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Gramática

aplicada a textos
Por Lucas Gonçalves.
Professor Lucas Gonçalves
(contato: Lucasgoncalveslemos@gmail.com)

Sumário

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ANÁLISE MORFOSSINTÁTICA E SEMÂNTICA DOS VOCÁBULOS


MORFOLOGIA (classes)
É o estudo das palavras, ou seja, cabe-nos observar qual a classe gramatical e suas características.

ARTICULAÇÕES MORFOSSINTÁTICAS
 Função Básica: Verbo Transitivo e Verbo Intransitivo.
 Função Estrutural: Substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, advérbio.
 Função Relacional: Preposição, conjunção, verbo de ligação.
 Função Estilística: Interjeição, palavras de realce em partícula expletiva.

QUESTÃO DE PROVA (morfossintaxe)


Liberdade contra o Estado
Inventou-se o Estado para ser o guardião da liberdade. Mas de que liberdade, exatamente?
O conceito de liberdade é tão vago e subjetivo quanto o conceito de felicidade ou propriedade, o que
torna essa discussão interminável. Da liberdade de quem estão falando a modernidade, o Estado e o Direito?
Os animais que viviam livres nos pastos, nas matas ou nos prados, e as plantas que disputavam o lugar
ao sol ou à sombra com a liberdade que suas raízes lhes proporcionam, viram com horror a chegada do
machado de ferro, do arado e dos sucedâneos químicos que transformaram a agricultura em espaço territorial
proibido às plantas e animais livres. Assim, esta liberdade é humana, em detrimento da liberdade de todos os
outros seres. A natureza, para a modernidade, deixou de ser livre.
A construção do Estado moderno - ou sua constituição, como dizem os juristas - assentou suas bases
em razão antropocêntrica, monista e normativa. Transformou a liberdade em direito individual, subjetivo,
passível de ser exercida até o limite da liberdade do outro humano. Para cumprir essa liberdade, definir seus
contornos individuais, foi necessário estabelecer regras, incluindo regras para fazer regras, de tal sorte que se
criou um sistema fechado, que cria direitos individuais e que limita a liberdade ao exercício desses direitos.
Ocorre que no Estado moderno, a principal regra constituída passou a ser a que garante a propriedade
individual. Com isto, a liberdade transformou-se em livre disposição e aquisição da propriedade. A liberdade é
o fundamento do contrato, seja o social, construtor do Estado, seja o individual, construtor da propriedade
privada.
Para essa dupla garantia, o Estado torna-se, politicamente, agente repressor. Com suas leis garante a
liberdade legal, também chamada segurança jurídica, e relega toda a liberdade - das plantas, dos animais e da
maioria dos seres humanos - a uma condição não jurídica, portanto não protegida pelo Estado e suas leis. A
liberdade volta a ser então poesia que revela o sonho de cada homem, utopia da sociedade, vida em sua
múltipla diversidade.
MARÉS, Carlos Frederico. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 16 set. 2000. [Adaptado].

Questão 01 - (AFRF/ SEFAZ-GO/ ESAF) Assinale a alternativa em que os termos destacados de cada período
exercem funções morfossintáticas diferentes:
a) O conceito de liberdade é tão vago e subjetivo quanto o conceito de felicidade.

b) Estabeleceu-se um sistema fechado, que cria direitos individuais e que limita a liberdade ao exercício
desses direitos,

c) A principal regra constituída passou a ser a que garante a propriedade individual.

d) A liberdade é o fundamento do contrato, seja o social, seja o individual.

e) O Estado relega toda a liberdade a uma condição não jurídica

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1. SUBSTANTIVO: (nome)
Nomeia seres (pessoas, coisas, animais, divindades), ações verbais, sentimentos, qualidades. Admite
anteposição de artigo sem necessidade de contexto.
SINTAXE (função sintática): Núcleo do sujeito, predicativo, objeto, complemento nominal, aposto, agente da
voz passiva.

QUESTÕES DE PROVA (substantivo)


Questão 02 - (CESPE/ CAIXA – SUPERIOR/ ADVOGADO/ 2010) Acerca das ideias e dos aspectos linguísticos do texto o
vocábulo “jovens” classifica-se, no texto, como adjetivo. TEXTO: A população carcerária no Brasil é composta
fundamentalmente por jovens entre 18 e 29 anos de idade. Vale a pena deixa-los sem futuro?

Questão 03 - (CESPE-DPU/ ANALISTA/ 2010) Com relação ao vocabulário e à estrutura do texto, a palavra “ideal” é um
adjetivo que caracteriza “direito”. TEXTO: O direito que se realiza pacificamente é o ideal – praticamente inatingível –
de uma sociedade que se queira justa.

Questão 04 - (NCE/ ARQUIVISTA) ―O problema é muito complexo, tendo em vista que não temos um sistema prisional,
mas depósitos de seres humanos que cometeram delitos e respondem a ação penal‖; nesse segmento do texto, o
vocábulo que é substantivo e não um adjetivo é:
a) penal; b) prisional; c) humanos;
d) complexo; e) delitos.

2. ARTIGO:
Só existe se houver um substantivo, pois determina ou indetermina o nome (definindo ou indefinindo) e
concorda com ele em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural).
SINTAXE (função sintática): Adjunto Adnominal (AA)

QUESTÕES DE PROVA (artigo)


Questão 05 - (AOCP/ UFS/ 2014) Todas as expressões destacadas a seguir funcionam como artigo definido,
EXCETO:
a) “...sendo os humanos do jeito que são...” d) “...ensinar os menos habilidosos...”
b) “...confrontarmos os desafios da vida...” e) “...são os ídolos de todos...”
c) “...são os que tiveram que trabalhar...”

Questão 06 - (PC-RJ/ INSPETOR/ 2014) “Ora, as mazelas da imigração só podem ser resolvidas com a integração
dos estrangeiros às sociedades, associada a uma enfática cooperação internacional, a fim de extrair da miséria
e da desesperança a larga franja demográfica em que nascerá o futuro ser humano a expulsar”.

No trecho acima, há:


a) 7 artigos definidos e 3 ocorrências da preposição a.
b) 8 artigos definidos e 4 ocorrências da preposição a.
c) 9 artigos definidos e 4 ocorrências da preposição a.
d) 9 artigos definidos e 3 ocorrências da preposição a.
e) 8 artigos definidos e 2 ocorrências da preposição a.

