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CAPÍTULO 30

DISCIPLINA NA IGREJA

Introdução:

Onde quer que haja um grupo de pessoas, deve haver ordem, deve haver regras de ética.
Se a pessoa está sozinha, então não há nenhuma necessidade das leis que governam as
relações interpessoais. As leis são necessárias para preservar a ordem, a felicidade e as boas
relações entre as pessoas. Se existem leis, então todos precisam estar em submissão a estas
leis para que a harmonia seja mantida. Se as pessoas violarem estas leis, então ali vem a
necessidade de disciplina (Romanos 13:2; Mateus 5:25,26). Estas leis não deveriam ser
obedecidas apenas externamente mas interiormente, para se ter uma consciência limpa diante
de Deus (Romanos 13:5). Por essa razão existe a necessidade da "vontade" de cada pessoa a
estar submetida à suprema vontade, a vontade de Deus. A vontade de Deus está expressa nas
leis de Deus. As Escrituras nos revelam que a Sua vontade é lei, e a Sua lei é a Sua Vontade.
A lei de Deus é soberana. Por causa da pecaminosidade do homem e a imperfeição de
crentes, muitas vezes existe a necessidade da disciplina de Deus na Igreja.

Esta disciplina pode ser executada sob a soberania de Deus, diretamente pelo próprio
Deus, ou por responsabilidade humana, agindo conforme os princípios das Escrituras. Sem
disciplina em uma família natural, haverá desordem e caos. O mesmo é verdade na Igreja, a
família de Deus.

A segunda referência do Senhor concernente à Igreja, como mencionada no Evangelho


de Mateus, envolve a necessidade e o procedimento da disciplina na Igreja. Leia Mateus 16:15-
20 com 18:15-20.

Disciplina na igreja é um das mais difíceis e mais delicadas áreas na vida de Igreja. Isto
vem por causa dos mal-entendidos relativos à natureza e propósito da disciplina ou por causa
da empatia (solidariedade) que se levanta contra a administração espiritual da mesma. Porém,
disciplina na Igreja é absolutamente necessária para se manter uma Igreja forte, saudável e
santa.

A. Definição da palavra

A palavra disciplina significa:

1. ensinar, instruir, a ser discípulo.

2. treinamento que corrige, modela, ou aperfeiçoa as faculdades mentais ou morais.

3. castigo, infligir dor ou uma penalidade.

4. um regra ou sistema de regras que governam a conduta ou atividade.

B. O Significado de Disciplina
Sem dúvida, o Novo Testamento ensina sobre disciplina. Discipulado é impossível sem
disciplina. Ea vai desde a autodisciplina até a disciplina na Igreja; desde a exortação até
excomunhão. O que está subentendido pelo fato de que as Escrituras ensinam a
responsabilidade da Igreja em disciplinar seus membros quando necessário?

1. Significa que eu sou o guardião de meu irmão. “Irmãos, se alguém for


surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de
brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as cargas uns
dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo.” (Gálatas 6:1,2).

2. Demonstra que “nenhum de nós vive para si mesmo,” (Romanos 14:7). Às vezes
alguém lhe dirá para prestar atenção nos seus próprios negócios e não se
intrometer nos (negócios) dela, mas o fato é que os negócios do seu irmão a
dizem respeito a você como sendo membros da família de Deus.

3. Diz claramente que Deus é santo e pecado não é uma coisa insignificante. A
Igreja primitiva tinha pureza e poder, enquanto a Igreja hoje necessita muito
disto.

4. Ensina que pecado é contagioso. Disciplina não é dividir entre o bem e o mal,
mas é a quarentena contagiosa do pecado para impedir outros “do contágio",
porque nós somos suficientemente iguais e estamos suscetíveis aos mesmos
males. A disciplina é restaurativo ao invés de ser punitiva.

5. Manifesta o fato que a vida Cristã é uma vida de corpo. Nós fomos todos
batizados em um corpo, e quando um membro sofre que todos nós sofremos.
Individualismo é o pecado de divisão (1 Coríntios 12:13,23).

6. Revela a mentalidade espiritual dos membros (do corpo) que existia no Novo
Testamento. As pessoas se tornavam uma parte da Igreja do Novo Testamento,
ou elas nunca poderiam ter sido tiradas dela (da igreja) (Mateus 18:17). As
pessoas que são meramente "membros no geral" da Igreja mística, invisível,
universal nunca poderiam cumprir o padrão encontrado nas Escrituras. Isto não
refere a “ter um cartão", antes é "ser membro", como uma mão é um membro do
corpo.

7. Isto prova a soberania da Igreja local. As pessoas disciplinadas em Mateus


18:17,18 encontram na Igreja local um tribunal supremo na terra. Não existe
nenhuma superestrutura eclesiástica, distrito de líderes, superintendentes, bispo,
ou papa pelo qual, elas poderiam apelar. A Igreja local tem seu Cabeça no céu.

C. A Necessidade de Disciplina

Como na família natural, assim também na família espiritual. Disciplina é necessária pelas
seguintes razões:

1. A disciplina é basicamente designada para tornar possível a ordem e a felicidade. Sem


isto haveria ilegalidade e anarquia (Juízes 18:1; 19:1; 21:25).
2. A disciplina introduz o princípio de submissão; minha vontade submetida ou ignorando
a vontade de Deus.

3. O egoísmo e a obstinação trazem destruição e miséria em qualquer casa (Isaías 14:12-


14).

4. A disciplina excercida em amor dá aos indivíduos e à congregação um senso de


segurança; salva apóstatas do inferno, e previne problemas piores.

