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Dez razões pelas quais a igreja não passará pela grande tribulação

Como vimos antes, existem várias linhas, correntes e métodos de interpretação escatológica.
Muitas dessas interpretações não crêem no arrebatamento da igreja, outras crêem nisso, mas
acham que a igreja deverá passar pela grande tribulação (não crêem no arrebatamento pré-
tribulacional), visto que não há versículo algum na Bíblia que de maneira direta diga que a
igreja deverá ser arrebatada antes da grande tribulação. Em meio a todas as discussões
escatológicas vejamos dez argumentos porque os futuristas pré-milenistas pré-tribulacionistas
(interpretação darbyana – de John Nelson Darby) crêem que a igreja não passará pela grande
tribulação.

• Os três primeiros argumentos (1 a 3) mostram que a vinda de Jesus se dará em duas fases
distintas, a primeira para arrebatar sua igreja, e a segunda para se manifestar ao mundo ímpio.

• O argumento 4 mostra a duração do período da grande tribulação.

• Os argumentos 5 e 6 mostram a quem se destina a grande tribulação.

• O argumento 7 mostra que a igreja não está destinada à grande tribulação.

• Os argumentos 8 e 9 mostram porque é necessário o arrebatamento da igreja antes da


grande tribulação.

• O argumento 10 mostra algumas tipologias que tratam do arrebatamento da igreja.

1. Por definição da palavra “vinda” já podemos ver que o arrebatamento e a manifestação de


Cristo são dois fatos distintos

Quando a Bíblia se refere à volta de Jesus emprega sempre a palavra “vinda”, em grego:

parousía ( = vinda, chegada, presença, volta, visita real, chegada de um rei: aparece 24 vezes
no Novo Testamento). Segundo John Walwoord, do Seminário Teológico de Dallas, e também
Souter, Tognini e outros, o termo designa a vinda de um rei para visitar uma cidade ou parte
de seus domínios e abrange dois fatos diferentes: harpázo e phanérosis.

• Harpázo ( = eu arrebato, tomo à força, tiro: aparece 14 vezes no NT) se refere à saída de uma
comissão de pessoas proeminentes da cidade a ser visitada pelo rei, a fim de se encontrar com
ele (o rei), a caminho, e depois acompanhá-lo em direção à cidade.

• Fanérosis (do verbo = eu manifesto, compareço, sou conhecido: aparece 51 vezes no NT) se
refere a apresentação visível desse rei na cidade a ser visitada, e acompanhado pela comissão
de seus cidadãos que foi encontrá-lo no caminho.

As três palavras acima (parousía, harpázo e fanérosis) estão relacionadas à vinda de Cristo:

Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à
vinda do Senhor , de modo algum precederemos os que dormem… depois, nós, os vivos, os
que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles nos ares, e, assim, estaremos para
sempre com o Senhor. (1Ts 4.15, 17 ARA).

então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e o
destruirá pela manifestação da sua vinda . (2Ts 2.8 ARA).
Em grego há muitas palavras para falar vinda ou vir , mas quando se refere à vinda de Cristo,
os autores bíblicos sempre empregam o termo parousía que abrange essas duas fases, como,
por exemplo, em Mt 24.3, onde os discípulos perguntam: “Que sinais haverá da sua vinda e do
fim do mundo?” A pergunta é dupla:

• “Sinais da sua vinda” se referem ao período que vai do princípio das dores até ao
arrebatamento da igreja (Mt 24.4-13).

• “Sinais do fim do mundo” se referem ao período da grande tribulação até a manifestação de


Cristo (Mt 24.14-31). O termo fim do mundo não quer dizer fim do mundo físico, mas sim fim
da presente ordem (ou desordem) estabelecida no mundo.

Essa dupla divisão de Mt 24 em períodos distintos nos é apresentada pelo próprio contexto
desse capítulo, sendo clássica dentro do pré-tribulacionismo:

mas aquele que perseverar até o fim será salvo (uma alusão ao arrebatamento). E este
evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e
então virá o fim (uma alusão à manifestação). (Mt 24.13-14 NVI).

2. Harmonização das referências bíblicas

Só é possível harmonizar todas as referências bíblicas que falam da segunda vinda de Cristo se
aceitarmos que a mesma se dará em duas fases distintas, caso contrário, teremos contradições
irreconciliáveis. Vejamos alguns casos onde poderíamos ter tais contradições:

1. Em Jo 14.3 e 1Ts 4.17 vemos que Jesus vem buscar seu povo (a igreja) para estar para
sempre com ele.

Em Cl 3.4; Zc 14.4-5 e Jd 14-15 vemos que quando Cristo se manifestar, seu povo (a igreja) se
manifestará juntamente com ele.

Obviamente isso só será possível se antes a igreja tiver ido ao seu encontro.

2. Continuando o item anterior, vemos em 1Ts 4.16-17 que no arrebatamento Jesus só vem até
as nuvens e os santos irão ao seu encontro.

Em Zc 14.4-5 vemos que quando Jesus se manifestar, descerá sobre o Monte das Oliveiras, a
leste de Jerusalém, acompanhado de seus santos.

3. Em 1Co 15.52; 1Ts 4.16-17 e Rm 8.23 lemos sobre a ressurreição dos mortos e a
transformação dos vivos. A seguir todos são arrebatados de modo brusco e instantâneo, sem
que ninguém se aperceba até que tudo já tenha acontecido.

Em Mt 24.30 e Ap 1.7 vemos que a manifestação de Cristo será lenta. Haverá um sinal muito
grande no céu e todos o verão e se lamentarão.

4. Em Hb 9.27-28 lemos que Jesus virá segunda vez sem pecado somente para aqueles que o
esperam para a salvação (confirme com Rm 13.11; 1Pe 1.5).

Na manifestação de Cristo (Mt 25.31-46), ele não virá para consumar a salvação para ninguém,
mas, sim, para julgar os que ficaram e sobreviveram à grande tribulação (Jl 3.11-14).

5. Apocalipse capítulos 2 e 3 são interpretados como um resumo da história da igreja no


decorrer dos séculos. Os caps. 1 a 3 mencionam 19 vezes a palavra igreja. Em Ap 4.1 vemos na
pessoa de João uma figura da igreja já arrebatada, e nos capítulos 4 e 5 vemos os santos (a
igreja) no céu diante de Deus e do Cordeiro. Esses dois capítulos não mencionam a palavra
igreja, pois os santos que forem para o céu (os glorificados) abrangem além da igreja, os santos
da antiga aliança (Antigo Testamento) e, também, os santos mortos da grande tribulação.

Os capítulos 6 a 18 de Apocalipse se referem à grande tribulação e nesse trecho não é


mencionada a palavra igreja nenhuma vez, o que implica que ela já não estará aqui nesse
período, embora haverá remanescentes de santos e novos conversos durante o período.

Somente após Ap 19.7-9 a igreja volta ser citada por ocasião da manifestação de Cristo, mas,
literalmente, a palavra igreja só voltará a ser citada uma única vez em Ap 22.16.

6. Em continuação ao item anterior, vemos em Ap 19.7-9 a igreja reunida para as bodas do


Cordeiro (ver também Mt 25.10).

Em Ap 19.11-14, logo após as bodas do Cordeiro, Jesus vem com seus santos para implantar
seu reino sobre a terra. Obviamente isso só será possível se seus santos já estiverem antes
com ele.

7. Paulo diz em Tt 2.13 (ARA) que aguardamos do céu duas coisas importantes e distintas:

• “aguardando a bendita esperança” (o arrebatamento), e também

• “a manifestação da (em) glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.” (ver ainda Mt
24.30).

8. Paulo em 1Co 15.51 diz que o arrebatamento é um mistério (ver também Ef 3.2-10) por dois
motivos:

• Em primeiro lugar, porque nunca foi mencionado no Antigo Testamento sendo, portanto,
algo desconhecido para os judeus.

• Em segundo lugar, porque é impossível dizer quando o arrebatamento ocorrerá (ver item 3,
a seguir).

Em Dn 9.25-27 vemos que a manifestação de Cristo não é um mistério, por dois motivos:

• Em primeiro lugar, porque é mencionada no Antigo Testamento (Dn 7.13-14; Is 52.8).

• Em segundo lugar, porque uma vez que ocorra o arrebatamento e o tratado de paz entre a
besta e Israel será perfeitamente possível determinar quando ocorrerá a manifestação de
Cristo (ver item 4, a seguir).

3. O arrebatamento não pode ser determinado com precisão quando ocorrerá

Acabamos de ver que o arrebatamento não pode ser determinado quando ocorrerá, mas é
algo eminente. O próprio Senhor Jesus diz que virá como ladrão da noite (Mt 24.42-44; Ap 3.3;
16.15), ou seja, é impossível determinar quando virá, portanto o arrebatamento só pode ser
pré-tribulacional.

Se o arrebatamento fosse pós-tribulacional ou midi-tribulacional poderia ser facilmente


determinado quando ocorreria, pois em Dn 9.27 vemos que a grande tribulação tem duração
fixa de sete anos (ver item 4, a seguir) e que começará com o tratado de paz entre a besta e
Israel, portanto quando esse tratado ocorrer, os pós-tribulacionistas e os midi-tribulacionistas
já saberiam como calcular, a fim de saber quando ocorreria o arrebatamento.
4. A duração do período da grande tribulação

Em Mt 24.15 e 21 vemos que a grande tribulação também é chamada de abominação da


desolação.

Comparando-se Mt 24.15, 21 com Dn 9.27 (e também 8.13; 11.31 e 12.11) vemos que a grande
tribulação corresponde à semana setenta da profecia do anjo Gabriel ao profeta Daniel.

As setenta semanas aí mencionadas correspondem a semanas de anos, portanto a grande


tribulação, ou semana setenta, terá duração de sete anos. Os adeptos do midi-tribulacionismo
alegam que a abominação da desolação corresponde apenas à segunda metade da semana
setenta, que é a grande tribulação propriamente dita. Porém, se analisarmos Dn 9.27 com
atenção, veremos que a semana setenta divide-se em duas partes distintas:

• A primeira metade será um período de paz aparente e terá duração de 1260 dias (Ap 11.3).

• A segunda metade será a grande tribulação propriamente dita e terá a duração de 1260 dias
(Ap 12.6), ou quarenta e dois meses (Ap 11.2; 13.5), ou três tempos (anos) e meio (Dn 7.25;
12.7; Ap 12.14).

Portanto a duração total do período da grande tribulação será de sete anos, o que confirma a
identificação com a duração da semana setenta de Daniel.

5. A grande tribulação visa o povo impenitente de Israel

Em Dn 9.24 o anjo Gabriel diz que setenta semanas estão destinadas ao seu povo (ao povo de
Daniel, portanto aos israelitas) e à sua santa cidade (Jerusalém). Gabriel também diz que essas
setenta semanas visam purificar Israel de seus pecados, preparando-o para sua restauração
(Dn 9.25-26, comparar com Jr 30.4-11 e com Dt 4.29-30).

Embora a igreja seja chamada de Israel de Deus (Gl 6.16), literalmente ela não é Israel e,
portanto, a grande tribulação não é destinada a ela. Além disso, vale acrescentar que a igreja
não precisa de qualquer período de tempo ou de tribulação para se purificar de seus pecados,
pois quem está em Cristo já está limpo de suas transgressões (2Co 5.19).

De acordo com Dn 9.25-26 vemos que há um intervalo de tempo entre a semana 69 e a


semana 70. Esse intervalo de tempo corresponde à dispensação da graça ou da igreja.

6. A grande tribulação visa os povos gentios impenitentes

Ap 6.15-17 e Jr 30.8-9 identificam a grande tribulação como sendo o período da “ira de Deus”.
Por outro lado, em 2Ts 2.10-12 vemos que a ira de Deus é destinada a todos os que não
quiseram a salvação. A igreja não está destinada à ira, mas para a aquisição da salvação (1Ts
5.4-9; 1.9-10; Rm 5.9), e nem precisa de um período de tempo para se purificar de seus
pecados, pois quem está em Cristo já está limpo de seus pecados (2Co 5.19).

Vale acrescentar que de acordo com 1Ts 4.13-5.9 a “ira de Deus” será derramada sobre a
humanidade após o arrebatamento da igreja. Por fim, vemos em Is 26.20-21 que o povo do
Senhor ficará abrigado até a “ira de Deus” passar.

7. Jesus exorta a igreja a vigiar a fim de escapar da grande tribulação

Todas as referências bíblicas que falam da grande tribulação sempre se referem a Israel
impenitente ou, então, aos gentios igualmente ímpios. Em nenhuma dessas referências há
qualquer menção da igreja, vejamos: Dt 4.29-31; Is 13.9-13; Jr 25.29-33; 30.4-11; Ez 20.33-39;
Dn 9.24-27; 12.1-2; Mt 24.15-31; 1Ts 1.9-10; 5.4-9; 2Ts 2.3-11 etc. É curioso observar que de
Ap 6.1 a 18.24 temos o período que corresponde a Grande Tribulação, e nesse trecho a igreja
não é mencionada nenhuma vez, sendo mencionada novamente (de maneira indireta)
somente em Ap 19.7-8 por ocasião da manifestação de Cristo com seus santos (a palavra igreja
só é citada novamente em Ap 22.16).

Obviamente, anterior à grande tribulação haverá o “princípio das dores”, o qual a igreja terá
de enfrentar (Mt 24.3-13). Quando as dores começarem, isso servirá de sinal para a igreja,
indicando que a sua redenção está próxima (Lc 21.28-31).

Jesus exorta a igreja a vigiar para ser digna de estar em pé e poder se livrar de todas as dores
que estivem por vir (Lc 21. 34-36).

A igreja de Filadélfia representa a igreja fiel do final dos tempos. Vemos em Ap 3.10 que a
mesma será livrada da grande tribulação que há de vir sobre o mundo e não sobre a igreja fiel
de Jesus.

