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AUTO-ESTIMA

AUTO-ESTIMA & ESTRATÉGIAS

Por Vanessa Dias

"Give thanks for what you are now, and keep fighting for what you want to be tomorrow."

Fernanda Miramontes-Landeros

A

auto-estima

depende

de vários

factores. Por um lado, os genes têm algum

papel predeterminante;

por

outro,

a

aprendizagem e os modelos de que

dispomos ao

longo

da

nossa

formação

enquanto pessoas também são igualmente

importantes.

Mas existem outras razões pelas quais podemos ter uma maior ou menor auto- estima como, por exemplo, a forma como perspectivamos a vida e respondemos às adversidades; o facto de os outros acreditarem nas nossas capacidades e competências, bem como o modo como acreditamos e damos valor a nós mesmos.

Embora

nem

todos

os

factores

que

influenciam

a

auto-estima

estejam

bem

delineados, existem algumas técnicas ou estratégias úteis e eficazes para melhorar e torná-la mais forte. Branden (2010) sugere

seis

práticas

essenciais

para

uma

auto-

estima

saudável:

(1)

viver

conscientemente,

(2)

auto-aceitar-se,

(3)

auto-responsabilizar-se,

(4)

ser-se

assertivo, (5) viver com um propósito de

vida

e,

por

fim,

(6)

ser-se

íntegro

ou

congruente consigo mesmo.

Viver conscientemente

Focar-nos nos nossos objectivos e naquilo que nos rodeia ajuda-nos a sentir auto- eficazes e competentes. Ao alhearmo-nos da realidade, para nos distanciarmos dos problemas, e do mal-estar causado por estes, estamos simplesmente a contribuir para a contínua destruição do nosso próprio senso de valor.

Assim, devemos concentrarmo-nos no

momento presente e estarmos conscientes

  • - para que seja possível manter em vista o contexto geral daquilo que se passa à

nossa volta, prestando atenção aos factos relevantes e confrontando as próprias tentativas de fugir ou negar as situações que nos trazem sofrimento ou desprazer.

Para saber em que ponto da nossa vida estamos, em relação aos nossos objectivos e projectos, ponderar se as nossas acções são congruentes com os mesmos, de forma

Auto-estima & Estratégias

 

Janeiro 2011

 

semdieta.org

a

que

se

permita

a

concretização de

ter controlo sobre a forma como lidamos

metas, ajustes e alterações de percurso, é

com

as

nossas relações com os outros,

necessário, portanto,

um

estado

de

sermos ou

não

felizes,

o

modo

como

consciência

constante

e

proactivo

da

comunicamos e gerimos o tempo em

nossa parte.

 

suma, somos responsáveis pela manutenção da nossa auto-estima.

Auto-aceitar-se

Auto-aceitar e reconhecer o nosso valor é a segunda estratégia proposta para fortificar a auto-estima. Aceitar a forma como pensamos, sentimos, agimos e somos; respeitar e cuidar de todo o nosso “Eu” quer físico (corpo), quer psíquico (medos, pensamentos, acções ou sonhos). Deixar de nos vermos como “anormais” ou “diferentes dos outros”, sendo fiéis e respeitando aquilo que constitui a nossa própria expressão enquanto indivíduos. Aceitar que temos boas e más qualidades, que é possível melhorar o que há e queremos melhorar, que os erros fazem parte da vida e que, deste modo, há que os reconhecer, admitir e compreender lembre-se: “Uma falha é um acontecimento, não uma pessoa” (William Brown, In Welcome stress!).

Auto-responsabilizar-se

A partir do momento em que sentimos que temos controlo sobre a nossa vida e sobre grande parte daquilo que fazemos e nos acontece, sentimo-nos capazes de viver e achamos que merecemos ser felizes. Para que tal aconteça, é preciso sermos responsáveis pelas nossas acções, objectivos, escolhas e conquistas. Quanto mais monitorizamos o que fazemos e cumprimos tarefas importantes ou necessárias, isto é, quanto mais responsáveis somos por nós mesmos, mais controlo sentimos. Além disso é possível

Ser-se assertivo

Ajustar a forma como nos exprimimos é fundamental para colocarmos os nossos

pensamentos, convicções,

valores

e

sentimentos

em

acção.

Ser-se

tímido

e

estar sempre “escondido atrás do pano” resulta muitas vezes do medo da

confrontação

possam

ter

com

outras

pessoas

valores

diferentes

que

ou

simplesmente pela vontade de agradar o outro para se sentir “aceite” por este.

Ser-se

assertivo

é

ter

a

iniciativa

de

defender-se a si mesmo de forma aberta e

respeitosa,

sem

ter

como

objectivo

principal

obter

a

aceitação

ou

o

reconhecimento

de

outros,

vivendo

autenticamente

e

de

acordo

com

as

próprias

convicções,

sem

receio

de

ser

rejeitado.

.

Viver com um propósito de vida

Todas as acções têm um fim e, por isso, a nossa vida deve ter igualmente um propósito. Os nossos comportamentos são organizados graças ao nosso propósito de vida, pois permite-nos focar e dirigir as nossas acções para atingirmos os nossos objectivos e metas. Viver sem propósito é viver ao acaso e sem rumo ou orientação, o que não nos dá nenhuma percepção de auto-controlo e não nos deixa distinguir o que é que tem real valor ou não para nós.

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Janeiro 2011

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Ser-se íntegro

À medida que desenvolvemos valores, ideais e propósito de vida, a integridade pessoal revela-se cada vez mais importante, porque é esta que permite que o nosso comportamento seja congruente com aquilo que acreditamos e defendemos. Quando agimos contra aquilo que julgamos que é apropriado, perdemos parte de nós e confiança - desrespeitamo- nos, porque agir contra aquilo que achamos ser correcto é o mesmo que renegar os nossos valores e princípios. Este

tipo

de

atitude

nosso “Eu”.

auto-invalida,

assim,

o

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Branden, N. (Janeiro, 2010). Healthy Self- esteem, Engage in six vital practices. In Personal Excellence, The Magazine of Life Leadership

Dedicado a J.Q.S.