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Histologia

Material Teórico
Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Ms. Norton Claret Levy Junior

Revisão Textual:
Profa. Dra. Selma Aparecida Cesarin
Tecido Conjuntivo Cartilaginoso
e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

• Introdução
• Tecido Cartilaginos
• Tecido Conjuntivo Sanguíneo

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Entender a estrutura e as propriedades dos tecidos conjuntivos
Cartilaginoso e Sanguíneo;
· Estudar as funções dos Tecidos conjuntivos Cartilaginoso e Sanguíneo;
· Discutir a importância desses tecidos.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como o seu “momento do estudo”.

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.

No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e
sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também
encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão,
pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato
com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

Introdução
Os últimos tópicos abordados foram os Tecidos Conjuntivos propriamente ditos,
elástico, reticular, mucoso, adiposo e ósseo.

Daremos continuidade ao estudo dos tecidos animais Cartilaginosos e Sanguíneo.

Abordaremos os diferentes tipos de Tecido Cartilaginoso, as diferentes


proteínas e células do plasma sanguíneo e suas funções, a medula óssea e a
produção de sangue.

Tecido Cartilaginoso
O Tecido Cartilaginoso é considerado um tipo especializado de tecido conjuntivo.
Possui consistência rígida e desempenha a função de sustentação de tecidos
moles, além de revestir a superfície das articulações. Absorve choques e facilita
o deslizamento dos ossos nas articulações. É essencial para o desenvolvimento
(formação e crescimento) dos ossos longos desde a vida uterina.

Como os demais tecidos conjuntivos, é constituído de células (chamadas de


condrócitos) e abundante material extracelular (matriz extracelular). De fato, os
componentes intercelulares predominam sobre as células.

Os condrócitos são encontrados nas lacunas (Figura 1), as quais são cavidades
presentes na matriz extracelular. Em cada lacuna, pode haver um ou mais
condrócitos, que são as células responsáveis pela síntese e pela renovação dos
elementos da matriz cartilaginosa.

Os localizados mais próximos à periferia são ovoides, enquanto os mais pro-


fundos são esféricos, com diâmetro que varia de 10 a 30μm. Possuem um núcleo
grande com nucléolo bem evidente e suas organelas caracterizam uma célula secre-
tora de proteínas.

O Tecido Cartilaginoso não apresenta vascularização nem inervação próprias e


sua nutrição ocorre a partir dos capilares sanguíneos presentes no tecido conjuntivo
denso que envolve a peça de cartilagem, denominado pericôndrio (Figura 1).

O pericôndrio é, portanto, uma bainha conjuntiva que envolve a cartilagem


(com exceção das articulações e da cartilagem fibrosa) e que contém nervos, vasos
sanguíneos e vasos linfáticos. Nos locais em que não há pericôndrio, a nutrição é
realizada pelo líquido sinovial.

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periconcôndrio

fibrócito

lacuna

condrócito

condroblasto

periconcôndrio

Figura 1 – Esquema e corte histológico do Tecido Cartilaginoso


Fonte: Junqueira e Carneiro12ª edição - modificado e adaptado

As funções do Tecido Cartilaginoso dependem, principalmente, da estrutura da


matriz extracelular. De forma geral, a matriz extracelular é formada por colágeno ou
por colágeno mais elastina, em associação com macromoléculas de proteoglicanos
(proteínas + glicosaminoglicanos) e diversas glicoproteínas. O colágeno e a elastina
fornecem a flexibilidade ao tecido e as ligações eletrostáticas entre o colágeno e os
glicosaminoglicanos garantem a sua consistência firme.

Há quatro grupos principais de glicosaminoglicanos que se distribuem de


formas diferentes nos tecidos biológicos. Nas cartilagens, encontram-se: o ácido
hialurônico, o sulfato de condroitina e o sulfato de queratina.

Com exceção do ácido hialurônico, os demais se ligam às proteínas. A sulfatação


dos glicosaminoglicanos faz com que eles retenham água, propriedade que contribui
para que, além de firme, as cartilagens tenham consistência gelatinosa.

A osteoartrite, doença articular degenerativa, artrose ou osteoartrose é a doença reumática


Explor

mais prevalente entre indivíduos com mais de 65 anos de idade. Os novos conhecimentos
da sua fisiopatogenia levaram a uma alteração no conceito dessa doença. Acreditava-se
que se tratava de uma doença progressiva, sem perspectivas de tratamento, encarada por
muitos como natural do processo de envelhecimento. Hoje, no entanto, é vista como uma
enfermidade na qual é possível modificar o curso evolutivo, tanto em relação ao tratamento
sintomático imediato, quanto ao prognóstico. Ocorre por insuficiência da cartilagem, oca-
sionada por um desequilíbrio entre a formação e a destruição dos seus principais elementos,
associada a uma variedade de condições, como sobrecarga mecânica, alterações bioquími-
cas da cartilagem e membrana sinovial e fatores genéticos. É uma doença crônica, multifa-
torial, que se não tratada leva à incapacidade funcional progressiva (COIMBRA et al., 2004).

