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CAPÍTULO 15

NO QUAL, COM TODAS AS CARTAS EM JOGO,


O CLUBE DOS LEITORES ANONTMOS APOSTA ALTO
NO
NO QUE E LITERATURA HOJE, E ARRISCA FICHAS
QUE ELA PODERÁ VIR A SER AMANHÃ OU DEPOIS
‘éj\\;k /)
u
"Metasoneto ou o computador irritado
abba
baab
cdc
dcc
aabb
bbau
ecd
dad
cdc
dcc
abab
baab
blaóó
blablablahlablablablablablablàblablablablabla
66 Paes, Meia palavra. In: , Um por todos, 13.80.
{149}L
LITERATURA
MARISA LAJOLO
Como se disse lá atrás, leitor esquecido, o século XXI começa linguagens e códigos se cruzam e se fecundam mutuamente. A
cumprindo algumas promessas feitas ainda no século XIX. Fo— língua escrita invade a placa com o nome das ruas, os anúncios
ram adiadas para o século XX e... deixa para lá! de lojas, os luminosos, os letreiros dos ônibus. Outras linguagens
A incrível sucessão e simultaneidade de técnicas de comunica— enovelam-se nesta: códigos e cores de sinais de trânsito. Formas,
ção e de reprodução prometeram que encontrariamos textos e li« dizeres, logotipos, são mensagens. Nessa babel de linguagens, o
teratura nos mais inesperados suportes. Fomos do manuscrito ao transeunte da cidade passeia entre signos e símbolos que o ad»
impresso e ao xerox, dos livros aos jornais e revistas, ao rádio e à vertem, como a esfinge na antiga Grécia: "Qu me decifras ou te
televisão. As fitas, discos, CDs e CID—ROMS, videos, DVDS“. E
x
devoto"! E lá cai devorado e atropelado o pedestre que não leu o
internet. Mas uma nova linguagem, um novo suporte não liquida sinal vermelho, e la vai para a Vila Gilda a mocmha bonita que
os anteriores. Convivem. Nosso mundo de hoje é cruzado de alto queria ir para Vila Cilza, mas não conseguiu ler a tempo. o le»
a baixo por linguagens. O velho livro continua existindo. E conti» treiro do ônibus.
nuará, creio. Se é verdade que livros inspiraram telenovelas e fil— Sorry, sorry, sorry... pobres desleitores urbanoides!
mes, é igualmente verdade que games e novelas inspiraram livros. E pensar que a língua do trânsito e a da publicidade, ainda no
Continuamos, pois, vivendo nossa aventura de seres de século XX, já escreveram poemas, da lavra de poetas agudos
linguagem. como Décio Pignatari ejosé Paulo Paes:
A tecnologia trouxe — e desconfio que vai trazer cada vez
mais — para dentro de nossa casa textos que, até ontem, aguar»
davam castamente, em volumes, que procurássemos sua baba em :qu
baba cala
companhia. bebe em '
A leitora atenta me cutuca: mas quem é que falou em casa? babe minª caco
mw
Os espaços da literatura são também o ar livre dos espaços pú— Mr!“
blicos. As mais incríveis engenhocas — e até celulares — trazem 4: i a u : a
para nossa companhia na rua, no metrô ou na praia histórias e
poemas que até há pouco tempo só ouvíamos e líamos no cha» Décio Pignatari, 195767 José Paulo Paes68
mado recesso do lar.
E, falando em rua, leitores cosmopolitas".
A cidade moderna funciona como um gigantesco livro, cole« 67 Simon; Dantas (Orgs.), Poesia concreta, 13.16.
tivamente escrito e coletivamente lido. Nela, as mais variadas 68 Paes, op.cit., p.63.
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LI'I‘HRA’FURA
MARISA LAJOLO
es, os conservadoras sobre .literatura — vivem momentos de glória, numa
É também na cidade que as superficies lisas das pared
às vezes até as multiplicação quase infinita de clonagens! Como nunca antes, o
tapumes das construções, ospilares de viadutos e
registram livro hoje se desdobra em tamanhos, em texturas e estruturas.
pedras da calçada adquirem a docilidacle do papel, E
roubam o Puderal
mensagens de poetas anônimos nas grafitagens que os
pela be— Com os recursos técnicos da indústria gráfica e os recurs
olhar apressado do transeunte, e às vezes surpreendem
financeiros de que diSpõe a indúlsrria do livro, a literatura se
leza da anotação furtiva que taquigrafa o cotidiano.