5. A disciplina é necessária para preservar o padrão moral da palavra de Deus, enquanto


mantém a santidade de Deus na Igreja.

6. A disciplina guia o imaturo, estabiliza o fraco, e leva as pessoas à maturidade no


Senhor.

D. O Duplo Propósito de Disciplina

Há dois aspectos principais da disciplina vistos em Bíblia, estes são como segue.

1. Disciplina para restauração (Gálatas 6:1; Apocalipse 3:19; Hebreus 12:5-11).

Isto é correção para efetuar arrependimento até restauração. É a correção do erro, não
rejeição da pessoa. Existe aceitação da pessoa visando o restabelecimento dela. Não se
pode restaurar, a menos que seja aceita a pessoa a ser restaurada. O amor incondicional
e a total aceitação da pessoa são necessários, mas não a má conduta (dela).

É digno notar que "restaurar" em Gálatas 6:1 significa " endireitar, reparar como um osso
deslocado a ser completamente e perfeitamente restabelecido". Isto é uma torção a ser
curada. Até mesmo no caso de Corínto, a excomunhão conduziu ao arrependimento e a
restauração (2 Coríntios 2:6-8; Tiago 5:19-20; 1 João 5:16; Provérbios 10:12; Salmos
51:12; Jeremias 3:22; 20:16,17; Oséias 14:4; Miquéias 7:18,19). Deus deseja salvar uma
alma de morte e lhe dar vida. Isto está dentro das disciplinas das Escrituras.

2. Disciplina para condenação (1 Coríntios 11:29-32; 2 Coríntios 2:6-8,11). O caso de


Corínto é um ponto em vista. Ele foi excomungado da Igreja, mas ainda com vistas à
restauração através do arrependimento.

Deus julgará, punirá e castigará para trazer restauração à comunhão com Ele Mesmo e
com os crentes. Se os homens recusarem aceitar o julgamento de Deus do pecado no
Calvário, então Deus os julga com julgamento eterno (João 5:24-29; 3:36; 1 Pedro 4: 17; 1
Coríntios 5:1-5,12-13; 6:1-11; Isaías 4:4).

E. Exemplos de Disciplina

1. Disciplinas do Velho Testamento

Há muitos exemplos da disciplina divina nos tempos de Velho Testamento. Listamos


vários destes casos.
a. Adão e Eva receberam a disciplina e o julgamento divino pelo pecado (Gênesis
3).
Eles foram expulsos de Éden, colocado sob a pena de morte pelo pecado.
O salário do pecado é a morte (Romanos 3:23).

b. Abraão foi reprovado por Faraó pos sua "condição ética” (Gênesis 20).

c. Caim foi julgado pelo Senhor por rejeitar o cordeiro e pelo pecado de assassinato
(Gênesis 4).

d. Arão foi reprovado pelo pecado de idolatria do bezerro de ouro (Êxodo 32:20-21).

e. Miríam foi atingida duramente com lepra pelo pecado de crítica à liderança
(Números 12).
Então ela foi restabelecida depois de 7 dias.

f. Corá, Datã e Abirão foram julgados através de morte pela rebelião deles contra
Deus e Sua liderança (Números 16).

g. Acã foi julgado à morte e a sua família, pelos pecados de engano (Josué 7).

h. Saul foi reprovado publicamente e julgado pelos seus pecados (1 Samuel 13:13;
15:14).

i. Um filho teimoso e rebelde foi apedrejado até a morte pelos anciões


(Deuteronômio 21:18-21).

j. Hofni e Finéias foram julgados através da morte pela imoralidade e presunção (1


SamueI 2:25).

k. Acabe o rei, foi reprovado pelo profeta Elias pelos seus males (1 Reis 18:18).

l. O rei Usias foi atingido duramente com lepra pelo orgulho e presunção até a sua
morte (2 Crônicas 26).

m. Esdras reprovou àqueles com esposas estranhas (Esdras 10:18-23).

n. Neemias contendeu com os líderes e nobres por causa de violação de Sábado e


por abandonarem a casa de Deus (Neemias 13:11,17).

o. Daniel reprovou o rei pelo seu orgulho e presunção (Daniel 5:22,23).

p. Os dias de Noé foram dias de julgamento (Gênesis 6-8; Lucas 17:26-27).

q. Os dias de Sodoma e Gomorra foram dias de julgamento (Gênesis 18,19; Judas


7; Mateus 11:20-24). Lembre-se da esposa de Ló.

r. A Nação de Egito foi julgada por Deus (Gênesis 15:14; Êxodo 5-14).

s. A Torre de Babel foi um julgamento divino (Gênesis 10-11).


t. As Nações de Israel e Judá foram julgadas, mesmo sendo povo de Deus (Êxodo
31-33; Deuteronômio 27-28).

Algumas das disciplinas divinas em Israel envolveram excomunhão e às vezes a pena de


morte. Todos estes foram tipos e exemplos para nós sobre quem os fins dos tempos é chegado
(1 Coríntios 10:6,11).

Excomunhão:

De acordo com os seguintes exemplos do Velho Testamento vemos as razões divinas


dadas, pelas quais pessoas tiveram que ser excomungadas do acampamento de Israel, ou
"cortadas do povo" como era comumente referido. Algumas destas razões foram:

 Fracasso em aceitar o selo da aliança da circuncisão (Gênesis 17:4).

 Comer pão fermentado durante a Festa dos Pães Asmos (Êxodo 12:15).

 Falsificar o óleo santo da unção ou incenso (Êxodo 30:33,37).

