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Andares do Sistema litoral

Supralitoral

Os primeiros povoamentos marinhos que se encontram logo a seguir ao domínio terrestre sobre
substratos rochosos e que formam o andar supralitoral são caracterizados pela existência de um
pequeno molusco gastrópode — Littorina neritoides (= Melaraphe neritoides),

?Littorina neritoides

que encontramos em grande quantidade, sobretudo nas fissuras dos rochedos, e pela presença
de algas azuis microscópicas — as cianofíceas que vivem no interior da rocha e lhe conferem
uma cor acinzentada. Esta cor permite limitar superiormente o andar, podendo-se assim
estabelecer a fronteira entre o domínio marinho e o terrestre.
Quando a agitação da água (ou seja, o hidrodinamismo) diminui, além dos elementos citados,
iremos encontrar um líquene negro Verrucaria maura,
Verrucaria maura

cujo aspecto lembra o alcatrão derramado sobre a rocha. Característico também deste andar é o
crustáceo isópode Ligia oceanica que vive geralmente nas fissuras das rochas, pequenas
concavidades ou tecto de grutas.

Ligia oceanica
O andar supralitoral é raramente coberto pela água do mar. o que, no entanto, pode acontecer
durante as marés vivas, mas sempre por pouco tempo. De um modo geral, está apenas sujeito à
aspersão por gotículas de água provenientes das vagas. Pode. por vezes, ser banhado pelas vagas
muito fortes. A extensão vertical deste andar, assim como a do mediolitoral, vai evidentemente
variar em função da exposição da costa à intensidade hidrodinâmica e da amplitude da maré
(que condicionam a humectação). Ambos estão compreendidos na zona das marés, bem como a
parte superior do infraliloral.
Sobre os substratos arenosos, o povoamento do andar supralitoral é em regra constituído por
crustáceos anfípodes (as pulgas-do-mar).

Mediolitoral

A natureza dos povoamentos apresentados pelo andar mediolitoral que se encontra


totalmente compreendido na zona das marés, sobre substratos rochosos, vai
também variar em função do hidrodinamismo. Em qualquer circunstância, os
primeiros elementos mediolitorais, que se observam para baixo do supralitoral, são
constituídos por indivíduos dos crustáceos cirrípedes Chthamalus montagui e
Chthamalus stellatus, espécies presentes em toda a extensão vertical do andar.
?Chthamalus montagui

Chthamalus ?montagui
Na parte mais baixa do mediolitoral existem povoamentos densos de mexilhões
— Mytilus galloprovincialis,

Mytilus galloprovincialis

sendo o limite do andar delimitado inferiormente por uma alga calcária,


Lithophyllum lichenoides <= Lithophyllum tortuosum).
Lithophyllum sp.

Ao nível desta alga vamos também encontrar o crustáceo cirrípede Balanus


perforatus.
Balanus perforatus

Balanus ?perforatus

Nos locais em que o hidrodinamismo é mais atenuado, além dos elementos que
acabámos de citar, existe muito perto do limite superior do andar uma cintura
(faixa de altura regular) de cor negra, constituída pelo líquene Lichina pygmaea
Lichina pygmea

e na parte inferior a alga Fucus spiralis.

Fucus spiralis
Fucus ?spiralis

Nos locais em questão, o limite inferior do andar é constituído por povoamentos


densos de Balanus perforatus. Pois Lithophyllum lichenoides desaparece quando o
hidrodinamismo atinge determinado valor mínimo.

Na extensão vertical do andar mediolitoral poderemos encontrar numerosas


poças permanentemente repletas de água, onde as condições ambientais são
semelhantes às existentes no andar infralitoral, constituindo assim um enclave do
andar infralitoral no mediolitoral. As poças em questão encontram-se geralmente
forradas pela alga calcária Lithopyllum incrustans e apresentam organismos
infralitorais, entre os quais o ouriço Paracentrotus lividus.
Poça com Paracentrotus lividus e Litophyllum sp.

