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EXAME DE LINGUAGEM

TIPITI

HELENA A. BRAZ
THAIS H. F. PELLICCIOTTI

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Sob registro no. 26390 de 27 de outubro de 1981
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CAPA E ILUSTRAÇÕES
CLAUDIO LIBESKIND

1ª. Edição – 1981


2ª. Edição – 1983
3ª. Edição – 1988

IMPRESSO EM: GRÁFICA E EDITORA MNJ LTDA.


COMPOSTO EM: CATÁLOGO STUDIO LTDA – FONES: 571-8868
Rua Sena Madureira, no. 456 – CEP 04021

ÍNDICE

Apresentação – O que é Tipiti............................................................................


Introdução geral...............................................................................................
Introdução à comunicação oral e escrita........................................................
Manual de aplicação do exame de comunicação oral...................................

Prova auxiliar – contexto pessoal...................................................................


Provas auxiliares – noções básicas................................................................
Lista de palavras
Memória Auditiva Imediata
Ordens
Categorização
Reversibilidade
Complementação de Sentenças
Histórias
Provas do Exame de Comunicação Oral
Prova Auxiliar-Contexto Pessoal
Provas Auxiliares-Noções Básicas
Lista de Palavras
Memória Auditiva Imediata
Séries de Vocábulos
Séries de Sentenças
Ordens
Categorização
Prova de Categorização
Prova de Definições
Reversibilidade
Complementação de Sentenças
Histórias
História a partir de Estímulo Visual
História a partir de Estímulo Visual em Seqüência
Reprodução de História
Manual de Aplicação do Exame de Comunicação Escrita
Leitura Oral
Leitura para Compreensão
Formação de Palavras
Ordenação de Vocábulos em Sentenças
Complementação de Sentenças
Formação de Sentenças
Seqüencialização de Sentenças e Parágrafos
Combinação de sentenças
Cópia
Ditado
Redação
Provas do Exame de Comunicação escrita
Leitura oral
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Leitura para Compreensão
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Formação de Palavras
1ª. série
Ordenação de Vocábulos em Sentenças
1ª. série
2ª. série
Complementação de Sentenças
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Formação de Sentenças
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Seqüencialização de Sentenças e Parágrafos
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Combinação de Sentenças
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Cópia
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Ditado
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Redação
1ª. série
2ª. série
3ª. e 4ª. séries
5ª. e 6ª. séries
7ª. e 8ª. séries
Colegial
Manual de Aplicação das provas Específicas – Fonética e Fonologia
Provas Específicas – Fonética e Fonologia
Lista de palavras
Variável Extensão
Variável Posição
Variável Tonicidade
Manual de Aplicação das Provas Específicas de Percepção Auditiva
Descriminação Auditiva
Memória Auditiva Imediata
Análise-síntese auditiva
Ritmo
Provas Específicas de Percepção Auditiva
Discriminação Auditiva
Discriminação de vocábulos A
Discriminação de vocábulos B
Discriminação de vocábulos C
Memória Auditiva Imediata
Séries de dígitos
Séries de Vocábulos
Séries de Sentenças
Análise-síntese Auditiva
Análise vocabular
Síntese Vocabular
Análise- síntese vocabular
Ritmo
Manual de Aplicação das Provas Específicas de Percepção Visual
Nível pré-gráfico
Discriminação visual
Figura-fundo visual
Memória visual
Análise-síntese visual
Nível gráfico
Discriminação visual
Discriminação visual
Figura-fundo visual
Memória visual
Análise-síntese visual
Discriminação de vocábulos não-isolados
Provas específicas de percepção visual
Nível pré-gráfico
Discriminação visual: cores
objetos
formas geométricas
formas em objetos
Figura-fundo visual: objetos
formas
Memória visual: objetos
formas
Análise-síntese: objetos
Formas
Nível gráfico
Discriminação visual: grafemas
grupos de dois elementos
vocábulos
Figura-fundo visual: grafemas
Memória visual: grafemas
vocábulos
sentenças
Análise-síntese visual: grafemas
vocábulos
discriminação de vocábulos não-isolados
EXAME DE LINGUAGEM TIPITI

O que é TIPITI? De origem indígena, o tipiti é um cilindro de malha


trançada com talos de palmeira, utilizado no norte do Brasil. Introduzindo-se a
mandioca no seu interior, onde é socada e espremida através de um
movimento de compressão e distensão de cilindro, obtém-se um suco
originariamente venenoso que escorre pela trama da malha. Assim, separa-se
a tapioca do tucupi, nome que recebe esse suco, quando eliminados seus
componentes nocivos.
Consegue-se, então, alimentos saudáveis e saborosos, utilizados não só
pela população que lhes deu origem, como também pelas requintadas
culinárias das capitais brasileiras.
Por que TIPITI? Porque o objeto original é um artefato criado com os
recursos próprios de um povo e para suprir suas necessidades, é um
instrumento útil e eficaz e é um seletor: permite isolar elementos da substância
sobre a qual opera, propiciando-lhes condições de separação e recuperação.
O que ocorre com este exame de linguagem que recebe seu nome: sua
elaboração dói norteada pela nossa experiência clínica de atendimento a um
setor da população brasileira e pretende-se que seu uso propicie tanto
condições de análise como de recuperação.
INTRODUÇÃO GERAL

A elaboração desse exame surgiu da necessidade de se ter um


instrumento que permitisse avaliar o desempenho lingüístico de indivíduos que
procuram profissionais ligados à área de distúrbios da comunicação. Para
tanto, optamos pela elaboração de um exame e não de um teste, evitando com
isso abordagens experimentais e tratamentos estatísticos, que reduziriam um
comportamento tão complexo como o lingüístico a padrões pré-estabelecidos.
A consideração de que fatores culturais determinam esse comportamento
explica também o fato de não ter sido utilizado material adaptado de testes
estrangeiros, na medida em que isto significaria usar um mesmo instrumento
para avaliara a linguagem de indivíduos, não só de línguas diferentes, com
usos e estruturas particulares a cada uma delas, como também tenderia a
nivelar diferenças regionais e sócio-econômico-culturais que caracterizam a
cultura brasileira. A opção por um teste, cuja aplicação criaria contextos de uso
da linguagem ainda mais rígidos e artificiais que um exame (na medida em que
exigiria respostas padronizadas em que não permitiria considerar as infinitas
variáveis inerentes aos interlocutores e aos contextos), nos distanciaria da
visão predominante que é centrada na interação e no uso da linguagem nesta
interação, o que é nosso objetivo.
As diretrizes que norteiam este exame têm origem em nossa reflexão
sobre a experiência de avaliação de comunicação e terapia de indivíduos
portadores de diversas patologias de linguagem, reflexão essa feita a partir da
sistematização dessa experiência, e também da leitura de trabalhos de
investigadores das diferentes áreas que se vinculam a de distúrbios da
comunicação. E é essa mesma experiência que nos indica os limites da
avaliação sobre a qual temos refletido. Esses limites são, principalmente, os
determinados pela situação artificial que é a de um exame. Qualquer exame de
linguagem tende a ser uma interação do tipo unidirecional onde cabe ao
Examinador (E) colocar questões e ao Examinado ou Sujeito (S) respondê-las.
Esta limitação em nível da interação reflete-se, obrigatoriamente, na linguagem
utilizada e, conseqüentemente, nas formas sintáticas e semânticas que podem
ser eliciadas. No entanto, é possível minimizar essa unidirecionalidade
buscando estabelecer situações distensas que permeiem a aplicação do
exame.
Nessa medida, a avaliação considerará o total da comunicação ocorrida
durante toda a interação de E e S e o resultado de cada uma das provas
propostas neste exame será também considerado como base para a formação
de uma hipótese interpretativa, cujo peso só será definido pela totalidade das
respostas analisadas. E ainda, deverá levar-se em conta que, em casos de
indicação terapêutica, essa avaliação será apenas um ponto de partida, uma
vez que a interação terapeuta-paciente possibilitará constantes.
Para a elaboração do exame foram consideradas provas que visam a
avaliação da comunicação oral e escrita, através da análise das áreas de
recepção e emissão. As provas da comunicação escrita tiveram uma
orientação diferente das de comunicação oral, na medida em que tiveram que
ser usados os padrões determinados pelos programas escolares. O exame é
acompanhado de provas específicas para avaliação das áreas de emissão em
nível fonético e fonológico de percepção auditiva e visual o que, em alguns
casos, permite a verificação dos processos subjacentes à presença de desvios
na comunicação oral e / ou escrita.
Para o estabelecimento dos níveis de dificuldades das tarefas, em uma
primeira etapa, cinqüenta crianças foram a elas submetidas não se tendo, com
isso, buscado uma padronização. O que tentamos foi avaliar a eficácia do
exame e estabelecer níveis aproximados de desempenho em uma população
considerada normal. No histórico de cada um dos sujeitos testados deveria
constar: escolaridade dentro do esperado para a idade cronológica, pai ou mãe
universitário, nível sócio-econômico médio-superior e não terem tido
atendimento especializado em área de linguagem, psico-motora ou
neurológica. Assim, forma submetidos ao exame sujeitos de 3 a 18 anos de
idade1, distribuídos em cinco grupos, correspondentes às faixas etárias de 3 a
4 anos, de 5 a 7 anos, de 8 a 10 anos, de 11 a 14 anos e de 15 anos em diante
e nos níveis escolares de 1ª. série, 2ª. série, 3ª. e 4ª. séries, 5ª. e 6ª. séries, 7ª.
e 8ª. séries e colegial2. Em uma segunda fase, as provas que constituíam o
exame foram reformulados a partir dos resultados desta pesquisa prévia, tendo
sido utilizado como critério, na manutenção de cada questão, a obtenção de
respostas adequadas em 90% dos sujeitos examinados. Ao exame assim
reformulado foram submetidos mais cinco grupos de três sujeitos cada um,
correspondentes às faixas etárias já mencionadas, a fim de que ficasse
assegurada a validade das alterações feitas. Com os mesmos objetivos,
aplicamos o exame em indivíduos portadores de diferentes patologias de
linguagem, pertencentes ao mesmo nível sócio-econômico-cultural.
Apesar da pesquisa prévia ter sido feita em sujeitos de nível sócio-
econômico médio-superior da capital do Estado de São Paulo, o exame pode
ser aplicado em indivíduos de outros níveis sócio-econômicos e outras regiões
do país, desde que haja uma adaptação de itens regionais quando se fizer
necessário. Isto é possível pois a interpretação do exame está baseada em
uma análise dos processos subjacentes aos acertos e desvios e, ainda, na
investigação das estratégias que o sujeito utiliza para realizar as tarefas com
que se defronta, bem como na interação ocorrida durante o exame. Assim
sendo, para a avaliação dos resultados, o examinado deverá levar em conta as
diferenças dialetais e experiências ambientais do sujeito, e ainda procurar
analisar os desvios encontrados do ponto de vista desses processos ou
estratégias.
A utilização desse exame deve ser restrita a profissionais com formação
em áreas ligadas aos distúrbios da comunicação, uma vez que sua análise e
interpretação se fundamentam nos conhecimentos vinculados a essas áreas.

1. Iniciamos as observações em crianças a partir de 3 anos de idade, uma vez que para
crianças de menor idade a avaliação do desempenho lingüístico teria uma orientação
diferente da proposta deste trabalho.
2. Na presente revisão, mantivemos a mesma organização em faixas etárias e escolares,
uma vez que durante estes anos de aplicação tivemos confirmada sua adequação.
INTRODUÇÃO À COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA

A apresentação de cada prova deste exame é feita através da


especificação de seus objetivos, critérios de elaboração, normas de aplicação e
avaliação.
Não há necessidade de um rigor absoluto na aplicação das provas, não
apenas quanto a seqüência como também no que diz respeito ao tipo de
formulação das perguntas no contato inicial. Sugerimos, porém, que logo de
início, S seja esclarecido a respeito do propósito de exame respeitando-se,
evidentemente suas condições e possibilidades.
No que se refere à situação do exame, a quantidade e qualidade dos
estímulos presentes na sala poderão variar segundo características de S e as
necessidades sentidas por E, apesar de existirem elementos que, segundo
nossa experiência, são recomendáveis, como por exemplo, o uso do gravador.
A presença deste, em geral, não interfere na aplicação, desde que seja
colocado como elemento pertencente ao contexto do exame. Recomendamos
ainda um ambiente agradável, silencioso e principalmente distenso, bem como
o estabelecimento de uma relação o mais informal possível a fim de amenizar a
artificialidade inerente à situação.
O comportamento não-verbal tem uma relevância significativa no
levantamento de uma hipótese diagnóstica e, portanto, sugerimos que durante
a aplicação do exame se registre: se S entre sozinho na sala, se inicia contato,
sua atenção ao interlocutor, atenção ao ambiente, contato de olho, prontidão
de resposta, tipos de esquiva, etc. Recomendamos ainda que E observe
eventuais mecanismos compensatórios ou qualquer particularidade relevante,
como postura e outras, além de observar a organização de S na realização das
tarefas. A importância desses dados torna-se maior quando nos lembramos
que o uso do gravador afasta E da percepção e interpretação de
comportamentos não-verbais que são integrantes da comunicação
interpessoal. Na realidade, dificuldades na interpretação da fala de S, a partir
da transcrição do material gravado, podem levar E a pensar em alterações que
não são mais que o resultado da ausência de contexto e de comportamento
não-verbal na gravação. Além disso, para uma visão global do quadro é
imprescindível obter-se informações de outros profissionais, observação da
situação escolar, familiar e dados da anamnese.
Esta visão assume fundamental importância quando reconhecemos que
a história do paciente e o seu contexto são parte inseparável de um processo
de avaliação, na medida em que toda a comunicação desenvolve-se e se
estabelece em um contexto social amplo e familiar. Assim sendo, na anamnese
os pais não podem ser vistos apenas como informantes, porém, devem ser
considerados como parte de um todo neste processo de avaliação. Além disso,
dados aparentemente irrelevantes também devem ser pesquisados e
avaliados, principalmente porque a experiência nos indica que, em geral, a
queixa carrega a mensagem de um pressuposto já construído que pode ou não
se confirmar no final do levantamento global dos dados caracterizados no perfil
lingüístico a que este exame se propõe.
Neste exame, procuramos apresentar em cada prova, no item Avaliação,
através dos sub-ítens Organização do Material Registrado e Interpretação, os
vários tipos de respostas que podem ocorrer. Porém, E deverá estar atento a
qualquer tipo de dificuldade que ocorra na aplicação do exame, utilizando para
isso a reformulação da instrução e mesmo de outros canais de comunicação
como gestos, dramatização, visando sempre atingir os objetivos da tarefa.
Para a avaliação do exame, deve-se sempre levar em consideração que
a linguagem é um processo, e por isso, é dinâmica, pertencente a um sistema
comunicativo mais amplo que envolve os aspectos social, emocional e
cognitivo, arregimentando subsistemas (auditivo, visual, etc.). Assim sendo,
respostas ainda que pareçam inadequadas ou inesperadas, podem não o ser,
se consideradas sob o prisma de S em particular. Portanto, para a análise de
cada prova sugerimos fundamentar a interpretação do que for considerado
desvio nos processos subjacentes a eles, e ter em mente que em alguns
casos, o que parece ser um desvio é, na verdade, um reflexo da experiência de
S vinculado ao momento de seu desenvolvimento e não uma alteração. É
importante, pois, que E os analise com a preocupação de não rotulá-los sem
uma prévia e cuidadosa análise de conjunto. E será o repertório total de dados
obtidos que vai delinear o perfil de cada indivíduo o que, eventualmente,
caracterizará S como portador de uma patologia.
Evidentemente, como já mencionado, os critérios de aplicação e
avaliação são variáveis de acordo com as diversas regiões do país e diferentes
níveis sócio-culturais, sendo necessárias adaptações, na medida em que
existem diferenças regionais de estruturação de enunciados, variações lexicais,
etc. Nota-se que, em função dessas diferenças, pode existir não apenas
variação na linguagem correspondente a cada faixa de idade. Assim, é
fundamental que se considerem diferenças e variações como as que ocorrem
quanto à concordância nominal e verbal de plural na comunicação oral, que em
algumas situações de comunicação, como por exemplo, em registros informais
não é feita e é aceita, não o sendo, contudo, na comunicação escrita. Assim
sendo, E deve estar atento a variações desse tipo, evitando com isso
hipercorreções.
Como dados relevantes para a avaliação da comunicação escrita são
importantes ainda que E tenha informações sobre o programa de escola e o
desempenho médio do grupo a que S pertence. Nos níveis da alfabetização e
1ª. série sugere-se que E esteja a par do método e fase de alfabetização, tipo
de letra utilizada pela escola, etc.
A faixa etária de S é secundária ao seu nível de escolaridade e, caso a
aplicação do exame coincida com início do ano letivo, deverão ser aplicadas
provas da série escolar terminada no ano precedente.
Recomendamos ainda que sejam preparados roteiros de comunicação
escrita para cada indivíduo a ser examinado com uma boa impressão para
evitar distorções em função do material e que para Ss de 1ª. série os roteiros
sejam manuscritos.
O exame total ou parcial não poderá ser usado como tarefa terapêutica
uma vez que é recomendável que se faça uma reavaliação anual para que se
possa ter uma avaliação do processo de terapia.
Concluindo, o exame deve ser utilizado como instrumento de avaliação
de linguagem, no qual E deve estar atento a todas as informações secundárias
que o exame tem condições de oferecer. E é nessa medida que E poderá
utilizar sua observação e conhecimentos teórico-práticos para detectar, analisar
e avaliar o que é relevante.
MANUAL DE APLICAÇÃO
DO EXAME DE
COMUNICAÇÃO ORAL
PROVA AUXILIAR – CONTEXTO PESSOAL
I – Objetivos da prova
- Atenuar, através dessa interação inicial, a artificialidade da situação de exame
que, por ser assimétrica, tende a colocar S em um papel fixo de fornecedor de
respostas.
- Obter dados da realidade de S.

II – Critérios de elaboração
As perguntas sugeridas são as usualmente utilizadas nos primeiros contatos
entre pessoas e, principalmente, entre adulto e criança.

III – Normas de aplicação


Instrução: Propor as perguntas de maneira informal, visando uma situação
descontraída.
- Informar S, dentro do possível, do que se pretende com o exame e porque
está sendo submetido a ele.
- Acrescentar, se necessário, outros tipos de enunciados.
- Estimular S a participar ativamente do diálogo, a dirigir perguntas a E, para
reduzir o caráter unidirecional da situação de exame.

IV – Avaliação

1. Registro1
- Das atitudes gerais de S em relação a E.
- Da disponibilidade de S a responder e / ou fazer perguntas.
- De seu grau de eficiência comunicativa.
- Do conhecimento das informações solicitadas.

2. Organização do material registrado

- Pelas características da atitude de S (ou da postura face ao exame): inibição,


descontração, ansiedade, cooperação, hiperatividade, etc.
- Pelo tipo de interação ou de sua participação.
- Pela eficiência comunicativa: como S utiliza a comunicação verbal, gestual ou
mímica para atingir seus objetivos, se há predominância de uma sobre a outra,
como vários tipos se associam, se elicia o diálogo, etc.
- Pelo tipo de situação ou tópico de interação em que suas dificuldades
emergem ou se acentuam: contexto familiar, escolar, etc. (dados obtidos por E
em contato com a família, escola, etc.).
- Por tipo de dificuldade: desconhecimento da informação solicitada,
mecanismos de fuga, demora para dar respostas, necessidade de repetição da
pergunta, respostas inadequadas, etc.
- Pelo nível em que parece estar situado o desvio: recepção e / ou emissão.
Exemplo: de respostas inadequadas em função de má recepção da pergunta
(S = 3 anos de idade):
1. Aspectos como atitudes gerais em relação a E, disponibilidade de S a responder e / ou fazer
perguntas e seu grau de eficiência comunicativa devem ser registrados, organizados e
interpretados em todas as provas do exame da forma sugerida nesta prova.
E: Quantos aninhos você tem?
S: [aponta os olhos]
E: Quantos aninhos você tem?
S: [aponta novamente os olhos]
E: Quantos anos você tem? (reformulação de pergunta)
S: [mostra três dedos].

3. Interpretação

A interpretação deve ser dirigida no sentido de compor um quadro geral


e preliminar da conduta comunicativa de S da forma pela qual ele observa
dados de seu ambiente e como ele se situa no seu cotidiano. Para isso, S deve
ser confrontado com as informações colhidas por E na anamnese, contato com
a escola, observações em casa quando necessário, informações de outros
profissionais, etc.
A interpretação desta prova permite ainda a verificação de vários outros
aspectos que deverão ser levados em conta na análise final do exame. Ver
exemplo citado acima, em que a recepção inadequada da pergunta leva a
interpretação de que há uma dificuldade de discriminação auditiva (aninhos /
olhinhos). Em casos como esse, sugere-se recorrer às Provas Específicas de
percepção Auditiva.
Convém ressaltar, no entanto, que a maioria das perguntas sugeridas
fórmulas de contato social que se voltam ao contexto pessoal do indivíduo e,
por isso, suas respostas deverão ser interpretadas quanto a sua adequação
social e como expressão da visão de S sobre seu meio.

4. Dados da pesquisa prévia

- As crianças de 3 a 5 anos apresentaram dificuldades nas perguntas


relacionadas a tempo (apenas sobre a própria idade responderam
adequadamente, e, com freqüência, mostrando nos dedos), nome da rua,
número de telefone e, quanto a número de irmãos, tenderam a incluir-se.
- Por volta dos 5 anos de idade forma obtidas respostas adequadas ás
questões, exceção feita às relacionadas a tempo, que só tiveram respostas
corretas entre 6 a 8 anos.
PROVAS AUXILIARES – NOÇÕES BÁSICAS

I – Objetivo das provas


- Detectar, de forma superficial, possíveis dificuldades com a nomeação e /ou
compreensão de elementos que portam conceitos considerados básicos como
oposição, seqüência temporal, etc., que serão utilizados no decorrer do exame
e, portanto, uma triagem do léxico de S.

II – Critérios de elaboração
- Foram selecionadas áreas geralmente consideradas como adquiridas até o
início do período escolar: cores, formas, partes do corpo, ordenação de figuras
e contrários ou termos polares.

III – Normas de aplicação

1. Instrução: Solicitar a S que responda à solicitação de E.


- Ao contrário das outras provas, dado o seu caráter, esta deve ser aplicada na
seqüência proposta.
- Nas tarefas com termos polares, E poderá perguntar: “Qual a diferença
entre...?” e caso S não responda, E deverá buscar uma solução alternativa
para obter a resposta desejada.
- Se não houver emissão, solicitar que S aponte a figura que E nomear.
Ex: Termos polares – comprimento
E: Qual a diferença entre essas cordas?
S: Não sei.
E: Qual é a corda comprida?
S: [indica]
E: [indicando a curta]: Então esta é...?
S: A curta.
- Para a Prova Partes do Corpo, E poderá indicar as partes em si mesmo ou na
figura.
- Se houver dificuldade na aplicação, poderá utilizar elementos tridimensionais
presentes no contexto. Ex: oposições entre lápis, bonecos, etc.
- Se as respostas forem incorretas, tanto em nível de emissão como de
recepção, recomendamos recorrer às tarefas de discriminação visual da Prova
Específica de Percepção Visual, visando detectar uma possível interferência
desta área na realização de S.

2. Instrução específica para Ordenação de Figuras


Instrução: Solicitar a S que ordene as figuras na ordem que achar certo e
que conte uma história.
- A seqüência proposta é: “O menino e o coqueiro” para todas as faixas etárias.
- Sugere-se que E não interfira na ordenação das figuras nem no relato da
história.
- Caso o relato não seja compatível com a ordenação realizada por S, E poderá
ordenar as figuras e solicitar o relato.
- Caso haja compatibilidade entre a ordenação e o relato, com o
estabelecimento das relações temporais e causais, ainda que não seja aquela
esperada por E, o desempenho de S deve ser considerado adequado 1.
1. A avaliação do desempenho oral de S deverá orientar-se pela avaliação apresentada na
Prova A e B de Histórias.
IV – Avaliação geral

1. Registro
- Das eventuais respostas estratégicas utilizadas para respostas.
- Do nível em que a resposta se dá (emissão ou recepção).
Do nível em que se situa a dificuldade (emissão ou recepção oral ou da
percepção do objeto).

2. Organização do material registrado


- Por área em que se localiza a dificuldade: quantidade, espessura, cores, etc.
- Por tipo de desvio: desconhecimento do nome, substituição (grosso / largo),
etc.
- Pelo nível em que se situa o desvio: verbal ou perceptual.
- Por tipo de estratégia de respostas: gestos indicativos, representativos, etc.

3. Interpretação
Dado o objetivo desta prova, sua interpretação tende a isolar a área
responsável pelos desvios e estratégias (verbal: recepção e / ou emissão,
perceptual) que eventualmente possam ocorrer em outras tarefas onde essas
noções foram utilizadas, como por exemplo, na Prova de Ordens.

Avaliação específica para a tarefa de organização de figuras

1. Registro
- Da ordenação de figuras.
- Da realização de S a partir da ordenação feita.

2. Organização do material registrado


- pelo relacionamento entre as figuras: com estabelecimento de relações
temporais e causais, relação inadequada de relações entre as figuras (figuras
consideradas isoladamente). A partir disto, observa-se: a compatibilidade entre
a ordenação das figuras e o relato: compatibilidade entre ordenação e o
estabelecimento das relações temporais e causais (adequado) ou
incompatibilidade, não-seqüencialização das figuras e relato adequado (o que
deverá ser aceito), seqüencialização e relato inadequados.

3. Interpretação
As estratégias utilizadas mais freqüentemente para estabelecer relações
entre figuras se baseiam no uso de um elemento como ponto de partida, que
pode ser escolhido tanto pela sua presença em todas as figuras como pela sua
saliência perceptual e que é, em geral, um ser animado. É a escolha deste
ponto de partida que leva ao estabelecimento do foco narrativo, ou perspectiva
a partir da qual o relato será construído, e que levará à coerência e coesão
(não-fragmentação) de relato.
A interpretação vai se basear na verificação desse ponto de partida e,
conseqüentemente, na procura da estratégia usada por S no processo de
ordenação das figuras. Deverá ainda fundamentar-se na compatibilidade de
relato com a ordenação feita, a qual evidencia a capacidade de estabelecer
relações temporais e causais. Essa ordenação não deverá ser,
necessariamente, aquela esperada por E, que procurará estar aberto para
entender a capacidade que a criança tem de imaginar ou estabelecer relações
alternativas.

4. Dados da pesquisa prévia


1. As noções solicitadas são conhecidas por volta dos 5 anos em nível
de recepção e emissão, exceção feita a:
- Articulações (parte do corpo), maior / menor (tamanho); que são
conhecidos por volta dos 7 anos.
- Dimensões menores (fino – curto – baixo) são nomeados sob o
ponto de vista de tamanho, como pequeno, até aproximadamente 9 anos.

2. Nas tarefas de ordenação das figuras constatou-se que:


- Aos 3 anos de idade, não houve compatibilidade entre
ordenação das figuras e o relato, embora este último pudesse ter um conteúdo
adequado e algumas crianças consideraram as figuras isoladamente (vide
dados da pesquisa prévia da prova B de Histórias).
- Aos 5 anos, observou-se um desempenho compatível entre
organização das figuras e o relato ou história.
LISTA DE PALAVRAS

I – Objetivos da prova
- Avaliar a recepção e emissão de vocábulos em que estão representados os
fonemas do Português.
- Avaliar a recepção e emissão de seqüências fonológicas, em contextos
fonéticos diferentes.

II – Critérios de elaboração
- Foram elaboradas duas listas, sendo a primeira relacionada a extensão
vocabular e a segunda, ao traço distintivo de fonemas.
- A lista de extensão é composta por trinta vocábulos subdivididos em di, tri e
polissílabos. A lista foi elaborada com vocábulos paroxítonos, com
balanceamento das sílabas tônicas, abertas e fechadas e, ainda, houve uma
preocupação de ocorrência de todos os fonemas, tanto nas tônicas como nas
átonas.
- A lista de traços distintivos é composta por vocábulos di e trissílabos,
paroxítonos. Os fonemas visados são seguidos de a e i ou u e antecedidos por
a para controle do contexto fonético; e ainda, estão colocados em sílabas
tônicas, balanceadas em termos de abertas e fechadas.
- O balanceamento dos vocábulos das listas foi restringido em alguns aspectos
em função de limitações impostas pelo Português (como, por exemplo, a não
ocorrência do fonema vibrante simples inicial de vocábulos).

III – Normas de aplicação1


Instrução: Solicitar a S repetição das palavras que E falar.
- Apresentar os vocábulos em ritmo regular, sem entonação enfática e com
intensidade normal de voz.
- Apresentar a lista de extensão horizontalmente. Não há recomendação
especial para a de traços distintivos.
- Repetir o vocábulo uma vez, caso seja solicitado por S (o que será levado em
conta na avaliação).
- Dar os vocábulos procurando não favorecer apoio visual na emissão de E 2.

IV – Avaliação
1. Registro
- Das emissões de S.
- Das eventuais estratégicas utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


Do aspecto fonêmico
- Pelo tipo de desvio: distorções, substituições e / ou omissões.
- Pela natureza do desvio: traço distintivo de sonoridade, modo e zona de
articulação, extensão do vocábulo, ritmo vocabular, sílabas abertas e fechadas,
posição do fonema no vocábulo, etc.
- Pela consistência do desvio: se o desvio ocorre sistemática ou
assistematicamente quanto ao tipo e / ou natureza.

1. A prova deve ser gravada.


2. Este critério poderá não ser seguido quando a situação assim o exigir como, por
exemplo, no caso de deficiência auditiva.
- Pelo tipo de estratégia eventualmente utilizada para resposta: solicitação de
repetição, gestos, etc.
Das seqüências fonológicas
- Pelo tipo de desvio: reduções, extensões e /ou contaminações de sílabas
nos vocábulos, etc.
- Pela natureza do desvio: semelhança fonética, posição de sílaba no
vocábulo, etc.
Ex: cordilo / crocodilo, parato / prato, golila / gorila.
- Pela consistência do desvio: se os desvios ocorreram sistemática ou
assistematicamente quanto ao tipo e / ou natureza.
- Por tipo de estratégia eventualmente utilizada para resposta: solicitação de
repetição, gestos, etc.

3. Interpretação
Procurar-se-á verificar se há ou não integração dos sistemas analisados
e sua estabilidade, ou seja, procurar analisar se existe assistematicidade dos
desvios e levantar hipótese sobre as dificuldades subjacentes aos eventuais
desvios, as quais podem situar-se nas áreas perceptual auditiva e / ou
articulatória. A determinação destas dificuldades pode se fundamentar nos
critérios de elaboração das listas, como orientação para o levantamento de
hipóteses sobre a natureza dos desvios.
A consistência da interpretação pode ser reforçada pela análise
comparativa entre dados obtidos nesta prova e em outros contextos lingüísticos
(linguagem repetida, espontânea ou em leitura).
Caso seja necessário, E poderá reportar-se às listas sugeridas nas
Provas Específicas Fonética e Fonologia e / ou Percepção Auditiva.

4. Dados da pesquisa prévia


No que se relaciona ao aspecto fonêmico, constatou-se que:
- Nas crianças de 3 anos, a emissão dos fonemas com relação ao traço
distintivo zona de articulação e aos grupos consonantais ainda se apresentou
instável.
- Nas crianças de 4 anos, a emissão dos grupos consonantais ainda
permanecia instável.
- As crianças de 5 anos apresentaram o sistema fonêmico integrado e estável.
No que se refere ao aspecto fonológico, verificou-se que:
- As crianças por volta de 3 anos reproduziram adequadamente os vocábulos
das listas, com algumas distorções em vocábulos polissilábicos que
permaneceram até 5 - 6 anos.
MEMÓRIA AUDITIVA IMEDIATA

I – Objetivo da prova
- Avaliar a extensão da memória auditiva imediata para vocábulos e sentenças,
dada a sua importância para retenção e análise do material lingüístico.

