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UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO


ENGENHARIA CIVIL

OTIMIZAÇÃO DIMENSIONAL DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO

Projeto Final de Curso II

Luís Adélio Argenta

Orientadora: Profa. Dra. Daiane De Sena Brisotto

Erechim, Dezembro de 2016


UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

ENGENHARIA CIVIL

GEPEMASI – Grupo de Estudos e Pesquisas em Materiais e Sistemas

GEAPI – Grupo de Engenharia Aplicada a Processos Industriais

OTIMIZAÇÃO DIMENSIONAL DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO

Luís Adélio Argenta

Projeto Final de Curso II realizado no Departamento de Engenharias e Ciência


da Computação da URI, como parte dos requisitos para a obtenção do título de
Engenheiro Civil.

Dezembro de 2016
OTIMIZAÇÃO DIMENSIONAL DE VIGAS DE CONCRETO ARMADO

Orientadora: Profa. Dra. Daiane De Sena Brisotto/ URI - Erechim

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Gilson Francisco Paz Soares /URI - Erechim

Prof. MSc. Clemerson Alberi Pedroso /URI - Erechim

___________________________________
Profa. Dra.Daiane De Sena Brisotto
Coordenadora do Projeto Final de Curso II
RESUMO

A sistemática tradicional de projetos estruturais consiste em um processo de


tentativa e erro, onde a eficiência depende da experiência, do conhecimento e da intuição do
projetista. Para fazer frente ao desafio de encontrar um projeto ótimo, surgiu o campo de
pesquisa denominado otimização estrutural, que lança mão de técnicas matemáticas para a
obtenção da melhor configuração estrutural. Além de apresentar uma breve revisão
bibliográfica acerca dos assuntos que compreendem o tema, este trabalho estuda a variação
da seção transversal de vigas de concreto armado de uma edificação através da
otimização dimensional destes elementos, de forma a minimizar seu custo final de execução.
Para tal, foram utilizadas a ferramenta Solver e planilhas do Microsoft Excel, com a
implementação das equações matemáticas de dimensionamento estrutural, teoria clássica de
vigas, funções objetivo e restrições do problema. O trabalho apontou que a metodologia
desenvolvida é válida, sendo possível demonstrar a eficiência do processo de
otimização dimensional de vigas biapoiadas e contínuas em concreto armado de forma
satisfatória. Para as duas estruturas avaliadas, obteve-se uma redução média de 10,27% e
17,04%, respectivamente, no custo final de execução.

Palavras-chave: Otimização; Vigas; Concreto armado; Solver.

iii
ABSTRACT

The traditional system of structural design consists of a trial and error process,
where efficiency depends on the experience, knowledge and intuition of the designer. To meet
the challenge of finding an optimized solution, the research field has emerged called structural
optimization, which makes use of mathematical techniques to obtain the best structural
configuration. In addition to presenting a brief literature review about the relevant issues that
comprise the subject, this graduation project studies the cross section variance of reinforced
concrete beams of a building through the dimensional optimization of these elements, in order
to minimize the final cost of execution. For this, the Solver tool and Microsoft Excel
spreadsheets were used, with the implementation of the mathematical equations of structural
design, classical theory of beams, objective functions and constraints of the problem. The
study pointed out that the methodology developed for this project is valid, being possible to
demonstrate the efficiency of the dimensional optimization process on simply-supported and
continuous reinforced concrete beams satisfactorily. An average cost reduction of 10.27% and
17.04% were obtained for the two analyzed structures, respectively.

Keywords: Optimization; Beams; Reinforced concrete; Solver.

iv
ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 1
1.1. Objetivo do trabalho ..................................................................................................... 2
1.1.1. Objetivo geral ....................................................................................................... 2
1.1.2. Objetivos específicos ............................................................................................ 2
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ......................................................................................... 3
2.1. Otimização ..................................................................................................................... 3
2.1.1. Otimização dimensional ...................................................................................... 4
2.1.2. Otimização de forma ............................................................................................ 4
2.1.3. Otimização topológica ......................................................................................... 4
2.2. Componentes de um problema de otimização ............................................................ 5
2.2.1. Variáveis de um problema ................................................................................... 6
2.2.2. Função objetivo ................................................................................................... 7
2.2.3. Restrições ............................................................................................................. 7
2.3. Concreto armado ........................................................................................................... 8
2.3.1. Flexão simples em vigas de concreto armado .................................................... 9
2.3.2. Cisalhamento em vigas de concreto armado .................................................... 17
2.4. Ferramenta Solver....................................................................................................... 21
2.4.1. Método do Gradiente Reduzido Generalizado .................................................. 22
2.4.2. Funcionamento da ferramenta Solver .............................................................. 23
3. METODOLOGIA ............................................................................................................ 29
3.1. Caso 1 - Otimização de vigas biapoiadas .................................................................. 29
3.1.1. Definição do problema ...................................................................................... 29
3.1.2. Carregamentos impostos ................................................................................... 31
3.2. Caso 2 - Otimização de vigas de um edifício ............................................................. 31
3.2.1. Definição do problema ...................................................................................... 31
3.2.2. Carregamentos impostos ................................................................................... 33

v
3.3. Otimização do problema ............................................................................................. 34
3.3.1. Função objetivo ................................................................................................. 34
3.3.2. Variável de projeto ............................................................................................. 36
3.3.3. Restrições de projeto .......................................................................................... 37
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................... 38
4.1. Caso 1 - Otimização de vigas biapoiadas .................................................................. 38
4.2. Caso 2 - Otimização de vigas de um edifício ............................................................. 40
5. CONCLUSÕES ................................................................................................................ 45
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................47
APÊNDICE A - CARREGAMENTO E COMBINAÇÃO DE AÇÕES .........................................50
APÊNDICE B - CÁLCULO E OTIMIZAÇÃO DE VIGAS BIAPOIADAS .................................53
APÊNDICE C - CARREGAMENTOS E COMBINAÇÃO DE AÇÕES - EDIFÍCIO..................66
APÊNDICE D - CÁLCULO E OTIMIZAÇÃO DA VIGA V1 DO CASO 2..................................69

vi
ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 2.1- Exemplo de uma estrutura na qual ocorreu os três tipos básicos de otimização ..... 5
Figura 2.2 - Diagrama parábola-retângulo simplificado de vigas com armadura simples ....... 10
Figura 2.3- Domínios de estado-limite último de uma seção transversal ................................. 11
Figura 2.4 - Diagrama parábola-retângulo simplificado de vigas com armadura dupla .......... 14
Figura 2.5 - Analogia da treliça generalizada ........................................................................... 18
Figura 2.6–Interface inicial da ferramenta Solver .................................................................... 23
Figura 2.7 – Caixa de diálogo para adição de restrições. ......................................................... 24
Figura 2.8 – Caixa de diálogo das opções da ferramenta Solver. ............................................. 24
Figura 2.9 – Caixa de diálogo das opções do método do Gradiente Reduzido Generalizado da
ferramenta Solver. .................................................................................................................... 26
Figura 2.10 - Caixa de diálogo das opções do método de Algoritmos Evolucionários da
ferramenta Solver. .................................................................................................................... 27
Figura 3.1 – Plantas de formas para estrutura com vigas biapoiadas. ...................................... 30
Figura 3.2 – Cortes representativos da estrutura com vigas biapoiadas. .................................. 30
Figura 3.3 – Planta de formas do edifício analisado............................................................... 302
Figura 4.1 – Custo do concreto antes, e após a otimização. ..................................................... 39
Figura 4.2 – Custo da armadura, antes e após a otimização. .................................................... 39
Figura 4.3 – Custo da forma, antes e após a otimização. ......................................................... 39
Figura 4.4 – Custo total para execução das vigas, antes e após a otimização. ......................... 40
Figura 4.5 – Custos individuais totais de insumos e total para execução das vigas do caso 2,
antes e após a otimização.......................................................................................................... 42
Figura 4.6 – Planta de formas do pavimento tipo do edifício, pós-otimização ........................ 43

vii
ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 3.1 - Carregamentos externos combinados para vigas em análise................................ 31


Tabela 3.2 – Carregamentos externos combinados para as vigas do pavimento tipo. ............. 36
Tabela 3.3 - Custo das composições de concreto, armadura e formas. .................................... 36
Tabela 4.1 - Alturas e custos de execução das vigas pré e pós-otimização. ............................38
Tabela 4.2 – Restrições do problema aplicados às vigas do caso 1, pós-otimização ............... 40
Tabela 4.3 – Alturas e custos de execução das vigas do caso 2, pré e pós-otimização. ........... 41
Tabela 4.4 – Restrições do problema aplicados às vigas do caso 2, pós-otimização ............... 42

viii
SIMBOLOGIA

A's Área de aço comprimido da armadura longitudinal cm²


As Área de aço tracionado da armadura longitudinal cm²
Asw Área de aço da armadura transversal cm²
asw Área de aço da armadura transversal por unidade de comprimento cm²/m
Asw, mín Área de aço mínima da armadura transversal cm²
bw Largura total da seção transversal cm
C Custo total R$
CA Custo da armadura R$
CC Custo do concreto R$
CF Custo das formas R$
d Distância da fibra mais comprimida ao centro de gravidade da armadura cm
Distância da fibra mais comprimida ao centro de gravidade da armadura
d' cm
comprimida
ELS Estado Limite de Serviço -
ELU Estado Limite Último -
fcd Resistência de cálculo do concreto à compressão [MPa]
fck Resistência característica do concreto aos 28 dias [MPa]
fct,m Resistência média do concreto à tração [MPa]
fctd Resistência de cálculo do concreto à tração [MPa]
fctk,inf Resistência característica do concreto à tração - limite inferior [MPa]
fywd Resistência de cálculo do aço da armadura transversal [MPa]
GRG Gradiente Reduzido Generalizado -
h Altura total da seção transversal cm
L Comprimento da viga [m]
M1d Momento interno resistente da armadura tracionada e concreto comprimido kN.cm
M2d Momento interno resistente proporcionado da armadura comprimida kN.cm

ix
Md Momento fletor de cálculo kN.cm
Mresist Momento fletor resistente kN.cm
Msolic Momento fletor solicitante kN.cm
Rcc Resultante das forças de compressão sobre a seção transversal comprimida [kN]
RSC Resultante das forças de compressão sobre as barras de aço comprimidas [kN]
Rst Resultante das forças de tração absorvidas pelas barras de aço da armadura [kN]
s Comprimento unitário cm
Parcela de força cortante absorvida por mecanismos complementares ao da
VC [kN]
treliça
VRd2 Força cortante resistente de cálculo do concreto [kN]
VRd3 Força cortante resistente de cálculo [kN]
Vsd Força cortante solicitante de cálculo [kN]
Vsw Força cortante resistente de cálculo da armadura transversal [kN]
x Distância da fibra mais comprimida até a linha neutra cm
x3lim Distância da fibra mais comprimida até o limite entre os domínios 3 e 4 cm
Zcc Braço de alavanca cm
Zsc Braço de alavanca cm
α Ângulo com relação ao eixo longitudinal do elemento º
γc Coeficiente de ponderação da resistência do concreto -
Δ Deformação mm
εcd Encurtamento do concreto na fibra mais comprimida ‰
εsd Alongamento do aço na armadura principal de tração ‰
ε'sd Encurtamento do aço na armadura de compressão ‰
θ Ângulo com o eixo longitudinal do elemento º
ρs Massa específica do aço [kg/m³]
σcd Tensão de cálculo de compressão no concreto [MPa]
σsd Tensão de cálculo de tração na armadura [MPa]
σ'sd Tensão de cálculo de compressão na armadura comprimida [MPa]
$A Custo unitário por massa de aço R$/kg
$C Custo unitário por unidade volumétrica de concreto R$/m³
$F Custo unitário por unidade superficial de forma R$/m²

x
xi
1. INTRODUÇÃO

Engenharia é a capacidade de aplicar os conhecimentos científicos de forma


prática a fim de produzir novas utilidades. Para obter tais resultados, o engenheiro estuda o
problema, planeja uma solução, verifica a viabilidade econômica e técnica e, por fim,
coordena o seu desenvolvimento ou produção. Para isso, utiliza materiais encontrados no
ambiente, ou que foram desenvolvidos para tal finalidade, junto a princípios naturais,
explicados por meio de teoremas matemáticos que foram desenvolvidos através dos tempos.
Conforme ressaltado em Bazzo et al. (2006), um engenheiro civil possui um vasto
espectro de atuação. Pode estudar, projetar, fiscalizar ou supervisionar trabalhos relacionados
a edificações, construção de rodovias, aeroportos, ferrovias, pontes, túneis e obras sanitárias e
hidráulicas. Para Parkinson et al. (2013), dadas várias razões (dentre elas, a competição de
mercado), o engenheiro projetista necessita estar não tão somente interessado em desenvolver
um projeto que atenda aos requisitos de desempenho mínimos, mas que este seja a melhor
alternativa segundo algum parâmetro específico, seja o menor custo de uma estrutura ou a
minimização da quantidade de materiais empregados. Assim, a busca contínua pela geração
da melhor solução, com a utilização mais eficiente possível de recursos e materiais
disponíveis, traz consigo uma importante ferramenta na tomada de decisões: a otimização
numérica (PONTE, 2015).
Silva (2015) apud Arora (2007) expôs que, embora o mercado esteja exigindo
cada vez mais projetos de elevada performance, as metodologias habituais para melhoria
destes são baseadas muitas vezes em processos iterativos que podem levar a resultados
equivocados, sem garantias de que a estrutura final possua maior vantagem econômica. A
sistemática tradicional de projeto de estrutura consiste em um processo de tentativa e erro,
onde a eficiência depende da experiência, do conhecimento e da intuição do projetista.
Para fazer frente ao desafio de encontrar um projeto ótimo, surgiu o campo de
pesquisa denominado otimização estrutural, que lança mão de técnicas matemáticas para a
obtenção da melhor configuração estrutural segundo uma medida de desempenho pré-
definida. Para isso, é preciso que sejam identificadas as variáveis do projeto, a função objetivo

1
que se busca minimizar ou maximizar e as restrições impostas a ela. Na engenharia de
estruturas a função objetivo pode expressar custo, volume, dimensões ou grandezas como
resistência e flexibilidade, entre outros, sempre obedecendo aos limites impostos pelos
critérios de projeto, como por exemplo limites de resistência, limites de utilização e os limites
impostos diretamente às variáveis de projeto.
O enfoque deste trabalho é a otimização de vigas de concreto armado de uma
edificação, com o intuito de minimizar as dimensões das seções transversais das mesmas e,
por conseguinte, o custo final de execução, respeitando os requisitos de projeto e as normas
técnicas. Para tal, será utilizada a ferramenta Solver e planilhas do Microsoft Excel, com a
implementação das equações matemáticas de dimensionamento estrutural, teoria clássica de
vigas, funções objetivo e restrições do problema. A configuração ótima é encontrada quando a
função objetivo do problema, a área da seção transversal do elemento atingir seu valor
mínimo dentro das restrições do problema.

1.1. Objetivo do trabalho

1.1.1. Objetivo geral


Este trabalho pretende estudar a variação da seção transversal de vigas de
concreto armado de uma edificação, através da otimização dimensional destes elementos. É
considerada variável de projeto a área da seção transversal das vigas, de forma a minimizá-la,
trazendo consigo a redução do custo final de execução destes elementos estruturais.

