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INSTITUTO DE EDUCACIÓN SUPERIOR

“SAN FERNANDO REY”

CUADERNILLO
PARA INGRESANTES

2019
Correo: ​portuguesprofesorado@gmail.com  

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Apresentação 
 
Bem-vindos ao curso de Português do IES “San Fernando Rey”! 
 
Nos  próximos  dias  compartilharemos  um  espaço  de  encontro  com  a  língua 
portuguesa,  no  qual  a  reflexão,  a  discussão  e  a  produção  escrita  serão  os 
eixos norteadores em cada aula.  
 
Para  isso,  trabalharemos  com  textos  escritos  e  vídeos  a  partir  dos  quais 
refletiremos  sobre  o  que  é  ser  professor  de  uma  língua estrangeira; além, 
analisaremos  alguns  estereótipos  e  representações  que  circulam  na  nossa 
sociedade sobre a língua portuguesa e, finalmente, entraremos no mundo da 
lusofonia.  
 
É  fundamental  compreender  que  nestes  dias  de  leituras  e  discussões 
falaremos  ​em  e  ​sobre  a  língua  portuguesa  e,  nesse  sentido,  os  aspectos 
linguísticos/gramaticais  não  serão  o  alvo  das  aulas,  muito  pelo  contrário, 
serão um ponto a mais entre outros para serem ensinados e estudados.   
 
❏ E vocês? O que vocês esperam destes encontros?   
❏ Qual é sua relação com a língua portuguesa?   

Sugerimos preencher o quadro seguinte para tornar visível seus conhecimentos


sobre o português:

Muito Bastante Pouco Nada

Estudei português numa


instituição...

Viajei para o Brasil...

Sei ler em português...

Posso compreender um
áudio...

Sei escrever ...

Posso falar...

O tempo que tenho para


estudar é...

Eu quero ser professor...

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TEXTO 1 - ​Fonte: ​https://www.youtube.com/watch?v=qB6GAEXdv4w

Atividades:

1) O que vocês pensam sobre o vídeo que assistimos?


2) Vocês acham que essa pessoa conseguiu seu objetivo? Ele se comunicou?
3) Qualquer um pode falar português?
4) O personagem do vídeo poderia ensinar português? Por quê?
5) O que é necessário saber para dar aulas de línguas estrangeiras (português)?

TEXTO 2 - Ficha Pessoal

Preencha a seguinte ficha pessoal com sua informaç​ã​o

Nome:

Sobrenome:

Apelido:

Endereço:

Cidade:

Nacionalidade:

3
Data de aniversário:

Estado civil:

Telefone:

Pergunte ao seu colega a seguinte informação e preencha a ficha:

Nome:

Sobrenome:

Apelido:

Endereço:

Cidade:

Nacionalidade:

Data de aniversário:

Estado civil:

Telefone:

TEXTO 3 - Fonte ​http://www.clarin.com/br/Cuidado-com-portunhol_0_1036096757.html

Leia o texto e resolva as seguintes questões:

1) Você sabe o que são os falsos cognatos?


2) Vocês conhecem alguns exemplos?
3) Portunhol ou não portunhol na aula de PLE? Por quê?
4) A partir dos falsos amigos apresentados no texto escreva um e-mail em português
para um amigo ​explicando com suas palavras o por quê do português e do espanhol
serem tão parecidos e ​advertindo sobre o uso do portunhol. Use pelo menos 5
palavras da lista enunciada.

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ARMADILHAS DO IDIOMA

Cuidado com o portunhol  


Fortes semelhanças entre o português e o espanhol geram muitas vezes palavras
definidas como sendo do "portunhol". Veja aqui a lista que estamos preparando.

Por ​Marcia Carmo

Aguinaldo: ​No Brasil, é um nome próprio masculino. Na Argentina, sinônimo do 13º salário.
Fica divertido para um brasileiro quando aqui trabalhadores erguem faixas dizendo:
"Queremos aguinado" ou "Nosso aguinaldo está atrasado" ou ainda "Queremos aguinaldo
completo".

Bañero: ​salva-vidas. Na praia, se precisar, grite então 'banhero' e para ir ao banheiro,


pergunte por 'baño' (leia-se banho). Exemplo: 'Donde está el baño?' ('Onde fica o
banheiro?'). E salva-vidas? é o nosso 'pneu' (aquela excesso em torno da cintura).

Borracho: ​em espanhol é alguém que bebeu demais. E em português também é ébrio. Mas
para nós brasileiros é ​mais comum​, hoje, o uso de "bebado" ou "bebum". Soube de
argentinos que riram quando leram a nossa 'borracharia' no Brasil. Imaginaram ser lugar de
encontro de 'borrachos'. Em tempo: para eles, a nossa 'borracharia' é 'taller' (leia-se tajer)
ou ainda 'taller mecánico' (leia-se tajer mecânico).

Borrachera: ​bebedeira, borracheira. ​Mas como no caso do "borracho", que está no


dicionário Aurélio, como nos alertou uma leitora da Colômbia, é muito mais comum usarmos
bebedeira quando alguém bebe demais no Brasil. No popular, "encheu a cara".

Corpiño: ​(leia-se 'corpinho') Não é como falamos no Brasil uma pessoa esbelta. Mas 'sutiã'.
Um amigo brasileiro disse em Buenos Aires para uma garçonete bonitona. "Você tem trinta
anos, mas com 'corpinho' de vinte". E ela, argentina, pensou que ele se referia ao tamanho
de seu busto e não ao seu ​corpo perfeito​.

Cubiertas: ​se você pedir uma "cubierta" porque está sentindo frio, ninguém vai entender
nada. Cubierta é ​pneu de automóvel​.

Cubiertos​: não é uma coberta ou cobertor. São talheres. E a nossa coberta? Para eles, é
'frazada'.

Embarazada:​ grávida

Exquisito: ​essa palavra nos confunde porque trata-se de um "falso amigo" - mesma palavra
e significado totalmente diferente nos dois idiomas. Em português, "esquisito" é sinônimo de
algo estranho, excêntrico. Em espanhol, o adjetivo é empregado para definir uma pessoa ou
um prato, por exemplo. Delicioso e gostoso à mesa. E pessoa com grana ou influente, como

5
indica o ​título do livro do escritor argentino Adolfo Bioy Casares - "Diccionario del argentino
exquisito".

Fuego: ​em português é 'fogo'. Mas essa é só uma das palavras que ajudam a fortalecer a
inevitável existência do portunhol. É ampla a lista para as palavras nas quais temos apenas
que trocar 'o' por 'ue'. Outro exemplo, a nossa 'roda' para eles é 'rueda'.

Gran barata​: ​Não é uma barata (cucaracha) grande. Mas uma baita liquidação (liquidación)
em alguma loja.

Groso​: (leia-se grosso). Para nós, brasileiros trata-se de uma pessoa sem classe, um bruto.
Para os argentinos, o adjetivo é sinônimo de alguém "poderoso" ou "genial". Assim, uma
mulher "grosa" é poderosa.