8. É necessário que haja a retirada da igreja para que se inicie a grande tribulação

Uma personagem marcante do período da grande tribulação será a besta mencionada em Ap


6.1-2; 13.1-10 e 2Ts 2.3-12. No entanto, antes é necessário que o Espírito Santo seja retirado
para que se manifeste esse homem do pecado (2Ts 2.6-8).

A igreja (e conseqüentemente todos os salvos) é identificada como sendo o templo do Espírito


Santo (1Co 3.16-17; 6.19-20; 1Pe 2.4-5). Com a saída do Espírito Santo sai também o seu
templo, a sua habitação, que é a igreja.

Um paralelo tipológico desse fato é encontrado no livro de Gênesis, quando Eleasar (figura do
Espírito Santo) foi buscar uma esposa (Rebeca: figura da igreja) para Isaque (figura de Cristo).
Eleasar foi buscá-la e voltou com ela, trazendo-a pessoalmente até onde Isaque estava (Gn
24.63-66).

Obs.: Em 2Ts 2.3 vemos que antes é necessário a apostasia (a partida) para que haja a
manifestação do homem do pecado. Alguns comentaristas bíblicos não vêm nessa palavra uma
referência a um abandono da fé no final dos tempos, mas, sim, uma referência à retirada da
igreja da superfície da terra antes da manifestação do Anticristo. A maioria dos pré-
tribulacionistas não aceita essa argumentação, crendo que na realidade a palavra se refere
realmente a uma apostasia espiritual.

9. Se o arrebatamento fosse no fim da grande tribulação não haveria santos na terra para
ingressar no milênio

No milênio haverá pessoas normais, que nascerão, viverão, casarão, gerarão filhos etc. (Is
65.20-25). Se o arrebatamento ocorresse no fim da grande tribulação não sobraria ninguém
para entrar no milênio, uma vez que os santos serão retirados com o arrebatamento, e os
ímpios não entrarão no milênio, pois serão mortos por ocasião da manifestação de Cristo,
antes da instauração do seu reino milenar (Mt 25.31-46).

Jesus nos afirma que o “evangelho do reino” será pregado para que venha o fim (Mt 24.14). A
igreja não prega o evangelho do reino e, sim, o evangelho da graça (Ef 2.8). Os judeus
convertidos é que pregarão o evangelho do reino (Ap 7.1-4) e isso só será feito após o
arrebatamento (Mt 24.13-14, comparar com Rm 13.11; Hb 9.28; 1Pe 2.5).
Os convertidos pela pregação do evangelho do reino durante a grande tribulação, e que
sobreviverão à mesma, entrarão no milênio, onde gerarão filhos, que crescerão e casarão e
gerarão filhos, os quais crescerão e também casarão e gerarão filhos, e assim sucessivamente,
e a população da terra se multiplicará tremendamente (Is 60.22).

10. As tipologias da igreja no velho testamento nos mostram que ela não passará pela grande
tribulação

Tipos são pessoas, objetos ou eventos do Antigo Testamento que servem de representação
espiritual de pessoas do Novo Testamento. Há tipos que representam Deus (como Abraão, por
exemplo); tipos que representam Cristo (tais como: Isaque, José, o tabernáculo etc.); tipos que
representam o Espírito Santo (como Eleasar); e há diversos tipos para a igreja, como por
exemplo:

1. Enoque representa a igreja arrebatada. Ele andou com Deus e foi arrebatado para não ver a
morte que viria com o dilúvio iminente: Gn 5.24; Hb 11.5

2. Noé entrou na arca antes do dilúvio, sendo poupado do juízo e só voltou a pousar na terra
após o dilúvio ter passado. Do mesmo modo a igreja entrou (creu) em Cristo e será poupada
do juízo da grande tribulação destinado aos judeus e gentios impenitentes e só voltará à terra
com Cristo (a arca) após o fim a grande tribulação (compare com 1Pe 3.20-22).

3. Ló foi retirado de Sodoma antes do juízo que destruiu essa cidade e Jesus usa a figura de Ló
como comparação para a retirada da igreja antes do juízo que virá sobre o mundo: Lc 17.29-30

4. José se tornou rei, recebeu uma esposa gentia antes da grande fome que se abateu sobre o
Egito (Gn 41.45) e só foi reconhecido por seus irmãos quando os mesmos foram a ele durante
o período da fome (Gn 45.1,16). Cristo já se encontra glorificado junto ao Pai e receberá sua
esposa antes da grande fome que se abaterá sobre o mundo e somente será reconhecido
pelos judeus como o Messias quando esses vierem a ele durante a grande tribulação.

5. Moisés recebeu uma esposa gentia (Zípora) enquanto os israelitas, seus irmãos, estavam
sofrendo o juízo da escravidão no Egito.

6. Elias foi arrebatado para não ver a morte (2Rs 2.11), sendo ele no Antigo Testamento uma
das figuras mais representativas da igreja.

7. Durante a madrugada as estrelas ainda são visíveis até que apareça o sol e as mesmas
deixam de brilhar. Jesus é chamado tanto de a estrela da manhã (Ap 22.16) como também de
sol da justiça (Ml 4.2). Para a igreja, ele é a estrela da manhã e se manifesta antes. Para Israel,
ele é o sol da justiça e se manifestará a seguir.

autor: Pr. Gilson Pinho


DOUTRINA DO ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL

ALICERCES BÍBLICOS

1- Interpretação Literal das Escrituras


2- Pré-Milenismo
3- Futurismo
4- Diferença Entre Israel e a Igreja

          De acordo com esses alicerces observa-se seis argumentos que favorecem o pré-
tribulacionismo, antes de estudá-los detalhadamente.

CONTRASTE ENTRE AS DUAS VINDAS DE JESUS

          O arrebatamento demonstra que a Igreja vai ao encontro de Jesus cf. I TESS. 4: 17, isto é,
a vinda é exclusiva para o cristão, a Igreja. A volta, isto é, no segundo advento de Cristo, Ele
vem com a Igreja e estabelece Seu Reino Messiânico cf. ZAC. 14: 4, MAT. 24: 30 e APOC. 19:
11-14.

A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

          É necessário haver um período intercalar entre o arrebatamento e a segunda vinda de


Jesus por ao menos 2 motivos: para que todo cristão compareça diante do Tribunal de Cristo
(cf. II CORINTIOS 5: 10) e para que surjam cristãos na Grande Tribulação, os quais terão seus
corpos não-ressurretos e transformados (ISAÍAS 65: 20-25).

VINDA IMINENTE DE JESUS CRISTO

          Significa que não é obrigatório que ocorra determinados fatos antes deste evento, isto é,
Jesus pode voltar a qualquer momento sem que haja uma série precisa de acontecimentos
antes disso.

A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO

          O propósito da Tribulação, isto é, porque irá ocorrer a Grande Tribulação ? É claro que há
motivos para essa determinação de Deus, de acordo com DEUTERONOMIO 4: 29-30 e
JEREMIAS 30: 7-11 vemos que a Grande Tribulação é primeiramente um tempo para
restauração de Israel, período chamado de Dia do Senhor, Angústia de Jacó, dia da ira de Deus
cf. SOFONIAS 2: 3 e LUCAS 21: 23. Lemos ainda em OBADIAS 14, SOFONIAS 1: 17 e 15 e
ZACARIAS 14: 1 outras definições para o período da Grande Tribulação, demonstrando tempos
de “fogo” na terra, pois o planeta também precisa ser redimido e somente pelo fogo o será,
afinal só sangue e fogo purificam (I CORÍNTIOS 3: 13-15).

A NATUREZA DA IGREJA

          A Igreja é um mistério (EFÉSIOS 3: 3-4), judeus e gentios se unem em um só corpo. A


Igreja tem promessa de libertação do tempo da ira de Deus durante a Tribulação (I
TESSALONICENSES 1: 9-10 e I TESSALONICENSES 5: 9), nenhum cristão permanecerá na terra
durante a tribulação.

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

          Sabe-se que durante a Grande Tribulação reinará na terra a pessoa do anti-Cristo, do
qual Paulo fala em II TESSALONICENSES 2, lemos  ainda nos versos 6 e 7 que Alguém o detém, 
e somente Deus através do Seu Espírito pode detê-lo, na Igreja.

1- INTERPRETAÇÃO LITERAL DAS ESCRITURAS

          A interpretação literal e constante da Bíblia, significa explicar o sentido do texto apenas
com o uso normal do texto, levando em consideração:
- gramática: de acordo com as regras de ortografia
- histórica: o contexto histórico da passagem
- contextual: de acordo com o contexto da passagem

          Qualquer interpretação que conflite com a gramática não é válida neste método. A
pessoa que analisa o texto precisa verificar corretamente o relacionamento gramatical das
palavras, busca-se então o significado das palavras, a forma das palavras, a função das palavras
e o relacionamento entre elas.

          As Escrituras são compostas durante várias épocas e culturas diferentes, e assim é que o
leitor deve vê-la durante a interpretação literal.

          O texto fora do contexto vira pretexto, o contexto inclui vários aspectos;

- os versículos imediatamente antes e depois da passagem

- o parágrafo e o livro em que ocorre a passagem

- o período em que foi escrito

- a mensagem da Bíblia como um todo (TIAGO 2: 17/ EFÉSIOS 2: 8-9)

- a situação histórico e cultural no período em que foi escrita a passagem

          Como exemplo podemos citar II CRÔNICAS 7: 14 que normalmente é usado como uma
fórmula mágica de benção nacional, porém verificamos em 6:24 que o “meu povo”é somente
Israel, essa passagem envolve Israel e não a Igreja, portanto é incorreto usá-la assim. Outros
exemplos são FILIPENSES 4:13 e JOÃO 10:10.
          Quando o sentido normal da Escritura faz sentido não busque qualquer outro sentido,
tome cada palavra em seu sentido primário, a não ser que o contexto e passagens relacionadas
indiquem o contrário.

2- PRÉ-MILENISMO

          O pré-milenismo ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar, as
características do reino milenar são:
- terá duração de mil anos
- sua localização será aqui na terra
- o governo será mundial sob ordens de Jesus Cristo em pessoa

          Existem outros dois tipos de ensino, o pós-milenista e o amilenista, que praticamente
diferem em pouca coisa, o ensino pós-milenista é de que Cristo voltará à terra após reinar por
mil anos, durante a presente era através da Igreja, isto é, Cristo reina espiritualmente.

          A posição pré-milenista é sem dúvida a mais antiga e criada pela Igreja desde seus
primeiros séculos.

          O pré-milenismo começou a desaparecer com o início da Igreja católica no tempo de


Agostinho (354-430 A.D.), o catolicismo unido com o Estado na época de Constantino fez
esmorecer a esperança da volta de Jesus, porém sempre houve pré-milenistas, mesmo quando
não era conhecido. Durante a reforma os anabatistas ajudaram a reviver o pré-milenismo.

          As bases Bíblicas para o pré-milenismo, embora APOCALIPSE 20: 1-7 seja um forte apoio,
são desenvolvidas no A.T. e N.T. As alianças do A.T. com Abraão e Davi estabelece promessa
incondicional de um reino em Canaã liderado pelo definitivo Filho de Davi (ISAÍAS 65).

          Em I CORÍNTIOS 15: 25 fala de um reino seguido ao retorno de Cristo.

3- FUTURISMO

          Existem 4 maneiras de entender as Escrituras em relação ao Apocalipse:


- Preterista: crê que a maioria das profecias, senão todas, já se cumpriram no passado
- Historicista: entende que as profecias estão e serão totalmente cumpridas na era da Igreja,
inclusive a Tribulação 
- Idealista: não crêem em uma cronologia das profecias, pensam que as passagens proféticas
apenas ensinam idéias ou verdades
- Futurista: crêem que virtualmente todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande
Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio.
          O futurismo teve aceitação ampla na Igreja primitiva, que acreditava nos eventos futuros.
          As vantagens do futurismo são relacionadas à textos da Bíblia que indicam a vinda
pessoal e física de Jesus na terra pela segunda vez ( ATOS 1: 9-11; LUCAS 21: 27), na Bíblia
lemos dias, meses e anos, que devem ser aceitos literalmente.
          Um terço da Bíblia é profecia e a maior parte dela versa sobre o futuro, uma abordagem
literal será futurista conseqüentemente.

4- DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E A IGREJA

          É muito importante saber que Deus tem dois povos: Israel e a Igreja, mas isso não implica
que haja dois modos de salvação, a Bíblia claramente diz de Jesus Cristo em Sua obra
redentora é o Único Caminho, uma vez que judeus e gentios são descendentes do mesmo
homem caído - Adão.

          Israel é particularmente uma escolha de Deus, por várias razões, entre elas:
- uma propriedade particular e nação santa (EXÔDO 19: 5-6)
- um povo que revelaria ao mundo a sabedoria de Deus  ( DEUT. 4: 5-8)
- Israel deveria trazer o Messias ao mundo e salvação aos gentios (ROMANOS 9: 4-5 / JOÃO 4:
22)

          Estes são aspectos importantes de Israel, nenhum cristão deve negar esses aspectos
quando leva a sério as Escrituras.

          A Igreja é uma obra a parte do povo judeu, isso por inúmeras razões, vejamos algumas
mais importantes:
- a Igreja nasceu em Pentecostes e Israel há muitos séculos atrás, para provar isso lemos em
MATEUS 16: 18 que a Igreja ainda seria edificada
- a Igreja só poderia existir após certos acontecimentos no ministério de Jesus Cristo, a
ressurreição e ascensão são inclusos nesses eventos bem como a capacitação do Espírito Santo
através de dons
- a Igreja é um mistério, referência nunca dada à Israel. Na Bíblia lemos algumas características
que demonstram a Igreja ser um mistério; judeus e gentios são unidos em um só corpo
(EFÉSIOS 3: 3-6), Cristo em cada crente (COLOSS. 1: 27), a Igreja como noiva de Cristo é um
mistério (EFÉSIOS 5: 32), o arrebatamento da Igreja (I CORÍNTIOS 15: 51-52)
- o relacionamento entre judeus e gentios na Igreja é peculiar, completamente diferente do
relacionamento incrédulo entre ambos (EFÉSIOS 2: 11-16). Deus ainda salva pessoas judias e
gentios combinando-os em um terceiro organismo completamente novo, a Igreja
- a distinção em GÁLATAS 6: 16 é clara, “Israel de Deus” é logicamente referência aos judeus
convertidos ao cristianismo, isso mostra também a separação de Israel incrédula, a quem
Paulo chama de “Israel segundo a carne” em I CORÍNTIOS 10
- no livro de ATOS, Israel e a Igreja existem simultaneamente, o termo Israel é mencionado 20
vezes e o termo Igreja (ECCLESIA), 19 vezes.
          Israel e a Igreja são vistos como dois organismos diferentes pela Bíblia, se fosse um
apenas não haveria necessidade de restauração de Israel.