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3. ADJETIVO:
Só existe se houver um substantivo. Indica característica, qualidade, condição ou estado de um substantivo e
concorda com ele em número e gênero (locução adjetiva: duas ou mais palavras que funcionam como
adjetivo).
SINTAXE (função sintática): Adjunto Adnominal (AA): Junto ao nome e subordinado a ele. Predicativo:
termo nuclear, separado do nome por vírgula ou por verbo.

QUESTÕES DE PROVA (adjetivo)


Questão 07 - (MMA/ AGENTE ADM/ CESPE/ 2009) A palavra “uso” está empregada como adjetivo. TEXTO: Floresta
nacional, floresta estadual e municipal: é uma área com uma cobertura florestal de espécies
predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais de
florestas nativas.

Questão 08 - (MMA/ AGENTE ADM/ CESPE/ 2009) Os termos “florestal” e “nativas” são adjetivos que qualificam,
respectivamente, os substantivos “cobertura” e “espécies”. TEXTO: Floresta nacional, floresta estadual e
municipal: é uma área com uma cobertura florestal de espécies predominantemente nativas.

Leia o texto para responder a questão 09 - (ABIN/ CESPE/ 2010):


Os sistemas de inteligência são uma realidade concreta na máquina governamental contemporânea,
necessários para a manutenção do poder e da capacidade estatal. Entretanto, representam também uma fonte
permanente de risco. Se, por um lado, são úteis para que o Estado compreenda seu ambiente e seja capaz de
avaliar atuais ou potenciais adversários, podem, por outro, tornar-se ameaçadores e perigosos para os próprios
cidadãos se forem pouco regulados e controlados.
Marco Cepik e Christiano Ambros. Os serviços de inteligência no Brasil. In: Ciência Hoje, vol. 45, n.º 265, nov./2009. Internet: <cienciahoje.uol.com.br> (com
adaptações).

Questão 09 - Os adjetivos “úteis”, “atuais” e “perigosos” caracterizam os “sistemas de inteligência”.

Questão 10 - (APEX/ FUNDAÇÃO UNIVERSA) Seu corpo como que se marca ainda na velha poltrona da sala. Sobre
os termos destacados, é correto afirmar:
a) os dois possuem valor de adjetivo.
b) os dois possuem valor de advérbio.
c) possuem valor de adjetivo e advérbio respectivamente.
d) possuem valor de advérbio e adjetivo respectivamente.
e) os dois possuem valor pronominal.

Questão 11 - (FUNDAÇÃO UNIVERSA) ―Desde então, o casal se encontra em liberdade condicional e vigiada: sua
circulação estava restrita ao condomínio de luxo em Miami...‖ As três palavras destacadas são
respectivamente:
a) preposição – substantivo – substantivo
b) preposição – adjetivo – substantivo
c) artigo – substantivo – adjetivo
d) preposição – substantivo – adjetivo

Questão 12 - (CPRM/ CESPE/ 2013) Feitas as necessárias alterações na grafia das palavras, o deslocamento do
vocábulo “certa” para logo após o substantivo a que se refere manteria a correção gramatical e o sentido
original do texto. TEXTO: Apesar de certa retenção em 2012, o valor da maioria dos metais tende a continuar
em alta.

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4. NUMERAL:
Palavra utilizada para se indicar uma quantidade exata de pessoas ou coisas, ou para se assinalar o lugar que
elas ocupam numa série. Os numerais podem ser cardinais, ordinais, multiplicativos, fracionários ou duais.

4.1. Numeral Adjetivo: Acompanha o substantivo qualificando-o ou determinando sua ordem numa
sequência.
SINTAXE (função sintática): Adjunto Adnominal (AA)

4.2. Numeral Substantivo: Substitui o substantivo qualificando-o ou determinando sua ordem numa
sequência.

SINTAXE (função sintática): Núcleo

Classificação dos numerais


Cardinais: um, dois, três, quatro…
Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, quarto, (…), último.
Multiplicativos: dobro ou duplo, triplo, quádruplo…
Fracionários: meio ou metade, terço, quarto…
Duais: ambos e ambas.
QUESTÕES DE PROVA (numeral)
Questão 13 - (INGRESSO NO MAGISTÉRIO PRIMÁRIO DO ESTADO DO RJ) ―Com um último trompejo de berrante,
engarrafam no curral da estrada de ferro o rebanho, que rola para dentro e se espalha, com um balaio de
laranjas despejado no chão.” Classificação de último:
a) pronome indefinido; d) advérbio de lugar;
b) advérbio de tempo; e) numeral ordinal.
c) substantivo;

Questão 14 - (CPTM/ 2012) Somente dois atletas do Brasil conseguiram executar o salto triplo.
Os numerais em destaque na frase acima são classificados como, respectivamente:
a) Cardinal e multiplicativo
b) Ordinal e fracionário
c) Ordinal e multiplicativo
d) Cardinal e fracionário
e) Cardinal e ordinal
5. PRONOME:
Palavra que substitui ou acompanha substantivos, situando-os no tempo, no espaço ou no discurso e, algumas
vezes, indicando posse, indeterminação e interrogação.

5.1. Pronome Adjetivo: Acompanha o substantivo, situando-o no discurso, no tempo ou no espaço, ou,
indicando posse, indefinição ou interrogação, mas não o modifica com uma qualidade.

SINTAXE (função sintática): Adjunto Adnominal

5.2. Pronome Substantivo: Substitui o substantivo, situando-o no discurso, no tempo ou no espaço, ou,
indicando posse, indefinição ou interrogação, mas não o modifica com uma qualidade.

SINTAXE (função sintática): Núcleo

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QUESTÕES DE PROVA (pronome)


Questão 15 - (SERMS/ TÉCNICO/ FGV) (…) estou somente querendo fazer uma gracinha da moda mesmo, reclamou
da injustiça para os demais países. No que Deus teria replicado que esperassem o povinho ordinário que Ele ia
botar naquela terra magnífica.
A palavra demais se classifica como:
a) adjetivo biforme
b) advérbio
c) pronome adjetivo
d) pronome substantivo
e) substantivo
Questão 16 - (MDS/ MÉDIO/ CESPE) O pronome “ela” é elemento coesivo que retoma o antecedente “miséria”.
TEXTO: A miséria no Brasil não é algo ocasional, mas resultado de um processo histórico que não resolveu
questões básicas. Com a explosão dos índices de desemprego nos anos 90 do século XX, ela se agravou.