Os substratos arenosos mediolitorais apresentam crustáceos anfípodes e


poliquetas.

Infralitoral

O andar infralitoral estende-se desde o limite inferior do andar mediolitoral até à


profundidade compatível com a existência das algas fotófilas (algas que exigem bastante
iluminação) ou das angiospérmicas marinhas (Zostera, p. cx.), que na costa portuguesa se
situa a cerca de 20 m a 24 m de profundidade. Este andar, de que apenas uma
pequena zona da parte superior descobre na baixa-mar, é essencialmente
ocupado pela biocenose das algas fotófilas, que apresenta várias fácies, ou seja, a
proliferação de determinada espécie (da biocenose) em determinada área. Nos
locais de maior hidrodinamismo e na zona mais superficial encontra—se a fácies
constituída pela alga Corallina elongata.
Corallina ?elongata

Corallina ?elongata
Mais abaixo são as algas Gelidium sesquipedale e Asparagopsis armata as responsáveis pela
formação de importantes fácies. Nos locais em questão pode também aparecer uma fácies
constituída pelo mexilhão Mytilus galloprovincialis (que apresenta, portanto, povoamentos
médio e infralitorais). Em muitas zonas assistimos à implantação, sobre os povoamentos
de Gelidium sesquipedale e de Asparagopsis armata, de uma fácies de Saccorhiza polyschides.
Esta alga é geralmente acompanhada por Cystoseira usneoides nos locais onde há uma certa
diminuição da intensidade hidrodinâmica. No nível mais superficial, o povoamento
de Corallina elongata, dos locais
mais batidos, é substituído pelo de Gigartina
acicularis nos locais menos batidos ou calmos. Nos fundos infralitorais. o ouriço
Paracentrotus lividus, pelo facto de se alimentar de algas, pode destruir toda a vegetação de
determinada área e provocar ass im o aparecimento de uma fácies de Lithophyllum incrustans,
alga calcária que o ouriço geralmente não ataca e que é aderente às rochas do fundo.

Sobre os substratos arenosos infralitorais há a assinalar os povoamentos densos


constituídos por Zostera marina. No interior das areias vivem igualmente numerosas formas
animais, das quais poderemos citar o ouriço irregular Echinocardium cordatum

Echinocardium cordatum
Exoesqueleto de Echinocardium cordatum

e o molusco bivalve Callista chione.

Callista chione

Circalitoral

Se ao longo da costa portuguesa a paisagem dos fundos infralitorais rochosos é dominada


pelas algas, a fracção dominante dos povoamentos circalitorais é constituída por organismos
animais. O aspecto fisiográfico dos fundos rochosos circalitorais portugueses, acessíveis com
escafandro autónomo, é assim fundamentalmente dominado por esponjas (em regra de porte
elevado), alcionários, gorgónias e briozoários (colónias de grandes dimensões). Outra das
características do andar circalitoral é a que diz respeito às exigências das algas, no que concerne
à luz. Com efeito, as algas circalitorais só toleram uma luminosidade atenuada e por isso são
chamadas algas ciáfilas.
Na nossa costa o limite superior do andar circalitoral pode considerar-se como situado a cerca
de 20 m a 24 m de profundidade, mas é evidente que existe uma zona de transição entre o andar
infralitoral e o circalitoral. É portanto à volta dessa profundidade que vamos encontrar
organismos preferenciais do circalitoral rochoso como sejam a esponja Axinella polypoides, a
gorgónia Eunicella verrucosa, os alcionários Alcyonium palmatum, Alcyonium acaule,
Alcyonium coralloides e os briozoários Pentapora foliacea e Myriapora truncata.
Sobre as rochas da parte mais profundado circalitoral é possível encontrar o coral
Dendrophyllia ramea, que atinge grandes dimensões.
É com base no desaparecimento das algas ciáfilas que se pode estabelecer o limite inferior do
circalitoral, que coincide frequentemente com a margem da plataforma continental.
As grutas submarinas, existentes ao longo do nosso litoral, apresentam povoamentos
muito ricos, de afinidade circalitoral. A esponja Petrosia ficiformis

