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CURSO PRESENCIAL
PRÉ-EDITAL - PREF. GOIÂNIA/GO
FUNDAÇÕES
Pré-edital do concurso da Prefeitura Municipal de Goiânia, cargo Engenheiro
Civil, Prof. Guilherme Bruno
INSTITUCIONAL: Este material integra o curso oferecido pela CNE CONCURSOS. Por
gentileza, não o compartilhe, ainda que sem fins lucrativos. Nossas leis protegem os direitos
autorais, pirataria é crime. Entretanto, antes da ótica legal, lembre-se de que profissionais
trabalharam neste para te ajudar. Quer um Brasil melhor? Começe por você. Precisamos
resgatar os valores éticos e morais.
Desejamos uma excelente experiência e que possamos contribuir para a sua carreira
profissional.

BIBLIOGRAFIA
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122 - Projeto e execução
de fundações. Rio de Janeiro/RJ: ABNT, 2019.

- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120 - Cargas para o


cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro/RJ: ABNT, 2019.

- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8036 - Programação de


sondagens de simples reconhecimento do solos para fundações de edifícios -
Procedimento. Rio de Janeiro/RJ: ABNT, 1983.

- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6484 - Solo - Sondagens de


simples reconhecimentos com SPT - Método de ensaio. Rio de Janeiro/RJ: ABNT,
2001.

- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9603 - Sondagem a trado -


Procedimento. Rio de Janeiro/RJ: ABNT, 2015.

- SCHNAID, FERNANDO; ODEBRECHT, EDGAR. Ensaios de Campo e suas Aplicações


à Engenharia de Fundações, 2a edição. São Paulo: Oficina de Textos, 2012.

- MILITITSKY, JARBAS; CONSOLI, NILO CESAR; SCHNAID, FERNANDO. Patologias das


Fundações, 2a edição. São Paulo: Oficina de Textos, 2015.

TRANSFORMAÇÕES: GPa = KN/mm²; MPa = 10-1 KN/cm²

PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO DE SONDAGENS IN SITU


A NBR 8036/83 preconiza sobre a programação de sondagens de
simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios.

Acerca da quantidade recomendada de sondagens em um terreno,


temos:

NBR 8036/83, 4.1.1.2 – As sondagens devem ser, no mínimo,


de uma para cada 200m2 de área de projeção em planta do

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edifício até 1.200m2 de área. Entre 1.200m2 e 2.400m2 deve-se
fazer uma sondagem para cada 400 m2 que excederem de
1.200m2. Acima de 2.400 m2 o número de sondagens deve ser
fixado de acordo com o plano particular da construção. Em
quaisquer circunstâncias o número mínimo de sondagens deve
ser:

Dois para área de projeção em planta do edifício até 200m2

Três para área entre 200 m2 e 400m2

Trata-se de uma redação carregada, portanto, para simplificar, segue


memória de cálculo:

O nosso foco inicial será a banca UFG. Desta forma, focaremos


apenas nos assuntos mais recorrentes em provas anteriores.

Supondo, portanto, que temos um terreno e já estimamos a


quantidade de furos de sondagem, vamos avançar para a execução
da sondagem propriamente.

A sondagem SPT é sem dúvidas a mais relevante para fins de provas


de concursos públicos. É regulamentada pela NBR 6484/01 e o nosso
primeiro passo é conhecer seus objetivos:

NBR 6484/01, 1. Objetivo - Esta Norma prescreve o método


de execução de sondagens de simples reconhecimento de solos,
com SPT, cujas finalidades, para aplicações em Engenharia Civil,
são:

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a) a determinação dos tipos de solo em suas respectivas
profundidades de ocorrência;

b) a posição do nível-d’água; e

c) os índices de resistência à penetração (N) a cada metro.

É relevante frisar que podemos obter outros parâmetros, ainda que


indiretos, com a execução da sondagem SPT, porém, esses são os
objetivos elencados na norma. Algumas bancas exploram esta ideia.

FCC, TRT, 2014 - A sondagem de simples reconhecimento, ou


sondagem a percussão com realização do ensaio de resistência a
penetração SPT, possibilita a identificação expedita de algumas
características do subsolo de onde está sendo realizado o ensaio.
Porém, NÃO é possível identificar por meio da sondagem

(A) a capacidade de carga estimada em várias profundidades.

(B) a identificação e a espessura das camadas de solo que compõem


o subsolo.

(C) o nível do lençol freático.

(D) a cor dos solos de cada camada.

(E) a permeabilidade das camadas de solo.

__________________________

GABARITO E - Através das finalidades mencionadas pela NBR 6484/01 é possível


encontrar alinhamento com as alternativas A-B-C-D. Embora o interessado possa
executar um ensaio de infiltração na sondagem para conhecer a permeabilidade do
solo, extrapola as finalidades da norma.

Em síntese, o ensaio SPT consiste na caracterização do solo e na


aferição da resistência do solo à cravação dinâmica de um
amostrador. Resumidamente, os equipamentos que compõem o
sistema são: torre ou tripé, martelo de 65kg, cabeça de bater, haste,
amostrador padrão, tubos de revestimentos e conjunto de perfuração.

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Veja a descrição do procedimento feita pela NBR 6484/01:


A sondagem deve ser iniciada com emprego do trado-concha ou
cavadeira manual até a profundidade de 1 m, seguindo-se a
instalação até essa profundidade, do primeiro segmento do tubo de
revestimento dotado de sapata cortante.
Nas operações subsequentes de perfuração, intercaladas às de ensaio
e amostragem, deve ser utilizado trado helicoidal até se atingir o
nível d’água freático.
Não é permitido que, nas operações com trado, o mesmo seja
cravado dinamicamente com golpes do martelo ou por impulsão da
composição de perfuração.
Quando o avanço da perfuração com emprego do trado helicoidal for
inferior a 50 mm após 10 min de operação ou no caso de solo não
aderente ao trado, passa-se ao método de perfuração por circulação
de água, também chamado de lavagem.
Pode-se utilizar outros tipos de trado para perfuração, principalmente
em areia, desde que seja garantida a eficiência quanto à limpeza do
furo bem como, quanto à não perturbação do solo no ponto de ensaio.
A operação de perfuração por circulação de água é realizada
utilizando-se o trépano de lavagem como ferramenta de escavação.
O material escavado é removido por meio de circulação de água,
realizada pela bomba d’água motorizada, através da composição de
perfuração.
Durante as operações de perfuração, caso a parede do furo se mostre
instável, é obrigatória, para ensaios e amostragens subsequentes, a
descida de tubo de revestimento até onde se fizer necessário,
alternadamente com a operação de perfuração.
Quando necessária à garantia da limpeza do furo e da estabilização
do solo na cota de ensaio, principalmente quando da ocorrência de

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areias submersas, deve-se usar também, além de tubo de
revestimento, lama de estabilização.
Em casos especiais de sondagens profundas em solos instáveis, onde
a descida ou posterior remoção dos tubos de revestimento for
problemática, podem ser empregadas lamas de estabilização em
lugar de tubo de revestimento, desde que não estejam previstos
ensaios de infiltração na sondagem.
Durante a operação de perfuração, devem ser anotadas as
profundidades das transições de camadas detectadas por exame tátil-
visual e da mudança de coloração de materiais trazidos à boca do
furo pelo trado helicoidal ou pela água de circulação.
Ilustração:

O Nspt repesenta o índice de resistência à penetração e é


utilizado para mensurar a capacidade de suporte do solo é assumido
como a soma dos golpes das duas últimas penetrações. Alguns
chamam o Nspt de quantidade de golpes para o último 30cm, outros
dos dois últimos 15cm. O exemplo dado tem como Nspt sendo: Nspt
= 6+6 = 12.
A NBR 6484/01 recomenda a tabela abaixo para correlacionar o
resultado Nspt à consistência (solos argilosos) ou
compacidade (solos arenosos).

