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INTRODUÇÃO À CLÍNICA PSICANALÍTICA LACANIANA

Prof. Alessandro Euzébio1

"Celui qui ne devient pas fou"


Tradução - "Não fica louco quem quer"
- Jacques Lacan
Esta frase Lacan escreveu na parede da
sala de plantão quando trabalhava com
pacientes no hospital de Sainte-Anne, em
Paris. E apesar de ser uma frase estranha,
o significado é simples: para ser louco,
não basta querer, é preciso cumprir
alguns requisitos psíquicos e neuróticos
que só algumas pessoas possuem.

Quem foi Lacan?

Jacques Marie Émile Lacan (13 de abril de 1901 - 9 de setembro de 1981), conhecido
simplesmente como Jacques Lacan, foi psicanalista e psiquiatra francês que foi chamado
de "o psicanalista mais controverso desde Freud". Conhecido por sua forma singular de
ensinar psicanálise, foi responsável pela criação dos seminários anuais em Paris, de 1953
a 1981, Lacan influenciou muitos intelectuais franceses importantes nas décadas de 1960
e 1970, especialmente aqueles associados ao pós-estruturalismo. Suas ideias tiveram um
impacto significativo no pós-estruturalismo, teoria crítica, linguística, filosofia francesa do
século XX, teoria dos filmes e psicanálise clínica.

Enquanto criava e desenvolvia as bases teóricas e práticas da psicanálise, Sigmund Freud


(1856-1939) se correspondia e participava de encontros com colegas e discípulos. O
grupo que se constituiu em torno dele promoveu congressos regulares a partir de 1908
e formou a Associação Psicanalítica Internacional, presidida pelo mestre (Freud, depois
passou a ter outros presidentes). Das ramificações desse núcleo surgiram as gerações
posteriores de psicanalistas. Uma delas tem como principal representante o médico
francês Jacques Lacan (1901-1981).

1
Professor Universitário, Psicanalista, Estudioso de Freud-Lacan, Doutorando em Psicologia, Mestre em
Educação (Pesquisa em Formação Psicanalítica e Educação). Coordenador do Núcleo de Formação de
Psicanalistas e Mestres em Psicanálise. Co-coordenador da Clínica Social de Psicanálise – Instituto GAIO.
Contato: consultoriodr.aeuzebio@gmail.com ou Instagram: https://www.instagram.com/aeuzebio.psi
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"Numa época em que a psicanálise buscava fundamentações na Biologia, Lacan escolheu
a linguística e a lógica para reconfigurar a teoria do inconsciente", diz Christian Dunker,
psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

Lacan retomou a obra de Freud ao lidar com conceitos como inconsciente, identificação
e Eu (ego), se apoiando em outros autores, principalmente filósofos. Ele rejeitava a
tendência de considerar o ego como a força dominante na estrutura psíquica do sujeito.
Afirmava, em vez disso, a impotência do Eu frente ao inconsciente. Para ele, o sujeito
opera em conflito eterno, e a situação só é sustentável por meio de artifícios, entre eles
a alienação.

Jacques Lacan: a primeira e segunda clínica em psicanálise (lacanismo)

A mudança de paradigmas durante o ensino de Lacan orienta a divisão entre as chamadas


primeira e segunda Clínica. A primeira, também conhecida como estruturalista,
categorial, descontinuísta, a Clínica do desejo, do significante, privilegia o registro do
Simbólico, se assentando nos sintomas clássicos – neurose, psicose e perversão -, e tendo
como foco a relação do sujeito com a ficção do falo - que recobre a castração, a falta -, e
em que ele sustenta de si mesmo, na sua relação com o Outro, até a sua passagem pela
fantasia identificatória fundamental, isto é, a Travessia do Fantasma (Jorge Forbes, 2011).

A segunda, isto é, a Clínica do real, do gozo, borromeana, continuísta, concebida sob a


primazia do Real como gozo e da forclusão generalizada, se apoiando na ―pulsão, na
ressonância do enxame de significantes própria à língua e na singularidade autoerótica
do gozo pulsional (Forbes, 2010, p. 22-23), envolve uma ética fundamentada no princípio
de responsabilidade, com o intuito de identificar o parlêtre (falasser) com o seu sinthome,
isto é, com ―o inanalisável, o extremo estranho‘ em cada pessoa, sua marca pessoal
(Forbes, 2010, p. 79).

