possibilidade
de não entendimento. É sempre parecer
descrição escrita, minuciosa e circunstanciada
escrito de árbitro ou perito em toda a perícia
de fatos clínicos ocorridos e decorrentes de
realizada. É um relatório de quadro clínico
um ato ou atendimento médico.
e sua evolução. Deve haver uma descrição
de todos os sinais e sintomas, os resultados
dos exames realizados, o tratamento
adotado, a evolução apresentada e espe­
Boletim médico: rada pelo paciente (CRM-PR, PARECER nº
1.936/2008).
documento escrito com uma breve notícia,
podendo ser diária, que expõe ao público a Para ficar mais por dentro do assunto,
condição e a evolução clínica e terapêutica de visite a Biblioteca do curso e leia o Parecer
um paciente geralmente internado. nº 1.936/2008 (CRM-PR) e a Resolução
nº 1.851/2008, do Conselho Federal de
Medicina (OSELKA, 2013).
Tipos de
Atestados

Atividade 2

Atestado para
portador de doença
Agora que já revisamos os conceitos
básicos sobre os atestados médicos
vamos continuar abordando os
atestados para portadores de doença.
Atestado para comprovar
Atestado para justificar Atestado para justificar deficiência em admissão
falta ao trabalho falta à escola ao emprego

O documento é emitido: ● Com relação ao afastamento da escola Você já escutou, algumas vezes, que as em-
para tratamento de saúde o atestado presas com 100 ou mais empregados estão
● por médico ou por odontólogo; obedece às mesmas normas anterior- obrigadas a preencher de 2% a 5% de seus
mente descritas. Quanto ao período de cargos com beneficiários reabilitados ou
● após exame clínico; afastamento este deve conter apenas a pessoas portadoras de deficiência para o
quantidade de dias que o aluno precisa desempenho de funções compatíveis. Pois
● se necessário, após exames comple- para se restabelecer. Lembrando, mais bem, a função do médico, nesses casos, de-
mentares ou de imagem; uma vez, que a colocação do diagnósti- pois de exame clínico, é elaborar documento
co deve ser acompanhada do esclareci- confirmando o diagnóstico e suas implica-
20 ● deve afirmar que o trabalhador está mento ao interessado quanto às impli- ções, o qual subsidiará a conduta do médico
acometido por doença; cações da quebra do sigilo médico. do trabalho da empresa e/ou da instituição
no sentido de comprovar a deficiência física.
● que o impede de comparecer ao tra- ● Vale lembrar que, quando se trata
balho por tempo determinado; de crianças e adolescentes, é muito
frequente doenças transmitidas por
● o diagnóstico por meio do CID (Código contato direto ou indireto, o qual co-
Internacional de Doenças) só será co- loca em risco a comunidade. Nessa
locado após esclarecimento e autori- situação muito particular comunicar
zação do paciente. aos pais a importância da revelação
do diagnóstico e notificar a Vigilância
Sanitária para que sejam tomadas as
providências necessárias.
21
Segundo o Guia do passageiro da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) são considerados
passageiros que podem solicitar assistência especial:

Viagem aérea a ● Crianças desacompanhadas;


● Gestantes;
passageiros especiais. ● Idosos a partir de 60 anos;
● Lactantes;
Quem são considerados ● Pessoas com criança de colo;
passageiros especiais? ● Pessoas com mobilidade reduzida;
● Pessoas portadoras de deficiência.
Os passageiros considerados
“especiais” são aqueles
que necessitem de cuidados
médicos específicos durante
a viagem. Nesses casos,
22 a empresa pode solicitar
documento médico que
esclareça o tipo de deficiência
ou o tipo de assistência
a ser dispensado antes,
durante ou após o voo.

Quando as pessoas estiverem saudáveis, mesmo nas circunstâncias especiais, não é necessário documento médico para viajar.

Um outro grupo considerado “especial” é o de mulheres no final da gestação, que será abordado na Atividade 6.
1. Isenção de Imposto de Renda

De acordo com as Leis nºs 7.713 /1988 e 11.052/2004 é permitido isenção


de Imposto de Renda sobre rendimentos relativos à aposentadoria,
à pensão ou a reforma, a portadores de doenças graves, a vitimados
por acidentes em serviço e a portadores de moléstia profissional. As
doenças relacionadas a essa isenção são as seguintes:

● AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida);


● Alienação mental;
● Cardiopatia grave;
● Cegueira;
● Contaminação por radiação;
● Doença de Paget em estados avançados (osteíte deformante);
● Mal de Parkinson;
● Esclerose múltipla; 23
● Espondiloartrose anquilosante;
● Fibrose cística (mucoviscidose);
● Hanseníase;
● Nefropatia grave;
● Hepatopatia grave.

No caso de doenças que podem ser controladas o


laudo deve especificar o tempo de tratamento, pois a
isenção só será válida para esse período.

O médico emitirá um atestado ou relatório explicando


a situação clínica do atendido que será analisado pelo
órgão mantenedor do benefício.
2. Transporte gratuito (Passe Livre) 3. IPI, IOF e outros impostos

O Passe Livre é um programa do Governo federal que Condutores com deficiência física completa ou parcial têm
proporciona a pessoas com deficiência e a carentes gratuidade direito à isenção de:
nas passagens para viajar entre os Estados brasileiros.
● IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
Quem tem direito ao Passe Livre? ● IOF (Imposto sobre Operações Financeiras);
● ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Pessoas com deficiência física, mental, auditiva ou visual, Serviços);
comprovadamente carentes. ● IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores).
24 Entre os documentos necessários para a obtenção de tal
benefício está o Relatório Médico, válido por 60 (sessenta) O que compete ao médico?
dias a partir da data de emissão, especificando a patologia
e os comprometimentos que caracterizam a existência de ● Laudo de Avaliação (laudo pericial) emitido por prestador
deficiência conforme previsto nas Normas Reguladoras. de serviço público de saúde ou de serviço privado de
saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema
Único de Saúde (SUS);
● Para Isenção do IPI para automóveis de passageiros
ou veículo de uso misto, de fabricação nacional: laudo
especificando a deficiência ou autismo;
● Para Isenção de IOF para automóveis de passageiros de
fabricação nacional: laudo médico especificando o tipo de
deficiência física e a total incapacidade do requerente para
dirigir automóveis convencionais e, ainda, a habilitação do
requerente para dirigir veículos com adaptações especiais.
É cada vez mais frequente o médico receber o pedido para fornecer atestado destinado à
prática de exercícios físicos.

