Você está na página 1de 6

44- Existe alguma possibilidade de articulação entre ACE e PPI?

R. O PDI (2017-2021) da UESPI, no Capítulo II, que trata do Projeto Pedagógico


Institucional (PPI) já aponta textualmente que [...] a extensão deve articular o
ensino e a pesquisa de forma a aproximar a academia da população em sua
área de inserção, pois ela representa uma das portas de entrada das demandas
sociais, compreendendo todas as atividades que promovem o acesso ao
conhecimento produzido pela universidade. É a Extensão que conduz a IES a
novas pesquisas comprometidas com a realidade social, realimentando o ensino
com seus resultados e seus desafios. Este princípio garante, ainda, um modelo
em que teoria e prática possam estar perfeitamente articuladas na formação de
um profissional que atenda às exigências contemporâneas da dinâmica social
da atualidade.
Dentre as metas para a Extensão (6.2), já estava prevista a Curricularização da
Extensão.

45 - SUGESTAO: Definir com precisão o que é cada tipo de extensão: Programa,


Projeto, Curso, etc. Para evitar confusões no futuro.
A PREX está fazendo reuniões semanais de forma virtual com os seus
Departamentos para discussão de uma Minuta de Resolução de todas as ações
que já realiza, a ser enviada ao CEPEX. Nela, definimos todos esses termos
para facilitar a compreensão da Comunidade acadêmica. Segue o texto
provisório, que já estamos revendo para não haver contradição com a proposta
da curricularização da extensão.
“Art. 5º. Programa é o Conjunto articulado de projetos e outras Ações de
Extensão (cursos, eventos, prestação de serviços), preferencialmente
integrando as ações de extensão, pesquisa e ensino. Tem caráter orgânico-
institucional, clareza de diretrizes e orientação para um objetivo comum, sendo
executado a médio e longo prazo.
Art. 6º. Projeto é a ação processual e contínua de caráter educativo, social,
cultural, científico ou tecnológico, com objetivo específico e prazo determinado.
I - O projeto pode ser:
a) Vinculado a um programa (forma preferencial – o projeto faz parte de uma
nucleação de ações).
b) Não-vinculado à programa.
Art. 7º. Curso é a ação pedagógica, de caráter teórico e/ou prático, presencial ou
a distância, planejada e organizada de modo sistemático, com carga horária
mínima de 8 horas e critérios de avaliação definidos.
Art. 8º. Oficina é a ação que constitui um espaço de construção coletiva do
conhecimento, de análise da realidade, de confronto e troca de experiências.
Art. 9º. Evento é a ação que implica na apresentação e/ou exibição pública, livre
ou com comunidade específica, do conhecimento ou produto cultural, artístico,
esportivo, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido pela
Universidade.

OBS. Podemos acrescentar na minuta que as atividades de eventos podem ser


desenvolvidas sob a forma de ciclo de estudo, conferência, congresso, debate,
encontro, seminário, feira, fórum, jornada, mesa redonda, palestra, dentre outras
ações que contribuam para disseminação do conhecimento;

Art. 10º. Prestação de serviço é a Realização de trabalho oferecido pela


Instituição de Educação Superior ou contratado por terceiros (comunidade,
empresa, órgão público, etc.), que se caracteriza por intangibilidade,
inseparabilidade processo/produto e não resulta na posse de um bem.
Art. 11. As Ações Extensionistas serão formalizadas por meio de projetos e/ou
programas, cadastrados na Pró-reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e
Comunitários, segundo sua vinculação a áreas temáticas.”

Ps. Vale destacar que para efeito de curricularização de uma ACE sob a forma
de cursos, oficinas, eventos, prestação de serviços, etc, o aluno deve ter
participação direta na organização e execução dos mesmos.

46 - Os projetos de extensao deverão ser aprovados ou apenas cadastrados na


prex (via sigprex)? SUGESTAO: A prex ser responsavel apenas pelo
cadastramento, monitoramento e, no maximo, controle/supervisao da atividade
com a aprovação sendo responsabilidade dos colegiados de curso. Caso a a
PREX tenha de aprovar cada projeto de extensao haverá uma demanda
impossivel que burocratizara e dificultara demais as atividades. Pense no caso
de um estudante do último bloco, ele terá o projeto validado até o momento da
colação de grau?
R. Todas as ACE´s obrigatoriamente deverão ser cadastradas na PREX via
SIGPREX, daí a importância da programação do semestre vigente ser realizada
no semestre anterior. Quando a oferta for apresentada para o aluno, já terá
passado pelo cadastro e aprovação pelos Colegiados de Curso.

