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FACULDADE SANTA CECÍLIA

ÁLVARO LUIZ FONSECA BENFICA

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA NA MENTE E NO CORPO

PINDAMONHANGABA-SP
2018
ÁLVARO LUIZ FONSECA BENFICA

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA NA MENTE E NO CORPO

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso Licenciatura de Música
da Faculdade Santa Cecília de
Pindamonhangaba, em cumprimento à
exigência parcial para obtenção do título de
Licenciado em Música, sob orientação da
Prof.ª. Esp. Érica Andréia Cortez Monteiro.

PINDAMONHANGABA-SP
2018
ÁLVARO LUIZ FONSECA BENFICA

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA NA MENTE E NO CORPO

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado em 29 de Novembro de 2018, como


requisito parcial para a obtenção do título de Licenciado em Música pela Faculdade
Santa Cecília, pelos professores:

Banca Examinadora:

.
Prof.º Dr. Edson Fernando Fumachi

.
Prof.º Me. Cladenir Dias Lima

.
Prof.ª Esp. Érica Andréia Cortez Monteiro

.
Orientador: Prof.ª Esp. Érica Andréia Cortez Monteiro

PINDAMONHANGABA-SP
2018
À minha família, pela paciência, aos
meus amigos, pela irmandade, e, aos
meus mestres, pela troca de
sabedorias.
AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar, a Deus, força Onipotente e Onipresente, que me guia e me


orienta.

A minha orientadora Prof.ª Esp. Érica Andréia Cortez Monteiro, pela atenção e
sabedoria a mim destinadas.

À Faculdade Santa Cecília e, em especial, à Prof.ª Dirª. Patrícia Baptistella, pela


administração, organização e oportunidades, sem as quais eu não chegaria a esta
realização.

Aos demais professores, pela amizade e trocas de conhecimentos.


Aos meus familiares por todo apoio e incentivo nas horas de mais aperto.
“A música, por certo, é muito física, e nada tem de abstrata nem de insubstancial. As
vibrações aéreas do seu som não são apenas reais e mensuráveis, mas também
capazes de despedaçar um vidro.” (TAME, 1984, p.26)
RESUMO

A pesquisa tem como tema a influência da música na mente e no corpo e como pode
ser usada para o benefício do ser humano, focando nas peculiaridades que ela
oferece. A presente análise ressalta que a música apresenta certas propriedades que
podem ser usadas para diversas ocasiões, principalmente nas áreas medicinais. Ela
proporciona um embasamento teórico de relevância, demonstrando que a música
abrange mais que partituras, instrumentos e ruídos, e sim, uma força vibracional que
se espalha por todo lugar, exercendo ações sobre o homem. Ela surge da hipótese
de que a música em certas frequências, ritmos e harmonias, pode ser fundamental
para o bom desenvolvimento da saúde, tanto mental quanto corporal, também
esclarece, conforme seu ritmo, harmonia e melodia, pode exercer certas ações sobre
o organismo humano, tanto para o bom ou mal desenvolvimento. Considerando tais
aspectos apresentados, a presente investigação mostra através de um complexo e
apurado campo de visão, de que as ondas musicais presentes em todo lugar sem
qualquer distinção, têm um propósito, que sabendo usar, pode-se obter diversas
vantagens. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica minuciosa, leitura de vários livros
de alta importância ao assunto mencionado e a consulta de alguns documentos
disponíveis na plataforma online, que se encontram citados nas referências
bibliográficas.

Palavras-chave: Música. Influência. Desenvolvimento. Neurociência. Ser Humano.


ABSTRACT

The research has as its theme the influence of music on the mind and body and how
it can be used for the benefit of human beings, focusing on the peculiarities that it
offers. The present analysis points out that the song features certain properties that
can be used for various occasions, mainly in the medical areas. It provides a theoretical
basis of relevance, demonstrating that the music covers more than sheet music,
instruments and noise, and yes, a vibrational force that spreads everywhere, exerting
action on the man. It arises from the assumption that the music in certain frequencies,
rhythms and harmonies, can be fundamental for the development of health, both
mental as corporal, also clarifies, as your rhythm, harmony and melody, can exercise
certain actions on the human body, both for the good or bad development. Considering
such aspects presented, this research shows through a complex and established field
of vision, that the musical waves present everywhere without any distinction, have a
purpose, knowing use, you can get several advantages. A thorough literature search,
reading several books of high importance to the subject mentioned and consultation of
documents available on the online platform, which are cited in the references.

Key words: Music. Influence. Development. Neuroscience. Human Being.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9

1 A MÚSICA ...................................................................................................... 11

1.1 UM BREVE PRINCÍPIO HISTÓRICO ............................................................. 11


1.2 ELEMENTOS BÁSICOS DA MÚSICA ............................................................ 17
1.3 CORPO E MENTE .......................................................................................... 19

2 MÚSICA, SAÚDE E SOCIEDADE.................................................................. 22

2.1 MÚSICA E TERAPIA ...................................................................................... 22


2.2 MÚSICA E SAÚDE ......................................................................................... 25
2.3 MÚSICA E SOCIEDADE ................................................................................ 28

3 EFEITOS MUSICAIS ...................................................................................... 30

3.1 BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS ........................................................................ 30


3.2 O CAMPO VIBRACIONAL .............................................................................. 34
3.3 REFLEXÕES DA NEUROCIÊNCIA ................................................................ 37

CONCLUSÃO ........................................................................................................... 39

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 41
9

INTRODUÇÃO

A grande maioria tem conhecimento de que a música esteve presente em


nossas vidas desde o passado, sendo vista como uma arte ou manifestações
culturais, e que de uma certa forma consegue influenciar o que está ao seu redor.
Assim, este trabalho tem como tema: A influência da música na mente e no corpo.
A presente investigação, portanto, parte do seguinte problema de pesquisa:
Quais são os efeitos causados pela música que exercem na mente e no corpo?
Aventa-se a hipótese de que a música em certas frequências, ritmos e
harmonias, pode ser fundamental para o bom desenvolvimento da saúde, tanto mental
quanto corporal.
Defende-se, também, como segunda hipótese de que a música, conforme seu
ritmo, harmonia, melodia, dentre outros aspectos, pode exercer certas ações no
sistema orgânico do ser humano, tanto para o bom ou mal desenvolvimento.
O objetivo geral da pesquisa é mostrar os efeitos benéficos e maléficos
causados na mente e no corpo através das frequências musicais. Como objetivos
específicos, tem-se por compreender através de estudos, as influências que as
vibrações causam no organismo humano; descrever o impacto que a música causa
no sistema corporal e o mental.
4
A relevância da pesquisa possui tripla dimensão: científica, social e pessoal.
No que concerne ao conhecimento científico, qualquer estudo que se preocupe em
estudar a influência da música na mente e no corpo ou que ampliem as abordagens
já existentes, é pertinente, ao estudo científico sobre ao assunto, a todo público que
se interessar.
Em razão das lacunas existentes, a presente pesquisa objetiva, contribuir para
os estudos referentes aos efeitos musicais, tanto mental quanto corporal, onde
contribuirá beneficamente para as pessoas, crianças, idosos, entre outros.
Como o pesquisador é estudante do curso de licenciatura em música e tem
interesse no ramo, como uma forma de desenvolver seu conhecimento, a pesquisa
também contribuirá com informações úteis às pessoas que se interessam nas
curiosidades e benefícios que a música traz ao ser humano.
A pesquisa se embasará em Bush (1995), Fregtman (1989) e Tame (1984) para
a fundamentação de conceitos relacionados a influência da música na mente e no
corpo. Para as questões referentes a conceitos históricos, elementos básicos musicais
10

e certas ações que a música exerce no organismo humano, serão utilizados o


seguintes autores: Adams et al., (2001), Andrade (1942), Bennett (1986), Bontempo
(1992), Burrows (2010), Campadello (1995), Goldman (1994), Jourdain (1998), Levitin
(2011), Med (1996), Priolli (2010), Priolli (2011) e Wisnik (1989).
Como metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica. Será realizada a leitura
crítica, a redação de resumos e paráfrases e a elaboração de fichamentos das obras
pertinentes ao enfrentamento do tema e à comprovação das hipóteses. Além da leitura
de livros pertinentes ao objeto de pesquisa, serão consultados documentos
disponíveis online, devidamente referenciados na bibliografia, para assim, construir a
redação dos capítulos e a conclusão da pesquisa.
Em sua forma estrutural, a presente pesquisa está dividida em três capítulos.
No primeiro capítulo, comenta-se uma breve história da música, seus elementos
básicos e um pouco sobre as suas ações na mente e no corpo. No segundo capítulo,
investiga-se de uma forma sucinta sobre a musicoterapia e as ações da música na
área da saúde e na sociedade, abordando um âmbito leve e preciso. O terceiro
capítulo, aborda-se os efeitos musicais, demonstrando seus benefícios e malefícios,
o campo vibracional, no qual a música se propaga e algumas explicações científicas
através da neurociência sobre os efeitos da música no cérebro.
Segue-se, por fim, a conclusão e as referências.
11

1 A MÚSICA

O presente capítulo visa apresentar alguns conceitos teóricos que estabelecem


o surgimento e a formação da música de forma sucinta e compreensiva, levando em
consideração sua influência no ser humano.
Enfatiza-se os conhecimentos sobre uma breve história da música, aos quais,
são de suma importância para um bom entendimento sobre suas divisões históricas e
culturais, além de fomentar alguns conceitos musicais que demonstram algumas
características importantes para a formação estrutural da música.
Para a complementação de tais propósitos argumentados, são discutidas,
também, algumas teorias sobre os efeitos que a música causa na mente e no corpo.
Os breves conceitos históricos musicais e as características estruturais e
influenciadoras que a música apresenta, seguem um conteúdo embasado nos
respeitados teóricos de Andrade (1942), Bennett (1986), Bontempo (1992), Burrows
(2010), Bush (1995), Campadello (1995), Fregtman (1989), Med (1996), Priolli (2010),
Priolli (2011), Tame (1984) e Wisnik (1989).