De qualquer modo, a despeito dessa divisão didática das clínicas acima descrita, é
importante que se faça leituras fundamentais de Lacan para a compreensão de suas
teorias, bem como discernir que as leituras da clínica não se anulam entre si, mas
acrescentam umas às outras como num trabalho de arqueologia propriamente dito.
Assim, neste primeiro momento de nosso curso, optou-se por dar ênfase à compreensão

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do silêncio da perspectiva da primeira clínica lacaniana, apenas por uma questão
metodológica e didática de Lacan.

É o próprio Jacques Lacan que reitera essa ideia de um colocar-se pessoalmente na cena
analítica, evento possível em seu seminário: “O que realmente me cabe acentuar é que,
ao se oferecer ao ensino, o discurso psicanalítico leva o psicanalista à posição do
psicanalisante, isto é, a não produzir nada que se possa dominar, malgrado a aparência,
a não ser a título de sintoma. (...). Se um saber pudesse nascer do seminário, ele seria,
pois mais um “saber do inconsciente”, “discurso do outro”, que teoria verdadeira. (p.
580-581).

Jacques Lacan: e o silêncio da primeira clínica

Todavia, antes de ser objeto de estudos da psicanálise, o silêncio é tema primordial nas
teses de teóricos da comunicação, sendo que ―em variados campos de saber onde se
estuda a comunicação, o fenômeno do silêncio está presente e se apresenta como objeto
de estudo.

A palavra silêncio―etimologicamente vem do latim silentiu e (...) significa o estado de


quem cala, privação de falar, sigilo, segredo.

Neste sentido o nosso papel como analista lacaniano, sempre vai além desse conceito e
compreensão, ou seja, no sentido designado pela definição etimológica concede ao
termo silêncio um caráter ―universal referido à não emissão de sons.

Porém, ―o silêncio é singular, de cada análise, em sua dinâmica própria, e evoca pontos
de vista diversos como ferramentas úteis.

(...) Na clínica lacaniana o silêncio tem um


significado analítico muito subjetivo e em
endereçado ao Outro, ou seja, para nós
reflete a importância do silêncio no
setting analítico e da posição do sujeito
lacaniano. Na clínica psicanalítica, desde
o início, acompanhou diversas mudanças,
sendo que, uma dessas esse
aprimoramento (mudança) se concentra
em parte na origem do silêncio do ponto
de vista clínico, o qual, teve proveniência
na convocação do paciente à prática da
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associação livre. (ALESSANDRO EUZÉBIO,
2018).

Jacques Lacan: o silêncio do analista (psicanalista)

Ao analista, então, é atribuída uma posição essencial à própria constituição e


possibilidade da análise: a de sustentar a transferência (fundamental e de suma
importância no processo analista-analisando). Uma tarefa que, necessariamente, implica
num preparo pessoal e formação deveras sérias e peculiares para que a cada encontro
possa ali ser instalado como analista. Muitos psicanalistas tem o anseio de atender uma
pessoa, e é importante pois mostra o compromisso da psicanálise em direção do
tratamento de um determinado sujeito. Converso muito com diversos alunos (as) de
psicologia e psicanálise e ainda percebo que seja necessário que este analista em
formação também tenha o anseio de avançar nos estudos psicanalíticos e postulados
freudianos e dissidentes, seja por meio de grupos de estudos, seminários, e acima de
tudo da sua própria análise e autoanálise. É de fato que o analista só poderá
compreender o silêncio do sujeito na clínica se o mesmo tiver o caminho interpretativo a
luz psicanalítica. (ALESSANDRO EUZÉBIO, 2018).

Mas o que seria esse analista (psicanalista) na clínica lacaniana?

Sobre essa pergunta, que jamais terá uma resposta universal e que só pode ser
respondida um a um, pois o analista, como uma entidade ou uma ideia a ser encontrada
em um sujeito, não existe.

