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Brincadeiras para a festa: 34 ideias tradicionais

Essas opções, que valem para o dia a dia, também vão fazer sucesso no aniversário do seu filho
Para entreter as crianças na hora da festa, listamos algumas das brincadeiras mais populares na infância. Divirtam-
se!

TELEFONE SEM FIO


Brincadeira coletiva que desenvolve a audição, a concentração, a oralidade e a memória. O primeiro da fila cochicha
no ouvido do amigo mais próximo uma palavra ou frase. Este faz o mesmo com o seguinte, e assim por diante. O
último diz em voz alta o que entendeu, e a graça está aí: geralmente é bem diferente daquilo que o primeiro falou.

CORRE COTIA
Conhecida também como "Lenço atrás", os participantes sentam-se em uma roda e cobrem os olhos. Um deles anda
em volta com um lenço na mão para deixar atrás de um dos amigos. E vai cantando a música: “Corre, cotia, na casa
da tia. Corre, cipó, na casa da vó. Lencinho na mão, caiu no chão. Moça bonita do meu coração. Posso jogar?
Ninguém vai olhar?”. O jogador que achar o lenço atrás corre atrás do que jogou. Quando pegá-lo, ele vira o
"cantador", o outro se senta e a brincadeira recomeça. 

MASSINHA
Além de criar as formas e os personagens que as crianças inventarem, a massinha possibilita ensinar a mistura de
cores. Pegue uma bolinha de massa amarela e outra azul e faça a “mágica” para seu filho: misture as duas na frente
dele e mostre a cor que vai aparecer. Alguns apetrechos deixam a brincadeira mais divertida. Existem caixas que
vêm com a massinha e instrumentos para ele modelar. Mas serve o improviso, como um espremedor de alho, que
dará forma de cabelos de bonequinhos. 

GATO MIA
A criança escolhida para ser o pegador precisa sair do recinto para os outros se esconderem. Quando voltar, no
escuro, deve começar a procurar os amigos. Para ajudar na busca, ele pode fazer gracinhas para tentar fazer os
"gatinhos" escondidos rirem e se denunciarem. Toda vez que o pegador encontrar um, deve dizer: "gato, mia". Quem
for pego mia, disfarçando a voz para o outro adivinhar quem é. Se acertar, o "gato" passa a ser o novo pegador. Se
não, o jogo recomeça com o mesmo pegador.
+ 5 brincadeiras para você relembrar com o seu filho

ESCULTURA COM ARGILA


Compre argila em uma papelaria ou loja de material para artesanato, corte uma "fatia" (a forma mais fácil é usando
um fio de náilon), pegue um prato pequeno com água e comecem a amassar. Primeiro vocês precisam apertar
bastante a argila, molhando um pouco, até que ela fique bem lisa e maleável. A maneira mais fácil de começar
qualquer forma, especialmente para os menores, é fazendo uma bola. Ela pode ser moldada entre as mãos, em
movimentos giratórios, ou sobre o chão. Dessa bolinha podem sair todas as formas que a criança quiser.
Vocês podem criar desde pequenos recipientes até bonecos e animais, que depois poderão ser usados para encenar
uma peça de teatro, que tal? Deixe secando à sombra por pelo menos um dia, para que as peças não trinquem. 

MÃE DA RUA
Tire a sorte para saber quem será a mãe da rua e divida o pessoal em dois times. Cada um ficará numa "calçada" e a
mãe da rua, no meio. Todos têm que atravessar de um lado para outro pulando em um pé só e fugindo. Quem for
pego será a próxima mãe da rua. A brincadeira termina quando todos forem "presos". Vale empurrar o sofá e brincar
na sala mesmo. 

VIVO OU MORTO
Um participante fica em pé, de frente para o grupo. Ele dá dois comandos: “vivo” – e todos têm de ficar em pé – ou
“morto” – quando todos agacham. A diversão fica por conta de quem se atrapalha, erra o comando e sai do jogo. O
único participante que sobrar será o vencedor.

AMARELHINHA
Ótimo para desenvolver a noção de respeito às regras e aprender a esperar pela vez. A amarelinha também é
conhecida como macaca, xadrez, avião, maré, sapata e casco em outras regiões do país. A mais tradicional, porém,
é aquela feita no chão com auxílio do giz, conforme os passos abaixo: 
1. Cada jogador precisa de uma pedrinha. 
2. Quem começar joga a pedrinha na casa marcada com o número 1 e vai pulando de casa em casa, partindo da
casa 2 até o céu. 
3. Só é permitido pôr um pé em cada casa. Quando há uma casa ao lado da outra, pode pôr os dois pés no chão. 
4. Quando chegar no céu, o jogador vira e volta pulando da mesma maneira, pegando a pedrinha quando estiver na
casa 2. 
5. A mesma pessoa começa de novo, jogando a pedrinha na casa 2. 
6. Perde a vez quem: 
· Pisar nas linhas do jogo 
· Pisar na casa onde está a pedrinha 
· Não acertar a pedrinha na casa onde ela deve cair 
· Não conseguir (ou esquecer) de pegar a pedrinha na volta 
7. Ganha quem terminar de pular todas as casas primeiro.
+ Polêmica: crianças são proibidas de brincar de amarelinha em condomínio

PULAR CORDA
Pular corda tem tudo: é brincadeira, treinamento, exercício físico, faz bem para o corpo e para a mente. A gente
aprende cedo e, quanto mais faz, mais sabe. Sozinho ou em grupo, dá para brincar de várias formas e até inventar
competições. E a diversão ganhou força e uma nova maneira de brincar com o filme Jumping, da Disney, em que as
crianças fazem campeonatos usando mais de uma corda.
+ 3 brincadeiras que as meninas vão adorar

XADREZ
Se na sua casa não tem um tabuleiro de xadrez, é possível encontrar vários sites na internet nos quais se pode
jogar on-line. Você aproveita o computador para mostrar um jogo diferente, inteligente e que trabalha como poucos a
concentração e o raciocínio.

