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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA

Portal Educação

CURSO DE
ESTUDO E PREPARO DE
FITOTERÁPICOS

Aluno:

EaD - Educação a Distância Portal Educação

AN02FREV001/REV 4.0

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CURSO DE
ESTUDO E PREPARO DE
FITOTERÁPICOS

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas.

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SUMÁRIO

1 ETNOBOTÂNICA
2 ESTUDO DE PLANTAS MEDICINAIS
3 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA
4 PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS EM FITOTERAPIA
5 MÉTODOS DE EXTRAÇÃO DE MATERIAL VEGETAL
6 METABOLISMO VEGETAL
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 ETNOBOTÂNICA

A etnobotânica está inserida no contexto de etnobiologia, que incluem as


ações da ciência num contexto de multidisciplinaridade acadêmica a fim de gerar
retorno às comunidades de onde surgiu o conhecimento vivenciado sobre
determinada particularidade. A etnobotânica é o estudo das relações entre povos e
plantas, considerando o seu manejo, percepção e classificação deste recurso
vegetal para as diferentes sociedades. O termo etnobotânica foi utilizado pela
primeira vez pelos biólogos europeus em 1985, para designar o uso das plantas por
povos nativos. O âmbito do estudo etnobotânico tem se ampliado atualmente, a fim
de englobar as relações entre plantas e a cultura humana.
Dentro da etnobotânica, a exploração científica interdisciplinar dos agentes
biologicamente ativos, tradicionalmente empregados ou observados pelas
sociedades, utilizando plantas como remédio é definido por etnofarmacologia. O
estudo de etnofarmacologia combina informações adquiridas das comunidades
locais que fazem uso da flora medicinal com estudos químicos e farmacológicos
realizados em laboratórios. A escolha das espécies medicinais a serem pesquisadas
baseadas nas informações da população quanto à utilização das espécies para
determinada patologia constitui um atalho importante para o descobrimento de
novos fármacos.
A Etnofarmacologia é uma disciplina multidisciplinar e interdisciplinar que
requer a interação e a cooperação entre profissionais de diferentes áreas de
conhecimento. Geralmente, o método etnofarmacológico tem os seguintes passos:
 Coleta e análise de dados etnofarmacológicos;
 Identificação botânica da espécie estudada, incluindo depósito de um
material-testemunha em herbário;
 Pesquisa bibliográfica em bancos de dados de química e biologia e
principalmente de plantas medicinais (ex. Chemical Abstracts, Biological Abstracts);
 Análise química preliminar a fim de detectar os principais constituintes
químicos presentes na parte da planta estudada;

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 Estudo farmacológico preliminar em modelos experimentais relevantes
relacionados aos sugeridos pela população;
 Fracionamento químico por métodos diversos, como cromatografia e
diferença de solubilidade aliados ao uso de técnicas analíticas, como cromatografia
líquida de alta eficiência ou reações específicas;
 Estudo farmacológico e toxicológico das frações padronizadas e/ou
compostos isolados;
 Estudo de formulações farmacêuticas a serem comercializadas e
estudos pré-clínicos;
 Elucidação estrutural das substâncias ativas isoladas para orientar a
farmacotécnica e o controle de qualidade químico e biológico;
 Propor derivados semissintéticos e estudo farmacológico.

O estudo etnofarmacológico deve estar fundamentado em resgatar o saber


popular por meio do conhecimento gerado, no respeito às diferenças culturais e
ações que garantam o retorno desse conhecimento para a população, não
resultando em mais um material científico nas prateleiras e livrarias.

2 ESTUDO DE PLANTAS MEDICINAIS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define plantas medicinais como


espécies vegetais que possuem em um de seus órgãos, ou em toda a planta,
substâncias que se administradas ao ser humano ou a animais, por qualquer via e
sob qualquer forma, exercem algum tipo de ação farmacológica. As plantas
medicinais possuem um valoroso reservatório genético e um poderoso laboratório
natural de síntese biológica, sendo sua exploração essencial para o
desenvolvimento de novas moléculas ativas biologicamente. A vasta gama de
informações sobre plantas medicinais como “remédios” em todos os lugares do
mundo leva à necessidade do desenvolvimento de métodos de estudo que facilitem
a tarefa de recolher o máximo de informações das plantas com potencial terapêutico.

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Tais métodos devem respeitar as diferenças culturais entre as comunidades e o
conhecimento dos diferentes sistemas médicos tradicionais locais.