Todas essas promessas ~ já apontadas na paisagem do sécul
o derrama por uma incrível diversidade "deformas: livros de capa
longo do dura e livros de capa mole, que cabem no bolso ou que precisam
XX, leitora distraída... —— tendem a intensificar—se ao
atura em de suporte para ser lidos. Objeto] quest puxa, que se dobra,
século XXI, lado a lado com a imensa herança da liter
g (in» que se corta, que se cola, que se arranha, quese vira, que se
livros que tanto marcou — desde a imprensa de Gutenber
itos de empurra, que se gira, que se equilibra, que se desmancha, que
ventada por volta de 1450) —— práticas de leitura e conce
se remonta, que se lê de ponta—cabeça e de baixo para cima. .. tem
literatura.
do
tudo a ver, sim, com a aranha ja mencionada lá atrás, no segun
Não poucas vezes, no entanto, os resmungões, que ao longo
identifi— capítulo, Como a aranha, os livros tecem sua teia, rede que enrola
destas páginas ficaram buzinando 'em nossos ouvidos,
gando que e que enreda. Como eu dizia...
cam literatura exclusivamente com livros e ficam rezin
?
oor ou no O que é mesmo que eu dizia, leitores sócios meus e meus tiranos
o que se lê no computador, no mural do poste, no outd
que pena Ah, sim“, os livros. ,
anúncio do ônibus não é literatura! "Deixe que digam,
tridimen» Com a invenção da imprensa ecom o aprimoramento da in—
sem, que falem", leitor impaciente... Livros — objetos
bem dústria do papel, a literatura migrou dos manuscritos em perga«
sionais, com capa e páginas, coladas ou costuradas —, como
são do minhos e em rolos, para os livros tal como os conhecemos hoje.
dizia nosso velho confrade Fernando Pessoa, nada mais
Com a incrível multiplicação contemporânea de técnicas de re—
que “papéis pintados com tinta".-
para
Simultaneamente aos novos.. suportes e às novas mídias,
(re) produção, a literatura vai pegando caronas e se derramando
coloca»se a questão la do começo dessa conversa entre
nós, sócios fora dos livros, manifestandqse em textos reproduzidos pelas
ram mie
obje— mais diferentes tecnologias: mimeógrafo e xerox opera
de Clube dos Leitores Anônimos: livros e literatura são
não
tos transcendentais ou são apenas objetos tridimensionais
? No sérias na indústria livreira e maravilhas na vida dos leitores,
e falas mais é, leitora clandestina?
século XXI, os livros — tal como os celebram cursos
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LITERATURA
MARISA LAJOLO
utador grande a produção de poesia que fala de. poesia: o poeta fala de
Mas parece que nada se compara ao que fizeram comp
am, continuam poetas, o escritor fala de seu ofício, o conto conta história
e internet. Ao que internet e computador fizer
de maneiras hoje de contista, mundinho autorrefercntc, girando em torno do
fazendo e farão ainda por um bocado de tempo
z nem suspei' próprio umbigo.
ainda imprevisíveis... E de maneiras de que talve
Mas tem charme, como o contaria;- SérgioSant'Anna, que
temos.
a na mão, desde o título da a maior bandeira: st Contistasf', ou o poema
Ou você suspeita, leitor digitalizado? User ID e senh
em, em ritmo de IX de Arranjo para assobio, de Manoel de Barros:
cyberleitom?! Cá vamos então, fechando a viag
bits & bytes. O poema é antes de tudo um inutensilio.
0 computador afeta profundamente o mundo literário.
mais
Em primeiro lugar, ele favorece formas alternativas, Hora de iniciar algum
de textos Convém se vestir de roupa de trapo.
baratas e mais práticas de distribuição de textos, Bancos
de ontem
e sites disponibilizam livros, jornais e revistas. De hoje, Há quem se jogue debaixo de carro
otecas inteiras,
e de anteontem! Na verdade, ficam à mão bibli Nos primeiros instantes.
ha. A escolha
que podem ser impressas ou legíveis apenas na telin
bém favorece a Faz bem uma janela aberta.