COELHINHO SAI DA TOCA


As crianças são divididas em grupos de três e formam um grande círculo. De cada três, dois ficam um na frente do
outro, dão as mãos e erguem os braços. O terceiro fica no meio, embaixo dos braços unidos dos amigos, fazendo o
papel de um coelho dentro da toca. No centro do círculo ficará uma única criança, que será um coelho solitário. Uma
pessoa do grupo é escolhida para gritar: “Coelhinho, sai da toca!". Nessa hora, todos os coelhinhos saem de suas
tocas e aquele que estava no círculo também. E todos procuram uma nova toca. Quem ficar sem toca vai para o
centro e a brincadeira continua.

GUERRA DE BEXIGAS D'ÁGUA


Perfeita para aqueles dias de calor em que a casa está cheia de crianças. Leve-as para o quintal ou o playground e
distribua as bexigas d’água. Vai ser a maior alegria!

BALANÇO
O queridinho de parques e praças. Geralmente há uma fila de crianças por perto, aguardando a vez de se balançar
no ar. Elas adoram, e os pais podem participar da brincadeira empurrando o filho. Ao se balançar, a criança aprende
que precisa segurar firme para não cair e se machucar.
+ Pesquisa aponta que os balanços ajudam as crianças a trabalhar em equipe

ESTÁTUA
Você coloca uma música e as crianças começam a dançar. Quando abaixar o som e gritar “estátua”, todos devem
ficar parados. Quem se mexer por último ganha o jogo. 

BRINCADEIRA DE CASINHA
Criança brinca de casinha em qualquer lugar, mas fazer na cabaninha é melhor ainda. Pegue lençóis, travesseiros,
almofadas, cobertores, pratinhos e copos de plástico, bonecos, livros e até uma lanterna. Aí é só prender o lençol
em duas cadeiras ou amarrado na janela. Também vale usar aquelas cabanas prontas, fáceis de montar. Aproveite
para entrar, junto com seu filho, no encantado mundo do faz-de-conta. É na brincadeira de casinha que ela treina os
papéis na sociedade, usa e abusa da imaginação.

JOGAR PETECA
O jogo é antigo. Na década de 40, ganhou as ruas de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Já na de 70, crianças e
adultos redescobriram o brinquedo. Para jogar, basta bater no fundo da peteca e arremessá-la para quem estiver na
roda. Marca ponto quem não deixa a peteca cair. Em 1985, o jogo da peteca virou esporte, com o reconhecimento do
Conselho Nacional de Desporto. 

DETETIVE
Separe um papel para cada jogador e escreva: “detetive”, “assassino” e, nos restantes, “vítima”. Dobre e misture.
Cada pessoa pega um. Forma-se uma roda. Todos ficam se entreolhando. O assassino mata a vítima piscando para
ela. Quando o jogador recebe a piscadela tem que dizer: “Morri”. O papel do detetive é flagrar o assassino bem na
hora em que ele pisca. Quando descobre, ele grita: “Está preso”. O jogo acaba quando o assassino é revelado e aí é
só recomeçar.

BOLINHAS DE SABÃO
Parece mágica! Basta um arame em círculo, água e sabão. A brincadeira é antiga e não há quem deixe de
experimentar. Os bebês ficam encantados quando as bolinhas estouram, os maiores adoram correr atrás delas. E os
adultos então...

Sugestão 
Ingredientes: 
* um pedaço de arame para entortar 
* água 
* detergente ou sabão em pó 
* xarope de milho 
Como fazer: 
É bem simples. Misture 1/2 copo de detergente e 2 colheres de xarope de milho em 1/2 litro de água.O xarope de
milho é para encorpar as bolhas e aumentar o tempo de duração delas. Depois, é o que vemos na foto: basta molhar
o arame entortado em forma de aro e assoprar.
+ 3 brincadeiras para fazer com bebês que já rolam

GIRAR BAMBOLÊ
Vale na cintura, no braço, na perna ou apenas girá-lo no chão, como uma roda. Todas as formas vão auxiliar no
desenvolvimento do equilíbrio e da coordenação motora. Uma brincadeira do tempo da vovó que faz sucesso entre
as crianças até hoje. 

BARRA MANTEIGA
Dois grupos de crianças ficam a cerca de 8 metros de distância. Uma das participantes vai até o grupo adversário e
bate, de leve, nas mãos de todas as crianças. Quem receber um tapa forte corre atrás da que bateu. Se conseguir
pegar, leva-a para a sua equipe e se torna a próxima a desafiar o outro grupo. Ganha a equipe que ficar maior.

JOGAR FUTEBOL
Bater uma bola, jogar uma pelada. Não importa. Essa brincadeira, com certeza, está entre as dez preferidas das
crianças. A bola exerce um enorme fascínio sobre elas. Jogar futebol ajuda na motricidade, no respeito, no
estabelecimento e criação de regras, melhora a lateralidade e a noção de espaço, ajuda na socialização e também
na linguagem.
+ Seu filho não quer tirar a camiseta de futebol? Veja como combinar looks

BASQUETE COM BALDE


Bater uma bola, jogar uma pelada. Não importa. Essa brincadeira, com certeza, está entre as dez preferidas das
crianças. A bola exerce um enorme fascínio sobre elas. Jogar futebol ajuda na motricidade, no respeito, no
estabelecimento e criação de regras, melhora a lateralidade e a noção de espaço, ajuda na socialização e também
na linguagem. 

RABO DE BURRO
Um desenho de burrinho é colado na parede. O rabo, feito de feltro (ou de papel) e com um pedaço de fita adesiva
dupla face na ponta, fica separado. Com os olhos vendados, cada criança vai ter de acertar o lugar do rabo. Vence
quem pregá-lo mais próximo.

PULAR ELÁSTICO
Separe 2 metros de elástico de roupa e dê um nó. Duas crianças em pé, frente a frente, colocam o elástico em volta
dos tornozelos, formando um retângulo. Um terceiro participante faz uma seqüência de saltos, pulando para dentro,
sobre e para fora do elástico. O objetivo é fazer tudo sem tropeçar, aumentando o grau de dificuldade.  

