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Amigo (a)!

Nesta aula, abordaremos o conteúdo Sondagem Vesical e Gastrointestinal.

Constam nesse material questões comentadas, bem como a abordagem teórica dos conteúdos

mais cobrados pelas bancas

Boa aula!

Profº. Caique Jordan

Profº. Rômulo Passos

www.romulopassos.com.br

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SONDAGEM VESICAL

A sondagem vesical consiste na introdução de uma sonda através da uretra e para o interior da bexiga.
O cateter fornece um fluxo contínuo de urina em clientes incapazes de controlar a micção ou clientes com
obstruções e, também, proporciona um meio de avaliar a eliminação de urina em clientes
hemodinamicamente estáveis (POTTER; PERRY, 2010).
De acordo com a Resolução COFEN 450/2013, trata-se de um procedimento invasivo e que envolve
riscos ao paciente, que está sujeito a infecções do trato urinário e/ou a trauma uretral ou vesical. Requer
cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica, conhecimentos de base científica e capacidade de
tomar decisões imediatas e, por essas razões, no âmbito da equipe de Enfermagem, a inserção de cateter
vesical é privativa do Enfermeiro, que deve imprimir rigor técnico científico ao procedimento.
Existem dois tipos de cateterização vesical:

 INTERMITENTE OU DE ALÍVIO
Introduz-se um cateter reto descartável longo o suficiente para drenar a bexiga. Quando estiver vazia,
retira-se imediatamente o cateter. Indicada para alívio do desconforto da distensão da bexiga (medida de
descompressão); obtenção de amostra estéril de urina quando amostras de urina limpa são de difícil
obtenção; avaliação da urina residual após micção; tratamento a longo prazo de clientes com lesões de
medula espinhal, degeneração neuromuscular, ou bexigas incompetentes (POTTER; PERRY, 2010).

 PERMANENTE OU DE DEMORA:
Permanece no lugar por um período de tempo maior até que o cliente seja capaz de urinar de modo
voluntário ou que medições contínuas apuradas não sejam necessárias. É indicada em casos de obstrução do
fluxo de urina (aumento da próstata); reparo cirúrgico da bexiga, uretra e estruturas adjacentes; prevenção de
obstrução uretral por coágulos após cirurgia genitourinária; medição do débito urinário em clientes em estado
crítico; irrigações contínuas ou intermitentes da bexiga (POTTER; PERRY, 2010).

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QUESTÕES COMENTADAS
MEU AMIGO (A), VAMOS APROFUNDAR OS SEUS CONHECIMENTOS,
QUE O LEVARÃO À SUA APROVAÇÃO!

1. (FUMUSA/CAIPIMES/2014) Sobre sondagem vesical, é correto afirmar:


a) Na sondagem vesical de alívio, o cateter é introduzido com a indicação de esvaziamento da bexiga de
pacientes com retenção urinária, sendo retirado em seguida, tendo como vantagem promover menor risco de
infecção
b) Na sondagem vesical de alívio, o cateter é introduzido com a finalidade de manter a drenagem contínua da
urina nos casos de controle rigoroso de volume urinário
c) A sondagem vesical de alívio é indicada sempre para cirurgias, e a sonda pode permanecer no paciente por
até 21 dias
d) A sondagem vesical de alívio é indicada para pacientes com obstrução urinária, e a sonda pode permanecer
no paciente por vários dias
COMENTÁRIOS:
A sondagem vesical envolve a introdução de uma sonda de látex ou plástico através da uretra e para o
interior da bexiga. O cateter fornece um fluxo xontínuo de urina em clientes incapazes de controlar a micção ou
clientes com obstruções e, também, proporciona um meio de avaliar a eliminação de urina em clientes
hemodinamicamente estáveis (POTTER; PERRY, 2010).
Existem dois tipos de cateterização vesical:
Intermitente ou de alívio: introuduz-se um cateter reto descartável longo o suficiente para drenar a
bexiga. Quando estiver vazia, retira-se imediatamente o cateter. Indicada para alívio do desconforto da
distensão da bexiga (medida de descompressão); obtenção de amostra estéril de urina quando amostras de
urina limpa são de difícil obtenção; avaliação da urina residual após micção; tratamento a longo prazo de
clientes com lesões de medula espinhal, degenaração neuromuscular, ou bexigas incompetentes.
Permanente ou de demora: permanece no lugar por um período de tempo maior até que o cliente seja
capaz de urinar de modo voluntário ou que medições contínuas apuradas bão sejam necessárias. É indicada em
casos de obstrução do fluxo de urina (aumento da próstata); reparo cirúrgico da bexiga , uretra e estruturas
adjacentes; prevenção de obstrução uretral por coágulos após ciriurgia genitourinária; medição do débito
urinário em clientes em estado crítico; irrigações contínuas ou intermitentes da bexiga.
Notem, prezado(a) concurseiro(a), que as letras B, C e D referem-se à Sondagem de Demora e não de
alívio.