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FCC, TRT, 2015 - No reconhecimento de solos por meio de


sondagens, um tipo muito utilizado é a sondagem à percussão.
Afirmar que uma areia possui SPT igual a 2 significa que esta é uma
areia
(A) rija. (B) compacta. (C) fofa. (D) dura. (E) mole.
__________________________

GABARITO C - Voltando à tabela anterior, encontrará designação fofa para areia


com SPT=2

Acessoriamente, pode-se adicionar à composição do ensaio SPT um


torquímetro na parte superior da haste e aplicar um torque.
Resumidamente, ao concluir a cravação do amostrador padrão,
passa-se a aplicar o torque para medir a resistência do solo à rotação
do amostrador. O dado obtido é um parâmetro adicional à resistência
à penetração, por meio da aferição do torquímetro é possível estimar
o atrito lateral resistente. O nome dado ao ensaio passa a ser
“ensaio SPT-T”.

A sondagem rotativa emprega equipamentos que permitem a


retirada de testemunhos de rochas. É um ensaio de reconhecimento
e, muitas vezes, subsídiário ao SPT, ou seja, quando é dado como
impenetrável para a sondagem SPT, a sondagem rotativa se torna
uma solução. Havendo o emprego conjunto de ambas, dá-se o nome
de sondagem mista.

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A extração do testemunho é obtida pela rotação e prensagem de um
barrilete dotado de coroa diamantada. Obtemos a partir da sondagem
rotativa: extração de testemunhos, verificação de possíveis
descontinuidade do maciço rochoso, classificação litológica da rocha,
estado de alteração da rocha, grau de faturamento e RQD (Rock
Quality Desigation).

O ensaio CPT também pode ser chamado de ensaio de cone, caso


venha incluso a sigla CPTu diz-se ensaio de piezocone.

O ensaio CPT consiste na cravação por prensagem de um ponteira


cônica a uma velocidade de 2cm/s, podendo ser classificado como
ensaio estático. Como não coleta amostra, alguns chamam de ensaio
semidireto. O avanço ocorre de 20 em 20cm e há diversos modelos
de ponteiras cônicas, quando receberem sensores de poro-pressão
passam a chamar de piezocone. O sistema é computadorizado, os
dados coletados pela ponteira são transmitidos a um computador,
seja por um cabo interno, ou por sinal.

Através do ensaio podemos mensurar resistência de ponta,


atrito lateral, poro-pressão e identificação indireta do solo.

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É possível utilizar correlações com a finalidade de estimar diversos
parâmetros, tais como:

SOLOS ARENOSO: peso específico, densidade relativa, parâmetro de


estado, coeficiente de empuxo no repouso, ângulo de atrito interno
efetivo, módulo de deformabilidade, edométrico e cisalhamento
máximo.

SOLO ARGILOSO: peso específico, resistência não drenada, razão de


pré-adensamento, coeficiente de permeabilidade.

ESAF, DNIT, 2013 [ADAPTADA] – No ensaio CPT são realizadas


medidas de resistência de ponta e de atrito lateral, além do
monitoramento das pressões neutras geradas durante a cravação.

( ) CERTO ( ) ERRADO

__________________________

GABARITO ERRADO - O ensaio CPT não mede a pressão neutra (poro-pressão),


mas,sim, o ensaio CPTu.

Segundo SCHNAID e ODEBRECHT, o ensaio de palheta (van test) é


tradicionalmente empregado na determinação da resistência ao
cisalhamento não drenada (Cu) de depósitos de argilas moles. Esse
ensaio, sendo passível de interpretação analítica, assumindo-se a
hipótese de superfície de ruptura cilíndrica, serve de referência a
outras técnicas e metodologias cuja interpretação requer a adoção de
correlações semiempíricas. Complementarmente, busca-se obter
informações quanto à história de tensões do solo indicada pelo perfil
da razão de pré-adensamento (OCR).

A NBR 10905/89 (ou MB-3122) preconiza sobre ensaio de palheta in


situ. É importate frisar que o ensaio aplica-se a solos argilosos
(coesivos) saturados, podendo ter consistência de mole a rija. O
equipamento consiste em uma paplheta de seção cruciforme que,
quando cravada, é submetida a um torque necessário para cisalhar o
solo por rotação em condições não drenadas.

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Através do ensaio de palheta é possível obter o valor da resistência
ao cisalhamento não drenada, resistência não drenada amolgada
(Cur) e a sensibilidade (St) da argila.

O ensaio pressiométrico consiste em utilizar um elemento


cilíndrico (sonda pressiométrica) para aplicar uma pressão uniforme
nas paredes de um furo de sondagem, através de uma membrana
flexível, promovendo uma expansão de uma cavidade cilíndrica na
massa de solo.
Este ensaio é de simples execução e fornece uma medida contínua do
comportamento tensão x deformação do solo durante a expansão da
cavidade cilíndrica. Existem variações do ensaio: pressiômetros em
pré-furo, pressiômetro autoperfurante, pressiômetro cravado.
Através dos resultados (tensão x deformação) é possível estimar o
diversos parâmetros geotécnicos (estado de tensões no repouso,
resistência ao cisalhamento não drenada, ângulo de atrito). O
parâmetro obtido de maior interesse geotécnico é o módulo de
deformabilidade do solo.

UFG, UFG, 2018 - Processos de investigação do subsolo são


necessários para o projeto de fundações para estruturas. Em casos
especiais, pode ser necessário determinar in situ as resistências de
ponta e de atrito lateral do solo para, por exemplo, realizar a
cravação de estacas. Neste caso, o processo de investigação do

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subsolo, que permite a determinação dessas propriedades do subsolo,
é
(A) a sondagem à percussão com SPT.
(B) o ensaio pressiométrico.
(C) o ensaio de penetração de cone.
(D) o ensaio de palheta.
__________________________

GABARITO C - Através do ensaio de penetração de cone podemos mensurar


resistência de ponta, atrito lateral, poro-pressão e identificação indireta do solo

A sondagem a trado é admitida em investigação geotécnica, porém


a técnica oferece limitações. Resumidamente, consiste na escavação
de fuste por intermédio de um trado tipo cavadeira e quando o
avanço se tornar difícil, passa-se para o trado helicoidal. Há coleta de
amostras deformadas: quando forem homogêneas são coletadas a
cada metro, caso haja mudança no transcorrer do metro perfurado, as
amostras devem ser coletadas dos diferentes tipos de materiais.

