Você está na página 1de 85

Psicrometria Valter Rubens Gerner

Psicrometria Básica

Prof. Valter Rubens Gerner


2019

0 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Psicrometria Básica

São Paulo
2019

Noções de Psicrometria 1
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Psicrometria Básica

Direção Valter Rubens Gerner


Coordenação Valter Rubens Gerner
Elaboração e Conteúdo Valter Rubens Gerner
técnico
Digitação Valter Rubens Gerner
Composição Valter Rubens Gerner
Revisão Gramatical

Ficha Catalográfica

Gerner, Valter Rubens


Psicrometria Básica São Paulo: 2012. 84p.

Apostila elaborada para uso do treinamento.

1. Ar Condicionado 2. Controle de Umidade I Titulo

CDU: 697.93

2 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Sumário

Introdução
Importância
Composição do ar
Padrões adotados
Lei de Dalton para pressão parcial
Figura 1
Temperatura de ponto de orvalho
Unidade de pressão e temperatura (resumo)
Umidade relativa
Figura 2
Umidade Absoluta
Unidade da umidade absoluta
Temperatura de bulbo seco e bulbo úmido
Figura 3
Entalpia (definição simplificada)
Entalpia do ar
Equações da entalpia (resumo)
Calor do ar
Definição
Calor sensível do ar
Calor latente do ar
Variação da massa de água no ar
Calor total do ar
Temperatura de bulbo úmido x Temperatura de ponto de orvalho
Exercícios práticos
Figura 4
Caso 1 - Resfriamento Sensível
Caso 2 - Aquecimento Sensível

Noções de Psicrometria 3
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Caso 3 – Desumidificação Química


Caso 4 – Umidificação
Caso 5 – Resfriamento Adiabático
Caso 6 – Resfriamento Adiabático
Caso 7 – Resfriamento e Desumidificação
Caso 8 – Resfriamento e Desumidificação
Carta Psicrométrica
Figura 5
Exercícios com a Carta Psicrométrica
Cartas Psicrométricas para resolução dos exercícios
Caso 1- Resfriamento Sensível
Caso 2 – Aquecimento Sensível
Caso 3 – Umidificação
Caso 4 – Umidificação
Caso 5 – Resfriamento Adiabático
Caso 6 – Resfriamento Adiabático
Caso 7 – Resfriamento e Desumidificação
Caso 8 – Resfriamento e Desumidificação
Resfriamento Adiabático
Propriedades Termodinâmicas da água saturada
Carta Psicrométrica para cálculos ao nível do mar
Carta psicrométrica para cálculos em São Paulo
Referência Bibliográficas

4 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Noções de Psicrometria
Notas de aula do prof. Valter GERNER

Introdução

Sabe-se que o ar atmosférico é uma mistura de gases que contém uma certa
porcentagem de vapor de água. Foi dado o nome de psicrometria para o estudo da
relação entre o ar seco e a quantidade de vapor de água contido nele.
O conteúdo deste material é um resumo simplificado para que mecânicos, técnicos,
arquitetos e outros profissionais ligados a área de climatização, possam ter para
melhor compreender sua influência no condizente a conforto térmico. O estudo
profundo deste assunto é abordado em cursos de pós-graduação de refrigeração e
condicionamento de ar.

Importância

Psicrometria é o estudo das misturas de ar e vapor de água. Em ar condicionado o ar


não é seco, mas sim uma mistura de ar e vapor de água, resultando daí a importância
da psicrometria. Em alguns processos a água é removida do ar, enquanto em outros é
adicionada.
Os princípios de psicrometria serão aplicados nos capítulos subseqüentes, em
assuntos relacionados com o cálculo da carga térmica, sistemas de ar condicionado,
serpentinas de desumidificação e resfriamento, torres de resfriamento e
condensadores evaporativos.

Noções de Psicrometria 5
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Figura: A quantidade de umidade no ar esta relacionada com as características físicas do local.

Em alguns equipamentos ocorrem processos com transferências de calor e massa


simultaneamente entre o ar e uma superfície molhada. Exemplos de tais processos
podem ser encontrados em alguns tipos de umidificadores, em serpentinas de
desumidificação e resfriamento e em equipamentos de dispersão da água como torres
de resfriamento e condensadores evaporativos. Mais adiante neste capítulo serão
desenvolvidas algumas relações bastante convenientes na determinação das taxas de
transferência de calor e massa utilizando o conceito de potencial de entalpia.
Inicialmente abordaremos a psicrometria de maneira teórica para em seguida
aplicarmos estes conhecimentos na carta psicrométrica, em exercícios práticos.

Figura: A umidade do local influencia na sensação térmica das pessoas

O conforto térmico das pessoas em um determinado local esta diretamente relacionada


com a temperatura real local a velocidade do ar sobre as pessoas e também a
umidade contida no ar.
Nota: É impossível se realizar qualquer projeto de climatização sem ter o
conhecimento pleno dos fenômenos psicrométricos.

6 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Ar

Ar é uma mescla de gases incolores e inodora que rodeia a terra. Este ar que envolve
a terra que conhecemos como atmosfera, se estende a altura de aproximadamente
645 km que se divide em várias camadas.
A camada mais próxima da terra é a troposfera que vai desde o nível do mar até uma
altura de 11 km, seguida dela vem a estratosfera que compreende a faixa de ar ente
20 km a 30 km. Mesosfera é o nome da camada de ar que ocupa a faixa entre 50 km
até 80 km, Termosfera encontra-se na faixa acima de 80 km, e por fim a camada entre
95 km até 400 km é denominada de ionosfera.

Figura: Camadas de ar na atmosfera.

Este manto de ar cobre a terra e literalmente vivemos em um mar de ar, que se torna
mais denso quando mais fundo estamos, e onde ao nível do mar onde ele exerce uma
pressão de 101325 Pa (1,0336 kgf/m2), a qual diminui a medida que mais alto subimos.
Esta massa gasosa que constitui a atmosfera da Terra, juntamente com a água o ar
atmosférico é o responsável pelos processos físico-químicos e biológicos que se
desenvolveram no planeta Terra, e é essencial às formas de vida que nela se
encontram.
O ar atmosférico é constituído de uma mistura de gases, assim como de vapor d’água,
e uma mistura de contaminastes (fumaça, poeira e outros poluentes gasosos ou não)
presentes normalmente em locais distantes de fontes poluidoras.

Noções de Psicrometria 7
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Quando pensamos em climatização é sobre este ar contido em um ambiente que


iremos proporcionar as condições térmicas desejadas para o conforte térmico ou para
algum processo industrial.
Para o estudo da psicrometria, e sua aplicação em processos climatização nos
interessa somente o ar que se encontra na troposfera, e que dividiremos em duas
partes distintas “Ar Seco” e “Ar Úmido”

Composição do Ar seco

Uma vez que todo o ar no estado natural contém uma certa quantidade de
vapor de água, não se pode dizer que existe realmente "ar seco". Contudo, o
conceito de “ar seco” é um conceito muito útil pois simplifica bastante os
cálculos psicrométricos. Por isso, o termo "ar seco" será usado para indicar ar
sem vapor de água, enquanto os termos "ar" e "ar úmido" serão usados para
designar a mistura natural de ar seco e vapor de água.
Por definição, ar seco (dry air) é a mistura dos gases que constituem o ar
atmosférico com exclusão do vapor d’água, quando todo o vapor d’água e os
contaminantes são removidos do ar atmosférico, resulta na composição
percentual, em volume e número de moles por 100 moles do ar seco, que pode
ser observado na Tabela a seguir, conforme ASHRAE, Fundamentals 1997.

Componentes Formula % em Volume Massa Molecular


Química (Kg/kg-Mol)
Nitrogênio N2 78.084 28,016
Oxigênio O2 20,9476 32,000
Argônio Ar 0,9340 39,948
Dióx. Carbono CO2 0,01304 44,010
Neônio Ne 0,001818 20,183
Hélio He 0,000524 4,0026
Metano CH4 0,000150 16,0319
Dióx. Enxofre SO2 0,00010 64,0640
Hidrogênio H2 0,00005 2,01594
Criptônio Kr 0,00020 93,8003
Ozônio O3 0,00020 48,0000
Xenônio Xe 0,00020 131,000
Tabela : Composição percentual, em volume e número de moles por 100 moles do ar seco

8 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Nota: Extensivas medições têm mostrado que a composição do ar seco é


relativamente constante, tendo pequenas variações na quantidade dos
componentes com o tempo, localização geográfica e altitude.

Ar úmido

O ar é uma mistura mecânica de gases e vapor de água, a qual é denominada de “AR


Úmido” .
A quantidade de vapor de água no ar varia muito com a localidade particular e com as
condições do tempo e normalmente é de 1% a 3% sobre a massa da mistura. Dado
que o vapor de água no ar resulta principalmente da evaporação de água da superfície
de várias massas de água, a umidade atmosférica (conteúdo de vapor de água) é
maior em regiões localizadas perto de grandes massas de água e é menor nas regiões
mais áridas.
Esta quantidade de vapor d’água correspondente à condição de saturação. Isso
corresponde à quantidade máxima de vapor d’água que o ar pode suportar em
determinada condição de temperatura, que pode ser definido como:

• AR SATURADO é uma mistura de ar seco e de vapor d’água saturado. Mais


precisamente é o vapor d’água que é saturado e não o ar, ou seja, neste estado o
ar esta com sua quantidade de máxima de vapor de água que pode suportar, um
exemplo disto é quando as superfícies em que este ar se encontra ficam
umedecida, como quando tomamos banho quente em um banheiro fechado, ou
em dias de serração. (Definiremos a seguir como Umidade Relativa UR = 100 %)

• AR NÃO SATURADO é uma mistura de ar seco e vapor d’água superaquecido,


neste caso o ar tem capacidade de ainda absorver mais vapor de água até tornar-
se ar saturado. (Definiremos como uma Umidade Relativa UR < 100 %)

Padrões adotados

Em geral, os padrões que têm sido utilizados pela, Institution of Heating and Ventilating
Engineers, em sua edição de 1970 do Guide to Current Practice, são seguidos aqui.
Os mais importantes são:
Densidade do ar 1,293 kg/m3 para ar seco a 101325 N/m2 e 0ºC
Densidade da água 1000 kg/m3 a 4o C e 998,23 Kg/m3 a 20o C
Pressão barométrica 101325 N/m2 (1013,25 mbar)

Noções de Psicrometria 9
Psicrometria Valter Rubens Gerner

A temperatura e pressão normais são respectivamente 0o C e 101325 N/m2 e o valor


adotado para a gravidade é 9,807 N/Kg (9,80665 N/Kg exatamente).
Nos anexos encontramos a Tabela 1 - Propriedades Termodinâmicas da Água
Saturada (Refrigerante: R718) e Tabela 2 - Propriedades do ar seco a pressão
atmosférica, relacionados as densidades da água e ar seco com diversas
temperaturas.

Pressão Atmosférica

A terra está envolvida por uma camada gasosa chamada atmosfera. A atmosfera
exerce sobre qualquer ponto da superfície terrestre uma pressão conhecida como
pressão atmosférica.

Figura: Representação da Pressão Atmosférica pela camada de ar que envolve a Terra

A pressão atmosférica é função direta da altura do local em relação ao nível do mar, e


esta pressão atmosférica, como veremos, irá influenciar nas relações psicrométricas
deste local.

10 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Unidades de medidas de pressão

GRANDEZAS SM SB SI
Pressão(P) Kgf/cm 2 Lbf/in2 N/m2(Pa) e bar
Em (*) mm Hg in Hg mhg
Gases mm c.a. inca mc.a.
(*) Normalmente utilizados em sistemas que os valor da pressão são muito pequenos.

Em nosso curso, salvo algumas exceções, iremos utilizar as unidades de pressão


recomendadas no Sistema Internacional (SI).
Lembrando: Pressão N / m².......... denominada de Pascal (Pa)
Pressão bar = 100.000 Pa = 100 kPa (Quilo Pascal)

O valor da pressão atmosférica ao nível do mar é utilizado como referencia para a


determinação da pressão em diferentes altitudes.

Pressão atmosférica ao nível do mar


A pressão atmosférica ao nível do mar pode apresentar os seguintes valores:

1atm = 76cmHg = 29,92inHg = 10,33mca = 1,0336Kgf/cm2 = 14,696 Lbf/in2 (psi) =


101.325 N/m2 (Pa) = 1,01325 bar.

Pressão atmosférica em diferentes altitudes


Para determinarmos a pressão atmosférica em um local com altura diferente do nível
do mar pode-se utilizar a seguinte equação;

P = Patm (1 – 2,2560 . 10-5 .ALT)5,2560

Onde:
• P = Pressão atmosférica local (Pa, bar, Kgf/cm2, outras)
• Patm = Pressão atmosférica ao nível do mar (Pa, bar, Kgf/cm2, outras)
• ALT = Altura do local (m).