1.1.2. Objetivos específicos

 Desenvolver uma metodologia para o problema de otimização dimensional


de vigas biapoiadas e contínuas utilizando a ferramenta Solver e planilhas
do Excel;

 Validar a metodologia apresentada através da otimização dimensional de


vigas de um projeto estrutural;

 Comparar o custo de execução entre as estruturas original e otimizada.

2
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Otimização

Ponte (2015) relacionou o termo otimização ao “estudo de problemas cuja


finalidade é minimizar ou maximizar uma determinada função através da escolha sistemática
dos valores de variáveis reais dentro de um conjunto viável”. Através do emprego de técnicas
adequadas, selecionam-se as melhores alternativas, valores ou resultados de modo a se
cumprir com o objetivo desejado.
Conforme Ragsdell (1973), a otimização é uma atividade natural em um ambiente
de projeto, muitas vezes feita de maneira implícita. Fazendo uso da fusão harmoniosa entre
julgamento, experiência, opiniões de outros profissionais, dentre outros, o engenheiro realiza
decisões de projeto as quais ele acredita que possam levar a um projeto ótimo. Muitos
profissionais do ramo da engenharia civil são muito bons nessa atividade, obtiveram e obtém
sucesso utilizando somente esse tipo de análise, ainda que não existam garantias de que a
solução encontrada seja a melhor do ponto de vista econômico (SILVA, 2015).
Entretanto, como explicado por Parkinson et al. (2013), caso exista uma
quantidade relativamente alta de variáveis a serem ajustadas, com impactos diretos umas às
outras, este tipo de otimização revela-se inadequada, uma vez que, além de haver muitas
variáveis, as interações são complexas demais para se determinar o projeto ótimo de forma
intuitiva. Com o uso de ferramentas computacionais, é possível avaliar muito mais
combinações, mais complexas e em menos tempo, quando comparadas ao processo manual,
graças à enorme capacidade processual dos computadores, e do uso de algoritmos sofisticados
e métodos matemáticos que apontarão para a melhor solução.
Maia (2009) descreveu, adicionalmente, que a alta complexidade e restrições que
envolvem um projeto estrutural, como a arquitetura, a concepção da estrutura, seu arranjo e
dimensionamento dos elementos tornam a otimização matemática uma ferramenta valiosa
para a elaboração de projetos estruturais. Tal abordagem é perfeitamente possível de ser
realizada, posto que o comportamento físico de uma estrutura pode ser descrito em termos de

3
um conjunto de funções matemáticas. Com isso, podem ser utilizadas diversas técnicas de
otimização para se buscar os valores extremos dessas funções. Geralmente, é a partir da
melhor solução, baseada na experiência, que se inicia o processo computadorizado, avaliando-
se, posteriormente, onde e quais avanços podem ser alcançados.
Na engenharia estrutural existem três categorias nas quais podem ser empregadas
técnicas de otimização estrutural: otimização dimensional, de forma (ou geométrica) e
topológica.

2.1.1. Otimização dimensional


A otimização dimensional compreende a alteração das dimensões das seções
transversais dos elementos, de forma a atingir seu objetivo (SILVA, 2015). As variáveis do
projeto são, portanto, algumas dimensões geométricas das barras, como a altura, largura e
área. No caso de uma viga de concreto armado, por exemplo, pode-se buscar as dimensões da
seção transversal (altura e largura) que minimizassem o volume de concreto, ou que
resultassem no menor custo possível de execução, respeitando restrições como tensões
máximas e deslocamento.

2.1.2. Otimização de forma


A otimização de forma é comumente utilizada no projeto de treliças ou torres de
transmissão, e compreende a alteração da posição nodal e área da seção transversal de cada
barra da estrutura. O objetivo consiste, usualmente, em definir a melhor fronteira de um sólido
com relação a uma função custo e restrições quanto ao desempenho da estrutura
(CORDEIRO, 2007).

2.1.3. Otimização topológica


Para Cordeiro (2007), a otimização topológica consiste na alteração da forma e
distribuição de material em um domínio pré-determinado, considerando-se uma função custo
e as restrições mecânicas, de forma a minimizar seu peso e garantindo que a estrutura não
falhe. Silva (2015) afirmou que, no caso de estruturas treliçadas, a otimização topológica
fundamenta-se na eliminação dos elementos pouco solicitados, e que possuem áreas tão
pequenas a ponto de poderem ser retirados da estrutura.

4
A Fig. 2.1 apresenta estes conceitos exemplificados através de uma estrutura
treliçada na qual ocorreram os três tipos de otimização.
hh

Figura 2.1- Exemplo de uma estrutura na qual ocorreu os três tipos básicos de otimização:
(a) dimensional, (b) de forma e (c) topológica (SILVA, 2015).

2.2. Componentes de um problema de otimização

A obtenção de um modelo válido e preciso para o problema de otimização é a


etapa mais importante do processo. Parkinson et al. (2013) afirmaram que não é incomum que
90% do esforço empregado na otimização de um projeto seja consumido no desenvolvimento
e validação do modelo quantitativo. Uma vez concluída esta etapa, os resultados podem ser
rapidamente encontrados. Para a definição do problema de otimização, Maia (2009) elencou
uma série de elementos necessários:
1. Um conjunto de variáveis, que variam na busca do ótimo;
2. Uma função objetivo (ou função de desempenho);
3. Um conjunto de restrições (exigências) que devem ser respeitadas.
Cordeiro (2007) e Silva (2015) apresentaram matematicamente o problema de
otimização da seguinte forma:
Encontrar um vetor x = (x1, x2, ...xn) de variáveis de projeto para minimizar ou
maximizar uma função objetivo f (x) = f (x1, x2, ...xn), sujeita a n restrições de igualdade
hk(x)= hk (x1, x2, ...xn) = 0, (k = 1,...,n) e a m restrições de desigualdade gj (x) = gj (x1, x2, ...xn)
<0, (j= 1,...,m), em que 𝑥 ∈ 𝐑𝑞 , 𝑓 ∈ 𝐑 , ℎ ∈ 𝐑𝑠 e 𝑔 ∈ 𝐑𝑟 sendo q, n e m escalares que
definem o número de variáveis, restrições de igualdade e de desigualdade.

5
Um vetor x que satisfaça todas as restrições impostas para o problema é chamado
de ponto viável do problema, enquanto que o conjunto de todos os pontos viáveis do
problema é chamado de região viável.
Se a função objetivo e as restrições de igualdade e desigualdade são funções
lineares das variáveis do projeto, o problema é denominado problema de otimização linear. Se
a função objetivo ou pelo menos uma restrição de igualdade ou desigualdade é função não
linear das variáveis de projeto, o problema é denominado problema de otimização não linear
(SILVA, 2015 apud ARORA, 2007).

2.2.1. Variáveis de um problema


As variáveis de um problema são os valores que são livres para serem ajustados e
que definem o sistema, a fim de melhorar o desempenho da estrutura (MAIA, 2009).
Ademais, são parâmetros que podem ser estabelecidos pelo projetista e sua representação é
dada por um vetor, conforme a Eq. (2.1):

𝑥1
𝑥2
𝑋 = 𝑥3 (2.1)

{𝑥𝑛 }

Conforme elencou Maia (2009), as variáveis de um problema podem ser as


dimensões da seção transversal ou comprimento das barras. Conjuntamente, Parkinson et al.
(2013), citaram, ainda, que as variáveis podem ser propriedades mecânicas dos materiais,
como módulo de elasticidade e situações de contorno, como tensões admissíveis.
De acordo com Maia (2009), as variáveis podem ser contínuas ou discretas. A
diferença entre estas é que, para aquelas ditas contínuas, o intervalo de valores que elas
podem assumir é infinito, enquanto que as discretas assumem valores exclusivamente
isolados, comumente advindos de uma lista de valores permitidos. O modelo utilizado na
otimização deste estudo considera variáveis contínuas.

6
2.2.2. Função objetivo
A função objetivo é uma função das variáveis do problema, que pode ser
desenvolvida e usada para medir a eficiência de um projeto (MAIA, 2009). É representada
pela Eq. (2.2):

𝑓 (𝑥) = 𝑓(𝑥1 , 𝑥2 , 𝑥3 , … , 𝑥𝑛 ) (2.2)

Para o caso de otimização de estruturas, uma função objetivo pode adquirir


diversos propósitos, como redução de volume de material (PONTE, 2015), minimização do
custo total da construção, englobando, por exemplo, custos de concreto, formas e armadura
(BHATTI, 2005), peso, deslocamentos, tensões, frequências de vibração e custos (MAIA,
2009).
Em problemas de semelhantes configurações, porém com objetivos opostos, de
maximização ou minimização, costuma-se inverter os sinais da função para cada situação
desejada, enquanto que é preferível moldar o problema para uma situação de minimização,
mesmo que os objetivos não sejam terminantemente para tal fim (MAIA, 2009).
Grande parte dos problemas de otimização apresentam apenas uma função
objetivo. Entretanto, é possível haverem vários objetivos. Conforme explicaram Parkinson et
al. (2013), procura-se limitar os objetivos a uma quantidade máxima de dois ou três,uma vez
que, usualmente, os objetivos são conflituosos entre si e, caso sejam especificados muitos
objetivos, os algoritmos não conseguirão se mover para a convergência de todos os objetivos.

2.2.3. Restrições
As restrições são exigências que impõem limites para a busca da solução mais
viável, exequível e otimizada. Determinam o espaço de domínio da otimização e, conforme
explicou Ponte (2015), dependem das variáveis escolhidas e podem ser orientadas pelas
normas técnicas, propriedades dos materiais, limitações geométricas e arquitetônicas, entre
outras, de acordo com os critérios estabelecidos para o projeto.
Maia (2009) classificou os possíveis tipos de restrições em:
a) Restrições de desigualdade: são restrições que limitam por cima ou por baixo
os valores das variáveis de projeto; são utilizadas, por exemplo, para restringir valores como

7
tensão ou deslocamento. Uma restrição de desigualdade pode ser descrita pela seguinte
expressão:

𝑔𝑗 (𝑥) ≤ 0 (2.3a)
ou

𝑔𝑗 (𝑥) ≤ 0 (2.3b)

para 𝑗 = 1, … , 𝑚, onde 𝑔𝑗 (𝑥) é a função de restrição.

b) Restrições de igualdade: são restrições utilizadas quando se faz necessário fixar


um valor, como exigência do projeto, para algum parâmetro; são utilizadas, por exemplo, para
satisfazer equações de equilíbrio. Uma restrição de igualdade pode ser descrita pela seguinte
expressão:

ℎ𝑘 (𝑥) = 0 (2.4)

para 𝑘 = 1, … , 𝑛, onde ℎ𝑘 (𝑥) é a função de restrição.


c) Restrições laterais: são restrições que limitam por cima e por baixo os valores
das variáveis de projeto. Delimita a fronteira dentro da qual se encontram os possíveis valores
da solução ótima. Uma restrição lateral pode ser descrita pela seguinte expressão:

𝑥𝑚í𝑛 ≤ 𝑥𝑖 ≤ 𝑥𝑚á𝑥 (2.5)

para 𝑖 = 1, … , 𝑙, onde 𝑥𝑖 são as possíveis soluções para o problema, 𝑥𝑚í𝑛 é a restrição inferior,
e 𝑥𝑚á𝑥 é a restrição superior.

2.3. Concreto armado

O concreto é um material de construção amplamente utilizado para diversas


aplicações da engenharia civil, sendo encontrado em edificações urbanas e obras de
infraestrutura e saneamento. É resultante da mistura de agregados, cimento e água, sendo

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também utilizados aditivos químicos e minerais que melhoram as características nos estados
fresco e endurecido (ARAÚJO, 2010).
Para utilização estrutural, o concreto em si não é o material mais adequado como
elemento resistente. Apesar de apresentar boa resistência à compressão, possui baixa
resistência à tração, embora este tipo de solicitação seja frequentemente presente nas
estruturas de construções gerais. Assim sendo, é necessário seu uso associado a outro material
que forneça resistência para absorver os esforços de tração da estrutura, problema este
solucionado pela primeira vez pelo francês Joseph Monier, fabricante de vasos e tubos de
concreto que, em 1867, patenteou seu método construtivo, que consistia em mergulhar na
massa de concreto uma malha de aço (KAEFER, 1998). Consequentemente, o
desenvolvimento científico referente ao concreto armado cresceu e continua sendo
aprimorado nos dias de hoje, e já conta com vasta literatura que visa explicar
satisfatoriamente seu comportamento complexo.
Concreto armado, pela definição de Araújo (2010), é o material obtido por meio
da associação do concreto com um material resistente à tração, como barras de aço,
convenientemente inseridas em seu interior, com perfeita aderência entre si, de tal maneira
que trabalhem solidariamente resistindo aos esforços atuantes na estrutura.
O concreto armado, segundo Carvalho et al. (2012), apresenta inúmeras
vantagens, dentre as quais destacam-se: boa resistência, trabalhabilidade, durabilidade,
resistência ao fogo, facilidade de execução, economia e possibilidade de se obter estruturas
monolíticas hiperestáticas. As desvantagens concentram-se em torno de seu peso específico
elevado, dificuldades de reformas e adaptações e necessidade de formas e escoramentos em
sua fase fresca, que devem permanecer até que o concreto alcance resistência adequada.

2.3.1. Flexão simples em vigas de concreto armado


A NBR 6118 (ABNT, 2014) apresenta as hipóteses básicas que devem ser
consideradas na análise dos esforços resistentes de uma seção transversal de concreto armado,
submetida à flexão simples ou composta:
a) As seções transversais se mantêm planas após a deformação. Em consequência,
ocorre uma distribuição linear das deformações normais ao longo da altura das seções
transversais (ARAÚJO, 2010);

9
b) A aderência entre a armadura e o concreto é perfeita. Assim, a deformação das
barras passivas aderentes ou o acréscimo de deformação das barras ativas aderentes em tração
ou compressão deve ser as mesmas do concreto em seu entorno;
c) As tensões de tração no concreto, normais à seção transversal, devem ser
desprezadas no estado limite último (ELU). Com isso, todo o esforço de tração é resistido
pelas armaduras (ARAÚJO, 2010);
d) Para análises no estado limite último por ruptura do concreto, a distribuição de
tensões no concreto é feita de acordo com o diagrama parábola-retângulo, indicado na Fig.
2.2, com tensão de pico igual a 0,85 fcd, ou por um diagrama retangular de profundidade
y=0,8x, para casos de concreto com fck< 50MPa, com fcd determinado conforme o item 12.3.3
da NBR 6118 (ABNT, 2014) por:

𝑓𝑐𝑘
𝑓𝑐𝑑 = (2.6)
𝛾𝑐

onde
fcd é a resistência de cálculo do concreto à compressão;
fck é a resistência característica do concreto aos 28 dias;
γc é o coeficiente de ponderação da resistência do concreto.

Figura 2.2 - Diagrama parábola-retângulo simplificado de vigas com armadura simples (AltoQI,
2016).