Embora a sondagem a trado não seja capaz de fornecer a capacidade


de suporte do solo, oferece a identificação do solo e suas respectivas
profundidades de ocorrência, assim como o nível do lençol freático.

FGV, COMPESA, 2014 - Com relação à sondagem em solos, assinale


V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A sondagem a trado consiste em perfurações executadas com


trados manuais, tipo cavadeira espiral ou helicoidal.

( ) O ensaio de cone consiste, basicamente, na cravação no solo, a


uma velocidade rápida e constante, de uma haste com ponta cônica.

( ) As sondagens mistas são uma combinação de um equipamento de


sondagem rotativa com um equipamento de sondagem a percussão.
As afirmativas são, respectivamente,

(A) F, V e V (B) V, F e V (C) F, V e F

(D) F, F e V (E) V, V e F

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__________________________

GABARITO B – Os itens I e III estão corretos. Em relação ao item II, o ensaio de cone
consiste em ensaio estático, logo não se trata de execução com velocidade rápida.

TIPOS DE FUNDAÇÕES
As fundações podem ser classificadas como rasas (direta) e profunda.
Acerca da definição objetiva para classificar uma fundação como rasa
ou profunda, pode-se empregar o critério da NBR 6122/2019:

Fundação rasa (direta ou superficial) é elemento de


fundação cuja base está assentada em profundidade inferior a
duas vezes a menor dimensão da fundação, recebendo aí as
tensões distribuídas que equilibram a carga aplicada; para esta
definição adota-se a menor profundidade, caso esta não seja
constante em todo o perímetro da fundação.

Fundação profunda é elemento de fundação que transmite a


carga ao terreno ou pela base (resistência de ponta) ou por sua
superfície lateral (resistência de fuste) ou por uma combinação
das duas, sendo sua ponta ou base apoiada em uma
profundidade superior a oito vezes a sua menor dimensão em
planta e no mínimo 3,0 m; quando não for atingido o limite de
oito vezes, a denominação é justificada. Neste tipo de fundação
incluem-se as estacas e os tubulões

Segundo a NBR 6122/19, sapatas são elementos de fundação rasa,


de concreto armado, dimensionado de modo que as tensões de tração
nele resultantes sejam resistidas pelo emprego de armadura
especialmente disposta para esse fim. Os blocos de fundação são
elemento de fundação rasa de concreto ou outros materiais tais como
alvenaria ou pedras, dimensionado de modo que as tensões de tração
nele resultantes sejam resistidas pelo material, sem necessidade de
armadura.

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A rigidez, as dimensões e o tipo de solo de apoio das sapatas


interferem na interação solo-estrutura. Veja pela figura a seguir que a
pressão de contato é diferente a cada caso.

A NBR 6118/14 menciona que para a sapata rígida pode-se admitir


plana a distribuição de tensões normais no contato sapata-terreno,
caso não se disponha de informações mais detalhadas a respeito.
Para sapatas flexíveis ou em casos extremos de fundação em rocha,
mesmo com sapata rígida, essa hipótese deve ser revista.

As excentricidades podem acrescentar esforços à fundação em


razão do acréscimo de momento fletor. Há diversas formas de obter-
se cargas excentricas. Todavia, em relação à forma geométrica da
sapata temos que ter uma atenção especial, visto a viga alavanca ser
uma das soluções.

A figura a seguir mostra um núcleo de inércia. Caso a excentricidade


situe-se fora deste núcleo, haverá solicitações de tração no solo.

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A norma diz que o dimensionamento geotécnico de uma fundação


rasa solicitada por carregamento excêntrico deve ser feito
considerando-se que o solo é um elemento não resistente à tração.

Ela ainda menciona que no dimensionamento da fundação superficial,


a área comprimida deve ser de no mínimo 2/3 da área total, se
consideradas as solicitações características, ou 50% da área total, se
consideradas as solicitações de cálculo.

Viga alavanca ou de equilíbrio é elemento estrutural que recebe


as cargas de um ou dois pilares (ou pontos de carga) e é
dimensionado de modo a transmiti-las centradas às fundações. Da
utilização de viga de equilíbrio resultam cargas nas fundações
diferentes das cargas dos pilares nelas atuantes.

Quando ocorre uma redução de carga devido à utilização de viga


alavanca, a fundação deve ser dimensionada considerando-se apenas
50% desta redução. Quando a soma dos alívios totais puder resultar
em tração na fundação do pilar aliviado, sua fundação deve ser
dimensionada para suportar a tração total e pelo menos 50 % da
carga de compressão deste pilar (sem o alívio).

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A respeito da sapata associada, havia bastante questões
divergentes antes da vigência da nova norma. A revisão em 2019
inovou o conceito e somos gratos, pois a versão 2010 trazia um
conceito altamente abstrato.

NBR 6122/19: sapata associada sapata comum a dois pilares; a


denominação se aplica também a sapata comum a mais do que
dois pilares, quando não alinhados e desde que representem
menos de 70 % das cargas da estrutura

NBR 6122/10: Comum a mais de um pilar

NBR 6122/86: (ou radier parcial) Sapata comum a vários


pilares, cujos centros, em planta, não estejam situados em um
mesmo alinhamento

A nova norma também inovou no conceito de sapata corrida.

NBR 6122/19: sapata sujeita à ação de uma carga distribuída


linearmente ou de três ou mais pilares ao longo de um mesmo
alinhamento, desde que representem menos de 70 % das cargas
da estrutura

NBR 6122/10: Sapata sujeita à ação de uma carga distribuída


linearmente ou de pilares ao longo de um mesmo alinhamento

NBR 6122/86 [ADAPTADO]: Sapata corrida era a sapata sujeita


à ação de uma carga distribuída linearmente. Enquanto que viga
de fundação era o elemento de fundação superficial comum a
vários pilares, cujos centros, em planta, estejam situados no
mesmo alinhamento

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A nova norma limita a carga dos pilares, para efeito de sapatas, em


70% porque o elemento de fundação superficial que receber pilares
que expressem mais do que 70% das cargas será classificado como
radier.

NBR 6122/19: radier é elemento de fundação rasa dotado de


rigidez para receber e distribuir mais do que 70 % das cargas da
estrutura.

NBR 6122/10: Elemento de fundação superficial que abrange


todos os pilares da obra ou carregamentos distribuídos (por
exemplo: tanques, depósitos, silos, etc.)

Veja um exemplo dos conflitos que existem em questões sobre


conceitos de fundações. Observe que ambas foram aplicadas
posteriormente à revisão de 2010.

UFG, CELG, 2014 - O elemento de fundação superficial comum a


vários pilares, cujos centros, em planta, estejam situados no mesmo
alinhamento é denominado

(A) radier parcial. (B) sapata corrida. (C) viga de fundação.

