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SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

FORTE SANTA BARBARA


FORMOSA - GO
PRIMEIRO VOLUME
PROJETO TECNICO

JUNHO/2014
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
FORTE SANTA BARBARA
FORMOSA - GO
SEGUNDO VOLUME
PROJETO TECNICO

JUNHO/2014
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
FORTE SANTA BARBARA
FORMOSA - GO
TERCEIRO VOLUME
PROJETO TECNICO

JUNHO/2014
PARECER TÉCNICO DA SANEAGO
ART
APRESENTAÇÃO
APRESENTAÇÃO
Este volume contém o relatório do SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO FORTE SANTA BARBARA EM
FORMOSA – GO, previsto no contrato firmado entre a EXOTENG ENGENHARIA e a CENTRAL ENGENHARIA.

A Comissão Regional de Obras da 11ª Região Militar (CRO/11) exerce o acompanhamento técnico do
desenvolvimento deste projeto, cabendo a mesma sua aprovação.

A elaboração deste projeto teve como diretrizes, as normas da ABNT e as instruções da CRO/11, e as
partes constituintes deste projeto são apresentadas da seguinte forma:

0 – Apresentação;

1 – Memorial Descritivo;

2 – Memorial de Cálculo;

3 – Especificação Técnica

4 – Desenhos.
MEMORIAL DESCRITIVO
I) MEMORIAL DESCRITIVO

A. INTRODUÇÃO
A Exoteng Engenharia foi contratada pela CENTRAL ENGENHARIA, para elaboração do Projeto Hidráulico
Executivo do Sistema de Abastecimento de Água do Forte Santa Barbara. O projeto contempla a
interligação dos poços P–01 e P–02, Centro de Reservação e modulação da Rede de Distribuição, conforme
contrato firmado entre as mesmas.

Para a elaboração deste projeto técnico foram obedecidas as normas da ABNT e orientações da CRO/11,
além de adoção de índices e condições técnicas comuns a SANEAGO, empresa concessionária dos serviços
de saneamento básico do município.

O projeto proposto do Sistema de Abastecimento de Água do FORTE SANTA BARBARA será composto das
seguintes unidades:

- Poço P-02;

Interligação do Poço P-02.

- Centro de Reservação:

Sistema de Tratamento Simplificado

Reservatório Apoiado de Concreto 500m³

Reservatório Elevado de Concreto 150 m³

Estação Elevatória da Água Tradada

Casa de Química.

- Rede de Distribuição de Água:

Rede Principal;

Rede de Secundária;

Sistema de Hidrantes.

B. NORMAS
A elaboração do projeto obedeceu especialmente às recomendações constantes das últimas edições dos
códigos e normas da ABNT, bem como de outros códigos e normas aplicáveis ao tipo de instalação a ser
construída, e o detalhamento do projeto será executado de acordo com as normas e padrões da
concessionária do sistema e/ou da contratada.

Na elaboração deste projeto seguiu-se:

- NBR 12.211 - 1992 – Estudos de Concepção de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água;


- NBR 12.212 - 1992 – Projeto de Poço para Captação de Água Subterrânea;

- NBR 12.215 - 1992 – Projeto de Adutora de Água para Abastecimento Público;

- NBR 12.217 - 1994 – Projeto de Reservatório de Distribuição de Água para Abastecimento Público;

- NBR 12.218 - 1994 – Projeto de Rede de Distribuição de Água para Abastecimento Público;

- Portaria N° 2.914, de 12 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde;

- Orientação dos técnicos da CRO/11;

- Orientação dos técnicos da SANEAGO.

C. ELEMENTOS DE PROJETO

1.1.1 POPULAÇÃO DE PROJETO


A população de projeto foi levantada a partir das informações públicas informadas pela CRO/11, a
população total será de 3.000 habitantes.

O quando abaixo apresenta a previsão da população de projeto como informada pela CRO/11:

Previsão de Contribuintes 2.500 pessoas


Previsão Adicional 5000 pessoas
TOTAL 3.000 pessoas

A estimativa da distribuição populacional por módulos foi realizada, segundo a média ponderada do
comprimento das redes secundarias. O quadro abaixo apresenta a estimativa de população por módulos
de abastecimento de água da rede.

Zona Módulo Comp. Rede População Vazão do


Mod.
Alta MOD-01 1.153 820 1,71 l/s
(ZA) MOD-02 824 586 1,22 l/s
MOD-03 820 584 1,21 l/s
MOD-04 1.420 1.010 2,15 l/s

Portanto a população de projeto corresponde a saturação da área do empreendimento.

i.POÇOS
Até a presente data foram executados dois poços, P-01 e P-02, porém demais poços se farão necessários
para atender a demanda do projeto e estes deverão respeitar as condicionantes ambientais e técnicas para
sua execução, dimensionamento e potabilidade.
1. Poço P-01
O poço P-01 está localizado na coordenada UTM 8.275.628,177m S, 253.117,645m W, apresenta vazão de
13,07 m³/h e possui profundidade total de 66m.

O Poço 01 será utilizado porém dado suas características quanto ao índice de turbidez (turvo) acima do
preconizado 2.914 de 2011 do Ministério da Saúde, será utilizado filtro para sua correção.

Os Poços P-01 não poderá ser interligado diretamente a rede de distribuição sob risco de contaminação da
mesma.

2. Poço P-02
O poço P-02 está localizado na coordenada UTM 8.275.484,327m S, 253.030,490m W, apresenta vazão de
6,11 m³/h e possui profundidade total de 200m.

O Poço 02 será utilizado, porém dados suas características em que índice de ferro acima do preconizado
2.914 de 2011 do Ministério da Saúde, será utilizado filtro para sua correção.

Os Poços P-02 não poderá ser interligado diretamente a rede de distribuição sob risco de contaminação da
mesma.

ii.INTERLIGAÇÃO DOS POÇOS A ÁREA DE RESERVAÇÃO


A Interligação dos Poços ao Centro de Reservação será em DN 100 PVC DEFºFº 1,0 Mpa, ou superior.

O traçado da Rede de Interligação foi definido considerando a menor extensão e o melhor local para
execução da obra.
O recalque da água bruta do Poço P-01 será em DN 100 PVC DEFºFº 1,0 Mpa com extensão total de 187,98
m (Estaca 0 à Estaca 9 + 7,98 m) chegando ao reservatório de reunião. A vazão de recalque será de 13,07
m³/h.

O recalque da água bruta do Poço P-02 será em DN 100 PVC DEFºFº 1,0 Mpa com extensão total de 9,35 m
(Estaca 0 à Estaca 0 + 9,35 m) chegando ao reservatório de reunião. A vazão de recalque será de 6,11 m³/h.

iii.CENTRO DE RESERVAÇÃO
O Centro de Reservação do Forte Santa Barbara será constituído além dos reservatórios, de uma
elevatória, uma casa de gerador e um hidrogerox. Os reservatórios serão um reservatório apoiado de
500m³ e um reservatório elevado com capacidade de 150m³ ambos em concreto visando atender até 01
(um) dia de maior consumo do empreendimento.

O Centro de Reservação projetado será localizado na Rua 03, este local foi escolhido em função da posição
altimétrica favorável para atender toda a área de projeto com as condições de pressão máxima (40 mca) e
mínima (10 mca) previstas pela SANEAGO e pela Norma respectivamente.

O Reservatório Apoiado acumulará a maior parte da água a ser reservada e através da Estação Elevatória
de Água Tratada bombeará água ao Reservatório Elevado. O Reservatório Elevado por sua vez abastecerá
todos os módulos de rede por gravidade. Devido a esta configuração se fará necessário a construção e
fornecimento de um grupo gerador.

Reservatório Apoiado de Concreto - 500 m³

- NA = 899,75 m

- NF = 890,00 m

- NT = 896,50 m

Reservatório Elevado de Concreto – 150 m³

- NA = 913,70 m

- NF = 908,70 m

- NT = 896,50 m

Estação Elevatória de Água Tratada do Reservatório Apoiado para o Elevado

O recalque da água do Reservatório Apoiado para o Elevado será feito por uma Estação Elevatória de Água
Tratada cujos dados são:

Vazão = 3,46 L/s

AMT = 18,40 m

Potência = 3,0 cv

Sistema de Desinfecção
O Sistema de Cloração previsto é do tipo Hidrogerox com Gerador de Cloro – Modelo 2.000.

Filtros

O sistema de filtros a ser utilizado será em fibra de vidro e sua camada filtrante será composta de seixo
rolado, quartzo, carvão ativado e elemento sintético para tratamento (Zeólito FE) para que seja capaz de
remover o índice de turbidez do P-01 e diminuir o índice de Ferro do P-02, para isto o Reservatório Elevado
Metálico com Capacidade de 25m³ existente será utilizado como reservatório de reunião antes da água
bruta passar pelo filtro.

iv.VAZÕES DE PROJETO
Para o cálculo da rede de distribuição considerou-se 100% da população de cada módulo. Já as unidades
de reservação, foram dimensionadas para 100% de atendimento da população total. Segundo os
parâmetros acima estabelecidos, foram obtidas as vazões de projeto apresentadas no quadro, a seguir.