FIGURA 1 – ROTEIRO DE INFORMAÇÕES BÁSICAS NO ESTUDO DE PLANTAS


MEDICINAIS

FONTE: Simões, 2004.

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O conhecimento popular da utilização dos recursos vegetais é inumerável e
aplicado pelas comunidades sem nenhum interesse econômico, o que facilita a sua
propagação por todos os territórios. Esses conhecimentos provêm de pelo menos
três fontes principais: a observação cuidadosa dos efeitos de certos alimentos e
condimentos, dando a ideia de como utilizá-los em caso de doenças; a observação
das atitudes de animais e insetos perante as plantas, inspirando o ser humano a
utilizar tais vegetais como elementos de cura; e a observação das características
próprias das plantas e a formulação de ideias acerca das suas qualidades, seguidas
da experimentação dos seus efeitos. Dessa forma, os povos mais primitivos da
história da humanidade passaram a conhecer as plantas de seu ecossistema e a
reconhecer suas propriedades.
A origem do conhecimento sobre utilização terapêutica de plantas medicinais
está associada a indivíduos mais idosos e/ou indivíduos respeitados ou líderes das
comunidades, como pajés, curandeiros, benzedeiras, mateiros, Geralmente, os
detentores dessas informações são indivíduos mais idosos. A transmissão do
conhecimento se dá essencialmente, de forma oral e gestual pelas famílias, por
meio das sucessivas gerações.
O uso medicinal das plantas é considerado uma prática da medicina
paralela. As receitas de remédios a base predominantemente de vegetais é comum
na medicina popular. Na medicina popular, os sistemas médicos tradicionais atuam
de forma não sistematizada e, muitas vezes, sem comprovação científica, refletindo
a imensa variedade de métodos terapêuticos tradicionais, fundamentados em
conhecimentos e habilidades que se inscrevem no âmbito do empirismo médico. As
origens da utilização de plantas medicinais na medicina paralela brasileira são:

 Sistema Etnofarmacológico Europeu – influência da colonização


portuguesa e de outros povos europeus, sendo marcante no sul do país já que
possui um clima mais frio, semelhante ao europeu, onde essas plantas já estavam
adaptadas. Exemplos de plantas europeias são: a alfazema (Lavandula angustifolia
L.) e o ginkgo (Ginkgo biloba L.);

 Sistema Etnofarmacológico Africano - trazido com o tráfico de escravos


para o Brasil nos séculos XVI e XVII. Associado a diversos rituais religiosos sendo

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mais encontrado no estado da Bahia. Por meio dos negros africanos incorporamos
plantas como a arruda (Ruta graveolens L.) e o jambolão (Syzigium jambolanum L.);

 Sistema Etnofarmacológico Indígena - herança do conhecimento de


plantas medicinais dos indígenas brasileiros. No entendimento indígena, o
significado de doença e saúde tem características míticas e simbólicas associadas
às interações sociais e sobrenaturais em desequilíbrio. Os processos de cura podem
variar de acordo com o grupo indígena, entre os Xamãs, considerado como médico-
pajé, o estado de êxtase é indispensável para que a alma vá para longe do corpo,
percorrendo lugares distantes. O sistema indígena é amplamente distribuído por
todo território nacional. O uso das plantas caapeba (Piper umbellatum L.) e o urucum
(Bixa orellana L.) são exemplos deste sistema;

 Sistema Etnofarmacológico Oriental - trazido junto com os imigrantes


chineses e japoneses para o Brasil, predominantemente encontrado no estado de
São Paulo e de Minas Gerais. Os orientais trouxeram para o Brasil espécies como o
gengibre (Zingiber officinale R.) e a raiz forte (Wasabia japonica (Miq.) Matsum).
Outras plantas medicinais de origem oriental foram trazidas pelos portugueses
durante suas navegações até a Ásia, como a canela (Cinnamomum cassia Nees) e
o cravo (Syzygium aromaticum L.), espécies mundialmente conhecidas por sua
utilidade na culinária;