Atividade 3

Atestados de Saúde
Agora, vamos abordar o atestado
médico de saúde destinado à prática de 25
atividades físicas ou esportivas, laborais
e para fins de viagens.

Escolhemos iniciar esta atividade


analisando o fornecimento
do atestado para prática Todos nós sabemos que os exercícios físicos trazem uma série de benefícios para a saúde. Quase todas as
de atividade física. pessoas, em todas as idades, podem se beneficiar de algum tipo de exercício. Mesmo os pacientes com
doenças crônicas-degenerativas melhoram sua qualidade de vida participando de programas especiais de
atividade físicas, daí a tendência de aumento crescente de pessoas praticando exercício físicos, seja por lazer,
seja por objetivar participar de competições.
26
27
O questionário consiste de 7 perguntas consideradas mais efetivas
na detecção de contraindicação médica ao exercício físico. A
própria pessoa responde o questionário.

O indivíduo deve ler as questões com atenção e marcar SIM ou


NÃO nos parênteses correspondentes às respostas.

28 Você deve estar perguntando: Como analisar os resultados?

Quando a pessoa marca SIM em algum dos itens do questionário


é fortemente sugerida a realização de avaliação médica antes de
iniciar a atividade física ou em um programa de condicionamento
físico;

No caso de as respostas serem todas NÃO o questionário é


classificado como negativo e o indivíduo pode acrescentar à sua
vida uma atividade física cuja intensidade não deveria ultrapassar
60% da capacidade aeróbia máxima.
Elementos que devem constar no documento

● Fazer a história clínica com ênfase em antecedentes pes- Deve ser objetivo, esclarecedor quanto ao tipo de atividade física
soais e familiares e em hábitos de vida; interrogar sobre os permitida e de preferência com a intensidade de treinamento físico
objetivos da atividade física e a participação pregressa em sendo sugerida. 29
atividades esportivas etc.;
Nos casos em que existem limitações à prática de alguma modalidade
● Fazer exame físico geral com atenção especial para o apa- estas deverão estar claramente mencionadas no documento.
relho cardiovascular;
Toda e qualquer informação a respeito do quadro clínico, exame
● Quando houver indícios de anormalidades, investigar com físico e exames complementares deverão estar contidos no atestado
o uso de eletrocardiograma de repouso, teste ergomé- médico quando solicitados e autorizados pelo paciente.
trico, ecodopplercardiograma e outros exames de maior
complexidade, desde que justificados. Estratificação do risco individual.

Deverá especificar qualquer restrição clínica, seja de natureza


cardiorrespiratória ou locomotora.

Fonte: Diretriz em Cardiologia do Esporte e do Exercício da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, 2013.
30
31

Pois é...

Preocupados com essa demanda o Conselho Federal de Medicina implantou


a Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial, que elaborou a Cartilha de
Medicina Aeroespacial - Doutor, posso viajar de avião?, disponível para sua
leitura complementar.

Vale a pena ler a cartilha! Nela são detalhadas várias condições de saúde e
suas restrições para viajar.
Após avaliação clínica será emitido um atestado médico
permitindo o voo - mais detalhes na Atividade 6.

Para as Gestantes recomenda-se que


os voos sejam precedidos de uma
consulta ao médico. De forma geral,
as seguintes medidas devem ser
observadas:

● As mulheres que apresentarem


dores ou sangramento antes do
embarque não devem fazê-lo;
● Evitar viagens longas, principal-
mente em casos de incompe-
tência ístmo-cervical, atividade
uterina aumentada, ou partos
anteriores prematuros;
● A partir da 36ª semana a ges-
32
tante necessita de uma declara-
ção do seu médico permitindo
o voo. Em gestações múltiplas a
declaração deve ser feita após a
32ª semana;
● A partir da 38ª semana a ges-
tante só pode embarcar acom-
panhada dos respectivos médi-
cos responsáveis;
● Gestação ectópica é contraindi-
cação para o voo;
● Não há restrições de voo para a
mãe no pós-parto normal, mes-
mo no pós-parto imediato.
Profissionais que atuarem junto ao paciente, como médico, psicólogo, psicanalista, dentista, enfermeiro,
parteira, funcionário de hospital, diretor de instituições com acesso aos dados sigilosos, todos estão
presos ao sigilo profissional. Dentre esses, o médico é o que tem maior compromisso e obrigação, pois
conhece profundamente o íntimo das pessoas, objetiva e subjetivamente, dado que examina os seus
corpos e ouve as suas confidências (MARTINS, 2003). O sigilo sempre foi considerado característica moral
obrigatória da profissão médica.

Atividade 4

Sigilo Médico
Muito bem, agora vamos falar sobre
sigilo médico.
33

Você sabe a diferença entre sigilo e


segredo?

É quebra de sigilo colocar o CID no


atestado médico?

Vamos esclarecer essas dúvidas!