(D) sapata associada. (E) grelha linear.

__________________________

GABARITO B – Vários pilares alinhados, aos moldes da NBR 6122/10, era de sapata
corrida. Com a vigência da NBR 6122/19 deverão existir ao menos 3 pilares e não
podem representar mais do que 70% das cargas da estrutura.

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FGV, TCM, 2015 - O elemento de fundação superficial comum a
vários pilares, cujos centros, em planta, estão situados em um mesmo
alinhamento é:

(A) a sapata; (B) o bloco; (C) a sapata associada;

(D) a viga de fundação; (E) a grelha.

__________________________

GABARITO D – A antiga NBR 6122/86 distinguia sapata corrida da viga de fundação.


Assim, sapata corrida era dada para situações de cargas distribuídas (alvenaria e
etc) e viga de fundação para suportar vários pilares alinhados.

Grelha de fundação é elemento de fundação constituído por um


conjunto de vigas que se cruzam nos pilares

Caixão de fundação é elemento de fundação profunda de forma


prismática, concretado na superfície e instalado por escavação
interna.

UFG, IFGO, 2013 - Ao se projetar as fundações para um edifício


optou-se pela utilização de fundações superficiais e, ao final do
dimensionamento, verificou-se que a área de sapatas correspondia a,
aproximadamente, ¾ da área da construção. Optou-se, então, pela
utilização de um único elemento estrutural de fundação, abrangendo
todos os pilares. Esse elemento é denominado:
(A) sapata associada. (B) radier. (C) sapata corrida. (D) caixão.
__________________________

GABARITO B – Embora não haja a presença dos estritos termos da norma, a


alternativa mais adequada seria radier, visto que não houver especificação de
precisasse os conceitos das demais alternativas. Vale também para bagagem para
outras provas da banca.

São alguns detalhes relevantes sobre as fundações diretas:


- A sapata não pode ter dimensões menores que 60cm. Profundidade
Mínima de 150cm (salvo quando assente em rocha ou quando,
majoritariamente, as sapatas tiverem dimensões inferiores a 100cm
- No caso de fundações do tipo sapata próximas, porém situadas em
cotas diferentes, a reta de maior declive que passa pelos seus bordos
deve fazer, com a vertical, um ângulo α com os valores:

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a) solos pouco resistentes α ≥ 60°


b) solos resistentes α=45°
c) rochas α=30°
A fundação situada em cota mais baixa deve ser executada em
primeiro lugar, a não ser que se tomem cuidados especiais.
- Todas as partes da fundação rasa (direta ou superficial) em contato
com o solo (sapatas, vigas de equilíbrio etc.) devem ser concretadas
sobre um lastro de concreto não estrutural com no mínimo 5 cm de
espessura, a ser lançado sobre toda a superfície de contato solo-
fundação. No caso de rocha, esse lastro deve servir para
regularização da superfície e, portanto, pode ter espessura variável,
observado, no entanto o mínimo de 5 cm.
- Deve-se evitar apoiar fundações diretas em:
- Solos compressíveis: solos que apresentam deformações
elevadas quando solicitados por sobrecargas pouco significativas
ou mesmo por efeito de carregamento devido ao seu peso
próprio. Ex: argila mole e muito mole;
- Solos expansivos: solos que, por sua composição mineralógica,
aumentam de volume quando há acréscimo do teor de umidade;
- Solos de baixa capacidade de suporte. Em geral evite quando o
boletim de sondagem apontar Nspt ≤ 5. Trata-se apenas de um
número para memorizar, pois o limite abrange solos arenosos
fofos, assim como solos argiloso moles e muito moles.
- O lençol freático também pode inviabilizar o uso de fundações
diretas, especialmente no contexto econômico.
Em sentido GERAL, é preferível apoiar a fundação direta em areia,
visto a perspectiva de não sofrer o recalque por adensamento como
na argila. Por outro lado, é preferível escavar na argila, visto a
perspectiva de estabilidade lateral da escavação em razão da sua
propriedade coesiva. Entretanto, não entenda isso como regra
universal, apenas como princípio, pois outros parâmetros geotécnicos
também interferem, além do tipo de solo.

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IBADE, PREF. JARU, 2019 - Para o dimensionamento da área de


uma sapata, foi adotada a tensão admissível do solo igual a 0,2 MPa.
Se a carga total de cálculo atuante sobre essa sapata é igual a 400
kN, a área mínima dessa sapata, em cm2 , deve ser:
(A) 200 (B) 2.000 (C) 20.000 (D) 200.000 (E) 2.000.000
__________________________

GABARITO C – Exercício resolvido em sala de aula

FCC, TRE/PA, 2015 - Para a fundação dos pilares P5 e P6 com carga


de 1.750 kN cada um, projetou-se uma sapata associada. Dados:

Se a taxa admissível do solo for 0,25 MPa, a área da base da sapata,


em m2, será
(A) 20. (B) 14. (C) 4. (D) 8. (E) 10.
__________________________

GABARITO B – Exercício resolvido em sala de aula

CESPE, TRE/ES, 2011 - A excentricidade de uma carga vertical,


atuante sobre uma sapata retangular, em relação ao centro da área
em planta dessa sapata, não influencia a capacidade de carga do
terreno, desde que a excentricidade seja menor que 1/3 da maior
dimensão da sapata.
( ) CERTO ( ) ERRADO
__________________________

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GABARITO ERRADO – A excentricidade em si já interfere a reação de suporte do
solo, pois acrescenta momento na fundação. Além disso, é preferível que a
excentricidade situe-se dentro do núcleo que consiste em 1/6 (e não 1/3) da
dimensão avaliada para transmitir somente solicitação de compressão. A
excentricidade que superar o núcleo sujeitará o solo a tensões de tração e, de
acordo com o norma, o solo é um elemento não resistente à tração.

FEPESE, PREF. PALHOÇA, 2014 - Com relação ao estudo das


estruturas de fundação, em concreto armado, é correto afirmar:
(A) Uma sapata flexível tem variação linear das pressões de contato.
(B) A adoção de altura variável proporciona uma economia
considerável de concreto nas sapatas maiores.
(C) As sapatas, em geral, possuem pequena rigidez, especialmente no
caso de cargas excêntricas.
(D) Caso haja excentricidade no carregamento de uma sapata, o
momento decorrente dessa excentricidade jamais será suficiente para
provar rotação na sapata.
(E) Para dimensionamento estrutural da fundação, pode-se admitir
que a pressão de contato atue somente no centro geométrico da
sapata.
__________________________

COMENTÁRIOS

(A) A sapata flexível apresenta variação de pressão de contato a depender do tipo


de solo. Em argilas, a pressão será maior no centro. Em areia, a pressão é menor no
centro em razão do efeito do confinamento. Por outro lado, a NBR 6118/14 diz que
para a sapata rígida pode-se admitir plana a distribuição de tensões normais no
contato sapata-terreno.

(B) CORRETA

(C) Há sapatas rígidas o suficiente para atender solicitações provenienetes de


cargas excêntricas.