Questão 17 - (STF/ REVISOR/ CESPE/ 2008) Em “fiz o que pretendia”, o pronome “o” é elemento coesivo cujo
conteúdo referencial corresponde à ideia expressa pela oração “ser cordial com ele”. TEXTO: Esperava para
hoje o telefonema de um sujeito e fiz o que pretendia, ser cordial com ele.

Questão 18 - (SEGER/ ES/ CESPE/ 2011) Nas relações de coesão que organizam o texto, os pronomes “elas”, “Esta”
e “Elas” referem-se, respectivamente, a “fontes”, “produtividade” e “instituições políticas e econômicas”.
TEXTO: Hoje conhecemos as fontes desse processo, mas é difícil explicar como se chega a elas. Sabe-se que
o desenvolvimento pressupõe a acumulação de capital físico e humano, e ganhos permanentes de
produtividade. Esta depende da acumulação de conhecimento, que resulta da educação. A inovação é crucial.
Mais recentemente, percebeu-se que as instituições políticas e econômicas são essenciais para explicar o
mistério do desenvolvimento. Elas sustentam as crenças da sociedade e a liberdade de imprensa.

Classificação dos pronomes


1) PESSOAIS
São aqueles que substituem termos substantivos, evitando repetições desnecessárias, e indicam as
pessoas (elementos) do discurso. Considera-se discurso qualquer ato de fala.

Num discurso, há três elementos:


1ª pessoa: emissor (quem emite a mensagem)
2ª pessoa: interlocutor (quem recebe a mensagem e a processa)
3ª pessoa: referente (assunto)

Quadro dos pronomes pessoais


NÚMERO PESSOA CASO RETO OBLÍQUOS ÁTONOS OBLÍQUOS TÔNICOS
(sem preposição) (com preposição)
1ª eu me mim, comigo
SINGULAR 2ª tu te ti, contigo
3ª ele, ela se, o, a, lhe si, consigo
1ª nós nos conosco
PLURAL 2ª vós vos convosco
3ª eles, elas se, os, as, lhes si, consigo

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PRONOMES DO CASO RETO (pronomes subjetivos)


Funcionam como sujeito ou predicativo
Ex.: No fim do dia, porém, ele mostrou-se intrigado. (sujeito)

Herodes, que governava na época, ficou preocupado, pois o Rei era ele. Como é que iria nascer um Rei dos
Judeus? (predicativo do sujeito)

PRONOMES DO CASO OBLÍQUO (pronomes objetivos)


Funcionam como complementos (objeto ou complemento nominal)
Ex.: Pessoas que não se cansam de encontrar defeitos ao espelho e, para corrigi-los, perseguem
compulsivamente um padrão estático […] (objeto direto)

Era-lhe necessário se submeter a uma cirurgia plástica. (complemento nominal)

PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS COMO COMPLEMENTOS VERBAIS


o, os
objeto direto
a, as
lhe, lhes objeto indireto
vos, se,
objeto direto ou indireto
nos, te, me

Lembre-se de que o pronome “lhe pode significar: a ele / para ele; a ela / para ela; a você / para você.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
1) EU e TU só admitem preposição se estiverem seguidos por verbos no infinitivo. Verbos no infinitivo são
aqueles que possuem as desinências AR, ER, IR, OR.

a) Para eu entrar com recurso, preciso daquela informação.

b) Não posso viajar sem tu aprovares.

ERROS E ACERTOS

Tudo será resolvido por eu e você (uso inadequado) / Tudo será resolvido por mim e você.

Não há semelhanças entre eu e ele (uso inadequado) / Não há semelhanças entre mim e ele.

Eles não viajarão sem tu e tua família (uso inadequado) / Eles não viajarão sem ti e tua família.

2) O pronome MIM não pode funcionar como sujeito.

Traga as fotos para mim ver (uso inadequado) / Traga as fotos para eu ver.

Não foi fácil para mim ver aquelas fotos (uso adequado)
Análise: “ver aquelas fotos” = sujeito oracional de “não foi fácil”.
“para mim” = complemento nominal do adjetivo “fácil”.
Para mim trabalhar é algo prazeroso (uso adequado)
(adj. adv. de opinião)

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PRONOMES PESSOAIS DE TRATAMENTO


São utilizados em tratamento cerimonioso. São pronomes de 2ª pessoa, mas exigem verbos e outros pronomes
em 3ª pessoa. Atualmente, estão praticamente restritos a correspondências oficiais.
PRONOMES DE TRATAMENTO ABREVIATURA DESTINAÇÃO
Vossa Senhoria V.S.ª Funcionários graduados.
Vossa Excelência V.Ex.ª Altas autoridades.
Vossa Reverendíssima V.Revm.ª Sacerdotes em geral.
Vossa Eminência V.Em.ª Cardeais e arcebispos.
Vossa santidade V.S. Papa.
Vossa Magnificência V.Mag.ª Reitores de universidades.
Vossa Alteza V.A. Príncipes e duques.
Vossa Majestade V.M. Reis e imperadores.

QUESTÕES DE PROVA (pronome)


Questão 19 - (TJ-RR/ ANALISTA/ CESPE/ 2012) A substituição de “fazê-lo pensar” por fazer ele pensar estaria de
acordo com a modalidade escrita e as normas do registro formal culto da língua portuguesa. TEXTO: O texto
literário pode mudar o leitor, pode confrontar suas crenças e fazê-lo pensar.

Questão 20 - (TELEBRAS/ SUPERIOR/ CESPE/ 2013) No fragmento II, estaria mantida a correção gramatical do
texto caso fosse inserido, logo apos a forma verbal “dizendo”, o pronome lhe ― dizendo-lhe ―, elemento
que exerceria a função de complemento indireto do verbo, retomando, por coesão, “Marconi”. TEXTO: Em
busca de mais recursos, Marconi escreveu ao governo italiano, mas um funcionário descartou a ideia, dizendo
que era melhor apresentá-la em um manicômio.

Questão 21 - (ABIN/ OFICIAL/ CESPE/ 2008) O desenvolvimento da argumentação do texto mostra que o pronome
em “modifica-o” toma como referente a expressão “determinado assunto”. TEXTO: Uma vez pesquisado,
determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o.