Noções de Psicrometria 11
Psicrometria Valter Rubens Gerner

• Exemplo
Qual a pressão atmosférica na cidade de São Paulo – SP;
Sabendo-se que:
• Altura média da cidade ao nível do mar é de H = 750 m
• Considerando Pressão atmosférica ao nível do mar Patm = 1,01235 bar

Aplicando a equação:

PSP = Patm (1 – 2,2560 . 10-5 .ALT)5,2560

PSP = 1,01325 x (1 – 2,2560 . 10-5 x 750m)5,2560

PSP = 0,926325 bar = 92632,5 Pa

Concluindo: A pressão atmosférica na cidade de São Paulo é inferior a pressão


atmosférica ao nível do mar.

Exemplo de variação da pressão atmosférica com a altitude


Altitude(m) Pa(cm Hg) Kgf/cm 2 N!m (Pa)
0 76 1,0336 101 325
750 72 0,94 92632
1000 67 0,92 89873
2000 60 0,81 79 493
3000 53 0,71 70105
8000 27 0,36 35.595
9000 23 0,31 30.737
10000 20 0,27 26.431

12 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Lei de Dalton para pressão parcial

A lei de Dalton é uma lei acerca do comportamento dos gases, que define que se
as moléculas de dois gases não se atraem nem se repelem, as colisões de cada um
deles não são afetadas pela presença do outro. Por essa razão cada um dos gases
exerce mesma pressão na mistura gasosa que exerceria se estivesse sozinho; a isto
se chama pressão parcial de um gás.

Figura: Mesmo depois de misturada cada molécula de gás se comporta como se tivesse sozinha dentro do recipiente
de 5,0 L e se comporta como a única pressão existente fosse à fornecida por ele.

No caso do ar que é uma mistura de diversos gases a pressão atmosférica é a soma


de todas as pressões parciais da mistura destes gases.

Figura: Mistura dos gases que compõem o ar (air) atmosférico – Pressão em kPa
Nota: Na figura (Ar) corresponde a argônio.

Lei de Dalton para psicrometria


Como já mencionamos anteriormente para o estuda da psicrométrica o ar atmosférico
será composto de Ar Seco + Vapor de Água
A Lei de Dalton das pressões parciais estabelece, efetivamente, que em qualquer
mistura mecânica de gases e vapores (aqueles que não combinam quimicamente) (1)
cada gás ou vapor na mistura exerce uma pressão parcial individual que é igual á
pressão que o gás poderia exercer se ocupasse o espaço sozinho, e (2) a pressão total

Noções de Psicrometria 13
Psicrometria Valter Rubens Gerner

da mistura gasosa é igual à soma das pressões parciais exercidas por gases
individuais ou vapores.

O ar, sendo uma mistura mecânica de gases e vapor de água, obedece à Lei de
Dalton. Portanto, a pressão barométrica total é sempre igual à soma das pressões
parciais dos gases secos e à pressão parcial do vapor de água.

Ar seco Vapor Ar seco


apenas d´água mais
apenas vapor
d´água

(a) (b) (c)

t = 20o C t = 20o C t = 20o C


ma = 1 Kg ma = 0 Kg ma =1 Kg
ms = 0 Kg ms = 0,007376 Kg ms = 0,007376 Kg
2
PAS = 100143 N/m PAS = 0 PAS = 100143 N/m2
PVA = 0 PVA = 1182 N/m2 PVA = 1182 N/m2
Patm =100143 N/m2 Patm = 1182 N/m2 Patm =101325 N/m2 (Pa)

Figura: Mistura um recinto hermeticamente fechado, sob três diferentes condições:


pode-se ver que as pressões parciais exercidas pelo vapor d´água em (b) e
(c) são iguais, como também o são as exercidas pelo ar seco em (a) e (c), e
que em (a), (b), e (c) a pressão total é igual à soma das pressões parciais.

Nota: Na figura (c) do desenho anterior, mesmo depois de misturados, e a pressão do


sistema ser de Patm = 101325 N/m2 (Pa), o vapor de água se comporta como se
estivesse a uma pressão de PVA = 1182 N/m2 (0,01182 bar).

Dado que a psicrometria é o estudo das propriedades do ar quando afetado pelo


conteúdo de vapor de água, a pressão parcial individual exercida pelos gases secos é
insignificante e, para todos os objetivos práticos, a pressão barométrica total pode ser
considerada como a soma de somente duas pressões: (1) a pressão exercida pelos
gases secos e (2) a pressão parcial exercida pelo vapor de água.
É possível mostrar que se a Lei de Dalton é válida, cada componente da mistura
obedece a Lei Geral dos Gases. Como conseqüência é às vezes mais conveniente
renunciar a lei em duas partes:

14 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

I. A pressão exercida por cada gás na mistura de gases é independente da


presença de outros gases.
II. A pressão total exercida pela mistura de gases é igual à soma das pressões
parciais.

A Lei de Dalton explica

Como já sabemos o ar é uma mistura de Ar Seco com Vapor de Água, mas sabemos
também que a água ferve (entra em ebulição) a temperatura de 100 0C, quando esta
submetida a pressão atmosférica de 1 atm = 101325 Pa = 1,012325 bar como
podemos comprovar na Tabela de Saturação da Água, Tabela 1 dos anexos.

Figura: Água a pressão atmosférica (P=1,0135 bar) entra em ebulição a 100 oC.

Noções de Psicrometria 15
Psicrometria Valter Rubens Gerner

• Se o ar possui vapor de água, e a água entra em ebulição a 100 0C porque não


nos queimamos?

Pois segundo a Lei de Dalton, o ar, no exemplo anterior, que esta a pressão
atmosférica de 1 atm = 101325 Pa = 1,012325 bar, é a soma pressão do ar seco
(Pas), com a pressão do vapor de água (Pva) que se encontra nele, ou seja, a soma
das pressões parciais;

Patm = Pas + Pva

E ainda segundo a Lei de Dalton cada gás que compõem esta mistura de gases, se
comporta como se tivesse sozinho no local, ou seja, é independente da presença de
outros gases, e no exemplo da figura anterior, esta exercendo uma pressão de vapor
de água de Pva = 1182 Pa = 0,01182 bar. E o ar deste exemplo (ar seco mais vapor
de água) se encontra a uma temperatura de t = 20 0C.
A pressão parcial do vapor de água no ar, é de Pva = 1182 Pa = 0,01182 bar, no
exemplo. Com esta pressão e auxiliado pela da Tabela de Saturação da Água, que se
encontra nos anexos, Tabela 1, que a temperatura de vaporização (ebulição) água é
inferior a t = 9,0 0C.

Concluindo: Como o ar (ar seco + vapor de água) deste exemplo se encontra a uma
0
temperatura de t = 20 C, valor este superior a temperatura de
vaporização da água ( t = 9 0C), para uma pressão de Pva = 0,01182 bar,
significa, que pela lei de Dalton que o vapor de água que se encontra
no ar alem de não nos queimarmos é Vapor de Água Superaquecido.

16 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Pressão de Vapor de Água (Pva)

A quantidade de vapor que pode existir em determinada atmosfera é limitada para cada
valor de temperatura. Temperaturas mais elevadas permitem a existência de maior
quantidade de vapor do que em ambientes com temperatura mais baixas,

Quando o ar contem o máximo de vapor de água permissível, para uma determinada


temperatura (tBS), dizemos que o ar se encontra saturado, diremos que esta com
umidade relativa UR = 100 %, como será explicado a seguir.

O ar saturado possui uma máxima pressão de saturação (PVsat.), se a quantidade de


vapor não é suficiente para saturar o ar, como no exemplo anterior, a pressão será
chamada de pressão parcial do vapor de água, ou apenas Pressão de Vapor de Água
no Ar (Pva).

John Dalton

Químico, meteorologista e físico inglês. Foi um dos primeiros cientistas a


defender que a matéria é feita de pequenas partículas, os átomo. E elaboração
a teoria da pressão parcial dos gases.
Nascimento: 6 de setembro de 1766, Eaglesfield, Reino Unido
Falecimento: 27 de julho de 1844, Manchester, Reino Unido

Noções de Psicrometria 17
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Temperatura de Bulbo Seco (tBS)

É a temperatura indicada por um termômetro comum, não exposto a radiação. É a


verdadeira temperatura do ar úmido. É freqüentemente denominada apenas
temperatura do ar.

Figura: Termômetro de vidro comum, denominado termômetro de bulbo seco (tBS)

Temperatura de Bulbo Úmido (tBU)

É a temperatura indicada por um termômetro cujo bulbo foi previamente envolto por
algodão úmido, tão logo seja atingido o equilíbrio térmico. Nesse tipo de termômetro, a
mistura ar seco - vapor d’água sofre um processo de resfriamento adiabático, pela
evaporação da água do algodão no ar, mantendo-se a pressão constante.
A temperatura da água ambiente em um copo é praticamente a própria tBU.
Nota: Posteriormente será apresentada uma definição da relação do processo de
resfriamento adiabático no termômetro de bulbo úmido.

Psicrômetro

Para se fazer a leitura desse tipo das temperaturas de bulbo seco (tBS) e bulbo úmido
(tBU), se faz necessário um psicrômetro. O psicrômetro consta de dois termômetros,
sendo que um deles envolto por um tecido constantemente umedecido (termômetro de
bulbo úmido) e outro, ao lado, simplesmente.
Os psicrômetro mais comuns são os de ventilação forçada, denominados de
Psicrômetro giratórios ou psicrômetro de Balanço.

18 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

O psicrômetro de balanço é composto de dois termômetros, um de bulbo seco e outro


de bulbo úmido, montados lado a lado em uma caixa de proteção que é presa a um
cabo por uma união articulada para que a caixa possa ser facilmente girada pela mão.
Depois de saturar o pavio com água limpa, o instrumento é rapidamente girado no ar
por aproximadamente um minuto e, depois disto, podem ser tomadas as leituras de
tempo de ambos os termômetros (tBS) e (tBU), O processo poderia ser repetido diversas
vezes para assegurar que a temperatura (tBU) mais baixa possível foi registrada.

Para de obter uma leitura exata com um termômetro (tBU), o pavio deve ser saturado
com água limpa aproximadamente à temperatura (tBS) do ar e a velocidade do ar ao
redor do pavio deve ser mantida entre 300 e 600 m / min.

Figura: Psicrômetro de Balanço

Existe também Psicrômetro de Parede, ou de ventilação natural, que por não


apresentarem uma velocidade do ar ao redor do termômetro de bulbo úmido (tBU) não
oferecem a mesma confiabilidade de leitura do psicrômetro de balanço.

Noções de Psicrometria 19
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Figura: Psicrômetro de parede

Termômetros e psicrômetros eletrônicos


Está cada vez mais comum a utilização de termômetros digitais eletrônicos para a
medida de temperatura. A maioria deles fornece a temperatura de bulbo seco e
umidade relativa, alguns modelos mais sofisticados fornece também a temperatura de
bulbo úmido.

Figura: Modelos de termômetros digitais eletrônicos, de mesa e manual.

Nota: A precisão destes equipamentos esta relacionada diretamente, com a


necessidade dos serviços realizados e do custo de aquisção do termômetro.

20 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Medidas psicrométricas.
A partir deste ponto realizaremos a apresentação das medidas utilizadas em estudos
psicrométricos.

Temperatura de Ponto de Orvalho (tPO) x Pressão de Vapor de Água (Pva)

É importante reconhecer que o vapor de água no ar (Pva) é realmente vapor a baixa


pressão e que este vapor a baixa pressão, assim como vapor a alta pressão, estará em
uma condição saturada quando sua temperatura for a temperatura de saturação (tPO)
correspondente à sua pressão.

Uma vez que todos os componentes de uma mistura gasosa ocupam o mesmo volume
e estão à mesma temperatura, acontece que quando o ar está a qualquer temperatura
acima da temperatura de saturação (tBS > tPO) correspondente à pressão parcial
exercida pelo vapor de água, o vapor de água no ar será superaquecido.
Quando o ar está a temperatura igual à temperatura de saturação (tBS = tPO)
correspondente à pressão parcial do vapor de água (Pva), o vapor de água no ar é
saturado e o ar é chamado saturado (realmente não é todo o ar saturado mas somente
o vapor de água que é saturado).

