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Veja que o girassol apresenta uma estrutura altamente ordenada que caracteriza a vida.

Para que você enxergue o cavalo marinho é preciso mais atenção, pois ele se encontra
bastante camuflado ao ambiente. A planta carnívora fechou-se em uma armadilha assim
que seus sensores receberam os estímulos provocados pela entrada da libélula. O
pinguim, com seu filhote, ilustra a capacidade dos seres vivos de se reproduzirem. O
filhote de crocodilo-do-nilo, que luta para sair de seu ovo, mostra que, apesar de ser
ainda pequeno, carrega genes que são responsáveis por seu padrão de crescimento e de
desenvolvimento. O ágil beija-flor obtém energia para a sua sobrevivência através do
néctar retirado das plantas. Através das orelhas enormes da lebre podemos ver a
presença de vasos sanguíneos, permitindo o fluxo sanguíneo, ajudando a manter a
temperatura corporal constante.

Após observar os organismos, separe-os em grupos. Para isso use os seguintes


critérios:

- É um animal ou vegetal?
- Habita o ambiente terrestre ou o aquático?
- Como obtém energia para realizar suas funções vitais?
- Como se reproduz?
- Como se protege no ambiente?

Orientação de resposta:

Para você separar os organismos em vegetal ou animal você deverá justificar sua
escolha. Lembre-se de que as distinções nem sempre são claras.

Quando for separá-los por hábitat, você deverá relacioná-los com as outras
características como o tipo de alimentação, forma de reprodução e formas de
sobrevivência nesse ambiente. Observe que tudo está interligado.
Quanto à obtenção de alimento, os seres vivos podem produzir o próprio alimento ou se
alimentarem de outros seres vivos.
Na separação pela forma de reprodução deve ser observado se o embrião cresce dentro
de um ovo ou não. Se não, como ocorre?

Para que um organismo tenha sucesso e garanta a reprodução de sua espécie, ele deve
ser dotado de algumas características que o proteja no ambiente. Essas características
podem ser bastante peculiares, como a capacidade de se mimetizar tão bem em um
ambiente, como no caso do bicho-pau, que acaba passando despercebido pelo seu
predador, e aumentando as suas chances de pegar a presa.

Agora é com você, bom trabalho!

Vegetais (autótrofos e clorofilados, possuem estrutura anatômica típica com folhas,


caule, raízes, flores, frutos, sementes, vasos condutores e tecidos organizados): Girassol
e dioneia (planta carnívora).

Animais (organismos multicelulares, heterotróficos, ou seja, obtêm alimento por


ingestão de nutrientes do meio): lebre, cavalo-marinho, beija-flor, crocodilo, e pinguim.

Terrestres: girassol, dioneia, crocodilo-do-nilo (embora saia-se melhor no ambiente


aquático), lebre, beija-flor, pinguim.

Aquáticos: cavalo-marinho e crocodilo-do-nilo.

Forma de obter alimento:


Autotróficos (produzem seu próprio alimento através da luz do sol): girassol e dioneia,
que fazem fotossíntese, são vegetais, e possuem cloroplastos com clorofila permitindo a
fotossíntese. A dioneia não necessita dos insetos ou aracnídeos de que se alimenta para
sobreviver.

Heterotróficos (precisam se alimentar de outros seres vivos para obter energia vital):
crocodilo-do-nilo, cavalo-marinho, lebre, beija-flor, e pinguim.

Formas de reprodução:

Reprodução sexuada

 Polinização cruzada; o embrião cresce dentro da semente: girassol e dioneia.


 Ovíparos (após fecundação interna, fêmeas botam ovos que contêm o embrião;
os ovos são incubados pela fêmea ou pelo macho): crocodilo-do-nilo; beija-flor,
e pinguim.
*Ovíparos controversos: No caso dos cavalos-marinhos, as fêmeas botam os
ovos não fecundados na bolsa do macho durante o acasalamento e o macho os
fecunda com seu esperma. Fato é que os filhotes só eclodem dos ovos depois de
se desenvolverem dentro da bolsa do macho.
 Vivíparos: no caso da lebre, como na maioria dos mamíferos, o embrião se
desenvolve dentro de uma placenta dentro do organismo materno.

Reprodução assexuada: as dioneias podem ser cultivadas por propagação das


rosetas ou folhas usadas como mudas.

Relação com o ambiente – mecanismos de adaptação e sobrevivência:

Camuflagem: o cavalo-marinho-pigmeu, a lebre e o crocodilo-do-nilo apresentam cores


e texturas corporais que fazem com que se confundam com a paisagem onde habitam,
dificultando serem avistados por predadores. Ao contrário dos machos, as fêmeas de
beija-flor também apresentam essa característica de se confundir visualmente com o
meio, já que ficam mais sujeitas aos predadores cuidando do ninho e da prole.
Mergulhando nas águas escuras, as costas escuras dos pinguins os fazem “desaparecer”
para seus predadores que os veem de cima, e os que os veem de baixo confundem sua
barriga branca com a superfície da água polar.
Fuga de predadores: lebres e beija-flores possuem essa característica em comum, por
serem bastante velozes e ágeis, tornam a captura bem mais difícil para os predadores.
Além disso, o som produzido pelo rápido batimento das asas dos beija-flores confunde
os predadores. Os pinguins também conseguem nadar muito rapidamente para fugir de
predadores. Seus agregados compactos também servem para protegê-los de predadores,
principalmente enquanto os machos incubam os ovos no frio extremo da Antártica.