II – Critérios de elaboração
Série de Vocábulos
- Foram organizadas séries de vocábulos de áreas semânticas diferentes e de
mesma área semântica, considerando-se que as relações semânticas entre
elementos são relevantes para a retenção.
- Foram elaboradas séries de três, quatro e cinco vocábulos (di, tri e
polissílabos), considerando-se significativo o número de sílabas por vocábulo e
o número de vocábulos por série.
- A seleção de vocábulos foi feita a partir de um vocábulo familiar às crianças
previamente testadas.
- As séries de vocábulos de áreas semânticas diferentes tiveram seus
elementos balanceados em termos de tonicidade (oxítonas e paroxítonas) e
quanto às sílabas tônicas abertas e fechadas. Nas séries de vocábulos de
mesma área semântica esse balanceamento não foi possível pela própria
restrição na escolha de vocábulos.
Série de Sentenças
- Foram organizadas seis séries com três sentenças cada uma.
- As séries variam quanto ao número de sílabas que determina sua extensão
(dez, catorze, vinte e duas, vinte e seis e trinta sílabas).
- As sentenças foram selecionadas dentre as acessíveis, do ponto de vista
lexical a sintático, às crianças da pesquisa prévia.
- As primeiras sentenças de cada série são simples, as segundas são
coordenadas e, as últimas, subordinadas.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a repetição dos vocábulos na ordem em que forem
apresentados, frisando que a repetição deve ser iniciada somente quando E
terminar de falar. A mesma instrução é dada na prova de sentenças.
- Para crianças de 3 a 6 anos, sugerimos iniciar pela série de três dissílabos e
sentenças com dez sílabas.
- Para crianças de 7 a 10 anos, a primeira série dada poderá ser de quatro
vocábulos dissílabos e sentenças com dezoito sílabas.
- De 11 anos em diante, E poderá iniciar com a s séries de cinco dissílabos e
sentenças de vinte e duas sílabas.
- A aplicação poderá prosseguir até que S não reproduza adequadamente duas
séries da mesma extensão vocabular, ou duas sentenças com mesmo número
de sílabas.
- Caso as séries iniciais não sejam reproduzidas, recomenda-se aplicar séries
de vocábulos e sentenças anteriores às propostas.
- Se for solicitado, E poderá repetir as séries uma vez.
- Sugerimos que E apresente as séries se vocábulos sem curva final
descendente, isto é, que apresente com entonação característica de séries ou
listas em que o último elemento da série não recebe entonação de
complemento e ainda que os intervalos entre os vocábulos não sejam longos
nem marcadamente diferentes entre si

IV – Avaliação
1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégicas utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado relativo às séries de vocábulos e das


sentenças
- Pela extensão das séries que foram respondidas adequadamente.
- Pelo tipo de desvio: omissão, substituição, inversão de vocábulos da série,
contaminação de vocábulos ou aglutinação entre vocábulos.
Ex: E: goiabada, papagaio, alfinete.
S: goiabada, papanete.
- Pela natureza do desvio: se os desvios são aleatórios, se há uma
regularidade do desvio na sua posição dentro da série ou da sentença, se o
desvio está associado a vocábulos propostos anteriormente, se a associação é
fonética, semântica, etc.
Ex: dedo, portão, cama, bolo / dedo, cartão, cama, bolo (desvio produzido por
associação fonética).
sofá, cabra, pingo / cadeira, cabra , pingo (desvio produzido por
associação semântica).
- Pela consistência do desvio: no caso em que S apresente tendência a um tipo
e / ou natureza de desvio (EX: tendência à omissão).
- Pelas estratégias eventualmente utilizadas para retenção: solicitação
freqüente de repetição das séries, uso de apoio articulatório, etc.

3. Interpretação
A interpretação desta prova visa a levantar o nível de retenção auditiva
de S. Na análise, devem ser consideradas as estratégias e / ou mecanismos
compensatórios utilizados por S para retenção do material lingüístico que
podem indicar dificuldades na área específica de memória ou em outras áreas,
como por exemplo, discriminação auditiva que poderá estar interferindo no
processo da retenção. A partir dessa análise, pode-se levantar hipóteses sobre
eventuais dificuldades que surgirem no decorrer da aplicação de outras provas,
como compreensão parcial ou alterada da linguagem.
Caso seja necessário, E poderá se reportar às séries sugeridas nas
Provas Específicas de Percepção Auditiva.

4. Dados da pesquisa prévia1


Vocábulos de áreas semânticas diferentes

3 anos: três vocábulos dissílabos e trissílabos


4 – 5 anos: quatro vocábulos dissílabos e trissílabos, três vocábulos
polissílabos
1. Os níveis de atuação, por faixa etária, fornecidos se baseiam nas tendências gerais das
respostas obtidas na pesquisa prévia.

6 – 14 anos: cinco vocábulos dissílabos e trissílabos, quatro vocábulos


polissílabos
15 – 18 anos: seis vocábulos dissílabos, trissílabos e polissílabos

Vocábulos de mesma área semântica


3 – 5 anos: três vocábulos dissílabos e trissílabos
6 – 7 anos: quatro vocábulos dissílabos e trissílabos, três vocábulos
polissílabos
8 – 15 anos: quatro vocábulos dissílabos, trissílabos e polissílabos
15 – 18 anos: cinco vocábulos dissílabos, trissílabos e polissílabos

Sentenças
3 anos: catorze sílabas
4 – 5 anos: dezoito sílabas
5 – 9 anos: vinte e duas sílabas
10 – 14 anos: vinte e seis sílabas
15 – 18 anos: trinta sílabas
ORDENS

I. Objetivo da prova
- Avaliar a compreensão e retenção de instruções verbais através do
cumprimento de ordens que exigem respostas motoras.

II. Critérios de elaboração


- Foram formuladas quatro ordens em quatro faixas etárias (de 3 a 4 anos, de 5
a 7 anos, de 8 a 10 anos e de 11 em diante).
- Os critérios utilizados para a elaboração de cada série foram: ordem 1 –
relações espaciais; ordens 2 – partes do corpo; ordens 3: relações temporais;
ordens 4 – solicitações incomuns, cujo objetivo é avaliar as estratégias de
compreensão de ordem que foge às expectativas de S.
As ordens que envolvem relações espaciais forma elaboradas segundo o
critério do grau de complexidade perceptual que lhe é atribuída na literatura
psicolingüística, a saber: precedência do eixo vertical sobre o horizontal
primário (frente / trás), deste sobre o horizontal secundário (lado), e direito
versus esquerdo.

III – Normas de aplicação


- Instrução: Solicitar a S que execute as ordens.
- Pedir a S que inicie a execução da ordem dada somente depois que E
terminar de falar.
- Explicar a S que deverá imaginar-se numa situação de faz-de-conta ou que os
elementos perdidos estivessem presentes no ambiente.
- Apresentar a ordem pausadamente.
- Repetir a ordem completa, isto é, não-seccionada.
- Caso as noções envolvidas nas ordens não sejam conhecidas (o que já deve
ter sido verificado na Prova de Noções Básicas), estas deverão ser eliminadas,
por serem pertinentes ao objetivo da prova.

IV – Avaliação
1. Registro
- Da execução total ou parcial da ordem.
- Das eventuais estratégicas utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Por tipo de desvio: não cumprimento da ordem, cumprimento parcial da
ordem, cumprimento alterado da ordem (omissão, inversão ou substituição de
partes da ordem).
- Por natureza do desvio: alterações inerentes às dificuldades com relações
temporais, espaciais, memória imediata falha, má discriminação auditiva, etc.
- Por consistência do desvio: se são sistemáticos ou não, quanto ao tipo e / ou
natureza.
- Por tipo de estratégia: solicitação de repetição, uso de apoio articulatório, etc.
3. Interpretação
A interpretação visa avaliar a retenção e compreensão de instruções
verbais. Levando-se em conta as alterações já levantadas em outras provas
(como lateralidade, retenção auditiva, etc.) os desvios da atuação de S devem
ser considerados também à luz de possíveis ações propostas e no limiar de
atenção de S.
Convém ressaltar que inibição e / ou dificuldades motoras podem ser
fatores determinantes da atuação de S e devem, portanto, ser levados em
conta na análise da prova.

4. Dados de pesquisa prévia


- As crianças de 3 a 4 anos apresentaram dificuldades no cumprimento de
ordens que envolviam relações espaciais temporais.
- As crianças de 5 anos em diante não apresentaram dificuldade no
cumprimento das ordens.
CATEGORIZAÇÃO

Objetivo Geral
- Avaliar a possibilidade de organizar e categorizar suas experiências.

A. PROVA DE CATEGORIZAÇÃO
I – Objetivo da prova
- Avaliar o trabalho de S no reconhecimento de traços e atributos relevantes
para a organização de áreas semânticas.

II – Critérios de elaboração
- Foram organizadas cinco séries de vocábulos em cinco níveis etários: 3 a 4
anos, 5 a 7 anos, 8 a 10 anos, 11 a 14 anos e de 15 anos em diante.
- Na série de 3 a 4 anos, os três primeiros grupos de vocábulos são
constituídos por três vocábulos a fim de reduzir a interferência de memória
auditiva imediata; as séries seguintes são constituídas por quatro vocábulos.
- As séries são constituídas por elementos de áreas diferentes ou por
vocábulos de mesma área, porém com atributos diferenciados, cuja relevância
pode variar de sujeito pata sujeito (ver exemplos).

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que procure, no grupo dado, a palavra que tenha
alguma característica diferente, justificando a escolha.
- sugere-se que seja dado como exemplo o grupo: porta, janela, maçã, parede,
em que o vocábulo diferente é facilmente detectável.
- Emitir os grupos de vocábulos pausadamente, sem ênfase em nenhum deles:
- Repetir o grupo se for solicitado por S, tantas vezes quanto necessário, a fim
de reduzir a interferência da memória auditiva imediata.
- Se reportar às séries das faixas etárias anteriores, caso haja dificuldade com
os grupos da faixa etária correspondente à idade cronológica de S.
- Em caso de repostas bizarras, dificuldade na elaboração da resposta ou da
justificativa, averiguar se os vocábulos fazem parte do repertório verbal de S.
- Não demonstrar surpresa diante de qualquer tipo de resposta.

IV – Avaliação
1. Registro
- Da maior ou menor facilidade de compreensão da tarefa.
- Das respostas de S e de suas justificativas.
- Das eventuais estratégias utilizadas nas respostas.

2. Organização do material registrado


- Por tipo de organização dada às classes e subclasses.
- Por tipo de desvios: respostas e / ou justificativas não aceitáveis, repostas
aceitáveis e justificativas não-aceitáveis ou ausência de justificativa.
- pela natureza do desvio: não compreensão da instrução, falha na
discriminação auditiva, desconhecimento do vocábulo, falha no processo de
categorização, etc.
Observação: Convém ressaltar que é difícil se determinar a aceitabilidade e
natureza de algumas respostas não esperadas e apenas a ocorrência delas
pode levar à suposição da eventual dificuldade subjacente.
Ex.:
1. E: mamão, banana, abacaxi, copo. (S = 10 anos).
S: Todos certos porque servem para comer.
(possível não compreensão da instrução, falha no processo de
categorização ou não retenção auditiva da série).
2. E: peixe, leão, elefante, girafa.
S: Garrafa porque não é bicho.
(provável falha de discriminação auditiva).
3. E: lancha, jangada, iate, navio.
S: jangada.
E: Por que?
S: Porque sim.
(possível desconhecimento do vocábulo).
- Pela consistência do desvio: se o desvio ocorre sistemática ou
assistematicamente, se a natureza do desvio é recorrente.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliação do desempenho de S no
reconhecimento de traços ou atributos relevantes para o reconhecimento e
organização de classes semânticas.
As respostas a serem analisadas deverão ser interpretadas através das
justificativas apresentadas e não da simples atribuição de acerto o erro, na
medida em que tais respostas podem, com freqüência, aparentemente violar as
categorizações que seriam as esperadas, mas que seriam adequadas à faixa
etária de S ou ligadas à estratégia que utiliza para classificar.
Ex.:
1. cardume, enxame, multidão, manada.
Sendo todos coletivos, o elemento diferenciado mais provável seria
multidão, por ser o único coletivo de seres humanos. Porém, várias respostas
seriam aceitáveis como: cardume por ser aquático, enxame porque voa,
manada por serem animais grandes.
2. E: papai, mamãe, sapato, irmão.
S: Papai porque os outros a gente tem e papai não tem.
(resposta dada por criança com pai desconhecido).
É importante a análise da recorrência de respostas incompatíveis com a
justificativa ou a ausência de justificativa como base para qualquer conclusão a
respeito da atividade classificatória de S.

4. Dados da pesquisa prévia


No que se refere aos processos de classificação ou categorização, os
dados da pesquisa prévia indicaram que:
- Todas as crianças conseguiram realizar a tarefa proposta.
- Todas as crianças de 3 a 7 anos, em geral, utilizaram como critério
classificatório a experiência particular que têm dos elementos mencionados, ao
contrário do adulto que tende a usar um critério mais amplo, que resulta da
generalização da sua experiência e da experiência da comunidade lingüística a
que pertence.
Ex.: E: janela, pão, arroz.
S: Pão e arroz combinam.
E: Por que?
S: Porque janela é de pular.
- Nessa mesma faixa etária, há dificuldade em seguir a instrução dada: as
respostas das crianças tendem a se concentrar na característica semântica dos
elementos da mesma área.
Ex: E: peteca, estrela, boneca.
S: peteca e boneca combinam.
E: Por que?
S: Porque estrela está no céu.
- A partir de 7 anos, as crianças tendem a usar critérios mais gerais de
classificação.
EX: E: avião, cachorro, navio, carro.
S: cachorro porque é bicho.

B. PROVA DE DEFINIÇÃO
I – Objetivos da prova
- Avaliar o desempenho de S em uma atividade metalingüística.
- Verificar como S analisa a linguagem na configuração de sua própria
experiência, isto é, a que aspectos ou atributos dessa experiência tende a dar
maior relevância.

II – Critérios de elaboração
- Os vocábulos apresentados são substantivos, já que outras classes
gramaticais são menos passíveis de definição.
- A seleção dos vocábulos teve como critério sua caracterização em: [+ ou –
humano], [+ ou – artefato], [+ ou – animado] e [+ ou – concreto], tendo em vista
a eliciação de respostas que permitissem avaliar como S lida com traços
semânticos de tipos diversos.
- Não houve divisão por faixa etária uma vez que o interesse é verificar, em
termos quantitativos e qualitativos, o desempenho de S com doze vocábulos
conhecidos e comumente utilizados na linguagem informal, independente da
idade cronológica e, na medida do possível, do nível sócio-cultural de S.
- Os vocábulos foram divididos em dois grupos (de 1ª. a 6ª. e de 7ª. a 12ª.)
sendo que, no segundo grupo, os traços semânticos do primeiro grupo se
repetem, porém, em vocábulos que tendem a levar S a definições mais
precisas (dados levantados na pesquisa prévia).
Ex: 1) passarinho; 7) pingüim; 2) copo; 8) xícara; etc.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que diga o que significam as palavras que serão
apresentadas.
- Dar o exemplo indicado na prova.
- Apresentar todos os elementos da lista.
- Evitar a presença de objetos ou referentes dos vocábulos propostos que
possam favorecer o uso de gestos indicativos ou dar pistas para as respostas.
- Para crianças menores que não respondem às solicitações e para Ss com
dificuldades acentuadas, dar pistas para respostas como: “Para que serve?”,
“Onde usa?”, etc.

 IV – Avaliação
1. Registro
- Das respostas dadas e das eventuais estratégias utilizadas.

2. Organização do material registrado


- Pelo número de atributos usados (Ex: categoria, função, forma, cor, etc.).
- Pelo tipo de atributo: essenciais e não-essenciais. Ex: passarinho – animal
que voa = essencial; passarinho – animal que voa, canta, pode ser de várias
cores, etc. em que os dois últimos são traços não-essenciais.
- Pela recorrência de traços, isto é, pela repetição de um traço não-essencial
em várias definições (Ex: lua – fica no céu, copo – fica no armário, nenê - fica
no berço, em que o atributo é muito freqüente).
- Pelo grau de dependência do contexto (Ex: xícara – é para lavar pincel).
- Por tipo de desvio: uso do radical do nome dado com variação de grau,
gênero ou número, respostas erradas, etc. (Ex: copo – é copinho).
- Pela natureza do desvio: desconhecimento do vocábulo ou falha na
discriminação auditiva (Ex: lua – é onde passa carro), etc.
- Pela consistência do desvio: se o desvio ocorre sistemática ou
assistematicamente, se há consistência no tipo de desvio.
- Por tipo de estratégia de resposta: solicitação de repetição e uso de gestos
para responder (Ex: E – O que é nuvem? S – [ aponta para o céu ]), uso de
vocábulo de significado genérico ou não-específico, como introdutor da
resposta (Ex: negócio, coisa, etc.).

3. Interpretação
A interpretação visa a detectar e avaliar como S analisa a linguagem, a
que atributos dá relevância, como ordena estes atributos, em que nível de
generalização ou especialização atua. Há uma grande variedade de respostas
que pode ser possível devendo a análise ser baseada no material organizado.
Assim, por exemplo:
S1: “Bola é um objeto esférico, geralmente usado para jogar, porém com
diversas outras utilidades”.
S2: “Bola é uma coisa redonda que serve para brincar”.
Nestes dois exemplos, observa-se o uso dos mesmos atributos (classe:
objeto e coisa; forma: esférica e redonda; função: jogar e brincar, que são
essenciais para a definição de bola). No primeiro exemplo, entretanto, além de
um léxico mais elaborado, há um grau maior de precisão (esférico), com
diferenças estilísticas de linguagem. O segundo tipo de definição pode surgir
em qualquer faixa etária ou nível sócio-cultural de S.
Como sugestão para a interpretação dos dados, o levantamento dos
atributos pode seguir o seguinte critério:
- categoria superior: bicho, animal, instrumento, coisa, objeto, homem, etc.
- função: voa, anda, roda, que serve para..., etc.
- lugar: no mar, na cozinha, etc.
- sinônimo: nenê é bebê.
- associação: nenê – chora; praia – barco, maiô, etc.
- elementos constituintes: praia – é areia e água.
- conteúdo: copo é água.
- forma: redondo, cilíndrico, etc.
- material: copo – é de vidro, plástico, etc.
- cor: verde, etc.
- tamanho: grande, pequeno, médio, etc.

4. Dados da pesquisa prévia


Os dados da pesquisa prévia indicaram que:
- O uso dos traços essenciais ocorre em todas as idades.
- Houve apenas o uso do léxico mais preciso nos Ss da última faixa etária.
- O grau de dependência do contexto foi inversamente proporcional à idade
cronológica:
Ex: E: O que é passarinho?
S1: “Que tem na minha casa”. (3 anos).
S2: “Aquilo que voa”. (5 anos).
S3: Um bicho que voa”. (7 anos).
Na atuação de Ss de até 5 anos forma encontradas definições com:
1. uso da preposição para introduzindo função.
Ex: S: “Lua prá de noite”.
2. inversão – continente por conteúdo.
Ex: S: “Xícara é o que se bebe”.
3. equivalência entre parte e todo (entre um elemento e o contexto a que
está associado).
Ex: S: “Dado é jogo”.
4. repetição do elemento solicitado ou circularidade.
Ex: S: “Bola é bola”.
Foram observadas três formas básicas de definições que parecem
indicar o desenvolvimento no processo lingüístico, pelo maior grau de precisão
da definição.
Ex: E: O que é garrafa?
S1: (3 a 4 anos) “Mamãe tem na cozinha”.
S2: (5 a 6 anos) “ Mamãe põe café”.
S3: (de 7 anos em diante) “Para se colocar líquido”.
REVERSIBILIDADE

I – Objetivo da prova
- Avaliar a atuação de S frente a situações passíveis de reversibilidade,
apresentadas através de estruturas lingüísticas.

II – Critérios de elaboração
- Foram representadas em figuras situações que podem se tornar reversíveis.
- Para cada figura foram elaboradas grupos de sentenças que eliciam a
operação de reversibilidade em nível de linguagem.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que aponte a figura correspondente à sentença dada.
- As sentenças devem ser emitidas com ritmo e intensidade normal de voz.
- Sugere-se que E repita a sentença caso haja solicitação.
- Recomenda-se evitar demonstração de surpresa ou perguntas como “É
esse?”, quando S apontar a figura, a fim de não induzir respostas corretas ou
incorretas.
- Sugere-se que E transfira a tarefa para material tridimensional quando sentir
necessidade, como por exemplo, com crianças muito pequenas ou com
problemas especiais, etc.

IV – Avaliação
1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de desvio: ausência de resposta, respostas apenas a algumas das
sentenças, respostas inadequadas, etc.
- Pela natureza do desvio: identificação do sujeito da passiva como agente,
considerar o objeto maior ou de maior saliência perceptual como ponto de
referência fixo (Ex: O gato está atrás da bola = A bola está atrás do gato).
- Pela consistência do desvio: se há consistência quanto ao tipo e / ou
natureza.
- Pelas estratégias eventualmente utilizadas para respostas: hesitações,
solicitação freqüente de repetição, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar a atuação de S, ao nível de recepção, de
estruturas lingüísticas que são apresentadas de forma a eliciar a operação de
reversibilidade. Estas estruturas são constituídas por elementos que envolvem
os conceitos de qualidade, tamanho, tempo, espaço e voz ativa e passiva do
verbo.
O desempenho de S nesta tarefa oferece, portanto, possibilidade de se
verificar sua capacidade de abstração ou descentração na medida em que
deve operar com pontos de vista ou perspectivas diversas de uma mesma
situação, pontos de vista estes que determinam estruturas lingüísticas diversas
quanto à morfossintaxe. O nível de abstração que esta tarefa exige está,
portanto, vinculado ao fato de que a percepção da figura ou material deve ser
subordinada à perspectiva criada pela estrutura lingüística, perspectiva esta
que pode ser oposta à usual. Assim, no caso da passiva, por exemplo, uma
ação é representada do ponto de vista do objeto e não do agente, que parece
ser sua perspectiva usual, dada a saliência desse papel semântico. Esta tarefa
não só envolve aspectos sintáticos e semânticos como também a memória
auditiva imediata, atenção, etc.
Assim sendo, é conveniente a análise comparativa desta prova com os
resultados obtidos nas outras tarefas do exame.

4. Dados da pesquisa prévia


- Nas crianças de 3 a 5-6 anos, observou-se tendência a respostas adequadas
nos primeiros grupos de sentenças de cada série. Com a mudança de ponto de
vista ou perspectiva das sentenças, as respostas geralmente foram
inadequadas.
- Nas crianças de 6-7 anos em diante, as respostas foram adequadas, porém,
com tendência a hesitações quando propostas as sentenças que envolviam a
mudança de perspectiva1.
1. As sentenças foram propostas da forma apresentada no exame, uma vez que quando
apresentadas com constantes mudanças de perspectiva houve dificuldade significativa nas
respostas em todas as faixas etárias.
COMPLEMENTAÇÃO DE SENTENÇAS1
I – Objetivo da prova
- Avaliar a capacidade de estabelecer relações sintático-semânticas entre
sentenças a partir de uma sentença e um conectivo dados.
- Avaliar a capacidade de estruturação no nível morfossintático, a partir da
sentença complementar produzida e de suas relações com a sentença dada.

II – Critérios de elaboração
- Foram organizadas cinco séries se sentenças com conjunções coordenativas
e subordinativas que introduzem relações de espaço, tempo, causa,
conseqüência, etc., para cinco faixas etárias (3 a 4 anos, 5 a 7 anos, 8 a 10
anos, 11 a 14 anos e 15 anos em diante).
- As séries se compõem de vinte sentenças, com exceção das séries
destinadas à faixa de 3 a 4 e de 5 a 7 anos, em que a criança parece dispor de
um menor número de conjunções.
- Algumas conjunções são apresentadas em duas sentenças de cada série.
- Conjunções utilizadas nas primeiras faixas etárias estão presentes também
no material destinado a outras faixas. Isto se deve por um lado ao fato de que
as relações por elas estabelecidas variam de complexidade no decorrer do
desenvolvimento da linguagem Ex.: A conjunção “e”, na criança pequena, é
usada basicamente para narrar (temporal).

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que complete a sentença dada.
- Sugere-se como exemplo:
“Eu não comi o abacaxi porque estava verde (gelado, ruim, etc.)”.
- Dar saliência perceptual ao conectivo, usando entonação de interrupção, isto
é, sem curva descendente final, deixando assim um espaço virtual para o
complemento da sentença.
- Utilizar as séries correspondentes às faixas etárias anteriores casa S não
responda até a décima sentença da série correspondente à sua idade
cronológica.
- Não demonstrar surpresa diante de qualquer tipo de resposta.

IV – Avaliação
1. Registro
- Das respostas corretas e incorretas.
- Da maior ou menor facilidade de compreensão da tarefa.
- Da maior ou menor fluência de respostas.
- Das eventuais estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Por tipo de desvio: correção parcial, como por exemplo, adequação no que
diz respeito ao conectivo e à falha na concordância verbal; inadequação no que
diz respeito ao conectivo e construção incorreta da sentença complementar.

1. Dentre as várias tarefas, esta é a única prova cujo objetivo específico é a avaliação da área
sintática, uma vez que esta deve ser analisada em todas as outras tarefas, exceção feita à
prova de Memória Imediata e à Lista de Palavras.
- Por natureza do desvio: falha na complementação em função da conjunção,
em função de não compreensão da sentença inicial, na concordância nominal e
/ ou verbal, etc.
- Pela consistência do desvio: se o desvio ocorre sistemática ou
assistematicamente, se é recorrente quanto à sua natureza, se incide sobre
coordenadas ou sobre subordinadas, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar o desempenho de S ao nível
morfossintático-semântico. A análise das respostas deve conduzir à definição
da área de maior dificuldade para S. A saber, na medida em que completar
uma sentença equivale a construir uma outra cujos elementos lexicais,
morfológicos e sintáticos são pré-determinados pela estrutura da sentença
dada, pode-se também avaliar os processos de anáfora (supressão e
pronominalização), de concordância verbal (modo e tempo) no nível da relação
entre as duas sentenças.
Convém ressaltar que deve ser feita uma análise comparativa dos
resultados desta prova com outras que permitam a análise desta área.

4. Dados da pesquisa prévia


De 3 a 9 anos, as crianças:
- Substituíram a conjunção, provavelmente não conhecida, por outra,
aparentemente em função de elementos semânticos da primeira sentença.
Ex.: (3 anos)
E: Só vou acabar a lição se...
S: quando meu pai voltar.
(9 anos)
E: Você pode me procurar na vizinha caso...
S: se você quiser.
- Apresentaram dificuldades no emprego do modo subjuntivo que é requerido
por certas conjunções.
Ex.: (3 anos)
E: Eu vou dormir quando...
S: meu pai vim.
(9 anos)
E: Eu vou à festa com você embora...
S: terei que voltar às 8:00.
HISTÓRIA1
I – Objetivo da prova
Avaliar o desempenho de S na elaboração de discurso narrativo, isto é, em
uma atividade lingüística em que seu interlocutor, embora presente, não tem a
mesma função concreta e explícita de colaborador como na construção
conjunta que é o diálogo.

II – Objetivos específicos a cada prova

Prova A – Elaboração de História a partir de Estímulo Visual


- Avaliar o desempenho de S na elaboração de discurso narrativo diante da
representação visual de uma situação.

Prova B – Elaboração de História a partir de Estímulos Visuais em Seqüência


- Avaliar a capacidade de S para a ordenação de figuras a partir de relações
estabelecidas entre eventos e entre entidades.
- Avaliar o desempenho de S na elaboração de discurso narrativo a partir da
exposição a estímulos visuais em seqüência.

Prova C – Reprodução de História


- Avaliar o desempenho de S na reelaboração de discurso narrativo
previamente apresentado.

II – Critérios de elaboração
Prova A
- É proposta uma figura – “A Mala e o Guarda-Chuva”.

Prova B
- Foi composta uma história-base com oito figuras “O pescador”.
- O número de figuras utilizadas varia em função da faixa etária de S: para 3
anos – figuras números 3, 4 e 5; de 5 a 7 anos – figuras números 2, 3, 5 e 6; de
8 a 10 anos – figuras números 2, 3, 5, 6, 7 e 8; de 11 anos em diante – oito
figuras.
- A retirada de cartelas da história-base possibilita a composição de histórias
específicas para cada faixa de idade, com diminuição do número de
personagens e de eventos.

Prova C
- Foram elaboradas três narrativas com o mesmo conteúdo básico, para três
faixas de idade (3 a 7 anos, 8 a 13 anos e 14 em diante).
- As narrativas diferenciam-se quanto ao léxico, número de elementos
secundários e extensão das sentenças e do discurso.
1. As provas de Elaboração de História a partir de Estímulo Visual, Elaboração de História a
partir de estímulos Visuais em Seqüência e reprodução de História envolvem ações que se
relacionam por vínculos temporais e causais, a obrigatoriedade de utilização de mecanismos
de coesão e coerência intersentenciais, além de ser exigido de S um material lingüístico mais
extenso. Diante disso, optou-se por uma organização de material e interpretação diversa da
apresentada anteriormente.
- As histórias foram redigidas levando-se em conta o falar e a prosódia
utilizados normalmente ao se contar histórias.
- Foram elaboradas cinco perguntas para a observação da compreensão de S
sobre o material apresentado.

III – Normas de aplicação

Prova A

Instrução: Solicitar a S que invente uma história a partir da figura apresentada.

Prova B

Instrução: Solicitar a S que ordene e invente uma história a partir dos


elementos dados.

Prova C

Instrução: Solicitar a S que ouça atentamente a história e depois a conte com


suas próprias palavras.
- Sugere-se a E que não bloqueie a elaboração e sim procure estimula-la. E
poderá direcionar a narrativa a partir da retomada de algum elemento utilizado
por S. Por volta dos 6 anos, em geral, esta eliciação deixa de ser necessária.
- Nas provas A e B, caso S utilize outra forma de discurso que não a narrativa,
após sua realização, E poderá tentar favorecer o aparecimento de uma forma
narrativa através de perguntas como: - “ O que você acha que está
acontecendo?”, “Por que?”, etc.
- Na prova B, E poderá solicitar a S que conte a história, ainda que a
ordenação não tenha sido a esperada.
- E poderá reorganizar as figuras caso a ordenação feita por S não possibilite o
estabelecimento de relações temporais e causais entre eventos. E deverá
aceitar, porém, que a imaginação de S crie relações temporais que, para ela,
podem ser bizarras.
- Na prova C, as histórias deverão ser lidas com a entonação normalmente
utilizada ao se contar história, tendo-se em mente que a prosódia deve ser
adequada à faixa etária de S.
- Sugere-se que E utilize perguntas para orientação quando não houver
reelaboração espontânea. Ex: “Eu contei a história de quem?”, “O que
aconteceu?” Etc.
- Sugere-se que E reporte à história de faixa etária anterior quando S
apresentar dificuldades no cumprimento da tarefa.
- As perguntas que visam à avaliação mais objetiva da compreensão deverão
ser formuladas em qualquer hipótese.
IV – Avaliação2

1. Registro
- Da transcrição da gravação.

2. Gravar a produção oral de S.


- De todo comportamento não verbal de S (mímica corporal e facial).
- Da ordenação das figuras na Prova B.

2. Organização do material registrado

Provas A e B

- Pela utilização dos elementos visualmente representados: qual ou quais os


elementos de maior saliência perceptual para S, quais elementos não
valorizados (reduções R), se houve elementos acrescentados (acréscimos =
A), ou transformados (transformações = T). Essas informações devem ser
extraídas da análise da narrativa de S.

Prova B

- Idem à Prova Noções Básicas (avaliação específica para tarefas de


Ordenação de figuras).