2) PRONOMES RELATIVOS
Palavras que substituem um termo da oração anterior e exercem a função sintática que o termo substituído
exerceria se ali estivesse. Introduzem orações subordinadas adjetivas.

variáveis o qual, cujo, quanto


invariáveis que, quem, onde, quando, como

O PRONOME RALATIVO “QUE” pode exercer diferentes funções sintáticas


a) O pintor apresentou os quadros que estavam sobre a mesa. (O pronome relativo que substitui o
antecedente “quadros” e tem função sintática de SUJEITO do verbo “estavam”).

b) O pintor apresentou os quadros que você comprou. (O pronome relativo que substitui o antecedente
“quadros” e tem função sintática de OBJETO DIRETO do verbo “comprou”).
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Como saber se o que é pronome relativo:
 Normalmente pode ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais.
O pintor apresentou os quadros os quais você comprou.

 A palavra anterior ao pronome relativo geralmente é um substantivo ou outro pronome.


Pessoas que não se cansam de encontrar defeitos ao espelho […].
Traga tudo o que puder!

DICA: o vocábulo “o” antecedido do “que” sempre será pronome demonstrativo.

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O PRONOME RALATIVO “CUJO” (e variações)


Acompanha sempre o substantivo; não aceita artigo anteposto nem posposto; pode vir precedido de
preposição (se o verbo ou o nome a exigir); é sempre adjunto adnominal.

Ex.: Os argentinos, cuja vida está pautada em problemas econômicos, fazem manifestações de protesto.
(Função morfológica: pronome relativo / Função sintática: adjunto adnominal)

O PRONOME RALATIVO “ONDE”


Retoma o antecedente; traduz sempre a ideia de lugar; é adjunto adverbial de lugar.

Ex.: Essa é a cidade onde ocorreram os fatos. (Função morfológica: pronome relativo / Função sintática:
adjunto adverbial)
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
“Aonde” geralmente é usado com verbos que
indiquem locomoção e que exijam a preposição a.
Verbos mais comuns:
M andar
E nviar
C hegar
L evar
Ir
C omparecer

Ex.: Aonde você mandou o entregador?


Não sei aonde ele foi.

QUESTÕES DE PROVA (pronome)


Questão 22 - (MI/ ASS. TÉC./ CESPE/ 2009) No trecho “foi para casa, onde viveu prostrado alguns dias”, o
pronome relativo tem valor possessivo, indicando que a casa a que o autor se refere pertence a Pádua. TEXTO:
Pádua enxugou os olhos e foi para casa, onde viveu prostrado alguns dias.

Questão 23 - (IJSN-ES/ SUPERIOR/ CESPE/ 2010) A expressão “em que” pode ser substituída por onde sem que
haja prejuízo para a correção gramatical do período. TEXTO: A expressão ―fogo amigo‖ é usada nos campos
de guerra para se referir aos incidentes em que um soldado alveja um aliado.

Questão 24 - (MMA/ ANALISTA/ CESPE/ 2008) No trecho “alívio dos que”, a substituição de “dos” por daqueles
prejudica a correção gramatical do período. TEXTO: O alívio dos que conseguem passar pelo controle de
imigração do Aeroporto Internacional de Barajas não dura muito tempo.

Questão 25 - (MJ/ DPF/ SUPERIOR/ CESPE/ 2009) Mantendo-se a correção gramatical do texto, pode-se empregar
em que ou onde em lugar de “no qual”. TEXTO: Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país
no qual vivemos.

Questão 26 - (STM/ SUPERIOR/ CESPE/ 2011) O elemento “que” possui, em todas as ocorrências, a propriedade de
retomar palavras ou expressões que o antecedem. TEXTO: Quando a polícia reage, os vândalos voltam a se
misturar à massa de gente que protesta pacificamente, na esperança de, com isso, provocar um tumulto e
incitar outros manifestantes a entrar no confronto. É a tática do black bloc (bloco negro, em inglês), cujo uso
se intensificou nos protestos de rua que dominaram a Europa este ano. Quase sempre, a minoria violenta é
formada por anarquistas — que, de seus análogos do início do século XX, imitam os métodos violentos e o
ódio ao capitalismo e ao Estado.

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3) PRONOMES DEMONSTRATIVOS
São os que indicam a posição, a localização dos seres em relação às três pessoas do discurso. Essa localização
pode ser no espaço, no tempo ou no discurso.
1ª pessoa: este, esta, isto.
2ª pessoa: esse, essa, isso.
3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo.

a) Função espacial: a principal função dos pronomes demonstrativos é marcar a posição espacial de um
elemento qualquer em relação a uma das três pessoas do discurso. São usados da seguinte forma:
 Este, esta, isto indicam que o ser está próximo do falante:
Este livro é meu.
 Esse, essa, isso indicam que o ser está próximo do ouvinte:
Esse livro é seu.
 Aquele, aquela e aquilo indicam que o ser está afastado do falante e do ouvinte:
Aquele livro é dele.

b) Função temporal: os pronomes demonstrativos marcam também posição no tempo.


 Este, esta, isto indicam um tempo presente ou imediato ao ato da fala:
O presidente da companhia afirmou que serão vendidos 300 milhões de notebooks neste ano.
 Esse, essa, isso indicam um tempo proximamente anterior ou posterior ao ato da fala:
Veja o melhor horário para estudar essa tarde.
 Aquele, aquela e aquilo indicam um tempo anterior ou posterior ao ato da fala:
O dia amanheceu nublado naquele mês de dezembro.

c) Função cognoscitiva: refere-se à capacidade de os pronomes demonstrativos fazerem referência ao que já


foi dito e ao que se vai dizer.
 Este, estes, esta, estas, isto: fazem alusão àquilo que vai ser dito.
Ex.: Você já se perguntou isto: qual a base biológica da consciência? Que mudanças genéticas nos tornaram
humanos?

 Esse, esses, essa, essas, isso: fazem alusão àquilo que já foi dito no discurso.
Ex.: O documentário ―Liberdade, essa palavra‖ foi um trabalho do jornalista Marcelo Baêta, feito para
conclusão do curso de graduação em Comunicação Social da UFMG.

d) Função cognoscitiva distributiva: refere-se, também, à capacidade de os pronomes se referirem a


informações ou termos já mencionados. Entretanto, difere-se da cognoscitiva comum por distribuir ações entre
dois termos simultaneamente.

 Este e aquele: são utilizados, também, com uma função distributiva, indicando elementos já citados.
Ex.: Em 1958, todos os estados elegeram seus governantes e vice-governadores. Uns, com mandatos de dois
anos. Foi o caso de Goiás, quando a disputa se feriu entre políticos das duas maiores cidades sudoestinas:
César Bastos, da UDN, de Rio VERDE, contra José Feliciano, do PSD, de jataí. Este venceu aquele na sua
terra natal e na terra de seu concorrente.