47 - REIVINDICAÇAO (Colegiado de Historia/Oeiras) - Garantia da participação


efetiva dos campi do interior no conselho de extensão. Para isso faz-se
necessário uma operacionalização para que essa participação seja efetiva.
Reuniões presenciais sempre em Teresina são inviáveis e excludentes.
R. Consideramos importantíssima a sua reinvidicação. Acreditamos que no
processo de aprovação da Resolução já possamos eleger essa Comissão. Ver
art. 17 da Minuta.

48 - Atividades do PIBID poderão contar como extensão?


R. Não. O PIBID é um programa voltado para o incentivo à formação docente
dos graduandos, portanto, tem como foco o aluno da graduação que faz parte
da comunidade interna da IES. O caráter da ACE é extensionista e direcionada
a ações voltadas para atender às demandas da comunidade externa.

49 - Melhorar a formulação de validação interinstitucional de ACE na minuta.


R. O texto como um todo deve ser revisto. Serão bem-vindas todas as sugestões
para clareza e melhoria no que se refere ao modo de validação interinstitucional
de uma ACE. Estamos aguardando suas alterações na minuta para que
cheguemos a um texto melhor quanto a esse quesito.

50 - REIVINDICAÇAO - A discussão dos encargos deve acontecer em paralelo


à discussão da minuta. Não é possível finalizar uma resolução sem termos
clareza de como operacionalizaremos ela no âmbito dos encargos. Antes do dia
17 de julho, prazo para a contribuição das coordenações, é necessário uma
reunião com os responsáveis pela resolução de encargos para saber como isso
está sendo pensado.
R. A PREX está em constante reunião com a PREG para viabilizar a questão
dos encargos relacionados às ACE’s. Já tivemos uma reunião no dia 30/6 e a
proposta quanto aos encargos será apresentada pela PREG nos próximos
encontros, em grupos menores.
51 - Definir melhor o papel das coordenações de extensão do curso.
R. Definido no Art. 2º § 4º. De qualquer forma, sugestões de melhoria são
importantes. Acreditamos também que a definição da PREG quanto aos
encargos poderá facilitar o registro. Melhor dizendo, o Coordenador da Extensão
é aquele professor que vai acompanhar no curso como andam a oferta e
demanda por ACES no seu curso. Ele é a figura que trabalhará em prol do
incentivo à oferta de ACEs pelo curso junto aos professores e para que todos os
alunos busquem inscrever-se nas mesmas, a fim de ele consiga chegar no
período definido (penúltimo bloco) com todos os seus créditos de ACEs já
cursados.

52 - Substitutos podem coordenar extensão? Receberão encargos? Sem que


substitutos possam coordenar extensão e receber encargos qualquer resolução
sobre isso será inócua. Muitos cursos sobrevivem com substitutos;
R. Não. De acordo com a atual Resolução de encargos da PREG, é obrigatório
o professor ser efetivo da UESPI. No caso de cursos com poucos professores
efetivos estamos analisando junto à PREG uma alternativa para a solução dessa
questão.

53 - Os Projetos propostos poderão ser vinculados a Programas existentes em


outros cursos da IES?
R. Sim. Lembrando que os mesmos deverão ser cadastrados na PREX e
estabelecidos no PPC.

54 - No caso, o curso que optar por trabalhar com Unidade Curricular deverá ser
criada mais de uma Unidade para os devidos registros de cada Ação de
Extensao?
R. Sim. A ACE como Unidade Curricular se dá de forma independente de
disciplinas. A previsão deverá estar disposta no PPC. E quanto à quantidade e
à carga-horária, isso deve estar estipulado também no PPC.

55 - A participação dos alunos nas empresas juniores poderão ser considerados


como ACE?
R. Sim. Ver resposta da questão 21.

56 - A Empresa júnior poderá realizar esses eventos? O que podem ser


considerados para representação comprovada?
R. Todas as atividades deverão ser propostas considerando o Art. 7º da Minuta.

57 - Haverá possibilidade de o aluno se inscrever em ACE após o semestre ter


iniciado?
R. Sim. Desde que a ACE ainda esteja em fase de recebimento de inscrições
dos interessados. A priori, o aluno já deve se inscrever na ACE concomitante ao
período de matrículas das disciplinas regulares oferecidas antes do início das
aulas.