BRINCAR DE ADIVINHAÇÃO
Você pode vendar os olhos do seu filho (ou pedir que ele fique com os olhos fechados – o que é mais difícil) e dar
objetos na mão dele para tentar adivinhar o que é. Isso estimula a percepção de diferentes texturas. Vale usar
algodões, lixas, frutas, embalagens...

PASSA ANEL
Todos juntam as mãos, palma com palma. O passador da vez vai 'cortando' as mãos dos outros até deixar,
discretamente, o anel em uma delas. Então, pergunta a um dos jogadores com quem está o anel. Se o jogador
acertar, é o próximo passador. 

PEGA-PEGA
Nessa brincadeira, as crianças aprendem noções de espaço e tempo. Ou seja, se devem correr mais depressa ou
devagar, se devem ir para a esquerda ou a direita, para a frente ou para trás. Também é chamada de pique-pega em
algumas regiões do Brasil. 
+ Brincadeiras que atravessam gerações (e os benefícios de cada uma delas!)

PINTURA
Atividade que todas as crianças adoram fazer. Pode ser na escola ou em casa. Bastam algumas folhas de papel,
pincéis e tintas coloridas. Deixe seu filho criar à vontade. Depois, deixe a obra-prima de seu pintor mirim secar e
pendure na parede. Ele ficará orgulhoso.
Você pode comprar telas próprias para pintura, usar papel kraft, tecido ou ainda uma folha de papel canson.
A tinta mais apropriada para crianças é o guache ou a tinta para pintura a dedo, ambas diluídas em um pouco de
água. Elas são atóxicas e mais fáceis de sair na hora do banho.
DANÇA DAS CADEIRAS
Separe uma cadeira a menos do que o número de participantes. Faça uma roda com os assentos virados para fora.
Coloque a música e peça para as crianças dançarem ao redor delas. Quando a música parar, elas devem se sentar.
Quem não conseguir sai do jogo e leva uma cadeira consigo. Assim continua até que sobre apenas um participante:
o vencedor. 

CABRA-CEGA
Você só precisa de um lenço para vendar os olhos do pegador, do espaço da sala e de cuidado para seu filho não
tropeçar no tapete.
Depois de decidir ou sortear quem vai ser a cabra-cega, os participantes vendam os olhos do escolhido e correm
dele. Ao pegar alguém, a criança vendada tem de adivinhar quem é. Se acertar, o agarrado será a próxima cabra-
cega. Se errar, continua na mesma. 

PIQUENIQUE COM AS BONECAS


Toalha xadrez, pratinhos e copinhos de brinquedo – e comida de verdade! As convidadas? Você, sua filha e as
bonecas prediletas dela. Vale também chamar as amigas – mas cada uma deve trazer sua boneca mais querida. A
toalha pode ser estendida no jardim de casa, na pracinha mais próxima ou num parque de sua cidade. 
+ Minha bebê tem medo de bonecas. Isso é normal?

JOGO DA VELHA
Passatempo mais simples e fácil, impossível. A dupla de jogadores só precisa de uma folha de papel e dois lápis. Ou
um chão de cimento e pedaços de giz. E se não tiver nada disso, vale a areia e duas varinhas para desenhar. 
O "tabuleiro" é composto por três linhas e três colunas. Uma pessoa marca com "X", outra com "O", alternadamente,
nos espaços vazios. O objetivo é conseguir três "O" ou três "X" em linha horizontal, vertical ou diagonal, e ao mesmo
tempo impedir o adversário de ganhar na próxima jogada. A lógica é fácil de deduzir, por isso é comum "dar velha",
ou seja, empatar. 

FOGUINHO
O foguinho é uma versão de pular corda. Quem bate a corda vai repetindo: "Salada, saladinha, bem temperadinha,
com sal, pimenta... fogo, foguinho." Cada vez que a palavra foguinho for dita, deve-se girar a corda mais rápido várias
vezes. O vencedor é quem conseguir pular durante mais tempo sem esbarrar na corda.

BRINCAR NA TERRA
Entre 0 e 2 anos, é muito importante que a criança conheça diversas texturas para desenvolver o tato. Brincar na
terra é uma forma gostosa de aguçar esse sentido nos pequenos. Não se preocupe com a sujeira! 

CABO DE GUERRA
Basta uma corda e algumas crianças. Pronto. Já dá para brincar de cabo-de-guerra. Aí é puxar para lá e para cá.
Vence o lado mais forte. Os índios xavantes, por exemplo, substituem a corda por dois galhos com uma forquilha na
ponta, entrelaçados entre si, e jogam em dupla.  

Deixe seu filho brincar fora do quarto (ou como ensinar às crianças
que elas fazem parte da família)
Nossas colunistas dão dicas práticas para não se estressar com a bagunça
Somos defensoras da tese que a brincadeira não precisa acontecer somente no quarto das crianças.  Ou no
quintal e naquele cantinho de brincar que a gente organiza com tanto carinho. A casa da família pode ser um local
brincante. E isso não significa bagunça, mas bem ao contrário, valoriza a liberdade da criança em transformar o lugar
onde está brincando.

Dicas de brincadeiras para se divertir nas férias e feriados


Quando meu filho vai brincar e interagir com outras crianças?
Só para dizer que não estamos sozinhas, esta certeza que seu filho precisa poder brincar em qualquer ambiente da
casa é amparada pela educadora Nylse Helena, criadora da primeira brinquedoteca no Brasil. É dela a afirmação que
“Não tem cabimento limitar a ação da criança a um único cantinho da casa”. Pois é.

Família significa estar junto


As crianças pequenas (e as grandes, e os adolescentes, e todos nós) querem se sentir parte de alguma coisa. Mais
especificamente da família que elas têm. E o lugar onde esta família vive é sinal de pertença. Quando nós adultos
podemos usar todas as partes da casa para fazer nossas diversas atividades, mas as crianças não, pode acontecer o
sentimento de não se sentir igual aos outros membros da família; não pertencer
Vamos a alguns exemplos de como a brincadeira pode extrapolar os limites do quarto. Você já imaginou brincar no
banheiro? As crianças certamente irão aproveitar muito brincar com potes de água no box. Ainda mais se forem
águas coloridas. Outra dica é pintar nos azulejos. As tintas do tipo guache ou aquarela saem com facilidade quando
você ligar o chuveiro.
Outro local bárbaro para brincar é embaixo da mesa de jantar. Cabana, piquenique, castelo e até esconde-esconde.