As cartilagens podem ser classificadas em três tipos: cartilagem hialina,


cartilagem elástica e cartilagem fibrosa.

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Cartilagem Hialina
É o tipo de cartilagem mais frequentemente encontrada no corpo humano. É
um tecido elástico, com coloração branco-azulada e aparência translúcida.

No embrião, constitui o primeiro esqueleto e serve como molde cartilaginoso para


a formação dos ossos durante o seu desenvolvimento. Nas crianças, forma o disco
epifisário, viabilizando o crescimento dos ossos longos. No adulto, é encontrada
principalmente na parede das fossas nasais, na traqueia e nos brônquios, além da
extremidade ventral das costelas e das extremidades dos ossos longos.

Sua matriz extracelular é formada, em cerca de 40%, por fibrilas de colágeno


tipo II, que são encontradas associadas a ácido hialurônico, proteoglicanos
muito hidratados e glicoproteínas. Entre as glicoproteínas, a mais importante é a
condronectina, uma macromolécula que possui sítios de ligação para os condrócitos,
para fibrilas colágenas e glicosaminoglicanos. A condronectina participa, dessa
forma, da estruturação do arcabouço da cartilagem.

A matriz que circunda os condrócitos, quando corada, apresenta-se de forma


intensa devido à concentração de mucopolissacarídeos ácidos, o que a torna
basófila. Essa região recebe o nome de matriz capsular ou territorial e é pobre
em colágeno. Já a matriz menos basófila, localizada entre os grupos celulares, é
chamada de matriz interterritorial, é rica em colágeno e pobre em proteoglicanos
(Figura 2).

Os condrócitos da cartilagem hialina, quando encontrados na periferia, são


alongados, com o eixo maior paralelo à superfície e, quando estão nas regiões
mais profundas, são arredondados e aparecem em grupos de até 8 (oito) células,
chamados de grupos isógenos (pois são originados a partir de uma única célula: o
condroblasto). Os condrócitos são células secretoras de colágeno, proteoglicanos
e glicoproteínas, entre elas a condronectina.

Figura 2 – Cartilagem hialina (Corte de traqueia aumento grande)


Fonte: Atlas Digital de Histologia Básica

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Como as cartilagens não possuem vascularização, a oxigenação dos condrócitos
é deficiente. A energia necessária para a atividade dos condrócitos é obtida, então,
por meio da degradação de glicose por mecanismos anaeróbios, com formação de
ácido lático como produto final.

Todas as cartilagens hialinas (com exceção das cartilagens das articulações)


são envolvidas pelo pericôndrio. Esse tecido é uma fonte de novos condrócitos,
permitindo o crescimento das cartilagens. Além disso, é responsável pela nutrição
das cartilagens, sua oxigenação e a eliminação de metabólitos.

O pericôndrio possui duas camadas: a camada fibrosa externa e a camada


celular interna. A camada externa é composta por colágeno do tipo I, fibroblastos
e vasos sanguíneos. A camada interna é composta, principalmente, por células
condrogênicas que têm a capacidade de dividir e dar origem a condroblastos. Os
condroblastos, por sua vez, são capazes de originar novos condrócitos. Esse tipo
de crescimento da cartilagem recebe o nome de crescimento aposicional e pode
ocorrer durante toda a vida da cartilagem.

Além do crescimento aposicional, as cartilagens também podem crescer a partir


do chamado crescimento intersticial. Esse crescimento ocorre através da divisão
mitótica dos condrócitos preexistentes. Ele é menos importante que o aposicional
e só acontece nas primeiras fases de vida da cartilagem.

Em relação a outros tecidos, a cartilagem hialina sofre, com relativa frequência,


processos degenerativos. O mais comum é a calcificação da matriz, o que causa dor
e diminuição da mobilidade das articulações. Nos casos de lesões, a cartilagem se
recupera com muita dificuldade e, geralmente, de modo incompleto, com exceção
de crianças com pouca idade.

Cartilagem Elástica
É encontrada sustentando o pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na
tuba auditiva, na epiglote e na laringe.

É bastante semelhante à cartilagem hialina, mas possui, além das fibrilas de


colágeno (principalmente do tipo II), uma abundante rede de fibras elásticas
contínuas ao peritônio.

As fibras elásticas presentes na matriz podem ser delicadas ou grosseiras,


ramificadas ou interpostas entre feixes de colágeno. A riqueza em fibras elásticas
confere certa elasticidade a esse tipo de cartilagem, além de uma coloração
amarelada e opaca devido à presença de elastina.