Petrosia ficiformis
e o antozoário Parazoanthus axinellae
Parazoanthus axinellae

são espécies preferenciais das grutas onde não há obscuridade total. Podem, no entanto,
aparecer nos fundos circalitorais, quando a luminosidade é equivalente a existente nas grutas
semiobscuras.
Zonação relativa aos andares supra, médio, e parte superior do infralitoral,
tendo em conta o grau de hidrodinamismo - maior agitação à esquerda e menor à
direita. Saldanha (1995).

1(SL) Cianofíceas endólitas


2(SL) Littorina neritoides
3(SL) Ligia oceanica
4(MLs) Chthamalus montagui
5(MLs) Patella rustica
6(MLs) Patella vulgata
7(ML) Mytilus galloprovincialis
8(ML) Patella intermedia
9(MLi) Balanus perforatus
10(MLi) Lithophyllum lichenoides
11(MLi) Patella aspersa
Poça (enclave infralitoral) forada por Lithophyllum incrustans e povoada por
12(ML)
Paracentrotus lividus
13(IL) Corallina elongata
14(IL) Gelidium sesquipedale
15(IL) Saccorhiza polyschides
16(SL) Verrucaria maura
17(MLs) Lichina pygmea
18(ML) Fucus spiralis
19(IL) Gigartina acicularis

Zonação dos povoamentos litorais sobre substrato rochoso. Saldanha (1995).

1(ILs) Lithophyllum lichenoides (limite superior do andar infralitoral)


2(ILs) Corallina elongata
3(ILs) Gigartina acicularis
4(IL) Mytilus galloprovincialis
5(IL) Gelidium sesquipedale
6(IL) Sacchoriza polyschides
7(IL) Cystoseira usneoides
8(IL) Asparagopsis armata
9(CLs) Paracentrotus lividus e fácies de Lithophyllum incrustans
10(GR) Algas calcárias
11(GR) Leptopsammia pruvoti, Hoplangia durotrix
12(GR) Caryophyllia smithii
13(GR) Petrosia ficiformis
14(CL) Eunicella verrucosa
15(CL) Myriapora truncata
16(CL) Pentapora foliacea
17(CL) Axinella polypoides
18(CL) Parazoanthus axinellae sobre esponja

As comunidades e organismos que se encontram nas diversas zonas e andares do litoral ou zona
das marés constituiem assim uma rede de organismos interdependentes numa cadeia alimentar
complexa:
O ICN (Instituto da Conservação da Natureza, Portugal) tem publicado no âmbito do
Plano Sectorial da Rede Natura 2000 um papel informátivo sobre o habitat 1170 dos recifes
portugueses. Este papel ajuda compreender a importância ecológica dos recifes que se
encontram frequentemente na zona das marés:

Os recifes
Proposta de designação portuguesa

• Recifes.

Diagnose

• Substratos rochosos ou de origem biológica, submarinos ou expostos durante a maré baixa,


desde o fundo do mar até às zonas sublitorais e litorais. Nestes recifes ocorrem comunidades
bentónicas vegetais e animais, bem como comunidades não bentónicas associadas.

Correspondência fitossociológica

• Não aplicável.

Subtipos

• A extrema diversidade de subtipos existentes, torna premente a elaboração de uma


classificação própria.

Caracterização

• É composto por substratos duros, de origem biogénica ou geogénica, que emergem do fundo
marinho, podendo estender-se desde a zona entre marés até profundidades muito variáveis.
Pode apresentar plataformas que se dispõem desde a costa até grandes profundidades ou
ocorrer em manchas isoladas entre substratos de areia ou lôdo.