(D) A assertiva é muito abrangente. É admitido que um momento decorrente de


excentricidade produza a rotação da sapata, para isso deve-se verificar em projeto.

(E) A forma de distribuição das pressões de contato depende da rigidez da sapata e


do tipo do solo. Em caso de dúvida, devem ser programadas provas de carga em
placas que simulem o comportamento destes elementos, com interpretação de
resultados que considere o efeito de escala.

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UFG, UFG, 2018 - Para a resolução desta questão, observe a Figura
6 que mostra dois pilares apoiados em sapatas isoladas que são
ligadas por uma viga de equilíbrio (VE). O pilar P1 localiza-se na divisa
do terreno e solicita a fundação com uma carga total de 2000 kN. O
pilar P2 é um pilar interno e solicita a fundação com uma carga total
de 1200 KN.

Sabendo que a tensão admissível do solo é igual a 0,4 MPa, qual é a


área da sapata em que se apoia o pilar P2?
(A) 1,50 m² (B) 2,13 m² (C) 2,34 m² (D) 3,00 m²
__________________________

GABARITO C – Exercício resolvido em sala de aula.

UFG. PREF. CALDAS NOVAS, 2014 - Para a resolução desta


questão, considere a Figura 4 a seguir.

A Figura 4 mostra a projeção, em planta, de uma sapata rígida


submetida a uma carga vertical (V) de 200 kN e um momento fletor

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(Mx) de 80 kNm que tende a girar a sapata em torno do eixo y. Essa
sapata tem dimensões B = 100 cm e L = 200 cm e ex representa o
ponto de aplicação da carga vertical excêntrica (V). Nessas condições,
a tensão máxima de compressão no solo sob essa sapata, em MPa,
vale
(A) 0,11 (B) 0,22 (C) 0,33 (D) 0,44
__________________________

GABARITO B – Exercício resolvido em sala de aula.

CAPACIDADE DE CARGA DAS FUNDAÇÕES DIRETAS

Termos e definições, segundo a NBR 6122/2019:


- Tensão admissível: máxima tensão que, aplicada ao terreno
pela fundação rasa ou pela base de tubulão, atende, com fatores
de segurança predeterminados, aos estados limites últimos
(ruptura) e de serviço (recalques, vibrações etc.)
- Tensão resistente de cálculo: valor de tensão resultante da
divisão do valor característico da tensão de ruptura geotécnica
pelo coeficiente de ponderação (redução, no caso) da resistência
última
A NBR 6122/2019 admite a determinação da tensão admissível ou da
tensão resistente de cálculo pelos métodos para verificação de ELU:
- Teóricos ou Analíticos: teorias de capacidade de carga (Terzaghi,
Skempton)
- Semiempíricos: relacionam resultados de ensaios com tensões
admissíveis ou resistentes de cálculo (SPT, CPT, etc)
- Prova de carga sobre placa: ensaio realizado conforme a NBR
6489
A verificação da segurança na compressão deve respeitar fatores de
segurança e coeficientes de ponderação estabelecidos pela norma.

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O projeto deve assegurar que as fundações apresentem segurança
contra:
a) estados limites últimos: associados a colapso parcial ou total da
obra;
b) estados limites de serviço: associados a deformações, fissuras e
vibrações que comprometem o uso da obra.
NBR 6122/2019, 7.6.3 – Cargas Horizontais: Para equilibrar a
força horizontal que atua sobre uma fundação em sapata ou
bloco, pode-se contar, além da resistência ao cisalhamento no
contato solo-fundação, com o empuxo passivo, desde que se
assegure que o solo não possa ser removido durante a vida útil
projetada da construção. O valor calculado do empuxo passivo
deve ser reduzido por um coeficiente de no mínimo 2,0, visando
limitar deformações.
Em relação ao método semiempírico, ALONSO sugere a
aproximação da taxa admissível do solo através das expressões:
SAPATAS: σadm = (SPT)médio / 50 [MPa] ou σadm = (SPT) médio / 5
[KN/cm²] → para solos com SPT ≤ 20
TUBULÕES: σadm = (SPT) médio / 30 [MPa] ou σadm = (SPT) médio / 3
[KN/cm²] → para solos com SPT ≤ 20
Para a obtenção do (SPT)médio deve-se estimar a profundidade do
bulbo de pressão. Ele orienta a adotar para sapatas o dobro da menor
dimensão (B) e para tubulões o dobro do diâmetro da base (D).

Recentemente a ABNT revisou a norma que preconiza sobre prova


de carga estática em fundação direta. Para consulta, a norma é a
NBR 6489/2019. O ensaio consiste, basicamente, na aplicação de

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esforços estáticos axiais de compressão à placa e registro dos
deslocamentos correspondentes. A cota da superfície carregada deve
ser preferencialmente a mesma que a maioria das eventuais bases de
maior importância da futura fundação. Os carregamentos aplicados
devem ser em estágios iguais e sucessivos.

Obtém-se do ensaio uma curva tensão x deslocamento(ou recalque),


como mostra o gráfico a seguir. Pode-se notar a aplicação de
carregamento sucessivamente pelo desenho em “escada”. Ao fim,
isto é, após o descarregamento completo o solo não recupera
totalmente as deformações.

O gráfico pode variar a depender do tipo de solo, pois a forma de


ruptura pode ser distinta. ALONSO menciona que se pode classificar
em ruptura geral (bem definida) e ruptura local ou localizada (não
definida). A primeira é típica de solos mais resistentes (argilas rijas,
areias compactas), enquanto que a segunda é típica de solos de baixa
resistência (argilas moles, areias fofas).

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Desta forma, há métodos diferentes para tratar cada resultado. A
tensao admissível do solo pode ser determinada conforme segue:

Solos com predominância de ruptura geral:

σadm = σR/FS

Em geral FS=2,0

Solos com predominância de ruptura local:

σadm é o menor entre: σ25/2 e σ10, onde:

σ25 → tensão com recalque de 25mm

σ10 → tensão com recalque de 10mm

UFG, CELG-D, 2014 - Para o projeto das fundações em sapatas de


uma edificação foi realizada uma prova de carga direta, obtendo-se a
curva tensão-recalque mostrada na figura 1, a seguir.

Considerando que no projeto foi utilizada uma tensão admissível igual


a 133 kPa, o fator de segurança correspondente é, então, igual a

(A) 2,0 (B) 2,1 (C) 2,2 (D) 2,3 (E) 2,4

__________________________

GABARITO B – σadm = σR/FS → 133 = 280/FS → FS=2,10

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FCC, TRT-6, 2012 - Considere o gráfico a seguir.

Na estimativa da capacidade de carga, a curva pressão versus


recalque representa dois casos extremos: solos que apresentam curva
de ruptura geral e solos que apresentam ruptura local. No gráfico da
figura, a curva A representa solos de ruptura

(A) geral, isto é, com tensão de ruptura bem definida, característica


de solos bem resistentes (argilas rijas e areias compactas).