● A primeira referência legal ao direito à ● Código de Ética Médica, Capítulo IX:
privacidade foi a Declaração Universal
dos Direitos Humanos, art. XII: Ninguém É vedado ao médico:
será sujeito a interferências na sua vida
privada, na sua família, no seu lar ou na Art. 73: Revelar fato de que tenha conheci-
sua correspondência, nem a ataques à mento em virtude do exercício de sua pro-
sua honra e reputação. Toda pessoa tem fissão, salvo por motivo justo, dever legal ou
direito à proteção da lei contra tais inter- consentimento, por escrito, do paciente.
ferências ou ataques; Parágrafo único. Permanece essa proibição:
a) mesmo que o fato seja de conhecimen-
● Constituição Federal Brasileira, art. 5º, to público ou o paciente tenha falecido; b)
inciso X: São invioláveis a intimidade, a quando de seu depoimento como testemu-
vida privada, a honra e a imagem das nha. Nessa hipótese, o médico comparecerá
pessoas, assegurado o direito à indeni- perante a autoridade e declarará seu impe-
zação pelo dano material ou moral de- dimento; c) na investigação de suspeita de
34 corrente de sua violação; crime o médico estará impedido de revelar
segredo que possa expor o paciente a pro-
● Código Penal Brasileiro, art. 154: Reve- cesso penal.
lar a alguém, sem justa causa, segredo Art. 74: Revelar sigilo profissional relacio-
de que tem ciência em razão de função, nado a paciente menor de idade, inclusive
ministério, ofício ou profissão, e cuja re- a seus pais ou representantes legais, desde
velação possa produzir dano a outrem: que o menor tenha capacidade de discerni-
Pena – detenção de 3 (três) meses a um mento, salvo quando a não revelação possa
ano ou multa. Parágrafo único. Somente acarretar dano ao paciente.
se procede mediante representação; Art. 78: Deixar de orientar seus auxiliares e
alunos a respeitar o sigilo profissional e ze-
● Código Civil Brasileiro, art. 229, inciso I: lar para que seja por eles mantido.
Ninguém pode ser obrigado a depor so- Art. 79: Permitir o manuseio e o conheci-
bre fato: I – a cujo respeito, por estado mento dos prontuários por pessoas não
ou profissão, deva guardar segredo. obrigadas ao sigilo profissional quando sob
sua responsabilidade.
P-- Olá, vamos falar hoje sobre segredo e sigilo médico.

A-- Então, o que é o segredo?

P-- O segredo é ocultar alguma coisa, o que ninguém deve saber


ou não pode ser divulgado.

A-- E o sigilo?

P-- É a guarda do segredo. É a garantia do paciente de que tudo que


será dito, visto pelo médico ou ainda seus exames e tratamento
não será exposto.

A-- Hum, então, eu nunca posso quebrar o sigilo profissional? O


que diz o Código de Ética Médica sobre sigilo profissional?

P-- O art. 73 do Código de Ética Médica diz que é “vedado ao 35


médico revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do
exercício de sua profissão, salvo por motivo justo, dever legal ou
consentimento, por escrito, do paciente”.

A-- Pode “clarear” o que seria um motivo justo?

P-- Motivo justo ou justa causa é quando a revelação for o único


meio de conjurar perigo atual ou iminente e injusto para si e
para outros. O universo da justa causa é muito amplo e por isso
nem sempre é fácil estabelecer seus limites. Pode-se dizer que
justa causa é o interesse de ordem moral ou social que autoriza
o não cumprimento de uma norma, contanto que os motivos
apresentados sejam relevantes para justificar tal violação.
Fundamenta-se na existência de estado de necessidade.
A-- Pode me dar um exemplo?

P-- Sim, claro. Por exemplo, na defesa de


interesse legítimo do paciente ou legítima
defesa do médico.

A-- E o dever legal?

P-- O dever legal é previsto em normas


jurídicas, é o dever profissional. Por exemplo,
a notificação compulsória das Doenças
Infectocontagiosas para preservação da
saúde pública.

A-- É quebra de sigilo colocar a CID no


atestado médico?
36
P-- Essa é uma questão polêmica se deve
ou não colocar o diagnóstico nos atestados
médicos. Alguns acham que nunca se deve
colocá-lo, outros admitem colocar a CID10
se for de interesse securitário do paciente.
No entanto, o Código de Ética Médica
determina as três situações já comentadas:
justa causa, dever legal e autorização
expressa do paciente. É obrigação ética
esclarecer ao paciente o risco do uso
indevido daquela informação.

A-- Professor, trouxe uma notícia do Jornal


que é a seguinte: “Médico chama polícia após
atender jovem que fez aborto na Grande SP”.
Essa é uma situação de quebra de sigilo?
P-- Sim, houve quebra do sigilo. Independente da causa do aborto o atendimento
deve ser acolhedor dentro da confidencialidade. A convicção pessoal não pode
suplantar o Código de Ética que rege a profissão. O Cremesp (Conselho Regional
de Medicina de São Paulo) emitiu parecer estabelecendo conduta específica
para o caso: “Diante de um abortamento (..) não pode o médico comunicar o
fato à autoridade policial ou mesmo judicial, em razão de estar diante de uma
situação de segredo médico”. 37

A-- Nesse caso, o médico será punido?

P-- O Conselho abriu sindicância para apurar a conduta do médico. A condenação


para esse tipo de infração pode variar entre uma sanção disciplinar até a cassação
do direito de exercer a função médica.
Atividade 5

Atestados vinculados
ao trabalho
Aqui vamos abordar atestados
vinculados ao trabalho.

O38atestado vinculado ao trabalho tem dois


objetivos:

• atestar que o trabalhador tem condições


físicas e mentais para desempenhar deter-
minada função e/ou
• garantir seu benefício empregatício para o
afastamento, quando necessário.
39
40

O ASO faz parte integrante de um ato médico e é legitimado pelo Programa de


Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, que deve estar presente em todas
as empresas que agregarem funcionários.
41
42
43
Por tratar-se de sigilo médico, o diagnóstico só será colocado
no atestado se o paciente, devidamente esclarecido sobre as
implicações, autorizar.

A autorização do paciente é necessária, inclusive se a revelação


44 da CID for solicitada pelo médico do trabalho.

