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01.

(QIQGB 2020) Nos termos da


Lei8.987/1995, que dispõe sobre o regime
de concessão e permissão da prestação de
serviços públicos previsto no art. 175 da
Constituição Federal, e dá outras
providências, analise o item a seguir.
A interrupção do serviço, por
inadimplemento do usuário, considerado o
interesse da coletividade, não poderá
iniciar-se na sexta-feira, no sábado ou no
domingo, nem em feriado ou no dia
anterior a feriado.       

DO SERVIÇO ADEQUADO
        Art. 6o Toda concessão ou permissão
pressupõe a prestação de serviço adequado ao
pleno atendimento dos usuários, conforme
estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e
no respectivo contrato.

        § 1o Serviço adequado é o que satisfaz as


condições de regularidade, continuidade,
eficiência, segurança, atualidade, generalidade,
cortesia na sua prestação e modicidade das
tarifas.

        § 2o A atualidade compreende a


modernidade das técnicas, do equipamento e das
instalações e a sua conservação, bem como a
melhoria e expansão do serviço.

        § 3o Não se caracteriza como


descontinuidade do serviço a sua interrupção em
situação de emergência ou após prévio aviso,
quando:

        I - motivada por razões de ordem técnica ou


de segurança das instalações; e,
        II - por inadimplemento do usuário,
considerado o interesse da coletividade.

        § 4º  A interrupção do serviço na hipótese


prevista no inciso II do § 3º deste artigo não
poderá iniciar-se na sexta-feira, no sábado ou no
domingo, nem em feriado ou no dia anterior a
feriado.       (Incluído pela Lei nº 1.4015, de 2020)

02. (QIQGB 2020) Acerca do tema das


licitações e dos contratos administrativos,
com base nas mais recentes mudanças na
legislação, no contexto da pandemias
decorrente do COVID-19, analise o item a
seguir.
Ficam autorizados à administração pública
de todos os entes federativos, de todos os
Poderes e órgãos constitucionalmente
autônomos: a dispensa de licitação de que
tratam os incisos I e II do caput do art. 24 da
Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, até o
limite de: para obras e serviços de
engenharia até R$ 100.000,00 (cem mil
reais), desde que não se refiram a parcelas
de uma mesma obra ou serviço, ou, ainda,
para obras e serviços da mesma natureza e
no mesmo local que possam ser realizadas
conjunta e concomitantemente; e para
outros serviços e compras no valor de até
R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) e para
alienações, desde que não se refiram a
parcelas de um mesmo serviço, compra ou
alienação de maior vulto que possa ser
realizada de uma só vez.
DECRETO Nº 9.412, DE 18 DE
JUNHO DE 2018

Atualiza os valores das modalidades de


licitação de que trata o art. 23 da Lei nº
8.666, de 21 de junho de 1993.
Art. 1º Os valores estabelecidos nos incisos I e II
do caput do art. 23 da Lei nº 8.666, de 21 de
junho de 1993 , ficam atualizados nos seguintes
termos:
I - para obras e serviços de engenharia:
a) na modalidade convite - até R$ 330.000,00
(trezentos e trinta mil reais);
b) na modalidade tomada de preços - até R$
3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil
reais); e
c) na modalidade concorrência - acima de R$
3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil
reais); e
II - para compras e serviços não incluídos no
inciso I:
a) na modalidade convite - até R$ 176.000,00
(cento e setenta e seis mil reais);
b) na modalidade tomada de preços - até R$
1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta
mil reais); e
c) na modalidade concorrência - acima de R$
1.430.000,00 (um milhão, quatrocentos e trinta
mil reais).

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 961,


DE 6 DE MAIO DE 2020
Autoriza pagamentos antecipados nas
licitações e nos contratos, adequa os limites
de dispensa de licitação e amplia o uso do
Regime Diferenciado de Contratações
Públicas - RDC durante o estado de
calamidade pública reconhecido
pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de
março de 2020.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe


confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida
Provisória, com força de lei:

Art. 1º Ficam autorizados à administração pública de todos


os entes federativos, de todos os Poderes e órgãos
constitucionalmente autônomos:

I - a dispensa de licitação de que tratam os incisos I e II


do caput do art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 ,
até o limite de:
a) para obras e serviços de engenharia até R$ 100.000,00
(cem mil reais), desde que não se refiram a parcelas de uma
mesma obra ou serviço, ou, ainda, para obras e serviços da
mesma natureza e no mesmo local que possam ser
realizadas conjunta e concomitantemente; e

b) para outros serviços e compras no valor de até R$


50.000,00 (cinquenta mil reais) e para alienações, desde que
não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou
alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só
vez;

