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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO
MARKETING II

JÚLIO CÉSAR MARTINIANO DE ALBUQUERQUE SILVA

ATIVIDADE: ESTUDO DE CASO HARPIAS

NATAL - RN
2020
JÚLIO CÉSAR MARTINIANO DE ALBUQUERQUE SILVA

ATIVIDADE: ESTUDO DE CASO HARPIAS

Atividade apresentada à disciplina


Marketing II, disciplina do curso de
Administração da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte, como um dos
requisitos avaliativos referentes à
primeira unidade da disciplina no
semestre letivo 2020.5, ministrada pela
Profº. Doutor Carlos David Cequeira
Feitor.

NATAL - RN
2020
1) Avalie o contexto de atuação da ONG Harpias. Quais os principais problemas
enfrentados pela organização e suas possíveis causas?
A HARPIAS enfrenta problemas gerais de todas as ONGs que lidam com
violência contra animais e também problemas da própria empresa, que se estabeleceu
baseado nas vontades de cada membro de ajudar aqueles que por tantos anos os
humanos mudaram artificialmente para nos servir.
Para entender melhor os problemas gerais, desenvolvi um diagrama de árvore
de problemas, que se encaixa bem para explicar como a situação está.

A maior parte das ONGs, assim como a HARPIAS, precisa lidar com os
custos de realizar suas atividades e demonstrar resultados para o governo e para os
particulares que investiram suas imagens nelas, afinal, não faria sentido realizar
doações e se associar a uma ONG que não ajuda tanto ou que está envolvida em
escândalos.
Acontece que não é tão fácil assim, ONGs são formadas por pessoas livres e
voluntárias, que não possuem obrigações de agir nela, elas podem sair a qualquer
momento e não recebem nenhum retorno palpável dos seus trabalhos, apenas a auto
realização e senso de dever cumprido.
Esses problema especialmente acontece na HARPIAS, em que voluntários
realizam atividades paralelamente a organização e também que suas “lideranças”
estão divergindo entre planos de ação imediatamente e mudança de pensamento da
população a longo prazo.
Para ilustrar a situação na organização, primeiramente podemos analisar suas
principais forças e fraquezas:
FORÇAS
Primeiramente, a motivação da equipe que a move, a diversidade dos membros e o
fato da organização já possuir a experiência sendo desmembrada de outra já existente,
a Ação Animal, o sentimento de pertencer a algo estável e firmado é muito
recompensador ao ser humano, permitindo-o se inspirar nas ações de outros
participantes.
FRAQUEZAS
Entretanto, a sua estrutura também exige muito, custos com animais são muito
altos principalmente considerando que a demanda é forte independente da capacidade
de custos da organização, é impossível para pessoas simples lidarem por conta própria
com o altíssimo número de casos de violência contra animais.
Olhando para esses dois aspectos, podemos imediatamente pensar nas
oportunidades e ameaças a vir:
AMEAÇAS
A corrente contrária é esmagadora, dependendo de quantos casos acontecerem
e de como os voluntários estarão, pode ser que a organização se envolva
constantemente em situações difíceis e que acumule dívidas e fracassos, afetando
fortemente sua imagem com a população e com os doadores, além da moral interna.
OPORTUNIDADES
Assim, também é possível perceber que a organização tem um potencial de
crescimento incalculável, enquanto existirem pessoas de bom coração, haverão
oportunidades para novos doadores e novos projetos de lei que visem proteger os
animais. Uma ONG age diferente quanto aos direitos e deveres de um órgão público,
permitindo que ela procure se reinventar de forma a vencer os desafios.

2) Com base no caso, o que você acha que conduziu o Harpias a enfrentar esse
dilema?
Como já comentado na resposta anterior, uma ONG é composta por
voluntários, por pessoas sem obrigações que decidiram em conjunto agir por uma
causa maior, a ONG não possui uma estrutura firmada como um órgão público, e suas
ações desviam dos limites estatais, assim, ela pode atuar de forma livre a cumprir seus
objetivos, essa liberdade tem custo; As ONGs não recebem financiamento, não dão
retorno aos seus voluntários, elas dependem de trabalho realizado de bom grado e de
doadores que estejam interessados nas suas atividades.
Além disso, os próprios participantes podem mudar de ideia quanto ao que é o
futuro da organização, como no caso da HARPIAS, em que parte da equipe se
preocupa com ações imediatas, que visam ajudar os animais que precisam de ajuda
agora, enquanto parte procura mudar a mentalidade da população quanto aos animais
a longo prazo.

3) Se você, como voluntário, fosse convidado pela presidente a se posicionar, que


posicionamento tomaria? Por que? Quais os aspectos positivos e negativos de
cada posição adotada?
Eu escolheria a de ação de longo prazo, por mais que me sinta muito mal de
não atender os animais que precisam de ajuda agora, a violência contra animais
sempre existiu desde que começamos a domesticá-los, o ser humano falha muito em
perceber que não somos melhores ou piores que nenhum outro animal e que todos
precisam de respeito, essa medida abre mão de ajudar muitos que precisam agora para
trabalhar maneiras de ajudar muitos mais que virão pela frente, principalmente através
de pressionar os governos para desenvolverem leis de proteção aos animais e ao meio
ambiente em geral. Durante o trabalho já desenvolvi diversos pontos, mas trago aqui
um pequeno comparativo de que, focar nos problemas de agora é, nesse caso, estar
correndo atrás de apagar um incêndio aos poucos que já começou muito tempo atrás e
que ainda está muito à frente, mesmo que seja cruelmente frio abrir mão de ajudar os
que precisam de nós agora, a posição de terceiro permite olhar com foco no futuro,
mesmo assim existem diversas atividades que ainda podemos desenvolver que ajudam
animais agora, aos poucos, através da sensibilização de pequenos grupos em aulas e
workshops.
4) Se você fosse convidado para atuar como gestor de marketing dessa organização,
considerando seu posicionamento na questão 3, que ações você desenvolveria?
Para me apoiar na resposta dessa questão, desenvolvi um pequeno diagrama de
planejamento.
Principalmente por achar necessário rever qual o futuro da organização e
definir melhor suas raízes, para que os próximos voluntários a se juntarem e até a
própria direção não se duvidarem no futuro.

Acredito que implantando essas atividades, seria possível restabelecer a


HARPIAS como uma ONG de educação social da causa animal, que por sua vez é
capaz de ajudar a longo prazo de forma muito mais ampla e profunda do que focando
em atividades imediatas.