 Sistema Etnofarmacológico Indiano – origina a medicina Ayurvédica


ciência que tenta conhecer o máximo o corpo humano para então harmonizá-lo, a
abordagem terapêutica se faz por plantas medicinais, exercícios físicos, ioga,
astrologia, massagem, aromaterapia e psicologia. As receitas médicas indianas
consistem de fitocomplexos, ou seja, três a dez plantas com efeito sinérgico e
complementar. Esse tipo de sistema milenar vem influenciando fortemente o sistema
terapêutico no mundo inteiro e em especial o brasileiro, que se beneficia com a
introdução de plantas medicinais como açafroeira (Curcuma longa L.) e mamona
(Ricinus comunis L.);

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 Sistema Etnofarmacológico Amazônico – deriva de particularidades da
flora desta região, associada aos conhecimentos indígenas pela figura do caboclo.
Plantas específicas da região amazônica como o guaraná (Paulinia cupana L.), a
copaíba (Copaifera officinalis (Jacq.) L.) e o cumaru (Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.)
se fazem conhecida para tratamento de diversas doenças;

 Sistema Etnofarmacológico Nordestino - a região do Nordeste


apresenta clima e vegetação peculiares, além de forte influência indígena e africana.
Esses aspectos combinados às más condições socioeconômicas da região
estimularam o surgimento de um sistema de plantas medicinais próprias. Como
contribuição do sistema nordestino, temos as espécies aroeira (Schinus molle L.) e
catinga de mulata (Tanacetum vulgare L.).

Nas últimas décadas a OMS está incentivando os governos dos países onde
as condições de saúde são precárias a implantar programas de saúde que diminuam
os custos, mediante métodos e técnicas eficazes, conhecidos e tradicionalmente
aceitáveis pela população. A partir desse estímulo, surgem como exemplo os
programas de Farmácias Vivas, Projeto Ervas no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS) assistindo as populações locais. Esses projetos têm por objetivo levantar
informações junto às comunidades da região, realização de um horto de plantas
medicinais, estudar cientificamente as plantas medicinais, estudar as propriedades
terapêuticas dessas espécies, oferecer assistência farmacêutica fitoterápica de base
científica às entidades públicas e privadas sem fins lucrativos e distribuir
medicamentos fabricados a partir das espécies.
O quadro abaixo exemplifica as principais espécies utilizadas como plantas
medicinais e inseridas nestes programas:
Plantas Medicinas utilizadas no Brasil
Alecrim Rosmarinus officinalis L.
Alfavaca/Manjericão Ocimum spp.
Anador Justicia pectoralis var.
Arnica Solidago microglossa DC
Babosa Aloe vera L.

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Boldo Plectranthus barbatus
Andr.
Camomila Matricaria chamomilla L.
Campim-limão Cymbopogon citratus
(D.C) Stapf.
Cavalinha Equisetum arvense L.
Colônia Alpinia zerumbet (pers.)
Erva-cidreira Lippia alba (Mill.) N. E. Br.
Erva-de-bicho Polygonum acre H. B. K.
Erva-de-santa- Chenopodium
maria ambrosioides L.
Guaco Mikania glomerata Spring.
Hortelã-graúda Pectranthus amboinicus
Lour.
Hortelã-rasteira Mentha x vilosa Huds
Hortelã-vick Mentha x arvensis L.
Maracujá Passiflora edulis Sims
Quebra-pedra Phyllanthus niruri L.
Tansagem Plantago major L.

3 IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA

Na fase inicial do estudo de plantas medicinais é necessária a identificação


botânica das espécies. Muitas plantas medicinais são nomeadas pela população de
acordo com alguma característica do vegetal, sabe-se que muitas espécies se
assemelham morfologicamente e em relação à atividade biológica levando a
confusão botânica. Os nomes populares, comuns e vulgares são regionais e não
recebem importância nos trabalhos científicos. Entretanto, são úteis nos

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levantamentos etnobotânicos, como fonte de informação sobre a cultura da
população e a utilização de uma espécie. Exemplo é a espécie Caseria silvestris Sw.
Conhecida como chá-de-bugre e erva-de-bugre no Rio Grande do Sul e estados do
sul do Brasil; e por guaçatonga e língua-de-lagarto em outras regiões. Por outro
lado, o mesmo nome popular pode significar diferentes espécies vegetais, um
exemplo é o nome camomila que é usado para Chamaemelum nobile L. e também
para Chamomilla recutita L. ambas da família Asteraceae. É relevante observar que
os nomes dados pela população a algumas espécies de diferentes gêneros ou
famílias botânicas têm nomes de medicamentos, como melhoral, novalgina,
penicilina.
A caracterização de uma espécie vegetal inicia-se na determinação de
estruturas maiores, macroscópicas. Uma planta medicinal tipo erva deve ser
observada quanto sua morfologia externa, desde ramificação de raízes, forma do
caule, forma e disposição das folhas e organização das flores; quando uma árvore
ou arbusto deve-se considerar os itens citados e flores, frutos e sementes. Após a
coleta da espécie vegetal, uma amostra seca de partes dessa é prensada e fixada
em uma cartolina acompanhada de etiqueta ou rótulo, contendo informações sobre o
vegetal e o local de coleta, esse material encaminhado para identificação botânica é
chamado de exsicata, que ficará depositada em um herbário.