Logo, a alternativa A é a correta.

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2. (Prefeitura de Ubiratã-PR/FAFIPA/2014) A sondagem vesical é um procedimento invasivo e que envolve
riscos ao paciente, que está sujeito a infecções do trato urinário e/ou trauma uretral ou vesical. Sobre este
assunto é CORRETO afirmar:
a) Compete ao técnico de enfermagem a sondagem vesical sob supervisão do enfermeiro.
b) Requer cuidados de Enfermagem de maior complexidade técnica, conhecimentos de base científica e
capacidade de tomar decisões imediatas e é função privativa do enfermeiro no âmbito da equipe de
enfermagem.
c) Ao auxiliar de enfermagem compete a realização de atividades prescritas pelo enfermeiro no planejamento
da assistência, como, por exemplo, monitoração do balanço hídrico.
d) É procedimento exclusivo
COMENTÁRIOS:
Vejamos o que está previsto na Resolução COFEN 450/2013:
"A sondagem vesical é um procedimento invasivo e que envolve riscos ao paciente, que está sujeito a
infecções do trato urinário e/ou a trauma uretral ou vesical. Requer cuidados de Enfermagem de maior
complexidade técnica, conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas e, por essas
razões, no âmbito da equipe de Enfermagem, a inserção de cateter vesical é privativa do Enfermeiro,
que deve imprimir rigor técnico-científico ao procedimento".

Portanto, a resposta correta é a letra B.

3. (Hospital Estadual de Presidente Prudente (HEPP)/ IBFC/2014) A sondagem vesical consiste na introdução
de um cateter estéril através da uretra até a bexiga, sendo um procedimento invasivo e que envolve riscos ao
paciente. Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que
apresenta a sequencia correta de cima para baixo.
( ) Deve-se utilizar técnica asséptica durante o procedimento com a finalidade de evitar infecção urinária no
paciente.
( ) No âmbito da equipe de Enfermagem, a inserção de cateter vesical é privativa do Enfermeiro.
( ) Ao Técnico de Enfermagem compete a monitoração e registro das queixas do paciente, das condições do
sistema de drenagem e do débito urinário, sob supervisão e orientação do Enfermeiro.
( ) Não é permitido ao Técnico de Enfermagem realizar o manuseio do sistema de drenagem, coleta de urina
para exames e monitoração do balanço hídrico – ingestão e eliminação de líquidos, mesmo que sob supervisão
e orientação do Enfermeiro.
a) V,V,V,V.
b) V,F,F,V.
c) F,F,V,V.
d) V,V,V,F.
COMENTÁRIOS:
Vejamos o que está previsto na Resolução COFEN 450/2013:
"Ao Técnico de Enfermagem, observadas as disposições legais da profissão, compete a realização de
atividades prescritas pelo Enfermeiro no planejamento da assistência, a exemplo de monitoração e registro das
queixas do paciente, das condições do sistema de drenagem, do débito urinário; manutenção de técnica limpa

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durante o manuseio do sistema de drenagem, coleta de urina para exames; monitoração do balanço hídrico –
ingestão e eliminação de líquidos; sob supervisão e orientação do Enfermeiro".
Portanto, a última assertiva é a única que se encontra incorreta.

O gabarito da questão é a alternativa D.

Para a introdução da sonda vesical, o enfermeiro deve usar estrita técnica asséptica. A execução da
técnica de sondagem vesical de demora e de alívio é basicamente a mesma. A diferença encontra-se no
procedimento para inflar o balonete do cateter permanente (POTTER; PERRY, 2010).