Provas A, B e C

Ao nível do discurso – macro-estrutura (relações intersentenciais da narrativa).


Pela mímica corporal e facial como estratégia de identificação do referente
(personagem, objeto, etc.) como apontar, mostrar objeto semelhante, etc., de
representação de ação e reação do personagem ou do narrador, etc.
Pela prosódia: ritmo e entonação.
Exs. de desvios: acentuada hesitação e / ou pausa, etc.
Pela facilidade de iniciar a elaboração ou reelaboração.
Pela organização do material lingüístico:
- coerência da narrativa: manutenção do tema, estabelecimento dos vínculos
temporais e causais;
- mecanismos de coesão: supressão ou pronominalização de elemento já
mencionado, uso de conectivo ou entonação para exprimir relações entre
eventos, etc.
Exs. de desvios: falhas na expressão de relações entre ações por seus
vínculos temporais e causais (seqüência de eventos), fragmentação do relato
por falta de coesão, etc.
Pelos recursos lingüísticos utilizados:
- reduções: o que foi reduzido – fatos, elementos essenciais, elementos
secundários;
- acréscimos: o que foi acrescentado – fatos, elementos secundários (com
possibilidade de serem decorrentes de associação com sua própria
experiência), introdução de elementos de histórias conhecidas, atribuições de
funções essenciais a elementos acrescentados na narrativa, etc.
- transformações – dos fatos, elementos essenciais e secundários (EX.:
transformações de um elemento secundário em essencial, etc.), da seqüência
de eventos (vínculos temporais e causais);
- compreensão da história: a partir da comparação da narrativa de S com a de
E, com base na análise dos dados acima (na Prova C);
- coerência da narrativa: manutenção do tema, seqüencialização através dos
vínculos temporais e causais;
- mecanismos de coesão: supressão ou pronominalização de elementos
anteriormente mencionados, uso de relativas, etc.
Exs.: relações inadequadas entre eventos, falta de coesão, etc.

Ao nível da semântica – Micro-estrutura


Pelo tipo de sentença: estruturas simples, coordenadas e /ou subordinadas.
Pela estruturação sintático-semântico: utilização do sujeito, predicado, etc.
Pela concordância: nomimal e verbal.
Exs.: falhas na concordância, omissão ou utilização inadequada de conectivos
(preposições, conjunções, etc.).

Ao nível do vocábulo
Pela utilização dos morfemas: nominal (gênero, número e grau), verbal (tempo,
pessoa).
Pela observação do léxico: nomes, adjetivos, verbos, conectivos, etc.
Exs.: falha na flexão verbal, nominal, etc.

3. Interpretação

Prova A

A interpretação visa a avaliar a narrativa de S a partir de estímulo visual,


levando em conta o que é partilhado ou conhecido por E e por S. Em função
disso, S, no papel de narrador, pode levar em consideração esse conhecimento
partilhado por seu interlocutor E (interlocutor empírico).

Prova B

A interpretação visa a avaliar a narrativa de S eliciada por estímulos


visuais e a ordenação destes a partir das relações estabelecidas entre eventos
e estados (seqüência temporal e causal) e entre entidades (animados e
inanimados).

Prova C

A interpretação visa a avaliar a reelaboração de uma narrativa, isto é, do


material lingüístico previamente fornecido. Para esta avaliação, é fundamental
que, na análise de todos os dados, se leve em conta a relação obrigatória entre
o texto de E e o texto de S. Esse tipo de análise é fundamental na medida em
que esta é a situação do exame que permite mais objetivamente a verificação
de como S opera sobre o discurso de seu interlocutor. Esta operação sobre o
enunciado do interlocutor é a operação básica da maioria das crianças e
adultos, cuja atividade mais freqüente é o diálogo oral. Ressalta-se ainda que
se deve levar em conta até mesmo o diálogo de E com S sobre a histórias, o
que pode ir, inclusive, além do próprio texto.
O que se procura avaliar no desempenho de S na elaboração do
discurso narrativo, isto é, em uma atividade lingüística em que seu interlocutor,
embora presente, não tem a mesma função concreta e explícita de colaborador
como ocorre no diálogo, é a utilização que S faz de recursos morfossintáticos e
semânticos para representar tanto situações e episódios, como os processos
de compreensão do interlocutor a quem a narrativa se destina. Assim, para a
avaliação destas provas, deve-se considerar que, para elaborar uma narrativa,
S deve selecionar, dentre os elementos da (s) figura (s) ou do texto narrado
(Prova C), aquele ou aqueles a partir dos quais a história será narrada, ou
melhor, que constituirá o foco narrativo. A organização e interpretação do
material lingüística devem levar em conta:
- os critérios que S possa ter usado na seleção desses elementos: saliência
perceptual, presença em mais de uma figura, etc. Note-se que na
representação visual, já existe um foco narrativo que, em geral, coincide com o
personagem principal, apresentado em primeiro plano. Daí a necessidade de
verificar se a narrativa de S assume esse foco narrativo visualmente
representado ou não;
- a manutenção do mesmo foco narrativo no decorrer da narrativa;
- a utilização de recursos lingüísticos que permitem mudar o foco, sem
prejudicar a inteligibilidade da narrativa;
- as relações que S estabelece entre os elementos centrais da narrativa e os
demais elementos representados na figura ou no texto;
- a manutenção dessas relações no decorrer das narrativas, da qual depende
sua coerência;
- a compatibilidade entre relações e o que está visualmente representado ou o
que foi narrado;
- o desenvolvimento da narrativa em um sentido progressivo ou circular;
- os recursos lingüísticos utilizados para dar coesão ao discurso, os quais
garantem a identificação pelo interlocutor de um elemento já referido.
Ainda que o respeito à realização de S e à coerência do discurso seja o
ponto de partida para a interpretação, a análise micro-estrutural, isto é, de cada
sentença, também é relevante. Salienta-se ainda, a importância da análise
comparativa entre as realizações das diversas provas na medida que os
estímulos eliciadores da narrativa são diferentes 3.

4. Dados da Pesquisa Prévia

Provas A e B

- Nas crianças de 3 a 5-6 anos, observaram-se três tendências básicas sendo a


primeira mais freqüente: 1) descrição de elementos da figura e das ações, com
coesão e sem vínculos temporais e causais; 2) estabelecimento do foco
narrativo para elaboração da história resumida mantendo coerência (com
vínculos temporais e causais) e coesão; 3) estabelecimento do foco narrativo
com introdução de experiências ou histórias de ficção, porém com uma
estrutura circular e dificuldades de coesão e coerência. As sentenças foram
simples ou coordenadas (agente, ação, objeto), com pausas e hesitações
esporádicas e dificuldades na concordância e flexão verbal.
- Nas crianças de 7 anos em diante, a tendência foi a descrição dos elementos
da figura e das ações com coesão e sem vínculo temporal e causal, o que faz
supor que, nesta faixa etária, a presença de uma única figura está associada
ao discurso descritivo.

3. A interpretação do discurso narrativo acima exposta bem como a análise através de


reduções, acréscimos e transformações (RAT) que S opera sobre os estímulos orais ou visuais
recebidos, se baseou em uma abordagem proposta pela Dra. Claúdia Gumarães de Lemos.
- A partir dos 9 anos, as narrativas forma obtidas através de perguntas
relacionadas à experiências de S. Apresentaram coerência, coesão e menor
grau de circularidade. Do ponto de vista macro-estrutural, houve maior número
de sentenças subordinadas embora com hesitações que ocorrem normalmente
em início de construções complexas, em especial subordinadas. Houve menor
número de ocorrência de desvios morfossintáticos.

Prova B

Sob o aspecto da ordenação de figuras:


- Nas crianças de 3 a 4 anos, observaram-se duas tendências básicas: 1)
tomar cada figura isoladamente sem estabelecer vínculos temporais ou
causais, ou ainda 2) não compatibilidade entre ordenação das figuras e o
relato, apesar deste último poder ter conteúdo adequado.
- Nas crianças a partir de 5 anos, observou-se compatibilidade entre a
organização das figuras e o relato ou história.

Prova C

Nas crianças de 3 a 7 anos, observaram-se três tendências de realização:


1) reelaboração em forma resumida, mantendo o fato central e poucos
elementos secundários, coerência e preservação da coesão, ocorrendo, porém,
estruturas circulares; 2) reelaboração com manutenção do fato central e
inserção de elementos secundários relacionados à experiência pessoal e
histórias conhecidas, mas com maior dificuldade na manutenção da coerência
e tendência a estruturas circulares ou, 3) apreensão de um ou mais elementos
secundários para a construção de uma nova história, normalmente relacionada
a histórias conhecidas e com coesão precária e tendência a estruturas
circulares. Do ponto de vista intra-setencial, as sentenças foram simples e / ou
coordenadas na sua maioria do tipo agente-ação-objeto, com pausas e
hesitações esporádicas, dificuldade na concordância e flexão verbal.
- Nas crianças de 8 anos em diante, a tendência foi a reelaboração em forma
resumida, mantendo fatos centrais e secundários relevantes, bem como a
coesão, menor tendência a circularidade e, portanto, maior progressão. Notam-
se, do ponto de vista macro-estrutural, momentos de subordinação e redução
do número de dificuldades de concordância e flexão, embora persistam
hesitações que, como já foi citado, são esperadas e precedem construções
complexas.
COMUNICAÇÃO ORAL

Nome: ...................................................................................................................
Data de nascimento: .............................................................................................
Escolaridade: ........................................ Escola: ..................................................
Nome da aplicadora: .............................................................................................

I – Prova Auxiliar – Contexto Pessoal


O contato será feito através de perguntas do tipo:
Você sabe como eu chamo?
Você sabe o que você veio fazer aqui?
Qual é o seu nome?
Quantos anos você tem?
Que dia você nasceu (mês, ano)?
Quantos irmãos você tem?
Quantos anos têm seus irmãos? São mais velhos (mais novos)?
Como se chama sua mãe (seu pai, seus irmãos)?
Em que escola você está (em que série)?
A que horas você vai à escola?
É de manhã (à tarde)?
É antes ou depois do almoço?
O que você faz durante o dia?
Você tem amigos? Como chamam seus melhores amigos? Qual a idade deles?
São mais novos (mais velhos)?
Onde você mora? Qual o número do telefone? Você mora em casa ou
apartamento?
Você gosta de TV? Qual o programa que você gosta mais? Que canal você
gosta mais?
Onde você passa seu fim de semana? E as férias? Com quem você vai?

II – Provas Auxiliares – Noções Básicas

Instrução: Solicitar a nomeação das figuras indicadas. Caso necessário


examinar a recepção.
Obs.: Pode-se também criar situações que requeiram o aparecimento das
noções.
Legenda: R + Recepção; E = Emissão.

A. Cor
R. E. R. E.
preto branco
amarelo claro marrom
rosa roxo
verde escuro amarelo escuro
azul claro vermelho
verde claro azul claro

B. Forma
R. E. R. E. R. E.

R. E. R. E. R. E.

C. Partes do corpo
R. E. R. E. R. E.
cabeça língua dedo
cabelo dente unha
testa queixo peito
olho pescoço cintura
pálpebra nuca barriga
sobrancelha costas perna
nariz ombro coxa
orelha braço joelho
boca cotovelo pé
bochecha mão tornozelo
lábio pulso calcanhar

D. Lateralidade
R. E. R. E.
em si no outro
direita direita
esquerda esquerda

E. Posição no espaço
R. E. R. E.
em cima atrás
embaixo frente
dentro lado
fora

F. Tamanho
R. E. R. E.
maior pequeno
menor médio
grande
G. Distância
R. E.
longe
perto

H. Quantidade
R. E. R. E.
mais muito
menos pouco

I. Espessura
R. E.
fino
grosso

J. Altura
R. E.
alto
baixo

L. Comprimento
R. E.
curto
comprido

M. Igual – Diferente
R. E.
igual
diferente

N. Ordenação de Figuras

III – Lista de Palavras


Instrução: Solicitar a repetição das palavras.
A. Variável Extensão
Dissílabos Trissílabos Polissílabos
gelo carreta dorminhoco
vaso baderna fabuloso
ponta janela magistério
cera molhando enxurrada
farda travessa maravilha
mosca floresta principesco
bicho bagunça pernilongo
filtro fidalgo sobressalto
ninho desenho oculista
genro vexame encoberto

B. Variável Traço distintivo


chave pilha vara
fachada sapato salada
sino bico rabo
batalha cabala baralho
barra ficha sala
pacato manada pagem
massa mico quilo
zupa nave chita
lago safado rija
tapa ninho garrafa
vinho lhama cajado
zara caça vasado
palhaço chamava limo
badalo cavalo faca
guisa gira lanhado
data gado digo
jarra tifo bagagem
massacre
Grupos com /r/ Grupos com /l/
frade clima
frite Atlanta
grito blusa
sagrado flite
prima tablado
braço blague
crime pluma
lacrado aclama
briga placa
traça gluten
drible classe
afraca aplaca
tribo flauta
praga gládio
quadrado aflato
crase aglaia
draga
batráquio
graxa
apraza

IV – Memória Auditiva Imediata


A. Vocábulos de áreas semântica diferentes

Instrução: solicitar a repetição dos vocábulos na ordem em que forem


apresentados e frisar que a repetição deve ser iniciada apenas quando as
séries forem dadas completamente.
Ex: lápis, mesa, cadeira – pede-se para a criança repetir.

Dissílabos

3 vocábulos

café, lobo, vista


sofá, cabra, pingo

4 vocábulos

papel, festa, tatu, lápis


dedo, portão, conta, boné

5 vocábulos

fogão, berço, chave, livro, cipó


claro, anel, sapé, folha, pente

Trissílabos

3 vocábulos

melado, filhote, cafezal


bandeja, caderno, caracol

4 vocábulos

cobertor, relógio, dentista, urubu


jacaré, girassol, borracha, valente

5 vocábulos

exemplo, barriga, vencedor, dominó, cabelo


aberto, tontura, saudade, chaminé, ideal

Polissílabos

3 vocábulos

chocolate, colorido, abacaxi


goiabada, papagaio, espremedor

4 vocábulos

aspirador, elefante, decoração, pirulito


almofada, definição, gigantesco, ventilador

5 vocábulos

margarida, caderneta, operação, comprimento, horizontal


combinação, apontador, canivete, astronauta, sabonete

B. Vocábulos de áreas semânticas iguais

Dissílabos

3 vocábulos

calça, blusa, meia


preto, verde, branco

4 vocábulos

barco, navio, carro, moto


dente, nariz, olho, boca

5 vocábulos

amor, medo, paixão, sonho, pensar


garfo, copo, prato, colher, bule

Trissílabos

3 vocábulos

travessa, panela, peneira


cachorro, jumento, macaco

4 vocábulos

banana, amora, laranja, morango


natação, futebol, basquete, caratê

5 vocábulos

sapato, camisa, gravata, casaco, pijama


banheira, cortina, tapete, armário, cadeira

Polissílabos

3 vocábulos

marinheiro, aviador, mecânico


filmadora, televisão, computador

4 vocábulos

capacete, exército, espingarda, uniforme


lamparina, semáforo, luminária, farolete

5 vocábulos
centrífuga, geladeira, secadora, despertador, batedeira
hipopótamo, rinoceronte, lagartixa, crocodilo, centopéia

C. Sentenças

Instrução: Solicitar a repetição da sentença e frisar que deve ser iniciada


somente quando a sentença for completada.
Ex: Nós fomos passear com Lúcia – pede-se para a criança repetir.

10 sílabas

1. Ontem fomos ao circo com mamãe.


2. Eu fui passear e comprei doces.
3. Fiz a lição que a tia mandou.

14 sílabas

1. A cadeira branca está perto da cozinha.


2. Os gatos são bichos limpos e eu gosta deles.
3. As borboletas que eu vi eram coloridas.

18 sílabas

1. Na minha rua tem uma casa branca com jardim florido.


2. Fui com mamãe comprar sapatos, mas não achei nenhum
bonito.
3. Nós fomos ao cinema ver aquele filme que você gostou.

22 sílabas

1. A velhinha foi ao aeroporto comprar passagem para a


Espanha.
2. Eu estudo muito e por isso sempre passo de ano com notas
boas.
3. No verão, mamãe vai ao clube todos os dias e gosta de
almoçar lá.

26 sílabas

1. Os bombeiros apagam o fogo usando escadas muito altas e


mangueiras grandes.
2. Os astronautas têm que ter ótima saúde e estar sempre com
muita disposição.
3. O aluno estudioso geralmente tira notas boas e fica satisfeito.

30 sílabas

1. Naquela noite, o corajoso motorista estava com medo de ficar


perdido na cidade.
2. Os ventiladores são aparelhos úteis e são bastante procurados
na época de calor.
3. Os cientistas são homens que se dedicam ao estudo de
diferentes áreas das ciências.

V – Ordens

Instrução: Solicitar a S que execute as ordens e frisar que a execução


deve ser iniciada apenas quando forem dadas completamente. Explicar a S
que deve fazer de conta que todas as coisas mencionadas estão na sala.
Ex: Bebe água e bate palmas – A criança deve executar e se necessário E
demonstrará.

De 3 a 4 anos

1. Dá um passo para frente e um para trás.


2. Levanta uma mão e põe a outra no nariz.
3. Bate o pé no chão, depois põe a caneta embaixo da mesa.
4. Anda como um gatinho e dá um abraço na cadeira.

De 5 a 7 anos

1. Dá um passo para frente, um para o lado e depois um para trás.


2. Levanta uma mão, bate três vezes o pé no chão e põe a outra mão
no queixo.
3. Levanta os braços e bate palmas, e depois põe a caneta embaixo da
mesa.
4. Pula como um sapinho, dá um cigarro para o caderno e voa.
De 8 a 10 anos

1. Pega o sabonete que está em cima do armário e abre a torneira da


pia que está a dois passos a sua direita.
2. Levanta um ombro, põe a mão no joelho e enclina a cabeça para
frente.
3. Antes de piscar um olho, acende a luz e desenha um círculo com o
pé.
4. Depois de pendurar um quadro na parede, rema um barco e se
abrace.

De 11 anos em diante

1. Serve o que está em cima da bandeja para a visita que está a dois
passos à sua direita e para a outra que está três passos à sua
esquerda.
2. Toca o lado direito das costas com a mão esquerda, vira para a
direita e levanta o pé esquerdo.
3. Antes de ficar agachado, põe uma borracha sobre a cadeira e
desenha um X com o pé.
4. Anda sobre ovos, depois solta um papagaio segurando um régua
debaixo do braço.

VI – Categorização

A – Prova de Categorização

Instrução: Solicitar, no grupo dado, a procura da palavra que tenha alguma


característica diferente e que S justifique a escolha.
Ex: E: porta – janela – parede – maçã
S: Maçã não combina porque é fruta e as outras são partes de uma casa.

De 3 a 4 anos

1. peteca – estrela – boneca


2. quadro – blusa – calça
3. janela – pão – arroz
4. mamãe – sapato – papai – irmão
5. mamão – banana – abacaxi – copo

De 5 a 7 anos

1. caderno – borracha – professor – livro


2. avião – cachorro – navio – carro
3. quarto – sala – cozinha – cortina
4. peixe – leão – elefante – girafa
5. areia – pedra – papel – terra

De 8 a 10 anos
1. helicóptero – avião – foguete – asa delta
2. cigarro – isqueiro – cachimbo – charuto
3. limão – laranja – maçã – mexerica
4. lancha – submarino – iate – navio
5. ouro – plástico – diamante – prata

De 11 a 14 anos

1. basquete – tênis – pólo aquático – vôlei


2. carta – jornal – rádio – televisão
3. falar – cantarolar – sussurrar – murmurar
4. escorregar – tombar – escalar – deslisar
5. alegria – gargalhada – felicidade – contentamento

De 15 anos em diante

1. piscina – lago – ilha – represa


2. pintura – tapeçaria – gravura – desenho
3. cardume – enxame – multidão – manada
4. física – matemática – química – ciências sociais
5. cinema – teatro – vídeo – circo

B – Prova de Definições

Instrução: Solicitar que S diga o que significam as palavras apresentadas.


Ex: uva – é uma fruta pequena, que nasce em cacho, pode ser verde ou rosa e
é redonda.

1. passarinho
2. copo
3. bola
4. praia
5. lua
6. nenê
7. pinguim
8. xícara
9. dado
10. montanha
11. nuvem
12. primo

VII – Reversibilidade

Instrução: Solicitar a S que aponte a figura correspondente à sentença dada.


Ex: 1. Na cama tem mais livros do que no chão.
2. Na cama tem menos livros do que no chão.
3. No chão tem menos livro do que na cama.
4. No chão tem mais livros do que na cama.
A. Espaço

a. O caminhão

1. O carro está na frente do caminhão.


2. O carro está embaixo do caminhão.
3. O carro está atrás do caminhão.
4. O carro está dentro do caminhão.
5. O carro está do lado do caminhão.
6. O carro está em cima do caminhão.
7. O caminhão está atrás do carro.
8. O caminhão está em cima do carro.
9. O caminhão está na frente do carro.
10. O caminhão está embaixo do carro.
11. O caminhão está do lado do carro.
b. O gato

1. O gato está em cima da bola.


2. O gato está na frente da bola.
3. O gato está do lado da bola.
4. O gato está dentro da bola.
5. O gato está embaixo da bola.
6. O gato está atrás da bola.
7. A bola está embaixo do gato.
8. A bola está atrás do gato.
9. A bola está do lado do gato.
10. A bola está em cima do gato.
11. A bola está na frente do gato.

B. Tamanho

a. A mesa

1. A mesa é maior do que a cadeira.


2. A mesa é menor do que a cadeira.
3. A cadeira é menor do que a mesa.
4. A cadeira é maior do que a mesa.

b. O menino

1. O menino é menor do que a menina.


2. O menino é maior do que a menina.
3. A menina é menor do que o menino.
4. A menina é maior do que o menino.

C. Voz Ativa e Passiva

a. O cavalo
1. O menino está empurrando o cavalo.
2. O menino está sendo empurrado pelo cavalo.
3. O cavalo está sendo empurrado pelo menino.
4. O cavalo está empurrando o menino.

b. A menina

1, A menina está penteando a mãe.


2. A menina está sendo penteada pela mãe.
3. A mãe está penteando a menina.
4. A mãe está sendo penteada pela menina.

D. Quantidade

a. Os patos

1. No lago tem mais patos do que na grama.


2. No lago tem menos patos do que na grama.
3. No lago tem tantos patos quantos na grama.
4. Na grama tem tantos patos quantos no lago.
5. Na grama tem mais patos do que no lago.
6. Na grama tem menos patos do que no lago.

b. As bolas

1. Na mão do menino tem tantas bolas quantas no ar.


2. Na mão do menino tem mais bolas do que no ar.
3. Na mão do menino tem menos bolas do que no ar.
4. No ar tem mais bolas do que na mão do menino.
5. No ar tem tantas bolas quantas na mão do menino.
6. No ar tem menos bolas do que na mão do menino.

E. Tempo

a. A lição

1. O menino faz a lição depois de brincar.


2. O menino faz a lição antes de brincar.
3. O menino brinca antes de fazer a lição.
4. O menino brinca depois de fazer a lição.

b. O banho

1. O menino escova os dentes antes de tomar banho.


2. O menino escova os dentes depois de tomar banho.
3. O menino toma banho antes de escovar os dentes.
4. O menino toma banho depois de escovar os dentes.

VIII – Complementação de Sentenças


Instrução: Solicitar a complementação da sentença dada.
Ex: Eu não comi o abacaxi porque estava verde (gelado, ruim, etc.).

De 3 a 4 anos

1. A moça deixou o livro na mesa e ...............................................................


2. Vou por uma calça azul ou .........................................................................
3. A professora ficou contente porque ...........................................................
4. Cláudio quis fazer a lição mas ...................................................................
5. Eu vou brincar de bola até .........................................................................
6. Eu fui a sua casa para ...............................................................................
7. Eu vou tomar um sorvete ou ......................................................................
8. Eu esqueci a torneira aberta e ...................................................................
9. Ela chorou porque ......................................................................................
10. Eu quebrei a boneca mas .........................................................................
11. Meu irmão ficou nadando até .....................................................................
12. O ônibus serve para ..................................................................................

De 5 a 7 anos

1. Marcelo nem fez a lição nem ......................................................................


2. Ontem nós fomos ao clube mas ..................................................................
3. Eu fui para casa com ...................................................................................
4. Cecília estudou muito portanto ....................................................................
5. Já faz 5 dias que .........................................................................................
6. Você só vai sair se ......................................................................................
7. Voltamos correndo para casa quando .........................................................
8. Paulo é mais inteligente do que ..................................................................
9. Eles vão à praia para ...................................................................................
10. Quanto mais eu brinco mais ......................................................................
11. Hoje na minha casa não tem bolo nem .....................................................
12. Nós fomos ao jogo de futebol mas ............................................................
13. Nós fomos à feira com ...............................................................................
14. Faltou luz no meu prédio portanto .............................................................
15. Eles foram andar no barco que .................................................................
16. Só vou acabar a lição se ...........................................................................
17. Eu vou dormir quando ...............................................................................
18. Eu vou escrever até que ............................................................................

De 8 a 10 anos

1. Não só fizemos compras para o Natal mas também .................................


2. Eles deviam sair cedo porém .....................................................................
3. Nós vamos sair amanhã a fim de ...............................................................
4. Eles estudaram muito para o exame entretanto ........................................
5. Eu vou comer bolo de chocolate enquanto ................................................
6. Vou ao cinema assim que ..........................................................................
7. Silvia não vai sair de casa por mais que ....................................................
8. Estudamos tanto que .................................................................................
9. Eles não vão sair a menos que ..................................................................
10. Quanto mais eu trabalho menos ................................................................
11. Vou voltar para minha casa antiga assim que ...........................................
12. Nossa viagem foi gostosa entretanto .........................................................
13. Mamãe mudou os móveis da sala a fim de ................................................
14. Nestas férias não só vamos à fazenda mas também ................................
15. O vidro quebrou porém ..............................................................................
16. Eles compraram o sapato enquanto ..........................................................
17. Ele não consegue ficar moreno por mais que ............................................
18. Ontem ventou tanto que .............................................................................
19. O foguete vai ser lançado às 8 horas a menos que ...................................
20. Quanto menos vou ao cinema mais ...........................................................

De 11 a 14 anos

1. Patrícia vai sair cedo amanhã a não ser que .............................................


2. Eu disse para você chegar cedo pois ........................................................
3. Vocês podem me procurar na vizinha caso ...............................................
4. Ficamos contentes quando ........................................................................
5. Fomos dormir cedo mas ............................................................................
6. Choveu muito porém ..................................................................................
7. Eu consegui fazer a lição como .................................................................
8. Eles saíram de casa entretanto .................................................................
9. Fui ver minhas notas assim que ................................................................
10. Eu escorreguei pois ...................................................................................
11. Eu vou telefonar para você caso ................................................................
12. O aluno vai aprendendo à medida que ......................................................
13. Estava nevando enquanto .........................................................................
14. A história era interessante mas .................................................................
15. Nós queríamos viajar porém ......................................................................
16. Meu time perdeu o jogo como ....................................................................
17. Vocês ficaram aborrecidos comigo entretanto ...........................................
18. Vamos comprar uma bicicleta assim que ..................................................
19. Eles estavam prontos para sair quando .....................................................
20. Ele ficou almoçando enquanto ...................................................................

De 15 anos em diante

1. Hoje eu dormi bem logo .............................................................................


2. A festa devia estar boa pelo .......................................................................
3. Ontem estava nevando muito portanto ......................................................
4. Vou fazer o desenho a lápis pois ...............................................................
5. Eu vou à festa com você embora ...............................................................
6. Nossa viagem foi como ..............................................................................
7. Ela deixou de comer chocolate se bem que ..............................................
8. Nós costumamos ir dormir cedo quando ...................................................
9. As provas estavam difíceis porém .............................................................
10. Meu pai comprou um carro grande a fim de ..............................................
11. Nós demos bastante comida para os cavalos logo ....................................
12. Até que tirei notas boas pelo ......................................................................
13. Os alunos vão gostando mais do professor à medida que ........................
14. Eu ganhei uma blusa muito barata se bem que .........................................
15. Poucas pessoas gostam daquele carro embora ........................................
16. Nós vamos à festa por mais que ................................................................
17. As ruas ficarão alagadas enquanto ............................................................
18. Ele teria posto uma roupa velha caso ........................................................
19. Nós vamos conseguir se ............................................................................
20. Trovejou muito mas ....................................................................................

IX – Histórias

A – História a partir de Estímulo Visual1


Instrução: Solicitar que S invente uma história a partir da figura apresentada.
A mala e o guarda-chuva.

1 – E deve reportar-se ao cartaz “A mala e o guarda-chuva”.


B – História a partir de Estímulos Visuais em Sequência 1
Instrução: Solicitar que S ordene as figuras e invente uma história a partir da
seqüência.
1 – Sequência específica à idade de S.

C – Reprodução da História
Instrução: Solicitar a S que ouça atentamente a história e depois a conte com
suas próprias palavras.

De 3 a 7 anos

O CARANGUEJO

Um dia, eu estava andando distraído pela praia.


De repente, eu vi um caranguejo. Ele estava paradinho, calminho e
parecia que estava se esquentando no sol. Cheguei bem pertinho e ele não se
assustou. Nem correu. Fiquei muito espantado. Abaixei para ver o bichinho
mais de perto. Ele levantou os olhinhos e fechou bem depressa. Aí eu falei:
- Oi, o que você está fazendo? Tomando sol?
O caranguejinho abriu os olhos de novo, mas não conseguiu ficar
olhando para mim. Achei que ele estava doente. Peguei ele devagarzinho e
coloquei perto das pedras pra ele ficar sossegado. Aí, falei pra ele:
- Descanse, caranguejinho. E fui indo embora. Quando olhei para trás,
ele levantou a patinha.

Perguntas:
1. Onde aconteceu esta história?
2. Quem estava na praia?
3. Eles conversaram?
4. O que eles conversaram?
5. O que você acha que o caranguejo queria falar quando levantou a patinha?

De 8 a 13 anos
O CARANGUEJO

Eu estava andando pela praia muito distraído, quando, de repente, vi um


caranguejo. Paradinho, calminho, parecia estar se esquentando ao sol.
Cheguei perto dele e, para meu espanto, ele não correu, não se
assustou. Abaixei para ver o bichinho mais de perto. Ele levantou os olhos mas
fechou logo em seguida.
- Olá, o que você está fazendo? Tomando sol? - falei. O caranguejo
levantou os olhos outra vez, mas não conseguiu ficar olhando pra mim.
Achando que ele estava doente, eu o peguei com muito cuidado e
procurei um cantinho nas pedras onde ele ficasse mais seguro.
Depois, eu me despedi dele:
- Descanse em paz, caranguejinho – falei enquanto me afastava. Aí, ele
levantou uma patinha.

1 – E deve reportar-se ao envelope “Histórias eu Sequência” que acompanha o exame.


Perguntas:

1. Onde aconteceu esta história?


2. Quais são os personagens?
3. Houve alguma conversa entre eles?
4. Qual foi?
5. O que você acha que o caranguejo quis dizer levantando a patinha?

