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EQU AÇÕE S DIFERENCIAIS ORDINÁRIAS LINEARES

HÉLIO BERNARDO LOPES

Na disciplina de Análise Matemática, logo ao início de certos cursos de licenciatura, é usual tratar, entre outros temas, o das equações diferenciais, sejam ordinárias ou às derivadas parciais.

No caso das primeiras, reveste-se de especial importância o das equações diferenciais lineares, de coeficientes constantes, pela multiplicidade de circunstâncias em que podem surgir em domínios diversos. De resto, são vários os fenómenos que se estudam pelo recurso a este tipo de equações.

Nestas circunstâncias, apresenta-se aqui um repositório de equações deste tipo, cobrindo as diversas situações que podem ocorrer na prática, com o qual se pretende colocar à disposição dos estudiosos interessados um auxiliar de trabalho que possa mostrar-se útil.

EXEMPLO. Pretende achar-se a solução geral da equação:

 

' '

'

y

3

y

+ 2 = 0.

y

Trata-se de uma equação diferencial ordinária, linear, de coeficientes constantes, homogénea e de segunda ordem. A respectiva equação característica é:

cujas soluções são:

pelo que a solução geral da equação dada é:

y

=

C e

1

1

x

3

m

+ 2 = 0

 

m = 1

2

x

=

C e

1

x

m

m = 2

+

C e

2

2

2 x

+ C e .

2

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação diferencial:

 

' '

'

y

3

y

= 0.

Ora, a respectiva equação característica é:

pelo que a solução procurada é:

2

m

y

=

3

m

C e

1

= 0

(m

0 x

+

C e

2

3

x

= 0

=

C

1

+

m

= 3

)

3 x

C e .

2

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação:

y

' ' '

2

y

' '

= 0.

A equação característica que lhe corresponde é:

1

3

m

2

m

= 0

(

m

H.

BERNARDO LOPES

1

)

2

m

= 0

(m

= 1

m

= 0

)

em que a raiz nula apresenta grau de multiplicidade dois, pelo que a solução procurada é:

y =

C e

1

0 x

+

C xe

2

0

x

+

C e

3

x

=

C

1

+

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação:

y

iv

5

y

'

'

+ 4

y

=

0 .

A respectiva equação característica é:

cujas soluções são:

m = 2

Logo, a função procurada é:

y

=

C e

1

4

m

5

m = 2

x

+

C e

2

2

m

x

+

+ 4 = 0

m = 1

C e

3

2

x

+

C x

2

+

x

C e .

3

m = 1 .

C e .

4

2

x

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

y

iv

6

y

' ' '

+ 1 3

y

' '

12

y

'

+ 4 = 0 .

y

A equação característica correspondente é:

que apresenta as soluções:

4

m

6

3

m

+ 13

m = 1

m

2

12 + 4 = 0

m

m = 2

qualquer delas com grau de multiplicidade dois. Assim, a solução procurada é:

y

=

C e

1

x

+

C xe

2

x

+

C e

3

2

x

+

C xe .

4

2

x

EXEMPLO. Encontrar a solução geral da equação:

y

' '

y

= 0.

A equação característica é, neste caso:

2

m

pelo que a solução geral da equação dada é:

y

=

1 = 0

m

C e

1

x

+

C e

2

= ± 1

x

.

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação diferencial:

y

' ' '

y

' '

y

'

+

y

= 0.

A equação característica procurada é:

3

m

2

m

m + 1 = 0

( m

1)( m

2

1) = 0

(m = 1

m = 1)

sendo a primeira com grau de multiplicidade dois. Assim, a solução geral procurada é:

y

=

C e

1

x

+

C xe

2

x

+

C e

3

x

.

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

y

'

y

= 0.

Para esta equação diferencial a equação característica é:

m

1 = 0

pelo que a respectiva solução geral é:

y

=

C e

x

.

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação:

y

' '

2

y

= 0.

A equação característica correspondente a esta equação diferencial é:

2 2 ) m 2 2 = 0 € (m = ⁄ m = pelo
2
2 )
m 2
2 = 0 €
(m =
m =
pelo que a solução geral da equação dada é:
2 x
2 x
y =
C e
+
C e
. ∑
1
2

EXEMPLO. Obter a solução geral da equação:

6 y

' '

7 y

'

+

y

=

0

.

