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A Linha Africana e suas falanges

Cláudio Zeferino/CZ
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No Congo, os pigmeus viviam como escravos de mestres bantus.

Os pigmeus escravos pertenciam desde o nascimento até à sua


morte aos mestres bantos - um relacionamento que os bantos
chamam de "honrada tradição".

Chegavam a ser considerados parte do seu patrimônio familiar e,


como tais, são transmitidos como herança de geração a geração.

Nessas condições, é o patrão banto quem responde por eles


diante da sociedade. Defendem-nos em tribunais, onde às vezes os
pigmeu nem sequer têm o direito de comparecer, e conservam
seus eventuais documentos públicos, que usam sem maiores
controles.

Os bantos desfrutam dos bens que os pigmeu caçam e colhem e


exigem que trabalhem em seus campos. Em troca, lhes dão
retalhos velhos de tecido, alguns produtos de cultivo e até suas
cabanas, quando estas já estão semidestruídas.

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Pigmeu é um termo utilizado para vários grupos étnicos mundiais
cuja altura média é invulgarmente baixa.

Há uma lenda que diz que os povos pigmeus primordiais (os Kás)
eram um povo muito alto, que passava de 220 cm na media de
altura, e que havia sido expulso para as densas florestas
equatoriais por uma maldição, há quase 5000 anos, pelos
ancestrais dos Bantus.

Conta a lenda que os Ká passaram mais de 3000 anos sem poder


ver a luz do sol e, passado esse tempo, foram denominados
pigmeus pelas tribos bantas da região, pois acabaram por ter uma
estatura muito baixa. Assim, com o nome mudado, os pigmeus
puderam voltar a ver a luz do sol.

Existem lendas também que indicam que os pigmeus seriam


portadores de uma magia florestal.

Dentro de uma visão militarizada, o s pigmeus atuariam como


tropas comuns e ajudantes de ordem.
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Os Zulus são um povo do sul da África que vive em territórios
correspondentes à África do Sul, Lesoto, Essuatíni, Zimbábue e
Moçambique.

A mitologia Zulu é completamente distinta da mitologia Bantu.

Foram guerreiros rebeldes da tribo zulu que no passado


atacou fortemente os colonos britânicos, bôeres e
portugueses durante as épocas coloniais, resistindo ao
desbravamento e a colonização/invasão britânica e portuguesa
entre os séculos XIV e XIX e início do século XX.

Um de seus grades líderes foi Shaka que, ao assumir o


comando do Povo Zulu, observou que as armas usadas já
eram ultrapassadas para as novas tácticas de guerra. Ele
introduziu o uso do escudo que protegia o corpo inteiro e
implantou a substituição a lança que se atirava por uma lança
mais curta, qual funcionava como uma espada (assegai).

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Shaka Instituiu a técnica de combate “corpo-braço-cabeça” em
que o corpo era a grande concentração de tropas central, e a
única que os inimigos podiam ver, os braços eram dois grupos
de envolvimento rápido que atacavam pelos flancos, e a
cabeça, um regimento que, nos dois primeiros estágios de
qualquer batalha -- início com o embate frontal do corpo e o
segundo - era o ataque dos braços pelos flancos - - ficava
escondido por uma colina e de costas para a luta, ver a
batalha. No momento adequado recebiam a ordem de ataque,
que cumpriam sem pensar e sem tentar adequar-se à situação.
Velocidade, rapidez na comunicação e astúcia eram os outros
trunfos da estratégia.

Cada esquadrão era distinguido por diferentes cores dos panos


de cabeça e pelos couros de gado usados no escudo.

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Foi graças a esta organização militar de Shaka que os zulus
conseguiram conquistar e derrotar numerosas outras tribos,
levando o título de Grandes Guerreiros.

Era proibido aos jovens guerreiros casar-se e o casamento só


era autorizado como pagamento de serviços militares.

As mulheres e as crianças serviam também no exército,


seguindo o exército com o gado, cozinhando e carregando
comida, os homens de outras tribos que eram feitos
prisioneiros tornavam-se escravos e se eram novos e fortes
faziam parte do exército.

O sistema tático militar bem organizado tornou o reino zulu


bem sucedido por muitas décadas.

Dentro de uma visão militarizada, os Zulus são empregados


como uma tropa de choque e de resposta rápida.

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O termo NGANGA possui os mais diversos significados
dentro das línguas do Povo Bantu.

Santo, Divino, Chefe supremo de uma união de terreiros. Exu muito


pesado.

Feiticeiro, Mestre, Alguém competente numa atividade Especifica.

A qualificação em uma função social. Título provativo de cada um


dos líderes de ritualísticas de uma comunidade, que estão
dedicados principalmente ao bem estar de seu povo.

Pessoa com Habilidades Especiais.

Dentro de uma visão militarizada, os Ngangas seriam empregados


em atividades especiais onde se requer força aliada a inteligência.

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