II - o pagamento antecipado nas licitações e nos contratos


pela Administração, desde que:

a) represente condição indispensável para obter o bem ou


assegurar a prestação do serviço; ou

b) propicie significativa economia de recursos; e

III - a aplicação do Regime Diferenciado de Contratações


Públicas - RDC, de que trata a Lei nº 12.462, de 4 de agosto
de 2011, para licitações e contratações de quaisquer obras,
serviços, compras, alienações e locações.
03.  (QIQGB 2020) As ações de improbidade
administrativa admitem a celebração de
acordo de não persecução cível, nos termos
da Lei 8429/1992.

LEI 8429/1992
Art. 17. A ação principal, que terá o rito
ordinário, será proposta pelo Ministério Público
ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de
trinta dias da efetivação da medida cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou
conciliação nas ações de que trata o caput.
§ 1º As ações de que trata este artigo admitem
a celebração de acordo de não persecução
cível, nos termos desta Lei.      (Redação dada
pela Lei nº 13.964, de 2019)
§ 10-A. Havendo a possibilidade de solução
consensual, poderão as partes requerer ao juiz
a interrupção do prazo para a contestação, por
prazo não superior a 90 (noventa)
dias.    (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)
A alteração legislativa resolve literal e
definitivamente a questão da possibilidade de
aplicação de instrumentos de controle
consensual no âmbito da ação de improbidade
administrativa. O acordo de não persecução
cível deixa patenteado que tanto na etapa
extrajudicial – inquérito civil, administrativo,
penal – quanto na esfera judicial da ação de
improbidade é possível a solução do conflito
com aplicação do princípio da consensualidade.
04. (QIQGB 2020) Plenário do STF concluiu,
no dia 18 de junho de 2020, julgamento
sobre validade do inquérito sobre fake
news e ataques ao STF. Por dez votos a um,
prevaleceu o entendimento de que a a
portaria da Presidência do STF que deu
início às investigações é constitucional.
Único a divergir, o ministro Marco Aurélio
considera que o artigo 43 do Regimento
Interno do STF, que embasa a instauração
do inquérito, não foi recepcionado pela
Constituição de 1988. Para o ministro,
houve violação do sistema penal acusatório
constitucional, que separa as funções de
acusar, pois o procedimento investigativo
não foi provocado pelo procurador-geral da
República, e esse vício inicial contamina sua
tramitação. Segundo ele, as investigações
têm como objeto manifestações críticas
contra os ministros que, em seu
entendimento, estão protegidas pela
liberdade de expressão e de pensamento.
A partir do texto acima, analise o item
seguinte.
Uma nova Constituição revoga por
completo a Constituição anterior; as demais
normas, infraconstitucionais, só serão
recepcionadas se forem materialmente
compatíveis com a nova Constituição.