A temperatura à qual o vapor de água do ar é saturado, é conhecida como a


temperatura do ar em ponto de orvalho (tPO). Obviamente, então, a temperatura do ar
(tBS) é sempre a temperatura de saturação correspondente à pressão parcial exercida
pelo vapor de água. Consequentemente, quando a pressão parcial exercida pelo vapor
de água (Pva) é conhecida, a temperatura do ponto de orvalho do ar (tPO) pode ser
determinada pela tabela de saturação da água, Tabela 1 do anexo.

Igualmente, quando a temperatura do ponto de orvalho ar (tPO) é conhecida, a pressão


parcial exercida pelo vapor de água (Pva) pode ser determinada pelas tabelas de
saturação da água.

Noções de Psicrometria 21
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Podemos definir de uma maneira mais simples que a temperatura de ponto de orvalho
(tPO) é a temperatura em que o vapor de água contido no ar começa a se condensar,
por exemplo, uma superfície de um copo com água interna, sendo que quando a
temperatura externa do copo atinge a temperatura de t = 18 oC, neste momento o
vapor de água contida no ar começa a se condensar na superfície externa do copo,
então podemos afirmar que a temperatura do ponto de orvalho do ar, neste exemplo, é
de tPO = 18 oC.

Figura: Gotas de vapor de água do ar condensado na superfície de um copo - Temperatura de Ponto de Orvalho.

Temperatura de Ponto de Orvalho (tPO) – Experimento

Temperatura de ponto de orvalho (tPO) é temperatura no qual o vapor de água contido


no ar começa a se condensar, quando é resfriada a pressão constante, para melhor
entender, podemos imaginar o seguinte exprimindo definido a seguir:
• Com um termômetro vamos medir a temperatura do ar ambiente (tBS)
• Colocaremos água, até metade do volume interno, em uma caneca de alumínio;
• Com o termômetro medimos a temperatura da água (tBU);
Nota: Lembre-se a temperatura da água ambiente é praticamente a própria tBU.
• Repare não ocorre condensação do vapor de água do ar do lado externo da
caneca;
• Colocaremos algumas pedras de gelo junto com a água, e utilizaremos o
termômetro para medir a temperatura da mistura (água + gelo);
• Observe com muita atenção o exterior da superfície polida da caneca de
alumínio;
• Quando ela começar a ficar “opaca” significa que o vapor de água do ar esta
iniciando a condensando sobre esta superfície;
• Registre rapidamente esta temperatura (tPO);

22 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Figura: Experimento para determinar a Temperatura de Ponto de Orvalho (tpo)

Conclusão: A temperatura que o vapor de água do ar inicia a condensação será


chamada de: Temperatura de Ponto de Orvalho (tPO)

• Exemplo do Experimento
Realizando a experiência encontramos, por exemplo, os seguintes valores

• Temperatura do local tBS = 25 0C


• Temperatura da água tBU = 18 0C
• Temperatura do inicio da condensação tPO = 14 0C

Para determinarmos a pressão de vapor da água no ar necessitamos da tabela de


saturação da água, Tabela 1, e da temperatura de ponto de orvalho tPO.

Noções de Psicrometria 23
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Conclusão:
• A pressão de vapor de água no ar é de Pva= 0,016 bar.
• Como o ar esta a uma temperatura de tBS = 25 0C, concluímos que este vapor
de água contido no ar é vapor de água superaquecido, como pode ser
observado no diagrama P x v, a seguir;

Figura: Diagrama P x v representando o vapor de água superaquecido no ar

Unidades de Pressão e Temperatura (Resumo)

Pressão Temperatura

Sistema Internacional kPa ou bar k ou oC


Sistema Métrico kgf / m2 o
C
2 o
Sistema Britânico Lbf / in F

Temperatura de Bulbo Úmido (tBU) x Temperatura de Ponto de Orvalho (tPO)

Quando o aluno começa a resolver os problemas decorrentes da psicrometria e se


pergunta, como resolvê-los teoricamente, já que um dos fatores muito importantes para
a resolução e a Pressão Real de Vapor de Água no Ar (PVA), que esta relacionado, por
saturação, com a Temperatura de Ponto de Orvalho do Ar (tPO), e sabemos que esta
temperatura, na prática não é tão fácil de ser obtida.
Não é nada pratico utilizarmos uma caneca com gelo, água e um termômetro, para
poder se obter a temperatura de ponto de orvalho (tPO), sendo assim podemos,

24 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

também, como as Temperaturas de Bulbo Seco (tBS) e Temperatura de Bulbo Úmido


(tBU), que são obtidas facilmente com um Psicrômetro Giratório, determinarmos a
pressão de vapor de água (PVA) e com a temperatura de ponto de orvalho (tPO).
Para solucionar a questão acima foi elaborado uma equação empírica, que pode ser
utilizada quando o vapor de água do ar não esta saturado (iremos dizer que a Umidade
Relativa menor que 100%) , utilizando-se de um Psicrômetro Giratório que apresente
uma Temperatura de Bulbo Úmido (tBU) maior do que 0 0C (zero grau Celsius);

Pva = PBU – Patm . 6,66 . 10-4 . (tBS - tBU)

Onde:
Pva = Pressão Real de Vapor de água no ar em Pa ou bar
PBU = Pressão de saturação à temperatura de bulbo úmido do ar em Pa ou bar
Patm = Pressão Atmosférica local em Pa ou bar
6,66 . 10-4 = Constante
0
tBS = Temperatura de Bulbo seco em C
0
tBU = Temperatura de Bulbo úmido em C

Nota: A Pressão de Saturação à Temperatura de Bulbo Úmido (PBU), pode ser obtida
na tabela termodinâmica da “Propriedades da água saturada liquida”, Tabela 1,
do anexo.

• Exemplo
Seguindo o mesmo exemplo feito no experimento, vamos determinar a pressão de
vapor da água (Pva), utilizando a equação. Vamos supor que o local esteja com
pressão atmosférica (Patm) ao nível do mar. Lembre-se quando realizamos a
experiência encontramos os seguintes valores;

• Temperatura do local tBS = 25 0C;


• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.

A pressão de saturação a temperatura de bulbo úmido (tBU), deve ser determinada


com auxilio da Tabela 1, do anexo.

Noções de Psicrometria 25
Psicrometria Valter Rubens Gerner

• A pressão de saturação relativa a temperatura de bulbo úmido (tBU) do ar,


segundo tabela de saturação da água é de PBU = 0,0206 bar .
Utilizando a equação para determinarmos a pressão de vapor de água no ar (Pva);

Pva = PBU – Patm. 6,66. 10-4 . (tBS - tBU)

Pva= 0,0206 bar – 1,01325 bar. 6,66. 10-4 . (25 - 18) 0C

Pva = 0,01587 bar ~ 0,0160 bar

A pressão de vapor de água no ar é de aproximadamente Pva = 0,0160 bar, ou seja o


mesmo valor encontrado quando realizamos o experimento com a caneca, água e
gelo.
A temperatura de ponto de orvalho (tPO) pode agora ser determinada com o auxilio da
tabela de saturação da água. Tabela 1.

26 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Concluindo: Conhecendo-se a temperatura de bulbo seco (tBS) do ar , temperatura de


bulbo úmido do ar (tBU), e auxiliado pela tabela de saturação da água,
podemos determinar o ponto de orvalho (tPO) pela equação do pressão
de vapor da água no ar (Pva).

Pressão do vapor de água (Pva) x Temperatura de Ponto de Orvalho (tPO)

Também podemos determinar a temperatura do ponto de orvalho, sem utilizarmos a


tabela de saturação da água, com o auxilio da equação a seguir.
Esta equação só poderá ser utilizada em casos que a temperatura de ponto de orvalho
esteja acima de 0 0C (zero Celsius), como é o caso da maioria das temperaturas de
climatização
A temperatura de ponto de orvalho do ar (tPO), também pode ser calculada pela
seguinte equação;

 P 
31,685. log VA 
t PO =  613,34  Para quando tPo > 0 0C
 P 
1 − 0,1311. log VA 
 613,34 

Onde:
tPO = Temperatura de Ponto de Orvalho em 0C;
Pva = Pressão Real de Vapor de água no ar em Pa

• Exemplo
Seguindo o mesmo exemplo feito no experimento, vamos determinar a temperatura de
ponto de orvalho (tPO), utilizando a equação. Vamos lembrar que o local tem os
seguintes valores;

• Temperatura do local tBS = 25 0C;


• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.
• Pressão de vapor de água Pva = 0,016 bar = 1600 Pa

Utilizando a equação para determinarmos a temperatura de ponto de orvalho (tPO),;

Noções de Psicrometria 27
Psicrometria Valter Rubens Gerner

 P   1600 Pa 
31,685. log VA  31,685. log 
t PO =  613,34 
=
 613,34 
= 14 0C
 PVA   1600 Pa 
1 − 0,1311. log  1 − 0,1311. log 
 613,34   613,34 

tPO = 140C

Concluindo: Conhecendo-se a Pressão de Vapor de água (Pva) pode-se pela


equação determinar a temperatura de ponto de orvalho do ar (tPO), sem
auxilio da tabela de saturação da água.

Nota: Caso a temperatura de ponto de orvalho seja menor que 0 0C (tPO < 00),
como no caso de câmaras frigoríficas onde se utiliza baixa temperaturas
podemos utilizar a seguinte equação;

 P 
27,952. log VA 
t PO =  613,34  Para quando tPO < 0 0C
 P 
1 − 0,1025. log VA 
 613,34 

Onde:
tPO = Temperatura de Ponto de Orvalho em 0C;
Pva = Pressão Real de Vapor de água no ar em Pa

Pressão de Saturação x Temperatura de Saturação da Água

A Pressão de Saturação do Vapor de Água (PSat), que pode ser determinado com
auxilio da Tabela 1, do anexo, também, pode ser desenvolvida através da equação a
seguir:

7 , 5 xt BS
237 , 3+ t BS
PSat = 6,1078 x10

28 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Onde:

PSat = Pressão de Saturação que o Vapor de Água se encontra em mbar (milibar).


TBS = Temperatura de bulbo seco em que o ar se encontra em 0C

• Exemplo
Por exemplo para determinarmos a Pressão de Saturação da Temperatura de Bulbo
Úmido (PBU), determinado anteriormente com a Tabela 1, com a equação encontra-se
o seguinte valor:

• Temperatura de bulbo seco tBS = 18 0C;

Aplicando na equação

7 , 5 x180 C
0
PSat = PBS = 6,1078 x10 237 ,3+18 C = 20,638mbar

PBS = 20,638 mbar = 0,020638 bar

Concluindo: O valor calculado é semelhante ao encontrado na tabela de saturação


da água de PBS = 0,0206 bar
************

Temperatura Saturação (Tsat) e Pressão de Saturação (Psat) – Exemplo com Água

Para melhor absorvermos este conceito vamos imaginar agua a pressão atmosférica
de 1,0135 bar, sabemos que neste caso a água entra em ebulição a 100 oC, dizemos
que para este caso:
• Pressão de Saturação da água Psat = 1,0135 bar ;
• Temperatura de Saturação da água Tsat = 100 oC.

Podemos nos perguntar o que aconteceria se um gerador de vapor, do tipo domestico,


insuflasse vapor superaquecido a TSuper. = 120 oC, em uma superfície a temperatura
de 100 oC, como exemplificado no desenho a seguir.

Noções de Psicrometria 29
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Figura: Vapor superaquecido a 120 oC insuflado em uma superfície a 100 oC

Repare que o vapor superaquecido ao atingir a superfície a temperatura de 100 oC


começa a condensar pois a placa está em um local que a pressão atmosférica é de
Patm = 1,0135 bar, e sabemos que:

• Psat = 1,0135 bar a água começa a entrar em ebulição, ou o vapor


superaquecido começa a condensar, a uma Tsat = 100 oC.

Nota: Podemos fazer uma correspondência com a temperatura do ponto de orvalho


do ar (tPO) que tem uma determinada pressão de vapor de água do ar (PVA),
com a Temperatura de Saturação da água (tSat) com a sua determinada Pressão
de Saturação da água (PSat).

30 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Umidade relativa

A Umidade Relativa é definida como a razão entre a pressão parcial de vapor d´água
numa dada temperatura (Pva) e a pressão parcial que o vapor d´água teria se o ar
úmido estivesse saturado na mesma temperatura (PTBS).

Vamos supor por hipótese que o ar úmido com uma umidade relativa menor que 100%
contém vapor d’água com uma pressão parcial Pva e que este vapor d´água está
superaquecido de forma que possa ser representado no diagrama (p –V) pelo ponto
A, na região superaquecida. O vapor d´água saturado é representado pelo ponto B no
mesmo diagrama. No estado B o vapor d´água tem a mesma pressão parcial de PTBS ,
que é maior que Pva. em Pa ou bar.