Análise: o pronome demonstrativo “este” retoma o termo mais próximo (José Feliciano), enquanto o pronome
demonstrativo “aquele” refere-se ao termo mais distante (César Bastos).

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IMPORTANTE
o Em relação ao DISCURSO, o que vai ser mencionado é indicado pelo pronome “este” (função catafórica):
―Nosso vizinho vive repetindo este provérbio: Casa de ferreiro, espeto de pau‖.

o Também se usa o pronome “este” para referência a elemento anterior mais próximo (função anafórica):
―Preocupa-se o autor com a escrita como processo, e não como literatura ou como texto a ser
linguisticamente analisado. Aliás, neste último caso não se leva em consideração o tipo de processo…‖.

o Para o que se mencionou, usa-se o pronome “esse” (função anafórica):


―A segunda parte do trabalho dispõe sobre a marginalidade social. É nesse capítulo / nessa parte / nesse
ponto que se discutem os desvios verificados nas instituições pesquisadas‖.

ESTRUTURA DIAFÓRICA
Todo texto produz cadeia coesiva à medida que os vocábulos são registrados. Você perceberá que, como o
texto é um “tecido”, ideias serão sempre retomadas ou previstas.
 Elemento coesivo anafórico: é aquele que apresenta referente anteposto.
Ex.: O ex-governador criticou o empresário que intermediou o patrocínio do projeto. (Note que o pronome
relativo “que” retoma o antecedente “o empresário”).

 Elemento coesivo catafórico: é aquele que apresenta referente posposto.


Ex.: Esta é a principal causa da violência: a impunidade. (Note que o pronome demonstrativo “Esta”
refere-se ao termo posposto “a impunidade”).

 Elemento coesivo endofórico: é aquele que apresenta referente interno (está dentro do texto). Observe
que todos os elementos coesivos presentes nos exemplos anteriores são, além de anafóricos ou catafóricos,
endofóricos.

 Elemento coesivo exofórico: é aquele que apresenta referente externo (fora do texto).
Ex.: Eu estive fazendo um levantamento das mensagens que me enviam pela internet. (Note que o pronome
“Eu” refere-se a elemento não registrado no texto).

 Elemento dêitico: sinal que designa mostrando, e não conceituando. Observe, cuidadosamente,
pronomes pessoais e desinências verbais (indicam os participantes do ato do discurso), pronomes
demonstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais, advérbio de tempo: este, hoje, agora,
ultimamente, recentemente, ontem, no próximo ano, antes (pretérito) e outros. Na verdade, os dêiticos são
os elementos linguísticos que mais evidenciam a presença do emissor no enunciado.
Ex.: Senhores pares, circula uma proposta para aumentar as verbas com vistas à contratação de
funcionários pessoais de cada deputado desta casa. Hoje, um parlamentar recebe 35.000 reais por mês
para isso. A ideia é elevar esse montante para 45.000 reais. Eu considero esse fermento nas verbas de
gabinete um assalto aos cofres públicos.

 Elemento vicário: palavra que, como verdadeiro pronome, põe-se em lugar de uma oração inteira.
Ex.: a) ―Que quer dizer este nome? É que as almas, tanto que entram naquele templo, se tornam estáticas!‖
O verbo “É” equivale, aí, a este nome quer dizer, e o que seguinte inicia uma oração subordinada
substantiva objetiva direta.

b) “É um século que não chega pronto da fábrica, mas sim pronto para ser forjado por vocês à nossa
imagem e semelhança.”
O vocábulo “sim” equivale, aí, a é um século que chega.

Nota: as palavras o, a, os, as, mesmo, próprio, semelhante e tal podem ser pronomes demonstrativos.

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4) PRONOMES INDEFINIDOS
São os que se aplicam à terceira pessoa com sentido vago ou exprimindo quantidade indeterminada.
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
Algum, alguma, alguns, algumas Alguém
Nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas Ninguém
Todo, toda, todos, todas Tudo
Outro, outra, outros, outras Outrem
Muito, muita, muitos, muitas Nada
Pouco, pouca, poucos, poucas Cada
Certo, certa, certos, certas Algo
Vário, vária, vários, várias
Tanto, tanta, tantos, tantas
Quanto, quanta, quantos, quantas
Qualquer, quaisquer
LOCUÇÕES PRONOMINAIS INDEFINIDAS
Cada um, cada qual, quem quer que seja, quem for, seja qual for etc.

5) PRONOMES INTERROGATIVOS
São os pronomes que, quem, qual e quanto (também indefinidos) empregados na formulação de perguntas.
Essa pergunta poderá ser direta ou indireta.
a) direta:
Ex.: Quem abandonou o emprego naquela repartição?

b) indireta:
Ex.: Quero saber qual o meu peso ideal.

6) PRONOMES POSSESSIVOS
Os pronomes possessivos indicam aquilo que pertence a cada uma das pessoas gramaticais:
PESSOA SINGULAR PLURAL
1ª pessoa meu, minha, meus, minhas nosso, nossa, nossos, nossas
2ª pessoa teu, tua, teus, tuas vosso, vossa, vossos, vossas
3ª pessoa seu, sua, seus, suas seu, sua, seus, suas

QUESTÕES DE PROVA (pronome)


Questão 27 - (AGENTE DE POLÍCIA CIVIL/ FUNDAÇÃO UNIVERSA) A violência atinge todas as camadas sociais. Foi o
que demonstrou, por exemplo, uma pesquisa de vitimização feita pelo Centro de Estudos de Criminalidade e
Segurança Pública (Crisp/UFMG), em Belo Horizonte, em 2002, segundo a qual a cidade era a capital
brasileira onde as pessoas se sentiam mais inseguras. ―A população de BH sofre com a violência objetiva,
que chamamos de violência real, e com a violência subjetiva, que chamamos de violência sentida‖.
Segundo Luiz Eduardo Soares, para compreender a questão da violência, é necessário contextualizá-la, de
acordo com o tempo, a história, a política e a cultura local da sociedade. ‗Vários são os matizes da
criminalidade e suas manifestações variam conforme as regiões do país e dos estados. O Brasil é tão diverso
que nenhuma generalização se sustenta. Sua multiplicidade também o torna refratário a soluções uniformes‘.
Considerando os vocábulos destacados, é correto afirmar:
a) O pronome “suas”, na segunda frase, refere-se à “violência”.
b) O pronome “sua”, na última frase, pode ser substituído pela expressão “do Brasil”, sem que seja necessário
alterar a estrutura sintática da frase.
c) O pronome “o”, na última frase, retoma “Brasil”.
d) O pronome “la”, na primeira frase, evita que se repita a expressão “uma pesquisa”, que ocorre no parágrafo
anterior do texto.