De 14 anos em diante

O CARANGUEJO

Caminhava pela praia quando o avistei. O caranguejo, imóvel, parecia


deliciar-se com os raios de sol que refletiam no seu casco amarelo. Aproximei-
me. Não se assustou com a minha presença. Pensei: “Será que está morto?”.
Ele afastou minha dúvida erguendo os olhos, baixando-os em seguida; uma
piscadela. Agachei-me, cuidando para que minha sombra não lhe tirasse o sol,
e falei: “Olá! Tornou a levantar os olhos, recuou duas patas, mas não
respondeu. Insisti: O que está fazendo aí, parado? Curtindo o sol?”
Permaneceu com os olhos levantados, porém, não recuou mais. “Olha – tornei
a falar – qualquer caranguejo que se preza já teria corrido e procurado a
segurança em um buraco. E você fica aí parado”. Fechou os olhos e relaxou.
Toquei o seu casco. Não reagiu. “Escuta, amigo” – falei, enquanto acariciava
seu casco – “Ou você é o caranguejo mais dócil do mundo, ou está muito
doente, o que é mais provável”. Infelizmente, eu não entendo nada de
caranguejo, mas não posso te deixar assim, tão exposto. Vou arranjar um lugar
seguro onde você possa ficar e se recuperar. Então, segurando-o pelo casco,
levei-o para umas rochas, onde o depositei numa espécie de minicaverna. Ele
deu uma piscadela que eu interpretei como sinal de agrado. Aí, nos
despedimos. “Descanse em paz, caranguejinho”, falei enquanto me afastava.
Ele ergueu uma pata.

Perguntas:
1. Onde se passa a história?
2. Quais são os personagens?
3. Houve algum tipo de comunicação?
4. Qual foi?
5. Qual a interpretação que você dá para o levantar da pata do caranguejo?

MANUAL DE APLICAÇÃO

DO EXAME DE

COMUNICAÇÃO ESCRITA
LEITURA ORAL

I – Objetivos da prova
- Avaliar o nível de decodificação de símbolos gráficos.
- Avaliar a interpretação prosódica que S dá aos sinais de pontuação.
- Avaliar a compreensão de mensagens escritas a partir de leitura oral.

II – Critérios de elaboração
- Foram selecionados textos com nível de complexidade grafêmica,
morfossintática e semântica compatíveis com os respectivos níveis escolares.
- Alguns dos textos foram adaptados e outros elaborados a fim de adequá-los
aos níveis escolares.
- Para a 1ª. série, a leitura deve ser proposta em letra manuscrita e não
manuscrita, a fim de se detectar qual é o tipo de letra que facilita a
decodificação de S.
- Para a 1ª. e 2ª. séries foram organizadas listas de vocábulos onde constam
todos os grafemas da língua em um texto.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que leia a instrução.
- Sugere-se não interromper a leitura.
- Após a leitura, solicitar a S a reprodução oral do texto, da 1ª. à 4ª. séries.
- Da 5ª. série em diante, solicitar a S o resumo escrito da leitura.

IV – Avaliação1
1. Registro
- Da transcrição de todo material gravado.
- Das estratégias utilizadas para leitura.

2. Organização do material registrado


- Pela realização da leitura: fluente ou não fluente.
- Pela velocidade de leitura: rápida, lente, etc.
- Pelo nível de decodificação da leitura: grafêmico, silábico, vocabular ou por
bloco significativo.
- Pelas estratégias utilizadas: solicitação de repetição da instrução, postura,
distância do material de leitura, mecanismo de apoio visual para leitura (régua,
dedo, etc.), movimentação de cabeça para leitura, etc.
- Pela compreensão do material lido (envolvendo memória do discurso escrito):
compreensão total, parcial ou não compreensão.
- Pelo tipo de natureza do desvio.

a. Leitura não fluente

- Por alteração na decodificação de sinais gráficos de pontuação: hesitação


(em sílaba, em vocábulo), repetição (em sílaba, em vocábulo) desvio de ritmo
vocabular, frasal, entoação (Ex: não perceber sinal de interrogação, não dar
pausa no ponto final, fragmentar onde não há ponto final, etc).

1. Sugere-se gravar a leitura e seu relato.


- Por alterações na decodificação de símbolos gráficos: nível de decodificação
grafêmico, silábico e / ou vocabular, hesitações, repetições.
- Por falha de coordenação pneumofonoarticulatória.

b. Falha na decodificação dos sinais gráficos


- Ao nível de grafema:
De natureza predominantemente visual: omissão (Ex: nunca / nuca),
substituição (Ex: mata / nata);
De natureza predominantemente espacial: substituição (Ex: pote / dote);
De natureza predominantemente auditiva: substituição (Ex: queixo / queijo).
- Ao nível do vocábulo:
De natureza predominantemente visual: redução do vocábulo (Ex: quadrupe /
quadrúpede), extensão do vocábulo (Ex: boneca / boca), aglutinação (prares /
pelos ares), substituição (Ex: padeiro / pedreiro);
De natureza predominantemente semântica: substituição de vocábulos (Ex:
bastante / muitos , algum / nenhum, etc)

c. Falha na compreensão: Não apreensão do texto, de elementos secundários,


dos vínculos temporais e causais, etc.
- Reportar-se à Prova C de Histórias de Comunicação Oral para a análise da
reprodução da leitura.
- Pela consistência dos desvios: se os desvios ocorrem sistemática ou
assistematicamente quanto ao tipo e / ou natureza.
- Pela habilidade de síntese oral e /ou escrita da leitura.

3. Interpretação
A interpretação visa avaliar a decodificação e compreensão da
comunicação escrita, e ainda o discurso narrativo de S eliciado pelo material de
leitura. Também pode-se avaliar sua capacidade de compreensão e síntese
através do resumo da leitura que, tanto oral quanto escrita, obedece os critérios
apresentados para a análise da narrativas.
A avaliação deve levar em conta o nível de escolaridade de S além de
seu nível sócio-cultural e faixa etária. Os dados analisados na comunicação
oral têm importância relevante na interpretação desta prova, dada a frequente
transferência de desvios para a comunicação escrita.
Análise da reprodução oral ou escrita da leitura torna-se mais
significativa quando conjugada a outras tarefas, em especial à Prova C de
Histórias da Comunicação Oral, e se deve considerar também as estratégias
utilizadas para a realização desta prova. Sugere-se que, para crianças que
apresentem paralexias, seja dada leitura de vocábulos para uma melhor
verificação do problema.
É importante ressaltar que, em Ss em etapa inicial de alfabetização, é
imprescindível levar-se em conta o método de alfabetização a que está sendo
submetido.
Sugere-se a utilização das provas Específicas de Percepção Visual e
Auditiva quando forem observados desvios vinculados a estas áreas.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças de série alfabetizante apresentaram uma realização de leitura
determinada pelo método a que estavam sendo expostas, isto é, crianças
submetidas ao “chamado método fonético” tendiam a decodificar ao nível do
grafema, etc.
- As crianças de séries subseqüentes às da alfabetização ainda demonstraram
leitura não fluente, com hesitações, repetições de vocábulos e dificuldades de
decodificação de grafemas ainda instáveis, instabilidade esta que varia em
função do método de alfabetização da escola; velocidade de leitura lenta e não
automatização da decodificação dos sinais gráficos de pontuação.
- A partir da 3ª. série, as crianças tiveram uma realização de leitura por blocos
significativos e prosódia compatível com os sinais gráficos.
- Da 1ª. à 5ª. séries, o relato da leitura restringiu-se ao núcleo da história e da
5ª. em diante, o relato se constituiu do núcleo e elementos secundários, sendo
que todas as crianças mantiveram vínculos temporais e causais, etc.
- Até o 3º. Colegial, foram observados hesitações em vocábulos aos quais,
provavelmente, os Ss foram menos expostos.
LEITURA PARA COMPREENSÃO

I – Objetivo da prova

- Avaliar a compreensão da comunicação escrita a partir de leitura silenciosa.

II – Critérios de elaboração

- Foram selecionados textos compatíveis com os diversos níveis de


escolaridade.
- Foram elaboradas cinco questões para a verificação da compreensão,
relacionadas ao texto, sendo a quinta constituída por sentenças que exprimem
eventos da história, os quais devem ser ordenados.
- Na elaboração das questões, foi evitada a repetição das sentenças do texto a
fim de que as respostas não pudessem ser repetidas em bloco.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução e execute a prova.


- E poderá das a instrução verbalmente caso S tenha dificuldade de cumprir a
tarefa.
- Permitir que o texto seja lido tantas vezes quantas S solicitar (dado a ser
considerado na avaliação).
- Uma vez iniciada a tarefa de responder às perguntas, S não deverá voltar ao
texto.

IV – Avaliação1
1. Registro
- Das alterações observadas.
- Das estratégias utilizadas para leitura e para as respostas.

2. Organização do material registrado2


- Pela compreensão da instrução.
- Pela compreensão do texto (envolvendo memória de discurso escrito) e das
perguntas, avaliada a partir das respostas às questões: compreensão total,
parcial ou não compreensão.
- Pelas estratégias utilizadas para leitura: vide a prova de leitura oral,
observação de apoio articulatório ou acústico-articulatório, além de solicitação
freqüente de apoio a E para realização da tarefa.
- Pelo tipo e natureza de desvios: compreensão parcial ou não compreensão
texto e / ou questões, que podem ser decorrentes de:
- má decodificação da leitura (passível de verificação na prova anterior);
- falhas quanto à retenção do conteúdo;
- falhas quanto à apreensão dos vínculos temporais e causais;

1. O material escrito constitui o registro da prova.


2. A organização do material de emissão gráfica será apresentada na Prova de Ditado, no que
diz respeito à disgrafias e disortografias. Quanto aos aspectos morfossintáticos e semântico,
sua avaliação será apresentada na Prova de Redação.
- falhas na apreensão do núcleo e / ou elementos secundários;
- falhas na compreensão de elementos lingüísticos (elementos
interrogativos, preposições, etc).
- Pela consistência dos desvios: se ocorrem sistemática ou assistematicamente
quanto ao tipo e / ou natureza.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar a compreensão de material escrito,
devendo-se levar em conta a escolaridade de S e ainda as estratégias
utilizadas para a realização da prova.
Os dados analisados serão avaliados quanto a seu tipo e natureza e
esta interpretação poderá ser revista à luz da análise comparativa com os
resultados obtidos nas provas de comunicação oral, em especial a de
Reprodução de Histórias e das outras provas escritas que envolvem
compreensão.

4. Dados da pesquisa prévia


- Todas as crianças examinadas responderam adequadamente às questões.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS1
I – Objetivo da prova

Avaliar a realização de S ao nível da combinação de sílabas.

II – Critérios de elaboração
- Foram selecionadas doze sílabas, constituídas pela seqüência consoante-
vogal oral.
- As sílabas permitem a formação de um mínimo de dez vocábulos.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução.


- Em caso de dificuldade, E poderá explicar oralmente.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das alterações observadas.
- Das estratégias utilizadas.

2. Organização do material registrado


- Pela capacidade de análise e síntese: número de vocábulos formados,
extensão dos vocábulos, etc.
- Pelo tipo de desvio: não realização da tarefa, falhas nos vocábulos formados
(Ex: sem significado).
- Pela natureza dos desvios: dificuldade de análise e síntese de elementos
escritos, de atenção e / ou percepção visual, etc.
- Pelas estratégias utilizadas: uso acentuado de pista auditiva, de apoio
articulatório, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa avaliar a capacidade de análise-síntese, importante
para o desenvolvimento da comunicação escrita. Pelos dados levantados
verifica-se a maior ou menor facilidade de evocação de vocábulos a partir de
sílabas dadas, uma vez que a capacidade de combinar sílabas é importante
para que o processo de alfabetização se efetue adequadamente.
Convém ressaltar que, se S estiver em fase inicial de alfabetização,
poderá não executar esta prova.
Para a análise de eventuais dificuldades na emissão gráfica, E deverá
reportar-se à análise dos dados da Prova de Ditado.

4. Dados da pesquisa prévia


- Todas as crianças da pesquisa formaram um mínimo de seis vocábulos.

1. Esta prova é proposta apenas para a 1a. série.

ORDENAÇÃO DE VOCÁBULOS EM SENTENÇAS1


I – Objetivos da prova

- Avaliar a capacidade de combinar vocábulos para a formação de sentenças,


vinculada às relações sintáticas e semânticas intersentenciais.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas cinco sentenças sendo três simples, uma coordenada e


uma subordinada causal.
- Na 1ª. série, foi dada uma pista do vocábulo inicial através do uso da
maiúscula.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução e o exemplo dado.


- Em caso de dificuldade, E poderá dar a instrução oralmente.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das alterações observadas.
- Das estratégias utilizadas para a realização da tarefa.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de desvio: sentença ordenada ou não, omissão de elementos da
sentença, substituição de um ou mais vocábulos, etc.
- Pela natureza do desvio: dificuldade no estabelecimento de relações sintático-
semânticas, dificuldades de atenção e / ou de percepção visual (Ex: Substituir
flor / florista), etc.
- Pela consistência do desvio: se é sistemático ou assistemático quanto ao tipo
e / ou natureza.
- Pelo tipo de estratégia utilizada: trabalho por ensaio e erro, apoio acústico-
articulatório, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar a capacidade de combinar vocábulos para
a formação de sentenças, o que implica no estabelecimento de relações
sintático-semânticas. Evidentemente, esta prova envolve tanto a área da
compreensão quanto da emissão.

4. Dados da pesquisa prévia


- Todas as crianças da pesquisa realizaram a tarefa adequadamente.
1. Esta prova é proposta apenas para as 1ª. e 2ª. séries.
COMPLEMENTAÇÃO DE SENTENÇAS

I – Objetivos da prova

- Avaliar a compreensão do conteúdo de sentenças através da sua


complementação.
- Avaliar a capacidade de S na evocação de elementos que devem ser
selecionados dentro de um conjunto restrito.
- Avaliar a capacidade de estabelecer relações sintático-semânticas entre
sentenças a partir de uma estrutura parcialmente dada.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas dez sentenças para cada faixa escolar, exceção feita à 1ª.
série, onde são apresentadas cinco sentenças.
- Os vocábulos que podem preencher as posições vazias pertencem às várias
classes de palavras e apresentam um grau de dificuldade estabelecida a partir
do nível de escolaridade de S.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução e o exemplo dado.


- No caso de S apresentar dificuldade na compreensão da ordem. E poderá
explicar oralmente e / ou dar outro exemplo.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das respostas obtidas.
- Das estratégias utilizadas para a realização da tarefa.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de desvio: falha de complementação por colocação de vocábulos
inadequados ou por omissão de elementos (ex: troca ou omissão da
preposição), por alterações morfossintáticas (Ex: concordância nominal, verbal,
na colocação de pronome, etc).
- Pela natureza do desvio: por dificuldade na compreensão do conteúdo da
sentença, dificuldade no estabelecimento das relações morfossintáticas e / ou
semânticas entre os elementos das sentenças, dificuldade de manutenção da
atenção, etc.
- Pela consistência dos desvios: se ocorrem sistemática ou assistematicamente
quanto ao tipo e / ou natureza.
- Pelo tipo de estratégia utilizada: trabalho por ensaio e erro, apoio acústico e /
ou articulatório, etc.

3. Interpretação
A interpretação desta prova leva a avaliar a apreensão do conteúdo da
sentença, o tipo de léxico acessível a S, assim como seu desempenho no
estabelecimento de relações morfossintáticas e semânticas.
Convém ressaltar que a análise da complementação não deve se
restringir aos elementos esperados por E, pois o objetivo primeiro da prova é a
verificação da compreensão e complementação adequadas.

4. Dados da pesquisa prévia


- Todas as crianças apresentam falhas esporádicas quanto à concordância
verbal.
- Crianças de 5ª. a 8ª. séries apresentaram dificuldades no uso de pronomes
oblíquos.
FORMAÇÃO DE SENTENÇAS

I – Objetivos da prova

- Avaliar o desempenho de S ao nível de relações sintático-semânticas entre os


elementos de uma sentença.
- Avaliar o léxico acessível de S.

II – Critérios de elaboração

Foram elaborados cinco grupos de vocábulos sendo três com três palavras e
dois com duas palavras.
- Foram selecionados substantivos, adjetivos, verbos e elementos funcionais,
organizados em função dos níveis de escolaridade.
- A partir da 3ª. série, os verbos foram propostos no infinitivo com possibilidade
se serem flexionados.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que leia as instruções e o exemplo.
- Caso haja dificuldade, E poderá explicar oralmente ou dar exemplo.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das respostas de S.
- Das estratégias utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


- Pelas respostas: organizadas quanto às relações sintático-semânticas nas
sentenças e entre as sentenças quanto ao léxico.
- Pelo tipo de desvio: falhas quanto ao emprego de morfemas nominais e / ou
verbais, falhas quanto ao emprego de conectivos, falha de ordenação dos
elementos, substituição ou omissão dos vocábulos propostos, etc.
- Pela natureza do desvio: dificuldades na atuação ao nível da morfologia, da
sintaxe e / ou da semântica, dificuldades de percepção visual, baixo limiar de
atenção, etc.
- Pela consistência do desvio: se ocorre sistemática ou assistematicamente
quanto ao tipo e / ou natureza.
- Pelo tipo de estratégias utilizadas: trabalho por ensaio e erro, apoio acústico e
/ ou articulatório.

3. Interpretação
Ainda que esta prova tenha características de análise semelhantes às
Provas de Ordenação de Vocábulos em Sentenças e Complementação de
Sentenças, sua análise deve levar em conta que existe uma redução gradativa
da interferência da área de recepção e consequente ampliação da emissão, de
uma prova para outra. Assim, a interpretação dessa prova leva não só à
avaliação do léxico disponível de S mas também a de sua capacidade de
construir estruturas possíveis em que as palavras dadas se relacionem de
forma adequada.
4. Dados da pesquisa prévia
Todas as crianças realizaram a tarefa proposta, havendo apenas um
aumento da complexidade das estruturas em função do nível de escolaridade.
SEQUENCIALIZAÇÃO DE SENTENÇAS E PARÁGRAFOS

I – Objetivos da prova

- Avaliar a compreensão de mensagens escritas.


- Avaliar a capacidade de estabelecer relações temporais e causais entre
sentenças ou parágrafos.

II – Critérios de elaboração

- Para 1ª. série, foram elaborados quatro grupos de sentenças, dois com três
sentenças e dois com quatro.
- Para as séries subsequentes, foram elaborados textos para ordenação dos
parágrafos.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução.


- No caso de dificuldade de compreensão da ordem, E poderá explicar
oralmente.
- Sugere-se que E não interfira na execução da prova.
- caso S não consiga executar a tarefa, reportar-se à tarefa da série anterior.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das próprias respostas.
- Das estratégias utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de desvio: compreensão parcial, não compreensão, etc.
- Pela natureza do desvio: falha na compreensão dos vínculos temporais e
causais, desconhecimento do léxico, etc.
- Pelas estratégias utilizadas: repetição da leitura, solicitação de auxílio de E,
etc.

3. Interpretação
A interpretação tem por objetivo avaliar a compreensão de S, bem como
sua capacidade de estabelecer vínculos temporais e causais entre parágrafos
ou sentenças. Deve ser feita uma análise comparativa com outras provas em
que se avalia a compreensão.
4. Dados da pesquisa prévia
- Todas as crianças examinadas realizaram a tarefa adequadamente nos níveis
escolares correspondentes.

COMBINAÇÃO DE SENTENÇAS

I – Objetivo da prova

- Avaliar a capacidade de análise e síntese de sentenças possíveis de serem


agrupadas por relações semânticas e contextuais.

II – Critérios de elaboração1

- Foram elaborados cinco grupos de sentenças, sendo o primeiro grupo


composto de duas sentenças e os demais compostos por três sentenças cada
um.
- As sentenças dos grupos são aparentemente desvinculadas, embora tenham
sido elaboradas a partir de um “tema-chave”.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução e o exemplo dado.


- No caso de S apresentar dificuldade na compreensão da ordem, E poderá
explicar oralmente e / ou dar outro exemplo.
- Sugere-se não interferir na execução da prova.
- Sugere-se interromper a prova e / ou reportar-se à mesma tarefa do nível
escolar antecedente caso S não consiga realizar os três primeiros grupos de
sentenças.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das respostas de S.
- Das estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de resposta:
adequada: - sintática e semanticamente ( manutenção de tema e
coesão entre as sentenças);
inadequada: - não manutenção do tema e coesão intersentencial
adequada;
- manutenção do tema e inadequação da coesão
intersentencial;
- não manutenção do tema e inadequação da
coesão intersentencial.
- Pelo tipo de desvio: falha no estabelecimento de relação temporal e causal,
uso inadequado dos conectivos, falha de concordância, elipses inadequadas,
etc.
- Pela natureza do desvio: morfológico e / ou sintático e / ou semântico.
- Pela consistência do desvio: se os desvios ocorrem sistemática ou
assistematicamente quanto ao tipo e / ou natureza.
- Pelas estratégias utilizadas: apoio auditivo, execução por ensaio e erro, etc.

1. Dada a sua complexidade, esta prova só é apresentada a partir da 3ª. série.


3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar a compreensão e a capacidade de análise
e síntese em nível do texto escrito.
Assim sendo, através da análise, E poderá avaliar a capacidade de S de
relacionar sentenças por seus vínculos temporais e causais, bem como do uso
de conectivos e outros mecanismos de coesão. Aspectos de concordância
verbal e nominal e a acessibilidade do léxico solicitado serão também
verificados. Chama-se a atenção para a conveniência de uma análise
comparativa com outras provas, especialmente com as Provas de
Complementação de Sentenças (oral e escrita).

4. Dados da pesquisa prévia


- Nas crianças de 3ª. e 4ª. séries, houve menor número de elipses com
consequente manutenção do sujeito e o uso mais freqüente de elementos
coordenativos e de pontuação.
- Nas crianças de 5ª. série em diante, houve um aumento progressivo no uso
de elipse e no uso de elementos coordenativos e subordinativos para coesão.
CÓPIA

I – Objetivo da prova

- Avaliar a habilidade de S na transferência da recepção de símbolos gráficos


para a emissão.

II – Critérios de elaboração

- Para a 1ª. série, forma selecionados vocábulos e sentenças que devem ser
apresentados em letra manuscrita.
- Para a 2ª. série, os vocábulos são apresentados em letra impressa; é também
apresentado um texto pequeno.
- Para as séries subsequentes, foram selecionados textos.

III – Normas de aplicação

Instrução: Soliciar a S que leia a instrução.


- E deverá observar a execução de S a fim de detectar a utilização de
mecanismos de apoio, problemas de postura, etc.

IV – Avaliação

1. Registro
- Da própria execução.
- Das estratégias utilizadas para realização da tarefa.

2. Organização do material registrado


- Pelo nível em que se dá a reprodução: a nível de grafema, de sílabas, de
vocábulos e / ou blocos de vocábulos.
- Pelo tipo de desvio: omissão de vocábulos, linhas, trechos, omissão de
pontuação, não reprodução da maiúscula, omissão e / ou substituição de
grafema, etc (vide prova de Ditado).
- Pela natureza do desvio: dificuldade de manutenção de atenção, dificuldade
na coordenação viso-motora, dificuldade de percepção visual, etc.
- Pelas estratégias utilizadas: acompanhar a linha com o dedo ou régua,
utilização de apoio articulatório ou acústico-articulatório, etc.
- Pela postura (adequada ou não), pela preensão do lápis, utilização do espaço
do papel (orientação e organização), pelo traçado (regular ou irregular),
pressão do traçado, etc.
3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar o desempenho de S na recepção de
símbolos gráficos, o que envolve também atenção e coordenação viso-motora.
As estratégias utilizadas e o nível de decodificação estão vinculados ao grau de
escolaridade de S ou eventuais dificuldades. Em etapa inicial de aquisição da
escrita, o uso de apoios é esperado.
A análise dos desvios a nível grafêmico deverá se apoiar nos processos
a eles subjacentes, sejam de natureza visual e / ou auditiva (ver Prova de
Ditado).
Deverá ser feita uma análise comparativa com as outras provas escritas
que envolvem contextos diferentes.

4. Dados as pesquisa prévia


- Nas crianças de 1ª. e 2ª. séries, observaram-se raras inadequações
incindindo sobre a cópia de maiúsculas, sinais gráficos de pontuação e
acentos.
- Nas crianças de 3ª. e 4ª. séries essas inadequações aumentaram em número,
provavelmente em função da decodificação se processar mais ao nível de
blocos significativos.
- Nas crianças de 6ª. e 7ª. séries, persistiram inadequações na cópia de acenos
e pontuação.
- Nas séries subseqüentes, não se registraram desvios.
DITADO

I – Objetivo da prova

- Avaliar a codificação gráfica.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas quatro séries de vocábulos para 1ª. série, 2ª. série, 3ª. a
6ª. séries e 7ª. série a colegial.
- A seleção de vocábulos teve por base a presença de grafemas cuja
complexidade é proporcional ao grau de escolaridade e, portanto, passíveis de
eliciar eventuais dificuldades de natureza visual e / ou auditiva. Esses grafemas
foram selecionados e balanceados.
- Para todas as séries, foram selecionados textos compatíveis com o grau de
escolaridade.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que escreva o que for ditado.


- Sugere-se que os vocábulos sejam ditados um a um e repetidos apenas uma
vez, caso seja solicitado.
- Os textos deverão ser ditados com voz normal, entonação correspondente
aos sinais gráficos de pontuação.
- Ditar os sinais gráficos de pontuação apenas até a 2ª. série e, a parir da 3ª.
série, solicitar a S que faça a pontuação como achar conveniente.
- O ditado do texto deve ser feito por blocos significativos e, caso seja solicitada
repetição, repetir o bloco integralmente.
- E deverá ficar atento a eventuais mecanismos de apoio utilizados por S para
a realização da tarefa.

IV – Avaliação

1. Registro
- Da própria execução da tarefa.
- Das eventuais estratégias utilizadas para execução da tarefa.

2. Organização do material registrado


- Pelo nível de codificação da escrita: grafêmico, silábico, vocabular e / ou por
blocos de vocábulos.
- Pelo tipo de desvio:
Disortografias: omissões, substituições de grafemas, inserções, aglutinações,
reduções, distorções de vocábulos, etc;
Omissões ou substituições de trechos dos textos;
Disgrafias: falhas no traçado do grafema e / ou dos vocábulos.
- Pela natureza do desvio:
Em grafemas:
Omissões: por falha de atenção e / ou não percepção auditiva, etc. Ex: pato /
prato;
Substituições: por dificuldades de natureza predominantemente auditiva. Ex:
traço distintivo (ex: faqueiro / vaqueiro), tonicidade (ex: cortaram / cortarão),
etc;
- Por dificuldades de natureza predominantemente visual: fixação na pista
auditiva (Ex: mininu / menino), retenção da forma do grafema (Ex: uma / uva /
urra, bata / data / pata ou queixa / gueixa), dificuldades espaciais (Ex: pirmo /
primo), retenção da forma do vocábulo (Ex: jeléia / geléia, centar / sentar,
paçarinho / passarinho), etc;
- Não automatização de normas da comunicação escrita e / ou falha de
retenção visual (Ex: aza / asa, ponba / pomba), não obediência à regra de
utilização de maiúscula (Ex: rubens / Rubens), etc;
Em vocábulos:
- Por dificuldades de atenção auditiva e / ou visual por falha de percepção
auditiva e / ou visual (análise- síntese, discriminação, memória), etc.
Ex: reduções (Ex: quadro / quadrado), extensão do vocábulo (Ex: meninino /
menino), aglutinações (Ex: daminha / da minha ou grandalta / grande e alta),
substituições (Ex: esguicho / enguiço ou sítio / chácara), contaminações (Ex:
picoca / pipoca), etc;
- Por não utilização das regras de acentuação.
No texto:
- Por falha de atenção, memória auditiva, omissão de vocábulos e / ou blocos
significativos, etc;
Por dificuldade de coordenação motora fina, etc;
Por não utilização das regras de pontuação.
- Pela consistência do desvio: se os desvios ocorrem sistemática ou
assistematicamente quanto ao tipo ou natureza.
- Pelas estratégias utilizadas: solicitação de repetição (recomenda-se a E que
marque as pausas quando ditar), mecanismos de apoio acústico-articulatório.
- Pela postura: adequada, não adequada, distância da folha, etc.
- Pela preensão de lápis: adequada, não adequada, tensa, etc.
- Pelo traçado: regular, irregular, tenso, etc.
- Pela utilização do espaço no papel: quanto à organização e orientação na
folha.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar o desempenho de S levando-se em
consideração os processos que possibilitam a codificação gráfica. Nestes
processos se incluem funções básicas como percepção auditiva, visual,
espacial, etc. Dificuldades em uma ou mais destas funções frequentemente
acarretam desvios de codificação gráfica.
Para análise adequada da escrita é essencial o conhecimento deste
processo de desenvolvimento, bem como das etapas gerais e das específicas
à escola de S. Através deste conhecimento, E poderá delinear os parâmetros
para interpretação, evitando inclusive atitudes hipercorretivas.
Para essa interpretação, ainda deve-se considerar a interferência da
postura, utilização de espaço, traçado, etc. A análise destes dados pode indicar
a eventual necessidade de exames em outras áreas, como por exemplo,
percepção auditiva e / ou visual ou de avaliação de outros profissionais, como
uma avaliação perceptivo-motora.

4. Dados da pesquisa prévia


- Nas crianças das séries subseqüentes (1ª. e 2ª.) à alfabetização encontraram-
se esporadicamente: omissões de grafemas, substituições por falha de
retenção visual, retenção da forma do grafema (1ª. séie), dificuldades quanto
ao uso do q e g, não utilização de regra de comunicação escrita, reduções em
vocábulos, aglutinações e contaminações.
- A partir da 3ª. série, os dados apontados acima tendem a diminuir,
continuando porém, esporadicamente até o colegial, problemas quanto à
fixação da forma que contêm fonemas que têm representação múltipla;
permanecem ainda, dificuldades quanto à pontuação e acentuação.
DITADO

I – Objetivo da prova

- Avaliar o desempenho de S no discurso escrito, narrativo e dissertativo.

II – Critérios de elaboração

- Para eliciar a narrativa foram selecionados temas diferentes para cada série.
- Para eliciar a dissertação foi proposta a mesma situação para todas as séries.

III – Normas de avaliação

Instrução: Solicitar a S que leia a instrução da prova.


- Sugere-se que E não interfira, dando a S total liberdade para execução da
prova.

IV – Avaliação

1. Registro
- Constituído pela própria prova.
- Das estratégias utilizadas para realização das tarefas.

2. Organização do material registrado


Ao nível do discurso
- Pela coerência da narrativa: manutenção do tema. Estabelecimento de
vínculos temporais e causais (sequencialização).
- Pela coerência da argumentação: adequação das justificativas dadas por S
aos seus juízos, opiniões ou propostas, encadeamento desses juízos e
justificativas (sequência lógica), e relação da conclusão com os elementos
encadeados ou progressão argumentativa.
- Pelos mecanismos de coesão: supressão e pronominalização de elementos
anteriormente mencionados, uso de conectivos entre períodos e parágrafos,
etc.
- Pela pontuação: utilização pertinente de parágrafos, etc.
Ex de desvios: falhas no relacionamento temporal e / ou causal entre os
eventos ou entre os tópicos argumentativos, utilização inadequada dos
mecanismos de coesão, circunlaridade ou argumentação redundante, ausência
de relação entre opinião e justificativa ou entre dois juízos, etc.

Ao nível da sentença
- Pelo tipo de sentença: simples, coordenadas e / ou subordinadas.
- Pela estruturação sintática ao nível da sentença.
- Pela concordância: nominal e verbal.