A partir das incógnitas apresentadas na Fig. 2.2 pode-se fazer as seguintes


definições:

10
h é a altura total da seção transversal;
d é distância da fibra mais comprimida até o centro de gravidade da armadura
tracionada pela flexão;
bw é a largura total da seção transversal;
Rcc é a resultante das forças de compressão que atuam sobre a parte da seção
transversal comprimida pela flexão;
Rst é a resultante das forças de tração provocadas pela flexão e que são absorvidas
pelas barras de aço da armadura;
x é a distância da fibra mais comprimida até a linha neutra;
Zcc é o braço de alavanca entre o ponto de aplicação das tensões normais de
compressão no concreto (Rcc) até o da resultante das tensões normais de tração no aço (Rst),
provocado pelo momento fletor Md atuante na seção;
As é a área de aço tracionado da armadura longitudinal
εcd é o encurtamento do concreto na fibra mais comprimida;
εsd é o alongamento do aço na armadura principal de tração.
e) O alongamento máximo do aço tracionado tem valor igual a 10 mm/m, a fim de
evitar deformações plásticas excessivas no elemento fletido, o que prejudicaria o concreto.
O estado limite último é caracterizado quando a distribuição das deformações na
seção transversal pertencer a um dos seis domínios definidos na Fig. 2.3, ao longo de uma
seção transversal retangular com armadura simples (somente tracionada).

Figura 2.3- Domínios de estado-limite último de uma seção transversal (NBR 6118, ABNT, 2014).

11
2.3.1.1 Cálculo da armadura longitudinal de seções com armadura simples
Para a dedução das equações de cálculo de uma seção com armadura simples,
considera-se a Fig. 2.2. O processo aqui representado foi descrito por Bastos (2015).
O equilíbrio das forças atuantes normais à seção pode ser escrito da seguinte
forma:

𝑅𝐶𝐶 = 𝑅𝑠𝑡 (2.7)

A força resultante das tensões de compressão no concreto é o produto da área de


concreto pela tensão resistente de cálculo do mesmo:

𝑅𝐶𝐶 = 𝜎𝑐𝑑 . 𝐴𝑐 (2.8)

Considerando o diagrama retangular simplificado, com altura de 0,8x, têm-se:

𝑅𝐶𝐶 = 0,85. 𝑓𝑐𝑑 . 0,8. 𝑥. 𝑏𝑤 → 𝑅𝐶𝐶 = 0,68. 𝑏𝑤 . 𝑥. 𝑓𝑐𝑑 (2.9)

A força resultante das tensões de tração atuantes na armadura é, igualmente,


produto da área de aço pela tensão resistente de cálculo da armadura:

𝑅𝑠𝑡 = 𝜎𝑠𝑑 . 𝐴𝑠 (2.10)

Conforme Bastos (2015) explicou, o momento fletor solicitante ao elemento deve


ser equilibrado por um momento fletor resistente, dado pelo concreto comprimido e pela
armadura tracionada:

𝑀𝑠𝑜𝑙𝑖𝑐 = 𝑀𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡 = 𝑀𝑑 (2.11)

onde
Msolic é o momento fletor solicitante;

12
Mresist é o momento fletor resistente;
Md é o momento fletor de cálculo.
As forças resistentes internas, formadas pelo concreto comprimido e pela
armadura tracionada, estabelecem um binário oposto ao momento solicitante, que são escritas
da seguinte forma:

𝑀𝑑 = 𝑅𝐶𝐶 . 𝑍𝐶𝐶 (2.12)

𝑀𝑑 = 𝑅𝑠𝑡 . 𝑍𝐶𝐶 (2.13)

Aplicando a Eq. (2.9) na Eq. (2.12), e considerando 𝑍𝐶𝐶 = 𝑑 − 0,4𝑥, têm-se:

𝑀𝑑 = 0,68. 𝑏𝑤 . 𝑥. 𝑓𝑐𝑑 . (𝑑 − 0,4𝑥) (2.14)

Da mesma forma, obtém-se o momento interno resistente proporcionado pela


armadura tracionada aplicando-se a Eq. (2.10) na Eq. (2.13):

𝑀𝑑 = 𝜎𝑠𝑑 . 𝐴𝑠 . (𝑑 − 0,4𝑥) (2.15)

Isolando As na equação anterior, obtém-se a seguinte expressão para a área de


armadura longitudinal tracionada:

𝑀𝑑
𝐴𝑠 = (2.16)
𝜎𝑠𝑑 . (𝑑 − 0,4𝑥)

2.3.1.2 Cálculo da armadura longitudinal de seções com armadura dupla


Quando a verificação da posição x para a linha neutra ultrapassar o limite entre os
domínios 3 e 4, representado por x3lim, a seção estará no domínio 4 e deverá ser dimensionada
com armadura dupla, uma vez que a ruptura neste domínio é frágil e o concreto rompe por

13
compressão, causando o colapso da estrutura sem que haja intensa fissuração provocada pelo
alongamento da armadura de tração.
Bastos (2015) definiu a seção com armadura dupla aquela que, além da armadura
resistente tracionada, possui também armadura longitudinal resistente na região comprimida,
convenientemente ali locada de forma a auxiliar o concreto na resistência às tensões de
compressão. Na prática, o cálculo consiste em determinar-se o momento resistente da seção
com a sua altura real e armadura apenas tracionada, trabalhando no limite entre os domínios 3
e 4, e a diferença entre este e o momento solicitante será resistida por uma armadura de
compressão (CARVALHO et al., 2012). A Fig. 2.4 esquematiza os esforços resistentes
internos em uma seção transversal de uma viga com armadura dupla.

Figura 2.4 - Diagrama parábola-retângulo simplificado de vigas com armadura dupla (AltoQI, 2016).

A partir das incógnitas apresentadas na Fig. 2.4 pode-se fazer as seguintes


definições:
A’s é a área de aço comprimido da armadura longitudinal;
d’ é a distância da fibra mais comprimida ao C.G. da armadura comprimida;
Rsc é a resultante das forças de compressão sobre as barras de aço comprimidas;
ZSC é o braço de alavanca entre o ponto de aplicação das tensões normais de
compressão na armadura comprimida (Rsc) até o da resultante das tensões normais de tração
no aço (Rst), provocado pelo momento fletor Md atuante na seção;
ε'sd é o encurtamento do aço na armadura de compressão.
De forma análoga à seção com armadura simples, a seguir são apresentadas as
deduções das equações de cálculo de dimensionamento da seção.
O equilíbrio das forças atuantes normais à seção é dado por:

14
𝑅𝐶𝐶 + 𝑅𝑆𝐶 = 𝑅𝑠𝑡 (2.17)

A força resultante das tensões de compressão no concreto é o produto da área de


concreto pela tensão resistente de cálculo do concreto:

𝑅𝐶𝐶 = 𝜎𝑐𝑑 . 𝐴𝑐 (2.18)

Considerando o diagrama retangular simplificado, com altura de 0,8x, têm-se:

𝑅𝐶𝐶 = 0,85. 𝑓𝑐𝑑 . 0,8. 𝑥. 𝑏𝑤 → 𝑅𝐶𝐶 = 0,68. 𝑏𝑤 . 𝑥. 𝑓𝑐𝑑 (2.19)

A força resultante das tensões de tração atuantes na armadura é, igualmente,


produto da área de aço pela tensão resistente de cálculo da armadura:

𝑅𝑠𝑡 = 𝜎𝑠𝑑 . 𝐴𝑠 (2.20)

O esforço de compressão atuante na armadura de compressão é:

𝑅𝑆𝐶 = 𝜎′𝑠𝑑 . 𝐴′𝑠 (2.21)

onde
σ’sd é a tensão de cálculo de compressão na armadura comprimida.
O momento fletor solicitante ao elemento deve ser equilibrado por um momento
fletor resistente, dado pelo concreto comprimido e pela armadura tracionada:

𝑀𝑠𝑜𝑙𝑖𝑐 = 𝑀𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡 = 𝑀𝑑 (2.22)

As forças resistentes internas, formadas pelo concreto comprimido e pela


armadura comprimida e tracionada, estabelecem um binário oposto ao momento solicitante.

15
Para efeitos práticos de cálculo, pode-se decompor o momento fletor resistente Md em duas
parcelas, M1d e M2d.

𝑀𝑑 = 𝑅𝐶𝐶 . 𝑍𝐶𝐶 + 𝑅𝑆𝐶 . 𝑍𝑆𝐶 (2.23)

𝑀𝑑 = 𝑀1𝑑 + 𝑀2𝑑 (2.24)

O momento fletor M1d corresponde ao momento interno resistente proporcionado


pela armadura tracionada e pelo concreto comprimido, considerando a maior altura possível x.

𝑀1𝑑 = 0,68. 𝑏𝑤 . 𝑥. 𝑓𝑐𝑑 . (𝑑 − 0,4𝑥) (2.25)

Conforme os critérios do item 14.6.4.3 da NBR 6118 (ABNT, 2014):


a) 𝑥 = 𝑥3𝑙𝑖𝑚 nas seções que não sejam de apoio da viga nem de ligação com
outros elementos estruturais;
b) 𝑥 = 0,45𝑑 para concretos com fck < 50 MPa nas seções de apoio da viga ou
de ligação com outros elementos estruturais;
c) 𝑥 = 0,35𝑑 para concretos com 50 MPa < fck < 90 MPa nas seções de apoio
da viga ou de ligação com outros elementos estruturais.
Estabelecida a parcela do momento resistente M1d, calcula-se a segunda parcela
M2d:

𝑀2𝑑 = 𝑀𝑑 − 𝑀1𝑑 (2.26)

𝑀2𝑑 = 𝑅𝑆𝐶 . 𝑍𝑆𝐶 (2.27)

Com 𝑍𝑆𝐶 = 𝑑 − 𝑑′ e aplicando a Eq. (2.21) na Eq. (2.27), têm-se:

𝑀2𝑑 = 𝜎 ′ 𝑠𝑑 . 𝐴′ 𝑠 . (𝑑 − 𝑑′) (2.28)

16
Isolando A’s na equação anterior, obtém-se a seguinte expressão para a área da
armadura longitudinal comprimida:

𝑀2𝑑
𝐴′𝑠 = (2.29)
𝜎′ 𝑠𝑑 . (𝑑 − 𝑑′)

A armadura total tracionada é a soma de duas parcelas, AS1 e AS2. AS1 é a parcela
da armadura tracionada que equilibra o momento fletor resistente proporcionado pela área de
concreto comprimido com altura x; AS2 é a parcela da armadura tracionada que equilibra o
momento fletor resistente proporcionado pela armadura comprimida AS’:

𝑀1𝑑 = 𝜎𝑠𝑑 . 𝐴𝑠1 . (𝑑 − 0,4𝑥) (2.30)

𝑀1𝑑
𝐴𝑠1 = (2.31)
𝜎𝑠𝑑 . (𝑑 − 0,4𝑥)

𝑀2𝑑 = 𝜎𝑠𝑑 . 𝐴𝑠2 . (𝑑 − 𝑑′) (2.32)

𝑀2𝑑
𝐴𝑠2 = (2.33)
𝜎𝑠𝑑 . (𝑑 − 𝑑′)

𝐴𝑠 = 𝐴𝑠1 + 𝐴𝑠2 (2.34)

2.3.2. Cisalhamento em vigas de concreto armado


Em relação à resistência do concreto ao cisalhamento, a NBR 6118 (ABNT, 2014)
permite a utilização de dois métodos de cálculo para o dimensionamento da armadura
transversal, denominados modelo de cálculo I e II. Ambos modelos fazem analogia da viga
fissurada a uma treliça de banzos paralelos, associados a mecanismos resistentes
complementares desenvolvidos no interior do elemento estrutural, onde o banzo inferior é a
armadura longitudinal de flexão, o banzo superior é a zona comprimida de concreto, as
diagonais comprimidas representam o concreto comprimido entre as fissuras (bielas de
compressão) e as diagonais tracionadas representam a armadura transversal resistente ao

17
cisalhamento. Na Fig. 2.5 está representada a analogia de treliça, com os estribos dispostos a
90º, formando a armadura transversal.

Figura 2.5 - Analogia da treliça generalizada (AltoQI).

Adicionalmente, a normativa estabelece as seguintes definições para os modelos


de cálculo I e II:
“O modelo I admite diagonais de compressão inclinadas de θ = 45° em relação ao
eixo longitudinal do elemento estrutural e admite ainda que a parcela complementar Vc tenha
valor constante, independentemente de Vsd. [...] O modelo II admite diagonais de compressão
inclinadas de θ em relação ao eixo longitudinal do elemento estrutural, com θ variável
livremente entre 30° e 45°. Admite ainda que a parcela complementar Vc sofra redução com o
aumento de Vsd”.
Neste trabalho é utilizado o modelo de cálculo I para o dimensionamento da
armadura transversal ao esforço cortante, baseado na treliça clássica de Ritter-Mörsch.
Carvalho et. al (2012) apontaram que a grande vantagem deste modelo é de que, a despeito de
sua simplicidade, conduz a resultados satisfatórios para a quantidade da armadura transversal
no ELU.
Segundo a NBR 6118 (ABNT, 2014), a verificação do ELU, que garante a
condição de segurança do elemento estrutural, é satisfatória quando são atendidas
simultaneamente as seguintes condições:

𝑉𝑆𝑑 ≤ 𝑉𝑅𝑑2 (2.35)

𝑉𝑆𝑑 ≤ 𝑉𝑅𝑑3 = 𝑉𝐶 + 𝑉𝑆𝑊 (2.36)

18
onde
𝑉𝑆𝑑 é a força cortante solicitante de cálculo na seção;

𝑉𝑅𝑑2 é a força cortante resistente de cálculo, relativa à ruína das diagonais comprimidas de
concreto;
𝑉𝑅𝑑3 = 𝑉𝐶 + 𝑉𝑆𝑊 é a força cortante resistente de cálculo, relativa à ruína por tração diagonal;
𝑉𝐶 é a parcela de força cortante absorvida por mecanismos complementares ao da treliça, e
𝑉𝑆𝑊 é a parcela resistida pela armadura transversal.

Bastos (2015) explicou que a parcela de força cortante 𝑉𝐶 tem valor empírico e
serve para levar em conta três mecanismos de resistência ao esforço cortante, de difícil
quantificação: o cordão de concreto comprimido, representado pelo banzo superior da treliça,
o engrenamento dos agregados do concreto ao longo das fissuras inclinadas, e o efeito de pino
das barras longitudinais.
Para o modelo de cálculo I, a NBR 6118 (ABNT, 2014) estabelece os seguintes
cálculos:
a) Verificação da compressão diagonal do concreto (bielas de compressão):

𝑉𝑅𝑑2 = 0,27. 𝛼𝑉2 . 𝑓𝑐𝑑 . 𝑏𝑤 . 𝑑 (2.37)

onde
𝑓𝑐𝑘
𝛼𝑉2 = (1 − ) (2.38)
250

com 𝑓𝑐𝑘 expresso em [MPa].

b) Cálculo da armadura transversal:

𝑉𝑆𝑑 = 𝑉𝑅𝑑3 = 𝑉𝐶 + 𝑉𝑆𝑊 (2.39)

𝑉𝑆𝑊 = 𝑉𝑆𝑑 −𝑉𝐶 (2.40)

Para flexão simples e flexo-tração com a linha neutra cortando a seção, têm-se:

19
𝑉𝐶 = 0,6. 𝑓𝑐𝑡𝑑 . 𝑏𝑤 . 𝑑 (2.41)
onde
2
𝑓𝑐𝑡𝑘,𝑖𝑛𝑓 0,7. 𝑓𝑐𝑡,𝑚 0,7. (0,3. 𝑓𝑐𝑘 3 )
𝑓𝑐𝑡𝑑 = = = (2.42)
𝛾𝐶 𝛾𝐶 𝛾𝐶

onde
fctd é a resistência média do concreto à tração, com equação válida para utilização de concretos
com classe de resistência até 50 MPa;
fctk,inf é a resistência característica do concreto à tração – limite inferior;
fct,m é a resistência média do concreto à tração.
Com a parcela 𝑉𝐶 calculada, encontra-se a parcela da força cortante a ser resistida
pela armadura transversal através da Eq. (2.40). A partir disto, têm-se:

𝐴𝑆𝑊
𝑉𝑆𝑊 = ( ) . 0,9. 𝑑. 𝑓𝑦𝑤𝑑 . (𝑠𝑒𝑛𝛼 + 𝑐𝑜𝑠𝛼) (2.43)
𝑠

onde
Asw é a área de aço da armadura transversal;
fywd é a resistência de cálculo do aço da armadura transversal;
α é o ângulo dos estribos com relação ao eixo longitudinal do elemento.
Utilizam-se habitualmente estribos verticais (𝛼 =90º) devido à facilidade
construtiva. A partir da Eq. (2.43), é possível determinar-se a armadura necessária de estribos
por unidade de comprimento:

𝐴𝑆𝑊 𝑉𝑆𝑊
𝑎𝑆𝑊 = ( )= (2.44)
𝑠 0,9. 𝑑. 𝑓𝑦𝑤𝑑

onde
asw é a área de aço da armadura transversal por unidade de comprimento;
s é o comprimento unitário (100cm).