05. (QIQGB 2020) Segundo o STF, a


terceirização de trabalho temporário de
atividade-fim é constitucional.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal
(STF) julgou constitucional a Lei da
Terceirização (Lei 13.429/2017), que
permitiu a terceirização de atividades-fim
das empresas urbanas. Por maioria de
votos, foram julgadas improcedentes cinco
Ações Diretas de Inconstitucionalidade
(ADIs 5685, 5686, 5687, 5695 e 5735) que
questionavam as mudanças nas regras de
terceirização de trabalho temporário
introduzidas pela lei. O julgamento foi
realizado na sessão virtual encerrada no
dias 15/6/2020.
As ações foram ajuizadas pela Rede
Sustentabilidade (ADI 5685), pela
Confederação Nacional das Profissões
Liberais (ADI 5686), pelo Partido dos
Trabalhadores e pelo Partido Comunista do
Brasil (ADI 5687), pelas Confederações
Nacionais dos Trabalhadores na Indústria
Química e dos Trabalhadores nas Indústrias
Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados (ADI
5695) e pela Procuradoria-Geral da
República (ADI 5735). Segundo os
argumentos apresentados, a prática
irrestrita de terceirização e trabalho
temporário em atividades ordinárias das
empresas viola direitos sociais
fundamentais dos trabalhadores, ao
propiciar tratamento diferenciado entre
empregados diretos e terceirizados na
mesma empresa.
O relator das ações, ministro Gilmar
Mendes, observou que a Constituição
Federal tem uma série de normas
referentes aos chamados direitos sociais do
trabalhador que regulam as bases da
relação contratual e fixam o estatuto básico
do vínculo empregatício. O objetivo foi
estabelecer limites ao poder do legislador e
dos próprios contratantes na conformação
do contrato de trabalho e definir a estrutura
básica do modelo jurídico da relação de
emprego, com efeitos diretos sobre cada
situação concreta. No entanto, a
Constituição não proíbe a existência de
contratos de trabalho temporários,
“tampouco a prestação de serviços a
terceiros”.
Segundo o ministro, num cenário de etapas
produtivas cada vez mais complexo,
agravado pelo desenvolvimento da
tecnologia e pela crescente especialização
dos agentes econômicos, torna-se
praticamente impossível definir, sem
ingerência do arbítrio e da
discricionariedade, quais atividades seriam
meio e quais seriam fim. Ele considera que a
modernização das relações trabalhistas é
necessária para aumentar a oferta de
emprego e assegurar os direitos
constitucionais, como a garantia contra
despedida arbitrária, o seguro-desemprego,
o fundo de garantia do tempo de serviço e o
salário mínimo, entre outros. “A rigor, o
artigo 7º da Constituição não tem vida
própria, depende do seu suporte fático: o
trabalho”, afirmou. “Sem trabalho, não há
falar-se em direito ou garantia trabalhista.
Sem trabalho, a Constituição Social não
passará de uma carta de intenções”.
 

Compatibilidade com concurso público


Ainda conforme o relator, a norma também
está em consonância com a regra do
concurso público e com todo o arcabouço
constitucional, e caberá ao gestor, no
exercício de sua competência, optar pela
melhor forma de atender ao interesse
público. “É claro que a utilização de serviço
temporário pela administração pública não
pode configurar, jamais, burla à exigência de
concurso público", concluiu.
06. (QIQGB 2020) A Lei Complementar
135/2020, conhecida como a Lei da Ficha
Limpa, completa 10 anos neste mês de
junho de 2020, e sua edição foi
comemorada como um avanço em termos
democráticos. A lei surgiu de um projeto de
lei de iniciativa popular, com apoio de quase
dois milhões de brasileiros, e tornou-se uma
importante ferramenta à disposição dos
eleitores no momento de escolher seus
candidatos. Tanto é assim que “ficha limpa”
e “ficha suja” se tornaram os adjetivos mais
práticos para definir um bom e um mau
político.
A partir do texto acima, analise o item
seguinte.
O projeto de lei de iniciativa popular pode
ser meio hábil para propor emenda à
Constituição.

07. (QIQGB 2020) Segundo o STF, ainda que


o Presidente da República seja comandante
em chefe das Forças Armadas, elas não são
órgãos de governo: “São instituições de
Estado, neutras e imparciais, a serviço da
pátria, da democracia, da Constituição, de
todos os Poderes e do povo brasileiro”.
O ministro Luís Roberto Barroso, do
Supremo Tribunal Federal (STF), negou
seguimento ao Mandado de Injunção (MI)
7311, em que um advogado paulista pedia a
regulamentação do artigo 142 da
Constituição Federal para estabelecer os
limites de atuação das Forças Armadas em
situações de ameaça à democracia.
Segundo Barroso, o dispositivo
constitucional é norma de eficácia plena, e
não há dúvida sobre a posição das Formas
Armadas na ordem constitucional. Para ele,
interpretações que liguem as Forças
Armadas à quebra da institucionalidade, à
interferência política e ao golpismo chegam
a ser ofensivas.
Em sua decisão, Barroso afirma que, nos
mais de 30 anos de democracia no Brasil
sob a Constituição de 1988, as Forças
Armadas têm cumprido o seu papel
constitucional de maneira exemplar. Por
isso, considera que presta um “desserviço
ao país quem procura atirá-las no varejo da
política”.