Ao nível de vocábulo
- Pela utilização dos morfemas: nominal (gênero, número e grau), verbal
(tempo e pessoa).
- Pela observação do léxico: nomes, adjetivos, verbos, conectivos.
Ex: falha na flexão verbal, nominal, imprecisão e / ou redundância lexical, etc.
3. Interpretação
A interpretação de um discurso se fundamenta no princípio da existência
de um interlocutor a quem a mensagem está sendo dirigida. Este interlocutor,
na comunicação escrita, é um interlocutor representado, ao contrário do que
ocorre na comunicação oral, onde há um interlocutor empírico. A representação
do interlocutor, ou seja, o delineamento do perfil do leitor é básico e, o fato de
este não estar presente no próprio ato de produção escrita, requer que o
discurso seja mais explícito que o oral.
Em uma situação de exame, porém, este interlocutor representado
aproxima-se do interlocutor empírico da comunicação oral, já que E será o
leitor e o examinador e, a tendência, em função dos contatos anteriores, é que
S já tenha organizado um rol de pressupostos sobre E. Isto é importante para a
análise, pois tende a levar a uma organização do discurso escrito próximo a do
oral. Assim, quanto mais E se afastar da postura de examinador, mais livre se
sentirá S para manifestar suas opiniões e argumentar a favor delas.
Quanto à distinção entre narração e dissertação. Esta reside no fato de
que a primeira implica na elaboração de uma situação com vínculos temporais
e causais e a segunda tem características argumentativas sobre uma proposta,
levando a uma conclusão que, obrigatoriamente, se vincula à proposta inicial.
A interpretação da narrativa proposta deve levar em conta a relação
entre o tema e o discurso de S, assim como uma análise da progressão
narrativa através de seus vínculos temporais e causais entre eventos,
efetuados através de mecanismos de coesão e da estrutura narrativa.
A interpretação de discurso dissertativo na progressão argumentativa,
acima mencionada, depende basicamente do encadeamento de opiniões ou
juízos de suas justificativas que conduzem a uma conclusão, que representa a
posição final de S perante o problema colocado como tema. Nota-se que, na
dissertação, a circularidade ou não progressão se caracteriza pelo uso de
justificativas que, ao invés de justificar, repetem com outras palavras o que foi
expresso como juízo ou justificativa anterior (Ex: a televisão é prejudicial
porque faz mal às crianças).
Quanto ao aspecto de disortografia, E deverá reportar-se à Prova de
Ditado.
Como se vem recomendando, a comparação com os resultados obtidos
em outras provas é um dado fundamental para a interpretação desta.

4. Dados da pesquisa prévia


- Nas séries subsequentes à alfabetização, o discurso escrito tende a ser
reduzido. Em geral, o tema é mantido sendo sua proposta incluída como
introdução. O mecanismo de progressão mais utilizado é a coordenação e
ainda não há possibilidade de realização de discurso dissertativo.
- Da 3ª. a 6ª. séries, as características se mantêm. Contudo, as crianças
conseguem se estender mais na narrativa e estabelecer relações que
exprimem com subordinadas.
- Da 7ª. em diante, aparecem tentativas de argumentação e, provavelmente em
função disso, aparecem problemas no estabelecimento de relações entre as
sentenças.
- Em todas as séries, foram observadas falhas de acentuação, de concordância
verbal e de pontuação, embora menos acentuadas nas últimas séries.

PROVAS DO EXAME DE

COMUNICAÇÃO ESCRITA
NÍVEL DE ESCOLARIDADE: 1ª. SÉRIE / 2º. ANO

I – Leitura Oral

Prova A – Vocábulos
Instrução: Leia, em voz alta, as palavras abaixo.

gesso simples cozinha mosquito


gato faca açougue corrida
milho chapéu verdura janela
graxa cabelo princesa

Prova B – Texto
Instrução: Leia, em voz alta, a história abaixo.

a. Leitura oral

ASSIM NÃO VALE

Paulo sempre foi muito danado. Um dia aprontou tanto, tanto, que a mãe
acabou perdendo a paciência. E resolveu dar umas palmadas nele.
Quando Paulo percebeu a intenção da mãe, saiu correndo. Na corrida,
deixou cair uma sandália que a mãe logo pegou e, já ia dando uma chinelada
nele quando Paulo virou-se e gritou:
- Peraí, mamãe! Com a minha, não!

b. Reprodução oral da história


Instrução: Me conte o que você leu.

II – Leitura para Compreensão


Instrução: Leia, em silêncio, o texto abaixo.

CADA UMA QUE SE OUVE!

Férias. Um dia lindo, sol e o mar azul. Célia, uma menina de três anos,
muito levada, estava aborrecida porque estava resfriada e com muita tosse e
sua mãe não queria que ela fosse à praia.
Célia insistiu:
- Mamãe, eu quero ir à praia, eu prometo que fico quietinha.
A mãe respondeu:
- Está bem, mas você não pode tirar o chapéu, a sandália nem ficar no
sol, tá?
- Está bom – falou Célia.
Foram para a praia. Depois de algum tempo, a mãe não viu Célia e foi
procurá-la. Já estava ficando muito nervosa quando viu Célia saindo do mar
sorridente, de chapéu e sandália.
- Célia, Você foi para o mar e ainda de chapéu e sandália! – disse a mãe
espantada e brava ao mesmo tempo.
- Ah, mamãe! Eu quis nadar e, para não ficar mais resfriada, fiquei com o
chapéu para não molhar meu cabelo e de sandália para o meu pé não sentir
frio.

Perguntas:
Instrução: Responda as questões abaixo.
1. Dê outro nome para a história.
2. O que você faria se fosse Célia?
3. Por que Célia sumiu?
4. Por que Célia entrou no mar sem pedir para a mãe?
5. Por que a mãe dela ficou brava mesmo vendo que a filha não tirou o chapéu
e a sandália?

III – Formação de Palavras


Instrução: Forme palavras com as sílabas abaixo.
Ex: la-mo-ba = 1. bala
2. mola

sa-lo-bi-va-fe-ca-pe-bo-ro-mu-do-ta

IV – Ordenação de Vocábulos em Sentenças


Instrução: Forme uma sentença colocando as palavras na ordem certa.
Ex: mar – O – bonito – é = O mar é bonito.

1. menina – Cecília – uma – bonita – é


2. livro – Mauro – um – comprou – Mamãe – para
3. na – escola – ontem – fui – Não
4. relógio – ficou – Eu – e – meu – bravo – o – perdi – pai
5. cachorro – acordamos – o – Nós – porque – latiu

V – Complementação de Sentenças
Instrução: Escreva, nos espaços em branco, a palavra que você achar certa
para completar a sentença.
Ex: Hoje está fazendo ....(um)...... lindo dia .......(de)..... sol.

1. Os ............................. foram passear.


2. Ontem eu .............................. na piscina.
3. No meu aniversário ganhei um presente muito ..............................
4. .............................. vou passear com meus amigos .............................. vamos
ao Zoológico.
5. Os copos .............................. os pratos quebraram .............................. a
prateleira caiu.
VI – Formação de Sentenças
Instrução: Forme sentenças com as palavras abaixo.
Ex: morango – vermelho
O morango que eu comi era muito vermelho.

1. avião – céu - voou


2. calça – cai – sujei
3. lápis – pintei – bonito
4. cola – mão
5. bicho – saiu

VII – Sequencialização de Sentenças


Complementação de Sentenças
Instrução: Escreva, nos espaços em branco, a palavra que você achar certa
para completar a sentença.
Ex: Hoje está fazendo ....(um)...... lindo dia .......(de)..... sol.

1. Os ............................. foram passear.


2. Ontem eu .............................. na piscina.
3. No meu aniversário ganhei um presente muito ..............................
4. .............................. vou passear com meus amigos .............................. vamos
ao Zoológico.
5. Os copos .............................. os pratos quebraram .............................. a
prateleira caiu.
VIII – Cópia

Prova A – Vocábulos
Instrução: Copie as palavras abaixo.

casa - cigarro -
maço - travessa -
blusa - marinho -
preto - fazenda -
rolha - guaraná -
queijo - murcho -

Prova B – Sentenças
Instrução: Copie as sentenças abaixo.

1. A sacola de presentes estava cheia.


2. Da janela do meu quarto se vê a piscina do clube.
3. Será que no Brasil tem animais ferozes?
4. Na Europa cai neve no inverno.
5. Os leões do circo pularam o círculo de fogo.

IX – Ditado
Instrução: Solicitar a S que escreva o que for ditado, dando a pontuação.

Prova A - Vocábulos
bloco jarra atleta
vaso mingau quadrado
pomba canhão alagar
sabão farol fazenda
chover praia enguiço
data recebem formiga
cascalho menino clarear

Prova B – Texto

O PASSEIO DA COBRA

Juju passou as férias na casa de sua tia Cláudia. A tia dela mora em
uma cidade bem pequeninha.
Uma vez, choveu muito lá e as ruas ficaram cheias de água. Quando a
chuva passou e a água sumiu, apareceu uma jibóia preguiçosa se mexendo no
meio da rua. Os carros pararam, fizeram uma fila comprida e Juju ficou
pensando: “Passarão em cima dela?”.

X – Redação
Instrução: Leia com atenção e escreva uma história.

1. Conte como foi o dia em que você ficou mais contente na sua vida.
2. Escreva uma carta para o diretor da televisão pedindo para que passe um
programa sobre ...................................., que é o que você gosta.
Explique muito bem porque você quer este programa para convencer o
diretor.
NÍVEL DE ESCOLARIDADE: 2ª. SÉRIE / 3º. ANO

I – Leitura Oral

Prova A – Vocábulos
Instrução: Leia, em voz alta, as palavras abaixo.

gesso simples verdura


gato chapéu princesa
milho cabelo mosquito
graxa cozinha corrida
faca açougue janela

Prova B – Texto
Instrução: Leia, em voz alta, a história abaixo.

a. Leitura oral

CADA UM COM A SUA

Um rapaz da cidade, viajando pelo litoral, parou numa praia. Viu um


pescador, recém-chegado do mar com o produto da sua pescaria e aproximou-
se.
- Por favor, o senhor sabe se na próxima cidade há algum hotel bom?
- Sei não, senhor.
- Mas o senhor, pelo menos, sabe a distância em quilômetros, até a
próxima cidade?
- Sei não, senhor.
O rapaz, de paciência curta, começava a se irritar.
- Mas, o senhor não sabe de nada – irritou-se o rapaz. É um ignorante!
O pescador não se alterou. Calmamente, apanhou um peixe do monte
que havia pescado e perguntou:
- Moço, sabe que peixe é esse?
- Não, não sei.
- E esse aqui? – perguntou, segurando outro peixe.
- Também não sei.
- E esse outro, sabe o nome dele?
- Não, também não sei.
E o pescador concluiu, vitorioso:
- Pois é, moço, cada um com a sua ignorância!

b. Reprodução oral da história


Instrução: Me conte o que você leu.

II – Leitura para Compreensão


Instrução: Leia, em silêncio, o texto abaixo.
NADA SE PERDE

A mãe de Gilberto recebeu a visita de uma amiga. Estavam conversando


quando o telefone tocou e ela foi atender.
A visita aproveitou para conversar com Gilberto que estava brincando na
sala ao lado.
- Oi, Gilberto. Que camisa bonita você está usando!
- Era do Gustavo.
- Ah, é? E Gustavo deu para você?
- Não, foi Guilherme.
- Mas, como? Não era de Gustavo?
- Era, mas aqui em casa é assim: A roupa de mamãe passa pra
Gustavo, a de Gustavo pra Guilherme e de Guilherme pra mim.
- E a sua roupa? – quis saber a visita.
- Ah, como ela não pode voltar, ela tem que ir. Adivinha por quê?

Perguntas:
Instrução: Responda as questões abaixo.

1. Dê outro nome para a história.


2. Se você fosse Gilberto, o que faria com as roupas?
3. Por que a visita começou a conversar com Gilberto?
4. Quem é o irmão mais velho de Gilberto?
5. Escreva o que você entendeu quando o Gilberto disse que a roupa dele
não podia mais voltar, só podia ir.

III – Ordenação de Vocábulos em Sentenças


Instrução: Forme uma sentença colocando as palavras na ordem certa.
Ex: mar – o – bonito – é = O mar é bonito.

1. irmão – do – Ricardo – pai – é – meu


2. bota – grandes – avestruz – a – muito – ovos
3. Fui – amigos – eu – ontem – com – cinema – meus – ao
4. cachorro – eu – ficou – e – medo – com – fiquei – bravo – o
5. está – sorvete – calor – o – derretendo – muito – porque – está – fazendo

IV – Complementação de Sentenças
Instrução: Escreva, nos espaços em branco, as palavras que você achar certas
para completar as sentenças.
Ex: Hoje está fazendo ......(um)....... lindo dia .....(de)...... sol.

1. .......................... crianças não podem sair ........................... está chovendo.


2. Elas ........................... para casa .............................. a mamãe.
3. ............................... escrevemos uma carta ................................. vovó.
4. Eu gosto ........................ vestido ............................. você comprou.
5. Eu tirei uma nota boa ............................ fiquei contente.
6. Hoje eu não nadei .......................... estava chovendo.
7. ................................ foi jantar na sua casa?
8. ................................ você viu o meu gatinho?
9. Meu primo .......................... um cinzeiro ............................. pedra.
10. ........................ você vem ........................... minha casa?

V – Formação de Sentenças
Instrução: Forme sentenças com as palavras abaixo.
Ex: morango – vermelho = O morango que eu comi era muito vermelho.

1. grande – estourou – balão


2. martelo – dedo – bati
3. escada – luz – escuro
4. murchou – água
5. vermelho – farol

VI – Sequencialização de Parágrafos
Instrução: Numere os parágrafos para colocar a história na ordem certa.

( ) A uma hora da tarde, a mãe de Cristiano telefonou e o pequeno Bruno


atendeu o telefone.

( ) Cristiano e Fernando eram dois bons amigos. Eles tinham seis anos e
estavam na mesma escola.
Uma manhã, Cristiano foi brincar na casa de Fernando, que tinha um
irmão pequeno, muito engraçado, chamado Bruno.

( ) A mãe de Cristiano então falou:


“Ah! É você Bruno? Como vai? Aqui é a mãe do Cristiano”.
“Tô bom”.
“Por favor, fala para o Cristiano que eu vou buscá-lo daqui a pouco. E
você, não quer vir aqui na minha casa?” Bruno olhou espantado para o telefone
e depois respondeu: “Não dá, tia. Eu não passo pelo fio do telefone!”

( ) Cristiano e Fernando brincaram muito naquela manhã e forma almoçar


contentes por estarem juntos.

VII – Cópia

Prova A – Vocábulos
Instrução: Copie as palavras abaixo.

casa - cigarro -
maço - travessa -
blusa - marinho -
preto - fazenda -
rolha - guaraná -
queijo - murcho -

Prova B – Texto
Instrução: Copie a história abaixo.
O PASSEIO DA COBRA

Juju passou as férias na casa de sua tia Claúdia. A tia dela mora em
uma cidade bem pequenininha.
Uma vez choveu muito lá e as ruas ficaram cheias de água. Quando a
chuva passou e a água sumiu, apareceu uma jibóia preguiçosa se mexendo no
meio da rua. Os carros pararam e fizeram uma fila comprida e Juju ficou
pensando “Passarão em cima dela?”

VIII – Ditado
Instrução: Solicitar a S que escreva o que for ditado. Dar a pontuação.

Prova A – Vocábulos

bloco jarra quadrado


vaso mingau família
pomba canhão enguiço
sabão farol formiga
chover jeito cascalho
nascer selva fazenda
recebem menino clarear
olham queixo gesso

Prova B – Texto

A RUA VIROU RIO

Olhando a fotografia do jornal, Zezinho, um menino curioso, perguntou


para o pai:
- Papai, por que a rua da cidade virou rio?
- Porque choveu muito. Esse monte de água fez enguiçar muitos carros
e atrapalhou muita gente.
Zezinho, entusiasmado, respondeu:
- Que legal, pai! Então eu quero um barco no meu aniversário em vez de
uma bicicleta.
- Combinado – falou o pai.

X – Redação
Instrução: Leia com atenção e escreva uma história.

1. Conte como foi o dia em que você ficou mais contente na sua vida.
2. Escreva uma carta para o diretor da televisão pedindo para que passe um
programa sobre ...................................., que é o que você gosta.
Explique muito bem porque você quer este programa para convencer o
diretor.
NÍVEL DE ESCOLARIDADE: 3ª. e 4ª. SÉRIES / 4º. e 5º. ANOS

I – Leitura Oral

a. Leitura Oral
Instrução: Leia, em voz alta, o texto abaixo.

FABRÍCIO E FERNANDO
Conheceram-se no colégio. E logo ficaram amigos, para desespero das
tias. Ambos dotados de super poderes, podiam desaparecer e permanecer
invisíveis durante todo o período de aula. A tia só os encontrava se eles
quisessem.
Freqüentavam diariamente a diretoria, onde ficavam retidos, devido a
alguma traquinagem maior, até a chegada dos pais.
Certo dia, bagunçaram muito durante a aula e ficaram de castigo na
classe, sem direito ao recreio. Aí, aprontaram. O material escolar era guardado
na sala de aula. Descobriram as tintas. Pintaram toda a sala. Arrancaram
páginas de livros e cadernos para fazer aviões.
Os pais da dupla tiveram que rachar os prejuízos. Ao chagar em casa,
perguntaram sobre o acontecido. Fabrício, como de costume, acusou: “Foi o
Fernando”. Enquanto Fernando contava para seus pais sua versão de sempre:
“Foi o Fabrício”. E os conselhos também se repetiam: “Você não deve andar
mais com o Fernando”; “O Fabrício não é companhia pra você”. Mas, não
adiantava.
As atividades da dupla só foram interrompidas quando os pais mudaram
Fernando de colégio.
Assim, interromperam também uma grande amizade.

b. Reprodução oral da história


Instrução: Me conte o que você leu.

II – Leitura para Compreensão


Instrução: Leia o texto abaixo silenciosamente.

O TRUQUE

Fábio entrou na loja de brinquedos muito bravo, com um andar firme e


seguro. Dirigiu-se ao primeiro vendedor que encontrou e disse:
- Olha, estou habituado a ser muito bem servido em todos os lugares
que costumo comprar. Sempre comprei brinquedos para meus filhos nesta loja,
porque tem coisas originais, de boa qualidade e não muito caras. Mas essa de
vocês venderem um Super-Homem sem cabaça, eu não agüento. É demais!
Onde já se viu? Dei o Super-Homem de presente de aniversário para meu filho,
ele todo entusiasmado abriu a caixa e, quando foi ver, estava sem cabeça. Por
favor, troque esse Super-Homem por outro com cabeça.
O vendedor, assustado, nem tentou justificar a loja argumentando que
os brinquedos vêm em caixas fechadas e, portanto, ela não seria a
responsável. Sem pensar muito, já ia buscar outro boneco quando entrou na
loja um menininho agitado e descabelado. Pendurando-se no braço do pai,
gritava:
- Papai, o truque funcionou?!

Perguntas:
Instrução: Responda às questões abaixo.

1. Dê outro nome para a história e justifique-o.


2. Se você fosse o vendedor, o que faria com Fábio?
3. Qual foi a intenção de Fábio?
4. Ele conseguiu o que quis? Por quê?
5. Explique o que você entendeu da pergunta do filho.

III – Complementação de Sentenças


Instrução: Preencha os espaços em branco.
Ex:......(Meus)..... sapatos ficaram cheios .....(de)...... água.

1. Eu .................... meu irmão ficamos ................... ponto .................... ônibus.

2. Eu gosto ....................... ver televisão ....................... de ouvir música.

3. Eu saí .................... comprar sapatos ..................... não achei nenhum bonito.

4. .................... crianças fizeram muita bagunça ..................... a mãe


fazia ......................... bolo.

5. Eu gostaria de ir ao passeio ........................ meu amigo fosse.

6. Fomos ................... parque .................. diversões .................. não andamos


na roda gigante .................... estava quebrada.

7. Eu ..................... tinha visto o filme .................... passou ontem na televisão.

8. Ontem eu fui ............... as crianças brincar ................ pracinha ................


como choveu voltamos depressa.

9. ................. nós chagamos na escola, o professor perguntou: ...................


rasgou o caderno?

10. ...................... partiram .............. bagagem e voltaram ............


viagem ............... muitas malas.

IV – Formação de Sentenças
Instrução: Forme sentenças com as palavras abaixo.
Nota: Os verbos podem ser flexionados.
Ex: mão – puxar = Eu machuquei a mão quando puxei a corda.

1. quebrar – hora – na
2. pintar – bonita – para
3. cavalo – forte – de
4. chá – água
5. lâmpada – claro
V – Sequencialização de Parágrafos
Instrução: Numere os parágrafos na ordem que você achar correta.

UMA SOLUÇÃO PACÍFICA

( ) Espantado e cheio de curiosidade, Peri junta os achados e leva tudo até a


tribo, correndo velozmente pela floresta adentro.

( ) Chega na aldeia ofegante e cansado e logo outros companheiros lhe


comunicam que também viram gente esquisita pela redondeza.

( ) Todos correram para cortar bambu e depois formaram um bloco só. E,


esfregando um bambu no outro, conseguiram muito barulho. O eco ressoou
pela mata e os brancos ficaram com tanto medo que fugiram correndo.

( ) O que fazer? São bichos brancos? Vamos comê-los? Matá-los? E assim as


perguntas continuavam até que o pajé, que não era um homem guerreiro,
sugeriu espantá-los.

( ) – Como? Perguntaram uns. Não temos lanças, nunca fizemos guera, diziam
outros.
– Não importa, vamos espantá-los com a arama que conhecemos,
respondeu o pajé.

( ) Há muitos anos, no centro da Selva Amazônica, havia uma tribo que nunca
tinha tido contato com a civilização. Nunca tinham visto um homem branco e
portanto, não conheciam nada de seus hábitos e costumes.

( ) Até que, um certo dia, Peri, que era um guerreiro valente e corajoso, entre
uma caçada e outra, encontra vestígios de objetos estranhos como canecas,
garfos, sapatos e outras coisas mais.

VI – Combinação de Sentenças
Instrução: Organize as sentenças formando uma só, não mudando seu sentido.
Você pode flexionar os verbos, colocar palavras novas para ligar as sentenças
e tirar as palavras que você achar necessário.
Ex: Ontem fui andar de bicicleta.
O chão estava molhado.
Caí e quebrei o pé.
Respostas possíveis:
a) Ontem fui andar de bicicleta, mas o chão estava molhado e por isso caí e
quebrei o pé.
b) Ontem, quando andei de bicicleta no chão molhado, caí e quebrei o pé.
c) Ontem caí e quebrei o pé porque fui andar de bicicleta no chão molhado.
d) Quebrei o pé ontem ao cair da bicicleta, andando no chão molhado.

1. O estádio estava muito cheio.


Não conseguimos ver o jogo.
2. Tenho que estudar muito.
Preciso passar de ano.
Mamãe não me deixa viajar.
3. Ontem fui à cidade.
Não pude fazer compras na cidade.
Ontem choveu muito.
4. Meu pai foi por gasolina no carro.
Eu fui tomar uma laranjada.
Minha mãe foi comigo.
5. Nós estávamos na fazenda.
Nós sentamos em volta da fogueira tocando violão.
Mamãe estava fazendo quentão.

VII – Cópia
Instrução: Copie o texto abaixo.

AS TRÊS AMIGAS

Era uma noite clara numa cidade chamada Guiné. Três amigas
cansadas da viagem foram para o hotel decididas a levantar cedo. Júlia
sozinha em um quarto no fim do corredor.
Ouvindo um barulho na hora que entrou, assustou-se. Com medo,
resolveu olhar pela janela e viu um macaquinho abaixado batendo um bastão
em um poço.

VIII – Ditado
Instrução: Solicitar a S que escreva o que for ditado. Não dar pontuação na
prova B.

Prova A – Vocábulos

xícara sempre bolacha


família cafezal quilômetro
cacau graça cortarão
piscina engoliram guincharam
hábil pinguim pêssego
extintor foram cavalheiro
gesso horrível azedo
reclamar berço assanhado
sozinho xadrez gabinete
cronômetro aceso cachoeira
cereja jeito quíntuplo
registrado agarrarão

Prova B – Texto

HISTÓRIA DE CAÇADOR

Esta história, quem me contou foi Zé Guimarães, um famoso caçador.


Aconteceu durante uma de suas caçadas. Ele carregava uma grande
cabaça cheia d’água. Como pesava muito, pendurou a cabaça num galho de
girassol e saiu mata adentro. Andou, deu alguns tiros, não errou nenhum, pois
tinha uma pontaria infalível. Já era quase meio-dia quando resolveu voltar ao
local onde havia deixado a água. Estava com muita sede e também precisava
descansar um pouco.
Quando chegou ao local, teve uma grande surpresa. As formigas tinham
comido toda a cabaça e a água ficou pendurada.

IX – Redação
Instrução: Leia com atenção e escreva uma história.
1. Você foi com sua família a um parque de diversões. Imagine que você e sua
irmã estavam no alto da roda gigante. Ela quebrou e avisaram que o conserto
ia demorar duas horas.
2. Escreva uma carta para o diretor da televisão pedindo para que passe um
programa sobre .............................., que é o que você gosta.
Explique muito bem porque você quer esse programa e procure convencer o
diretor.
NÍVEL DE ESCOLARIDADE: 5ª. e 6ª. SÉRIES / 6º. e 7º. ANOS

I – Leitura Oral

Instrução: Leia, em voz alta, o texto abaixo.


a. Leitura oral

ALIÁS É O SEGUINTE

A novidade, dessa vez ficou por conta do Felipe, filho mais novo do
compadre Amâncio. Aprendeu e, automaticamente, incorporou ao seu
vocabulário uma nova palavra: “aliás”. E passou a usá-la indiscriminadamente.
No início, no meio ou no fim da oração. Aliás, qualquer que fosse a oração,
coubesse ou não um aliás, ele metia um aliás.
- Painho, minha bicicleta aliás tá quebrada.
- Aliás eu não quero tomar sopa.
- Não vou tomar banho hoje aliás.
Gastava aliás a vontade.
Quando compadre Amâncio me contou esta história, meu filho mais
velho, Gustavo, estava presente e brincava distraído com um avião de papel.
Distraído, porém, atento, como pude constatar em seguida. Assim que
compadre Amâncio foi embora, ele me abordou e soltou a pergunta:
- Papai, o que é aliás?
Fui apanhado de surpresa. Aliás, não sei se estando prevenido teria
mais facilidade para explicar a uma criança de quatro anos, o significado de
aliás.
Numa tentativa de ganhar tempo, enquanto buscava uma fórmula
salvadora, comecei:
- Aliás é o seguinte:...
- Piorou, papai, eu também não sei o que é o seguinte?!
Confesso que não consegui pensar em nenhuma resposta e, aliás,
deixei o aliás sem explicação.

b. Reprodução da história
Instrução: Faça um resumo escrito da leitura feita.

II – Leitura para Compreensão


Instrução: Leia o texto abaixo silenciosamente.

DIGO DIOGO

Um pai foi ao cartório registrar o filho recém-nascido. Informou ao


funcionário que a criança ia se chamar Diogo.
O funcionário, distraído, escreveu Digo, em vez de Diogo. O pai
percebeu e imediatamente reclamou. Aí, o funcionário falou que não podia
rasurar o livro. Ia ter que ficar assim mesmo. E começaram a discutir. Nisso,
chega um funcionário mais velho e, consequentemente, mais experiente e se
interessa pelo motivo da discussão. Quis saber o que estava acontecendo.
Explicaram-lhe. Aí, ele falou:
- Não tem importância. Não precisa rasurar o livro, nem deixar o nome
errado. Faça o seguinte: ponha uma vírgula e escreva: digo, onde digo Digo,
não digo Digo, digo Diogo.
E ficou resolvida a questão.

Perguntas:
1. Dê outro nome para a história e justifique- o.
2. O que você faria se fosse o funcionário inexperiente?
3. O que teria acontecido caso não tivesse chegado o homem mais velho?
4. O que os dois homens explicaram para ele?
5. Reescreva com as suas palavras a frase: digo, onde digo Digo, não digo
Digo, digo Diogo.

III – Complementação de Sentenças


Instrução: Preencha os espaços em branco.
Ex: ......(Meus)........ sapatos ficaram cheios .......(de)....... água.

1. É muito difícil perceber .............................. começam os


incêndios .............................. florestas.
2. .............................. eu fosse um astronauta, vestiria roupa
especial ............................. fosse necessário.
3. .............................. você faria ............................. começasse a chover e você
estivesse ............................ guarda-chuva?
4. É sempre importante saber .............................. é o
responsável .............................. direção .............................. uma escola.
5. No treino de basquete, torci meu pé e .............................. não vou poder
participar ............................. competição.
6. ............................. documento não ............................ pode dirigir.
7. .............................. faz frio ........................... faz calor.
8. Ontem estava passeando ........................... calçada ..............................
percebi ............................. estava sendo seguido ............................ meu
cachorro.
9. ............................. você me perguntou ............................. o dinheiro, eu me
espantei ............................ achei que estava com você.
10. .............................. gostaríamos de ver aquele filme ............................. ele
saiu de cartaz ............................. estudávamos ........................ os exames.

IV – Formação de Sentenças
Instrução: Forme sentenças com as palavras abaixo.
Nota: Os verbos podem ser flexionados.
Ex: mão – puxar = Eu machuquei a mão quando puxei a corda.

1. jangada – saltar – no
2. verde – tocar – mas
3. melancia – menor – de
4. sucesso – ferradura
5. assustador – casa

V – Sequencialização de Parágrafos
Instrução: Numere os parágrafos na ordem que você achar correta.
A CABRA

( ) O pobre homem entre espantado e irritado reclamou:


– “Seu” doutor, meu quarto já é tão pequeno, eu não estou mais
aguentando e o senhor quer que eu more com uma cabra?
– Você me pediu um conselho e eu o dei. Volte daqui a um mês. - disse o
Dr. Bernardo.

( ) – Mas, “Seu” doutor, agora que eu gastei dinheiro para comprar a cabra, o
senhor manda que eu me desfaça dela? – disse o homem.
– Você me pediu um conselho e eu o dei. Volte em um mês – repetiu o
doutor.
Novamente, após um mês, o homem voltou. Mas veio feliz sorrindo como
há muito tempo não fazia.

( ) O doutor ouviu sério e atento e lhe sugeriu então que comprasse uma
cabra que deveria passar a morar e dormir no mesmo quarto. E, pediu ao
homem que voltasse após um mês para lhe informar do resultado.

( ) Havia um homem muito pobre que morava em um quarto com a mulher e


nove filhos. A vida dele era um inferno, a mulher se lamentava, as crianças
gritavam, o cachorro era uma visita constante que frequentemente dormia na
sua cama, o gato miava pelos cantos do quarto e havia ainda muito mais. Ele
não sabia mais o que fazer para ter um pouco de sossego e paz.

( ) – Como vai, estou vendo que está muito satisfeito, parece então que desta
vez o meu conselho foi útil – disse o Dr. Bernardo.
– Ah! “Seu” doutor, nunca me senti tão feliz, tão sossegado como agora.
Minha vida é um paraíso.

( ) Passados trinta dias, o homem voltou, mais desesperado do que da


primeira vez.
Dr. Bernardo, então, recomendou:
– Tire a cabra de casa, dê para alguém. Volte para casa, vá em paz e
volte daqui a um mês.

( ) Um dia, resolvido, decidiu procurar alguém para contar sua situação


tragicômica e talvez, receber uma ajuda, uma orientação para sua vida tão
difícil.
Foi então que procurou o Dr. Bernardo, um homem considerado como o
mais ilustrado e inteligente da cidade.

VI – Combinação de Sentenças
Instrução: Organize as sentenças formando uma sentença só, não mudando
seu sentido. Você pode flexionar os verbos, colocar palavras novas para ligar
as sentenças e tirar as palavras que você achar necessário.
Ex: Ontem fui andar de bicicleta.
O chão estava molhado.
Caí e quebrei o pé.
Respostas possíveis:
a) Ontem fui andar de bicicleta, mas o chão estava molhado e por isso caí e
quebrei o pé.
b) Ontem, quando andei de bicicleta no chão molhado, caí e quebrei o pé.
c) Ontem caí e quebrei o pé porque fui andar de bicicleta no chão molhado.
d) Quebrei o pé ontem ao cair da bicicleta, andando no chão molhado.