• Habitat caracterizado por uma muito elevada diversidade biológica. Apresenta sazonalmente
um crescimento muito acentuado dos povoamentos de algas, que durante a Primavera e Verão
dominam toda a paisagem subaquática até profundidades onde a luz é suficiente (ca. -30
metros). Os povoamentos animais, que neste habitat apresentam representantes de todos os
grandes Filos, surgem nas mais diversas situações: fauna nectónica, fauna bentónica fixa aos
substratos e fauna bentónica não fixa aos substratos. Pode apresentar concreções, incrustações
ou formações recifiais biogénicas, em que a fauna é parte do recife, ocorrendo desde a zona
entre marés até grandes profundidades, mesmo ultrapassando o limite de ocorrência de algas.
Os recifes costeiros concentram mais de 80% da vida no mar. Deles dependem também, em
muitos casos, formas de vida animal mais características do mar alto, particularmente nos
períodos críticos de reprodução ou crescimento de juvenis.

• Substratos duros cobertos por uma camada fina e móvel de sedimento são considerados neste
habitat se a fauna ou a flora associadas forem dependentes sobretudo dos substratos duros
subjacentes.

• Pode dispor-se em mosaico com os tipos de habitat 1110 “Bancos de areia


permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda” e 1140 “Lodaçais e
areais a descoberto na maré-baixa” Frequentemente é uma componente dos habitates
1130 “Estuários” e 1160 “Enseadas e baías pouco profundas”; pontual no habitat 1150
“Lagunas costeiras”.
• Pode ainda contactar com os habitates 8330 “Grutas marinhas submersas ou
semi-submersas”, 1230 “Falésias com vegetação das costas atlânticas e
bálticas” e 1240 “Falésias com vegetação das costas mediterrânicas com
Limonium spp.”.

Distribuição e abundância
Escala temporal (anos desde o presente) -103 -102 -101

Variação da área de ocupação ↔ ↔ ↔

• Comum nas zonas costeiras (Províncias Cantabro-Atlântica e Gaditano-Onubo-


Algarvia).

Bioindicadores

• A grande maioria das algas, castanhas (Saccorhiza, Fucus, Laminaria, Cystoseira, etc.),
vermelhas (família das Corillanaceae, Ceramiceaceae, Rhodomelaceae) e verdes (Ulva, etc.).
Entre a fauna mais característica, é de assinalar a presença quase exclusiva neste habitat de
muitos grupos tais como as esponjas (Porifera), as anémonas, antozoários e gorgónias
(Cnidaria), os briozoários (Briozoa) e as ascídeas (Tunicata). Os restantes grupos animais,
embora ocorram também noutros habitates marinhos, ocorrem maioritariamente nos recifes,
como por exemplo os grupos dos moluscos (e.g. Mytilus, Charonia), crustáceos (e.g. Palaemon,
Palinurus), equinodermes (e.g. Paracentrotus, Marthasterias), anelídeos (e.g. Spirographis,
Filograna) e peixes (e.g. Parablennuis, Serranus).

Serviços prestados

• Refúgio de biodiversidade (local de desova e maternidade).


• Sequestração de CO2.
• Regulação climática.
• Prevenção de fenómenos catastróficos.
• Regulação do ciclo de nutrientes.
• Eliminação-reciclagem de resíduos.
• Alimentos.
• Recursos genéticos.
• Substâncias de uso farmacêutico.
• Recursos de uso ornamental.
• Informação estética.
• Recreação.
• Informação artística e cultural.
• Informação espiritual e histórica.
• Educação e ciência.

Conservação
Grau de conservação

• Sofrível a mau, por acção antropogénica.

Ameaças

• Dragagem de fundos marinhos, costeiros ou estuarinos.