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Questão 28 - (CESPE/ PROFESSOR) A expressão “desse estilo” é elemento coesivo que retoma o antecedente
“machinhas”. TEXTO: Os estudantes trabalharam com informações sobre a origem das machinhas e sua
importância ao longo dos anos. Também conheceram os intérpretes, os compositores e as principais canções
desse estilo, típico do carnaval.

Questão 29 - (TC-SP/ FCC/ SUPERIOR) ―O Brasil tem uma grande oportunidade à frente, por dois motivos. Mais
do que com dificuldades de exploração e de extração, o mundo sofre com a falta de capacidade de refino
moderno, para produzir derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos. Ao mesmo tempo, confirma-se
em nosso hemisfério a cruel realidade de que as reservas de gás de Bahia Blanca, ao sul de Buenos Aires, se
estão esgotando. Isso sem contar o natural aumento da demanda argentina por gás. Estas reservas tem sido,
ate agora, a grande fonte...‖.
“Isso sem contar o natural aumento da demanda argentina por gás‖. O pronome grifado substitui
corretamente, considerando-se o contexto,
a) as dificuldades de exploração e extração de petróleo.
b) o esgotamento das reservas argentinas de gás.
c) a produção de derivados com baixos teores de enxofre e aromáticos.
d) a grande oportunidade comercial que o Brasil tem pela frente.
e) a exportação de gás da Argentina para o Brasil.

Questão 30 - (ABIN/ OFICIAL/ CESPE) A função textual de “esta” e “Este” é retomar, como referente, a ideia
enunciada na oração que precede cada um desses pronomes. TEXTO: Um dia chegará em que todos os
cidadãos terão seu número de registro: esta é a meta dos serviços de identidade. Nossa personalidade civil já
se exprime com maior precisão mediante nossas coordenadas de nascimento do que mediante nosso
sobrenome. Este, com o tempo, poderia muito bem não desaparecer, mas ficar reservado à vida particular,
enquanto um número de identidade, em que a data de nascimento seria um dos elementos, o substituiria para
uso civil.

Questão 31 - (BADESC/ MÉDIO/ FVG) A respeito da palavra isto em ―O país do "jeitinho" é a mais verdadeira das
nossas realidades! Afinal, o negócio é levar vantagem em tudo, certo? Enquanto não nos cobrarmos, cada um
de si mesmo, – até que isto se torne uma prática comum – uma postura ética de tolerância zero, nada vai
mudar‖ é correto afirmar que:
a) estabelece relação de significado com a expressão “prática ética de tolerância zero”.
b) é sinônima de nossas realidades e, portanto, deveria estar no plural.
c) deve ser substituída por isso, numa forma de escrita mais culta.
d) pode, sem prejuízo da norma gramatical, posicionar-se antes do vocábulo que.
e) é um pronome indefinido e não se refere às informações explícitas no texto.

Questão 32 - (CESPE/ STJ/ TÉCNICO) - A expressão “Essas ansiedades” retoma, no desenvolvimento do texto, as
ideias do temor do que virá no futuro e a preocupação com a estabilidade dos mercados e da economia.
TEXTO: As pessoas temem o que virá a seguir. Elas se preocupam com a estabilidade dos mercados
financeiros e da economia globalizada. Essas ansiedades são legítimas.

Questão 33 - (CESPE/ MS/ AGENTE) - A substituição de “daqueles” por dos prejudica a correção gramatical e a
informação original do período. TEXTO: ―Tempo é Vida‖ é o bordão da campanha, que expressa o apelo
daqueles que estão à espera de um transplante.

Questão 34 - (STF/ REVISOR/ CESPE) O vocábulo “que” tem a mesma classificação morfossintática nas seguintes
ocorrências: ―cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive‖; ―A que era: que existe uma
receita, a norma dum caminho certo‖; ―só uma ação possível da gente é que consegue ser a certa‖.

Questão 35 - (SEGER/ ES/ CESPE) Nas relações de coesão que organizam o texto, os pronomes “elas”, “Esta” e
“Elas” referem-se, respectivamente, a “fontes”, “produtividade” e “instituições políticas e econômicas”.

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TEXTO: Hoje conhecemos as fontes desse processo, mas é difícil explicar como se chega a elas. Sabe-se que
o desenvolvimento pressupõe a acumulação de capital físico e humano, e ganhos permanentes de
produtividade. Esta depende da acumulação de conhecimento, que resulta da educação. A inovação é crucial.
Mais recentemente, percebeu-se que as instituições políticas e econômicas são essenciais para explicar o
mistério do desenvolvimento. Elas sustentam as crenças da sociedade e a liberdade de imprensa.