 Comer sangue (Levítico 7:27).

 Ofertas queimadas oferecidas longe da porta do Tabernáculo (Levítico 17:8,9).

 Participar da Oferta da Paz no terceiro dia depois que fosse sacrificada (Levítico
19:7).

 Relação carnal com uma mulher na sua impureza natural (Levítico 20:18).

 Se achegar as coisas santas num estado ímpuro (Levítico 22:3).

 Fracasso em manter a Festa da Páscoa (Números 9:13).

 Ter uma praga de lepra na pessoa (Números 5:2-4).

 Pecar presunçosamente (Números 15:31).

 Falhar em purificar a si mesmo da corrupção de morte (Números 19:13).

Pena de morte

Algumas violações sérias da lei de Deus eram castigadas com a pena de morte, de
acordo com duas ou três testemunhas. Alguns destes estão listados aqui:

 Idolatria (Deuteronômio 17:2-6).

 Desprezo e rebelião contra os julgamentos Sacerdotais em certos assuntos


(Deuteronômio 17:8-13).
 Falsa testemunha (Deuteronômio 19:18).

 Filhos teimosos e rebeldes (Deuteronômio 21:18).

 Descoberta de virgindade violada pelo marido (Deuteronômio 22:13-21).

 Adultério (Deuteronômio 22:22).

 Conduta imoral para um noivo (Deuteronômio 22:23,24).

 Homossexualidade (Levítico 18:22; 20:13) e beastialismo (Levítico 18:23-30;


20:15,16).

Disciplinas do Novo Testamento

O Novo Testamento também mostra várias coisas que tiveram que entrar sob disciplina
divina na Igreja. A menos que a liderança trate com aqueles em erro, então toda a
congregação pode se corromper. A Igreja de Corínto exemplifica esta verdade. Observamos
uma lista de coisas que foram e precisam ser disciplinadas numa Igreja.

Nenhuma Igreja pode prosperar se permitir que o pecado continue sem julgamento. O
Senhor retirará a Sua bênção (Apocalipse1-2-3).

Pecado é contagioso. A saúde espiritual do Corpo está correndo risco. Pecado em um


membro é como "fermento" (1 Coríntios 5:6,7). Pecado pode afetar todo o Corpo (Josué 7, Acã;
1 Coríntios 5, Fornicador; e Apocalipse 2:14-16,20-23; Idolatria, Imoralidade e Doutrinas
Falsas).

Quais pecados requerem a disciplina da Igreja?

Pecados doutrinários

 Paulo lidou com Himeneu e Alexandre por causa da doutrina da ressurreição (1


Timóteo 1:20; 2 Timóteo 2:17-26). Também Himeneu e Alexandre.

 Doutrinas que não estavam de acordo com a piedade foram tratadas (1 Timóteo
6:3-5).

 Doutrinas de idolatria e imoralidade foram tratadas (Apocalipse 2:12-17).

 Doutrinas que trazem divisão, contrárias as doutrinas dos apóstolos foram tratadas
(Romanos 16:17,18).

 Heresia e doutrinas de demônios (1 Timóteo 4:1-3; Tito 3:9,11; 1 João 4:1; Mateus
7:15; Gálatas 1:7-10; 2 Pedro 2:1-4; Judas 4).

Tal pessoa deve ser “evitada" (2 Timóteo 2:16); "rejeitado" (2 Timóteo 2:23); "evite
discussão" (2 Timóteo 2:25); "aparte-se deles" (1 Timóteo 6:3,5); "entregue à Satanás" (1
Timóteo 1:20); “não o recebais em sua casa, nem lhe deis as boas-vindas." (2 João 10); e
"exortadas para não ensinar outra doutrina" (1 Timóteo 1:7).
Estes devem ser "corrigidos, repreendidos e exortados" a continuar na sã doutrina (2
Timóteo 4:1-2; Tito 1:11; 2 Pedro 1-3).

Também leia (Mateus 5:19; João 15:9; Mateus 24:11-13; Romanos 16:17-18; Tito 3:10;
Gálatas 1:7-9).

Falsa doutrina leva as pessoas a "naufragarem" na fé e a “desprezarem" (1 Timóteo 1:19).


Quando é aplicada a disciplina na Igreja a proteção de Deus está retirada destes, e eles são
entregues a Satanás, de quem eles receberam as suas falsas doutrinas.

Pecados de Conduta

Os pecados contra os membros do Corpo de Cristo também têm que ser tratados. Como
membros uns de outro, nenhum de nós vive para nós mesmos (Mateus 25:40; 1 Coríntios 8:2;
Mateus 10:40; 18:5; Lucas 10:16; Atos 9:4).

Isto tem a ver com um contínuo estilo de vida de um irmão ou irmã, não apenas um único
incidentes ou erro. Está se tratando de "irmãos e irmãs" na família de Deus - NÃO os
estranhos. Deus os julga - não a Igreja (1 Coríntios 5:12-13).

 Fornicador - 1 Coríntios 5:1.

Em geral se trata de imoralidade do solteiro. Em Mateus 19:5; 5:32 inclui adultério


(imoralidade de casados). Se trata de impureza moral. Na totalidade isto pode incluir
os sodomitas (homossexualidade, lesbianismo, perversões morais). Em 1 Coríntios
5:1-5 envolveu incesto; um homem com a sua própria mãe.

Numa maneira mais ampla, inclui todas as relações sexuais ilícitas. Isto trabalha como
fermento na Igreja a menos que se trate (Leia 1 Coríntios 5 com 2 Coríntios 12:20-21),
Não coma ou se acompanhe com pessoas imorais. Pessoas imorais se escondem
debaixo da proteção da Igreja. Quando (são) excomungadas pela Igreja, Deus pode
lidar com elas.