Recentemente, a Anvisa (2013) publicou um manual sobre Medidas de Prevenção de Infecção


Relacionada à Assistência à Saúde. Citaremos abaixo algumas importantes informações e cuidados
relacionados ao procedimento de sondagem vesical:

 Usar apenas água estéril para inflar o balão, pois a solução salina pode cristalizar, resultando em
deflação incompleta do mesmo quando da retirada;
 Devido à sua inflexibilidade, os cateteres de plástico são mais indicados para a sondagem
intermitente;
 Após a inserção de uma sonda de demora, o sistema deve ser mantido fechado para prevenção de
infecções e o cateter deve ser fixado de modo seguro e que não permita tração ou movimentação;
 A bolsa coletora deve estar sempre abaixo do nível da bexiga do cliente para evitar o refluxo urinário.
Caso haja necessidade de ser elevada, a bolsa coletora deverá ser esvaziada ou clampeada
anteriormente à manobra;
 Esvaziar a bolsa coletora regularmente, utilizando recipiente coletor individual e evitar contato do
tubo de drenagem com o recipiente coletor;
 A higiene perineal com água e sabão deve ser feita pelo menos 3 vezes ao dia ou sempre após a
defecação;
 Se não houver contraindicação clínica, os pacientes em uso de sonda de demora devem manter uma
ingesta hídrica de 2.000 a 2.500 mL por dia;
 Trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão, quebra da técnica asséptica ou vazamento;
 Não é necessária a realização do “desmame” para retirada do cateter;

4. (HUJM-UFMT/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) Dentre os cuidados para prevenção de infecção do trato


urinário relacionado ao catéter vesical de demora está
a) evitar fixá-lo à pele para que não ocorra tração à movimentação.
b) manter sempre a bolsa coletora acima do nível da bexiga.
c) esvaziar a bolsa coletora regularmente, utilizando recipiente coletor individual e evitar contato do tubo de
drenagem com o recipiente coletor.
d) higienizar o meato uretral com solução antisséptica, no mínimo, duas vezes por dia.
e) fechar previamente o catéter antes da sua remoção.

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COMENTÁRIOS:
Nobre concurseiro(a), devemos usar como base para responder essa questão o Manual de Medidas de
Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde da ANVISA (2013, p.32).
Quanto às medidas de segurança e prevenção, o referido manual nos ensina:
a) Após a inserção, fixar o cateter de modo seguro e que não permita tração ou movimentação;
b) Manter sempre a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga;
d) Limpar rotineiramente o meato uretral com soluções antissépticas é desnecessário, mas a higiene
rotineira do meato é indicada.
e) Não é necessário fechar previamente o cateter antes da sua remoção.

Nesta seara, o gabarito da questão é a alternativa, C.

5. (EBSERH/HULW-UFPB/ Instituto AOCP/2014) Para sondagem vesical de alívio são necessários os seguintes
materiais, EXCETO
a) água destilada.
b) gel lubrificante.
c) sonda vesical.
d) campo estéril.
e) solução antisséptica.
COMENTÁRIOS:
As alternativas B, C, D e E apresentam materiais comuns a ambos os tipos de sondagem vesical: de
demora e de alívio.
Contudo, devemos estar atentos que materiais como bolsa coletora e água destilada para insuflação do
balonete (para o cateter de Foley) são específicos para a sondagem de demora.
Logo, a resposta correta é a letra A.

6. (EBSERH/HU-UFGD/Instituto AOCP/2014) No Manual de Enfermagem da Clínica Cirúrgica, foi padronizado


uso de sonda Foley 2 vias, 30- 50cc, em látex, no cateterismo vesical de demora realizado no setor. Com isso, o
volume de solução a ser utilizada na insuflação do balonete mais adequado na padronização é
a) 5ml.
b) 10ml.
c) 20ml.
d) 40ml.
e) 60ml.
COMENTÁRIOS:
Prezados colegas,
Esta questão é bastante simples. Basta lembrarmos que a sigla cc siginifica centímetros cúbicos.
Lembremo-nos também que 1cc = 1mL. Se a padronização da sonda Foley é 30-50cc, significa dizer
que o volume a ser introduzido no balão deve ser >30mL e < 50mL.
Logo, a resposta é a letra D.