Vazões (l/s) Reservação


Zona Módulo População Máxima Máxima Necessária
Média (m³)
Diária Horária
Alta MOD-01 752 1,31 1,57 2,35 135
(ZA) MOD-02 537 0,93 1,12 1,68 97
MOD-03 785 1,36 1,64 2,45 141
MOD-04 926 1,61 1,93 2,89 167
TOTAL 3.000 5,21 6,25 9,37 540

1. BALANÇO DAS VAZÕES


No Quadro acima se verifica que a demanda necessária para atendimento do Forte Santa Barbará será 6,25
l/s ou 22,50 m³/h. As vazões dos poços já perfurados para atender a região de estudo estão apresentadas
no Quadro abaixo:

Poço Vazão Vazão Vol. Diário


(l/s) (m³/h) Produzido
(16hrs)
P-01 3,63 13,07 209,12 m³
P-02 1,70 6,11 97,76 m³
TOTAL 5,33 19,18 306,88 m³

Como pode ser verificado no Quadro acima a capacidade de produção total dos poços já perfurados é de
306,88 m³ sendo, portanto as vazões dos poços ainda insuficientes para atender a demanda necessária da
população, ficando ainda um déficit de produção que deverá ser instalado com a perfuração de novos
poços

Estes novos poços, conforme instruções da SANEAGO além de respeitar as condicionantes ambientais e
técnicas para sua execução, dimensionamento e potabilidade, deverão distar entre si e dos existentes de
no mínimo 150m e deverão ter vazão superior a 10m³/h cada poço, podendo quando da somatória de
vazões entre os poços apenas um deles apresentar vazão inferior (isto implicaria na desativação do poço P-
02 que já apresenta vazão inferior).

v.Rede de distribuição

1. REDES PRINCIPAIS
Foram observados os seguintes critérios para a definição das redes principais:

• Essas redes não receberão ligações prediais, e, conforme orientação do PDOM deverão ser
implantadas na calçada;
• Está prevista no projeto, ao longo do percurso das redes principais, a instalação de: Hidrantes,
Registros de Descarga, Ventosas e Registros de Manobra;
• As perdas de carga foram calculadas empregando-se a Fórmula Universal, com K = 0,2 mm;
• Os materiais previstos para as tubulações são PVC DE FºFº (1 MPa).
O comprimento da rede primária está assim distribuído conforme diâmetro de tubulação:
Rede 100 mm 150 mm 200 mm
Primária
- - 1.898 -

2. REDES SECUNDÁRIAS
Para a definição do traçado das redes secundárias, foram utilizados os seguintes critérios:

• Toda a rede secundária foi projetada como simples,


• O dimensionamento da malha secundária foi feito pelo método do seccionamento fictício
através de tabela, obedecendo aos critérios abaixo:
• A vazão considerada em cada trecho foi a vazão fictícia;
• As cotas piezométricas nos pontos de derivação são aquelas determinadas no cálculo da
interligação;
• As perdas de carga foram calculadas empregando-se a fórmula Universal com K = 1 mm;
• Perda de carga máxima na tubulação de 8,0 m/km.
• Os valores limites de pressão considerados para a rede secundária foram:
• Pressão dinâmica mínima: 10 mca;
• Pressão estática máxima: 40 mca.
Estão previstas instalações de Registros de Descarga nas regiões mais baixas de cada módulo.

O comprimento da rede secundária está assim distribuído conforme diâmetro de tubulação:


Zona Módulo 50 mm 75 mm 100 mm
Alta MOD-01 492 861 -
(ZA) MOD-02 - 824 -
MOD-03 215 990 -
MOD-04 - 1.420 -
MEMORIAL DE CALCULO
II) MEMORIAL DE CÁLCULO

A. CRITÉRIOS TÉCNICOS
Foram observados os seguintes critérios para o traçado e o dimensionamento da adutora:

− A linha da adutora não receberá ligações prediais, e, como regra geral, deverá ser implantada na
calçada, conforme determinado pela PDOM;

− As perdas de carga foram calculadas empregando-se a Fórmula Universal, com coeficiente de


rugosidade (K) igual a 0,2 mm na adutora e 1,0 na rede;

− Viscosidade Cinemática (υ ): 1007 x 10-9 m²/s;

− Recobrimento mínimo das tubulações de 1,0 m, exceto em casos especiais.

B. FÓRMULAS
Abaixo estão as equações que serão utilizadas no dimensionamento do sistema.

i.DIÂMETRO DE TUBULAÇÕES
A seguinte equação possibilita encontrar o diâmetro inicial das tubulações segundo Bresse:

Onde:

K: coeficiente de Bresse (adotado 1,2);

Q: vazão (m³/s);

D: diâmetro (m).

ii.PERDAS DE CARGA
As perdas localizadas serão calculadas com base no coeficiente “K” de cada peça, pela equação:

Onde:

Ktotal: somatório dos coeficientes de perda de carga localizada correspondente a cada peça especial
considerada (Azevedo Neto, 1998);
v: velocidade média na seção (m/s);

g: aceleração da gravidade (m/s²);

Para o cálculo das perdas de carga distribuídas será empregada a fórmula universal:

Onde:

f: coeficiente de atrito (adimensional);

v: velocidade média na seção (m/s);

D: diâmetro hidráulico (m);

L: comprimento do tubo (m);

J: perda de carga unitária (m/m);

g: aceleração da gravidade (m/s²);

Para o cálculo das perdas de carga totais no sistema, tem-se:

Simbologia Geral:

hfT: perda de carga total (mca);

hfloc: perda de carga localizada (mca);

hfdis: perda de carga distribuída (mca);


Para o cálculo do coeficiente de atrito (f) da Fórmula Universal utiliza-se o Ábaco de Moody (Azevedo Neto,
1988), empregando as fórmulas abaixo, ou a equação de Swamee-Jain:

Onde:

e = rugosidade relativa;

K = coeficiente de Rugosidade da Fórmula Universal (K = 0,2 mm)

D = Diâmetro Hidráulico (mm);

Onde:

Re = número de Reynolds;

V = velocidade média na seção (m/s);

D = Diâmetro Hidráulico (m);

= viscosidade cinemática da água(m²/s);

Equação de Swamee-Jain

Em substituição a utilização do Ábaco de Moody utiliza-se a equação de Swamee-Jain:

Onde:

f = coeficiente de atrito;

ε = Rugosidade da tubulação (mm);

D = Diâmetro da tubulação (mm);

Re = número de Reynolds.
iii.COEFICIENTE DE RUGOSIDADE DA FÓRMULA UNIVERSAL (K)
O valor adotado neste projeto para o coeficiente de rugosidade da Fórmula Universal será igual a K = 0,2
mm que corresponde a um valor maior do que as referências técnicas do Livro Manual de Hidráulica do
Azevedo Neto, que variam entre 0,02 e 0,1 mm. Adota-se este valor para se obter uma maior segurança no
dimensionamento com relação às condições de incrustações nos tubos mais velhos, tomando como base
as próprias considerações de Azevedo Neto (1998), tal qual descritas abaixo:

-O emprego da Fórmula Universal tem se ampliado, embora ainda não exista um conhecimento
satisfatório a respeito da variação dos valores dos coeficientes de rugosidade;

- A maioria dos dados divulgados sobre esses coeficientes corresponde a tubos novos ou canalizações não
sujeitas ao fenômeno do “envelhecimento”, e por isso muitos técnicos tem sido levados a cometer
enganos na avaliação do comportamento hidráulico de tubulações;

Azevedo Neto acrescenta ainda que os valores dos coeficientes de rugosidade apresentados por diversos
autores (Tabelas 8.9 e 8.11, pag. 173, Azevedo Neto – 1998) revelam a grande variabilidade destes valores,
e cita ainda que os valores constantes nas Tabelas do Manual de Hidráulica são valores sugeridos.

iv.DESCARGA DA ADUTORA
− A instalação de descarga na linha da adutora tem como objetivo atender as principais necessidades:

− Limpezas periódicas da linha, através da abertura das válvulas de descarga, de tal maneira a eliminar
eventuais deposições de sedimentos; e,

− Esvaziamento da linha para a execução de serviços de manutenção.

As descargas foram dimensionadas como bocais, em função do tempo admitido para o esvaziamento
completo da linha ou do trecho de linha em consideração. Para o dimensionamento da descarga utiliza-se
a equação seguinte:

Onde:

D: diâmetro da adutora (m);

d: diâmetro da descarga (m);

T: tempo de esvaziamento da adutora (h);


Zm: carga média disponível (m);

Lt: (L1 + L2) extensão total da adutora entre os pontos altos nos quais há admissão de ar (m).

Onde:

Z1: carga no ponto mais alto 1 (m);

Z2: carga no ponto mais alto 2 (m).

v.VENTOSAS
A NBR 12.215 recomenda a instalação de ventosas adequadamente dimensionadas em todos os pontos
altos ao longo do caminhamento de uma adutora. As ventosas instaladas nessas condições têm as
seguintes funções básicas:

− Permitir a saída do ar nas ocasiões de enchimento e reenchimento da adutora;

− Permitir a saída de ar que gradualmente se libera da água aduzida e se acumula nos pontos altos da
adutora; e,

− Permitir a entrada de ar na tubulação nas ocasiões de esvaziamentos parciais ou totais da adutora, para
evitar a ocorrência de pressões muito negativas no interior da linha.

Adicionalmente aos pontos altos, são necessárias ventosas também nos locais onde há facilidade de
acúmulo de ar, ou seja, em locais de sensível aumento de declividades descendentes no sentido do fluxo
(condição que favorece o equilíbrio entre as forças de arrasto das bolhas de ar para jusante, pela ação do
escoamento na adutora, e as forças de flutuação das bolhas de ar, que tendem a fazê-las voltar para
montante).

O cálculo do diâmetro mínimo das ventosas é feito admitindo-se a drenagem de um trecho sem a afluência
de água no ponto alto onde é admitido o ar, sendo que a situação mais desfavorável ocorre em fase de
teste e pré-operação da adutora, quando há maior possibilidade de colapso do tubo. O dimensionamento
da válvula de admissão de ar pode ser feito através da seguinte expressão:

Onde:

da = diâmetro da válvula de admissão de ar (m);


d = diâmetro da descarga de água (m);

Z = máximo de (Z1, Z2) em (m).

vi.POTÊNCIA

Onde:

P: potência (cv);

ϒ: peso específico da água (1.000 kgf/m³);

Q: vazão (m³/h);

ATM: altura manométrica (mca);

η: rendimento (%).

vii.EXTRAVASÃO DO RESERVATÓRIO
Usando a Fórmula Prática de Francis (Manual de Hidráulica) para o cálculo da carga do vertedor, Hv:

Onde:

Q: vazão de entrada no reservatório (m³/s);

l: comprimento da calha do vertedor (perímetro em m):

Hv: altura da crista da água a partir do vertedor (m).