Comparando-se com a cartilagem hialina, sua matriz não é tão abundante e há


condrócitos maiores e em maior quantidade.

Por outro lado, ela cresce também por aposição (como na cartilagem hialina) e
é menos sujeita a processos degenerativos.

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Figura 3 – Cartilagem elástica (Corte de traqueia aumento grande)


Fonte: Atlas Digital de Histologia Básica

Cartilagem Fibrosa
A cartilagem fibrosa, também conhecida como fibrocartilagem é um tecido
com características intermediárias entre o tecido conjuntivo denso e a cartilagem
hialina. Na verdade, ela está sempre associada ao tecido conjuntivo denso e é
muito difícil identificar o limite entre esses dois tecidos.

É encontrada nos discos intervertebrais, em certas cartilagens articulares


(exemplo: meniscos do joelho), na sínfese pubiana, no ligamento teres femoris e
nos locais de ligação de certos tendões nos ossos.

Os condrócitos da cartilagem fibrosa geralmente são encontrados formando


fileiras alongadas. Sua matriz contém grande quantidade de fibras colágenas do
tipo I, que constituem feixes que seguem uma organização aparentemente irregular
entre ou paralela aos condrócitos. A substância fundamental, constituída de ácido
hialurônico, proteoglicanos e glicoproteínas é escassa e localizada à proximidade
das lacunas que contêm os condrócitos.

Não há pericôndrio ao redor dessa cartilagem. Isso explica o fato de que o cres-
cimento intersticial é o único tipo de crescimento que ocorre na cartilagem fibrosa.

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Figura 4 – Cartilagem fibrosa, matriz com grande quantidade de fibras colágenas do tipo I e poucos condrócitos
Fonte: http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/

Tecido Conjuntivo Sanguíneo


O sangue é um tipo especial de tecido conjuntivo cuja matriz extracelular está no
estado líquido e na qual seus elementos figurados estão suspensos.

É encontrado em um compartimento fechado, denominado aparelho circulató-


rio, que o mantém em movimento regular e unidirecional devido, principalmente,
às contrações rítmicas do coração. Em uma pessoa saudável, representa 7% do
peso corporal. Em um adulto, de cerca de 70 Kg, corresponde a aproximadamente
5 litros.

O sangue é um fluído de tonalidade vermelha, brilhante, escura e levemente


alcalino (pH próximo de 7,4). Como circula por todo o organismo, é o principal
veículo de transporte de substâncias.

Sua função principal, portanto, é o transporte de nutrientes e outras substâncias.


Leva tanto nutrientes do sistema gastrointestinal para todas as células do corpo,
quanto produtos excretados por estas células para órgãos específicos para que
possam ser eliminados. Transporta, também, hormônios, outros metabolitos e
eletrólitos até os respectivos destinos finais. Carrega o oxigênio e o dióxido de
carbono, substâncias envolvidas na respiração.

O sangue tem, ainda, um papel regulador da temperatura corporal (por meio da


distribuição de calor), do equilíbrio ácido-básico e do equilíbrio osmótico dos tecidos
e no processo de defesa do organismo.

A homogeneidade do sangue é apenas aparente, pois é formado por duas


fases: uma fase compreende os elementos figurados (glóbulos brancos, glóbulos

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vermelhos e plaquetas) encontrados suspensos em outra fase, líquida, o plasma


sanguíneo, com 91% de água e os 9% restantes representados pelas proteínas,
eletrólitos, gorduras, glicose, hormônios e numerosas outras substâncias.

Submetendo-se o sangue de uma pessoa sadia à centrifugação em um tubo


capilar, como ocorre no exame chamado de Hematócrito, os elementos figurados
se depositam no fundo do tubo como um precipitado vermelho recoberto por uma
fina camada translúcida (a papa leucocitária).

O precipitado vermelho corresponde aos glóbulos vermelhos e representa


cerca de 44% do total do volume analisado. A papa leucocitária, que representa
cerca de 1% do total, é composta de glóbulos brancos e plaquetas. Além dos
elementos figurados, o plasma permanece como um sobrenadante, ocupando
cerca de 55% do volume total.

O plasma é um líquido amarelo, transparente, mas que pode adquirir uma


aparência leitosa após as refeições, devido à presença de gotículas oriundas de
lipídeos contidos nos alimentos (BLOOM & FAWCETT, 1977).

Trata-se de uma solução aquosa que contém substâncias de pequeno peso


molecular, além de moléculas mais pesadas e que, no total, correspondem a 10%
de seu volume. Tais substâncias são proteínas plasmáticas (em maior quantidade),
sais orgânicos, aminoácidos, hormônios, açúcares, vitaminas e outras substâncias
orgânicas.