1.1 UM BREVE PRINCÍPIO HISTÓRICO

Desde os primórdios da humanidade, por onde passava, a música deixava suas


marcas gravadas em vários momentos sociais, e que por meio disto, demonstra de
forma clara, sua frequente presença com o ser humano, seja na cultura ou ao
entretenimento.
Diante aos fatos históricos sobre a música, pode-se observar que ela se faz
presente na vida do homem de forma frequente, sendo demonstrada principalmente
pelos povos antigos, que a utilizavam em diversas manifestações culturais, criando
um elo entre a harmonia musical e a sociedade.

Mas a-pesar-dos povos antigos terem sistematizado a música como arte,


ainda não a puderam conceber livremente. Entre eles a música viveu
normalmente ligada à palavra e socializada. O homem na Antiguidade é um
ser mais propriamente coletivo que individual. Todas as manifestações dele
são por isso muito mais sociais que individualistas. Intelectualizada pela
palavra, a música tomava parte direta nas manifestações coletivas do povo.
(ANDRADE, 1942, p. 24)
12

Percebe-se que o homem, seguindo seus princípios coletivos, estabeleceu uma


conexão entre a música, sociedade e as diversas manifestações, onde
constantemente utilizava a própria música como algo de suma importância para o
desenvolvimento social. Apesar de ser entendida como uma mera arte, ela esteve
presente em diversas ocasiões e manifestações sociais, demonstrando as
características de cada povo.
Os Romanos, foram uns dos principais povos que utilizavam a música como
algo enriquecedor a cultura, que após a conquista da Grécia, rica em sabedorias
complexas e antigas sobre a música, desenvolveram os campos musicais, ocorrendo
um grande avanço para a cultura romana.
“Os mais eminentes professores de música, bem como os melhores artistas e
poetas eram trazidos da Grécia. E assim, Roma assimilou em cheio a influência
helênica não só na arte musical, como nas demais artes.” (PRIOLLI, 2010, p.118)
Percebe-se que Roma conseguiu se expandir culturalmente após a conquista
da sociedade grega, influenciando em todas suas atividades, principalmente nas artes
musicais.
Para que se tivesse efeito em relação a conquista de territórios, os romanos
souberam utilizar de forma estratégica e inteligente as propriedades musicais através
de instrumentos de estranhas sonoridades em prol de seu benefício.
“O canto de guerra era geralmente acompanhado de trombetas de metal de
som estridente.” (PRIOLLI, 2010, p.119)
Observa-se que o exército romano conseguiu utilizar a música a favor de seus
pedidos, principalmente quando envolvia guerras, utilizando através de instrumentos
estridentes, formas de assustar o adversário.
Com a conquista das sabedorias gregas dentre outras sociedades, Roma foi
expandindo e abrindo portas para a ascensão do cristianismo. Isso contribuiu para
que a música em Roma fosse extremamente ligada a ele, transformando as vibrações
musicais em ligações diretas com o Divino.

Mas o cristianismo no seu ideal de fé e pureza, tomou a si a missão de


reerguer o pedestal da “arte divina” – a música. E é na música cristã que
vamos encontrar a origem das mais belas e sinceras realizações da arte
musical, e a fonte de inspiração daqueles que por suas sublimes melodias e
ricas harmonias deixaram seus nomes gravados na História da Música.
(PRIOLLI, 2010, p. 119)
13

Durante o desenvolvimento do cristianismo a música se fez presente como algo


magnífico e passou a ser ouvida e entendida como uma “arte divina”. A partir deste
momento histórico, o desenvolvimento musical foi se expandindo e se realizando,
deixando suas marcas melódicas e harmônicas gravadas na história da música.
As músicas cristãs começaram a ser prestigiadas somente dentro das igrejas,
e principalmente pela voz, sem qualquer adição ou complementação de qualquer tipo
de instrumento.
Ao nome recebido, o canto gregoriano de acordo com Andrade (1942, p.32)
recebeu outro nome, conhecido como cantochão (Cantus Planus), por causa dos sons
serem sempre iguais como duração e como intensidade.
Nota-se que durante o cristianismo, a música consegue se expandir, criando
novas técnicas e estilos, como o cantochão, muito utilizado nas músicas que eram
executadas dentro das igrejas.
Após esta ascensão cristã, a música passa a ficar mais elaborada e
organizada, passando a ser dividida em estilos, sendo que cada um, é classificado de
acordo com as suas características. De acordo com Bennett (1986, p.11) esse é um
processo lento e gradual, quase sempre com os estilos sobrepondo-se uns aos outros,
de modo a permitir que o “novo” surja do “velho”.
Observar-se que a origem dos estilos é formado por um processo prolongado,
permitindo que novos gêneros musicais possam surgir, apresentando novos
elementos e qualidades que lhe fornecem a sua classificação nominal.
No entanto, pode-se apresentar uma forma de dividir a música relacionada
ao Ocidente, em seis períodos distintos, cada qual identificado pelas suas
propriedades e datas correspondentes, formando uma espécie de organização
histórica musical.

Aqui apresentamos uma forma de dividir a história da música do Ocidente em


seis grandes períodos, indicando as datas correspondentes: Música medieval
até cerca de 1450, Música renascentista 1450-1600, Música barroca 1600-
1750, Música clássica 1750-1810, Romantismo do século XIX 1810-1910,
Música do século XX de 1900 em diante. (BENNETT, 1986, p. 11)

Logo percebe-se nas requintes palavras do autor que a música ocidental


apresenta uma forma de ser dividida em períodos que atravessam séculos,
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começando pela música medieval e terminando na música do século XX, sendo que
cada intervalo temporal, recebe um nome que lhe é classificado de acordo com as
suas características peculiares.
A partir deste desenvolvimento tanto histórico quanto musical, percebe-se que
a música estabelece uma posição mais flexível em certas regras sociais. “O século
XIV representa na música a primeira fusão da polifonia erudita com a música profana.”
(ANDRADE, 1942, p.47)
Nota-se que a música do século XIV foi se transformando e se adaptando, e a
estética da sociedade também foi se expandindo e evoluindo, fazendo com que os
estilos musicais ficassem mais ricos aos ouvintes, por este motivo, constata-se a
grande difusão entre a música erudita e a profana.
Durante o período renascentista segundo Bennett (1986, p.24) os compositores
passaram a ter um interesse muito mais vivo pela música profana, inclusive em
escrever peças para instrumentos, já não mais usados somente com a finalidade de
acompanhar vozes.
Observa-se diante das palavras do autor que o período da Renascença fez com
que a música profana tivesse uma forte expansão e desenvolvimento, ocorrendo o
surgimento de diversas obras especialmente voltadas para os instrumentos.
O homem que viveu durante o renascimento, passa a ter um maior interesse
voltado a suas emoções e ao mundo ao seu redor, questionando e observando fatores
que se fizessem presentes, deduzindo ideias por conta própria e partindo ao
homocentrismo.

O período da Renascença se caracteriza, na história da Europa Ocidental,


sobretudo pelo enorme interesse devotado ao saber e à cultura,
particularmente a muitas ideias dos antigos gregos e romanos. [...] O homem
explorava igualmente os mistérios de suas emoções e de seu espírito,
desenvolvendo uma fina percepção de si próprio e do mundo ao seu redor.
Em vez de aceitar os fatos por sua aparência, passou a observar e questionar
– e começou a deduzir coisas por conta própria. Todos esses fatores tiveram
forte impacto sobre pintores e arquitetos, escritores e músicos; e,
naturalmente, sobre aquilo que criavam. (BENNETT, 1986, p. 23)

Percebe-se que o surgimento do período renascentista, foi marcado pelo


enorme interesse que o homem tinha pelas ideias dos antigos gregos e romanos. Além
disso, foi expandindo os estudos que envolviam os sentimentos humanos e também
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a percepção do mundo, ocorrendo assim, em vez do homem aceitar os fatos por sua
aparência, começou a desenvolver o seu lado critico, questionando, observando e
deduzindo ideias por conta própria. Diante a estes motivos, pintores, arquitetos,
escritores e músicos foram fortemente influenciados e naturalmente tudo aquilo que
criavam.
A era do Renascimento abriu portas para o surgimento do Barroco durante o
século XVII, buscando uma beleza harmoniosa da música e novos estilos de
entretenimento.
Esclarece Bennett (1986, p.35) que o século XVII também assistiu à invenção
de novas formas e configurações, inclusive a ópera, o oratório, a fuga, a suíte, a
sonata e o concerto.
Nota-se que o barroquismo apresenta novas formas de entretenimento tanto
artístico quanto musical, já que o homem passa a buscar uma nova estética mais
exuberante e exótica.
Assim, o Barroco conseguiu fortemente marcar sua presença na história da
música, principalmente no desenvolvimento das óperas, que aos poucos foi se criando
um foco especial e se encaixando em outras atrações, e a expansão das orquestras,
florescendo e difundindo a música instrumental.