Para o cálculo da extravasão dos reservatórios presentes neste sistema será utilizada a seguinte equação:

Onde:

Q: vazão de extravasão (m³/s);

Cd: coeficiente de descarga (adotado 0,61);

A: área do orifício (m²);

Ht: carga hidráulica sobre o centro do orifício (m);

Para encontrar Ht usa-se:

.
Onde:

Ht: carga hidráulica sobre o orifício (m);

h: altura da lâmina d`água máxima do reservatório em relação à geratriz inferior do tubo de extravasão
(m);

D: diâmetro da tubulação de extravasão (m);

viii.DESCARGA DO RESERVATÓRIO
Para dimensionar as tubulações de descarga, considera-se que o reservatório será esvaziado por completo
em um tempo máximo (t) de duas horas.

Encontrando a vazão para esvaziar um terço do reservatório em 2 horas:

Onde:

Q: vazão para esvaziar um terço do volume do reservatório;

V: volume total do reservatório (m³);

t: tempo para o esvaziamento (2 h ou 7200 s).

Para encontrar a área da seção transversal do tubo e posteriormente o seu diâmetro, obtém-se a área da
superfície do reservatório por:

Onde:

A: área da superfície do reservatório (m²);

D: diâmetro médio do reservatório (m);

A área da seção transversal do tubo de descarga (S) será calculada por:

Onde:

S: área do orifício de descarga (m²);

A: área da superfície do reservatório (m²);

cd: coeficiente de descarga (adotado 0,60);

t: tempo de descarga (2 h ou 7200 s);


g: aceleração da gravidade (9,81 m/s²);

h: um terço da altura do reservatório (m);

Utilizando o valor de da área (S) calcula-se o diâmetro (D) da tubulação de descarga.

ix.VENTILAÇÃO DE RESERVATÓRIO
Para o dimensionamento da tubulação de ventilação será considerada a vazão de ar igual à máxima vazão
que o reservatório está submetido. Abaixo seguem as equações utilizadas para os cálculos. Cabe ressaltar
que se a velocidade máxima considerada foi de 5 m/s.

Onde:

Q: vazão máxima à qual o reservatório está submetido (m³/s);

v: velocidade máxima recomenda para ventilação (m/s).

x.DIMENSIONAMENTO DE REDE DE DISTRIBUIÇÃO


Para definição dos diâmetros utiliza-se a equação da continuidade e as perdas de cargas distribuídas (hf)
obtém-se através da fórmula universal, utilizando-se para o cálculo do coeficiente de perda de carga (f), a
equação de Colebrook:

Onde:

hf: é a perda de carga distribuída (m);

f: é o coeficiente de perda de carga (adimensional);


L: é o comprimento (m);

D: é o diâmetro (m);

V: é a velocidade média do escoamento (m/s);

G: é a aceleração da gravidade (m/s²);

K: é o coeficiente de rugosidade equivalente (m);

Re: é o número de Reynolds (adimensional);

: é a viscosidade cinemática da água (m²/s).

C. DIMENSIONAMENTO

i. Poço P-01

1. Adutora de Água Bruta do Poço P-01


Determinação do Diâmetro da Adutora

Para determinação do diâmetro da adutora utilizou-se a equação de Bresse e o coeficiente da formula


universal (K) igual a 1,0.

Vazão D
K
l/s m³/s (m)
3,63 0,00363 1,0 0,060

Para comparar os diâmetros próximos ao indicado por Bresse segue o quadro abaixo:

DN V ε f J L Hf
adutora adutora
mm m/s mm m/m m m
75 2,96 0,2 0,02615 0,1556 187,98 29,24
100 1,66 0,2 0,02467 0,0348 187,98 6,55
150 0,74 0,2 0,02326 0,0043 187,98 0,81
Optou se pelo diâmetro de 150 mm.

Perda de Carga na Adutora

Perda de carga distribuída

DN V ε f J L Hf
adutora adutora
mm m/s mm m/m m m
150 0,74 0,2 0,02326 0,0043 187,98 0,81

Quadro de peças na Adutora

Peça Diâm. Qnt. K K tot


Entrada Normal 0,50 0,00
de Borda 1,00 0,00
Convergente 0,10 0,00
Saidas Livre 1 1,00 1,00
Afogada 0,90 0,00
Curva 90° 3 0,40 1,20
45° 4 0,20 0,80
22° 0,10 0,00
Tê de Direta 0,60 0,00
Passagem Lateral 150 mm 1,30 0,00
Bilateral 1,80 0,00
Registro Gaveta 1 0,20 0,20
Globo 10,00 0,00
Ângulo 5,00 0,00
Outros Ampliação 0,30 0,00
Redução 0,15 0,00
Crivo 0,75 0,00
Retenção 1 2,50 2,50
Valvula Pé 1,75 0,00
K Total 5,70

Calculo da Perda de Carga Localizada

K Total V hf. Loc.


m/s m
4,30 0,74 0,03

Calculo da Perda de Carga Total na Adutora

hf. Loc. Hf distr. Hf total


m m m
0,03 0,81 0,84

Desnível Geométrico entre o Poço e o Reservatório de Reunião

Cota do Poço 896,111


Cota do Reservatório de Reunião 896,988
Cota de Chegada da Tubulação 906,088
Hg (Desnível Geométrico) m 9,977

Altura Manométrica Total

Hg Hf Total ATM
m m m
9,98 0,84 10,82

2. Bomba do Poço P-01


O Poço P-01 possui uma bomba existente, que deverá ser mediada a pressão de saída do barrilete do P-01,
caso a mesma seja insatisfatória quanto a pressão disponível a mesma deverá ser substituída.

ii. Poço P-02

1. Adutora de Água Bruta do Poço P-02


Determinação do Diâmetro da Adutora

Para determinação do diâmetro da adutora utilizou-se a equação de Bresse e o coeficiente da formula


universal (K) igual a 1,0.

Q K D
l/s m³/s m
1,70 0,0017 1,0 0,0412

Para comparar os diâmetros próximos ao indicado por Bresse segue o quadro abaixo:

DN V ε f J L Hf
adutora adutora
mm m/s mm m/m m m
50 0,87 0,2 0,03114 0,0238 9,35 0,22
75 0,38 0,2 0,02987 0,0030 9,35 0,03
100 0,22 0,2 0,02976 0,0007 9,35 0,01
Optou se pelo diâmetro de 50 mm.

Perda de Carga na Adutora

Perda de carga distribuída

DN V ε f J L Hf
adutora adutora
mm m/s mm m/m m m
50 0,87 0,2 0,03114 0,0238 9,353 0,22
Quadro de peças na Adutora

Peça Diâm. Qnt. K K tot


Entrada Normal 0,50 0,00
de Borda 1,00 0,00
Convergente 0,10 0,00
Saidas Livre 1 1,00 1,00
Afogada 0,90 0,00
Curva 90° 3 0,40 1,20
45° 1 0,20 0,20
22° 0,10 0,00
Tê de Direta 0,60 0,00
Passagem Lateral 75 mm 1,30 0,00
Bilateral 1,80 0,00
Registro Gaveta 1 0,20 0,20
Globo 10,00 0,00
Ângulo 5,00 0,00
Outros Ampliação 0,30 0,00
Redução 0,15 0,00
Crivo 0,75 0,00
Retenção 1 2,50 2,50
Valvula Pé 1,75 0,00
K Total 5,10

Calculo da Perda de Carga Localizada

K Total V hf. Loc.


m/s m
5,10 0,87 0,04

Calculo da Perda de Carga Total na Adutora

hf. Loc. Hf distr. Hf total


m m m
0,04 0,22 0,26

Desnível Geométrico entre o Poço e o Reservatório de Reunião

Cota do Poço 897,474


Cota do Reservatório de Reunião 896,988
Cota de Chegada da Tubulação 906,088
Hg (Desnível Geométrico) m 8,614
Altura Manométrica Total

Hg Hf Total ATM
m m m
8,61 0,26 8,87

2. Bomba do Poço P-02


O Poço P-02 possui uma bomba existente, que deverá ser mediada a pressão de saída do barrilete do P-02,
caso a mesma seja insatisfatória quanto a pressão disponível a mesma deverá ser substituída.

iii.Centro de Reservação

1. Reservatório de Reunião
O Reservatório existente com capacidade de 25m³ metálico será destinado a receber e armazenar a água a
ser filtrada.

NT do Reservatório de Reunião 896,988


NA máximo do Reservatório de Reunião 906,088
Altura da Coluna 6,00
Altura da Taça 3,40
Diâmetro da Coluna 1,80
Diâmetro da Taça 3,20

2. Filtros
O volume diário de água produzida pelos poços P-01 e P-02, são:

Poço Vazão Vazão Tempo de Vol. Diário


(l/s) (m³/h) Produção Produzido
P-01 3,63 13,07 16 hrs 209,12 m³
P-02 1,70 6,11 16 hrs 97,76 m³
TOTAL 5,33 19,18 - 306,88 m³

Serão nesta etapa instalados 03 filtros compactos em fibra de vidro, sendo um de reserva, com material
filtrante constituído de seixo rolado, quartzo e desmineralizador Zeólito FE com capacidade filtrante de
16m³/h cada.

Quando da perfuração, análise da físico química e bacteriológica e de vazão da água além da interligação
dos demais poços em etapa futura, será avaliada a necessidade de filtragem dos demais poços.