A maior parte das proteínas plasmáticas é produzida no fígado. Podem ser


divididas e pertencem a quatro grupos principais:
• Albuminas: que são responsáveis pela manutenção da pressão osmótica do
sangue e pelo transporte de ácidos graxos e hormônios. Representam cerca
de 55% do total das proteínas plasmáticas. São produzidas no fígado;
• Globulinas: que correspondem a 38% do total de proteínas e podem ser
de três tipos principais: alfaglobulinas, betaglobulinas e gamaglobulinas.
São as proteínas que constituem os anticorpos. Também são chamadas de
imunoglobulinas;
• Fibrinogênio: representa cerca de 7% do total de proteínas do plasma,
existindo entre 100 a 700mg de fibrinogênio em cada 100ml de plasma. É uma
proteína sintetizada no fígado e possui grande peso molecular. É responsável
pelo processo de coagulação do sangue;
• Lipoproteínas: envolvidas no transporte de lipídeos e colesterol.

A concentração das substâncias sólidas dissolvidas no plasma está em equilíbrio


com a concentração do líquido intersticial dos tecidos adjacentes. Por isso, quando
há alguma alteração nos tecidos, pode haver reflexos na composição do sangue,
fazendo dele um indicador da composição do líquido extracelular dos tecidos.

Esse equilíbrio se dá pela troca de elementos presentes no sangue com os


tecidos e ocorre por meio dos capilares sanguíneos, que são vasos de paredes

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mais simples, constituídos apenas de endotélio e sua membrana basal. Em alguns
capilares, o endotélio apresenta pequenos poros, pelos quais a água pode atravessar
juntamente com um grande número de moléculas hidrossolúveis e pela maioria
dos íons. Substâncias maiores, assim como substâncias lipossolúveis (por exemplo:
vitaminas) dissolvem-se na membrana capilar e atravessam a sua extensão sem
passar pelos poros. O trânsito de substâncias através das membranas celulares
pode ocorrer por meio de dois mecanismos: difusão e transporte ativo.

Células do Sangue
Eritrócitos (Figura 5 e Figura 7d)
Também conhecidos por hemácias ou glóbulos vermelhos, são células anucleadas,
com a forma de um disco bicôncavo, medindo cerca de 7,2μm de diâmetro e
produzidas na medula óssea a partir dos eritroblastos (células precursoras). São
responsáveis pela cor vermelha, característica do sangue.

Em cada mm3 de sangue são encontradas aproximadamente 5.000.000 de


hemácias no homem e 4.500.000 na mulher. Portanto, há diferenças entre os
sexos. A altitude também tem influência na quantidade de eritrócitos: pessoas que
vivem em grandes altitudes apresentam maior número dessas células. Em condições
normais, não são encontradas fora do sistema circulatório, permanecendo sempre
no interior dos vasos sanguíneos.

Seu principal elemento constituinte é a hemoglobina, pigmento que contém ferro


ferroso, que é capaz de se ligar ao O2 de forma irreversível. Por causa da presença
desse pigmento, a hemácia é responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões
para os tecidos e do gás carbônico dos tecidos para os pulmões. E, por sua forma
bicôncava, que propicia a existência de uma grande superfície externa (20 a 30%
maior do que se fosse esférica), é muito eficiente no processo de troca gasosa.

Essa forma bicôncava é mantida por meio da presença de proteínas estruturais do


citoesqueleto ligadas à membrana celular. São exemplos dessas proteínas a espectrina,
a anquirina, a actina, a proteína 4.1 e a banda 3. A membrana e o citoesqueleto são
altamente deformáveis e podem suportar importantes forças de pressão.

Por sua vez, a hemoglobina é formada por 4 (quatro) unidades, cada uma
contendo um grupo heme ligado a um polipeptídeo. O grupo heme é um derivado
porfirínico que contém Fe++.

A hemoglobina é produzida no interior dos precursores das hemácias localizados


na medula óssea, utilizando-se o ferro captado da circulação. O ferro da circulação
sanguínea é obtido da digestão dos alimentos ingeridos e durante o processo
de renovação das hemácias envelhecidas. Quando a hemoglobina está ligada
ao oxigênio, é denominada oxiemoglobina, conferindo ao sangue a sua cor
característica, e quando se une ao gás carbônico, é denominada carboxiemoglobina,
apresentando tonalidade mais escura e menos brilhante.

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UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

Em relação a variações possíveis nas cadeias polipeptídicas, há diferentes tipos


de hemoglobinas, dos quais três são considerados normais: A1, A2 e F.

A A1 (Hb A1) representa cerca de 97% do total de hemoglobina de um adulto


normal, enquanto a A2 (Hb A2) cerca de 2%. A F (Hb F) é a hemoglobina fetal. No
feto, representa 100% do total de hemoglobina e no recém-nascido, cerca de 80%.
Aos poucos, sua concentração vai diminuindo até os oito meses de idade, quando
chega a 1% e permanece nessa concentração até a idade adulta.