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FIGURA 2 – ESQUEMA MOSTRANDO AS PRINCIPAIS PARTES DE UMA
EXSICATA

4 PREPARAÇÕES FARMACÊUTICAS EM FITOTERAPIA

O conhecimento de como são utilizadas as espécies medicinais pela


população é um ponto importante para aprofundar os estudos e a utilização destas
espécies. As plantas medicinais podem ser usadas frescas ou secas, dependendo
de como se encontra é utilizada em quantidades diferentes. Uma planta após
secagem perde metade do peso inicial, em virtude da perda de água. Dessa forma,
a planta fresca quando utilizada deve corresponder ao dobro da quantidade da
planta seca. A população utiliza formas rudimentares de medidas, como colher de
sopa, colher de chá, punhado ou copo de geleia. As plantas utilizadas não devem

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ser oriundas de locais próximos de esgoto, água parada e/ou de cultivo com uso de
agrotóxico, e preconizam-se a utilização de planta fresca, principalmente folhas.
Não é aconselhável durante as preparações a utilização de materiais de
alumínio, ferro, barro ou pedra, já que os constituintes ativos da planta podem reagir
com metais presentes nesses materiais. O ideal é a utilização de vidro, aço
inoxidável, esmaltado ou porcelana. A utilização deve ser imediata, evitando o
armazenamento prolongado. Caso seja necessário guardar o material devem-se
utilizar recipientes de vidro limpos e escaldados, de preferência de cor escura ou
enrolados com papel a fim de proteger da luz e em geladeira. Todos os recipientes
devem ser etiquetados com identificação da planta, tipo de preparação e data de
preparo.

As principais preparações de plantas medicinais utilizadas pela população


são:

 Chás – forma mais apreciada pela população. Além de seu alto valor
medicinal específico hidrata o organismo e auxilia na eliminação de toxinas,
favorecendo o controle da temperatura corporal e a digestão de alimentos. Devem
ser utilizados no máximo até 12h após seu preparo, que pode ser das seguintes
formas:

Infusão – material vegetal, geralmente flores e folhas picadas, permanece


durante certo tempo em água fervente, em recipiente tapado. Preparados para uso
imediato;

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Decocção – consiste em colocar as partes da planta, como raízes e folhas
picadas, em contato com solvente (normalmente água) em ebulição. Os decoctos
devem ser utilizados imediatamente. Esse tipo de preparação degrada substâncias
ativas sensíveis ao aquecimento;

Maceração – material vegetal na forma de pó é deixado em contato com


líquido, como álcool ou água a frio por um ou mais dias. Deve-se coar antes do
consumo.

 Alcoolaturas – preparações líquidas, obtidas a partir da planta fresca ou


seca em contato com uma solução de água e álcool em diferentes concentrações, à
temperatura ambiente. Utilizada dissolvendo gotas da alcoolatura para ingestão em
água e externamente em compressas e fricções;

 Xarope – solução de plantas medicinais açucaradas facilitando a


administração de plantas com sabor desagradável ou em crianças. O açúcar
presente nessa preparação permite a conservação por mais tempo. O preparo pode
ser a partir do chá, acrescentando açúcar ou a tintura de uma planta em um xarope
simples. Também pode ser adicionado ao xarope óleo essencial;

 Compressas – parte da planta utilizada é colocada para ferver em


água. Após coar, embeber a solução em gaze ou algodão com o líquido, retirar o
excesso e colocar mais água quente na área afetada. Compressas frias também
podem ser preparadas com as alcoolaturas;

 Cataplasma – aplicação direta da planta no local afetado. Geralmente,


preparado com a planta fresca, quando utilizada a planta seca deve-se misturar a
uma pequena quantidade de água para amolecer. Deve-se observar se a planta
possui partes, como pelos que possam irritar a pele ou presença de látex que podem
causar queimaduras;