1. Ricardo é bom nadador.


Ricardo perdeu na última competição do clube.
2. Ontem foi meu aniversário.
Eu adoro autorama.
Ganhei o presente dos meus sonhos.
3. A orquídea é uma flor bonita e delicada.
A orquídea precisa de muito cuidado.
A orquídea é uma flor cara.
4. Ontem mamãe tirou os quadros da parede para limpa-los.
Os quadros foram bem pendurados.
Um quadro caiu e quebrou.
5. Eu acho todos os doces brasileiros deliciosos.
Eu gosto de doces de frutas.
Os doces típicos brasileiros são feitos de frutas.

VII – Cópia
Instrução: Copie o texto abaixo.

O HOMENZINHO VERDE

Dizem que criança vê coisas que os adultos não vêem.


Guilherme era um garoto que tinha esta capacidade. Certa noite, já bem
tarde, ele acordou o pai:
– Papai, papai!
– O que é, meu filho?
– Tem um homenzinho verde lá no meu quarto.
– E o que ele está fazendo? – perguntou o pai, sonolento.
– Tá olhando pra mim.
O pai levantou-se e foi até o quarto de Guilherme.
– Cadê o tal homenzinho verde?
– Bem ali – respondeu Guilherme, apontando para um canto do quarto.
– Mas, ali não tem nada. Olhe, vá se deitar e vire-se pro outro lado.
Deixou Guilherme deitado e voltou para o seu quarto.
“É, os adultos são mesmo cegos”, pensou Guilherme, antes de
adormecer.

VIII – Ditado
Instrução: Solicitar a S que escreva o que foi ditado. Não dar a pontuação.

Prova A – Vocábulos

xícara sempre bolacha


família cafezal quilômetro
cacau graça cortarão
piscina engoliram guincharam
hábil pinguim pêssego
extintor foram cavalheiro
gesso horrível azedo
reclamar berço assanhado
sozinho xadrez gabinete
cronômetro aceso cachoeira
cereja jeito quíntuplo
registrado agarrarão

Prova B – Texto

SOLUÇÃO PRÁTICA

A professora de Sônia pediu que seus alunos da turma da manhã


criassem histórias porque iria selecionar uma delas para fazer uma peça de
teatro, para a festa de fim de ano. As crianças, sem se queixar, muito
entusiasmadas, fizeram histórias interessantes.
Depois de ler todos os trabalhos que recebeu das crianças, a professora
escolheu duas histórias por não conseguir decidir qual delas era a melhor.
Discutindo esse problema com a classe, Sônia, que era aluna inteligente e
cheia de vida, propôs uma solução:
– Tia, você me dá essas duas histórias que eu vou dar um jeito de
compor as duas e fazer uma só.
– E se você não conseguir arranjar “o meio” da história? – perguntou a
professora.
– Não faz mal – respondeu Sônia – a gente começa a peça agora e
passa o fim só no ano que vem. Assim, ninguém vai perceber que não tem
meio.

IX – Redação
Instrução: Leia com atenção e escreva uma história sobre a situação proposta.

1. Você e seus amigos estão no jardim quando, de repente, os guardas


aparecem gritando para que todos saiam de lá, porque o leão fugiu da jaula.
2. Escreva uma carta para o diretor da televisão pedindo para que ponha no ar
um programa sobre .............................., que é o que você mais gosta. Explique
muito bem porque você quer esse programa e procure convencer o diretor.
NÍVEL DE ESCOLARIDADE: 7ª. e 8ª. SÉRIES / 8º. e 9º. ANOS

I – Leitura Oral
Instrução: Leia, em voz alta, o texto abaixo.
a. Leitura oral

Luís acordou com dificuldade numa manhã quente, quando lembrou que
era dia da excursão que tanto esperava. Ele se aprontou correndo, tomou café
às pressas e conseguiu chegar na hora ao lugar do encontro.
Assim que Luís subiu no ônibus, percebeu que havia uma moça muito
simpática que falava com todo mundo, ajudava os mais velhos a se
acomodarem e sempre tinha uma brincadeira para os mais jovens. Luís
percebeu logo que ela era a guia da excursão. Quando todos estavam
acomodados, Alice, a moça simpática, fez um sinal para o motorista e partiram.
Depois de três horas de viagem e algumas paradas, chegaram a uma
cidade velha, cheia de pedras e escavações. Alice levou os turistas para o
fundo de uma caverna. Como sempre muito atenciosa, ajudava e dava a mão
para todos que tinham dificuldade de passar pelas pedras e buracos, enquanto
ia contando a história incrível do povo que tinha vivido naquela caverna.
Em certo momento, Luís percebeu que Alice estava a seu lado e ouviu:
- “Moço, espera um pouquinho que agora tem um buraco enorme”.
- “O que!?” – falou Luís espantado. “Você vem ajudando todo mundo,
segurando velhos e crianças e agora você está pedindo ajuda?”
- “Ora, seu moço, você não percebeu nada!” – respondeu ela. “Com
essa história de ajudar, quem se segura neles sou eu!”

b. Reprodução da história
Instrução: Leia o texto abaixo silenciosamente.

COINCIDÊNCIA

Dani entrou no carro apressado. Era dia de prova na faculdade e já


estava atrasado. Subiu no carro, deu partida e... miau. O som estranho ressoou
pela garagem. Dani engatou a marcha ré, e novamente... miau. Entre
assustado e preocupado, ele saiu do carro, olhou por baixo, procurou pela
garagem toda. Não achou nada. Entrou novamente, deu a partida, e... miau.
Decidido, saiu da garagem pensando: “Eu devo estar ficando louco,
acho que estou estudando demais. “E novamente... miau. “Nunca mais vou
ficar a noite inteira acordado. Já estou até ouvindo coisas.”
Parando o carro no primeiro farol que apareceu (... miau) o motorista de
um carro amarelo parado ao lado, olhou espantado e comentou:
- Rapaz! Onde você arranjou carro que mia?
Dani, muito aborrecido, não obstante a pressa, decidiu verificar o que
estava acontecendo. Parou no primeiro posto de gasolina e pediu ajuda.
Procuraram, reviraram o carro e depois de muito remexer, já estavam
desistindo quando um gatinho branco saiu correndo debaixo do carro, indo se
instalar em um carro que estava se abastecendo lá.
No dia seguinte, parando naquele mesmo farol perto do posto, Dani vê
um carro amarelo e... miau. Ele então, muito sorridente, perguntou para o
motorista:
- Rapaz! Onde você arranjou um carro que mia?

Perguntas
Instrução: Responda as questões abaixo.

1. Dê outro nome para a história e justifique-o.


2. O que você faria se fosse Dani?
3. O que permitiu o diálogo entre os motoristas? Qual a razão?
4. Quantas coincidências aconteceram? Quais foram?
5. Quais os personagens que lucraram com as coincidências?

III – Complementação de Sentenças


Instrução: Preencha os espaços em branco.
Ex: ......(Meus)........... sapatos ficaram cheios ........(de)......... água.

1. .............................. planador foi puxado .............................. avião até


chegar .............................. altura em que podia voar sozinho
levado .............................. correntes .............................. ar.
2. Gostei muito .............................. viagem ..............................
fizemos .............................. nordeste .............................. vimos coisas muito
interessantes.
3. Gostaria de saber .............................. entendeu aquele
filme .............................. tenho .............................. fazer um resumo.
4. As florestas vão acabar logo .............................. forma construídas muitas
fábricas .............................. volta delas.
5. Meu pai foi colocar gasolina .............................. carro e ..............................
isso eu fui comer sanduíche .............................. bar.
6. .............................. você pode vir buscar ..............................
livro .............................. minha casa .............................. fazer o trabalho?
7. Eu quero saber .............................. vai ser .............................. festa
e .............................. pode me levar.
8. Quero saber .............................. dinheiro tenho que levar ..............................
a viagem e .............................. o ônibus vai sair.
9. .............................. fomos ao teatro e saímos .............................. guarda-
chuva .............................. o tempo estava ruim, .............................. chegamos
todos molhados.
10. Os alunos .............................. foram .............................. escola naquele dia
tiveram uma surpresa .............................. passaram pela secretária e souberam
.............................. não ia ter aula.

IV – Formação de Sentenças
Instrução: Forme sentenças com as palavras abaixo.
Nota: Os verbos podem ser flexionados.
Ex: mão - puxar = Eu machuquei a mão quando puxei a corda.

1. navio – chover – enquanto


2. protestar – se – forte
3. livro – extraordinário – porém
4. silêncio – gelo
5. fumaça – mínimo

V – Sequencialização de Parágrafos
Instrução: Numere os parágrafos na ordem que você achar correta.

IDEIAS É O QUE NÃO FALTA

( ) E assim as receitas iam-se sucedendo, D. Maria ia desanimando, sem


perspectiva para a solução do problema.

( ) Após dois meses de idas e vindas, D. Maria foi novamente procurar “Seu
Dito” em busca de um remédio novo.

( ) D. Maria resolveu então procurar o sábio da cidade vizinha, conhecido


como um homem prático, inteligente e sensato, famoso por sua habilidade de
desvendar mistérios e solucionar problemas.

( ) “Seu” Dito, disse D. Maria, o senhor tem ainda outro remédio para minhas
galinhas?
– Ora, D. Maria, respondeu o sábio, palpites, tenho-os aos montes, mas a
senhora ainda tem galinhas?

( ) D. Maria estava desesperada. Suas galinhas estavam morrendo e ninguém


conseguia descobrir a razão. Ela era conhecida por toda a redondeza como a
melhor criadora de galinhas que tinha surgido nos últimos tempos. Suas aves
sempre gordas, cuidadas e apetitosas eram procuradas por criadores de
diversas regiões do país.

( ) Mas eis que a desgraça começou inexplicavelmente e, entre veterinários,


despachos, pesquisas e macumbas, ninguém lhe dava uma solução.

( ) Chegando lá, entre lamentos e prantos, D. Maria expôs ao sábio sua


desesperada situação. “Seu” Dito tranqüilizando-a, recomendou alimentar as
galinhas com maisena misturada com um pouco de sal.

( ) Alguns dias mais tarde, D. Maria voltou informando que a mistura não tinha
surtido o efeito esperado. “Seu” Dito, novamente procurando amenizar a
situação, recomendou que as galinhas fossem alimentadas com gema seca de
ovo misturada com leite e um pouco de farinha.

VI – Combinação de Sentenças
Instrução: Organize as sentenças formando uma só, não mudando seu sentido.
Você pode flexionar os verbos, colocar palavras novas para ligar as sentenças
e tirar palavras que você achar necessário.
Ex: Ontem fui andar de bicicleta.
O chão estava molhado.
Caí e quebrei o pé.
Respostas possíveis:
a) Ontem fui andar de bicicleta, mas o chão estava molhado e por isso caí e
quebrei o pé.
b) Ontem, quando andei de bicicleta no chão molhado, caí e quebrei o pé.
c) Ontem caí e quebrei o pé porque fui andar de bicicleta no chão molhado.
d) Quebrei o pé ontem ao cair da bicicleta, andando no chão molhado.

1. Gostaria de fotografar o fundo do mar.


No fundo do mar, a vegetação é rica.
2. O cavalo disparou pelo pasto.
O raio caiu na árvore.
A árvore pegou fogo.
3. Os supermercados pequenos são tranqüilos.
É difícil fazer compras em supermercados grandes.
Os supermercados grandes estão sempre lotados.
4. Os índios têm hábitos interessantes.
Atualmente, não há interesse na preservação da cultura indígena.
A cultura indígena pode desaparecer.
5. Fui a uma exposição em uma galeria de arte.
As obras de arte são muito caras.
Eu comprei um bom quadro.

VII – Cópia
Instrução: Copie o texto abaixo.

FANTASMAS NÃO EXISTEM

Não acredito em fantasmas. Mas, um dia, ou melhor, uma noite,


aconteceram certas coisas que me fizeram arrepiar. Eu estava lendo na minha
sala de estudo quando, por volta da meia-noite – estas coisas sempre
acontecem à meia-noite – a luz se apagou e acendeu rapidamente. Pensei:
será que foi só um piscar de olhos um pouco mais demorado, ou isto realmente
aconteceu?
A luz piscou outra vez, aumentando a minha dúvida sobre a teoria da
piscadela. Resolvi investigar. Fui até a varanda e observei durante algum
tempo. Nada.
Assim que entrei, a luz voltou a piscar e a porta manifestou a intenção
de fechar.
Fantasmas não existem, é claro, mas, por via das dúvidas...
Apaguei a luz, tranquei a porta e fui para o quarto dormir.
NÍVEL DE ESCOLARIDADE: COLEGIAL

I – Leitura Oral
Instrução: Leia, em voz alta, o texto abaixo.
a. Leitura oral

CRÔNICA DE UM CLÁSSICO

A primeira desordem aconteceu logo após iniciada a etapa


complementar. Até então, os jogadores vinham se conduzindo com moderação,
embora a tensão e o nervosismo proporcionados pala importância do evento
fossem perceptíveis, pois estava em jogo o título máximo da categoria. Mas,
bastou um atacante empurrar faltosamente um defensor adversário, para
desencadear uma série de hostilidades que perdurariam até o final da disputa.
O trio de arbitragem vinha exibindo um desempenho razoável,
considerando-se as circunstâncias reinantes. Porém, no momento em que se
fez necessária uma conduta mais rígida, o árbitro principal revelou-se
imponente para conter a eclosão da violência. De nada valeram sua encenação
teatral e suas ameaças, apontando o cronômetro, de descontar o tempo.
Uma das equipes lutava, também, contra o tempo, querendo descontar a
desvantagem. Por ouro lado, a outra equipe lutava para sustentar a vantagem
que lhe favorecia e que, se mantida, garantiria o título. Daí, que passou a valer
tudo.
Cumprindo a ameaça, o árbitro extrapolou o tempo regulamentar.
Permanecia inalterado o placar da etapa inicial. Nos últimos instantes, porém,
uma escorada de cabeça, a um cruzamento originário da extrema direita,
colocou a pelota no fundo da rede, arrancando da torcida um prolongado grito
de gol.
Aí, houve prorrogação, pois, o jogo não podia terminar empatado.
Mas, isso aí já é outra história.

b. Reprodução da história
Instrução: Faça um resumo escrito da leitura feita.

II – Leitura para Compreensão


Instrução: Leia o texto abaixo, silenciosamente.

ONDE TUDO É POSSÍVEL

Existe uma dimensão que não depende do tempo e do espaço, nem


obedece a nenhuma lei natural. Uma região em que impossibilidades não
existem, pois tudo é possível. É uma região acessível a todos, quem quiser
pode por ela incursionar. E cada um é dono absoluto do seu próprio domínio.
Nesta dimensão, o tempo e o espaço tornam-se brinquedos e podem ser
manipulados à vontade. É possível regredir no tempo e visitar o passado, ou
excursionar pelo futuro. Com a mesma facilidade, é possível manipular as
formas, as cores, os sons. Pode-se criar coisas novas, ou modificar as já
existentes.
Esta região não tem existência física, por isso não tem fronteiras; sua
extensão é ilimitada. Muitas coisas, nela produzidas, porém, são materializadas
na dimensão em que vivemos. É de lá que surge todo tipo de manifestação
artística. E a fonte é inesgotável, pois afinal, não existem limites para a
imaginação.

Perguntas:
1. Dê outro nome para a história e justifique-o.
2. Reescreva o que você entendeu do texto com suas palavras, especificando
as características dessa dimensão.

III – Complementação de Sentenças


Instrução: Preencha os espaços em branco.
Ex: .....(Meus)..... sapatos ficaram cheios ......(de)....... água.

1. Você poderá sair .............................. termine a lição.


2. O mar estava perigoso hoje e .............................. não pude nadar.
3. Quanto .............................. eu .............................. eu
preocupo .............................. tenho paciência .............................. estudar.
4. .............................. quiser ouvir música .............................. incomodar os
outros deve ouvi-la .............................. as portas fechadas.
5. Tenho .............................. sair logo .............................. fazer
compras .............................. o Natal .............................. o
trânsito .............................. muito ruim nesta época.
6. .............................. vi que estava chovendo, pensei .............................. não
sair, .............................. lembrei .............................. era
preciso .............................. não tinha o livro para fazer a tarefa.
7. Preciso saber .............................. custa o presente ..............................
comprá-...............................
8. .............................. eu não souber arrumar a televisão vou precisar
mandá-.............................. para o conserto.
9. Mesmo .............................. o exame seja difícil podemos ser bem
sucedidos .............................. estudarmos bastante.
10. .............................. iríamos .............................. clube ..............................
fosse mais cedo .............................. estivesse chovendo.

IV – Formação de Sentenças
Instrução: Formar sentenças com os vocábulos dados abaixo.
Nota: Os verbos podem ser flexionados.
Ex: mão - puxar = Eu machuquei a mão quando puxei a corda.

1. escultor – selecionar – enquanto


2. resolver – cansado – embora
3. calça – fracasso – aliás
4. semelhança – cavalos
5. ramo – necessário

V – Sequencialização de Parágrafos
Instrução: Numere os parágrafos na ordem que você achar correta.
A ESTRANHA CAÇA

( ) Ele, com seus 58 anos de vida, nunca tinha visto um lagarto daquele
tamanho. Duas vezes, pelo menos, o tamanho da cadela. Por sorte, o tiro
atingiu bem na cabeça. Senão, com a espingarda velha, não teria abatido
aquela caça.

( ) Quando o sol suspendeu a vigilância, pararam para descansar. À luz das


estrelas, o homem resolveu sair pela mata seca em busca de alguma coisa que
lhes pudesse aliviar a fome. Com sorte, talvez conseguisse um preá ou algum
lagarto.

( ) A cadela chegou primeiro ao local onde se encontrava a vítima do disparo.


Ficou latindo e abanando nervosamente a cauda, mas não se aproximou.
Chegando ao local, o homem compreendeu o motivo do nervosismo da cadela.

( ) A família de retirantes perambulava pela caatinga. Expulsos da terra pela


seca prolongada, erravam em busca de um lugar onde pudessem sobreviver. O
sol impiedoso acompanhava atento o êxodo forçado de suas vítimas. Eram
oito: um casal, cinco filhos e uma cadela.

( ) Depois de andar umas duas horas, em companhia da cadela, percebeu


alguma coisa se mexendo atrás de uma moita. Pelo jeito parecia ser algo
grande. Apontou e disparou.

( ) Arrastou o enorme lagarto para onde se encontrava a família. Fez uma


fogueira com galhos secos e...

VI – Combinação de Sentenças
Instrução: Organize as sentenças formando uma só, não mudando seu sentido.
Você pode flexionar os verbos, colocar palavras novas para ligar as sentenças
e tirar palavras que você achar necessário.
Ex: Ontem fui andar de bicicleta.
O chão estava molhado.
Caí e quebrei o pé.

Respostas possíveis:
a) Ontem fui andar de bicicleta, mas o chão estava molhado e por isso caí e
quebrei o pé.
b) Ontem, quando andei de bicicleta no chão molhado, caí e quebrei o pé.
c) Ontem caí e quebrei o pé porque fui andar de bicicleta no chão molhado.
d) Quebrei o pé ontem ao cair da bicicleta, andando no chão molhado.

1. O nevoeiro atrapalha o piloto.


É perigoso viajar com nevoeiro.

2. Os filmes bons são raros.


O cinema, por ser um meio de comunicação de grande alcance, deveria ser
mais explorado.
A produção cinematográfica é cara.
3. Todas as áreas das ciências beneficiaram-se com as pesquisas espaciais.
As pesquisas espaciais levaram o homem à Lua.
Ainda existem muitas interrogações em todas as áreas das ciências.

4. A poluição sonora é característica das grandes cidades.


A poluição sonora é prejudicial à saúde.
O homem está procurando a vida do campo.

5. As regiões tropicais caracterizam-se por uma fauna e uma flora abundantes.


As regiões árticas possuem pouca vida animal e vegetal.
As condições climáticas das regiões árticas são pouco propícias à vida.

VII – Cópia
Instrução: Copie o texto abaixo.

FESTIVAL DE INVERNO

Choveu muito o dia todo. O riacho que atravessava o bosque


transbordou. Com a chegada da noite, porém, a chuva abrandou e aos poucos
foi se dissipando.
Às margens do riacho reuniram-se sapos e rãs. Nas moitas
acomodaram-se os grilos e, nos galhos das árvores, as cigarras ocuparam
seus lugares. Aí, o espetáculo começou. Um grande sapo emitiu um som
grave, logo imitado por outro e, dentro em pouco, todos participavam
ativamente do alegre festival que a natureza sempre promove nessas ocasiões.
As cigarras, com seu canto agudo e contínuo, faziam o acompanhamento de
fundo.
A sinfonia natural prolongou-se por toda noite, e, quando o dia
amanheceu, os componentes da estranha orquestra já se haviam recolhido
para um merecido descanso, até a próxima exibição.

VIII – Ditado
Instrução: Solicitar a S que escreva o que for ditado. Não dar a pontuação na
Prova B.

Prova A – Vocábulos
sucção carrinho nascer
rampa jejum calha
hotel igual veloz
agitação horizontal escreverão
apavorado adolescência sucessivo
massacraram obscurecer zootécnico
expressões bacalhau exímio
instância galocha jibóia
álbum cacau sintonizar
sussurrar aceitável guisado
chácara quíntuplo enfronhado
auxílio queixaram Fisiológico
Prova B – Texto

DEPOIS DA CATÁSTROFE

O dia amanheceu mais uma vez tranquilo. O silêncio reinava absoluto


em toda parte. Nada se manifestava no sentido de perturbar a quietude. Não
havia pássaros cantando. Nem grilos. Nem cigarras. O vento passeava
timidamente por entre os galhos desfolhados das árvores mortas.
Um graveto no chão ensaiou uma decolagem e aproveitando um sopro
cólico mais ousado, aterrissou alguns centímetros adiante, desintegrado.
O silêncio e a quietude se apoderaram também das cidades. Nada se
mexia. Nenhum fluído no ar se via. Nenhuma exceção se fazia. Jamais alguém
presenciaria. Nada nascia. Um exagero do silêncio. Nada o rompia. Ausência
total de vida.
Ausência total de vida?
Uma barata atravessou a rua, em silêncio.

IX – Redação

Instrução: Leia com atenção e escreva uma história sobre a situação


proposta.
1. Você estava sentado em um restaurante observando as pessoas e o
lugar. Crie alguma situação interessante em torno disso.
2. Escreva uma carta para o diretor da televisão pedindo para que
ponha no ar um programa sobre ..............................................., que é
o que você gosta. Explique muito bem porque você quer esse
programa e procure convencer o diretor.

VIII – Ditado

Instrução: Solicitar a S que escreva o que for ditado.


Não dar a pontuação na prova B.

Prova A – Vocábulos
sucção carrinho nascer
rampa jejum calha
hotel igual veloz
agitação horizontal escreverão
apavorado adolescência sucessivo
massacraram obscurecer zootécnico
expressões bacalhau exímio
instância galocha jibóia
álbum cacau sintonizar
sussurrar aceitável guisado
chácara quíntuplo enfronhado
auxílio queixaram fisiológico

Prova B – Texto
O PÁSSARO DA MEIA-NOITE

Joel costuma ficar lendo, na varanda do apartamento. Certa vez, por


volta da meia-noite, teve um susto quando uma sombra passou sobre sua
cabeça, num vaso que pendia numa corrente presa no teto. Era um pássaro,
Joel, num gesto, fechou o livro e ficou contemplando o passarinho, até que ele
foi embora.
Na noite seguinte, à mesma hora, o pássaro voltou. E ficou voando
alegremente de uma planta para outra.
Joel resolveu conquistar a amizade dele. Na terceira noite, antes do
pássaro chegar, colocou umas folhas de alface e água entre as plantas. O
passarinho chegou à hora de sempre. Comeu e bebeu. Joel fez a mesma coisa
na outra noite, e na outra. E o passarinho comia e bebia.
Depois de uma semana, Joel tentou uma maior aproximação. Quando o
passarinho chegou, Joel levantou-se e tentou chegar perto. O passarinho voou
e sumiu na escuridão. Joel zangou-se:
Ingrato! – gritou – dou-lhe de comer e beber e não quer ser meu amigo.
Ou está receoso?

IX – Redação
Instrução: leia com atenção e escreva uma história sobre a situação
proposta.

1. Você foi sozinho fazer uma viagem de ônibus e no meio da


estrada ele quebrou. O motorista arranjou uma carona para ir
buscar socorro.
2. Escreva uma carta para o diretor da televisão pedindo para que
ponha no ar um programa sobre......................................., que é o
que você gosta.
Explique muito bem porque você quer esse programa e procure
convencer o diretor.
MANUAL DE APLICAÇÃO
DAS PROVAS ESPECÍFICAS
FONÉTICA E FONOLOGIA
PROVAS ESPECÍFICAS – FONÉTICA E FONOLOGIA

I – Objetivo das provas

- Avaliar a recepção e emissão dos vocábulos em que estão


representados os fonemas do português.
- Avaliar a recepção e emissão de seqüências fonológicas, em
contextos fonéticos diferentes.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas três listas, sendo a primeira relacionada à extensão


vocabular, a segunda à posição do fonema no vocábulo e a última à tonicidade
dos vocábulos.
- A lista relacionada à extensão vocabular é composta por grupos de
vinte vocábulos mono, di, tri e polissilábicos (sendo quinze com quatro sílabas
e cinco com cinco sílabas). A lista foi balanceada quanto à seleção de
vocábulos oxítonos, paroxítonos e proparoxítonos, com sílabas tônicas abertas
e fechadas e ainda, existiu a preocupação com a ocorrência de todos os
fonemas.
- A lista relacionada à posição do fonema no vocábulo é composta por
vocábulos trissílabos. Os fonemas colocados em foco ocorrem em sílaba
inicial, medial e final de vocábulo, sendo estas sílabas átonas. Houve o
balanceamento também em termos de tonicidade do vocábulo (oxítonas,
paroxítonas e proparoxítonas).
- A lista relacionada à tonicidade dos vocábulos é composta por grupos
de vocábulos di, tri e polissilábicos, subdivididos em oxítonas, paroxítonas e
proparoxítonas.
- O balanceamento dos vocábulos sofreu restrições relativas às
características da língua, como por exemplo, a não ocorrência da vibrante
simples em posição inicial de vocábulo.

III – Normas de aplicação¹

Instrução: Solicitar a S a repetição das palavras que E falar.


- As normas de aplicação são as mesmas já expostas na apresentação
da tarefa de Lista de Palavras do Exame de Comunicação Oral.
- Sugere-se que E apresente a lista de extensão horizontalmente e, a de
tonicidade, verticalmente. Não há recomendação especial para a de posição do
fonema do vocábulo.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das emissões de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para a resposta.
2. Organização do material registrado
- A organização do material segue os mesmos critérios já
expostos para a Prova de Lista de Palavras do Exame de
Comunicação Oral.
3. Interpretação
- A interpretação é feita da forma já apresentada na Prova de
Lista de Palavras do Exame de Comunicação Oral.

4. Dados da pesquisa prévia


- Os resultados obtidos foram os mesmos já mencionados na
Prova de Lista de Palavras do Exame de Comunicação Oral.
- Não foi observado qualquer dado relevante relacionado à
posição do fonema no vocábulo nas diversas faixas etárias.
PROVAS ESPECÍFICAS
FONÉTICA E FONOLOGIA
PROVAS ESPECÍFICAS – FONÉTICA E FONOLOGIA

Lista de Palavras

Instrução: Solicitar a S a repetição das palavras.

a. Variável Extensão

Monossílabos Dissílabos Trissílabos Polissílabos


só suco lâmpada fantástico
cão fará tapume cavalheiro
luz feliz jabuti assombroso
nó tampa chocante ginástica
má chove bagunça engrandeci
gás justa sereno rinoceronte
tal perda vândalo maracujá
chá manhã traçado esclarecedor
boi disco chácara dissílabo
dó anzol fanhoso rebolando
vê garra gélido afluente
zum cofre frescobol matrícula
ré borda molhado jabuticaba
jaz viro marajá grampeador
pá melhor guaraná preguiçoso
três nabo ganhador recoberto
frio traço rasante abocanhado
clã nenê vareta redescobri
pé farda fábrica identifica
fé monta dublagem histórico

b. Variável Posição
1. Consoante
Inicial Medial Final
manacá batizar encampo
pacote véspera átomo
descascar picador capote
tapete médico marreco
canela engomar válvula
batina infeliz caçamba
furador passará machado
dourado música morcego
rachava congelar fósforo
gamela milharal salame
marmelo domador caverna
pecador jaboti décima
novena caldeirão carinho
beliscar hospital gasosa
folhagem rebuscar garrafa
lavável bonecão cócega
cebola conhecer reforço
xilindró tráfego maxixe
chamego laçador revolver
sumaré machucar tímpano
varado avião camisa
zabumba regador bandeja
zangado vozeiro hábito
gilete ajeitar camelo
ganhador lâmpada árabe
laranja talharim repolho
caminhão militar suspiro
votação coração dívida
nanica arrepio gangorra
regado enxaguar mágico

2. Grupos Consonantais
Grupos com /r/
Inicial Medial Final
dracena expressão recompra
pranchada escrever massacre
tremido embrulhar casebre
cratera madrugar compadre
fracasso agradar malogro
drenagem refrear enxofre
brecada lavrador palavra
princípio aprender assopra
granada patrulhar teatro
groselha recrutar enquadro
croquete abridor ministro
fritura padrinho íntegra
tragédia agrião relacra
bruxaria África assombro
gravada pátria Decifra

Grupos com /l/


Inicial Medial Final
glicose aplaudir exemplo
platina explorar insufla
fluído bíblia triciclo
cliente declarar
planeta reflexão
bloqueio publicar
clareza englobar
glacial reclamar
blefista aflorar
flanela
c. Variável Tonicidade
Dissílabos Trissílabos Polissílabos
Oxítonas Oxítonas Oxítonas
café carijó liquidificador
forró candomblé reconstrução
tatu chaminé empreendedor
cipó chapecó estofador
chalé manacá transformação
xaxim camponês maracujá
chinês amendoim jacarandá
varal cafezal tupinambá
fogão nutrição acarajé
suor indispor abacaxi
Paroxítonas Paroxítonas Paroxítonas
maca macuco Candelabro
sítio moleque especulatório
chuva cacique marajoara
folha galinha chocolate
vara lenhoso abacate
índio pitanga cabisbaixo
quinta nortista retornando
balde rabisco açougueiro
peixe liberta sofrimento
verde ressalva manteigueira
Proparoxítonas Proparoxítonas
pântano antônimo
flâmula solícito
década helênico
víbora espetáculo
rótulo elástico
ênfase altíssimo
quíntuplo cirúrgico
pêndulo empréstimo
áspero indústria
cárcere inércia
MANUAL DE APLICAÇÃO
DAS PROVAS ESPECÍFICAS
DE PERCEPÇÃO AUDITIVA
PROVAS ESPECÍFICAS DE PERCEPÇÃO AUDITIVA

I – Objetivos gerais
-Avaliar a percepção auditiva de S.
-Avaliar a interferência de eventuais falhas de percepção na
comunicação oral e/ou escrita de S.
-Relacionar os desvios encontrados nas áreas perceptuais
possivelmente responsáveis pela alteração da comunicação.

A – DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA

I – Objetivo das provas


-Avaliar a discriminação de S quanto aos traços distintivos de
sonoridade, zona, modo e nasalidade em fonemas do português do Brasil.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas três provas de discriminação de vocábulos, que são


pares mínimos, apresentadas como Prova a, Prova b e Prova c.
- A Prova a é constituída por séries de quatro pares dissílabos, sendo
dois iguais e dois diferentes, dispostos aleatoriamente. As séries se compõem
por vocábulos que constituem pares mínimos entre si que se distinguem tanto
através de consoantes quanto de vogais. Os fonemas se encontram em sílaba
inicial tônica que é um contexto facilitador para a percepção e sua distribuição
é aleatória quanto à abertura e fechamento da sílaba.
- A Prova b é constituída por vinte séries de seis vocábulos cada,
agrupados dois a dois, que sempre têm dois pares diferentes e um igual. O
critério de seleção dos pares seguiu os já apresentados na Prova a.
- A distinção dos fonemas se apresenta apenas uma vez, com
distribuição aleatória e se restringe aos fonemas consonantais.
- A Prova c é constituída por vinte pares mínimos de vocábulos
dissílabos ou trissílabos, aleatoriamente distribuídos quanto à tonicidade da
sílaba do fonema visado.
- A grafia dos vocábulos apresentados viola muitas vezes as normas de
acentuação. Ex.: péla (v. pelar) e pêla (preposição). Seu objetivo foi lembrar a
E a necessidade de distinguir os vocábulos na emissão.