58 - Sendo o mínimo de 10% da carga horária total do curso, assim um curso


que deve ter no mínimo 3.000 horas, os 10% devem ser acrescidos a essa carga
horaria? Ou seja, 3000 (de componentes curriculares) + 300 horas, o curso
passaria a ter 3300 horas ou 2700 + 300 para o curso chegar à 3000 horas?
R. Não. O curso tem 3.000 horas. Sendo assim, as ACE’s ofertadas pelo curso
serão de no mínimo 300 horas. Não há implicações na carga-horária total do
curso, nem na carga-horária das disciplinas. Entenda que são no mínimo,
portanto não impede o curso ofertar mais, desde que esteja documentado no
PPC.

RETOMADA E REVISÃO DE RESPOSTAS ANTERIORES.

15. - O professor poderá propor uma ACE durante o semestre?


Não, o professor deverá propor sua ACE em período anterior às matrículas,
através de cadastro e oferta no SIGPREX, também levando em conta o
fechamento dos encargos em semestre anterior ao subsequente.

19. Quem serão os assessores de extensão do campus: como serão


selecionados, quais as suas atribuições?
Não estamos trabalhando com essa nomenclatura “Assessor de extensão”. Na
minuta a proposta é que haja a figura do “Coordenador de Extensão de Curso “,
que sim, este terá essa função de assessorar no processo de oferta da ACE
junto aos professores proponentes das atividades de extensão (Coordenadores
de Atividade de extensão). Portanto só há duas figuras: Coordenador de
Extensão de Curso e Coordenador da Atividade de Extensão.

25. Se o objetivo não é aumentar a carga-horária do curso, o que inclusive é


vetado aos cursos que tenham carga horária superior ao mínimo, como o DAP
orienta que seja feito?
O que a Resolução de 18 de dezembro da curricularização nos diz é que cada
curso deverá ofertar ACE’s correspondendo a no mínimo 10% da carga-horária
total do curso. Sendo assim, nada impede que um PPC aumente sua carga
horária de ACE’s, desde que esse curso esteja funcionando no limite mínimo de
carga-horária total estabelecida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de cada
curso, como visto no artigo 19 logo abaixo.

Art. 19 As Coordenações de cada Curso a partir de seu Núcleo Docente


Estruturante (NDE) irão realizar suas adaptações no PPC a partir das normas
desta Resolução, definindo conforme a sua autonomia e amparados pelas
orientações encaminhadas pelo Departamento de Assuntos Pedagógicos - DAP,
enviando para as instâncias necessárias até a aprovação junto ao Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão.

Parárafo único: Os cursos somente poderão acrescentar horas para


integralização dos 10% das ACEs caso estejam funcionando no limite mínimo
de carga-horária estabelecida pelas Diretrizes Curriculares Nacionais de cada
curso.
Se o curso já ultrapassou essa carga-horária total mínima, não poderá trabalhar
com a possibilidade de aumentar a porcentagem de 10% das ACEs.

26- A realização de atividades obrigatórias no contraturno implica em transformar


o curso em integral, já que em vários semestres, obrigatoriamente, o aluno
deverá estar disponível?
R- Em tese, durante um semestre cada curso deverá ofertar no mínimo uma
ACE, e em ela sendo ofertada dentro de uma disciplina, para que não haja
duplicidade de carga-horária na disciplina, ou ela sofrerá redução, ou se leva
para o contraturno. Isso não geraria o efeito “curso integral”, porque o aluno em
tese não terá nos cinco dias da semana uma atividade de contraturno.

Quanto a essa redução de carga-horária da disciplina, isso foi discutido inclusive


com a Pró- Reitora da UFPI, a qual nos dizia que isso é um modo de impedir que
haja duplicidade de carga horária dentro de uma mesma disciplina. Aguardamos
sugestões para que isso fique melhor explicitado.

38. Cada proposta de ACE só poderá ser coordenada por um professor? Sugiro
a ampliação.
R- Não. O coordenador da atividade de extensão, ao cadastrar no SIGPREX,
poderá informar seus colaboradores. Poderemos sim, ver a possibilidade de
estendermos a nomenclatura Coordenador da Atividade de Extensão para mais
outro colaborador.

Você também pode gostar