Mala​: em português é o que usamos para levar roupas e outros objetos em uma viagem. A
palavra é também associada a uma pessoa chata, insuportável. Na Argentina, mala é uma
pessoa má. 'Una mala persona'. E o que para nós brasileiros é 'um mala', para eles é
alguém 'pesado' (chato). Para eles, argentinos, quando alguém é chato demais é, então,
'muy pesado' - sinônimo do nosso 'muito mala'.

Pan dulce: ​é como os argentinos (e outros do idioma espanhol) chamam o que para nós é
o panetone.

Pelado​: para nós, brasileiros, é uma pessoa sem roupa - pelado, pelada. Para nossos
vizinhos, é sinônimo de 'careca'. E para eles quando alguém tira a roupa toda está 'desnudo'
ou 'desnuda'. No Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras, 'pelada' é também um jogo
de futebol entre amigos. 'Vamos jogar uma pelada'.

Picada: ​para os brasileiros, a palavra é logo associada a 'picada de mosquito'. Para os


argentinos, ela pode ser uma 'picada' de automóveis - quer dizer, para nós brasileiros, 'um
pega'. Para nossos vizinhos, 'picada' é também sinônimo de pedir uma entrada de queijos e
outros frios para acompanhar um vinho ou uma cerveja em um bar ou restaurantes. Poderia
ser quase o nosso, 'vamos beliscar' alguma coisa.

Presunto: palavra comum para nós brasileiros, na hora de preparar o sanduíche, presunto
é "jamón" (leia-se ramón) em espanhol. Causa surpresa quando vemos nos jornais ou na
tela da TV quando escrevem aqui na Argentina: "Presunto violador" preso pela polícia. Quer
dizer, suposto violador. Para nós brasileiros, uma pessoa também pode "virar presunto"
(cadáver). Mas a frase é pouco elegante.

Propina: ​gorjeta. E o que para nós brasileiros é propina, para eles é "coima".

Saco: ​casaco. Para um brasileiro costuma ser, no mínimo, estranho ouvir quando eles
perguntam se "ese saco es suyo" (leia-se: esse saco é sujo?). Quer dizer, se o casaco é
seu. É comum que pensem outra coisa, mais maldosa. Mas é só mais uma das armadilhas
do portunhol.

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Sorbete:​ (leia-se sorvete). Significa canudo. E nosso sorvete é "helado".

Suciedad: ​aos nossos ouvidos brasileiros a palavra pode ser confundida com "sociedade".
Mas em espanhol sociedade é também sociedade. E "suciedad" significa algo muito menos
nobre: sujeira.

Tarado​: em português, a palavra é empregada para definir um homem louco por sexo e,
neste sentido, perigoso e sem escrúpulos. Em espanhol, um tarado é simplesmente um
bobo, imbecil ou idiota.

Taza: ​xícara.

Vaga: ​no Brasil, é uma vaga na garagem, no estacionamento (playa) ou para matricular o
filho na escola. Mas para os argentinos, é uma pessoa preguiçosa.

Vaso: ​copo

E por quê o português e o espanhol são tão parecidos?

Entrevista: Camila do Valle, do Rio de Janeiro, com doutorado em lusofonia, estudiosa do


portunhol, ex-presidente da Fundação Centro de Estudos Brasileiros, em Buenos Aires:

“Até o século XIII era um só idioma (na Península Ibérica). Mas o maior fantasma de
Portugal sempre foi a Espanha, ​que era o reino de Castela. Portugal tinha muito medo de
ter que submeter a sua coroa à coroa de Castela. Para se diferenciar da Espanha, Portugal
começou a fortalecer toda a sua história, que foi escrita do jeito que as pessoas falavam
dentro daquela fronteira de Portugal. Foram contratados cronistas dos reis para escrever
um idioma como aquele povo falava. Eles começaram a produzir uma diferenciação da
língua entre o português e o que era falado na Espanha. A língua foi chamada de galego
português”.

Vem daí o portunhol?

“Claro. A língua é o uso e há muita chance de o portunhol de fato começar a se


desenvolver, porque existe este histórico que vem do século treze e de idiomas que têm
raízes próximas. Se formos mais atrás ainda, vamos parar no latim. Sendo que o português
veio do latim vulgar, vulgo, vulgar, no sentido do povo. Era o povo que falava esse latim
errado gramaticalmente e que se tornou o português. No século treze, por exemplo, ‘fror’
era a forma correta de falar ‘flor’. Mas como as pessoas não sabiam falar “fror” e falavam
“flor” erradamente o que se estabeleceu, depois, foi “flor”. O idioma é vivo, democrático. E o
portunhol algo a ser levado a sério”.

Atividades:

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Depois de ler o texto responda:
1) Você conhece o gênero ao qual ele pertence?
2) Onde foi publicado?
3) Quais são as características principais?

TEXTO 4 -DEVER DE CASA - ​Fonte: Anexo 8 do trabalho de ​MIYAKI​, Nina Atuko


Mabuchi. Humor e ironia no material didático para o ensino de português -língua
estrangeira. Cadernos do Centro de Línguas, n°1, p. 65-67.1997.

Eu não falo português


Daniel Samper Pizano

A diferencia de la mayoría de las personas –que entienden idiomas pero no los hablan- a mí
me sucede con el portugués que lo hablo pero no lo entiendo. Es decir aprendí la música
pero me falta la letra. Y como saben que adoro a Brasil aunque nos haya secuestrado a
Amparito Grisales, mis amigos me aconsejaban que tomara unas clases para aprenderlo
como Deus manda. Yo pensé que era una pendejada pues español y portugués se parecen
tanto que no precisaba tomar clases. Sin embargo, para salir de dudas, resolví
preguntárselo a Norma Ramos, una buena amiga brasileña con la que me encontré cierto
día en que ambos almorzábamos en una churrasquería rodízio.

-Norma: dime la verdad. Siendo el portugués un dialecto derivado del español, tu crees que
necesito tomar clases de portugués?- le pregunté con el mejor portugués de que fui capaz.
-Al fondo a la derecha- me contestó Norma, y siguió comiendo.
Fue una experiencia terrible. Allí mismo decidí que no solo iba a tomar clases de portugués,
sino que Norma tendría que ser mi profesora. Ella-que es puro corazón y mechas rubias
aceptó con resignación misericordiosa. Y como yo le insistiera que me hablase en
portugués todo el tiempo, me dijo que desde el lunes nos sentaríamos a estudiar dentro de
su escritorio. Me pareció bastante estrecho el lugar pero llegué ese lunes decidido a todo.
Yo creía que el portugués era el idioma más fácil del mundo. Pero la primera lección que
saqué es que resulta peligrosísimo justamente por lo que uno cree que se trata de español
deshuesado. Escritório no quiere decir escritorio, sino oficina: en cambio, oficina quiere
decir taller: y talher significa cubiertos de mesa. No me atrevía a preguntar a Norma como
se dice escritorio (nuestro tradicional escritorio de cajones y bode, en el caso de gerentes
de medio pelo; pero ella que es tan inteligente, lo adivinó en mis ojos aterrados. “Escritorio
se dice escrivaninha”, observó Norma.
“¿Escriba niña?”, comenté desconcertado. “Así les decimos a las secretarias”. Norma sonrió
con benevolencia.
Le pedí que decretáramos un rato de descanso. “Un rato en portugués es un ratón”,
respondió inflexible. “Fijate lo que me pasa por hablar como un loro”, traté de disculparme.
“Un louro en portugués es un rubio” dijo ella. “ Y rubio seguramente se dirá papagayo”,
comenté yo tratando de hacer un chiste. Glacial, Norma aclaró.