(B) geral, isto é, com tensão de ruptura bem definida, característica


de solos de baixa resistência (argilas moles e areias fofas).

(C) geral, isto é, com tensão de ruptura não definida, característica


de solos com elevado índice de vazios (argilas moles e areias fofas).

(D) local, isto é, com tensão de ruptura não definida, característica


de solos de baixa resistência (argilas moles e areias fofas).

(E) local, isto é, com tensão de ruptura bem definida, característica


de solos bem resistentes (argilas rijas e areias compactas).

__________________________

GABARITO A - Exercício resolvido em sala de aula.

O tubulão a céu aberto é elemento de fundação profunda em que,


pelo menos na etapa final da escavação do terreno, faz-se necessário
o trabalho manual em profundidade para executar o alargamento de
base ou pelo menos para a limpeza do fundo da escavação, uma vez
que neste tipo de fundação as cargas são resistidas
preponderantemente pela ponta.

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Resumo da fundação tipo tubulão: Moldada in loco, escavada
(manual e/ou mecanicamente), fundação profunda e direta
(Alargamento da Base), o lençol freático pode inviabilizar o uso do
tubulão a céu aberto.

O tubulão não precisa, necessariamente, ser todo armado. A norma


prevê, por sua vez, que haja ao menos 3,0m de comprimento útil de
armadura (incluindo trecho de ligação com o bloco). Por outro lado,
será necessário armar sempre que houver socilitação de tração,
flexão ou tensões de compressão simples maiores que 5MPa.

A especificação do concreto sofre influência da classe de


agressividade do ambiente (CAA):

CAA I e II: pelo menos C25, abatimento entre 100 mm e 160


mm S100, diâmetro de agregado de 9,5 mm a 25 mm e teor de
exsudação inferior a 4 %, consumo mínimo de cimento de 280
kg/m3 e fator a/c ≤ 0,6.

CAA III e IV: pelo menos C40, abatimento entre 100 mm e 160
mm S 100, diâmetro de agregado de 9,5 mm a 25 mm e teor de
exsudação inferior a 4%, consumo mínimo de cimento de 360
kg/m 3 e fator a/c ≤ 0,45.

A estaca pré-moldada ou pré-fabricada de concreto é estaca


constituída de segmentos de pré-moldado ou pré-fabricado de
concreto e introduzida no terreno por golpes de martelo de gravidade,
de explosão, hidráulico ou por martelo vibratório. Para fins
exclusivamente geotécnicos não há distinção entre estacas pré-
moldadas e pré-fabricadas, e para os efeitos da Norma elas são
denominadas pré-moldadas.

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Resumo da fundação tipo estaca pré-moldada: Podem ser tanto
de concreto armado quanto de concreto protendido; a cravação pode
ser feita por percussão, prensagem ou vibração; éestaca de
deslocamento (gera vibrações no terreno); terrenos muito resistentes
podem exigir um desconfinamento do solo através de pré-perfurações
ou uso de jato d’água, mas de modo que a cravação final não receba
influência desse recurso; podem ser emendadas; a nega e o repique
devem ser medidos em todas as estacas; o topo da estaca, acima da
cota de arrasamento, deve ser demolido; são soluções adequadas
para atravessar camadas de solos que prejudicariam a estabilidade
de fuste escavado (solos moles e areias submersas).

Repique: parcela elástica da penetração máxima de uma


estaca, decorrente da aplicação de um golpe do martelo ou
pilão.

Nega: medida da penetração permanente de uma estaca,


causada pela aplicação de um golpe de martelo ou pilão, sempre
relacionada com a energia de cravação. Dada a sua pequena
grandeza, em geral é medida para uma série de dez golpes

No caso de ocorrência de camada de argila mole, devem ser


utilizadas estacas com características estruturais mínimas em função
dos comprimentos cravados, considerados a espessura da camada de
argila mole, o processo de cravação, a inércia do elemento, o número
de emendas, a linearidade do eixo e os momentos de segunda ordem.

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VUNESP, FUNDACAO CASA, 2013 - A medida de penetração
permanente de uma estaca, causada pela aplicação de um golpe de
martelo ou pilão sempre relacionada com a energia de cravação, é
denominada

(A) cota de arrasamento. (B) nega. (C) repique.

(D) tensão admissível. (E) carga admissível de uma estaca.

__________________________

GABARITO B - Exercício resolvido em sala de aula.

A estaca de reação (mega ou prensada) é estaca de concreto ou


metálica introduzida no terreno por meio de macaco hidráulico
reagindo contra uma estrutura já existente ou criada especificamente
para esta finalidade. Durante a cravação deve ser realizado o “gráfico
de cravação” anotando-se a carga aplicada à estaca à cada metro e
cravação.

Resumo da fundação tipo estaca mega: adequada para reforços


(recalque diferencial); permite a execução em lugares confinados;
estaca de reação com cravação estática (prensada); fundação
indireta; estaca de deslocamento; executada por meio de segmentos
de pré-moldados (1,5 m, 3 m ou 5 m) justapostos com auxílio de
macaco hidráulico; baixa vibração, cravação estática.

SELECON, PREF CUIABA, 2018 - As estacas prensadas possuem


como característica principal a cravação no terreno de elementos pré-
moldados, um após o outro, justapostos, até se conseguir o
comprimento desejado, utilizando para isso macaco hidráulico,

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29
encontrando reação no peso da própria estrutura a reforçar ou então
em sobrecargas adicionais convenientes.

Essa descrição refere-se ao método executivo das estacas tipo:

(A) Escavada (B) Raiz (C) Mega (D) Strauss

__________________________

GABARITO C - Exercício resolvido em sala de aula.

A estaca hélice contínua monitorada é estaca de concreto


moldada in loco, executada mediante a introdução no terreno, por
rotação, de um trado helicoidal contínuo no terreno e injeção de
concreto pela própria haste central do trado, simultaneamente à sua
retirada, sendo a armadura introduzida após a concretagem da estaca

Resumo da fundação tipo estaca hélice contínua monitorada:


escavada e moldada in loco; executada por rotação contínua de um
trado helicoidal; a injeção de concreto é feita pela haste central do
trado; a pressão do concreto deve ser sempre positiva para evitar a
interrupção do fuste; a colocação de armadura é feita imediatamente
posterior à concretagem.

A estaca hélice contínua monitorada não precisa, necessariamente,


ser toda armada. A norma prevê, por sua vez, que haja ao menos
4,0m de comprimento útil de armadura (incluindo trecho de ligação
com o bloco). Por outro lado, será necessário armar sempre que
houver socilitação de tração, flexão ou tensões de compressão
simples maiores que 6MPa.

A especificação do concreto sofre influência da classe de


agressividade do ambiente (CAA):

CAA I e II: pelo menos C30, abatimento entre 220 mm e 260


mm S 220, diâmetro de agregado de 4,75 mm a 12,5 mm e teor
de exsudação inferior a 4 %, consumo mínimo de cimento de 400
kg/m 3 e fator a/c ≤ 0,6

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CAA III e IV: pelo menos C40, abatimento entre 220 mm e 260
mm S 220, diâmetro de agregado de 4,75 mm a 12,5 mm e teor
de exsudação inferior a 4 %, consumo mínimo de cimento de 400
kg/m 3 e fator a/c ≤ 0,45.

