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  20/01/03

Mini-hídrica no Côa já produz energia


 
Depois de um processo atribulado, com algumas interrupções no andamento das obras, finalmente
começou a produzir energia a mini-hídrica do Catepereiro, situada em Numão, concelho de Vila Nova
de Foz Côa.

Trata-se do maior projecto do género realizado na região do Douro Superior. Custou cerca de 15
milhões de euros e começou a ser construída em 1996. Para este efeito, foi criada uma Sociedade, a
Ribeira Teja, constituída pelo grupo Mota (Covelas), e a Fozcoainvest (maioritariamente de capitais
municipais), que irá fazer a gestão deste projecto.

A produção de energia, iniciada em Dezembro ultimo, resulta do aproveitamente do caudal da ribeira


da Teja e de algumas linhas de água paralelas.

O hiato ocorrido no processo em 1999 aconteceu devido às dificuldades da Fozcoainvest em assumir


  sozinha os custos do empreendimento, onde até já tinha gasto cerca de 9 milhões de euros (1,8
milhões de contos). Depois de vários contactos, foi criada uma empresa, a Ribeira Teja, entrando
nesta a Covelas, do grupo Mota.

Tendo sido necessárias seis empreitadas para a conclusão do complexo, a mini-hídrica é dotada de
um enorme paredão (barragem), uma conduta forçada, central de geradores e linha de média
tensão.

A energia produzida é conduzido ao longo de 16 quilómetros, até à subestação do Pocinho, e


absorvida depois pela rede de distribuição da EDP, que paga depois à Ribeira Teja a energia
adquirida.

Por: Almeida Cardoso


Jornal de Notícias

in3.dem.ist.utl.pt/downloads/press/pub20040412.pdf

> A hidroelectricidade em Portugal I  -

A HIDROELECTRICIDADE EM PORTUGAL I
1. DOS PEQUENOS APROVEITAMENTOS LOCAIS ÀS
CENTRAIS REGIONAIS (1894-1950)

Fernando Faria

As primeiras centrais hidroeléctricas em Portugal datam dos


finais do séc. XIX.
As primeiras centrais tinham uma dimensão local e
destinavam-se a servir:
-     a iluminação pública de uma povoação (Vila Real -
1894),
-     a força motriz e a iluminação de uma fábrica (Riba Côa, Marco, etc.),
-     ou ambas as finalidades (Central do Pateiro na Guarda - 1899).

[Veja Foto 01]

No primeiro quartel do séc. XX instalam-se centrais e sistemas de centrais de maior dimensão que
servem já toda uma região, de que destacamos:
*     A central do Lindoso, da Electra del Lima, que vem a alimentar toda a região litoral norte, até
Coimbra

[Veja Foto 02]

As centrais da Hidroeléctrica da Serra da Estrela, na região dos lanifícios da Serra da Estrela

[Veja Foto 03]

*     A Hidroeléctrica do Varosa, na região centro norte


[Veja Foto 04]

*     A Empresa Electro-Hidraúlica Portuguesa, com as sua centrais no rio Alva, também no centro

[Foto 05]

*     A Hidroeléctrica do Alto Alentejo, com as centrais na Ribeira de Niza, para a região centro sul

[Foto 06]

A sua implantação lutou contra o predomínio das centrais termoeléctricas que tinham no nosso país um
peso excessivo, tendo em conta que representavam uma sangria de divisas em carvões estrangeiros. No
entanto, toda a região de Lisboa/Setúbal era alimentada por centrais térmicas, como o eram muitas
povoações e fábricas dispersas um pouco por todo o país.

Para aumentar o tamanho das imagens clique nelas

A HIDROELECTRICIDADE I

2. Central do Lindoso, da
Electra del Lima (situação 3. Nossa Senhora do
actual) Desterro, da Hidroeléctrica
da Serra da Estrela

1. Distribuição Eléctrica de
Vila Real. Vista da Estação
Central.

4. Central do Varosa, ou 6. Central da Bruceira, da


Chocalho, da Hidroeléctrica 5. Central de Guilhofrei, da Hidroeléctrica do Alto
do Varosa Companhia Electro- Alentejo
Hidráulica de Portugal

http://www.historia-energia.com/por/conteudosDetalheImg.asp?idConteudo=263

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