As dimensões de cada filtro será:

NT da área dos Filtros 896,500


Nível de instalação dos Filtros 896,600
Altura da Base 0,29
Altura do Filtro 1,80
Diâmetro do Filtro 0,95

3. Volume de Reservação
Para abastecer a área de projeto, o volume de reservação necessário, de 540 m³ foi calculado a partir da
vazão máxima diária para 1 dia de reservação conforme demonstrado a seguir:

Zona Modulo População Vazões Reservação


Média Máxima Máxima Nescessária
Diária Horária (m³)
Alta 1 752 1,31 1,57 2,35 135
(ZA) 2 537 0,93 1,12 1,68 97
3 785 1,36 1,64 2,45 141
4 926 1,61 1,93 2,89 167
Subtotal - 3.000 5,21 6,25 9,38 540
TOTAL - 3.000 5,21 6,25 9,38 540

Os volumes dos reservatórios adotados foram um reservatório elevado de 150 m³ que abastecerá toda a
rede, e um reservatório apoiado de concreto de 500 m³ que armazenará a água produzida antes de ser
bombeada ao reservatório elevado.

As características dos reservatórios são apresentadas a seguir:

Lâmina
Qmd NA NF NT
Tipo Volume Material d' água
l/s m m m m
Apoiado 500 Concreto 6,25 899,75 896,00 896,50 3,75
Elevado 150 Concreto 6,25 913,70 908,70 896,50 5,00

4. Estação Elevatória de Água Tratada

5. Calculo dos Extravasores


Os extravasores foram dimensionados considerando a maior vasão de entrada dos reservatórios, conforme
quadro a seguir:

Tipo Vol. Vazão de Altura do H Lamina DN do Área do Carga Vazão de DN


chegada Vertedor d'água sob Extravasor Orifício Hidráulica Extravasão Adotado
Vertedor
m³ m³/s m m m m² m l/s mm
Apoiado 500 0,00938 0,60 0,04 0,100 0,00785 0,59 16,30 100
Elevado 150 0,00750 0,60 0,04 0,075 0,00442 0,60 9,27 75

6. Dimensionamento da Descarga dos Reservatórios


O dimensionamento das descargas dos reservatórios foram feitos considerando que os reservatórios serão
esvaziados quando as lâminas d’água estiverem a 1/3 das alturas dos reservatórios e o tempo máximo de
esvaziamento for duas horas, conforme segue no quadro abaixo:

Lâmina 1/3 da Área do Vazão de Área do DN da DN


Volume
Tipo d' água Lâmina Reserv. Descarga Orifício Descarga Adotado
m³ m m m² m³/h m² mm mm
Apoiado 500 3,75 1,25 133,33 83,33 0,01533 140 150
Elevado 150 5,00 1,67 30,00 25,00 0,00399 71 75

7. Ventilação dos Reservatórios


A ventilação dos reservatórios foram dimensionadas considerando a vazão máxima de saída do
reservatório, conforme quadro a abaixo:

Vazão Veloc. do
Diâmeto Nº de Diâmeto
Volume Max. Ar no
Tipo Calculado Ventilações Adotado
Horária furo
m³ l/s m/s m und mm
Apoiado 500 7,50 5,00 0,025 3 50
Elevado 150 33,33 5,00 0,053 3 75
Para o reservatório apoiado foi considerada a vazão de recalque para o reservatório elevado, enquanto
para o reservatório elevado foi considerada como máxima vazão horária quando da eventual necessidade
de utilização de um hidrante urbano (2.000 l/min).

iv.Macro Medidores
Foram previstas a instalação de medidores de vazão tipo Woltman para cada do poço, para a o
Reservatório Elevado além de cada módulo da Rede Secundária.

Os medidores de vazão serão instalados nas saídas dos poços, na saída do Reservatório Elevado e na
entrada dos módulos.

Conforme dados do fabricante foram adotados os seguintes diâmetros para os macro medidores:

DN da DN do
Vazão
Local Tubulação Macromedor
l/s m³/h mm mm
Poço P-01 3,63 13,07 150 50
Poço P-02 1,70 6,12 75 50
RELEV 150 9,37 33,73 150 100
MOD 01 2,35 8,46 150 50
MOD 02 1,68 6,05 150 50
MOD 03 2,45 8,82 150 50
MOD 04 2,89 10,40 150 50
v.REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
Conforme já mencionado, toda a rede de distribuição de água será abastecida pelos Reservatório 150 m³.
A rede existente será aproveitada e complementada nas áreas onde não há atualmente abastecimento. A
maior parte da rede projetada será implantada em única etapa.

A concepção da rede obedeceu a alguns aspectos básicos, tais como: a topografia local, as características
geotécnicas do subsolo, o tipo de pavimentação, geometria e largura dos logradouros públicos,
interferências com os demais sistemas públicos.

No geral para o dimensionamento da rede fez-se as seguintes considerações:

- Tubulações de PVC PBA para o diâmetro de até 75 mm, e PVC DEFºFº para os diâmetros acima de 100
mm;

- Recobrimento mínimo das tubulações (adutoras e redes) de 1,0 m, exceto em casos especiais;

- Diâmetro mínimo da rede de distribuição igual a 50 mm;

- Pressão Máxima Estática = 40 mca;

- Pressão Mínima Dinâmica = 10 mca;

- Módulos da rede secundária com vazão máxima de 5,0 L/s;

- Rede Principal não abastece residências;

- Perda de Carga máxima = 8 m/km.

- Vazão de hidrante urbano com 2.000 l/s.


1. REDES PRINCIPAIS
Foram observados os seguintes critérios para a definição das redes principais:

• Essas redes não receberão ligações dos prédios, e como regra geral, deverão ser implantadas na
calçada;

• São previstos, no projeto, ao longo do percurso da rede de interligação: hidrantes, registros de


descarga e registros de manobra para permitir o fechamento parcial da linha para os casos de necessidade
de reparos;

• As perdas de carga foram calculadas empregando-se a Fórmula Universal, com K = 0,2 mm;

A rede foi calculada simulando os cenários a seguir:

- Alimentação dos módulos,

- Alimentação dos módulos e do Hidrante Urbano 01,

- Alimentação dos módulos e do Hidrante Urbano 02,

- Alimentação dos módulos e do Hidrante Urbano 03,

- Alimentação dos módulos e do Hidrante Urbano 04,

Seguem o croqui da rede e os resultados das simulações a seguir:


2. REDE DE DISTRIBUIÇÃO SECUNDÁRIA

• A rede secundária será constituída por módulos com vazão máxima horária de 5,0 L/s, conforme
exigência da SANEAGO;

• O dimensionamento da rede secundária foi feito pelo método do seccionamento fictício através de
tabela, obedecendo aos seguintes critérios:

- As perdas de carga foram calculadas pela Fórmula Universal e o coeficiente de rugosidade utilizado no
cálculo é K = 1,0 mm;

- As cotas piezométricas de entrada dos módulos é a cota piezométrica determinada na Rede Principal
através do EPANET;

- Perda de carga máxima admitida nos trechos é de 8 m/Km;

- Pressão Máxima Estática = 40 m.c.a, critério estabelecido pela SANEAGO;

- Pressão Mínima Dinâmica = 10 m.c.a conforme a NBR12.218;

- Viscosidade cinemática da água, a 20º C: U = 1,01 x 10-6 m²/s.

As vazões de dimensionamento dos módulos foram consideradas com base no número de habitantes a
serem atendidos por módulos, enquanto as cotas piezométricas e as pressões disponíveis foram calculadas
no item anterior considerando o primeiro cenário, e estão demonstradas no Quadro a seguir.

Vazões (l/s)
Cota Piezo-
Zona Módulo População Máxima Máxima Pressão
Média metrica
Diária Horária
Alta MOD-01 752 1,31 1,57 2,35 908,651 18,68
(ZA) MOD-02 537 0,93 1,12 1,68 908,671 19,12
MOD-03 785 1,36 1,64 2,45 908,615 14,20
MOD-04 926 1,61 1,93 2,89 908,591 21,82
TOTAL 3.000 5,21 6,25 9,37 - -

Para o cálculo das pressões estáticas foi considerado o nível de água máximo do Reservatório Elevado
(913,70m)

A seguir apresentamos os desenhos e planilhas de dimensionamento dos Módulos da Rede Secundária:


RELAÇÃO DE MATERIAL HIDRÁULICO
III) RELAÇÃO DE MATERIAL HIDRÁULICO

A. REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA


ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
IV) ESPECIFICAÇÃO TÉCNICAS

ESPECIFICAÇÕES TECNICAS DE SERVIÇOS

A. GERAL PRELIMINARES
A empreendedora não poderá, em hipótese alguma, alegar desconhecimento, incompreensão, dúvidas ou
esquecimento das condições que, em todo ou partes, serão prescritas nestas Prescrições ou contidas no
projeto, nas Normas, Especificações e Métodos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e nas
outras disposições, citadas ou não estabelecidas para a execução e fiscalização das obras da cia de
saneamento em questão ou a seus prepostos.

A empreendedora será obrigada a aceitar integralmente e a cooperar com a realização de todos os


métodos e processamentos de inspeção, verificação, controle, ensaio tecnológico e medição adotados pela
Cia de Saneamento em questão ou a seus prepostos, em todo e qualquer serviço referente à obra.

Reserva-se a Cia de Saneamento em questão, ou a seus prepostos, o direito e autoridade para decidir pela
solução de todo e qualquer caso singular, duvidoso, omisso, e em tudo mais que de alguma forma venha a
se relacionar direta ou indiretamente com a obra em questão e seus complementos.

A existência e atuação da fiscalização da cia de Saneamento em questão, ou a seus prepostos, em nada


restringirão a responsabilidade única, integral e exclusiva da empreendedora no que se refere às obras.