Cada empresa ou órgão público possui seus normativos internos


que determinam o prazo para apresentação e para homologação
do atestado pelo médico do trabalho da empresa.

Saiba mais sobre o CID 10, no seguinte link:


http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/cid10.htm
45
46
47
Perícia Médica do INSS ou de Órgãos Públicos
2. Atestado para comprovação de deficiência

Pessoa com Deficiência: é aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou


mais segmentos do corpo humano, os quais produzem dificuldades para o desempenho
de funções, conforme previsto na Lei nº 10.690, de 16 de junho de 2003, e no Decreto
nº 3.298/99.

A chamada Lei das Cotas (BRASIL, 1999), que determina uma cota entre 2% a 5% de
cargos de trabalhadores reabilitados, aumentou a inclusão de pessoas com deficiência,
em funções compatíveis, no mercado de trabalho.
49
Para comprovar deficiência em admissão ao emprego compete ao médico assistente
emitir um laudo médico que comprove formalmente a deficiência que subsidiará a
conduta do médico do trabalho da empresa e/ou da instituição.

Veja o que o laudo médico deverá conter:

● enquadramento da deficiência na legislação vigente;


● exames complementares;
● tipo de deficiência permanente ou temporária;
● Classificação Internacional de Doenças (CID 10) com o grau ou nível de deficiência
correspondente. O CID não deve referenciar-se à causa e, sim, à sequela, por
exemplo, deve referir-se à amputação e não à neoplasia que a originou.
O laudo médico deverá ser emitido pela rede pública de
saúde ou conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
50

Você sabia que existe concessão de horário especial para pessoa


com deficiência? Pois é, existe, sim. Independentemente de
compensação, ao servidor portador de deficiência, será concedido
horário especial desde que comprovada a necessidade por junta
médica oficial (Lei nº 9.527, de 10 de dezembro de 1997), levando-
se em consideração os seguintes pré-requisitos:
a existência de necessidade especial comprovada para dar
continuidade ao tratamento especializado e/ou de reabilitação;
Obs.: Quando necessário, laudos de outros profissionais da área
de saúde que fazem atendimentos especializados (por exemplo,
fisioterapeutas) podem ser solicitados.
● Também pode ser concedida ao empregado/pai
nos casos em que a companheira/mãe da criança
venha a falecer no parto ou durante a licença
maternidade;
● É garantida a continuidade da licença maternidade,
não excedendo o total de 120 (cento e vinte), dias
à empregada que for admitida pela Empresa por
meio de concurso público durante a vigência da
licença maternidade;
Atividade 6 ● São garantidos, à empregada grávida, consultas
médicas e exames complementares durante o
pré-natal;
Atestados para ● Em caso de aborto não criminoso comprovado
mediante atestado médico oficial, é garantido à
gestantes mulher um repouso remunerado de 2 semanas,
ficando-lhe assegurado o direito de retornar à
Vamos iniciar com a função que ocupava;
● No caso de natimorto, decorridos 30(trinta) dias
Licença Maternidade
do evento, a empregada será submetida a exame
médico, e, se julgada apta, deverá reassumir suas
É garantida licença maternidade de atividades;
120 (cento e vinte) dias à empregada ● A empregada poderá solicitar mudança de
parturiente e àquela que vier adotar atividades enquanto estiver gestante e as
criança ou obtiver a guarda judicial condições de saúde o exigirem, assegurada a
retomada das atividades anteriormente exercidas
para fins de adoção, a partir da data
logo após o retorno ao trabalho;
do documento de comprovação, sem ● Em caso de morte da genitora é assegurado ao
prejuízo do emprego e do salário. cônjuge ou companheiro empregado o gozo de
licença por todo o período da licença maternidade
ou pelo tempo restante a que teria direito a mãe,
exceto no caso de falecimento do filho ou de
transferência de guarda;
● Aplica-se também ao empregado que adotar ou
obtiver guarda judicial para fins de adoção.
A partir de que idade gestacional Atestado para comprovar
Atestado para justificar
pode-se solicitar deficiência em admissão
falta à escola
a licença maternidade? ao emprego

● Por volta da 36ª de gestação a grávi- ● A licença tem duração de 4 meses ou ● É garantida a licença paternidade de 5
da trabalhadora deverá ser submetida 120 dias, ou, ainda, seis meses (180 dias úteis e consecutivos.
a exames clínicos, com seu obstetra, dias) – situação tornada facultativa às ● Desde 2016 a licença paternidade pas-
que a habilitam a receber atestado de empresas do setor privado desde se- sa de cinco para vinte dias para os servi-
afastamento para gozar de sua licença tembro de 2008. Funcionárias públicas dores públicos federais. Para os empre-
maternidade; têm a extensão da licença garantida; gados regidos pela CLT, para ter direito
● No documento o médico assistente ● Durante o período de prorrogação da ao período ampliado, a empresa em
deve restringir-se a especificar a idade licença maternidade a empregada terá que o pai trabalha precisa estar vincu-
gestacional e a data provável do parto direito a sua remuneração integral nos lada ao Programa Empresa Cidadã, do
52 (calculado no período que compreen- mesmos moldes devidos no período de Governo. Se a empresa não fizer parte
de a 38ª e a 42ª semanas de gestação); percepção do salário-maternidade; do programa, o pai tem direito a cinco
● De acordo com a CLT a trabalhadora ● É garantida, às empregadas, a prorroga- dias apenas.
deve notificar o seu empregador a res- ção da licença maternidade em face de
peito do afastamento do emprego em adoção ou guarda judicial, observados O que é o Programa Empresa Cidadã?
virtude da maternidade, que poderá os seguintes prazos:
ocorrer entre o 28º dia antes da data Δ I - sessenta dias, quando se tratar de ● O Programa Empresa Cidadã instituído
prevista para o parto e a ocorrência criança de até um ano de idade; pela Lei no. 11.770/2008 e regulamen-
deste; Δ II - trinta dias, quando se tratar de tado pelo Decreto no. 7.052/2009 des-
● No caso de parto antecipado a mulher criança a partir de um ano até qua- tina-se a prorrogar por sessenta dias a
também terá direito ao período com- tro anos de idade completos; duração da licença maternidade e por
pleto de licença maternidade. Δ III - quinze dias, quando se tratar de quinze dias, além dos cinco já estabe-
criança a partir de quatro anos até lecidos, a duração da licença paterni-
completar oito anos de idade. dade. Ao aderir ao Empresa Cidadã a
empresa ganha o direito de deduzir de
impostos fiscais todo o valor pago no
salário maternidade as mães..
Iniciamos a conversa sobre atestado de viagens para gestantes na Atividade 2.
Agora, vamos detalhar esse assunto um pouco mais.