 Cobiçoso - 1 Coríntios 5:11.

Alguém que é desordenadamente cobiçoso, ganancioso. Concupiscência proibida.

Cf. Ananias e Safira (Atos 5:1-11).


Cf. Geazi (2 Reis 5:20-27). Cobiça comprovada.
Cf. Simão o feiticeiro (Atos 8:18-23).
Cf. Balaão o profeta adivinhador (Numeros 22; Judas 11).

A cobiça pode incluir muitas coisas, mas é comprovada no amor ao dinheiro em


numerosos casos (1 Pedro 5:2). Cobiça é idolatria (Efésios 5:3). Leia também Filipenses 3:15-
19; Lucas 12:15,34; João 6:26,27; Romanos 1:29; 13:9; Colossenses 3:2-6; 1 Tessalonicenses
2:5; 1 Timóteo 3:3; 6:5-17; 2 Timóteo 3:2; Hebreus 13:5; Tiago 4:2; 2 Pedro 2:3; 1 João 2:15.
Lembre-se de Judas!

 Idólatra - 1 Coríntios 5:11.


Aficionado desordenadamente por uma pessoa ou coisa. Qualquer coisa que se coloca
entre Deus e o crente é idolatria.

1) Ídolos literais - 1 Coríntios 6:9; 10:14,20; Apocalipse 21:8. Nestes caso quadros,
estátuas, adoração aos santos, Buda, etc., e material, objetos físicos ou espirituais, e egoísmo
é igualmente uma idolatria. Nós não devemos ter nenhum outro deus antes ou ao lado de
Deus.

2) Ídolos literais - Efésios 5:5; Colossenses 3:5. Cobiça é idolatria. Romanos 1:23.
Qualquer coisa entre Deus e um crente se torna um ídolo.

 Contencioso (falador) - 1 Coríntios 5:11; 1 Pedro 3:9; Provérbios 26:4.

"Um homem barulhento, que fala o mal, contencioso, extremamente argumentativo". Fala
com linguagem abusiva, desdenhosa, pessoa que está contra tudo, fala mal e de forma
blasfemadora de líderes e irmãos. Pessoa impossível de se lidar com ela.

1 Timóteo 6:4; Colossenses 3:8; Efésios 4:31. Pessoa que fala mal é condenada. Alguns
não têm nenhum medo de falar mal de pessoas em lugar de proeminência (2 Pedro 2:10). João
tratou com Diotrefes pela sua arrogância (2 João 9,10).

 Bebarrão - 1 Coríntios 5:11.

Pessoa que bebe habitualmente, e está continuamente debaixo da influência do álcool ou


bebida forte. Intoxicação frequente é uma fraqueza moral.
Gálatas 5:19. Embriaguez é uma obra da carne.
Efésios 5:18. Nós não devemos nos embriagar com vinho.

Também leia Romanos 13:13; 1 Tessalonicenses 5:7; Provérbios 20:1; 23:20-21; 23:29-
35; Isaías 5:11; Deuteronômio 21:20,21.

 Extorquidor (roubador) - 1 Coríntios 5:11.

“Obter de uma pessoa por opressão, ou abuso de autoridade". Isto é um desejo profundo
pela vantagem e fala de alguém que se apodera das coisas e as leva à força, ou um que
adquire dinheiro (ou tudo que ele quer) por ameaça, força, fraude, ou uso ilegal de autoridade.
É um pecado consangüíneo da cobiça.

É o crime de uma pessoa usando posição oficial para obter dinheiro ou outras coisas de
valor ilicitamente (i.e., cheques falsos, etc.).

Ladrão. . . roubador (1 Coríntios 6:10). Leia também Salmos 109:11; Isaías 16:4; Ezequiel
22:12; Miquéias 3:2,3; Mateus 23:25; Lucas 18:11.

 Conduta desordenada - 2 Tessalonicenses 3:6-15.

“Não se manter em ordem”, assim como um batalhão que vai marchando, e uma pessoa
sai do passo. É a pessoa que é insubordinado e obstinado nas atitudes; pessoa que viola
regularmente o princípio das tarefas e do posto. Pessoa intrometida! Deste, a pessoa deve se
“afastar" (2 Tessalonicenses 3:6,14), mas não o trate como um inimigo e sim como um irmão
sob disciplina (2 Tessalonicenses 3:5). Deste modo, este não é um caso de excomunhão como
em Mateus 18:17.

Uma pessoa desregrada precisa se aquietar, e trabalhar e comer do seu próprio pão (1
Tessalonicenses 5:14,11-12; 2 Tessalonicenses 3:11). Nenhuma comida = nenhuma porção se
ele não trabalha.

Estado de desordem = "indolência, preguiça, vadio, intrometido". Se envolve com


irresponsabilidades (Lucas 16:11; 1 Timóteo 5:8,13,; 2 Tessalonicenses 3:7-9; Provérbios 6:6-
11; 18:9; 19:15; Mateus 25:26; Romanos 12:11).

Ele deve ser encorajado a arrumar um emprego e não se tornar um "parasita" na


hospitalidade de santos na Igreja. Então ele poderá suprir suas próprias necessidades e ajuda
outros.

 Dissensão - Romanos 16:16-18.

Esses que trazem divisões, contrário à sã doutrina precisam ser disciplinados. Eles
devem ser marcados e evitados. Deliberadamente não busque a companhia deles. Até mesmo
líderes podem atrair discípulos após eles e vir a dividir a Igreja (Atos 20:28-32).