Segundo a jurisprudência mais recente do


STF, analise o itens a seguir:
08. (QIQGB 2020) É constitucional a
vedação de continuidade da percepção de
aposentadoria especial se o beneficiário
permanece laborando em atividade especial
ou a ela retorna, seja essa atividade especial
aquela que ensejou a aposentação precoce
ou não.
09. (QIQGB 2020) Nas hipóteses em que o
segurado solicitar a aposentadoria e
continuar a exercer o labor especial, a data
de início do benefício será a data de entrada
do requerimento, remontando a esse
marco, inclusive, os efeitos financeiros.
Efetivada, contudo, seja na via
administrativa, seja na judicial a
implantação do benefício, uma vez
verificado o retorno ao labor nocivo ou sua
continuidade, cessará o benefício
previdenciário em questão.
Aposentado especial que volta a trabalhar
em atividade nociva à saúde perde direito
ao benefício
Em julgamento de recurso com repercussão
geral, a maioria dos ministros entendeu que
a manutenção da aposentadoria especial
nessa situação subverte a sua lógica
protetiva.
09/06/2020
Por maioria de votos (7x4), o Supremo
Tribunal Federal (STF) decidiu que o
trabalhador que recebe aposentadoria
especial não tem direito à continuidade do
recebimento do benefício quando continua
ou volta a trabalhar em atividade nociva à
saúde, ainda que diferente da que ensejou
o pedido de aposentação precoce.
10. (QIQGB 2020) Segundo o STF, tendo
como parâmetro o estudo dos direitos
sociais, sempre que for pago ao trabalhador
com vínculo permanente, o adicional de
risco é devido, nos mesmos termos, ao
trabalhador portuário avulso.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu
nesta quarta-feira (3) que o adicional de
risco concedido aos trabalhadores
portuários permanentes também será
devido aos avulsos que trabalhem nas
mesmas condições. Por maioria, a Corte
acompanhou o voto do relator, ministro
Edson Fachin, pelo desprovimento do
Recurso Extraordinário (RE) 597124, com
repercussão geral reconhecida.
Em novembro de 2018, quando o
julgamento foi iniciado, o ministro Edson
Fachin observou que a Constituição Federal
(artigo 7º, inciso XXXIV) prevê
expressamente a igualdade de direitos
entre trabalhadores com vínculo
empregatício permanente e avulsos. De
acordo com Fachin, uma leitura adequada
da legislação que rege o setor
(principalmente as Leis 4.860/1965 e
12.815/2013) à luz da Constituição Federal
demonstra que o fato de os trabalhadores
avulsos se sujeitarem a um regime
diferenciado não pode ser usado como
excludente do direito ao adicional. 
11. (QIQGB 2020) Segundo o STF, suspensão
imediata do direito de dirigir em caso de
excesso de velocidade superior a 50% é
constitucional, nos termos do exercício do
poder de polícia administrativa.

STF – 29/05/2020
Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal
Federal (STF) julgou constitucional trecho do
Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que prevê
a suspensão imediata do direito de dirigir e a
apreensão do documento de habilitação do
motorista flagrado em velocidade superior
em mais de 50% da máxima permitida para a
via. A decisão se deu no julgamento, em
sessão virtual, da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 3951, ajuizada
pelo Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB).
As medidas foram incluídas no artigo 218,
inciso III, do CTB pela Lei 11.334/2006. 
Gravíssimo risco
Prevaleceu, no julgamento, o voto do ministro
Edson Fachin de que as medidas têm evidente
natureza acautelatória. Tratam-se, a seu ver,
de providências administrativas que visam
assegurar a eficiência da fiscalização de
trânsito em casos de flagrante de prática de
ato classificado como de gravíssimo risco para
a segurança pública. “Não se trata de
aplicação sumária de penas administrativas,
portanto. Não verifico, assim, violação dos
princípios do contraditório e da ampla
defesa”, disse.

12. (QIQGB 2020) Segundo o STF, atos de


agentes públicos durante a pandemia
devem observar critérios técnicos e
científicos.
Por maioria de votos, os ministros
concederam parcialmente medida cautelar
em sete Ações Diretas de
Inconstitucionalidade (ADIs) para conferir
essa interpretação à Medida Provisória (MP)
966/2020. 21/05/2020
Em sessão realizada nesta quinta-feira (21)
por videoconferência, o Plenário do Supremo
Tribunal Federal (STF) decidiu que os atos de
agentes públicos em relação à pandemia da
Covid-19 devem observar critérios técnicos e
científicos de entidades médicas e sanitárias.
Por maioria de votos, os ministros
concederam parcialmente medida cautelar
em sete Ações Diretas de
Inconstitucionalidade (ADIs) para conferir
essa interpretação à Medida Provisória (MP)
966/2020, que trata sobre a responsabilização
dos agentes públicos durante a crise de saúde
pública.
De acordo com a decisão, os agentes públicos
deverão observar o princípio da
autocontenção no caso de dúvida sobre a
eficácia ou o benefício das medidas a serem
implementadas. As opiniões técnicas em que
as decisões se basearem, por sua vez,
deverão tratar expressamente dos mesmos
parâmetros (critérios científicos e precaução),
sob pena de se tornarem corresponsáveis por
eventuais violações a direitos.