Representado no diagrama P x v

Figura : Diagrama P x v mostrando o estado do vapor de água no ar representado pelo ponto "A".

Noções de Psicrometria 31
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Logo, pode-se escrever a umidade relativa do ar úmido pela seguinte equação:

UR =
(Pr essãodoVapordeÁgua(P )) va
x100 =
(Pva )
x100
 Pr essãodeSaturaçãoaTemperatura  (PTBS )
 
 queoVapordeÁguaseEncontra (P )
 TBS 

Onde:

UR = Umidade Relativa do ar;


Pva = Pressão Real de Vapor de água no ar em Pa ou bar;
PTBS = Pressão de Saturação Temperatura que o Vapor de Água se encontra

• Exemplo
Seguindo o mesmo exemplo feito no experimento, vamos determinar a temperatura de
ponto de orvalho (tPO), utilizando a equação. Vamos lembrar que o local tem os
seguintes valores;

• Temperatura do local tBS = 25 0C;


• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.
• Temperatura de Ponto de Orvalho tPO = 14 0C;
• Pressão de vapor de água no ar Pva = 0,016 bar = 1600 Pa

A Pressão de Saturação Temperatura que o Vapor de Água se encontra (PTBS) será


determinada com auxilio da Tabela 1, do anexo, conhecendo-se a temperatura do
local (tBS).

32 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

• Pressão de Saturação Temperatura que o Vapor de Água se encontra (PTBS) a


temperatura de que o ar se encontra (tBS), segundo tabela de saturação da
água é de PTBS = 0,0317 bar .

Utilizando a equação para determinarmos a Umidade Relativa (UR);

UR =
(Pr essãodoVapordeÁgua(P ))
va
x100 =
(Pva )
x100 =
(0,016bar ) x100
 Pr essãodeSaturaçãoaTemperatura  (PTBS ) (0,0317bar )
 
 queoVapordeÁguaseEncontra (P )
 TBS 

UR = 50 %

Concluindo: Conhecendo-se a Pressão de Vapor de água (Pva) e a Pressão de


Saturação que o Vapor de Água se encontra (PTBS) pode-se pela
equação determinar a Umidade Relativa (UR) do ar

Resumo - Umidade Relativa


A Umidade relativa pode ser descrita das seguintes forma:
• Razão parcial entre a Pressão do Vapor de Água Contida no Ar (Pva) e a
Pressão de Saturação, correspondente, a Temperatura de Bulbo Seco da
mistura (PTBS);
• Relação expressa em porcentagem, entre a densidade real do vapor e a
densidade do vapor em saturação.
• A Razão entre a fração molar de vapor de água contido no ar e a fração molar
de vapor numa amostra de ar saturado à mesma temperatura e pressão;
• Relação entre quantidade de vapor de água contida no ar dividida pela
quantidade de umidade que seria necessário para o ar estar saturado de vapor
de água;

Atenção: NUNCA afirmar que Umidade Relativa (UR) é a quantidade de vapor de


água contida no ar.

A Umidade Relativa (UR) também pode ser determinada com auxilio de instrumentos,
no caso o Higrômetro, que pode ser encontrado, desde modelos analógicos, a digitais,
contudo, o método mais preciso de determinar-se a Umidade Relativa (UR), é com o

Noções de Psicrometria 33
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Psicrômetro, com termômetros de vidro de boa qualidade, de bulbo seco (tBS) e bulbo
úmido (tBU).

Figura: Higrômetro Analógico

Nota: A Pressão de Saturação a Temperatura que o Vapor de Água se encontra


(PTBS), com auxilio da Tabela 1, do anexo, também, pode ser desenvolvida
através da equação a seguir:

7 , 5 xt BS
237 , 3+ t BS
PTBS = 6,1078 x10

Onde:

PTBS = Pressão de Saturação que o Vapor de Água se encontra em mbar (milibar).


TBS = Temperatura de bulbo seco em que o ar se encontra em 0C

• Exemplo
Seguindo o mesmo exemplo feito no experimento, determinando a Pressão de
Saturação do Vapor de Água (PTBS) na temperatura que o ar se encontra (tBS)

• Temperatura do local tBS = 25 0C;

Aplicando na equação

34 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

7 , 5 x 250 C
237 , 3+ 250 C
PTBS = 6,1078 x10 = 31,675mbar

PTBS = 31,675 mbar = 0,03175 bar

Concluindo: O valor calculado é semelhante ao encontrado na tabela de saturação


da água.

Termo higrômetro análogo

Noções de Psicrometria 35
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Umidade Absoluta (W) ou (g)

Umidade Absoluta algumas vezes chamada de “Taxa de Umidade, "Umidade


Especifica" ou "Razão de Umidade".

Umidade Absoluta = massa de vapor d´água por unidade de massa de ar seco


W = mva / mas

Quando são conhecidas a pressão barométrica local (Patm) e a temperatura de ponto


de orvalho (tPO) e desta forma a Pressão de Vapor de Agua no ar (PVA) , a taxa de
umidade (W) é facilmente determinada pela relação subseqüente, que é derivada da
equação característica dos gases.

Recordando - Equação de Clapeyron


A equação desenvolvida por Émile Clapeyron, denominada de “Equação Universal dos
Gases Perfeitos”, relaciona as três variáveis de estado (pressão, volume e
temperatura) com a quantidade de partículas (número de mols) que compõe um gás.

Equação Universal dos Gases Perfeitos

P.V = n.R.T
Onde:
P = Pressão do Gás (Pa)
V = Volume Ocupado pelo Gás (m3)
 m 
n = Número de Moles  n = 
 Mol 
R = Constante Universal dos Gases Perfeitos = 8,31 J
mol.K
T= Temperatura gás (K)
m= Massa do gás (g ou kg)
Mol = Molécula grama do gás (g ou kg)

Equação Particular dos Gases

P.V = m.R.T

36 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Lembrando:

R = Constante particular dos gases (J/kg.k)

R
R=
Mol

• Molécula grama do Vapor de Água MolVA = 18 g = 0,018 kg

• Molécula grama do Ar Seco Mol AR = 28,95 g = 0,02895 kg

R = 8,31 J
mol.K

Desta forma:
J J
RVA = 461,5 R AR = 287
kg .K kg.K

Isolando a massa:

PVA .V P .V
mVA = = VA
RVA .T 461,5.T

mVA = Massa do Vapor de Água (kgVA)

PAR .V PAR .V
mAR = =
RAR .T 287.T

mAR = Massa do Ar Seco (kgAS)

Sendo: Umidade Absoluta

W = mVA / mAR

Noções de Psicrometria 37
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Substituindo Unidades

PVA .V
mVA 461,5.T P
W = = = 0,622. VA
mAR PAR .V PAR
287.T

Pode ser mais bem representado pelas equações

Pva PVA
W = 0,622 x = 0,622 x
Pas Patm − Pva

Onde:
W = Umidade Absoluta
Pva = Pressão de Vapor de Água no Ar
Pas = Pressão do Ar Seco
Patm = Pressão Atmosférica Local

Unidade de Taxa de Umidade (resumo)


Sistema internacional Kgva / Kgas (Kg de vapor água / Kg de ar seco)
Sistema Métrico Kgva / Kgas (Kg de vapor água / Kg de ar seco)
Sistema Britânico Lbva / Lbas (Lb de vapor água / Lb de ar seco)

Pressão atmosférica ao nível do mar:


101,325 Kpa = 1,013 bar = 1,033Kgf / cm2 = 14,696 Lbf / in2

Concluindo
Para qualquer pressão barométrica dada, a umidade absoluta (W) é apenas uma
função da temperatura (tPO) . Contudo, a taxa de umidade correspondente a qualquer
temperatura (tPO) dada, varia com a pressão barométrica total, aumentando conforme
a pressão barométrica total diminui. A razão disto é facilmente explicada. De acordo
com as leis do gás ideal, o volume por unidade de massa de ar aumentará conforme a
pressão barométrica total diminui. Uma vez que a densidade do vapor varia em
sentido inverso ao do volume, acontece que a massa de vapor de água necessária
para produzir uma densidade e pressão de vapor dadas, aumenta, conforme o volume
do ar também aumenta.

38 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

• Exemplo
Seguindo o mesmo exemplo feito no experimento, vamos determinar a Umidade
Absoluta (W) utilizando a equação. Vamos lembrar que o local tem os seguintes
valores;

• Temperatura do local tBS = 25 0C;


• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.
• Pressão de vapor de água Pva = 1600 Pa = 0,016 bar

Utilizando a equação para determinarmos a Umidade Absoluta (W);

PVA 0,016bar
W = 0,622 x = 0,622 x = 0,009979kg va / kg as
Patm − Pva (1,01325 − 0,016)bar

W = 0,009979 kgva / kgas = 9,979 gva / kgas

Concluindo: Conhecendo-se a Pressão de Vapor de Água (Pva), e a Pressão


Atmosférica Local (Patm) pode-se pela equação determinar Umidade
Absoluta (W) do ar.

Benoit Paul Émile Clapeyron


Engenheiro e físico-químico francês, foi um dos fundadores
da termodinâmica e o estudos dos gases.
Nascimento: Paris, 26 de Fevereiro de 1799
Falecimento: Paris, 28 de Janeiro de 1864.

Noções de Psicrometria 39
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Volume Especifico do Ar (ν ar )

O Volume especifico é a relação entre o volume ocupado a mistura de ar seco e vapor


de água contida em 1 kg de ar seco a pressão de 1 atm. O Volume Especifico pode
ser determinado pela seguinte equação:

VolumedeArSecocomVapordeÁgua Var V
ν ar = = = ar
Massa1kg − ArSeco 1kg AS 1 + W

 1 W
ν ar = (0,082 xt BS + 22,4) x + 
 29 18 
Equação valida ao Nível do Mar

Onde:
ν ar = Volume especifico do ar (m3 / kgas)
W = umidade Absoluta (kgva / kgas)
tBS = Temperatura de Bulbo Seco do ar (0C)

Unidade do Volume especifico do ar (ν ar )

Sistema internacional m3 / kgas (m3 de ar com vapor de água / Kg de ar seco)


Sistema Métrico m3 / kgas (m3 de ar com vapor de água / Kg de ar seco)
Sistema Britânico ft3 / lbas (ft3 de ar com vapor de água / Lb de ar seco)

• Exemplo
Determinar o Volume Especifico do Ar (ν ar ) utilizando a equação. Vamos lembrar que
o experimento tem os seguintes valores;

• Temperatura do local tBS = 25 0C;


• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.
• Pressão de vapor de água Pva = 0,016 bar = 1600 Pa
• Umidade Absoluta W = 0,009979 kgva / kgas = 9,979 gva / kgas

40 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Utilizando a equação para determinarmos o Volume Especifico (ν ar ) do ar;

 1 W
ν ar = (0,082 xt BS + 22,4) x
+ 
 29 18 
 1 0,009979kg va / kg as 
ν ar = (0,082 x 250 C + 22,4) x + 
 29 18 

ν ar = 0,8567 m3 / kgas

Concluindo: Conhecendo-se a Temperatura do ar (tBS ) e a Umidade Absoluta (W) do


ar, é possível determinar o Volume Especifico do Ar (ν ar )

Jacques Alexandre Cesar Charles


Físico, inventor e químico francês. Foi o primeiro a fazer voar um balão a
gás, em 1783. Especializando-se em trabalhos sobre os gases, estudou
com particular interesse a densidade e o poder de dilatação dos mesmos
Nascimento: 12.Novembro.1746 – Beaugency
Falecimento: 07.Abril.1823 - Paris

Noções de Psicrometria 41
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Entalpia(h)

Definição Simplificada

Imaginemos que queiramos medir a quantidade de Calor que está sendo transferido, a
Pressão Constante, a um determinado corpo, água por exemplo, verificamos que
quando isto está acontecendo ocorre uma variação de temperatura, e "imaginamos"
que, desta forma a temperatura poderá ser usada como valor de referência do Calor
que o corpo esta absorvendo.
Mas a medida que o corpo continua absorvendo calor, a Pressão Constante, em um
determinado momento aparece na superfície deste líquido a primeira gota de vapor, o
Liquido está Saturado, e notamos então que apesar do Calor continuar sendo
fornecido ao corpo, notamos isto pelo aumento do número de bolhas de vapor na
superfície do líquido, a temperatura se mantém constante.
Deduzimos então que a temperatura não é uma boa referência para medirmos a
quantidade de Calor que é fornecida. Devido a isto iremos criar uma nova propriedade
em termodinâmica para medir esta quantidade de Calor transferida. Para esta nova
propriedade termodinâmica daremos o nome de Entalpia e lhe daremos o símbolo "H"
ou "h".
Para darmos valores numéricos a entalpia, de uma determinada substância, devemos
estabelecer um estado de referência para esta nova propriedade, a Entalpia, e com isto
determinarmos todos os demais valores que ela era possuir de acordo com a
quantidade de Calor que é fornecida a esta substância.
O estado de referência é para a entalpia igual a "zero" (H=0), e foi determinado para a
maioria das substâncias puras, a partir do seu estado de Líquido Saturado; por
exemplo, para a Água, o valor da Entalpia igual a "zero", se dá no estado de Líquido
Saturado a 0 ºC (PSat.=0.006 atm).
Atenção: Para os refrigerantes, R-12, R-22, e as tabelas psicrométricas do ar ,
estes valores de referência costumam variar de acordo com o centro de
pesquisa que elaborou o estudo.
A Primeira Lei da Termodinâmica pode ser considerada como o estabelecimento do
princípio da conservação de energia. Uma conseqüência disto é que o conceito
conhecido como "energia interna" deve ser introduzido, se o comportamento de um gás
for explicado com razoável exatidão durante o processo de transferência de calor.
Energia interna é a energia armazenada na estrutura molecular e atômica do gás e
pode ser interpretada como uma função de duas variáveis independentes, a pressão e
a temperatura do gás.