20
A NBR 6118 (ABNT, 2014) ainda estabelece no item 17.4.2.2, que a tensão na
armadura transversal passiva, 𝑓𝑦𝑤𝑑 , deve ser limitada ao menor valor entre 𝑓𝑦𝑑 e 435 MPa.
Ainda, a seção da armadura calculada não deve ser menor que a armadura mínima, 𝐴𝑆𝑊,𝑚í𝑛 ,
especificada no item 17.4.1.1.1, considerando estribos verticais a 90º:

𝑓𝑐𝑡,𝑚
𝐴𝑆𝑊,𝑚í𝑛 = (0,2. ) . 100. 𝑏𝑤 (2.45)
𝑓𝑦𝑘

2.4. Ferramenta Solver

Conforme explicou Bhatti (2005), o uso de planilhas de cálculo e o


desenvolvimento de sistemas algébricos computadorizados oferecem um ambiente
empolgante no campo da otimização estrutural, uma vez que cálculos extensos e por muitas
vezes tediosos podem ser executados com relativa simplicidade e rapidez. Apesar da baixa
adesão por parte dos profissionais que não estão familiarizados com a teoria que envolve a
otimização, tais ferramentas possuem enorme potencial quando corretamente utilizadas.
O Solver é uma ferramenta de teste de hipóteses, aplicada ao programa Excel da
Microsoft, e tem por objetivo encontrar um valor ideal, máximo ou mínimo, para uma célula
que contenha uma fórmula (a função objetivo do problema), de acordo com restrições sobre
os valores de outras células de fórmula em uma planilha. Por meio da modificação dos valores
das células variáveis, que participam da formulação das funções de objetivo e/ou de restrição,
o Solver combina os valores de modo que o objetivo especificado seja atingido.
A ferramenta utiliza três métodos de solução selecionáveis pelo usuário:
1. Gradiente Reduzido Generalizado (GRG) não linear, com uso indicado
para problemas simples não lineares;
2. LP Simplex, com uso indicado para problemas lineares;
3. Evolucionário, com uso indicado para problemas complexos.
Neste trabalho, o uso da ferramenta Solver emprega internamente o método do
Gradiente Reduzido Generalizado para determinar as dimensões ótimas da seção transversal
de vigas de concreto armado, objetivando-se a minimização do consumo de materiais.

21
2.4.1. Método do Gradiente Reduzido Generalizado
A utilização de técnicas de otimização pode ser feita a qualquer projeto que seja
expresso por meio de equações matemáticas, sejam problemas lineares ou não-lineares.
Conforme Sacoman (2012), o desenvolvimento inicial do que é hoje o método do
Gradiente Reduzido Generalizado iniciou com Rosen, na década de 60, com o método do
Gradiente Projetado, que objetivava a solução de problemas matemáticos com função-objeto
não-linear e restrições lineares, sendo aprimorado posteriormente com a consideração de
restrições igualmente não-lineares. Wolfe (1963) expôs o método do Gradiente Reduzido, que
possui a mesma aptidão do método proposto por Rosen, porém utilizando uma
formulação muito mais simples. Mais tarde, em 1966, Carpentier e Abadie generalizaram
o método de Wolfe, que ficou conhecido como método do Gradiente Reduzido
Generalizado (GRG). Posteriormente, em 1978, Lasdon e Waren efetuaram algumas
modificações no algoritmo, designando-o GRG2.
Dantas et al. (2012) explicaram em linhas gerais o funcionamento do método do
GRG2 por meio da seguinte forma:
Minimizar a função Z(X)
sujeita a:
0 ≤ 𝑔𝑖 (𝑋) ≤ 𝑢𝑏(𝑖), 𝑖 = 1, 𝑚, (2.46)
𝑙𝑏(𝑖) < 𝑋𝑖 < 𝑢𝑏(𝑖), 𝑖 = 𝑚 + 1, 𝑚 + 𝑛, (2.47)

onde X é um vetor de n variáveis. Assume-se, também, que as funções Z e gi são


diferenciáveis.
Complementarmente, Maia (2009) fez a seguinte declaração acerca do método do
Gradiente Reduzido Generalizado:
“No método do Gradiente Reduzido Generalizado, a direção de procura é tal que
qualquer tipo de restrição ativa permanece ativa para algum pequeno deslocamento nessa
direção. Se um deslocamento é aplicado de modo que, por causa da não-linearidade, alguma
restrição costumeiramente ativa não permaneça satisfeita integralmente, o Método de Newton
é usado para retornar ao limite da restrição.”

22
2.4.2. Funcionamento da ferramenta Solver
A ferramenta Solver apresenta uma interface de fácil visualização e compreensão
ao usuário, como mostra a Fig. 2.6.

Figura 2.6–Interface inicial da ferramenta Solver.

A primeira lacuna “Set Objective” deve ser preenchida com a localização da


célula de objetivo, que deve conter uma fórmula. Em seguida, define-se o sentido da
otimização, com a seleção das opções “Max”, “Min” e “Value of”, que representam,
respectivamente, as opções de maximização, minimização e definição de valor exato para a
função objetivo, sendo esta uma função muito útil quando pretende-se encontrar raízes de
funções (MAIA, 2009).
Na segunda lacuna, “By Changing Variable Cells”, reportam-se as células
correspondentes às variáveis de decisão que terão seus valores alterados e iterados pela
ferramenta, podendo ser reportadas até 200 células variáveis.
Na caixa “Subjetc to the Constraints” inserem-se as restrições do projeto de
otimização pelo botão “Add”, que abre a caixa de diálogo mostrada na Fig. 2.7:

23
Figura 2.7 – Caixa de diálogo para adição de restrições.

Na caixa “Cell Reference” insere-se a célula ou o intervalo de células a serem


restringidas, enquanto que na caixa “Constraint” insere-se um valor ou célula que é a
referência para a restrição. No menu central, define-se a relação desejada entre a célula de
referência e a restrição, com a opção de declarar variáveis como inteiras, binárias ou
totalmente diferentes da restrição.
Retornando à interface inicial, no menu “Select a Solving Method” faz-se a
seleção do método de solução que o programa utilizará para a solução do problema, sendo
permitido escolher entre o método do Gradiente Reduzido Generalizado (GRG Nonlinear),
Simplex LP e Evolucionário (Evolutionary), cujas aplicações estão apresentadas no item 2.4.
O botão “Reset All” limpa todos os campos previamente preenchidos. A ferramenta oferece
ainda a possibilidade de salvar modelos de problemas e de carregá-los, através do botão
“Load/Save”. O botão “Solve” dá início à execução do algoritmo de otimização, enquanto que
o botão “Close” fecha a ferramenta.
Seguindo na interface inicial da ferramenta, ao selecionar-se o botão “Options”
abre-se uma nova caixa de diálogo contendo três abas, conforme mostra a Fig. 2.8:

Figura 2.8 – Caixa de diálogo das opções da ferramenta Solver.

24
A primeira aba “All Methods” trata das opções ajustáveis aos três métodos de
cálculo da ferramenta. O primeiro campo “Constraint Precision” permite ao usuário
determinar o grau de acuidade dos valores utilizados nas iterações, de modo a aproximar os
resultados ao valor de referência. Quanto menor o valor inserido, maior a precisão.
A opção “Use Automatic Scaling”, quando ativada, permite à ferramenta que
altere a escala das variáveis, restrições e objetivo a valores de magnitudes próximas, de modo
a reduzir o impacto de valores excessivamente grandes ou pequenos na acurácia do processo
de solução do problema. Por padrão da ferramenta, esta opção está sempre ativa. Habilitando-
se a opção “Show Iteration Results” os valores de cada tentativa serão mostrados ao término
do processamento do problema.
A opção “Ignore Integer Constraints”, quando ativada, faz com que a ferramenta
ignore todas as restrições definidas como inteiras, binárias e totalmente diferentes. Na caixa
“Integer Optimality (%)” insere-se o percentual máximo de diferença que a ferramenta pode
tolerar entre o objetivo e a melhor solução inteira encontrada. Por padrão, esse percentual é de
1%, podendo ser alterado pelo usuário.
Na caixa “Max Time (Seconds)” define-se o tempo, em segundos, permitido para a
ferramenta rodar o algoritmo de otimização do problema, enquanto que a caixa “Iterations”
permite ao usuário definir a quantidade máximas de iterações que a ferramenta poderá
executar.
Quando o método de solução Evolucionário estiver sendo utilizado, as caixas
“Max Subproblems” e “Max Feasible Solutions” permitem que o usuário defina,
respectivamente, a quantidade máxima de subproblemas e de soluções possíveis permitidos.
A segunda aba “GRG Nonlinear”, apresentada na Fig. 2.9, trata das opções
personalizáveis quando utilizado o método de cálculo pelo Gradiente Reduzido Generalizado.

25
Figura 2.9 – Caixa de diálogo das opções do método do Gradiente Reduzido Generalizado da
ferramenta Solver.

Na caixa “Convergence” insere-se o valor de mudança relativa permitida nas


últimas cinco iterações antes que a ferramenta finalize a execução do programa. Valores
menores indicam soluções mais próximas da ótima, ainda que resulte em maior tempo de
processamento.
Na caixa de grupo “Derivatives” deve-se selecionar uma das duas opções
disponíveis, “Forward” e “Central”, que estimam derivadas por operadores de diferenças
finitas anteriores e operadores de diferenças finitas centrais, respectivamente. A opção
“Forward” é ativada por padrão da ferramenta, uma vez que a opção “Central” requer o
dobro ou mais cálculos, apesar de produzir derivadas mais exatas.
Na caixa de grupo “Multistart”, a opção “Use Multistart” indica que, quando
acionado, ao se iniciar o processamento, o método do Gradiente Reduzido Generalizado
rodará repetitivamente, utilizando diferentes pontos de início para as variáveis de decisão.
Apesar de consumir maior tempo de processamento, este processo pode encontrar uma
solução melhor que apenas um processamento do método.
No campo “Population” insere-se a quantidade de diferentes pontos de início que
deverá ser utilizado pela ferramenta quando a opção “Multistart” estiver ativada. Da mesma
forma, o campo “Random Seed” solicita ao usuário um número inteiro positivo para ser

26
utilizado na geração aleatória de pontos de início pelo método do Gradiente Reduzido
Generalizado.
A opção “Require Bounds” é referente à necessidade ou não de se executar o
recurso “Multistart”, apenas quando existirem limites inferiores e superiores definidos em
todas as variáveis de decisão.
A terceira aba “Evolutionary”, apresentada na Fig. 2.10, trata das opções
personalizáveis quando utilizado o método de cálculo por Algoritmos Evolucionários.

Figura 2.10 - Caixa de diálogo das opções do método de Algoritmos Evolucionários da ferramenta
Solver.

Na caixa “Convergence” adiciona-se o percentual máximo de diferença permitido


para os valores de objetivo encontrados para 99% da população utilizada no processamento.
Na caixa “Mutation Rate” insere-se um valor entre 0 e 1, que representa a relativa
frequência com que alguns membros da população serão alterados para criação de uma nova
tentativa de solução, durante cada subproblema considerado pelo método Evolucionário.
Em “Population Size” insere-se a quantidade mínima de pontos diferentes que o
método Evolucionário deve manter durante o processamento. As quantidade mínimas e
máximas admitidas são de 10 e 200, respectivamente.

27
O campo “Random Seed” trata do número inteiro positivo a ser utilizado como
produtor da geração aleatória de números que serão utilizados pelo método Evolucionário na
resolução do problema.
Em “Maximum Time without Improvement” é solicitada a quantidade máxima de
segundos que o método Evolucionário poderá continuar rodando sem que uma melhora
significativa no valor do objetivo tenha sido alcançada, antes que a ferramenta finalize a
solução do problema.
A opção “Require Bounds on Variables”, assim como na aba “GRG Nonlinear”, é
referente à necessidade ou não de se executar o método Evolucionário apenas quando
existirem limites inferiores e superiores definidos em todas as variáveis de decisão na caixa de
restrições do problema.
Concluídas as definições e o processamento da ferramenta, são gerados três
relatórios para problemas lineares: Relatório de Resposta, Relatório de Sensibilidade e
Relatório de Limites. Conforme pontuado por Maia (2009), os relatórios fornecem as
seguintes informações:
O Relatório de Resposta fornece os valores inicial e final da célula objetivo e de
todas as células variáveis, assim como uma lista com cada restrição do problema, juntamente
de seu status de tolerância.
O Relatório de Sensibilidade fornece o valor final para cada célula variável, seu
valor reduzido, o valor final para as restrições, juntamente do multiplicador de Lagrange.
O Relatório de Limites fornece o limite inferior e superior de todas as células
variáveis, juntamente de seus valores finais.

28
3. METODOLOGIA

O desenvolvimento deste trabalho foi dividido em duas etapas.


Primeiramente foi realizada a implementação da rotina de cálculo para análise
estrutural dos elementos de viga BEAMANAL, de domínio público, desenvolvida pelo
engenheiro estrutural Alex Tomanovich. Na sequência, foram agregadas a formulação
matemática de dimensionamento de vigas de concreto armado em planilhas do Microsoft
Excel e a otimização destas na ferramenta Solver. Para a validação do modelo implementado,
foi analisada uma estrutura de concreto armado de dois pavimentos com vigas simplesmente
apoiadas, sendo realizada a comparação das estruturas original e otimizada em relação ao
custo de execução destas.
Na sequência, o modelo de otimização foi estendido à análise de vigas contínuas,
com a consideração da armadura transversal nos custos, empregando-se o modelo a uma
estrutura de concreto armado mais elaborada, para verificação da aplicabilidade em situações
reais de projeto, utilizando, para isso, um projeto real como benchmark. Os resultados
encontrados com a otimização das vigas da estrutura foram comparados com a original,
verificando-se as diferenças de custos de execução obtidos para cada situação.