é do freguês. Isto é, do leitor. O computador tam
s são Uma veia aberta.
produção de e—books, portáteis como este. Livros eletrônico
e sem bri«
ótimos, mas não são 0 fim do impresso. Vivem junto, Para mim é uma coisa que serve de nada o poema
.
gar, com seus irmãos mais velhos, os livros de papel e tinta Enquanto vida houver
ra
O uso da informática, tanto na produção quanto na leitu
da
de textos, permite ainda que percebamos, muito mais rapi Ninguém é pai de um poema sem morrer.69
contemporâ'
mente, duas características marcantes da literatura
O poema de Manoel de Barros e' um belo exemplo de meta—
nea: a metalinguagem e a intertextualidade.
linguagem: o poeta fala do poema. São também metalinguísticos
Ainda comigo, metaleitores e interleitoras?
o de os versos mais antigos, em que Cecília Meireles exclama: "Pala—
já estamos quase encerrando...Só mais um pouquinh
A vras, ai palavras, que estranha potência a vossa!". Nasce a meta—
paciência...
a, num
A literatura contemporânea vive falando de si mesm , Poesia quase toda, p.208.
69 Barros, Gramática expositiva do chão. In:
»
de analista. E
autocentramento de dar complexo até em divã
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LITERATURA
MARISA LAJOLO
dizer que a
seus leitores suas Então, veja só, complicação à vista,: não se pode
linguagem quando escritores dividem com a—em práticas lite»
m, portanto, leitor intertextualidade seja invenção recente, n;:rscid
ruminações sobre o que fazem. Mctalinguage res!
rárias contemporâneas. Nada disso, queridos" leito
mesma.. .
meticuloso, é linguagem que fala de si .;Alias, da
A intertextualidade é freguesa antiga da literatura
retamente um es«
já quando o texto menciona direta ou indi arte. Assumiu diferentes formas&emªdí
íiferentesmomentos de
alidade. Livros ——
critor ou um escrito, diz«se que ocorreintertextu diferentes tradições culturais. Vc‘giaflfixnommsp
da literatura bras?
hoje essa tendência se
é verdade — sempre falaram de livros, mas leira, como poetas (: romancistas, solidari
amen te, vão citando uns
intensificou muito: uma obra se refere a outra, que se refere a aos outros e os outro 5 aos uns, tornandwseo texto
literário uma
numa rede quase infinita de menções
outra, que se refere a outta, espécie de rede de textos.
os textos.
múltiplas e recíprocas. Rede sem fundo, na qual ecoam muitose muit
nio Gonzaga
Entendido ? No hoje longínquo século XVIII, Tomás Anto
É isso que se chama intertextualidade. gabavafse para sua Marília:
palavra de oito
Não é proparoxítona, não tem agá, mas é uma
foi apresentada Eu tenho um coração maior que o mundo
sílabas: in—terftextu'aflifda—de! Palavra a que você Tu, formosa Marília, bem o sabes:
ra desmemoriada? Neste
lá atrás, no quarto capítulo, lembra, leito Um coração, e basta,
intertextualidade se
livro aqui, com tantas epígrafes e citações, a Onde tu mesma cabes.7º
le texto curtinho
faz muito presente. Cada epígrafe (Ops! Aque [m]
ta da página ou tela de
que vem em itálico na parte superior direi A esta confissão/declaração responde outro poet
a, nOsso velho
intertexto: tem a
abertura de cada capítulo) é um exemplo de conhecido Carlos Drummond de Andrade, num
poema publi—
m tópico/assunto
função de apresentar, pela voz de terceiros, algu cado na primeira metade do século XX:
desenvolvido no capítulo. ,
Não, meu coração não é maior que o mundo.
Sacou? .
E muito menor.71
re só na literatura. Você
Mas essa corrente de citações não, ocor [...]
de Leonardo da
já viu o que Salvador Dalí fez com a Mona Lisa
a Terezinha", de
Vinci? Ou já ouviu na canção “Terezinha cant 70 Gonzaga, Marília de Dirceu, p.94.
e a canção infantil e. In: “WW, Poesia comp [eta e prosa,
71 Drummond de Andrade, Mundo grand
Chico Buarque, o trecho em que ele reescrev
p.116.
"Terezinha de jesus"?