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 Bochechos e gargarejos – pode-se utilizar o chá ou a tintura diluída em
água, as preparações são colocadas na boca, mas não são ingeridas;

 Banhos – utilização de chá misturado à água do banho; causam


sensação de refresco, estimulam a circulação, relaxa a musculatura tensa ou
cansada. Muito comum na medicina popular a utilização dos chamados banhos de
assento para distúrbios do aparelho reprodutor e infecções;

 Sumo – a planta fresca em pedaços é triturada com auxílio de um pilão


até se obter uma “papa”, nessa os princípios ativos da planta estão na própria água
da planta. Deve ser utilizado logo após seu preparo, pois pode estragar
rapidamente;

 Inalação – prepara-se um chá por infusão em um recipiente e aspira-se


o vapor, a cabeça pode estar coberta com uma toalha ou pode-se utilizar um cone
de papel em que a parte mais larga fica voltada para o recipiente e a mais estreita
nas narinas. Deve-se ter cautela a fim de evitar queimaduras com o chá quente. As
substâncias ativas presentes na planta são arrastadas pelo vapor da água quente e
são inalados. É uma forma muito utilizada na medicina popular para tratamento de
distúrbios respiratórios;

 Salada – forma direta de ingerir as plantas medicinais, algumas


espécies apresentam sabor agradável servindo como tempero. Como exemplos têm
a hortelã, o alho e o gengibre. Geralmente, prepara-se a salada com plantas frescas,
utilizando flores, folhas, frutos, talos e raízes. É comum a utilização dessas plantas
moídas encontradas no comércio na forma de pó, saquinhos, cápsulas e associados
com azeites.

5 MÉTODOS DE EXTRAÇÃO DE MATERIAL VEGETAL

O processo extrativo visa à retirada dos princípios ativos de dentro de

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determinada droga vegetal, por meio de um solvente, obtendo-se formas
terapêuticas mais convenientes ao manuseio e a manipulação.
A extração de plantas medicinais é um processo seguinte da secagem,
estabilização e moagem. O processo de extração depende de fenômenos de difusão
e a renovação do solvente em contato com as substâncias solúveis permitem a
dissolução dessas. Devem-se considerar as características do material vegetal, o
seu grau de divisão, o meio extrator (solvente) e a metodologia de extração. O poder
de penetração do solvente depende da textura da parte da planta a ser extraída,
quanto mais rígido o material, menor seu grau de granulometria. O solvente extrator
escolhido deve ser o mais seletivo possível, essa seletividade depende do grau de
polaridade das substâncias presentes na planta as quais se deseja extrair. Quando
não se conhece as características das substâncias presentes em determinada
espécie estudada, utiliza-se normalmente extração com solventes de diferentes
polaridades, a fim de agrupar em cada solvente utilizado, diferentes grupos de
constituintes químicos. Em geral, todas as substâncias de interesse fitoquímico
possuem razoável solubilidade em misturas etanólicas ou metanólicas a 80%, sendo
essas usualmente utilizadas na extração de constituintes presentes em espécies
medicinais.
A extração de algumas substâncias é influenciada pelo pH do líquido
extrator, exemplo disso é a extração de compostos alcaloidicos de natureza alcalina
com soluções ácidas.
Alguns métodos de extração assemelham-se aos métodos utilizados na
medicina popular para utilização de espécies vegetais terapêuticas, como exemplo
são os métodos de maceração, decocção e infusão como descritos anteriormente.
Outros métodos pela necessidade de aparelhagens são utilizados em laboratórios,
como:
 Digestão – extração a temperatura ambiente por meio do contato da
droga vegetal com o solvente mantido em uma temperatura de 40 a 60º C;

 Percolação – técnica em que o solvente a temperatura ambiente fica


em contato estático ou dinâmico com a planta em recipiente adequado, o percolador;

 Turbólise – emprego de um equipamento específico, um liquidificador

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industrial, que pulveriza as partes vegetais a temperatura ambiente e lava os
conteúdos celulares, extraindo os princípios ativos;

FIGURA 3 – PERCOLADOR UTILIZADO NO PROCESSO EXTRATIVO DE


PERCOLAÇÃO (À ESQUERDA) E LIQUIDIFICADOR PARA TURBÓLISE (À
DIREITA)

FONTE: Disponível em: <http://www.erli.com.br/>. Acesso em: 31mar. 2011.