Doutrinas especialmente contrárias às verdades redentivas da Bíblia devem ser evitadas.

 Sectarismo - 1 Coríntios 3:1-3; Efésios 5:12; 2 Coríntios 7:11,12.

Sectarismo é a evidência de carnalidade e também precisa ser disciplinada. As Epístolas


de Paulo eram corretivas e tratavam da disciplina.

 Atitude Rancorosa (implacável) - Mateus 5:25; 18:15-35; Lucas 12:58.

Estas pessoas trazem a si mesmas sob a disciplina divina por falharem em perdoar.

 Não discernir o Corpo - 1 Coríntios 11:23-32.

Isto já foi previamente tratado (Capítulo 29 do Livro A Igreja do Novo Testamento).


Entretanto, fraqueza, doença e morte prematura são parte da disciplina divina. Se nós nos
julgássemos a nós mesmos não seríamos julgados, mas Deus nos castiga com estas coisas de
forma que nós não sejamos condenados com o mundo.

O feiticeiro foi julgado por resistir o Evangelho de Cristo (Atos 13:6-12).

Uma pessoa recusar ser reconciliada ao seu irmão e recusar ouvir as testemunhas e toda
Igreja será excomungada (Mateus 18:15-20; 5:21-26).

Mentir ao Espírito Santo trouxe julgamento divino (Atos 5:1-11).

Estas coisas podem trabalhar como fermento ou lepra e podem se espalhar pelo Corpo se
não lidar com elas. A Igreja é a casa de Deus, Sua proteção para seu povo. Enquanto debaixo
desta proteção, eles freqüentemente escapam da disciplina. Deus às vezes os levará para fora,
a fim de lidar com eles (1 Samuel 2:25).

Pecados de ignorância foram tratados na Igreja (ISRAEL) no Deserto (Levítico 4;


Números 15:24-31), como também os pecados de presunção. Lepra na pessoa, as vestes ou a
casa deviam ser purificados (Levítico 13,14).

F. Quem Administra Disciplina?

Quem é a pessoa ou quem são as pessoas que deveriam administrar a disciplina,


especialmente quando isto vem à Igreja local.

1. Disciplina Soberana

Às vezes Deus na Sua própria soberania administra a disciplina. Ele castiga o seu
próprias povo (Hebreus 12:5; Provérbios 3:11,12; 1 Coríntios 2:29-32; Tiago 5:14,15; 1 João
5:16,17). Às vezes “há um pecado para morte (física)".

2. Os Membros Espirituais (Gálatas 6:1).

“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com
espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Manipulação carnal de
problemas só faz os assuntos piorarem (1 Coríntios 6:4). Só os espiritualmente maduros
deveria disciplinar e isto deveria ser feito no presbitério. Pais geralmente disciplinam as suas
crianças e não as crianças os pais. Assim os pais espirituais na Igreja deveriam fazer o mesmo.
Paulo, como um pai no Senhor, perguntou aos Coríntios se ele deveria vir com uma vara de
correção ou não (1 Coríntios 4:15-21).

3. Toda a Igreja

Às vezes toda a Igreja atesta à disciplina de uma pessoa. Isto é confirmado por um estudo
de Mateus 18:15-20.

" ... dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, ..."

“... em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus,
nosso Senhor, entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito
seja salvo no Dia do Senhor [Jesus].” (1 Coríntios 5:4).

“basta-lhe a punição pela maioria.” (2 Coríntios 2:6)

Assim o homem era retirado da comunhão ou excomungado. Isto seria respeitado por
toda Igreja. O único contato seria para vê-lo chegar ao arrependimento e a restauração;
caso contrário eles não deviam nem comer com ele.

A. Princípios de Julgamento Disciplinar

Certos princípios deveriam ser evidenciados em cada área da disciplina da Igreja. Isto
deveria ser lembrado, de que todo o propósito da disciplina é restaurativo.
A disciplina deveria ser administrada:

1. Pela e de acordo com a Palavra (João 12:47,48; 2 Coríntios 11:3; Apocalipse 2:2;
Mateus 24:11; 2 Pedro 2:1).

2. Equilibrado com a misericórdia de Deus (Tiago 2:12,13; Lucas 17:2-4; Levítico 19:17).

3. Em justiça e verdade (Zacarias 7:9-10; Ezequiel 44:17-24; Isaías 32:1,16; 16:5;


Salmo122:5; 101:1). A misericórdia e a verdade devem estar juntos; justiça e a paz se beijam,
num equilíbrio divino.

4. No amor de Deus (1 Coríntios 13; Apocalipse 3:19).

5. Num espírito de mansidão e humildade, atentando na sua própria humanidade (2


Timóteo 2:25; Gálatas 6:1; Efésios 6:4). Disciplina sem amor e mansidão cria rebelião.
Geralmente disciplina sem castigo é ineficaz, enquanto produz pouco ou nenhum resuItado.

B. Procedimentos Bíblicos na Disciplina

A liderança não pode agir imprudentemente na disciplina da Igreja e esperar que Deus vai
endossar como Sua disciplina.

1. Disciplina Privada

A maioria das disciplinas deveriam ser feitas num nível privado. Ninguém normalmente
expôe as "roupas sujas” aos próximos. Se a transgressão ou falta é privada, então deveria ser
tratado privadamente.