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..
r— wuwwww.—u.,-l-._w
LITERATURA
MARISA LAJOLO
perceber os horizontes fecundos
Através dele começamos a leitura,
nhec idos contos machadian
os, "A para o mundo das letras, da
Ta mbém num dos mais co que os computadores abrem
hóspede
Conceição pergunta a seu
missa do galo", a sedutora da literatura, tada
ria que é positivamente afe
insone, na véspera de Nat
al: E não é só a produção literá ém para
ática contribui muito tamb
Não diga, jí sei, é o romanc
e dos pelo mundo digital. A inform
~ Que é que estava lendo?
os estudos literários.
Mosqueteiros.
. Quer ver por quê?
-— Justamente: é muito bonito o fortalece uma concepção
de
— Gosta de romances? Simples: a teo ria do hipertext
so cuja leitura
e como um tip o de discur
—— Gosto. literatura que a entend
rma consciente as
— já leu A moreninha? supõ e um leitor cap
acitado a rec uperar de fo
o lá em lX/[angaratiba72 textos ——sen«
— Do dr. Macedo? Tenh de - menções a outros
pre
formas de intertextualida
er»
se pode mesmo dizer que int tes em cada texto que ele
lê.
Ou seja, leitora sucinta, não ar — se mostra mais gr atific
ante quando o
moderna. Mas se pode observ Nesse sentido, a leitura
textualidade seja uma invenção m o repertório de textos co
m que'se
que ultimamente a prática fic
ou explícita e frontal, leitor tem familiaridade co nte ex;
com razão —
que lê, repertório em consta
e que é no hipertexto que ela
melhor se manifesta. articula cada um dos textos
solução, hiper, , quanto mais o leitor lê.
Hipertexto e intertext
o: são uma rima e uma pansão, mais e mais aberto
mutuamente porq
ue CO nstituem uma
Os textos se enred am
leitor drummondiano! a outro, que remete
tura — interf
a e favorece 0 tipo de lei
que remete
rede, porque um remete 2. out
ro,
O hipertexto materializ sef
nte
a a literatura pede. Eletronic
ame s, em sua memória, o leitor con
textual - que com frequênci a outro, Tantos outros quanto
to/mãe, leitora maternal?) de e-da hipertextuali—
o (um tex agenciar.No campo da intertextualida
armazenado, o hipertext tuintes,
guir
nguagem a outra,
de seus elementos consti el o t rânsito de uma li
guarda, subj acente a cada um dade, torna—se possív criam
is se art icula. Um hipertext
o é, assim, que, transcendendo ambas,
outros textos com os qua enlaçando«as em significados . Uso
tronicamente articulados
por s eu autor, gens em rede. Teia de textos
lingua
uma malha de textos ele uma terceira. Textos e
r ele, atualizar ou não as articu

a intencional: homenage
m discreta àquela
podendo o leitor, ao navegar po e
r o suport
a expressão t cia de form
cionei com tão
hipertexto p arece constitui norte— ameriCana que men
lações previstas. Por isso o aranhazinha egípcia ou
ore ce escrit a e leitura intertextuais. ás no Capítulo 2.
tecnológico que melhor fav pouca cerimônia lá atr
, Obra completa, p.608.
missa do galo. In:
72 Machado de Assis, A
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LlTERATURA
MARISA LAjOLO
Esse dialogo interlinguagens (intersemiótico) também não é josé Castello, que volta e meia evoca a Carta ao pai de Kafka, e
uma cantiga de ninar. Oum Uau! Não é que ia me esquecendo?
novidade do tempo nosso, tempo do computador.
O diálogo interlinguagens já se fazia presente em inscrições Quando Monteiro Lobato faz dom Quixote Visitar o sitio de Dona
de muitos mil anos atrás, em rochas e cavernas. Em algumas Benta, ou quando Silviano Santiago inventa, no livro Em liberdade,
delas, a representação de um vulto de animal eraàs vezes acom» um diário de Graciliano Ramos.
panhada de sinais gráficos que (supõe/se! apenas supõe'se, leitor Viabilizado pela atual tecnologia digital disponível, ao facili-
crédulo!) representavam a denominação do animal ou formas tar múltiplas e simultâneas alusões de um texto a outros, o hiper»
propiciatórias para a captura dele, ou, talvez, fórmulas rituais“, texto estabelece vínculos fortes com a noção de intertcxto que,
enquanto ferramenta analítica, o antecipa e anuncia. ,
caso 0 animal fizesse parte de algum culto religioso.