          Não é correto fundir Israel e a Igreja em um único objeto apenas, pois além de todas as
razões já vistas lemos no N.T. o arrebatamento da Igreja e não de Israel, o qual passará pela
Tribulação e ao fim da mesma se converterá a Jesus contemplando Aquele a Quem
transpassaram.

          Uma distinção entre Israel e a Igreja conforme ensinada na Bíblia oferece mais uma base
de apoio ao arrebatamento pré-tribulacional.
          Além desses 4 alicerces Bíblicos para o arrebatamento pré-tribulacional, poderemos
tecer outros comentários visando eliminar qualquer dúvida a esse respeito, para isso iniciamos
considerações importantes acerca do arrebatamento e a Segunda Vinda de Jesus.

O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA, DIFERENÇA IMPORTANTE

          Na Bíblia encontramos diferenças nas passagens referentes ao arrebatamento e a


segunda vinda, tanto um fato como o outro tratam de vindas de Cristo, contudo são distintas
entre si, isto é,  a primeira vinda é o arrebatamento da Igreja nas nuvens antes dos sete anos
de Tribulação e a segunda vinda é o retorno de Cristo à terra, o que ocorrerá no fim da
Tribulação. Obviamente a Bíblia não contém um texto que explique a diferença das duas
vindas de Cristo, porém as Escrituras ensinam a diferença de um modo peculiar, da mesma
forma que cremos na Trindade, mas sabemos que não há nenhuma passagem Bíblica que
afirme clara e simplesmente a tri-Unidade de Deus, porém sabemos que a Bíblia ensina isso de
um modo diferente.

1- ARREBATAMENTO

          É versado claramente no texto de I Tessal. 4: 13-18 e no verso 17 a expressão


“arrebatamento” é a tradução do verbo grego “harpazo”, o qual tem significado de agarrar
para o alto ou puxar com força.

          O arrebatamento é comparado muitas vezes ao caso de Enoque (Gênesis 5: 24) e de Elias
(II Reis 2: 12), Jesus Cristo também foi arrebatado ao céu conforme Atos 1: 9.

          O arrebatamento é definido como um mistério (I Coríntios 15: 51-54) ao passo que a
segunda vinda de Cristo já é predita desde o A.T. (Zacarias 14:4; 12: 10). No arrebatamento há
um deslocamento da terra para o céu e na segunda vinda ocorre o inverso.

          A seguir uma comparação entre os dois eventos.

ARREBATAMENTO SEGUNDA VINDA

Os santos arrebatados vão ao céu Os santos vêm à terra


Acontecimento iminente sem sinais Seguem sinais, inclusive a tribulação
A terra não é julgada A terra é julgada
Não mencionado no A.T. Predito várias vezes no A.T
Envolve apenas cristãos Afeta todos os homens
Nenhuma referência à Satanás Satanás é amarrado
Cristo vem para os Seus Cristo vem com os Seus
Ele vem nos ares Ele vem à terra
Somente os Seus o vêem Todo olho O verá
Começa a Tribulação Começa o Milênio

          Esses contrastes deixam claro a diferença entre o translado da Igreja e a volta do Senhor
Jesus, além disso lê-se em Apocalipse 19: 7,8 e 14 que a Igreja (Noiva) é preparada para
acompanhá-Lo em Sua volta à terra, pois como isso poderia ocorrer se a Igreja estivesse aqui ?

PASSAGENS DO ARREBATAMENTO PASSAGENS DA SEGUNDA VINDA

Marcos 13:14-27 II Tess 2;1 Daniel 2:44-45 Atos 3:19-21


João 14:1-3 I Timóteo 8:14 Daniel 7:9-14 I Tess 3:13
Romanos 8:19 II Timóteo 4:1 Daniel 12:1-3          II Tess 1:6-10
I Corin. 1:7-8 II Timóteo 4:8 Zacarias 12:10 II Tess 2:8
I Cor 15:51-53 Tito 2:13 Zacarias 14:1-15 I Pe 4:12-13
I Corin 16:22 Hebreus 9:28 Mateus 13:41 II Pe 3:1-14
Filip 3:20-21 Tiago 5:7-9 Mateus 24:15-31 Judas 14-15
Filip 4:5 I Pe 1:7 e 13 Mateus 26:64 Apoc 19:11
Coloss 3:4 I Pe 5:4 Apoc 1:7 Apoc 20:6
I Tess 1:10 I João 2:28 Marcos 14:62  
I Tess 2:19 I João 3:2 Lucas 21:25-28  
I Tess 4:13-18 Judas 21 Apoc 22:7  
I Tess 5:9     Apoc 2:25 Apoc 22:12 e 20  
I Tess 5:23 Apoc 3:10 Atos 1:9-11  

A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

          Para que ocorra certos eventos preditos na Bíblia, é necessário haver um intervalo entre
o arrebatamento e a segunda vinda.

1- O Tribunal de Cristo
          Em II Coríntios 5:10 lemos que todos os cristãos deverão comparecer perante um juízo
especial, conhecido como “juízo do Bema”. A palavra grega “Bema” jamais é mencionada nos
textos que descrevem a segunda vinda de Cristo à terra, nestes casos lê-se a palavra “Krino”,
isto é, o juízo do “Krino” será apenas para incrédulos, será necessário um período para a
concretização do juízo de Cristo aos arrebatados e ressuscitados.

2- A Preparação da Noiva
          A Igreja deve estar completa para o casamento com Cristo, na verdade o juízo “Bema” é
tal preparação, ao término dele a Igreja toda estará pronta para o Senhor e esse casamento
ocorre no céu.

3- O Julgamento dos Incrédulos

          Como poderia haver um julgamento entre salvos e não salvos em seus corpos naturais se
todos os crentes fossem arrebatados na Segunda Vinda ? Deverá haver um intervalo de tempo.

4- O Povo do Milênio
          Todos os que se tornarem cristãos na Grande Tribulação e não forme mortos entrarão no
milênio com uma vida normal, não serão arrebatados na Segunda Vinda de Cristo, conforme
Isaías 65: 20-25

5- O Plano de Deus para Israel  A Igreja composta por judeus e gentios não deverá misturar-se
com o plano ainda não concluído para com Israel, Deus estabeleceu 70 semanas para Israel
(Daniel 9:24-27), um programa destinado somente à Israel, a Igreja portanto não deve passar
por esse período de 70 semanas, assim como não passou nas 69 semanas iniciais, não passará
pela última, pois esse não é o plano divino.

A IMINÊNCIA DA VOLTA DE JESUS CRISTO

          Ao lermos o N.T. veremos que o ensino dado é sobre a volta de Jesus aqui para arrebatar
Sua Igreja sem que ocorra algum evento necessariamente, isto é, não há nenhum sinal prévio e
obrigatório para anteceder a vinda de Cristo à Igreja, portanto o N.T. ensina a volta iminente
de Jesus.

O Que é Iminência ?
          Uma definição Bíblica para um fato iminente é descrita como segue:
1- Um acontecimento iminente é aquele que está prestes a acontecer, a qualquer momento,
sendo que outros fatos podem até ocorrer antes mas nada precisa ocorrer antes de acontecer
o evento iminente. Se houver necessidade de ocorrer algo antes, então o fato não é iminente.

2- Se o fato é iminente, não existe um período de tempo pré determinado ao fato, isto é, ele
pode ocorrer a qualquer momento.

3- Não existe uma data pré estabelecida para um evento iminente, seja ela direta ou implícita.

4- Um acontecimento iminente não pode ser “em breve”, porque um fato


breve precisa ocorrer dentro de um período de tempo pequeno, contudo o fato iminente pode
até ocorrer em um período pequeno de tempo mas não precisa ser assim para ser iminente.

          Nas Escrituras lemos a Doutrina da Vinda Iminente de Jesus Cristo à Sua Igreja nos
seguintes textos Sagrados: I CORÍNTIOS 1: 7, I CORÍNTIOS 16: 22, FILIPENSES 3: 20, FILIPENSES
4: 5, I TESSALONICENSES 1: 10, I TESSALONICENSES 4: 15-18, I TESSALONICENSES 5: 6, I
TIMÓTEO 6: 14, TITO 2: 13, HEBREUS 9: 28, TIAGO 5: 7-9, I PEDRO 1: 13, JUDAS 21,
APOCALIPSE 3: 11, APOCALIPSE 22: 7, 12,20 E APOCALIPSE 22: 17,20.

          Nos textos acima verificamos a doutrina da iminência quando o leitor é ensinado a
aguardar pacientemente a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, observe que não há aviso
prévio, apenas diz que Ele virá a qualquer momento.

          A Igreja aguarda Alguém, Uma Pessoa - Jesus Cristo - e não uma série de eventos, pois
todos os sinais que Jesus diz ocorrer, em Mateus 24 por exemplo, estão relacionados com a
Tribulação e a volta dEle para estabelecer Seu Reino Milenar  com Sua Igreja, agora para o
arrebatamento não há nenhum sinal deixado por Ele, ao contrário é afirmado em Mateus 24:
36 que ninguém sabe o dia e nem a hora.

          “Maranata” ou “Marah natha”, significa Vem Nosso Senhor, um termo que só tem
sentido se a vinda for a qualquer momento, isto é, iminente, os cristãos antigos utilizavam esse
termo como uma saudação.

          Embora seja uma doutrina a volta de Cristo iminente, não devemos nos esquecer que
uma série de eventos tem ocorrido nos últimos anos, os quais nos levam a crer na Vinda de
Jesus estar realmente às portas, observe que poderá ocorrer ainda este ano ou daqui a vários
anos, a questão é que vive-se em dias difíceis, onde a Igreja de Jesus Cristo padece, é atacada
por uma variedade de investidas, às vezes partindo de dentro de si mesma.

          A volta iminente de Jesus Cristo deve ser aguardada a qualquer momento mais agora do
que nunca, pode ser que Ele volte hoje.

A Verdade Sobre o Arrebatamento


Thomas Ice e Timothy Demy

Uma pesquisa recente da revista U.S. News & World Report descobriu que 61 por cento dos
americanos acreditam que Jesus Cristo vai voltar à terra, e 44 por cento acreditam no
Arrebatamento da Igreja.[1] O que é o Arrebatamento? Com tamanha certeza popular, por
que há tanta confusão interpretativa a respeito desses acontecimentos? A doutrina do
Arrebatamento pré-tribulacional é um ensino bíblico importante não apenas por oferecer
percepções interessantes sobre o futuro, mas também porque oferece aos crentes motivação
para a vida contemporânea.

O Arrebatamento pré-tribulacional ensina que, antes do período de sete anos conhecido como
Tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (tanto os vivos quanto os mortos) serão
arrebatados nos ares para o encontro com Jesus Cristo e depois serão levados ao céu.

O ensino do Arrebatamento é mais claramente apresentado em 1 Tessalonicenses 4.13-18.


Nessa passagem Paulo informa seus leitores de que os crentes que estiverem vivos por ocasião
do Arrebatamento serão reunidos aos que morreram em Cristo antes deles. No versículo 17 a
palavra "arrebatados" traduz a palavra grega harpazo, que significa "dominar por meio de
força" ou "capturar". Essa palavra é usada 14 vezes no Novo Testamento Grego de várias
maneiras diferentes.

Ocasionalmente o Novo Testamento usa harpazo com o sentido de "roubar", "arrastar" ou


"carregar para longe" (Mateus 12.29; João 10.12). Também pode ser usada com o sentido de
"levar embora com uso de força" (João 6.15; 10.28-29; Atos 23.10; Judas 23). No entanto, para
nossos propósitos, um terceiro uso é mais significativo. Diz respeito ao Espírito Santo levando
alguém de um lugar para outro. Encontramos esse uso em quatro ocorrências (Atos 8.39; 2
Coríntios 12.2, 4; 1 Tessalonicenses 4.17; Apocalipse 12.5).[2]

Esse último uso é ilustrado em Atos 8.39, quando Filipe, ao completar o batismo do oficial
etíope, é "arrebatado" e divinamente transportado do deserto até a cidade costeira de Azoto.
De modo semelhante, a Igreja será, num momento, levada da terra ao céu. Não deve-se
estranhar, portanto, que um autor contemporâneo tenha chamado esse evento peculiar de "O
Grande Seqüestro".[...]

Por que a doutrina da iminência é significativa para o Arrebatamento?

O ensino neo-testamentário de que Cristo poderia voltar a qualquer momento e arrebatar a


Sua Igreja sem sinais ou advertências prévios (i.e. iminência) é um argumento tão poderoso
em favor do pré-tribulacionismo que se tornou uma das doutrinas mais ferozmente atacadas
pelos oponentes da posição pré-tribulacionista. Eles percebem que, se o Novo Testamento de
fato ensinar a iminência, um arrebatametno pré-tribulacional estará praticamente assegurado.

Definição de Iminência

Qual é a definição bíblica de iminência? O Dr. Renald Showers define e descreve iminência da


seguinte maneira:

1. Um acontecimento iminente é aquele que está sempre "pairando acima de alguém,


constantemente prestes a vir sobre ou a alcançar alguém; próximo quanto à sua
ocorrência" (The Oxford English Dictionary, 1901, V. 66). Assim, a iminência traz
consigo o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Outras
coisaspodem acontecer antes do evento iminente, mas nada precisa acontecer antes
que ele aconteça. Se alguma coisa precisa acontecer antes de determinado evento
ocorrer, tal evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de que algo
ocorra antes destrói o conceito de iminência.