 Extração por Soxhlet – extração a quente em sistemas fechados


utilizando-se um aparelho de Soxhlet acoplado a um balão de vidro sob uma placa
de aquecimento;

 Extração por Refluxo – a planta em um balão juntamente com o


solvente acoplado a um condensador de bolhas é colocado sob uma placa de
aquecimento onde permanece sob refluxo por uma hora, depois de transcorrido o
tempo filtra-se o extrato.

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FIGURA 4 – EXTRAÇÃO POR REFLUXO (À ESQUERDA) E POR SOXHLET (À
DIREITA)

FONTE: Pinheiro, 2010.

O resultado dos processos extrativos após minutos ou semanas obtém-se os


extratos vegetais líquidos, definidos por preparações líquidas ou em pó, obtidas da
retirada dos princípios ativos de uma espécie vegetal por diversas metodologias.
Tais metodologias são práticas farmacêuticas que visam concentrar substâncias,
aumentar o prazo de validade e conservação de algumas drogas ou voltadas para a
separação e/ou isolamento de ativos destinados a fins terapêuticos, minimizando a
presença de compostos indesejáveis. O extrato líquido que pode ser o objetivo final
da extração é chamado de tintura, concentração dos ativos em 10 ou 20%, ou
também o extrato fluido, de concentração de 100% ou 1:1. Caso o extrato líquido
não for o desejado, pode-se filtrar e evaporar o solvente extrator, restando então o
extrato seco, onde os princípios ativos estão na forma de pó, juntamente com
quantidades variáveis de excipientes.
Além das formas de utilização de plantas medicinais pela população
descritas anteriormente, outras formas farmacêuticas estão disponíveis, preparadas
a partir do extrato obtido por diferentes métodos extrativos. O próprio extrato líquido

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ou seco, fluidos, elixires, pomadas, drágeas, colírios, cremes, loções, tinturas, que
requerem conhecimento farmacotécnico para sua elaboração e aparelhagem
específica para manipulação e armazenamento, são exemplos de formas utilizadas
na fitoterapia.
A tintura é uma solução extrativa hidroalcoólica (30º a 96º GL) obtidas de
vegetais secos por maceração ou por percolação. Podem ser simples, extração de
uma única planta ou composta, extração de duas ou mais plantas. O preparo pode
ser por 10% da droga vegetal, quando a planta apresenta ativos potentes ou 20%,
para plantas mais comuns. Por ser um preparado muito concentrado não é
aconselhável a utilização direta na pele, recomendando-se a diluição prévia em
água. A tintura-mãe, usada em homeopatia, é uma preparação líquida resultante da
ação dissolvente de um veículo alcoólico sobre a droga de origem vegetal,
geralmente fresca.
Os elixires são líquidos hidroalcoólicos, preparados para uso oral contêm
geralmente glicerina, sorbitol ou xarope simples. Os óleos essenciais são uma
mistura de compostos químicos vegetais voláteis e aromáticos; geralmente pouco
solúveis em água e obtidos por destilação por arraste de vapor a partir da planta
fresca. A composição química dos óleos essenciais é bastante complexa, podem
conter mais de cem substâncias diferentes, com diversas atividades biológicas. Os
bálsamos ou resinas são exsudatos vegetais constituídos de mistura complexa de
terpenoides complexos e seus ésteres, apresentam aspecto pastoso resinoso, como
exemplos, o bálsamo de Tolú e resina de podofilo.

6 METABOLISMO VEGETAL

O metabolismo é o conjunto de reações químicas que continuamente


ocorrem em cada célula vegetal. A presença de enzimas específicas garante certa
direção a essas reações, denominadas rotas metabólicas. As reações enzimáticas
podem ser do tipo anabólico, catabólica e biotransformação. As rotas metabólicas
visam primariamente à obtenção de nutrientes para a necessidade da célula, como
energia (ATP), poder redutor (NADPH) e biossíntese de compostos essenciais à sua