III – Normas de aplicação

Instruções:
- Prova a – Solicitar a S que diga se as palavras apresentadas são iguais
ou diferentes.
- E deve certificar-se de que S conhece o significado de igual e
diferente.
- Prova b – Solicitar a S que diga qual é a palavra que se repete.
- Prova c – Solicitar a S que defina as palavras dadas, na ordem da
apresentação.
- Sugere-se dar os exemplos na apresentação de cada prova,
certificando-se da compreensão de S.
- Apresentar os vocábulos sem entonação enfática, em ritmo e
intensidade normal de voz.
- Sugere-se apresentar as séries verticalmente.
- Repetir a série uma vez uma vez, caso seja solicitado por S (o que será
levado em conta na avaliação).
- Apresentar os vocábulos procurando não favorecer o uso de apoio
visual na emissão de E.
- Sugere-se não interferir nas respostas de S.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das respostas de S.
- Das estratégias utilizadas para as respostas.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de desvio: respostas incorretas.
- Pela natureza do desvio: pelo traço distintivo não discriminado.
- Pela consistência do desvio: se os desvios de mesma natureza
ocorrem sistemática ou assistematicamente.
- Por tipo de estratégia utilizada para respostas: uso de apoio
acústico e/ou articulatório, busca de apoio visual na emissão de E,
hesitação, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar a discriminação auditiva,
buscando levantar a eventual interferência desta área em desvios
da comunicação oral e/ou escrita de S.
Convém ainda ressaltar a importância das estratégias
utilizadas para respostas, na medida que podem indicar uma inabilidade para
discriminação dos fonemas, como por exemplo, o uso de apoio articulatório e
acústico-articulatório, mecanismo esse que dá outras pistas para a
discriminação. Contudo, são aceitáveis respostas não-verbais como o apontar
para o referente do vocábulo apresentado. Ex.: queixo (Prova c).
A análise comparativa do tipo e natureza dos desvios desta
prova e dos desvios analisados durante todo o exame, no que se refere aos
aspectos fonêmico e fonológico, permite analisar a consistência do desvio e,
consequentemente, relacioná-los a alterações em certas áreas.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças de 3 anos não entenderam as Provas a e b, na
Prova c, solicitaram que as palavras fossem dadas isoladamente.
- As crianças de 4 a 5 anos responderam as Provas a e c,
solicitando ainda emissão isolada dos vocábulos. Também não
mostraram compreensão da Prova b. Dificuldades não
sistemáticas foram observadas apenas na discriminação do traço
distintivo de sonoridade.
- Os sujeitos de 6 a 18 anos responderam adequadamente às
provas.
B – MEMÓRIA AUDITIVA IMEDIATA

I – Objetivos da prova

- Avaliar a extensão da memória auditiva para dígitos, vocábulos e


sentenças.
- Complementar dados obtidos na Prova de Memória Auditiva
Imediata do Exame de Triagem.

II – Critérios de elaboração

a. Séries de dígitos
- Foram organizados cinco grupos de dígitos, com quatro
séries em cada grupo.
- Cada grupo contém duas séries com dígitos apresentados
em ordem crescente e duas séries se ordem estabelecida.

b. Séries de vocábulos
- Os critérios de elaboração foram os mesmos que os da
Prova de Triagem, porém as séries se estenderam a seis
vocábulos, com exceção de vocábulos polissilábicos, uma
vez que os dados da pesquisa prévia demonstraram não
haver retenção de seis polissílabos em 90% do Ss.

c. Séries de sentenças
- Foram organizadas seis séries com cinco sentenças em
cada série.
- As primeiras sentenças das séries são simples, as
segundas são coordenadas, as terceiras são subordinadas,
as quartas envolvem seqüência temporal e as últimas são
constituídas por expressões justapostas, cujo nexo é mais
semântico (tempo) ou contextual (boletim metereológico)
do que sintático, devendo ser este inferido, o que toma
mais difícil a retenção.
- Outros critérios seguem os mencionados na Prova de
Triagem.

III – Normas de aplicação

1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias para respostas.

2. Organização do material registrado relativo às séries de dígitos,


vocábulos e sentenças
- A organização segue os critérios já expostos na Prova de Triagem.

3. Interpretação
A interpretação é a mesma já exposta na Prova de Triagem
Os dígitos são analisados como os vocábulos, uma vez que
também são elementos (mono e dissílabos) de uma mesma área
semântica.
Para a interpretação de sentenças salienta-se que as últimas de
cada série obtiveram, em geral, respostas hesitantes, provavelmente
devido a sua sintaxe peculiar, como mencionado anteriormente.
Sentenças que envolvem seriação de elementos da mesma área
semântica foram eliminadas do exame, já que os resultados obtidos
na pesquisa prévia indicaram que os sujeitos demonstravam
retenção menor desse tipo de sentença. Tanto as respostas obtidas
nas últimas sentenças de cada série quanto a retenção menor na
seriação de elementos da mesma área semântica se devam talvez à
ausência de nexo sintático explícito ou implícito, que atuaria como
um fator de organização da memória.

4. Dados da pesquisa prévia


- Para vocábulos e sentenças os resultados são os mesmos já
apresentados na Prova de Triagem.

- Para dígitos:
3 anos: três dígitos
4-5 anos: quatro dígitos
6-7 anos: cinco dígitos
8-14 anos: seis dígitos
15-18 anos: sete dígitos

C – ANÁLISE-SÍNTESE AUDITIVA

I – Objetivo das provas

- Avaliar o desempenho de S nos processos de análise, de


síntese e de análise-síntese.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas três provas, sendo uma de análise, uma de


síntese e, a terceira, de análise e síntese vocabular.
- Para a prova de análise vocabular foram propostos dez
vocábulos, sendo dois dissílabos, dois trissílabos e seis polissílabos (dois de
quatro, dois de cinco e dois de seis sílabas).
- Para a prova de síntese vocabular foram propostos dez
vocábulos para complementação.
- Para prova de análise e síntese vocabular foram propostos dez
vocábulos, sendo cinco dissílabos e cinco trissílabos.
- Houve acentuação de algumas sílabas a fim de orientar a
emissão de E.

III – Normas de aplicação


Instruções:
a. Análise Vocabular: Solicitar a S que separe a palavra em partes.
b. Síntese Vocabular: Solicitar a S que descubra qual é a palavra
que E vai apresentar.
c. Análise e Síntese Vocabular: Solicitar a S que descubra qual é a
palavra que E vai apresentar.
- Sugere-se que E apresente os exemplos.
- Sugere-se que para a prova de síntese e de Análise e Síntese
as sílabas sejam apresentadas com intervalo regular, sem marcar
a tonicidade do vocábulo.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das respostas de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para as respostas.

2. Organização do material registrado (para as três provas)


- Por tipo de desvio: respostas não adequadas.
- Por natureza do desvio: por omissão de sílaba (Ex.: abate/abacate),
por dissociação do vocábulo em grupo de sílabas (Ex.: maravi-
lhoso/maravilhoso), por contaminação (Ex.: cãs-trá-to-fe/catástrofe),
por inversão de sílaba (Ex.: jaralan/laranja), etc.
- Por consistência do desvio: se houve consistência quanto ao tipo
e/ou natureza.
- Por estratégias utilizadas para resposta: contagem nos dedos,
repetição frequente dos elementos, ensaio e erro, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar a atuação de S na área de análise e
síntese de vocábulos. A Prova de Análise Vocabular permite verificar
a percepção de S das “partes de um todo”.
Na Prova de Síntese Vocabular verifica-se a capacidade de
associar partes em um todo significativo. A Prova de Análise e
Síntese permite observar o desempenho de S na apreensão das
partes de um todo e na recomposição em um bloco.
Toda essa análise leva à verificação da atuação de S frente aos
processos de evocação do vocábulo, a partir de sons verbais. Esta
atuação se vincula as áreas perceptuais de discriminação e memória
auditiva que podem interferir na produção de S caso estejam
alternadas.
Ressalta-se que esses processos são importantes para que a
alfabetização se desenvolva adequadamente.

4. Dados da pesquisa prévia


a. Análise Vocabular
- As crianças de 3-4 anos analisaram vocábulos di e trissílabos.
- As crianças de 5 anos analisaram vocábulos di e trissílabos e
apenas 50% dos vocábulos polissilábicos.
- As crianças de 6 anos em diante responderam adequadamente.
b. Síntese Vocabular
- As crianças de 3 anos não realizaram a tarefa.
- As crianças de 4 a 5 anos realizaram a prova mostrando, porém,
instabilidade.
- A partir dos 6 anos as respostas foram adequadas.

c. Análise e Síntese Vocabular


- As crianças de 3 a 4 anos não entenderam a prova.
- As crianças de 5 a 6 anos usaram de ensaio e erro para
responder aso trissílabos.
- Dos 7 anos em diante as respostas foram adequadas.

D – RITMO

I – Objetivo da prova
- Avaliar a capacidade de S em perceber e reter uma sequência
rítmica dada.

II – Critérios de elaboração
- Foram organizadas dez séries de estímulos.
- As cinco primeiras séries envolvem intensidade com apenas um
tipo de estímulo (som fraco) e tempo breve ou longo entre os estímulos.
- As cinco últimas séries envolvem diferenças quanto ao tempo
breve ou longo e intensidade (forte e fraco) dos estímulos.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que reproduza a sequência de sons dados.
- Sugere-se que E mantenha uma regularidade ao dar estímulos
quanto ao tempo, breves e longos, e quanto à intensidade, forte e fraco.
- As séries devem ser dadas pausadamente.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das respostas de S.
- Das estratégias eventualmente utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


- Pelo tipo de desvio: omissões, substituições (Ex.: som fraco,
som forte), não manutenção do tempo entre os estímulos, etc.
- Pela natureza do desvio: falha de retenção, dificuldade na
percepção da diferença temporal entre os estímulos, etc.
- Pela consistência do desvio: se o desvio é consistente ou
não quanto ao tipo e/ou natureza.
- Pelas estratégias utilizadas para resposta: solicitação
frequente de repetição, hesitação, ensaio e erro, verbalização
dos estímulos enquanto são fornecidos, etc.

3. Interpretação
A interpretação leva a avaliar a atuação de S com
estímulos auditivos não verbais em sequência, que permite
secundariamente a análise de sua percepção de diferenças
temporais e de intensidade entre estímulos.
Ainda deve-se levar em conta, na análise, a interferência
da discriminação e memória auditivas nesta tarefa.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças de 3 a 5 anos responderam adequadamente às
cinco primeiras séries que só envolvem o aspecto de tempo, e
não conseguiram executar as sequências que portam
diferenças de intensidade de som.
- As crianças de 6 a 7 anos realizaram adequadamente as
séries, porém com maior hesitação nas que portam diferenças
quanto à intensidade do som.
- As crianças de 8 anos em diante executaram
adequadamente todas as séries.
PROVAS ESPECÍFICAS
DE PERCEPÇÃO AUDITIVA
PROVAS ESPECÍFICAS DE PERCEPÇÃO AUDITIVA
A – Discriminação auditiva¹
a. Discriminação de vocábulos
Instrução: Solicitar a S que diga se as palavras apresentadas são iguais
ou diferentes.
Ex.: E: tente/dente
S: Diferentes
E: porta/porta
S: Iguais

1. Traço distintivo de sonoridade

p/b t/d k/g


pote bote desce desce gola cola
bico pico dia tia calo galo
braço braço tato dato goma goma
pato pato taco taco costa costa

f/v s/z ∫/z


finco vinco zinco cinco manjar manchar
vara vara zona zona chato chato
vila fila sêlo zêlo gente gente
foto foto sinto sinto queixo queijo

2. Zona de articulação

p/t p/k t/k


pua tua calha palha cubo tubo
torto porto ponta conta tuba tuba
tinta tinta poça poça tapa capa
pata pata cata cata quilo quilo

b/d b/g d/g


bela dela bula gula ganso danço
dote dote gota gota gado gado
bonde bonde berra guerra data data
bica dica bola bola drama grama

m/n m/η n/η


mula nula manhã manhã sonho sono
mela nela lima linha nave nave
mala mala minha minha ninho ninho
neta neta sonhar somar pino pinho

¹As palavras que podem ser emitidas com a vogal tônica aberta ou fechada estão acentuadas, ainda que não o sejam
segundo as regras de acentuação, a fim de uniformizar a emissão.
p/m t/n k/η
pura pura nesta testa sôco sôco
pente mente nora nora tinha tica
Marte parte téta téta pinho pinho
monta monta taco naco séca senha

f/s f/∫ s/∫


faca saca fita chita cica chica
ferra ferra cheira feira soca choca
sino fino fama fama cheio cheio
sinal sinal chato chato sapo sapo

v/z v/z z/z


vara vara gela gela zôrro jôrro
vela zela vime vime juta juta
zinco vinco jaca vaca Zeca Zeca
zulu zulu voga joga zêlo gêlo

l/λ r/R
lama lama fera ferra
cala calha tora torra
molha mola corre corre
môlho môlho muro muro

3. Modo de articulação

p/f t/s k/∫


pata fala tela sela xale xale
fonte fonte sôco tôco cave cave
paca paca suco suco chama cama
pico fico tala tala quina China

b/v d/z g/z


vota bota zona dona jota jota
basta basta dica dica gorro jôrro
vila vila deus Zeus jato gato
bingo vingo zoar zoar jóia jóia

p/m t/n k/η


pura pura nesta testa sôco sôco
pente mente nora nora tinha tica
Marte parte téta téta pinho pinho
monta monta taco naco séca senha

b/m d/n g/η


barco marco deve deve ganho gago
mico mico nona dona saga sanha
mato bato nora nora maga maga
beta beta nada dada linho linho

l/r λ/R λ/η


calo caro falha farra milha minha
cora cola terra terra ganho galho
mera mera milho milho manha manha
sola sola carro calho calha calha

r/λ λ/j η/j


Mara Mara calha caia leia leia
mólho moro maia maia teia tenha
palha palha teia telha senha senha
fira filha valha valha venha veia

4. Vogais orais e nasais

a/e a/ε a/i


talha talha tato tato pato pito
sento santo berro barro mala mala
panca penca cabra quebra rata Rita
pera pera sala sala quilo quilo

a/o a/‫כ‬ a/u


lóto lóto bato bato mala mula
rato róto rata róta bula bula
sapa sapa foca foca gala gala
parto pôrto tóra tara burra barra

e/ε e/i ε/i


sêlo sélo quente quinta mera mira
sêde séde fenda fenda sela sela
medo medo cinta senta seta seta
séco séco minta minta cica séca

e/o e/‫כ‬ e/u


bebo bobo sóco sêco telha telha
soro soro medo medo mudo mudo
sêco sôco solo solo rede rude
beco beco pêlo polo rumo remo

ε/o ε/‫כ‬ ε/u


côro córo córo quero mura mera
poço peço mela mela nula nula
perto pôrto fera fôra berro burro
pente pente móca móca fera fera

o/‫כ‬ o/u o/i


lóto lóto suco sôco bica boca
tôrre tôrre bróto bruto trinco trinco
ôlho ólho tôco tôco bronca bronca
coro côro suma suma sono sino

u/‫כ‬ i/‫כ‬ u/i


mula mula mito mito grita gruta
bola bula frita frota frita frita
corta curta brota brota punho pinho
troca troca foca fica lula lula
ã/a ēj/e ij/i
janto janto seda senda pinta pinta
canto cato densoq denso cita cinta
mata mata rede rede minto mito
prato pranto crença cresça vida vida

õω/o ũω/u
tronco trôco tuba tuba
lôbo lombo junta junta
boba boba nunca nuca
conto conto mudo mundo

b. Discriminação de Vocábulos
Instrução: Solicitar a S que diga qual ou quais são as palavras que se
repetem. Dar as palavras em partes, apresentados na vertical.

Ex.: E: parede porta cadeira


Chinelo porta lápis
S: Porta

1. pote tia gola 11. chapa chóca gama


bote dia gola sapa chóca dama

2. lota pato ponta 12. rua malha córo


lota tato conta lua mala córo

3. figa Zeus queijo 13. tapa mola mólho


viga seus queijo capa mola morro

4. mora dado canso 14. sono chama vinga


mola dado ganso sono fama zinga

5. vila lave juta 15. Zeca bela foca


vila laje chuta jeca dela foca

6. mato zurro data 16. gira trago cravo


bato zurro nata gira drago gravo

7. bode lenha fome 17. ralho novo pluma


bode lema sôme raro novo pruma

8. bato murro rente 18. talo braça nado


gato muro rente talo praça dado

9. cana mapa tonta 19. ganho bolha crave


cana papa conta gago bolha grave

10. mela minha passo 20. fronha draga porta


nela milha passo fronha traga borda

c. Discriminação de Vocábulos
Instrução: Solicitar a S que defina as palavras dadas na ordem de
apresentação. Dar as palavras de uma vez só.
Ex.: E: queijo – queixo
S: queijo é uma comida e queixo é parte do rosto (ou apontar).

1. bato 8. farinha 15. jato


pato varinha chato

2. quadro 9. pente 16. tapa


quatro quente capa

3. ponta 10. berra 17. data


tonta guerra gata

4. caminho 11. lima 18. sonho


caninho linha sono

5. sinal 12. cheira 19. lancha


final feira lança

6. cava 13. vela 20. mala


casa gela malha

7. manga 14. casada


manca caçada

B – Memória Auditiva Imediata

Instrução: Solicitar a S a repetição das séries ou sentenças na ordem


dada. A repetição deve ser iniciada somente quando E terminar de falar.
Ex.: E: 2 – 3 – 1
S: 2 – 3 – 1

a. Memória para Dígitos

Séries com 3 dígitos Séries com 5 dígitos

1. 2-5-9 1. 3-4-6-8-0
2. 3-4-7 2. 2-3-5-7-9
3. 8-6-1 3. 1-8-5-9-3
4. 7-5-9 4. 7-2-6-4-0

Séries com 4 dígitos Séries com 6 dígitos

1. 2-4-5-8 1. 1-3-4-6-8-0
2. 3-6-8-10 2. 1-2-4-7-8-9
3. 7-5-4-1 3. 7-1-5-9-4-8
4. 4-8-2-6 4. 0-6-2-7-1-3
Séries com 7 dígitos

1. 1-3-4-6-7-9-0
2. 0-2-3-5-7-8-9
3. 5-1-9-4-2-7-3
4. 8-6-1-0-9-5-2

b. Memória para Vocábulos

1. Áreas Semânticas Diferentes

Dissílabos – 3 vocábulos
1. quadro – vovó – pingo
2. tripé – fita – torto
3. flores – calça – ipê

Dissílabos – 4 vocábulos
4. cobra – bebê – bolsa – varal
5. feliz – livro – vento – café
6. saci – lesma – ferro – tatu

Dissílabos – 5 vocábulos
7. boca – sorte – tambor – gibi - rosa
8. zebu – veloz – dente – pêra – cego
9. leão – mato – tronco – velho – nariz

Dissílabos – 6 vocábulos
10. língua – bambu – rapé – suco – doutor
11. cara – sombra – rubi – praia – romã – final
12. papai – grama – pato – dendê – planta – chalé

Trissílabos – 3 vocábulos
1. alface – domingo – guaraná
2. querido – esquimó – presente
3. casado – pangaré – tamanco

Trissílabos – 4 vocábulos
4. coração – folhagem – macaco – cachimbo
5. marido – fermento – cafuné – nadador
6. embrulho – silêncio – jabuti – cicatriz

Trissílabos – 5 vocábulos
7. palavra – selvagem – cigarro – contente – jabuti
8. senhora – caminho – Jaraguá – semente – cascavel
9. javali – pacote – amora – dinheiro – domador

Trissílabos – 6 vocábulos
10. coleção – juriti – vizinho – cobrador – peralta – comida
11. barqueiro – carinho – sucuri – rouxinol – bandido – bambolê
12. espanhol – borracha – trabalho – Equador – cinzeiro – chaminé
Polissílabos – 3 vocábulos
1. restaurante – passarinho – maracujá
2. notícia – jacarandá – motorista
3. bananada – brincadeira – Aracaju
Polissílabos – 4 vocábulos
4. aventura – espingarda – reprodução – uirapuru
5. galinheiro – argentino – encompridar – igarapé
6. automóvel – fazendeiro – revolução – Arapanés

Polissílabos – 5 vocábulos
7. propriedade – astronauta – correnteza – colocação – abençoar
8. costureiro – empregador – funcionário – consulado – especial
9. respeitável – enquadrado – colocador – poluição – motorista

2. Áreas Semânticas Iguais

Dissílabos – 3 vocábulos
1. pêra – melão – maçã
2. xale – calça – saia
3. sapo – leão – ganso

Dissílabos – 4 vocábulos
4. leite – vinho – água – suco
5. faca – prato – bule – pires
6. nariz – perna – peito – boca

Dissílabos – 5 vocábulos
7. carro – barco – nave – iate – moto
8. bolo – carne – feijão – milho – soja
9. bola – pião – corda – patim – robô

Dissílabos – 6 vocábulos
10. vôlei – pólo – tênis – surfe – golfe – esqui
11. ilha – baia – morro – vale – lago – golfo
12. prima – filho – avô – irmão – neta – avó

Trissílabos – 3 vocábulos
1. peteca – carrinho – boneca
2. gerânio – narciso – papoula
3. pintura – desenho – gravura

Trissílabos – 4 vocábulos
4. sandália – sapato – chinelo – tamanco
5. foguete – caminhão – planador – charrete
6. cimento – tijolo – madeira – concreto

Trissílabos – 5 vocábulos
7. buzina – direção – antena – calota – espelho
8. borracha – caneta – caderno – esquadro – compasso
9. girafa – avestruz – macaco – jibóia – pantera

Trissílabos – 6 vocábulos
10. Helena – Augusto – Tereza – Roberto – Fernando – Marcelo
11. quadrado – círculo – esfera – espiral – losango – elipse
12. bombeiro – médico – dentista – padeiro – músico – modista

Polissílabos – 3 vocábulos
1. limoeiro – macieira – cajueiro
2. Inglaterra – Argentina – Itália
3. retângulo – hexágono – triângulo

Polissílabos – 4 vocábulos
4. chuvarada – ventania – tempestade – correnteza
5. tartaruga – caranguejo – crocodilo – elefante
6. tangerina – abacate – carambola – mexerica

Polissílabos – 5 vocábulos
7. televisão – centrífuga – aspirador – batedeira – torradeira
8. motorista – bailarina – enfermeira – astronauta – cozinheira
9. candelabro – holofote – lamparina – farolete – cadieiro

c. Memória para Sentenças

Ex.: E: Nós fomos passear com Lúcia.


S: Nós fomos passear com Lúcia.

10 sílabas

1. Os peixes nadam na água do mar.


2. Fui ao clube, mas não pude entrar.
3. Comprei lápis porque o meu quebrou.
4. Ele saiu antes de eu chegar
5. Tempo quente, chuvisco de manhã.

14 sílabas

1. A natação é um esporte muito bonito.


2. Fui ao clube no verão e fiquei morena.
3. Esta planta está feia porque eu não reguei.
4. Fiz a lição antes de passar pelo campo.
5. Chuvas fortes de manhã, melhorando à noite.

18 sílabas

1. Á noite o relógio da minha casa não para de bater.


2. Todos os bombeiros chegaram logo e o prédio se salvou.
3. O futebol é o esporte que eu mais gosto de jogar.
4. Antes de sair colocamos gasolina no carro azul.
5. Névoa seca no decorrer do período, tempo quente.

22 sílabas

1. No fim da aula todos os alunos estavam satisfeitos com a prova.


2. Minha irmã ia passear com suas amigas, mas começou a chover.
3. Aquele menino gosta tanto do cachorro que até dorme com ele.
4. Distribui todas as tarefas da escola antes de você me pedir.
5. Tempo nublado pela manhã, passando a instável com chuvas à
tarde.

26 sílabas

1. A orquestra do Teatro Municipal deu ontem um concerto muito


interessante.
2. Arranjos de flores deixam nossa casa muito mais bonita, mas eles
são muito caros.
3. Estudos bem feitos levam a grandes descobertas e, portanto, ao
desenvolvimento.
4. Nós resolvemos tomar uma atitude inteligente antes de falar com
você.
5. Tempo bom pela manhã, instabilidade passageira no decorrer do
período.

30 sílabas

1. Os países estão empenhados na busca de bons inseticidas, não


prejudiciais à saúde.
2. As matas brasileiras têm uma vegetação selvagem, mas muito bonita
e multicolorida.
3. O médico é um profissional que precisa de bastante prática e
trabalhar com coragem.
4. Depois que aquele menino dormiu sozinho no escuro percebeu que
era bobagem ter medo.
5. Ventos noroestes fortes, temperatura em elevação, chuviscos no
decorrer do período.

C – Análise-Síntese Auditiva

a. Análise Vocabular
Instrução: Até 7 anos: Solicitar a S que separe a palavra em partes.
De 7 anos em diante: Solicitar que S diga quantas partes tem a palavra.
Ex.: E: porta
S: (5 anos): por - ta
E: (7 anos): tem duas partes

1. cabra 6. catástrofe
2. lápis 7. sinceridade
3. tapete 8. hipopótamo
4. lagartixa 9. liquidificador
5. cabrito 10. endurecimento
b. Síntese Vocabular
Instrução: Solicitar a S que complete a palavra.
Ex.: E: ca – der –
S: caderno
1. pa - ne - 6. com - pri -
2. so - zi - 7. bi - ci -
3. to - ma - 8. ma - ra -
4. qua - dra - 9. a - ba -
5. mo - ran - 10. tri - na -

c. Análise e Síntese Vocabular


Instrução: Solicitar a S que descubra qual é a palavra.
Ex.: E: la – bo
S: bola
E: to – as – pa
S: sapato

1. fé - ca 6. ran - ja - la
2. co - blo 7. co - ço - pes
3. to - pra 8. çu - a - car
4. riz - na 9. ti - do - ves
5. to - sus 10. der - no - ca

D – Ritmo

Instrução: Solicitar a S que reproduza a seqüência de sons dados.


Ex.: E: 000..
S: 000..
Legendas: “.” Correspondente a som fraco, em oposição a “0” que
corresponde a batida forte. Os espaços correspondem a pausas.

1. ... 6. .00.
2. . .. 7. 0 .. 0
3. . ... 8. 00 .. 0
4. .. .. 9. 00 . 00
5. ... .. 10. 0 . .. 00
MANUAL DE APLICAÇÃO
DAS PROVAS ESPECÍFICAS
DE PERCEPÇÃO VISUAL

PROVAS ESPECÍFICAS DE PERCEPÇÃO VISUAL¹


Objetivos gerais
-Avaliar a percepção visual de S a nível pré-gráfico e gráfico.
-Avaliar a interferência de possíveis falhas de percepção na
comunicação oral e/ou escrita de S.
-Relacionar os desvios encontrados em áreas perceptuais possivelmente
responsáveis pela alteração.

I – NÍVEL PRÉ-GRÁFICO

A – DISCRIMINAÇÃO VISUAL

I – Objetivo das provas

- Avaliar a discriminação de S para cores, objetos, formas


geométricas e formas em objetos.

II – Critérios de elaboração

- Foram elaboradas quatro provas.


- As tarefas são apresentadas em cartelas, sendo que cada
estímulo tem um par correspondente.
- As tarefas envolvem doze cores, seis objetos, seis formas
geométricas e doze figuras para identificação da forma semelhante.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S o pareamento das figuras.


- Cada tarefa deve ser apresentada separadamente.
- As fichas para o pareamento em cada tarefa não devem ser
dadas isoladamente.
- Sugere-se que E não interfira na realização das tarefas e não
favoreça a utilização de pistas.
- Se houver interesse por parte de E, solicitar a nomeação dos
elementos somente após o pareamento das figuras.
Obs.: Para a prova de discriminação de cores E deve reportar-se ao
cartaz usado para nomeação de cores das Provas Auxiliares – Noções
Básicas.

¹Essas provas não envolvem obrigatoriamente recepção ou emissão oral para sua execução. No caso de S não
compreender as ordens verbais. E deverá buscar estratégias para que haja o entendimento das tarefas.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


-Pela(s) área(s) em que se localiza(m) a(s) dificuldade(s):
-Cores: cores básicas, secundárias, etc.
-Formas: básicas, não básicas.
-Objetos: círculo, etc.
-Formas em objetos: básicas, não básicas.
-Pelo tipo de desvio: não realização da(s) tarefa(s), pareamento
inadequado.
-Pela natureza do desvio: dificuldade na discriminação de cores, de
objetos, de formas e/ou formas em objetos.
-Pela consistência do desvio: se há consistência quanto ao tipo e/ou
natureza do desvio.
-Pelas estratégias utilizadas: ensaio-erro, verbalização, etc.

3. Interpretação
A interpretação do desempenho de S leva a avaliar a discriminação
visual das áreas propostas e, em decorrência, as áreas de
dificuldade.
A discriminação desses elementos é de grande importância para que
se desenvolva adequadamente o processo de alfabetização, assim
como a comunicação oral, no que se refere ao léxico. Dificuldades
nesta área poderiam justificar problemas na comunicação escrita,
não se eliminando, entretanto, uma possível necessidade de exame
oftalmológico e/ou perceptivo-motor.

4. Dados da pesquisa prévia


-Todas as crianças da pesquisa prévia realizaram as tarefas a partir
dos 3 anos de idade.

B – FIGURA-FUNDO VISUAL

I – Objetivo das provas


- Avaliar a capacidade de selecionar um estímulo, entre outros, e torná-
lo o foco de atenção visual.
PROVAS DO EXAME DE
COMUNICAÇÃO ORAL

Na leitura e, em graus mais severos, poderão ser responsáveis


por ............................. na manutenção de atenção ao ambiente.
Convém ressaltar que é recomendável uma análise comparativa dos
resultados desta prova com os obtidos na prova anterior e com os das provas
escritas.

C – MEMÓRIA VISUAL

I – Objetivo das provas


- Avaliar a extensão da memória visual para figuras, objetos e formas.

II – Critérios de elaboração
- Foram elaborados quatro grupos de sequências para cada prova com
três, quatro, cinco e seis séries em cada grupo.
- As séries de figuras que constam da prova estão dispostas em uma
folha de forma e serem isoladas durante a aplicação. A cada figura
correspondem fichas que S usará para reproduzir a série.

III – Normas de aplicação


Introdução: Solicitar a S que observe a cartela apresentada. Após retirá-
la, solicitar a reprodução da sequência.
-Sugere-se não mostrar a cartela novamente caso S tenha iniciado a
tarefa.
-Sugere-se que E fique atento às eventuais estratégias utilizadas por S
não interferindo no decorrer da realização da tarefa.
-Sugere-se que, para crianças de 3 a 6 anos, E inicie a apresentação a
partir de séries de três elementos.
-Para crianças de 7 anos em diante, iniciar a apresentação a partir de
quatro elementos.
-Caso as séries iniciais não sejam reproduzidas, sugere-se que sejam
aplicadas séries anteriores.
-Sugere-se que cada série seja exposta por aproximadamente 15’.

IV – Avaliação

1. Registro

- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado

- Pela extensão da série respondida.


- Pela(s) área(s) em que se localiza(m) a(s) dificuldade(s): objetos ou
formas.
- Pelo tipo de desvio: sequencialização inadequada ou alteração da
posição da figura.
- Pela natureza do desvio: se a ordenação das figuras é aleatória, falha
na retenção de posição espacial da figura, etc.
- Pela consistência do desvio: se há consistência quanto a natureza e/ou
tipo de desvio, quanto à posição dos elementos nas séries, etc.
- Pelas estratégias utilizadas para resposta: uso de apoio acústico-
articulatório, solicitação freqüente de reapresentação do modelo, etc.