Além da hemoglobina, há nas hemácias grande quantidade da enzima anidrase


carbônica, cuja função é catalisar a ligação entre o gás carbônico e a água, formando
o ácido carbônico. Essa molécula é altamente instável, dissociando-se naturalmente
em bicarbonato e hidrogênio. Dessa forma, o gás carbônico, que é tóxico para a
célula, é transportado, também, na forma de bicarbonato.

A vida útil das hemácias é de cerca de 120 dias. Durante o processo de produção
e maturação na medula óssea, elas perdem o seu núcleo e outras organelas. Ao
fim de 120 dias, suas enzimas já estão em estado crítico e o rendimento de seu
metabolismo é insuficiente para mantê-las. As hemácias são, então, destruídas por
macrófagos, principalmente no baço (órgão mais ativo), mas também no fígado e
na medula óssea.

A destruição e a produção de hemácias se equilibram, não havendo anemia


ou poliglobulina em condições normais. A medula óssea produz hemácias
continuamente, para a sua renovação no sangue circulante.

As formas jovens dos eritrócitos circulantes recebem o nome de reticulócitos


(Figura 5). Possuem, em seu citoplasma, grupos de ribossomos dispersos e
mitocôndrias ocasionais. São encontrados assim que são produzidos pela medula
óssea e entram na corrente sanguínea. Após cerca de 24 horas, os reticulócitos
amadurecem e se transformam em eritrócitos adultos. Quando corados, apresentam
cor azulada, devido à basofilia presente no RNA.

No sangue periférico, para cada 100 hemácias encontradas em pessoas em


situação de saúde normal, há um reticulócito. Em casos de anemia, a elevação do
número de reticulócitos é um indicador do resultado positivo do tratamento.

Figura 5 – Eritropoiese.
Fonte: http://www.vivabiologia.com.br/

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Explor
Doença de caráter genético e frequente, mas não exclusiva, em indivíduos de origem
africana e é uma anomalia genética importante no Brasil. Origina-se a partir de uma
mutação no cromossomo 112, dando origem à hemoglobina S. Os eritrócitos cujo conteúdo
predominante é a hemoglobina S assumem, em condições de hipóxia, forma semelhante à
de uma foice, daí o nome falciforme. A falcização das hemácias por ela determinada, além de
causar anemia hemolítica crônica, ainda é responsável pela obstrução de vasos sanguíneos,
com crises de dor, infartamento e necrose em diversos órgãos, como ossos e articulações,
baço, pulmões, rins e outros. Trata-se de uma doença crônica, incurável, embora tratável,
e que geralmente traz alto grau de sofrimento aos seus portadores (DI NUZZO & FONSECA,
2004; SILVA et al., 1993).

Leucócitos
Encontram-se envolvidos na defesa do organismo. A denominação “glóbulos
brancos” deve-se à observação macroscópica do sangue após sua coagulação em
um tubo de ensaio. Nesse caso, pode-se perceber a formação de uma camada
branca acima dos eritrócitos.

O número de leucócitos é muito menor do que o de eritrócitos. Em um adulto


sadio, há somente de 6.500 a 10.000 leucócitos por mm3 de sangue.

Os leucócitos não têm função no interior da corrente sanguínea (também


diferentemente dos eritrócitos); eles a utilizam como meio de transporte de uma
região do organismo para outra. Quando chegam ao seu destino, eles migram da
corrente sanguínea por entre as células endoteliais dos vasos sanguíneos, alcançam
os espaços do tecido conjuntivo e desempenham sua função. Esse processo de
migração recebe o nome de diapedese.
Explor

Animação de diapedese: https://youtu.be/LZtUSyJpW3M

Os leucócitos também são produzidos pela medula óssea, assim como os


eritrócitos, ou nos tecidos linfoides. Existem diferentes tipos de leucócitos, que
podem ser classificados em dois grupos: os granulócitos e os agranulócitos.

Tanto os granulócitos quanto os agranulócitos possuem grânulos inespecíficos


em seu citoplasma, os lisossomas. Entretanto, além desses, os granulócitos
possuem grânulos específicos. Há três tipos de granulócitos, também chamados de
polimorfonucleares: os neutrófilos, os eosinófilos e os basófilos. E dois tipos de
agranulócitos: os linfócitos e os monócitos.

Os neutrófilos (Figura 6a) são os leucócitos mais numerosos, representam cerca


de 40 a 75% do total. Possuem forma arredondada, com diâmetro entre 10 a
14μm, com um núcleo que apresenta de três a cinco lóbulos unidos por pontes de
cromatina. Quando jovem, o núcleo não é lobulado e a lobulação nuclear aumenta
à medida que a célula envelhece.