42 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Pode-se considerar o calor sendo fornecido ao gás de duas maneiras: a volume


constante ou a pressão constante. Uma vez que o trabalho realizado pelo gás ou sobre
o gás durante um processo de expansão ou contração é expresso pela equação:
trabalho realizado = pdv, segue-se que , se o calor for fornecido ao gás a volume
constante, nenhum trabalho será realizado pelo gás sobre o meio. Conseqüentemente
o calor fornecido ao gás serve apenas para aumentar sua energia interna U. Se uma
transferência de calor ocorrer a pressão constante, ao mesmo tempo em que uma
variação de energia interna se verifica, trabalho pode ser realizado.
Isto resulta na definição de entalpia, H:

H = U + Pv

A equação é estritamente verdadeira para um gás puro de massa m, pressão p e


volume V. entretanto, ela pode ser aplicada sem erro apreciável para uma mistura de
gases do tipo encontrado em condicionamento de ar.
Devido ao fato de que a entalpia é definida pela equação acima, é desejável que a
expressão "conteúdo de calor" não seja utilizada.

Atenção: Nunca dizer que a Entalpia (h) é a quantidade de calor de um corpo. Uma
melhor definição para ela seria de que ela representa um estado
energético de uma substância em um determinado instante. A variação da
Entalpia (∆h) , como veremos mais adiante, representa o calor adicionado
ou removido em um processo a Pressão Constante, representando neste
caso a taxa de transferência de calor .

Entalpia do Ar:

A Entalpia (h) do Ar pode ser definida pela equação

h = has + hva

O valor escolhido para o zero “0” da entalpia é 0 0C, tanto para o ar seco como para a
água, sendo que os valores tomados entre a entalpia do ar seco e sua temperatura
não é completamente linear, ou seja os valores que aparecem na carta Psicrométrica a
partir da linha 04 “Linha de temperatura de bulbo úmido”, que utilizamos para encontrar
a entalpia neste gráfico , não é uma reta mas sim uma curva com grande raio.
As equações utilizadas se quisermos calcular a entalpia, ao invés de encontra-la na
carta Psicrométrica, para valores que variam de 0 0C a 60 0C, e apresentada abaixo.
A equação para a entalpia do ar seco (hAS) é representada na equação;

Noções de Psicrometria 43
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Has = 1,007 . tBS – 0,026

Da mesma forma a entalpia do vapor de água (hVA) é representado na equação (

Hva = W . (2501 + 1,84 . tBS)

As equações podem ser combinadas com a equação, geral, que resultarão na


equação da entalpia (h) usada em psicrometria que representa o estado energético do
ar , como sendo a mistura de ar seco e vapor de água, em um determinado instante,
pela equação a seguir.

h = has + hva

h = (1,007 . tBS – 0,026) + W . (2501 + 1,84 . tBS)

Onde:
• hAS = Entalpia do Ar Seco em kJ / Kg;
• hVA = Entalpia do Vapor de Água em kJ / Kg;
• W = Umidade Absoluta em kgVA / kgAS;
• tBS = temperatura de bulbo seco em 0C.

Nota: Lembrar que o valor calculado na equação também pode ser encontrado na
carta Psicrométrica. Ver Carta Psicrométrica, ao nível do mar nos anexos.

Equações da Entalpia (resumo)

• Entalpia Específica do Ar Seco (Entalpia Sensível) hs

Unidades internacionais hs = 1,007. tbs - 0,026 [KJ / Kg]


Onde: tbs = temperatura de bulbo seco em oC

Unidades Métricas hs = 0,24 . tbs [Kcal / Kg]


Onde: tbs = temperatura de bulbo seco em oC

44 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Unidades Britânicas hs = 0,24 . tbs [Btu / Lb]


Onde: tbs = temperatura de bulbo seco em ºF

• Entalpia Específica do Vapor de Água (Entalpia Latente) hl

hl = hw . w

Onde: hw = hg = Entalpia específica do vapor de água, comumente tomada como


vapor de água saturada. [Kj / Kg ; Kcal / Kg ; Btu / Lb]
W = taxa de umidade [Kg / Kg ; Lb/ Lb] (vapor de água / ar seco)

Unidades Internacionais hw = 2501+ 1,84 tbs [Kj / Kg]


Onde: tbs = temperatura de bulbo seco em ºC

Unidades Métricas hw = 597,2 + 0,44 tbs [Kcal / Kg]

Unidades Britânicas hw =1060,8 + 0,45 tbs [Btu / Lb]


Onde: tbs = temperatura de bulbo seco em ºF

• Entalpia Específica do Ar (Entalpia Total) ht

ht = hs + hl ou ht = hs + W . hw

[KJ / Kg] ; [Kcal / Kg] ; [Btu / Lb]

• Exemplo
Determinar A Entalpia do Ar (h) utilizando a equação. Vamos lembrar que o
experimento tem os seguintes valores;

• Temperatura do local tBS = 25 0C;


• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.
• Pressão de vapor de água Pva = 0,016 bar = 1600 Pa
• Umidade Absoluta W = 0,009979 kgva / kgas = 9,979 gva / kgas

Noções de Psicrometria 45
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Utilizando a equação para determinarmos a Entalpia do Ar (h);

h = (1,007 . tBS – 0,026) + W . (2501 + 1,84 . tBS)

h = (1,007 . 25 0C – 0,026) + 0,009979 kgva / kgas . (2501 + 1,84 . 25 0C)

h = 50,56 kJ / kg

Concluindo: Conhecendo-se a Temperatura do ar (tBS ) e a Umidade Absoluta (W) do


ar, é possível determinar a Entalpia do Ar (h)

Resumo do Exercício - Experimento

Com o experimento da caneca com água e gelo, onde descobrimos a temperatura de


ponto de orvalho (tPO) de um local, ou então, com um psicrômetro giratório, quando
encontramos as temperaturas de bulbo seco (tBS) e temperatura de bulbo úmido (tBU),
determinamos todos os pontos psicrormetricos de um local, que podem ser resumidos
da seguinte forma;
• Temperatura do local tBS = 25 0C;
• Temperatura Ponto de Orvalho tPO = 14 0C
• Temperatura da água tBU = 18 0C;
• Pressão atmosférica Patm = 101325 Pa = 1,01325 bar.
• Pressão de vapor de água Pva = 0,016 bar = 1600 Pa
• Pressão de Saturação a temperatura do local (25 0C) PTBS = 0,0317 bar = 3170 Pa
• Umidade Relativa UR = 50 %
• Umidade Absoluta W = 0,009979 kgva / kgas = 9,979 gva / kgas
• Volume Especifico do Ar ν ar = 0,8567 m3 / kgas
• Entalpia do ar h = 50,56 kJ / kg

46 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Figura: Troca de Calor do Ar

Calor do Ar (Q)

Definição:

Sempre que o ar encontra-se em um determinado estado com uma determinada tBS,


tBU, tPO, W, e UR, e modificamos qualquer um destes parâmetros, existe normalmente,
dependendo da finalidade, um fornecimento ou retirada de energia térmica do mesmo,
esta energia é o Calor. A exceção a este fato é o Resfriamento Adiabático, que
veremos mais adiante.
O Calor (Q), pode ser divido em dois outros componentes, como veremos, denominado
de Calor Sensível (QS) e Calor Latente (QL). Ou melhor, o Calor do ar pode ser
definido como mostra a equação.

Q = QS + QL

Noções de Psicrometria 47
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Calor Sensível do Ar (QS)

Lembramos que a definição mais simples de Calor Sensível é quando a variação da


energia térmica sobre uma substância, não afeta a sua mudança de estado (solido-
liquido-vapor), ocorrendo somente a sua variação de temperatura.
Se lembrarmos que o ar é uma mistura de Ar Seco com Vapor de Água, e que em
nosso caso, que trabalhamos com temperaturas para sobrevivência humana, o ar seco
nunca mudará de estado, será sempre um gás, desta forma, para facilitar o
entendimento, sempre que nos referirmos ao Calor Sensível do Ar (QS), vamos o
associar com a parcela da mistura que se refere ao Ar Seco.
Quando temos uma massa de Ar Seco que tem sua temperatura de bulbo seco
variando de um valor tBS1 para um valor tBS2, nos referimos que esta variação ocorreu
devido a influência do Calor Sensível do Ar (QS) sobre a mesma, sendo que este pode
ser representado pela equação simplificada.

QS = mAS . (hAS2 - hAS1)

Onde: QS = Calor Sensível do Ar em KJ / s ou W


mAS = Vazão em massa de Ar Seco em kg / s
hAS1 e hAS2 = variação da entalpia do Ar Seco em kJ / Kg;

Calor Latente do Ar (QL)

Lembramos que a definição mais simples de Calor Latente se refere a quando da


ocorrência de uma variação da energia térmica sobre uma substância, faz ocorrer a
sua mudança de estado (sólido-liquido-vapor).
Se lembrarmos que o ar é uma mistura de Ar Seco com Vapor de Água, e que em
nosso caso, que trabalhamos com temperaturas para sobrevivência humana, o ar seco
nunca mudara de estado como foi afirmado acima, o mesmo só ocorrerá com a
parcela de vapor de água que esta contida nele, a qual se transforma de vapor em
liquido. Para facilitar o entendimento, sempre que nos referirmos ao Calor Latente do
Ar (QL), vamos o associar com a parcela de água que foi retirada ou colocada na
massa de ar existente.
Quando temos uma massa de Ar que tem em seu conteúdo uma massa de vapor de
água, representada pela sua Umidade Especifica, e que esta varia de um valor de W 1
para um valor W 2, nos referimos que esta variação ocorreu devido a influência do Calor

48 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Latente do Ar (QL) sobre a mesma, sendo que este pode ser representado pela
equação;

QL = mAS . (hVA1 - hVA 2)

Onde: QL = Calor Latente do Ar em KJ / s ou W


mAS = Vazão em massa de Ar Seco em kg / s
hVA1 e hVA2 = variação da entalpia do Vapor de Água em kJ / Kg;

Variação da Massa de água no Ar (∆mAgua)

A variação da massa de água que ocorre devido a influência do Calor Latente do Ar


(QL), pode ser calculada pela variação da Umidade Especifica, de W 1 para um valor
W2, e pela massa de Ar Seco, como mostrado na equação;

∆mAgua = mAS . (W2 – W1)

Onde: ∆mAgua = Variação da Massa de água no Ar em kg / s


mAS = Vazão em massa de Ar Seco em kg / s
W1 e W 2 = variação da umidade especifica em kgVA / kgAS;

Calor do Ar (Q)

Desta forma o Calor do (Q), que algumas vezes pode ser denominado Calor Total do
Ar é a soma do Calor Sensível (QS) e Calor Latente (QL), como havia sido
determinado pela equação geral;

Q = QS + QL

Noções de Psicrometria 49
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Temperaturas de Bulbo Seco e Bulbo Úmido - Explicação Psicrometria