3. Interpretação

A interpretação visa a avaliar o nível de retenção visual de S, fator


importante para o adequado desenvolvimento da comunicação
escrita. Alterações nessas tarefas podem justificar dificuldades de
alfabetização, bem como problemas quanto à retenção da forma
visual de grafemas e de vocábulos (ss, ç, sc, etc.). Convém ressaltar
que a análise deve levar em conta os resultados obtidos nas provas
de discriminação e figura-fundo, na medida em que dificuldades
nessas áreas podem interferir no processo de retenção. É importante
ainda considerar os mecanismos ou estratégias utilizadas por S para
a realização da prova, uma vez que estas podem levar a uma
interpretação que não corresponde ao objetivo da prova. Ex.: a série
A B E F poderia ser retida em bloco (abef) que corresponde à
transformação da série em unidade, embora sem significado.

4. Dados da pesquisa prévia¹

a. Séries dos objetos


- As crianças de 3 a 4 anos retiveram séries de até quatro
elementos.
- As crianças de 5 a 7 anos retiveram séries de até cinco
elementos
- Os sujeitos de 8 anos em diante retiveram séries de seis
elementos.

b. Séries de formas
- As crianças de 3 a 6 anos retiveram séries de três elementos.
- As crianças de 7 a 12 anos retiveram séries de quatro elementos
- Os sujeitos de 13 anos em diante retiveram séries de cinco
elementos.

D – ANÁLISE-SÍNTESE VISUAL

I – Objetivo das provas


- Avaliar a habilidade de S aprender partes de um todo.

II – Critérios de elaboração
- Foram elaboradas provas para análise e síntese de objetos e para
análise e síntese de formas geométricas.

¹Os níveis de atuação por faixa etária que serão fornecidos se baseiam nas tendências gerais em respostas obtidas na
pesquisa prévia.
- Em cada prova são propostas quatro figuras incompletas para serem
encontradas no meio de oito figuras.

III – Normas de aplicação


Instrução: Solicitar a S que indique as figuras correspondentes aos
estímulos apresentados.
- Sugere-se que E não interfira na execução da tarefa.
- Sugere-se que E fique atento às estratégias eventualmente utilizadas
para sua realização.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Por área em que se localiza a dificuldade: objetos e/ou formas.
- Pelo tipo de desvio: substituição por forma semelhante ou aleatória,
não realização.
- Pela natureza do desvio: não fechamento das partes de um todo, etc.
- Pela consistência do desvio: se há consistência quanto à natureza e/ou
tipo de desvio.
-Pelas estratégias utilizadas para respostas: nomeação,
complementação com o dedo, etc.

3. Interpretação
A interpretação leva a avaliação do processo de análise e síntese, ou
seja, da apreensão das “partes de um todo”, processo este
importante para o desenvolvimento da comunicação escrita, também
associável a outras áreas da percepção visual. Esses resultados
devem ser comparados com os de outras provas de percepção
visual, bem como de comunicação escrita, na medida em que
podem, eventualmente, explicar os desvios encontrados nesta.

4. Dados da pesquisa prévia


- Todas as crianças da pesquisa prévia realizaram as tarefas
adequadamente.

II – NÍVEL GRÁFICO

A – DISCRIMINAÇÃO VISUAL

I – Objetivo das provas


- Avaliar a discriminação visual de S para grafemas e algarismos
isolados, grupos de dois elementos e para vocábulos.

II – Critérios de elaboração
- Foram elaboradas três provas.
- As tarefas são apresentadas em cartelas, sendo que cada
estímulo tem um par correspondente.
- Para a Prova a, Discriminação de Grafemas e Algarismos, foram
selecionados elementos que têm diferenças espaciais e/ou semelhanças
quanto à forma.
- Para a Prova b, Discriminação de Grupos de Dois Elementos, a
seleção se orientou pelos mesmos princípios da Prova a; o mesmo para
a Prova c, Discriminação de Vocábulos.
- O tipo de traçado dos grafemas e algarismos não são uniformes
para que as diferenças e semelhanças possam ser estabelecidas.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S o pareamento dos estímulos.


- Reportar-se ao item III de Discriminação Visual – Nível Pré-
Gráfico.
- As Provas a e b podem ser aplicadas em crianças apartir de 5
anos.
- A Prova c deverá ser aplicada em crianças que já tenham
iniciado a alfabetização.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Pelas áreas em que se localizam as dificuldades:
Grafemas e algarismos: em grafemas, em algarismos, em
ambos.
Grupos de dois elementos: em grafemas, em mistos.
Vocábulos: em dissílabos, em trissílabos, etc.
- Pelo tipo de desvio: não realização da tarefa ou pareamento
inadequado.
- Pela natureza do desvio: falha quanto à percepção de
diferenças espaciais, tamanho, detalhes, discriminação
auditiva, etc.
- Pela consistência do desvio: quanto ao tipo e/ou natureza do
desvio.
- Pelas estratégias utilizadas: ensaio e erro, hesitação, apoio
acústico-articulatório, percepção do pareamento inadequado
apenas quando tenta efetuar o pareamento do estímulo
oposto, etc.

3. Interpretação
A interpretação busca avaliar discriminação visual de S
para estímulos gráficos.
Em crianças em fase de pré-alfabetização, ou em seu
início, a análise desse material poderá fornecer subsídios para
levantar eventuais dificuldades que S pode ter durante o
processo de alfabetização. Em crianças já alfabetizadas, os
desvios que forem registrados poderão orientar E quanto à
possível área em que a dificuldade se encontra. Ressalta-se o
fato de que os desvios não são vinculados necessariamente
aos processos subjacentes à discriminação visual. Assim
sendo, E deverá ficar atento à sistematização dos dados e
lembrar-se que esses desvios podem resultar da interferência
da área perceptual auditiva. Portanto, os desvios em grafemas
como p e b somente serão vinculados a uma dificuldade de
natureza visual se, no exame de Triagem da Comunicação
Oral e Escrita, os aspectos da percepção auditiva não
indicarem falhas quanto ao traço distintivo de sonoridade e
também se há recorrência de desvios que envolvam
dificuldades de natureza visual.
Como foi citado anteriormente, a necessidade de um
exame oftalmológico e/ou perceptivo-motor pode ser levantada
através da análise dessas provas.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças de 5 anos apresentaram falhas freqüentes na
discriminação de grafemas opostos por diferenças espaciais.
- As crianças de 6 anos apresentaram hesitações quanto à
discriminação de grafemas e grupos de dois elementos que
envolviam diferenças espaciais.
- As crianças de 7 anos apresentaram respostas adequadas
na Prova a, hesitações nas Provas b e c.
- As crianças de 8 anos em diante cumpriram as provas
adequadamente.
- Esporadicamente, alguns sujeitos perceberam o erro a partir
de pareamento do par oposto em questão.
- A medida aproximada de tempo para a realização das provas
foi:
Prova a: dos 5 aos 7 anos – 5’; dos 8 anos em diante – 3’.
Prova b: dos 5 aos 7 anos – 7’; dos 8 até 10 anos – 5’; dos 11
anos em diante – 3’.
Prova c: dos 7 aos 10 anos – 4’; dos 11 anos em diante – 3’.

B – FIGURA-FUNDO VISUAL

I – Objetivo da prova
- Avaliar a capacidade de estabelecer um foco visual colocado entre
vários estímulos superpostos.

II – Critérios de elaboração
- Foi elaborada uma cartela com a apresentação de três, quatro e cinco
grafemas superpostos, para serem discriminados.

III – Normas de aplicação


- Reportar-se à Prova Figura-Fundo – Nível Pré-Gráfico.
IV – Avaliação
1. Registro
- Das realizações de S.
- Das estratégias eventualmente utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Reportar-se à Prova Figura-Fundo – Nível Pré-Gráfico

3. Interpretação
- Reportar-se à Prova Figura-Fundo – Nível Pré-Gráfico

4. Dados da pesquisa prévia


A partir dos 5 anos, todas as crianças da pesquisa prévia realizaram
a tarefa.

C – MEMÓRIA VISUAL

I – Objetivo das provas


- Avaliar a extensão da memória visual para grafemas, vocábulos e
sentenças.

II – Critérios de elaboração
- Foram elaborados quatro grupos de seqüências para a Prova Memória
para Série de Grafemas. Para a Prova Memória para a Série de Vocábulos
foram elaboradas seqüências com três, quatro, cinco e seis palavras em cada
grupo.
- As Provas para Memória de Séries de Grafemas e Séries de Vocábulos
são apresentadas em cartelas com fichas correspondentes para serem
sequencializadas.
- Na Prova de Memória para Sentenças foram elaborados seis grupo, de
cinco sentenças cada, com variação quanto ao número de sílabas, sendo que
as primeiras de cada série são simples; as segundas, coordenadas; as
terceiras, subordinadas; as quartas envolvem seqüência de tempo; e as últimas
são constituídas por expressões justapostas cujo nexo é mais semântico
(tempo) ou contextual (boletim meteorológico) do que sintático, devendo,
portanto ser inferido, o que torna mais difícil a retenção.
- As sentenças foram selecionadas dentre as acessíveis às crianças da
pesquisa prévia, do ponto de vista lexical e sintático.

III – Normas de aplicação


- Estas provas deverão ser aplicadas para crianças já alfabetizadas.
- Reportar-se à Prova de Memória Visual Pré-Gráfica.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para respostas.

2. Organização do material registrado


- Pela extensão da série respondida.
- Pelas áreas em que se localizam as dificuldades: grafemas e/ou
vocábulos e/ou sentenças.
- Pelo tipo de desvio: seqüencialização inadequada de grafemas e/ou
vocábulos, alteração da posição do grafema, seleção inadequada da
sentença, etc.
- Pela natureza do desvio: falha de retenção visual, falha de retenção
quanto à orientação espacial dos grafemas, etc.
- Pela consistência do desvio: se há consistência quanto ao tipo e/ou
natureza do desvio, quanto à posição dos desvios nas séries, etc.
- Pelas estratégias utilizadas para retenção: uso de apoio acústico-
articulatório, solicitação freqüente de reapresentação do modelo, etc.

3. Interpretação
A interpretação desta prova segue os mesmos princípios já
mencionados na Prova de Memória Visual – Pré Gráfico.
Quanto às sentenças, a análise leva a avaliar o nível de retenção
de estruturas mais extensas.
A expectativa é de obter como resultado da realização de S, uma
maior retenção em termos de número de sílabas do que de vocábulos.
Convém ressaltar que, mesmo que S retenha o conteúdo semântico da
sentença dada, para os objetivos desta prova, somente deverá ser
considerada correta a seleção da sentença igual ao modelo dado.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças de 6 a 7 anos retiveram as séries de quatro grafemas e
três vocábulos, e as crianças de 7 anos, sentenças com quatorze
sílabas.
- As crianças de 8 a 10 anos retiveram as séries de cinco grafemas,
quatro vocábulos e sentenças com dezoito sílabas.
- De 11 anos em diante retiveram seis grafemas.
- As crianças de 11 a 14 anos retiveram séries com cinco vocábulos
e sentenças com vinte e duas sílabas.
- As crianças de 15 anos em diante retiveram séries de seis
vocábulos e sentenças com vinte e seis sílabas.

D – ANÁLISE-SÍNTESE VISUAL

I – Objetivos das provas

Prova a
- Avaliar a habilidade de S de apreender as partes de um todo

Prova b
- Avaliar a habilidade de S em analisar e sintetizar as partes de um
vocábulo.

II – Critérios de elaboração
Prova a
- Os seis grafemas selecionados são apresentados com traçado
interrompido para serem pareados.

Prova b
- Essa prova é apresentada em duas partes: vocábulos divididos por sílabas
e vocábulos divididos por grafemas.
- Vocábulos divididos por sílabas: são apresentados doze vocábulos di, tri e
polissílabos, sendo quatro de cada.
- Vocábulos divididos por grafemas: são apresentados oito vocábulos,
quatro dissílabos e quatro trissílabos.

III – Normas de aplicação

- Reportar-se à Prova de Análise-Síntese – Nível Pré-Gráfico.

IV – Avaliação

1. Registro
- Das realizações de S.
- Das eventuais estratégias utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


- Por área em que se localiza a dificuldade: grafemas ou vocábulos
divididos por sílabas e/ou grafemas.
- Pelo tipo de desvio: substituição aleatória por forma semelhante ou
não realização da prova.
- Pela natureza do desvio: não fechamento das partes de um todo,
dificuldades espaciais, etc.
- Pela consistência do desvio: se há consistência quanto ao tipo e/ou
natureza.
- Pelas estratégias utilizadas para resposta: ensaio-erro,
complementação com dedo, utilização de apoio acústico-articulatório,
etc.

3. Interpretação
A interpretação segue orientação dada na Prova de Análise-
Síntese – Pré-Gráfica. Ainda convém observar a maior ou menor
facilidade na realização da tarefa quando se trata de sílabas e de
grafemas, sendo que estes últimos seriam o de maior dificuldade,
na medida em que exige maior habilidade de análise para obter a
síntese. Para crianças em início de alfabetização esta prova
apresenta maior dificuldade e isso deverá ser levado em conta.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças já alfabetizadas realizaram as tarefas adequadamente,
com alguma hesitação em vocábulos divididos por grafemas.

E – DISCRIMINAÇÃO DE VOCÁBULOS NÃO ISOLADOS

I – Objetivo das provas


- Avaliar a percepção visual de S em discriminação, figura-fundo e análise-
síntese.

II – Critérios de elaboração

- Foram selecionados seis grupos de grafemas que possuem traços


distintivos grafêmicos semelhantes.
- Para cada grupo de grafemas foram selecionados dois vocábulos com
similaridade gráfica inicial.
- Para cada grupo de grafemas foram elaborados textos com uma macro-
estrutura sintático preservada, porém com anomalias semânticas.
- Os textos apresentam cinco ocorrências dos vocábulos selecionados,
tendo sido, além disso, elaborados ou compostos com vocábulos de estrutura
gráfica semelhante.

III – Normas de aplicação

Instrução: Solicitar a S que sublinhe no texto os vocábulos solicitados e


apenas eles.
- S deverá ser orientado no sentido de que o vocábulo a ser sublinhado
deve ser exatamente o mesmo e, portanto, plurais não devem ser
considerados.
- E deverá estar atento às estratégias eventualmente utilizadas por S.
- Sugere-se que E solicite a S que faça antes uma leitura silenciosa do
texto.

IV – Avaliação

1. Registro
- Da realização de S.
- Das estratégias eventualmente utilizadas para resposta.

2. Organização do material registrado


- Pela área em que se localiza a dificuldade: qual o grupo de
grafemas envolvido, tipo de letra, etc.
- Pelo tipo de desvio: omissões, substituições, etc.
- Pela natureza do desvio: desatenção, falha de discriminação da
forma visual dos vocábulos, falha de análise do vocábulo, etc.
- Pela consistência do desvio: se há consistência quanto ao tipo e/ou
natureza do desvio.
- pelo tipo de estratégia utilizada para resposta: acústico-articulatório,
seguir a linha com o dedo, etc.

3. Interpretação
A interpretação visa a avaliar o desempenho de S nos vários
aspectos da área de percepção visual em contexto gráfico extenso.
Essa prova fornece dados que levarão a uma maior
especificidade dos desvios que podem ter sido observados por E na
comunicação escrita, em especial nas Provas de Leitura quanto aos
seus aspectos vinculados à percepção visual, na medida em que
nela foram neutralizadas pistas de natureza semântica e sintática que
normalmente são utilizadas na decodificação gráfica.

4. Dados da pesquisa prévia


- As crianças de 7 a 9 anos mostraram tendência a não grifar os
cinco elementos, havendo substituição, omissão ou acréscimo, em
geral de aproximadamente dois elementos.
- As crianças de 10 anos em diante, de modo geral, responderam
adequadamente.
PROVAS ESPECÍFICAS
DE PERCEPÇÃO VISUAL

I – NÍVEL PRÉ-GRÁFICO
A – DISCRIMINAÇÃO VISUAL

Instrução: Solicitar a S o pareamento das figuras.


a. Discriminação de cores

preto verde escuro branco amarelo escuro


amarelo claro azul escuro marrom vermelho
rosa verde claro roxo azul claro

b. Discriminação de Objetos

mesa gravador lanterna


cadeira caixa lápis

c. Discriminação de Formas Geométricas

d. Discriminação de Formas em Objetos

raquete balão dominó

globo pipa caixa

pirâmide dado Xícara

sorvete quadro barco

B – FIGURA–FUNDO VISUAL

Instrução: Solicitar a S que aponte as figuras correspondentes às dos


estímulos apresentados.
Legenda: Q = Quantidade
D = Discriminação das formas e dos objetos

a. Objetos
1. Q D 2. Q D 3. Q D

b. Formas
1. Q D 2. Q D 3. Q D

¹Para a aplicação das Provas de Percepção Visual o E deve reportar-se aos cartazes e fichas que acompanham o
exame.
C – MEMÓRIA VISUAL
Instrução: Solicitar a S que observe a série apresentada para reproduzi-
la após sua retirada.

a. Objetos
3 elementos
1. pato vela mesa
2. uva vaso sorvete
3. chinelo casa tesoura

4 elementos
1. anel rato sapato balão
2. milho dado copo chave
3. ovo luva árvore açucareiro

5 elementos
1. pera carta bule cigarro morango
2. chupeta gato dado xícara guarda-chuva
3. queijo ferro cachorro livro roda

6 elementos
1. vaso ovo peixe violão alfinete gilete
2. sino maçã panela agulha quadro tucano
3. chuveiro óculos tambor faca sofá flor

b. Formas
3 elementos

1.

2.

3.

4 elementos

1.

2.
3.

5 elementos

1.

2.

3.

6 elementos

1.

2.

3.

D – ANÁLISE-SÍNTESE VISUAL

Instrução: Solicitar a S que indique as figuras correspondentes aos


estímulos apresentados.

a.Objetos

1. barco 2. óculos 3. cilindro 4. gilete

c.Formas

1. 2. 3. 4.

PROVAS ESPECÍFICAS DE PERCEPÇÃO VISUAL


II – NÍVEL GRÁFICO

A – DISCRIMINAÇÃO VISUAL

Instrução: Solicitar de S o pareamento dos estímulos.


a. Discriminação de grafemas e algarismos
b. Discriminação de grupos de dois elementos
c. Discriminação de vocábulos

B – FIGURA-FUNDO VISUAL

Grafemas
Instrução: Solicitar a S que aponte as figuras correspondentes aos
estímulos apresentados.
1. Q D 2. Q D 3. Q D

C – MEMÓRIA VISUAL

Instrução: Solicitar a S que observe a série apresentada para reproduzi-la


após sua retirada.

a. Grafemas

3 elementos

1. b r q
2. A V N
3. E F t

4 elementos

1. Z N M W
2. B D a o
3. f j l b

5 elementos

1. a v n m u
2. G D O C Q
3. S p Z d N

6 elementos

1. R t l p x J
2. b e c i q o
3. E H A U F L

b. Vocábulos
3 elementos
1. chapéu bola blusa
2. caneta xícara tomate
3. jacaré panela tapete

4 elementos
1. clube quadro boca papel
2. fósforo cortina estreito guarani
5 elementos
3. vestido avestruz espanhol lanterna
1. escritor minuto esquina lágrima notícia
2. nave mulher leitor jóia ladrão
3. fazenda toalha marido raquete sorvete

6 elementos
1. flecha flores porta vinho cartão nuvem
2. pássaro problema máquina cabeça bolacha telhado
3. colega presente bagagem fivela máscara sentido

c. Sentenças

Instrução: Solicitar a S que indique, entre três, a sentença modelo.

10 sílabas
1. Eu pedi suco de abacaxi.
a. Eu pedi suco com abacaxi.
b. Eu pedi suco de abacaxi.
c. Eu bebi suco de abacaxi.

2. Perdi a tesoura que você deu.


a. Perdi a tesoura que você deu.
b. Perdi as tesouras que você deu.
c. Perdi a tesoura que você me deu.

3. A mesa é linda, mas é cara.


a. A mesa é linda, mas cara.
b. A mesa é linda, mas é cara
c. A mesa é linda e cara.

4. Ela chegou antes de eu sair.


a. Ela chegou depois de eu sair.
b. Ela chegou antes que eu saísse.
c. Ela chegou antes de eu sair.

5. Tempo quente com chuvas à tarde.


a. Tempo quente com chuvas à tarde.
b. Tempo quente e chuvas à tarde.
c. Tempo quente chuvas à tarde.
14 sílabas
1. Bolo de chocolate é uma gostosura.
a. Bolo de chocolate é gostoso.
b. Bolo de chocolate é uma gostosura.
c. Bolo com chocolate é uma gostosura.

2. No inverno usa-se malha porque faz frio.


a. No inverno veste-se malha porque faz frio.
b. No inverno usa-se malha porque faz muito frio.
c. No inverno usa-se malha porque faz frio.

3. Ontem fui ao cinema, mas cheguei atrasada.


a. Ontem fui ao cinema, mas cheguei atrasada.
b. Ontem fui ao cinema e cheguei atrasada.
c. Ontem fomos ao cinema, mas chegamos atrasados.

4. Gosto de tomar chá antes de ir à escola.


a. Gosto de tomar chá depois de ir à escola.
b. Gosto de tomar chá antes de ir para a escola.
c. Gosto de tomar chá antes de ir à escola.

5. Temperatura instável, com chuviscos fracos.


a. Temperatura estável, com chuviscos fracos.
b. Temperatura instável, com chuviscos fracos.
c. Tempo instável, com chuviscos fracos.

18 sílabas
1. Assisti um filme muito interessante sobre flores.
a. Assisti um filme muito interessante sobre flores.
b. Assistimos aquele filme muito interessante sobre flores.
c. Assistimos um filme muito interessante sobre flores.

2. Os tapetes serão pequenos, mas deverão ter muitas cores.


a. Os tapetes serão pequenos, mas terão muitas cores.
b. Os tapetes serão pequenos, mas deverão ter muitas cores.
c. Os tapetes serão pequenos, porém devem ter muitas cores.

3. A fotografia que vi em sua casa é esquisita


a. A fotografia que vi em sua casa é esquisita.
b. A fotografia que eu vi na sua casa é esquisita
c. A fotografia que vi na sua casa era esquisita.

4. Antes de você chegar conversei com um bom veterinário.


a. Depois de você chegar conversei com um bom veterinário.
b. Antes de você chegar conversei com um veterinário.
c. Antes de você chegar conversei com um bom veterinário.

5. Chuvas e ventos fortes e temperatura em elevação.


a. Chuvas com ventos fortes e temperatura em elevação.
b. Chuvas e ventos fortes e temperatura em elevação.
c. Chuvas e ventos fracos e temperatura em elevação.

22 sílabas
1. Os jornalistas precisam viajar para fazerem suas reportagens.
a. Os jornalistas precisam viajar a fim de fazerem suas
reportagens.
b. Os jornalistas precisam viajar para fazerem suas reportagens.
c. Os repórteres precisam viajar para fazerem suas reportagens.

2. Eu moro em um apartamento, porém prefiro morar em uma casa.


a. Eu moro em uma casa, porém prefiro morar em um
apartamento.
b. Eu moro em um apartamento, mas prefiro morar numa casa.
c. Eu moro em um apartamento, porém prefiro morar em uma
casa.

3. Mais tarde vou comprar presentes, porque tenho muitos aniversários.


a. Mais tarde vou a alguns aniversários e vou dar muitos
presentes.
b. Mais tarde vou comprar presentes, porque tenho muitos
aniversários.
c. Mais tarde tenho que buscar os presentes porque tenho
muitos aniversários.

4. Vou mandar lavar a capa vermelha só depois que as chuvas


pararem.
a. Vou mandar lavar a capa vermelha somente depois que as
chuvas passarem.
b. Vou mandar lavar a capa vermelha só depois que as chuvas
pararem.
c. Vou mandar buscar a capa vermelha só depois que as chuvas
pararem.

5. Tempo úmido, ventos fortes com nebulosidade no fim do período.


a. Tempo úmido, ventos fortes com nebulosidade no fim do
período.
b. Tempo úmido, ventos fracos com nebulosidade no fim do
período.
c. Tempo úmido, ventos fortes com nebulosidade no começo do
período.
26 sílabas
1. As formigas fazem os formigueiros debaixo da terra observadas pela
rainha.
a. As formigas fazem os formigueiros em cima da terra
observadas pela rainha.
b. As formigas fazem os formigueiros debaixo da terra
observadas pela rainha.
c. As formigas fazem os formigueiros embaixo da terra
observadas por sua rainha.
2. Naquela praça eu vi muitas araras, mas vi poucas árvores para elas
ficarem.
a. Naquela praça eu vi muitas araras, mas vi poucas árvores
para elas ficarem.
b. Naquela praça eu vi muitas araras e vi muitas árvores para
elas ficarem.
c. Naquela praça eu vi poucas araras, mas vi muitas árvores
para elas ficarem.

3. Os astronautas pisaram na Lua no ano em que eu completei vinte e


dois anos.
a. Os astronautas pisaram na Lua depois que eu completei vinte
e dois anos.
b. Os astronautas pisaram na Lua no ano em que eu completei
trinta e dois anos.
c. Os astronautas pisaram na Lua no ano em que eu completei
vinte e dois anos.

4. Antes que você me avisasse percebi que o calendário não era deste
ano.
a. Antes que você me avisasse percebi que o calendário não era
deste ano.
b. Depois que você me avisou percebi que o calendário não era
deste ano.
c. Antes de você me avisar percebi que o calendário não era
deste ano.

5. Ventos predominantes de norte a sul, névoa úmida, com chuviscos


pela manhã.
a. Ventos predominantes de norte a sul, com chuvas pela
manhã.
b. Ventos predominantes de norte a sul, névoa úmida, com
chuviscos pela manhã.
c. Ventos predominantes sul, com névoa úmida e chuviscos pela
manhã.

30 sílabas
1. Aquele jogo de canetas especiais é bastante procurado pelos
desenhistas técnicos.
a. Aquele jogo de canetas especiais era muito procurado pelos
desenhistas técnicos.
b. Aquele jogo de canetas especiais é bastante procurado pelos
desenhistas técnicos.
c. Aquele jogo de lápis especiais é bastante procurado pelos
desenhistas técnicos.
2. Aquela menina sempre deixa todas as lições em dia, senão o pai
dela fica muito bravo.
a. Aquela menina sempre deixa todas as lições de dia, senão o
pai dela fica muito bravo,
b. Aquela menina sempre deixa suas lições em dia, senão a mãe
dela fica muito brava.
c. Aquela menina nunca deixa todas as lições em dia e o pai dela
fica muito bravo.

3. Nós vamos passar as férias na fazenda se você conseguir passar


nos exames do fim do ano.
a. Nós vamos passar as férias na fazenda se você passar nos
exames do fim do ano.
b. Nós vamos ficar na fazenda nas férias se você passar nos
exames do fim do ano.
c. Nós vamos passar as férias na fazenda se você conseguir
passar nos exames do fim do ano.

4. Preciso comprar outro ventilador antes que o meu quebre porque


senão ficarei com muito calor.
a. Eu preciso comprar mais um ventilador antes que o meu
quebre porque senão ficarei com muito calor.
b. Preciso comprar outro ventilador antes que o meu quebre
porque senão ficarei com muito calor.
c. Preciso comprar outro ventilador antes que o meu quebre
senão eu vou ficar com muito calor.

5. Tempo quente com instabilidade passageira no decorrer do período,


mar de pequenas vagas.
a. Tempo quente com instabilidade passageira no decorrer do
período, mar de pequenas vagas.
b. Tempo frio com instabilidade passageira no decorrer da
manhã, mar de pequenas vagas.
c. Tempo quente com instabilidade passageira no decorrer do
período, mar de grandes vagas.

d. Análise – Síntese Visual


Instrução: Solicitar a S que indique as figuras correspondentes aos
estímulos apresentados.
a. Grafemas
1. S P N G
2. B E X R

b. Vocábulos
1. Vocábulos divididos por sílabas

1. bife febre 2. poste ponte 3. bloco enbal


beli poste cobra
bife posto bloco

4. negro negro 5. escura secara 6. palavra lavado


nego escura lavrado
grune secura palavra
7. matéria matéria 8. vencedor vencedor 9. elefante elegante
temário revender telefone
martírio vendedor elefante

10. 11. 12.


almofada almofada ventilador levantador astronáutico astronáutico
alcançado vantilado astronauta
amoldada ventilador astronave

2. Vocábulos Divididos por Grafemas

1. figo fuga 5. cavalo calado


figo cavalo
golfe cavado

2. suco soco 6. bolacha boliche


curso bichada
suco bolacha

3. bruxa bruxa 7. martelo martelo


buxo marmelo
broxa lanterna

8.
4. ponte ponte segredo secreto
tempo segredo
tempe segrego

e. Discriminação de Vocábulos Não Isolados


Instrução: Solicitar a S que grife no texto os vocábulos solicitados e
apenas eles.

1. geladeira e geleira (g, e, p, d, b)


A geléia cheia de gelo que tiraram da geladeira está
passando pela geleira com congelamento gelado da pedreira. Por
isso, completou-se pela bandeira da geladeira, que saiu com a
geleira, e então, passearam pelo gelo da geladeira que tinha uma
penteadeira forte como o vento gelado e se dirigia para a baleeira.

2. floresta e florido (l, e, f, j, t, h, g)


O afluente da floresta tinha flores floridas entre floriculturas,
que enfeitavam o jardim florido que fluía florescendo. Surgindo
flores no jaguar dos cavalheiros do castelo, cheio de florestas,
que tinham florido há alguns séculos, era considerado como o
florescente florido da noite. Na floricultura, a florista viu a floresta
e, nesta flor florida, viu florir suas flores.

3. bandolim e bandido (b, p, d, q, o)


Os bandidos ficaram presos no bandolim da prisão. Entre
bandos bondosos, porque a bandeja corrida dos bandidos pedida
pelo bando, com a bandeira em bandolins do banco do bandido
quebrou. O bondoso queria os bandolins de bandagem e os levou
a tocar entre o bandolim da bondade. Bandolim e bandido
embandeirados foram em bandos, debandando pelo botequim do
dono dos bandolins.

4. enervado e nervura (z, n, m, v, u)


O menino nervoso, enervado com as nervuras da blusa, sai
no nevoento dia e vê a verdura da árvore enervada, com a
curvatura do mês nevoado. Foi enervar a nervura do mercado e
saiu com a abertura do verdadeiro nervoso. Com ela, foram falar
enervados sobre as nervuras, e enervado saiu. O que deu uma
nevralgia nervosa e venenosa. Ele saiu enervado com a nervura
da calça que estava cheia de nervuras, nervosas enervadas, em
um verdadeiro mundo nervoso.

5. rima e risada (r, s, n, m, u, v)


O riso alegre, do sino de Roma, mostrou a risada das rimas
dos versos, onde o remador remava na virada do rio e, ainda o
viso da vida sobra na romeira, avivada com a rima e a risada.
Porém, minas e rimas são esperadas. Uma coragem visada, mas
com risadas, vai pela vida cansada. E por isso, a risada rima dos
três risos, que saiam do respiro, acima da clara risada rasurada
daquele homem ruim, era bastante rimada.

6. temporal e temperatura (e, f, l, t)


Falando sobre o tempo, que temperando a temperatura
contemporânea dos temporais tempestuosos foi eleito o
tempestuoso temporal que tinha temperaturas do termômetro
temporário. Enlatado pelo temporal que deu a temperatura do
clima meteorológico, temperando as temperaturas do temporal,
eles temporais, temperaram as tempestades do tempo nas
tempestuosas temperaturas do tempo invernal.