3.1. Caso 1 - Otimização de vigas biapoiadas

3.1.1. Definição do problema


O primeiro caso em estudo é uma estrutura simples de concreto armado de dois
pavimentos, com vigas simplesmente apoiadas nos pilares localizados nos cantos da
edificação. A estrutura apresentada possui simetria estrutural, e é estudada com o intuito de
verificar a aplicabilidade da ferramenta Solver na otimização dimensional de vigas de
concreto armado. O objetivo do problema é a minimização do custo de execução das vigas,
considerando-se o custo do concreto, das formas e das armaduras longitudinais. A Fig. 3.1
apresenta a planta de formas de ambos pavimentos, enquanto que a Fig. 3.2 mostra os cortes
representativos da edificação. Somente as vigas V1, V3, V5 e V7 são analisadas, uma vez que

29
em virtude da simetria da estrutura, os elementos suportam carregamentos iguais e possuem
dimensões idênticas.

Figura 3.1 – Plantas de formas para estrutura com vigas biapoiadas.

Figura 3.2 – Cortes representativos da estrutura com vigas biapoiadas.

Para definição inicial da seção transversal das vigas, utiliza-se a recomendação de


Maia (2009), que indica pré-dimensionar a altura da viga em 10% do comprimento do vão
livre para o caso de vigas biapoiadas, tendo-se arredondado os valores para cima, em

30
múltiplos de 5cm. Quanto às propriedades mecânicas dos materiais empregados, utiliza-se
concreto C25 (fck=25 MPa) e armadura longitudinal em aço CA-50.

3.1.2. Carregamentos impostos


Os carregamentos impostos às vigas devem-se ao peso próprio da
edificação (vigas, lajes e paredes), consideradas ações permanentes (𝐹𝑔 ), e sobrecargas
de utilização, consideradas ações variáveis (𝐹𝑞 ), com valor estipulado em 5 kN/m². A
Tab. 3.1 apresenta os valores de carregamento para as vigas em análise, para a
verificação nos Estados Limites Último e de Serviço, conforme preconizado pelas NBR
6118 (ABNT, 2014) e NBR 8681 (ABNT, 2004). O Apêndice A apresenta os cálculos
realizados para o levantamento do carregamento das vigas, com exceção ao peso próprio das
mesmas, uma vez que o processo de otimização desenvolvido leva em consideração este
carregamento, por possuir valor dependente da variável do problema.

Tabela 3.1 - Carregamentos externos combinados para vigas em análise.


Carregamento (kN/m)
Viga
ELU ELS
V1 20,04 12,12
V3 21,55 12,94
V5 15,81 9,09
V7 17,32 9,92
Obs.: carregamentos não incluem peso próprio da viga.
𝐸𝐿𝑈 = 1,4. 𝐹𝑔 + 1,4. 𝐹𝑞 ; 𝐸𝐿𝑆 = 1,0. 𝐹𝑔 + 0,6. 𝐹𝑞

3.2. Caso 2 - Otimização de vigas de um edifício

3.2.1. Definição do problema


O segundo caso em estudo é o pavimento tipo da estrutura de um edifício
residencial em concreto armado, de vigas biapoiadas e contínuas, com vinculação rotulada
nos apoios de extremidade. A estrutura apresentada é estudada com o intuito de verificar a
eficácia do modelo desenvolvido na otimização dimensional em vigas de concreto armado
(biapoiadas e contínuas). O objetivo do problema é a minimização da área da seção
transversal, e, consequentemente, do custo de execução das vigas, considerando-se o custo do
concreto, das formas e das armaduras longitudinais e transversais. A Fig. 3.3 apresenta a
planta de formas do pavimento em análise. Todas as vigas são analisadas de modo a realizar-

31
se um somatório dos custos envolvidos na execução das vigas do pavimento tipo, antes e após
a otimização.

Figura 3.3 – Planta de formas do edifício analisado.

32
As dimensões das seções transversais iniciais das vigas da estrutura foram outrora
definidas pelos autores do projeto, professores Túlio N. Bittencourt e Januário Pellegrino
Neto, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Quanto às propriedades mecânicas
dos materiais empregados, utiliza-se concreto C25 (fck=25 MPa) e armadura em aço CA-50.

3.2.2. Carregamentos impostos


Os carregamentos impostos às vigas devem-se ao peso próprio da
edificação (vigas, lajes e paredes), consideradas ações permanentes (𝐹𝑔 ), e sobrecargas
de utilização, consideradas ações variáveis (𝐹𝑞 ), com valores variáveis de acordo com a
utilização do ambiente. A Tab. 3.2 apresenta os valores de carregamento para as vigas
do pavimento tipo, para a verificação nos Estados Limites Último e de Serviço, conforme
preconizado pelas NBR 6118 (ABNT, 2014) e NBR 8681 (ABNT, 2004). O Apêndice C
apresenta os cálculos realizados para o levantamento do carregamento das vigas, com exceção
ao peso próprio das mesmas, uma vez que o processo de otimização desenvolvido leva em
consideração este carregamento, por possuir valor dependente da variável do problema.

Tabela 3.2 - Carregamentos externos combinados para vigas do pavimento tipo.


Combinações de Carregamento
ELU - ELS -
Viga Trecho ELU - (kN) ELS - (kN)
(kN/m) (kN/m)
a 21,46 0,00 14,56 0,00
V1
b 22,59 0,00 15,09 0,00
a 22,59 0,00 15,09 0,00
V2
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V3 a 12,51 10,39 8,94 7,42
a 21,46 20,23 14,56 13,96
V4
b 25,38 0,00 16,96 0,00
a 25,38 20,23 16,96 13,96
V5
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V6 a 19,32 10,39 13,09 7,42
V7 a 32,67 0,00 21,24 0,00
V8 a 32,67 0,00 21,24 0,00
a 21,46 20,23 14,56 13,96
V9
b 25,38 0,00 16,96 0,00
a 25,38 20,23 16,96 13,96
V10
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V11 a 26,78 0,00 17,53 0,00
a 21,46 0,00 14,56 0,00
V12
b 22,59 0,00 15,09 0,00
a 22,59 0,00 15,09 0,00
V13
b 21,46 0,00 14,56 0,00

33
V14 a 20,86 0,00 14,18 0,00
V15 a 20,86 0,00 14,18 0,00
V16 a 16,52 0,00 11,39 0,00
a 31,02 0,00 20,39 0,00
b 25,50 76,34 16,76 49,66
V17
c 26,68 0,00 17,60 0,00
d 31,02 0,00 20,39 0,00
a 30,04 0,00 19,53 0,00
b 27,63 76,45 17,97 49,71
V18
c 29,49 39,67 19,30 27,07
d 22,68 0,00 15,14 0,00
V19 a 12,51 0,00 8,94 0,00
a 30,04 0,00 19,53 0,00
b 27,63 76,45 17,97 49,71
V20
c 29,49 39,67 19,30 27,07
d 22,68 0,00 15,14 0,00
a 31,02 0,00 20,39 0,00
b 25,50 75,96 16,76 49,39
V21
c 26,68 0,00 17,60 0,00
d 31,02 0,00 20,39 0,00
V22 a 16,52 0,00 11,39 0,00
V23 a 20,86 0,00 14,18 0,00
V24 a 20,86 0,00 14,18 0,00
Obs.: carregamentos não incluem peso próprio da viga.
𝐸𝐿𝑈 = 1,4. 𝐹𝑔 + 1,4. 𝐹𝑞 ; 𝐸𝐿𝑆 = 1,0. 𝐹𝑔 + 0,6. 𝐹𝑞

3.3. Otimização do problema

3.3.1. Função objetivo


A função objetivo do problema de otimização é representado pela Eq. (3.1):

𝐶 = 𝐶𝐶 + 𝐶𝐴,𝑙𝑜𝑛𝑔 +𝐶𝐴,𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣 + 𝐶𝐹 (3.1)

onde
C é o custo total;
CC é o custo do concreto;
CA,long é o custo das armaduras longitudinais;
CA,transv é o custo das armaduras transversais;
CF é o custo das formas.
O custo do concreto é definido em função do volume de concreto necessário e do
custo por unidade volumétrica de concreto, representado pela Eq. (3.2):

34
𝐶𝐶 = 𝑏𝑤 . ℎ. 𝐿. $𝐶 (3.2)
onde
L é o comprimento do vão da viga;
$C é o custo por unidade volumétrica de concreto fornecido, lançado e adensado na obra
(R$/m³).
O custo das armaduras longitudinais positivas tracionadas é definido em função
da massa de armadura necessária e do custo por massa de armadura, representado pela Eq.
(3.3a), enquanto que o custo das armaduras longitudinais negativas, tracionadas e
comprimidas, é representado pela Eq. (3.3b):

𝐶𝐴,𝑙𝑜𝑛𝑔 = 𝐴𝑆 . (𝐿 + 0,30 + 0,30). 𝜌𝑆 . $𝐴 (3.3a)


𝐿𝐷 𝐿𝐸
𝐶𝐴,𝑙𝑜𝑛𝑔 = (𝐴𝑆1 + 𝐴𝑆2 ). ( + ) . 𝜌𝑆 . $𝐴 (3.3b)
3 3

onde
LD é o comprimento do vão adjacente ao apoio, à direita;
LE é o comprimento do vão adjacente ao apoio, à esquerda;
ρS é a massa específica do aço (7.850 kg/m³);
$A é o custo do aço cortado, dobrado e montado na obra (R$/kg).
Para o cálculo do comprimento das armaduras positivas tracionadas são
adicionados 0,30 m para a ancoragem em gancho das armaduras positivas nas extremidades.
O comprimento das armaduras negativas leva em consideração um terço do comprimento dos
vãos adjacentes ao apoio analisado. Tais considerações são feitas com o objetivo de
simplificar os cálculos, uma vez que a NBR 6118 (ABNT, 2014) cita as diversas situações a
serem analisadas no item 18.3.2.4.
O custo das armaduras transversais que resistem aos esforços cortantes atuantes
nas vigas é definido pela Eq. (3.4):

𝐶𝐴,𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣 = ∑ 𝑎𝑆𝑤 . (𝐿𝑓 − 𝐿𝑖 ). 𝜌𝑆 . $𝐴 (3.4)

35
onde
Li é a posição de início do trecho da armadura dimensionada;
Lf é a posição de término do trecho da armadura dimensionada.
Para simplificação de cálculo, não são adotadas armaduras com diâmetros
comerciais, sendo utilizados os valores teóricos obtidos das Eq. (2.16), (2.34) e (2.44).
O custo das formas para execução das vigas é definido em função das dimensões
destas, e é calculado através da Eq. (3.5). Para isso, calcula-se o perímetro de formas
necessário para a seção transversal, multiplicando-se pelo comprimento da viga e pelo custo
de execução das formas:

𝐶𝐹 = [𝑏𝑤 + 2. (ℎ)]. 𝐿. $𝐹 (3.5)

onde
$F é o custo por área de formas em madeira (R$/m²).
Os valores representativos dos custos do concreto, armadura de aço e
formas foram retirados da tabela de composições não desoneradas do Sistema Nacional de
Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), referentes a maio/2016, para a
cidade de Porto Alegre / RS. A Tab. 3.3 apresenta os custos unitários das composições:

Tabela 3.3 - Custo das composições de concreto, armadura e formas.


Composição Custo Unitário

Concreto R$ 392,74 / m³
Armadura R$ 6,51 / kg
Formas R$ 77,36 / m²

3.3.2. Variável de projeto


Para o problema de otimização proposto, a variável de projeto é a área da seção
transversal das vigas, dada pelo produto da altura (h) pela largura (bw). Uma vez que nos
casos analisados a largura da viga tem seu valor definido a partir de restrições arquitetônicas
do projeto, a altura da seção transversal das vigas é diretamente proporcional à área da seção
transversal, representando, em termos práticos, a variável de projeto.

36
3.3.3. Restrições de projeto
As restrições impostas ao problema referem-se aos requisitos mínimos e
máximos previstos pela norma de desempenho vigente e às restrições arquitetônicas
adotadas. A largura da viga (bw) tem valor fixado devido à estética contínua proporcionada
pelo embutimento do elemento ao plano vertical, e a altura da viga não deve ser inferior a
duas vezes sua largura. Segundo a NBR 6118 (ABNT, 2014), o elemento deve atender às
solicitações externas no ELU e à deformação máxima no ELS. As Eqs. (3.6), (3.7), (3.8)
e (3.9) apresentam estas restrições:

𝑥 ≤ 0,628. 𝑑 (3.6)

∆≤ 𝐿⁄350 (3.7)

𝑏𝑤 = 10𝑐𝑚 𝑜𝑢 12𝑐𝑚 𝑜𝑢 15𝑐𝑚 𝑜𝑢 19𝑐𝑚 (3.8)

ℎ ≥ 2. 𝑏𝑤 (3.9)

onde
Δ é a deformação máxima imediata da viga.
A Eq. (3.6) refere-se à posição limite aceitável da linha neutra para utilização
de armadura simples nos vãos. A seção, portanto, estará restringida a trabalhar até o limite
entre os domínios de deformação 3 e 4 nos vãos. A Eq. (3.7) refere-se à deformação máxima
permitida pela NBR 6118 (ABNT, 2014), atentando para consideração do Estado Limite de
Serviço e das combinações quase permanentes de serviço, bem como da redução da rigidez do
elemento devido à fissuração do concreto, conforme o item 17.3.2.1.1 da normativa. As
Equações (3.8) e (3.9) representam as restrições arquitetônicas impostas.

37
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1. Caso 1 - Otimização de vigas biapoiadas

Utilizando os dados de entrada apresentados no item 3.1., com função objetivo,


restrições e variáveis implementados na ferramenta Solver, foram obtidos os resultados de
otimização para as vigas de concreto armado do caso 1. De modo a facilitar a visualização, os
resultados foram organizados e apresentados nas Tabelas 4.1 e 4.2, bem como nas Figuras 4.1
a 4.4. A Tab. 4.1 apresenta a altura e custos de execução das vigas estudadas, antes e após o
processo de otimização, bem como da diferença percentual de custos entre as duas situações
avaliadas. As Figuras 4.1 a 4.3 mostram, respectivamente, os custos individuais de concreto,
armadura e forma, antes e após a otimização. Já a Fig. 4.4 apresenta o comparativo entre o
custo total das duas situações analisadas. O Apêndice B informa detalhadamente o cálculo
realizado para as vigas nas situações iniciais e finais (pré e pós-otimização), bem como os
relatórios de otimização gerados pela ferramenta Solver para cada viga estudada.

Tabela 4.1 - Alturas e custos de execução das vigas, pré e pós-otimização.


Viga h pré (cm) h pós (cm) C pré (R$) C pós (R$) Diferença
V1 35 30 R$ 359,80 R$ 335,93 -6,63%
V3 50 36 R$ 750,46 R$ 679,35 -9,48%
V5 35 30 R$ 347,81 R$ 320,28 -7,92%
V7 50 33 R$ 724,71 R$ 623,05 -14,03%
Somatório R$ 2.182,79 R$ 1.958,60 -10,27%

38
Figura 4.1 – Custo do concreto antes e após a otimização.

Figura 4.2 – Custo da armadura, antes e após a otimização.

Figura 4.3 – Custo da forma, antes e após a otimização.

39
Figura 4.4 – Custo total para execução das vigas, antes e após a otimização.

Tabela 4.2 - Restrições do problema aplicados às vigas do caso 1, pós-otimização.


