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No contexto em que estamos inseridos, marcado fortemente pelo individualismo e pelo

utilitarismo, onde as pessoas se relacionam umas com as outras tendo em vista interesses
pessoais, faz-se necessário uma análise filosófica que não simplesmente critique as relações
na contemporaneidade, mas que dê suporte sólido para fundamentar as relações humanas,
dando-lhes um sentido ético.

Fundamentar as relações interpessoais numa perspectiva estrutural e ao mesmo tempo ver


a vivência comunitária como necessária para a formação da pessoa humana integral.

Stein traz à baila a discussão da necessidade da transcendência do ser humano, sendo ele
dotado de espírito: o nível relacional se dá no âmbito espiritual, onde duas pessoas
espirituais transcendem uma em direção à outra para a relação, devido à sua abertura
constitutiva. É necessário, pois, investigar como Stein compreende esta estrutura
constitutiva do homem e de que forma ela influencia na vida comunitária, facilitando uma
vivência ética em relação aos outros e à comunidade em si.