O Barroco assistiu à gênese da ópera, à expansão da orquestra e ao


florescimento da música instrumental, especialmente para violino e teclado.
Embora as modas oriundas da Itália e dos músicos italianos tenham
prevalecido, estilos caracteristicamente nacionais evoluíram no fim do
período. (BURROWS, 2010, p. 77)

Observa-se que dos estilos mais exóticos, o Barroco se destaca. Sua grande
importância para música, deu-se ao fato de conseguir expandir as ideias musicais e
também o florescimento da música instrumental, muito voltada para o violino e o
teclado. Além disso, novos tipos de entretenimento foram criados, como as óperas, e
alguns estilos nacionais que evoluíram praticamente no fim do período.
Após a decadência do estilo Barroco, o Clássico fez sua presença de forma
precisa, pura e delicada. Explica Bennett (1986, p.45) que o termo clássico significa
um estilo que atribui suma importância à graça e à simplicidade, à beleza de linhas e
formas, ao equilíbrio e à proporção, à ordem e ao controle.
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Constata-se perante as palavras do autor que o classicismo conseguiu trazer


para os campos musicais uma ordem, demonstrando um equilíbrio e proporção
mediante à simplicidade, fazendo com que transformasse a música em algo puro.
O Clássico mostrou a sua importância no quesito de extrema refinação, onde a
sonoridade passa a ser mais delicada e sutil, controlada e equilibrada, demonstrando
estabilidade harmônica, leveza e pureza em termos musicais.

O século XVIII é o período clássico da música. O que caracteriza o


classicismo dele é ter atingido, como nenhum outro período antes dele, a
Música Pura, isto é: a música que não tem outra significação mais do que ser
música; que comove em alegria ou tristeza pela boniteza das formas, pela
boniteza dos elementos sonoros, pela força dinamogênica, pela perfeição da
técnica e equilíbrio do todo. (ANDRADE,1942, p. 102)

Observa-se que o classicismo demonstrou sua aparência de forma delicada,


desenvolvendo os conceitos musicais, estéticos e técnicos, transformando a música
em algo puro, consistindo em formas sonoras equilibradas e dinamogênicas.
No decorrer do período clássico, as canções passaram a ser escritas
especialmente para instrumentos, tanto no gênero religioso quanto profano.
“Durante o período clássico, pela primeira vez em toda a história da música, as
obras para instrumentos passaram a ter mais importância do que as composições
para canto.” (BENNETT, 1986, p.47)
Logo, percebe-se que a música instrumental começa a se expandir e evoluir,
ficando cada vez mais leve, pura e harmoniosa, deixando a música vocal quase em
desuso.
Após a perfeição harmônica, a música do século XX conseguiu se destacar
pelo fato de trazer inovações musicais, em termos técnicos e teóricos. De acordo com
Bennett, (1986, p.68) a música no século XX constitui uma longa história de tentativas
e experiências que levaram uma série de novas e fascinantes tendências, técnicas e,
em certos casos, também à criação de novos sons, tudo contribuindo para que este
seja um dos períodos mais empolgantes da história da música.
A música do século XX, decorrente de várias experiências e mudanças,
apresenta um campo sonoro extremamente desenvolvido e enriquecido, criando-se
novos sons e novos gêneros musicais.
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1.2 ELEMENTOS BÁSICOS DA MÚSICA

Para o entendimento sobre o que é a música, deve-se estar atento a sua


estrutura, principalmente nos elementos que a constitui, pois é através destes, que a
sua sonoridade se faz presente.
Como afirma Priolli (2011, p.6) para exprimir profundamente qualquer
sentimento, ou descrever por meio da música qualquer quadro da natureza, torna-se
imprescindível a participação em comum desses três elementos: melodia, ritmo e
harmonia.
A autora elenca que a música é formada por três elementos essenciais. São
eles: a melodia, o ritmo e a harmonia, aos quais são indispensáveis.
Logo, a definição do termo música vem sendo empregado como “a arte de
combinar os sons simultânea e sucessivamente, com ordem, equilíbrio e proporção
dentro do tempo.” (MED, 1996, p.11)
Observa-se que o autor define a música como a arte dos sons combinados
simultânea e sucessivamente, situados dentro do tempo, de acordo com a ordem,
equilíbrio e a proporção.
Destacando a harmonia, Pitágoras especificou tanto em áreas teóricas quanto
em práticas, como este elemento musical se faz presente na música através dos
intervalos harmônicos, facilitando o entendimento sobre os assuntos relacionados a
formação e teoria musical.

Na teoria, os intervalos harmônicos estavam especificados desde Pitágoras


(século VI a.C.), inventor da acústica, o qual por intermédio do monocórdio
fixou a relação proporcional entre os sons. Por meio de divisões proporcionais
da corda vibrante, Pitágoras obteve a série dos sons harmônicos. Aos
intervalos de oitava, quinta e quarta justas chamou de Sinfonias
(Consonâncias) e aos outros de Diafonias (Dissonâncias). (ANDRADE, 1942,
p. 26)

De acordo com Andrade, Pitágoras deu o início aos estudos musicais que
revolucionaram o entendimento da música em sua forma teórica, mas não criando
composições, e sim, através de um experimento, no qual obteve-se a série do sons
harmônicos. Decorrente disto, classificou os intervalos em consonantes e
dissonantes, ocorrendo um grande desenvolvimento no ramo da teoria musical.
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Logo após a harmonia, pode-se destacar outro elemento importante nos


estudos que concerne a teoria musical: o ritmo. “O ritmo é o movimento dos sons
regulados pela sua maior ou menor duração.” (PRIOLLI, 2011, p.6)
Decorrente as palavras da autora, o ritmo pode ser definido como um
agrupamento de sons regulados, regidos pela sua duração e movimentação, fluindo
de forma simétrica e ordenada.
O ritmo, um dos elementos fundamentais que constitui a formação da música,
consegue ser estudado através da forma como os ser humano reage diante a ele.
Observa-se que a música utiliza um dos seus componentes para se fazer presente e
exercer suas ações sobre o homem.

Um tempo que tenha, mais ou menos, um ritmo igual ao da pulsação cardíaca


normal nos acalma, como se o nosso corpo pensasse consigo só: “ah, está
bem, estamos ambos em uníssono.” De fato, se você levar a mão ao coração
enquanto estiver ouvindo uma música assim, verificará que o coração tende
rapidamente a corrigir qualquer discrepância do seu tempo, até atingir perfeita
afinação com a música. (TAME, 1984, p. 149)

Perante as requintes palavras do autor, compreende-se que as músicas mais


agitadas deixa o corpo humano em uma euforia, e ao contrário das mais lentas, que
percebe-se uma certa paz e tranquilidade, fazendo com que o ritmo cardíaco fique
mais sereno, já que o corpo entende que entrou em uníssono com a música.
Além disso, os sons que habitam o planeta Terra, além de toda sua dinâmica
rítmica, possuem também os seus timbres, ou seja, sua identidade própria. Esclarece
Med (1996, p.12) o timbre é a combinação de vibrações determinadas pela espécie
do agente que as produz. O timbre é a “cor” do som de cada instrumento ou voz,
derivado da intensidade dos sons harmônicos que acompanham os sons principais.
De acordo com o autor, cada som emitido, seja em diversos lugares ou
momentos, possui consigo sua vibração particular, que lhe entrega a característica
predominante. Desta forma, de acordo com a intensidade dos sons harmônicos, cada
onda sonora consegue ser diferenciada e por meio disto reconhecida.
Com a combinação de ritmo, harmonia e timbre, a melodia se faz presente
através de uma sucessão coerente de sons combinados, criando-se uma identidade
própria musical, sendo reconhecida, compreendida e prestigiada.
19

1.3 CORPO E MENTE

A música apresenta propriedades peculiares que raramente são encontradas


em outras formas artísticas. Além disso, suas propriedades conseguem exercer ações
sobre os seres humanos tanto na área mental quanto corporal.
“É incontestável a enorme influência da música e dos sons sobre os seres
humanos, os animais e as plantas”. (BONTEMPO, 1992, p.10)
Percebe-se que a música através de suas qualidades, consegue exercer certas
ações não só aos humanos, mas também aos animais e a natureza.
Alguns psicólogos ao entrarem em contato com as qualidades da música,
resolveram criar um experimento musical no qual envolvia animais, observando se os
efeitos que a música causa no ser humano podem ser desenvolvidos nos habitantes
do reino animal.