A cozinha também pode ser lugar de brincadeira. Desde que você tome alguns cuidados, que mal há em deixar seu
filho brincar de bater colheres, panelas e potes plásticos enquanto você cozinha?

Mesmo a sala tem seu charme. Que tal fazer uma pilha de almofadas? Ou brincar de se equilibrar sobre o tapete
enrolado?

São vários os espaços que podem ser ocupados pelo brincar das crianças e com paciência é possível estabelecer
algumas regras para que a casa não seja tomada pelas coisas das crianças, mas seja também um espaço dos
adultos.

Algumas dicas que ajudam:


1 – Deixe objetos que possam quebrar ou machucar guardados em outro ambiente
2 – Combine a regra do “antes começar uma nova brincadeira, finalize a anterior”. Ou defina até quantos brinquedos
e brincadeiras podem acontecer ao mesmo tempo.
3 – Organize “cantinhos” ou “convites para brincar” em locais diferentes da casa. Há um post no Tempojunto que
explica direitinho o que é isto. 
4 – Deixe-se surpreender pelas descobertas das crianças pela casa.

Você vai perceber que uma casa que pertence à toda família, e não só aos adultos ou às crianças, é um lar mais
equilibrado e que favorece o vínculo entre todos. E se a bagunça é um fantasma para que seu filhos brinquem pela
casa, veja este nosso vídeo, com truques para não deixar o caos se instalar.
Assista ao vídeo de dicas para não se estressar com a bagunça:
Patrícia Marinho é publicitária, mãe de duas meninas, de 12 e 5 anos; e Patricia Camargo é jornalista, mãe de
um menino de 9 anos, e duas meninas de 7 e 6 anos. As “Patricias” são sócias do Tempojunto, que mostra
como a brincadeira é fundamental para o desenvolvimento das crianças e dá sugestões práticas de como
incluir o brincar no dia a dia e na relação entre as mães, os pais (e tios, e avós...) e seus filhos. Aqui elas
tiram dúvidas, dão dicas e contam como o brincar pode fazer a diferença no convívio com as crianças de
qualquer idade.
 

40 brincadeiras divertidas para crianças de 2 a 6 anos


Aproveite o mês das crianças para curtir muito com os pequenos!
Criança brincando de balanço no parquinho (Foto: Shutterstock)
Outubro é o mês em que mais se fala nas crianças. Quem aí já viu aquele sorriso sem graça ou o nariz torcido de
uma criança que abre um presente e encontra uma roupa em lugar de brinquedo?

10 brincadeiras para bebês de 0 a 6 meses


10 brincadeiras para bebês de 18 a 24 meses
Pois é. Muita gente diz: “Criança gosta mesmo é de brinquedo”. Pois no Tempojunto a gente sabe que criança gosta
mesmo é de brincar! De qualquer jeito, onde estiver, no tempo que dermos para ela se divertir.
Então, para começar e continuar bem o mês de outubro, separamos nesta coluna 40 brincadeiras divertidas para
você propor para seus filhos. Tem sugestão para todos os gostos: de mais movimento, de artes, que envolve
experimentos, de concentração e de muito tempo junto, claro, né?
+ Como agir em briga de irmãos? Discuta com outras mães no FÓRUM CRESCER.

Para crianças de 2 e 3 anos:


Para crianças de 3 e 4 anos:
Para crianças de 4 e 5 anos:
Para crianças de 5 a 6 anos:
+ Acompanha o conteúdo de Crescer? Agora você pode ler as edições e matérias exclusivas no Globo Mais,
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Semana do brincar: 41 razões para o seu filho se divertir muito


Se você ainda pensa que brincadeira é só um passatempo, veja as inúmeras razões pelas quais qualquer criança
deve brincar muito e em todas as fases da vida!

Quais são as suas melhores memórias de infância? Jogar queimada até anoitecer, andar de bicicleta, fazer
coreografias de nado sincronizado com as amigas na piscina, pular elástico, pintar e desenhar, montar uma loja com
as roupas do armário e vender para compradores imaginários, dançar as músicas da banda preferida ou criar peças
de teatro para a família assistir? “A brincadeira é o momento mais garantido para construir a si mesmo. É a melhor
oportunidade que a criança tem de reconhecimento intenso e verdadeiro do que ela é e como pode tornar
transparente tudo aquilo que ela virá a ser. O brincar sempre foi ferramenta para a existência, deve ser um núcleo
muito importante do nosso investimento em ser gente”, diz a educadora Rosane Almeida, fundadora do Instituto
Brincante (SP) ao lado do marido, o artista Antônio Nóbrega.

O faz de conta abre um mundo de possibilidades e experimentações à criança por meio das quais ela adquire
habilidades que vão promover seu desenvolvimento em todas as áreas, como motora, cognitiva e emocional.
“Brincar, em toda a sua variedade, é uma das maiores realizações da espécie humana, ao lado de linguagem, cultura
e tecnologia. Sem a diversão nenhuma dessas conquistas seria possível. O valor da brincadeira é cada vez mais
reconhecido por pesquisadores, tanto para adultos quanto para crianças, pois a evidência monitora sua relação com
a realização intelectual e o bem-estar emocional”, afirma o psicólogo e professor David Whitebread, da Faculdade de
Educação da Universidade de Cambridge (Inglaterra), em seu livro A importância do Brincar: Um Relatório sobre o
Valor da Brincadeira das Crianças com uma Série de Recomendações Políticas, em tradução livre.