Atestado para Viagem de gestante deve ser emitido:

● A partir da 36ª semana a gestante necessita de declaração do seu médico permitindo o voo;
● Em gestações múltiplas a declaração deve ser feita após a 32ª semana;
● A partir da 38ª semana a gestante só pode embarcar acompanhada dos respectivos médicos responsáveis.

● A viagem deve ser evitada caso a gestante apresente dores ou sangramento antes
do embarque;
● As viagens longas não devem ser realizadas por paciente multigesta, com incompetência
istmo-cervical, atividade uterina aumentada ou partos anteriores prematuros; 53
● O voo não se relaciona ao aumento da incidência de ruptura prematura de
membranas ovulares ou ao descolamento prematuro de membranas. Em condições
que comprometem a oxigenação da placenta deve ser avaliada a necessidade de
suporte com oxigênio;
● Não há restrições no pós-parto para a mãe mesmo de imediato. No entanto, deve-
se adiar a viagem do recém-nascido da primeira semana de vida em vista das várias
transformações pelas quais o bebê passa e sua fragilidade inerente ao período.
● É aconselhável que as gestantes sigam as seguintes recomendações:

1. Antes do voo: evitar dieta produtora de gases nos dias anteriores à viagem e
compensar anemias preexistentes;
2. Durante o voo: manter o cinto constantemente afivelado sobre a pelve, evitando
choques na barriga, especialmente perigosos no terceiro trimestre de gestação;
evitar alimentos que produzam gases nos dias anteriores e durante o voo. Nos
voos com duração superior a quatro horas fazer exercícios leves com as pernas,
visando evitar a imobilidade prolongada.
Atestado para a prática de exercício na gravidez

Regra geral: o atestado médico destinado a essa finalidade deve ressaltar a ausência
de contraindicações para determinados tipos de exercícios de acordo com o trimestre da gravidez.

● Já comentamos anteriormente que os exercícios físicos são recomendados a todos


e, em especial, para grande parte das grávidas, trazendo benefícios não apenas
para a futura mãe como também para o bebê.
54
● A prática de exercícios físicos reduz o risco de complicações obstétricas, gera maior
controle de ganho de peso da mãe e atua positivamente no estado psicológico,
diminuindo a incidência de depressão e de estresse.

● Apesar de não haver determinação legal nessa direção há academias que exigem
de gestantes que apresentem atestado expedido pelo médico assistente (obstetra)
antes de aceitar sua matrícula ou renovação à prática esportiva.

● O intuito é salvaguardar-se de ser corresponsabilizada por eventuais problemas que


ocorram dentro de suas instalações pela falta de bom senso da própria gestante ou
de orientação inadequada por parte dos instrutores.
Alguns cuidados precisam ser observados para que exista uma boa relação
entre o médico assistente e as operadoras de plano de saúde com o objetivo
de proteger o paciente.

Em determinadas situações, no entanto, tais empresas solicitam ao médico


detalhes sobre o paciente. O fornecimento desses dados poderá ser de in-
teresse do atendido, ocasião em que o médico deverá orientá-lo quanto às
consequências de revelar certas informações.
Atividade 7
Capítulo IX - Sigilo profissional

Atestados envolvendo É vedado ao médico:

o médico e as Art. 73. Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por
motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente. 55
seguradoras
Parágrafo único. Permanece essa proibição: a) mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o
Parabéns! Você chegou na paciente tenha falecido; b) quando de seu depoimento como testemunha. Nessa hipótese, o médico
última atividade. Aqui vamos comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento; c) na investigação de suspeita de
crime, o médico estará impedido de revelar segredo que possa expor o paciente a processo penal.
abordar atestados envolvendo
o médico e as seguradoras Art. 74. Revelar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou
de plano de saúde. representantes legais, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não
revelação possa acarretar dano ao paciente.

Art. 77. Prestar informações a empresas seguradoras sobre as circunstâncias da morte do paciente
sob seus cuidados, além das contidas na declaração de óbito, salvo por expresso consentimento do
seu representante legal.

Art. 78. Deixar de orientar seus auxiliares e alunos a respeitar o sigilo profissional e zelar para que
seja por eles mantido.

Art. 79. Permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo
profissional quando sob sua responsabilidade.
Escolhemos alguns casos comentados para que você reflita sobre eles.

56
Parabéns!

Você concluiu as lições desta Unidade.

Sugerimos rever os modelos de atestados e realizar alguns exercícios para sua autoavaliação.

57
Propusemos algumas situações problema para que você aplique o conhecimento adquirido.

Adaptado do CFM - Atestado e o Novo Código de Ética Médica - Dr. Irapuan Barros

Paciente do sexo feminino, 22 anos de idade, escolaridade 2º grau completo, motorista de ônibus,
internada em enfermaria de hospital geral há três dias com quadro de perda visual completa apenas
em olho direito devido à lesão retiniana irreversível consequente a acidente de trânsito quando a
motocicleta, que usa para deslocamento de casa para o trabalho, foi atingida por carro de passeio
cerca de 1 km antes de chegar em sua residência e após já ter largado do trabalho. Não teve mais
nenhuma outra estrutura ou função do corpo comprometida. Receberá alta hospitalar e será
encaminhada à perícia médica para fins previdenciários.