2. Uma vez que é impossível saber exatamente quando ocorrerá um evento iminente,
não se pode contar com a passagem de determinado período de tempo antes que tal
evento iminente ocorra. À luz disso, é preciso estar sempre preparado para que ele
aconteça a qualquer momento.

3. Não se pode legitimamente estabelecer direta ou implicitamente uma data para sua
ocorrência. Assim que alguém marca uma data para um evento iminente, destrói o
conceito de iminência, porque ao fazer isso afirma que um determinado intervalo de
tempo deve transcorrer antes que tal evento ocorra. Uma data específica para um
evento é contrária ao conceito de que tal evento possa ocorrer a qualquer momento.

4. É impossível dizer legitimamente que um evento iminente vai acontecer em breve. A


expressão "em breve" implica que tal evento precisa ocorrer "dentro de um tempo
pequeno (depois de um ponto específico designado ou implícito)". Em termos de
contraste, um evento iminente pode ocorrer dentro de um pequeno intervalo de
tempo, mas não precisa fazê-lo para ser iminente. Espero que você perceba, agora,
que "iminente" não é igual a "em breve".[3]

O fato de que Jesus Cristo pode voltar a qualquer momento, mesmo que não necessariamente
em breve, e sem a necessidade de qualquer sinal anterior à Sua vinda, requer o tipo de
iminência ensinado pela posição pré-tribulacionista e é um forte apoio ao pré-tribulacionismo.

Que passagens do Novo Testamento ensinam essa verdade? Os versículos que afirmam a volta
de Cristo a qualquer momento, sem aviso prévio, e aqueles que instruem os crentes a esperar
e aguardar a vinda do Senhor ensinam a doutrina da iminência.

Observem-se as seguintes passagens do Novo Testamento:

 1 Coríntios 1.7 – "...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo".

 1 Coríntios 16.22 – "Maranata!"

 Filipenses 3.20 – "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o
Salvador, o Senhor Jesus Cristo".

 Filipenses 4.5 – "Perto está o Senhor".

 1 Tessalonicenses 1.10 – "e para aguardardes dos céus o Seu Filho...".

 1 Tessalonicenses 4.15-18 – "Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto:


nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos
os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a
voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em
Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos
arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos
ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos
outros com estas palavras".

 1 Tessalonicenses 5.6 – "Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário,


vigiemos e sejamos sóbrios".
 1 Timóteo 6.14 – "que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à
manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo".

 Tito 2.13 – "aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso


grande Deus e Salvador Cristo Jesus".

 Hebreus 9.28 – "assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para
tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam
para a salvação".

 Tiago 5.7-9 – "Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor... pois a vinda do
Senhor está próxima... Eis que o Juiz está às portas".

 1 Pedro 1.13 – "Por isso,... sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está
sendo trazida na revelação de Jesus Cristo".

 Judas 21 – "guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor


Jesus Cristo, para a vida eterna".

 Apocalipse 3.11; 22.7, 12, 20 – "Eis que venho sem demora!"

 Apocalipse 22.17, 20 – "O Espírito e a Noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem.

Aquele que dá testemunho destas cousas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem,
Senhor Jesus!"

Ao considerarmos as passagens mencionadas acima, observamos que Cristo pode voltar a


qualquer momento, que o Arrebatamento é de fato iminente. Somente o pré-tribulacionismo
pode dar um sentido pleno, literal, a tal acontecimento iminente. Outras posições sobre o
Arrebatamento precisam redefinir iminência de maneira mais elástica do que indica o Novo
Testamento. O Dr. John Walvoord declara: "A exortação a que aguardemos a ‘manifestação da
glória’ de Cristo para os Seus (Tito 2.13) perde seu significado se a Tribulação tiver que ocorrer
antes. Fosse esse o caso, os crentes deveriam observar os sinais."[4] Se a posição pré-
tribulacionista sobre a iminência não for aceita, então haverá sentido em procurar identificar
os eventos relacionados à Tribulação (i.e., o Anticristo, as duas testemunhas, etc.) e não em
esperar o próprio Cristo. O Novo Testamento, todavia, como demonstrado acima,
uniformemente instrui a Igreja a olhar para a volta de Cristo, ao passo que os santos da
Tribulação são exortados a observar os sinais.

A exortação neo-testamentária a que nos consolemos mutuamente pela volta de Cristo (João
14.1; 1 Tessalonicenses 4.18) não mais teria sentido se os crentes tivessem, primeiro, que
passar por qualquer porção da Tribulação. Em vez disso, o consolo teria que esperar a
passagem pelos eventos da Tribulação. Não! A Igreja recebeu uma "bendita esperança", em
parte porque a volta do Senhor é, de fato, iminente.

A Igreja primitiva tinha uma saudação especial que os crentes só usavam entre si, conforme
registrado em 1 Coríntios 16.22: a palavra "Maranata!" Esta palavra é constituída de três
termos aramaicos: Mar ("Senhor"), ana ("nosso"), e tha ("vem"), significando, assim, "Vem,
nosso Senhor!" Como outras passagens do Novo Testamento, "Maranata" só faz sentido se
uma vinda iminente, ou seja, a qualquer momento, for pressuposta. Isso também serve de
apoio à posição pré-tribulacionista.
Não foi à toa que os antigos cristãos cunharam essa saudação peculiar que reflete uma ansiosa
expectativa pelo cumprimento dessa bendita esperança como uma presença real em suas
vidas cotidianas. A vida da Igreja em nossos dias só teria a melhorar se "Maranata" voltasse a
ser uma saudação sincera nos lábios de crentes que vivem com esta expectativa. Maranata!
(Thomas Ice e Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)

Notas

1. Jeffrey L. Sheler, “The Christmas Covenant”. U.S. News & World Report, 19 de
dezembro de 1994, pp. 62, 64.

2. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, “harpazo”, editado por


Colin Brown. Vida Nova, São Paulo, 1982. Volume 1, p. 239-243.

3. Ibid., pp. 127-128.

4. Walvoord, The Rapture Question, p. 273.


Há cinco diferentes visões a respeito do Arrebatamento. As diferenças estão em quando ele
acontecerá e quem será arrebatado.

São elas:

 Arrebatamento Pré-Tribulacionista

 Arrebatamento Pós-Tribulacionista

 Arrebatamento Midi ou Meso-Tribulacionista

 Arrebatamento Parcial

 Sem Arrebatamento

A 'Grande Tribulação' e a 'Segunda Vinda de Cristo' são os temas centrais.  Muitos afirmam
que haverá um período, em que uma Tribulação será mais severa, mais intensa e que assolará
a Terra.

A grande discussão é: a Igreja (os salvos em Cristo)  passará ou não por esse período de
Tribulação?

Essa discussão, em torno de uma Tribulação, faz parte da teologia dos Milenistas,
principalmente nos Dispensacionalistas.

Os Amilenistas não se preocupam com essa discussão, pois apesar de crer da Segunda Vinda
de Cristo não crêem que haverá um Milênio e uma Tribulação literais.

Definições:

Milenistas – Trata-se da interpretação dos mil anos de reinado de Cristo sobre a terra. Existem
três visões básicas sobre o milênio: pré-milenismo, pós-milenismo e amilenismo.
Dispensacionalistas – Doutrina teológica e escatológica que afirma que a segunda vinda de
Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento e um
período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o
estabelecimento do reino de Deus na Terra. A palavra "dispensação" deriva-se de um termo
latino que significa "administração" ou "gerência", e se refere ao método divino de lidar com a
humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo.

Amilenistas -O amilenismo clássico crê num milênio que iniciou-se com a primeira Vinda de
Cristo, representando o período do Evangelho, que segue entre a Ressurreição de Cristo e a
Segunda Vinda de Cristo.

Introdução

Arrebatamento do grego harpazo (αρπαζω), que significa: 1) pegar, levar pela força,


arrebatar; 2) agarrar, reivindicar para si mesmo ansiosamente; 3) arrebatar.

"… depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre
nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor."
(1 Tes 4:17)

"… salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor,
detestando até a roupa contaminada pela carne." (Jd 23)

Essa palavra não aparece na Bíblia, mas é usada para descrever a “rápida trasladação para
cima”, “arrebatar do fogo”,  “puxar com força para cima”.

Foi usada para descrever  o arrebatamento de Filipe de uma cidade para outra, após a
conversão do eunuco etíope:

"Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco;
e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo." (At 8:39).

Isso é exatamente o que Cristo vai fazer com os cristãos, a Noiva do Cordeiro!

Conceito

Resumidamente a linha escatológica do Pré-Tribulacionismo defende que Cristo virá buscar


seus fiéis, a Igreja, no chamado “Arrebatamento”.  Os Pré-Tribulacionistas crêem que Cristo
tirará a Igreja antes da Grande Tribulação e que esta tem como propósito encerrar o tempo
dos gentios e preparar o povo de Israel para a restauração no milênio, governado por Cristo.

O Dispensacionalismo (Dispensação) ensina que há um tratamento diferente entre dois povos:


judeus e gentios, visto que são grupos distintos, haverá um plano de Deus exclusivo tanto para
Israel como para a Igreja, sendo que a Grande tribulação é uma Dispensação onde Deus tem
como objetivo trabalhar com Israel e não com a Igreja, que já teve o seu período de salvação
na Dispensação da Graça.  A igreja é um mistério não-revelado no Antigo Testamento.  Esse
plano de mistério deve ser completado antes que Deus possa retomar seu plano com Israel e
completá-lo. Essas considerações surgem do método literal de interpretação.
Neste caso, seria incoerente a Igreja passar pela Grande Tribulação devido esses propósitos, ou
seja, o propósito da Grande Tribulação é preparar a conclusão do plano geral de Deus para a
humanidade e não purificar ou testar a Igreja.

O Pré-Tribulacionismo acredita que Cristo voltará a qualquer momento para buscar sua Igreja.
(Rm 8: 19-25; ICo 1:7; Fil 4:5; Tt 2:13; Tg 5:9; Jd 21: I Ts 4:18; etc).

Alicerces Bíblicos e Teológicos

 Interpretação Literal das Escrituras  - A interpretação literal da Bíblia, significa explicar
o sentido do texto apenas com o uso normal do texto, levando em consideração
a gramática, o contexto histórico e o contexto da passagem. (Leia o artigo sobre
Interpretação Literal e Alegórica aqui)

 Pré-Milenismo – Ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar.

 Futurismo – Crença que todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande


Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio. (Leia o artigo sobre o Futurismo aqui)

 Diferença Entre Israel e a Igreja  – Israel e a Igreja são vistos como dois organismos
diferentes pela Bíblia, se fosse um apenas não haveria necessidade de restauração de
Israel.

Principais Características

 O Método de Interpretação é Literal e não Alegórica;

 A Grande tribulação é a última das Setentas Semanas de anos de Daniel 9:24-27,


portanto a Grande Tribulação terá a duração de sete anos.

 As Setenta Semanas de anos de Daniel 9:24-27 estão determinadas para Israel, e não
para a Igreja, portanto a Igreja não passará pela Grande Tribulação.

 O Dispensacionalismo (Estudo das Dispensações) tem grande influência nas posições


defendidas pelos Pré-Tribulacionistas, e pelos Pré-Milenistas, por crer que Deus não
mistura as coisas, pelo contrário, ele tem um objetivo diferente em cada uma das
Dispensações, e na Grande Tribulação seu maior objetivo é Repreender, castigar e
educar a Israel com vara de juízo, preparando os Judeus para enfim aceitarem a Jesus
Cristo como o Messias prometido, Ezequiel 20:37, Deuteronômio 4:30, visto que Israel
não aceita a Jesus Cristo, mas fará acordo com o Anticristo Isaías 28:15, João 5:43, II
Tes 2:3-4.

 A Grande Tribulação é conhecida como tempo da 'Ira de Deus', ou seja, o período em


que Deus irá derramar a sua Ira sobre os gentios que não aceitaram o amor de Cristo,
oferecido durante a Dispensação da Graça, e tratar com o povo Judeu pela rejeição do
Messias, Jesus Cristo (I Tes 1:10 e 5: 9 e Apocalipse 6:16-17). Neste contexto, Deus não
iria derramar a sua Ira sobre a Igreja, que aceitou o amor de Cristo, a ponto de ser
comparada a sua Noiva

 
Argumentos Essenciais

1 – O método literal de interpretação

A controvérsia básica entre amilenistas e pré-milenistas é a questão do método de


interpretação empregado no tratamento de profecias:  interpretação literal x interpretação
figurada. Caso o método literal de interpretação das Escrituras for o certo, então a
interpretação pré-tribulacionalista é a correta.

Dessa maneira, a doutrina da volta pré-tribulacionalista de Cristo para instituir um reino literal
resulta de métodos de interpretação literal das promessas e das profecias do Antigo
Testamento. E natural, portanto, que o mesmo método básico de interpretação deva ser
empregado na interpretação do arrebatamento.

2 – As Setenta Semanas de Daniel

Existem várias palavras usadas no Antigo e no Novo Testamento em referência ao período da


septuagésima semana, as quais, quando examinadas em conjunto, oferecem a natureza
essencial ou o caráter desse período:

1) ira (Ap 6.16,17; 11.18; 14.19; 15.1,7; 16.1,19; l Ts 1.9,10; 5.9; Sf 1.15,18);

2) julgamento (AP 14.7; 15.4; 16.5-7; 19.2);

3) indignação (Is 26.20,21; 34.1-3);

4) castigo (Is 24.20,21);

5) hora do julgamento (Ap 3.10);

6) hora de angústia (Jr 30.7);

7) destruição (Jl 1.15);

8)  trevas (Jl 2.2; Sf 1.14-18; Am 5.18).

Essas referências abrangem todo o período, não apenas parte dele, de modo que todo o
período é assim caracterizado.

Esse período testemunhará o derramamento da ira divina por toda a terra, embora esteja em
questão toda a terra, esse período é particularmente dirigido a Israel. Jeremias 30.7, que
chama esse período "tempo de angústia de Jacó", confirma isso. Os acontecimentos da
septuagésima semana são acontecimentos do "Dia do SENHOR" ou "dia de Jeová". O uso do
nome Jeová indica o relacionamento de Deus com a nação de Israel.

