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Faculdade de Letras e Ciências Sociais

Tradução Inglês-Português e Francês-Portugês

Portugês III

Tema: Recensão Crítica dos textos de Francisco Noa e Gregório Firmino

Discentes: Anastácia Marrengula Docente: Osvaldo Faquir

Armando Vembane

Denilson Monjane

Elsa Chilaule

Gilda Massingue

Sheila Maunze

Junho, 2020
Firmino, G. (2006). A apropriação da língua portuguesa no Moçambique pós-colonial. In A
questão linguística na África pós-colonial: O caso do Português e das línguas autóctones e,
Moçambique (pp. 123-128). Maputo: Texto Editores.

Recensão Crítica

A apropriação do português no Moçambique independente surge com o objetivo de promover a


unidade nacional, devido a variedade linguística presente no território e ao uso do português no
meio político, ideológico, intelectual, institucional e social durante o regime colonial. Isto
tornou-se possível com a intervenção político-militar da FRELIMO, de modo a equilibrar a
inclusão dos moçambicanos de raízes distintas integrados na luta de libertação. Com a conquista
da independência, o português oficializa-se como língua nacional, devido ao seu uso durante a
guerra e aumenta a quantidade de falantes no país fundindo-se com os valores sócio-culturais do
país. Sob o ponto de vista ideológico, o português é também concebido como símbolo de
unidade nacional, transcendendo, assim, no discurso oficial a sua conotação de língua colonial.
Este método favoreceu a língua portuguesa a sua apropriação, com a extensão para novos
falantes e novos domínios. As pessoas fazem o uso dou português de formas distintas, e cresce
como instrumento político e administrativo para se tornar um veículo de novos tipos de
mensagens comunicativas e simbólicas relacionadas com a vitalidade da nova vida no quotidiano
moçambicano.
Noa, F. (2012). A prostituição das palavras. In F. Noa, Perto do fragmento a totalidade:
Olhares sobre a literatura e o mundo (pp. 192-194). Maputo: Ndjira.

Recensão Crítica

O século vinte, como uma época marcada por uma variedade de eventos a nível cultural,
económico, intelectual, político e social, é também um ponto marcante no avanço tecnológico a
nível mundial, comprometendo a devida utilização da linguagem. Entre vários intelectuais,
destaca-se Denis de Rougemont (1906-1985), com a sugestão de se estabelecer um Ministério do
Significado das Palavras em cada nação, para combater a distorção das palavras. A apropriação
de costumes sem um conhecimento prévio de como este impacta o outro, compromete também
as diversas línguas nativas do país. A língua e o livro tem a capacidade de reavivar o valor da
linguagem, com as qualidades expressivas das línguas locais e a criativa manipulação da
linguagem, estabelecendo e eternizando a comunicação produtiva entre a humanidade, sua
condição existencial e o mundo. Hoje, a maioria das tecnologias ocupa a sua programação com
músicas e anúncios, para serem ouvidos enquanto o público faz algo. A actualidade busca ser
mais simples, compreensível a todos, mesmo que não tenham a atenção completamente virada
para as palavras. A palavra já não é um meio essencial, não é mais imersivo como fora antes. E,
como não é considerado como meio essencial, é visto como um veículo de comunicação
secundário