Questões:

58 1 - Há existência de nexo causal entre doença e trabalho?

a. ( ) sim
Atividade 7 b. ( ) não

Situação problema 1

Resposta – A resposta correta é SIM. Trata-se de acidente de trabalho na modalidade trajeto, para efeitos no percurso
da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo
de propriedade do segurado.
2 - Como ela ficou com visão apenas em um olho, ela poderia voltar a ser motorista de transporte
coletivo?

a. ( ) sim
b. ( ) não

Resposta – A resposta correta é NÃO. O CONTRAN, que dispõe sobre os exames de aptidão
física e mental e os exames de avaliação psicológica para obtenção da Permissão Para Dirigir e
Carteira Nacional de Habilitação, determina que a visão monocular é incompatível com atividade
laborativa. Como a paciente em tela ficou cega apenas de um olho, de forma irreversível, jamais
poderá retornar à atividade profissional de motorista. Caso o instituto previdenciário não consiga
59
trocá-la de profissão (reabilitação profissional), a única alternativa será aposentá-la por invalidez.

Atividade 7 3 - Caso essa paciente em vez de motorista fosse secretária escolar, qual o tempo sugerido de
dispensa da atividade laboral?

Situação problema 1 a. ( ) apenas tempo para convalescença e retorno ao trabalho.


b. ( ) apenas tempo para convalescença e aposentadoria por invalidez.

Resposta – A resposta correta é A. Apenas o tempo necessário para convalescença das lesões de
pele e traumatismos, pois a cegueira monocular, por si só e via de regra, não impede o exercício
profissional de uma secretária escolar, portanto, não garante o direito ao benefício auxílio-doença.
Paciente do sexo masculino, 47 anos de idade, dentista de equipe de Saúde da Família há 13 anos,
queixando-se de quadro de redução da sua capacidade auditiva. Informa que iniciou notando
dificuldade de ouvir conversas em ambientes ruidosos e atualmente tendo de aumentar volume
de televisão e outros aparelhos para poder escutar. Realizada audiometria que revelou redução da
acuidade auditiva em grau severo em ambos os ouvidos do tipo neurossensorial, nas frequências
acima de 3.000 hertz.

Questões

1 - Há existência de nexo causal entre doença e trabalho?

a. ( ) sim
b. ( ) não

Resposta – Sim, há nexo entre a perda da acuidade auditiva e a atividade diária de um cirurgião-dentista.

60 2 - Ao formular o atestado médico, qual o tempo sugerido de dispensa de atividade laboral?

a. ( ) dispensado da atividade laborativa e aposentadoria por invalidez.


Atividade 7 b. ( ) não indicaria dispensa da atividade laboral, mas indicações de proteção contra o agente
nocivo ruído.

Situação problema 2 Resposta – Esse caso não cabe emissão de atestado que contenha indicação para dispensa da atividade laborativa, mas,
sim, de indicações de proteção contra o agente nocivo ruído para que não haja agravamento da atual perda, a qual, por
si, já é irreversível.

3 - Caso esse paciente em vez de dentista da ESF fosse piloto de avião, qual o tempo sugerido de
dispensa da atividade laboral?

a. ( ) aposentadoria por invalidez, caso não consiga reabilitá-lo para outra atividade profissional.
b. ( ) imediato retorno ao trabalho porque o déficit auditivo não prejudicaria sua atividade laboral.

Resposta – Resposta correta a. Para piloto de avião, a audição faz parte integrante e indispensável das ações laborais.
Como se trata de uma lesão irreversível (a perda auditiva neurossensorial), esse indivíduo jamais poderá exercer sua
profissão e, caso o Instituto previdenciário não consiga reabilitá-lo para outra atividade profissional, estamos diante de
um caso de aposentadoria por invalidez.
Dúvidas frequentes
(Fonte: Atestado médico – prática e ética, 2013, disponível na integra na Biblioteca.)

1. Para ganhar tempo, pretendo usar, em meu consultório, 3. Sei que rasurar o atestado é incorreto. Mas e se for uma
um modelo de atestado que sirva para todas as situa- pequena correção, por exemplo, em relação à data?
ções. Cometo algum erro ético?
Para dizer o mínimo, quando rasurado, o documento perde to-
Pela complexidade das possíveis circunstâncias apresenta- talmente o seu valor. Caso aconteça algum erro durante a ela-
das e dos diferentes objetivos a serem alcançados em atendi- boração do atestado, ou outros documentos médicos, o médi-
mentos diversos, rejeite o impulso de implantar um modelo co deve elaborar outro, sem emendas ou rasuras. Um erro na
único de atestado para todos os casos. Ainda que se utilize data pode gerar um processo da empresa contra o médico que
um formulário padrão para facilitar o atendimento na res- pode culminar com prejuízos financeiros e éticos. 61
pectiva especialidade, algo que não fere a ética, os campos a
serem preenchidos pelo médico devem variar segundo o que 4. Pode o médico se recusar a fornecer atestado?
é observado nas práticas clínicas e cirúrgicas.
Não. Conforme o Código de Ética Médica - art. 91 -, é vedado ao
2. Meu amigo de longa data pede atestado para a prática médico deixar de atestar atos executados no exercício profissio-
de exercícios. Como negar? nal quando solicitado pelo paciente ou por representante legal.