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sobrevivência (macromoléculas, como carboidratos, lipídios e proteínas).
Os processos essenciais à vida e comuns nos vegetais são denominados de
metabolismo primário, que se caracteriza por grande produção, distribuição universal
e com funções essenciais. O metabolismo secundário caracteriza-se pela
biossíntese de micromoléculas com diversidade e complexidade estrutural, produção
em pequena escala, distribuição restrita e especificidade, tendo papel adaptativo ao
meio, defesa contra herbívoros e microrganismos, proteção contra raios UV, atração
de polinizadores, atração de animais dispensores de sementes.
Os metabólitos secundários por serem fatores de interação entre
organismos, frequentemente, apresentam atividades biológicas interessantes, sendo
de grande interesse para o estudo de substâncias oriundas de espécies vegetais.
Muitos metabólitos são de grande importância na área farmacêutica, alimentícia,
agronômica e na indústria de perfumes. O estudo dos produtos naturais
provenientes do metabolismo secundário de plantas compete à farmacognosia
(pharmakon = fármaco e gnosis = conhecimento).

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FIGURA 5 – METABOLISMO SECUNDÁRIO DE ESPÉCIES VEGETAIS

A produção de metabólitos secundários é resultado de complexas interações


entre biossíntese, transporte, estocagem e degradação. É influenciado por
hereditariedade, ontogenia (estágio de desenvolvimento) e ambiente. Em várias
espécies vegetais, o local de biossíntese se restringe a um órgão, enquanto que os
produtos são acumulados em toda planta ou em órgãos diferentes, por meio de um
sistema de transporte intercelular. As moléculas de metabólitos mais hidrofílicos
tendem a se acumular nos vacúolos, enquanto que os lipofílicos se acumulam em
ductos de células mortas ou ligam-se aos componentes celulares lipofílicos, como
membranas, lignina e ceras cuticulares. Alguns metabólitos que são tóxicos e
utilizados na defesa do vegetal contra herbívoros são acumulados em estruturas

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especializadas, protegendo o próprio vegetal. Exemplo são os glicosídeos
cianogênicos acumulados nos vacúolos de células epidérmicas separado das
hidrolases.
A origem dos metabólitos secundários é o metabolismo da glicose, por meio
da via de dois metabólitos principais, o ácido chiquímico e o acetato. O ácido
chiquímico origina os aminoácidos aromáticos, precursores da maioria dos
metabólitos secundários aromáticos. Outros metabólitos derivam de ambos os
intermediários, como as antraquinonas, dos flavonoides e dos taninos condensados.
Os metabólitos derivados da via do acetato, como os alcaloides, terpenoides,
esteroides e ácidos graxos. Os metabólitos secundários podem ser encontrados na
forma livre, denominados agliconas ou estar ligados a uma ou mais unidades de
açúcar, formando os heterosídeos.
Os principais metabólitos são descritos a seguir e serão citadas suas
atividades biológicas ao longo deste curso:

 Polissacarídeos – polímeros de alto peso molecular resultantes da


condensação de um grande número de moléculas de aldoses e cetoses. Está
relacionado às seguintes atividades biológicas: anti-inflamatória, antitumoral,
hipoglicêmica, imunoestimulante, anticoagulante, antiviral e hipocolesterolemiante.
Exemplo: amido, mucilagem e pectinas;

 Ácidos Orgânicos – compostos de ampla distribuição nas espécies


vegetais desempenham inúmeros papéis importantes no metabolismo primário da
planta (fotossíntese e respiração). Exemplos: ácido cítrico (frutas cítricas) que
aumentam o fluxo salivar, contribuindo para reduzir o número de bactérias na
cavidade oral e ácido tartárico (videira e tamarino) possui ação laxativa leve;

 Terpenoides – substâncias formadas a partir da condensação de


unidades isoprênicas provenientes da via do acetato-mevalonato. São comuns em
óleos essenciais onde é possível encontrar o timol de ação antisséptica na espécie
Thymus vulgaris L., conhecida como tomilho e o eugenol de ação analgésica e
anestésica na Caryophylus aromaticus L., o cravo-da-índia;
 Saponinas – heterosídeos esteroidais ou terpênicos policíclicos de

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característica marcante de formadores de espuma em água quando submetidos à
agitação. Pode formar complexos com esteroides – saponinas esteroidais de ação
diurética, hipocolesterolemiante, antifúngica, expectorante e laxativa. Como exemplo
de espécies produtoras de saponinas são o ginseng (Panax ginseng C.) e o alcaçuz
(Glycyrrhiza glabra L.);