Ou seja o analista segundo Jacques Lacan (1967/2008, p. 257), temos a passagem do


psicanalisante a um psicanalista com o término de uma análise didática, quando, com a
queda do sujeito suposto saber, este novo analista se autoriza de si mesmo (Lacan,
1973/2003, p. 311).

Sendo que, ―na doutrina clássica do passe, o pivô de uma análise e de seu final é o desejo
do psicanalista, tomado aqui como ―o que opera na psicanálise para além
da terapêutica, para além da transferência e para muito além da identificação, compondo
a formação do psicanalista.

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O desejo na análise: olhar da clínica lacaniana

Se observarmos em um olhar da perspectiva freudiana/lacaniana, fica claro que o


(psico)terapeuta não pode confiar em algum tipo de “vontade de melhorar” por parte do
paciente/cliente em algum tipo de “autêntico desejo de mudança”.

Com base nos estudos Freud-Lacan, vemos que isso não existe. Na verdade, é comum os
pacientes/clientes procurarem a terapia por já não terem qualquer vontade de viver, ou
de fazer coisa alguma, ou por intuírem que sua força libinal está sufocada pela angustia,
podemos dizer ainda casos de pacientes/clientes na contemporaneidade que vem em
direção da clínica (analistas) até mesmo sem saber do que se trata psicanálise, ou por ter
visto um post na internet ou e-mail marketing sobre temas gerais como “ansiedade,
depressão e por aí vai” meios de divulgação do trabalho de alguns analistas, em muitos
casos, esses pacientes/clientes vão ao até o analista com um diagnóstico formado, e já
até com direção do tratamento, indagando-os sobre se poderíamos medicá-los, daí
vemos que não tem vontade de se tratar/melhorar, mas porquê?

(...) O que esses terapeutas não percebem é que o desejo do paciente de prosseguir na
terapia deve diminuir ou desaparecer totalmente, em certas ocasiões – caso contrário,
os conflitos essenciais ligados a seus sintomas não estariam sendo afetados. É verdade
que o paciente tem o direito legal de parar de comparecer, e é verdade que o terapeuta
pode ter feito alguma besteira que levou o paciente a abandonar a terapia, mas, na
maioria dos casos, o paciente fica à procura de uma desculpa para ir embora, e de modo
geral quase qualquer desculpa serve. Os pacientes tendem a faltar a sessões ou até a
interromper a terapia quando intuem que estão sendo solicitados a abrir mão de alguma
coisa, ou a fazer um sacrifício que não estão dispostos a fazer (BRUCE FINK, 2018).

Ao fazer o trabalho com neuróticos (utilizaremos esse termo, mas lembre-se das
estruturas clínica em psicanálise), o (psico)terapeuta deve sempre expressar o desejo de
que os pacientes prossigam, mesmo se achar que eles concluíram seu trabalho. Tais
pacientes terminarão o tratamento quando seu próprio desejo de seguir adiante houver
se tornado suficientemente forte e decidido.

Quando isso nunca acontece, claro, significa que a terapia está deixando o paciente cada
vez mais dependente do (psico)terapeuta, ou seja, o analista reforçou o processo de

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infantilização, e não cabe ao analista esta tarefa embora ocorra com frequência no campo
psicanalítico. Talvez essa seja uma das grandes diferenças da psicanálise em relação a
outras psicoterapias, já dizia Sigmund Freud: Qual a sua responsabilidade na desordem
da qual você se queixa? É que Lacan nos ensina a importância de conduzirmos ao sujeito
a sua posição.

Assim, ao final de uma análise, temos um sujeito que sabe: de seu desejo, do que causa
o seu desejo, da falta na qual se enraíza seu desejo, e que também sabe do seu mais
gozar que vinha obstruindo essa falta. Ou seja, o final da análise consiste em descobrir
que não há, em sentido real, sujeito suposto saber; sendo isso o que constitui o desejo
do analista e sendo isso o que produz um novo silêncio.