Toda e qualquer ordem dada pela Cia de Saneamento em questão, ou a seus prepostos, ao Engenheiro da
empreiteira responsável pela obra, será considerada como se fosse a ela dirigida, e por outro lado e
qualquer ato efetuado ou disposição tomada pelo referido engenheiro, ou ainda a omissão de
responsabilidade do mesmo, será considerado para todo e qualquer efeito como tendo sido da
empreiteira arcando esta com toda a responsabilidade causada por este ato.

Todo o pessoal utilizado na execução de obras deverá apresentar os requisitos necessários ao desempenho
da função exigida. Para os casos em que após a contratação, o empregado não corresponder às
expectativas, será formada uma comissão de julgamento composta pela FISCALIZAÇÃO e empreendedora
que apreciará o assunto e emitirá parecer. Julgado necessário o seus afastamento, fica a empreendedora
obrigada a tomar as providências inerentes ao caso.

Antes do início de qualquer serviço, deverão estar reunidos e organizados, no local de trabalho, os
recursos necessários à execução e continuidade de qualquer serviço, afim de que uma vez iniciado, possa
prosseguir até sua conclusão, sem interrupção.

A empreendedora não poderá iniciar qualquer serviço, sem que antes seja autorizada pela fiscalização,
salvo os de emergência necessários a estabilidade ou segurança pessoal ou do funcionamento normal de
serviços públicos essenciais.

A empreendedora é responsável por danos e prejuízos causados a pessoas e propriedades em decorrência


dos trabalhos de execução de obras e instalações por que responda, correndo às expensas o ressarcimento
ou indenização de tais danos ou prejuízos.
As propriedades públicas ou privadas deverão ser protegidas contra qualquer dano oriundo dos serviços,
não devendo ser interrompido qualquer funcionamento de serviço de utilidade pública, devendo, para
tanto, ser enviados todos os esforços por parte da empreendedora visando garantir a plena integridade
das instalações relacionadas a tais serviços.

A empreendedora é a única responsável pela segurança, guarda e conservação de todos os materiais que
estejam sob responsabilidade e de propriedade da Cia de Saneamento em questão, ou a seus prepostos.

B. LOCAÇÃO TOPOGRÁFICA
Entre os serviços preliminares, avulta a importância dos serviços topográficos de locação, nivelamento e
seccionamento da poligonal que envolve o local das obras e canteiro.

A equipe de topografia começará seus serviços após o recebimento da ordem de serviço para início da
obra e da entrega, pela Fiscalização, das plantas de locação e das cadernetas com as amarrações e RN's
que servirão de base para as mesmas.

Seguir-se-á a locação de eixo, o nivelamento e contranivelamento da poligonal, procedendo-se o cadastro


da situação original e o levantamento das interferências detectáveis da superfície.

Durante os trabalhos de construção, esta deverá marcar as bordas das valas de escavação; controlar a
profundidade; a posição e cotas dos quadros do escoramento, das formas para o concreto, lastro, berço e
tubos.

Nos serviços de estrutura, serão executados a locação e controle de cotas além do posicionamento das
armações e formas das fundações, paredes, pilares, vigas e lajes.

Para execução desses serviços, utilizar-se-ão equipamentos topográficos adequados, de acordo com a
ABNT. As medidas de distância serão tomadas diretamente, com trena de aço e as profundidades serão
medidas até o nivelamento, quando será utilizada mira de invar.

A equipe de campo será comandada por topógrafo experiente, orientado pelo chefe da seção técnica
quanto à programação das suas atividades, bastante distintas no tempo e distribuídas no espaço da obra.

C. LIMPEZA DO TERRENO
O serviço de limpeza do terreno nas áreas destinadas à implantação das obras e nas de empréstimo,
compreende a remoção de obstáculos naturais, tais como: árvores, matacões, tocos, raízes e entulhos,
sendo a remoção de árvores executada mediante a aprovação dos órgãos competentes.

Após o desmatamento e destocamento, a empresa procederá à raspagem da superfície do terreno.

Se possível, o material excedente será colocado em bota-foras, ao longo da faixa, mas laterais. Na
impossibilidade, este material será destinado a bota-foras previamente preparados, e aprovados pela
fiscalização.
D. MOVIMENTO DE TERRA
A escavação poderá ser manual ou mecânica, em função das particularidades existentes.

Ao iniciar a escavação, a empreiteira deverá ter feito a pesquisa de interferências, para que não sejam
danificados quaisquer tubos, caixas, cabos, postes ou outros elementos ou estruturas existentes que
estejam na área atingida pela escavação ou próximos à mesma.

A empreendedora deverá manter livres as grelhas, tampões e bocas de lobo das redes dos serviços
públicos, junto às valas não devendo aqueles serem danificados.

i.ESCAVAÇÃO

1. ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO TERRA/CASCALHO


A escavação de material terra/cascalho será feita por escavadeiras sobre pneus ou esteiras,
compreendendo solos do tipo: terra em geral, piçarra, argila, seixos rolados, cascalho, pedregulhos
aglomerados, tapiocangas em blocos e rochas em decomposição.

Quando a escavação for mecanizada, a carga será feita por pá carregadeira e o transporte através de
caminhões basculantes.

Quanto o material escavado for aceitável para o reaterro, será estocado, para utilização posterior, a
critério da fiscalização.

2. ESCAVAÇÃO DE VALAS
VALAS EM SOLO E BARRO-LAMA

As larguras e profundidades das valas a escavar, bem como as produções exigidas impõe a escolha de
equipamentos confiáveis, versáteis e acima de tudo capazes de implantar as seções transversais
especificadas.

A escavação será procedida com escavadeira hidráulica sobre pneus ou retro-escavadeira sobre esteiras
que avançará escavando ao longo do eixo da tubulação e carregando o produto da escavação sobre
caminhões basculantes estacionados ao longo da vala que transportarão o material de escavação para o
bota-fora, onde um trator de lâmina fará o espalhamento.

Quando o material da vala não der suporte suficiente para assentamento da tubulação, será feita super
escavação até atingir um solo bom e a diferença até a cota do fundo da vala será completada com pedra
de mão ou outro material a critério da fiscalização

VALAS EM ROCHA

As ocorrências de rocha serão, onde o local assim permitir, atacadas com utilização de marteletes
pneumáticos para perfuração de minas de 25mm de diâmetro, com malhas de 1m, que serão tamponadas
cuidadosamente após o carregamento com gelatina explosiva de 40% para detonação por meio de cordel
detonante em rede de retardos de 50m, ativadas por espoleta. Todas as precauções serão tomadas para
advertir a população da vizinhança estabelecendo-se cuidadosa vigilância na hora dos "Fogos" para evitar a
aproximação de pessoal não autorizado.

Haverá previsão de material - sacos de areia, terra, - para abafar a projeção de pedras para fora da vala. O
plano de fogo será sempre submetido a aprovação da fiscalização e em cada ocorrência serão tomadas as
providencias junto a Prefeitura, Polícia e Exército para obter as autorizações competentes.

Caso não seja possível a utilização de explosivos no desmonte de rochas, será empregado o processo a frio
com a utilização de dardas hidráulicas para a fissuração dos maciços ou matacões encontrados.

Serão executados controles sismográficos das detonações.

Os explosivos e acessórios provirão dos paióis da empresa e serão transportados em veículos separados,
nas quantidades necessárias a cada 'fogo", obedecidas todas as normas de legislação sobre o uso de
explosivos.

As escavadeiras são equipamentos mais adequados, em termos de produtividade e versatilidade, para a


escavação destas valas.

ESCAVAÇÃO MANUAL

Em alguns pontos especiais teremos necessidade de pequenas escavações manuais inevitáveis.


Especificamente esta prevista escavação manual nos seguintes casos:

- Ligações prediais

- Regularização do fundo da vala

- Ao redor de interferências

- Onde não for possível o acesso a equipamentos.

A produtividade nestes casos é baixa, devido ao cuidado com que a escavação será feita, por operários
munidos de ferramentas adequadas.

ESCAVAÇÃO DE JAZIDAS

Quando se fizer necessária a exploração de jazidas de solo para reaterro, a mesma será procedida de
projeto completo, incluindo estradas de serviços e frentes de escavação aprovado pela fiscalização.

Serão utilizados equipamentos adequados, de forma que a superfície de escavação resulte a mais regular
possível, provida de inclinação suficiente para o escoamento de águas pluviais.

Para obtenção de material rochoso, serão utilizados materiais de pedreiras comerciais.

3. REGULARIZAÇÃO DE FUNDO DE VALAS


A regularização de fundo de valas será feita, basicamente, através das atividades de espalhamento de
material, com ou sem adicionamento de outros solos, conformando o fundo da vala nos greides
estabelecidos no projeto.
O lastro de brita será usado sempre que necessário.

Dessa forma será permitido o completo apoio da tubulação e seu perfeito alinhamento.

Quando se fizer necessário, será lançado lastro de areia no fundo da vala, antes do assentamento dos
tubos.

4. REATERRO COMPACTADO DE VALAS


O reaterro das valas será executado conforme especificações técnicas de serviços e orientação técnica,
adequando o tipo ideal para cada situação.

Independente do tipo de reaterro que fechará o corpo da vala, toda tubulação deverá ser acomodada com
apiloamento manual do solo, em camadas de 20cm, até 20cm acima da geratriz superior do tubo.

Serão utilizados soquetes manuais, placas vibratórias, compactadores manuais ou equipamentos de


transporte para o restante do reaterro até a superfície do pavimento.

5. ATERRO COMPACTADO
Os aterros compactados serão executados concomitantemente com as escavações de materiais
selecionados, provenientes dos cortes ou empréstimo.

Na execução de cada camada de aterro, será obedecida a seguinte seqüência.

- Preparo da superfície

- Descarga do material

- Espalhamento

- Eventual correção de umidade e homogeneização

- Compactação

As camadas do aterro serão acertadas de maneira a permitir um perfeito escoamento das águas de chuva.