A saúde de seu amigo pode sofrer danos inesperados se não 5. Na Intimação judicial, como se deve proceder quando
houver exame clínico cuidadoso (por vezes, complementado por houver solicitação de revelação de sigilo médico?
exames radiológicos e laboratoriais) antes da prática esporti-
va. Ou seja, ao fornecer atestado sem examiná-lo, você não o Deve-se comparecer perante a autoridade judiciária e decla-
estará ajudando. Muito pelo contrário, estará agindo de forma rar seu impedimento em revelar o segredo médico, tendo em
absolutamente imprudente. vista o art. 73 e seu parágrafo do Código de Ética Médica.
6. Candidato a emprego revela ao médico do trabalho que 7. Meu paciente é portador assintomático de HIV. Precisa
é portador de uma doença que em nada prejudica seu de atestado para confirmar aptidão ao trabalho como
desempenho profissional. Solicita que o diagnóstico não bancário. Devo revelar o diagnóstico para que a empresa
seja inserido em seu atestado de aptidão. Decidi, então, tome os devidos cuidados?
incluir apenas a CID, para salvaguardar o sigilo.
Não! Um segredo revelado pelo paciente pertence a ele, seja
Primeiro equívoco: no atestado de aptidão ao trabalho, o qual for sua motivação pelo silêncio. Ao médico, cabe manter
médico deve limitar sua opinião profissional, em relação ao o sigilo, a não ser nas situações que se enquadram em motivo
candidato a emprego, à condição de “apto” ou “inapto” à justo e/ou dever legal. Uma doença sexualmente transmissível
função. não é risco em trabalho que não se vincule à atividade sexu-
Sobre a questão do sigilo propriamente dito, como se sabe, al (a afirmação, óbvio, desconsidera situações específicas que
qualquer pessoa pode acessar, por meio da internet, o CID envolvem acidentes de trabalho com sangue, entre profissio-
para identificar diagnósticos não especificados por escrito. nais de saúde). 
 Atualmente, o silêncio exigido aos médicos
62 Por isso, ao colocar a CID à revelia do atendido, o médico es- tem a finalidade de impedir a publicidade sobre certos fatos
tará padecendo de ingenuidade e de falta de ética: além do conhecidos, cuja desnecessária revelação traria prejuízos aos
art. 73 do Código de Ética, que é claro ao impedir que o mé- interesses morais e econômicos dos pacientes. O sigilo nasceu
dico revele fato de que teve conhecimento em virtude de sua por exigência das necessidades individuais e coletivas, em fa-
profissão, o colega indiscutivelmente estará infringindo o vor dos pacientes, dos familiares e da sociedade em geral.
art. 76, que determina que não se deve revelar “informações
confidenciais obtidas quando do exame médico dos traba- 8. Pode o profissional revelar segredo médico de paciente
lhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas menor de idade?
ou de instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde
de empregados ou da comunidade”. O Código de Ética Médica, em seu art. 74, diz ser vedado reve-
Infelizmente, é muito comum que empresas tentem burlar a lar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade,
questão do sigilo, condicionando a contratação do emprega- inclusive a seus pais ou responsáveis legais, desde que o me-
do ao conhecimento de um eventual diagnóstico. Ainda que nor tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não
seja a pedido do próprio paciente, cabe ao médico orientá-lo, revelação possa acarretar danos ao paciente.
com a clareza necessária, sobre as possíveis consequências
da revelação, por escrito, de um dado médico de sua vida.
9. Médico do trabalho pode revelar segredo médico dos 12. Além de atestado médico para o filho, pai de paciente
trabalhadores? pediátrico solicitou declaração de comparecimento para
ele para o período da manhã. Só que permaneceu no
O Código de Ética Médica, em seu art. 76, veda revelar in- consultório entre 10h e 11h. Devo atender?
formações confidenciais obtidas quando do exame médico
de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de Do ponto de vista ético, existem situações como essa, em que a
empresa ou instituições, salvo se o silêncio puser em risco a omissão de informações pode equivaler à inverdade. Assim, ao
saúde dos empregados ou da comunidade. atestar que o paciente ficou todo um período em seu consultório,
sendo que ele permaneceu apenas por minutos ou poucas horas,
10. Atestado pode ser emitido para o não uso do cinto de pode esbarrar no determinado pelo art. 80 do Código de Ética
segurança? Médica, que veda ao médico “expedir documento médico sem
ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tenden-
Não, conforme esclarece o Departamento Nacional de Trân- cioso ou que não corresponda à verdade”. Em outras dimensões,
sito (Denatran), não existem exceções. O não uso constitui a prática e a legal, uma informação aparentemente “inofensiva”
em infração grave, passível de multa e até de retenção do é capaz de causar grandes transtornos ao profissional. Pode-se ci-
veículo, embora, às vezes, pacientes obesos e gestantes por tar, como exemplo, outro caso (real), em que um homem levou o 63
razão de conforto não queiram usar o cinto de segurança. filho ao pronto-socorro infantil às 9h e solicitou ao médico que lhe
desse atestado para todo o período da manhã. Atendido, usou o
11. O médico pode pedir à sua secretária que elabore os documento como álibi a um crime cometido às 8h.
atestados enquanto ele faz as consultas?
13. Atestado de afastamento do trabalho acima de 15 dias,
O atestado médico é consequência de um atendimento mé- emitido por médico assistente ou do trabalho, obriga à
dico. Sendo assim, da mesma maneira que os pacientes es- decisão pericial?
peram que o profissional procurado tenha preparo técnico e
formação adequada para examinar, diagnosticar e tratar, é Não! De acordo com a Resolução CFM nº 1.488, entre as atri-
lícito que queiram que o médico se responsabilize pela ela- buições e os deveres do perito médico de instituições previ-
boração do atestado. Não é ético, enfim, repassar a própria denciárias e seguradoras, está a de avaliar a capacidade de
obrigação a alguém não habilitado. trabalho do segurado, por meio de exame clínico, analisan-
do documentos, provas e laudos referentes ao caso que está
sendo avaliado. Apesar de a conclusão do médico perito ter
primazia em relação à do médico assistente ou do trabalho,
informações obtidas pelos outros médicos envolvidos servirão
para subsidiar decisões, como as de afastamento do trabalho.
De acordo com a Resolução CFM nº 1.488, entre as atribuições
e os deveres do perito médico de instituições previdenciárias
e seguradoras, está a de avaliar a capacidade de trabalho do
segurado, por meio de exame clínico, analisando documentos,
provas e laudos referentes ao caso que está sendo avaliado.
Apesar de a conclusão do médico perito ter primazia em re-
lação à do médico assistente ou do trabalho, informações ob-
tidas pelos outros médicos envolvidos servirão para subsidiar
decisões, como as de afastamento do trabalho.