A menos que o ar esteja saturado a 100%, caso em que as temperaturas BS, BU e PO


do ar, serão as mesmas, a temperatura registrada por um termômetro BU será sempre
mais baixa que a temperatura BS do ar. A quantidade a que a temperatura BU é
reduzida abaixo da temperatura BS, depende da UR do ar e é chamada a depressão
BU.
Enquanto que um termômetro BS, não sendo afetado pela umidade, mede somente a
temperatura real do ar, um termômetro BU, por causa de seu pavio úmido, é muito
influenciado pela umidade do ar, deste modo, uma temperatura BU é, com efeito, uma
medida da relação entre a temperatura BS do ar e o teor de umidade deste.
Geralmente, para qualquer temperatura BS dada, o teor de umidade do ar mais baixo é
o da temperatura BU. A razão disto é facilmente explicada.
Quando o ar não saturado entra em contato com a água, esta evaporará no ar a uma
taxa proporcional à diferença de pressão entre a pressão de vapor da água e a
pressão de vapor de água no ar PVA. Por isso, quando um termômetro BU é girado
rapidamente em volta de um ar não saturado, a água evaporará do pavio refrigerando
assim a água remanescente no mesmo (e o bulbo do termômetro), a alguma
temperatura abaixo da temperatura BS do ar.
É importante reconhecer que a temperatura BU do ar é uma medida da relação entre
as temperaturas BS e PO do ar, o que proporciona um meio conveniente para
determinar a temperatura PO do ar, quando a temperatura BS é conhecida. Igualmente
será mostrado posteriormente que a temperatura BU também é um indício de calor
total (entalpia) do ar.
Para se entender por que a temperatura BU é uma medida da relação entre as
temperaturas BS e PO, é necessário um conhecimento da teoria do termômetro BU.
Quando a água evapora do pavio de um termômetro BU, o calor deve ser suprido para
abastecer o calor latente da vaporização. Antes da temperatura da água no pavio ser
reduzida abaixo da temperatura BS do ar, a causa do calor vaporizar a água é a
própria água. Por isso, quando a água evapora do pavio, a que lá permanece é
resfriada abaixo da temperatura BS do ar. Quando isto acontece, é estabelecida uma
temperatura diferencial e o calor começa a fluir do ar para o pavio. Sob esta condição,
uma parte do calor de vaporização está sendo cedida pelo ar, enquanto a outra parte é
cedida pela água do pavio. Como a temperatura do pavio continua a diminuir, a
diferença de temperatura entre o ar e o pavio aumenta progressivamente, tanto que
quanto mais o calor de vaporização é cedido pelo ar, tanto menos é cedido pela água
do pavio. Quando a temperatura do pavio é reduzida ao ponto em que a diferença de
temperatura entre o ar e aquele é tal que o fluxo de calor do ar é suficiente para suprir

50 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

todo o calor de vaporização, a temperatura do pavio estabilizará mesmo que a


vaporização do mesmo continue. A temperatura à qual o pavio estabiliza é chamada de
temperatura de saturação adiabática e é a temperatura BU do ar.
Através de análises minuciosas do que foi dito antes, pode ser observado que a
temperatura BU depende tanto da temperatura BS quanto da quantidade de vapor de
água no ar. Por exemplo: quanto menor for a UR do ar, maiores serão a taxa de
evaporação do pavio e a quantidade de calor necessário para a evaporação.
Obviamente, quanto maior for a necessidade de calor, maior será a depressão BU
abaixo da temperatura BS. Acontece também que quanto menor for a temperatura BS,
menor será a temperatura BU para qualquer depressão dada BU.

Noções de Psicrometria 51
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Exercícios Práticos

Exercícios Práticos

Para melhor assimilarmos os conceitos acima, vamos resolver os seguintes exercícios,


utilizando cálculos e também a carta psicrométrica.
Uma vazão de ar mAR que é movimentada através de um duto por um dispositivo de
Condicionamento de Ar, conforme se apresenta na Fig. 4, tem como conhecida as
suas temperatura de Temperaturas de Bulbo Seco (tBS) e Temperatura de Bulbo Úmido
(tBU) no INICIO e no FINAL deste dispositivo. Sabendo-se que;
mAR = 1,0 kg / seg
Patm = 101325 Pa

Dispositivo de Condicionamento de Ar
Ventilador

mAR = 1,0 kg / seg


INICIO FINAL

Fig.4 - Dispositivo de Condicionamento de Ar

Determinar todas as condições psicrométicas INICIAL e FINAL, bem como as


quantidade de Calor Sensível (QS), Calor Latente (QL), Calor Total (Q) e Variação da
Massa de Água (∆mAgua) eliminada ou absorvida pelo sistema para os seguintes casos:

52 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Caso 1 - Resfriamento Sensível

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 35 C tBU = 22 C tBS = 25 C tBU = 18,9 C
PBS = bar PVA = bar PBS = bar PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PBU = bar UR = % PBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W= gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Caso 2 - Aquecimento Sensível

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 10 C tBU = 9,2 C tBS = 28 C tBU = 16,4 C
PBS = bar PVA = bar PBS = bar PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PBU = bar UR = % PBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W= gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Noções de Psicrometria 53
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Caso 3 - Desumidificação Química

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 25 C tBU = 22,5 C tBS = 25 C tBU = 14,5 C
PBS = bar PVA = bar PBS = bar PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PBU = bar UR = % PBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W= gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Caso 4 - Umidificação

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 30 C tBU = 18 C tBS = 30 C tBU = 25 C
PBS = bar PVA = bar PBS = bar PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PBU = bar UR = % PBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W = gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

54 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Caso 5 - Resfriamento Adiabático

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 32 C tBU = 21,5 C tBS = 23 C tBU = 21,5 C
PBS = bar PVA = bar PBS = bar PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PBU = bar UR = % PBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W = gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Caso 6 - Resfriamento Adiabático

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 40 C tBU = 22 C tBS = 26,2 C tBU = 22 C
PBS = bar PVA = bar PBS = Pa PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PBU = bar UR = % PBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W= gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Noções de Psicrometria 55
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Caso 7 - Resfriamento e Desumidificação

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 35 C tBU = 28 C tBS = 14 C tBU = 10 C
PBS = bar PVA = bar PBS = Pa PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PtBU = bar UR = % PtBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W = gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Caso 8 - Resfriamento e Desumidificação

INICIO FINAL
0 0 0 0
tBS = 32 C tBU = 25,6 C tBS = 15 C tBU = 10,6 C
PBS = bar PVA = bar PBS = bar PVA = bar
0 0
tPO = C PAS = bar tPO = C PAS = bar
PtBU = bar UR = % PtBU = bar UR = %
W= gr / kg hAs = kJ / kg W = gr / kg hAs = kJ / kg
hVA = kJ / kg h = kJ / kg hVA = kJ / kg h = kJ / kg
QS = W
QL = W
Q= W
∆mAgua = g/h

Nota: Resposta na ultima página

56 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Resumo de Equações

O número entre parênteses indica a página da apostila onde à equação foi retirada

1. Pressão Atmosférica Local

P = Patm (1 – 2,2560 . 10-5 .ALT)5,2560

(8)

. 2. Pressão Atmosférica

Patm = Pas + Pva


(12)

3. Pressão de Vapor de Água PVA

Pva = PBU – Patm . 6,66 . 10-4 . (tBS - tBU)

(19)

4. Temperatura de Ponto de Orvalho tPO ( tPo > 0 0C)

 P 
31,685. log VA 
t PO =  613,34  Para quando tPo > 0 0C
 P 
1 − 0,1311. log VA 
 613,34 

(21)

5. Temperatura de Ponto de Orvalho tPO ( tPo < 0 0C)

 P 
27,952. log VA 
t PO =  613,34  Para quando tPO < 0 0C
 P 
1 − 0,1025. log VA 
 613,34 
(22)

Noções de Psicrometria 57
Psicrometria Valter Rubens Gerner

6. Pressão de Saturação do Vapor de Água

7 , 5 xt BS
237 , 3+ t BS
PSat = 6,1078 x10
(23)

7. Pressão de Saturação do Vapor de Água UR

UR =
(Pr essãodoVapordeÁgua(P )) va
x100 =
(Pva )
x100
 Pr essãodeSaturaçãoaTemperatura  (PTBS )
 
 queoVapordeÁguaseEncontra (P )
 TBS 

(25)

8. Umidade Absoluta W

Pva PVA
W = 0,622 x = 0,622 x
Pas Patm − Pva

(29)

9. Volume Especifico do Ar (ν ar )

 1 W
ν ar = (0,082 xt BS + 22,4) x + 
 29 18 
Equação valida ao Nível do Mar
(30)

10. Entalpia do Ar Seco has

has = 1,007 . tBS – 0,026

(33)
11. Entalpia do Vapor de Água hva

hva = W . (2501 + 1,84 . tBS)

(33)

58 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

12. Entalpia h
h = has + hva

h = (1,007 . tBS – 0,026) + W . (2501 + 1,84 . tBS)

(34)

13. Calor Sensível do Ar

QS = mAS . (hAS2 - hAS1)


)

(38)

14. Calor Latente do Ar

QL = mAS . (hVA1 - hVA 2)


)
(39)

15. Calor Total do Ar

Q = QS + QL
)
(37)

16. Variação da Massa de água no Ar (∆mAgua)

∆mAgua = mAS . (W2 – W1)

(39)

Noções de Psicrometria 59
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Willis Carrier

Engenheiro e inventor norte americano (Condado de Erie, 26 de novembro de 1876 —


Nova Iorque, 7 de outubro de 1950).

Conhecido como o inventor do ar-condicionado moderno, e iniciador dos estudos da


psicrometria para serem utilizados em instalações de climatização

Em Buffalo, Nova Iorque, em 17 de julho de 1902, ao tentar resolver um problema de


qualidade existente na Lithographing Sackett-Wilhelms & Publishing Company of
Brooklyn, Willis Carrier apresentou seus desenhos que se tornariam mais tarde o
sistema de ar condicionado conhecido hoje.

Após vários anos de refinamento e testes de campo, em 2 de janeiro de 1906, nasce a


Carrier E.U. patente No.808897, invenção que ele chamou de um "aparelho para o
tratamento do ar", primeiro tipo de equipamento de ar condicionado no mundo.

Ele foi projetado para umidificar ou desumidificar o ar, aquecimento de água para
umidificar e refrigeração de água para desumidificar.

A primeira venda do aparelho foi feita no final de 1906 para o LaCrosse National Bank,
La Crosse, Wisconsin.

60 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Carta Psicrométrica
Notas de aula do prof. Valter GERNER

Carta psicrométrica

Ela apresenta uma visualização da evolução do estado do ar úmido ao se verificar o


processo de condicionamento de ar ou quando ocorre uma mudança física.
Familiaridade com a carta psicrométrica é essencial para uma compreensão adequada
de um processo de condicionamento do ar.
Qualquer ponto na carta é denominado de ponto de estado, cuja localização, para uma
dada pressão barométrica, é fixada por duas das propriedades psicrométricas. É
comum e conveniente projetarem-se cartas para uma pressão barométrica constante
porque a pressão barométrica não se altera muito para a maioria das regiões
habitadas da Terra. Quando a pressão barométrica é significativamente diferente do
padrão adotado para a carta ou para as tabelas psicrométricas disponíveis, então as
propriedades requeridas podem ser calculadas usando as equações derivadas
anteriormente.
O padrão britânico é o adotado pela Institution of Heating and Ventilating Engineers
para suas tabelas de dados psicrométricos e para sua carta psicrométrica. É 1013,24
mbar. O padrão americano é também 1013,25 mbar e este é o valor utilizado pela
American Society of Heating. Refrigeration and Air Conditioning Engineers. Aliás, este
também é o valor adotado pelo Meteorological Office na Grã-bretanha e seguido pelas
instituições congêneres brasileiras.
Vale a pena observar, entretanto, que existem algumas poucas diferenças entre as
cartas americanas e britânicas. A mais importante destas é, naturalmente, a referência
usada para a entalpia do ar seco. Outros pontos menos importantes são que as cartas
americanas se utilizam da temperatura de saturação adiabática e a umidade

Noções de Psicrometria 61
Psicrometria Valter Rubens Gerner

específica, ao passo que as cartas britânicas se utilizam da temperatura de bulbo


úmido (psicrômetro giratório) e do conteúdo de umidade.
A carga psicrométrica publicada pelo I.H.V.E, usa duas propriedades fundamentais,
massa e energia, na forma de conteúdo de umidade e entalpia, como coordenadas.
Como resultado, os estados de mistura se localizam sobre a linha reta que une os
pontos de estado de dois constituintes. Linhas de temperatura de bulbo seco constante
são virtualmente retas, mas divergentes, com exceção da isotérmica de 30ºC que é
vertical. A razão para isto é que para preservar a aparência usual da carta
psicrométrica, a despeito da escolha de duas propriedades fundamentais como
coodenadas, os eixos de coordenadas se tornam oblíquos e não retangulares.
Portanto, linhas de entalpia constante. Isto não é verdade para as linhas de volume
úmido constante e temperatura de bulbo úmido constante, que são ligeiramente curvas
e divergentes. Uma vez que sua curvatura é apenas suave na região de uso prático da
carta, elas podem ser consideradas retas sem erro apreciável.
Nas representações de cartas psicrométricas usadas em todo este texto para ilustrar
as mudanças de estado, apenas linhas de saturação percentual constantes são curvas.
Todas as outras são mostradas retas e as isotérmas são apresentadas como verticais,
por conveniência.
A carta tem também um transferidor que permite o traçado de uma linha com
coeficiente angular igual à relação entre o ganho de calor sensível e o ganho total de
calor, na mesma. Esta razão é uma indicação do coeficiente angular da linha de razão
da sala e é importante para a determinação do estado correto do ar que deve ser
fornecido ao espaço condicionado. Devido ao fato de que a entalpia do vapor d´água
na mistura depende da sua temperatura de evaporação, o valor de referência para a
razão é paralelo à isoterma de 30ºC, supondo que a maior parte do ganho de calor
latente por evaporação para o ar no ambiente condicionado é originado da pele dos
ocupantes a uma temperatura de cerca de 30ºC.
A figura a seguir apresenta o ponto de estado numa carta psicrométrica.