A equação característica correspondente a esta equação diferencial é.

6

2

m

7

m +

1

=

0

m =

1

m =

1

6

pelo que a solução geral da equação diferencial dada é:

y

=

C e

1

x

+

x

C e 6 .

2

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

H.

BERNARDO LOPES

' '

6

y y

'

+ 9 = 0.

y

A equação característica correspondente a esta equação é:

2

m

6

m

+ 9 = 0

m

= 3

com grau de multiplicidade dois. Assim, a solução geral da equação dada é:

y

=

C e

1

3 x

+

3 x

C xe .

2

EXEMPLO. Encontrar a solução geral da equação diferencial:

Neste caso, tem-se:

pelo que a solução geral procurada é:

y

m

=

2

e

x

 

' '

'

y

2

y

+ 5 = 0.

y

2

m

+ 5 = 0

[C

1

co s( 2 )

x

+

m

= 1 ± 2

i

C sen x

2

( 2 ) .

]

EXEMPLO. Calcular a solução geral da equação diferencial abaixo:

A equação característica desta é:

5

m

+ 2

3

m

+

m

= 0

v + 2

y y

' ' '

m( m

4

+ 2

2

m

+

y

+ 1

'

)

= 0 .

= 0

(m

= 0

m

= ±

i

)

sendo as raízes imaginárias com grau de multiplicidade dois. Assim, a solução geral da equação dada é:

y = C + C

1

2

cos( )

x + C sen x + x[C

3

(

)

4

co s( )

x + C sen x

5

(

]

) .

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação diferencial que se segue:

A equação característica é:

3

m

+ 4

2

m

+

m

pelo que a solução geral procurada é:

y

y

' ' '

+ 4

6 = 0

=

C e

1

x

y

' '

+

y

'

(m

= 1

+

C e

2

2

x

6

+

y

= 0.

m

C e

3

= 2

3 x

.

m

= 3

)

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

y

' ' +

y

= 0.

A equação característica é aqui:

m 2 + 1 = 0

pelo que a solução geral pretendida é:

y

=

e

0 x

(C

1

cos(1 )

x

+

(1 )

C sen x

2

)

m = ± i

=

C

1

cos( )

x

+

C sen x

2

( ).

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação:

 

' '

'

y

+ 6

y

+ 9 = 0.

y

A equação característica correspondente a esta equação é:

m

2 + 6

m

+ 9 = 0

m

= 3

com grau de multiplicidade dois. Assim, a solução geral da equação dada é:

y =

C e

1

3

x

+

C xe

2

3 x

.

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

 

' '

'

y

4

y

+ 4 = 0.

y

A equação característica correspondente à equação dada é:

2

m m

4

+ 4 = 0

m

= 2

que apresenta grau de multiplicidade dois. Sendo assim, a solução geral procurada é:

y

=

C e

1

2 x

+

C xe .

2

2

x

EXEMPLO. Determnar a solução geral da equação:

y y

iv

5

'

'

+ 4 = 0 .

y

A equação característica correspondente é:

4

m

pelo que a solução procurada é:

y

5

=

m

+ 4 = 0

C e

1

x

+

C e

2

(m

x

+

= ± 1

C e

3

2

x

+

m

= ± 2

C e .

4

2

x

)

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

 

' ' '

' '

'

y

6

y

+ 11

y

6

y = 0.

A equação característica é, neste caso:

3

m

6

2

m

sendo a solução geral procurada:

H.

BERNARDO LOPES

+ 11 6 = 0

m

y

= C e

1

x +

(m

C e

2

= 1

2

x

+

m

= 2

3 x

C e .

3

m

= 3

)

EXEMPLO. Obter a solução geral da equação diferencial:

 

' ' '

' '

'

y

5

y

+ 7

y

3

y = 0.

A equação característica toma aqui a forma:

3

m

5

2

m

+ 7

m

3 = 0

(m

= 1

m

= 2

)

apresentando a primeira grau de multiplicidade dois:

y

= +

C e

1

x x

C xe

2

+

C e .

3

2

x

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

y

' ' '

9

y

' '

+ 27

y

'

27 = 0.

y

A equação característica desta equação é:

3

m m

9

2

+ 27 2 7 = 0

m

m

= 3

que tem grau de multiplicidade três. Nestes termos, a solução geral da equação dada é:

y =

C e

1

3 x

+

C xe

2

3

x

+

2

C x e

3

3

x

.

