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MARQUES JUSTINO
Advocacia
Dr. Vander Marques Justino OAB/MG 134.936

EXCELENTISSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A)


PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNALDE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS

VANDER MARQUES JUSTINO, brasileiro, solteiro, advogado,


portador da RG n: M-7.630.216, registrado no CPF n: 008.251.196-
93, inscrito na OAB/MG sob o n: 134.936, com escritório profissional
situado na Rua José Rodrigues Guilherme, n: 1.050, sala 01, CEP:
32.015-540, Bairro Nossa Senhora do Carmo, Contagem, Minas
Gerais, vem, à V. Exa., nos termos do art. 5º, LXVIII da CR/88,
impetrar a presente ORDEM DE HABEAS CORPUS, em favor de
JONEI RIBEIRO CAMPOS, brasileiro, solteiro, cabelereiro, filho de
Raimundo Ribeiro Campos e Joana D’arc Correa, residente e
domiciliado na Rua Augusto Macedo, n: 455, CEP: 32.017-290, Bairro
Nossa Senhora de Fátima, Contagem, Minas Gerais, pelos fatos e
fundamentos a seguir expostos:

1. FATOS
O paciente foi citado pessoalmente em 30 de janeiro de 2016, para
em 3 (três) dias, pagar o débito de R$1.481,04 (um mil, quatrocentos e oitenta e
um reais e quatro centavos), provar que o fez ou justificar a impossibilidade de
efetuá-lo, sob pena de prisão, nos autos do processo n: 0079.09.000.000-1, em
tramite na 1ª Vara da Família e Sucessões da Comarca de Contagem, Minas
Gerais.
O paciente apresentou justificativa, em 02 de fevereiro de 2016, pelo
não pagamento das parcelas de pensão alimentícia, pois este encontrava-se
desempregado, não estando recebendo renda suficiente para efetuar o
pagamento das pensões alimentícias nos meses de outubro a dezembro de
2015.
O paciente reside em residência alugada, tem como despesas,
aluguel, alimentação, condução e outros gastos para manter residência, onde
convive com sua atual companheira e, esteve desempregado dos meses de
outubro a dezembro de 2015, vindo a passar por dificuldades financeiras,
deixando de efetuar o pagamento da pensão alimentícia nos meses de setembro

Rua José Rodrigues Guilherme, nº: 1.050, sala 01, CEP: 32.015-540, bairro Nossa Senhora Do Carmo, Contagem – Minas Gerais.
E-mail: vandermarquesadvocacia@outlook.com. Fones: (31) 99168-5165 – (31) 98977-4011.
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a dezembro de 2015, vindo a juntar documentos que comprovam suas alegações


nos autos do processo. Documentos em anexo.
O MM. Juízo da 1ª Vara da Família e Sucessões da Comarca de
Contagem, Minas Gerais, mediante despacho, fls., deferiu requerimento de
prisão civil a Jonei Ribeiro Campos. Documento em anexo.
Estando o paciente preso na 6ª delegacia de Polícia Civil do Estado
de Minas Gerais, desde o dia 24 de maio de 2016. Documentos em anexo.

2. FUNDAMENTOS JURÍDICOS

O Código de Processo Civil, artigos 911 e 528, dispõem sobre a


execução de pensão alimentícia:
“Art. 911. Na execução fundada em título executivo extrajudicial que contenha
obrigação alimentar, o juiz mandará citar o executado para, em 3 (três) dias, efetuar
o pagamento das parcelas anteriores ao início da execução e das que se vencerem
no seu curso, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de fazê-lo.
Parágrafo único. Aplicam-se, no que couber, os §§ 2º a 7º do art. 528. ”