FGV, COMPESA, 2014 - A estaca constituída por concreto, moldada


“in loco”, que é executada por meio de trado contínuo e injeção de
concreto pela própria haste do trado, é a

(A) estaca prensada. (B) estaca escavada.

(C) estaca tipo hélice contínua. (D) estaca apiloada.

(E) estaca premoldada

__________________________

GABARITO C - Exercício resolvido em sala de aula.

A estaca Franki é moldada in loco executada pela cravação, por


meio de sucessivos golpes de um pilão, de um tubo de ponta fechada
por uma bucha seca constituída de pedra e areia, previamente
firmada na extremidade inferior do tubo por atrito. Esta estaca possui
base alargada e é integralmente armada. Atingida a cota de projeto e
obtida a nega especificada, expulsa-se a bucha através de golpes do
pilão com o tubo preso à torre. A seguir introduz-se um volume de
concreto seco (fator água/cimento = 0,18), formando assim a base.

Resumo da fundação tipo franki: moldada in loco; necessidade de


revestimento recuperável; tem base alargada; fundação indireta; a
cravação do tubo é por meio de sucessivos golpes de um pilão em

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uma bucha seca de pedra e areia aderida ao tubo; há a colocação
integral de armadura; a retirada do revestimento acontece com a
concretagem; produz bastante vibração, podendo gerar patologias
em edificações vizinhas; é uma estaca de deslocamento (estaca
cravada); não deve ser utilizada estaca Franki em terrenos com areias
submersas ou com argilas moles saturadas.

No caso de execução de uma estaca tipo Franki, é necessário que


todas as demais estacas situadas em um círculo igual a cinco vezes o
diâmetro da estaca estejam cravadas e concretadas há pelo menos
12 h.

Quando se deseja eliminar o risco de levantamento das estacas


vizinhas ou minimizar os efeitos de vibração, deve-se empregar
metodologia executiva apropriada, como pré-furo, “cravação a
tração” ou furo de alívio.

Pelo menos 1 % das estacas, e no mínimo uma por obra, deve ser
exposta abaixo da cota de arrasamento e, se possível, até o nível
d’água, para verificação da sua integridade e qualidade do fuste.

A especificação do concreto sofre influência da classe de


agressividade do ambiente (CAA):

CAA I, II, III e IV: pelo menos C20, consumo de cimento igual
ou superior a 350 kg/m3

FCC, MPE/PE, 2012 - As fundações profundas do tipo estaca podem


ser classificadas em duas categorias: estacas de deslocamento e as

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estacas escavadas. As primeiras são introduzidas no terreno por
algum processo que não promova a retirada do solo, o que ocorre no
segundo processo. Um exemplo de estaca de deslocamento é

(A) a barrete. (B) a estaca Strauss. (C) a estaca hélice contínua.

(D) o estacão. (E) a estaca Franki.

__________________________

GABARITO E - Exercício resolvido em sala de aula.

AOCP, UFMS, 2014 - “Estaca de concreto armado moldada no solo,


que usa um tubo de revestimento cravado dinamicamente com ponta
fechada por meio de bucha, e recuperado após a concretagem da
estaca”.

A que tipo de estaca se refere esse processo construtivo?

(A) Estaca tipo hélice contínua. (B) Estaca tipo Strauss.

(C) Estaca tipo broca (D) Estaca tipo Franki. (E) Estaca tipo raiz.

__________________________

GABARITO D - Exercício resolvido em sala de aula.

A estaca Strauss é executada por perfuração do solo com uma


sonda ou piteira e revestimento total com camisa metálica,
realizando-se gradativamente o lançamento e apiloamento do
concreto, com retirada simultânea do revestimento.

Resumo da fundação tipo strauss: moldada in loco; escavada; uso


de Sonda (Piteira); uso de revestimento recuperável (deve ser
retirado de forma lenta); a retirada do revestimento acontece em
simultâneo com a concretagem; há o apiloamento do concreto para
melhor adensá-lo; não deve ser utilizado em areias submersas ou em
argilas moles saturadas.

A estaca strauss não precisa, necessariamente, ser toda armada. A


norma prevê, por sua vez, que haja ao menos 2,0m de comprimento
útil de armadura (incluindo trecho de ligação com o bloco). Por outro
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lado, será necessário armar sempre que houver socilitação de tração,
flexão ou tensões de compressão simples maiores que 5MPa.

A ponta da estaca deve estar em material de baixa permeabilidade


para permitir as condições necessárias para limpeza e concretagem.

Pelo menos 1 % das estacas, e no mínimo uma por obra, deve ser
exposta abaixo da cota de arrasamento e, se possível, até o nível
d’água, para verificação da sua integridade e qualidade do fuste.

A especificação do concreto sofre influência da classe de


agressividade do ambiente (CAA):

CAA I, II: pelo menos C20, consumo de cimento igual ou


superior a 350 kg/m3, abatimento ou slump test conforme entre
8 cm e 12 cm para estacas não armadas e de 12 cm a 14 cm
para estacas armadas, diâmetro do agregado entre 12,5 mm e
25 mm

A estaca raiz é armada e preenchida com argamassa de cimento e


areia, moldada in loco executada por perfuração rotativa ou
rotopercussiva, revestida integralmente, no trecho em solo, por um
conjunto de tubos metálicos recuperáveis.

Resumo da fundação tipo raiz: moldada in loco; uso de


revestimento recuperável (tubos rosqueáveis), introduzidos por
perfuratriz; armada em todo o comprimento; preenchida por

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argamassa (cimento e areia); fundação Indireta; na presença de solos
muito duros ou compactos, pode-se executar pré-perfuração
avançada por dentro do revestimento.

Escavadas com injeção (para a NBR 6122 estacas escavadas com


injeção são as microestacas, mas algumas bancas adotam o mesmo
conceito para estaca raiz)

Pelo fato dos tubos serem segmentados (1,0 a 1,5m) permitindo uma
altura de execução compatível com o pé direito dos pavimentos de
edifícios, a estaca raiz tem sido uma solução muito usada para
reforços de fundações.

A norma admite a estaca raiz para CAA I, II, III e IV. A argamassa a ser
utilizada deve ter fck ≥ 20 MPa e deve satisfazer: consumo de
cimento igual ou superior a 600 kg/m3, fator água/cimento entre 0,5
e 0,6.

UFG, CELG/GT, 2014 - A estaca que se caracteriza por ser escavada


por perfuratriz, com injeção e revestida em pelo menos uma parte de
seu comprimento é denominada estaca
(A) mega. (B) hélice contínua. (C) Franki. (D) raiz. (E) Strauss.
__________________________

GABARITO D - Exercício resolvido em sala de aula.