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7. (Prefeitura de Itaporã-MS/MSCONCURSOS/2014) A infecção do trato urinário é uma das causas
prevalentes de infecções relacionadas à assistência a saúde de grande potencial preventivo, visto que a
maioria está relacionada à cateterização vesical. São práticas básicas de manutenção do cateter vesical de
demora, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para se evitar a infecção do trato urinário:
I- Fixar o cateter de modo seguro e de forma que não haja tração ou movimentação deste.
II- Manter o sistema de drenagem fechado e estéril.
III- Trocar todo o sistema quando ocorrer desconexão, quebra da técnica asséptica ou vazamento. Os itens
corretos são:
a) I e II, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II, III.
COMENTÁRIOS:
De acordo com o Manual de Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde da
ANVISA (2013, p.32), os cuidados preventivos durante o manuseio da sonda vesical de demora são:
Isto posto, todas as assertivas estão corretas.

O gabarito é a letra D.

SONDAGEM GASTRINTESTINAL

Quando o paciente é incapaz de ingerir alimentos, mas ainda é capaz de digeri-los e absorver os
nutrientes, a alimentação enteral por sonda é indicada. Sondas de alimentação são inseridas pelo nariz
(nasogástrica e nasoenteral), cirurgicamente (gastrostomia e jejunostomia), ou endoscopicamente
(gastrostomia ou jejunostomia endoscópicas percutâneas - GEP ou JEP). Se a terapia ocorre num período de
tempo inferior a 4 semanas, as SNG e SNE podem ser usadas (POTTER; PERRY, 2010).
Quanto ao método de confirmação do posicionamento adequado da SNE, Potter & Perry (2010) afirmam que
historicamente as enfermeiras verificam a introdução da sonda alimentar por injeção de ar na sonda enquanto
auscultam o estômago que emitem som de borbulho ou pedem ao paciente para falar. Esses métodos têm alto
grau de imprecisão. No momento, o método mais confiável para tal verificação é o exame de raio X, visto que
as pontas das sondas são radiopacas.
De acordo com a resolução COFEN nº 453/2014 compete privativamente ao enfermeiro estabelecer o
acesso enteral por via oro/gástrica ou transpilórica para a administração da NE.
Algumas complicações podem surgir durante a alimentação enteral por sonda, quais sejam (POTTER;
PERRY, 2010):
 Aspiração pulmonar: por regurgitação da fórmula, sonda de alimentação deslocada, reflexo do
vômito deficiente;
 Diarreia: devido a um esvaziamento gástrico retardado, fórmulas e medicações hiperosmolares e
terapia com antibióticos, contaminação bacteriana, má absorção;

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 Constipação: perda de fibra, perda de água livre e inatividade;
 Oclusão da sonda: medicações maceradas fornecidas por sonda, sedimentação da fórmula, reação
de medicações ou fórmulas incompatíveis;
 Deslocamento da sonda: tosse ou vômito, não fixada de forma segura;
 Cãibra abdominal, náusea/vômito: alta osmolalidade da fórmula, aumento rápido do fluxo/volume,
intolerância à lactose, obstrução intestinal, uso de fórmula com alto teor de gordura, uso de fórmula
fria;
 Esvaziamento gástrico retardado: gastroparesia diabética, doenças graves, inatividade;
 Desequilíbrio eletrolítico: excesso de perdas gastrintestinais, desidratação, presença de doenças
como cirrose, insuficiência cardíaca ou renal ou diabetes mellitus;
 Sobrecarga e fluidos: síndrome da realimentação na desnutrição, excesso de água livre ou fórmula
diluída (hipotônica);
 Desidratação hiperosmolar: fórmula hipertônica com quantidade insuficiente de água livre.
Uma sonda nasogástrica (SNG) é inserida, geralmente, para descomprimir o estômago. É capaz de
prevenir vômito após uma cirurgia maior. Costuma ficar instalada por um período de 48 a 72 horas depois da
cirurgia, tempo em que o peristaltismo normalmente retorna. A SNG possui outras aplicações diagnósticas e
terapêuticas, em especial, a investigação e o tratamento do sangramento gastrointestinal superior, a coleta de
conteúdos gástricos para análise, a realização de lavagem gástrica, a aspiração de secreções gástricas e a
administração de medicamentos e nutrientes (SPRINGHOUSE, 2010).

QUESTÕES COMENTADAS
MEU AMIGO (A), VAMOS APROFUNDAR OS SEUS CONHECIMENTOS,
QUE O LEVARÃO À SUA APROVAÇÃO!