“Art. 528. No cumprimento de sentença que condene ao pagamento de prestação


alimentícia ou de decisão interlocutória que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do
exequente, mandará intimar o executado pessoalmente para, em 3 (três) dias, pagar
o débito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo.
§1º. Caso o executado, no prazo referido no caput, não efetue o pagamento, não
prove que o efetuou ou não apresente justificativa da impossibilidade de efetuá-lo,
o juiz mandará protestar o pronunciamento judicial, aplicando-se, no que couber, o
disposto no art. 517.
§2º. Somente a comprovação de fato que gere a impossibilidade absoluta de pagar
justificará o inadimplemento.
§3º. Se o executado não pagar ou se a justificativa apresentada não for aceita, o
juiz, além de mandar protestar o pronunciamento judicial na forma do § 1º, decretar-
lhe-á a prisão pelo prazo de 1 (um) a 3 (três) meses.
§4º. A prisão será cumprida em regime fechado, devendo o preso ficar separado
dos presos comuns.
§5º. O cumprimento da pena não exime o executado do pagamento das prestações
vencidas e vincendas.
§6º. Paga a prestação alimentícia, o juiz suspenderá o cumprimento da ordem de
prisão.
§7º. O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que
compreende até as 3 (três) prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as
que se vencerem no curso do processo.
§8º. O exequente pode optar por promover o cumprimento da sentença ou decisão
desde logo, nos termos do disposto neste Livro, Título II, Capítulo III, caso em que
não será admissível a prisão do executado, e, recaindo a penhora em dinheiro, a

Rua José Rodrigues Guilherme, nº: 1.050, sala 01, CEP: 32.015-540, bairro Nossa Senhora Do Carmo, Contagem – Minas Gerais.
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concessão de efeito suspensivo à impugnação não obsta a que o exequente levante


mensalmente a importância da prestação.
§9º. Além das opções previstas no art. 516, parágrafo único, o exequente pode
promover o cumprimento da sentença ou decisão que condena ao pagamento de
prestação alimentícia no juízo de seu domicílio. ”

Sobre o tema YUSSEF SAID CAHALI:


"cabe ao credor, na abertura da execução por alimentos, optar entre
requerer a citação do devedor com cominação de prisão [...], ou apenas
a penhora [...]. Em princípio, portanto, a opção é do credor." ("Dos
Alimentos", São Paulo, Editora Revista dos Tribunais, 3ª ed., 1999, pág.
1025)
O mesmo autor acrescenta mais adiante:
“não se recomenda que os dois procedimentos executórios sejam
instaurados nos mesmos autos, sob pena, aliás, de tumulto processual:
deve o requerente, no caso, optar por qual execução prefere o
prosseguimento do feito, nos autos da execução principal, dentre os
pedidos cumulados na inicial, e em peça apartada promover a execução
do outro, que será distribuída por dependência, pois não é possível a
cumulação de pedidos que demandam formas procedimentais diversas.”
(Ob. cit., págs. 1075/1076).

O paciente apresentou em 02 de fevereiro de 2016, justificativa pelo


não pagamento das parcelas de pensão alimentícia, pois este encontrava-se
desempregado, não estando recebendo renda suficiente para efetuar o
pagamento das pensões alimentícias nos meses de outubro a dezembro de
2015.
O paciente reside em residência alugada, tem como despesas,
aluguel, alimentação, condução e outros gastos para manter residência, onde
convive com sua atual companheira e, esteve desempregado dos meses de
outubro a dezembro de 2015, vindo a passar por dificuldades financeiras,
deixando de efetuar o pagamento da pensão alimentícia nos meses de setembro
a dezembro de 2015, vindo a juntar documentos que comprovam suas alegações
nos autos do processo. Documentos em anexo.

A Jurisprudência tem manifestado:

3. PEDIDOS
Diante do exposto, requer à Vossa excelência que seja concedido o
presente pedido de Habeas corpus ao paciente Jonei Ribeiro Campos.
A intimação do Ministério Público.

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A expedição de contramandado de prisão em benefício ao paciente.


Requer, em caso de não recebimento do presente Habeas Corpus,
atendendo ao Princípio da Fungibilidade, que seja deferido ao paciente prazo de
03 (três) dias, para que efetue o pagamento do débito de R$1.481,04 (um mil,
quatrocentos e oitenta e um reais e quatro centavos), correspondente as três
últimas parcelas vencidas.
Requer o recebimento do presente como Agravo de Instrumento, a
dispensa das providencias do artigo 1.107 do NCPC, a juntadas as peças
autenticadas dos autos.
Nestes termos,
Pede deferimento.
Contagem, 10 de junho de 2016.

Vander Marques Justino


OAB/ MG 134.936

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