62 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Figura: Linhas e escalas na carta psicrométrica

1- Linha de temperatura de bulbo seco


2- Linha de teor de umidade (taxa de umidade)
3- Escala de teor de umidade (taxa de umidade)
4- Linha de temperatura de bulbo úmido
5- Linha do volume específico
6- Escala de entalpia
7- Escala da temperatura do ponto de orvalho
8- Linha de umidade relativa
9- Escala do fator de calor sensível
10- Linha do fator de calor sensível

1- Temperatura de bulbo seco: A temperatura do ar lida num termômetro normal é


indicada na carta por linhas retas verticais. A escala encontra-se na parte
inferior da carta. Unidade – Grau ºC, abreviando BS ou TBS.
2- Taxa da umidade (ou teor de umidade): O peso do vapor de água em cada
quilograma de ar. É também conhecida como umidade específica. Na carta,
estas linhas são horizontais e retas perpendiculares às linhas de bulbo seco. As
unidades usadas são Kg de umidade por Kg de ar seco. O símbolo é w, g ou
UA.
3- Escala da taxa de Umidade (ou teor de umidade): A taxa de umidade em
qualquer ponto da carta é lida nesta escala em Kg vapor / Kg ar seco.

Noções de Psicrometria 63
Psicrometria Valter Rubens Gerner

4- A temperatura de bulbo úmido: A temperatura de bulbo úmido acima de 0ºC é a


temperatura indicada por um termômetro cujo bulbo é coberto por uma mexa
molhada e esposto a uma corrente de ar movendo-se a 5,08 m/s. As
temperaturas de bulbo úmido inferiores a 0ºC são obtidas por um termômetro
no qual a água de mexa tenha congelado. Esta é a razão para a variação das
linhas de temperatura de bulbo úmido abaixo de 0ºC. A escala está na linha
curva na extremidade esquerda de carta. Unidade – grau ºC. Símbolo: BU ou
TBU.
5- Volume específico: Metros cúbicos de umidade por Kg de ar seco. Símbolo: v.
6- Entalpia: Uma propriedade termodinâmica que serve como medida de energia
calorífica num sistema acima de uma dada temperatura, para o ar e água a
0ºC. Neste caso representa a energia de um Kg de ar seco e g K de umidade
com ela associados. Unidades – Kj / Kg de ar seco. Símbolo: h.
7- Temperatura do ponto de orvalho: A temperatura na qual a umidade do ar
começa a condensar.
8- Umidade relativa: A taxa da fração molar de vapor de água numa mistura pela
fração molar do vapor de água no ar saturado à mesma temperatura do bulbo
seco de pressão barométrica. Esta definição está bem dentro da regra: A
umidade relativa é a pressão do vapor de ar dividida pela pressão do vapor
saturado à mesma temperatura de bulbo seco. Unidade – percentagem.
Símbolo: % UR.
9- Escala do fator de calor sensível (F.C.S): É a relação entre o calor sensível e o
calor total do processo. Ou Escala do multiplicador (m) : É a relação entre o
calor total e o calor sensível do processo.
10- Linha de fator de calor sensível, ou linha do multiplicador: Uma linha paralela à
linha F.C.S ou linha do multiplicador, que passa pelo ponto do local em que o
processo, ou carga térmica, foi calculado

Exercícios:

Vamos resolver o exercício anterior, feito de maneira teórica, através da carta


psicrométrica.

64 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Cartas psicrométicas para resolução dos exercícios

Carta psicrométrica - Caso 1 - Resfriamento Sensível

Carta psicrométrica - Caso 2 - Aquecimento Sensível

Noções de Psicrometria 65
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Carta psicrométrica - Caso 3 - Umidificação

Carta psicrométrica - Caso 4 - Umidificação

66 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Carta psicrométrica - Caso 5 - Resfriamento Adiabático

Carta psicrométrica - caso 6 - resfriamento adiabático

Noções de Psicrometria 67
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Carta psicrométrica - Caso 7 - Resfriamento e Desumidificação

Carta psicrométrica - Caso 8 - Resfriamento e Desumidificação

68 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Resfriamento Adiabático ou Umidificação Adiabática:

Visto que a entalpia do ar é a soma do calor sensível e latente do ar, acontece que as
mudanças tanto no calor sensível como no calor latente ou em ambos, causarão
mudanças correspondentes na entalpia do ar. Uma exceção considerável é quando o
calor sensível e o calor latente do ar mudam em quantidades iguais mas em direções
opostas, caso em que a mudança de um compensa exatamente a mudança do outro,
de modo que a entalpia do ar permanece imutável durante o processo.

Figura: A umidificação adiabática e/ou processo de refrigeração por evaporação. O ar


é colocado em contato íntimo com o pulverizador de água na câmara de pulverização.
Neste instante, o pulverizador de água é recirculado, sem ser aquecido nem resfriado,
nesta é caso em que a temperatura do pulverizador de água será a mesma que a
temperatura BU do ar novo (ou entrando).

Os processos adiabáticos, tal como o anterior, são comuns e usualmente denominados


tanto como umidificação adiabática ou como resfriamento por evaporação,
dependendo do objetivo do processo. Em cada caso o processo é completado, levando

ar não saturado ao contato íntimo com a água, geralmente passando o ar através de


um pulverizador de água, Figura anterior. A água é evaporada do pulverizador para o
ar, elevando com isso a taxa de umidade, a temperatura PO, e o calor latente do ar.
Dado que a fonte de calor suprindo o calor latente de vaporização para vaporizar a
água é o próprio ar, o calor sensível do ar se reduz em uma quantidade igual ao

Noções de Psicrometria 69
Psicrometria Valter Rubens Gerner

aumento de calor latente, e a temperatura BS do ar é reduzida de acordo. Se o ar for


mantido em contato com o vaporizador de água por um espaço de tempo suficiente,
ele tornar-se-á saturado pela temperatura BU nova (ou entrando), visto que a última
permanece constante durante o processo completo.
Nos processos anteriores, considerou-se que a temperatura do pulverizador de água
na câmara de pulverização era igual à temperatura BU do ar novo (ou entrando), o que
sempre acontece quando o pulverizador de água é continuamente recirculado sem ser
aquecido nem resfriado por meios externos.

70 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Anexos - Tabelas
Notas de aula do prof. Valter GERNER

Tabela de Conversão de Unidade

1 psi 1 atm 1 TR 1 Kcal/h

6,89475 KPa 101,325 KPa 12000 BTU/h 3,96832 BTU/h

0,068046 atm 1,01325 bar 3023,95 Kcal/h 1,163 W

0,0689476 bar 1,033227 Kgf/cm2 3516,85 W 4,1868 KJ/h

0,070307 Kgf/cm2 14,6959 psi 4,78159 cv 1 BTU/h

0,70307 mca 10,33 mca 4,71619 hp 0,252 Kcal/h

1 KPa 1 bar 1 hp 0,29307 W

0,0098692 atm 100 KPa 745,69872 W 1,05506 KJ/h

0,01 bar 0,98692 atm 641,185 Kcal/h 1W

0,010197 Kgf/cm2 1,01972 Kgf/cm2 2544,429 BTU/h 0,859845 Kcal/h

0,1450377 psi 14,5037744 psi 1,013868 cv 3,41214 BTU/h

0,10197 mca 10,197 mca 2684,515 KJ/h 3,6 KJ/h

1 Kgf/cm2 1 mca 1 cv 1 KJ/h

98,0665 KPa 9,80665 KPa 735,49875 W 0,238846 Kcal/h

0,96784 atm 0,09678 atm 632,415 Kcal/h 0,947817 BTU/h

0,980665 bar 0,0980665 bar 2509,62545 BTU/h 0,2777 W

14,223 psi 0,1 Kgf/cm2 0,98632 hp ºC = (ºF-32)÷1,8

10 mca 1,4223 psi 2647,7955 KJ/h ºF = (ºC.1,8)+32

1 cfm = 28,3 L/min 1 L/min = 0,0353 cfm

∆sup = Tsuc - Tev ∆sub = Tcd – TLL

P = Patm (1-2,2560.10-5.ALT)^ 5,2560 Pabs = Pman + Patm

Noções de Psicrometria 71
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Tabela 1 - Propriedades Termodinâmicas da Água Saturada (Refrigerante: R718),

T P νLA νVA hLA hVA R sLA sVA


°C Bar dm3/kg m3/kg kJ/kg kJ/kg kJ/kg kJ/(kgK) kJ/(kgK)
8 0,0107 1,0003 120,9231 32,83 2515,74 2482,92 0,11 8,94
9 0,0115 1,0004 113,3916 36,93 2515,58 2480,62 0,13 9.92
10 0,0123 1,0005 106,3853 41,10 2519,42 2478,32 0,15 8,90
11 0,0131 1,0007 99,8637 45,24 2521,26 2476,02 0,16 8,88
12 0,0140 1,0008 93,7901 49,39 2523,09 2473,70 0,18 8,85
13 0,0150 1,0009 88,1289 53,60 2524,93 2471,33 0,19 8,83
14 0,0160 1,0011 82,8527 57,76 2526,76 2469,00 0,21 8,80
15 0,0171 1,0013 77,9312 61,92 2528,59 2466,67 0,22 8,78
16 0,0182 1,0014 73,3381 66,10 2530,42 2464,33 0,24 8,76
17 0,0194 1,0016 69,0479 70,32 2532,25 2461,93 0,25 8,73
18 0,0206 1,0018 65,0413 74,50 2534,08 2459,58 0,26 8,71
19 0,0220 1,0020 61,2963 78,68 2535,91 2457,23 0,28 8,69
20 0,0234 1,0022 57,7942 82,87 2537,74 2454,87 0,29 8,67
21 0,0249 1,0024 54,5176 87,06 2539,56 2452,50 0,31 8,64
22 0,0264 1,0026 51,4451 91,51 2541,39 2449,88 0,32 8,62
23 0,0281 1,0029 48,5727 95,71 2543,21 2447,50 0,34 8,60
24 0,0298 1,0031 45,8814 99,92 2545,03 2445,11 0,35 8,58
25 0,0317 1,0034 43,3586 104,13 2546,85 2442,72 0,36 8,56
26 0,0336 1,0036 40,9925 108,35 2548,67 2440,32 0,38 8,54
27 0,0357 1,0039 38,7725 112,56 2550,48 2437,92 0,39 8,52
28 0,0378 1,0042 36,6886 116,78 2552,30 2435,52 0,41 8,49
29 0,0401 1,0044 34,7315 121,00 2554,11 2433,12 0,42 8,47
30 0,0425 1,0047 32,8927 125,22 2555,92 2430,71 0,43 8,45
31 0,0450 1,0050 31,1643 129,44 2557,73 2428,30 0,45 8,43
32 0,0476 1,0053 29,5389 133,66 2559,54 2425,88 0,46 8,41
33 0,0503 1,0057 28,0098 137,88 2561,35 2423,47 0,48 8,39
34 0,0532 1,0060 26,5706 142,11 2563,15 2421,05 0,49 8,37
35 0,0563 1,0063 25,2154 146,33 2564,96 2418,63 0,50 8,35
36 0,0595 1,0067 23,9388 150,56 2566,76 2416,20 0,52 8,33
37 0,0628 1,0070 22,7358 154,78 2568,56 2413,78 0,53 8,31
38 0,0663 1,0074 21,6016 159,01 2570,35 2411,35 0,54 8,29
39 0,0700 1,0077 20,5319 163,23 2572,15 2408,92 0,56 8,28
40 0,0738 1,0081 19,5226 167,46 2573,94 2406,48 0,57 8,26