Numa experiência realizada por psicólogos, deu-se a determinado número de


ratos total liberdade de ação em duas caixas distintas, porém ligadas uma à
outra. “Tocava-se” música em cada uma delas – Bach na primeira, rock na
segunda. Embora todas as características das duas caixas fossem idênticas,
exceto a música, os ratos passavam o tempo todo na caixa de Bach. Para
pôr ainda mais à prova a pureza das condições experimentais, inverteu-se a
música transmitida para as duas caixas; e, gradualmente, todos os ratos se
mudaram para aquela em que antes se tocava rock. Está visto que uma
experiência nessas condições não significa que os animaizinhos preferiam ou
“compreendiam” Bach no mesmo nível em que um ser humano pode preferi-
lo ou compreendê-lo, mas o resultado indica que, em determinado nível, o
grau de prazer ou dor que os ratos experimentavam nas duas caixas pendeu
em favor do mestre do Barroco. (TAME, 1984, p.152)

Nota-se que este tipo de experimento mostrou como a música interfere também
em animais, fazendo com que o grau de prazer ou dor tivessem efeitos durante a
exposição musical, ocorrendo certas mudanças em seus comportamentos e também
em termos de escolhas de acordo com o gênero musical executado.
A música consegue exercer certas funções em áreas sentimentais do cérebro,
proporcionando certas mudanças e estímulos. Para Bush (1995, p.47) a música ajuda
a nos ligar com uma vasta série de sentimentos, emoções, ligações com o interior
pessoal e nuances subentendidos, ao mesmo tempo em que amplia muito o potencial
de soluções criativas para os problemas.
20

De acordo com as palavras da autora, observa-se que as ondas musicais


apresentam certas qualidades que exercem funções no cérebro humano, que ativam
os sentimentos e a lógica, formando soluções inovadoras para certos problemas.
A música apresenta características bem peculiares, oferecendo alguns
benefícios mentais que estimulam áreas no cérebro que são responsáveis pela
memória, fazendo com que certas lembranças sejam ativadas e recordadas.

Ela penetra no cérebro, estendendo-se pelo corpus collosum, lugar onde a


memória é armazenada. Dali, ela pode estimular a capacidade de
recordação, liberando um fluxo de imagens psicologicamente significativas ou
de memórias relacionadas. Uma vez que a música não tem um significado
fixo, ela age como uma tela de projeção, evocando uma larga série de
respostas. Quando o viajante está envolvido na experiência, os limites de
tempo e espaço são afrouxados, permitindo o acesso às possibilidades
passadas, presentes e futuras. (BUSH, 1995, p. 51)

Observa-se que quando o ser humano é exposto ao potencial musical, algumas


funções em áreas responsáveis pelas recordações são ativadas, liberando um fluxo
de imagens. Além disso, uma vez que esta movimentação de imagens não tenha um
significado fixo, conseguem desencadear uma larga série de respostas cerebrais.
As ondas sonoras, quando entram em contato com o ser humano, além de
ativar algumas funções, conseguem também exercer atividades sobre o corpo,
liberando alguns processos corporais.
“A música afeta o corpo de duas maneiras diferentes: de forma direta, quando
o som atua nas células e órgãos, e de forma indireta, quando o som atua sobre as
emoções, influindo nos processos corporais e provocando uma série de tensões.”
(CAMPADELLO, 1995, p.141)
Nota-se que a música consegue exercer ações sobre o corpo humano de duas
formas diferentes: a forma direta, quando o som penetra nas células e órgãos e de
forma indireta, quando o som age sobre os sentimentos e emoções, exercendo certos
processos corporais e despertando várias tensões.
Diante suas funções mentais e corporais, conforme Bontempo (1992, p.12) a
influência da música atinge vários órgãos e sistema do corpo humano: o cérebro, com
suas estruturas especializadas, como o hipotálamo, a hipófise, o cerebelo e também
os pulmões, sistema circulatório e o imunológico.
21

Nota-se que a música consegue exerce uma forte ação no sistema corporal
humano, englobando qualquer natureza, tanto mentais, abrangendo as estruturas
cerebrais, quanto as respiratórias.
Atuando sobre o corpo humano, explica Bush (1995, p.46) a música vai além
das palavras e faz brilhante intervenções não-verbais ao sugerir, provocar, permitir,
desencadear, amplificar, conectar, estabilizar, energizar e assim por diante. Essa ação
dinâmica cria uma poderosa terapia não-verbal.
De acordo com as palavras da autora, constata-se que a música apresenta
propriedades que desencadeiam funções corporais e mentais, que provocam
mudanças em prol de uma terapia dinâmica não-verbal.
Além de conseguir estimular o cérebro humano, fazendo com que ocorra certas
mudanças corporais e mentais, a música também é capaz de desenvolver certas
ações sobre a consciência e o inconsciente.

A música é capaz de distender e contrair [...] e deslocar aqueles acentos que


acompanham todas as percepções. Existe nela uma gesticulação
fantasmática, que está como que modelando objetos interiores. Isso dá a ela
um grande poder de atuação sobre o corpo e a mente, sobre a consciência e
o inconsciente, numa espécie de eficácia simbólica. (WISNIK, 1989, p. 27)

Percebe-se que a música apresenta algumas gesticulações que permitem que


ações ocorram em alguns processos mentais e corporais, liberando de forma
abrangente, uma forte atuação sobre a consciência e o inconsciente.
Para que ocorra mudanças é preciso de um impulso, assim “os sons podem
agir como disparadores de pensamentos novos e idéias criativas, que, dessa forma,
chegam à consciência.” (FREGTMAN, 1989, p.46)
Observa-se que os sons conseguem agir como um propulsor de novos
pensamentos e ideias inovadoras, que ao tomarem caminhos, chegam à consciência,
e desta forma, pode-se obter um certo desenvolvimento mental.
Neste capítulo foi apresentado um breve estudo sobre a história da música,
demonstrando seus elementos básicos que formam sua estrutura e alguns conceitos
teóricos que demonstram suas ações sobre o corpo e a mente do ser humano.
No próximo capítulo será abordado de forma leve e precisa, sobre a utilização
da música na saúde do homem.
22

2 MÚSICA, SAÚDE E SOCIEDADE

Neste segundo momento do presente trabalho acadêmico, já compreendido os


breves conceitos históricos musicais, os elementos básicos que constituem a música
e sucintamente as ações que as ondas sonoras causam no homem, segue-se em
frente com ênfase em relação aos estudos teóricos que se referem aos efeitos
musicais sobre a saúde do ser humano e na sociedade.
Salienta-se de forma mais apurada, relevantes e objetivos estudos teóricos
sobre a musicoterapia, evidenciando alguns fatores medicinais presentes na música,
que ao serem usados no ser humano, podem desencadear certas sensações e
sentimentos que exercem ações em prol da saúde. Para a complementação, serão
discutidas, também, de acordo com alguns autores renomados e respeitados diante o
campo apresentado, alguns efeitos musicais sobre a sociedade.
Os efeitos musicais, que exercem ações no campo terapêutico, que auxiliam o
homem no avanço em prol da saúde e que atuam sobre a sociedade, prosseguem
uma fundamentação nas concepções teóricas de Adams et al. (2001), Bontempo
(1992), Bush (1995), Campadello (1995), Fregtman (1989), Goldman (1994) e Tame
(1984).

2.1 MÚSICA E TERAPIA

A música apresenta certas propriedades que auxiliam no desenvolvimento de


áreas medicinais, principalmente em terapias, que ao serem estudadas, o homem
classificou este tipo de ramo medicinal como musicoterapia.
Através de estudos referentes as atividades que a música proporciona e que
exercem um benefício a saúde do homem, a musicoterapia consegue se fixar em
termos em que concerne ao âmbito de eficácia natural, e também como um fenômeno
de recuperação.
“A Musicoterapia é o âmbito de recuperação do ato musical como fenômeno
grupal, coletivo, gerador, e veiculador de estados emocionais.” (FREGTMAN, 1989,
p.38).
Nota-se de acordo com as palavras do autor, que a musicoterapia consegue
ser uma fenômeno que abrange diversas ocasiões, como algo coletivo, grupal,
gerador e também como um propagador de estados emocionais.
23

Através dos conceitos sobre a musicoterapia, o som consegue, além de


agradar os ouvidos, estabelecer um estado de conexão com o homem, permitindo
uma relação terapêutica.
“Na relação terapêutica, os sons permitem que se erga uma ponte de
comunicação pré-verbal, de expressão arcaica e concreta, relacionada com o “aqui e
agora”, comparando as dissonâncias entre o dito, o expresso e o vivido.”
(FREGTMAN, 1989, p.38).
Percebe-se por meio das palavras do autor, que os sons permitem que se erga
um elo de comunicação pré-verbal, de forma terapêutica, relacionadas com o presente
momento, igualando a discrepância entre o dito, o expresso e o vivido.
Por meio desta ligação entre o homem e a música, o ser humano soube utilizar
certas propriedades musicais para fins terapêuticos, promovendo benefícios a saúde,
principalmente em áreas emocionais e psicológicas, nas quais, a música consegue ter
uma maior facilidade em termos de controle e estabilidade.

[...] A música torna-se um recipiente para a experiência, conduzindo o ouvinte


através dos sentimentos que procuram se expressar. Stanislav Grof explica
esse fenômeno da seguinte maneira: “A música cria uma onda portadora
contínua, que ajuda o sujeito a se movimentar através de seqüências e
impasses difíceis, a superar defesas psicológicas e a render-se ao fluxo da
experiência. Ela tende a transmitir uma sensação de continuidade e conexão
no decorrer de diversos estados de consciência.” (BUSH, 1995, p. 51)

Nota-se que a música consegue guiar o ouvinte através dos sentimentos que
buscam se expressar. Sendo assim, este fenômeno parte de uma onda gerada pela
própria canção, na qual ajuda o sujeito a se locomover através de sequências e
impasses difíceis, superando defesas psicológicas e liberando um fluxo de diversos
estados de consciência.
As ondas musicais, conseguem despertar diversos sentimentos e intensificá-
los por meios de estímulos que influenciam nos estados emocionais do homem.
Campadello (1995, p.149) afirma que de todos os estímulos presentes, a
música consegue ser o mais puro. Se por um lado pode despertar os mais nobres
sentimentos, como modificar seu humor, vencer a ansiedade, dominar a depressão,
por outro lado favorece a perda do contato com a realidade, fazendo com que seus
problemas simplesmente escorram pelos dedos.
24

Percebe-se que a música, destaca-se como um estímulo puro, conseguindo


estimular as emoções e despertar sentimentos, como a alteração do humor, a
conquista da ansiedade e até a dominação da depressão, favorecendo também a
perda do contato com a realidade, trazendo um bem-estar referente a problemas.
Para exercer as ações, despertar os sentimentos, e criar um tipo de conexão
favorável com o homem, os níveis musicais precisam ser controlados e moderados.