Manutenção da temperatura corporal: pinguins, beija-flores, e lebres precisam de


mecanismos fisiológicos capazes de manter sua temperatura corporal constante, pois são
homeotermos. No calor, seu organismo precisa liberar calor e no frio, precisa reter o
calor. Para isso, apresentam regulação do fluxo sanguíneo no corpo todo, em particular
nas áreas periféricas, como as longas orelhas das lebres, por exemplo. Por exemplo, em
períodos de frio muito intenso ou de falta de alimento, o beija-flor é capaz de baixar seu
metabolismo fazendo sua pulsação ficar abaixo de 50 batidas por minuto (normal sendo
cerca de 1000 bpm); no caso dos pinguins, eles formam grandes aglomerados
compactos que se movimentam para que todos circulem entre as áreas mais internas e
mais externas, evitando que tanto os pinguins adultos como os ovos sofram de
hipotermia. Além disso, as suas quatro camadas de penugens mantêm o ar quente em
contato com a pele e impede a passagem da água quando estão mergulhando em busca
de alimento. Uma camada grossa de gordura também serve no sentido de isolamento
térmico e geração de calor. Como todos os répteis, os crocodilos-do-nilo são animais de
sangue frio, dependendo de seu ambiente para manter sua temperatura normal interna.
Em estações frias, eles tomam banho de sol. Em estações muito quentes, seus
batimentos cardíacos e taxa respiratória caem de frequência, e eles entram em estado de
“hibernação”. Eles cavam buracos nos bancos de areia dos rios onde permanecem para
refrescarem-se. Nesse estado consomem pouquíssima energia, podendo sobreviver por
mais de um ano sem alimento.

Movimentos vegetais têm grande importância adaptativa no meio ambiente. O


movimento nástico da dioneia consiste no fechamento de suas folhas ao captarem a
movimentação ou toque de uma possível presa. Na presença de solos pobres em
enxofre, essa deficiência da planta é suprida pela proteína animal presente em insetos e
aracnídeos que a planta digere. No caso do girassol, na fase de broto, o movimento da
planta voltada para o sol ao longo do dia no seu movimento de leste a oeste promove o
melhor desenvolvimento da planta, sendo essencial ao seu crescimento e reprodução,
conforme têm mostrado vários estudos.

PADRÃO DE RESPOSTA ESPERADO

Os vegetais são seres autotróficos capazes de produzirem seu próprio alimento. Através
da fotossíntese convertem a luz solar em energia química, armazenada na forma de
substâncias orgânicas. São vegetais o girassol e a planta carnívora. Apesar de a planta
carnívora se alimentar de pequenos animais como insetos, aranhas, anfíbios e aves, ela
realiza a fotossíntese através da luz solar. As plantas carnívoras geralmente crescem em
ambientes pobres em nutrientes, por isso necessitam ingerir outros seres vivos para
adquirir tais nutrientes, como é o caso de compostos nitrogenados, essenciais para a
síntese da molécula de clorofila.

Os animais são seres heterotróficos, não produzem o próprio alimento, necessitam de


outros organismos vivos, animais ou vegetais, para proverem os compostos necessários
à sua sobrevivência. O cavalo marinho, o pinguim, o crocodilo, o beija-flor e a lebre são
animais.

Os animais podem ser dependentes da água para a reprodução, respiração ou


alimentação, como é o caso dos peixes. O cavalo-marinho apesar de ter a aparência de
um pequeno cavalo é um peixe. Vive em águas marinhas e se alimenta de pequenos
moluscos, crustáceos e plâncton. A reprodução no cavalo-marinho é bastante
interessante, pois após a fertilização dos ovos postos pela fêmea, o macho irá guardá-los
em uma bolsa na base de sua cauda. Aproximadamente dois meses depois, os ovos se
abrem e o macho elimina os filhotes.

O pinguim é uma ave marinha que apresenta várias adaptações que lhe possibilitam
viver em um ambiente aquático. São excelentes nadadores, graças ao seu corpo
fusiforme e suas asas que parecem barbatanas. Os casais cuidam do ninho onde seus
ovos serão chocados. Após o nascimento, ambos cuidam da nutrição e da proteção dos
filhotes.

O beija-flor também é uma ave, bastante pequena e leve. Apresenta bico longo e língua
bifurcada e, diferentemente dos pinguins, ele não consegue caminhar no chão, devido ao
tamanho reduzido de suas patas, mas é extremamente ágil no voo. A reprodução é
sexuada, e os ovos levam em média dezesseis dias para eclodirem.
O crocodilo é um réptil adaptado a viver em águas doces e, com poucas exceções, em
águas salgadas. São animais carnívoros e sua reprodução é sexuada. A fêmea constrói
um ninho na areia, onde coloca os seus ovos, depois os cobre, e o calor do sol é
responsável por chocá-los. Depois de 7 a 8 semanas os filhotes nascem e crescem
rapidamente.

A lebre é um mamífero. Animais que possuem glândulas mamárias, produtoras de leite,


e apresentam pelos. O leite é essencial para o desenvolvimento dos filhotes após o
nascimento. A lebre é um mamífero placentário, cujos embriões desenvolvem-se dentro
do útero da mãe e a nutrição ocorre através da placenta.