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UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

O citoplasma dos neutrófilos apresenta grânulos específicos e grânulos


azurófilos. Os grânulos específicos possuem enzimas envolvidas no combate aos
microrganismos e às substâncias que auxiliam na reposição da membrana e na
proteção contra antioxidantes. Os grânulos azurófilos contêm proteínas e peptídeos
que digerem e matam microrganismos.

Geralmente, têm menos de uma semana de vida. Sua função é a de fagocitar


e destruir bactérias, para tanto, migram para áreas de tecidos danificados onde
exercem esse papel defensivo.

Os eosinófilos (Figura 6b) contêm granulação específica, também chamada de


eosinófilas ou acidófilas, que se coram de rosa ou laranja na presença de eosina e
que ocupam todo o citoplasma da célula.

São menos numerosos do que os neutrófilos, correspondendo a cerca de 1 a 3%


do total de leucócitos.

Estão envolvidos na defesa do organismo contra bactérias e doenças parasitárias.


Entretanto, quando ativados para combater agentes externos, liberam substâncias
tais como as citocinas e mediadores inflamatórios lipídicos, que exacerbam a
resposta inflamatória e podem causar danos teciduais.

Os basófilos (Figura 6c) são os leucócitos menos numerosos, constituindo


menos de 2% do total. Possuem um núcleo volumoso e bilobado, geralmente em
forma de S, que normalmente é de difícil visualização devido à grande quantidade
de grânulos citoplasmáticos.

Os grânulos citoplasmáticos contêm histamina, heparina e fatores quimiotáticos


para eosinófilos e neutrófilos. Na membrana, apresentam receptores para a
imunoglobulina E (IgE). Secretam substâncias mediadoras de processos inflamatórios,
as citocinas e os leucotrienos.

São mobilizados em resposta a sinais inflamatórios. Liberam suas substâncias


ao mesmo tempo em que aumentam em quantidade (aumento da produção pela
medula óssea).

Neutrófilo Eosinófilo Basófilo


Figura 6 – a) neutrófilo, b) eosinófilo e c) basófilo
Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

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Os monócitos (Figura 7b) são os maiores leucócitos circulantes com diâmetro en-
tre 15 e 22μm. Possuem núcleo irregular, com uma pequena reentrância, em forma
de rim ou de fechadura. No citoplasma, apresentam numerosos grânulos pequenos e
densos (lisossomos), azurófilos e que podem preencher todo o citoplasma.
Explor

Animação de células do sistema imune: https://youtu.be/_p9wLEj5QZc

Os monócitos do sangue constituem uma fase de maturação da célula


mononuclear fagocitária (Figura 7a). Originado na medula óssea, passam pelo
sangue, onde permanecem apenas por alguns dias. Após esse período, atravessam
os capilares por diapedese e penetram em diferentes órgãos, transformando-
se em macrófagos (Figura 7c). Dessa forma, o monócito faz parte do sistema
mononuclear fagocitário.

A)

Capilar sanguíneo

Monócito

Macrófago Tecido

B) Monócito C) Macrófago
Golgi corado negativamente

D) Eritrócitos

Figura 7 – a) Maturação de macrófago em monócito após a diapedese; b) Monócito; c) Macrófago; d) Eritrócito


Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

Os linfócitos (Figura 8) representam o segundo tipo mais abundante de


leucócitos no sangue, constituindo cerca de 20 a 35% dos leucócitos circulantes.
São células pequenas, esféricas, com diâmetro entre 7 a 8μm, com núcleo esférico
ou ligeiramente chanfrado. Entretanto, uma pequena porcentagem dessas células
pode chegar a 18μm.
Explor

Animação de fagocitose: https://youtu.be/V8MTPxX5Emg

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UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

Existem dois tipos de linfócitos: os linfócitos T e os linfócitos B. Apesar de


morfologicamente semelhantes, possuem moléculas diferentes em sua superfície.
Ambos são produzidos nos tecidos linfoides e na medula óssea. Os linfócitos B têm
um tempo variável de vida e, quando diferenciados em plasmócitos, participam na
produção de anticorpos. Os linfócitos T têm vida longa e participam ativamente
dos mecanismos relacionados à imunidade celular. Receptores existentes na sua
superfície são capazes de identificar antígenos específicos. Ao reconhecer um
antígeno, os linfócitos T estimulam a diferenciação dos linfócitos B, visando à
produção de anticorpos específicos para aquele antígeno.

Plaquetas (Figura 9)
As plaquetas, também chamadas de trombócitos, não são células, mas sim
corpúsculos ou fragmentos celulares, formados a partir de uma célula gigante
chamada megacariócito residente na medula óssea. Existem cerca de 150 a 450
mil plaquetas por microlitro de sangue de uma pessoa sadia.

