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A palavra comunidade pode, na língua portuguesa, nos levar a uma concepção errônea

sobre o termo. Não se trata de uma “comum unidade”, mas a palavra vem do latim,
communio, que por sua vez vem do grego koinonia: um grupo de pessoas que vivem em
comunhão. E por sua vez, a palavra comunhão significa participação, relação, estar-em,
permanecer-em. A palavra comunidade pode, na língua portuguesa, nos levar a uma
concepção errônea sobre o termo. Não se trata de uma “comum unidade”, mas a palavra
vem do latim, communio, que por sua vez vem do grego koinonia: um grupo de pessoas
que vivem em comunhão. E por sua vez, a palavra comunhão significa participação,
relação, estar-em, permanecer-em.

Edith Stein trará duas conceituações para comunidade, uma de sentido mais amplo e outra
de sentido mais estrito. Num sentido mais amplo, quando fala-se de comunidades
Tratam-se de estruturas em cuja constituição as pessoas desempenham um papel, seus atos sociais e suas
relaçõe sociais. Pode-se falar de comunidade em sentido amplo aí onde não só existem relações mútuas
entre pessoas, senão que além disso essas pessoas comparecem como uma unidade e formando um “nós”.
Essas estruturas podem ser passageiras (os participantes em uma ‘reunião social’ são uma ‘comunidade’
somente durante as horas que passam juntos, com aqueles que se encontram em uma viagem uma única
vez dura o mesmo), mas também pode seguir existindo além de sua reunião concreta e atual (um grupo
estável de amigos, uma classe escolar, uma associação qualquer)” (STEIN, 2007/1933, p. 165). Edith
Stein trará duas conceituações para comunidade, uma de sentido mais amplo e outra de
sentido mais estrito. Num sentido mais amplo, quando fala-se de comunidades
Tratam-se de estruturas em cuja constituição as pessoas desempenham um papel, seus atos sociais e
suas relaçõe sociais. Pode-se falar de comunidade em sentido amplo aí onde não só existem relações
mútuas entre pessoas, senão que além disso essas pessoas comparecem como uma unidade e formando
um “nós”. Essas estruturas podem ser passageiras (os participantes em uma ‘reunião social’ são uma
‘comunidade’ somente durante as horas que passam juntos, com aqueles que se encontram em uma
viagem uma única vez dura o mesmo), mas também pode seguir existindo além de sua reunião concreta
e atual (um grupo estável de amigos, uma classe escolar, uma associação qualquer)” (STEIN, 2007/1933,
p. 165).

Agora, Edith Stein fala também da comunidade em setido estrito. Esta existe onde existe
uma comunidade permanente de vida entre pessoas que afeta essas pessoas na profundidade
do seu ser e lhes confere uma marca duradoura. Esta comunidade, propriamente dita, funda-
se não só em relações passageiras ligadas a um momento concreto, senão também em
vínculos suprapessoais, e tem uma lei própria de formação, em virtude da qual se
desdobram e desenvolvem do mesmo modo que uma pessoa humana individual.
Assim, para ela a comunidade deve ser compreendida da mesma forma que o ser pessoa,
contudo de maneira extendida. Isto se dá pois “nas diferentes comunidades humanas, tanto
as mais efêmeras como as mais ‘substantivas’ se baseiam em uma comunidade universal
que engloba a todas as demais: a humanidade” (Agora, Edith Stein fala também da
comunidade em setido estrito. Esta existe onde existe uma comunidade permanente de vida
entre pessoas que afeta essas pessoas na profundidade do seu ser e lhes confere uma marca
duradoura. Esta comunidade, propriamente dita, funda-se não só em relações passageiras
ligadas a um momento concreto, senão também em vínculos suprapessoais, e tem uma lei
própria de formação, em virtude da qual se desdobram e desenvolvem do mesmo modo que
uma pessoa humana individual.
Assim, para ela a comunidade deve ser compreendida da mesma forma que o ser pessoa,
contudo de maneira extendida. Isto se dá pois “nas diferentes comunidades humanas,
tanto as mais efêmeras como as mais ‘substantivas’ se baseiam em uma comunidade
universal que engloba a todas as demais: a humanidade” .
Stein deixa bem claro, que é preciso que as pessoas humanas mantenham suas
características individuais ainda que componham uma comunidade. É por isso que
(...) a abertura ao viver atual da dimensão comunitária necessita de um contínuo estado de vigília da
pessoa, porque “quando a alma é colocada fora de circuito da vida atual, ao comportamento e à
visibilidade do indivíduo falta a nota individual ou, como também poderia ser definida, a nota pessoal”.
Nessa situação, o viver não virá do núcleo do seu ser e será conduzido pelas forças psíquicas de outrem
(ALFIERI, 2014, p.90).

Contudo, a comunidade, diferente da pessoa humana, não possui um núcleo. Ela funda-se a
partir dos vários núcleos pessoais, daí a importância da formação de cada pessoa de maneira
adequada.
A vida em comunidade se dá pela construção de várias pessoas, cada qual com suas
vivências individuais, contudo em contrapartida a vida em comunidade também é “útil e
necessária para a formação da pessoa, pois a governa para um conhecimento mais amplo
e coerente de si mesma, do outro e do mundo”