Restrições Pós-otimização
Viga
xlim ∆ lim hmín x ∆ h
V1 16,14 10,00 30 8,09 0,70 30
V3 20,15 14,86 30 17,30 14,83 36
V5 16,14 10,00 30 6,31 0,27 30
V7 18,14 14,86 30 15,63 14,23 33

Os resultados apresentados mostram que a otimização atendeu o objetivo de


redução máxima possível de custo total das vigas analisadas, conforme mostra a Fig. 4.4,
tendo suas restrições respeitadas satisfatoriamente, de acordo com a Tab. 4.2. A Tab. 4.1
indica a redução da altura da seção em todas as vigas analisadas, e que, por conseqüência,
resulta em menores volumes de concreto (25,26%) e área de formas (21,58%) necessários
para a execução das vigas. Já os custos de aço para as armaduras longitudinais sofreram
expressivo aumento (54,42%).
Conforme exposto por Maia (2009) apud Carvalho (2004), o maior momento
resistido por uma seção retangular com armadura simples é obtido (de forma econômica)
quando a seção trabalha no limite entre os domínios 3 e 4. Analisando os cálculos
apresentados no Apêndice B, percebe-se a tendência de os elementos otimizados possuírem a
posição da linha neutra convergente a tal limite.

4.2. Caso 2 - Otimização de vigas de um edifício

A partir da análise estrutural do pavimento tipo do edifício em análise, o modelo


desenvolvido foi utilizado para otimização dimensional das vigas da estrutura, sendo os

40
resultados organizados nas Tabelas 4.2 e 4.3, juntamente das Figuras 4.5 e 4.6. A Tab. 4.2
apresenta a altura e custos de execução das vigas estudadas, antes e após o processo de
otimização, bem como da diferença percentual de custos entre as duas situações avaliadas,
enquanto que a Tab. 4.3 apresenta as restrições do problema após a otimização, como
comprovação do atendimento a tais delimitações. A Fig. 4.5 evidencia os custos individuais
(concreto, formas e armaduras) e total de execução das vigas do pavimento tipo. Já a Fig. 4.6
apresenta a planta de formas do pavimento, após a otimização das vigas. O Apêndice D
informa detalhadamente o cálculo realizado na viga V1, tomado como exemplo, para as
situações iniciais e finais (pré e pós-otimização), bem como os relatórios de otimização
gerados pela ferramenta Solver.

Tabela 4.3 - Alturas e custos de execução das vigas do caso 2, pré e pós-otimização.
Viga h pré (cm) h pós (cm) C pré (R$) C pós (R$) Diferença
V1 55 38 R$ 1.651,35 R$ 1.308,58 -20,76%
V2 55 38 R$ 1.657,42 R$ 1.317,76 -20,49%
V3 55 26 R$ 462,46 R$ 311,93 -32,55%
V4 55 42 R$ 980,78 R$ 911,51 -7,06%
V5 55 42 R$ 980,78 R$ 911,51 -7,06%
V6 55 30 R$ 473,93 R$ 352,92 -25,53%
V7 55 44 R$ 695,56 R$ 646,32 -7,08%
V8 55 44 R$ 695,56 R$ 646,32 -7,08%
V9 55 42 R$ 980,78 R$ 911,51 -7,06%
V10 55 42 R$ 980,78 R$ 911,51 -7,06%
V11 55 31 R$ 476,74 R$ 361,93 -24,08%
V12 55 38 R$ 1.666,89 R$ 1.322,90 -20,64%
V13 55 38 R$ 1.672,35 R$ 1.331,16 -20,40%
V14 55 38 R$ 637,49 R$ 506,98 -20,47%
V15 55 38 R$ 637,49 R$ 506,98 -20,47%
V16 55 24 R$ 310,17 R$ 168,14 -45,79%
V17 55 38 R$ 1.890,87 R$ 1.522,16 -19,50%
V18 55 38 R$ 1.991,06 R$ 1.787,89 -10,20%
V19 40 20 R$ 148,58 R$ 85,48 -42,47%
V20 55 38 R$ 1.991,06 R$ 1.787,89 -10,20%
V21 55 38 R$ 1.890,87 R$ 1.522,16 -19,50%
V22 55 24 R$ 310,17 R$ 168,14 -45,79%
V23 55 38 R$ 637,49 R$ 506,98 -20,47%
V24 55 38 R$ 637,49 R$ 506,98 -20,47%
Somatório R$ 24.488,15 R$ 20.315,53 -17,04%

41
Custos totais

R$

Cc (R$) Ca (R$) Cf (R$) C (R$)


pré-otimização R$ 5.756,74 R$ 4.529,16 R$ 14.202,2 R$ 24.488,1
pós-otimização R$ 3.982,67 R$ 6.165,25 R$ 10.167,6 R$ 20.315,5

Figura 4.5 – Custos individuais totais de insumos e total para execução das vigas do caso 2, antes e
após a otimização.

Tabela 4.4 – Restrições do problema aplicados às vigas do caso 2, pós-otimização.


Restrições Pós-otimização
Viga
xlim ∆ lim hmín x ∆ h
V1 21,16 15,46 38 7,42 2,61 38
V2 21,16 15,46 38 7,42 2,61 38
V3 13,80 10,20 24 12,52 6,45 26
V4 23,45 15,74 38 18,37 11,05 42
V5 23,45 15,74 38 18,37 11,05 42
V6 16,10 10,20 24 14,57 7,46 30
V7 25,18 13,37 24 20,29 9,63 44
V8 25,18 13,37 24 20,29 9,63 44
V9 23,45 15,74 38 18,37 11,05 42
V10 23,45 15,74 38 18,37 11,05 42
V11 16,61 10,20 24 15,02 7,98 31
V12 21,16 15,46 38 7,36 2,57 38
V13 21,16 15,46 38 7,36 2,57 38
V14 21,16 11,74 38 6,92 0,20 38
V15 21,16 11,74 38 6,92 0,20 38
V16 12,37 7,00 24 5,11 0,14 24
V17 21,16 12,64 38 7,65 1,93 38
V18 21,16 14,34 38 19,43 4,29 38
V19 9,86 4,74 20 2,55 0,01 20
V20 21,16 14,34 38 19,43 4,29 38
V21 21,16 12,64 38 7,65 1,93 38
V22 12,37 7,00 24 5,11 0,14 24
V23 21,16 11,74 38 6,92 0,20 38
V24 21,16 11,74 38 6,92 0,20 38

42
Figura 4.6 – Planta de formas do pavimento tipo do edifício, pós-otimização.

43
Observa-se que para o caso das vigas do pavimento tipo do edifício a otimização
convergiu para resultados igualmente satisfatórios, tendo sido o objetivo de redução da área
da seção transversal das vigas devidamente atendido, conforme mostra a Tab. 4.3. Ademais, o
modelo de otimização acarretou uma expressiva redução na média dos custos de execução, da
ordem de 17,04%, conforme mostra a Tab. 4.3.
Entretanto, a análise individual dos custos revela que, apesar de haver redução nos
custos do concreto e das formas, há aumento expressivo no custo das armaduras. Tal fato
pode ser explicado através das Eq. (2.16) utilizada no dimensionamento das seções: a área de
aço necessária para satisfazer o momento resistente da seção à tração é inversamente
proporcional ao braço de alavanca ZCC, que envolve a posição da armadura e a posição da
linha neutra da seção, ambas proporcionais à altura da viga. Analogamente, as Eqs. (2.40),
(2.41) e (2.44) mostram que a redução da altura da seção transversal demandará maior
resistência ao esforço pela armadura transversal, por compensação à diminuição da parcela de
esforço cortante resistida pelo concreto. Desta forma, quanto menor a altura da viga, maior
serão as taxas de consumo de aço para armadura longitudinal e transversal.
Ainda que a redução da altura das vigas tenha provocado um aumento médio no
consumo de aço em 36,12%, a economia proporcionada pela redução das quantidades de
formas e concreto sobrepujaram tal ocorrência. Conforme indicado nas Eqs. (3.2) e (3.5), o
custo destes insumos é diretamente proporcional à altura da seção transversal da viga.
Diante de tais circunstâncias antagônicas, pode-se concluir que a minimização do
custo de execução de vigas não significa, necessariamente, a minimização da altura da seção,
mas o equilíbrio entre a redução nos custos do concreto e formas e aumento nos custos da
armadura, pela adoção de uma altura ótima para a viga. Significa, portanto, que a otimização
apresentará maior ou menor vantagem econômica dependendo do cenário econômico do
mercado, especificamente dos valores dos insumos necessários.

44
5. CONCLUSÕES

Neste trabalho foi desenvolvida uma metodologia para otimização dimensional


de vigas em concreto armado, tendo sido esta aplicada a quatro vigas biapoiadas de uma
edificação simplificada para validação do modelo e, posteriormente, a uma estrutura mais
elaborada, para verificação dos possíveis ganhos nos custos de execução com a adoção de um
processo de otimização estrutural durante a fase de projeto. O processo de otimização utilizou
o Método do Gradiente Reduzido Generalizado, aplicável para problemas simples não
lineares.
Consoante aos objetivos definidos, os resultados obtidos nos casos estudados
mostram que é concebível inferir que a metodologia desenvolvida neste trabalho é válida,
sendo possível demonstrar a eficiência do processo de otimização dimensional de vigas
biapoiadas e contínuas em concreto armado por meio de planilhas do Microsoft Excel e da
ferramenta complementar Solver.
Como resultado, obteve-se para as vigas estudadas o custo mínimo de execução
mediante a definição de alturas ótimas das seções transversais, tendo sido respeitadas
restrições quanto às imposições arquitetônicas e critérios de desempenho normatizados pela
NBR 6118 (ABNT, 2014).
É importante enfatizar que a implantação de um sistema de otimização estrutural
computadorizado em um ambiente de projeto traz grandes possibilidades de ganhos, não
restringindo-se necessariamente à economia de materiais e redução de custos, pelo fato de ser
possível modelar o problema conforme as necessidades do projeto, alterando-se função
objetivo e restrições, sem , no entanto, alterar os princípios teóricos explorados neste trabalho.
Como sugestão ao desenvolvimento de novos trabalhos na área, sugere-se o
melhoramento do modelo onde seja possível o desenvolvimento de seções de geometria mais
elaborada, como vigas do tipo “T”, que consideram a colaboração das lajes maciças
adjacentes.

45
Do mesmo modo, uma configuração estrutural mais abrangente, como vigas em
balanço e um sistema de reaproveitamento de formas resultariam em um refino maior do
modelo. A avaliação de efeitos secundários, como torção e flexo-compressão, em conjunto
aos esforços horizontais e à contribuição dos elementos para estabilidade global da estrutura
também é válida e permitem um estudo promissor na área, convergindo a resultados mais
próximos dos encontrados em situações reais de projeto.

46
REFERÊNCIAS

ALTOQI. AltoQi: Tecnologia aplicada à engenharia. Disponível em:


<http://faq.altoqi.com.br/content/268/651/pt-br/dimensionamento-de-vigas-a-flex%C3%A3o-
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Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro, 2014.

______.NBR 8681:2004: Ações e segurança nas estruturas – Procedimento. Rio de Janeiro,


2004.

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47
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In: INTERNATIONAL COMPRESSOR ENGINEERING CONFERENCE AT PURDUE,
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utilizando um algoritmo híbrido. 141f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) –
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica. UFPR, Curitiba, 2015.

48
APÊNDICES

49
APÊNDICE A – CARREGAMENTOS E COMBINAÇÃO DE AÇÕES – CASO 1

Combinação de ações
Combinações últimas normais - ELU
Fd=∑γg.FGk + γq. [FQ1,k + ∑ψ0j.FQj,k]
γg = 1,4
γq = 1,4
ψ0j = 0,8
Portanto,
Fd=1,4.FGk + 1,4. [FQ1,k]
Combinações quase permanentes de serviço - ELS
Fd,uti=∑FGk + ∑ψ2j.FQj,k
ψ2j = 0,6
Portanto,
Fd,uti=FGk + 0,6.FQj,k

Carregamento nas Lajes L1 e L2


Laje L1 L2
Tipo 1 1
lx 3,30 3,30
Características (m)
ly 4,90 4,90
ly/lx 1,5 1,5
Peso Próprio 2,50 2,50
Piso + Revestimento 1,00 1,00
Ações (kN/m²)
g 3,50 3,50
q 5,00 5,00
Vx,g 3,85 3,85
Vy,g 4,29 4,29
Reações de Apoio (kN/m)
Vx,q 5,49 5,49
Vy,q 6,13 6,13

50
Carregamento nas vigas
Viga V1:
Cargas permanentes
Laje L1, Vx,g 3,85 kN/m
Parede (15cm) 0,15m x 2,55m x 13kN/m³ 4,97 kN/m

Total - Fg(sem peso próprio) 8,82 kN/m

Cargas variáveis
Laje L1, Vx,q 5,49 kN/m
Total - Fq 5,49 kN/m

Combinação de ações
ELU 1,4.Fg + 1,4.Fq 20,04 kN/m
ELS 1,0.Fg + 0,6.Fq 12,12 kN/m

Viga V3:
Cargas permanentes
Laje L1, Vy,g 4,29 kN/m
Parede (15cm) 0,15m x 2,55m x 13kN/m³ 4,97 kN/m

Total - Fg(sem peso próprio) 9,26 kN/m

Cargas variáveis
Laje L1, Vy,q 6,13 kN/m
Total - Fq 6,13 kN/m

Combinação de ações
ELU 1,4.Fg + 1,4.Fq 21,55 kN/m
ELS 1,0.Fg + 0,6.Fq 12,94 kN/m

51
Viga V5:
Cargas permanentes
Laje L2, Vx,g 3,85 kN/m
1,95
Parede (15cm) 0,15m x 1,00m x 13kN/m³ kN/m
Total - Fg(sem peso próprio) 5,80 kN/m

Cargas variáveis
Laje L2, Vx,q 5,49 kN/m
Total - Fq 5,49 kN/m

Combinação de ações
ELU 1,4.Fg + 1,4.Fq 15,81 kN/m
ELS 1,0.Fg + 0,6.Fq 9,09 kN/m

Viga V7:
Cargas permanentes
Laje L2, Vy,g 4,29 kN/m
1,95
Parede (15cm) 0,15m x 1,00m x 13kN/m³ kN/m
Total - Fg(sem peso próprio) 6,24 kN/m