Dia do Brincar: saiba como interagir com seu filho de acordo com a idade
Você só consegue ser mãe na metade do tempo? Novo estudo diz que tudo bem!
Por tudo isso, deixe seu filho brincar. Dê a ele tempo para inventar o que deseja fazer de maneira mais solta, o
chamado “brincar livre”. Ou seja, vale brincar não somente orientado por um adulto, em alguma oficina específica
para crianças ou com um propósito definido, como um jogo para aprender matemática. E isso só é possível quando a
agenda dela não é absolutamente tomada por atividades extracurriculares – o que vem acontecendo cada vez mais,
como revelou a pesquisa Play Under Pressure (Brincar sob Pressão, em tradução livre), realizada pelo Museu das
Crianças de Minnessota (EUA), com mais de mil pais e mães. O estudo mostrou que 82% deles pensam que
os filhos brincam menos do que eles próprios quando eram crianças e 70% concordam que os pequenos não têm
tempo suficiente para se divertir. Triste, não?
Para Tânia Ramos Fortuna, professora de Psicologia da Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e
coordenadora geral do Programa de Extensão Universitária Quem Quer Brincar?, as crianças são precocemente
inseridas no mundo dos adultos. E, se a ausência de tempo para brincar já faz uma falta enorme para você que está
lendo este texto (confira mais na reportagem “Diversão a vida toda”), pense no quão prejudicial é para quem está em
formação. “Brincar requer tempo. O ideal é que houvesse mais fluidez entre o tempo livre e o de produção, mas, se
não há, é preciso assegurar espaço para o faz de conta na rotina, da mesma forma que há hora para comer, tomar
banho ou dormir”, diz. Segundo ela, a quantidade desse tempo varia de acordo com a família, mas precisa ser de
qualidade, o que significa permitir a exploração e a criação. A seguir, reflita sobre as 41 razões pelas quais qualquer
criança deve brincar muito e em todas as fases da vida!

1. À flor da pele
Alegria, medo, raiva, vergonha. As brincadeiras, em especial quando em conjunto com outras crianças, podem
despertar vários sentimentos. Seu filho aprende a reconhecer essas emoções e a expressá-las, o que é
fundamental para o autoconhecimento, comunicação e autocontrole.

2  Amigo da natureza
A geógrafa Andréia Quintão, 34 anos, adora proporcionar aos filhos momentos de brincadeiras ao ar livre. Mãe de
Miguel, 7, Lucas, 3, e João, 3 meses, ela acredita que, dessa forma, eles aprendem a respeitar e a cuidar do meio
ambiente. “Eles investigam insetos com lupa, recolhem folhas caídas e tentam adivinhar de qual árvore são. Acredito
que assim aprendem como a natureza funciona e desenvolvem amor e cuidado em relação a ela”, diz.

3  Respeito sempre
É na convivência que a criança aprende a respeitar o outro, seja os pais, os professores ou os irmãos. E na
brincadeira com os amigos isso se faz fundamental. Ao interagir, a criança aprende a ouvir e a compreender os
outros e suas diferenças.

4 Tecnologia amiga
Nem pense em travar uma batalha desnecessária com os gadgets aí na sua casa. As crianças já nasceram nesse
universo digital, estão inseridas nele e farão uso da tecnologia agora e no futuro. E está tudo certo até aqui. A
ressalva dos eletrônicos como brincadeira é para que não sirvam como babás virtuais toda vez que você quer ter
uma refeição tranquila no restaurante ou precisa de meia hora de paz na sua casa. Sem esquecer de que não é
recomendado expor crianças menores de 2 anos às telas, como orienta a Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas,
com cautela, seu filho pode se divertir no tablet, smartphone, computador ou videogame. E ele ainda aprende com
isso, sim, desde o raciocínio estratégico ao construir uma cidade virtual até o contato com novos idiomas. É o que
acontece na casa da analista de sistemas Michele Santos, 37, mãe de Pedro, 7. O filho sempre gostou de ver vídeos
em outras línguas, mas ela tinha medo do que poderia encontrar na internet. “Foi brincando que ele aprendeu os
alfabetos em português, inglês, russo... Tudo com aqueles vídeos animados. Eu não o deixava navegar, mas uma
educadora me encorajou a permitir, com o devido controle. E aí ele deslanchou”, conta.

5  bom sono
Se o seu filho está com dificuldades de dormir, que tal caprichar nas brincadeiras? Claro que não dá para agitar a
criança e querer pular na cama ou brincar de pega-pega justo na hora do sono, mas as brincadeiras durante o dia,
que mantêm a garotada ativa, contribuem, sim, para uma bela noite de descanso. Foi o que mostrou uma pesquisa
das Universidades Monash e Auckland (Austrália), que analisou 519 crianças de 7 anos para entender o que afeta o
sono infantil. A conclusão foi de que aquelas que se movimentaram mais ao longo do dia adormeceram mais rápido
e, segundo os pesquisadores, tenderam a dormir mais e melhor. Então, você já sabe, hein? Brincar até cansar!

6 foco é tudo
É uma graça ver a carinha de concentração de uma criança ao montar um quebra-cabeça, empilhar uma torre com
blocos ou fazer um desenho mais elaborado – os olhos chegam a ficar apertados e a língua presa entre os dentes! O
poder de concentração, foco e atenção é estimulado em brincadeiras como essas e é útil em diversas fases da vida
do seu filho, como para fazer uma prova ou resolver um conflito.

7 Cérebro a mil
“Quando uma criança brinca, ela ativa as suas redes neuronais, exercitando sua imaginação, curiosidade e
desenvolvendo o aspecto emocional e a personalidade, além de auxiliar no desenvolvimento motor. As
brincadeiras atuam principalmente no córtex pré-frontal, parte do cérebro responsável pelo planejamento de
comportamentos, pensamentos complexos, tomada de decisões e expressão da personalidade, e na amídala
cerebral, associada à cognição, ao controle emocional e à memória”, diz a neurologista pediátrica Virginia Baggio, do
Centro Integrado de Neurologia do Paraná (PR).

8 Quem sou eu?


Além de entender o mundo, a criança percebe quem ela é e isso ajuda a construir sua identidade. Isso porque o
brincar é a principal linguagem da criança, independentemente de cultura ou meio econômico. Na diversão, ela
interage com seu corpo, com os pais, com os objetos, com tudo ao redor. Assim, se apropria e se entende e vai
trazendo seu modo próprio de agir.