 Alcaloides – compostos de caráter alcalino pela presença de nitrogênio


amínico. Podem ser sólidos, líquidos, incolores ou de coloração amarelada ou roxa.
São classificados de acordo com a diversidade estrutural. Diversas funções para os
vegetais estão associadas aos alcaloides, como reserva para a síntese de proteínas,
proteção contra insetos e outros herbívoros, estimulantes ou reguladores de
crescimento, do metabolismo interno ou da reprodução, e agentes finais de
desintoxicação por transformações simples de outras substâncias. No geral, tais
substâncias são potentes e tóxicas, devendo ser utilizadas sob orientação médica.
Os alcaloides são responsáveis por causar ações calmante, sedativas, estimulantes,
anestésicas e analgésicas no organismo, podendo atuar também no sistema
nervoso autônomo, como regulação pressão arterial. Podemos citar os alcaloides do
ópio, como morfina e codeína isoladas da Papaver sominiferum L. de ação
analgésica; a reserpina, um alcaloide de ação anti-hipertensiva, isolada da Rawvolfia
serpentina L. e os alcaloides da vinca, vincristina e vimblastina, de ação antitumoral
encontrados na Catharantus roseus G. Don.

 Antraquinonas – compostos heterosídeos antraquinônicos ou derivados


antracênicos que apresentam em sua estrutura química uma quinona – estrutura
responsável pela atividade. São principalmente purgativos (estimulam o trânsito
intestinal), como exemplos de espécies utilizadas por essa atividade têm a Aloe
barbadensis M. (babosa) e Cassia angustifolia V. (sene) que são isolados os
seguintes heterosídeos antraquinônicos respectivamente, aloína A e B e senosídeos
A, B, C e D;

 Taninos – são estruturas complexas polifenólicas ligadas a outros


componentes aromáticos, que se distribuem em todo o vegetal para sua proteção
contra herbívoros, para inibir a germinação de sementes alheias e para reduzir a

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proliferação de microrganismos. Sua presença é marcante na planta devido à sua
adstringência ao se mastigar, como a goiabeira (Psydium guaiava L.). Os taninos
são substâncias que se destacam principalmente por sua ação cicatrizante,
antisséptica, antidiarreica, anti-hemorrágica, antioxidante e anti-inflamatória;

 Lignanas – polímeros fenilpropânicos que conferem rigidez às paredes


celulares. São amplamente distribuídos nos vegetais, principalmente espécies
lenhosas. Como atividades biológicas podem destacar: anti-inflamatória, antifúngica,
hepatoprotetora e antisséptica urinária. A espécie Podophyllum hexadrum que se
encontra a podofilotoxina de ação antineoplásica;

 Flavonoides – são heterosídeos com 15 átomos de carbono derivados


dos fenilpropanoides; seu termo deriva do latim flavus, que significa amarelo em
virtude das cores das flores. Concentram-se principalmente nas partes aéreas das
plantas medicinais, ocorrendo em menor número nos rizomas e raízes. Seu papel
biológico na planta está associado com atração de insetos polinizadores e proteção
contra os nocivos, reação contra infecções causadas por fungos e vírus,
colaboração com os hormônios de crescimento, inibição da ação de enzimas que
participam do processo oxidativo. Diversas atividades biológicas são descritas aos
flavonoides, a ação anti-inflamatória e antioxidante se destaca como mostrado por
trabalhos científicos com espécies como Ginkgo biloba L. (ginkgo) e Passiflora spp;

 Glicosídeos Cardiotônicos – são compostos formados por uma porção


esteroide (genina), uma porção açúcar e um anel lactônico não saturado pentacíclico
(cardenolídeos) ou hexacíclico (bufadienolídeos). A digitoxina, presente na espécie
conhecida como dedaleira (Digitalis lanata L. e Digitalis purpurea L.) é o glicosídeo
cardiotônico mais conhecido e utilizado na terapêutica da insuficiência cardíaca e
fibrilação;

 Cumarinas – são lactonas do ácido o-hidroxicinâmico encontradas nos


vegetais, fungos e bactérias. Diversas espécies são descritas por apresentarem
como metabólitos secundários as cumarinas. A espécie conhecida por trevo-de-
cheiro (Mellilotus officinalis L.) possui ação anticoagulante pronunciada usada em

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trombose e embolia e por guaco (Mikania glomerata S.) de ação expectorante se
destacam na terapêutica, tendo tais ações associadas à presença de cumarinas.

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