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-Ruivo es pelirrojo: y papagayo es loro.
-perdóname, Norma, pero es que yo hablo mucha basura.
-Vassoura no. Lixo. Vassoura quiere decir escoba.
-Y escoba significa...?
-Escova significa cepillo.
-Era suficiente para el primer día. A la siguiente lección regresé dispuesto a cometer menor
cantidad posible de errores. Le rogué a Norma que me regalara un tinto, a fin de empezar
con la cabeza despejada. Me lo trajo de café brasileño, a pesar de lo cual quise ser amable
y lo encontraba exquisito- insistí yo, sin saber que ya había cometido el primer error del día.
“Esquisito quiere decir en portugués, desagradable, extraño”, suspiró Norma. Confundido, le
eché la culpa a la olla. “La panela, en portugués es la olla”, dijo Norma. “Y olla no quiere
decir nada?” pregunté yo. “Olha quiere decir mira” contestó ella. “Supongo que tendrán
alguna palabra para panela”me atreví a decir. “Panela se dice rapadura”, sentenció Norma.
No quise preguntar cómo llamaban a la raspadura. Simplemente le dije que salía un
segundo al baño y solo volví una semana más tarde.
Norma estaba allí, en su escritorio (en su panela? en su lixo?), esperándome con infinita
paciencia. Siempre en portugués, le pedí perdón y le dije que me tenía tan abrumado el
portugués, que ya no me acordaba de mi apellido. “De su sobrenome, dirá” comentó ella:
“apelido quiere decir apodo”. Intenté sonreír: “Trataré de no ser tan torpe”. No exagere:
torpe es infame; inábil sí es torpe”. Con este nuevo desliz se me subió la temperatura. Quise
tomar un vaso de agua (“vaso es florero-corrigió ella-; copo es vaso y floco es copo”) y me
justifiqué diciendo que el viaje hasta su escritorio había sido largo, porque venía de una
finca. “Comprido, no largo; fazenda, no finca”, dijo Norma. “Largo quiere decir ancho, así
como salsa significa perejil y molho significa salsa”.
Me di por vencido. Acepté que el portugués era un idioma difícil y entonces sí se le
iluminaron los ojos a Norma. La cuestión era de orgullo. De ahí en adelante no me regañó
sino que me mostró todas las diferencias que existen entre palabras homófonas de los
idiomas. Caro se dice costoso, porque custoso quiere decir difícil; morado se dice roxo,
porque rojo se dice vermelho, escenario se dice palco, porque palco se dice camarote;
cadeira no es cadera sino asiento; bilhete no es billete sino nota, pero en cambio nota só
quiere decir billete; maluco es loco y caprichosa es limpia; distinto es distinguido y presunto
es jamón.
“Pero- remató Norma- sobre todo, nunca vas a decir buseta en el Brasil, porque buseta en
realidad es cuca y cuca quiere decir cabeza, de manera que esta última, aunque no la
puedes decir en Cuba, sí puedes mencionarla en el Brasil”.
Era demasiado. Pedí permiso para no volver nunca a clases de portugués, el idioma más
difícil del mundo. Norma me preguntó por qué.
-La verdad, Norminha, estoy “mamao”...
-Mamao, no- corrigió Norma antes que yo huyera para siempre: esgotado. Mamão quiere
decir papaya. Pero no vas a decirlo nunca en Cuba.

Atividades:

Depoi​s de ler o texto responda


1. Você conhece o gênero ao qual ele pertence?

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2. O que o autor acha ​sobre a língua portuguesa? Por quê?
3. Selecione 5 palavras do texto lido e escreva um glossário semelhante ao do texto
número 2.

TEXTO 5 - ​Rajagopalan (2003) Por uma lingüística crítica: linguagem, identidade e a


questão ética. Parábola Editorial, SP (p. 69)

As línguas são a própria expressão das identidades de quem


delas se apropria. Logo quem transita entre diversos idiomas
está redefinindo sua própria identidade. Dito de outra forma,
quem aprende uma língua nova está se redefinindo como
uma nova pessoa.​ (Rajagopalan, 2003: 69)

Atividades:

Trabalhe com seu colega mais próximo, releiam a citação e discutam sobre as ideias
apresentadas pelo Linguista índio Kanavillil Rajagopalan. Levem em consideração o
conceito implícito de ​língua e de ​identidade colocados, para após serem debatidos com a
turma toda.

TEXTO 6 - ​DEVER DE CASA

Atividade:

Leia com muita atenção o texto a seguir e escolha, pelo menos, dois conceitos
apresentados pela professora Volpi para serem discutidos na próxima aula com a turma
toda.

Vilson J. Leffa
(Organizador)
ASSOCIAÇÃO DE LINGÜÍSTICA APLICADA DO BRASIL
O Professor de
Línguas Estrangeiras
Construindo a profissão
2ª Edição
EDUCAT
Editora da universidade Católica de Pelotas

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Pelotas ​− 2008

−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−

A formação de professores de língua estrangeira frente aos novos enfoques de


sua função docente

Marina Tazón Volpi


Pontifícia Universidade Católica ​− ​RS

(...) ser professor hoje em dia é ser um mediador no encontro entre o indivíduo e a massa de
informação real, conjetural e mitológica que continuamente o ameaça e parece ultrapassá-lo, um
encontro no qual a seleção e o uso dos conhecimentos é muito mais importante de que sua absorção.
(GLOBE e PORTER,1980, p. 56)
A educação é, em nossa opinião, o alicerce sobre o qual se constrói a sociedade do futuro.
Suchodolschi (1979, p. 458) manifesta seu posicionamento quanto à necessidade de um profundo
questionamento do processo educativo quando afirma que “a preparação do homem moderno para as
tarefas exigidas por nossa civilização requer a reorganização profunda da instrução e da educação”. É
nesse sentido que os avanços da investigação na área psicopedagógica têm mostrado a necessidade
ingente de modificações na formação de docentes, modificações essas determinadas não somente a
partir de uma profunda reflexão nesse campo do conhecimento mas também nas circunstâncias
sóciopolíticas.´
A sociedade está passando por rápidas e drásticas mudanças em todos os âmbitos, e essas
transformações têm redundado em um amplo questionamento quanto ao processo educativo como um
todo, mas principalmente no que diz respeito à função docente. O professor não mais pode ser
encarado apenas como um mero monopolizador do saber e transmissor de conhecimentos, senão como
aquele que deve desempenhar um papel decisivo na preparação das pessoas para a vida.
Globe e Porter (1980) aludem à mudança de perspectiva na função docente decorrente das ​próprias
alterações impostas pela nova realidade cultural e social. No enfoque tradicional, afirmam os autores,
a comunidade determinava as áreas de conhecimento que deviam ser ministradas, selecionando as
pessoas que possuíssem esse tipo de saber e encarregando-as de transferi-lo repetida e
sistematicamente, institucionalizando, dessa maneira, a função docente e limitando-a à ​transmissão de
um conhecimento supostamente finito e imutável, pressupondo que o objetivo da educação e da
aprendizagem é meramente acumular um elenco de conhecimentos provenientes da simples
memorização.
No âmbito do ensino de língua estrangeira, a função do professor se limitava à mera aplicação de um
método ou à utilização de materiais didáticos previamente elaborados, e, como ​mero instrutor,​
transmitir os seus conhecimentos a partir de decisões tomadas sem sua participação direta e com o
respaldo de teorias lingüísticas na maioria das vezes por ele desconhecidas. O professor era
considerado, assim, ​o único responsável ​pelo processo de ensino e o aluno ​um agente passivo.​
Numa nova visão da função docente, o professor há de ser um indivíduo consciente de que ele não é o
detentor do monopólio do saber, de que o conhecimento, por ser multifacetado, representa um
permanente desafio às suas crenças e convicções: de que o ser humano está em constante processo de
aprendizagem,e, conseqüentemente, a sua responsabilidade não se limita à transmissão de
informações, mas deve ​atender a funções sociais m​ ais abrangentes.
Como destacam Globe e Porter (1980, p. 57), o professor "mais que uma fonte ou um provedor, é
alguém que guia em direção às fontes, um organizador das oportunidades de aprendizagem e um
instrutor nas técnicas de investigação e reflexão”.Nessa drástica mudança na definição do papel do
docente, o processo de ensino e aprendizagem constitui-se em um ​compartilhar de responsabilidades​,
onde tanto o professor como o aluno interferem de forma integrada e solidária, e, como destaca Martín