9 Mundo dos números


Empilhar blocos para construir uma torre, montar um quebra-cabeça ou organizar os móveis na casinha de madeira
podem parecer atividades simples, mas elas desenvolvem capacidades que serão úteis no futuro. Um estudo
realizado pela Universidade de Delaware e Temple (EUA) observou que crianças de 3 anos que brincam com blocos
didáticos possuem melhores habilidades em matemática e noção de espaço quando viram adultos.

10 na escola também
E não estamos falando apenas da Educação Infantil. O faz de conta deve participar da rotina escolar sempre. Se a
criança brinca na escola, sua identificação positiva com o aprendizado fica mais fácil. No mundo atual, em especial
nas grandes cidades, o pátio do colégio ainda é um dos poucos espaços amplos onde elas podem brincar em
conjunto e só isso já valeria a garantia desses momentos nas instituições de ensino. Além disso, as brincadeiras
estão a serviço da aprendizagem dos conteúdos. Por tantos motivos, não podem ser vistas pelos educadores como
perda de tempo.

11 BOM DE GARFO
A brincadeira pode ajudar seu filho a comer melhor. E não estamos falando de fazer aviãozinho. Levar a criança à
feira e desafiá-la a acertar as frutas pelo cheiro, escolher uma receita e transformarem-se em chefs de cozinha, fazer
um jogo de experimentar ao menos um novo alimento a cada dia, colocar uma venda nos olhos e adivinhar o que é
pelo sabor... Tudo isso ajuda a apurar o paladar além de melhorar a relação do seu filho com a comida e fazer com
que ele coma melhor.

12 Xô, obesidade!
Na maioria das brincadeiras, a criança precisa mexer o corpo – o que ajuda a combater o sedentarismo e a
obesidade infantil, problema sério atualmente. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou recentemente
um manual dedicado ao incentivo da prática de atividades físicas, que obviamente incluem as brincadeiras. O
material sugere atividades para os bebês, que devem rolar ou engatinhar para alcançar brinquedos, e para as
crianças maiores, como andar de bicicleta, jogar bola ou brincar de pega-pega. Lembrando, claro, da importância da
diversão ao ar livre, que permite movimentações em espaços maiores, experimentação de variações climáticas e
contato com o sol, fundamental para a absorção de vitamina D.

13 Rir é o melhor remédio


Tem coisa melhor do que dar uma boa gargalhada? Sim! Ouvir aquela risada deliciosa do seu filho. Na brincadeira
isso acontece a todo momento, o que contribui diretamente para o bem-estar. Isso porque gargalhar ativa cerca de
24 músculos da face, melhora a circulação e a oxigenação das células, além de reduzir os hormônios do estresse e
liberar os de relaxamento.

14 cara a cara com a adversidade


Cada vez mais falamos da importância de não poupar a criança de toda e qualquer situação difícil, de não
superprotegê-la e de permitir que ela se frustre – afinal, a vida é assim. Ao brincar, ela tem amostras diárias de tudo
isso, quando perde no jogo ou quando o amigo não quer brincar da maneira como ela sugeriu, por exemplo. É aí que
entra em cena uma das habilidades emocionais mais valorizadas hoje: a resiliência. Ao enfrentar essas situações,
seu filho precisa colocar em prática a capacidade de lidar com a frustração, de se adaptar e se desenvolver a partir
disso. Com essas experiências, ele aprende a administrar suas decepções e a enfrentar as adversidades.
15 coordenação de todo tipo
Já que o brincar pressupõe deixar a criança mais ativa, ela ganha outro benefício: o desenvolvimento da
coordenação motora. Desde o famoso “cadê, achou” do bebê, a dança desengonçada quando começa a andar até as
brincadeiras com bola ou de montagem de pulseiras, tudo permite ao seu filho experimentar o que o corpo é capaz e
desenvolver a coordenação, da mais ampla à fina. Mas, lembre-se: isso só acontece se você deixar que ele corra,
tropece, caia e levante de novo!

16 Em busca do coletivo
Nos jogos em grupo, como o basquete e a queimada, as crianças aprendem desde cedo a trabalhar em equipe, a se
relacionar com os demais e percebem que não dá para ser tudo do jeito delas. Elas se envolvem em uma atividade
que exige, gradativamente, o exercício da escuta e da cooperação e aprendem a regular suas ações e as dos
amigos, negociando estratégias para chegarem a um objetivo.

17 Vitamina S
Sujeira faz bem. Por isso, permitir que seu filho se suje na grama, na terra, na areia ou no parquinho estimula o
contato com as bactérias “boas”, tão necessárias para o bom funcionamento do nosso corpo, como afirmam os
microbiologistas B. Brett Finlay e Marie-Claire Arrieta, pesquisadores da University of  British Columbia (Canadá), no
livro Let Them Eat Dirt: Saving Your Child from an Oversanitized World (Deixe que Eles Comam Terra: Salvando
seus Filhos de um Mundo Hiper-Higienizado, em tradução livre). Além de aumentar a resistência a alergias, o brincar
induz à felicidade e ao prazer, melhorando a imunidade como um todo.

18 na cabeça e no coração
A memória é uma capacidade estimulada o tempo todo no brincar – e não é só no jogo que leva essa palavra. Ela faz
parte das ativações cerebrais desenvolvidas na brincadeira, além de estar relacionada àquilo que registramos
quando estamos felizes. As associações que as crianças fazem com experiências que, na maioria das vezes, são
prazerosas reforçam a memória. Sempre aprendemos melhor com aquilo que nos é interessante e agradável.

19 só e bem acompanhado
Não fique preocupado em arrumar companhia o tempo todo para o seu filho brincar. Claro que ele tem inúmeros
aprendizados ao se divertir com outras crianças, mas brincar sozinho é uma excelente oportunidade para que ele
desenvolva a iniciativa e se entretenha por conta própria. Além disso, promove a autonomia no sentido de que estar
consigo mesmo basta.

20. Eu consigo!
Brincar também desenvolve a autoestima e a confiança. Quando a criança acerta uma peça de encaixe, arremessa
um pião com sucesso ou anda de bicicleta sem rodinhas, ela sente total satisfação por produzir algo e aprender a
importância da persistência e da dedicação.

21. tanto amor...


