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MARQUES JUSTINO
Advocacia
Dr. Vander Marques Justino OAB/MG 134.936

EXCELENTISSIMO (A) SENHOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA ª VARA DE


FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE CONTAGEM – MINAS GERAIS

ALYCE FERNANDA PINHEIRO FERREIRA, brasileira, menor


impúbere, estudante, representada por LILIANA KATIA FERREIRA
DA SILVA, brasileira, solteira, estudante, portadora da RG n: MG-
17.039.747, registrada no CPF n: 111.304.946-0, residentes e
domiciliadas na Rua Mateus Leme, n: 568, cx. 03, CEP: 32.015-530,
Bairro Fonte Grande, Contagem, Minas Gerais, vem, à Vossa
Excelência, por seu advogado, propor:

AÇÃO DE ALIMENTOS

Em desfavor de MARCOS FELIPE PINHEIRO SILVA, brasileiro,


solteiro, profissão ignorada, filho de Marcos Antônio da Silva e Mirian
Pinheiro da Silva, residente e domiciliado na Rua das Dracenas, n:
245, CEP: 30.690-210, Bairro Lindéia, Belo Horizonte, Minas Gerais,
pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

1. FATOS

A requerente, nascida em 05 de fevereiro de 2011, hoje com 05 anos


de idade, é filha do requerido, conforme certidão de nascimento em anexo.

A requerente está sob a guarda e responsabilidade de sua mãe,


desde o nascimento.

O requerido não tem contribuído para o sustento da requerente, com


alimentação, moradia e educação, estando as despesas sob a responsabilidade
de sua genitora.

Rua José Rodrigues Guilherme, nº: 1.050, sala 01, CEP: 32.015-540, bairro Nossa Senhora Do Carmo, Contagem – Minas Gerais.
E-mail: vandermarquesadvocacia@outlook.com. Fones: (31) 99168-5165 – (31) 98977-4011.
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O requerido visita a requerente de forma esporádica, quando a


requerente vai passar final de semana na casa dos avós paternos.

2. FUNDAMENTOS JURÍDICOS

A Lei 5.478/68, art. 4, dispõe sobre pensão alimentícia:

“Art. 4º. Ao despachar o pedido, o juiz fixará desde logo alimentos provisórios a
serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles
não necessita.
Parágrafo único. Se se tratar de alimentos provisórios pedidos pelo cônjuge,
casado pelo regime da comunhão universal de bens, o juiz determinará igualmente
que seja entregue ao credor, mensalmente, parte da renda líquida dos bens
comuns, administrados pelo devedor. ”

O art. 1694 e 1.696 do Código Civil, dispõe sobre pensão alimentícia:

“Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros
os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição
social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.
O requerido não tem contribuído para o sustento da requerente, com alimentação,
moradia e educação, estando as despesas sob a responsabilidade de sua genitora.
§1º. Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante
e dos recursos da pessoa obrigada.
§2º. Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a
situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia. ”

“Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e


extensivo a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em
grau, uns em falta de outros. ”

A Jurisprudência tem manifestado:

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE ALIMENTOS - FIXAÇÃO DE


ALIMENTOS PROVISÓRIOS - PAGAMENTO DE PENSÃO PELOS FILHOS À
GENITORA - PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE RECÍPROCA. O pagamento de
pensão pelos filhos aos pais tem fundamento justamente no princípio da
solidariedade recíproca que deve reger as relações de família. Pela leitura conjunta
dos artigos 1.694 e 1.696 do Código Civil em vigor, resta estreme de dúvidas a
possibilidade de ser imposta obrigação de prestar alimentos em decorrência da
relação de parentesco. Na fixação dos alimentos, ainda que provisórios, deve haver
conjugação do binômio necessidade/possibilidade, ou seja, possibilidade
econômica do alimentante e necessidade do alimentado. No caso versado, as
alegações dos agravantes de que não dispõem de condições para arcarem com o
pensionamento determinado pelo d. Magistrado a quo não é o bastante para
respaldar a revogação do decisum primevo, mas sim, para minorar para 01 (um)
salário mínimo os alimentos provisórios fixados. Recurso parcialmente provido.

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V.V.: - Nos termos do artigo 1.694, § 1º, do Novo Código Civil, o arbitramento da
verba alimentar deve atender ao binômio necessidade - possibilidade. O direito à
prestação de alimentos entre pais e filhos é recíproco (CC, artigo 1.696) e na
hipótese dos autos, decorre do vínculo de parentesco e do dever de solidariedade
entre os familiares. Inexistindo nos autos elementos suficientes para comprovar a
necessidade da agravada ou que estaria impossibilitada para o exercício de
atividade que lhe garanta o próprio sustento, incabível a fixação de alimentos em
seu benefício. (Agravo de Instrumento nº 0031803-42.2015.8.13.0000 (1), 4ª
Câmara Cível do TJMG, Rel. Dárcio Lopardi Mendes. j. 28.05.2015, maioria,
Publ. 03.06.2015).

A lei 8.069-90, art. 33, dispõe sobre a guarda à criança e adolescente:

“Art. 33. A guarda obriga à prestação de assistência material, moral e educacional


à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros,
inclusive aos pais.
§1º. A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar
ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção
por estrangeiros.
§2º. Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção,
para atender a situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou
responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos
determinados.
§3º. A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para
todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários.
4º. Salvo expressa e fundamentada determinação em contrário, da autoridade
judiciária competente, ou quando a medida for aplicada em preparação para
adoção, o deferimento da guarda de criança ou adolescente a terceiros não impede
o exercício do direito de visitas pelos pais, assim como o dever de prestar alimentos,
que serão objeto de regulamentação específica, a pedido do interessado ou do
Ministério Público. ”

A requerente está sob a guarda e responsabilidade de sua mãe,


desde o nascimento.

O requerido visita a requerente de forma esporádica, quando a


requerente vai passar final de semana na casa dos avós paternos.

3. PEDIDOS

Diante do exposto, requer à V. Exa., que seja julgada procedente a


presente ação para condenar o requerido ao pagamento de pensão alimentícia
no valor de R$352,00 (trezentos e cinquenta e dois reais) equivalente a 40%
(quarenta por cento) do salário mínimo mensal, até o dia 10 de cada mês,
mediante depósito em conta bancária.

Rua José Rodrigues Guilherme, nº: 1.050, sala 01, CEP: 32.015-540, bairro Nossa Senhora Do Carmo, Contagem – Minas Gerais.
E-mail: vandermarquesadvocacia@outlook.com. Fones: (31) 99168-5165 – (31) 98977-4011.
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Requer que seja julgada procedente a presente ação para conceder


a guarda definitiva da requerente à sua mãe.

Requer que seja regulamentada as visitas à requerente, aos finais de


semana alternados, de sábado das 09:00hs aos domingos as 17:00hs.

A intimação do Ministério Público.

A citação do requerido, por carta precatória, para comparecer em


audiência de conciliação, apresentar contestação, sob pena de revelia.

A condenação do requerido ao pagamento das despesas processuais


e honorários advocatícios.

Os benefícios da justiça gratuita, por serem as requerentes


hipossuficientes. Declaração em anexo.

Provará o alegado por todos os meios de provas admitidas em direito,


testemunhal, documental, pericial.

Atribui-se à causa o valor de R$4.224,00 (quatro mil, duzentos e vinte


e quatro reais).

Nestes termos,

Pede deferimento.

Contagem, 22 de junho de 2016.

Vander Marques Justino


OAB/MG 134.936

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