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Peris (1993​, ​p. 178) “o ensino é o subsidiário da aprendizagem:o aluno aprende e é responsabilidade
do professor facilitar ou possibilitar sua aprendizagem”.
A mudança na função do docente faz com que este se depare com uma série de novas incumbências a
ela inerentes. A primeira delas é a ​diagnose, q​ ue conforme Globe e Porter (1980,p. 64) "implica um
cálculo acertado das necessidades do indivíduo”, cálculo esse oriundo das decisões tomadas a partir da
análise do tipo de conhecimentos, habilidades e aspectos culturais das sociedades e das circunstâncias
específicas onde o processo educacional há de desempenhar-se. Tratando- se de um professor de
língua estrangeira, como ressalta Martín Peris (1993), é necessário detectar, além dos aspectos
anteriormente citados, as necessidades de aprendizagem e as necessidades comunicativas dos alunos.
A diagnose há de redundar no estabelecimento de ideais e metas a serem alcançadas, mediante a
constatação das reais condições da sociedade. Essa nova postura implica um ​diálogo c​ om os
co-participantes no processo – os alunos ​− ​manifestando-se, assim, uma nova função do docente: a de
negociador de objetivos e procedimentos.​ Essa incumbência desemboca na função do professor como
facilitador da aprendizagem d​ o aluno, como bem se especifica no ​Plan Curricular del Insitiuto
Cervantes (​ p.100), onde se destaca que “o intercâmbio de opiniões com os alunos sobre os objetivos,
os conteúdos e os procedimentos pedagógicos é uma parte essencial do trabalho do professor e uma
forma de fomentar nos alunos uma maior autonomia na aprendizagem”. Ao mesmo tempo, constata-se
sua função de ​transmitir informações, assessorar e atender aos alunos s​ empre que a situação assim o
exija. A identificação das necessidades conduz à elaboração de ​respostas p​ ara bem atendê-las. A
função docente, nesse particular,centra-se na ​organização,​ ​planificação e​ ​coordenação d​ as atividades
a serem desenvolvidas na sala de aula, preparando e selecionando os materiais e procedimentos para
cada situação concreta. A organização implica um processo de ​investigação.​
O professor deverá procurar agir a partir de um estudo da variada gama de procedimentos
pedagógicos e selecionar aqueles que possam vir a ser os mais adequados ao seu grupo de alunos.
Essa investigação há de ter como base uma ação reflexiva que, a partir da análise do que ocorre em
sua sala de aula, possa promover a correção dos possíveis “erros de percurso”, num constante e
profícuo diálogo com seu entorno.
Finalmente, destaca-se a função do professor como ​avaliador.​A avaliação, quando adequadamente
realizada​, ​constitui a prova evidente de que tanto a diagnose como a resposta foram acertadas,
devendo ter uma relação sólida com os objetivos estabelecidos e mostrar a evidência do
aproveitamento do estudante face a esses objetivos. Neste particular, o docente tem que dominar
técnicas especializadas, além de possuir uma aguda habilidade psicológica não só para realizar a
avaliação dos estudantes mas também ​−e​ principalmente​− ​para melhor orientá-los na prática da
auto-avaliação sincera, que, conforme afirmam Globe e Porter (1980, p. 66) “deve introduzir-se no
processo educativo o antes possível para que a responsabilidade de avaliar os resultados possa ser
transferida progressiva e eficazmente do professor para os alunos”. Ao mesmo tempo, contudo, a
auto-avaliação deve fazer parte do cotidiano do professor, no sentido de, honesta e realisticamente,
refletir sobre sua ação pedagógica e, se necessário,buscar os rumos mais adequados para melhorar seu
próprio desempenho docente.
A nova função do docente remete, da mesma forma, a uma relação mais próxima tanto com seus
colegas como com profissionais que atuam em outras áreas do conhecimento, uma ​aproximação inter
e transdisciplinar ​cordial, respeitosa e responsável que o ajudará a melhor levar a cabo a sua tarefa.
Se encararmos as instituições escolares, o ambiente físico,intelectual e afetivo que deve promover o
crescimento global da pessoa, o currículo deverá ser considerado como algo que vai além das
experiências vivenciadas nesse ambiente, numa busca de adaptação à realidade que o rodeia. Assim, a
importância da ​elaboração e​ do ​desenvolvimento do currículo n​ a nova função docente é
inquestionável, já que o currículo não mais pode ser considerado simplesmente como a organização e
distribuição lógica das matérias em unidades a serem desenvolvidas num determinado espaço de
tempo e numa ordem psicológica arbitrariamente considerada adequada.
Ao encararmos as novas perspectivas da função docente,percebemos que, sem dúvida, a docência
constitui um dos âmbitos mais complexos do trabalho humano. Para realizá-la exitosamente,é mister