Músicas que tenham altos e baixos abruptos ou pontos de mudanças muito


marcados são difíceis de serem acompanhadas por alguém que esteja
envolvido num fluxo de imagens conexas. Em lugar delas, é preferível alguma
música que possa despertar os sentidos, sugerir cenas ou provocar
sentimentos. (BUSH, 1995, p. 197)

Observa-se que as músicas que apresentam irregularidades abruptas entre


altos e baixos ou pontos de mudanças que são difíceis de serem acompanhados,
podem interferir no fluxo de imagens conexas que o ouvinte está apreciando. Contudo,
para que se obtenha o alcance emocional, é preferível utilizar canções que possam
despertar as emoções e provocar sentimentos.
Quando esta conexão entre o homem e a música consegue ser estabelecida,
a música por meio da imaginação se faz presente e assim estimula o estado
emocional, contendo algumas discrepâncias do mesmo.
Conforme Bush (1995, p.197) a música dá asas à imaginação. Através de sua
natureza evocativa, ela oferece uma infraestrutura complexa para estimular e conter
as múltiplas metáforas do eu interior.
Nota-se por meio das palavras da autora, que a música consegue influenciar
na imaginação, oferecendo uma infraestrutura labiríntica capaz de conter e estimular
as diversas metáforas do eu interior.
Através dos conceitos da terapia musical, o homem, por meio das canções,
consegue se religar com as suas emoções, sendo influenciado pelo fluxo da
imaginação e por fim, sentir todo o ambiente. Fregtman afirma “A Musicoterapia é
essencialmente uma terapia ativa.” (FREGTMAN, 1989, p.48).
Desta forma, afirma o autor que o ramo da musicoterapia consegue ser
essencialmente uma terapia ativa. Logo, o homem através da música adquiri um certo
controle emocional e sentimental, capaz de beneficiar seu estado mental e vital.
25

2.2 MÚSICA E SAÚDE

A música consegue exercer ações sobre o homem, que por muitas vezes, são
relacionadas como um benefício ao seu estado vital. Seja em qualquer lugar, suas
atividades conseguem empreender certos momentos de tranquilidade, principalmente
em ocasiões difíceis. Assim pode-se trabalhar e utilizar as ondas musicais como um
instrumento fundamental voltada para a área medicinal.
As ondas sonoras apresentam um efeito benéfico e eficiente, sendo empregada
como um medicamento relaxante natural em meios medicinais.
“No caso da dor, música melodiosa, terna e serena, determina efeito analgésico
ou anestésico.” (BONTEMPO,1992, p.11)
Observa-se que em casos de dores, o uso de música terna, serena e
aveludada, produz um efeito relaxante, sendo usada como um anestésico.
Em tempos modernos, a tecnologia para a medicina está cada vez mais
desenvolvida, sendo assim, a música como algo natural, consegue se destacar em
termos de eficiência, sendo utilizada com fins terapêuticos ou em cirurgias, como um
anestésico.

Cada vez mais a música é utilizada como sedativo e com fins terapêuticos.
[...] Assim, por exemplo, os paciente que escutam melodias relaxantes antes
de uma cirurgia costumam experimentar menos temor e necessitam portanto
de uma dose menor de anestésico. Da mesma forma, são cada vez mais
numerosos os dentistas que renunciam à anestesia por que a música que o
paciente escuta pelos fones de ouvido consegue acalmá-lo e, às vezes, até
impor-se ao ruído irritante da broca. (ADAMS et al, 2001, p. 175)

Percebe-se que a música pode ser utilizada como um sedativo e com fins
terapêuticos. Por meio de melodias relaxantes, o uso de medicamentos anestésicos
em cirurgias, principalmente odontológicas, às vezes não se faz necessário.
Quando o som é utilizado em pacientes, observa-se que ele consegue ativar
certas áreas do cérebro, criando certos bloqueios aos estímulos dolorosos.
Conforme Bontempo (1992, p.10) um dos pioneiros no estudo da capacidade
analgésica e anestésica da música, o Dr. E. Gall, localizou no cérebro humano áreas
capazes de gerar bloqueios aos estímulos dolorosos provenientes das vias nervosas
aferentes.
26

Nota-se que quando um paciente está apreciando os sons, certas áreas do


cérebro são ativadas, favorecendo um bloqueio aos estímulos dolorosos.
Alguns estudos que se referem as ações musicais na medicina, revelam que
suas atividades apresentam eficiência, sendo muitas vezes utilizadas em tratamentos.
Conforme os pensamentos de Campadello (1995, p.147) na Universidade de
Massachusetts, no Departamento de Redução do Estresse, pela orientação do Dr.
John Kabat-Zinn, utilizam-se músicas de harpa, especialmente gravadas para os
pacientes que sofriam com dores seja quais eram, pois estas músicas provocavam
um estado de observação relaxada do corpo. Segundo o Dr. John Kabat-Zinn, nossas
respostas físicas e psicológicas à música incluem alterações químicas em todo centro
emocional, controlando os batimentos cardíacos, a respiração e a tensão muscular.
Nota-se que a música produzida pela harpa, consegue atingir a mente humana,
combatendo dores e oferecendo um estado de relaxamento corporal. Além disso,
quando a música entra em contato direto com o homem, faz com que certas alterações
químicas sejam ativadas em toda a estrutura corpórea e mental.
Para a complementação de tais efeitos que a música oferece no campo
medicinal, o uso de instrumentos musicais, consegue ser relevante e eficiente,
principalmente ao combate de sintomas que prejudicam o estado mental do homem.

Na Universidade de Michigan (EUA), médicos pesquisadores descobriram


que o som da harpa alivia os pacientes portadores de sintomas histéricos e
que os solos de violino podem eliminar dores de cabeça e diminuir a
enxaqueca [...] Existem ainda referências a cirurgias, inclusive do coração e
partos, cujo único anestésico foi a musicoterapia. (BONTEMPO, 1992, p. 10)

Percebe-que que alguns médicos pesquisadores da Universidade de Michigan,


descobriram que a música produzida pela harpa, consegue ter efeitos de relaxamento
em pacientes portadores de sintomas histéricos e que os solos produzidos pelo
violino, podem combater as dores de cabeça e diminuir a enxaqueca.
Para complementar o processo terapêutico e torná-lo mais eficiente, o
aprendizado de um instrumento musical é fundamental, pois favorece um
desenvolvimento em áreas complexas do ser humano.
“A pessoa que aprende a tocar um instrumento em geral desenvolve maior
sensibilidade e introspecção.” (BONTEMPO, 1992, p.10)
27

Observa-se que a execução de um instrumento musical é fundamental para o


desenvolvimento da sensibilidade e a introspecção.
O uso de instrumentos em áreas terapêuticas vem cada vez mais florescendo,
principalmente por eles obterem certos efeitos que auxiliam em tratamentos, sendo
complementado com o uso de medicamentos.

Baseado nos estudos da musicoterapia clássica, o psiquiatra inglês Robert


Schauffer observou os seguintes efeitos dos instrumentos sobre o organismo:
Piano: combate a depressão e a melancolia; Violino: combate a sensação de
insegurança; Flauta doce: combate nervosismo e ansiedade; Violoncelo:
incentiva a introspecção, a sobriedade; Metais de sopro: inspiram coragem e
impulsividade. (BONTEMPO, 1992, p.10)

Constata-se que de acordo com os estudos do psiquiatra citado pelo autor, os


instrumentos musicais, apresentam efeitos que auxiliam no tratamento e combate a
diversos sentimentos e emoções que acontecem no organismo humano de forma
negativa. Pois cada instrumento consegue exercer ações diferentes para cada tipo
terapêutico a ser obtido.
Para que os efeitos terapêuticos sejam eficientes, são analisados certos fatores
sobre o paciente, que induzem a escolha certa do instrumento e da canção.
“A música ou o conjunto de peças musicais utilizadas no tratamento são
escolhidas após entrevistas que definem os diagnósticos e as técnicas mais
adequadas.” (BONTEMPO, 1992, p.13)
Observa-se que a utilização da música em ambientes de tratamento é
posicionada de acordo com uma breve avaliação diagnóstica do paciente, para que
assim, possa ocorrer um desenvolvimento adequado e atingir o objetivo central na
qual ela foi inserida.
A música também pode ser tratada como uma forma de tratamento constante,
seja ela ambiental, agradando os ouvidos ou em ambientes específicos para cumprir
um objetivo, por muitas vezes medicinal.
Conforme os pensamento de Bontempo (1992, p.13) a música pode ser usada
de diversas formas como tratamento, desde uma singela música ambiental constante
ou então no ambiente dos centros de terapia, muitas vezes associadas com outras
formas terapêuticas.
28

Nota-se de acordo com as ideias do autor, a música pode ser usada em


diversas formas, principalmente relacionadas ao tratamento, sendo muito utilizada em
ambientes ou em centros de terapias, desenvolvendo um âmbito leve e preciso.