8. (Prefeitura de Capela do Alto-SP/ MAKIYAMA/2014) Admitido na emergência um rapaz vítima de


afogamento. Imediatamente foi iniciado monitorização cardíaca, monitorização dos sinais vitais e inserido uma
sonda nasogástrica aberta. Qual a finalidade da sonda nasogástrica (SNG) para este paciente?
a) Promover drenagem gástrica, prevenindo broncoaspiração.
b) Promover via de acesso para administração da dieta.
c) Promover via de acesso para administração de medicação.
d) Obter material de conteúdo gástrico para análise.
e) Promover conforto ao paciente.

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COMENTÁRIOS:
Uma sonda nasogástrica (SNG) é inserida, geralmente, para descomprimir o estômago. É capaz de
prevenir vômito após uma cirurgia maior. Costuma ficar instalada por um período de 48 a 72 horas depois da
cirurgia, tempo em que o peristaltismo normalmente retorna. A SNG possui outras aplicações diagnósticas e
terapêuticas, em especial, a investigação e o tratamento do sangramento gastrointestinal superior, a coleta de
conteúdos gástricos para análise, a realização de lavagem gástrica, a aspiração de secreções gástricas e a
administração de medicamentos e nutrientes (SPRINGHOUSE, 2010).
Vejamos bem, caros concurseiros. No caso citado acima, por se tratar de vítima de afogamento, a SNG é
instalada com vistas à prevenção da broncoaspiração por meio da promoção da descompressão gástrica.

Logo, a resposta correta é a letra A.

9. (Prefeitura de Palhoça-SC/FEPESE/2014) Na técnica de sondagem nasoenteral, a posição do paciente, caso


não haja contraindicação, deve ser:
a) Fowler alta
b) Fowler baixa
c) Decúbito dorsal
d) Decúbito dorsal horizontal
e) Cabeça lateralizada
COMENTÁRIOS:
A inserção de uma sonda alimentar pelo nariz ou boca até o estômago ou duodeno possibilita ao
paciente que não consegue ou não quer se alimentar o recebimento de nutrição. Quando da execução da
técnica de sondagem nasoenteral (SNE), deve-se ajudar o paciente a ficar em semi-Fowler ou FOWLER
ALTA (SPRINGHOUSE, 2010), conforme podemos visualizar na figura abaixo:

Figura extraída do livro Fundamentals of Nursing The Art and Science of Nursing Care 7th ed (2011).

Logo, a resposta correta é a letra A.

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10. (HUCAM-UFES/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) Homem, 85 anos, portador de Alzheimer, foi internado na
Clínica Médica para tratamento de infecção respiratória e, devido à disfagia, precisa iniciar nutrição enteral,
sendo indicada pelo médico a sondagem nasoenteral com localização além do esfíncter piloro. Qual é,
respectivamente, o tipo de sonda mais adequada e o método confirmatório para localização enteral
considerado como padrão ouro para a realização desse procedimento?

a) Sonda de polietileno, ausculta epigástrica


b) Sonda de poliuretano, ausculta epigástrica
c) Sonda de polietileno, radiografia
d) Sonda de poliuretano, radiografia
e) Sonda de polietileno, mensuração de pH de aspirado gástrico
COMENTÁRIOS:
Nobre concurseiro(a), vejamos algumas fundamentações teóricas acerca do tema:
De acordo com Potter & Perry (2010), quando o paciente é incapaz de ingerir alimentos, mas ainda é
capaz de digerí-los e absorver os nutrientes, a alimentação enteral por sonda é indicada. Sondas de
alimentação são inseridas pelo nariz (nasogástrica e nasoenteral), cirurgicamente (gastrostomia e
jejunostomia), ou endoscopicamente (gastrostomia ou jejunostomia endoscópicas percutâneas - GEP ou JEP).
Se a terapia ocorre num período de tempo inferior a 4 semanas, as SNG e SNE podem ser usadas.
Unamuno & Marchini (2002) apontam que com o passar dos anos, as SNE passaram a ser conhecidas
como sondas de DOBBHOFF, que, hoje, são fabricadas em poliuretano e silicone, materiais que não sofrem
alteração física na presença de pH ácido, conservam flexibilidade, maleabilidade e durabilidade, não
irritam a mucosa digestiva, e, por serem de pequeno calibre, permitem o fechamento dos esfíncteres cárdia e
plioro. Tais propriedades permitiram a redução de muitos efeitos colaterais.

Figura extraída do livro Fundamentos de Enfermagem 7ª ed. (POTTER;PERRY, 2010).