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que o professor possua, além de uma ​visão lúcida e crítica da sociedade​, determinadas ​aptidões q​ ue
dêem suporte teórico-prático a sua tarefa. Scherbakov (1979, p. 327-30) destaca os seguintes
componentes:
_ ​profundo conhecimento não só da matéria que leciona como também da teoria do conhecimento e
das ciências pedagógicas;
_ ​aptidão de descobrir nexos e relações entre os diferentes conceitos;
_ ​aptidão de vincular organicamente os conhecimentos que os alunos adquirem nas diferentes
matérias em um sistema único de noções científicas;
_ ​capacidade de valer-se dos diversos meios de comunicação de massa para desenvolver a atividade
cognitiva do aluno, sua iniciativa social e sua independência.
Como se pode observar, atualmente se requer do ensinante uma série de funções que não mais se
restringem ao campo cognitivo (isto é, à quantidade e organização do conhecimento de conteúdo do
ensino). Sánchez (1988) enfatiza a ​responsabilidade social d​ o docente, que como ​trabalhador social
por excelência ​(Mosquera, 1989, p. 10), deve direcionar seu fazer ao aluno e seu desenvolvimento
como indivíduo e como membro da sociedade, preparando-o de forma contínua e abrangente para
exercer seus direitos e deveres como cidadão. Da mesma forma, como ​mediador,​ deve dirigir e
orientar a aprendizagem, estimulando,assim, o crescimento pessoal do educando e fazendo dele
precioso instrumento de transformação e avanço social.
As considerações sobre as novas perspectivas da função docente e das exigências cada vez maiores
em relação aos professores levam-nos a alguns questionamentos quanto à sua formação.
García Santa-Cecilia (1995, p. 123-24) destaca que esta “deve ir mais além da idéia de treinamento
profissional”, que “não deve consistir somente em assistir a cursos, seminários ou jornadas nos quais
se apresenta a informação sobre aspectos teóricos particulares ou experiências realizadas por outros,
mas deverá responder a um enfoque profissional que considere a experimentação pedagógica, o
trabalho em equipe e o intercâmbio de idéias com outros professores o fator decisivo para o êxito da
tarefa docente”.
A primeira questão que merece ser encarada a partir dessas considerações é: ​a quem compete a
formação de professores de língua estrangeira? ​Em nossa opinião, essa é uma incumbência específica
da Universidade, já que esta é a instituição capaz de realizar o que Llobera (1993, p.139) considera
uma “formação bem articulada de professores de língua estrangeira”: concreta, prática, adequada às
necessidades de atuação dos docentes e que permita a integração dos conhecimentos teóricos com a
prática, possibilitando ao futuro professor a realização de seu trabalho com segurança e competência.
No âmbito acadêmico, efetivamente, a questão tem sido muito discutida. Inúmeras investigações têm
tentado traçar o perfil do ensinante eficaz, mas essas investigações, ao que parece, pouco têm sido
levadas em conta na elaboração de currículos e/ou programas que tenham redundado na efetiva
melhora da preparação de pessoas adequadamente aptas ao trabalho na sala de aula. Infelizmente, o
que tem se observado é que currículos atomizados, excessivamente teóricos e distanciados da
realidade não têm atendido às necessidades dos futuros professores, desencadeando, assim, uma série
de frustrações e inseguranças naqueles que precisam enfrentar o enorme desafio de situações
concretas em sala de aula. Parece-nos que, no intuito de superar essa situação, as instituições de
ensino superior deveriam promover a realização de um fórum onde se discutisse a questão e se
tentasse desvelar os caminhos a ser seguidos.
Da questão anteriormente posta deriva uma segunda questão:
que aspectos deveriam ser privilegiados nessa formação? ​O objetivo do presente trabalho não é, claro
está, formular propostas para a reformulação dos currículos de Licenciatura. Portanto, nos limitaremos
a externar algumas reflexões sobre o tema.
Parece-nos que a formação do professor de língua estrangeira deveria abranger os seguintes âmbitos:

Âmbito lingüístico,​ ou seja, o preparo específico nas diferentes áreas do conhecimento que venham a
permitir ao futuro docente a obtenção de uma ​base teórica p​ ara desenvolver seu trabalho de com
competência e seriedade. Neste particular, destacaríamos a necessidade de um sólido conhecimento da

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língua que vai ensinar e dos aspectos sócio-culturais que a configuram e determinam. Essa formação
implicaria, da mesma forma, o estabelecido em dois eixos de conhecimento: o conhecimento do que é
uma língua e das teorias sobre como se aprende uma língua.

Âmbito pedagógico,​ enfocando a integração dos conhecimentos teóricos à prática docente, ou seja:
levar o futuro docente a aplicar de forma coerente seus conceitos sobre o que é falar uma língua e o
que é aprendê-la.
Este âmbito abrangeria, por um lado, didática e metodologia, compreendendo os conhecimentos sobre
as bases teóricas da didática de qualquer disciplina e a sua aplicação ao ensino da língua estrangeira
bem como conhecimentos sobre a didática específica de língua estrangeira.
Por outra parte, no que diz respeito à atuação, um estágio supervisionado que oportunizasse a
observação e discussão da maneira como os princípios teóricos se concretizam em sala de aula bem
como a avaliação tanto do processo como do resultado da ação docente. Ao mesmo tempo, uma
atuação direta em sala de aula que lhe permitisse a plena realização das funções anteriormente
especificadas bem como familiarização com o tipo de instituição onde vai desenvolver seu trabalho e
com a realidade que há de enfrentar no seu dia a dia.

Âmbito personalógico.​ Scherbakov (1979) dá ênfase especial ao enorme significado das qualidades
personalógicas do professor, bem como à sua capacidade, moralidade, convicção, tato e rasgos de
caráter, destacando, também, que na estrutura da tarefa docente é indispensável contar com aptidões e
hábitos que correspondam à atividade construtiva, organizadora, comunicativa e investigativa para
poder, de forma criativa e efetiva, ensinar,educar e ajudar os alunos a desenvolver suas
potencialidades.
Nesse sentido, parece-nos, uma formação do docente que se pretenda como integral e abrangente não
deveria deixar de contemplar o ​aperfeiçoamento do futuro professor como pessoa​, buscando, como
salienta Martín Peris (1993, p.179), o desenvolvimento de sua ​sensibilidade intercultural​, já que, mais
que nenhum outro, o professor de língua estrangeira, como ​ponte entre diferentes culturas​, há de
caracterizar-se pelo “respeito às diferentes identidades, convicções e estilos de vida entre as quais
desenvolve o seu trabalho”. MOSQUERA (1990), ao abordar a questão, enfatiza a necessidade de que
a formação do docente vá além da ênfase na competência técnica, ​resgatando o compromisso com o
humano,​ na busca da síntese do profissional com o ser humano que há nele, numa perspectiva de
educação de valores​, capaz de propiciar-lhe um posicionamento ético para assumir seu papel numa
sociedade em constante mudança. Nessa linha de posicionamento, o referido autor (1992, p. 53)
destaca: ​"a relevância da educação moral de um mundo que precisa ser melhor equacionado e
conhecido onde não apenas impere o 'saber tecnológico' ou o 'saber científico', mas onde exista um
respeito fundamental pela pessoa humana no seu encontro com os outros à procura de valores mais
válidos e coerentes".
Ao concluir o presente trabalho, gostaríamos de, mais uma vez, enfatizar a enorme necessidade de
repensar a formação de professores de língua estrangeira e a ​responsabilidade que as instituições de
ensino superior têm nesse processo.​ Julgamos que essa formação deve ir mais além das regras, fatos,
procedimentos e teorias pré-estabelecidas pela investigação científica.
Deve proporcionar ao futuro profissional as “ferramentas” que, segundo a concepção de Vygotsky
(1987) lhe possibilitem não somente aplicar técnicas estandardizadas e consagradas, mas aprender a
elaborar novas estratégias para seu fazer pedagógico, buscar novos rumos para sua compreensão da
realidade, enfim, novas perspectivas para abordar, enfrentar e resolver os problemas com que se
depara. Acreditamos que só dessa maneira se poderá preparar profissionais capazes de, ao mesmo
tempo, agir e refletir sobre sua ação, construindo passo a passo seu próprio conhecimento profissional,
o que certamente superará o conhecimento rotineiro e convencional meramente guiado pela limitada
racionalidade tecnológica.