• Pesca ou apanha por artes ou métodos que perturbem o fundo.
• Poluição por efluentes não tratados.
• Introdução de espécies exóticas invasoras por águas de lastro.
• Poluição por produtos poluentes (e.g. hidrocarbonetos) e catástrofes envolvendo o seu
derrame no mar.
• Obras de engenharia costeira indutoras de alterações ao regime de correntes e à dinâmica
sedimentar ou que impliquem a destruição directa do habitat.
• Fundeação desordenada de embarcações de recreio.
• Introdução de espécies exóticas invasoras.
• Excesso de pesca e apanha de organismos marinhos.

Objectivos de conservação

• Manutenção da área de ocupação.


• Melhoria do grau de conservação.

Orientações de gestão

• Condicionar dragagens.
• Condicionar obras de engenharia costeira que modifiquem a dinâmica de sedimentos junto à
costa ou que impliquem a destruição directa do habitat.
• Reforçar a fiscalização sobre a pesca e a apanha de organismos marinhos.
• Condicionar a pesca ou apanha por artes ou métodos que revolvam o fundo.
• Criar áreas marinhas interditas a actividades de pesca, apanha ou extracção.
• Reforçar a fiscalização da lavagem de tanques de petroleiros.
• Afastar os corredores de circulação de navios com cargas perigosas para mais longe da costa.
• Controlar o despejo de águas de lastro.
• Promover o tratamento das águas de lastro.
• Reforçar o controle sobre o despejo de efluentes não tratados.
• Incrementar a qualidade do tratamento de esgotos e águas residuais.
• Condicionar actividades subaquáticas, nomeadamente as dirigidas para a pesca, apanha ou
extracção.
• Ordenar a fundeação de embarcações de recreio.
• É urgente ampliar o conhecimento sobre o habitat, nomeadamente em situações de mar
profundo ou
offshore (e.g. recifes de coral de água fria; Lophelia pertusa), quanto a:
o localização e cartografia;
o biologia;
o ameaças;
o grau de afectação causado pelas actividades humanas, e.g. exploração dos recursos pesqueiros;
o estado de conservação.

Outra informação relevante

• A aplicação da Directiva 92/43/CEE ao meio marinho obriga à classificação de áreas no Mar


Territorial
(até às 12 nM) e na Zona Económica Exclusiva (até às 200 nM). Por lacunas de conhecimento,
dificuldades de delimitação de áreas e custos associados, a classificação de áreas deste habitat de
excepcional importância científica é incipiente.

Bibliografia

Almada V, Gonçalves E & Henriques M (2000). Inventariação e ecologia da ictiofauna do


substrato rochoso da costa Arrábida/Espichel. Relatório. Instituto da Conservação da
Natureza. Lisboa.

Comissão Europeia (Direcção Geral de Ambiente; Unidade Natureza e Biodiversidade) (2003).


Interpretation Manual of European Union Habitats. Bruxelas.

Comissão Europeia (Direcção Geral de Ambiente) & Agência Europeia do Ambiente (Centro
Temático Europeu da Protecção da Natureza e da Biodiversidade) (2002) Atlantic Region.
Reference List of habitat types and species present in the region. Doc. Atl/B/fin. 5. Bruxelas-
Paris.

Comissão Europeia (Direcção Geral de Ambiente) & Agência Europeia do Ambiente (Centro
Temático Europeu da Protecção da Natureza e da Biodiversidade) (2003) Mediterranean
Region. Reference List of habitat types and species present in the region. Doc. Med/B/fin. 5.
Bruxelas-Paris.
Henriques M, Gonçalves EJ & Almada VC (1999). The conservation of littoral fish
communities: a case study at Arrábida coast (Portugal). In Almada VC, Oliveira RF &
Gonçalves EJ (eds). Behaviour and Conservation of Littoral Fishes: 473-519. Instituto Superior
de Psicologia Aplicada. Lisboa.

Saldanha L (1974). Estudo do povoamento dos horizontes superiores da rocha litoral da costa
da Arrábida (Portugal). Arquivos do Museu Bocage (2ª série), 1: 1-382.

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