EXEMPLO. Encontrar a solução geral da equação diferencial:

y iv

 

' ' '

' '

'

4

y

+ 14

y

20

y

y

+ 25 = 0 .

A respectiva equação característica é:

4

m

4

3

m

+ 14

m

2

20 + 25 = 0

m

m

= 1 ± 2

i

ambas com grau de multiplicidade dois. Assim, a solução procurada é:

y

=

e

x

[C

1

cos( 2 )

x

+

( 2 )

C sen x

2

]

+

e x[C

x

3

cos( 2 )

x

+

C sen x

4

( 2 ) .

]

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação diferencial seguinte:

cuja equação característica é:

4

m

5

3

m

+ 10

2

m

y

iv

10

5

y

' ' '

+ 10

' '

y

m + 4 = 0

10

'

y

(m = 1

+ 4 = 0

y

m = 2

m = 1 ± i )

pelo que a solução geral procurada é:

y

=

C e

1

x

+

C e

2

2

x

+

e

x

(C

3

cos( )

x

+

(

C sen x

4

)

) .

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação:

y

' ' '

A equação característica desta equação é:

3

m

3

m

2

+

3

m

=

0

m( m

2

pelo que a solução geral da equação dada é:

=

y C

1

+

e

3

2

x

C

2

' ' ' 3 y + 3 y = 0. 3 ± i 3 3
' '
'
3
y
+ 3
y
= 0.
3
± i
3
3
m
+
3
)
=
0
m
=
0
m
=
2
3
3
cos
x
+
C sen
x
. ∑
3
2
2

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação que se mostra de seguida:

A equação característica é aqui:

3

m

3

2

m

+ 2

m

= 0

m(m

2

pelo que a solução geral pretendida é:

y

 

' ' '

' '

'

y

3

y

+ 2

y

= 0.

=

3

m

+ 2

)

= 0

(m

= 0

C

1

+

C e

2

x

+

C e .

3

2

x

m

= 1

m

= 2

)

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação que se mostra de seguida:

y

iv

A equação característica é aqui:

4

m

6

3

m

+ 17

m

 

' ' '

' '

'

6

y

+ 1 7

y

28

y

y

+ 20 = 0 .

2

28 + 20 = 0

m

(m

= 2

m

= 1 ± 2

i )

sendo a raiz real de grau de multiplicidade dois, pelo que a solução geral pretendida é:

y

=

C e

1

2 x

+

C xe

2

2

x

+

e

x

(C

3

cos( 2 )

x

+

EXEMPLO. Resolver a equação diferencial:

 

' ' '

' '

'

y

3

y

+ 3

y

1 = 0.

C sen x

4

( 2 ) .

)

A equação homogénea correspondente a esta já foi resolvida e a sua solução geral é, como se viu:

7

=

y C

1

+

e

H. BERNARDO LOPES 3 x 3 3 2 C cos + C sen 2 3
H.
BERNARDO LOPES
3
x
3
3
2 C
cos
+ C sen
2
3
2 x
2 x

.

Assim, dado que aparece nesta solução uma constante, há que tomar para solução particular uma função do tipo:

pelo que se obtém:

y = A x + A

1

1

2

A = A = 0 1 2 3 vindo para solução particular da equação inicial
A
=
A
= 0
1
2
3
vindo para solução particular da equação inicial a função:
1
y =
x
.
3
Assim, a solução geral da equação dada é:
3
3
3
1
x
y
=
C
+
e
2
C
cos
x
+
C sen
x
+
x
1
2
3
2
2
3
EXEMPLO. Encontrar a solução geral da equação:
' '
2
x
y
y
= 6
e
.
A equação homogénea correspondente é:
' '
y
y
= 0.
Ora, a solução geral desta equação, como já se viu, é:
x
x
y =
C e
+
C e
1
2
pelo que deverá adoptar-se para solução particular da equação dada uma função do tipo:
2 x
y
= Ae

tendo-se:

e vindo, pois:

y

' '

y

= 6

e

x

4

y

Ae

'

2

= 2

Ae

2

x

x

Ae

2

x

= 6

e

2

' '

y

x

= 4

Ae

3

A e

2

2

x

x

= 6

Ae

2

x

A

= 2

pelo que uma solução particular da equação dada é:

y

= 2

2 x

e

sendo a solução geral da equação inicial:

y

=

C e

1

x

+

C e

2

x

+ 2 e x .