A espessura das camadas, o grau de compactação, bem como o número de passadas do compactador
serão determinados em campo, na fase experimental e no início dos trabalhos. Simultaneamente com a
execução do aterro serão executados os serviços necessários à sua proteção.

Para a execução desses serviços está prevista a utilização de rolo compactador, motoniveladora, trator de
pneus com grade de discos, caminhão tanque e trator de esteiras.

Para a execução de aterros de valas nos locais em que não haja espaço suficiente para a operação de
equipamentos de grande porte, o lançamento do material será manual e a compactação será feita com
utilização de compactadores manuais.
6. ESCORAMENTOS
Em todos os locais onde for necessário, por segurança e/ou exigido pelo órgão responsável ou
proprietário, ou ainda, toda vez que a escavação , em virtude da natureza do terreno, possa provocar
desmoronamento, a empresa providenciará o escoramento adequado, de forma a garantir a integridade
das instalações existentes ao longo da faixa.

Será obrigatório o escoramento para valas de profundidade superiores a 1,3m. O tipo de escoramento a
ser utilizado será função basicamente da qualidade do terreno a ser protegido, da profundidade a ser
alcançada e da natureza dos serviços e/ou instalações a serem executadas nestas valas.

ESCORAMENTO CONTÍNUO

Neste caso, a contenção do solo lateral à cava far-se-á por pranchas de madeira, encostadas umas às
outras, travadas horizontamente por longarinas de madeira em toda a sua extensão, e estroncas de
eucalipto espaçadas de 1,34m, exceto nas extremidades das longarinas, onde as estroncas estarão a
0,40m.

ESCORAMENTO DESCONTÍNUO

Consiste na contenção do solo na lateral à cava por tabuas de madeira, travadas horizontalmente por
longarinas de madeira, em toda a sua extensão, e estroncas de eucalipto, espaçadas de 1,35m, exceto nas
extremidades das longarinas, onde as estroncas estarão a 0,40m.

PONTALETEAMENTO

Neste caso o solo lateral à cava será contido por tabuas de madeira a cada 1,35m, travadas
horizontalmente por estroncas de eucalipto e de acordo com as especificações técnicas contidas nos
documentos de licitação.

ESCORAMENTO ESPECIAL COM ESTACAS-PRANCHA METALICAS

A superfície lateral da vala será contida por estacas prancha metálicas, cravadas de forma a garantir a
estabilidade do maciço e estanqueidade da estrutura.

As paredes do escoramento serão travadas por longarinas metálicas com perfil "I" e estroncas de
eucalipto, espaçadas de 1,55m, exceto nas extremidades das longarinas, onde as estroncas estarão a
0,40m.

Nos locais onde o projeto indicar, serão executados escoramentos com perfis metálicos e pranchões de
madeira.

7. ESGOTAMENTO E DRENAGEM
Sempre que necessário será procedido esgotamento de água, de modo a permitir a execução dos
trabalhos a seco.

A água retirada será encaminhada para local adequado, a fim de evitar danos às áreas vizinhas ao local de
trabalho.
Em casos de drenagem de valas serão usados drenos feitos com o uso de pedras de mão, britas e areias, de
acordo com projeto fornecido pela fiscalização.

O esgotamento da vala será feito por bombas superficiais. Serão feitos drenos laterais no fundo da vala,
junto ao escoramento fora da área de assentamento da tubulação. Os crivos das bombas serão colocados
em pequenos poços internos e esses drenos recobertos de brita a fim de evitar a erosão.

ii.ESTRUTURAS DE CONCRETO
Só poderá ser iniciado o aterro junto às estruturas de concreto, após decorrido o prazo necessário ao
desenvolvimento da resistência do concreto estrutural.

O aterro deverá ser executado com solo isento de pedras, madeira, detritos ou outros materiais que
possam danificar as instalações, equipamentos ou qualquer outro elemento no interior da vala.

Serão executados em blocos maciços de concreto ou tijolos maciços de barro cozido, de acordo com as
especificações técnicas da fiscalização. As faces internas das paredes e do fundo serão revestidas com
argamassa de cimento e areia fina, enquanto que as faces externas das paredes serão chapiscadas com
argamassa de cimento e areia grossa.

iii.ASSENTAMENTO E MONTAGEM DE TUBULAÇÕES MONTAGEM DE TUBOS


O assentamento dos tubos ou conexões será executado paralelamente à abertura da vala, obedecendo o
alinhamento e as cotas definidas em projeto.

Antes de ser assentado, o tubo será limpo e examinado, de forma a detectar trincas visíveis, quebras ou
outros defeitos.

O tubo será assentado de modo que a bolsa fique, sempre que possível, voltada para montante,
obedecendo os “greides” de projeto.

1. POÇOS DE ALVENARIA
Serão executados em blocos maciços de concreto ou tijolos maciços de barro cozido, de acordo com as
especificações técnicas da fiscalização. As faces internas das paredes e do fundo serão revestidas com
argamassa de cimento e areia fina, enquanto que as faces externas das paredes serão chapiscadas com
argamassa de cimento e areia grossa.

2. POÇOS COM ANÉIS PRÉ-MOLDADOS DE CONCRETO


A câmara de trabalho será formada de anéis pré-moldados de concreto armado de diâmetro interno de
0,90m.

Acima do último anel será colocada uma laje circular com abertura excêntrica de 0,60m de diâmetro onde
será instalada a chaminé de entrada, composta de anéis pré-fabricados de concreto armado de 0,60m de
diâmetro.
3. CAIXA DE LIGAÇÃO
Entende-se por ligações prediais todos os serviços e providências necessárias à ligação dos prédios à rede
executada. Inclui-se a execução do ramal predial e kit cavalete.

As ligações dos prédios só serão executadas quando as redes houverem sido testadas. No caso das ligações
prediais, em que houver condições de atendimento, estas poderão ser efetuadas tão logo executado a
interligação pelo Exercito.

iv.REMOÇÃO E REPOSIÇÃO DE SUPERFÍCIES


Resumem-se basicamente em reestruturar o aspecto do local das obras, de forma idêntica à
anteriormente existente.

Quando da remoção, todo material aproveitável será retirado cuidadosamente e arrumado em local
adequado. Os materiais não aproveitáveis serão transportados para bota-foras indicados pela fiscalização.

Para remoção dos pavimentos serão utilizados rompedores pneumáticos e retro-escavadeira sobre
esteiras.

A reposição do pavimento com capa asfáltica usinada à frio será realizada logo após o fechamento das
valas e execução da camada de base sobre o reaterro, bem como execução da camada de ligação. Serão
utilizados rolos compactadores lisos e motoniveladora.

Concreto betuminoso usinado a frio será adquirido de fornecedores locais.

A reposição do pavimento em paralelepípedo ou blocos de concreto será executada conforme


especificação.

Os paralelepípedos ou blocos de concreto serão assentados sobre base de areia e rejuntados com
argamassa de cimento e areia ou asfalto, onde for necessário.

1. REPOSIÇÃO DE CALÇADAS
Para as calçadas em concreto, será executado um lastro de pedra britada, e logo após o lançamento do
concreto, o mesmo será regularizado e desempenado.

As calçadas com piso em cerâmicas ou em ladrilhos hidráulicos serão assentadas sobre lastro de concreto
magro, fck=135 kg/cm2.

As calçadas com pedras portuguesas serão executadas sobre colchão de cimento, areia e saibro, as pedras
portuguesas serão assentadas individualmente por meio de martelo e compactadas através de soquetes
manuais.

Para as calçadas em blokret, o assentamento dos blocos de concreto e paralelepípedos será feito sobre
base de areia, com 15cm de espessura.

O assentamento será executado a partir do meio fio, com blocos dispostos em ângulo reto em relação ao
meio fio.
Para compactação da base serão utilizados rolos lisos vibratórios.

2. REPOSIÇÃO DE MEIOS-FIOS E SARJETAS


Serão utilizados meios-fios pré-fabricados ou moldados in loco, assentados diretamente sobre o
pavimento ou em cavas de modo tal a ficarem semi-enterradas. Para o rejuntamento dos meios-fios pré-
fabricados, será utilizada argamassa de cimento e areia grossa no traço 1:3. No caso de construção de
meios-fios moldados “in loco”, será deixado a cada 10m, um estrangulamento que servirá de junta de
dilatação.

v.LIMPEZA E TESTE
Concluído o assentamento da tubulação em um determinado trecho, a construtora cuidará de verificar sua
estanqueidade, antes de iniciar o fechamento da vala, com o acompanhamento da FISCALIZAÇÃO.

O teste se fará da seguinte maneira:

- Teste com Fumaça;

- Teste com Água;

- Teste de Infiltração;

- Teste de Carga na Linha de Recalque.

vi.TRAVESSIAS DE FOSSAS/SUMIDOUROS
Essa travessia será efetuada de acordo com os detalhes construtivos e especificações técnicas
da SANEAGO ou da contratante. Será executada em alvenaria de tijolo maciço, rejuntado com argamassa
de cimento e areia no traço 1:5, assentado sobre berço de concreto com fck = 13,5 MPa.
ESPECIFICAÇÕES TECNICAS DE EQUIPAMENTOS E MATERIAIS

E. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PARA AQUISIÇÃO DE TUBOS E CONECÇÕES


EM PVC

i.Objetivo
Este item estabelece as condições para especificação de tubos de PVC rígido com juntas rosqueável,
soldável e elástica, ponta e bolsa, bem como conexões de PVC e de polipropileno para redes de água.

ii.Condições gerais
O fornecimento dos materiais deverá obedecer às Normas Técnicas Brasileiras, inseridas neste texto ou
não, prevalecendo, no caso de divergência, as determinações da Fiscalização da SANEAGO.

Os materiais a serem adquiridos encontram-se listados nos quadros do “Pedido de Aquisição“ ou nos
desenhos de projeto.