UFG, PREF. CALDAS NOVAS, 2014 - Elementos de fundação


profunda transmitem a carga ao terreno pela base e/ou pela
superfície lateral. Podem ser construídos por perfurações no terreno e
posterior preenchimento com concreto bombeado pela haste central

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do equipamento usado para a sua perfuração. Entre estes últimos
elementos, tem-se a estaca
(A) escavada com trado mecânico. (B) raiz.
(C) hélice contínua. (D) escavada com injeção.
__________________________

GABARITO C - Exercício resolvido em sala de aula.

UFG, IFGO, 2013 - Existem casos em que a carga de uma estaca é


predominantemente suportada pelo seu fuste. Como exemplo desses
casos, têm-se as estacas
(A) de ponta. (B) flutuante. (C) Franki. (D) Strauss.
__________________________

GABARITO B - Exercício resolvido em sala de aula.

UFG, UFG, 2018 - A execução da estaca hélice contínua permite


maior agilidade na conclusão do estaqueamento, tendo como
principal característica o monitoramento eletrônico e a ausência de
vibrações no solo local e nos vizinhos. Para esse tipo de fundação,
(A) a hélice contínua monitorada é executada mediante a introdução,
por rotação, de um trado helicoidal contínuo no terreno e injeção de
concreto pela própria haste central do trado, simultaneamente com a
sua retirada.
(B) a execução de estacas com espaçamento inferior a cinco
diâmetros e intervalo inferior a 24 horas é proibida. Esta distância
refere-se à estaca de maior diâmetro.
(C) a pressão do concreto deve ser sempre negativa para evitar a
interrupção do fuste e é controlada pelo operador durante a
concretagem.
(D) a colocação da armadura é feita simultaneamente à concretagem.
A armadura deve ser enrijecida para facilitar a sua colocação.
__________________________

GABARITO A - Exercício resolvido em sala de aula.

FCC, TCE/GO, 2009 - Pretende-se construir uma edificação em


concreto armado, cujos pilares terão cargas em torno de 700 kN. A
fundação técnica e economicamente mais adequada constitui em

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(A) estacas pré-moldadas com ponta na cota de -7 m a -8 m.

(B) sapatas na cota -1,5 m.

(C) estacas Strauss, já que o solo é constituído de areia fina


submersa.

(D) estacas escavadas, pois não causam vibração.

(E) fundação em tubulões a ar comprimido, já que o solo é constituído


de areia fina submersa.

__________________________

GABARITO A - Exercício resolvido em sala de aula.

CAPACIDADE DE CARGA DAS ESTACAS

Segundo ALONSO, a capacidade de carga de uma estaca é obtida


como o menor dos dois valores: a) resistência estrutural do material
da estaca b) resistência do solo que lhe dá suporte.

Segundo a NBR 6122/2019, para obter a resistência determinada por


método semiempírico, deve-se considerar o fator de segurança
global a ser utilizado para determinação da carga admissível igual a

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2,0 e para se chegar à força resistente de cálculo o ponderador deve
ser 1,4.

Segundo a NBR 6122/2019, para obter a resistência determinada por


provas de carga estáticas executadas na fase de elaboração
ou adequação do projeto1, deve-se considerar o fator de segurança
global a ser utilizado para determinação da carga admissível igual a
1,6 e para se chegar à força resistente de cálculo o ponderador deve
ser 1,14.

O método de ensaio da prova de carga estática é preconizada pela


NBR 12131/2006. Consiste basicamente em aplicar esforços estáticos
a estaca protótipo e registrar os deslocamentos correspondentes.

Assim como visto para a prova de carga sobre placa, o


comportamento de uma estaca ou tubulão, quando submetido à
prova de carga, pode não apresentar ruptura nítida. Nestas
circunstâncias, a norma estabelece procedimento aproximado.

Veja o gráfico a seguir.

Onde: ∆r é o recalque de ruptura convencional; Pr é a carga de


ruptura convencional; L é o comprimento da estaca; A é a área da
seção transversal da estaca (estrutural); E é o módulo de elasticidade
do material da estaca; D é o diâmetro do círculo circunscrito à seção

1 As provas de carga devem ser levadas até uma carga no mínimo duas
vezes a carga admissível prevista em projeto.

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transversal da estaca ou, no caso de barrete, o diâmetro do círculo de
área equivalente ao da seção transversal da estaca.

Para tomar conhecimento da obrigatoriedade e quantidade de provas


de carga em fundações do tipo estaca, recorre-se à tabela abaixo.

Entende-se por efeito de grupo a interação entre as diversas


estacas ou tubulões constituintes de uma fundação, no processo de
transmissão ao terreno das cargas que lhes são aplicadas. Esta
interação acarreta uma superposição de tensões, de tal sorte que o
recalque do grupo resulta, em geral, diferente daquele do elemento
isolado.

A distribuição de tensão da estaca isolada é diferente de um grupo de


estacas. A figura ilustra. Note que o bulbo de pressão do grupo de
estacas pode se estender até profundidades maiores. O grupo age
como uma grande fundação superficial (sapata hipotética). No caso
da figura, poderia sobrecarregar a argila muito mole (de baixa
capacidade de suporte).

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UFG, IFGO, 2013 - Em uma fundação constituída por blocos sobre


estacas, o processo de interação entre as estacas, ao transmitirem ao
solo as cargas que lhe são aplicadas, é denominado efeito de grupo e
apresentam recalques que são, em relação a uma estaca isolada,
submetida à mesma carga,

(A) independentes. (B) menores. (C) iguais. (D) superiores.

__________________________

GABARITO D - Exercício resolvido em sala de aula.

A fundação profunda pode se sujeitar ao atrito negativo que


consiste no atrito lateral que solicita estacas ou tubulões quando o
recalque do solo adjacente é maior do que o recalque dos elementos
de fundação. Esse fenômeno ocorre no caso de o solo estar em
processo de adensamento, provocado pelo seu peso próprio, por
sobrecargas lançadas na superfície, por rebaixamento do lençol
freático, pelo amolgamento da camada mole compressível decorrente
de execução de estaqueamento etc

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Uma estaca classificada como estaca flutuante tem como principal
característica a transmissão de cargas por atrito lateral.

UFG, UEAP, 2014 - Analise a figura a seguir, correspondente ao


diagrama de esforço normal em uma estaca que possui diâmetro de
40,0 cm e módulo de elasticidade igual a 21,0 GPa. Considera-se que
as parcelas de atrito lateral são mobilizadas integralmente. As duas
questões subsequentes referem-se a ela.

01 - O recalque, em mm, devido ao encurtamento elástico do fuste,


é:
(A) 1,0 (B) 1,5 (C) 2,0 (D) 2,5
__________________________

GABARITO C - Exercício resolvido em sala de aula.

02 - Considerando que a reação na ponta mobilize apenas o


suficiente para manter o equilíbrio, o valor da tensão normal média,
em MPa, na ponta, é igual a:
(A) 0,8 (B) 1,6 (C) 2,4 (D) 3,2
__________________________

GABARITO B - Exercício resolvido em sala de aula.

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