Figura 8 – Linfócito
Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

Não possuem núcleos; têm a forma de disco e medem cerca de 2 a 4μm de


diâmetro. Nas fotocromias, apresentam uma região periférica clara, chamada de
hialorômetro, e uma região central mais escura, denominada granulômetro. Duram
de 10 a 14 dias no sangue circulante.

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Retículo
endoplasmático
Megacariócito

Plaquetas

Eritrócitos

Figura 9 – Esquema de megacariócito produzindo plaquetas e fotomicrografia


de plaquetas rodeadas de eritrócitos.
Fonte: Adaptado de iStock/Getty Images

Promovem a coagulação sanguínea, liberando a tromboplastina, que é um


dos fatores determinantes para a coagulação. Também auxiliam na reparação da
parede dos vasos sanguíneos, evitando perda de sangue.

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UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

Explor
A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença emergente, grave, causada
pelo retrovírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), que vem se disseminando desde
1981, e é, atualmente, considerada um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil
e no mundo (SILVA et al, 2013). O HIV infecta vários tipos de células, entre as células
protagonistas da regulação e da função do sistema imune: os linfócitos T e os macrófagos. O
ritmo em que ocorre a deterioração do sistema imunológico nos pacientes é heterogêneo e
é marcado por extrema variabilidade pessoal (ALBELO et al, 2013).

Figura 10 – Plaquetas

Hemocitopoese
Hemopoiese, hematopoese, hematopoiese ou hemocitopoese (Figura 10)
são termos utilizados para denotar a formação (gênese, poiese) dos elementos
figurados do sangue (hemo).

Trata-se do processo contínuo e regulado de produção de células do sangue,


que envolve a renovação, a proliferação, a diferenciação e a maturação celular.
É um processo muito importante, pois as células do sangue têm vida curta e são
constantemente renovadas pela proliferação mitótica de células localizadas nos
órgãos hemocitopoéticos.

A hematopoiese se inicia no embrião, por volta do segundo mês, prolongando-


se por toda a vida do indivíduo. Durante o desenvolvimento intrauterino, ela muda
por várias vezes. O primeiro local é o mesênquima da parede do saco vitelino. À
medida que os órgãos vão se definindo estruturalmente, a hematopoiese passa a
ocorrer no fígado, no baço, no timo e, por último, na medula óssea. Ao nascimento,
a medula óssea é o principal sítio de produção. Na vida adulta, as células sanguíneas
são produzidas somente na medula óssea.

Na hematopoiese medular, todas as células sanguíneas se originam de células-


tronco pluripotenciais hemopoiéticas, também chamadas de células fonte

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(hemocitoblastos) que representam cerca de 0,1% da população de células
nucleadas da medula óssea.

Tais células não sofrem mitoses frequentes, mas podem sofrer explosões de
divisões celulares, originando mais células tronco, mas também outros dois tipos de
células tronco multipotenciais hemopoiéticas: as unidades formadoras de colônias
de linfócitos (CFU-Li) e as unidades formadoras de colônias de granulócitos,
eritrócitos, monócitos e megacariócitos (CFU-GEMM).

As CFU-Li e as CFU-GEMM são chamadas de células progenitoras, pois


originam as células precursoras (denominadas de blastos). É nessas células
precursoras que as características morfológicas diferenciais das linhagens aparecem
pela primeira vez; têm-se, então, os: linfoblastos, eritroblastos, megacarioblastos,
promonócitos, mielócitos netrófilos, mielócitos eosinófilos e mielócitos basófilos.

A eritropoiese (Figura 5) corresponde à formação das hemácias ou eritrócitos


do sangue que, no homem adulto, ocorre exclusivamente na medula óssea. São
produzidos cerca de 2,5 x 1011 eritrócitos por dia. Os progenitores finais e os
precursores celulares das hemácias são estimulados pelo hormônio eritropoetina.

A eritropoetina é uma glicoproteína produzida e liberada por células encontradas


nos rins, que estimula a remoção de hemácias envelhecidas e diferenciação dos
precursores em hemácias. Se a quantidade de eritrócitos é baixa, o rim produz uma
alta concentração de eritropoetina.

A diferenciação e a maturação da linhagem eritrocítica necessitam de cerca de


seis dias, mas, sob estresse, a medula pode reduzir esse tempo para dois a três
dias. As células da série eritropoiética são: proeritroblasto, eritroblasto basófilo,
eritroblasto policromatófilo, eritroblasto ortocromático, reticulócito e, por fim, o
eritrócito (Figura 5).

A granulopoiese refere-se à formação de células das linhagens granulocíticas.