Quanta dificuldade seria evitada na Igreja entre os membros se o primeiro princípio básico
de Mateus 18:15-20 fosse seguido completamente. "Vá ao seu irmão…" Veja a ênfase em "Vá
a ele…" nestas Escrituras (Mateus 5:24; 18:15; Lucas 17:3,4; Levítico 19:17).

2. Disciplina Pública

Mateus 18:15-20 dispõe uma prezadíssima condição para reconciliação entre membros
da Igreja; e, excomunhão se eles obstinadamente e teimosamente se recusam a serem
reconciliados e ouvir a Igreja. Veja os passos dispostos por Jesus para isto.

a. Primeiro Passo e Advertência

Se houver alguma queixa entre irmãos (ou irmãs) "Vá a ele sozinho …"

Isto envolve:

 Uma atitude e maneira certa de aproximação;

 As palavras certas ditas num espírito certo;

 Um desejo genuíno por reconciliação com o irmão;


 Aceitação da pessoa que você quer reconciliação com ela.

(Mateus 18:15; Galátas 6:1; Provérbios 25:9; 16:28; Mateus 5:24; Lucas 17:3-5). É para ir
a ele SOZINHO! Este é o PRIMEIRO e fundamental passo para reconciliação de acordo com
Cristo, o Cabeça da Igreja, Seu Corpo.

b. Segundo Passo e Advertência

Depois de tomar a iniciativa de ir ao seu irmão de forma genuína, honesta e humilde


diante de Deus, e ele recusar reconciliação, então a Bíblia diz para levar duas ou três pessoas
(Mateus 18:16).

Isto envolveria:

 Pode ser algumas pessoas amigas íntimas;


 Pessoas em que você têm confiança e acredita nelas;
 Pessoas espiritualmente maduras;
 Pessoas que têm discernimento;
 Pessoas que também desejam ver a reconciliação acontecer.

Leia novamente (Gálatas 6:1; Romanos 15:14; 1 Coríntios 4:14; Colossenses 3:16).

Estas duas ou três testemunhas podem ouvir e considerar todo o caso, exercitando
discernimento amoroso, mansidão e julgamento, com uma visão para produzir a reconciliação.

Esta segunda advertência é feita com o propósito de fazer abalar o ofensor e o ajudar a
ver a seriedade do erro dele e a necessidade para corrigí-lo. É para trazer a influência de
membros espirituais e as suas advertências, para desta forma conduzir o ofensor a quebrar
sua resistência para a reconciliação. Isto também envolve mostrar ao ofensor o próximo passo,
que é ir diante da Igreja se ele não responder a estes dois passos (Provérbios 25:9-12; 27:5,6;
16:28).

c. O Último Passo e Advertência

Mateus 18:17; 1 Timóteo 5:20; 1 Coríntios 5:13; João 20:23. O último passo e advertência
é trazer a pessoa que recusa ser reconciliada diante da IGREJA! Parece como se a Igreja local
inteira deveria se levantar, ou várias pessoas, representando a congregação e pleiteiar com a
pessoa a ser reconciliada. Depois de ouvir o ofendido sozinho, ouvindo as duas ou três
testemunhas, e então sendo trazido diante da Igreja, seguramente ele ouvirá a Igreja!

Isto sem nenhuma dúvida envolveria o ministério da Igreja, junto com as duas ou três
testemunhas, enquanto apresentando a situação à congregação. O passo aqui é igualmente
efetuar uma reconciliação. O propósito não é julgar ou condenar ele, como uma tentativa no
tribunal, mas ganhá-lo. Não é para o humilhar, mas para o reconciliar. Quão duro o coração
deve ser, se recusar estes três passos de reconciliação!

"Se ele negligenciar em ouvir…" - Este é o pecado final, não necessariamente a uma falta
originalmente a ser tratada. É a sua REJEIÇÃO A OUVIR o seu irmão, as duas ou três
pessoas, e então a sua rejeição em ouvir A IGREJA!
Não existe nenhuma outra altemativa, mas o quarto passo.

d. Quarto Passo - Excomunhão

Este passo realmente é o último recurso, quando todos os outros falharem. Ele seria
reprovado diantes de todos (cf. 1 Timóteo 5:19-21).

A excomunhão agora toma lugar. Ele é excluído da congregação local, assim como as
pessoas de Velho Testamento eram "excluídas" (Êxodo 12:15-19; Levítico 17:4-9; Números
19:20).

Exatamente como outros foram postos para fora da Sinagoga, assim esta pessoa é tirada
da Igreja (Lucas 6:22; João 9:22; 12:42; 16:2). Um judeu era excomungado da Sinagoga local e
da comunidade na íntegra. Isto era banimento, anatemizar (amaldiçoou). Os judeus
anatemizaram Jesus (1 Coríntios 12:3). Todo aquele que não ama ao Senhor jesus serão
anatemizados (amaldiçoado) na vinda Cristo (1 Coríntios 16:22).

A pessoa aqui é expulsa da Igreja, se tornando como um gentil, publicano e pecador. Isto
é pela autoridade de toda a Igreja. Deus apóia isto. Leia 1 Coríntios 5:4; 2 Coríntios 2:6; 1
Samuel 2:25.

Aqui a Igreja afasta deles aquela pessoa má. Deve haver unidade na Igreja. Todos os
membros estão preocupados e todos têm que consentir para este ato. Se alguns não
acreditarem, então divisão de opinião virá, condolências surgem contra a Palavra de Deus (1
Coríntios 1:10).