Esse período está sendo profetizado em Daniel 9: "Setenta semanas estão determinadas sobre
o teu povo e sobre a tua santa cidade" (v. 24). Todo esse período faz, então, referência ao povo
de Daniel, Israel, e à cidade santa de Daniel, Jerusalém.

Visto que muitas passagens do Novo Testamento como Efésios 3.1-6 e Colossenses 1.25-27
mostram claramente que a Igreja é um mistério e sua natureza como um corpo composto por
judeus e gentios não foi manifestada no Antigo Testamento, a Igreja não poderia estar nessa e
em nenhuma outra profecia do Antigo Testamento.

Já que a igreja não teve sua existência senão depois da morte de Cristo (Ef 5.25,26), senão
depois da ressurreição de Cristo (Rm 4.25; Cl 3.1-3), senão depois da ascensão (Ef 1.19,20) e
senão depois da descida do Espírito Santo em Pentecostes, com o início de todos os Seus
ministérios a favor do crente (At 2), não poderia constar das primeiras 69 semanas dessa
profecia. Já que a igreja não faz parte das primeiras 69 semanas, que estão relacionadas
apenas ao plano de Deus para com Israel, ela não pode fazer parte da septuagésima semana,
que está, mais uma vez, relacionada ao plano de Deus para Israel, depois que o mistério do
plano de Deus para a Igreja for concluído.

A Bíblia indica que existem dois propósitos principais a ser cumpridos na septuagésima
semana.

1. O primeiro propósito está declarado em Apocalipse 3.10: "Porque guardaste a palavra da


minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o
mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra".  Esse período tem em vista
"os que habitam sobre a terra", e não a Igreja. A mesma expressão ocorre em Apocalipse 6.10;
11.10; 13.8,12,14; 14.6 e 17.8. Na sua utilização, João oferece não uma descrição geográfica,
mas sim uma classificação moral.

"A palavra "habitam" do grego 'katoikeo'  é usada para descrever a totalidade do Deus que
habitava em Cristo (Cl 2.9); é usada para a moradia permanente de Cristo no coração do
crente (Ef 3.17) e dos demônios retornando para obter posse absoluta de um homem (Mt
12.45; Lc 11.26). Ela deve ser diferenciada da palavra 'oikeo', que é o termo geral para
"habitar", e de 'paroikeo', que tem a idéia de transitório, "visitar". O  termo 'katoikeo' inclui a
idéia de permanência. Dessa maneira, o julgamento referido em Apocalipse 3.10 dirige-se aos
habitantes da terra daquele dia, aos que se estabeleceram na terra como se fosse sua
verdadeira casa, aos que se identificaram com o comércio e a religião da terra. (Henry C.
THIESSEN, Will the church pass through the tribulation?, p. 28-9.)"

Visto que esse período está relacionado com os "que habitam a terra", os que se
estabeleceram em ocupação permanente, não pode ter nenhuma referência à Igreja, que seria
sujeita às mesmas experiências se estivesse aqui.

"Uma segunda consideração é o uso do infinitivo'  peirasai'  (tentar) para expressar propósito.
A definição dessa palavra diz que Deus é o seu sujeito ao "infligir males a alguém para provar
seu caráter e sua constância na fé". Como Deus vê a Igreja em Cristo e nEle aperfeiçoada, esse
período não pode ter nenhuma referência a ela, pois sua legitimidade não precisa ser testada."
(Henry C. THIESSEN)

"Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; ele
converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não
venha e fira a terra com maldição." (Malaquias 4.5,6)

O profeta declara que o ministério desse Elias seria preparar para o Rei que estava prestes a
vir. Em Lucas 1.17 promete-se que o filho de Zacarias "irá adiante do Senhor no espírito e
poder de Elias" para atuar nesse ministério e "habilitar para o Senhor um povo preparado".
Com respeito à vinda de Elias que deveria ter sido um sinal para Israel, o Senhor declara:

"Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as cousas; como, pois, está escrito
sobre o Filho do homem que sofrerá muito e será aviltado? Eu, porém, vos digo que Elias já
veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito". (Mc 9.12,13).
Jesus mostra a seus discípulos que João Batista tinha o ministério de preparar o povo (de
Israel) para Ele.  "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mateus
11.14).

Então o primeiro ministério de João Batista era preparar a nação de Israel para a vinda do Rei
(Jesus). Só podemos concluir, então, que Elias, que está por vir antes do terrível Dia do Senhor,
tem um único ministério: preparar um remanescente em Israel para a chegada do Senhor (A
Segunda Vinda de Cristo).

Concluindo: esses dois propósitos, a provação dos habitantes da terra e a preparação de Israel
para o Rei, não têm nenhuma relação com a Igreja. Essa é a evidência complementar de que a
Igreja não estará na septuagésima semana.

Há ainda outra consideração.

A última Semana de Daniel 9 é dividida em duas partes de três anos e meio cada, porém a
natureza e o caráter da Semana é uma só, formando uma totalidade. Logo não há como
admitir a permanência da Igreja na primeira metade da última Semana (teoria Meso-
Tribulacionista), pois como ela estaria isenta septuagésima semana (70a. semana de anos) e
permanecer na primeira metade da semana?

A impossibilidade de incluir a igreja na última metade torna igualmente impossível incluí-la na


primeira parte, pois, embora as Escrituras dividam o período da semana, não fazem distinção a
respeito da natureza e do caráter das duas partes.

3 – A natureza da Igreja

Há distinções entre a Igreja e Israel e são claramente demonstradas nas Escrituras.

 Igreja e o Israel Nacional: a igreja é composta por aqueles que confessam a fé em


Cristo e que tenham nascido de novo.  Israel nacional baseia-se em nascimento físico,
e todos os que pertencem a esse grupo e não forem salvos serão sujeitos à ira da
tribulação.

 Igreja e o Israel Espiritual: Antes de Pentecostes, existiam indivíduos salvos, mas não
existia Igreja, e eles faziam parte do Israel Espiritual, não da Igreja. Depois do
Pentecostes e até o arrebatamento encontramos a Igreja, corpo de Cristo, mas não
encontramos o Israel Espiritual. Depois do arrebatamento não encontramos a Igreja,
mas novamente um Israel verdadeiro ou Espiritual.

 Igreja – mistério não-revelado: não era mistério que Deus proveria salvação para os
judeus, nem que os gentios seriam abençoados com esta salvação. O fato de que Deus
formaria de judeus e gentios um só corpo nunca foi revelado no Antigo Testamento e
constitui o mistério citado por Paulo em Efésios 3.1-7, Romanos 16.25-27 e
Colossenses 1.26-29.  Todo esse novo plano não foi revelado até a rejeição de Cristo
por Israel. É depois da rejeição que o Senhor faz a primeira promessa da futura igreja
(Mateus 16.18). É depois da rejeição da cruz que a igreja tem seu início, em Atos 2. É
depois da rejeição final de Israel que Deus chama Paulo para ser apóstolo aos gentios,
e por meio dele o mistério da natureza da Igreja é revelado. Pode-se dizer que a Igreja
é uma interrupção do plano de Deus para Israel, que não foi iniciada até que Israel
rejeitasse a oferta do reino. Segue-se, logicamente, que esse plano de mistério deve
ser concluído antes que Deus possa retomar Seu trato com a nação de Israel. O plano
do mistério, tão distinto no seu início, certamente será separado na sua conclusão.
Esse plano deve ser concluído antes que Deus retome e complete Seu plano para
Israel. O conceito da Igreja como mistério leva, inevitável, ao arrebatamento pré-
tribulacionista.

Evidências de um Arrebatamento Pré-Tribulacional

1 - Promessa de livramento da Ira de Deus

A Grande Tribulação é também chamada de  “O Dia da Ira do Senhor”.

“O Dia da Ira do Senhor” vai chegar para o mundo inteiro (Sl 110:5; Is 13:6-13 e Ap. 6:16-17).
Os cristãos sempre foram sujeitos à perseguições, porém será diferente na Grande Tribulação.
As perseguições são causadas por homens maus e pelo diabo, enquanto que na Grande
Tribulação de sete anos será um período referente à ira divina. (Ap. 6:16-17; 14:10).

Alguns acreditam que a Igreja (todos os cristãos que formam a Noiva de Cristo) não será
poupada no tempo da Ira, mas será salva através da mesma. Porém a Bíblia revela que os que
estiverem na Terra durante a Grande Tribulação não escaparão da Ira:

"Pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição,
como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão". (1 Tess 5:3)

A Bíblia promete o livramento da presença da Ira:

“Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos  de evitar  todas
estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21:36).

Desse forma, a Igreja deverá ser, fisicamente, removida da Terra, caso contrário, teria que
suportar o dia da Ira. Deus promete a remoção em Apocalipse 3:10:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu  te guardarei da hora da tentação
que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”.

Este verso não diz que Deus vai guardar a Igreja através da provação, mas livrá-la dela.

2 – O Arrebatamento é iminente

Qual é a definição bíblica de iminência?  Um acontecimento iminente é aquele que está


sempre "pairando acima de alguém, constantemente prestes a vir sobre ou a alcançar alguém;
próximo quanto à sua ocorrência" (Dr. Renald Showers -  The Oxford English Dictionary, 1901,
V. 66).

Assim, a iminência traz consigo o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento.
Outras coisas podem acontecer antes do evento iminente, mas nada precisa acontecer antes
que ele aconteça. Se alguma coisa precisa acontecer antes de determinado evento ocorrer, tal
evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de que algo ocorra antes destrói o
conceito de iminência.

Cristo ensinou isto em Mt 24:42, 44; 25:13 e Mc 13:30.

Paulo ensinou isto em Fl 4:5 (“Perto está o Senhor”); Tt 2:13.

Tiago ensinou em Tg 5:8-9.


Pedro ensinou na 1 Pe 4:7.

A Igreja primitiva vivia na expectativa da volta de Cristo (1 Tes. 1:9-10). O apóstolo Paulo assim
instruiu a igreja em Tessalônica:

“MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois
que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as
dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já
não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós
sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois,
como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite, e
os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios,
vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor
Jesus Cristo” (1 Tes. 5:1-9).

A igreja não está aguardando o aparecimento do Anticristo, mas a volta do Filho de Deus.

3 – Igreja, mistério não revelado no Velho Testamento (Ef 3:1-11)

A Igreja não faz parte da cronologia dos eventos narrados pelos profetas do Velho Testamento.
Eles profetizaram claramente a Primeira Vinda de Cristo, o Seu miraculoso nascimento, Sua
vida, morte, ressurreição e ascensão. Os mesmos profetas descreveram a Segunda Vinda de
Cristo em glória, precedida por um tempo de tribulação mundial, seguida pelo
estabelecimento do glorioso reino messiânico, a partir de Jerusalém. Porém, esses profetas
não viram o mistério da Igreja:

“O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido
revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Efésios 3:5).

Entre a Primeira e a Segunda Vindas, existe um intervalo que não foi visto pelos profetas do
Velho Testamento. Este intervalo é a 'Era da Igreja'. Os profetas do VT não viram que Israel
seria deixada, temporariamente, em compasso de espera, enquanto Deus iria chamar, entre
todas as nações, um corpo especial de pessoas. Após ter completado este intento, e quando o
tempo dos gentios chegar ao fim, Deus vai restaurar o relógio profético de Israel e cumprir
todas as promessas do Velho Testamento em relação à Sua antiga nação escolhida, pois:

“…o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
(Rm 11:25).

A Grande Tribulação diz respeito a Israel, não à Igreja. Este período atual do mistério vai
terminar com a remoção da Igreja da Terra. Então, o Senhor executará o Seu plano para a
nação de Israel, quando cumprirá as profecias do Velho Testamento sobre o tempo das dores
de Jacó, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico.

4 - O Apocalipse mostra que a Igreja não estará na Terra durante a Grande Tribulação

 A igreja não é vista na Terra nos capítulos 4 a 18 do Apocalipse.

 Israel será a testemunha de Deus durante a Grande Tribulação e não a Igreja.


(Apocalipse 7).
 As orações dos santos em Apocalipse 8 são de julgamento. Somente Israel faz orações
deste tipo. A Igreja é ensinado a orar pelos seus inimigos e não contra eles (Lc 9:51-
56). As orações do Apocalipse são as orações dos Salmos, embasadas nas promessas
feitas a Abraão, de amaldiçoar os que amaldiçoassem Israel (Gn 12:1-3).

 Os gafanhotos com poder de escorpiões do Apocalipse 9 receberam permissão para


atormentar os habitantes da Terra, exceto os judeus que tiverem na testa o sinal de
Deus, colocado pelo anjo do Apocalipse 7. Se a Igreja estivesse na Terra estaria sujeita
a este horrendo castigo de Deus.

 Apocalipse 10 identifica os eventos de Apocalipse 4 a 18 com os eventos profetizados


pelos profetas do Velho Testamento – os dias da Grande Tribulação e o Dia do Senhor.
A Igreja nunca esteve na visão destas profecias do Velho Testamento, pois era um
mistério oculto. A Igreja tem um propósito e um programa diferentes da nação de
Israel. Esta nação é que está focalizada nas profecias do Velho Testamento e em
Apocalipse de 4 a 18.

 O ministério das duas testemunhas de Apocalipse 11 identifica-as com a nação de


Israel e com as profecias do Velho Testamento sobre o “Dia do Senhor”. Estas duas
testemunhas ministrarão em Jerusalém, a capital de Israel. A Igreja não tem Jerusalém
como capital; sua cidade é celestial, não terrena (Cl 3:1-4; Fl 3:17-21). As duas
testemunhas estão vestidas de pano de saco, o que é típico de Israel. Em parte
nenhuma, a Igrejas se veste de pano de saco.  Apocalipse 11:4 identifica as duas
testemunhas com a profecia do Velho Testamento, Zacarias 4:3, 11, 14 (As duas
Oliveiras) se refere a Israel, não à igreja. Além disso, as duas testemunhas invocam
julgamento sobre os inimigos (Apocalipse 10:5-6). Jesus repreendeu os Seus discípulos
por desejarem isto e instruiu os crentes da Igreja no sentido de que deviam orar pelo
bem-estar dos seus inimigos, não pela sua destruição. (Lucas 9:54-56; Romanos 12:14;
17-21).