(...) em relação ao que não se pode dizer,


e que, no entanto, está no cerne de tudo
o que se pode dizer. (Blancard, 2013, p.
03)

O desejo do analista: a transferência - olhar da clínica lacaniana

São inúmeras as dificuldades com que se defronta um analista (psico)terapeuta na


direção de um tratamento, mas se Freud dá tal ênfase à transferência é porque somente
a partir de sua instauração uma análise é possível. Por isso, diz Jacques Lacan em sua
Proposição de 9 de outubro sobre o psicanalista da Escola: "No início da psicanálise está
a transferência". (Lacan, 1968).

Ainda no texto acima mencionado, Freud afirma que o fenômeno do amor de


transferência "constitui uma das bases da teoria psicanalítica”, isto é, um de seus
fundamentos. É o que reafirma Lacan em 1964, com Os quatro conceitos fundamentais
da psicanálise em Freud: Inconsciente, Repetição, Transferência e Pulsão criticando a
leitura dos pós-freudianos e propondo avanços. Estes conceitos foram trabalhados por
ele no seminário 11 em 1964. Lacan tinha um papel fundamental na didática da
psicanálise freudiana, neste mesmo ano escreve o texto de suas intervenções no VI
Colóquio de Bonneval, de 1960: “Posição do inconsciente”. Nos dois, ele enfatiza a sua
posição teórica, considerando a linguagem como condição do inconsciente e não o
contrário como queriam outros.
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Antes, dava-se mais peso ao “o que se fala”. A partir daí o destaque passa a ser: “desde
onde se fala?”. Isso implica mudanças na orientação clínica, tais como, o lugar ocupado
pelo analista na transferência, a interpretação, o tempo da sessão etc.

O analista está em causa. Ele deve estar a postos com o seu desejo quando alguém o
procura para uma análise. Trata-se do desejo do analista, um conceito formulado por
Lacan, a que vamos nos referir mais adiante.

É o desejo do analista que deve provocar a transferência, desencadear a sua mis-en-scène


quando o paciente lhe chega, às vezes com um simples pedido de ajuda de alguém que
sofre e não sabe por quê. Não sabe que, sofrendo por seus sintomas, queixando-se dos
outros, da vida ou do próprio destino, é de sua angustia de neurótico que está falando.
Não sabe o quanto ele mesmo é responsável por aquilo de que se queixa e que o faz
sofrer.

O paciente/cliente vem nesta condição infantilizada, na esperança de que, assim como


seu sofrimento é percebido como lhe sendo infligido de fora, também poderá ser-lhe
extirpado por um outro que, no caso, seria o analista. A expectativa é, pois, de uma
relação de pessoa a pessoa; trata-se, no entanto, de um sujeito que deve ser conduzido
a sua verdade, e de um analista que está em sua função, operando com o desejo. Mas se
quem sofre com seu sintoma ainda não pode sequer se reconhecer implicado no mesmo,
sentindo-o como um corpo estranho, fica-nos claro que uma análise não começa apenas
porque o paciente ali chegou.

“A crença no inconsciente que o analista


inaugura aqui é fundamental para que
haja a experiência analítica, pela qual o
sujeito consente na posição do analista
como Outro” (MILLER, 1987, p.77).

“Para Jacques Lacan, o pacto inicial se dá mediante o estabelecimento do sujeito suposto


sabe, que implica em consentir na construção do saber inconsciente, ainda que o sujeito
se deixe, levar pela dimensão imaginária deste pacto pelo analista”.
Em relação ao manejo, inicialmente o “sujeito suposto saber” abre espaço para as
manifestações inconscientes do paciente. O analista pontua, interpreta, incita a
elaboração a partir do que é verbalizado pelo paciente. Existe um saber inconsciente do
sujeito, que somente será elaborado a partir da fala. A análise é a construção de um saber

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sobre si, sobre o próprio inconsciente. Esse saber não é dado, mas construído na relação
analítica.

O analista: o “sujeito suposto saber” e a transferência

Vejamos que para Jacques Lacan a autoridade do “Sujeito Suposto Saber” existe em toda
transferência: transferência de ensino, psicoterápica, psiquiátrica, em suma qualquer que
seja o tipo de transferência. Mas, a característica própria da psicanálise é que o Sujeito
Suposto Saber é um efeito do fato de que o analista ocupa o lugar do objeto.