Na história da humanidade, a formação de grandes comunidades, com a sobrecarga do meio natural que ela
implica, priva cada vez mais os seres humanos de seu acesso livre aos recursos de subsistência de que eles
necessitam e recai, necessariamente, sobre a sociedade enquanto sistema de convivência, a tarefa
(responsabilidade) de proporcioná-los. Essa tarefa (responsabilidade) é frequentemente negada com algum
argumento que põe o ser individual como contrário ao ser social. Isso é falacioso. A natureza é, para o ser
humano, o reino de Deus, o âmbito em que encontra à mão tudo aquilo de que necessita, se convive
adequadamente nela. Para o ser humano moderno, a sociedade é a natureza, o reino de Deus, que deve
configurar o âmbito em que encontrar à mão tudo o que gera seu bem estar como resultado de seu conviver
nela. Isso, em geral, não ocorre, impedido pela alienação que o apego e o desejo de posse geram, alienação
essa que transforma tudo, as coisas, as ideias os sentimentos, a verdade, em bens adquiríveis, gerando um
processo que priva o outro do que deveria estar, para ele ou ela, à mão, como resultado de seu mero ser e fazer
social. No apego, no desejo de posse, negamos o outro e criamos com ele ou ela um mundo que nos nega. Os
problemas sociais são sempre problemas culturais porque têm a ver com os mundos que construímos na
convivência. Por isso, a solução de qualquer problema social sempre pertence ao domínio da ética, isto é, ao
domínio da seriedade na ação frente a cada circunstância que parte da aceitação da legitimidade de todo ser
humano, de todo outro, em suas semelhanças e diferenças. É a conduta dos seres humanos, cegos entre si
mesmos e ao mundo na defesa da negação do outro, o que tem feito do presente humano o que ele é. A saída,
entretanto, está sempre à mão, porque, apesar da nossa decadência, todos sabemos que vivemos o mundo que
vivemos, porque socialmente não queremos viver outro.
Humberto Maturana. A ontologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG, 2002, p. 207-8 (com adaptações).
Questão 36 - (ADASA/ ADVOGADO/ FUNDAÇÃO UNIVERSA) Quanto às relações de coesão e coerência textual, pode-se
afirmar que:
(A) o pronome “ela” (linha 1) refere-se a “humanidade” (linha 1).
(B) o pronome demonstrativo “Isso’ (linha 5) tem como referência anafórica o termo “ser social” (linha 5) do
período anterior.
(C) a locução conjuntiva “Por isso” (linha 14) tem valor causal.
(D) o pronome “ele” (linha 17) refere-se à ideia do homem.
(E) o termo “nela” (linha 7) refere-se a “natureza” (linha 5).

Questão 37 - (FUNCAB - 2014 - PRODAM-AM) Que opção apresenta, correta e respectivamente, a classe gramatical a
que pertencem as palavras destacadas no trecho abaixo?

“Está pedindo A seu tronco, seus braços, suas pernas, seus músculos, seus NERVOS que O ajudem amostrar
aos outros o QUE ele vale.”
a) artigo - verbo - artigo – pronome
b) artigo - adjetivo - pronome – pronome
c) preposição - substantivo - pronome – pronome
d) pronome - substantivo - artigo – conjunção
e) preposição - adjetivo - artigo - conjunção

VERBOS

Podemos conceitua-lo a partir de três aspectos?


1) semântico: palavra que indica ação, estado ou processo;

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2) morfológico: palavra que mais possui flexões na Língua Portuguesa; varia de acordo com número (singular
e plural), pessoa (1ª, 2ª e 3ª), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo (pretérito, presente e futuro) e
voz (ativa, passiva e reflexiva). De uma maneira simples, pode-se afirmar que o verbo é a única palavra que
varia de acordo com a categoria tempo.
3) sintático: palavra que funciona como centro de uma oração. Geralmente uma oração possui três parte
básicas: sujeito + verbo + complemento.

MAPA MENTAL DA CONJUGAÇÃO VERBAL

1ª Tabela: tempos derivados do presente do indicativo.

Pessoa Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo Imperativo negativo


Que / talvez
Eu Estudo ø estude ø
(-s) Que / talvez Não
Tu Estudas estuda tu estudes estudes
Que / talvez Não
Ele/a Estuda estude você estude estude
Que / talvez Não
Nós Estudamos estudemos nós estudemos estudemos
(-s) Que / talvez Não
Vós Estudais estudai vós estudeis estudeis
Que / talvez Não
Eles/as Estudam estudem vocês estudem estudem

 Formação do imperativo.
Da 1ª pessoa do singular do presente do indicativo forma-se o presente do subjuntivo. A 2ª pessoa do singular
e a 2ª pessoa do plural do imperativo afirmativo vêm do presente do indicativo menos o -s.
As demais pessoas do imperativo afirmativo e todas as pessoas do imperativo negativo originam-se do
presente do subjuntivo.

2ª Tabela: tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo

Pessoa Pret. perf. do indicativo Pret. m-q-perf. do ind. Futuro do subjuntivo Pret. imp. do subj.
Se / quando Se / que
Eu Cantei cantara cantar cantasse
Se / quando Se / que
Tu Cantaste cantaras cantares cantasses
Se / quando Se / que
Ele/a Cantou cantara cantar cantasse
Se / quando Se / que
Nós Cantamos cantáramos cantarmos cantássemos
Se / quando Se / que
Vós Cantastes cantáreis cantardes cantásseis
Se / quando Se / que
Eles/as Cantaram cantaram cantarem cantassem

 Veja: Eles cantaram


-M: cantara = Pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo
-AM: cantar = Futuro do modo subjuntivo
-RAM + SSE: cantasse = Pretérito imperfeito do modo subjuntivo

3ª Tabela: tempos derivados do pretérito do indicativo

Pessoa Infinitivo pessoal Pret. imp. do indicativo Fut. do pres. do ind. Fut. do pret. do ind.
Para
Eu levar levava levarei levaria
Para
Tu levares levavas levarás levarias
Para
Ele/a levar levava levará levaria
Para
Nós levarmos levávamos levaremos levaríamos
Para
Vós levardes leváveis levareis levaríeis
Para
Eles/as levarem levavam levarão levariam

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Que tal treinarmos um pouco agora?


Deixo-os livres para usar quaisquer verbos.

MAPA MENTAL DA CONJUGAÇÃO VERBAL

1ª Tabela: tempos derivados do presente do indicativo.

Pessoa Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo Imperativo negativo


Que / talvez
Eu ø ø
(-s) Que / talvez Não
Tu
Que / talvez Não
Ele/a
Que / talvez Não
Nós
(-s) Que / talvez Não
Vós
Que / talvez Não
Eles/as

2ª Tabela: tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo

Pessoa Pret. perf. do indicativo Pret. m-q-perf. do ind. Futuro do subjuntivo Pret. imp. do subj.
Se / quando Se / que
Eu
Se / quando Se / que
Tu
Se / quando Se / que
Ele/a
Se / quando Se / que
Nós
Se / quando Se / que
Vós
Se / quando Se / que
Eles/as

3ª Tabela: tempos derivados do pretérito do indicativo

Pessoa Infinitivo pessoal Pret. imp. do indicativo Fut. do pres. do ind. Fut. do pret. do ind.
Para
Eu
Para
Tu
Para
Ele/a
Para
Nós
Para
Vós
Para
Eles/as

MAPA MENTAL DA CONJUGAÇÃO VERBAL ( treine mais uma vez)

1ª Tabela: tempos derivados do presente do indicativo.