Cargas variáveis
Laje L2, Vy,q 6,13 kN/m
Total - Fq 6,13 kN/m

Combinação de ações
ELU 1,4.Fg + 1,4.Fq 17,32 kN/m
ELS 1,0.Fg + 0,6.Fq 9,92 kN/m

52
APÊNDICE B – CÁLCULO E OTIMIZAÇÃO DE VIGAS DO CASO 1

53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
APÊNDICE C – CARREGAMENTOS E COMBINAÇÃO DE AÇÕES – CASO 2

Carga das
Reações das
paredes Cargas centradas Carga Total
Lajes
V nas
T vigas
Viga Trecho G par Fg Fq Fq Fg Fq Fg Fq
Fg (kN)
(kN/m) (kN/m) (kN/m) (kN) (kN/m) (kN/m) (kN) (kN)
a 8,94 4,47 1,92 0,00 0,00 13,41 1,92 0,00 0,00
V1
b 8,94 4,58 2,62 0,00 0,00 13,52 2,62 0,00 0,00
a 8,94 4,58 2,62 0,00 0,00 13,52 2,62 0,00 0,00
V2
b 8,94 4,47 1,92 0,00 0,00 13,41 1,92 0,00 0,00
V3 a 8,94 0 0 7,42 0,00 8,94 0,00 7,42 0,00
a 8,94 4,47 1,92 13,21 1,24 13,41 1,92 13,21 1,24
V4
b 8,94 6,28 2,91 0,00 0,00 15,22 2,91 0,00 0,00
a 8,94 6,28 2,91 13,21 1,24 15,22 2,91 13,21 1,24
V5
b 8,94 4,47 1,92 0,00 0,00 13,41 1,92 0,00 0,00
V6 a 8,94 3,09 1,77 7,42 0,00 12,03 1,77 7,42 0,00
V7 a 8,94 9,16 5,24 0,00 0,00 18,10 5,24 0,00 0,00
V8 a 8,94 9,16 5,24 0,00 0,00 18,10 5,24 0,00 0,00
a 8,94 4,47 1,92 13,21 1,24 13,41 1,92 13,21 1,24
V9
b 8,94 6,28 2,91 0,00 0,00 15,22 2,91 0,00 0,00
a 8,94 6,28 2,91 13,21 1,24 15,22 2,91 13,21 1,24
V10
b 8,94 4,47 1,92 0,00 0,00 13,41 1,92 0,00 0,00
V11 a 8,94 6,2 3,99 0,00 0,00 15,14 3,99 0,00 0,00
a 8,94 4,47 1,92 0,00 0,00 13,41 1,92 0,00 0,00
V12
b 8,94 4,58 2,62 0,00 0,00 13,52 2,62 0,00 0,00
a 8,94 4,58 2,62 0,00 0,00 13,52 2,62 0,00 0,00
V13
b 8,94 4,47 1,92 0,00 0,00 13,41 1,92 0,00 0,00
V14 a 8,94 4,17 1,79 0,00 0,00 13,11 1,79 0,00 0,00
V15 a 8,94 4,17 1,79 0,00 0,00 13,11 1,79 0,00 0,00
V16 a 8,94 1,85 1,01 0,00 0,00 10,79 1,01 0,00 0,00
a 8,94 8,79 4,43 0,00 0,00 17,73 4,43 0,00 0,00
b 8,94 5,63 3,65 42,35 12,18 14,57 3,65 42,35 12,18
V17
c 8,94 6,47 3,65 0,00 0,00 15,41 3,65 0,00 0,00
d 8,94 8,79 4,43 0,00 0,00 17,73 4,43 0,00 0,00
V18 a 8,94 7,692 4,83 0,00 0,00 16,63 4,83 0,00 0,00

66
b 8,94 6,39 4,41 42,35 12,26 15,33 4,41 42,35 12,26
c 8,94 7,72 4,41 25,18 3,16 16,66 4,41 25,18 3,16
d 8,94 4,62 2,64 0,00 0,00 13,56 2,64 0,00 0,00
V19 a 8,94 0 0 0,00 0,00 8,94 0,00 0,00 0,00
a 8,94 7,692 4,83 0,00 0,00 16,63 4,83 0,00 0,00
b 8,94 6,39 4,41 42,35 12,26 15,33 4,41 42,35 12,26
V20
c 8,94 7,72 4,41 25,18 3,16 16,66 4,41 25,18 3,16
d 8,94 4,62 2,64 0,00 0,00 13,56 2,64 0,00 0,00
a 8,94 8,79 4,43 0,00 0,00 17,73 4,43 0,00 0,00
b 8,94 5,63 3,65 42,08 12,18 14,57 3,65 42,08 12,18
V21
c 8,94 6,47 3,65 0,00 0,00 15,41 3,65 0,00 0,00
d 8,94 8,79 4,43 0,00 0,00 17,73 4,43 0,00 0,00
V22 a 8,94 1,85 1,01 0,00 0,00 10,79 1,01 0,00 0,00
V23 a 8,94 4,17 1,79 0,00 0,00 13,11 1,79 0,00 0,00
V24 a 8,94 4,17 1,79 0,00 0,00 13,11 1,79 0,00 0,00

Combinações de Carregamento
Viga Trecho ELU - ELS -
ELU - (kN) ELS - (kN)
(kN/m) (kN/m)
a 21,46 0,00 14,56 0,00
V1
b 22,59 0,00 15,09 0,00
a 22,59 0,00 15,09 0,00
V2
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V3 a 12,51 10,39 8,94 7,42
a 21,46 20,23 14,56 13,96
V4
b 25,38 0,00 16,96 0,00
a 25,38 20,23 16,96 13,96
V5
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V6 a 19,32 10,39 13,09 7,42
V7 a 32,67 0,00 21,24 0,00
V8 a 32,67 0,00 21,24 0,00
a 21,46 20,23 14,56 13,96
V9
b 25,38 0,00 16,96 0,00
a 25,38 20,23 16,96 13,96
V10
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V11 a 26,78 0,00 17,53 0,00
a 21,46 0,00 14,56 0,00
V12
b 22,59 0,00 15,09 0,00
a 22,59 0,00 15,09 0,00
V13
b 21,46 0,00 14,56 0,00
V14 a 20,86 0,00 14,18 0,00

67
V15 a 20,86 0,00 14,18 0,00
V16 a 16,52 0,00 11,39 0,00
a 31,02 0,00 20,39 0,00
b 25,50 76,34 16,76 49,66
V17
c 26,68 0,00 17,60 0,00
d 31,02 0,00 20,39 0,00
a 30,04 0,00 19,53 0,00
b 27,63 76,45 17,97 49,71
V18
c 29,49 39,67 19,30 27,07
d 22,68 0,00 15,14 0,00
V19 a 12,51 0,00 8,94 0,00
a 30,04 0,00 19,53 0,00
b 27,63 76,45 17,97 49,71
V20
c 29,49 39,67 19,30 27,07
d 22,68 0,00 15,14 0,00
a 31,02 0,00 20,39 0,00
b 25,50 75,96 16,76 49,39
V21
c 26,68 0,00 17,60 0,00
d 31,02 0,00 20,39 0,00
V22 a 16,52 0,00 11,39 0,00
V23 a 20,86 0,00 14,18 0,00
V24 a 20,86 0,00 14,18 0,00

68
APÊNDICE D – CÁLCULO E OTIMIZAÇÃO DA VIGA V1 DO CASO 2

69
V1-NAO OTIMIZADA

OTIMIZAÇÃO DIMENSIONAL DE VIGAS CONTÍNUAS


Para vigas de2 (dois) até 5 (cinco) vãos
(Versão em unidades Métricas)
Nome: VIGA V1 - NÃO OTIMIZADA Assunto: PFC-II - EDIFÍCIO - PVTO TIPO
Número: Criador: LUÍS Revisor: LUÍS c
e
DADOS DE ENTRADA b
a
Dados da viga: +P +M +we
Qtde de vãos = 2 Largura, bw = 0,19 m $c = 392,74 R$/m³ Vão #1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5 +wb
Apoio esq. = Pinned Apoio #1 Cobrimento, c = 3,00 cm $a = 6,51 R$/kg +w
Apoio dir. = Pinned Apoio #3 fck = 25 MPa $f = 77,36 R$/m² 1 2 3 4 5 6 E,I L
Módulo, E = 23800 MPa fyk = 500 MPa Identificação de vãos e apoios VL x VR
Nomenclatura
Carregamentos: γg= 1,40, γf= 1,40

Dados do vão: Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Vão teórico, L = 5,4100 4,7000
Inércia, I = 263427,08 263427,08 263427,08 263427,08 263427,08
Peso próprio:
w (kN/m) = 3,6575 3,6575 3,6575 3,6575 3,6575

Início Fim Início Fim Início Fim Início Fim Início Fim
Distribuída: b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (ft.) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m)
#1: 0,0000 21,4600 5,4100 21,4600 0,0000 22,5900 4,7000 22,5900
#2:
#3:
#4:
#5:
#6:
#7:
#8:

Centradas: a (m) P (kN) a (m) P (kN) a (m) P (kN) a (m) P (kN) a (m) P (kN)
#1:
#2:
#3:
#4:
#5:
#6:
#7:
#8:
#9:
#10:
#11:
#12:
#13:
#14:
#15:

Momentos: c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m)
#1:
#2:
#3:
#4:

Esf. Cortante no apoio esquerdo = 0,00 kN Momento no apoio esquerdo = 0,00 kN-m Esf. Cortante no apoio direito = 0,00 kN Momento no apoio direito = 0,00 kN-m
Resultados - Análise estruutral:
Esforços Cortantes = 52,63 -83,26 79,31 -44,05 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Momentos Positivos máximos de cada vão da viga: Deflexões negativas máximas de cada vão da viga:
+M(max) = 55,130 kN-m @ x= 2,095 m. Vão #1 -∆(max) = -2,104 cm x= 2,380 m. Vão #1
+M(max) = 36,964 kN-m @ x= 3,022 m. Vão #2 -∆(max) = -0,898 cm x= 2,820 m. Vão #2
+M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #3 -∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #3
+M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #4 -∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #4
+M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #5 -∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #5

V1-NAO OTIMIZADA
V1-NAO OTIMIZADA

Momentos Negativos máximos de cada vão da viga: Deflexões positivas máximas de cada vão da viga:
-M(max) = -82,866 kN-m @ x= 5,410 m. Vão #1 +∆(max) = 0,000 cm x= 0,000 m. Vão #1
-M(max) = -82,866 kN-m @ x= 0,000 m. Vão #2 +∆(max) = 0,027 cm x= 0,188 m. Vão #2
-M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #3 +∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #3
-M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #4 +∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #4
-M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #5 +∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #5

Resumo de resultados para a viga de 2 vãos:


Momentos nos apoios: Reações nos apoios: Momentos máximos na viga:
M1 = 0,00 kN-m R1 = 52,63 kN +M(max) = 55,13 kN-m @ x= 2,095 m (Vão #1)
M2 = -82,87 kN-m R2 = 162,57 kN -M(max) = -82,87 kN-m @ x= 5,410 m (Vão #1)
M3 = 0,00 kN-m R3 = 44,05 kN Deflexões máximas e localização:
M4 = --- kN-m R4 = --- kN -∆(max) = -2,104 mm @ x= 2,380 m (Vão #1)
M5 = --- kN-m R5 = --- kN +∆(max) = 0,027 mm @ x= 0,188 m (Vão #2)
M6 = --- kN-m R6 = --- kN ∆(razão) = L/2571

Dimensionamento ao E.L.U.

Armadura Longitudinal positiva

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


d= 50,7 cm d= 50,7 cm d= 0 cm d= 0 cm d= 0 cm
x= 4,90 cm x= 3,24 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm
x3lim = 31,84 cm x3lim = 31,84 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm
As, min = 1,568 cm² As, min = 1,568 cm² As, min = 1,568 cm² As, min = 1,568 cm² As, min = 1,568 cm²
As = 2,60 cm² As = 1,72 cm² As = 0,00 cm² As = 0,00 cm² As = 0,00 cm²
As,final = 2,602 cm² As,final = 1,721 cm² As,final = 0,000 cm² As,final = 0,000 cm² As,final = 0,000 cm²
Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa
Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa
Inércia, I = 263427 cm^4 Inércia, I = 263427 cm^4 Inércia, I = 263427 cm^4 Inércia, I = 263427 cm^4 Inércia, I = 263427 cm^4
Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra:
a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23
b= 1169,72 b= 1169,72 b= 0,00 b= 0,00 b= 0,00
c= -5513,00 c= -3696,45 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00
x1 = 4,90 cm x1 = 3,24 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm
x2 = 121,85 cm x2 = 123,51 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm
Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado:
12,27 Kg 7,16 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg

Armadura Longitudinal negativa

Apoio #1 Apoio # 2 Apoio # 3 Apoio # 4 Apoio # 5 Apoio # 6


d= 50,5 cm d= 50,5 cm d= 50,5 cm d= 0 cm d= 0 cm d= 0 cm
x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm
x3lim = 22,73 cm x3lim = 22,73 cm x3lim = 22,73 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm
Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra:
a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23
b = 1165,11 b = 1165,11 b = 1165,11 b= 0,00 b= 0,00 b= 0,00
c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00
x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm
x2 = 126,25 cm x2 = 126,25 cm x2 = 126,25 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm
ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES
M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm
As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm²
M2d = 0,00 kN.cm M2d = 8286,61 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm
d' = 4,30 cm d' = 4,30 cm d' = 4,30 cm d' = 0,00 cm d' = 0,00 cm d' = 0,00 cm
As'2= 0,00 cm² As'2= 5,02 cm² As'2= 0,00 cm² As'2= 0,00 cm² As'2= 0,00 cm² As'2= 0,00 cm²
Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado:
0,00 Kg 6,18 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg

V1-NAO OTIMIZADA
V1-NAO OTIMIZADA

Armadura Transversal

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Vrd2 = 418,00 kN Vrd2 = 418,00 kN Vrd2 = 0,00 kN Vrd2 = 0,00 kN Vrd2 = 0,00 kN
Vc = 74,12 kN Vc = 74,12 kN Vc = 0,00 kN Vc = 0,00 kN Vc = 0,00 kN
Vsw = 9,14 kN Vsw = 5,19 kN Vsw = 0,00 kN Vsw = 0,00 kN Vsw = 0,00 kN
Vsd,mín = 112,83 kN Vsd,mín = 112,83 kN Vsd,mín = 0,00 kN Vsd,mín = 0,00 kN Vsd,mín = 0,00 kN
Asw, mín = 1,95 cm²/m Asw, mín = 1,95 cm²/m Asw, mín = 0,00 cm²/m Asw, mín = 0,00 cm²/m Asw, mín = 0,00 cm²/m
Asw = 0,46 cm²/m Asw = 0,26 cm²/m Asw = 0,00 cm²/m Asw = 0,00 cm²/m Asw = 0,00 cm²/m
ARM. MÍN. ARM. MÍN. ARM. MÍN. ARM. MÍN. ARM. MÍN.
Lw = 138,00 cm Lw = 138,00 cm Lw = 138,00 cm Lw = 138,00 cm Lw = 138,00 cm
Aço utilizado:
Vão #1 de 0,00 a 0,00 @ 1,95 cm²/m; de 0,00 a 5,41 @ 1,95 cm²/m; de 5,41 a 5,41 @ 1,95 cm²/m 11,42 Kg
Vão #2 de 5,41 a 5,41 @ 1,95 cm²/m; de 5,41 a 10,11 @ 1,95 cm²/m; de 10,11 a 10,11 @ 1,95 cm²/m 9,93 Kg
Vão #3 de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m 0,00 Kg
Vão #4 de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m 0,00 Kg
Vão #5 de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m 0,00 Kg

Verificação do E.L.S.