2.3 MÚSICA E SOCIEDADE

A música por muitas vezes, é utilizada como uma ferramenta voltada para a
sociedade, justamente por suas propriedades conseguirem influenciar o homem em
seu campo mental e também exercer ações sobre seu meio social.
O homem através de estudos e pesquisas, obteve um conceito sobre a
interferência musical sobre a sociedade e as suas consequências, trazendo por muitas
vezes um certo declínio ou progresso ao desenvolvimento social.

Os chineses estavam certos de que toda música vulgar e sensual exercia


uma influência imoral sobre o ouvinte. Daí que toda música fosse
estreitamente vigiada de modo que se pudesse verificar se ela tendia para a
espiritualidade ou para a degradação e se, de um modo geral, o seu efeito
propendia para o bem ou para o mal. (TAME, 1984, p. 35)

Observa-se que a música em seu âmbito geral, consegue influenciar a


sociedade. Músicas vulgares e sensuais exercem certas ações negativas sobre a
moralidade humana, contudo, as canções chinesas, como citado pelo autor, passaram
a ser observadas, verificando se elas tendiam para espiritualidade ou a degradação.
Ao certo, pode-se verificar que a música conforme sua melodia, pode interferir
nos pensamentos humanos, e que ao apreciar certas qualidades musicais, o homem
pode despertar certos sentidos que por muitas vezes são refletidos no meio social.
Seguindo o pensamento de Campadello (1995, p.139) geralmente, canções
inspiradoras de protesto, liberdade, fraternidade, ideias sociais e pensamentos
críticos, despertam os povos para seu destino. Associadas a ações que culminem
numa grande transformação social e podem levar ao nascimento de uma nova nação,
um novo regime ou uma nova era.
Observa-se de acordo com o autor, certas canções despertam no homem uma
força inspiradora, que canalizadas, podem interferir nos pensamentos e condutas
sociais, gerando uma transformação social, levando a nação a seguir um novo regime.
29

Seguindo o mesmo caminho racional, a música quando entra em contado com


o homem, focando em seu lado social, pode interferir de forma abrupta e sendo
espelhada na conduta moral em que se estabelece a sociedade humana.

Quando a música predominante traz luz, ela é sublime, harmônica e tonal, a


civilização que a pratica tem um alto nível de espiritualidade, harmonia e
progresso. Por outro lado, se a música predominante é das trevas, ela é
bárbara e depravada, e a própria civilização fica embrutecida, declinando seu
estilo de vida, sua moral e os seus costumes, até o momento em que o
ambiente se torne propício a uma mudança coletiva, que normalmente se
processa de forma brusca por meio de uma revolução social.
(CAMPADELLO, 1995, p. 93)

Nota-se que música prevalece como uma portadora de luz ou de trevas, quando
utilizada de forma adequada, a civilização que a pratica obtém um desenvolvimento
espiritual e social, porém, se a música for indevida, a própria civilização fica
embrutecida, tornando um ambiente propício a mudanças.
Quando a música é classificada como algo das “trevas”, ela passa a ser
compreendida como algo ruim para o desenvolvimento da sociedade, provocando
tensões sociais e morais. De acordo com Campadello (1995, p.96) nos anos 20, a
sociedade fez forte oposição ao jazz, por considera-lo símbolo de debilidade mental,
de insanidade e do sexo, e esteve sob constante ataque dos jornais, que lhe atribuíam
a decadência moral e a criminalidade entre os jovens.
Observa-se que quando a música, como exemplo o jazz citado pelo autor,
interfere na sociedade de forma prejudicial, provoca uma sensação de instabilidade
social, causando tensões sobre a civilização, criando novos pensamentos e padrões
sociais, favorecendo uma nova linha de pensamento social.
As frequências musicais presentes carregam consigo uma consciência que
influencia no ser humano, moldando pensamentos e atitudes, que ocasionalmente
serão aplicados na sociedade em que o mesmo convive. Goldman (1994, p.25) afirma
que dependendo do posicionamento da consciência do indivíduo quando ele cria certo
som, este transportará informações sobre esse estado à pessoa que o recebe.
Observa-se que através desta consciência musical, o homem é atingindo e
influenciado mentalmente, transformando novos pensamentos e informações, que às
vezes podem ser refletidas no meio social em que o mesmo convive.
30

3 EFEITOS MUSICAIS

Neste último momento, já compreendido alguns conceitos sobre a


musicoterapia, os estudos teóricos referentes aos efeitos da música sobre a saúde e
a forte influência que ela causa sobre a sociedade, procede-se de forma objetiva e
apurada, o âmbito benéfico e maléfico presente nas ondas musicais.
Enfatiza-se também o campo vibracional no qual a música se propaga através
das vibrações, nas quais exercem ações sobre o ser humano, e assim, é destacado
brevemente os conceitos reflexivos da neurociência, referentes ao campo musical e a
sua influência no cérebro humano.
Os conceitos aqui apresentados e discutidos sobre o âmbito benéfico e
maléfico presente na música, assim como o seu campo vibracional, no qual se
propaga e sucintamente as reflexões da neurociência sobre a influência da música no
cérebro humano, são fundamentados nos pensamentos teórico de: Bontempo (1992),
Bush (1995), Campadello (1995), Fregtman (1989), Jourdain (1998), Levitin (2011) e
Wisnik (1989).

3.1 BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS

As peculiaridades que a música apresenta, além de serem ouvidas e muito bem


estudadas, se assemelham geralmente ao alimento que o ser humano ingere. Assim
como os alimentos são para o corpo a música não tem certa diferença, pois aquilo que
o homem aprecia musicalmente pode ou não fazer bem para a sua mente e o corpo.
Através dos sons do rock, considerado altamente geradores de ruídos
perturbadores, algumas de suas características podem interferir de forma drástica no
sistema auditivo, deixando a mente completamente irritada e possivelmente dolorida.
Conforme Campadello (1995, p.101) alguns grupos de rock fizeram uma
pesquisa entre tribos africanas praticantes do vodu, com o objetivo de obter um
repertório completo de todos os acompanhamentos rítmicos dos rituais e induzir a
audiência a sentir uma experiência musical diferente, porém durante a exibição do
show, a intensidade do som foi colocada a mais de 20 decibéis acima do nível tolerável
para um ouvido humano, consequente disso ao invés de a música se tornar um
instrumento prazeroso para agradar os ouvidos, tornou-se um irritante e perturbador
ruído, capaz de danificar a audição e o estado mental.
31

Observa-se que a intensidade musical quando elevada acima do normal


suportado pelo ser humano, o nível de prazer pode mudar drasticamente passando a
ser algo perturbador a mente humana, principalmente no canal auditivo, capaz de
danificar a audição e acarretar problemas ao estado mental.
Através do sistema auditivo, ocorre uma troca de mensagens sonoras,
transformadas em impulsos nervosos, que ao entrarem em contato com o cérebro,
dependendo da intensidade, podem ser agradáveis ou nocivos.
Conforme Bontempo (1992, p.11) o deslocamento das vibrações sonoras no
líquido cerebrospinal e nas cavidades de ressonância do cérebro determina um tipo
de massagem sônica que, segundo a qualidade harmônica do som, produz efeitos
positivos ou negativos, benéficos ou não ao sistema pisco-bioenergético.
Percebe-se que as vibrações ao entrarem em contato com o cérebro humano,
desencadeiam certas reações, que dependendo da intensidade, podem produzir
efeitos positivos ou negativos, influenciando em todo o sistema orgânico humano.
O ser humano é capaz de suportar e sobreviver a diversos danos que o interfira,
tanto externo quanto interno, logo ao entrar em contato com o som, existe um limite
tolerável, que ao ser quebrado pode-se tornar uma calamidade terrível, gerando
diversos momentos de extrema intensidade e tensão.

Assim, conforme sua qualidade, intensidade e quantidade, o som pode


beneficiar ou agredir o organismo [...] Após pouco mais de uma hora de
exposição a sons intensos, de aproximadamente 100 decibéis, o sistema
nervoso necessita de cerca de 40 horas para se recuperar completamente
dessa espécie de “trauma”. (BONTEMPO, 1992, p. 11)

Observa-se que dependendo das suas qualidades, o som pode beneficiar ou


agredir o organismo humano. Quando o sistema auditivo entra em contado com as
ondas sonoras de alta intensidade e por um período muito longo, ocorre um certo
“trauma”, causando certas tensões em algumas áreas do corpo.
A música quando apreciada a altos níveis, pode acarretar a certos problemas
em algumas áreas do corpo, principalmente nos ouvidos.
“A música ouvida acima de 120 decibéis, rompe o tímpano e que uma
exposição de 100 minutos a músicas acima de 80 decibéis pode levar até 36 horas
para uma completa recuperação dos ouvidos.” (CAMPADELLO, 1995, p.144)
32

Percebe-se que a música quando apreciada acima do nível suportado pelo


ouvido humano, pode acarretar certos problemas de saúde, como o rompimento do
tímpano, causando um dano ao sistema auditivo.
O excesso das frequências musicais em formas de ruídos, podem acarretar a
diversos problemas na saúde, no corpo e na mente do ser humano, ocasionando
lesões graves ao sistema orgânico humano.