Pessoa Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo Imperativo negativo


Que / talvez
Eu ø ø
(-s) Que / talvez Não
Tu
Que / talvez Não
Ele/a
Que / talvez Não
Nós
(-s) Que / talvez Não
Vós
Que / talvez Não
Eles/as

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2ª Tabela: tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo

Pessoa Pret. perf. do indicativo Pret. m-q-perf. do ind. Futuro do subjuntivo Pret. imp. do subj.
Se / quando Se / que
Eu
Se / quando Se / que
Tu
Se / quando Se / que
Ele/a
Se / quando Se / que
Nós
Se / quando Se / que
Vós
Se / quando Se / que
Eles/as

3ª Tabela: tempos derivados do pretérito do indicativo

Pessoa Infinitivo pessoal Pret. imp. do indicativo Fut. do pres. do ind. Fut. do pret. do ind.
Para
Eu
Para
Tu
Para
Ele/a
Para
Nós
Para
Vós
Para
Eles/as

MAPA MENTAL DA CONJUGAÇÃO VERBAL (treine outra vez)


1ª Tabela: tempos derivados do presente do indicativo.

Pessoa Presente do indicativo Imperativo afirmativo Presente do subjuntivo Imperativo negativo


Que / talvez
Eu ø ø
(-s) Que / talvez Não
Tu
Que / talvez Não
Ele/a
Que / talvez Não
Nós
(-s) Que / talvez Não
Vós
Que / talvez Não
Eles/as

2ª Tabela: tempos derivados do pretérito perfeito do indicativo

Pessoa Pret. perf. do indicativo Pret. m-q-perf. do ind. Futuro do subjuntivo Pret. imp. do subj.
Se / quando Se / que
Eu
Se / quando Se / que
Tu
Se / quando Se / que
Ele/a
Se / quando Se / que
Nós
Se / quando Se / que
Vós
Se / quando Se / que
Eles/as

3ª Tabela: tempos derivados do pretérito do indicativo

Pessoa Infinitivo pessoal Pret. imp. do indicativo Fut. do pres. do ind. Fut. do pret. do ind.
Para
Eu
Para
Tu
Para
Ele/a
Para
Nós
Para
Vós
Para
Eles/as

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QUESTÕES DE PROVA (verbos)


Questão 38 - (MJ/ DPF/ ESCRIVÃO/ CESPE) A correção gramatical do texto seria preservada se fosse empregada a
forma verbal “encontrássemos” em lugar de “encontrarmos”, com a vantagem de se reforçar a ideia de
condição expressa pela oração iniciada por “Se não”. TEXTO: Se não as encontrarmos, as consequências
serão desastrosas, a começar pela morte de 2 milhões de crianças nos próximos cinco anos.

Questão 39 - (MJ/ DPF/ ESCRIVÃO/ CESPE) As regras gramaticais e a coerência textual permitem que o trecho
“sermos modernos e entrarmos” seja substituído por ser moderno e entrar, opção em que não se evidencia
o sujeito das orações, ao contrário do que ocorre quando se emprega o infinitivo flexionado. TEXTO: Temos
de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global.

Questão 40 - (MI/ ASS. TÉC./ CESPE) A forma verbal “Escutai” está flexionada no modo subjuntivo e indica a
incerteza do falante a respeito do que está dizendo. TEXTO: Nem foi só nessa ocasião que minha mãe lhes
valeu; um dia chegou a salvar a vida ao Pádua. Escutai; a anedota é curta.

Questão 41 - (MI/ ASS. TÉC./ CESPE) O verbo empregado em “chegara o efetivo” pode ser substituído pela locução
verbal tinha chegado, sem prejuízo para a interpretação do texto. TEXTO: Uma tarde entrou em nossa casa,
aflito e desvairado, ia perder o lugar, porque chegara o efetivo naquela manhã.

Questão 42 - (STF/ SUPERIOR/ CESPE) Como o último período sintático do texto se inicia pela ideia de
possibilidade, a substituição do verbo “tem” por tenha, além de preservar a correção gramatical do texto,
ressaltaria o caráter hipotético do argumento. TEXTO: Espero que seja possível um diálogo entre as duas
posições em que ninguém tem a última palavra.

Questão 43 - (STF/ REVISOR/ CESPE) Nos trechos: ―como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e
saber?‖; ―a vida de todos ficava sendo sempre o confuso dessa doideira que é‖ e ―como é que ela podia ser
minha?‖, as formas verbais que estão no pretérito imperfeito do indicativo poderiam ser corretamente
empregadas, do ponto de vista gramatical, no futuro do pretérito.

Questão 44 - (STF/ REVISOR/ CESPE) A correção gramatical e a coesão do texto seriam mantidas caso a forma
verbal “pediu” fosse substituída por pediste. TEXTO: Átila, eu não vou fazer o que me pediu, porque me sinto
usada, desrespeitada e não negocio, não pechincho, não converso mais sobre o assunto.

Questão 45 - (STM/ SUPERIOR/ CESPE) O uso do imperativo, como em “procure entender”, e de expressões
informais, como “Pensando bem”, “por mais neurônios que queime” e „Falta a base‟, constitui estratégia
para aproximar o texto da modalidade oral e para envolver o leitor, pondo-o no centro da mensagem. TEXTO:
É simples: procure entender direito, consultando uma enciclopédia qualquer da Internet, o que é mesmo a
teoria da relatividade, como se lida com o binômio de Newton ou qual é a função dos números imperfeitos.
Pensando bem, nem é preciso fazer o teste: o leitor sabe, desde já, que não vai entender nada do que ler. Por
mais atenção que preste, e por mais neurônios que queime, logo vai ficar claro que ele não tem os
conhecimentos essenciais para acompanhar a exposição desses assuntos. ―Falta a base‖, como se diz.

Gabarito:
01 – E 10 – A 19 – E 28 – C 37 – C Doutores, este material tem o intuito
02 – E 11 – D 20 – C 29 – B 38 – E apenas de ajudá-los.
03 – E 12 – E 21 – E 30 – C 39 – C Cabe lembrá-los que este é somente
04 – E 13 – E 22 – E 31 – C 40 – E
uma prévia do que conterá nesta
05 – C 14 – A 23 – E 32 – C 41 – C
06 – C 15 – D 24 – E 33 – E 42 – C apostila. Caso deseje aprofundar seus
07 – E 16 – C 25 – C 34 – E 43 – C estudos, procure-me nas redes sociais.
08 – C 17 – C 26 – C 35 – C 44 – C
09 – E 18 – C 27 – C 36 – E 45 – C Forte abraço!

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