 O diabo persegue Israel, não a igreja, durante a Tribulação (Apocalipse 12). Não pode
haver dúvida alguma de que a mulher neste capítulo é identificada como a nação de
Israel. O verso 5 mostra uma mulher dando à luz Cristo; é óbvio que Jesus foi dado à
luz por Israel, não pela igreja(Isaías 9:6-7; Romanos 9:5). Além disso, os símbolos de
Apocalipse 12:1-2 lembram a familiar tipologia de Israel no VT, onde Israel é
apresentada como uma mulher (Isaías 54:4-5). O sol, a luz e as doze estrelas lembram
o sonho de José relativo a Israel (Gênesis 37:9). As palavras de Apocalipse 12:2 são
quase uma exata citação de Miquéias 5:3, referindo-se ao trabalho de parto, que deu à
luz o Messias. Estes símbolos não são usados nas Igrejas do Novo Testamento.

5 – A Purificação de Israel

A maioria das profecias sobre o Período da Tribulação encontra-se no Antigo Testamento e,


portanto, é claramente destinada a Israel.

O Período da Tribulação objetiva fazer a purificação (ver Apocalipse 7:9 e 14:4) e preparar a
conversão nacional de Israel (comparar com Ezequiel 20:37-38; Zacarias 13:1,8-9).  Até mesmo
esse mais terrível de todos os tempos será usado por Deus para o bem final, e levará a história
em direção ao fim que Ele planejou.  Apesar de todos os horrores desse tempo terrível, o
objetivo é claro que ele levará ao livramento:
"Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia
para Jacó; ele, porém, será salvo dela." (Jr 30:7).

6 – Casamento Judaico e a Igreja

Os paralelos entre o costume hebraico do casamento e o arrebatamento da igreja são


inegáveis! A Noiva (a Igreja) deve esperar a vinda do Noivo (Jesus Cristo) na casa de seu pai
(este mundo, controlado por Satanás). Quando o Noivo volta após um período de separação
de dois anos (2.000 anos?), a Noiva é levada para a casa do Pai do Noivo (a casa do Pai
Celestial) onde ocorre a cerimônia de casamento. A lua-de-mel na nova casa (as "moradas" de
João 14:2) dura sete dias (corresponde aos sete anos do Período da Tribulação aqui na Terra).

Ataques ao Arrebatamento Pré-Tribulacional

A Doutrina do Arrebatamento Pré-Tribulacional tem estado em grande ataque nestes últimos


anos. Alguns exemplos de personagens influentes da Igreja Emergente atual:

 Brian McLaren - pastor e fundador da 'Cedar Ridge Community Church' – zomba das
“expectativas fundamentalistas” sobre a Segunda Vinda literal de Cristo com os Seus
respectivos julgamentos sobre o mundo e admite que o mundo vai continuar
conforme está, por centenas de milhares de anos (A Generous Ortodoxy, p. 305).  Ele
chama o literal e iminente retorno de Cristo como “Escatologia Pop-Evangélica” (Ibid,
p. 267) e “Escatologia do Escapismo” (Entrevista do Planet Preterist, em 30/01/2005.
Ver o site http://planetpreterist.com/news-2774.html ). Mclaren diz que o Livro do
Apocalipse “não trata de um futuro distante”, mas de “um meio de falar sobre os
desafios do imediato presente” (The Secret Message of Jesus, 2007, p. 176). Ele diz
que frases como “a lua se tornará em sangue” não podem ser tomadas mais
literalmente do que as frases que lemos nos jornais de hoje em dia” (The Secret
Message of Jesus, p. 178).

 John Baker da Grace Church em Londres, Inglaterra. Rejeita o dispensacionalismo


como sendo a “teologia da escapologia” e defende que “os cristãos devem investir na
cultura atual, não ficando à espera, até que chegue o tempo” (Emerging Churches, pp.
78-79).

 Tony Jones – Escritor e Pastor da Colonial Church of Edina.  Diz que a Igreja Emergente,
ao contrário do ponto de vista dispensacionalista, caracteriza-se pela “escatologia da
esperança” (An Emergent Manifesto of Hope, p. 130). Ele diz: “O que eu quero dizer é
que as pessoas engajadas na igreja emergente tendem a ver a bondade e a luz no
futuro de Deus, não trevas e ranger de dentes. Conquanto possa parecer óbvio a
alguns seguidores de Deus, a teologia-pop de hoje está encarando o outro lado. Os
novelistas e teólogos que lhes proveem o seu material tem a visão de que estamos
numa espiral descendente e que, quando as coisas aqui em baixo estiverem bastante
ruins, Jesus voltará em glória. Mas nós, que estamos representados neste livro, temos
uma visão diferente. As promessas de Deus para o futuro são boas e nos aguardam,
sinalizando para a frente”.

 N. T. Wright – Professor e ex-Bispo da Diocese de Durham, Inglaterra.  Tem grande


influência na Igreja Emergente, admoesta que a doutrina de um iminente
Arrebatamento é perigosa, pois ela interfere na construção do reino e nas atividades
ambientais. “Se vai acontecer um Armagedom, e todos nós estivermos no céu, tendo
sido antes arrebatados, não interessa se vamos ter uma chuva ácida ou um
derramamento de gases venenosos… Ou que nos interessa se bombardeiam civis no
Iraque? Tudo que realmente importa é salvar almas para este céu despovoado”
(Christians Wrong About Heaven, diz o Bispo “Time”, 07/02/2008).

 Tony Campolo – Fundador e presidente do 'Evangelical Association for the Promotion


of Education'.  Diz “Quero dizer que todo esse estofo (sobre a iminente vinda de Cristo
e uma literal Tribulação) não provém apenas do fundamentalismo. Ela provém do
dispensacionalismo, uma bizarra forma de fundamentalismo, a qual teve início uns 50
anos atrás. Acho que precisamos desafiar o governo a realizar a obra do reino de Deus,
fazendo o que é correto aos olhos do Senhor. Toda essa visão de que o arrebatamento
vai acontecer a qualquer momento é usada como uma fuga, para os cristãos não se
comprometerem com os principados, os poderes e as estruturas políticas e
econômicas de nossa época”. (Baptist Press, 27/06/2003).

 Marc Driscol – Pastor do Mars Hill Church. Refere-se ao Arrebatamento Pré-


Tribulacional como um “dispensacionalismo pessimista” (Litening to the Beliefs of
Emerging Churches, p. 146). Ele avisa que os cristãos mentalmente ligados à
Escatologia não são bem-vindos em sua igreja”.

A Importância do Arrebatamento Pré-Tribulacional

Cristo, Paulo, João e Pedro ensinaram que a volta de Jesus seria iminente e deveria ser
esperada a qualquer momento (Mt 24:44; Fl 4:5; Tg 5:8-9 e 1 Pe 4:7). Os cristãos primitivos
viveram na expectativa da volta de Cristo como um cumprimento literal das profecias:

“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos
ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu
Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Tes.
1:9-10).

A doutrina de um Arrebatamento Pré-Tribulacional motiva à purificação da vida pessoal do


cristão:

 Ela encoraja o crente nas tribulações e perseguições:

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a
encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos
uns aos outros com estas palavras (1 Tes. 4:17-18).

 Ela coloca o foco da igreja na Grande Comissão (Mt 28:18-20; Mc 16:15; At 1:8). Ela
nos ensina a pregar o evangelho, a ganhar pessoas para Cristo e a estabelecer igrejas,
pois “a igreja do Deus vivo [é] a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3:15), como o
assunto mais urgente. D. L. Moddy estava certo quando disse: “Vejo este mundo como
um barco destruído. Deus me deu um bote salva-vidas e me disse: ‘Moody, salve
tantos quantos você puder’”.

 Ela nos motiva a trabalhar na obra do Senhor (1 Co 15:58).

 Ela nos motiva a uma vida obediente (1 Tes 5:4-7; 1 Jo 3:1-3).


 Ela nos motiva a nos separarmos do mal (Tt 2:13-14).

 Ela mantém os crentes longe da heresia e da apostasia (2 Tm 4:3-4 e 1 Jo 2:24-28).

Conclusão

Alguns proponentes dessa escatologia são: John Walvoord; J.Dwight Pentecost, John Feinberg,
Herman Coyt, Charles Ryrie, Rene Pache, Henry c. Thiessen, Leon Wood, Hal Sindsay, Jonh
Sproul, Richard Mayheu e outros como boa parte dos fundamentalistas.

Leia também:

Quando uma profecia é cumprida na história? Futurismo

Para saber mais:

A Base nas Escrituras Para Esperarmos o Arrebatamento Antes da Tribulação

A verdade sobre o Arrebatamento

Cinqüenta Evidências do Arrebatamento Pré-Tribulacional

Fontes:

www.wayoflife.org – “The Pre-Tribulation Rapture” – David Cloud

www.espada.eti.br

www.wikipedia.org

Manual de Escatologia - J. Dwight Pentecost

Dicionário Bíblico Strong - Hebraico/Aramaico/Grego

Bíblia de Estudo das Profecias

www.acts17-11.com/portuguese/

www.chamada.com.br

www.solascriptura-tt.org

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tribulacionista/#sthash.IfBhJjlf.dpuf
Base nas Escrituras Para Esperarmos o Arrebatamento Antes da Tribulação

Recursos úteis para sua maior compreensão

As Igrejas Cristãs Estão Abrindo as Portas Para o Anticristo

Título do Livro 2

Título do Livro 3

Está provado que a compreensão da profecia bíblica é progressiva — à medida que os eventos
mundiais continuam a se desdobrar, os elementos que antes eram considerados alegóricos
agora fazem pleno sentido! Além disso, desde 1989, os espíritos-guia demoníacos estão
dizendo aos autores de livros de Nova Era para prepararem seus aderentes para o
arrebatamento do povo cristão.

"Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" — apóstolo Paulo em 1
Tessalonicenses 4:18.

A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?

Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo
implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia-a-dia!!

Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!

Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.

Agora você está com a


"THE CUTTING EDGE"

Já usei muito esta ilustração, mas a julgar pelos comentários que recebemos desafiando nossa
posição que o arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação, ela aparentemente precisa ser
repetida com freqüência: o que estava anteriormente fora dos limites da razão agora tornou-
se bastante razoável à luz dos eventos atuais.

Por exemplo: até o início do século XX, a maioria dos comentaristas via o exército de duzentos
milhões de soldados mencionado em Apocalipse 9:16 como algo totalmente fantástico e que
deveria ser considerado como uma alegoria — representativo de alguma outra verdade
espiritual. Eles raciocinavam que como todos os exércitos do mundo daquela época
combinados não atingiriam aquele número astronômico, a passagem não deveria ser
entendida literalmente. Entretanto, setenta e cinco anos depois, ficamos sabendo que a China
sozinha poderia mobilizar um exército daquele tamanho, se assim desejasse. Novamente,
aquilo que antes estava fora dos limites da razão tornou-se agora bastante razoável! O mesmo
princípio aplica-se às demais profecias — o tempo inevitavelmente lança mais luz sobre a
interpretação.

Similarmente, a história da igreja mostra que em alguns casos, foram necessários várias
centenas de anos para que todas as grandes doutrinas da fé fossem codificadas e solidificadas.
Por exemplo, a justificação unicamente pela fé não foi completamente "firmada" até os dias de
Martinho Lutero, nos anos 1500s. Assim, não vamos cair na armadilha de pensar que tudo o
que os primeiros pais disseram seja sacrossanto e esteja fora de revisão.

Até hoje, muitos ainda ridicularizam o conceito do que caracterizam como "um arrebatamento
secreto" porque insistem que uma pessoa supostamente chamada Margaret McDonald
concebeu a idéia em 1830 — e a idéia foi adotada posteriormente pela denominação Irmãos
Plymouth, e popularizada por meio dos esforços de C. I. Scofield, e sua famosa Bíblia de
Referência.

Para responder a essas objeções, tudo o que podemos dizer é: "O que dizem as Escrituras?" A
posição (como afirmamos enfaticamente) encaixa-se com todas as Escrituras e fazem mais
sentido do que aquelas que são anteriores a ela? Vamos descobrir examinando o assunto da
forma mais objetiva que pudermos.

Que haverá uma remoção instantânea da igreja do mundo é algo que está fora de disputa,
porque 1 Tessalonicenses 4:13-18 e 1 Coríntios 15:51-53 declaram isso. A principal diferença
de opinião gira em torno de quando ocorrerá essa remoção, pois muitos insistem que será
simultânea à Segunda Vinda de Cristo no fim do Período da Tribulação, e não no início. Todos
os crentes concordam que Deus certamente arrebatará seus filhos eleitos deste mundo a
qualquer tempo que escolher, mas existem várias razões lógicas para acreditarmos que esse
evento ocorrerá antes da Tribulação.
Primeiro, precisamos compreender que o principal propósito do Período da Tribulação ("O Dia
do Senhor") é punir e refinar a nação de Israel — não a igreja de Jesus Cristo — que é sua
amada noiva. Parte (senão a maioria) da confusão que cerca esse assunto é causada pela
compreensão incorreta do termo "escolhido" como se referisse aos filhos de Deus.

A igreja é formada exclusivamente de indivíduos escolhidos, mas existem dois grupos distintos
de escolhidos fora da igreja: O primeiro é formado pelos santos do Antigo Testamento e o
segundo é o grupo daqueles que serão salvos durante o período da Tribulação. Portanto,
quando vemos o termo "escolhidos" usado em Mateus 24, juntamente com algumas
referências nos evangelhos de Marcos e Lucas — precisamos entender que esses não são os
santos da Época da Igreja — por razões que serão explicadas em detalhes posteriormente.

