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LÍNGUA PORTUGUESA – 8° ANO

ALUNO (A):

ESCOLA:

Transfira com bastante cuidado suas respostas para o quadro abaixo:


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Leia o texto e responda as questões 1 e 2:


CHEGOU O OUTONO 1ª) O gênero do texto é
Não consigo me lembrar exatamente o (A) editorial.
dia em que o outono começou no Rio de (B) artigo de opinião.
Janeiro neste 1935. Antes de começar na (C) reportagem.
folhinha ele começou na Rua Marquês de (D) crônica.
Abrantes. Talvez no dia 12 de março. Sei que
estava com Miguel em um reboque do bonde (Habilidade: Distinguir um fato da opinião
Praia Vermelha. [...] relativa a esse fato)
Eu havia tomado o bonde na Praça
José de Alencar; e quando entramos na Rua 2ª) O trecho que expressa uma opinião do
Marquês de Abrantes, rumo de Botafogo, o narrador é
outono invadiu o reboque. Invadiu e bateu no (A) “Muitos passageiros do bonde suavam.” –
lado esquerdo de minha cara sob a forma de 2.º parágrafo
uma folha seca. Atrás dessa folha veio um (B) “ ... penso que o resto da viagem não
vento, e era o vento do outono. Muitos interessa ao público. “ – último parágrafo.
passageiros do bonde suavam. (C) “Sei que estava com Miguel em um
No Rio de Janeiro faz tanto calor que reboque do bonde Praia Vermelha.” – 1.º
depois que acaba o calor a população parágrafo
continua a suar gratuitamente e por força do (D) “Tentei espiar as horas no interior de um
hábito durante quatro ou cinco semanas botequim, nada conseguindo.” – 4.º parágrafo
ainda.
Percebi com uma rapidez espantosa Leia o texto e responda a questão:
que o outono havia chegado. Mas eu não
tinha relógio, nem Miguel. Tentei espiar as CAIXA
horas no interior de um botequim, nada Carregamos pela vida afora
conseguindo. Olhei para o lado. Ao lado os cheiros dos encontros raros,
estava um homem decentemente vestido, dos acontecimentos,
com cara de possuidor de relógio. da nossa primeira casa,
– O senhor pode ter a gentileza de me do quintal, se houve quintal,
dar as horas? da mãe na cozinha,
Ele espantou-se um pouco e, embora dos sonhos quando acordamos.
sem nenhum ar gentil, me deu as horas: Se houvesse uma caixa
13:48. Agradeci e murmurei: chegou o para guardá-los, seriam
outono. nosso tesouro.
Chegara o outono. Vinha talvez do
mar e, passando pelo nosso reboque, dirigia- E então, em dias de saudade,
se apressadamente ao centro da cidade, abriríamos nossa caixa
ainda ocupado pelo verão. e mergulharíamos
As folhas secas davam pulinhos ao como num túnel do tempo.
longo da sarjeta; e o vento era quase frio, MURRAY, Roseana. Cinco sentidos e outros.
quase morno, na Rua Marquês de Abrantes. BH,
E as folhas eram amarelas, e meu coração
soluçava, e o bonde roncava. (Habilidade: Estabelecer relações lógico-
[...] Era iminente a entrada em discursivas presentes no texto, marcadas por
Botafogo; penso que o resto da viagem não conjunções, advérbios etc.)
interessa ao público. [...] O necessário é que
todos saibam que chegou o outono. Chegou 3ª) No verso: “Se houvesse uma caixa para
às 13:48 horas, na Rua Marquês de guardá-los, seriam nosso tesouro”, o termo
Abrantes, e continua em vigor. Em vista do sublinhado dá ideia de:
que, ponhamo-nos melancólicos. (A) causa.
(B) tempo.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. (C) condição.
Rio de Janeiro: Record, 2004. (D) explicação.
Leia o texto para responder a próxima
(Habilidade: Reconhecer o gênero discursivo.) questão:
AS ROSAS NÃO FALAM de três, que também estava empatada. O
Bate outra vez menino errou as pernas do adversário e
Com esperanças o meu coração acertou (quem diria?) a bola. Tudo naquele
Pois já vai terminando o verão momento foi paralisado. Tudo paralisado, até o
Enfim, volto ao jardim tempo. A bola atravessou o campo, num
Com a certeza que devo chorar gigante lençol em curva, encobriu os dois times
Pois bem sei que não queres voltar inteiros, o goleiro adversário não acreditou e,
Para mim quando viu... no ângulo superior esquerdo da
Queixo-me às rosas trave, caía a bola, sem possibilidades de
Mas que bobagem, defesa. Um a zero e fim de jogo.
As rosas não falam COELHO, Eduardo (organizador). Donos da Bola.
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai (Habilidade: Diferenciar as partes principais
Devias vir das secundárias em um texto)
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos 5ª) O assunto principal do texto é
Por fim (A) a humilhação de ser derrotado em um
Composição de Cartola momento de decisão.
(B) a infância de um menino pobre no Rio de
(Habilidade: Localizar informação explícita)
Janeiro de hoje.
4ª) A certa altura da letra da canção, o eu (C) o Rio de Janeiro, na década de 80 do
poético, na certeza de ter sido abandonado século passado.
por sua amada, revela que faz queixas (D) a paixão pelo futebol de um menino ruim
amorosas de bola.
(A) às rosas do jardim.
(Habilidade: Identificar as marcas linguísticas
(B) ao verão que termina. que evidenciam o locutor e o interlocutor de
(C) aos olhos de sua amada. um texto)
(D) às esperanças do seu coração.
6ª) O trecho em que se percebe o uso de
Leia o texto e responda as questões 5 e 6: uma marca linguística bem própria da fala
informal é
LENÇOL EM CURVA (A) “(quem diria?)” – 2.º parágrafo
Mauricio Matos
(B) “Pereba!”– final do 1.º parágrafo
Rio de Janeiro, década de 80. Menino
(C) “Era humilhante.” – 1.º parágrafo
brasileiro que não sabe jogar bola tem uma
(D) “Um a zero e fim de jogo.” – final do 2.º
parte da infância mutilada. Lembro-me de um,
que de tão ruim nem para goleiro servia. parágrafo
Quando os dois craques do colégio tiravam a
sorte, este menino já sabia que, sem dúvida,
iria para o time de quem perdesse no par ou Leia e responda:
ímpar, com a seguinte observação: “fica na O OVO
zaga e, quando vier a bola, chuta com força em Quem olha um ovo, que parece um
qualquer direção”. Um outro sempre rosto sem olhos, sem boca, sem nariz, tem
comentava rindo: “cuidado com o calcanhar vontade de pintar-lhe tudo isso que lhe falta.
para não fazer gol contra”. Era humilhante. Mas quem vê cara não vê coração! E na
Apesar disso, o menino adorava jogar bola. verdade não há nada mais infeliz que um ovo
Humilde, ficava ali na defesa, quieto e atento. quando o coitado, ainda por cima, está
Quando vinha a bola em sua direção, sacudia o choco... Vive num constante medo que o
corpo em direção a ela e chutava... as pernas derrubem... Pior ainda: que o ponham numa
do atacante, o chão, muitas vezes o ar e, muito omelete... e adeus, lindo pintinho das suas
raramente, a bola. O objetivo maior era se entranhas!
desvencilhar o mais rápido possível da pelota Já afirmava certo sábio que o ovo é o
para evitar o refrão: “Pereba!”. Ainda assim, ele que mais importa, não passando a galinha de
gostava de futebol. um mero pretexto da Natureza para produzir
Um dia, estava o menino na zaga, outro ovo. O tal sábio que, pelo visto, nada
chutando vento, pernas de atacantes, o chão. tinha de galináceo, também não tinha nada
O jogo estava empatado em zero a zero. Era o de humano. Eu talvez tenha a tendência de
último minuto da última partida de uma melhor
humanizar as coisas. Mas imagino o 8ª) O eu lírico do texto tem como
alvoroçado cacarejo de uma franguinha nova característica
ao botar o primeiro ovo: “Enfim! Já sou (A) o desgosto com a passagem do tempo.
mulher!” (B) a preocupação com a natureza.
Mas esse assunto do ovo não termina (C) a desconfiança.
aqui, está emocionalmente ligado à minha (D) o otimismo.
infância, que nesse ponto foi uma infância
infeliz porque naqueles tempos os livros de
histórias vinham todos de Portugal e os Leia o texto abaixo:
pintinhos (nem queiram saber!), esses
frementes novelos de vida que são os
pintinhos, chegavam aqui com o nome de
“pintainhos”!
QUINTANA, Mario. Da preguiça