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TEXTO 7 - Fonte
http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/-professor-recebe-homenagem-especial-de-alunos-no-
ultimo-dia-de-aula-05032017

Atividades

1. O que podemos observar na imagem?


2. Onde foi publicada essa notícia?
3. Que características apresenta esse gênero discursivo (a notícia)? Como está
organizada?
4. Agora, vamos assistir ao vídeo? Vamos lá!
a. Mude o título da notícia e escreva uma pequena notícia do que aconteceu
com o professor no seu último dia de aulas.

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b. Retire do vídeo as atividades principais do Professor Luiz ao longo da sua
vida e escreva sua biografia. No seguinte site vai encontrar dicas para
escrever uma biografia ​http://pt.wikihow.com/Escrever-uma-Biografia

Agora vamos falar sobre a ​língua portuguesa ​no mundo.

➔ Você sabe em que países se fala português?


➔ Onde estão esses países?
➔ Sabe quantas pessoas, aproximadamente, falam português no mundo?
➔ O que é a lusofonia? Que características apresenta?

TEXTO 8 - Fonte ​http://www.soportugues.com.br/secoes/portuguesMundo.php

Português no Mundo

Atualmente, o português é língua oficial de oito países (Portugal, Brasil, Angola,


Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste). Apesar da
incorporação de vocábulos nativos e de modificações gramaticais e de pronúncia próprias
de cada país, as línguas mantêm uma unidade com o português de Portugal.

O português também é falado em comunidades, reflexão de povoamentos portugueses


datados do século XVI, como é o caso de:

● Zanzibar (na Tanzânia, costa oriental da África)

● Macau (ex-possessão portuguesa encravada na China)

● Goa, Diu, Damão (na Índia)

● Málaca (na Malásia)

A Língua Portuguesa se faz presente em todos os continentes, observe:

América​: O Brasil é o único país de língua portuguesa na América. Durante o período


colonial, o português falado no Brasil foi influenciado pelas línguas indígenas, africanas e de
imigrantes europeus. Isso explica as diferenças regionais na pronúncia e no vocabulário
verificadas, por exemplo, no nordeste e no sul do país. Apesar disso, a língua conserva a
uniformidade gramatical em todo o território.

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Europa​: O português é a língua oficial de Portugal. Em 1986, o país passa a integrar a
Comunidade Econômica Europeia (CEE) e a língua portuguesa é adotada como um dos
idiomas oficiais da organização. Existem falantes concentrados na França, Alemanha,
Bélgica, em Luxemburgo e na Suécia, sendo a França o país com mais falantes.

Ásia​: Entre os séculos XVI e XVIII, o português atuou como língua franca nos portos da
Índia e sudeste da Ásia. Atualmente, a cidade de Goa, na Índia, é o único lugar do
continente onde o português sobrevive na sua forma original. Entretanto, o idioma está
sendo gradualmente substituído pelo inglês. Em Damão e Diu (Índia), Java (Indonésia),
Macau (ex-território português), Sri Lanka e Málaca (Malásia) fala-se o crioulo, língua que
conserva o vocabulário do português, mas adota formas gramaticais diferentes.

Oceania​: O português é idioma oficial no Timor Leste. No entanto, a língua dominante no


país é o tétum. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população
compreende o indonésio bahasa, apenas uma minoria compreende o português.

África​: O português é a língua oficial de cinco países, sendo usado na administração, no


ensino, na imprensa e nas relações internacionais. A língua convive com diversos dialetos
crioulos.

Em Angola, 60% dos moradores falam o português como língua materna. Cerca de 40% da
população fala dialetos crioulos como o bacongo, o quimbundo, o ovibundo e o chacue.

Em Cabo Verde, quase todos os habitantes falam o português e um dialeto crioulo, que
mescla o português arcaico a línguas africanas. Há duas variedades desse dialeto, a de
Barlavento e a de Sotavento.

Em Guiné-Bissau, 90% da população fala o dialeto crioulo ou dialetos africanos, enquanto


apenas 10% utiliza o português.

Em Moçambique, somente 0,18% da população considera o português como língua oficial,


embora seja falado por mais de 2 milhões de moçambicanos. A maioria dos habitantes usa
línguas locais, principalmente as do grupo banto.

Nas ilhas de São Tomé e Príncipe, apenas 2,5% dos habitantes falam a língua portuguesa.
A maioria utiliza dialetos locais, como o forro e o moncó.

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TEXTO 9 - Fonte ​http://www.conexaolusofona.org/que-e-essa-historia-de-lusofonia/

O que é essa história de Lusofonia?

Mas afinal o que é essa história de Lusofonia? É o facto de falarmos português, é? Todo
aquele que fala português é lusófono​, é isso?
– Pode ser. É o ponto de partida. Mas acho que a lusofonia é antes de tudo, um processo
histórico e vivo, que começou aquando das expedições marítimas portuguesas, e desde
então, não tem parado de evoluir. Não contentes de levarem os seus negócios, os
portugueses levaram por Oceanos fora, ​aquilo que define um povo: a sua língua, os
seus costumes, a sua cultura.
– Per’aí… Então ​tás-me a dizer que a tal Lusofonia que tem vindo a ser promovida não
passa da continuação do colonialismo português? Da imposição e permanência da
cultura destes aos povos que colonizaram??
– Não! Eu disse que foi um ponto de partida. ​É inegável que, se hoje se fala português
em terras tão longínquas como o Brasil, Macau, Angola, Moçambique, etc, é porque
houve esse processo de Descobrimentos, comércio, colonização. Tudo isso marcou
perduravelmente os destinos de todos os povos envolvidos, quer sejam os portugueses,
quer sejam os autóctones que eles encontraram em cada porto. Mas hoje, a Lusofonia é
mais uma mistura, uma miscelânea de tudo o que constitui a(s) cultura(s) desses povos.
Todos eles enriqueceram a Lusofonia com palavras, sons, sabores, cores, visões, modos
de pensar e de viver. A Lusofonia é uma obra em constante evolução; é pôr à mesma mesa
pastel de bacalhau e ​cachupa*​, regado com ​maruvo* ou ​vinho verde​, ao ritmo de um
semba ou duma ​marrabenta*​; é estabelecer um ​acordo ortográfico pra melhor o
desacordar; é viajar até ​Goa com o ​Camões​, andar descalço no ​Moçambique ​Sonâmbulo
de ​Mia Couto​, rever o ​Makulusu na prosa do ​Luandino Vieira​, ver a areia vermelha que se
levanta a cada correria pelos musseques de Luanda; é combater com a determinação de
Amílcar Cabral​; é curtir a nonchalante ​morabeza cabo-verdiana ao som dum ​batuque*
animado; é atravessar o Atlântico e reencontrar em Salvador da Bahia a ​ginga africana, os
sabores do ​mufete* agrementado de especiarias da Amazônia, os mil ​palacetes de
fachadas coloridas e ​igrejas rococó que ornam a paisagem de Lisboa, ​menina e moça
em constante reinvenção…

– Fala sério? ​Lusofonia é ISSO TUDO?