A maioria das profecias sobre o Período da Tribulação encontra-se no Antigo Testamento e,


portanto, é claramente destinada a Israel. Adicionalmente, não faz absolutamente nenhum
sentido o Senhor fazer Sua noiva passar pelos horrores inimagináveis da Tribulação — mesmo
considerando-se que a igreja é formada por pecadores merecedores do inferno. Ele nos salva
pela Sua graça e não por algum mérito nosso, de modo que propósito haveria em punição
durante a Tribulação? Enquanto estivermos nestes corpos mortais, o pecado continuará a
caracterizar nossa existência e nenhuma punição apagará nossa natureza pecaminosa.
Somente após recebermos nossos corpos glorificados é que finalmente estaremos livres do
pecado.

Além disso, aqueles que insistem que o período da Tribulação servirá para remover "as
máculas e as rugas" [Efésios 5:27] da igreja antes que ela possa se apresentar diante de Cristo,
negligenciam um fato básico: Essa crença forma a base para o Purgatório pagão, de modo que
aqueles que acreditam que a igreja precisa passar por um período de "purificação" estão
aceitando a mentira do Purgatório! Os cristãos que constituem a igreja são imaculados, pois
Jesus Cristo nos imputou Sua perfeição.

As imperfeições humanas e toda mancha do pecado precisa ser removida de nós como um
pré-requisito para que possamos comparecer na presença de Deus — e isso será realizado
instantaneamente no arrebatamento [1 Coríntios 15:50-58].

Vejamos o que dizem as Escrituras do Antigo Testamento sobre o assunto "Dia do Senhor" —
"o tempo de angústia de Jacó" — para obter uma melhor compreensão de sua aplicação a
Israel. Como veremos, poucos temas bíblicos associados com o fim dos tempos atraíram tanta
atenção ou foram tão enfatizados no Antigo Testamento.

Quando os profetas mencionam: "O dia do Senhor", freqüentemente soam como Amós, que
escreveu:
"Ai daqueles que desejam o dia do SENHOR! Para que quereis vós este dia do SENHOR? Será
de trevas e não de luz. É como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com
ele o urso; ou como se entrando numa casa, a sua mão encostasse à parede, e fosse mordido
por uma cobra. Não será, pois, o dia do SENHOR trevas e não luz, e escuridão, sem que haja
resplendor?" [Amós 5:18-20].

Embora o "Dia do Senhor" como um termo teológico, inclua tudo o que acontece em todo o
período durante o qual Deus cumpre Suas promessas e traz a história ao fim, a ênfase
encontrada na maioria das passagens do Antigo Testamento está no período tenebroso de
tribulação e julgamento que iniciará aquele dia. Ele é retratado como um tempo terrível para a
humanidade; dias repletos dos juízos de Deus em que a Terra será devastada e esvaziada, e
seus habitantes morrerão aos milhões. Haverá trevas, aflições e ais, à medida que a ira de
Deus for totalmente liberada contra a humanidade rebelde [compare Deuteronômio 4:30-31;
Isaías 2:19, 24:1,3,6,19-21; Jeremias 30:7; Daniel 12:1; Joel 1:15, 2:1-2; Amós 5:18-20; Sofonias
1:14-15,18]. Conforme descobrimos nessas passagens do Antigo Testamento, as nações pagãs
e o povo eleito de Deus, Israel, experimentarão o julgamento divino, pois a abrangência da
Tribulação será mundial.

Como Jeremias disse em 25:32-33:

"Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que o mal passa de nação para nação, e grande
tormenta se levantará dos confins da terra. E serão os mortos do SENHOR, naquele dia, desde
uma extremidade da terra até à outra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem
sepultados; mas serão por esterco sobre a face da terra. Uivai, pastores, e clamai, e revolvei-
vos na cinza, principais do rebanho, porque já se cumpriram os vossos dias para serdes mortos,
e dispersos, e vós então caireis como um vaso precioso. E não haverá refúgio para os pastores,
nem salvamento para os principais do rebanho."

No entanto, apesar de todos os horrores desse tempo terrível, o objetivo é claro que ele levará
ao livramento. Eis algumas citações dos profetas:

"Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia
para Jacó; ele, porém, será salvo dela." [Jeremias 30:7].

"Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação
derramada, hei de reinar sobre vós. E vos tirarei dentre os povos, e vos congregarei das terras
nas quais andais espalhados, com mão forte, e com braço estendido, e com indignação
derramada. E vos levarei ao deserto dos povos; e ali face a face entrarei em juízo convosco;
como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo
convosco, diz o Senhor DEUS. Também vos farei passar debaixo da vara, e vos farei entrar no
vínculo da aliança. E separarei dentre vós os rebeldes, e os que transgrediram contra mim; da
terra das suas peregrinações os tirarei, mas à terra de Israel não voltarão; e sabereis que eu
sou o SENHOR." [Ezequiel 20:37-38].

"E acontecerá em toda a terra, diz o SENHOR, que as duas partes dela serão extirpadas, e
expirarão; mas a terceira parte restará nela. E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a
purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu
nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O SENHOR é o meu Deus." [Zacarias 13:8-9].

[Observe que dois terços de Israel serão mortos e somente um terço sobreviverá aos rigores
do julgamento de Deus!].

O Período da Tribulação objetiva fazer a purificação [veja também Apocalipse 7:9 e 14:4] e
preparar a conversão nacional de Israel [compare com Ezequiel 20:37-38; Zacarias 13:1,8-9,
citado anteriormente]. De tudo isso, devemos compreender que a Tribulação do mundo
inteiro está bem próxima. Entretanto, até mesmo esse mais terrível de todos os tempos será
usado por Deus para o bem final, e levará a história em direção ao fim que Ele planejou. Estes
são alguns textos adicionais para estudo:

Dia do Senhor: Isaías 2:12; 13:6; Ezequiel 13:5; 30:3; Joel 1:15, 2:1,11,31; Amós 5:18-20;
Obadias 1:15; Sofonias 1:7,14; Zacarias 14:1; Malaquias 4:5.

Tribulação: Deuteronômio 4:30-31; Isaías 2:19, 24:1,3,6,19-21, 26:20-21; Jeremias 30:7; Daniel
9:27, 12:1; Joel 2:1-2; Amós 5:18-20; Sofonias 1:14-15,18.

Agora que estabelecemos a base para o Período da Tribulação e mostramos como ele se refere
a Israel e não à igreja, voltemos nossa atenção para os aspectos lógicos e de bom senso para o
arrebatamento antes da Tribulação. Já dissemos que é um ponto irrealista e espiritualmente
improdutivo pensar que o Senhor sujeitaria Sua amada noiva aos terríveis eventos da
Tribulação. Aproveitando que estamos no assunto da noiva de Cristo, vamos dar uma rápida
olhada nos antigos costumes hebraicos de noivado e casamento.

Uma vez que os pais concordassem com o casamento de seus filhos e o noivado formal fosse
declarado (o noivado naquele tempo tinha o mesmo vínculo de indissolubilidade que o
casamento), o noivo então iria providenciar uma casa para viver com a noiva.
Freqüentemente, isso levava até dois anos para ser concluído. Enquanto esperava, a noiva
permanecia na casa de seu pai, mas vivia em uma "expectativa do retorno do noivo a qualquer
momento". Suas malas ficavam prontas, por assim dizer, pois ela ansiava com expectativa pelo
dia em que seu pretendido voltaria para ela. Então, quando o noivo finalmente ficava
preparado para receber sua noiva, um alegre grupo de celebrantes, juntamente com os
"amigos do noivo" — os paraninfos, ou padrinhos, na terminologia atual — vinham à casa da
noiva à meia-noite, e um amigo do noivo gritava "Aí vem o noivo!" A noiva, logicamente, devia
acordar e abrir a porta para os celebrantes. Nesse ponto, ela acompanhava o grupo festivo até
a casa do pai do noivo, onde a cerimônia de casamento ocorria — e depois disso, o casal se
mudava para sua nova casa, para uma lua-de-mel que normalmente durava sete dias.

Os paralelos entre o costume hebraico do casamento e o arrebatamento da igreja são


inegáveis! A noiva (a igreja) deve esperar a vinda do noivo (Jesus Cristo) na casa de seu pai
(este mundo, controlado por Satanás). Quando o noivo volta após um período de separação de
dois anos (aproximadamente 2.000 anos até aqui), a noiva é levada para a casa do pai do noivo
(a casa do Pai Celestial) onde ocorre a cerimônia de casamento. A lua-de-mel na nova casa (as
"moradas" de João 14:2) dura sete dias (corresponde aos sete anos do Período da Tribulação
aqui na Terra).

Então, encontramos outro forte argumento para um arrebatamento anterior à Tribulação em 1


Tessalonicenses 5:9, em que lemos: "Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a
aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo."

Esse verso, considerado no contexto, está obviamente conectado com o ensino de Paulo a
respeito do arrebatamento — pois esse é o assunto do capítulo 4 e verso 13 até o capítulo 5
verso 11. Uma das principais razões que motivou Paulo a escrever essa primeira carta era que
a igreja de Tessalônica estava entristecida pelo destino dos seus amados. Aquelas pessoas
também tinham crido e aparentemente tinham morrido sem terem sido tomadas nos céus por
Cristo (como Paulo tinha ensinado anteriormente, isso aconteceria algum dia). No entanto,
como Paulo só esteve com eles por aproximadamente um mês, o conhecimento que eles
tinham do assunto era incompleto. Portanto, para corrigi-los nesse mal-entendido, Paulo diz
que seus familiares mortos "em Cristo" na verdade (somente por um momento) precederiam
aqueles que estarão vivos no instante do arrebatamento.

Observe que Paulo usa a palavra "consolai-vos" duas vezes em seu discurso, em um esforço de
aliviar seus temores; depois ele conclui com o verso citado anteriormente (5:9), dizendo que
Deus não os tinha destinado para a ira — a ira divina que está reservada para a nação de Israel
(em particular, e para o restante do mundo em geral) e, portanto, devemos compreender que
esse ensino a respeito do arrebatamento objetiva ser uma fonte de consolação para todos os
crentes da Época da Igreja.

Como o Diabo não tinha acabado de atormentar aqueles cristãos tessalonicenses, circulou a
falsa noção que por causa da perseguição que eles estavam experimentando, o "dia do
Senhor" (o Período da Tribulação) já estava presente e eles tinham perdido o arrebatamento!
Isso levou Paulo a escrever sua segunda epístola, em que lhes deu (e a nós também) dois sinais
inegáveis, sem os quais o Período da Tribulação não poderá iniciar! No verso 3 do capítulo 2,
Paulo nos diz que não devemos nos deixar enganar por ninguém, pois "aquele dia" não virá
sem que ocorra antes a apostasia — uma apostasia, ou afastamento, dependendo da
interpretação que se tenha da palavra grega apostasia — juntamente com o aparecimento do
"homem do pecado", o Anticristo. Assim, precisamos compreender que esses dois eventos
terão de ocorrer antes do início do período da Tribulação.

Neste ponto, gostaria de lhe fazer uma pergunta: Que outra razão poderia ter motivado Paulo
a apresentar esse ensino aos tessalonicenses, se não tivesse em vista o arrebatamento
anterior à Tribulação? Pense nisso.

Outro ponto interessante refere-se à "apostasia" de 2 Tessalonicenses 2:3. A maioria vê isso


com um afastamento em massa da fé anterior ao Período da Tribulação e essa certamente
parece ser uma possibilidade quando o Anticristo ascender ao poder e as pessoas de todo o
mundo começarem a adorá-lo. No entanto, ao longo dos anos, vários mestres proeminentes
insistem que a palavra grega apostasia também pode ser traduzida como "afastamento" —
como no afastamento da igreja deste mundo — e crêem que isso se refira a um arrebatamento
anterior à Tribulação. Entretanto, alguns estudiosos do grego — muitos dos quais adotam a
posição anterior à Tribulação — não concordam com a interpretação de "afastamento", de
modo que esse ponto em particular está longe de ser resolvido.

O Comentário Bíblico Amplificado usa as palavras "afastamento da igreja" na nota de rodapé


para esse verso — 2 Tessalonicenses 2:3 — pois isso dá o significado total da palavra,
apostasia.

Outra porção das Escrituras que se aplica à nossa discussão encontra-se em Apocalipse 3:10,
onde o Senhor glorificado dirige palavras à igreja de Filadélfia:

"Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação


que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra."

Pense atentamente na palavra hora. É um termo limitado à Terra. Uma vez que você saia da
Terra e do sistema solar, essa palavra não tem a mesma relevância!

As sete igrejas mencionadas em Apocalipse, capítulos 2 e 3, eram igrejas literais que existiam
na Ásia Menor no tempo em que João escreveu o Apocalipse. Muitos eruditos bíblicos
acreditam que elas representam sete períodos distintos da história da igreja, finalizando com
os "laodicéienses" — um tempo de espiritualidade morna imediatamente anterior ao período
da Tribulação. Outra interpretação é que são sete tipos de igrejas, contendo membros
individuais que são representativos de todas as expressões de espiritualidade e fidelidade a
Jesus Cristo. E é para o caráter "filadelfense" fiel dos cristãos genuínos (que estiverem vivos
naquele tempo), que a promessa é feita: "eu te guardarei da hora da tentação que há de vir
sobre todo o mundo". Observe que a promessa é "guardar da hora" e não "guardar na hora"
da tribulação, como alguns pós-milenistas insistem que é o caso.

Noé foi salvo "da" ira de Deus no dilúvio, mas passou pela hora! Ló foi salvo da ira de Deus,
mas passou pela hora. Jesus Cristo promete à igreja que a livrará da hora da provação que virá
sobre todo o mundo.

Outro ponto interessante é que a igreja é mencionada freqüentemente até Apocalipse 3, mas
então no verso 1 do capítulo 4, João recebe uma súbita ordem "Sobe aqui" (simbólica do
arrebatamento?) e a igreja não é mencionada novamente até muito mais tarde, onde a
encontramos como a "esposa do Cordeiro", no capítulo 21.