13. (QIQGB 2020) Segundo o STF, proibição


de doação de sangue por homens
homossexuais é inconstitucional.
Por maioria de votos (7x4) o Plenário do
Supremo Tribunal Federal (STF) considerou
inconstitucionais dispositivos de normas do
Ministério da Saúde e da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) que excluíam do
rol de habilitados para doação de sangue os
“homens que tiveram relações sexuais com
outros homens e/ou as parceiras sexuais
destes nos 12 meses antecedentes".
Prevaleceu o voto do relator, ministro Edson
Fachin, no sentido de julgar procedente a
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
5543, ajuizada pelo Partido Socialista
Brasileiro (PSB), para declarar a
inconstitucionalidade de dispositivos da
Portaria 158/2016 do Ministério da Saúde e
da Resolução RDC 34/2014 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. As normas
relacionavam a proibição a critérios que
consideravam o perfil de homens
homossexuais com vida sexual ativa à
possibilidade de contágio por doenças
sexualmente transmissíveis (DST).
Na ação, o PSB argumentou que tal restrição a
um grupo específico configura preconceito,
alegando que o risco em contrair uma DST
advém de um comportamento sexual e não
da orientação sexual de alguém disposto a
doar sangue.
14. (QIQGB 2020) Segundo o STF,
compartilhamento de dados de usuários de
telefônicas com IBGE é inconstitucional.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)
suspendeu a eficácia da Medida Provisória (MP)
954/2020, que prevê o compartilhamento de
dados de usuários de telecomunicações com o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) para a produção de estatística oficial
durante a pandemia do novo coronavírus. Por
maioria de votos, em sessão realizada por
videoconferência nesta quinta-feira (7), foram
referendadas medidas cautelares deferidas pela
ministra Rosa Weber em cinco Ações Diretas de
Inconstitucionalidade (ADIs) para firmar o
entendimento de que o compartilhamento
previsto na MP viola o direito constitucional à
intimidade, à vida privada e ao sigilo de dados.
As ações foram propostas pelo Conselho Federal
da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB (ADI
6387), pelo Partido da Social Democracia
Brasileira - PSDB (ADI 6388), pelo Partido
Socialista Brasileiro – PSB (ADI 6389), pelo Partido
Socialismo e Liberdade – PSOL (ADI 6390) e pelo
Partido Comunista do Brasil (ADI 6393). Entre
outros argumentos, eles alegam que a MP, ao
obrigar as empresas de telefonia fixa e móvel a
disponibilizar ao IBGE a relação dos nomes, dos
números de telefone e dos endereços de seus
consumidores, pessoas físicas ou jurídicas, viola
os dispositivos da Constituição Federal que
asseguram a dignidade da pessoa humana, a
inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da
honra e da imagem das pessoas e o sigilo dos
dados.
15. (QIQGB 2020) Segundo o STF, Estados e
Municípios, no âmbito de suas
competências e em seu território, podem
adotar, respectivamente, medidas de
restrição à locomoção intermunicipal e local
durante o estado de emergência decorrente
da pandemia do novo coronavírus, sem a
necessidade de autorização do Ministério
da Saúde para a decretação de isolamento,
quarentena e outras providências.

STF conclui julgamento de MPs que


regulamentam competência para impor
restrições durante pandemia
Plenário decidiu que estados e municípios
não precisam de autorização da União para
adotar medidas de restrição à locomoção
durante pandemia.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF),
em sessão realizada nesta quarta-feira (6),
decidiu que estados e municípios, no âmbito
de suas competências e em seu território,
podem adotar, respectivamente, medidas de
restrição à locomoção intermunicipal e local
durante o estado de emergência decorrente
da pandemia do novo coronavírus, sem a
necessidade de autorização do Ministério da
Saúde para a decretação de isolamento,
quarentena e outras providências. Por
maioria de votos, os ministros deferiram
medida cautelar na Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 6343, ajuizada
pelo partido Rede Sustentabilidade, para
suspender parcialmente a eficácia de
dispositivos das Medidas Provisórias (MPs)
926/2020 e 927/2020.
Segundo a decisão, a União também tem
competência para a decretação das mesmas
medidas, no âmbito de suas atribuições,
quando houver interesse nacional.

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