Isto é “ligar (amarrar) e “soltar (liberar)" falando no assunto de disciplina na Igreja. A


pessoa é "ligada (amarrada)" e não pode ser "solta (liberada)" até que ele venha ao
arrependimento.

e. Quinto Passo - Arrependimento/Reconciliação

Se a disciplina desejada operar, então a pessoa deveria chegar ao arrependimento


genuíno, confissão, reconciliação com a pessoa ofendida, e confissão pública e reconciliação
na Igreja. Então ele é "solto (liberado)" e restabelecido ao favor como antes.

1. Efeitos bíblicos de Disciplina

Tendo sido coberta completamente, na íntegra, a área da disciplina. Observamos


algumas das coisas que acontecem na disciplina.

1. Os impenitentes (não arrependidos) são excomungados da Igreja e tratados como


gentios, publicano ou pecador. Eles são ligados (amarrados) até serem soltos (liberados) pela
Igreja (Mateus 18:15-20).

2. O fornicador é entregue a Satanás para a destruição da carne (1 Coríntios 5:3-5).

3. Ananias e Safira morreram por mentirem ao Espírito Santo, Pedro simplesmente


declarou isto (Atos 5:1-11).
4. O feiticeiro foi atingido duramente com cegueira por um período por se opor ao
Evangelho de Cristo por Paulo (Atos 13:6-13).

5. Divisores foram marcados e evitados (Romanos 16:16-18).

6. Vários irmãos em 1 coríntios 5:1-13 foram excluídos da comunhão pelos santos.

7. Os irmãos que estavam andando desordenadamente seriam afastados, mas não


tratados como inimigos (2 Tessalonicenses 3:6-15).

8. Os pecados são preservados contra as pessoas até que elas se arrependem e sejam
reconciliadas (Marcos 2:7; João 20:23; Mateus 18:18; 2 Coríntios 5:19).

J. Disciplina de Ministros

As Escrituras nos mostram que até mesmo aqueles que estão no Ministério têm que estar
sujeitos à disciplina. A menos que aqueles que estejam na liderança que estejam em erro,
sejam tratados, então aqueles debaixo do cargo deles serão afetados por seguirem a liderança
deles.

Se houver conhecimento público das faltas do ancião (ministro), então elas deveriam ser
tratadas e expostas na congregação.

É importante para qualquer congregação compreender que é DEUS quem disciplina os


ministros líderes - NÃO as pessoas!

Se as pessoas tomararem isto nas suas mãos fazer isto, então Deus julga as pessoas
embora o ministério precise de disciplina. Ele diz: “Não toqueis nos meus ungidos, nem
maltrateis os meus profetas.” (Salmos 105:15)

Davi não tocou o rei Saul, como o ungido de Deus, embora Saul estivesse no erro (1
SamueI 26:9). Davi respeitou o ofício, embora Saul tivesse perdido a unção e o Espírito do
Deus. Embora Davi fosse instigado pelos seus homens para matar Saul, Deus usou estas
ocasiões para provar o coração de Davi.

Apocalipse 1-2-3 nos mostra que os "anjos" estão nas Suas mãos, sutentados, apoiados
pela disciplina de Cristo, o Cabeça da Igreja.

1. Não toqueis os meus os Ungidos do Senhor

a. As estrelas estão nas Suas mãos para serem disciplinadas (Apocalipse 1:20).
b. Os líderes são os Seus Ungidos para serem disciplinados por Ele (1 Crônicas 16:22).
c. Miriã e Arão foram julgados quando eles tocaram Moisés (Números 12).
d. Corá e a sua companhia foram julgadas quando eles tocaram Moisés e Arão (Números
16). também Leia Judas 11.
e. Nadabe e Abiú foram julgados à morte por Deus como ministros (Levíticos 10:1-3).
f. Deus julgou Saul a tempo, não Davi (1 Samuel 26:9-11).
g. Contra anciões não se recebe acusação sem duas ou três testemunhas (1 Timóteo
5:1,19-21).
h. Deus julgará os pastores do Seu povo (Jeremias 23:1-3; Ezequiel 34:1-10).
2. Soberania Divina

Às vezes Deus, na Sua própria soberania, aplica disciplina aos Seus líderes. Isto não foi
deixado para povo fazer.

a. Nadabe e Abiú, filhos de Arão, foram divinamente julgados (Levítico 10:1-3).


b. Miriam foi atingido com lepra e Arão reprovado por Deus (Números 12).
c. Deus permitiu que Saul fosse morto na batalha, confirmando a palavra de Samuel (1
SamueI 28).
d. Corá e a sua companhia rebelde conheceram a disciplina divina (Números 16).
e. Deus enviou a pestilência aos milhares que tocou o sacerdócio de Arão (Números 16-
17).
f. Moisés e Arão, ambos perderam a terra prometida, como líderes, debaixo da divina
disciplina (Números 20:12; Salmos 106:30-33).
g. Ananias e Safira foram julgados divinamente (Atos 5:1-11).

3. Responsabilidade humana

Algumas vezes Deus usou ministros para lidar com ministros; mas novamente, nunca o
povo.

a. Natã reprovou Davi pelo seu pecado (2 SamueI 12:7). UM profeta reprovou um rei.
b. Samuel, um profeta reprovou Saul, um rei, pelo seu pecado (1 Samuel 13:13).
c. O Homem de Deus reprovou Eli, o sacerdote (1 SamueI 12:27-29).
d. Paulo reprovou o Pedro, o apóstolo (Galátas 2:11-14).
e. Pedro, o apóstolo, fala aos anciãos (1 Pedro 5:1-5).
f. Moisés reprovou Corá e a sua companhia (Números 16).
g. Os apóstolos e os anciões discutiram os assuntos doutrinários de Judeus e Gentios
(Atos 15).
h. Os Profetas eram enviados para reprovar e repreender reis pelos seus males nos
tempos do Velho Testamento.
i. João o apóstolo tratou de Diotrefes (2 João 9,10).
j. Indubitavelmente os anciões testavam os falsos apóstolos (Apocalipse 2:2).
k. os Anciões devem lidar com as pessoas quando elas falharem e precisarem de
repreensão (1 Timóteo 5:19-21).