A SANEAGO se reserva o direito de modificar as quantidades contidas no “Pedido de Aquisição” durante o


processo de compras.

O controle de qualidade será executado conforme o descrito no item 4 destas especificações e das
condições gerais de coleta de preço e/ou edital de concorrência.

iii.Condições específicas

1. Material de pvc rígido


• Os tubos de PVC rígido, com juntas soldáveis, do tipo ponta e bolsa lisa ou pontas lisas e luvas,
fabricados nas classes 12, 15 e 20, destinados às redes de água, deverão ser fabricados de
acordo com a NBR 5647 (EB-183);
• Os tubos de PVC rígido, com juntas soldáveis, do tipo ponta e bolsa lisa ou pontas lisas e luvas,
fabricados para pressões máximas de 7,5 kgf/cm2, em diâmetros nominais de até 32 mm,
deverão atender a norma NBR 5648 (EB-892);
• Os tubos de PVC rígido com juntas elásticas, dos tipos ponta e bolsa ou pontas lisas e luvas,
com anéis de borracha, fabricados nas classes 12, 15 e 20, deverão atender a norma NBR 5647
(EB-183). Os anéis de borracha para tubos de junta elástica, fabricados conforme NBR 5647,
deverão atender a NBR 6588 e 7673;
• Os tubos de PVC rígido, com juntas rosqueáveis, para pressões máximas de 7,5 Kgf/cm2,
deverão atender as normas NBR 5648 e 6414;
• Os tubos de PVC rígido de diâmetro equivalente ao Ferro Fundido (DE fºfº), com junta elástica,
tipo ponta e bolsa, com anéis de borracha, deverão atender a NBR 7665. Os anéis de borracha
para estes tubos deverão atender a NBR 7672;
• As conexões para tubos de PVC rígido, com juntas soldáveis, tipo ponta e bolsa ou bolsa e
bolsa, para tubos fabricados de acordo com a NBR 5647 e NBR 5648, deverão atender a NBR
9821 (PB-912) e as normas de fabricação de tubos. As conexões de PVC de juntas soldáveis,
fabricadas a partir de tubos deverão obedecer às dimensões da NBR 5647, tabelas 1 e 2. Os
tubos utilizados como matéria prima para fabricação das conexões deverão pertencer à classe
20, obrigatoriamente;
• As conexões, para tubos de PVC rígido, com juntas elásticas dos tipos ponta e bolsa ou bolsa e
bolsa, fabricados conforme NBR 5647 deverão atender a NBR 9815 (PB-587), e/ou NBR 10351
(EB-1417). Os anéis de borracha para conexões de junta elástica deverão atender as NBR 6588
e 7363;
• As conexões, de PVC rígido com juntas rosqueáveis, para tubos fabricados conforme a NBR
5648 deverão atender, na rosca, a NBR 6414;
• As conexões de PVC rígido, para tubos de polietileno PE-5, fabricados conforme NBR 8417,
deverão atender a NBR 9052.

2. Aceitação e rejeição do material


Os tubos de PVC rígido, de juntas soldáveis, rosqueáveis e elásticas, deverão atender às condições gerais,
específicas, de inspeção, amostragem e ensaios descritivos, nas normas NBR 5647 e/ou 5648, 5680, 5683,
5684, 5685, 5686, 5687 e 6476.

Os tubos de polietileno deverão atender às condições gerais, específicas, de inspeção, amostragem e


ensaios descritivos, nas normas NBR 8417, 8414, 8415, e 8416.

As conexões para tubos de PVC rígido, com junta elástica dos tipos ponta e bolsa ou bolsa e bolsa deverão
atender a todas as condições descritas nas normas NBR 9815 e 10351.

As conexões para tubos de PVC rígido com juntas soldáveis, tipo ponta e bolsa ou bolsa e bolsa, deverão
atender a todas as condições descritas nas NBR 9815 e 10351.

O controle de qualidade dos materiais poderá ser feito durante o processo de fabricação , ou após o
produto acabado, nas instalações do fornecedor ou em local indicado pela SANEAGO, ficando para isto o
fornecedor incumbido de solicitar à SANEAGO a realização das visitas de inspeção.

Os lotes de tubos, peças e conexões adquiridos pela SANEAGO deverão estar separados de forma tal a
facilitar os serviços de coleta de amostras para inspeções.

Os materiais somente poderão ser embarcados após a emissão do “Certificado de Liberação“ pela
SANEAGO.
Os lotes de tubos, peças ou conexões aceitos pela SANEAGO deverão conter em sua totalidade o dizer
“INSPECIONADO SANEAGO”.

3. Entrega dos materiais


Deverá acompanhar os materiais cópia do “Certificado de Liberação“, emitido conforme estas
especificações.

O transporte, inclusive descarga e empilhamento dos materiais, será de responsabilidade do fornecedor.

O local de entrega dos materiais será a critério da SANEAGO, podendo ocorrer em qualquer almoxarifado
da SANEAGO ou no local das obras.

4. Assistência técnica
O prazo para conserto do equipamento, durante a garantia, será de, no máximo, 10 dias a contar da
notificação feita pela SANEAGO ao Fornecedor.

O Fabricante do material e/ou equipamento deverá possuir assistência técnica nacional.

5. Disposições gerais
O fabricante deverá apresentar no ato de confirmação do fornecimento o “Termo de Garantia” de que os
materiais de sua fabricação atendem às normas atinentes, especialmente as NBR 5684, 7228, e/ou 8219.

A SANEAGO se reserva o direito de inspecionar as instalações do fabricante, inclusive as bancadas de


testes, e manter inspetor qualificado para a realização das inspeções e ensaios competentes ou contratar
empresa privada especializada para tanto.

As custas decorrentes da inspeção de recebimento dos materiais, como laboratório, mão-de-obra,


equipamentos, ferramentas, materiais, etc., correrão por conta do fornecedor.

O fornecedor e/ou fabricante deverá proporcionar todas as facilidades para a realização da inspeção dos
materiais.

F. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PARA AQUISIÇÃO DE TUBOS E CONECÇÕES


EM FERRO FUNDIDO

i.Objetivo
Este item estabelece condições para aquisição de conexões de Ferro Fundido Dúctil (modular) para
tubulações de FºFº e tubos de Ferro Fundido Dúctil.
ii.Condições gerais
O fornecimento dos materiais deve obedecer às Normas Técnicas Brasileiras, inseridas ou não neste texto,
e/ou as especificações da SANEAGO, prevalecendo no caso de divergência às determinações da
Fiscalização.

Os materiais a serem adquiridos, de conformidade com esta norma, são os listados nos quadros de
“Pedido de Aquisição” ou nos desenhos de projeto.

A SANEAGO se reserva o direito de modificar as quantidades contidas no “Pedido de Aquisição” durante o


processamento da compra.

O controle de qualidade será executado conforme descrito nesta norma e nas Condições Gerais de Preços
e/ou Edital de Concorrência.

iii.Condições específicas

1. Acessórios para juntas


ANÉIS

Os anéis de borracha para juntas elásticas e mecânicas deverão ser fabricados conforme NBR 7676.

Os anéis de borracha deverão ainda atender ao teste de compressão e descompressão durante 10.000
ciclos, na pressão de teste hidráulico normal, atestado pela SANEAGO ou IPT.

ARRUELAS

As arruelas para juntas flangeadas deverão atender à PB-80 e P-TB-60 da ABNT.

Os parafusos deverão ser fornecidos em aço cadmiado e fabricados conforme P-PB-25 e P-PB-54 e deverão
atender à NBR 8855 (EB-168).

CONEXÕES

Conexões de FºFº dúctil, para tubos de FºFº ou tubos de outros materiais, com dimensões compatíveis,
destinados à condução de líquidos sob pressão, fabricados conforme NBR-7675;

As juntas flangeadas deverão atender a NBR – 7675;

As juntas mecânicas deverão atender a NBR – 7677.

2. Juntas e vedação
• As juntas elásticas para conexões, peças e tubos deverão atender à NBR- 7674, bem como as
normas NBR referentes ao material adquirido;
• As juntas flangeadas deverão atender a NBR – 7675;
• As juntas mecânicas deverão atender a NBR 7677.
3. Peças especiais
As peças ou conexões não especificadas nos “Pedidos de Aquisição” poderão ser fornecidas conforme
especificação detalhada da Superintendência de Projetos da SANEAGO.

4. Tocos de tubos
• Os tocos de tubos deverão obedecer às normas de fabricação dos tubos respectivos, bem
como as juntas especificadas;
• Os tocos com pontas flangeadas deverão ser fabricados a partir de tubos confeccionados
conforme a NBR 7560, obedecendo-se a classe de pressão solicitada;
• Os flanges deverão obedecer a NBR 7675, a não ser que sejam especificados conforme outra
Norma no “Pedido de Aquisição”.