(Estabelecer relação causa/consequência


entre partes e elementos do texto)

7ª) O trecho em que se estabelece uma


relação de causa e consequência é
(A) “Mas imagino o alvoroçado cacarejo de
uma franguinha nova ao botar o primeiro
ovo[...].”
(B ) “E na verdade não há nada mais infeliz
que um ovo quando o coitado, ainda por
cima, está choco...”
(C) “[...] que nesse ponto foi uma infância
infeliz porque naqueles tempos os livros de
histórias vinham todos de Portugal [...].”
(D) ”[...] o ovo é o que mais importa, não
passando a galinha de um mero pretexto da
Natureza para produzir outro ovo.”

Leia o texto e depois responda:

Se tudo pode acontecer


Arnaldo Antunes http://municipiosbaianos.com.br
Se tudo pode acontecer
Se pode acontecer qualquer coisa (Habilidade: Interpretar texto com o auxílio de
Um deserto florescer material gráfico diverso - propagandas,
Uma nuvem cheia não chover quadrinhos, foto etc.)
Pode alguém aparecer
E acontecer de ser você 9ª) Percebe-se que o texto trata,
Um cometa vir ao chão principalmente,
Um relâmpago na escuridão (A) do uso inadequado do guarda-chuva,
E a gente caminhando de mão dada antigamente.
De qualquer maneira (B) da necessidade de aproveitamento da
Eu quero que esse momento água, atualmente.
Dure a vida inteira (C) da atitude de pessoas diferentes diante
E além da vida ainda de manhã no outro dia do mesmo problema.
Se for eu e você (D) do problema causado pela dificuldade de
Se assim acontecer. . . previsão do tempo.
(Habilidade: Inferir informação em texto
verbal)
Leia o texto abaixo e depois responda a
questão:

O asno e a carga de sal

Um asno carregado de sal


atravessava um rio. Um passo em falso e ei-
lo dentro da água. O sal então derreteu e o
asno se levantou mais leve. Ficou todo feliz.
Um pouco depois, estando carregado de
esponja às margens do mesmo rio, pensou
que se caísse de novo ficaria mais leve e
caiu de propósito nas águas. O que
aconteceu? As esponjas ficaram
encharcadas e, impossibilitado de se erguer,
o asno morreu afogado.
Algumas pessoas são vítimas de suas
próprias artimanhas.
Fonte: Esopo. Fábulas.

(Habilidade: Inferir o sentido de uma palavra


ou expressão)

10ª) Na expressão retirada do texto, “...


pensou que se caísse de novo ficaria mais
leve e caiu de propósito nas águas...”, a
expressão grifada significa:
(A) Casualmente
(B) Intencionalmente.
(C) Coincidentemente.
(D) Proporcionalmente.

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