O que acontece quando você faz caretas para arrancar gargalhadas do seu bebê, dança com ele no colo, incorpora a
cliente do restaurante de mentirinha do seu filho, brinca de esconde-esconde ou monta uma cidade com as
miniaturas de carrinhos dele? Estreita o vínculo, reforça os laços afetivos e aumenta ainda mais o amor entre vocês.
A brincadeira também tem esse poder: unir pais e crianças. Para isso, você tem que estar inteiro e disponível
naquele momento, mesmo que seja por meia hora, e entrar de cabeça no faz de conta. É o que pratica a empresária
Katiuscia Cancian Alves, 36, que adora participar das brincadeiras das filhas Julia, 5, e Lívia, 2. “Teve dia do pijama
na escola. Não me contentei em apenas elas estarem vestidas com as roupas de dormir, fui levá-las com meu pijama
também. E não pense que fiquei só dentro do carro! Brincamos de ser feliz e isso nos aproxima ainda mais”, conta.

22 Pequenos exploradores
Juntar folhas e misturar na água para fazer um experimento científico, ver quanto tempo consegue se equilibrar em
um pé só, juntar uma lupa e uma lanterna e bancar o agente secreto. Em meio a um sorriso largo de felicidade, a
criança exerce a capacidade de investigação e se sente encorajada a explorar e fazer descobertas.

23 Muita calma nessa hora


A paciência é outra grande virtude que a criança aprende se divertindo. Seja para esperar sua vez no jogo ou montar
um quebra-cabeça, por exemplo, quando precisa separar as peças, organizar uma estratégia e insistir até finalizar e
ver o resultado final. Outra forma de exercitar a calma do seu filho é contar histórias em capítulos, uma parte por dia,
sempre terminando com algo que desperte a curiosidade dele. Isso vai ajudá-lo a ter serenidade para aguardar o
desfecho.

24 Sem vergonha
Se o seu filho é daqueles que quando vê alguém tenta se esconder atrás de você, é normal que seja difícil para ele
expressar suas emoções ou dar uma opinião. No jogo coletivo, um faz de conta ou um circuito de desafios, fica mais
fácil para ele se soltar e superar a timidez.
25 Cultura para todos
Quando seu filho manuseia um instrumento musical, pinta um quadro ou monta uma peça de teatro com os amigos,
vivencia a arte e desperta sua curiosidade para a música, as artes plásticas, a dança. Afinal, a arte em si já é uma
brincadeira. É uma ferramenta de construção de um ser humano mais íntegro e inteiro.

26 ensaio para o futuro


Você é o grande exemplo para o seu filho e não é raro vê-lo imitando sua maneira de falar e de se comportar. É
natural a criança ter curiosidade pelo mundo adulto, admirar os mais velhos, e isso se reflete nas brincadeiras, como
a de mamãe e filhinho ou as que representam profissões. Dessa forma, ela experimenta seus gostos e vivencia o
futuro, ficando mais preparada para os desafios que virão. “O faz de conta permite que a criança se insira no seu
meio, resolva problemas e desempenhe papéis sociais que terá que realizar mais adiante. Ele é uma preparação
para a vida”, diz a professora Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do
Brincar da Faculdade de Educação da PUC-SP.

27 Junto e misturado
Muitos pais e professores têm medo de deixar as crianças brincarem com outras de idades diferentes, especialmente
as mais velhas. Claro que, em algumas situações, é preciso certo cuidado, como no pula-pula ou em um jogo com
bola. Afinal, os menores podem se machucar. Mas, no geral, há muito mais benefício nessa mistura de idades. Nesse
momento de interação, o mais velho tem que prestar atenção em seu entorno, quando precisa parar de correr, por
exemplo, e cuidar do outro. Já os bem pequenos podem não interagir, mas observam, imitam posturas e adquirem
habilidades. O respeito ao ritmo de cada um também é um grande aprendizado que a brincadeira proporciona –
desde a criança maior com um bebê, por exemplo, até quando seu filho precisa entender que a avó anda mais
devagar e não consegue acompanhá-lo em uma corrida na praça.

28 Palavras a mais
O desenvolvimento da linguagem e da oralidade é outra grande conquista do brincar tanto para a criança que está
aprendendo a falar quanto para aquela que já está ampliando seu vocabulário. Isso porque, para se fazer entender e
se comunicar com os colegas na brincadeira, ela precisa nomear objetos ou ações bem como expressar sentimentos,
desejos, limites e dificuldades.

29 Aliado poderoso
Quando seu filho fica doente, você morre de pena por vê-lo cabisbaixo e sem ânimo, não é? Ainda mais quando ele
precisa ficar no hospital. Brincar nessas horas funciona como uma terapia. A diversão provoca a liberação de
endorfinas, também conhecidas como hormônio do bem-estar. A felicidade é tão importante neste momento que
pode até aliviar temporariamente a dor.

30 Troca-troca
O brincar é um excelente meio de ensinar as crianças também sobre o consumismo: desde que não é certo comprar
um brinquedo novo a cada passeio no shopping até o cuidado que precisam ter com suas bonecas, jogos, carrinhos
e afins, para que durem mais. Uma boa dica é participar de feiras de troca de brinquedos e praticar o desapego
desde cedo, além de mostrar ao seu filho a importância de doar àqueles que não têm – que tal fazer uma limpa no
armário antes do aniversário ou do Natal? Assim, abre-se espaço para as novidades e doa-se o que a criança não
brinca mais. “Adoro participar dessas feiras de troca, acho uma experiência riquíssima para eles, desde a escolha
daquilo que vão desapegar até a negociação lá na hora, quando procuro deixá-los livres, sem pensar ‘mas esse vale
mais que aquele’. Afinal, isso não é importante para as crianças”, diz a revisora Ana Luísa Pereira, 36, mãe de Elis, 9,
e Francisco, 4.

31 Faz de conta
No mundo da fantasia, seu filho pode ser o que quiser, cozinheiro, astronauta, atleta, super-herói, médico, além de
criar histórias e dar novas funções aos objetos (uma vassoura vira cavalo, um tecido vira capa e um jornal vira lençol
para a boneca). E é nesse momento que ele exercita a criatividade, tão fundamental para tudo na vida. Para isso,
ofereça sempre brinquedos estruturados (jogo pronto) e não estruturados (sucata) ao seu filho.