5. Tubo de ferro fundido


• Tubos de Ferro Fundido Dúctil Centrifugado, para líquidos sob pressão, com juntas elásticas,
do tipo ponta e bolsa, classe de pressão de 1mpa (tipo DX), cimentados internamente
conforme NBR 8682, revestidos externamente com camadas de piche, proporcionando
revestimento liso, elástico e não pegajoso, fabricados conforme NBR 8318;
• Tubos de Ferro Fundido Dúctil Centrifugado, para líquidos sob pressão, com juntas elásticas,
do tipo ponta e bolsa, cimentados internamente conforme NBR 8682, e revestidos
externamente com camadas de piche, proporcionando revestimento liso, elástico e não
pegajoso fabricados conforme NBR 7663 (EB 303).
As válvulas (registros) de gaveta de ferro fundido modular (dúctil), devem atender aos dispositivos da PB-
816 da ABNT referentes a:

• Condições Gerais: classificação, marcações, sentido de fechamento, acionamento, condições


de entrega e identificação nas ordens de compra;
• Condições Específicas: materiais, características construtivas, anéis de vedação, hastes, porca
de manobra, volante e cabeçote, câmara de gaxeta, circuito de alivio, conforme tabelas 1 a 7
inclusive;
• Dimensões e tolerância da distância entre flanges, bem como dos flanges das válvulas, séries
métrica e oval, e gabarito de furação dos flanges (tabelas 08, 09 e 10);
• Condições de torque máximo de manobra (Tabela 11);
• Espessura mínima de parede do corpo e da tampa (Tabela 12);
• Sistema de guias;
• Condições de pressões de trabalho e de ensaio (Tabela 13);
• Métodos de ensaio e duração mínima dos mesmos (Tabela 14);
• Ensaio do corpo e estanqueidade da sede;
• Garantia de desempenho.
As válvulas (registro) de gaveta de ferro fundido dúctil devem atender aos dispositivos das normas PB-37,
PB-816 (flangeadas) e NBR-7674 (com bolsas) da ABNT, referentes a:

• Condições Gerais: classificação, marcações, sentido de fechamento, acionamento, condições


de entrega e identificação nas ordens de compra;
• Condições Específicas: materiais, características construtivas, anéis de vedação, hastes, porca
de manobra, volante e cabeçote, câmara de gaxeta, circuito de alívio, conforme tabelas 01 a
07, inclusive;
• Dimensões e tolerância da distância entre flanges, e dos próprios flanges, com gabarito de
furação (tabelas 08 e 09);
• Condições de torque máximo de manobra (tabela 10);
• Espessura mínima de parede de corpo e da tampa (tabela 11);
• Sistema de guias;
• Condições de pressão de trabalho e de ensaio (tabela 12);
• Métodos de ensaio e duração mínima dos mesmos (tabela 13);
• Ensaios do corpo e estanqueidade da sede;
• Garantia de desempenho.

6. Aceitação e rejeição dos materiais


O controle de qualidade dos materiais poderá ser feito durante o processo de fabricação ou após o
produto acabado, nas instalações do fornecedor, ou em local indicado pela SANEAGO, ficando para isto o
fornecedor obrigado a solicitar à SANEAGO a realização das visitas de inspeção.

Os lotes de tubos, peças e conexões adquiridos pela SANEAGO devem estar separados de tal forma a
facilitar os serviços de coleta de amostras para inspeção.

Os tubos de Ferro Fundido dúctil, deverão atender as condições expressas na NBR 7663 e Normas
complementares assinaladas pela SANEAGO, bem como a NBR 8318.

Os tocos de tubos flangeados de ferro fundido dúctil deverão atender a todas as condições expressas na
NBR 7560 e as especificações complementares da SANEAGO.

As conexões e flanges de ferro fundido dúctil deverão atender a todas as condições expressas na NBR 7675
e as especificações complementares inseridas pela SANEAGO.

As juntas, para quaisquer situações, deverão atender estas especificações.

As conexões de ferro fundido para tubos de PVC deverão atender à NBR 7664 e 7670, bem como a norma
de fabricação dos tubos:

• Para tubos de PVC de diâmetros externos 60, 85 e 110mm a norma será a NBR 5647;
• Para os demais diâmetros será obedecida, também, a NBR 7665.
Os acessórios para juntas, tais como anéis, arruelas e parafuso, deverão atender as normas da ABNT
conforme estas especificações.

Os lotes de materiais aceitos pela SANEAGO deverão conter, em sua totalidade, os dizeres “Inspecionado
SANEAGO”.

Não será permitida recuperação de peças, conexões e aparelhos, com solda, massa plástica, ou outro
processo qualquer.

7. Entrega dos materiais


Quando da entrega os materiais deverão estar acompanhados de cópia do certificado de liberação pelo
inspetor da SANEAGO.

O transporte, inclusive descarga e empilhamento dos materiais, será de responsabilidade do fornecedor.

O local de entrega dos materiais será a critério da SANEAGO, devendo ocorrer em qualquer local da cidade
onde se realizará a obra.

8. Assistência técnica
O prazo para conserto do equipamento, durante a garantia, será de, no máximo, 10 dias a contar da
notificação feita pela SANEAGO ao Fornecedor.

O Fabricante do material e/ou equipamento deverá possuir assistência técnica nacional.

9. Disposições finais
As custas referentes a Inspeção dos materiais, como laboratórios, mão-de-obra, materiais, ferramentas,
etc., correrão por conta do fornecedor.

O fornecedor e/ou fabricante deverá (ão) proporcionar todas as facilidades necessárias à realização dos
ensaios previstos nas normas para inspeção dos materiais.

G. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PARA AQUISIÇÃO DE REGISTRO DE GAVETA

i.Escopo do fornecimento
Esta especificação se refere ao fornecimento de VÁLVULAS TIPO GAVETA, acionadas manualmente, a
serem instaladas nos locais indicados nos desenhos do Projeto.

As quantidades são definidas nas Listas de Materiais e Equipamentos do Projeto.

ii.Geral
Complementam a presente Especificação, os seguintes documentos:
• Especificação geral para “fornecimento de equipamentos e materiais hidráulicos;
• Listas de materiais e equipamentos do projeto;
• Desenhos do projeto.
O fornecedor deverá conhecer e atender a esses documentos.

iii.Características técnicas
As válvulas de gaveta serão de corpo chato ou oval em função da pressão de trabalho, de acordo com a
norma brasileira PB-816, acionamento direto com volante ou chave T e haste com rosca trapezoidal,
conforme definido nas Listas de Materiais. O esforço requerido no aro do volante para acionar a válvula
não deverá ultrapassar 18 kgf.

As pressões nominais de serviço, o tipo de juntas e as demais características particulares de cada registro
são informadas nas Listas de Materiais do projeto.

iv.Materiais
Os materiais adiante especificados para as partes principais do equipamento servem como referência do
padrão de qualidade que será exigido pela SANEAGO.

COMPONENTE MATERIAL

Corpo, tampa e cunha FoFo ASTM-A-126 gr. B Haste


Aço inox AISI-410

Anéis de vedação Bronze ASTM-B-62

Parafusos e porcas Prolongamento Aço ASTM-A-307 gr. B Haste de Ferro


treliçado

v.Assistência técnica
O prazo para conserto do equipamento, durante a garantia, será de, no máximo, 10 dias a contar da
notificação feita pela SANEAGO ao Fornecedor.

O Fabricante do material e/ou equipamento deverá possuir assistência técnica nacional.

H. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PARA AQUISIÇÃO DE VÁLVULA VENTOSA


PARA EXPULSÃO DE AR
SISTEMA: Forte Santa Barbara

CIDADE: Formosa – GO

QUANTIDADE: 01

LOCAL DE INSTALAÇÃO: Forte Santa Barbara


i.Escopo do fornecimento
Esta Especificação se refere ao fornecimento de VENTOSA com a função de expulsar o ar, a ser instalada no
local indicado nos desenhos do projeto.

As quantidades são definidas nas Listas de Materiais do projeto.

Complementam a presente Especificação, os seguintes documentos:

• Desenhos do projeto, disponíveis na Gerência de Projeto de Saneamento e Hidráulica (EGSH)


da SANEAGO.
O fornecedor deverá conhecer e atender a esses documentos, e também aos seguintes itens:

• Os equipamentos deverão ser fornecidos completos, isto é, aptos a serem montados e


operados.
• Nos casos em que o fornecedor utilizar componentes e/ou acessórios de outros fabricantes,
este deverá garantir a compatibilidade das peças, componentes e acessórios instalados,
assegurando perfeito funcionamento do conjunto. A garantia e responsabilidade do
equipamento deverá abranger todas as partes do conjunto.
• O fornecedor deverá relacionar detalhadamente os componentes e acessórios que
acompanham cada equipamento e apresentar manual completo em Português para a
montagem, operação e manutenção do equipamento e de seus componentes, bem como
peças sobressalentes para 2 (dois) anos de operação.
• Os equipamentos deverão estar adequados ao regime de operação e funcionamento das
unidades de produção (24 horas/dia).
• A garantia mínima para os equipamentos deverá ser de 2 (dois) anos.

ii.Características técnicas
O tipo da ventosa é definido na Lista de Material do projeto.

A ventosa para expulsão de ar com rosca deverá ser constituída por um corpo único, contendo um
flutuador esférico em seu interior, extremidade com Rosca, uma classe de pressão de 160 m.c.a.

No corpo da ventosa deverá ser gravada a classe de pressão da mesma.

iii.Materiais
Os materiais adiante especificados para as partes principais do equipamento servem como referência do
padrão de qualidade que será exigido pela CONTRATANTE.

PARTE MATERIAL
Corpo e tampa da ventosa Ferro Fundido NBR 6916 classe 42012

Flutuador esférico Plástico Especial ou Alumínio

Niple de descarga Latão

Bucha de redução Ferro Galvanizado

Pintura interna e externa Epóxi poliamida


ORÇAMENTO
V) ORÇAMENTO
DESENHOS
VI) DESENHOS

PLANTA URBANISTICA DO EMPREENDIMENTO PLANTA 1/1

PLANTA DAS ZONAS DE PRESSÃO PLANTA 1/9

PLANTA DE INTERLIGAÇÃO PLANTA 2/9

PLANTA DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO PLANTA 3/9

DETALHES DO REGISTRO DE MANOBRA PLANTA 4/9

DETALHE DA VENTOSA E REGISTRO DE DESCARGA PLANTA 5/9

DETALHE DA VALVULA REDUTORA DE PRESSÃO E DO MACROMEDIDOR PLANTA 6/9

AREA DE RESERVAÇÃO PLANTA 7/9

RESERVATÓRIO ELEVADO 150m3 PLANTA 8/9

TRAVESSIA SOB A BR-070 PLANTA 9/9

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