2

EXEMPLO. Achar a solução geral da equação da equação diferencial seguinte:

y

'

y

=

2

x

+

x

1

+ .

A equação homogénea correspondente é:

y

'

y

= 0.

sendo a respectiva solução geral:

y

=

C e

x

.

Para solução particular da equação dada deverá escolher-se uma função do tipo:

pelo que se tem:

vindo, pois:

y

'

y

=

2

x

+

x

+

1

2

y = A x + A x + A

1

2

(

2

y

' = 2

A x

1

A x

1

+

A

2

+

A

A x

1

2

2

3

A x

2

A

3

)

=

2

x

+

x

+

1

e, recorrendo ao método dos coeficientes indeterminados, obtém-se:

A

1

=

1

A

2

= 3

A

3

= 4

ou seja, a solução geral da equação dada inicialmente é:

y

=

C e

x

(

2

x

+

)

3 x 4 .

+

EXEMPLO. Determinar a solução geral da equação abaixo:

' ' '

' '

'

y

y

y

A equação homogénea correspondente é:

' ' '

' '

'

y

y

y

+

y

+

y

=

e

x

= 0.

.

cuja solução geral, como já se viu, é:

y

=

C e

1

x

+

C xe

2

x

+

C e

3

x

.

H.

BERNARDO LOPES

Nestas circunstâncias, deverá tomar-se para solução particular uma função do tipo:

y =

( A x

1

2

+

A x

2

+

A

3

)e x

achando as expressões das primeira, segunda e terceira derivadas da função adoptada e substituindo-as na equação diferencial dada, obtendo assim os três coeficientes desconhecidos através do método dos coeficientes indeterminados. Adicionando a solução particular assim obtida à solução geral da equação homogénea correspondente à dada, obtém-se a solução geral da equação inicialmente posta.

EXEMPLO. Verifique que a função:

y = l n( x )

é solução da equação diferencial abaixo:

Neste caso, tem-se:

y

'

y

' '

=

2

1

x

'

y

+

1

+

2 x

2

x

' '

y

=

= 0

1

.

2

x

pelo que, substituindo na equação diferencial dada, virá:

1 2 1 2 x + + 2 2 x x x o que pprova
1
2
1 2 x
+
+
2
2
x
x
x
o que pprova o que se pretendia. ∑
EXEMPLO. Verifique que a função:
é
solução da equação diferencial:
Neste caso virá:
'
y
vindo, pois, por substituição:
0

provando, portanto, o que se pretendia.

 

1

2

x

+

1

+

2

x

 

0

 

=

 

2

 

x

 

5

 
 

y =

2

x

 

' ' '

 

' '

'

y

3

y

+ 2

y

= 5.

 
 

5

' '

' ' '

=

2

y

 

=

y

= 0

 
 

5

x

3 0

+

2

x

 

= 5 5 = 5

 
 

2

=

0

0

=

0

EXEMPLO. Verifique que as funções:

( ) =

y x

1

(

sen x

)

,

( ) = cos( ) ,

y x

2

x

( ) = . cos( )

y x

3

x

x

são linearmente independentes. Calculando o determinante:

)

cos( )

)

sen x

sen x

(

x

(

cos( )

)

cos( )

x

(

sen x

x

2

cos( )

)

sen x

x

(

x

x sen x

x

x

. cos( )

)

.

(

. cos( )

x

cujo valor é diferente de zero, desde que calculado o valor do determinante. Portanto, as três funções dadas são linearmente independentes.

EXEMPLO. Verifique que a função:

é solução da equação diferencial:

Dado que se tem:

'

y

y

=

= cos( ) +

x

y

i e

ix

sen x

( ) +

' ' +

y

= 0.

' '

y

e i x

=

(

sen x

)

e

ix

substituindo as expressões encontradas na equação diferencial considerada, obtém-se:

y

' '

+

y

= 0

(

sen x

)

e

ix

+

sen x

( ) +

e

ix

= 0

0 = 0

que é uma igualdade numérica verdadeira, assim mostrando que a função dada é solução da equação diferencial considerada.