A intertextualidade superpõe códigos e linguagens, o que E como se o hipertexto materializasse o sonho da intertex—
também ocorre, por exemplo, quando a linguagem verbal se arti— tualidade, da polifonia e da multimedialidade que já buscava
cula à linguagem visual, como foi o caso — lá atrás, lembra? — do realização em antigos poemas»objeto do século XVII, nos calif
poema dos irmãos Varela sobre a cruz, do poema de Décio Pig gramas de Apollinaire (1880—1918), nos poemas dos concretistas
natari e do de josé Paulo Paes. brasileiros dos anos 1950.75
Também ocorre intertextualidade quando as artes visuais se São, então, nada menos do que os pressupostos dessa sofisti»
inspiram em obras literárias (como o quadro Moema, de Victor cada poética, cuja leitura se fazia por uma glamorosa mas pouco
Meirelles, inspirado na personagem do poema “Caramuru", de numerosa vanguarda de leitores (e que no Brasil até hoje é polê»
Santa Rita Durão).73 Ou, ainda, quando a obra literária tematiza mica e acirra paixões e maus modos.. ) que agora se disponibili«
zam para uma imensa massa de consumidores: os internautas
obras musicais como o belo romance Variações Goldman, de Ber»
nardo Ájzemberg,74 em que a menção constante e significativa a
dos quatro cantos do mundo...
Não é mesmo, leitora descolada?
uma peça de]. 5. Bach (Variações Goldberg) constitui uma espécie
de partitura da vida da personagem. Ou o romance Ribamar, de
Por hipótese, agora, seus consumidores podem ser tantos
quantos são os navegantes da WWW, que tiveram sua alfabetização
73 O poema pode ser lido em: <http://objdigitalbn'.br/Acervo_Digital/ Livros
_eletronicos/caramuru.pdf>; o quadro pode ser visto em: .<http://artefon
75 Os caligramas de Apollinaire podem ser facilmente encontrados na internet.
tedeconhecimentoblogspot.com.br/2015/03/rnoema«victor-meirelles—1866.
Alguns exemplos podem ser vistos em: <https: ”educacao uol.combr/disci—
html>.
PllnâS/pOftugueS/po681.1'VISL12'Ll—Clvílp0lllnaltL'aOSfLODClCCtSCaShtm>.
74 Cf. Ajzemberg, Variações Goldman, 1998.
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LITERATURA
MARISA LAJOLO
leitoras, é hora de
nós, mestres em
o++ No mais, queridos leitores e amadas
C que nos perguntam a
em games SC softwares abrir outros, muitos
chegar da viagem e fechar este livro! E depois
e ,)..
"
letras 8C literaturas: “trouxeste a chav nes e homepaf
outros: livrões e livrinhos, jornais e revistas, fanzi
E aí de nós se não a trouxerm
os, que sem password não há jornais, fitas, CDS. E
estamos
ges, sites e hipertextos, DVDs, panfletos,
é um outro mundo, do qual festa é de arromba
travessia para a net e 3. net
ouvir músic a e cantar e seguir novelas, que a
apenas no vestíbulo. abe, "o melhor o tempo esconde longe, muit o longe, mas
"
ras linhas deste despre—
Mundo grande demais para as mag bem dentro aqui".
sim, mas com todo
tensioso livrinho/ebookl Despretensioso O que é literatura?
respeito, leitor abusado! res e amadíssimas
Ora, com a palavra meus queridos leito
tões, acredito que um a e a discussão
Pois ao lado de tentar responder a ques leitoras, a quem agradeço penhorada a companhi
livro precisa renovar questões, recoloca
—las de ângulos novos, ao longo destas longas maltraçadasl
refinar perguntas, aguçar curiosidades.
O departamento das
leitor, senhor absoluto de
respostas e sempre território livre do
procurar respostas em
sua cabeça e de sua vontade, e que vai
múltiplas fontes, internet e bibliotecas.
essas e a outras ques—
E, independentemente das respostas a
vontade, a literatura
tões, mas dependendo de sua cabeça e de sua
as que dela sobre»
no século XXI -— quaisquer que sejam as form
— continuará seu velho
vivam ou as novas que se vierem a inventar
das cabeças e dos
ofício de arrumar em palavras o desarrumado
corações.
Ou desarrumar o arrumado.
De todos.
nós e diferentes
De crianças, de homens e de mulheres como
de nós.
Em prosa e verso.
E em ritmo de vice—versa...
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