Segundo o neuropsiquiatra francês Jacques Baoudoresque, o excesso e a


freqüência de ruídos podem provocar desordens psico-orgânicas como:
úlceras e distúrbios gerais do estômago; elevação da pressão arterial; perda
temporária ou redução da capacidade auditiva (quando acima de 65
decibéis); agravamento de doenças cardíacas; redução do campo e acuidade
visual; redução da capacidade de concentração; perturbações circulatórias
do feto na gravidez e desequilíbrio nas reações neuro-psíquicas e orgânicas.
(BONTEMPO, 1992, p.12)

Observa-se pelos estudos do francês citado pelo autor, o excesso de


frequências em formas de ruídos pode ser um gerador de diversas mudanças
negativas e desiquilíbrios ao corpo e a mente humana.
Contudo, a música diante a responsabilidade do homem, pode se tornar um
veículo gerador de benefícios ao ser humano, por isso, deve-se ao fato da
conscientização do mesmo ao apreciar uma canção.
“Chegou o momento de nos conscientizarmos também dos efeitos dos sons
saudáveis e dos sons prejudiciais e assumirmos a responsabilidade pelos sons que
deixamos entrar em nosso corpo.” (CAMPADELLO, 1995, p.144)
Observa-se de acordo com os pensamentos do autor, o som apresenta seu
lado saudável e prejudicial, porém cabe ao homem decidir qual o caminho a ser
apreciado, assumindo as consequências do mesmo.
Nota-se que a música quando bem apreciada em boas quantidades, o homem
consegue usufruir de seus efeitos positivos em prol de algum objetivo central no qual
deseja aplicar.
Explica Bontempo (1992, p.07) que a música através de suas ondas vibratórias,
resulta em um o remédio da alma e que chega ao corpo por intermédio dela, onde em
certos momentos a dose exagerada e descontrolada pode matar qualquer um que a
experimente, mas em boas quantidades agrada o gosto.
33

Percebe-se que as ondas musicais quando bem aplicadas em boas


quantidades, o homem consegue aproveitar de seus benefícios e aplica-los em seu
âmbito vital e corporal, criando um aspecto de desenvolvimento curativo através da
música.
Portando, visando seu lado positivo, a música oferece diversos efeitos
benéficos que auxiliam no avanço em termos curativos, como mental, corporal e
emocional do ser humano.

Segundo os especialistas, a música harmônica pode provocar, nos seres


humanos, oito tipos de efeito: 1. anti-neurótico; 2. anti-distônico; 3. anti-stress;
4. sonífero e tranqüilizante; 5. regulador psicossomático; 6. analgésico e/ou
anestésico; 7. equilibrador do sistema cardiocirculatório; 8. equilibrador do
metabolismo profundo. (BONTEMPO, 1992, p. 12)

Nota-se que a música quando bem utilizada e aplicada, oferece diversos


benefícios para o âmbito vital do homem, proporcionando diversos efeitos positivos
para o bom desenvolvimento e progresso em termos emocionais, mentais e corporais.
Além disso, a música proporciona outros diversos benefícios ao homem,
propiciando efeitos fisiológicos que atuam como um progresso relativamente eficaz ao
seu sistema biológico.

A utilização da música ambiente pode provocar os seguintes efeitos


fisiológicos: aceleração ou regularização da freqüência respiratória,
influenciando o sistema sanguíneo (pulso, pressão, ritmo cardíaco, volume
do sangue); mudanças no metabolismo, como liberação de adrenalina;
estimulante do tônus muscular, reduzindo a fadiga; favorece uma
concentração maior nas atividades (portanto, diminui o índice de acidentes
de trabalho); mantém viva a atenção, estimulando os reflexos psicomotores,
substituindo estimulantes artificiais (café, cigarros etc.); aumenta os reflexos
musculares e resultando num melhor aproveitamento das habilidades físicas
na operação de equipamentos. (CAMPADELLO, 1995, p.154)

Nota-se que a música ambiente quando controlada e bem aplicada, consegue


oferecer diversas ações fisiológicas que auxiliam o homem de forma positiva e eficaz,
principalmente quando atua em seu meio vital, contribuindo para que diversas
mudanças benéficas possam ocorrer em todo o seu sistema orgânico.
34

3.2 O CAMPO VIBRACIONAL

Constata-se que as ondas musicais trabalham em conjunto com as ondas


vibratórias através de frequências, que por onde passam exercem suas diversas
ações, que ao entrarem em contato com o ser humano, proporcionam o surgimento
de inúmeras mudanças em todo o seu sistema vital orgânico.
O som se faz presente em todo lugar e em todo momento, seja da forma mais
simples ou complexa, agrada os ouvidos e acalma os sentimentos. Deste modo, a sua
presença se dá ao fato de ser um produto de uma sequência quase imperceptível que
se locomove através de frequências que vibram no ar, quebrando suas moléculas
existentes e exercendo ações sobre a estrutura mental e corpórea humana.

O som é o produto de uma seqüência rapidíssima (e geralmente


imperceptível) de impulsões e repousos, de impulsos (que se representam
pela ascensão da onda) e de quedas cíclicas desses impulsos, seguidas de
sua reiteração. A onda sonora, vista como um microcosmo, contém sempre
a partida e a contrapartida do movimento, num campo praticamente
sincrônico (já que o ataque e o refluxo sucessivos da onda são a própria
densificação de um certo padrão do movimento, que se dá a ouvir através
das camadas de ar). Não é a matéria do ar que caminha levando o som, mas
sim um sinal de movimento que passa através da matéria, modificando-a e
inscrevendo nela, de forma fugaz, o seu desenho. O som é, assim, o
movimento em sua complementaridade, inscrita na sua forma oscilatória.
(WISNIK, 1989, p. 15)

Observa-se que o som é formado por meio de impulsões e repousos e por uma
sequência ondulatória extremamente rápida, geralmente imperceptível e que através
da matéria presente no ar, movimenta-se de forma fugaz, formando assim o seu
desenho.
O som que se espalha por todo o campo, através da vibração e por um meio
condutor presente neste âmbito, como o ar e a água, coincidindo seus limites e
origens, se faz presente na atmosfera terrestre, ocasionando impulsos de efeitos
sobre os seres vivos.
“Estamos imersos numa “sonosfera”. Esta, por si mesma, acha-se implicada
pela atmosfera terrestre, na qual o meio condutor (ar-água) e a vibração sonora
expansiva coincidem em suas origens e limites. Onde há ar há som. Onde há água há
som. Onde há vida há som.” (FREGTMAN, 1989, p. 25).
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Observa-se de acordo com o autor, o homem está imerso em uma “sonosfera”,


formada pelo meio condutor presente na atmosfera terrestre, apresentados como ar e
água. Por meio destes, as vibrações conseguem se expandir, coincidindo com suas
origens e limites, criando um elo de presença em qualquer momento.
Portando, o som através das frequências na qual ele caminha por meio do ar e
de outros condutores, apresenta fatores que demonstram uma conectividade
vibratória que se coincidem com o homem.
Conforme os pensamentos de Wisnik (1989, p.15) o som é onda, que os corpos
vibram, que essa vibração se transmite para a atmosfera sob a forma de uma
propagação ondulatória, que o nosso ouvido é capaz de captá-la e que o cérebro a
interpreta, dando-lhe configurações e sentidos.
Observa-se que de acordo com os pensamentos do autor, o som através de
uma onda vibratória se propaga para a atmosfera, que ao entrar em contato com o
ouvido humano, o cérebro a interpreta, fazendo com que ocorra uma configuração e
sentidos.
De acordo com a pressão em que estas vibrações são lançadas no ar, podem
desencadear diferentes tipos de repostas ao que se pretende obter. Ao modo como o
homem se comunica, geralmente uma simples conversa pode-se transformar em uma
discussão, simplesmente pelo fato destas vibrações se chocarem e não
harmonizarem.

Observemos no exemplo seguinte – citado por S. Selden ao referir-se aos


valores de emoção nos tons musicais – como uma simples mudança num
elemento estrutural sonoro-musical (altura, força, compasso) pode influir
sobre o valor efetivo emotivo de uma simples frase. Modificação de altura: Eu
te amo (em tom agudo). O sentimento é imaginativo. Eu te amo (em tom
grave). O sentimento é mais profundo, menos mental, mais físico. Eu te amo
(forte). O sentimento é imposto ao ouvinte. Eu te amo (moderado). O
sentimento parece ser proposto, pede uma resposta. (SELDEN, 1941 apud
FREGTMAN, 1989, p. 28)

Percebe-se que quando ocorre uma mudança no elemento estrutural da onda


sonora e que ao entrar em contato imediato com o ser humano através das
frequências emitidas na atmosfera, pode desencadear certas reações na forma do
pensamento emotivo do homem, alterando seu valor e sentido, ocasionando em
consequências diversas.
36

Aprofundando-se mais sobre o assunto no âmbito vibracional, enfatiza-se que


o universo em toda sua plenitude, está repleto de sons que se colidem e se formam
presentes em meios de frequências que entram em contato com o corpo humano,
fazendo com que certas áreas sejam influenciadas.
“Elas podem, ainda, revelar imagens relacionadas que trazem mensagens
simbólicas do corpo. Você poderá, por exemplo estar sentindo tensão no estômago,
dor no coração ou pressão na cabeça.” (BUSH, 1995, p. 198).
Percebe-se diante os pensamentos da autora, as ondas sonoras quando são
impulsionadas para a atmosfera e entra em contato com o ser humano, revela
mensagens simbólicas apresentadas pelo corpo. Assim, certas áreas corpóreas
podem sofrer tensões e pressões por ocasião das vibrações presentes no ar.
Por meio destas ações musicais presentes nas ondas sonoras que vibram
através da atmosfera, seus efeitos ao entrarem em contato com o ser humano pode
desencadear certas reações, como a alteração do humor e sentimentos, que
dependendo da sua tonalidade, pode ocorrer certas tristezas e melancolias, porém ao
contrários, a extravagância e alegria passa do limite, transformando aquele momento
em algo prazeroso.