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Inércia I, II = 48892,53 cm^4 Inércia I, II = 34414,16 cm^4 Inércia I, II = 0,00 cm^4 Inércia I, II = 0,00 cm^4 Inércia I, II = 0,00 cm^4
Mr = 3685,53 kN.cm Mr = 3685,53 kN.cm Mr = 3685,53 kN.cm Mr = 3685,53 kN.cm Mr = 3685,53 kN.cm
Ma = 393,79 kN.cm Ma = 264,03 kN.cm Ma = 0,00 kN.cm Ma = 0,00 kN.cm Ma = 0,00 kN.cm
EI (eq.) = 314465941018 cm^5 EI (eq.) = 1136655685875 cm^5 EI (eq.) = 0 cm^5 EI (eq.) = 0,00 cm^5 EI (eq.) = 0,00 cm^5
∆(lim) = 15,46 mm ∆(lim) = 13,43 mm ∆(lim) = 0,00 mm ∆(lim) = 0,00 mm ∆(lim) = 0,00 mm

-∆(max) = 0,90 mm -∆(max) = 0,38 mm -∆(max) = 0,00 mm -∆(max) = 0,00 mm -∆(max) = 0,00 mm
∆(razão) = L/6000 ∆(razão) = L/12210 ∆(razão) = 0 ∆(razão) = 0 ∆(razão) = 0

RESUMO DOS RESULTADOS DE DIMENSIONAMENTO:

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Viga 19x55x541cm Viga 19x55x470cm Viga 19x55x0cm Viga 19x55x0cm Viga 19x55x0cm
Volume = 0,57 m³ Volume = 0,49 m³ Volume = 0,00 m³ Volume = 0,00 m³ Volume = 0,00 m³
Aço total = 23,70 kg Aço total = 23,26 kg Aço total = 0,00 kg Aço total = 0,00 kg Aço total = 0,00 kg
Formas = 6,44 m² Formas = 5,59 m² Formas = 0,00 m² Formas = 0,00 m² Formas = 0,00 m²

RESUMO DAS QUANTIDADES DE MATERIAL PARA A VIGA:


Volume = 1,06 m³
Aço total = 46,96 kg
Formas = 12,03 m²

OTIMIZAÇÃO:
Função objetivo: Restrições: Variáveis:

Cc = 414,93 R$ x < X 3lim Altura, h = 0,55 m


Ca = 305,71 R$ ∆(max) < ∆(lim)
Cf = 930,71 R$ h > 2bw 0,38
Custo total = 1651,35 R$ h = 15cm

V1-NAO OTIMIZADA
V1- OTIMIZADA

OTIMIZAÇÃO DIMENSIONAL DE VIGAS CONTÍNUAS


Para vigas de2 (dois) até 5 (cinco) vãos
(Versão em unidades Métricas)
Nome: VIGA V1 - OTIMIZADA Assunto: PFC-II - EDIFÍCIO - PVTO TIPO
Número: Criador: LUÍS Revisor: LUÍS c
e
DADOS DE ENTRADA b
a
Dados da viga: +P +M +we
Qtde de vãos = 2 Largura, bw = 0,19 m $c = 392,74 R$/m³ Vão #1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5 +wb
Apoio esq. = Pinned Apoio #1 Cobrimento, c = 3,00 cm $a = 6,51 R$/kg +w
Apoio dir. = Pinned Apoio #3 fck = 25 MPa $f = 77,36 R$/m² 1 2 3 4 5 6 E,I L
Módulo, E = 23800 MPa fyk = 500 MPa Identificação de vãos e apoios VL x VR
Nomenclatura
Carregamentos: γg= 1,40, γf= 1,40

Dados do vão: Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Vão teórico, L = 5,4100 4,7000
Inércia, I = 86880,67 86880,67 86880,67 86880,67 86880,67
Peso próprio:
w (kN/m) = 2,5270 2,5270 2,5270 2,5270 2,5270

Início Fim Início Fim Início Fim Início Fim Início Fim
Distribuída: b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (ft.) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m) b (m) wb (kN/m) e (m) we (kN/m)
#1: 0,0000 21,4600 5,4100 21,4600 0,0000 22,5900 4,7000 22,5900
#2:
#3:
#4:
#5:
#6:
#7:
#8:

Centradas: a (m) P (kN) a (m) P (kN) a (m) P (kN) a (m) P (kN) a (m) P (kN)
#1:
#2:
#3:
#4:
#5:
#6:
#7:
#8:
#9:
#10:
#11:
#12:
#13:
#14:
#15:

Momentos: c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m) c (m) M (kN-m)
#1:
#2:
#3:
#4:

Esf. Cortante no apoio esquerdo = 0,00 kN Momento no apoio esquerdo = 0,00 kN-m Esf. Cortante no apoio direito = 0,00 kN Momento no apoio direito = 0,00 kN-m
Resultados - Análise estruutral:
Esforços Cortantes = 50,24 -79,52 75,88 -42,17 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Momentos Positivos máximos de cada vão da viga: Deflexões negativas máximas de cada vão da viga:
+M(max) = 52,623 kN-m @ x= 2,095 m. Vão #1 -∆(max) = -6,088 cm x = 2,344 m. Vão #1
+M(max) = 35,406 kN-m @ x= 3,021 m. Vão #2 -∆(max) = -2,612 cm x = 2,820 m. Vão #2
+M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #3 -∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #3
+M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #4 -∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #4
+M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #5 -∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #5

V1- OTIMIZADA
V1- OTIMIZADA

Momentos Negativos máximos de cada vão da viga: Deflexões positivas máximas de cada vão da viga:
-M(max) = -79,202 kN-m @ x= 5,410 m. Vão #1 +∆(max) = 0,000 cm x = 0,000 m. Vão #1
-M(max) = -79,202 kN-m @ x= 0,000 m. Vão #2 +∆(max) = 0,078 cm x = 0,219 m. Vão #2
-M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #3 +∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #3
-M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #4 +∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #4
-M(max) = --- kN-m @ x= --- m. Vão #5 +∆(max) = --- cm x= --- m. Vão #5

Resumo de resultados para a viga de 2 vãos:


Momentos nos apoios: Reações nos apoios: Momentos máximos na viga:
M1 = 0,00 kN-m R1 = 50,24 kN +M(max) = 52,62 kN-m @ x= 2,095 m (Vão #1)
M2 = -79,20 kN-m R2 = 155,40 kN -M(max) = -79,20 kN-m @ x= 5,410 m (Vão #1)
M3 = 0,00 kN-m R3 = 42,17 kN Deflexões máximas e localização:
M4 = --- kN-m R4 = --- kN -∆(max) = -6,088 mm @ x= 2,344 m (Vão #1)
M5 = --- kN-m R5 = --- kN +∆(max) = 0,078 mm @ x= 0,219 m (Vão #2)
M6 = --- kN-m R6 = --- kN ∆(razão) = L/889

Dimensionamento ao E.L.U.

Armadura Longitudinal positiva

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


d= 33,7 cm d= 33,7 cm d= 0 cm d= 0 cm d= 0 cm
x= 7,42 cm x= 4,83 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm
x3lim = 21,16 cm x3lim = 21,16 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm
As, min = 1,083 cm² As, min = 1,083 cm² As, min = 1,083 cm² As, min = 1,083 cm² As, min = 1,083 cm²
As = 3,94 cm² As = 2,56 cm² As = 0,00 cm² As = 0,00 cm² As = 0,00 cm²
As,final = 3,938 cm² As,final = 2,563 cm² As,final = 0,000 cm² As,final = 0,000 cm² As,final = 0,000 cm²
Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa Módulo, E = 23800 MPa
Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa Mód. Aço, Es = 210000 MPa
Inércia, I = 86881 cm^4 Inércia, I = 86881 cm^4 Inércia, I = 86881 cm^4 Inércia, I = 86881 cm^4 Inércia, I = 86881 cm^4
Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra:
a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23
b= 777,51 b= 777,51 b= 0,00 b= 0,00 b= 0,00
c= -5262,34 c= -3540,64 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00
x1 = 7,42 cm x1 = 4,83 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm
x2 = 76,83 cm x2 = 79,42 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm
Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado:
18,58 Kg 10,67 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg

Armadura Longitudinal negativa

Apoio #1 Apoio # 2 Apoio # 3 Apoio # 4 Apoio # 5 Apoio # 6


d= 33,5 cm d= 33,5 cm d= 33,5 cm d= 0 cm d= 0 cm d= 0 cm
x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm x= 0,00 cm
x3lim = 15,08 cm x3lim = 15,08 cm x3lim = 15,08 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm x3lim = 0,00 cm
Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra: Posição da linha neutra:
a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23 a= -9,23
b = 772,89 b = 772,89 b = 772,89 b= 0,00 b= 0,00 b= 0,00
c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00 c= 0,00
x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm x1 = 0,00 cm
x2 = 83,75 cm x2 = 83,75 cm x2 = 83,75 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm x2 = 0,00 cm
ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES ARM. SIMPLES
M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm M1d = 0,00 kN.cm
As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm² As'1 = 0,00 cm²
M2d = 0,00 kN.cm M2d = 7920,17 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm M2d = 0,00 kN.cm
d' = 4,30 cm d' = 4,30 cm d' = 4,30 cm d' = 0,00 cm d' = 0,00 cm d' = 0,00 cm
As'2= 0,00 cm² As'2= 7,59 cm² As'2= 0,00 cm² As'2= 0,00 cm² As'2= 0,00 cm² As'2= 0,00 cm²
Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado: Aço utilizado:
0,00 Kg 9,34 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg 0,00 Kg

V1- OTIMIZADA
V1- OTIMIZADA

Armadura Transversal

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Vrd2 = 277,84 kN Vrd2 = 277,84 kN Vrd2 = 0,00 kN Vrd2 = 0,00 kN Vrd2 = 0,00 kN
Vc = 49,27 kN Vc = 49,27 kN Vc = 0,00 kN Vc = 0,00 kN Vc = 0,00 kN
Vsw = 30,25 kN Vsw = 26,61 kN Vsw = 0,00 kN Vsw = 0,00 kN Vsw = 0,00 kN
Vsd,mín = 75,00 kN Vsd,mín = 75,00 kN Vsd,mín = 0,00 kN Vsd,mín = 0,00 kN Vsd,mín = 0,00 kN
Asw, mín = 1,95 cm²/m Asw, mín = 1,95 cm²/m Asw, mín = 0,00 cm²/m Asw, mín = 0,00 cm²/m Asw, mín = 0,00 cm²/m
Asw = 2,29 cm²/m Asw = 2,02 cm²/m Asw = 0,00 cm²/m Asw = 0,00 cm²/m Asw = 0,00 cm²/m
ARM.SUPL. ARM.SUPL. ARM. MÍN. ARM. MÍN. ARM. MÍN.
Lw = 104,00 cm Lw = 104,00 cm Lw = 104,00 cm Lw = 104,00 cm Lw = 104,00 cm
Aço utilizado:
Vão #1 de 0,00 a 0,00 @ 2,29 cm²/m; de 0,00 a 4,87 @ 1,95 cm²/m; de 4,87 a 5,41 @ 2,29 cm²/m 8,76 Kg
Vão #2 de 5,41 a 5,88 @ 2,02 cm²/m; de 5,88 a 10,11 @ 1,95 cm²/m; de 10,11 a 10,11 @ 2,02 cm²/m 7,51 Kg
Vão #3 de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m 0,00 Kg
Vão #4 de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m 0,00 Kg
Vão #5 de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m; de a @ 0,00 cm²/m 0,00 Kg

Verificação do E.L.S.

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Inércia I, II = 26586,20 cm^4 Inércia I, II = 19565,04 cm^4 Inércia I, II = 0,00 cm^4 Inércia I, II = 0,00 cm^4 Inércia I, II = 0,00 cm^4
Mr = 1759,31 kN.cm Mr = 1759,31 kN.cm Mr = 1759,31 kN.cm Mr = 1759,31 kN.cm Mr = 1759,31 kN.cm
Ma = 375,88 kN.cm Ma = 252,90 kN.cm Ma = 0,00 kN.cm Ma = 0,00 kN.cm Ma = 0,00 kN.cm
EI (eq.) = 44822427936 cm^5 EI (eq.) = 152623156849 cm^5 EI (eq.) = 0 cm^5 EI (eq.) = 0,00 cm^5 EI (eq.) = 0,00 cm^5
∆(lim) = 15,46 mm ∆(lim) = 13,43 mm ∆(lim) = 0,00 mm ∆(lim) = 0,00 mm ∆(lim) = 0,00 mm

-∆(max) = 2,61 mm -∆(max) = 1,12 mm -∆(max) = 0,00 mm -∆(max) = 0,00 mm -∆(max) = 0,00 mm
∆(razão) = L/2074 ∆(razão) = L/4199 ∆(razão) = 0 ∆(razão) = 0 ∆(razão) = 0

RESUMO DOS RESULTADOS DE DIMENSIONAMENTO:

Vão # 1 Vão # 2 Vão # 3 Vão # 4 Vão # 5


Viga 19x38x541cm Viga 19x38x470cm Viga 19x38x0cm Viga 19x38x0cm Viga 19x38x0cm
Volume = 0,39 m³ Volume = 0,34 m³ Volume = 0,00 m³ Volume = 0,00 m³ Volume = 0,00 m³
Aço total = 27,34 kg Aço total = 27,51 kg Aço total = 0,00 kg Aço total = 0,00 kg Aço total = 0,00 kg
Formas = 4,60 m² Formas = 4,00 m² Formas = 0,00 m² Formas = 0,00 m² Formas = 0,00 m²

RESUMO DAS QUANTIDADES DE MATERIAL PARA A VIGA:


Volume = 0,73 m³
Aço total = 54,85 kg
Formas = 8,59 m²

OTIMIZAÇÃO:
Função objetivo: Restrições: Variáveis:

Cc = 286,68 R$ x < X 3lim Altura, h = 0,38 m


Ca = 357,10 R$ ∆(max) < ∆(lim)
Cf = 664,79 R$ h > 2bw 0,38
Custo total = 1308,58 R$ h = 15cm

V1- OTIMIZADA
Microsoft Excel 15.0 Answer Report
Worksheet: [V1- OTIMIZADA.xls]Continuous-Span Beam
Report Created: 11/16/2016 7:29:29 PM
Result: Solver found a solution. All Constraints and optimality conditions are satisfied.
Solver Engine
Engine: GRG Nonlinear
Solution Time: 0.235 Seconds.
Iterations: 2 Subproblems: 0
Solver Options
Max Time Unlimited, Iterations Unlimited, Precision """""""0.000001"""""""
Convergence """""""0.0001""""""", Population Size 100, Random Seed 0, Derivatives Central
Max Subproblems Unlimited, Max Integer Sols Unlimited, Integer Tolerance 100%, Assume NonNegative

Objective Cell (Min)


Cell Name Original Value Final Value
$B$181 Custo total = 1651,35 1308,58

Variable Cells
Cell Name Original Value Final Value Integer
$H$178 Altura, h = 0,55 0,38 Contin

Constraints
Cell Name Cell Value Formula Status Slack
$C$157 -D(max) = 2,61 $C$157<=$C$155 Not Binding 12,84813459
$C$90 x = kN-m 7,42 $C$90<=$C$91 Not Binding 13,74152092
$G$157 -D(max) = Kg 1,12 $G$157<=$G$155 Not Binding 12,30929693
$G$90 x= 4,83 $G$90<=$G$91 Not Binding 16,33276491
$K$157 -D(max) = 0,00 $K$157<=$K$155 Binding 0
$K$90 x= 0,00 $K$90<=$K$91 Binding 0
$O$157 -D(max) = 0,00 $O$157<=$O$155 Binding 0
$O$90 x = m (Vão #2) 0,00 $O$90<=$O$91 Binding 0
$S$157 -D(max) = Momento no apoio direito = 0,00 $S$157<=$S$155 Binding 0
$S$90 x = Momento no apoio direito = 0,00 $S$90<=$S$91 Binding 0
$H$178 Altura, h = m² 0,38 $H$178>=$G$180 Binding 0,00