Em O seminário, livro 4, a relação de objeto, Lacan trabalha o fato de que o objeto em


jogo para o sujeito não é harmonioso, ou seja, não é o objeto genital e sim um objeto
apreendido na busca pelo objeto perdido (Lacan, 1956-1957, p. 13)

Retomando os conceitos teóricos de Freud, Lacan enfatiza, no que se refere ao objeto da


pulsão, que este é variável e por isso, não está fadado a satisfazê-la, apontando sempre
em direção à falta a qual a noção de objeto em Freud remete. Ainda nesse mesmo
seminário, Lacan destaca o lugar central da falta, no que concerne ao objeto na
psicanálise e que este é apreendido pela via da busca do objeto perdido, busca frustrada,
por excelência.

(...) é preciso que o analista se preocupe com aquilo que ele sente em suas entranhas,
sem ter que procurar ocupar esse lugar do Sujeito Suposto Saber, para criar a sua
autoridade dessa maneira. (J.D. Nasio. Como Trabalha um psicanalista p. 68-69).

O simples fato de que uma pessoa que procura uma consulta e esteja diante de um
analista constitui a prova em ato da sua aspiração e da sua expectativa de ser
curado/tratado de algo muitas vezes para ele é uma “psicopatologia”, ou melhor, como
dizia Freud em seus primeiros textos, da sua “expectativa crente”.

O paciente/cliente ao fazer isso, ele crê mesmo no analista. Crê no poder curativo e
transformador que atribui ao procedimento da análise, assim como crê nos poderes da
ciência, do saber e do desejo do analista.

Como podemos ver, esse é um primeiro passo em direção ao que se convencionou


chamar, na terminologia lacaniana, de “sujeito suposto saber”. É neste sentindo que se
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referimos a esse termo, mas como já sabemos e Jacques Lacan nos alerta o analista não
é detentor de todo processo analítico ou caminho do próprio tratamento, ele parte disso.

CONSIDERAÇÕES

Por meio desta pesquisa bibliográfica de revisão conceitual em freud-lacan, buscou-se,


principalmente na erudição dos textos clássicos, uma compreensão acerca do tema de
aproxima de a introdução da clínica lacaniana. De fato, pouco a pouco o paciente/cliente
instala um amor de transferência que, no início, se traduz por um clima muito positivo, cheio de
cordialidade, em que a relação com o psicanalista é excelente.

Vimos que a pedra angular da clínica, isto é, o terceiro elemento da relação analítica, a
linguagem, do sujeito suposto saber, da transferência marca a atuação do analista na
Clínica lacaniana. Desse modo viu-se ainda que é ele que ocupa a posição deste grande
Outro ao ser situado pelo analisando na posição transferencial de sujeito suposto saber
que dá suporte à palavra plena do sujeito.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Blancard, Marie-Hélène (2013). O real como impossível de dizer. In: Opção Lacaniana online nova
série, ano 04, nº 12, ISSN 2177-2673. Recuperado de
http://www.opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_12/o_real_como_impossivel_dizer%20.p df
Acesso em 23 out. 2019
FREUD.S. A dinâmica da transferência. Id. Vol. XII. 1980, p. 131-146- 1912
______. (1980/1913) Sobre o início do tratamento (Novas recomendações sobre a técnica da
psicanálise I). Id. Vol. XII. 1980, p. 163-187. (1980/1913)
LACAN, J (1949). “O estágio do espelho como formador da função do eu” .In: Escritos. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.
________. (1956-1957). O Seminário, livro 4: A relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
1995.
________. (1959-1960). O Seminário, livro 7: A Ética da Psicanálise. Rio de Janeiro, Jorge Zahar
Editor, 1997.
________. (1962-1963). O Seminário, livro 10: A Angústia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor,
2005. ________. (1964). O Seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise.
Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1985
Nasio, Juan-David Como trabalha um psicanalista? J.-D. Nasio; tradução, Lucy Magalhães; revisão
técnica, Marco Antonio Coutinho Jorge. — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999.

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MILLER, J. “Contexto e conceitos”. In: FELDSTEIN, R.; FINK, B.; JAANUS, M. (orgs.). Para ler o
seminário 11 de Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, p. 15-28. (1995)
______. Percurso de Lacan, uma introdução. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. (1987)

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