32 Risco calculado
Escorregador, balanço, gangorra, gira-gira... Qual criança não ama um parquinho? Esse ambiente é um convite e
tanto para o seu filho aprender questões da física quando, por exemplo, pensa no peso necessário para equilibrar a
gangorra. E tem mais: A criança aprende a avaliar riscos e tomar decisões, refletindo sobre situações como: ‘Será
que subo mais um degrau nesse trepa-trepa?’, ‘Será que vou me machucar?”
(Foto: ilustração: Bárbara Malagoli)

33 Tudo meu
Crianças até 3 anos têm dificuldades para dividir. Mas, com a orientação dos pais e cuidadores, estimulando a
brincadeira partilhada, aos poucos, ela percebe como é bom compartilhar. Tarsila, 2 anos, filha do artista plástico
Raphael Armando, 34, está nessa fase. Ao encontrar a filha de uma prima, um ano mais velha, logo começaram os
conflitos. “Elas se ‘mataram’ no começo. Até que conversamos com as duas. Elas começaram a dividir os brinquedos
e depois viraram melhores amigas”, lembra. O aprendizado da generosidade começa assim e depois torna-se mais
complexo, quando a criança aprende a emprestar e a doar os brinquedos que não usa mais para quem não tem.

34 Para espantar o medo


Seja do escuro, de cachorro, de trovão ou de conhecer pessoas novas, é natural a criança pequena sentir medo. E
não é que brincando ela tem a chance de lidar com tudo isso de maneira mais leve? Exatamente! E ela nem se dá
conta da “terapia” que está fazendo. Se o seu filho tem receio de ir ao pediatra, por exemplo, experimente dar a ele
um kit de médico de brinquedo e banque o paciente – com certeza, ele estará mais tranquilo na hora da consulta. Se
o pavor é achar o bicho-papão embaixo da cama, que tal colocar água aromatizada em um borrifador e brincar que é
uma poção para espantar monstros?

35 Desavenças
Nada mais natural do que surgirem impasses nas brincadeiras – e, voilà, não tem nada demais nisso. Seja sozinho
ou em conjunto com os amigos, seu filho precisa encontrar uma solução para os conflitos. E nada de tomar a frente
dele nesse momento. É o chamado uso social do brincar. A criança não tem maturidade para entender que o amigo
pensa diferente. Os aprendizados que surgem disso são um exercício para os conflitos do futuro.

36 Alívio na rotina
No nosso dia a dia corrido, em que é preciso conciliar reuniões de trabalho, compras no supermercado, arrumar a
mochila do filho, levar para a escola, marcar o dentista, ir à academia e mais um monte de tarefas que deixariam
esse tópico quase interminável, o brincar pode ser um grande aliado para deixar o dia a dia mais leve. Em vez de
brigar com o seu filho para guardar os brinquedos ou vestir logo o uniforme, por exemplo, que tal propor uma
competição para ver quem consegue se trocar mais rápido ou guardar a maior quantidade de brinquedos em caixas
separadas? Também dá para se divertir arremessando a roupas sujas no cesto, desenhar na hora do banho (com
aqueles lápis de cera laváveis) e o que mais sua imaginação permitir.

37 Abaixo o preconceito
Na brincadeira, a criança tem contato com a diversidade e isso traz uma lista de benefícios: respeito ao diferente,
tolerância e novos exemplos. Por isso também é tão importante não estimular a distinção de brinquedos e
brincadeiras por gênero, como os carrinhos para os meninos e as bonecas para as meninas. Quando só os meninos
podem ser astronautas, policiais ou os chefes nas brincadeiras, por exemplo, isso passa a imagem de que são mais
poderosos, como mostrou um estudo das Universidades de Nova York, Princeton e Illinois (EUA). A pesquisa chegou
à conclusão de que as meninas acreditam que ser um “gênio” é algo destinado apenas ao sexo masculino. O melhor
que podemos fazer pelos nossos filhos é usar o brincar para derrubar estereótipos desse tipo.

38 Mais empatia
Em um mundo tão individualista é preciso saber se colocar no lugar do outro. E essa é mais uma conquista que a
criança aprende brincando, como de casinha, exemplifica a neurocientista Lise Eliot em seu livro Cérebro Azul ou
Rosa: O Impacto das Diferenças de Gênero na Educação (Artmed): “Brincar de boneca e encenar os papéis de pai e
mãe reforça habilidades sociais e emocionais: cuidar de outras pessoas, levar em conta suas necessidades e atendê-
las, bem como perceber o que elas estão sentindo”.

39 Por quê?
Todo jogo tem regra, certo? Mas, quando a criança sugere mudanças, e faz isso com respeito, ela também aprende a
questionar. E isso pode ter reflexo no futuro, como mostrou um estudo da Universidade Estadual do Kansas (EUA). A
pesquisa sugeriu que crianças que quebram regras têm mais chances de se tornar líderes bem-sucedidos à frente de
grandes empresas.

40 Sentidos aguçados
Dancem e cantem, sintam a água batendo no corpo ao brincarem num banho juntos. As possibilidades são infinitas,
especialmente ao ar livre. Na pracinha, por exemplo, a criança pode sentir a diferença da brisa para o vento, escutar
um passarinho, o barulho do carro correndo na rua e até perceber diferentes temperaturas, como da madeira ou
metal de um banco. Esse aguçar dos sentidos é benéfico para seu desenvolvimento integral.

41 O importante é ser feliz!


Com a criança inserida cada vez mais cedo no mundo competitivo, em que inclusive a própria brincadeira às vezes é
usada para atingir objetivos, e na qual ela já sofre pressão por resultados, um grande benefício do brincar é
justamente ter esse tempo para só se divertir, sem pensar em produtividade. Ou seja, esse momento deve ser livre
de qualquer amarra, sem intuito de sucesso, pura diversão e alegria. Como já dizia o poeta brasileiro Mario Quintana:
“As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade”.