Como já visto, cada um dos granulócitos descende de sua própria célula precursora.
A proliferação e a diferenciação dessas células estão sob a influência de diferentes
fatores, entre eles, as citocinas (por exemplo, o fator estimulador de colônias de
granulócitos-monócitos – CSF-GM) e as interleucinas.

As células da série neutrofílica são: mieloblasto, promielócito, mielócito neutrófilo,


metamielócito neutrófilo, neutrófilo em bastão (jovem) e neutrófilo.

A monocitopoiese corresponde à formação da linhagem monocítica e a


linfopoiese à formação da linhagem linfocítica. Os monócitos têm origem na célula
mieloide e se constituem em células intermediárias que darão origem posteriormente
aos macrófagos. Já os linfócitos circulantes têm origem principalmente no timo e
nos órgãos linfoides periféricos (baço, linfonodos e tonsilas), a partir de células
levadas da medula óssea pelo sangue.

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UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

A formação das plaquetas (megacariocitopoese) está sob o controle da


tromboietina, hormônio produzido no fígado, que induz o desenvolvimento e a
proliferação de células gigantes conhecidas como megacariócitos. Tais células
pertencem à medula óssea vermelha, possuem diâmetro entre 15 a 50μm e núcleo
grande (oval ou em forma de rim). Cada megacariócito pode originar vários milhares
de plaquetas. O precursor do megacariócito na medula óssea é o megacarioblasto.

Figura 10 – Hemopoiese, hematopoese, hematopoiese ou hemocitopoese


Fonte: http://biologiaucs.blogspot.com.br/

Medula Óssea
A medula óssea é um órgão difuso, volumoso e muito ativo. Pode ser considerada
um órgão constituído por diferentes tecidos, estando dividida em compartimentos:
compartimento vascular (representada pelas artérias, veias e capilares sinusoidais)
e compartimento hematopoiético (com estroma de tecido reticular e células livres,
além de células adiposas). Representa cerca de 5% do peso corporal total.

No adulto sadio, produz, por dia, cerca de 2,4 bilhões de eritrócitos, 2,5 bi-
lhões de plaquetas e 1,0 bilhão de granulócitos por cada quilo de peso corporal.
Vale ressaltar que essa produção é perfeitamente equilibrada com as necessidades
do organismo.

A medula óssea é encontrada no canal medular dos ossos longos e nas cavidades dos
ossos esponjosos. A medula óssea do recém-nascido é chamada de medula vermelha,
devido ao grande número de eritrócitos que estão sendo produzidos no local.

Com o passar da idade, a maior parte da medula óssea transforma-se na medula


amarela, rica em células adiposas e que não produz células sanguíneas. A medula
vermelha permanece apenas no esterno, nas vértebras, nas costelas e na díploe
dos ossos do crânio.

Nos dois tipos de medula, existem nódulos linfáticos que são acúmulos de linfócitos.

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Sites
Hematologia
https://goo.gl/dVEiE2
Eritropoiese
https://goo.gl/oR8Nch
Sangue e Hemocitopoese
https://goo.gl/UZhUIF

Vídeos
Tecido Conjuntivo frouxo, denso e adiposo - Destrinchando a histologia
https://youtu.be/9kBSYivTqus
Animação _ O Processo Inflamatório
https://youtu.be/uhZK-WuPAn8
Macrófago fagocitando bactéria
https://youtu.be/V8MTPxX5Emg

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UNIDADE Tecido Conjuntivo Cartilaginoso e Tecido Conjuntivo Sanguíneo

Referências
ALBELO, A.L.N., TALLET, L.A.V., LASTRE, J.E.P, VILLAFRANCA, R.C.
Interpretación clínica del conteo de linfocitos T CD4 positivos en la infección por
VIH. Revista Cubana de Medicina. v. 52, n. 2, 2013.

ATLAS Digital de Histologia Básica. Disponível em: <http://www.uel.br/ccb/


histologia/portal/pages/arquivos/Atlas%20Digital%20de%20Histologia%20
Basica.pdf>. Acesso em: 21/03/2017.

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Interamericana Ltda., 1977.

COIMBRA, I.B., PASTOR E.H., GREVE J.M.D., PUCCINELLI M.L.C., FULLER


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DI NUZZO, D.V.P., FONSECA, S.F. Anemia falciforme e infecções. Jornal de


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GITIRANA, L. B. Histologia: conceitos básicos dos tecidos. 2.ed. Rio de Janeiro:


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JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. J. Histologia Básica. 12.ed. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2013.

SILVA, R.B.P., Ramalho, A.S., Cassorla, R.M.S. A anemia falciforme como


problema de Saúde Pública no Brasil. Revista de Saúde Pública. v. 27, n. 1,
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STEVENS, A.; LOWE, J. Histologia Humana. São Paulo: Manole Ltda., 2001.

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