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Quanto ao método de confirmação do posicionamento adequado da SNE, Potter & Perry (2010) afirmam
que historicamente as enfermeiras verificam a introdução da sonda alimentar por injeção de ar na sonda
enquanto auscultam o estômago que emitem som de borbulho ou pedem ao paciente para falar.
Esses métodos têm alto grau de imprecisão. No momento, o método mais confiável para tal
verificação é o EXAME DE RAIO-X, visto que as pontas das sondas são radiopacas.
Logo, a resposta correta é a letra D.

11. (Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais/ FUMARC/2014) São cuidados de enfermagem com a
SNE, EXCETO:
a) Realizar a confirmação da passagem e do posicionamento correto, unicamente com a colocação de sua
extremidade distal em um copo com água.
b) Manter a fixação da sonda e a demarcação da porção da extremidade mais proximal da narina.
c) Confirmar sempre o posicionamento com ausculta epigástrica antes de infundir dieta.
d) Lavar a sonda após administração de dieta com SF 0,9% ou ABD.
COMENTÁRIOS:
Prezado(a) concurseiro(a), quanto ao método de confirmação do posicionamento adequado da SNE,
Potter & Perry (2010) afirmam que historicamente as enfermeiras verificam a introdução da sonda alimentar
por injeção de ar na sonda enquanto auscultam o estômago que emitem som de borbulho ou pedem
ao paciente para falar. Esses métodos têm alto grau de imprecisão. No momento, o método mais confiável
para tal verificação é o EXAME DE RAIO-X, visto que as pontas das sondas são radiopacas.
Em 2009, o COREN/SP emitiu um Parecer Técnico (CAT Nº 018/2009) sobre a "utilização do teste do
copo" para a confirmação do posicionamento da SNE. De acordo com a literatura por eles consultada, este
método não é recomendado, pois tem demonstrado fragilidade nos resultados, muitas vezes apresentando-se
como falso positivo. O "teste do copo" pressupõe que se os furos da sonda estão introduzidos no pulmão,
permaneceriam abertos, sem a presença de líquidos, permitindo assim, a troca de ar, verificada por meio do
borbulhar no líquido ao se inserir a abertura da sonda em um copo com água. Este pressuposto é correto caso
a sonda esteja inserida em região próxima à carina (25 cm no adulto), porém, este princípio não ocorrerá caso
a sonda tenha sido inserida em regiões mais profundas do trato respiratório ou se o tecido pulmonar ocluir os
furos da sonda e não permitir a troca de ar.
Portanto, o gabarito da questão é a letra A.

12. (Prefeitura de Paulo Jacinto-AL/IDECAN/2011) A sondagem do trato gastrointestinal é utilizada com várias
finalidades: descomprimir o estômago e remover gás e líquido; lavar o estômago e remover substâncias
tóxicas ingeridas; administrar medicamentos e alimentos. Ao passar uma sonda nasogástrica, são testes que o
Enfermeiro poderá realizar para verificar se a sonda encontra-se posicionada corretamente no estômago:
a) Adaptar uma seringa à sonda e aspirar: se houver suco gástrico na seringa, a sonda está no estômago.
b) Colocar a extremidade da sonda em um copo com água: se borbulhar, a sonda está no estômago.
c) Colocar o estetoscópio sobre o abdome do paciente e injetar 20ml de ar: se não houver nenhum barulho, a
sonda está no estômago.