EXEMPLO. Resolver o seguinte problema de valores iniciais:

A solução geral da equação dada é:

e, dado que y (1) = 3 , virá:

'

y

2

y

=

0

 

(

y 1

) =

3

y

= C e

2 x

 

3

3 = Ce C = e

2

2

pelo que a solução do problema de Cauchy colocado é:

11

H.

y

BERNARDO LOPES

=

3 e

2 (

x

1) .

EXEMPLO. Obter a solução geral da equação:

 

' '

'

y

3

y

+ 2 = 4

y

x

2

.

A solução geral da equação homogénea correspondente à dada é, como se viu:

y

=

C e

1

x

+

C e

2

2

x

pelo que pode adoptar-se para solução particular da dada uma função do tipo:

2

y = A x + A x + A

1

2

3

.

Determinando a primeira e a segunda derivadas desta função e introduzindo-as na equação inicial, acham-se os coeficientes desconhecidos. A solução geral da equação dada é a soma da solução geral da equação homogénea com a solução particular encontrada.

EXEMPLO. Encontrar a solução geral da equação:

y

' ' '

+ 4

y

' '

+

y

'

6

y

= 18

2

x

+ 1.

A solução geral da equação homogénea correspondente a esta é, como se viu atrás:

y

=

C e

1

x

+

C e

2

2

x

+

C e

3

3 x

.

Assim, pode adoptar-se para solução particular uma função do tipo:

2

y = A x + A x + A

1

2

3

determinando a primeira, a segunda e a terceira derivadas desta função e introduzindo-as na equação inicial, achando depois os coeficientes desconhecidos através do método dos coeficientes indeterminados. A solução geral da equação dada é a soma da solução geral da equação homogénea com a solução particular encontrada.

EXEMPLO. Obter a solução geral da equação:

y

' ' +

y

= sec( ).

x

Já atrás se viu que a solução da equação homogénea correspondente a esta é:

y = C

1

cos( )

x + C sen x

2

( ).

Para se achar uma solução particular da equação dada é conveniente, neste caso, deitar mão do método de variação das constantes, resolvendo o sistema de equações:

virá:

+
+

'

C 1 cos( )

x

'

C sen x

1

(

)

+

+

'

C sen x

2

'

2

C

x

)

cos( )

(

= 0

=

sec( )

x

ou seja:

'

1

C

C

1

=

=

(

tg x

)

ln cos( )

x

'

2

C

C

2

= 1

=

x

pelo que uma solução particular da equação dada é:

y

=

cos( ) l n cos( )

x

x

+

(

x sen x

.

)

Portanto, a solução geral da equação dada é:

y

=

C

1

cos( )

x

+

C sen x

2

( ) co s( ) ln co s( )

x

+

x

+

x sen x

.

( ).

EXEMPLO. Resolver o seguinte problema de fronteira:

 

'

'

y

=

y

y

(

0

) =

1

y

(

1

)

=

0

.

 

A solução da equação diferencial dada é, como já se viu atrás:

pelo que terá de ter-se:

de onde se retiram os valores:

C

1

=

y =

1 =

0 =

e

2

C

1

e

C

1

C

1

e

e

e

2

1

x

0

1

+

+

+

C e

2

C e

2

x

0

C e

2

1

C

2

=

1

e

2

1

pelo que a solução do problema de valor no contorno colocado é:

y =

2 x

e

e

x

e 2

1

EXEMPLO. Resolver o seguinte problema de valores iniciais:

' '

'

6

y

7

y

+

y

=

'

(

y 0

)

=

10

 

=

5

.

0

Já atrás se viu que a solução geral da equação homogénea deste problema é:

y

H.

=

BERNARDO LOPES

C e

1

x

+

x

C e 6 .

2

Em face das duas restantes condições, tem-se o sistema de equações:

de onde se obtêm os valores:

C

1

10 =

5 =

C

1

+

C

2

C

1

+

1

6

C

2

= 4

C

2

= 6

vindo, assim, a solução do problema de Cauchy colocado:

y

= 4

e

x

x

+ 6 6 .

e

Com este conjunto de exemplos sobre equações diferenciais ordinárias lineares, com coeficientes constantes, espera-se ter contribuído para uma dominância cabal do tema aqui tratado.