14. Gestante no fim do segundo trimestre de gravidez afirma


que está “cansada” e solicita atestado para “antecipação” da
64 licença maternidade. Devo fornecer?

O atestado médico é resultante de uma consulta médica. Isso


significa, portanto, que se não houver motivos de saúde que
justifiquem o afastamento do trabalho da paciente, o ates-
tado e a licença não serão alternativas. A licença materni-
dade poderá ser concedida a partir do 28º dia antes da data
prevista do parto e até a ocorrência deste, com exceção das
situações de prematuridade. Segundo critério médico, como
qualquer outro empregado, a gestante pode ser afastada do
trabalho por motivo de doença (o que não equivale ao perío-
do de licença maternidade), caso tenha algum problema não
vinculado à gestação.
Chegamos ao final da unidade
Chegamos ao final dos nossos estudos. Esperamos com esta
Unidade que os principais aspectos sobre atestados, laudos e
relatórios médicos tenham sido úteis, tenham ficado claros e
contribuído para melhorar seu desempenho no dia a dia.

Procuramos enfatizar o respeito e o cuidado com as


informações pertinentes ao paciente, pois o sigilo médico é
amplamente protegido na legislação brasileira dos pontos de
vista ético, civil e penal, constituindo-se um dever do médico e
um direito do paciente.

A violação do sigilo também é garantida quando se trata de


interesse coletivo ou em determinada situação que caracteriza 67
justa causa.

Enfatizamos a responsabilidade do médico na emissão do


atestado e que este é parte integrante do ato médico, sendo,
portanto, seu fornecimento direito inalienável do paciente.

Discorremos sobre os vários tipos de atestados, relatórios


e laudos médicos. Disponibilizamos uma ampla biblioteca
virtual e, dessa forma, esperamos ter contribuído para o
aprimoramento e a qualificação na sua prática médica.

Bons estudos!
Referências Bibliográficas

Agência Nacional de Aviação Civil. Guia ANAC 2009: Informações ao passageiro do Transporte Aéreo. (on line) Disponível em http:/ /www2.anac.gov.
br/arquivos/pdf/guiaanac2009.pdf . Acessado em 15/1/17.


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BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, 5 out. 1988. 


BRASIL. Decreto 5.296/2004, Artigo 5º, Parágrafo 1º e Decreto 3.298/99 - referente à pessoa portadora de deficiência.
 
BRASIL. Decreto 7.052 de 23.12.2009 - referente à Licença Maternidade.
68
BRASIL. Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943 (Art 392, 392-A, 395) referente ao aborto não criminoso.

BRASIL. Lei 11.052/2004.


 
BRASIL. Lei 7.713 /1988.
 
BRASIL. Lei 9.527/97.
 
BRASIL. Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Código Civil Brasileiro. 56o ed. São Paulo: Saraiva; 2005.

BRASIL. Lei no 10.690, de 16 de junho de 2003 – referente à pessoa portadora de deficiência.

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BRASIL. Lei nº 12.010 de 03 de agosto de 2009 – referente à adoção.
 
BRASIL. Lei nº 13.135, de 17 de junho de 2015. Conversão da Medida Provisória nº 664/14, o Auxílio Doença retornou a situação anterior à MP nº 664/14.
 BRASIL. Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. 38o ed. São Paulo: Saraiva; 2000.

BRASIL. Lei nº 8.989, de 1995, atualmente prorrogada pela Lei no 11.941/2009, Art. 77, até 31.12.2014.
 
BRASIL. Lei Nº. 8.213, de 24 de julho de 1999
Dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social e dá outras providências.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Portaria nº 344, de 12 de maio de 1998, modificada 2000.

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema Único de Saúde. Departamento de informática (DATASUS). Classificação estatística internacional de doenças e
problemas relacionados à saúde: CID-10. [online]. 2008. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/cid10.htm>>. Acesso em: 10 dez.
2016.

BRASIL. Secretaria da Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (SVS/MS).


 
Câmara Legislativa do Distrito Federal Lei 555 de 6/11/15.
 
Conselho Federal de Medicina nº 1.488/1998 Modificada pela Resolução CFM no. 1.810/2000. Modificada pela Resolução CFM no. 1.940/2010. 69
 
Conselho Federal de Medicina nº 10/12 – Parecer referente à pessoa portadora de deficiência.
 
Conselho Federal de Medicina nº 8.123/2010.

Conselho Federal de Medicina, Parecer 13/16.


 
Conselho Federal de Medicina, Parecer 26/15.
 
Conselho Federal de Medicina. Código de ética médica: resolução CFM, nº. 1931 de 17b de setembro de 2009/Conselho Federal de Medicina, 2a. ed.
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Conselho Federal de Medicina. Recomendações do Conselho Federal de Medicina aos médicos, passageiros e tripulantes da aviação. 2010. http://www.
crmpi.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21107:2016-06-30-14-19-29&catid=
 
Conselho Federal de Medicina. Resolução 1658/2002.
 Conselho Federal de Medicina. Resolução 2145/2016.
 
Conselho Federal de Medicina. Resolução n° 1.851/2008.
 
Conselho Regional do Paraná, Parecer Nº 1936/2008.
 
DIRETRIZ EM CARDIOLOGIA DO ESPORTE E DO EXERCÍCIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA E DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DO
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Doutor, posso viajar? Cartilha de Medicina aeroespacial. Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Brasília: Conselho Federal de
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