72 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

T P νLA νVA hLA hVA R sLA sVA


°C Bar dm3/kg m3/kg kJ/kg kJ/kg kJ/kg kJ/(kgK) kJ/(kgK)
41 0,0779 1,0085 18,5699 171,68 2575,73 2404,05 0,59 8,24
42 0,0821 1,0089 17,6702 175,91 2577,52 2401,61 0,60 8,22
43 0,0865 1,0093 16,8203 180,13 2579,30 2399,17 0,61 8,20
44 0,0911 1,0097 16,0172 184,36 2581,09 2396,73 0,63 8,18
45 0,0959 1,0101 15,2579 188,58 2582,87 2394,29 0,64 8,16
46 0,1010 1,0105 14,5397 192,80 2584,65 2391,84 0,65 8,15
47 0,1062 1,0109 13,8603 197,03 2586,42 2389,40 0,67 8,13
48 0,1117 1,0114 13,2172 201,25 2588,20 2386,95 0,68 8,11
49 0,1175 1,0118 12,6083 205,47 2589,97 2384,50 0,69 8,09
50 0,1235 1,0123 12,0316 209,69 2591,74 2382,05 0,70 8,08
51 0,1298 1,0127 11,4851 213,91 2593,50 2379,59 0,72 8,06
52 0,1363 1,0132 10,9672 218,13 2595,27 2377,14 0,73 8,04
53 0,1431 1,0137 10,4761 222,35 2597,03 2374,68 0,74 8,02
54 0,1502 1,0141 10,0102 226,56 2598,78 2372,22 0,76 8,01
55 0,1576 1,0146 9,5682 230,78 2600,54 2369,76 0,77 7,99
56 0,1653 1,0151 9,1486 234,99 2602,29 2367,30 0,78 7,97
57 0,1733 1,0156 8,7503 239,21 2604,04 2364,83 0,80 7,96
58 0,1817 1,0161 8,3719 243,42 2605,78 2362,36 0,81 7,94
59 0,1904 1,0167 8,0123 247,63 2607,53 2359,90 0,82 7,93
60 0,1994 1,0172 7,6706 251,84 2609,27 2357,42 0,83 7,91
61 0,2088 1,0177 7,3457 256,05 2611,00 2354,95 0,85 7,89
62 0,2186 1,0182 7,0367 260,26 2612,74 2352,48 0,86 7,88
63 0,2288 1,0188 6,7426 264,47 2614,47 2350,00 0,87 7,86
64 0,2393 1,0193 6,4628 268,68 2616,19 2347,52 0,88 7,85
65 0,2503 1,0199 6,1965 272,88 2617,92 2345,04 0,90 7,83
66 0,2617 1,0205 5,9428 277,09 2619,64 2342,55 0,91 7,82
67 0,2736 1,0210 5,7011 281,29 2621,35 2340,07 0,92 7,80
68 0,2859 1,0216 5,4709 285,49 2623,07 2337,58 0,93 7,78
69 0,2986 1,0222 5,2514 289,69 2624,78 2335,08 0,95 7,77
70 0,3119 1,0228 5,0421 293,89 2626,48 2332,59 0,96 7,76
71 0,3256 1,0234 4,8425 298,09 2628,19 2330,09 0,97 7,74
72 0,3399 1,0240 4,6521 302,29 2629,88 2327,59 0,98 7,73
73 0,3546 1,0246 4,4703 306,49 2631,58 2325,09 0,99 7,71
74 0,3699 1,0252 4,2968 310,69 2633,27 2322,58 1,01 7,70
75 0,3858 1,0258 4,1312 314,88 2634,96 2320,07 1,02 7,68

Noções de Psicrometria 73
Psicrometria Valter Rubens Gerner

T P νLA νVA hLA hVA R sLA sVA


°C Bar dm3/kg m3/kg kJ/kg kJ/kg kJ/kg kJ/(kgK) kJ/(kgK)
76 0,4022 1,0265 3,9729 319,08 2636,64 2317,56 1,03 7,67
77 0,4192 1,0271 3,8218 323,28 2638,32 2315,04 1,04 7,65
78 0,4368 1,0278 3,6773 327,47 2640,00 2312,53 1,05 7,64
79 0,4550 1,0284 3,5392 331,66 2641,67 2310,00 1,07 7,63
80 0,4739 1,0291 3,4071 335,86 2643,33 2307,48 1,08 7,61
81 0,4934 1,0297 3,2808 340,05 2645,00 2304,95 1,09 7,60
82 0,5136 1,0304 3,1599 344,24 2646,66 2302,41 1,10 7,58
83 0,5345 1,0311 3,0443 348,44 2648,31 2299,87 1,11 7,57
84 0,5560 1,0318 2,9335 352,63 2649,96 2297,33 1,13 7,56
85 0,5783 1,0325 2,8275 356,82 2651,61 2294,79 1,14 7,54
86 0,6014 1,0332 2,7260 361,01 2653,25 2292,24 1,15 7,53
87 0,6252 1,0339 2,6287 365,20 2654,88 2289,68 1,16 7,52
88 0,6498 1,0346 2,5355 369,39 2656,52 2287,12 1,17 7,50
89 0,6752 1,0353 2,4462 373,58 2658,14 2284,56 1,18 7,49
90 0,7014 1,0360 2,3605 377,78 2659,77 2281,99 1,19 7,48
91 0,7284 1,0367 2,2784 381,97 2661,38 2279,42 1,21 7,47
92 0,7564 1,0375 2,1996 386,16 2663,00 2276,84 1,22 7,45
93 0,7852 1,0382 2,1240 390,35 2664,61 2274,26 1,23 7,44
94 0,8149 1,0390 2,0515 394,54 2666,21 2271,67 1,24 7,43
95 0,8455 1,0397 1,9818 398,74 2667,81 2269,07 1,25 7,42
96 0,8771 1,0405 1,9150 402,93 2669,40 2266,47 1,26 7,40
97 0,9097 1,0412 1,8508 407,12 2670,99 2263,87 1,27 7,39
98 0,9433 1,0420 1,7891 411,32 2672,57 2261,26 1,29 7,38
99 0,9778 1,0428 1,7298 415,51 2674,15 2258,64 1,30 7,37
100 1,0135 1,0436 1,6729 419,71 2675,72 2256,02 1,31 7,35
Temperatura Pressão Vol. Espec. Vol. Espec. Entalpia Entalpia ∆h Entropia Entropia

Liq.Saturado Vap.Saturado Liq.Satur. Vap.Saturado Liq.Saturado Vap.Saturado

Referencia : W.C.Reynolds: Thermodynamic properties in SI - Refdata


Copyright © 1999 Dep. of Energy Engineering, DTU

7 , 5 xt BS
237 , 3+ t BS
PSat = 6,1078 x10

74 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Tabela 2 - Propriedades do ar seco a pressão atmosférica

Fonte: ASHRAE

Noções de Psicrometria 75
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Tabela 3 - Propriedades do AR saturado (UR = 100 %) a pressão atmosférica ao


nível do mar

76 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Noções de Psicrometria 77
Psicrometria Valter Rubens Gerner

78 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Noções de Psicrometria 79
Psicrometria Valter Rubens Gerner

80 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Noções de Psicrometria 81
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Hermann Ludwig Ferdinand von Helmholtz

Medico e Físico alemão, considerado criador da Termodinâmica Moderna (Potsdam, 31


de agosto de 1821 — Charlottenburg, 8 de setembro de 1894).

Na física, é conhecido pelas suas teorias da conservação da energia, trabalhos em


eletrodinâmica, termodinâmica química e numa fundação mecânica para a
termodinâmica.

A letra “h” como símbolo da entalpia é uma referência a seu nome (Helmholtz)

82 Noções de Psicrometria
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Referências Bibliográficas

1. DOSSAT, Roy J. Princípios de refrigeração. São Paulo, Hemus, 1978.


2. JONES, W. P. Engenharia de ar condicionado. Rio de Janeiro, Campus, 1983.
3. SILVA, Remi Benedito. Ar condicionado. São Paulo, USP/PUC, 1968.
4. TRANE. Manual de ar condicionado. Milwaukee, 1980.
5. SIMÕES MOREIRA, J.R. Fundamentos e Aplicações da Psicrometria, São
Paulo, RPA Editorial, 1999.
6. ASHRAE, American Society of heating, Refrigerating and Air Conditioning
Engineers, Inc. Fundamentals Handbook, Atlanta (USA), ASHRAE, 2005.
7. CARRIER, Manual de Aire Acondicionado, Barcelona (Espanha), Marcombbo,
1987
8. GERNER, Valter Rubens, Termodinâmica – Psicrometria, S.Paulo, SENAI, 1996
9. ALMEIDA, Domingos, Psicrometria, Apontamentos de apoio às aulas e tecnologia
pós-colheita, Universidade do Porto, 2004.
10. LOPES, SILVA e REZENDE, Princípios Básicos de Psicrometria, Secagem e
Armazenamento de Produtos Agrícolas,
11. MARTINELLI, Jr. Luiz Carlos, Psicrometria, Refrigeração e Ar Condicionado,
UNIJUI

CONTROLE DE REVISÕES
VER DATA NATUREZA DA ALTERAÇÃO
00 12/06/2000 Elaboração do material
01 03/11/2005 Atualização com inclusão de Tabelas
02 02/05/2007 Inclusão de Tabelas e revisão de texto
03 30/02/2010 Inclusão de texto.
04 27/02/2012 Inclusão de figuras modificação do texto
05 12.03.2013 Inserida biografia de Willis Carrier e Hermann Helmholtz
06 08.03.2014 Modificação e Folha de Resposta dos Exercícios Propostos
07 03.03.2015 Notas de uso em algumas equações
08 18.03.2017 Modificação de partes de texto e inserir figuras
09 05.04.2018 Inclusão da equação de Clapeyron

Noções de Psicrometria 83
Psicrometria Valter Rubens Gerner

Resposta: Exercícios Propostos – Finais do Capitulo “Psicrometria”

Caso TBS PBS TBU PBU Pva UR w has hva h Qs QL Q ∆mágua


0 0
C bar C bar bar % g/kg kJ/kg kJ/kg kJ/kg kW kW kW g/h

35 0,0562 22 0,0264 0,0177 31,4 11 35,219 28,312 63,531


1
25 0,0317 18,9 0,0218 0,0177 55,9 11 25,149 28,197 53,346 -10,070 -0,114 -10,184 0,000

10 0,0123 9,2 0,0116 0,0111 90,4 7 10,044 17,351 27,395


2
28 0,0378 16,4 0,0187 0,0108 28,6 7 28,17 17,142 45,312 18,126 -0,209 17,917 0,000

25 0,0317 22,5 0,0273 0,0256 80,7 16 25,149 41,008 66,157


3
25 0,0317 14,5 0,0165 0,0094 29,8 6 25,149 14,875 40,024 0,000 -26,133 -26,133 -36,937
30 0,0424 18 0,0206 0,0125 29,6 8 30,184 19,925 50,109
4
30 0,0424 25 0,0317 0,0283 66,7 18 30,184 45,685 75,869 0,000 25,760 25,760 36,279
32 0,0475 21,5 0,0256 0,0186 39,0 12 32,198 29,704 61,902
5
23 0,0281 21,5 0,0256 0,0246 87,7 15 23,135 39,412 62,547 -9,063 9,708 0,645 14,013
40 0,0737 22 0,0264 0,0143 19,4 9 40,254 22,908 63,162
6
26,2 0,0340 22 0,0264 0,0236 69,4 15 26,3574 37,816 64,174 -13,897 14,908 1,011 21,372
35 0,0562 28 0,0378 0,0331 58,8 21 35,219 53,839 89,058
7
14 0,0160 10 0,0123 0,0096 59,9 6 14,072 15,001 29,073 -21,147 -38,839 -59,986 -54,180
32 0,0475 25,6 0,0328 0,0285 60,0 18 32,198 46,091 78,289
8
15 0,0171 10,6 0,0128 0,0098 57,5 6 15,079 15,380 30,459 -17,119 -30,712 -47,831 -42,923
Nota: O sinal negativo (-) na frente do resultado do Calor Sensível (Qs), Calor Latente (QL), Calor Total (Q), é uma informação que o sistema
(Caso) esta perdendo energia. Não existe Calor Negativo.
Nota: O Sinal negativo (-) na frente do resultado ∆mágua é uma informação que o sistema (Caso) esta perdendo água de condensação do vapor
de água do ar (∆mágua).

84 Noções de Psicrometria

Você também pode gostar