– Não, meu amigo, a Lusofonia não é só isso! A Lusofonia és tu, que ao quereres saber,
alargas a definição, incluindo as tuas sensações, memórias, experiências, emoções… E
cada pessoa que se interessar, falar, se interrogar sobre os limites e fronteiras da
Lusofonia, estará apenas a ampliá-la, a provar quão infinita ela é. Se a Língua Portuguesa
é uma Pátria como escreveu ​Fernando Pessoa​, a nossa Pátria comum, ​a Lusofonia é a
sua História. E por definição, a ​História está em curso, continua a ser escrita hoje,
aqui, agora.

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TEXTO 10 - Fonte ​ D
​ amatta, R. Torre de Babel. Editora: Rocco. Rio de Janeiro. 1996

O que as anedotas contam das sociedades


Roberto Damatta

Um amigo Americano me conta uma anedota que define nacionalidades e demanda uma
explicação. De fato, as anedotas que falam de sociedades e culturas, as chamadas “piadas
étnicas”, são quase sempre um teste para o nacional que, entre o divertido e mortificado, as
escuta. No caso, como verá o leitor, trata-se de uma anedota verdadeiramente
antropológica, pois mexe com quase todo mundo.
Como as anedotas se caracterizam por serem narrativas curtas, pois visam somente ao
riso, elas fazem comentários sutis sobre o nosso comportamento.
Foi, pois, com esses pensamentos que ouvi a seguinte piada: “vários náufragos estão à
deriva. Um diz para o outro: ´quer apostar que faço todo mundo pular no mar? ´ Seu
companheiro obviamente dúvida. Uma aposta de alguns milhões o obriga a por a prova à
ideia. O apostador diz a um inglês: ´A tradição exige que você se atire´, e o inglês pula no
mar. No caso do francês, o apelo é para a moda. Paro o alemão, fala-se em ordens do
chefe, com resultados semelhantes. Sobram um americano e um brasileiro. ´Se você
mergulhar há um seguro de 2 milhões de dólares´ diz o apostador para o americano, que
pula imediatamente. Em seguida, olha para o brasileiro e diz muito sério: ´Sabe, há uma lei
que proíbe que se deixe o barco´. Mal termina a frase e o nosso patrício já se encontra no
meio do mar…”

A lógica da anedota

Se há lógica no mercado, deve haver lógica em tudo. A piada mostra a face mais
contraditória dos personagens-países nela incluídos. No caso do brasileiro, ele revela nosso
lado rebelde e contraditório – lado aliás, que compartilhamos com os países ibéricos. Dos
espanhóis, fala-se que bastam dois para que se tenha um bate-boca. Sobretudo na área da
política, quando, se um é a favor, o outro será fatalmente contra. O Brasil não ficará atrás e
a anedota revela o nosso arroubo antilegal, que, paradoxal e dialeticamente, corresponde
ao nosso delirante legalismo, pois temos mais leis do que a capacidade de cumpri-las.
Ainda outro dia, um amigo jurista me dizia que tempos tantas leis que não há brasileiro
inocente de crime contra o estado. Assim, somos o patrício na piada, prontos a saltar do
barco para contrariar uma norma, somos também os primeiros a imaginar que a sociedade
pode ser corrigida por meio legal. Hoje, o maior esforço do governo é liberar o país das
algemas de regras que não conduzem ao progresso e que roubam as nossas energias mais
criativas.
Convenhamos que não é fácil redefinir esse legalismo que tem sido tomado como a
face moderna do país, embora as leis –conforme todos sabemos– não sejam aplicadas para
os membros da elite. Tudo indica, portanto, que a visão contraditória de nós mesmos é
recorrente. Entre uma imagem e outra, preferimos deixar de acreditar que valemos a pena,

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a esse sentimento é o principal responsável por um notável vazio em relação ao Brasil no
exterior.

Anedotas e realidade

Propus ao meu amigo mudar o final da anedota, afirmando que um brasileiro poderia
igualmente atirar-se ao mar se isso fizesse um amigo feliz, pois, como sabemos, resistimos
a tudo, menos ao pedido de um amigo.
Assim, se contrariamos leis formais que emanam do Estado, sempre levamos a sério as
normas que governam as relações de parentesco e amizade. Com isso, fazemos tudo pelos
amigos, arriscando nossa reputação, nosso dinheiro, nossas carreiras profissionais. Um
estudo da história iria revelar o papel determinante das amizades em certos processos
políticos. Entre nós, as amizades rivalizam com as ideias.

E no caso do americano?

Se no caso brasileiro podemos substituir rebeldia por amizade, como seria no caso do
americano? Lembro que o americano joga-se no mar por dinheiro. Creio que ele também
consideraria jogar-se no mar pelos princípios cívicos –liberdade e igualdade, mais do que
fraternidade– que inspiram sua vida pública.
Difícil imaginar um americano sacrificando-se e arriscando-se por seus amigos. Fácil,
contudo, como provam a tragédia de Oklahoma City e a Guerra Civil, imaginar esse povo
lutando entre si por ideais políticos abstratos.

Atividades:

1) Na sua opinião, as “piadas étnicas” contam realmente como são as sociedades?


Justifique sua resposta.
2) Quais são as características de cada povo na piada do texto? Você concorda com
elas? Acrescentaria outras?
3) Você se lembra de alguma piada étn​ica para contar?
4) Você conhece alguma anedota que caracterize bem o “seu povo”? Conte uma.
Concorda com ela?
5) Segundo o texto: “Resistimos a tudo, menos ao pedido de um amigo”. E no seu
povo, a que não resistiria?
6) Com este texto trabalhamos um aspecto fundamental visto na aula número 1: o
estereotipo. Como o definimos e que características apresentam os estereotipos?

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TEXTO 11 - Fonte
http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=12045

Língua - Vidas em Português - Dimensões da Língua Portuguesa


Documentário. Brasil, Portugal, 2004, 105 min., COR. Direção: Victor Lopes.

"Língua - Vidas em Português" é um documentário de 105 minutos co-produzido por Brasil e


Portugal e filmado em seis países (Brasil, Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão).
Dirigido por Victor Lopes, o longa-metragem é um mergulho nas muitas histórias da língua
portuguesa e na sua permanência entre culturas variadas do planeta. Em "Língua", a
lusofonia é, sobretudo, fala, surpreendida do cotidiano de personagens ilustres e anônimos
de quatro continentes. Em cada um deles, o português amalgamou deuses, melodias,
climas, ritmos; misturou-se aos alimentos e às paisagens; foi reinventado centenas de
vezes e alimentado sucessivas vezes por colonizadores, imigrantes e descendentes. O
filme é um documentário permanentemente em trânsito. Ao entrar e sair da vida dos
personagens, o filme desvia-se das suas rotas cotidianas para encontrar cerimônias, casais,
locais de trabalho, esquinas e paisagens, traçando retratos reveladores da cultura de cada
um dos países visitados.