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d) Injetar 20ml de água através da sonda: se o paciente não engasgar, a sonda está no estômago.
e) Verificar a frequência respiratória do paciente: se ela elevar, a sonda está no estômago.
COMENTÁRIOS:
Caros concurseiros, quanto ao método de confirmação do posicionamento adequado da SNE, Potter &
Perry (2010) afirmam que historicamente as enfermeiras verificam a introdução da sonda alimentar por
injeção de ar na sonda enquanto auscultam o estômago que emitem som de borbulho ou pedem ao paciente
para falar. Esses métodos têm alto grau de imprecisão. No momento, o método mais confiável para tal
verificação é o EXAME DE RAIO-X, visto que as pontas das sondas são radiopacas e possuem fio guia metálico.
Em 2009, o COREN/SP emitiu um Parecer Técnico (CAT Nº 018/2009) sobre a "utilização do teste do
copo" para a confirmação do posicionamento da SNE. De acordo com a literatura por eles consultada, este
método não é recomendado, pois tem demonstrado fragilidade nos resultados, muitas vezes apresentando-se
como falso positivo. O "teste do copo" pressupõe que se os furos da sonda estão introduzidos no pulmão,
permaneceriam abertos, sem a presença de líquidos, permitindo assim, a troca de ar, verificada por meio do
borbulhar no líquido ao se inserir a abertura da sonda em um copo com água. Este pressuposto é correto caso
a sonda esteja inserida em região próxima à carina (25 cm no adulto), porém, este princípio não ocorrerá caso
a sonda tenha sido inserida em regiões mais profundas do trato respiratório ou se o tecido pulmonar ocluir os
furos da sonda e não permitir a troca de ar.
Em situações nas quais o serviço não disponha de radiografia, um outro teste confiável é a prova do pH.
Esse teste consiste em aspirar de 5 a 10 mL do conteúdo gástrico e observar o aspecto do aspirado. É útil para
distinguir entre o posicionamento gástrico (turvo e esverdeado, bronzeado, acinzentado ou castanho) e
intestinal (claro e amarelado a cor de bile), conforme a figura:
O primeiro e segundo tubos de ensaio correspondem a
aspirados gástricos e o terceiro (da esquerda para a direita)
corresponde a aspirado intestinal.
Portanto, apenas a visualização do conteúdo pode gerar
dúvidas para o profissional.
Recomenda-se o teste de pH em fita conforme a figura
abaixo:

As figuras foram extraídas do livro Fundamentos de Enfermagem 7ª ed. (POTTER; PERRY, 2010)

Portanto, o gabarito da questão é a letra A.

Brunner e Suddarth | Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica, 12ª edição. Guanabara Koogan, 08/2011. VitalBook file.

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13. (Hospital Estadual de Presidente Prudente (HEPP)/IBFC/2014) A sondagem enteral consiste na introdução
de uma sonda através do nariz, e câmara gástrica até o intestino delgado. Analise as afirmativas abaixo, dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequencia correta de cima para
baixo.
( ) Esse procedimento é uma atribuição do Enfermeiro e do Técnico.
( ) Possui ogiva distal para posicionamento pós-esfíncter pilórico.
( ) Indicadas para pacientes idosos e acamados exclusivamente para alimentação.
( ) A confirmação do posicionamento da sonda pode ser realizado com ausculta do ar injetado com a seringa,
com medida do pH da secreção aspirada e radiografia.
a) V,V,F,F.
b) V,V,V,V.
c) F,V,F,V.
d) F,F,F,F.
COMENTÁRIOS:
Nobre concurseiro(a), vejamos algumas fundamentações teóricas acerca do tema:
De acordo com Potter & Perry (2010), quando o paciente é incapaz de ingerir alimentos, mas ainda é
capaz de digerí-los e absorver os nutrientes, a alimentação enteral por sonda é indicada. Sondas de
alimentação são inseridas pelo nariz (nasogástrica e nasoenteral), cirurgicamente (gastrostomia e
jejunostomia), ou endoscopicamente (gastrostomia ou jejunostomia endoscópicas percutâneas - GEP ou JEP).
Se a terapia ocorre num período de tempo inferior a 4 semanas, as SNG e SNE podem ser usadas. Pode ser
utilizada, também, para a administração de medicamentos.
Unamuno & Marchini (2002) apontam que com o passar dos anos, as SNE passaram a ser conhecidas
como sondas de DOBBHOFF, que, hoje, são fabricadas em poliuretano e silicone e possuem fio guia metálico e
ponta radiopaca (ogiva distal) que, além de permitir o posicionamento pós-pilórico, permite a confirmação por
meio da radiografia.
Quanto ao método de confirmação do posicionamento adequado da SNE, Potter & Perry (2010) afirmam
que historicamente as enfermeiras verificam a introdução da sonda alimentar por injeção de ar na sonda
enquanto auscultam o estômago que emitem som de borbulho ou pedem ao paciente para falar. Esses
métodos têm alto grau de imprecisão. No momento, o método mais confiável para tal verificação é o
EXAME DE RAIO-X, visto que as pontas das sondas são radiopacas.
De acordo com a RESOLUÇÃO COFEN Nº 0453/2014 compete privativamente ao enfermeiro estabelecer
o acesso enteral por via oro/gástrica ou transpilórica para a administração da NE.

Logo, as assertivas I e III estão incorretas, sendo a resposta correta a letra C.

Até a próxima aula!

Profº. Caique Jordan

Profº. Rômulo Passos

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