Husson estudou as reações do compartimento médio do cérebro em


indivíduos [...] fazendo-os ouvir trechos de várias sinfonias; ele constatou
então que elas provocavam as mais variadas reações, dependendo do
temperamento de cada um: em geral, os sentimentos tristes eram suscitados
pelas melodias de tonalidade menor. (CAMPADELLO, 1995, p. 146)

Observa-se de acordo com os estudos de Husson, citado pelo autor, a música


ao entrar em contato direto com o ser humano, ativa certas áreas do cérebro,
principalmente as que controlam os sentimentos, provocando diversas reações. Deste
modo, dependendo do temperamento sonoro, músicas serenas que apresentam um
âmbito mais melancólicos ao entrar em consonância com a área cerebral do homem,
conseguem despertar sentimentos tristes, provocando reações mentais mais
lamentosas.
Portanto, as ondas sonoras quando vibram no ar e se espalham por todo o
campo atmosférico, entram em harmonia com o homem, devido ao atrito de
frequências emitidas, exercendo diversas ações mentais e corporais.
37

3.3 REFLEXÕES DA NEUROSCIÊNCIA

A música exerce diversas ações sobre o campo corporal do homem,


principalmente em áreas cerebrais, fazendo com algumas delas sejam ativadas,
proporcionando momentos de prazer, êxtase e nostalgia.
Quando o cérebro se conecta com a música, formando um elo harmônico, o ser
humano apresenta geralmente comportamentos de vício musical, fazendo com que a
música ou o trecho dela, seja repetido diversas vezes.
“Quando a música nos transporta ao umbral do êxtase, nos comportamos
quase como viciados em drogas, ouvindo repetidas vezes.” (JOURDAIN, 1998, p.17)
Observa-se que a música desperta no cérebro humano um sentimento de
êxtase, criando um vício musical, ocorrendo uma repetição exagerada da canção.
Quando o ser humano aprecia uma canção, as atividades cerebrais tornam-se
agitadas, estimulando e ativando diversas áreas mentais, capazes de desenvolver o
campo da linguagem, por meio de conexões cerebrais.
Conforme Levitin (2011, p.100) ao ouvir ou rememorar letras de canções
mobiliza centros da linguagem, como a área de Wernicke e de Broca, responsáveis
pela compreensão da linguagem falada, localizadas nos lobos temporal e frontal.
Observa-se que esta conexão entre a mente humana e a música, desenvolve
no âmbito cerebral do homem várias atividades, principalmente as da linguagem.
Ao entrar em contato com a mente humana, as ondas sonoras percorrem por
diversos caminhos cerebrais, exercendo numerosas ações em cada parte e se
espalhando por toda a região mental e corporal do homem.

O ato de ouvir música começa nas estruturas subcorticais [...] e em seguida


avança para o córtex auditivo de ambos os lados do cérebro. A tentativa de
acompanhar uma música que já conhecemos [...] mobiliza outras regiões do
cérebro, entre elas o hipocampo – o centro da memória [...] Acompanhar o
ritmo, seja com os pés ou apenas mentalmente, mobiliza os circuitos de
regulação temporal do cerebelo. (LEVITIN, 2011, p. 100)

Observa-se de acordo com os pensamentos do autor, o campo cerebral em sua


íntegra, após receber uma forte ação musical, diversas estruturas de sua formação
são estimuladas, desenvolvendo alguns centros, como o auditivo e o da memória.
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O cérebro em todo o seu âmbito, após receber um impulso proveniente das


ondas sonoras, ativa diversos processos neurais capazes de estimular áreas
responsáveis por funções cerebrais. Logo, o ato de fazer música, seja cantando ou
executando algum instrumento, até mesmo lendo uma partitura musical, consegue
mobilizar regiões específicas do cérebro, principalmente os lobos frontais, envolvendo
o córtex sensorial, visual e dentre outros.

O ato de fazer música – seja com algum instrumento, cantando ou regendo –


mais uma vez mobiliza os lobos frontais no planejamento do comportamento,
assim como o córtex motor do lobo parietal, logo abaixo do alto da cabeça, e
o córtex sensorial, que nos dá a resposta tátil, indicando que pressionamos a
tecla certa do instrumento ou movemos a batuta na direção que
pretendíamos. A leitura de uma partitura musical envolve o córtex visual,
situado no lobo occipital, na parte posterior da cabeça. (LEVITIN, 2011,
p.100)

Observa-se de acordo com o autor, o ato de fazer música, seja ele cantando
ou executando algum tipo de instrumento, estimula certas regiões cerebrais,
principalmente os lobos frontais, envolvendo o córtex sensorial, responsável pela
resposta tátil, ao que concerne aos movimentos para a execução de um instrumento,
e o visual, envolvendo a leitura musical, partindo do princípio de uma observação e
interpretação das partituras musicais.
Logo para que o cérebro possa interpretar uma canção, ocorre um certo
movimento simétrico entre os campos neurais, criando uma formação de padrões
definidos para o entendimento.

Um motivo para ouvirmos música [...] é que o nossos cérebros são capazes
de manipular padrões de som muito mais complexos. [...] Modelamos um
padrão atrás do outro, sucessivamente – até chegarmos a um movimento de
sinfonia. [...] A medida que nossos cérebros codificam essas relações,
surgem as sensações de som. (JOURDAIN, 1998, p.23)

Nota-se que o cérebro para interpretar uma canção, desenvolve um campo


sonoro de padrões complexos para chegar ao objetivo de uma codificação melódica,
e a medida em que se cria estas relações, surgem as sensações provenientes do som.
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CONCLUSÃO

Levando-se em consideração aos aspectos que foram apresentados,


comprova-se diante os conceitos teóricos, o principal tema deste trabalho acadêmico,
e que por meio de uma pesquisa bibliográfica, obteve-se a reposta para as hipóteses
e o objetivo geral.
Contudo, destaca-se que a música ao criar um elo harmônico com o homem,
proporciona diversos benefícios mentais e corporais, e que ao serem canalizados para
diversos fins com algum objetivo central, pode-se obter uma resposta positiva.
Observa-se também que o grandioso universo musical abrange muito mais
do que uma simples nota executada, e sim, toda uma história da música gravada pelos
povos existentes, que demonstram por meio de manifestações culturais, canções que
determinam suas características.
Diante tantos transformações que a música adquiriu durante suas passagens
históricas, principalmente ligadas a religião e a estética social, ela geralmente
conseguiu se adaptar para se manter presente na vida do homem, de forma viva e
contagiante, exercendo ações mentais, corporais e sociais sobre ele.
Nota-se que a música fomenta o ser humano a buscar mais conhecimentos em
relação aos seus efeitos sobre o corpo e a mente humana. Com isto destacam-se
diversas teorias relacionadas as ações da música no homem, que após uma
exposição musical em certas frequências sonoras, alguns efeitos em prol da saúde
são desencadeados, justamente pelo fato destas ondas sonoras interferirem em toda
a estrutura orgânica, oferecendo um âmbito positivo ao lado vital.
Perante a este contexto, observa-se que o homem, utilizando os efeitos
positivos que a música oferece, desenvolve um campo musical terapêutico,
proporcionando um âmbito leve e preciso relacionados ao avanço no campo da saúde
e ao desenvolvimento social.
O extenso universo cerebral, formado por milhares de neurônios e por extensas
ligações, são meios por onde o som consegue passar, estabelecendo uma conexão
que envolve a percepção e a compreensão através de pulsos cerebrais.
Logo, a música durante todo este percurso estabelecido, exerce diversas
reações na mente, que são capazes de apaziguar geralmente qualquer problema
encontrado, além de proporcionar diversas atividades corporais, que contribuem para
a formação de um âmbito leve a todo o sistema orgânico humano.
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Nos finais deste trabalho acadêmico, salienta-se um breve conceito entre a


música e a neurociência, destacando diversos pontos do cérebro que após uma
exposição musical, diversas áreas são ativadas e estimuladas, principalmente as
emocionais e sentimentais.
Além disso, a atmosfera está repleta dos mais variados sons, fazendo-se
presentes através de vibrações sonoras, que se espalham por todo o campo
atmosférico e terrestre. Logo, quando estas vibrações são capitadas pelos ouvidos,
conseguem deixar uma marca, seja ela positiva ou não, porém cabe ao homem a
conscientização sonora, pois o exagero musical, pode influenciar de forma negativa
em toda a sua região mental, corporal, sentimental e emocional.
Por todos estes aspectos mencionados, conclui-se que o ser humano, em toda
sua íntegra orgânica, é fortemente influenciado pelas ações existentes na música,
tanto em seu âmbito mental quanto corporal. Logo a boa utilização da música
proporciona uma experiência privilegiada e prazerosa em prol do desenvolvimento
intelectual, corporal, interpessoal, social, e também em termos ligados a saúde,
gerando um âmbito leve, em que resulta uma sociedade melhor.
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REFERÊNCIAS

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