Neste trecho, na ilha Inhaca, em Moçambique, Mia Couto, escritor moçambicano, fala sobre
a Língua Portuguesa. Seus comentários viabilizam uma reflexão sobre as
dimensões/diversidade dessa língua; como os processos históricos repercutiram sobre a
língua; e de que forma traduz as diversas culturas.

Idioma: Português de Portugal

Palavras-chave​: Processos históricos. Mia Couto. Moçambique. Diversidade linguística.


Língua portuguesa.

Duração: 03min21s

Atividades

1. Pesquise sobre a vida de Mia Couto e alguma informação sobre Moçambique para
compartilhar na sala de aula.

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Apêndice gramatical

O ARTIGO

Classe variável de palavra ou vocábulo que define ou indefine um substantivo.

Podem ser:
Definidos​: o/a, os/as
Indefinidos​: um/uma, uns/umas

Seguindo as flexões do substantivo, flexionam-se em:


● Gênero: para evidenciar a natureza masculina ou feminina do substantivo
que determina.
● Número: para acompanhar a condição de singular ou plural do substantivo.
Quer dizer: O artigo mantém perfeita concordância com o substantivo que
acompanha.

O artigo definido –o, a, os, as– individualiza, determina o substantivo de modo


particular e preciso. Designa um ser já conhecido do leitor ou ouvinte.
O artigo definido também é empregado para indicar a espécie inteira; isto é, usa-se
o singular com referência à pluralidade dos seres:

O artigo indefinido –um, uma, uns, umas– determina o substantivo de modo


impreciso, indicando que se trata de simples representante de uma dada espécie.
Designa um ser ao qual não se fez menção anterior. Por questão de estilo, evita-se
a utilização freqüente de um, uma. O abuso do artigo indefinido torna a frase
pesada e deselegante.

Observe nos períodos abaixo como certos artigos são desnecessários:

A menina ganhou (uns) lindos brinquedos. O funcionário está respondendo a (um)


processo por malversação de dinheiro.

Ter (uma) boa saúde é fundamental.


Nome de cidade NÃO aceita artigo.
Nome de país é COM artigo. MAS, CUIDADO… Portugal (país) NÃO aceita artigo; e
Rio de Janeiro (cidade) o aceita.
Então, eu falo: Sou de Portugal, mas moro no Rio de Janeiro.

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Usa-se o artigo com nomes próprios geográficos, nomes de países e de alguns
Estados brasileiros (o Paraná, o Rio de Janeiro, a Bahia, o Rio Grande do Sul, o
Espírito Santo, etc.), mas:

● Visitarei (o Recife) nos próximos dias.


Nomes de cidades geralmente prescindem de artigo. Há exceções: o Rio de
Janeiro, o Cairo, o Porto. Quanto a Recife, é facultativo o uso.

Não se usa artigo antes de pronomes pessoais e de tratamento.

AS PRINCIPAIS PREPOSIÇÕES DO PORTUGUÊS SÃO:

A Viajei a Paris

Afora Todos desistiram, afora os mais insistentes.

Após Paulo retirou-se após a reunião.

Ante Ficou de pé ante a porta.

Até Correu até alcançá-lo.

Com Café com leite

Como Receberam o troféu como prêmio.

Conforme Ocorreu conforme o esperado.

Consoante O rito se deu consoante os costumes.

Contra Lutaram um contra o outro.

De Copo de leite.

Desde Não o vejo desde o ano passado.

Durante Ele saiu durante o discurso.

Em Siga em frente.

Entre Estava entre a cruz e a espada.

Exceto Todos votaram a favor, exceto os radicais.

Fora Tudo corre bem, fora alguns detalhes.

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Mediante Pudemos participar mediante recurso.

Menos Todos compareceram, menos ele.

Para (pra) Comida para gatos.

Per * Ele passou pelos percalços ileso.

Perante Apresentou-se perante o juiz.

Por Passamos por ele no caminho.

Salvante Resolvi todas as questões, salvante a última.

Salvo Chegaremos logo, salvo algum imprevisto.

Segundo Estamos no caminho certo, segundo o mapa.

Sem Café sem açúcar.

Sob Trabalho sob pressão.

Sobre Pedra sobre pedra.

Tirante Conheço essas pessoas, tirante uns poucos.

Trás ** O ataque ocorreu por trás das defesas.

Visto Ele terá alta, visto o resultado do exame.

*A preposição “per” só surge nas contrações pelo, pela, pelos, pelas e na expressão
de per si.
**A preposição “trás” só ocorre em locuções prepositivas como por trás de, atrás de
ou detrás.

As preposições EM, DE, POR e A se contraem com os artigos definidos e


indefinidos formando CONTRAÇÕES de preposição com artigo ou COMBINAÇÕES
de preposição com artigo. Veja o quadro a seguir:

24
*Combinações utilizadas em Portugal.

PRONOMES

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou


acompanha o nome, indicando-o como pessoa do discurso, quer dizer, como
sujeito.
Quando o pronome substituir um substantivo, será denominado pronome
substantivo; quando acompanhar um substantivo, será denominado pronome
adjetivo.

Por exemplo, na frase “Aqueles garotos estudam bastante; eles serão aprovados
com louvor” Aqueles é um pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo garotos,
e eles é um pronome substantivo, pois substitui o mesmo substantivo.

Os pronomes, segundo a função que vêm exercer dentro do discurso,


classificam-se em:
● Pessoal: reto; oblíquo;
● De tratamento;
● Possessivo
● Demonstrativo
● Indefinido
● Interrogativo
● Relativo.

25
OS PRONOMES PESSOAIS

Os pronomes pessoais são aqueles que indicam uma das três pessoas do discurso:
a pessoa que fala, a pessoa com quem se fala, e a pessoa de quem se fala.

RETOS OU OBLÍQUOS?

Os Pronomes Pessoais de caso Reto são aqueles que desempenham a função


sintática de “sujeito” da oração. Do outro lado, os Pronomes Pessoais de caso
Oblíquo são aqueles que desempenham a função sintática de complemento verbal
(objeto direto ou indireto), complemento nominal, agente da passiva, adjunto
adverbial, adjunto adnominal ou sujeito acusativo (sujeito de oração reduzida).

Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os átonos,


que não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por preposição.

Pronomes oblíquos átonos:


Os pronomes oblíquos átonos são os seguintes: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os,
as, lhes.

Pronomes oblíquos tônicos:


Os pronomes oblíquos tônicos são os seguintes: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela,
si, consigo, nós, conosco, vós, convosco, eles, elas.

Quadro de relação entre os pronomes pessoais:

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Sites sugeridos para visitar

● Dicionários on line:

http://michaelis.uol.com.br
https://www.priberam.pt/DLPO/
https://www.dicio.com.br
http://www.aulete.com.br
https://www.dicionarioinformal.com.br/brasil/

● Material didático sobre a língua portuguesa

http://www.soportugues.com.br
https://oportuguesdobrasil.wordpress.com
https://www.cplp.org/Default.aspx?ID=4547
https://oportuguesdobrasil.files.wordpress.com/2013/05/portuguc3aas-para-estrange
iros-iniciante-versc3a3o-2015.pdf

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