Em seguida, no verso 4 do capítulo 4, encontramos os vinte e quatro anciãos (presbuteros no


texto grego) assentados em volta do trono celestial e vestidos de branco e com coroas de
ouro. Estar vestido de branco significa que a pessoa é uma vencedora [Apocalipse 3:4-5] e as
coroas são consistentemente retratadas no Novo Testamento como representativas de
recompensa. O fato de os anciãos estarem assim vestidos indica que o julgamento ante o
Tribunal de Cristo [2 Coríntios 5:10] já ocorreu e os galardões já foram distribuídos! Se você
duvida dessa interpretação, apenas veja o verso 3 do capítulo 5, em que encontramos estas
palavras: "E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem
olhar para ele." O verso 4 continua "... ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o
ler, nem de olhar para ele." Meu amigo, Jesus Cristo é homem e Deus ao mesmo tempo — a
segunda pessoa da Trindade — mas esses comentários obviamente não se referem a Ele!
Como então estão essas pessoas no céu, se não pelo arrebatamento? É nossa compreensão
das Escrituras que o próprio Jesus Cristo foi o primeiro homem a ressuscitar e entrar nos céus
como "as primícias dos que dormem".

Se é assim, os santos do Antigo Testamento ou do período da Tribulação não poderão


preceder a igreja nos céus como homens ressuscitados por causa do que encontramos nos
seguintes versos:

"Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por
um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão
vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de
Cristo, na sua vinda." [1 Coríntios 15:20-23; ênfase adicionada].

Considerada no contexto, a frase, "os que são de Cristo" refere-se à igreja e, portanto, são os
próximos na fila a serem ressuscitados — com nenhum outro grupo precedendo-os.
Acople esses fatos com Apocalipse 7:13-14 e precisamos chegar à outra conclusão:

"E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e
de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da
grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro."

Que esses são os santos do período da Tribulação está fora de qualquer discussão! Como
acabamos de ver em 1 Coríntios 15:20-23, Cristo é as "primícias dos que dormem" e depois
disso os que pertencem a Ele serão ressurretos. Assim, quando Apocalipse 7:13-14 nos informa
dos santos do período da Tribulação nos céus, isso requer que a igreja tenha sido arrebatada
em algum ponto anterior!

Em que ponto a Tribulação começará na Terra? Em Apocalipse 6:1, encontramos o Senhor


Jesus Cristo abrindo o primeiro selo, que sinaliza o início, mas observe algo que acontece antes
disso no capítulo 5: Os versos 8 e 9 nos dizem que "os quatro animais" e os vinte e quatro
anciãos (esses anciãos claramente representam todos os cristãos) cantam um novo cântico,
dizendo:

"Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue
compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus
os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra."

A expressão "toda a tribo, e língua, e povo, e nação" está obviamente se referindo a um grupo
muito maior do que apenas os vinte e quatro anciãos.

E então há a exortação do apóstolo Paulo a respeito do dia do Senhor:

"Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois
que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as
dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já
não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós
sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois,
como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; porque os que dormem, dormem de noite,
e os que se embebedam, embebedam-se de noite. Mas nós, que somos do dia, sejamos
sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da
salvação; porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por
nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos,
vivamos juntamente com ele. Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros,
como também o fazeis." [1 Tessalonicenses 5:1-11].
Por que Paulo os ensinou (e nos ensinou) a vigiar se o evento não é iminente — poderia
ocorrer a qualquer momento e está em seguida no calendário profético de Deus? Observe a
cuidadosa distinção que Paulo faz entre os pronomes "vós" e "eles". Esse contraste destina-se
a mostrar que nós, ao contrário daqueles que estão perdidos, não seremos pegos
desprevenidos quando o dia do Senhor vier como um ladrão de noite. Entenda isto — O dia do
Senhor terá a duração de sete anos ao tempo da Segunda Vinda de Cristo, de modo que
"venha" obviamente significa o início dele — exatamente após o "afastamento" e a revelação
do homem do pecado.

E isso nos traz ao assunto de Mateus 24 — em minha humilde opinião o capítulo mais
malcompreendido e mal-aplicado de toda a Bíblia, no que se refere às profecias. Até mesmo os
doutores em teologia que deveriam conhecer melhor tropeçam nessa porção das Escrituras e
a consideram inteiramente fora do contexto quando tentam aplicar uma parte dela ao
arrebatamento. O senso comum diz que Paulo sabia sobre o que estava falando em 1 Coríntios
15:51, quando disse:

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos
transformados."

O que a palavra "mistério" (grego musterion) significa quando é usada no Novo Testamento?
Ela se refere a uma Escritura anteriormente não-revelada! Em outras palavras, Paulo está nos
dizendo algo aqui, aproximadamente nos anos 59-60, que nunca antes tinha sido revelado por
Deus: o assunto do arrebatamento. Esse fato apenas exige que nenhuma das palavras de
Cristo em Mateus 24 possa estar se referindo ao arrebatamento! Por que esse ponto é
importante? Bem, vamos apenas olhar para o capítulo e destacar alguns detalhes.

Na cena que temos diante de nós, o Senhor está respondendo às perguntas feitas pelos Seus
discípulos. É muito provável que nesse ponto particular, o grupo era formado unicamente de
judeus. Jesus Cristo ainda não tinha morrido e a Época da Graça ainda não tinha iniciado, de
modo que 100% do que encontramos nos relatos dos evangelhos está sob a lei e não sob a
graça! Nenhum dos profetas do Antigo Testamento "viu" a Época da Igreja porque Deus não
revelou isso a eles — era um "mistério" divino! O ensino do Senhor aqui é perfeitamente
coerente com esse princípio. Ele está instruindo os judeus sobre o que a "geração" [verso 34]
experimentará durante o Período da Tribulação, pois a igreja ainda não estava visível e ainda
seria revelada! Com essa idéia em mente, observe que os versos 4-13 descrevem as condições
que o remanescente judaico eleito experimentará durante os dias tenebrosos do período da
Tribulação — o "tempo da angústia de Jacó".

Mateus 24:9 diz claramente que: "Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e
matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome." Deus selará
144.000 judeus no início desse período terrível e é para eles que esse discurso é dirigido. O
verso 13 tem sido malcompreendido e mal-aplicado por muitos cristãos pensando que
precisamos "perseverar até o fim" para sermos salvos, quando na realidade isso está se
referindo ao livramento físico dos judeus que estarão vivos na Segunda Vinda de Cristo — no
fim do Período da Tribulação!

Lembre-se que isso não pode se aplicar aos cristãos de forma alguma, pois naquele ponto —
quando Jesus proferiu as palavras registradas em Mateus 24 — a igreja ainda era um mistério
[Efésios 3:1-6]. Observe que o verso 14 diz:

"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações,
e então virá o fim."

Meus amigos, o evangelho da graça ainda era desconhecido naquele tempo! Esse "evangelho
do reino" — a mensagem que João Batista e Jesus Cristo pregaram e à qual o Senhor está se
referindo aqui — era "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus."

Essa mensagem será pregada novamente durante o período da Tribulação pelos 144.000
israelitas citados em Apocalipse 7 e pelas "duas testemunhas" de Apocalipse 11:3. O fim do
Período da Tribulação — que ocorrerá na Segunda Vinda de Cristo — não acontecerá até que
essa mensagem específica do evangelho tenha sido ouvida por todas as nações e por meio da
qual elas saberão que o reino literal de Jesus Cristo na Terra está prestes a ser iniciado.
Quando o Senhor disse isso aos seus discípulos, Ele tinha acabado de ser rejeitado como rei
pela nação de Israel e sabia que Suas palavras eram para uma futura geração de descendentes.
Em nenhum lugar a igreja aparece aqui.

Começando com o verso 15, temos o início da "Grande Tribulação" — os três anos e meio
finais, que serão tão terríveis que o Senhor fez o seguinte comentário no verso 21:

"Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até
agora, nem tampouco há de haver." [Mateus 24:21].

Que os judeus são o foco principal desse discurso é deixado claro no relato paralelo
encontrado em Marcos 13. Observe o fraseado do verso 9:

"Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis
açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir
de testemunho." [Marcos 13:9; ênfase adicionada].
Pelo que sei, os judeus não costumam levar os cristãos às suas sinagogas por razão alguma,
muito menos para surrá-los! No entanto, durante a Tribulação, os 144.000 judeus eleitos serão
perseguidos pelo seu próprio povo, bem como pelos gentios.

Em seguida, no verso 22, temos uma frase muito interessante sobre a abreviação "daqueles
dias" por Deus, pois se Ele não fizesse isso, nenhuma carne se salvaria! Isso tem uma relação
direta com o verso 36 — outro comentário feito pelo Senhor que tem sido mal-aplicado há
muitos anos. Os pastores dizem aos seus rebanhos, com base no verso 36, que ninguém
poderá saber o "dia e a hora" do arrebatamento — quando esse verso não tem absolutamente
nada que ver com o arrebatamento, pois considerado no contexto correto, está claramente se
referindo à Segunda Vinda. A perseguição e matança serão tão grandes que Deus abreviará
aqueles dias para que alguns permaneçam vivos para povoar o Reino Milenar. Como o período
será abreviado (algo menor que o número total de dias profetizado por Daniel), ninguém
saberá o dia e a hora exatos!!

Lembre-se que todo o capítulo 24 de Mateus está lidando com os judeus sob a lei e não com a
igreja sob a graça — a igreja e o arrebatamento, naquele tempo, ainda eram mistérios não-
revelados dos conselhos de Deus.

O verso 44 tem sido usado para fortalecer o argumento que ninguém pode saber o tempo do
arrebatamento, quando na verdade ele está falando dos judeus aterrorizados que estarão
escondidos e suas mentes preocupadas com a sobrevivência — não em contar o número de
dias que faltam na "Grande Tribulação", conforme informado ao profeta Daniel (um dos
argumentos usados contra "saber o dia e a hora"):

"Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que
não penseis." [Mateus 24:44].

Pense nisto — os cristãos são exortados em todo o Novo Testamento a vigiar e aguardar o
retorno do Senhor para nos levar para si mesmo e somos ensinados que não virá como uma
surpresa, de acordo com o seguinte:

"Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um
ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das
trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios." [1
Tessalonicenses 5:4-6; ênfase adicionada].

Assim, novamente, vemos que as afirmações em Mateus 24 não podem estar referenciando ao
arrebatamento.
O ajuntamento dos escolhidos de Deus "desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade
dos céus" [verso 31] é "logo depois da aflição daqueles dias..." [verso 29] — Novamente, essa é
a Segunda Vinda e não o arrebatamento. As ilustrações "será levado um, e deixado o outro"
dos versos 40 e 41 — tão freqüentemente usadas para ilustrar o arrebatamento — na verdade
referem-se à separação das ovelhas e dos bodes discutida em Mateus 25:33; os que ficarem
são aqueles que entrarão no Reino Milenar. E essa passagem está, logicamente, em um
contexto não-interrompido, e é parte dos comentários estendidos do Senhor com relação à
Sua segunda vinda.

É compreensível que muitos tentem usar Mateus 24 como texto de prova para o
arrebatamento pois grande parte do capítulo parece "se encaixar" nele, mas, como vimos —
uma inspeção cuidadosa revela que isso simplesmente não é o caso.

Embora muitos bons homens tenham "quebrado a cara" tentando prever a data do
arrebatamento, Mateus 24:36 não é uma barreira legítima!

Os eventos mundiais e as atitudes nacionais estão aparentemente convergindo a um perfeito


alinhamento com o que as Escrituras dizem que serão as condições existentes na época do
aparecimento do Anticristo. Assim sendo, e pelas razões detalhadas anteriormente,
acreditamos que o arrebatamento possa ocorrer a qualquer momento. Você está preparado
para encontrar o Senhor nos ares?

Nota Final do Diretor da Cutting Edge

Que fique bem claro que não adotamos a posição do arrebatamento anterior à Tribulação
porque não somos "corajosos" o suficiente para passar pelas perseguições do Anticristo.
Muitas pessoas nos escrevem fazendo exatamente essa acusação. Essa noção é uma bobagem,
por um único fato bem simples: Embora a igreja será poupada das perseguições do Anticristo,
passará pela fase final das dores do parto que produzirão o Anticristo [Mateus 24:8].

Nós o incentivamos a ler os artigos N1408, "As Surpreendentes e Pouco Compreendidas


Implicações do Aparecimento do Anticristo, Conforme Mateus 24" e N1332, "Confirmação de
Grandes Discrepâncias no Ensino Profético Padrão", que detalham esse fato claramente.
Quando passarmos pelas "guerras, rumores de guerra, nações se levantando contra nação,
reino contra reino, terremotos em muitos lugares", teremos a impressão que estamos
passando pelas perseguições do Anticristo no período da Tribulação. Todos os cristãos hoje
precisam amadurecer espiritualmente bem depressa, pois não sabemos quando seremos
cercados, perseguidos e até torturados por causa da nossa fé.
A idéia que ensinamos o arrebatamento anterior à Tribulação porque desejamos "escapar" da
perseguição é risível e totalmente falsa.

Verdadeiramente, o fim dos tempos está bem diante de nós. O mundo está na iminência de
ver o aparecimento do iníquo.

Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus
amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos
iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após
estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a
porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer
isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis
em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna,
precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá
seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida
diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é
real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode
fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador,
você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já
estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará
espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação
agora.

Esperamos que este ministério seja uma bênção em sua vida. Nosso propósito é educar e
advertir as pessoas, para que vejam a vindoura Nova Ordem Mundial, o Reino do Anticristo,
nas notícias do dia-a-dia.

Fale conosco direcionando sua mensagem a um dos membros da equipe de voluntários.

Se desejar visitar o site "The Cutting Edge", dê um clique aqui: http://www.cuttingedge.org

Que Deus o abençoe.


Autor: Pr. Ron Riffe

Data da publicação: 14/1/2002

Revisão: V. D. M. — Campo Grande / MS e http://www.TextoExato.com

Patrocinado por: S. F. F. C. — Vargem Grande Paulista / SP

A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n1586.asp

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