Os anciões estão debaixo de grande ataque, crítica, reclamações, etc. Mas se houver
uma violação de qualificações de 1 Timóteo 3 e Tito 1, então deve haver investigação
adequada pelas autoridades e deve ser tratado o caso. Caso contrário há perda de respeito e
autoridade na Igreja. Um ancião deveria ser reprovado diantes de anciões. Se for público,
então deve ser esclarecido na Igreja. Líderes militares sofrem a grande e terrível vergonha de
ser "exonerado" na frente do seu regimento. Os anciões devem ser respeitados, amados e
obedecidos, porque eles são responsáveis e darão contas pelo rebanho de Deus (Hebreus
13:7,17,24).

1. Ministros e Moralidades

Talvez um das áreas mais devastadoras de queda no ministério é a que pertence a área
moral. ImoraIidade afeta uma pessoa, e mais especialmente o ministro, nas seguintes áreas da
vida e deveria ser tratado de acordo com os princípios das Escrituras; caso contrário
restauração redentiva não pode ser efetuada adequadamente.

Nós observamos que uma das coisas importantes que pertencem à disciplina de ministros
na área moral.

a. Moralmente – Um ministro se desqualifica onde especialmente há uma queda na área


moral. Uma esposa também pode desqualificar o marido dela do ministério através de conduta
imoral.

b. Domesticamente - Se um ancião (ou ministro) não tiver a sua própria casa em ordem,
ele não pode governar a casa de Deus. Esta ordem e governo envolve relações de marido e
mulher e as suas crianças. A relação de marido e mulher tem que ser reconstruída e
restabelecida.

c. Mentalmente e Emocionalmente - quedas morais afetam a pessoa mentalmente e


emocionalmente também. O grande dano feito e a tormenta da culpa tem que ser tratada da
maneira de Deus. E isto só se acaba através de um arrependimento genuíno, confissão,
purificação e renovação. Racionalizações pelo pecado não podem ser justificadas ou toleradas;
caso contrário as pessoas se abrem para grandes decepções.

d. Eticamente - Qualquer ministro que falha moralmente, se ele governava pelo alguma
ética das Escrituras deveria abdicar do ministério público por um período de tempo.

e. Espiritualmente - quedas morais parecem ter um abalo mais prejudicial e devastador


especialmente no ministério, como também na visão pública pois a pessoa devia se mostrar
como um exemplo de um estilo de vida piedoso. Então nesse assunto precisa haver
restauração espiritual antes de tudo.

f. Eclesiasticamente - Porque o ministro em função está diante da Ekklesia (Igreja), e


sua área de influência é grande. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, mas todos nós
afetamos uns aos outros, e nesse ponto precisa haver a disciplina adequada das Escrituras.
Caso contrário a Igreja sofre, e abrimos precedentes para toda ou qualquer outra queda moral.
O ancião que peca deveria ser reprovado diante de todos de forma que outros possam temer.
Estas coisas geralmente se tornam do conhecimento da Igreja ou público, e então deveria ser
lidado de acordo com as Escrituras. Isto pode depois gerar fofoca e imaginações, então porque
o pecado foi tratado de uma maneira Bíblica fará cessar tais coisas.

g. Praticamente - Diretrizes gerais e práticas para restauração seriam como está a


seguir:

1) arrependimento genuíno e confissão por parte do culpado, dependendo da(s)


pessoa(s) envolvido, e dependendo se existe conhecimento público ou privado.

2) Perdão de Deus e das partes ou outros envolvidos na Igreja, sobre o pecado e


vergonha (opróbrio) trazida ao Nome do Deus, marido e esposa, família, liderança e a Igreja.

3) Medidas disciplinares tomadas por abdicar (sair do cargo) do ministério público.


4) Um período de provação ser determinado, dando tempo para "reconstruir as paredes"
demolidas pela imoralidade, e nas mais váriadas áreas. Superar o dano e reconstruir a relação
de matrimônio leva tempo, mas é a prioridade principal. A ordem de Deus é perdão, provação e
depois restauração como o plano de redenção é mostrada por toda a Bíblia.

5) Aconselhamento contínuo, de uma maneira de que seja com um relacionamento com


alguém que pode ministrar redenção de uma maneira restaurativa.

6) Restauração ao ministério depois de um período probatório satisfatório.

Isto não deve ser feito de modo legalístico ou com o espírito ou a atitude Farisáica "sou
mais santo que você". Isto deve ser feito para restabelecer a pessoa num espírito de mansidão,
considerando a si mesmo, para que também não seja tentado na mesma área.

Estas diretrizes estão baseadas nas qualificações dos anciões como anunciadas nas
Epístolas Pastorais (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9 com 1 Timóteo 5:17-25).

K. Julgamento Eterno

Há muitas coisas que escapam da disciplina da Igreja e do julgamento. Estas serão


julgados no Tribunal de Julgamento de Cristo, ou o Grande Julgamento do Trono Branco.

1. A Palavra de Deus ensina um julgamento futuro ( 2 Coríntios 5.10-11; 1 João 4.17;


Romanos 14.10-12; João 12.47-48; Apocalipse 11:18).

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